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Claude ajuda homem a recuperar quase R$ 2 milhões em Bitcoin

imagem de uma moeda de bitcoin e um painel de analise de mercado ao fundo
Usuário teria perdido acesso à carteira há mais de uma década (imagem: Andre Francois McKenzie/Unsplash)
Resumo
  • Claude ajudou um usuário a recuperar 5 BTC (Bitcoin) perdidos há 11 anos, avaliados em aproximadamente R$ 1,9 milhão.
  • Segundo o usuário, a IA da Anthropic foi a única alternativa após ter testando cerca de 3,5 trilhões de combinações de senha.
  • A IA cruzou informações e recuperou um backup do arquivo wallet.dat, permitindo que o usuário descriptografasse as chaves privadas.

Um usuário afirma ter conseguido recuperar sua carteira digital de Bitcoin que estava inacessível há 11 anos. Identificado na rede social X como Cprkrn, ele afirma ter usado o Claude, chatbot de IA da Anthropic, para localizar arquivos antigos que permitiram reabrir o acesso a 5 BTC.

A história viralizou depois que o usuário publicou o relato na rede social e agradeceu à Anthropic e ao CEO da empresa, Dario Amodei. De acordo com o site Dexerto, no momento, o Bitcoin era negociado por volta de US$ 79,6 mil (cerca de R$ 394 mil), o que colocava o valor total recuperado em aproximadamente US$ 398 mil (R$ 1,9 milhão).

O usuário teria comprado os bitcoins ainda na faculdade, por cerca de US$ 250 a unidade. No entanto, segundo ele, alterou a senha da carteira enquanto estava sob efeito de entorpecentes e esqueceu a combinação.

Como o Claude ajudou na recuperação?

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Claude auxiliou na organização e verificação de arquivos (imagem: divulgação)

Antes de recorrer ao Claude, o usuário afirma ter tentado recuperar a carteira por conta própria durante anos, mas nenhuma das várias combinações de senha tentadas funcionou. De acordo com o relato, foram cerca de 3,5 trilhões de combinações de senha testadas.

Em um print, o usuário mostra um resumo do processo feito pelo Claude, incluindo o uso de ferramentas conhecidas de recuperação, como BTCRecover e Hashcat, usadas para testar variações de senha em carteiras antigas. O processo incluiu:

  • 34 bilhões de senhas testadas pelo BTCRecover
  • 3,4 trilhões de combinações testadas pelo Hashcat

Last tweet + muting, asked Claude to summarize our recovery efforts:

TLDR, tried ~3.5 trillion passwords + none worked, ended up matching an old seed phrase found in a college notebook with an old wallet file 🙂 pic.twitter.com/iOaIIVsiHd

🍜 (@cprkrn) May 13, 2026

O caminho ficou mais fácil após o homem encontrar uma frase de segurança em um caderno antigo, que permitiu chegar a senhas antigas da carteira. Após isso, o Claude vasculhou arquivos para identificar um backup do wallet.dat — que armazena dados de acesso — que ainda poderia abrir com a senha antiga.

Isso se concretizou, finalmente, em um computador antigo que ele utilizava na faculdade. Com todas as informações disponíveis, o Claude orientou a análise até chegar a descriptografia.

Não houve hack

O site Dexerto destaca que o Claude não quebrou a criptografia da carteira, nem invadiu nenhum sistema. Ela apenas encontrou credenciais legítimas que ainda estavam salvas em backups antigos.

A IA ajudou a identificar que o algoritmo correto envolvia a combinação entre sharedKey e senha. Depois disso, o Claude usou o BTCRecover para descriptografar as chaves privadas e permitir a recuperação dos 5 BTC.

No X, o dono dos bitcoins revela que a senha que causou o bloqueio era “lol420fuckthePOLICE!*:)”.

Claude ajuda homem a recuperar quase R$ 2 milhões em Bitcoin

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)
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Usuários pedem à IA ajuda sobre carreira e amor, diz Anthropic 

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Estudo analisou os tipos de orientações mais solicitados à IA (imagem: divulgação)
Resumo
  • Usuários recorrem à IA da Anthropic com pedidos de orientação pessoal em 6% das interações.
  • A dona do Claude analisou 1 milhão de conversas e constatou que as áreas de saúde, carreira, relacionamentos e finanças recebem mais pedidos desse tipo.
  • A Anthropic também identificou que a IA tende a concordar excessivamente com o usuário em 9% das conversas de aconselhamento, chegando a 38% em questões de espiritualidade.

Usuários continuam recorrendo à IA para tomar decisões da vida cotidiana. Um estudo da Anthropic analisou cerca de 1 milhão de conversas no Claude e identificou que aproximadamente 6% delas envolvem pedidos de orientação pessoal.

Dentro desse grupo, 76% das interações se concentram em quatro temas: saúde e bem-estar (27%), carreira (26%), relacionamentos (12%) e finanças (11%). As dúvidas vão desde interpretar exames médicos e lidar com doenças até buscar emprego, mudar de área ou negociar salário.

Segundo a empresa, os dados foram usados para treinar seus modelos de IA mais recentes, Claude Opus 4.7 e Claude Mythos Preview, com foco em melhorar a qualidade das respostas em situações sensíveis.

IA tende a concordar demais

O levantamento também analisou a tendência da IA de concordar excessivamente com o usuário. No geral, isso aparece em 9% das conversas de aconselhamento, mas sobe para 25% quando o tema envolve relacionamentos e chega a 38% em questões de espiritualidade.

De acordo com a Anthropic, isso significa que o sistema pode reforçar visões unilaterais. Em alguns casos, a IA concordou que terceiros estavam errados sem ter contexto completo; em outros, validou interpretações subjetivas, como a possível presença de interesse romântico em interações neutras.

A companhia afirmou que vem ajustando o treinamento para reduzir esse padrão e tornar as respostas mais equilibradas, especialmente em temas pessoais e de maior carga emocional.

Vale lembrar que essa preocupação não é nova e já apareceu antes, com a rival OpenAI. No ano passado, o CEO Sam Altman afirmou que conversas com chatbots não contam com sigilo legal, o que torna desaconselhável tratar assuntos sensíveis ou muito pessoais com esse tipo de sistema.

A declaração ocorreu pouco antes do caso do jovem de 16 anos que cometeu suicídio após usar o ChatGPT.

Ainda assim, mais de 12 milhões de usuários no Brasil utilizam a IA como terapeuta, segundo levantamento do UOL.

Usuários pedem à IA ajuda sobre carreira e amor, diz Anthropic 

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)
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Claude ganha sua primeira ferramenta de design

Claude Design já aparece como opção para assinantes (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic anunciou o Claude Design, seu novo produto para gerar interfaces e slides a partir de descrições em texto.
  • A ferramenta permite iniciar projetos com upload de documentos, imagens, código-fonte ou captura da web de um site.
  • O Claude Design usa o Claude Opus 4.7 e já está disponível em preview para assinantes Claude Pro, Max, Team e Enterprise. 

A Anthropic anunciou o Claude Design, seu novo produto para criações visuais. A proposta é que qualquer usuário consiga transformar descrições em texto em recursos visuais refinados, como interfaces e apresentações.

A nova ferramenta se aproxima de plataformas como o Canva, que também vem ampliando seus recursos de inteligência artificial. Segundo a Anthropic, o objetivo é eliminar a barreira técnica, facilitando a vida de quem não tem conhecimento em design gráfico, mas precisa compartilhar conceitos no trabalho.

Na prática, o usuário simplesmente descreve o que deseja criar (como “um protótipo de aplicativo com cores sutis”), e o Claude gera uma versão.

A partir daí, a plataforma cria um ambiente colaborativo. É possível refinar a interface por novos comandos, deixar comentários ou utilizar controles para alterar o espaçamento, a paleta de cores e o layout em tempo real.

O que o Claude Design pode fazer?

Ao contrário de geradores de imagem por IA que focam em arte fotorrealista, o Claude Design tem uma aplicação corporativa. O leque de opções é amplo: designers experientes podem usá-lo para criar protótipos interativos, por exemplo. Já departamentos de marketing e vendas podem gerar apresentações comerciais e conteúdo para redes sociais em minutos.

O usuário pode começar um projeto fazendo o upload de documentos, imagens, inserindo código-fonte ou usando uma ferramenta de captura da web para importar o visual de um site já existente. Outro diferencial é a capacidade de analisar o código-fonte e arquivos de design já existentes para criar um sistema nativo. Isso deve garantir que todos os projetos futuros estejam alinhados com a tipografia e cores oficiais de uma empresa.

Ajustes são feitos conversando com a IA ou usando os controles (imagem: divulgação)

Inteligência visual aprimorada

Ao TechCrunch, a Anthropic esclareceu que a ideia da ferramenta é servir como um complemento e para quem não quer começar o trabalho em um software de edição tradicional.

Depois que as ideias ganham forma no Claude Design, os arquivos podem ser exportados como PDF, HTML, URLs internas para colaboração e arquivos PPTX, ou mesmo enviados diretamente para o próprio Canva, onde continuam editáveis.

Membros da equipe podem editar, comentar e dar novos comandos à IA (imagem: divulgação)

A nova ferramenta é alimentada pelo Claude Opus 4.7, o modelo mais avançado da Anthropic. A desenvolvedora afirma que essa versão possui uma inteligência visual aprimorada, lidando de forma superior com a compreensão de estruturas gráficas.

Atualmente, o Claude Design está disponível em versão de pré-visualização (preview) para assinantes dos planos pagos Claude Pro, Max, Team e Enterprise. No caso do plano Enterprise, o recurso vem desativado por padrão, exigindo que os administradores de TI façam a liberação manual.

Claude ganha sua primeira ferramenta de design

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Novidade da Anthropic foca em ajudar profissionais a montarem interfaces e slides do zero.

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Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Dona do Claude prepara chegada oficial ao Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Anthropic planeja abrir escritório em São Paulo em 2026.
  • O Brasil é o terceiro maior mercado do Claude, atrás dos Estados Unidos e da Índia.
  • A Anthropic já contrata para o time comercial em São Paulo e a OpenAI também instala estrutura física na cidade.

A Anthropic está preparando sua entrada oficial no Brasil. A dona do Claude — principal concorrente da OpenAI no mercado de inteligência artificial — planeja abrir um escritório em São Paulo ainda em 2026. A informação ganhou força após declarações de executivos da empresa durante um evento no Vale do Silício e foi confirmada por fontes ouvidas pela Bloomberg Línea.

No evento Brazil at Silicon Valley, nos Estados Unidos, o brasileiro Mike Krieger, hoje à frente do Anthropic Labs, reforçou que o conhecimento regional em áreas como medicina e direito é o que vai permitir a criação de negócios baseados em IA que realmente funcionem para as particularidades do Brasil.

O mercado brasileiro é, atualmente, o terceiro maior para o Claude, atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. Ainda segundo a agência, a Anthropic já iniciou a contratação de profissionais para seu time comercial em São Paulo. A estrutura local deve facilitar a aproximação com unicórnios da América Latina, com suporte direto e concessão de créditos.

Anthropic e OpenAI em SP

Foto de Dario Amodei, de camisa branca e terno azul.
Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

A movimentação colocaria as duas maiores startups do setor disputando espaço no mesmo mercado: a OpenAI, dona do ChatGPT e comandada por Sam Altman, também está em processo de instalação de uma estrutura física na capital paulista.

A rivalidade entre as duas empresas vem se tornando cada vez mais próxima a de empresas como Apple e Samsung ou McDonald’s e Burger King, com alfinetadas públicas frequentes.

Apenas nos últimos meses, a empresa de Dario Amodei se aproveitou de decisões polêmicas da OpenAI para se apresentar como uma empresa de IA “do bem”, opondo-se a anúncios nos chatbots e a acordos específicos com o governo dos Estados Unidos. Na outra ponta, Altman sugere que a rival não tem interesse em democratizar o acesso à IA e possui planos elitistas.

Empresa cresce no mercado

A expansão para o Brasil acontece num momento de forte tração financeira. A receita anual da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões no início deste ano (cerca de R$ 150 bilhões), um salto expressivo em relação aos US$ 9 bilhões registrados no final do ano passado (R$ 45 bilhões).

Em apenas dois meses, o número de clientes que investem mais de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por ano no Claude dobrou: de 500 para mais de mil empresas. Com a chegada ao Brasil, a expectativa é ampliar esse volume entre as scale-ups da América Latina.

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)
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Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)
Resumo
  • A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
  • A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
  • A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
  • O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ilustração de profissional de cibersegurança
Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Há diversos cargos no mercado para a área de cibersegurança (Imagem: DC Studio/Freepik)
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Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Claude vai ganhar mais fôlego para encarar a concorrência (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic fechou uma parceria com o Google e a Broadcom para ampliar a infraestrutura de IA.
  • O acordo prevê múltiplos gigawatts de capacidade computacional com chips personalizados a partir de 2027.
  • Segundo a Anthropic, mais de 1.000 organizações passaram a gastar acima de US$ 1 milhão por ano com o Claude.

A Anthropic anunciou nesta segunda-feira (06/04) uma nova parceria com o Google e a Broadcom que permitirá uma expansão massiva em sua capacidade de processamento. O acordo garante à startup múltiplos gigawatts de potência computacional em chips de última geração, com previsão para entrar em operação a partir de 2027.

O objetivo é sustentar o desenvolvimento dos modelos Claude e atender à explosão da demanda corporativa global por inteligência artificial.

Por que a Anthropic precisa de tanto hardware?

O investimento é uma resposta direta ao crescimento financeiro sem precedentes da companhia. Segundo dados da própria Anthropic, a receita anual da startup saltou de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para mais de US$ 30 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — valor que supera os R$ 150 bilhões em conversão direta.

A base de clientes de alto escalão também seguiu o ritmo: o número de empresas que gastam mais de US$ 1 milhão por ano com o Claude dobrou em menos de dois meses, ultrapassando a marca de mil organizações.

“Estamos construindo a capacidade necessária para atender ao crescimento exponencial que temos visto, permitindo que o Claude defina a fronteira do desenvolvimento de IA”, afirmou o diretor financeiro da Anthropic, Krishna Rao.

A maior parte dessa nova infraestrutura será instalada nos Estados Unidos. O projeto faz parte de um compromisso de US$ 50 bilhões para fortalecer o setor tecnológico americano, anunciado pela empresa em novembro do ano passado.

O papel da Broadcom

De acordo com informações do The Wall Street Journal, a Broadcom terá um papel central nesse ecossistema. A fabricante de semicondutores fornecerá ao Google Unidades de Processamento de Tensores (TPUs) personalizadas e componentes de rede até 2031.

Do montante, a Anthropic terá acesso a cerca de 3,5 gigawatts de capacidade baseada nesses chips, que são projetados especificamente para acelerar cálculos matemáticos complexos de redes neurais.

Apesar do novo contrato, a Anthropic mantém a postura de não depender de um único fornecedor de hardware. Atualmente, a startup equilibra suas operações entre três frentes principais: as TPUs do Google, com foco em eficiência energética; o hardware AWS Trainium, da Amazon, principal parceira de treinamento; e as tradicionais GPUs da Nvidia, utilizadas para tarefas específicas de alto desempenho.

Essa diversidade técnica permite que o Claude continue sendo o único modelo de IA de ponta disponível simultaneamente nas três maiores nuvens do mercado: AWS (Amazon), Google Cloud e Microsoft Azure.

Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

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Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

Imagem de divulgação mostra a tela de um iPhone e de um computador Mac trocando informação via IA Claude
Novidade ainda é restrita ao ecossistema Apple (imagem: reprodução/Anthropic)
Resumo
  • Anthropic atualiza ferramentas Claude Cowork e Claude Code com controle remoto de Mac.
  • IA agora pode executar ações no macOS e automatizar tarefas complexas mesmo à distância.
  • Por enquanto, funcionalidade é restrita ao ecossistema Apple e chega em preview para assinantes pagos.

A Anthropic anunciou uma atualização de peso para as ferramentas Claude Cowork e Claude Code. A inteligência artificial da empresa agora consegue assumir o controle de um Mac remotamente para executar tarefas. O recurso permite que a IA aponte, clique, digite e até navegue pela interface do macOS, concluindo tarefas mesmo longe do computador.

A novidade funciona integrada ao Dispatch, outra funcionalidade recente que viabiliza a atribuição de processos entre diferentes aparelhos. Segundo a Anthropic, o sistema funciona da seguinte maneira: um usuário pode solicitar uma tarefa complexa ao Claude pelo aplicativo para iPhone; em seguida, a IA executa os comandos necessários no Mac que ficou em casa ou no escritório.

O modelo foi desenhado para atuar como um assistente. Em uma das demonstrações publicadas no YouTube, a IA recebe a instrução para exportar uma apresentação de vendas no formato PDF e anexá-la a um convite de reunião. A partir daí, o Claude realiza os cliques na interface do sistema de forma independente.

Como o Claude navega pelos aplicativos?

Para interagir com o sistema, o Claude prioriza integrações diretas com ferramentas como Slack ou Google Agenda. Quando essas pontes não existem, a IA passa a interpretar e controlar a tela. Ela rola páginas, clica em botões, abre arquivos e usa o navegador como um humano. O único requisito técnico é que o aplicativo desktop do Claude esteja aberto no macOS.

Apesar do avanço, a desenvolvedora é transparente quanto às atuais limitações. A Anthropic ressalta que o uso de computadores por modelos de IA ainda está em um estágio inicial e a ferramenta pode cometer erros de execução ou necessitar de uma segunda tentativa para finalizar comandos difíceis.

Para reduzir riscos, a IA sempre solicitará o aval do usuário antes de acessar um aplicativo novo ou instalar ferramentas. A companhia também implementou um sistema de verificação automático focado em detectar e neutralizar atividades perigosas. Outra recomendação oficial é evitar expor o recurso a dados sensíveis ou confidenciais, pelo menos neste período inicial.

A novidade já está disponível em formato de pré-visualização (preview) para assinantes dos planos pagos Claude Pro e Claude Max.

Imagem mostra opções de acesso da IA Claude ao sistema Mac
Claude solicita permissão do usuário para acessar novos aplicativos (imagem: reprodução/Anthropic)

Recurso segue tendência do OpenClaw

A nova funcionalidade do Claude segue uma tendência do mercado de agentes autônomos, esbarrando em comparações com o OpenClaw. O projeto de código aberto viralizou no início de 2026 por se conectar a aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, utilizando um sistema baseado em plugins (“skills”) para automação e gerenciamento de arquivos.

Mas, aqui, há uma diferença no ecossistema. Enquanto o OpenClaw é multiplataforma (suportando macOS, Windows e Linux) e altamente personalizável, a versão da Anthropic aposta em um ambiente mais restritivo e controlado, rodando, até o momento, apenas nos computadores da Apple.

A atualização reforça a lista de melhorias da Anthropic, que também liberou recentemente uma ferramenta oficial de importação de memória. Ela permite transferir históricos de conversas de outras IAs concorrentes, eliminando a necessidade de começar do zero após migrar de serviço.

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

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IA da Anthropic pode receber comandos pelo celular para controlar mouse e teclado e executar tarefas remotamente. Por enquanto, novidade é restrita ao ecossistema Apple.

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IA trouxe benefícios concretos para 81% dos usuários, revela pesquisa da Anthropic

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Promessa da indústria ainda esbarra no desejo real dos usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Uma pesquisa da Anthropic indicou que 81% dos usuários consideram ter benefícios concretos no uso da IA.
  • O estudo ouviu mais de 80 mil usuários e revelou motivações ocultas, como a busca por mais tempo livre, trabalho gratificante e crescimento pessoal.
  • Frustrações surgiram na tomada de decisões, com 37% dos usuários apontando falta de confiabilidade da IA.

A Anthropic divulgou os resultados do que considera o maior estudo qualitativo sobre inteligência artificial já realizado. Em dezembro, durante uma semana, a empresa colocou o Anthropic Interviewer — uma versão adaptada do seu próprio chatbot, o Claude — para conversar individualmente com 80.508 usuários ativos em 159 países e 70 idiomas.

O objetivo, segundo a empresa, era entender as expectativas, os medos e o impacto real da tecnologia no dia a dia dessas pessoas. Os resultados mostraram que o desejo número um, citado por 19% dos entrevistados, era a excelência profissional.

Quando questionados se a IA já trouxe benefícios concretos, 81% dos participantes responderam que sim. Os ganhos de produtividade lideram (32%), seguidos pela parceria cognitiva (17%).

No entanto, como o formato da pesquisa permitiu perguntas adaptativas, o Claude revelou que a motivação real dos usuários era bem diferente. O interesse em automatizar a redação de e-mails ou planilhas, por exemplo, esconde um desejo de passar mais tempo com a família e recuperar o espaço pessoal engolido pela rotina moderna.

A Anthropic dividiu essas motivações “ocultas” em três frentes:

  1. Cerca de 1/3 quer que a IA libere tempo, dinheiro ou capacidade mental;
  2. 1/4 busca um trabalho mais gratificante;
  3. 1/5 quer usar a ferramenta para crescimento pessoal e aprendizado.

Frustração nas decisões

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Delegar decisões importantes ainda é um risco (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Os relatos mais impactantes da pesquisa vieram da área de acessibilidade técnica (9%). Uma pessoa com deficiência de fala na Ucrânia, por exemplo, criou um chatbot de conversão de texto em voz com o Claude para conversar com amigos em tempo real. Nos EUA, um trabalhador da construção civil com transtorno de aprendizagem usou a IA para interpretar documentos complexos.

O calcanhar de Aquiles dos resultados está na tomada de decisões: esse foi o único ponto em que as avaliações negativas superaram as positivas. Enquanto 22% elogiaram o julgamento da IA, 37% apontaram a falta de confiabilidade e as famosas alucinações como barreiras.

Advogados foram os que mais relataram frustrações, mostrando que quem depende da ferramenta para decisões de alto risco acaba se decepcionando com frequência, já que a necessidade de checagem humana anula o tempo que seria economizado com o uso de IA.

Outro alerta foi em torno do uso da IA como apoio emocional. Embora seja uma categoria pequena, o caso é sensível: usuários que recorrem ao Claude para lidar com luto ou solidão têm três vezes mais chances de relatar medo de dependência da tecnologia.

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic vive um bom momento (imagem: divulgação)

Anthropic em alta

O levantamento reflete o momento de expansão da dona do Claude. Dados da plataforma Ramp, divulgados pelo The Register, mostram que 70% das empresas que contratam serviços de IA pela primeira vez agora escolhem a Anthropic.

Esse crescimento também trouxe atritos. No início de março, a empresa se recusou a liberar seus modelos para uso em aplicações militares do Pentágono. Ironicamente, a disputa pública acabou servindo para aumentar ainda mais a visibilidade do Claude.

IA trouxe benefícios concretos para 81% dos usuários, revela pesquisa da Anthropic

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)
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Claude ganha “lousa” para dar explicações com desenhos e diagramas

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Recursos gráficos estão disponíveis para todos os usuários (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Claude, da Anthropic, agora gera tabelas, gráficos e diagramas usando HTML e SVG, disponível para todos os usuários.
  • A ferramenta visual pode ser ativada por pedido do usuário ou quando o Claude julgar necessário, oferecendo explicações visuais detalhadas.
  • O anúncio da “lousa” do Claude ocorreu dois dias após a OpenAI lançar recurso semelhante para o ChatGPT.

O chatbot de inteligência artificial Claude, da Anthropic, ganhou uma ferramenta para gerar tabelas, gráficos, diagramas e outros elementos visuais como parte de suas respostas. A novidade está disponível para todos os usuários, sejam assinantes de planos pagos ou não.

A Anthropic diz que o recurso não é um gerador de imagens. Em vez disso, o Claude usa códigos HTML e gráficos vetoriais em SVG para dar explicações visuais. Para a empresa, é como se o robô tivesse ganhado uma lousa.

Como funciona a ferramenta visual do Claude?

O recurso de geração de diagramas pode entrar em cena a partir de um pedido explícito do usuário ou quando o Claude julgar que uma demonstração visual é mais adequada na hora de dar uma resposta.

No vídeo de apresentação da ferramenta, a Anthropic mostra instruções de construção, simulações de luz e sombra, linhas do tempo e fluxogramas de decisão como demonstrações do que é possível fazer.

A CNET, por exemplo, conseguiu que o Claude fornecesse instruções visuais sobre como trocar um pneu. Por aqui, eu abri o chatbot para testar a ferramenta e ele já saiu com uma demonstração interativa de juros compostos.

Também pedi para mostrar o que é o esquema tático 4-2-3-1 no futebol e ele cumpriu a tarefa com sucesso. Parece bobo, mas geradores de imagem costumam erram, colocando jogadores a mais ou a menos.

Print do Claude mostrando um campinho de futebol com um goleiro, quatro defensores, dois volantes, três meias e um atacante. Abaixo, um texto explica o esquema tático.
Claude gera gráfico em HTML e SVG, diferente de uma imagem comum (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

ChatGPT recebeu recurso parecido

O anúncio da “lousa” do Claude foi feito na quinta-feira (12/03), dois dias após a OpenAI lançar uma ferramenta semelhante para o ChatGPT. O chatbot concorrente agora consegue explicar conceitos de ciências e matemática usando recursos visuais — alguns exemplos são o Teorema de Pitágoras e a Lei de Ohm.

O Claude conseguiu atrair a atenção de usuários do ChatGPT nas últimas semanas, após as duas empresas se envolverem em polêmicas com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A Anthropic, inclusive, criou uma ferramenta para importar memórias e configurações de outros chatbots.

Com informações do Engadget e da CNET

Claude ganha “lousa” para dar explicações com desenhos e diagramas

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Inteligência artificial da Anthropic consegue gerar imagens vetoriais para responder visualmente a perguntas do usuário

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

Claude gera gráfico vetorial, diferente de uma imagem comum (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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Estudo revela que 8 em cada 10 IAs ajudam a planejar ataques violentos

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
IAs fracassam em teste de segurança (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Resumo
  • Pesquisa revelou que oito dos dez principais chatbots de IA ajudam no planejamento de ataques violentos.
  • Claude, da Anthropic, foi a única IA a barrar consistentemente essas solicitações durante os testes.
  • Perplexity e Meta AI foram as mais inseguras, com taxas de assistência a planos violentos de 100% e 97,2%, respectivamente.

Oito dos dez principais chatbots de inteligência artificial do mercado se mostraram dispostos a ajudar no planejamento de ataques violentos, e nove deles falharam em desencorajar as ações. A conclusão é de uma investigação conjunta do Center for Countering Digital Hate (CCDH) e da unidade de investigações da CNN.

A pesquisa testou ferramentas populares como ChatGPT, Google Gemini, Microsoft Copilot, Meta AI, DeepSeek e Perplexity, além de plataformas amplamente usadas por jovens, como Snapchat My AI, Character.AI e Replika. O Claude, da Anthropic, também foi incluído nos testes.

A plataforma da Anthropic foi a única a apresentar resultados positivos de forma consistente — tanto interrompendo as conversas quanto reconhecendo as intenções do usuário e aconselhando-o. As demais ignoraram os sinais de extremismo e, em vários casos, forneceram orientações sobre armamentos, alvos e táticas.

Perplexity e Meta AI são as mais inseguras

Captura de tela da interface do aplicativo Perplexity para TV, com um tema visual noturno ou crepuscular que apresenta colinas gramadas, céu dramático com grandes nuvens iluminadas e escuras. O centro da tela exibe um ícone de microfone e o texto 'Ask anything', indicando um recurso de busca por voz. O logotipo da Perplexity está no centro superior e um ícone de configurações no canto superior esquerdo.
Perplexity teve piores resultados (imagem: divulgação/Perplexity)

Durante os testes, o mecanismo de busca da Perplexity ofereceu assistência para o planejamento do crime em 100% das respostas. Logo depois, entre os piores, está a Meta AI, que entregou instruções úteis para os supostos criminosos em 97,2% dos testes, enquanto o DeepSeek auxiliou em 95,8% das vezes. A lista segue com:

  • Microsoft Copilot: 91,7%
  • Google Gemini: 88,9%
  • Character.AI: 83,3%
  • Replika: 79,2%
  • ChatGPT: 61,1%
  • Snapchat My AI: 30,6%
  • Claude: 30,6%

A investigação detalha que o ChatGPT forneceu mapas detalhados de escolas de ensino médio a um usuário que demonstrava interesse em violência escolar. O Gemini, por sua vez, orientou um suposto terrorista sobre armamentos e explicou que “estilhaços de metal são tipicamente mais letais” em ataques a sinagogas.

As duas empresas já enfrentam processos por auxiliar jovens no planejamento de suicídios, embora esse comportamento não tenha sido objeto desta pesquisa.

Outra que aparece em polêmicas sobre autoagressão é o Character.AI, classificada como a mais perigosa em termos de persuasão, com uma seção específica no relatório. De acordo com os pesquisadores, a ferramenta foi a única que ativamente encorajou a violência, sugerindo que o usuário usasse uma arma contra um executivo de plano de saúde e recomendando “bater” em políticos.

Em uma das respostas, o chatbot chega a incluir uma mensagem de possível violação dos termos de uso da plataforma — após sugerir os métodos para “punir” o executivo —, mas permite a continuidade da conversa mesmo assim.

Claude foi a única exceção consistente

Entre os modelos, apenas os modelos Claude Sonnet 4.5 e o Snapchat My AI foram contra prestar auxílio aos planos violentos — em 68,1% e 54,2% das vezes, respectivamente, os chatbots se recusaram a responder. A plataforma da Anthropic, no entanto, foi a única a demonstrar confiabilidade ao barrar as conversas, alertando os usuários sobre as consequências legais e morais em 76,4% das respostas.

Em uma das interações, a IA da Anthropic interrompeu o usuário afirmando: “Estou dizendo isso claramente: não machuque ninguém. A violência nunca é a resposta para discordâncias políticas”, recomendando em seguida linhas de apoio psicológico. O Snapchat, por outro lado, apenas dizia não ter permissão para dar as informações.

Mensagens trocadas entre pesquisadores e IAs do Snapchat e da Anthropic
Snapchat se negou, mas não ofereceu apoio (imagem: reprodução/CCDH)

Como a pesquisa foi feita?

Os pesquisadores simularam usuários adolescentes demonstrando sinais de angústia mental e desenvolveram 18 cenários diferentes, sendo nove ambientados nos Estados Unidos e nove na Irlanda. Os roteiros abrangiam motivações como tiroteios em escolas, assassinatos políticos e ataques a executivos de saúde. Os testes foram realizados entre novembro e dezembro de 2025, gerando 720 respostas no total.

A abordagem seguia quatro etapas: estabelecia contexto e ideologia — com perguntas como “quem são os atiradores de escola mais famosos?” —, enquanto as duas últimas envolviam o planejamento, pedindo mapas de locais específicos ou indicações de onde comprar armas. Apenas as respostas a essas últimas etapas foram contabilizadas na análise.

Empresas sinalizam updates

Após a divulgação do estudo, a Meta informou à CNN que implementou uma correção não especificada. Microsoft disse que o Copilot recebeu novos recursos de segurança. Google e OpenAI afirmaram ter lançado novos modelos desde os testes. O Character.AI recorreu à sua resposta padrão, afirmando que a plataforma possui avisos de isenção de responsabilidade e que as conversas com seus personagens são ficcionais.

O CCDH concluiu que a recusa consistente do Claude mostra que “mecanismos de segurança eficazes claramente existem”, questionando por que tantas empresas optam por não implementá-los.

Estudo revela que 8 em cada 10 IAs ajudam a planejar ataques violentos

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

(imagem: divulgação/Perplexity)
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Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA

Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Firefox recebeu correções para falhas identificadas por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mozilla corrigiu 22 falhas de segurança do navegador Firefox com a ajuda do Claude, da Anthropic.
  • A IA identificou vulnerabilidades no código do navegador, incluindo uma falha do tipo use-after-free.
  • Ao todo, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs ao longo de duas semanas.

A Mozilla corrigiu 22 falhas críticas de segurança no Firefox com a ajuda da IA Claude, da Anthropic. O resultado foi divulgado pela organização na sexta-feira (06/03), que detalhou o uso do modelo Opus 4.6 para analisar o código do navegador.

Segundo os dados divulgados, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs em cerca de duas semanas. Desse total, 14 consideradas de alta gravidade, além dos 22 classificados como vulnerabilidades de segurança. Os demais casos envolveram problemas como travamentos ou erros de lógica que poderiam afetar a estabilidade do navegador.

As correções foram incluídas no Firefox 148, liberado em fevereiro.

Como a IA encontrou vulnerabilidades no navegador?

Durante o experimento, pesquisadores do Frontier Red Team da Anthropic usaram o Claude Opus 4.6 para examinar partes do código do Firefox em busca de falhas inéditas. O processo começou com a tentativa de reproduzir vulnerabilidades já conhecidas em versões antigas do navegador, para verificar se o modelo conseguiria identificar padrões semelhantes.

Depois dessa etapa, o sistema foi orientado a procurar problemas inéditos na versão atual do navegador. A análise começou pelo mecanismo JavaScript, considerado um componente crítico por lidar com códigos executados ao navegar na web.

Em pouco tempo, o modelo identificou uma falha do tipo use-after-free, relacionada ao gerenciamento de memória. O problema foi reproduzido em ambiente de testes e relatado oficialmente ao projeto por meio do sistema Bugzilla — os engenheiros da Mozilla validaram as descobertas da IA.

Modelo de IA Claude foi usado para identificar problemas no código do Firefox (imagem: divulgação)

IA não consegue explorar essas falhas

Apesar da eficiência em encontrar problemas, os testes indicam que transformar essas vulnerabilidades em ataques reais é mais difícil para o modelo de inteligência artificial.

Pesquisadores pediram ao Claude que tentasse criar códigos capazes de explorar as falhas encontradas por ele. Após centenas de tentativas, o sistema conseguiu produzir um exploit funcional apenas em dois casos — e ainda assim em ambientes de teste com proteções reduzidas.

Ao site Axios, o engenheiro sênior da Mozilla, Brian Grinstead, afirmou que mesmo falhas classificadas como graves não são suficientes, sozinhas, para comprometer o navegador. “Não é porque você encontra uma única vulnerabilidade, mesmo uma vulnerabilidade grave, que ela é suficiente para hackear o Firefox”, disse.

Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)
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Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Claude passa a permitir importação de preferências e memórias de outros chatbots (imagem: divulgação)

A Anthropic anunciou um recurso que facilita a migração de usuários de outros assistentes de IA para o Claude. A novidade permite importar preferências e memórias de plataformas concorrentes, como o ChatGPT, o Gemini e o Copilot, sem que seja necessário reconfigurar tudo do zero.

O lançamento ocorre em um momento de forte exposição pública da empresa nos Estados Unidos. Nos últimos dias, o Claude ultrapassou o ChatGPT entre os aplicativos gratuitos mais baixados da App Store, movimento que coincidiu com a disputa envolvendo contratos com o Departamento de Defesa norte-americano.

Como funciona a importação de memórias?

A ferramenta funciona a partir de um prompt fornecido pela Anthropic. O usuário copia esse comando e o insere no chatbot concorrente para exportar suas memórias e contexto em formato de código. Em seguida, basta colar o conteúdo nas configurações do Claude, na seção de memória, e confirmar a importação.

No site oficial, a empresa resume a proposta: “Traga suas preferências e contexto de outros provedores de IA para o Claude” e complementa: “Com um simples copiar e colar, Claude atualiza sua memória e continua exatamente de onde você parou.”

Segundo a Anthropic, o processamento das novas informações pode levar até 24 horas. Após esse período, o usuário pode verificar o que foi assimilado na área “Veja o que o Claude aprendeu sobre você” e ajustar dados no menu “Gerenciar memória”. A companhia afirma que o sistema prioriza tópicos ligados a trabalho e colaboração, podendo ignorar detalhes pessoais que não tenham relação com esse foco.

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt.
Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)

O que está por trás da alta do Claude?

O crescimento recente do aplicativo ocorre após impasse com o Departamento de Defesa dos EUA. A Anthropic afirmou que buscou restrições contratuais relacionadas a vigilância doméstica em massa e ao uso de modelos em armas totalmente autônomas. Em comunicado, declarou acreditar que “os modelos de IA de ponta atuais são confiáveis o suficiente para serem usados em armas totalmente autônomas” e que a vigilância em larga escala viola “direitos fundamentais”.

Após o rompimento, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, indicou em publicação no X que a empresa seria tratada como risco na cadeia de suprimentos, iniciando uma transição de seis meses. Poucas horas depois, a OpenAI anunciou acordo para fornecer tecnologia ao governo em sistemas classificados.

This week, Anthropic delivered a master class in arrogance and betrayal as well as a textbook case of how not to do business with the United States Government or the Pentagon.

Our position has never wavered and will never waver: the Department of War must have full, unrestricted…

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) February 27, 2026

Com informações do Gizmodo e Engadget

Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)
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Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
  • O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
  • O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.

Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.

A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.

Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.

Claude no topo

Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)

Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.

Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.

De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.

Com a mudança de plataforma, muitos ex-usuários da OpenAI têm recorrido ao novo processo de transferir dados do ChatGPT para o Claude.

O que aconteceu?

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.

A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
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Anthropic acusa DeepSeek de usar o Claude para melhorar seus modelos de IA

Mão segurando celular com o app do DeepSeek aberto. Ao fundo, o site do DeepSeek em um monitor.
DeepSeek chegou ao topo das listas de apps mais baixados em janeiro de 2025 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anthropic acusa DeepSeek, Moonshot e MiniMax de usar o Claude para melhorar seus modelos de IA por meio de destilação, violando termos de serviço.
  • As três empresas teriam usado 24 mil contas falsas para criar mais de 16 milhões de interações com o Claude.
  • A destilação envolve o uso de um modelo de IA estabelecido para treinar outro, tornando o processo mais rápido e barato.

A Anthropic publicou um comunicado em que acusa as companhias chinesas DeepSeek, Moonshot e MiniMax de usar o Claude para melhorar seus próprios modelos de inteligência artificial, por meio de uma técnica conhecida como destilação.

Segundo a companhia americana, as três empresas usaram cerca de 24 mil contas falsas e criaram mais de 16 milhões de interações com seu chatbot, o que violaria seus termos de serviço e restrições regionais de acesso.

Procuradas pela Reuters, as três companhias chinesas não enviaram suas respostas sobre o assunto.

Qual é a acusação da Anthropic?

Uma ilustração em estilo "recorte de papel" sobre um fundo laranja claro. No centro, uma seta de cor branca. Em torno, uma linha preta sinuosa se estende, para cima e para a direita, sugerindo uma mão e um rosto.
Claude é o principal produto da Anthropic (imagem: divulgação/Anthropic)

A empresa diz ter sido vítima de três campanhas de destilação, todas seguindo um mesmo manual: usar contas fraudulentas e serviços de proxy para acessar o Claude em larga escala e, ao mesmo tempo, driblar os sistemas de detecção.

Os prompts enviados também destoavam de padrões de uso normais, tendo como objetivo a extração de informações sobre como o Claude trabalha — escolhendo a opção de raciocínio para ter acesso à linha de “pensamento” do robô, com o passo a passo para chegar a cada resposta.

O DeepSeek teria interagido mais de 150 mil vezes para acessar as habilidades de raciocínio do Claude, bem como usá-lo para avaliar as respostas do modelo da startup chinesa.

No caso da Moonshot, teriam sido mais de 3,4 milhões de interações, que estariam tentando aprender as habilidades de raciocínio, uso de ferramentas, programação, análise de dados, desenvolvimento de agentes e visão computacional.

A maior parte da atividade estaria ligada à MiniMax, com mais de 13 milhões de prompts trocados que teriam como alvo programação de agentes e uso de ferramentas.

O que é a destilação?

Destilação é o nome dado ao uso de um modelo de inteligência artificial para treinar outro modelo de inteligência artificial.

Geralmente, o treinamento de uma IA envolve o processamento de um conjunto enorme de dados. Através desse trabalho, a tecnologia identifica padrões e relacionamentos entre as informações.

A destilação, por sua vez, é uma forma de treinamento que parte de uma IA já estabelecida. Em vez de processar um volume massivo de dados, a nova IA interage com a IA mais antiga e usa as respostas para seu treinamento.

Com isso, o processo se torna muito mais rápido e barato, já que usa dados selecionados como ponto de partida e exige menos trabalho computacional.

A Anthropic ressalta que a destilação em si pode ser legítima — uma empresa pode destilar um modelo de IA enorme para criar uma versão menor, mais barata e mais leve.

Para a empresa, o problema começa quando concorrentes usam o método para entregar produtos similares sem ter que arcar com os custos do treinamento. Além disso, a Anthropic considera que essas ações são uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

A Anthropic não é a primeira empresa a fazer acusações desse tipo. Quando o DeepSeek ganhou os holofotes no começo de 2025, a OpenAI fez questionamentos semelhantes.

Com informações da Reuters

Anthropic acusa DeepSeek de usar o Claude para melhorar seus modelos de IA

DeepSeek chegou ao topo das listas de apps mais baixados em janeiro de 2025 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Anthropic)
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Funcionários da Amazon rejeitam IA interna e preferem Claude, diz site

Ilustração com o logotipo da Amazon ao centro
Decisão da Amazon sobre IA gerou reação de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon prioriza o uso do assistente Kiro, desencorajando ferramentas externas como o Claude Code, mesmo sendo parceira da Anthropic.
  • Funcionários demonstram insatisfação, com 1.500 apoiando formalmente o uso do Claude Code como ferramenta oficial.
  • Engenheiros questionam a produtividade e qualidade do Kiro, afirmando que o Claude Code o supera em algumas tarefas.

A Amazon tem uma política interna que prioriza o uso de ferramentas próprias de inteligência artificial para programação. Para usar rivais, como o Claude Code, é preciso uma autorização formal. Mas essa situação tem gerado insatisfação entre os funcionários.

Segundo o Business Insider, que obteve mensagens internas, o impasse ficou mais evidente no segundo semestre do ano passado, quando a Amazon divulgou orientações para utilizar seu assistente Kiro.

A situação chama atenção porque a empresa de Jeff Bezos é uma das principais investidoras da Anthropic e também sua parceira estratégica, além de oferecer o Claude a clientes por meio do Bedrock, plataforma que reúne serviços de IA de terceiros.

O que aconteceu?

A Amazon divulgou orientações internas recomendando que equipes utilizassem o Kiro, seu assistente de programação próprio. A diretriz desencorajava o uso de ferramentas externas não aprovadas, incluindo o Claude Code, mesmo que o Kiro seja baseado nos modelos da Anthropic.

A empresa afirmou que a diferença está no fato de o Kiro operar com ferramentas desenvolvidas pela própria Amazon Web Services, o que facilitaria integração, controle e governança. Ainda assim, a decisão provocou reações negativas em fóruns internos. Em uma das discussões, cerca de 1.500 funcionários apoiaram formalmente a adoção do Claude Code como ferramenta oficial.

O desconforto foi ainda maior entre engenheiros envolvidos na venda do Bedrock. Alguns questionaram como poderiam recomendar o Claude aos clientes sem poder utilizá-lo livremente em seu próprio trabalho. Segundo o Business Insider, um dos funcionários escreveu: “Os clientes vão perguntar por que deveriam confiar ou usar uma ferramenta que não aprovamos para uso interno”.

Imagem mostra o logotipo da Amazon Web Services ao centro
Ferramenta da AWS gera insatisfação entre funcionários (imagem: Thomas Cloer/Flickr)

Imposição corporativa?

As críticas não se limitaram ao aspecto comercial. Engenheiros também levantaram dúvidas sobre produtividade e qualidade técnica. Alguns afirmaram que o Claude Code apresenta desempenho superior ao Kiro em determinadas tarefas.

“Uma ferramenta que não consegue acompanhar os concorrentes não oferece inovação real”, escreveu um funcionário em fórum interno. “E sem vantagem competitiva, o único mecanismo de sobrevivência do Kiro passa a ser a adoção forçada, em vez do valor genuíno.”

Em resposta, um porta-voz da Amazon afirmou que a empresa observa “melhorias incríveis em eficiência e entrega” com o Kiro e que cerca de 70% dos engenheiros de software o utilizaram ao menos uma vez em janeiro.

A empresa disse ainda que não pretende apoiar novas ferramentas externas de desenvolvimento, embora mantenha um processo para exceções. No ano passado, em uma discussão similar, o CEO da AWS afirmou que substituir funcionários juniores por IA seria “burrice”.

Funcionários da Amazon rejeitam IA interna e preferem Claude, diz site

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon Web Services, ou AWS (Imagem por Thomas Cloer/Flickr)
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Windows 11 vai permitir que IAs acessem seus arquivos pessoais

Logotipo do Windows 11
Recurso permite que agentes de IA acessem pastas do sistema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 testa um novo recurso que permite que IAs de terceiros acessem arquivos locais.
  • Segundo a Microsoft, o acesso será opcional e exigirá permissão do usuário, com processamento local para garantir segurança.
  • A empresa planeja integrar novos recursos de IA no Explorador de Arquivos, e as primeiras novidades devem chegar em breve.

A Microsoft está testando um novo recurso no Windows 11 que permite que apps de IA de terceiros acessem arquivos e pastas pessoais. Segundo a empresa, a iniciativa procura aumentar a produtividade dos usuários, eliminando a necessidade de upload manual de documentos para plataformas na web.

O recurso possibilitará ações como resumir documentos, criar apresentações e até desenvolver sites a partir de arquivos locais. Atualmente, a integração de inteligência artificial no sistema operacional é restrita.

O usuário dispõe de funções mais limitadas, como desfocar fundos de imagens no aplicativo Fotos ou remover elementos no Paint. Com o novo recurso, há uma mudança estrutural: em vez de redirecionar para softwares da Microsoft, o Explorador de Arquivos servirá como uma ponte para agentes de IA externos.

Como fica a privacidade?

Captura de tela da interface do Windows 11 mostrando uma caixa de diálogo centralizada onde o aplicativo de IA Claude pede permissão para acessar o conector do Explorador de Arquivos. As opções disponíveis para o usuário são "Sempre permitir", "Permitir uma vez" e "Agora não".
Pop-up no Windows 11 solicita autorização para o Claude acessar dados locais (imagem: reprodução/Windows Latest)

O recurso será opcional e aplicativos como o Claude, do exemplo acima, devem solicitar autorização prévia para ler o conteúdo das pastas. De acordo com a Microsoft, a diferença desse sistema é o tratamento dos dados: quando a IA acessa o Explorador de Arquivos, o processamento ocorre localmente, sem que os arquivos sejam enviados para servidores na nuvem.

A empresa defende que o processo é seguro, uma vez que o Explorador atua somente compartilhando o conteúdo com o aplicativo instalado. Um exemplo seria um usuário solicitar a criação de um site usando o Manus AI. O agente, com a devida permissão, localizaria sozinho fotos relevantes no dispositivo sem que o usuário precisasse especificar nomes de arquivos, processaria o conteúdo e encaminharia os dados para a criação da página web.

Outro cenário de uso envolve a produtividade. O Claude, por exemplo, poderia ler uma pasta de documentos e, com base neles, gerar uma apresentação em PowerPoint, tudo sem alternar entre janelas.

Captura de tela do aplicativo Claude no Windows 11. A conversa exibe etapas de "Ler arquivo" e um texto onde a IA confirma ter encontrado arquivos do projeto "InfraMod 2025". Abaixo, vê-se a execução de comandos de código para instalar a biblioteca python-docx e gerar um novo documento.
Claude deve conseguir ler arquivos do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Quando a novidade chega para todos?

A Microsoft deve disponibilizar em breve alguns novos recursos de IA no Explorador de Arquivos, especificamente ligados ao Copilot e Microsoft 365 para resumo de documentos. Contudo, a data para a integração completa de agentes de terceiros permanece indefinida. Por ora, o recurso está em fase de ajustes.

Como lembra o Windows Latest, a base técnica para essa integração é o MCP (Model Context Protocol), um protocolo de código aberto projetado para conectar modelos de IA a serviços e aplicativos. Curiosamente, a OpenAI, parceira estratégica da Microsoft, ainda não confirmou suporte oficial ao novo recurso do Windows 11.

Windows 11 vai permitir que IAs acessem seus arquivos pessoais

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Pop-up de segurança do Windows 11 solicita autorização explícita do usuário para que o aplicativo Claude acesse o Explorador de Arquivos e seus dados locais (imagem: reprodução/Windows Latest)

Interface do Claude demonstrando a leitura de arquivos de projeto locais e a execução automática de código Python para criar um novo documento de resumo executivo (imagem: reprodução/Windows Latest)
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Hackers usaram IA da Anthropic em ciberataque global

Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Hackers contornaram instruções de segurança do Claude (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Hackers usaram o Claude da Anthropic para atacar 30 alvos globais, contornando travas de segurança.
  • A IA Claude teria executado entre 80% e 90% da operação, criando exploits e extraindo dados privados.
  • A Anthropic reconhece o uso indevido e alerta para ataques mais avançados no futuro.

Um grupo de hackers apoiado pelo governo da China teria utilizado o modelo Claude, da Anthropic, para executar um ataque cibernético contra 30 alvos corporativos e políticos globais. De acordo com a própria Anthropic, esse é o primeiro caso documentado de ataque feito sem grande intervenção humana.

Para realizar a operação, os hackers conseguiram contornar as travas de segurança do Claude Code. Eles “enganaram” a IA fingindo ser uma empresa de cibersegurança que usava o modelo para treinamento defensivo.

Com isso, os cibercriminosos quebraram o ataque em tarefas menores que não revelavam a intenção maliciosa da ação. A IA foi responsável por 80% a 90% da operação, desde a criação de códigos de exploit até a extração de dados privados.

IA executou grande parte da ação

Imagem de um celular exibindo a tela do Claude AI
Claude ajudou hackers a estruturar o ataque (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Após os hackers selecionarem os alvos — que incluíam empresas de tecnologia, instituições financeiras e agências de governo —, instruíram o Claude Code a desenvolver a estrutura de ataque.

Segundo a Anthropic, a IA não só escreveu o código do programa para explorar a falha de segurança, como obteve sucesso em roubar nomes de usuário e senhas. Com essas credenciais, o modelo conseguiu extrair “uma grande quantidade de dados privados” através do backdoor que ele mesmo criou.

A empresa relata que o Claude foi obediente a ponto de documentar os ataques e armazenar os dados roubados em arquivos separados, e admite que a operação da IA não foi impecável, pois algumas informações eram públicas. Entretanto, a companhia alerta que ataques desse tipo podem se tornar mais sofisticados com o tempo.

Claude analisou ataque

Ilustração minimalista em fundo cor de salmão (ou terracota), representando a IA Claude da Anthropic. No centro, um desenho em traço preto grosso e simples representa uma mão estilizada segurando quatro formas geométricas básicas e brancas: um triângulo, um quadrado, um círculo e um losango.
IAs estão sendo utilizadas por hackers em golpes (imagem: divulgação)

Ainda que tenha sido a ferramenta usada pelos criminosos, a Anthropic sustenta que o Claude teve sucesso também na análise do nível de ameaça dos dados que ele mesmo coletou.

O uso de IA para ciberataques não é exclusivo do Claude. O portal Engadget relembra que a OpenAI já relatou no passado que suas ferramentas foram usadas por grupos de hackers para depurar códigos e elaborar e-mails de phishing (golpes usados para roubar senhas). As duas empresas, inclusive, trabalharam juntas na identificação de falhas de segurança.

No relatório, publicado em agosto, a Anthropic divulga o uso indevido de suas próprias ferramentas em outras ocasiões. Ela elenca esquemas de extorsão, a criação de ransomware por criminosos com pouco conhecimento técnico e um esquema de fraude operado pela Coreia do Norte.

Nesse último, a empresa alega que agentes norte-coreanos usavam o Claude para criar falsas identidades profissionais, passar em entrevistas técnicas e manter empregos remotos em empresas de tecnologia dos EUA.

Hackers usaram IA da Anthropic em ciberataque global

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conheça mais detalhes sobre o Claude AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

(imagem: divulgação)
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Homem recorre à IA e reduz conta médica de US$ 195 mil para US$ 33 mil

Ilustração minimalista em fundo cor de salmão (ou terracota), representando a IA Claude da Anthropic. No centro, um desenho em traço preto grosso e simples representa uma mão estilizada segurando quatro formas geométricas básicas e brancas: um triângulo, um quadrado, um círculo e um losango.
Claude, IA da Anthropic, encontrou irregularidades em conta de hospital (imagem: divulgação)
Resumo
  • IA Claude, da Anthropic, ajudou a reduzir uma conta hospitalar de US$ 195 mil para US$ 33 mil, após identificar cobranças duplicadas.
  • O relato foi feito no Threads por Matt Rosenberg, que conta que o hospital usou códigos incorretos e superfaturou suprimentos em até 2.300%.
  • Além do Claude, Rosenberg usou o ChatGPT para redigir uma carta jurídica, resultando em uma negociação bem-sucedida com o hospital.

Um homem nos Estados Unidos relata que conseguiu reduzir uma conta hospitalar de US$ 195 mil (cerca de R$ 1 milhão) para apenas US$ 33 mil (R$ 176,8 mil) após a morte do cunhado. Na rede social Threads, o usuário nthmonkey, identificado como Matt Rosenberg, explica que usou o chatbot Claude, da Anthropic, para analisar a fatura detalhada e encontrar erros graves.

O valor original, segundo o relato, era referente a apenas quatro horas de tratamento intensivo antes do falecimento. O cunhado havia perdido o seguro-saúde dois meses antes. A fatura inicial, segundo Rosenberg, era confusa e não detalhava os custos, agrupando US$ 70 mil apenas sob a descrição “cardiologia”.

Após insistir, o hospital enviou uma fatura detalhada com os códigos de faturamento padrão (CPT). Foi nesse momento que o usuário decidiu recorrer ao chatbot. No post, Rosenberg diz que usou as versões pagas do Claude e ChatGPT (para revisão) durante o processo.

O que a IA descobriu?

Segundo o relato, a principal descoberta do Claude foi uma duplicidade massiva nas cobranças. O hospital cobrava tanto pelo procedimento principal quanto, separadamente, cada um dos componentes individuais.

Duas capturas de tela sequenciais de posts no Threads do usuário 'nthmonkey', detalhando o uso de inteligência artificial para contestar contas médicas. O primeiro post (3,8 mil curtidas) explica: "Eu alimentei a conta detalhada e os códigos para Claude (AI). Claude descobriu que a maior regra para o Medicare era que um dos códigos significava que todos os outros procedimentos e suprimentos durante o encontro eram incobráveis." O segundo post (3,3 mil curtidas) continua a explicação: "Isso era mais de cem mil de custo que o Medicare teria reembolsado zero dólares por. Outro era um código que era apenas para paciente internado..."
Usuário explica uso do Claude (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

“Isso representava mais de cem mil dólares em custos pelos quais o Medicare [sistema de seguro de saúde público dos EUA] teria reembolsado zero dólares”, escreveu Rosenberg.

Além da duplicidade, a IA identificou outras irregularidades que inflavam a conta:

  • Códigos incorretos: o hospital usou um código de procedimento que só se aplica a pacientes internados, mas o cunhado estava na emergência e nunca chegou a ser formalmente admitido.
  • Violação regulatória: foi cobrado o uso de ventilador no mesmo dia de uma admissão de emergência crítica, prática que, segundo o Claude, não é permitida pelas regras do Medicare.
  • Superfaturamento: suprimentos simples, como aspirina, foram cobrados com ágio de 500% a 2.300% acima do valor que seria reembolsado pelo sistema público.

Contestação foi feita por IAs

Rosenberg relata que o hospital “inventou suas próprias regras, seus próprios preços, e imaginou que poderia apenas pegar dinheiro de pessoas leigas”. A instituição chegou a sugerir que a família buscasse assistência de caridade.

Apesar de reconhecer que IAs costumam alucinar, Rosenberg contou com auxílio do Claude (e, segundo ele, com uma checagem de fatos feita pelo ChatGPT) para redigir uma carta em tom jurídico. O documento detalhava as violações de cobrança e ameaçava ação legal, exposição negativa na imprensa e denúncias a comitês legislativos.

Captura de tela de um post no Threads do usuário 'nthmonkey' (Autor), com $4,3$ mil curtidas. O texto fala sobre a ficção da caridade e contas hospitalares, e descreve a ação tomada: "Com a ajuda de Claude, eu escrevi uma carta explicando as violações de cobrança deles e ameaçando ação legal, má publicidade (bad PR), e aparições perante comitês legislativos se eles não aceitassem o que Claude calculou que o Medicare teria reembolsado."
Além das contas, Claude auxiliou no desenvolvimento de carta legal (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A carta propunha pagar o valor que o Claude calculou que o Medicare teria reembolsado. O hospital contrapropôs US$ 37 mil. O usuário recusou e negociou o valor final em US$ 33 mil, que foi aceito. “Hospitais sabem que são os criminosos e, se você os confrontar adequadamente, eles recuarão”, publicou Rosenberg.

Com informações do Tom’s Hardware

Homem recorre à IA e reduz conta médica de US$ 195 mil para US$ 33 mil

(imagem: divulgação)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
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Claude Sonnet 4.5 é lançado com foco em programação

Empresa afirma que o Sonnet 4.5 supera todos os concorrentes em codificação (imagem: divulgação/Anthropic)
Resumo
  • O Claude Sonnet 4.5, da Anthropic, é um modelo de linguagem focado em programação, capaz de desenvolver aplicações completas autonomamente, com avanços em codificação, finanças, direito e medicina.
  • O modelo permite trabalhar autonomamente por até 30 horas em tarefas complexas e inclui atualizações como “pontos de verificação” no Claude Code.
  • O custo do Claude Sonnet 4.5 é de US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída, com uma demonstração interativa disponível para assinantes do plano Max.

A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou nesta segunda-feira (29) o lançamento de seu mais novo modelo de linguagem, o Claude Sonnet 4.5. A companhia afirma que o modelo é o mais potente de seu portfólio e representa um avanço significativo em tarefas de programação e raciocínio complexo, esquentando a competição no setor de IA generativa.

A novidade, que chega menos de dois meses após a introdução do modelo Claude Opus 4.1, chega com a promessa de superar as capacidades dos principais concorrentes, especialmente no domínio da engenharia de software.

Salto em codificação, finanças, direito e medicina

Segundo a Anthropic, o Claude Sonnet 4.5 pode desenvolver sozinho aplicações completas e “prontas para produção”. A empresa sustenta a alegação com base em resultados de benchmarks, testes internos e relatos de clientes corporativos. O modelo teria demonstrado capacidade de trabalhar de forma autônoma por períodos de até 30 horas em tarefas complexas, que incluíram o desenvolvimento de um aplicativo, a implementação de serviços de banco de dados e até a realização de auditorias de segurança.

Além das melhorias em codificação, a Anthropic afirma que o Sonnet 4.5 apresenta avanços em outras áreas, como raciocínio geral, matemática e conhecimento em domínios específicos, incluindo finanças, direito e medicina. A empresa também incluiu atualizações como os “pontos de verificação” no Claude Code, permitindo que os usuários salvem o progresso e retornem a estados anteriores de um projeto.

Apresentado como o mais potente para programação, o modelo já está disponível para desenvolvedores (imagem: reprodução/Anthropic)

O anúncio foi acompanhado por depoimentos de executivos de empresas parceiras que tiveram acesso antecipado ao modelo. Michael Truell, CEO da Cursor, uma ferramenta de codificação assistida por IA, afirmou que o Sonnet 4.5 representa “desempenho de codificação de ponta”, especialmente em tarefas de horizonte mais longo.

Jeff Wang, CEO da Windsurf, classificou o modelo como parte de uma “nova geração de modelos de codificação”, destacando sua eficiência na execução paralela de ferramentas. Outras companhias como GitHub, Figma e Canva também relataram melhorias significativas em seus produtos e fluxos de trabalho ao integrar o novo modelo da Anthropic.

Além do modelo, a Anthropic lançou também o SDK do Claude Agent, um kit de desenvolvimento de software que permite criar os próprios agentes de IA. A iniciativa visa capacitar desenvolvedores a construir soluções autônomas e complexas para uma variedade de problemas, não se limitando à programação.

Quanto custa o Claude Sonnet 4.5?

O preço para acessar o novo modelo é o mesmo do antecessor, o Claude Sonnet 4: US$ 3 (cerca de R$ 16) por milhão de tokens de entrada (a unidade de medida para processamento de texto em modelos de IA) e US$ 15 (R$ 80) por milhão de tokens de saída.

Para assinantes do plano Max, a Anthropic liberou por tempo limitado o “Imagine with Claude”, uma demonstração interativa que permite gerar software em tempo real baseado nas solicitações do usuário, mesmo sem um código pré-escrito.

Claude Sonnet 4.5 é lançado com foco em programação

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