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95% dos usuários abandonam apps de vez após cancelarem assinatura

Imagem mostra a tela de cancelar assinatura da Google Play Store
Usuários que cancelam assinatura costumam nunca mais voltar (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • 95% dos usuários não retornam após cancelar uma assinatura anual de aplicativo, segundo levantamento da plataforma RevenueCat.
  • O estudo analisou mais de 115 mil aplicativos e concluiu que a maioria das desistências ocorre logo no início.
  • De acordo com o levantamento, 55,4% dos usuários cancelam assinaturas de teste no primeiro dia e dificilmente retornam.

A maioria das pessoas que cancelam uma assinatura anual de um aplicativo não volta a assinar o serviço dentro de um ano, segundo o relatório global State of Subscription Apps 2026, da plataforma RevenueCat. E é maioria mesmo: estamos falando de 95% dos consumidores.

Na América Latina, o comportamento é praticamente igual ao da média global. A taxa de reativação de assinaturas anuais na região é de 4,9%. Mas quando se trata de assinaturas mensais, os usuários ainda parecem deixar uma janela maior para reconquista, com 19,8% dos ex-assinantes renovando o vínculo com o serviço dentro de um ano.

O levantamento analisou métricas de mais de 115 mil aplicativos, que juntos movimentam mais de US$ 16 bilhões (R$ 80,7 bilhões) em receita. A variação entre regiões é pequena, e mostra que as empresas estão perdendo a base de usuários pagantes muito rápido.

Segundo o relatório, isso é resultado de um mercado cada vez mais disputado. Desde 2022, o volume mensal de lançamentos de aplicativos cresceu sete vezes, reduzindo o tempo que uma empresa tem para convencer o usuário de que vale a pena continuar pagando.

Desistência começa no teste grátis

O relatório também mostra que muitos usuários desistem antes mesmo de se tornarem assinantes pagantes. Se você costuma iniciar assinaturas para aproveitar os dias gratuitos e cancela mesmo antes de terminar o prazo, não está sozinho: mais da metade faz isso logo no primeiro dia.

Gráfico mostra a distribuição dos cancelamentos de testes gratuitos por dia, indicando que a maior parte ocorre no primeiro dia, especialmente em testes de 3 dias.
Maioria das desistências ocorre no período de testes grátis (imagem: reprodução/RevenueCat)

Nos testes de 3 dias, 55,4% das desistências ocorrem no chamado “Dia 0”. Em testes de 7 dias, a taxa cai para 39,8%, e para 35,7% em prazos de duas semanas. Em testes mais longos, como os experimentos de 30 dias, os cancelamentos no começo chegam a 31,1%.

Mesmo quando o usuário já pagou por um plano anual, o primeiro mês continua sendo decisivo. Segundo o relatório, os primeiros 30 dias concentram 35% de todos os cancelamentos de assinaturas anuais.

O comportamento varia conforme a categoria do app. No segmento de compras, cerca de metade das desistências ocorre no primeiro mês. Já em educação, a retenção é maior: apenas 30% das saídas no mesmo período.

Gráfico compara a taxa de reativação em até um ano por categoria de aplicativo e tipo de plano, com destaque para planos mensais em produtividade, foto e vídeo e mídia e entretenimento.
Apps de produtividade têm a maior taxa de retorno de assinantes (imagem: reprodução/RevenueCat)

Quem fica tende a renovar

Mas quem paga o plano anual tende a continuar pagando. A taxa de renovação desses contratos chega a 83,4% na média global, muito superior ao número dos planos semanais (18,7%) e dos planos mensais (39,2%).

A fidelidade cresce ainda mais com o tempo. Segundo a RevenueCat, a taxa mediana de renovação fica entre 23% e 40% no primeiro ano, mas pode chegar a 70% quando o usuário atinge o terceiro ano de permanência.

Cancelamento costuma ser ponto sem retorno

De acordo com o relatório, os resultados são um sinal de que as empresas devem deixar de tratar a reativação como principal estratégia para assinantes anuais. Como esse usuário raramente volta após cancelar, o foco deve estar na prevenção, ou seja, evitar o rompimento da assinatura.

A RevenueCat cita alternativas que preservem o vínculo do usuário com o serviço e os dados de pagamento, como permitir que ele pause temporariamente o plano.

95% dos usuários abandonam apps de vez após cancelarem assinatura

(imagem: reprodução/RevenueCat)

(imagem: reprodução/RevenueCat)
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Veja os apps mais baixados de 2025

Foto mostra o app TikTok na App Store do iPhone
TikTok foi o app mais baixado em 2025 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • TikTok foi o app mais baixado na América Latina em 2025.
  • ChatGPT e Gemini, apps de IA, se destacaram com crescimentos de 156% e 318%, respectivamente.
  • Mercado Livre e Mercado Pago são os únicos aplicativos latino-americanos no top 20.

O ano novo chegou e, com ele, a lista dos aplicativos mais baixados na América Latina em 2025. Desta vez, a novidade foi a ascensão dos apps de inteligência artificial: em comparação ao ano anterior, o ChatGPT saltou da 16ª para a terceira posição, enquanto o Gemini subiu da 126ª para a sexta colocação.

A principal rede social de vídeos curtos, o TikTok, manteve a liderança. Os dados foram levantados pelo Mobile Time junto à AppMagic, somando resultados da App Store e Google Play em nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Confira o ranking da América Latina

  1. TikTok — 156 milhões de downloads
  2. Temu — 128 milhões
  3. ChatGPT — 123 milhões
  4. Instagram — 83 milhões
  5. Roblox — 72 milhões
  6. Gemini — 67 milhões
  7. Facebook — 64 milhões
  8. WhatsApp — 62 milhões
  9. Mercado Livre — 62 milhões
  10. CapCut — 61 milhões
  11. ReelShort — 60 milhões
  12. DramaBox — 59 milhões
  13. Seekee — 55 milhões
  14. Shein — 55 milhões
  15. Block Blast! — 51 milhões
  16. Spotify — 47 milhões
  17. Threads — 47 milhões
  18. Telegram — 45 milhões
  19. Free Fire — 45 milhões
  20. Mercado Pago — 40 milhões

IA generativa no topo

Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT foi o app de IA mais baixado em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O aumento de downloads do ChatGPT foi de 156% em comparação com 2024, passando de 48 milhões para 123 milhões. O crescimento do Gemini foi ainda maior, indo de 16 milhões para 67 milhões.

Esse desempenho não surpreende. Um levantamento recente da TIC Kids Online Brasil, divulgado pelo Cetic.br e NIC.br, revelou que 65% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos utilizaram IA generativa para ao menos uma atividade do cotidiano.

É fato que, em 2025, ferramentas de IA cresceram em popularidade. Mas o ranking também revela que, na nossa região, segue alta a busca por apps de mensagens, marketplaces e jogos. O Instagram, que ocupava a terceira posição em 2024, caiu para a quarta colocação.

Apenas dois apps latino-americanos no top 20

Mercado Livre e o Mercado Pago são os únicos representantes da região entre os 20 mais baixados. O marketplace da Argentina aparece na 9ª posição, enquanto seu aplicativo de pagamentos ocupa a 20ª colocação.

Fora do top 20, os próximos apps de origem latino-americana são o Nubank e o Gov.br, na 23ª e 28ª posições, respectivamente.

Veja os apps mais baixados de 2025

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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