Visualização de leitura

Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por mulher, mostra pesquisa

Por Bruno de Freitas Moura – Agência Brasil De 2023 para 2024, a fome no Brasil registrou redução em casas de família beneficiária do Bolsa Família chefiadas por mulher. Por outro ponto de vista, entre os domicílios com pessoas que recebem o programa assistencial e alcançaram a segurança alimentar, 71% têm mulher como responsável pelo lar. […]
  •  

Menino de 12 anos denuncia estupro coletivo em banheiro de escola em SP

Sala de aula. Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para apurar uma denúncia de estupro coletivo envolvendo um estudante de 12 anos dentro do banheiro de uma escola estadual localizada na zona norte da capital. O crime ocorreu no dia 27 de fevereiro, e quatro adolescentes, todos menores de 18 anos e matriculados no 7º e 9º anos, foram apontados como os autores da agressão sexual.

O caso, classificado como ato infracional análogo a estupro de vulnerável, está sendo tratado com sigilo para preservar a identidade das crianças envolvidas. De acordo com as investigações preliminares, a mãe da vítima percebeu algo errado assim que o menino chegou da escola: diferente do habitual, ele foi direto para o quarto e evitou qualquer contato.

Diante do comportamento atípico, o irmão mais velho do garoto passou a questioná-lo e ouviu o relato de que ele havia sido arrastado para dentro do banheiro por um grupo de colegas, onde sofreu o abuso. O irmão também contou à família que um dos alunos retirou a vítima do banheiro ao notar uma movimentação estranha no local.

A mãe procurou a escola no dia 2 de março para exigir providências. Durante a reunião com a direção e os responsáveis pelos acusados, um dos meninos teria ameaçado a vítima na frente dos adultos. Segundo relato da mulher à polícia, o adolescente disse ao menino que “pensasse bem” antes de contar qualquer coisa, pois poderia ser agredido na saída da escola.

Polícia Civil de São Paulo. Foto: Divulgação

A gestão escolar acionou o Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência, dando início ao procedimento legal. Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública confirmou que a vítima será ouvida em depoimento especial no distrito policial, acompanhada da responsável, para dar mais detalhes sobre o ocorrido.

A Secretaria Estadual da Educação, sob gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou repúdio a qualquer forma de abuso e informou que abriu uma apuração interna para avaliar a conduta da equipe escolar diante dos fatos.

A pasta ainda disse que, assim que tomou conhecimento da denúncia, a direção da unidade acionou os órgãos competentes e os familiares envolvidos. Equipes do programa Conviva, que oferece suporte psicossocial nas escolas, foram deslocadas para acompanhar a situação e orientar funcionários e alunos.

  •  

“Bullying por ser rica”: a explicação ridícula de Túlio Maravilha para odiar a universidade pública

Cristiane, Tulianne (filha do casal) e Túlio Maravilha. Foto: reprodução

Cada desdobramento do caso de Túlio Maravilha e a família que impediu a filha de estudar em uma universidade pública escancara mais e mais a hipocrisia e burrice da família tradicional brasileira. Em nova publicação nas redes sociais, a mulher do ex-jogador afirmou que a decisão foi tomada para preservar a adolescente de possíveis episódios de hostilidade e “bullying” relacionados à condição financeira da família.

Vamos lá: Túlio Maravilha é ex-atacante do Botafogo, respeitado no futebol mas defensor de opiniões políticas e estéticas vergonhosas (existe esse “mas” ou jogador é assim mesmo? Prefiro não comentar), além de uma postura midiática fora de campo (pra não dizer que ele só gosta de chamar atenção mesmo).

A hipocrisia é tanta que o querido, que disse que a universidade pública corrompe os valores da família, posou pelado para a revista G Magazine, conhecida por atrair o público gay.
Um cara desses deve arrotar que “odeia viado”, a não ser que paguem pra ele excitar o viado.

Ensaio de Túlio Maravilha para a G Magazine

A mãe, Cristiane Maravilha, uma modelo fitness e participante de reality show fútil como tantas, também aproveitou a oportunidade de aparecer e reagiu xingando os haters de “mal resolvidos” e dizendo que foi mal interpretada.

Sem o menor senso do ridículo, a mulher ainda justificou que a filha “poderia sofrer bullying por ter dinheiro e status social elevado”.

É a “ricofobia”. Pode rir.

E a vergonha não para nunca: depois da polêmica, viralizou uma denúncia de assédio de Túlio à apresentadora Barbara Coelho.

A vítima disse que ele a levou até uma cabine de edição e, após comentar que ele estava “bem fisicamente”, o jogador respondeu: “Quer ver?”, e mostrou a foto do p*u sem contexto e sem consentimento.

Típico.

Que coisa, hein! O Túlio Maravilha, aquele que não quer a filha em universidade pública por preservar os valores da família tradicional, assediou a jornalista Bárbara Coelho! pic.twitter.com/tqRwIClPne

— Andrade (@AndradeRNegro2) February 10, 2026

Outra coisa muito latente nesse caso que mais uma vez mostra a cara patética da elite brasileira é a demonização da academia, um clássico dos ricos hipocritas.

Não só porque os filhos deles não passam, mas, olhando mais profundamente, porque a universidade pública não vende conhecimento, mas, diferente das privadas, o produz para provocar reflexões e transformações na sociedade, mas é preciso ser ao menos um pouco inteligente pra isso.

A filha Tulianne passou no vestibular numa faculdade pública, mas é exceção.

A regra são os Fabinhos (personagem do filme “Que Horas Ela Volta?), que não passam e são mandados para um intercâmbio nos Estados Unidos.

O conservador brasileiro (na verdade, no mundo todo), sempre esconde segredos tenebrosos: estupros, assédios, importunações sexuais, traições, cocaína e filhos e filhas que geralmente não aparentam os demônios que são, e dizem valorizar os “valores da família” enquanto, muitas vezes, gastam o dinheiro dos pais com drogas.

É só visitar uma clínica de recuperação de alto padrão: só tem filhinho de papai que fez m*rda e foi jogado lá porque os pais não querem lidar com o problema, só querem pagar pra não terem que se preocupar com nada.

No fundo, não é sobre nudez ou escolha universitária — é sobre a velha performance moral de quem transforma privilégio em virtude e crítica em perseguição. Quando a retórica dos “valores” serve apenas para disciplinar os outros enquanto a própria biografia permanece convenientemente fora de pauta, o discurso deixa de ser ética e vira espetáculo. E espetáculo, como sabemos, exige plateia — mas nunca suporta espelho.

  •