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YouTube muda forma de contabilizar views e regras para monetização

Mão segurando um celular que mostra o YouTube
YouTube muda contagem pública de visualizações (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube unificará a contagem de visualizações públicas de vídeos tradicionais e Shorts a partir de 24 de agosto, registrando uma visualização quando o vídeo começar a ser reproduzido.
  • A mudança não afeta o modelo de contagem para monetização, que continua baseado em visualizações engajadas, considerando apenas reproduções em que o usuário continua assistindo por alguns segundos.
  • Novos requisitos para o Programa de Parcerias do YouTube incluem 8 mil horas de exibição nos últimos 12 meses e mil inscritos, e para o Shorts, 20 milhões de visualizações qualificadas em 90 dias, a partir de 1º de fevereiro de 2027.

O YouTube vai mudar a contagem de visualizações públicas a partir de 24 de agosto. Com a mudança, anunciada pela plataforma no canal Creator Insider, um view será registrado assim que o vídeo começar a ser reproduzido, já no primeiro frame.

O novo modelo aproxima a contagem dos vídeos tradicionais, podcasts e transmissões ao vivo da forma que já é feita no YouTube Shorts. A mudança não atinge o modelo de contagem para monetização dos vídeos – que também recebeu novos critérios.

O que muda?

Atualmente, vídeos longos dependem de um tempo mínimo de exibição antes de registrar uma visualização pública. É isso que deve mudar com a atualização: se o vídeo iniciou, o view já entra na contagem sem que o usuário precise ficar por um tempo na tela.

A ideia, de acordo com a plataforma, é padronizar a métrica entre formatos. Em comunicado, a empresa afirmou que está migrando “para um modelo baseado em exposição para visualização em todos os formatos”.

A regra valerá para vídeos publicados a partir de 24 de agosto. Conteúdos antigos não terão as visualizações recalculadas, mas as novas reproduções também passarão a seguir o novo método.

Monetização continua no padrão antigo

Arte com o logotipo vermelho do YouTube em um fundo preto.
Contagem para monetização segue a mesma (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal ressalva para criadores é que a mudança de métrica não afeta o repasse aos canais. O YouTube manterá, no YouTube Studio, a contagem das chamadas visualizações engajadas, que considera apenas reproduções em que o usuário continua assistindo por alguns segundos. Ela seguirá como referência para monetização e análise de desempenho.

Isso quer dizer que um vídeo poderá ter uma contagem pública maior sem que, necessariamente, gere mais receita. A plataforma também manterá as visualizações engajadas como métrica oficial para os critérios do Programa de Parcerias do YouTube relacionados ao Shorts.

Regras ficam mais rígidas

Além da mudança na contagem de views, o YouTube também anunciou, na semana passada, novos requisitos para canais que querem entrar no Programa de Parcerias.

A partir de 1º de fevereiro de 2027, os critérios mínimos serão dobrados. Para se qualificar à divisão de receitas de anúncios e assinaturas de membros, novos canais precisarão atingir 8 mil horas de exibição nos últimos 12 meses, contra as atuais 4 mil horas. É preciso ter mil inscritos para participar do programa.

No caso do Shorts, a exigência passará de 10 milhões para 20 milhões de visualizações qualificadas em 90 dias.

YouTube muda forma de contabilizar views e regras para monetização

YouTube no celular (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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YouTube Shorts acaba de ficar mais parecido com o TikTok

YouTube Shorts (Imagem: Divulgação)
YouTube Shorts acaba de ficar mais parecido com o TikTok (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  •  Google anunciou mudanças na interface do YouTube Shorts para torná-lo mais competitivo com o TikTok e o Instagram Reels;
  • botão “Não gostei” foi removido e substituído por opções como “Não tenho interesse” e “Não recomendo este canal” para ajustar as recomendações de conteúdo;
  • YouTube Shorts agora oferece recursos como modo Tela Limpa, reprodução em velocidade 2x e silenciamento rápido de vídeos, visando proporcionar uma experiência mais imersiva e diminuir distrações.

A disputa pela sua atenção em redes sociais e afins acaba de ganhar uma nova página. O Google anunciou algumas mudanças na interface do YouTube Shorts que, em alguma medida, tornam o serviço ainda mais parecido com os rivais TikTok e Instagram Reels.

Uma das mudanças já vem sendo alvo de críticas por parte dos usuários. Em 2021, o YouTube “normal” passou a ocultar “dislikes” ou “descurtidas”. Agora, o YouTube Shorts segue pelo mesmo caminho. No lugar do botão “Não gostei”, que sumirá, o serviço usará as opções “Não tenho interesse” e “Não recomendo este canal” para ajustar as recomendações de conteúdo para cada usuário.

Como já dito, essa mudança tem sido alvo de críticas. Neste tópico no Reddit, por exemplo, há quem reclame de que a remoção do botão “Não gostei” torna mais difícil manifestar insatisfação com vídeos de baixa qualidade, como aqueles que são produzidos por IA com pouco ou nenhum critério.

O botão “Gostei” continua existindo e segue tendo a função de permitir que você curta determinado vídeo. Porém, o ícone de “joinha” está sendo substituído pelo ícone de um coração.

Outra novidade é o modo Tela Limpa (Clear Screen), que oculta ícones e outros elementos visuais na tela durante a reprodução de um vídeo. Essa opção, que é oferecida há tempos no TikTok e Instagram Reels, visa proporcionar uma experiência mais imersiva e diminuir o risco de distrações quando um conteúdo estiver sendo exibido, explica o Google.

Outras novidades incluem:

  • o YouTube Shorts passou a permitir reprodução em velocidade 2x, basta tocar e segurar na tela durante a execução do vídeo;
  • agora é possível silenciar um vídeo pausando a reprodução e, em seguida, tocando no ícone de mudo.
Modo de tela limpa do YouTube Shorts
Modo de tela limpa do YouTube Shorts (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças no YouTube Shorts entram em vigor?

Os novos recursos do YouTube Shorts já começaram a ser liberados, em escala global. Porém, esse é um processo gradativo. O Google não deu um prazo para as mudanças chegarem a todos os usuários. Leve em conta também que alguns recursos podem chegar antes do que outros.

De todo modo, acredito que ninguém está realmente ansioso por essas novidades. Mas, pelo menos para o Google, elas fazem sentido, afinal, visam deixar os usuários mais engajados com o YouTube Shorts.

YouTube Shorts acaba de ficar mais parecido com o TikTok

YouTube Shorts (Imagem: Divulgação)

Modo de tela limpa do YouTube Shorts (imagem: reprodução/Google)
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YouTube ganha função para te ajudar a sair do Shorts

YouTube Shorts (Imagem: Divulgação)
YouTube Shorts ganha aviso para usuário parar de assistir (imagem: divulgação)
Resumo
  • O YouTube lançou recurso para limitar o tempo diário de Shorts em dispositivos móveis
  • Usuários podem definir tempo máximo, e a reprodução pausa ao atingir o limite, embora seja possível dispensar o aviso.
  • Segundo a plataforma, a função estará disponível para todos os dispositivos ao longo do dia.

O YouTube finalmente está colocando em prática, a partir de hoje (22/10), um novo recurso de limite de tempo diário para interromper o scroll infinito no Shorts, a seção de vídeos curtos. A ideia é ajudar os usuários a terem mais controle sobre o consumo de conteúdo.

A função não é exatamente uma surpresa. Em abril, indícios dessa ferramenta apareceram no código do aplicativo. Na época, a análise sugeria um bloqueio focado exatamente no que o YouTube está implementando agora: uma forma de paralisar a sequência.

De acordo com o The Verge, a novidade será liberada ao longo do dia para todos os usuários em dispositivos móveis. Ainda não está claro se a funcionalidade chega a todas as regiões de uma vez.

Como funciona?

Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Nova funcionalidade será ampliada nos próximos meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para quem quiser ativar a novidade, poderá encontrá-la nas configurações da conta do YouTube. Ali, o usuário pode definir um período máximo de consumo de Shorts por dia. Quando esse tempo se esgota, o próprio aplicativo pausa a reprodução e uma notificação aparece na tela com um aviso: “os Shorts estão pausados por hoje”.

Ainda assim, o YouTube não te força a fechar o app e a ferramenta depende inteiramente da disciplina do usuário. Isso porque o aviso é mais um lembrete do que um bloqueio efetivo, que pode ser simplesmente dispensado por um toque, e a rolagem infinita recomeça.

O YouTube defende a função dizendo que, embora os Shorts sejam “uma parte central da experiência”, o novo limite “permite essa exploração, ao mesmo tempo em que ajuda os usuários a serem mais deliberados sobre seus hábitos”.

A plataforma, no entanto, já adiantou um próximo passo: a função será expandida para o controle parental ainda este ano. E, nesse caso, o bloqueio será para valer. Para os pais que ativarem o recurso, a notificação de tempo esgotado não poderá ser dispensada.

Com isso, o YouTube se alinha aos principais concorrentes no formato. Os Reels no Instagram e o TikTok já oferecem há algum tempo recursos opcionais semelhantes para que os usuários possam gerenciar o tempo gasto nos apps.

YouTube ganha função para te ajudar a sair do Shorts

YouTube Shorts (Imagem: Divulgação)
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