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Petrobras retoma produção de ureia no Paraná após seis anos de paralisação

A Petrobras voltou a produzir ureia na Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná, após seis anos sem operação, consolidando um movimento de retomada no setor de fertilizantes. A produção teve início na quinta-feira (30) e representa um passo relevante na reativação da subsidiária, que estava paralisada desde 2020.

Para viabilizar o retorno das atividades, a companhia destinou cerca de R$ 870 milhões a um processo que envolveu manutenções, inspeções técnicas, testes operacionais, recomposição de equipes e contratação de serviços, iniciado após o anúncio da retomada, em 2024.

Rede de fábricas amplia presença no mercado

A reabertura da unidade se soma à reativação das fábricas Fafen-SE, em Sergipe, em dezembro de 2025, e Fafen-BA, na Bahia, em janeiro de 2026. Com a produção conjunta dessas três plantas, a estatal estima atingir aproximadamente 20% do mercado interno de ureia.

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O plano de expansão inclui ainda a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), com previsão de entrada em operação em 2029. Segundo a empresa, a nova unidade pode elevar a participação para cerca de 35% do mercado nacional.

Estratégia mira autonomia e geração de empregos

A Petrobras afirma que a estratégia busca reduzir a dependência de importações e fortalecer cadeias produtivas ligadas ao agronegócio e à indústria nacional. Durante a fase de preparação da Ansa, foram gerados mais de 2 mil empregos, enquanto a operação regular deve manter cerca de 700 postos de trabalho diretos.

Antes da retomada da ureia, a unidade já havia alcançado marcos operacionais importantes, como a produção de ARLA 32, insumo utilizado no controle de emissões de veículos a diesel, além da produção de amônia, fundamentais para a reativação completa da planta.

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Com as Fafens e, agora, a Ansa em pleno funcionamento, reduzimos a dependência externa de ureia e fortalecemos a cadeia produtiva do agronegócio e da indústria nacional”, afirmou o diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França.

Instalada ao lado da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), na Região Metropolitana de Curitiba, a unidade tem capacidade para produzir 720 mil toneladas de ureia por ano, o equivalente a cerca de 8% do mercado nacional, além de 475 mil toneladas de amônia e 450 mil m³ de ARLA 32 anuais.

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Volkswagen registra receita de 75,7 bilhões de euros, apesar de tombo no lucro operacional

O Volkswagen Group divulgou na quinta-feira (30) seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, com queda nos principais indicadores de rentabilidade, apesar de manter volume elevado de receita e geração de caixa. Segundo a apresentação oficial , a companhia registrou receita de 75,7 bilhões de euros (R$ 442,1 bilhões).

No período, o grupo entregou 2,05 milhões de veículos, o que representa uma queda de 4% na comparação anual, enquanto a participação global de mercado permaneceu estável acima de 10%. A empresa também reportou fluxo de caixa líquido automotivo de 2,0 bilhões de euros (R$ 11,7 bilhões) e liquidez automotiva de 34,2 bilhões de euros (R$ 199,7 bilhões).

Queda no lucro e impacto de fatores extraordinários

O desempenho operacional foi pressionado por efeitos não recorrentes e pelo ambiente externo. O lucro operacional caiu para 2,5 bilhões de euros (R$ 14,6 bilhões), recuo de 14% na comparação anual, enquanto a margem operacional recuou de 3,7% para 3,3% no período.

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De acordo com o material, os resultados foram impactados por efeitos especiais negativos de 0,8 bilhão de euros (R$ 4,7 bilhões), incluindo custos de reestruturação de 0,3 bilhão de euros (R$ 1,8 bilhão) e 0,5 bilhão de euros (R$ 2,9 bilhões) relacionados ao fim da produção do ID.4 nos Estados Unidos. Além disso, houve impacto adicional de 0,6 bilhão de euros (R$ 3,5 bilhões) decorrente de tarifas nos EUA.

Desempenho regional e entregas

As entregas apresentaram comportamento misto entre as regiões. Houve crescimento de 5% na Europa e de 7% na América do Sul, enquanto América do Norte (-13%) e China (-15%) registraram retração no período.

A companhia destacou que o crescimento em mercados como Europa e América do Sul compensou parcialmente as quedas nas demais regiões, em um cenário ainda marcado por condições de mercado desafiadoras e competição elevada, especialmente na China.

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Geração de caixa e posição financeira

Apesar da pressão nos lucros, a Volkswagen manteve disciplina financeira. O grupo registrou fluxo de caixa líquido automotivo reportado de 2,0 bilhões de euros (R$ 11,7 bilhões), apoiado por menor carga tributária e controle de investimentos.

A liquidez automotiva permaneceu em 34,2 bilhões de euros (R$ 199,7 bilhões) ao fim de março de 2026, levemente abaixo do nível de 34,5 bilhões de euros registrado no fim de 2025, refletindo, entre outros fatores, pagamentos de dividendos e movimentações financeiras.

Perspectivas para 2026 mantidas

A Volkswagen manteve suas projeções para o ano. A companhia espera crescimento de receita entre 0% e 3% em 2026, com margem operacional entre 4,0% e 5,5%.

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A expectativa para o fluxo de caixa automotivo permanece entre 3 bilhões e 6 bilhões de euros (R$ 17,5 bilhões a R$ 35,0 bilhões), enquanto a liquidez automotiva deve ficar entre 32 bilhões e 34 bilhões de euros (R$ 186,9 bilhões a R$ 198,6 bilhões).

Segundo a empresa, o cenário considera as condições atuais de tarifas, mas não incorpora possíveis impactos adicionais de uma escalada no Oriente Médio, o que mantém o ambiente de negócios sujeito a incertezas.

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ArcelorMittal: lucro no 1º trimestre recua para US$ 600 milhões, mas companhia mantém perspectiva positiva

A ArcelorMittal divulgou em 30 de abril de 2026 seus resultados financeiros do 1º trimestre de 2026, com EBITDA de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,5 bilhões), lucro líquido de US$ 600 milhões (R$ 3,0 bilhões) e lucro por ação de 76 centavos de dólar (R$ 3,78). A companhia também reportou liquidez de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões) e dívida líquida de US$ 9,3 bilhões (R$ 46,3 bilhões).

A empresa destacou que o EBITDA por tonelada chegou a US$ 131 (R$ 652,38) no trimestre, patamar que representa uma melhora sustentada em relação às médias históricas. Segundo a apresentação, o desempenho do 1º trimestre de 2026 ainda não incorpora plenamente o ambiente de preços mais favorável observado nos últimos meses.

A ArcelorMittal afirma que os benefícios dessa melhora devem aparecer a partir do 2º trimestre de 2026, em um cenário de fundamentos mais positivos, apesar da volatilidade nos custos de energia.

Europa ganha peso com novas regras comerciais

A companhia apontou que medidas como o CBAM e o novo mecanismo de cotas tarifárias (TRQ) devem reduzir importações na Europa e elevar a utilização da capacidade doméstica. Segundo a empresa, o novo regime pode cortar importações em cerca de 13 milhões de toneladas em relação a 2025.

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A ArcelorMittal afirma estar bem posicionada para capturar essa recuperação de demanda, com capacidade existente, preparação para retomada de altos-fornos em Fos e Dąbrowa, além da entrada em operação do novo EAF de Gijón e da expansão em Sestao.

Investimentos estratégicos sustentam crescimento

A companhia informou que seus projetos estratégicos podem adicionar US$ 1,8 bilhão (R$ 9,0 bilhões) ao potencial de EBITDA a partir de 2026. Entre os destaques estão investimentos ligados à transição energética, expansão de mineração, aumento de capacidade na Índia e ativos de maior valor agregado.

Nos últimos 12 meses, a empresa gerou US$ 2,0 bilhões (R$ 10,0 bilhões) em fluxo de caixa investível, destinou US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) a capex estratégico, retornou US$ 700 milhões (R$ 3,5 bilhões) aos acionistas e aplicou US$ 200 milhões (R$ 996,0 milhões) em fusões e aquisições.

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Balanço sólido e retorno ao acionista

A ArcelorMittal reforçou que mantém balanço com grau de investimento, com rating BBB pela S&P e Baa2 pela Moody’s, ambos com perspectiva estável. A liquidez ao fim do trimestre era de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões), composta por US$ 4,4 bilhões (R$ 21,9 bilhões) em caixa e equivalentes e US$ 5,5 bilhões (R$ 27,4 bilhões) em linhas de crédito não utilizadas.

A política de remuneração prevê retorno mínimo de 50% do fluxo de caixa livre pós-dividendos aos acionistas por meio de recompras. Desde setembro de 2020, a companhia recomprou 38% das ações em circulação e pagou em março de 2026 um dividendo trimestral de 15 centavos de dólar por ação (R$ 0,75), dentro da proposta anual de 60 centavos de dólar por ação (R$ 2,99).

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Spotify fecha parceria com Peloton e lança hub global de conteúdo fitness

O Spotify ampliou sua estratégia para além de música e podcasts e anunciou nesta segunda-feira (27) uma parceria com a Peloton Interactive para criar uma nova categoria dedicada a fitness dentro da plataforma.

Com o acordo, mais de 1.400 aulas da Peloton serão disponibilizadas para assinantes Spotify Premium na maior parte dos mercados globais da empresa. O conteúdo será integrado ao atual ecossistema de áudio e vídeo do serviço. A oferta inclui treino de força, Pilates, barre, yoga, meditação e outras modalidades.

“À medida que seguimos avançando no segmento de bem-estar, nosso trabalho com o Spotify é mais um passo para ampliar nosso alcance e capturar novas fontes de receita por meio da experiência, conteúdo e instrução incomparáveis da Peloton”, afirmou Dion Camp Sanders, diretor comercial da companhia.

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Nenhuma das empresas divulgou os termos financeiros do acordo, mas a parceria sinaliza prioridades estratégicas relevantes para os dois grupos.

Spotify aposta em novas receitas

Para o Spotify, a iniciativa representa uma expansão mais profunda no mercado de wellness, criando novos caminhos de engajamento e monetização além do negócio principal de música e podcasts.

Segundo a empresa, conteúdos fitness mantêm usuários por mais tempo na plataforma e abrem espaço para receitas com assinaturas, publicidade e ferramentas para criadores de conteúdo.

O Spotify informou ainda que existem mais de 150 milhões de playlists fitness ativas no mundo, enquanto quase 70% dos usuários Premium afirmam se exercitar mensalmente.

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“Fitness é uma extensão natural da forma como as pessoas já usam o Spotify hoje — para se motivar, se recuperar e se reequilibrar”, disse um porta-voz da empresa à CNBC.

Além da parceria com a Peloton, o grupo também amplia seu ecossistema com criadores da área fitness, trabalhando com nomes como Yoga With Kassandra, Caitlin K’eli Yoga, Sweaty Studio e Chloe Ting, que podem monetizar conteúdo por ferramentas já existentes, como o Spotify Partner Program.

Peloton busca crescer além dos equipamentos

Para a Peloton, o acordo acelera a mudança estratégica para longe de um modelo focado principalmente em hardware, em direção à distribuição escalável de conteúdo com margens mais elevadas.

O CEO Peter Stern afirmou que a parceria também reforça seus planos de expansão internacional.

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“O Spotify oferece um palco global para nossos instrutores, que agora têm a capacidade de alcançar centenas de milhões de assinantes Premium da plataforma”, declarou Stern à CNBC.

Ao aproveitar o alcance global do Spotify, a Peloton ganha exposição sem exigir que usuários possuam seus equipamentos ou assinem o aplicativo independente da empresa.

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