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McDonald’s e Coca-Cola: parceria de 70 Anos pode estar abalada; entenda

A relação entre McDonald’s e Coca-Cola, firmada em um aperto de mãos em 1955, tornou-se um dos símbolos mais duradouros do capitalismo americano. Por décadas, o refrigerante da marca foi o acompanhamento oficial dos hambúrgueres da rede, ajudando a consolidar campanhas e produtos que marcaram gerações. Mas, após 70 anos, essa união enfrenta turbulências.

O motivo não é falta de compromisso entre as empresas, mas sim a transformação do mercado. O consumo de refrigerantes tradicionais está em queda, especialmente entre os jovens, que buscam sabores exóticos e bebidas com apelo visual para as redes sociais. Enquanto isso, concorrentes como Starbucks e Dunkin mostram que o setor de bebidas pode ser um motor bilionário de crescimento.

De olho nesse cenário, o McDonald’s lançou recentemente suas próprias linhas de refrigerantes personalizados e refrescos, além de preparar a estreia de energéticos em parceria com a Red Bull. A iniciativa sinaliza que a rede não quer depender apenas da Coca-Cola para atrair novos consumidores e aumentar receitas. As informações são do The Wall Street Journal.

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A Coca-Cola, por sua vez, tenta se reinventar. Em feiras e eventos, a empresa tem apresentado protótipos ousados, como limonadas coloridas e misturas com sabores inusitados, numa tentativa de reconquistar espaço e atender às demandas de restaurantes que pedem mais variedade. Executivos da companhia reconhecem que é um movimento desconfortável, mas necessário para manter relevância.

Apesar das tensões, ambas as empresas afirmam que a parceria continua “fantástica”. A Coca-Cola participa do desenvolvimento das novas “dirty sodas” do McDonald’s, enquanto a rede reforça que o refrigerante segue sendo peça central em sua operação global. Ainda assim, a busca por inovação mostra que o futuro da relação pode ser bem diferente do passado.

O que começou com Ray Kroc e Waddy Pratt em um estacionamento de Illinois agora enfrenta o desafio de se adaptar a um mercado em constante mudança. A parceria que moldou o fast-food moderno precisa provar que ainda tem fôlego para acompanhar os novos tempos.

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Colômbia terá 2º turno presidencial entre conservador De la Espriella e progressista Cepeda

O conservador opositor Abelardo de la Espriella e o senador progressista Iván Cepeda disputarão a presidência da Colômbia em um segundo turno, após nenhum dos dois ter conseguido a maioria necessária de votos nas eleições deste domingo, 31.

De la Espriella obteve 43,72% dos votos, seguido por Cepeda, afilhado político do atual presidente do país, Gustavo Petro, com 40,92%, de acordo com 99% da contagem preliminar informada pela Registradoria Nacional.

Ambos se enfrentarão em um segundo turno em 21 de junho.

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Admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do mandatário salvadorenho, Nayib Bukele, De la Espriella promete acabar com os diálogos de paz com os grupos armados ilegais e aumentar a pressão militar nos territórios onde operam.

Cepeda, candidato do Pacto Histórico, disse que continuará com as políticas de Petro, incluindo a “paz total” com a qual o mandatário cessante impulsionou conversações com os ilegais em meio a críticas de oponentes. Fonte: Associated Press

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Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos

O principal negociador iraniano alertou neste domingo que os Estados Unidos “não são confiáveis” e que Teerã não aceitará qualquer acordo com Washington sem garantias plenas de seus direitos.

As declarações de Mohammad Bagher Ghalibaf surgem em meio a relatos de que o presidente norte-americano Donald Trump teria enviado uma proposta de paz mais dura ao Irã, evidenciando o abismo que ainda separa as partes.

Mudanças no texto podem atrasar ainda mais um acordo para encerrar formalmente a guerra no Oriente Médio e reabrir o estratégico Estreito de Hormuz, após semanas de negociações tensas, marcadas por retórica agressiva e episódios de violência.

O Irã já discutia com os EUA o futuro de seu programa nuclear em fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram ataques que eliminaram parte da liderança da República Islâmica. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins civis, mas Washington e aliados ocidentais suspeitam de ambições militares.

Segundo o New York Times e o Axios, Trump teria enviado um novo “quadro mais rígido” para análise iraniana, sem detalhes divulgados. O presidente norte-americano afirma que suas prioridades são impedir o desenvolvimento de armas nucleares e reabrir a rota marítima bloqueada no Hormuz.

“Minha única garantia é que não haverá armas nucleares. Eles concordaram com isso, e foi muito interessante”, disse Trump em entrevista à nora Lara Trump, na Fox News.

Ghalibaf, porém, reforçou: “Não aprovaremos nenhum acordo até termos certeza de que os direitos do povo iraniano foram assegurados”, em vídeo transmitido pela TV estatal.

O ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi acrescentou que “até que haja uma conclusão clara, tudo o que se diz agora é especulação”.

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O Irã exige a liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados antes de avançar em negociações substantivas, rejeitando como “infundadas” declarações de Trump sobre a destruição de estoques de urânio enriquecido.

Escalada militar

Um dos objetivos declarados de Washington era destruir o programa de mísseis balísticos iraniano. Em abril, o general Dan Caine estimou que mais de 80% das instalações haviam sido atingidas.

No entanto, imagens de satélite analisadas pela CNN mostram que Teerã conseguiu reabrir 50 das 69 entradas de túneis bombardeadas em 18 bases subterrâneas.

Apesar da trégua temporária firmada em abril, ataques esporádicos continuam. A Guarda Revolucionária afirmou ter derrubado um drone militar dos EUA prestes a entrar em águas iranianas — episódio não confirmado por Washington.

Trump enfrenta pressão para garantir um acordo que alivie os bloqueios impostos por ambos os lados no Estreito de Hormuz, vital para o fluxo global de petróleo. Enquanto Trump declarou que o Irã não cobraria taxas de passagem, a agência Fars negou a existência de tal cláusula.

Parlamentares iranianos discutem projeto que prevê “gestão e soberania” sobre o estreito, incluindo a cobrança de “taxas administrativas”.

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Frente no Líbano

Teerã insiste que qualquer acordo de paz inclua o Líbano, onde os combates seguem intensos. Beirute acusa Israel de adotar uma “política de terra arrasada” contra o Hezbollah.

Embora uma trégua tenha sido anunciada em 17 de abril, nunca foi respeitada. No domingo, um ataque israelense em Deir Zahrani, sul do Líbano, matou oito pessoas, incluindo três mulheres, segundo o Ministério da Saúde libanês.

O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir a ofensiva israelense, após a captura do castelo medieval de Beaufort — usado como base militar durante a ocupação israelense anterior.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a retomada de Beaufort como “uma mudança dramática”.

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Berkshire Hathaway anuncia primeira aquisição desde saída de Warren Buffett como CEO

A Berkshire Hathaway anunciou neste domingo a aquisição da construtora Taylor Morrison Home em um acordo avaliado em US$ 6,8 bilhões, reforçando sua aposta no mercado imobiliário norte-americano após um período prolongado de retração.

A empresa sediada em Omaha, Nebraska, pagará US$ 72,50 por ação em dinheiro, segundo comunicado oficial. A oferta representa um prêmio de 24% em relação ao preço de fechamento da construtora em 29 de maio e avalia a companhia em cerca de US$ 8,5 bilhões, incluindo dívidas.

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Este é um dos primeiros grandes movimentos estratégicos sob a liderança de Greg Abel, sucessor de Warren Buffett, que assumiu como CEO no início de 2026. O fechamento da transação está previsto para o segundo semestre de 2026. Apesar do valor expressivo, o negócio é considerado modesto para os padrões da Berkshire, que atualmente possui um caixa próximo de US$ 400 bilhões.

“A Berkshire está adquirindo uma construtora nacional de primeira linha, liderada por uma equipe excepcional e reconhecida pela experiência do cliente”, afirmou Abel. “Com o tempo, esperamos unificar nossas operações de construção em um único modelo, permitindo que mais americanos realizem o sonho da casa própria.”

O acordo sinaliza que a Berkshire aposta em uma recuperação da demanda habitacional nos EUA, mesmo diante de taxas de hipoteca elevadas e desafios de acessibilidade que pressionaram o setor nos últimos anos.
“Eles estão apostando que o ciclo imobiliário vai virar e que há uma demanda reprimida”, disse Bill Stone, CIO da Glenview Trust e acionista da Berkshire, à CNBC.

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A aquisição amplia ainda mais a presença da Berkshire no setor de habitação. O conglomerado já controla a gigante de casas pré-fabricadas Clayton Homes, diversas empresas de produtos de construção e a Berkshire Hathaway HomeServices, uma das maiores redes de franquias de corretagem imobiliária residencial dos EUA.

O último grande negócio da Berkshire havia sido em outubro de 2025, quando fechou a compra da OxyChem, braço químico da Occidental Petroleum, em um acordo de US$ 9,7 bilhões em dinheiro.

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João Fonseca faz nova vítima em Roland Garros, derrota Casper Ruud e está nas quartas de final

Após a épica vitória sobre Novak Djokovic, João Fonseca retornou à quadra Philippe Chartrier, a central do complexo de Roland Garros, neste domingo para dar continuidade a melhor campanha de sua carreira em Grand Slams. O tenista de 19 anos avançou às quartas de final ao vencer o norueguês Cásper Ruud por 3 a 1, com parciais de 7/5, 7/6 (10/8), 5/7 e 6/2 em 3h55.

Tendo o compatriota e tricampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten, como testemunha, Fonseca eliminou o duas vezes finalista do Grand Slam francês, ex-vice líder do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e atual 16º do mundo e aumentou o hype, citado por Djokovic, que gerou no circuito.

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O adversário do brasileiro por uma vaga na semifinal será o checo Jakub Mensik, 27º do mundo, que venceu o russo Andrey Rublev, 13º, por 3 a 2. Fonseca venceu o único jogo que disputou contra o tenista de 20 anos. O confronto aconteceu na campanha vitoriosa do Torneio Next Gen Finals, competição com os oito melhores tenistas de até 20 anos do circuito, em dezembro de 2024, na Arábia Saudita.

Apesar de longa, a partida deste domingo apresentou situações bastante distintas das anteriores do 30º colocado do ranking mundial em Paris. Na segunda e na terceira rodada, o brasileiro saiu perdendo de 2 sets a 0 e precisou virar. Contra Ruud, que também virou um 2 a 0 na terceira rodada, Fonseca esteve à frente no placar durante grande parte da disputa.

Ele começou sacando, e seu serviço foi uma arma muito importante no primeiro set. O brasileiro venceu 90% dos pontos com seu primeiro serviço e não cedeu nenhuma chance de quebra ao rival. No quarto game, Fonseca teve os três primeiros break points da partida, mas Ruud se manteve consistente para confirmar seu saque e empatar a primeira parcial em 2 a 2.

Os dois próximos break points só vieram no 12º game, quando o norueguês sacava para levar a definição do primeiro set ao tie-break. Com um erro não-forçado de Ruud, cujo forehand terminou na rede, Fonseca fechou o primeiro set em 7/5 em 56 minutos.

O brasileiro aproveitou o bom momento, voltou a quebrar o saque do adversário no segundo game do segundo set e abriu 2 a 0. Na sequência, porém, o brasileiro sacou mal e cedeu as primeiras chances para o rival derrubar seu serviço. Ruud aproveitou, impediu que o brasileiro enfileirasse cinco games seguidos e diminuiu a desvantagem para 2 a 1.

No sétimo game, Fonseca se viu novamente ameaçado, com Ruud conquistando dois break points. O brasileiro jogou com autoridade, dominou os pontos com intensidade e evitou que o rival passasse a comandar o placar. O brasileiro teve muita dificuldade para confirmar seu serviço no 11º game, salvando três break points e depois de mais de 13 minutos de disputa se manteve à frente no placar, com 6 a 5.

O brasileiro teve dois set point no game seguinte, mas diferentemente do que aconteceu no primeiro set o tenista de 27 anos conseguiu levar a definição para o tie break. No desempate, Fonseca foi o primeiro a vencer um ponto no serviço do rival e fez 2 a 1, mas levou o troco nos dois saques seguintes e depois viu Ruud abrir 5 a 2.

O brasileiro reagiu, venceu três pontos seguidos e empatou 5 a 5 Ruud desperdiçou dois set points no saque e depois viu Fonseca, buscando as linhas, fazer 10 a 8 após 15 minutos de tie break. O segundo set teve duração de 1h21.

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Após abrir 2 sets a 0, Fonseca foi ao vestiário. Na retomada da partida, pela primeira vez Ruud iniciou o set no serviço, mas o momento era muito favorável ao brasileiro, que impunha dificuldade para o adversário confirmar seu serviço. Muito mais experiente do que Fonseca, Ruud conseguiu administrar a pressão, segurou seus serviços e conseguiu a única quebra do set no 12º game, fazendo 7/5 e vencendo seu primeiro set.

A quarta parcial começou com uma quebra para o brasileiro, que na sequência confirmou o saque e fez 2 a 0. Ele teve novo break point no terceiro game, mas desperdiçou. No quinto, porém, a quebra foi confirmada e o brasileiro marcou 4 a 1. Com duas quebras à frente, Fonseca administrou a vantagem e venceu o oitavo e último game sem ceder pontos.

“Obrigado a todo mundo que ficou até tarde. O sonho continua”, afirmou Fonseca, em português, ao público na Philippe Chartrier após a protocolar entrevista em inglês.

Com Paris ainda em festa pelo bicampeonato do PSG na Champions League (o Parc des Princes, estádio do clube, fica próximo do complexo de Roland Garros e mais de 24 horas após a conquista ainda abrigou nova sessão de fogos de artifício), os torcedores brasileiros, que costumam marcar presença e fazer barulho nos jogos de Fonseca, também tinham um grande motivo para comemorar.

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PMI industrial da China permanece estável em maio com pressão de custos de energia

A atividade industrial da China permaneceu estável em maio após expandir por dois meses consecutivos, refletindo a pressão dos crescentes custos de energia desde que o conflito no Oriente Médio começou.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial caiu para 50,0 este mês, de 50,3 em abril, de acordo com dados divulgados neste domingo, 31, pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). Um índice acima de 50 representa expansão da atividade.

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O PMI composto subiu de 50,1 em abril para 50,5 em maio, enquanto o de serviços avançou de 49,4 para 50,1 na mesma comparação – entrando em território de expansão.

Os dados de domingo ofereceram uma nova leitura sobre a saúde econômica da China, vindo na esteira de uma desaceleração generalizada no mês passado que havia gerado esperanças de mais estímulos.

O crescimento dos gastos dos consumidores na China desacelerou para seu ritmo mais fraco desde 2022 em abril, enquanto a produção industrial, o investimento e o setor imobiliário continuaram a se deteriorar, ficando aquém das expectativas dos economistas.

Embora o choque energético da guerra do Irã esteja pressionando a segunda maior economia do mundo e exacerbando sua recuperação desigual, muitos economistas consideram improvável que Pequim é faça alguma intervenção no curto prazo, em parte devido ao crescimento melhor do que o esperado no primeiro trimestre e às exportações resilientes.

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