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Edir Macedo comprou banco da família Renner em 2020; saiba mais

Por Júlia Moura (Folhapress) – Alvo de nove mandados de busca e apreensão pela Operação Miragem, da Polícia Federal, nesta terça-feira (23), o Digimais teve seu controle adquirido pelo bispo Edir Macedo em 2020. Antes, o banco se chamava Renner e pertencia à família que fundou a varejista de roupas. Segundo interlocutores, o dono da […]
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Banco de Edir Macedo tem nota rebaixada por risco de quebra antes de operação da PF

Edir Macedo, bispo e controlador do Banco Digimais
Edir Macedo, bispo da Igreja Universal e controlador do Banco Digimais. Foto: Reprodução.

A Fitch rebaixou a classificação de risco no rating nacional do Banco Digimais na segunda-feira (22/6), um dia antes de a Polícia Federal deflagrar uma operação contra a instituição financeira. A agência apontou possibilidade real de quebra ou calote do banco controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Na decisão, a Fitch afirmou que o Digimais apresenta vulnerabilidade para seguir funcionando sem apoio externo. “A capacidade de o banco manter suas operações sem suporte é altamente vulnerável a uma deterioração do ambiente de negócios e econômico”, diz a decisão.

A agência analisa títulos de dívida, emissores e instrumentos financeiros para medir risco de crédito. Notas altas indicam baixo risco no grau de investimento, enquanto notas baixas apontam alto risco especulativo.

A Fitch também citou mudanças na governança do banco, incluindo troca no comando executivo e saída do Conselho de Administração. “As alterações relevantes na governança corporativa do banco, incluindo a substituição do CEO e a destituição do Conselho de Administração, somam-se a esse quadro e reduzem a previsibilidade sobre a execução de sua estratégia e de sua capacidade de estabilizar o desempenho financeiro”, informou a agência.

App do banco Digimais no celular. Foto: Paulo Renato Nepomuceno/Agência O Globo

Operação Miragem mira a cúpula do Banco Digimais

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23/6), a Operação Miragem contra a cúpula do Banco Digimais. A investigação mira administradores da instituição controlada por Edir Macedo.

A Justiça autorizou buscas e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. A decisão também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões.

Segundo a PF, há suspeitas de que administradores do banco tenham criado mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a real. A investigação aponta alteração de informações contábeis e geração artificial de receitas.

A Fitch também decidiu retirar todos os ratings do Digimais por insuficiência de informações. “A retirada reflete a avaliação da agência de que não será capaz de manter o monitoramento adequado das classificações, tendo em vista a ausência de informações financeiras suficientes, confiáveis e verificáveis”, diz a agência.

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PF aponta que Digimais copiou tática do Master de superavaliar ativos para esconder rombo e de se escorar no FGC

A Polícia Federal apontou que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, replicou a mesma tática usada pelo Banco Master para superavaliar ativos e esconder a deterioração da carteira de crédito.

Segundo a corporação, a instituição se aproveitou da confiança dos depositantes na proteção institucional do Fundo Garantidor de Crédito.

A manobra teria ocorrido por meio da emissão de títulos com rentabilidade desproporcional aos indicadores de mercado. Conforme os investigadores, a estratégia mascarou o real estado financeiro do banco diante do mercado e do próprio Banco Central.

Leia também: Fitch rebaixa rating do banco Digimais; PF investiga gestão e bloqueia R$ 670 milhões

As informações constam de inquérito ao qual a coluna de Fausto Macedo, do Estadão, teve acesso.

Venda ao BTG depende de aporte do FGC

Diante da fragilidade identificada nos balanços, a solução encontrada pela direção do Digimais foi negociar a venda do controle societário ao Banco BTG Pactual. A operação, no entanto, está condicionada a uma injeção de recursos por parte do FGC.

O valor necessário para viabilizar o negócio seria de R$ 7 bilhões, destinado a cobrir o déficit identificado na instituição. Para a PF, isso significa que o prejuízo gerado pela gestão do banco seria repassado em grande parte ao fundo garantidor.

🔍 Fundo Garantidor de Crédito (FGC): entidade privada que protege depositantes de bancos em caso de falência ou liquidação, reembolsando valores até um limite estabelecido por instituição financeira e por CPF.

Os federais classificam a movimentação como uma forma de transferir o risco da atividade bancária para fora da instituição. Segundo o documento, a estrutura permite que operadores e administradores do banco se isentem da obrigação de suportar o passivo resultante da própria gestão.

Leia também: Digimais, banco do Edir Macedo, corre ‘risco real de quebra’, justificou a Fitch diante do corte do rating

Investigadores apontam blindagem de patrimônio

Ainda de acordo com a investigação, a movimentação cria uma dinâmica na qual os responsáveis pela insolvência repassam a integralidade do prejuízo ao sistema de proteção. Dessa forma, conseguem isolar o próprio patrimônio dos resultados da atividade que desempenharam.

Caso a operação com o BTG não avance, a PF afirma que a liquidação do Digimais poderia ser decretada. Para os investigadores, o uso dos instrumentos de assistência financeira em casos como esse acaba favorecendo quem operou à margem da lei, o que vai contra o propósito do FGC de proteger as poupanças da população.

Banco já orbitava o ecossistema Master

O Digimais chegou a registrar exposição de aproximadamente R$ 600 milhões a carteiras de crédito do Banco Master, segundo a PF, após a liquidação da instituição comandada por Daniel Vorcaro. Esses ativos passaram a ser questionados quanto à qualidade, ao lastro e à regularidade documental.

Procurado, o Digimais não se manifestou até a publicação deste texto.

A reportagem de Times Brasil | CNBC também procurou o BTG Pactual para saber se o banco seguirá na compra do banco de Edir Macedo.

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Digimais, banco do Edir Macedo, corre ‘risco real de quebra’, justificou a Fitch diante do corte do rating

Um dia antes de a Polícia Federal deflagrar a Operação Miragem, que investiga suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional supostamente cometidos na gestão do Banco Digimais, a Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da instituição e encerrou seu acompanhamento. O rating nacional de longo prazo caiu de ‘BB+(bra)’ para ‘CCC(bra)’, enquanto o de curto prazo foi reduzido de ‘B(bra)’ para ‘C(bra)’.

📝 A combinação de rebaixamento e retirada dos ratings indica que a agência não encontrou informações suficientes para continuar avaliando o banco.

Leia também: PF aponta que Digimais copiou tática do Master de superavaliar ativos para esconder rombo e de se escorar no FGC

Mais cedo, a Justiça Federal autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70.

Na véspera, a Fitch afirmou que o Digimais tem margem de segurança baixa e que há possibilidade real de inadimplência ou falência. A agência não chegou a afirmar que o banco vai à falência, mas enquadrou o cenário nessa categoria de risco.

O que levou à decisão

Pesaram na decisão a deterioração dos resultados financeiros, uma disputa judicial envolvendo um fundo de direitos creditórios (FIDC) e um processo de reformulação do modelo de negócios sem contornos definidos.

A governança também entrou na conta: o banco trocou o CEO e destituiu o Conselho de Administração, o que, segundo a Fitch, reduz a previsibilidade sobre os próximos passos da gestão.

Há um processo de venda em curso. Em abril de 2026, um banco, não identificado no comunicado, assinou documentos para adquirir o controle do Digimais. A operação ainda depende de processo competitivo, definição de proposta vencedora e aprovações do Banco Central e do Cade. A Fitch disse não ter informações adicionais sobre a transação.

Com a saída do monitoramento, a agência deixa de acompanhar o banco por ausência de dados que considera verificáveis.

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Banco de Edir Macedo investiu em fundos com projetos sem licença e terras protegidas; entenda

Digimais, banco de Edir Macedo. Foto: reprodução

Em crise financeira, o banco Digimais, ligado ao líder da Igreja Universal, Edir Macedo, aportou recursos em fundos de investimento ligados a empreendimentos de alto risco. Segundo documentos obtidos pelo Estadão, os fundos incluem um projeto imobiliário sem licença para construção em Pernambuco e uma empresa dona de terras em praias protegidas pela União, em Paraty, no Rio de Janeiro, área ocupada por caiçaras e marcada por conflitos fundiários.

Os imóveis estão alocados em fundos dos quais o Digimais é cotista e somam patrimônio de R$ 526 milhões. O investimento ocorreu nos últimos três anos, período em que o banco enfrentou crise, passou a ser negociado no mercado e entrou na mira da Polícia Federal por suspeitas de fraudes.

Auditores independentes apontaram que cerca de 75% dos R$ 4 bilhões em aportes do Digimais não puderam ser devidamente analisados por falta de documentos que comprovassem a situação dos fundos. Parte desses recursos foi destinada a fundos imobiliários e empresas, dos quais R$ 1,9 bilhão não tinha documentação suficiente para auditoria.

Um dos fundos é o Cajaíba, com patrimônio de R$ 419 milhões, criado em junho de 2025 e nunca auditado. Ele investe na Cajaíba Participações, empresa detentora de terras na Praia Grande da Cajaíba, em Paraty. A região é isolada, tem áreas de proteção ambiental e social e abriga comunidades caiçaras.

Veja fotos da área que pertencem ao fundo Cajaíba:

A empresa pertence a Cristiano Tannus Notari, neto de Gibrail Tannus Notari, que adquiriu terras na região nos anos 1950. A ocupação é alvo de controvérsias antigas. O pesquisador Pedro Berruezo Marques, mestre em Ciências Sociais pela UFRRJ, afirma que havia relatos de intimidação contra caiçaras.

“Algumas estratégias eram bem relatadas na literatura. Uma delas é que ele (Gibrail) levou uma série de bois e búfalos e os soltou naquela região, na fazenda que comprou, só que os bois vagavam. Então começaram a pisotear a roça dos caiçaras, a assustar as crianças, e os relatos de berne nas crianças aumentaram”, disse.

Ao Estadão, Tannus Notari negou irregularidades. “Nenhum processo, fundamental esclarecer, envolve qualquer irregularidade, grilagem, ou compromete a titularidade dos imóveis e o curso normal das atividades”.

“Todos são regularmente acompanhados pelos advogados da Companhia, no estrito cumprimento do devido processo legal”, afirmou.

A empresa diz não pretender construir resort no local e afirma estudar um projeto de preservação com geração de créditos de restauração de biodiversidade, modelo semelhante ao crédito de carbono, com certificação prevista para 2028.

Outro fundo, o ID Goiana, recebeu investimentos para um projeto de condomínio em Goiana, no nordeste de Pernambuco. O fundo tem patrimônio de R$ 107 milhões e apenas um cotista, segundo balanços enviados à CVM. O Estadão apurou que o cotista é o Digimais. O terreno, de 700 hectares, não tem licença da prefeitura para construção.

O banco, antes presidido por João Urbaneja, bispo da Igreja Universal, passou a ser comandado por Aldemir Bendine no fim de 2025. Nos últimos meses, o Digimais tem sido negociado com o BTG Pactual, que afirmou ter interesse em sua “carteira de clientes”.

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Sakamoto: De Vorcaro a Edir Macedo, PF anuncia o milagre da multiplicação das fraudes

Daniel Vorcaro e Edir Macedo. Foto: Reprodução

Por Leonardo Sakamoto, no UOL

A Polícia Federal acordou o país hoje para lembrar que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, exala o mesmo cheiro de decomposição financeira que empesteava o banco de Daniel Vorcaro. O alvo da Operação Miragem é uma engrenagem que usa a alquimia contábil para maquiar cadáveres insepultos na instituição pertencente ao líder da Igreja Universal, que possui semelhanças com os zumbis do Master.

O modus operandi de ambos é parecido na audácia: enquanto a trupe de Vorcaro multiplicava pães fabricando carteiras inteiras de crédito consignado falso para justificar bilhões em ativos ilusórios, a instituição de Macedo optou pelo milagre da reciclagem. O Digimais pegava suas carteiras de crédito podres, como financiamentos de veículos que ninguém ia pagar, e jogava em fundos de investimento onde o próprio banco era o dono. É o velho golpe do “Zé com Zé” para fingir saúde e apresentar lucro no balanço.

Há bancos que morrem e não voltam à vida como Lázaro, mas seguem por aí, zumbis. Não comem cérebros, mas devoram a grana alheia. Maquiados por contabilidades criativas sob intensa pregação de sucesso, Master e Digimais ostentavam um vigor de mentira para captar dinheiro de verdade. Ao emitir títulos como CDBs pagando rentabilidades agressivas, acima de 110% do CDI, essas instituições atraíram investidores seduzidos por falsos profetas. Vendiam a imagem de um milagre financeiro, mas entregaram o de sempre: a socialização do risco e a privatização do lucro.

A podridão, como se sabe, aproxima. No início do ano, Macedo tentou repassar o controle do Digimais para Maurício Quadrado, empresário que veio justamente da cúpula do Banco Master. O Banco Central, que não estava enxergando, mas parece ter recuperado parte da visão com a catástrofe de Vorcaro, barrou o negócio. A justificativa foi o risco sistêmico.

O estrago do Banco Master resultou na sua liquidação extrajudicial e em um rombo que obrigou o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a destinar R$ 49 bilhões para cobrir o buraco. É dinheiro privado, mas que vai ser recomposto com grana dos correntistas, porque banco não perde nunca. Hoje, com a ação contra o Digimais, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens do bispo e de seus associados. É uma quantia pornográfica para a maioria dos brasileiros, mas perto do dano sistêmico que essas pirâmides com CNPJ causam, soa quase como um dízimo da impunidade.

App do banco Digimais no celular. Foto: Paulo Renato Nepomuceno/Agência O Globo

No Brasil, se um trabalhador furtar um pacote de macarrão ou um desodorante no supermercado, o Estado o lança em uma cela superlotada e joga a chave fora. Mas se você frauda o Sistema Financeiro Nacional em centenas de milhões ou bilhões, forja relatórios para o Banco Central e engana milhares de pessoas, costuma ser chamado de operador arrojado por muita gente que usa coletinho puffer.

Mas no país onde a fé move montanhas e, ao que tudo indica, também movimenta ativos podres entre fundos de investimento, o bispo Edir Macedo agora enfrenta a mais mundana das provações. Não a dos 40 dias no deserto, mas a da Polícia Federal batendo à porta com mandado de busca e apreensão.

Muitos ensinam que a prosperidade é sinal da graça divina. Difícil, no entanto, explicar aos fiéis que depositaram sua fé no Digimais que o milagre prometido era, na verdade, uma ilusão. A diferença teológica é sutil, mas o extrato bancário ajuda a distinguir.

Para o sistema financeiro, a operação chega como lembrete de que as únicas ressurreições confiáveis em se tratando de dinheiro são as dos prejuízos, que ficam voltando, voltando e voltando. Só espera-se que o nome da operação não seja honesto demais, pois no Brasil, a miragem não costuma ser o crime, mas a punição.

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O calote de R$ 500 milhões que levou o banco de Edir Macedo virar alvo da PF

Logomarca do Banco Digimais
Logomarca do Banco Digimais. Foto: Reprodução.

O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo e líder religioso Edir Macedo, virou alvo da Operação Miragem da Polícia Federal, nesta terça-feira (23/6), após enfrentar uma disputa judicial aberta por uma acusação de prejuízo de quase R$ 500 milhões. O empresário Roberto Campos Marinho Filho, sócio do banco e dono da Yards Capital, acionou a Justiça contra a instituição.

A disputa judicial nasceu da participação do Digimais no fundo de investimento EXP 1, gerido pela Yards Capital. Marinho Filho contestou a aceitação de títulos emitidos pelas empresas Fictor, Reag e pelo Banco Master como lastro da operação.

O Digimais detém 80% do fundo, enquanto Marinho Filho possui os 20% restantes. Segundo o processo, os papéis da carteira perderam valor de mercado após o avanço de investigações sobre supostas fraudes envolvendo Banco Master, Reag e Fictor, todos sob investigação do Banco Central.

A Yards Capital notificou judicialmente o banco de Edir Macedo para tentar reaver aportes e transferir o risco financeiro acumulado na operação. A gestora exigiu que o Digimais recomprasse uma carteira de ativos avaliada em R$ 462,2 milhões: R$ 316,6 milhões em títulos do Banco Master e da Reag, além de R$ 145,6 milhões em papéis ligados à Fictor.

Viatura da Polícia Federal em operação em São Paulo
O bispo Edir Macedo. Foto: reprodução

Investigações atingiram Reag, Fictor e Banco Master

A Reag entrou na mira de grandes operações policiais que atingiram a Faria Lima, em São Paulo. A gestora de fundos é investigada por suposto envolvimento em manobras para esconder dinheiro do crime organizado, na operação Carbono Oculto, e por usar a mesma rede de fundos em movimentações suspeitas do Banco Master, na operação Compliance Zero. O Banco Central liquidou a Reag em 15 de dezembro.

A Fictor ganhou destaque depois de anunciar, em novembro de 2025, que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões. Um dia depois, o Banco Central liquidou o Master, e os principais executivos do banco acabaram presos. Em janeiro deste ano, a Fictor pediu recuperação judicial e afirmou que notícias envolvendo o Master levaram investidores a pedir resgates, esvaziando o caixa e provocando crise de liquidez.

A crise do Master atingiu outras instituições financeiras, entre elas o Digimais. Relatórios de 2024 e 2025 apontaram alta inadimplência depois da pandemia, perda de patrimônio e necessidade de aportes recorrentes para evitar quebra técnica. O dinheiro saiu do próprio Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record de Televisão.

Em 2025, o Digimais passou por reestruturações sob supervisão do Banco Central e abriu negociações de venda por causa de desafios operacionais. O investidor Mauricio Quadrado, ex-sócio do Banco Master, chegou a anunciar que havia fechado a compra com Edir Macedo, mas o negócio não avançou. Em São Paulo, o governo Tarcísio de Freitas também liberou o Digimais para operar crédito consignado na Polícia Militar após a crise.

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Banco de Edir Macedo é alvo da PF por suspeita de fraude e tem bloqueio de R$ 670 milhões

Plano de Poder: Teologia do Domínio e Igreja Universal – IV
Por Cleber Lourenço A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A Justiça Federal de São Paulo autorizou nove mandados de busca e apreensão, além do […]
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