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“Casamento esperado há muito tempo”: Lula visita centro de manutenção da Latam e comemora compra de aviões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o centro de manutenção da Latam, em São Carlos (SP), durante o evento de comemoração de 25 anos do complexo. No evento, ele celebrou a compra de 24 aviões da Embraer pela aérea. “Era um casamento esperado há muito tempo”, disse. 

No evento, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou que a Latam pode adquirir 50 outras aeronaves da empresa pública de aviação. “Graças a Deus, deu um problema na Boeing e eles não compraram a Embraer” disse o presidente, em referência a transação iniciada em 2018 e cancelada em 2020, sob a gestão de Jair Bolsonaro.

O presidente também chamou atenção para o potencial de expansão das rotas internacionais, especialmente em regiões populosas fora do eixo tradicional da aviação.

O CEO da LATAM Brasil, Jerome Cadier, ressaltou a importância e o momento, já considerado simbólico para a companhia e para o setor aéreo. “A gente está vendo uma partezinha daquilo que é esse sonho. É muito, muito gratificante ver esse momento presente, num momento tão importante não só para o estado de São Paulo, mas para o Brasil”, afirmou.

A visita ocorre em um momento de forte expansão da LATAM no país, com investimentos estimados em US$ 4 bilhões entre 2023 e 2026, ampliação da frota e aumento da conectividade aérea nacional e internacional.

“A gente teve um recorde voos nacionais e internacionais no Brasil. Mais de metade desse crescimento veio da Latam”, ressaltou Jerome Cadier durante a cerimônia.

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Fazenda propõe medida para reduzir preço do diesel em R$ 1,20

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (24) que o governo federal apresentou uma nova proposta para conter a alta do diesel no país, em meio à volatilidade do mercado internacional de petróleo. A iniciativa deve levar o litro do combustível a R$ 1,20 e foi discutida após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto

Pela proposta, o valor seria compensado por meio de uma subvenção, com metade bancada pelo governo federal e a outra metade pelos estados. A alternativa busca substituir a discussão sobre isenção do ICMS por um modelo de compensação direta aos importadores, com o objetivo de garantir o abastecimento e reduzir o impacto dos preços ao consumidor.

A medida será analisada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em reunião marcada para a próxima sexta-feira (27) em São Paulo. Segundo Durigan, a proposta leva em conta o fato de que alguns estados podem ter aumento de arrecadação em razão da alta do petróleo, o que abriria espaço para participação no esforço de contenção dos preços.

Além disso, o governo já mantém medidas anteriores voltadas à redução do custo do diesel. Entre elas estão a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins e a concessão de uma subvenção de até R$ 0,32 por litro para produtores e importadores. Somadas, essas ações representam um alívio estimado de R$ 0,64 por litro nas bombas.

Durigan indicou que novas iniciativas podem ser adotadas, caso o cenário internacional continue pressionando os preços. Segundo ele, a orientação do presidente é minimizar ao máximo os impactos de um conflito externo sobre a população brasileira, preservando ao mesmo tempo a responsabilidade fiscal e o equilíbrio das contas públicas.

A escalada dos preços do petróleo tem sido impulsionada por tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além de riscos no entorno do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente.

O tema dos combustíveis tem mobilizado a equipe econômica, que busca evitar repasses mais intensos ao consumidor e garantir o fluxo regular de importações. A expectativa é que, após a deliberação do Confaz, haja uma definição sobre a implementação da nova subvenção e sua duração inicial, prevista até o fim de maio.

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China estabelece menor meta de crescimento do PIB já registrada para 2026

A China estabeleceu na quinta-feira (5), no horário local, sua meta de crescimento do PIB para 2026 em 4,5% a 5%, a meta mais baixa já registrada, informou a Reuters. A decisão ocorre enquanto Pequim enfrenta pressões deflacionárias persistentes e tensões comerciais com os EUA.

Isso representa uma leve revisão para baixo em relação à meta de “cerca de 5%” estabelecida nos últimos três anos e o objetivo mais modesto já registrado para a segunda maior economia do mundo, com exceção de 2020, quando Pequim não estabeleceu uma meta de crescimento devido à pandemia.

Pequim também teria fixado sua meta de déficit orçamentário em “cerca de 4%” do PIB, igualando-se à do ano passado, enquanto o principal órgão legislativo do país realizava sua reunião anual nesta semana.

O déficit de 4% foi o maior já registrado desde 2010, de acordo com dados obtidos pela Wind Information. O recorde anterior era de 3,6% em 2020.

Segundo a Reuters, as autoridades chinesas também mantiveram a meta anual de inflação ao consumidor estável em “cerca de 2%”. Estabelecida inicialmente para 2025, essa é a meta mais baixa em mais de duas décadas e sinaliza um reconhecimento implícito por Pequim da fraca demanda interna.

Deflação e tarifas

A meta de inflação funciona mais como um teto do que como um objetivo a ser alcançado. Ao longo de 2025, o crescimento dos preços foi nulo e de 0,7% quando excluídos os preços de alimentos e energia, já que a confiança do consumidor permaneceu baixa.

A reunião anual do parlamento chinês, conhecida como “Duas Sessões”, começou nesta quarta-feira (4) com a cerimônia de abertura da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês — o principal órgão consultivo de políticas.

A Assembleia Popular Nacional iniciou sua reunião na quinta-feira e deve encerrar sua sessão anual em 12 de março. O ministro das Relações Exteriores e os chefes de vários departamentos econômicos devem conceder coletivas de imprensa nesse período.

Embora a economia chinesa tenha crescido 5% no ano passado, o país entrou no quarto ano consecutivo de deflação, em meio à crise imobiliária, à fraca confiança do consumidor e ao endividamento dos governos locais. As vendas no varejo aumentaram 3,6% em 2025, e a deflação na porta da fábrica se aprofundou, caindo 2,6% em relação ao ano anterior.

O investimento em ativos fixos caiu 3,8% no ano passado — a primeira queda anual em décadas. O impacto negativo no setor imobiliário se intensificou, com o investimento despencando 17,2%.

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