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Espaçolaser protocola pedido de registro para oferta pública secundária de ações

A MPM Corpóreos S.A. (Espaçolaser) anunciou ao mercado a realização de uma oferta pública de distribuição secundária de até 6.106.557 ações ordinárias de sua emissão. A operação, que será coordenada pelo banco BTG Pactual , consiste na venda da totalidade da participação mantida pelo Magnólia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia na companhia. Se o lote total for integralmente alienado, o fundo deixará de integrar o bloco de controle da empresa.

Estrutura e Alvo da Oferta

A distribuição ocorrerá sob o rito de registro automático perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e será direcionada exclusivamente a Investidores Profissionais. Não haverá esforços de colocação dos papéis no exterior, tampouco a previsão de lotes adicionais ou suplementares. Diante disso, não haverá mecanismo de estabilização de preço, o que pode submeter as ações a flutuações no mercado secundário da B3.

A operação conta com garantia firme de liquidação prestada pelo coordenador e prevê a possibilidade de distribuição parcial, desde que atingida a quantidade mínima de 3.053.279 ações. Caso essa meta mínima não seja alcançada no procedimento de bookbuilding, a oferta será cancelada.

Fixação de Preço e Valores Estimados

O preço por ação será definido após a coleta de intenções de investimento. Como base de referência hipotética, considerando a cotação de fechamento de R$ 6,10 verificada no dia 19 de junho de 2026, o volume financeiro da operação pode variar entre:

  • R$ 18.625.001,90 — se comercializada apenas a quantidade mínima exigida.
  • R$ 37.249.997,70 — se distribuída a totalidade das ações ofertadas.

Por se tratar de uma oferta estritamente secundária, a Espaçolaser não receberá nenhum recurso com a transação, sendo a receita líquida integralmente direcionada ao acionista vendedor. Dessa forma, não haverá diluição patrimonial para os atuais acionistas.

Restrições de Lock-up e Vendas a Descoberto

Para garantir a estabilidade do processo, determinados acionistas do bloco de controle — Ygor Alessandro de Moura, José Carlos Semenzato e SMZXP Participações Ltda. — assinaram um acordo de lock-up. Eles estão impedidos de negociar ou dispor de suas participações pelo período de 90 dias contados do anúncio de início da oferta, salvo exceções previstas em contrato (como doações de boa-fé ou transferências sucessórias).

Fica vedada a aquisição de ações por investidores que tenham realizado vendas a descoberto com papéis da companhia na data de fixação do preço ou nos cinco pregões antecedentes.

Direitos Assegurados

As ações comercializadas manterão os mesmos direitos concedidos aos atuais detentores de ações ordinárias da Espaçolaser, incluindo:

  • Direito a um voto por ação nas Assembleias Gerais.
  • Direito ao dividendo obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido ajustado de cada exercício.
  • Direito de venda conjunta (tag along) em caso de alienação onerosa do controle da companhia, assegurando tratamento igualitário ao dos controladores.

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Banco de Edir Macedo investiu em fundos com projetos sem licença e terras protegidas; entenda

Digimais, banco de Edir Macedo. Foto: reprodução

Em crise financeira, o banco Digimais, ligado ao líder da Igreja Universal, Edir Macedo, aportou recursos em fundos de investimento ligados a empreendimentos de alto risco. Segundo documentos obtidos pelo Estadão, os fundos incluem um projeto imobiliário sem licença para construção em Pernambuco e uma empresa dona de terras em praias protegidas pela União, em Paraty, no Rio de Janeiro, área ocupada por caiçaras e marcada por conflitos fundiários.

Os imóveis estão alocados em fundos dos quais o Digimais é cotista e somam patrimônio de R$ 526 milhões. O investimento ocorreu nos últimos três anos, período em que o banco enfrentou crise, passou a ser negociado no mercado e entrou na mira da Polícia Federal por suspeitas de fraudes.

Auditores independentes apontaram que cerca de 75% dos R$ 4 bilhões em aportes do Digimais não puderam ser devidamente analisados por falta de documentos que comprovassem a situação dos fundos. Parte desses recursos foi destinada a fundos imobiliários e empresas, dos quais R$ 1,9 bilhão não tinha documentação suficiente para auditoria.

Um dos fundos é o Cajaíba, com patrimônio de R$ 419 milhões, criado em junho de 2025 e nunca auditado. Ele investe na Cajaíba Participações, empresa detentora de terras na Praia Grande da Cajaíba, em Paraty. A região é isolada, tem áreas de proteção ambiental e social e abriga comunidades caiçaras.

Veja fotos da área que pertencem ao fundo Cajaíba:

A empresa pertence a Cristiano Tannus Notari, neto de Gibrail Tannus Notari, que adquiriu terras na região nos anos 1950. A ocupação é alvo de controvérsias antigas. O pesquisador Pedro Berruezo Marques, mestre em Ciências Sociais pela UFRRJ, afirma que havia relatos de intimidação contra caiçaras.

“Algumas estratégias eram bem relatadas na literatura. Uma delas é que ele (Gibrail) levou uma série de bois e búfalos e os soltou naquela região, na fazenda que comprou, só que os bois vagavam. Então começaram a pisotear a roça dos caiçaras, a assustar as crianças, e os relatos de berne nas crianças aumentaram”, disse.

Ao Estadão, Tannus Notari negou irregularidades. “Nenhum processo, fundamental esclarecer, envolve qualquer irregularidade, grilagem, ou compromete a titularidade dos imóveis e o curso normal das atividades”.

“Todos são regularmente acompanhados pelos advogados da Companhia, no estrito cumprimento do devido processo legal”, afirmou.

A empresa diz não pretender construir resort no local e afirma estudar um projeto de preservação com geração de créditos de restauração de biodiversidade, modelo semelhante ao crédito de carbono, com certificação prevista para 2028.

Outro fundo, o ID Goiana, recebeu investimentos para um projeto de condomínio em Goiana, no nordeste de Pernambuco. O fundo tem patrimônio de R$ 107 milhões e apenas um cotista, segundo balanços enviados à CVM. O Estadão apurou que o cotista é o Digimais. O terreno, de 700 hectares, não tem licença da prefeitura para construção.

O banco, antes presidido por João Urbaneja, bispo da Igreja Universal, passou a ser comandado por Aldemir Bendine no fim de 2025. Nos últimos meses, o Digimais tem sido negociado com o BTG Pactual, que afirmou ter interesse em sua “carteira de clientes”.

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Sabesp conclui compra de 70% da Águas de Castilho por R$ 30,7 milhões

A Sabesp concluiu a aquisição de 70% do capital social da Águas de Castilho, empresa que atua na prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município de Castilho, no interior de São Paulo.

A operação foi realizada por meio da Sabesp Participações, subsidiária da companhia, que pagou R$ 30,7 milhões à Iguá Saneamento pela fatia. Com a conclusão da compra, a Sabesp passa a deter 100% do capital social da Águas de Castilho.

Segundo comunicado ao mercado divulgado pela companhia, foram cumpridas todas as condições precedentes previstas no contrato, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Leia também: Quem é Carlos Piani, citado em representação sobre Sabesp, EMAE e Banco Master

A Águas de Castilho opera por meio de contrato de concessão com prazo até 2041. De acordo com a Sabesp, os serviços já estão universalizados e atendem uma população de aproximadamente 21 mil habitantes.

A receita operacional líquida da empresa no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025 foi de R$ 10,254 milhões.

A Sabesp afirmou que a conclusão da operação faz parte de seu plano estratégico e fortalece a atuação da companhia no setor de saneamento básico no Brasil.

A companhia também informou que a aquisição da Águas de Castilho não está sujeita à deliberação em assembleia geral e não gera direito de recesso aos acionistas.

Leia também: Ministério Público investiga ligações entre a Equatorial e o escândalo do Banco Master na privatização da Sabesp

Compra da Águas de Andradina ainda não foi concluída

O contrato firmado com a Iguá também prevê a aquisição de 70% do capital social da Águas de Andradina.

Segundo a Sabesp, o Cade já aprovou a operação envolvendo Andradina, mas a conclusão ainda depende do cumprimento das demais condições previstas no contrato.

A companhia informou que manterá acionistas e o mercado atualizados sobre novos desdobramentos relacionados à compra da participação na Águas de Andradina.

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