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Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX pode enviar infraestrutura de IA à órbita da Terra (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google e SpaceX negociam a instalação de data centers em órbita terrestre, segundo o The Wall Street Journal.
  • O projeto tentaria contornar limitações energéticas e ambientais de servidores na Terra.
  • A infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da SpaceX e operaria de forma contínua e autônoma, alimentada por energia solar.

Google e SpaceX estariam negociando a instalação de data centers em órbita terrestre. Segundo o The Wall Street Journal, a infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da empresa de Elon Musk. A proposta seria contornar os gargalos energéticos e as restrições ambientais que hoje limitam a expansão de centros de dados voltados para inteligência artificial na Terra.

A relação entre as duas empresas vem de longa data. De acordo com a imprensa norte-americana, o Google foi um dos primeiros grandes investidores da companhia aeroespacial em 2015. Hoje, a empresa detém uma participação acionária de 6,1% na SpaceX. Mesmo com essa proximidade, o Google também estaria conversando com outras companhias do setor para tocar o projeto.

Faz sentido?

Imagem de servidores em um data center
Servidores na órbita terrestre operariam com energia solar (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

Diante da necessidade urgente de contornar as limitações da infraestrutura atual, a ideia pode um dia sair do papel. As ferramentas de IA têm exigido cada vez mais energia dos data centers tradicionais, gerando altos custos de operação. No espaço, os servidores orbitais iriam operar de forma contínua e autônoma, alimentados exclusivamente pela energia captada por painéis solares.

Apesar de tudo, o modelo ainda enfrenta ceticismo. Especialistas ouvidos pelo WSJ afirmam que existem desafios técnicos extraordinários na manutenção e refrigeração de computadores na órbita terrestre. Além disso, o portal TechCrunch lembra que os custos embutidos no projeto fazem com que os data centers terrestres continuem como uma alternativa mais barata.

Planos do Google

Vale destacar que o Google não está parado no desenvolvimento de hardware. No fim do ano passado, a empresa revelou os primeiros detalhes do Projeto Suncatcher, uma iniciativa focada em fabricar e colocar em órbita os primeiros protótipos de satélites de processamento de dados até 2027.

Em novembro, o CEO do Google, Sundar Pichai, declarou que não há dúvidas de que, em pouco mais de uma década, a indústria de tecnologia considerará os data centers orbitais uma das formas comuns para a implantação de novos servidores.

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os servidores de um data center são organizados em racks ou gabinetes (imagem: Unsplash/Taylor Vick)
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Por que os astronautas levaram o iPhone ao espaço?

“Casa, vista da Orion”: NASA revelou foto tirada com o iPhone 17 Pro Max (imagem: divulgação)
Resumo
  • A NASA autorizou celulares pessoais em missões espaciais em fevereiro de 2026. A Artemis II usou essa regra. O Reid Wiseman publicou fotos da Terra e da Lua feitas com um iPhone 17 Pro Max dentro da cápsula Orion.
  • A Artemis II é a primeira missão lunar tripulada do século XXI. A missão alcançou 406.000 quilômetros da Terra e superou o recorde da Apollo 13, de 1970.
  • O programa Artemis reúne a NASA, a ESA e a AEB. O plano prevê volta à superfície da Lua até 2028, criação de uma base lunar e missões futuras a Marte.

A Missão Artemis II chegou à órbita da Lua nesta segunda (6) e já entrou para a história com belas (e atuais) imagens da Terra e da Lua, registrando a volta do ser humano ao nosso satélite natural após 53 anos. Diferentemente de outras fotos encontradas na internet, os registros feitos diretamente da cápsula Orion, onde viajam os quatro tripulantes da missão, foram feitos pelos próprios iPhones dos astronautas.

Vale lembrar que essa é uma decisão recente: a NASA permitiu que os astronautas levassem dispositivos portáteis pessoais apenas em fevereiro deste ano.

Numa das primeiras imagens, o comandante da missão, Reid Wiseman, aparece observando o planeta Terra. Na tripulação da Orion estão também o canadense Jeremy Hansen e os americanos Victor Glover e Christina Koch.

Terra vista da Missão Artemis 2 (2026)
Já esta foi feita com uma Nikon (foto: divulgação/NASA)

Ida à Lua no século XXI

A Missão Artemis II é parte do Acordo Artemis, que envolve diversas agências espaciais pelo mundo, incluindo a NASA, dos Estados Unidos, a ESA, da Europa e a própria AEB, Agência Espacial Brasileira. A ideia é levar o ser humano de volta à superfície da Lua até 2028, além de estudar a possibilidade de montar uma base fixa no satélite natural da Terra no futuro. Mais à frente, o objetivo é chegar a Marte.

Primeira missão lunar tripulada no século, a Artemis II também marca a maior distância já percorrida por seres humanos para além da Terra: 248.655 milhas (cerca de 406 mil quilômetros), segundo a NASA, superando a missão Apollo 13, de 1970. Mas, dessa vez, com as tecnologias atuais, a viagem tem sido acompanhada e transmitida ao vivo pela agência espacial, sendo possível assisti-la diretamente no YouTube.

Traseira iPhone 17 Pro Max
iPhone 17 Pro Max foi o celular usado por Reid Wiseman para tirar a primeira foto inteira da Terra em mais de 50 anos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os astronautas também fazem seus próprios registros e dão atualizações da missão em tempo real, rendendo tuítes do comandante Reid diretamente da Orion, assim como a imagem do iPhone 17 Pro Max. A tripulação também levou uma Nikon D5.

Segundo o site USA Today, isso foi possível graças a uma nova regulamentação da NASA, que está em vigor desde fevereiro de 2026, logo antes da missão Crew-12, da SpaceX, empresa espacial de Elon Musk. Ela marcou o décimo terceiro voo comercial para a órbita da Terra.

Outros objetos terráqueos no espaço

Não foram a Crew-12 e a Artemis II que inauguraram a ida de objetos terráqueos do dia a dia ao espaço. Em 2018, a SpaceX enviou ao espaço um carro Falcon Heavy, que no momento está vagando pela Via Láctea, pouco depois de Marte. Até agora, já foram mais de 5,3 órbitas ao redor do Sol – e contando. É possível acompanhar a localização e outras informações curiosas sobre a viagem do automóvel num site especial.

Bonequinhos de LEGO enviados ao espaço, Juno (2011)
Bonequinhos de Lego enviados junto ao satélite Juno rumo a Júpiter, onde seguem a bordo desde 2011 (imagem: divulgação/National Space Centre)

Também há peças de Lego vagando pelo espaço neste momento, por mais estranho que pareça. A missão Juno, de 2011, levou uma “tripulação” de três bonequinhos de LEGO feitos com alumínio espacial, representando justamente Júpiter e Juno, além de Galileo Galilei, astrônomos que descobriu quatro das luas de Júpiter ainda em 1610.

Aparentemente, a LEGO tem um apreço pelas missões espaciais, já que a própria Artemis I, que foi à Lua sem tripulação, tinha quatro bonequinhos da marca a bordo, segundo a National Space Centre.

Por que os astronautas levaram o iPhone ao espaço?

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Foto da Terra tirada pelo astronauta Reid Wiseman durante a Missão Artemis II

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Bonequinhos de LEGO enviados junto ao satélite Juno rumo a Júpiter, onde seguem a bordo desde 2011.
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Elon Musk quer usar a Lua para catapultar satélites

ilustração sobre a Space X e Elon Musk. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Fusão entre SpaceX e xAI seria aposta para tirar plano do papel (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk planeja construir uma fábrica de satélites na Lua com um “impulsionador de massa” para criar centros de dados em órbita.
  • O projeto enfrenta desafios como a necessidade de suportar forças de aceleração superiores a 10 mil g e a logística de construção lunar.
  • A fusão entre a xAI e a SpaceX visa utilizar a nave Starship para construir instalações lunares e aplicar algoritmos de IA na gestão da base.

O empresário Elon Musk, CEO da SpaceX e da xAI, parece ter um plano ambicioso, saído de livros de ficção: construir uma fábrica de satélites na superfície da Lua com uma catapulta gigantesca para lançar equipamentos ao espaço.

A proposta foi apresentada durante uma reunião interna com funcionários da xAI, cujos áudios foram obtidos e divulgados pelo jornal The New York Times nessa terça-feira (10/02). Segundo Musk, a infraestrutura lunar seria fundamental para viabilizar “centros de dados de inteligência artificial” em órbita.

A ideia seria aproveitar o vácuo do espaço para resfriamento e a energia solar ininterrupta para alimentação. O projeto marca uma virada brusca na estratégia do bilionário — até o início do ano passado, ele classificava a Lua como uma “distração” no caminho para Marte.

Como funcionaria isso?

O dispositivo mencionado por Musk é tecnicamente chamado de “impulsionador de massa”. Trata-se de um lançador eletromagnético projetado para propelir objetos ao espaço sem o uso de combustíveis químicos ou foguetes convencionais.

De acordo com o portal Engadget, essa catapulta seria integrada ao complexo industrial construído em solo lunar. A intenção seria fabricar satélites de IA localmente e lançá-los para a órbita lunar ou terrestre de forma muito mais barata. Embora a gravidade da Lua seja apenas 1/6 da terrestre, os desafios físicos para isso são imensos:

  • Velocidade de escape: para atingir a órbita lunar, o satélite precisa ser lançado a pelo menos 6.115 km/h (Mach 5);
  • Aceleração extrema: atualmente, tecnologias de canhões eletromagnéticos da Marinha dos EUA (os railguns) atingem Mach 8,8 (8,8 vezes a velocidade do som), conforme documentado pela Task and Purpose. No entanto, qualquer eletrônico lançado assim precisaria suportar forças de aceleração superiores a 10 mil g;
  • Logística: construir uma fábrica dessas exige dezenas de missões tripuladas e não tripuladas.
Elon Musk com a palavra LAUNCH ao fundo
Musk afirma que “é preciso ir à Lua” para obter capacidade computacional superior à dos concorrentes (imagem: Bill Ingalls/NASA)

Outro ponto controverso do plano é o uso do vácuo para resfriar os servidores de IA. Especialistas consultados pelo The Independent expressaram ceticismo: diferentemente da Terra, onde o calor se dissipa pelo ar (convecção), no vácuo a única forma de resfriamento é por radiação térmica. Isso exigiria radiadores de dimensões monumentais para evitar que os chips derretam sob carga intensa de processamento.

Para viabilizar a execução do plano, Musk confirmou recentemente a fusão operacional entre a xAI e a SpaceX. A união permitiria que a xAI utilizasse a logística da nave Starship para construir as instalações lunares, enquanto a SpaceX utilizaria os algoritmos da companhia de IA para gerenciar a base lunar.

Mudança de foco e incertezas

A fixação recente de Musk pela Lua é uma mudança de postura. Em 2025, ele afirmou no X (antigo Twitter) que a SpaceX iria “direto para Marte”.

No entanto, em postagens recentes, o CEO admitiu que criar uma “cidade autossustentável na Lua” é uma meta alcançável em menos de dez anos, enquanto Marte levaria pelo menos 20.

Vale lembrar que o histórico de previsões de Musk gera cautela. Em 2016, ele prometeu que a SpaceX enviaria missões de carga para Marte até 2018. Em 2017, previu o mesmo para 2022. Agora, em fevereiro de 2026, o foguete Starship está apenas realizando voos de teste.

Elon Musk quer usar a Lua para catapultar satélites

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk no Kennedy Space Center da NASA em 2020 (Imagem: Bill Ingalls / NASA)
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Elon Musk ultrapassa US$ 850 bilhões e alcança patrimônio inédito

Ilustração mostra Elon Musk sorrindo
Musk agora está US$ 578 bilhões à frente do segundo colocado no ranking global (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk alcançou um patrimônio de US$ 852 bilhões após a fusão da SpaceX com a xAI.
  • A nova entidade combinada está avaliada em US$ 1,2 trilhão, tornando-se a empresa privada mais valiosa do mundo.
  • Musk detém 43% da empresa combinada, equivalente a US$ 542 bilhões, superando sua participação na Tesla.

O empresário Elon Musk atingiu um patrimônio líquido recorde de US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,5 trilhões) após a SpaceX anunciar a aquisição da xAI, sua empresa de inteligência artificial. O acordo, confirmado na segunda-feira (02/02), elevou a fortuna de Musk em US$ 84 bilhões (R$ 441 milhões) em apenas um dia.

Segundo estimativas da Forbes, a operação avalia a nova entidade combinada em US$ 1,2 trilhão (R$ 6,3 trilhões), consolidando-a como a empresa privada mais valiosa do planeta.

Como a fusão impacta a fortuna de Musk?

A transação alterou a composição dos ativos do bilionário, tornando a SpaceX o seu bem mais valioso. Antes da fusão, Musk detinha 42% da fabricante de foguetes (avaliada em US$ 800 bilhões) e 49% da xAI (avaliada em US$ 250 bilhões). Com a união das operações, a estimativa é que Musk passe a deter 43% da empresa combinada, uma fatia que sozinha vale US$ 542 bilhões (R$ 2,8 trilhões).

O montante supera com folga sua participação na Tesla, onde possui 12% das ações (US$ 178 bilhões). O crescimento acelerado impressiona pelo intervalo de tempo: em outubro de 2025, Musk foi a primeira pessoa a atingir US$ 500 bilhões.

O salto para os atuais US$ 852 bilhões foi impulsionado pela fusão e pela restauração de suas opções de ações da Tesla em dezembro, após uma disputa judicial que durava desde 2024.

Integração para IA

A fusão de SpaceX e xAI visa criar o que Musk descreveu como um “motor de inovação verticalmente integrado” e prepara o terreno para a abertura de capital da empresa aeroespacil, que planeja lançar uma oferta pública inicial de ações (IPO) ainda em 2026. O objetivo é unir a infraestrutura de exploração espacial e internet via satélite da Starlink às capacidades de processamento da inteligência artificial generativa.

No entanto, o fato de o empresário atuar simultaneamente como comprador e vendedor na transação levantou questionamentos de órgãos reguladores sobre governança. Analistas relembram que manobras similares já renderam disputas judiciais ao bilionário, como na aquisição da SolarCity pela Tesla em 2016.

Atualmente, a distância de Musk para os demais bilionários é enorme: ele está US$ 578 bilhões à frente de Larry Page, cofundador do Google e segundo colocado no ranking. No ritmo atual, é possível que Musk caminhe para ser o primeiro trilionário da história.

Elon Musk ultrapassa US$ 850 bilhões e alcança patrimônio inédito

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • FCC autorizou SpaceX a lançar 7.500 satélites Starlink de segunda geração, totalizando 15.000 satélites do tipo para sua operação;
  • Satélites podem ser posicionados em altitudes entre 340 km e 485 km, reduzindo o risco de colisão e latência nas conexões;
  • SpaceX solicitou operar quase 30.000 satélites, mas FCC está liberando autorizações gradualmente.

A FCC (Comissão Federal de Comunicações), órgão dos Estados Unidos equivalente à Anatel, autorizou a SpaceX a colocar 7.500 satélites Starlink de segunda geração em órbita. Com isso, a companhia de Elon Musk passa a ter autorização para operar 15.000 unidades do tipo para seu serviço de internet.

Embora a nova autorização permita à Starlink expandir a capacidade de suas operações em escala global, a FCC espera que a media beneficie os Estados Unidos, especificamente:

O presidente Trump está restaurando a liderança tecnológica dos Estados Unidos. E esta autorização da FCC é um divisor de águas para viabilizar serviços de próxima geração.

Ao autorizar 15.000 novos e avançados satélites, a FCC deu sinal verde para a SpaceX fornecer capacidades de banda larga via satélite sem precedentes, fortalecer a concorrência e ajudar a garantir que nenhuma comunidade seja deixada para trás.

Brendan Carr, presidente da FCC

Além de elevar o total de satélites autorizados, a FCC autorizou a Starlink a posicioná-los em órbitas mais baixas, dentro de faixa de altitude entre 340 km a 485 km. Historicamente, os satélites da companhia operam em altitudes próximas a 550 km.

A nova faixa de altitude é considerada mais segura por, entre outros motivos, reduzir o risco de colisão entre os satélites. Outro benefício esperado é o da redução dos níveis de latência nas conexões à internet.

De modo complementar, a FCC autorizou os satélites de segunda geração da Starlink a operarem nas frequências das bandas Ku e Ka, bem como o uso das bandas V, E e W, com frequências mais altas.

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Antena Starlink Mini (imagem: divulgação/SpaceX)

SpaceX quer operar quase 30.000 satélites

A SpaceX pediu autorização para operar uma constelação de quase 30.000 satélites. Mas a FCC vem fornecendo autorizações de modo gradual: “adiaremos a autorização dos 14.988 satélites Starlink de segunda geração propostos ainda restantes, incluindo os satélites para operações acima de 600 km”, explicou o órgão.

Esse não chega a ser um problema para a SpaceX, afinal, os satélites Starlink entram em operação de modo progressivo.

A companhia tem até novembro de 2027 para colocar em operação 7.500 satélites de primeira geração. Sobre os satélites de segunda geração, metade das unidades já autorizadas devem estar em funcionamento até dezembro de 2028. A outra metade tem dezembro de 2031 como prazo de operação.

Estima-se que, atualmente, a Starlink opere com pouco mais de 9.000 satélites.

Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

Starlink irá fornecer sinal para celulares da T-Mobile nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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O que é SpaceX? Conheça a empresa de tecnologia espacial de Elon Musk

Imagem do logo da SpaceX e um foguete de fundo
Saiba como a SpaceX revolucionou a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Reprodução/John Kraus)

A SpaceX é uma empresa aeroespacial americana fundada com o objetivo de reduzir custos de transporte e revolucionar a exploração espacial. Criada por Elon Musk em 2002, a companhia nasceu da visão de tornar as viagens interplanetárias viáveis e acessíveis.

O propósito da organização é viabilizar a colonização de Marte por meio do desenvolvimento de tecnologias espaciais inovadoras. Para isso, a empresa foca no uso pioneiro de foguetes reutilizáveis, como o Falcon 9, para baratear o acesso à órbita.

A empresa também gerencia a rede de internet via satélite Starlink e realiza missões tripuladas para a Estação Espacial Internacional (ISS) com a NASA. Atualmente, ela lidera o mercado global de lançamentos, operando frotas que garantem alta frequência de voos espaciais.

A seguir, saiba mais sobre a história da SpaceX e as áreas de atuação da companhia aeroespacial. Também descubra os principais concorrentes da empresa de Elon Musk.

O que é SpaceX?

A SpaceX é uma empresa aeroespacial americana pioneira no uso de foguetes reutilizáveis, reduzindo os custos de lançamentos. Sua atuação abrange desde transporte de cargas e de astronautas até o desenvolvimento do sistema Starship, visando viabilizar a exploração espacial privada e a colonização de Marte.

Quem é o dono da SpaceX?

A SpaceX é uma empresa de capital fechado controlada pelo empresário Elon Musk, que detém cerca de 42-54% das ações e 79% do poder de voto. Investidores institucionais como Alphabet e Fidelity também têm participações relevantes, resultado de aportes bilionários para financiar projetos como Starship e Starlink.

Elon Musk
Elon Musk é o fundador e dono da SpaceX (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quando a SpaceX foi fundada?

A SpaceX foi fundada em 14 de março de 2002, estabelecendo sua sede inicial na Califórnia (EUA). No entanto, a equipe técnica e as operações de engenharia da empresa aeroespacial começaram em maio do mesmo ano.

Motivado pelo alto custo dos foguetes russos, Elon Musk investiu capital próprio para criar tecnologias de transporte espacial reutilizáveis. Assim, o propósito da companhia é reduzir custos para viabilizar a futura colonização do planeta Marte.

Onde fica a SpaceX?

A sede oficial da SpaceX está situada na Starbase, em Boca Chica, no Texas, polo principal para o desenvolvimento e testes do foguete Starship. Anteriormente localizada na Califórnia, a mudança estratégica visa otimizar operações e aproveitar um ambiente regulatório mais flexível.

Contudo, a empresa mantém sua fábrica original em Hawthorne, na Califórnia, dedicada à produção das cápsulas Dragon e Falcon 9. Já as operações de lançamento adicionais ocorrem no Cabo Canaveral na Flórida e na Base de Vandenberg na Califórnia.

Imagem da Starbase, sede da SpaceX no Texas
A Starbase, sede oficial da SpaceX, fica localizada em Boca Chica, no Texas (imagem: Divulgação/SpaceX)

O que a SpaceX faz?

A SpaceX revolucionou a indústria aeroespacial ao viabilizar o uso de foguetes reutilizáveis, reduzindo drasticamente o custo do transporte orbital. Estas são suas principais áreas de atuação:

  • Lançamentos orbitais: opera os foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy para colocar satélites em órbita e realizar missões de segurança nacional com alta confiabilidade;
  • Transporte de carga e tripulação: envia suprimentos e astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS) com a cápsula Dragon, eliminando a dependência de veículos estrangeiros para missões tripuladas;
  • Internet Starlink: gerencia a maior rede de satélites em órbita terrestre baixa, fornecendo internet de alta velocidade em escala global;
  • Sistema Starship: desenvolve um veículo de transporte superpesado e totalmente reutilizável, essencial para o retorno humano à Lua e a futura colonização de Marte;
  • Infraestrutura de dados espacial: implementa soluções de processamento em órbita, como data centers espaciais movidos a energia solar para suportar demandas de Inteligência Artificial e comunicação direta com dispositivos móveis.
Imagem do foguete Starship da SpaceX
O foguete de transporte superpesado Starship é um dos principais projetos da SpaceX (imagem: Divulgação/SpaceX)

Quais são os foguetes da SpaceX?

Estes são os principais foguetes da SpaceX:

  • Falcon 1: primeiro veículo de combustível líquido desenvolvido de forma privada a atingir a órbita, servindo como prova de conceito entre 2006 e 2009;
  • Falcon 9: principal foguete de médio porte, destacado pelo primeiro estágio reutilizável que revolucionou o custo do acesso ao espaço;
  • Falcon Heavy: variante de carga pesada composta por três núcleos propulsores do Falcon 9, oferecendo a maior capacidade de carga operacional para órbitas altas e distantes;
  • Starship: sistema de transporte superpesado totalmente reutilizável em fase de desenvolvimento, projetado para missões interplanetárias e transporte de grandes volumes de carga e tripulação.

Quanto custa um foguete da SpaceX?

O lançamento do Falcon 9 custa cerca de US$ 67 milhões, enquanto o Falcon Heavy atinge até US$ 100 milhões, variando conforme a órbita e carga. O programa de missões compartilhadas, chamado de rideshare, democratiza o acesso e permite o envio de pequenos satélites por valores a partir de US$ 325 mil.

A reutilização de propulsores reduz o custo operacional para menos de US$ 30 milhões, garantindo margens competitivas no setor espacial. Com o sistema Starship, a SpaceX projeta custos inferiores a US$ 10 milhões por voo, visando viabilizar a exploração de Marte.

Imagem do foguete Falcon 9 da SpaceX
Um lançamento do foguete Falcon 9,, um dos principais da SpaceX, pode custar US$ 67 milhões (imagem: Divulgação/SpaceX)

Quais são os concorrentes da SpaceX?

A SpaceX enfrenta concorrência de empresas privadas e agências estatais que buscam reduzir custos de lançamento, aumentar a cadência de voos e dominar o mercado de constelações de satélites:

  • Blue Origin: empresa de Jeff Bezos que desenvolve o foguete de carga pesada New Glenn e foca na infraestrutura de exploração, desafiando diretamente a capacidade do Falcon 9 e Starship;
  • Rocket Lab: líder em lançamentos de pequenos satélites com o Electron, agora desenvolve o foguete reutilizável Neutron para capturar o mercado de médio porte da SpaceX;
  • United Launch Alliance (ULA): aliança entre Boeing e Lockheed que utiliza o foguete Vulcan Centaur, priorizando contratos governamentais e missões críticas de segurança nacional dos EUA;
  • Relativity Space: especializada em manufatura aditiva com o Terran R, um foguete totalmente impresso em 3D e reutilizável projetado para competir em custo e agilidade de produção;
  • Northrop Grumman: atua no transporte de carga para a Estação Espacial Internacional (ISS) com a nave Cygnus e desenvolve sistema de propulsão sólida para missões pesadas da NASA;
  • Arianespace: consórcio europeu que opera o Ariane 6 para garantir soberania em lançamentos pesados e atender clientes institucionais que buscam alternativas aos foguetes americanos.

Qual é a diferença entre SpaceX e NASA?

A SpaceX é uma empresa privada de fabricação aeroespacial com foco na eficiência logística e na redução de custos por meio de foguetes reutilizáveis. Ela atua em serviços de lançamento para governos e empresas, enquanto desenvolve tecnologias para a colonização de Marte.

A NASA é uma agência governamental dos EUA responsável por promover a ciência, a exploração espacial e a pesquisa aeronáutica. Ela lidera missões de descoberta, como o programa lunar Artemis, e coordena operações na Estação Espacial Internacional (ISS).

Qual é a diferença entre SpaceX e Blue Origin?

A SpaceX é uma empresa aeroespacial fundada por Elon Musk em 2002. Ela foca no desenvolvimento de foguetes reutilizáveis e na operação da rede de internet via satélite Starlink, tendo como objetivo reduzir custos de acesso ao espaço e viabilizar a colonização de Marte.

A BlueOrigin é uma companhia aeroespacial fundada por Jeff Bezos em 2000. Ela prioriza a criação de uma infraestrutura espacial sustentável e o desenvolvimento de módulos lunares, visando permitir que milhões de pessoas vivam e trabalhem no espaço.

Qual é a diferença entre SpaceX e Starlink?

A SpaceX é uma fabricante aeroespacial focada no desenvolvimento de foguetes reutilizáveis para reduzir custos de transporte espacial e permitir a exploração de outros planetas. Ela é a organização matriz e operacional, consolidando-se como uma das principais empresas de Elon Musk.

A Starlink é um serviço de constelação de satélites em órbita baixa projetado para fornecer internet banda larga de alta velocidade globalmente. Ela funciona como uma divisão comercial da SpaceX, usando a infraestrutura da própria empresa para lançar sua rede.

O que é SpaceX? Conheça a empresa de tecnologia espacial de Elon Musk

(imagem: Reprodução/John Kraus)

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/SpaceX)

(imagem: Divulgação/SpaceX)

(imagem: Divulgação/SpaceX)
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Starlink libera internet de graça na Venezuela

Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
SpaceX, de Elon Musk, liberou reativação de antenas sem custo na Venezuela (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink está oferecendo internet gratuita na Venezuela após operação militar dos EUA, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
  • O serviço gratuito visa fornecer conectividade emergencial devido a interrupções em energia elétrica e telecomunicações.
  • Usuários com equipamentos Starlink podem reativar o serviço sem custo, e a medida vale até 3 de fevereiro.

A Starlink iniciou nesta segunda-feira (05/01) uma oferta de acesso gratuito aos seus serviços em território venezuelano. A decisão da subsidiária de internet via satélite da SpaceX, liderada por Elon Musk, ocorre na esteira da operação militar realizada pelos Estados Unidos no último sábado (03/01), que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Segundo o comunicado oficial da Starlink, o objetivo é fornecer conectividade emergencial à população e empresas locais após relatos de interrupções nos serviços de energia elétrica e redes de telecomunicações convencionais em diversas regiões do país. A empresa afirma que está aplicando créditos de serviço em contas cadastradas na Venezuela até o dia 3 de fevereiro de 2026.

A provedora também informou que usuários que possuam o equipamento necessário (antena e roteador), mas que haviam pausado ou cancelado suas assinaturas, podem reativar o sinal sem custos durante este período de instabilidade política e técnica.

Como funciona o acesso à Starlink?

imagem da antena da starlink ao lado de uma pessoa com um celular na mão em um ambiente externo
Provedora aplica créditos em contas ativas e inativas (imagem: divulgação/Starlink)

A infraestrutura da Starlink é composta por uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO). Diferente dos satélites geoestacionários tradicionais, que operam a cerca de 35 mil quilômetros de altitude, os equipamentos da SpaceX orbitam a aproximadamente 550 km.

Essa proximidade permite que o sinal seja distribuído com baixíssima latência e de forma independente das redes terrestres de fibra óptica ou torres de telefonia celular, que costumam ser os primeiros alvos de falhas em cenários de conflito ou colapso energético.

Embora o mapa oficial de disponibilidade da Starlink ainda liste a Venezuela como uma região onde o serviço estará disponível “em breve”, a conectividade já é tecnicamente viável no país por meio de planos de roaming e terminais importados de outros mercados.

Na prática, a oferta beneficia os usuários que já possuem o kit de antena da marca em solo venezuelano. No momento, a SpaceX afirma que não há um cronograma para a venda direta e oficial de equipamentos no país, mas diz monitorar as condições regulatórias e os requisitos de suporte.

Conectividade em zonas de instabilidade

A movimentação na Venezuela replica estratégias adotadas pela SpaceX em outros cenários de crise global. Em 2022, a empresa enviou milhares de terminais para a Ucrânia após a invasão russa, garantindo comunicação essencial para civis e operações de infraestrutura crítica. Recentemente, o serviço também foi utilizado de forma não oficial no Irã para contornar bloqueios governamentais.

O Departamento de Defesa dos EUA, que possui contratos formais com a SpaceX para operações internacionais, não comentou oficialmente se houve coordenação para a liberação do sinal na Venezuela. A Starlink, por sua vez, afirmou que continuará monitorando a evolução das condições no país.

Starlink libera internet de graça na Venezuela

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Starlink)
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Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita

Falcon 9, da SpaceX, em lançamento de satélites Starlink (Imagem: divulgação/SpaceX)
Lançamento de satélites da Starlink (foto: divulgação/SpaceX)
Resumo
  • A SpaceX reconfigurará a constelação Starlink para 2026, reduzindo a altitude dos satélites de 550 km para 480 km, visando aumentar a segurança e evitar colisões em órbita baixa.
  • Após uma anomalia técnica que causou a perda de um satélite, a SpaceX decidiu pela mudança para evitar riscos em um ambiente orbital saturado.
  • A Anatel aprovou a expansão da Starlink no Brasil, permitindo adicionar 7.500 satélites não geoestacionários à frota existente.

A SpaceX decidiu remanejar a constelação de satélites da Starlink, de acordo com o vice-presidente de engenharia Michael Nicholls. A empresa deve baixar a altitude operacional dos equipamentos, movendo-os da faixa atual de 550 km para cerca de 480 km acima da Terra.

O objetivo da mudança é aumentar a segurança das operações na órbita baixa (também chamada de LEO, na sigla em inglês). Segundo uma postagem de Nicolls, essa redução resulta na “condensação” das órbitas da Starlink, diminuindo a probabilidade de colisões.

Starlink is beginning a significant reconfiguration of its satellite constellation focused on increasing space safety.  We are lowering all @Starlink satellites orbiting at ~550 km to ~480 km (~4400 satellites) over the course of 2026.  The shell lowering is being tightly…

— Michael Nicolls (@michaelnicollsx) January 1, 2026

Falha pode ter motivado decisão

A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (1º), poucas semanas após a companhia de Elon Musk informar a perda de controle de um satélite após uma “anomalia técnica”.

O monitoramento da empresa independente Leo Labs, indicou que o incidente foi provocado por uma “fonte energética interna” — possivelmente uma explosão ou falha catastrófica no sistema de propulsão — e não por uma colisão externa. O evento resultou na ejeção de material e fragmentos rastreáveis a cerca de 418 km de altitude.

Embora a SpaceX tenha garantido que o objeto se desintegraria na atmosfera, sem riscos para a Estação Espacial Internacional (ISS), o caso evidenciou a fragilidade das operações em um ambiente cada vez mais saturado.

A preocupação com o trânsito espacial é crescente. Atualmente, mais de 24 mil objetos são monitorados na órbita baixa, e estimativas sugerem que esse número pode chegar a 70 mil até o final da década, impulsionado por constelações como a da Starlink e da futura Amazon Leo.

Expansão no Brasil

ilustração sobre o serviço direct-to-cell da starlink
Starlink teve autorização para expandir frota de satélites (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Enquanto ajusta os parâmetros de segurança da rede, a Starlink segue ampliando sua capacidade regulatória em mercados estratégicos. No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou recentemente uma alteração no direito de exploração da empresa.

A decisão do órgão regulador permite que o serviço aumente o tamanho de sua frota no país. Pela nova regra, a Starlink poderá acrescentar mais 7.500 satélites não geoestacionários, somando-se aos 4.408 originalmente previstos na licença de 2022.

Com o afastamento, a ideia é que a megaconstelação saia dos espaços mais congestionados na órbita do planeta, onde o número de detritos e projetos de satélites concorrentes é maior do que abaixo da linha dos 500 km.

Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita

Falcon 9, da SpaceX, em lançamento de satélites Starlink (Imagem: divulgação/SpaceX)

Entenda como a Starlink fornece sinal para celulares em lugares mais remotos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Starlink ganha 20 mil clientes por dia e chega a 9 milhões

Ilustração mostra antena da Starlink diante de um céu estrelado
Starlink está presente em 155 países (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Starlink alcançou 9 milhões de clientes, com crescimento de 20 mil novos assinantes por dia.
  • O tráfego de dados da Starlink dobrou em 2025, e mais de 20 companhias aéreas planejam usar seus satélites para Wi-Fi em aviões.
  • No Brasil, a Starlink possui 600 mil assinantes, com velocidade média de download de 140 Mb/s e upload de 18 Mb/s.

A Starlink atingiu a marca de 9 milhões de clientes ativos. O mais recente passo desse crescimento se deu ao longo das últimas sete semanas, quando a empresa de Elon Musk conseguiu mais 1 milhão de consumidores. Isso dá um pouco mais de 20 mil novos assinantes por dia.

As informações foram divulgadas pela companhia em sua conta no X, também de propriedade do bilionário.

Starlink está em crescimento acelerado

Em 28 de agosto de 2025, a companhia divulgou ter 7 milhões de clientes. Depois de 69 dias, em 5 de novembro, veio o anúncio de 8 milhões. Agora, foram necessários 48 dias para chegar aos 9 milhões.

Voltando um pouco mais no tempo, eram 4,6 milhões de consumidores ativos em dezembro de 2024, o que indica que a base quase dobrou em apenas um ano.

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Starlink Mini é opção portátil (imagem: divulgação)

Outro dado reforça o ritmo forte da expansão: segundo a Cloudflare, o tráfego de dados dos usuários do provedor de Musk mais que dobrou em 2025. Além disso, mais de 20 companhias aéreas já anunciaram planos para usar os satélites da companhia para oferecer Wi-Fi de alta velocidade nos aviões.

A Starlink é uma subsidiária da SpaceX, que também fabrica foguetes. Estima-se que a SpaceX tenha um valor de mercado de US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 8,32 trilhões, em conversão direta). Rumores indicam que a companhia pode abrir seu capital em 2026, passando a ter ações negociadas em bolsa.

Starlink está mais rápida no Brasil

A Starlink oferece seus serviços de internet via satélite em 155 países, com mais de 9 mil satélites de baixa órbita. Ela está presente no Brasil, onde tem 600 mil clientes, de acordo com dados obtidos pelo Tecnoblog junto a pessoas com conhecimento do assunto.

Os assinantes estão principalmente nos estados de Minas Gerais, Pará, São Paulo, Amazonas e Mato Grosso.

Por aqui, o serviço também ficou mais rápido, com sua velocidade média de download passando de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano. O upload médio é de 18 Mb/s, e a latência costuma ficar entre 25 e 30 ms.

Com informações da Business Insider

Starlink ganha 20 mil clientes por dia e chega a 9 milhões

Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Satélite da Starlink perde controle e entra em rota de reentrada na Terra

Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno
Satélite passa por um processo de reentrada na Terra (Imagem: SpaceX/Divulgação)
Resumo

A SpaceX informou que perdeu o controle de um satélite da constelação da Starlink após a ocorrência de uma anomalia técnica, fazendo com que o equipamento passasse a perder altitude e iniciasse um processo de reentrada na atmosfera da Terra. Segundo a empresa, o satélite não representa risco para a Estação Espacial Internacional (ISS) e deve se desintegrar completamente ao atravessar a atmosfera nas próximas semanas.

O episódio ocorreu poucos dias depois de a companhia relatar um quase acidente envolvendo um satélite chinês, o que voltou a chamar atenção para os desafios da operação em órbita baixa da Terra. A região, cada vez mais disputada por empresas privadas e agências governamentais, concentra um número crescente de aparelhos dedicados principalmente a serviços de internet espacial.

O que aconteceu com o satélite da Starlink?

De acordo com a SpaceX, o satélite identificado como Starlink 35956 apresentou uma falha grave que incluiu perda repentina de comunicação, redução de altitude e a liberação de material do sistema de propulsão.

A empresa também mencionou a ejeção de um pequeno número de objetos rastreáveis, com baixa velocidade relativa, o que indica que houve algum tipo de evento energético anormal a bordo.

On December 17, Starlink experienced an anomaly on satellite 35956, resulting in loss of communications with the vehicle at 418 km. The anomaly led to venting of the propulsion tank, a rapid decay in semi-major axis by about 4 km, and the release of a small number of trackable…

— Starlink (@Starlink) December 18, 2025

Segundo a empresa de monitoramento espacial Leo Labs, os dados de radar sugerem que o incidente foi provocado por uma “fonte energética interna”, descartando, ao menos por enquanto, a hipótese de colisão com outro objeto. Após o evento, sensores detectaram dezenas de fragmentos próximos a ele, reforçando a possibilidade de uma falha estrutural ou explosão localizada.

O incidente aconteceu a cerca de 418 quilômetros de altitude, uma faixa considerada especialmente sensível por concentrar grande parte das operações em órbita baixa.

Por que a órbita baixa preocupa especialistas?

Satélites colidem no espaço
Milhares de objetos disputam espaço na órbita baixa da Terra (imagem: SpaceX)

Mais de 24 mil objetos — entre satélites ativos e detritos espaciais — são monitorados nessa região ao redor do planeta. A expectativa é que esse número cresça de forma acelerada nos próximos anos. Estimativas indicam que, até o fim da década, cerca de 70 mil satélites possam estar operando nessa mesma faixa orbital, impulsionados por megaconstelações como a Starlink e da Amazon Leo.

Esse adensamento aumenta significativamente o risco de colisões, que podem gerar ainda mais fragmentos e provocar reações em cadeia difíceis de controlar.

Satélite da Starlink perde controle e entra em rota de reentrada na Terra

Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno (Imagem: SpaceX/Divulgação)
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