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Trump ameaça transformar Venezuela no 51º estado dos EUA; entenda

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insinuar, em publicações nas redes sociais, que a Venezuela poderia se tornar um estado estadunidense. As declarações ocorreram enquanto ele comentava o desempenho da seleção venezuelana no Mundial de Beisebol, que terminou com vitória sobre os Estados Unidos na final.

A primeira menção foi feita após a vitória da Venezuela sobre a Itália nas semifinais. “Uau! A Venezuela derrotou a Itália hoje à noite por 4 a 2 na semifinal do WBC. Eles estão parecendo muito fortes. Coisas boas estão acontecendo com a Venezuela ultimamente! Fico me perguntando do que se trata essa magia. Estado nº 51, alguém?”, escreveu. Após o título, Trump voltou à rede Truth Social e publicou apenas: “status de estado”.

As declarações ocorrem dois meses após a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro do então presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país, atualmente sob liderança interina de Delcy Rodríguez, enfrenta pressão constante do governo Trump, ampliando as tensões na região.

Publicação de Trump após título venezuelano. Foto: reprodução

A Venezuela, no entanto, não é o único território mencionado por Trump em seus planos expansionistas. O presidente também voltou a defender a anexação da Groenlândia, destacando a importância estratégica da ilha para a segurança nacional e para o chamado “Domo de Ouro”.

“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!”, afirmou.

As declarações geraram reação imediata da Dinamarca e de aliados da Otan, que reforçaram a presença militar na região. “Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, diz o comunicado.

Apesar da pressão, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o território pode discutir parcerias, mas rejeita abrir mão da soberania.

Imagem de IA usada por Trump para ameaçar anexação da Groenlândia. Foto: reprodução

Trump também voltou a sugerir a anexação do Canadá, inclusive com publicações que indicavam a possibilidade de o país se tornar o “estado número 51”. Segundo ele, a medida traria benefícios econômicos e de segurança.

“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte de nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, declarou. “Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido estado de número 51. Estão considerando a oferta!”.

A proposta foi rejeitada pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney. “O Canadá nunca esteve à venda”, afirmou. Em resposta anterior, o governo canadense já havia dito: “Só se o inferno congelar que o Canadá vai se tornar parte dos Estados Unidos. Os trabalhadores e as comunidades dos dois países se beneficiam do fato de serem os maiores parceiros comerciais e de segurança um do outro”.

Outro alvo das declarações recentes de Trump foi Cuba. O presidente afirmou que seria uma “honra” “tomar Cuba”, em meio à crise energética enfrentada pela ilha. O governo cubano confirmou que iniciou negociações com os Estados Unidos. “Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre nações”, disse o presidente Miguel Díaz-Canel.

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Exército gasta R$ 1,3 bi em mísseis e blindados após tensão na fronteira com a Venezuela

Plano de R$ 456 bilhões do Exército entregue a Lula mira rearmar o Brasil com o míssil Matador e o novo balístico nacional S+100
Brasil aposta em mísseis nacionais para reforçar defesa e ampliar alcance estratégico, enquanto destino do projeto depende da retomada da Avibras. (Imagem: Reprodução/Avibras)

O Exército brasileiro realizou um investimento de R$ 1,27 bilhão durante o governo Lula para aquisição de mísseis anticarro e blindados anfíbios, conforme dados obtidos pela Folha de S. Paulo via Lei de Acesso à Informação. O objetivo declarado é preparar as forças terrestres para “ameaças contemporâneas e futuras”, em um contexto de crescente instabilidade geopolítica internacional.

As compras incluíram 220 mísseis anticarro em 2025, ao custo de R$ 153,8 milhões. O lote é composto por 100 mísseis Javelin FGM-148F, adquiridos junto ao governo dos Estados Unidos, e 120 mísseis 1.2 AC Max, fabricados no Brasil pela empresa SIATT, em São José dos Campos (SP). O míssil nacional utiliza um sistema de guiagem a laser e representa uma conquista tecnológica que remonta a um programa de desenvolvimento iniciado ainda na década de 1980.

O contexto de defasagem do Exército nessa área ajudou a impulsionar o programa. Antes dessa aquisição, especialistas apontavam que o Brasil estava atrás de vizinhos sul-americanos em capacidade anticarro, com armamentos de alcance muito inferior aos tanques argentinos, chilenos e peruanos. A crise envolvendo a Venezuela e a Guiana, no fim de 2023, atuou como gatilho decisivo: a possibilidade de tropas de Nicolás Maduro invadirem o território guianês cruzando a fronteira brasileira levou à mobilização de tropas para Roraima e acelerou a percepção da necessidade de modernização .

O Exército justificou oficialmente os gastos citando lições aprendidas em conflitos atuais. Segundo a Força, a guerra na Ucrânia demonstrou a eficácia de sistemas portáteis anticarro para neutralizar colunas blindadas, enquanto os combates na Palestina mostraram sua importância em cenários urbanos e assimétricos contra forças tecnicamente superiores.

Imagem mostra um VBTP Guarani 6x6 com um soldado do exército brasileiro o conduzindo. O veículo é blindado e possui armamento altamente avançado.
VBTP Guarani 6×6 (Foto: Andre Gustavo Stumpf Filho)

Paralelamente, o Brasil adquiriu 163 viaturas blindadas entre 2023 e 2026, com investimento de R$ 1,12 bilhão. A maioria é do modelo VBTP Guarani 6×6, fabricado pela IDV Brasil em Sete Lagoas (MG). Com capacidade anfíbia, o veículo pesa 18 toneladas, atinge 110 km/h e tem autonomia de 600 km, podendo operar em rios e terrenos irregulares. O contrato de longo prazo prevê a fabricação de centenas de unidades até 2040, num total de R$ 7,5 bilhões.

O cenário geopolítico, no entanto, sofreu uma reviravolta radical no início de 2026, com a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos em Caracas. Diante da intervenção sem precedentes na América do Sul, o governo Lula passou a manifestar preocupação com as vulnerabilidades brasileiras. “Se a gente não se preparar em questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, alertou o presidente durante encontro com o presidente da África do Sul. A nova ordem internacional, marcada por ações unilaterais de potências, reposicionou o debate sobre soberania e defesa nacional.

O Exército mantém sigilo sobre a localização exata dos novos armamentos, alegando risco à segurança nacional. Sabe-se, porém, que parte dos equipamentos foi destinada a Roraima, Osasco (SP), Paraná e Rio de Janeiro. O programa de modernização reflete uma mudança de paradigma: em um mundo mais instável, até países tradicionalmente pacíficos como o Brasil precisam repensar sua capacidade de dissuasão e proteção territorial.

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Cuba completa 3 meses sem receber combustível por bloqueio dos EUA

Da Agência Brasil

Cuba completou três meses sem receber qualquer carga de combustível em meio ao bloqueio energético que os Estados Unidos (EUA) impuseram à ilha, prometendo sancionar qualquer país que venda petróleo para o país caribenho.

O presidente cubano Miguel-Díaz Canel comentou, nesta sexta-feira (13), em coletiva de imprensa realizada em Havana, que o bloqueio dos EUA tem deixado alguns municípios com até 30 horas sem energia.

“Já se passaram mais de três meses desde que um navio-tanque entrou em nosso país e estamos trabalhando em condições muito adversas que têm um impacto imensurável na vida de toda a nossa população”, afirmou.

Com cerca de 80% da energia do país gerada por termelétricas, alimentadas por combustíveis, a nova medida do governo Trump reduziu a possibilidade de compra de petróleo no mercado global, o que foi agravado ainda pelo bloqueio naval dos EUA à Venezuela a partir do final de 2025.

O presidente cubano informou que Havana iniciou, recentemente, conversações com representantes do governo dos EUA, “em correspondência com a consistente política que há defendido a Revolução Cubana”, e que estão em uma negociação em fase inicial.

“As conversações são para buscar, por meio do diálogo, uma possível solução para as diferenças bilaterais existentes entre nossas duas nações. Essas trocas têm sido facilitadas por atores internacionais”, confirmou Miguel-Díaz Canel.

O chefe de Estado cubano acrescentou que foi informada aos EUA a vontade de Havana de continuar o diálogo, sob o princípio de igualdade e respeito aos sistemas políticos de ambos os países, à soberania e à autodeterminação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado o governo cubano ao dizer que o país deve sofrer uma “mudança em breve”, sugerindo que a mudança viria após a guerra no Irã.

Medidas

O presidente Miguel-Díaz Canel destacou na coletiva as medidas que o governo tem adotado para amenizar os efeitos da crise energética, como aumento da produção de petróleo interno, aumento das usinas solares e de uso de carros elétricos.

“Durante o dia, geramos eletricidade utilizando petróleo bruto nacional e nossas usinas termoelétricas. Além disso, a contribuição de fontes de energia renováveis ​​é considerável e, como já mencionamos, varia entre 49% e 51% [do total de energia do país durante o dia]”, afirmou.

Canel acrescentou que as medidas amenizaram um pouco a frequência dos apagões. Porém, reconhece que Cuba ainda precisa do petróleo importado para prestar os serviços de saúde, educação, transporte e para alimentar os sistemas de distribuição de energia.

“Neste momento, dezenas de milhares de pessoas no país aguardam cirurgias que não podem ser realizadas devido à falta de energia elétrica. Entre as dezenas de milhares, um número significativo são crianças que aguardam cirurgia”, lamentou.

Entenda crise energética

Cubanos que vivem em Havana relatam que o país vive o “pior momento” com as dificuldades enfrentadas pela população após o endurecimento do bloqueio energético imposto pelos EUA a partir do final de janeiro deste ano.

O aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e a redução da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado são alguns dos problemas que pioraram nas últimas semanas.

A crise energética de Cuba é ainda mais grave nas províncias do interior da ilha de quase 11 milhões de habitantes, onde os apagões podem durar quase o dia todo.

No último 29 de janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump editou nova Ordem Executiva classificando Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança de Washington, citando, como justificativa, o alinhamento de Havana com Rússia, China e Irã.

A decisão prevê a imposição de tarifas comerciais aos produtos de qualquer país que forneça ou venda petróleo a Cuba.

O aperto do cerco econômico ao país é mais uma tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas. O embargo dos EUA contra Cuba já dura 66 anos, com as primeiras medidas adotadas logo após a Revolução Cubana, de 1959.

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Cuba Acknowledges Talks with Trump Officials For the First Time

President Miguel Díaz-Canel, whose country is rapidly running out of fuel, said the talks were based on “respect for the political systems of both countries.”
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James Luckey-Lange Recounts Being Detained, Starved and Beaten in Venezuela

James Luckey-Lange, 28, wrote about kindness and shared humanity as he traveled. But he said he had been shackled, starved and beaten in Venezuela after being detained.
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Delcy Rodríguez agradece elogio de Trump e fala em cooperação entre EUA e Venezuela

Delcy Rodríguez. Foto: Venezuelan National Assembly/Anadolu via Getty Images

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu nesta quarta-feira (4) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma publicação em que o líder norte-americano elogiou a cooperação entre os dois países e mencionou a retomada da produção de petróleo venezuelano.

Em mensagem publicada no X, Delcy escreveu: “Agradeço ao Presidente @realDonaldTrump pela gentil disposição de seu governo em trabalhar em conjunto em uma agenda que fortaleça a cooperação bilateral para o benefício dos povos dos Estados Unidos e da Venezuela”.

Agradezco al Presidente @realDonaldTrump la amable disposición de su gobierno para trabajar conjuntamente en una agenda que fortalezca la cooperación binacional en beneficio de los pueblos de Estados Unidos y Venezuela. https://t.co/Fh903XT1BO

— Delcy Rodríguez (@delcyrodriguezv) March 4, 2026

A declaração ocorreu após Trump publicar no Truth Social uma mensagem em que afirmou que Delcy Rodríguez está “fazendo um ótimo trabalho” e colaborando com representantes norte-americanos. Na postagem, ele também escreveu que “o petróleo está começando a fluir” e mencionou o trabalho conjunto entre Washington e Caracas.

Também nesta quarta-feira (4), autoridades dos dois países participaram de reuniões em Caracas. O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, se encontrou com Delcy Rodríguez e discutiu temas relacionados a investimentos e a possíveis mudanças na legislação de mineração venezuelana.

Autoridades norte-americanas também analisam informações relacionadas a supostas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a estatal venezuelana PDVSA. O material reúne dados sobre um suposto esquema ligado à empresa petrolífera entre 2021 e 2025.

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Eles passam e sempre passarão? Por Moisés Mendes

Chalé da Praça XV, no centro de Porto Alegre. Foto: Luciano Lanes/PMPA

Dois amigos bebem cerveja sem álcool no Chalé da Praça XV, no centro de Porto Alegre, onde tomaram porres inesquecíveis nos anos da ditadura. Um ainda repete que o fascismo não passará, e o outro tem certeza de que eles passaram e continuarão passando.

Passam no mundo todo, diz o amigo pessimista, que foi líder estudantil e comunista tardio e hoje não é mais nada. Esse, o pessimista, faz balanços terríveis da conjuntura toda vez que os dois se encontram.

A conversa é sobre cenários mundiais, porque se for sobre o Brasil qualquer debate vai parar em Michelle e Malafaia, e aí ninguém aguenta.

O amigo otimista, que foi da Libelu, do PT e do PSOL e hoje simpatiza com a UP por influência de um neto, diz que ‘eles’ podem até matar todos os aiatolás, mas que em Cuba não passarão, porque tentaram várias vezes e falharam. Cuba vai resistir, diz ele.

O pessimista retruca. Passaram no Iraque, passaram no Afeganistão, passaram na Síria, passam por onde querem. Passam por cima do Irã. Sempre disseram que eles não passariam em Gaza, porque o Hamas não iria deixar.

Destroços em Gaza, região palestina destruída por Israel. Foto: Maher Alabed/NRC

O Hamas não conseguiu conter a matança neonazista. Mas eles não teriam a petulância de atacar o Hezbollah. Porque entram em Gaza, mas no sul do Líbano eles não entrariam. Com o Hezbollah o furo seria mais embaixo.

Entraram e mataram quem queriam matar. Pararam de matar quando quiseram. Mataram sete líderes do Hezbollah dentro do Líbano. O amigo pessimista conta nos dedos: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete. E pede mais uma cerveja sem álcool.

Mataram e ficou por isso mesmo. E agora se preparam para ocupar as terras do Líbano, aproveitando os pretextos da guerra contra o Irã. Vão acabar com o Hezbollah e se adonar do Líbano.

Mas com o Irã eles não iriam se meter, porque o Irã terá logo armas nucleares, talvez daqui a alguns meses. Mas eles mataram o general Suleiman, alto chefe da segurança do Irã, que foi cercado e morto por drones no Iraque.

Nuvem de fumaça após ataque no Irã. Foto: Reprodução

Poderiam até matar um líder iraniano em Bagdá, mas de Teerã eles não chegariam perto. Eles chegaram e mataram dois chefes da Guarda Revolucionária, dentro de Teerã. O pessimista vai falando e chega a se exaltar com próprio relato de tanta desgraça.

Mataram um chefe do Hamas dentro do Irã. Invadiram o espaço iraniano com aviões e largaram as bombas em instalações nucleares. Largaram mais de uma vez, no ano passado. Atacaram, foram embora e voltaram a atacar de novo. Atacaram três usinas.

Mas o Irã iria reagir com força nunca vista. E então o Irã atacou bases americanas no Catar. E não atacou mais nada, diz o pessimista, com a arrogância de quem está vencendo o debate.

O amigo ainda otimista diz que vizinhos árabes não podem ser assim tão covardes diante dos ataques aos povos amigos ou pelo menos vizinhos.

Por que nenhum poderoso do mundo árabe ou não árabe defendeu Gaza com determinação?, pergunta o pessimista. O outro finge que a pergunta não foi feita. Mas responde: porque os árabes poderosos, quase todos, são amigos dos americanos.

E seguem os dois tomando cerveja sem álcool e comendo bolinho de bacalhau, até que o amigo pessimista diz que a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos foi para mostrar que eles fazem o que bem entendem.

O amigo otimista admite que o sequestro de Maduro havia sido de fato um duro golpe. Pegaram Maduro como se fosse um sabiá distraído. Mas o chavismo irá se reorganizar sem Maduro.

O amigo pessimista lembra, enquanto o outro escuta, quieto, que a Europa toda comemorou até a possibilidade de ascensão de Maria Corina ao poder.

Maria Corina em discurso. Foto: REUTERS/Gaby Oraa/File Photo

O amigo otimista rebate, como se esse fosse seu único argumento disponível ali naquele momento, mas meio sem força na voz, que Maria Corina foi rejeitada pelo próprio Trump. E que já esqueceram Maria Corina.

E o pessimista contra-ataca: mas esse é o teu consolo? É o que te resta diante do próximo ataque, que pode ser a Cuba ou à Colômbia?

Eles acabaram com Ali Khamenei e meia dúzia de aiatolás no primeiro dia da guerra e vão acabar com o Irã e depois partirão pra cima dos cubanos. Talvez só não se metam com o Putin.

O amigo otimista ergue os ombros, no seu jeito de expressar desprezo pela ideia alheia desde o movimento estudantil, e pede outra cerveja, mas agora com álcool. O pessimista provoca, em voz baixa e olhando para o lado, com um ar meio blasé: e a China?

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