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DECISÃO 2026: Lula pede quebra completa do sigilo do Master e Flávio cobra Fachin por crise no STF; veja o dia dos candidatos à Presidência

A crise no Supremo Tribunal Federal voltou a ocupar a campanha presidencial nesta quarta-feira (9), em um dia marcado por decisões conflitantes sobre o comando da Polícia Federal e por novas manifestações dos candidatos sobre as investigações do Banco Master.

Pela manhã, Flávio Dino determinou a reintegração do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, afastados na terça-feira (8) por André Mendonça. No fim da tarde, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de ambos os ministros, manteve Andrei no cargo por enquanto e assumiu a condução de procedimentos ligados à crise.

Fachin também retirou Alexandre de Moraes da condução do inquérito das fake news e marcou para 15 de setembro uma sessão extraordinária do plenário.

Lula pede abertura dos sigilos e faz campanha no Piauí

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou o dia em Brasília e, antes de viajar ao Piauí, defendeu publicamente maior transparência nas investigações relacionadas ao Banco Master.

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a crise no Judiciário exige explicações e criticou o que classificou como vazamentos seletivos capazes de afetar a disputa eleitoral.

“É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”, afirmou Lula.

À tarde, já em Teresina, Lula cumpriu compromissos institucionais.

À noite, o candidato participou do ato “Brasil pronto para mais”, ao lado do governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles (PT) e de aliados locais. No discurso, Lula voltou a defender a soberania do processo eleitoral brasileiro e criticou uma eventual interferência dos Estados Unidos nas eleições.

Flávio critica Flávio Dino e refaz trajeto de Bolsonaro em Juiz de Fora

Flávio Bolsonaro concentrou a agenda em Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde participou de motocarreata e de um comício no centro da cidade.

O ato passou pelo local onde Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018. Flávio afirmou que pretendia concluir simbolicamente o trajeto interrompido pelo pai naquele episódio.

Durante a passagem pela cidade, o candidato criticou a decisão tomada pela manhã por Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues e Leandro Almada à cúpula da Polícia Federal.

“Eu quero ganhar as eleições nas urnas, no voto, e o Lula quer ganhar no tapetão”, afirmou Flávio, ao acusar Dino de interferir em um processo no qual, segundo ele, não teria competência para atuar.

Antes da decisão de Fachin, Flávio também havia cobrado que o presidente do STF interviesse no impasse.

Caiado pede fim de sigilos e critica decisões no Supremo

Ronaldo Caiado cumpriu agenda em São Paulo. Pela manhã, participou por videoconferência de uma sabatina da Rádio Itatiaia e, depois, se reuniu com representantes da Associação Brasileira de Incorporadoras.

Durante o dia, o candidato protocolou no STF um pedido para que sejam retirados os sigilos de investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. Caiado defendeu que as informações sejam conhecidas pelos eleitores antes do primeiro turno.

Após as decisões de Fachin no fim da tarde, Caiado elogiou a retirada do inquérito das fake news da condução de Alexandre de Moraes, mas demonstrou preocupação com a suspensão da decisão de Mendonça sobre a Polícia Federal.

“Esse inquérito foi uma invenção e um conflito de interesses que apequena o Judiciário”, afirmou.

Caiado também anunciou que pretende organizar um debate com Renan Santos na próxima segunda-feira (14), depois do cancelamento do encontro que seria realizado por um grupo de veículos. Romeu Zema e Augusto Cury também foram convidados.

Zema critica Dino e convoca ato em Brasília

Romeu Zema passou a manhã em Brasília, onde participou ao lado do candidato a vice, Eduardo Girão, do lançamento de uma carta direcionada ao eleitorado cristão.

Zema também criticou a decisão de Dino que havia reconduzido Andrei Rodrigues ao comando da PF. O afastamento determinado no dia anterior por André Mendonça ocorreu após pedido apresentado pelo próprio Novo.

“Mais uma vez nós estamos assistindo os intocáveis em ação”, afirmou Zema, que classificou a decisão de Dino como uma “aberração jurídica”.

Depois das decisões de Fachin, o candidato comemorou a retirada de Moraes da condução do inquérito das fake news e convocou apoiadores para um ato em Brasília em 15 de setembro, data em que o plenário do STF deve analisar a possibilidade de abertura de investigação contra Moraes.

Renan chama crise no STF de “show de horrores”

Renan Santos participou à noite de um ato com apoiadores na região central de São Paulo.

Após Fachin anunciar as novas decisões sobre a crise no Supremo, Renan criticou o embate entre integrantes da Corte.

“A decisão do Fachin só coroou um show de horrores que o Brasil está passando”, afirmou o candidato, que atribuiu a crise a disputas internas entre os ministros.

Cury propõe lista tríplice para comando da PF

Augusto Cury concentrou a agenda em São Paulo. O candidato participou de entrevistas, visitou a Bienal Internacional do Livro e se reuniu com representantes de cooperativas e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Ao ser questionado sobre a disputa em torno do comando da Polícia Federal, Cury evitou avaliar diretamente a decisão de Dino e propôs uma mudança na forma de escolha do diretor-geral da corporação.

“Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais”, afirmou. Segundo a proposta, a relação seria escolhida pelos próprios delegados e o presidente da República selecionaria um dos nomes.

Mais tarde, depois das decisões anunciadas por Fachin, Cury disse estar “profundamente chocado” com a crise institucional e defendeu rapidez na apuração dos fatos. O candidato também declarou apoio ao manifesto divulgado pela Fiesp cobrando rigor nas investigações envolvendo integrantes do Supremo.

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DECISÃO 2026: Tarcísio diz que STF está “batendo cabeça” e Haddad afirma que “não pode ter vazamento seletivo” no caso Master; veja o dia dos candidatos ao governo de SP

Os candidatos ao governo de São Paulo dividiram a agenda desta quarta-feira (9) entre compromissos na capital, na Grande São Paulo e no interior do estado.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) passou pelo Grajaú, na zona sul da capital, antes de seguir para Valinhos e, durante a agenda, voltou a comentar a crise no Supremo Tribunal Federal. Fernando Haddad (PT) concentrou os compromissos em Mogi das Cruzes, onde falou sobre as investigações envolvendo o Banco Master e apresentou propostas para a economia paulista.

Tarcísio critica decisões no STF e promete ampliar Armazém Solidário

Tarcísio começou o dia com uma visita ao Armazém Solidário do Grajaú, programa da Prefeitura de São Paulo que comercializa alimentos subsidiados para famílias inscritas no Cadastro Único. Em seguida, visitou as obras da Ponte Grajaú. À tarde, fez carreata com caminhada em Valinhos, no interior paulista.

Durante a passagem pelo Armazém Solidário, o governador afirmou que pretende levar o modelo para outras cidades do estado e disse que a iniciativa poderia funcionar em parceria com as prefeituras e com dados do SuperAção SP, programa estadual voltado ao enfrentamento da pobreza.

“É uma política pública muito bem-sucedida, a gente viu, conversou com as pessoas e é algo que a gente vai expandir”, afirmou Tarcísio.

O candidato também voltou a tratar da crise no Supremo após o ministro Flávio Dino determinar, pela manhã, a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Os dois haviam sido afastados na terça-feira (8) por decisão de André Mendonça.

Tarcísio criticou a sucessão de decisões divergentes e afirmou que o tribunal passa uma mensagem de insegurança jurídica.

“O guardião da Constituição não está conseguindo mostrar para as pessoas que tem capacidade de produzir segurança jurídica. Estão batendo cabeça. As disputas internas estão ganhando espaço no noticiário. A preocupação, às vezes, é mais se guardar do que guardar a Constituição ou tutelar a segurança jurídica. Isso é muito grave”, afirmou.

A declaração foi dada antes de uma nova decisão do presidente do STF, Edson Fachin. No fim da tarde, Fachin suspendeu tanto a determinação de Mendonça quanto a de Dino e manteve Andrei no comando da PF por enquanto. O presidente da Corte convocou uma sessão extraordinária para 15 de setembro para analisar o caso.

Haddad defende transparência no Master e aposta em reindustrialização

Fernando Haddad começou a agenda em Mogi das Cruzes, onde participou de uma entrevista à TV Diário. Depois, fez uma caminhada pelo centro do município. U

Durante a passagem por Mogi, Haddad voltou a tratar das investigações relacionadas ao Banco Master e endossou a cobrança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por maior transparência sobre o caso.

“Eu acho que o Lula está absolutamente correto. Tudo tem que vir à tona. Não pode ter vazamento seletivo. Tem que ter transparência para todo mundo”, afirmou Haddad.

O petista já havia defendido na terça-feira (8) a abertura dos sigilos das investigações envolvendo o Master.

Haddad também concentrou parte das declarações em propostas econômicas para São Paulo. O candidato afirmou que a reforma tributária pode contribuir para recuperar a participação da indústria na economia paulista ao reduzir a guerra fiscal entre os estados e desonerar as exportações.

“Ao desonerar as exportações, vamos trazer investimento estrangeiro e criar condições para que ele venha para São Paulo e reindustrializar São Paulo”, disse.

O candidato defendeu ainda a elaboração de um plano estadual de desenvolvimento econômico com foco em ciência, tecnologia, educação e qualificação profissional.

Haddad também afirmou que, se eleito, pretende revisar contratos relacionados às privatizações da Sabesp e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), além de concessões com cobrança de pedágio pelo sistema free flow. O petista descartou uma revogação imediata e disse que eventuais revisões devem seguir os procedimentos legais.

Vera Lúcia e Izadora Dias fazem campanha na capital

Vera Lúcia (PSTU) teve como primeiro compromisso do dia uma panfletagem no Centro de Distribuição Leopoldina dos Correios, na capital paulista.

Já Izadora Dias (PCO) concentrou a agenda desta quarta-feira na cidade de São Paulo. Pela manhã, a candidata gravou propaganda sobre o que sua campanha classifica como “ataques do Judiciário às candidaturas de São Paulo”.

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