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Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui o antivírus Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft afirma que Segurança do Windows/Microsoft Defender atende às necessidades de proteção da maioria dos usuários do Windows 11;

  • segurança nativa do Windows evoluiu significativamente ao longo do tempo, tornando-se satisfatória para grande parte dos usuários;

  • antivírus de terceiros ainda são recomendados para quem busca recursos extras, como VPN, backup em nuvem ou controle parental.

Você já deve ter visto anúncios ou até recebido ofertas para instalar um antivírus em seu computador. Contudo, o Windows 11 tem uma ferramenta nativa para esse fim. Será, então, que antivírus de terceiros são necessários? A Microsoft diz que não, pelo menos para a maioria dos usuários.

A tal ferramenta contra vírus está disponível na função Segurança do Windows, que pode ser acessada via Menu Iniciar ou por meio de um ícone correspondente no canto direito da Barra de Tarefas.

Quem quiser ir além pode baixar o Microsoft Defender, que permite gerenciar recursos de segurança para vários dispositivos de uma só vez (incluindo celulares) e é integrado ao Microsoft 365.

Recursos de combate a malwares existem pelo menos desde o Windows Vista e foram melhorados com o passar do tempo, até chegarmos ao Windows 8, que passou a ter um antivírus próprio completo.

Mas ainda há quem se pergunte se convém instalar soluções de terceiros, seja para ter proteção superior, seja para obter algum ganho de desempenho. Pois saiba que, em uma publicação recente, a Microsoft declarou que a maioria dos usuários não precisa de um antivírus adicional:

Para muitos usuários do Windows 11, o Microsoft Defender Antivirus [integrado à Segurança do Windows] cobre os riscos do dia a dia sem a necessidade de software adicional. A decisão de adicionar um antivírus de terceiros depende de como você usa seu computador e quais recursos você valoriza.

Na sequência, a Microsoft explica que o antivírus do próprio sistema operacional é suficiente quando o Windows 11 é executado com as proteções padrão ativadas, é atualizado regularmente e o usuário é cuidadoso com downloads.

Microsoft Defender
O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Os argumentos da Microsoft fazem sentido ou são “marketing”?

Há, sim, algum nível de marketing no texto. Mas os argumentos da Microsoft são coerentes. Antivírus de terceiros eram imprescindíveis em épocas passadas, quando o Windows não oferecia o nível de proteção existente hoje.

Quem é das antigas vai se lembrar, como exemplo, que o Windows XP foi um sistema operacional bastante suscetível a problemas de segurança, tendo sido afetado por malwares que causaram grandes estragos, como o Blaster e o Sasser. Por conta disso, era praticamente obrigatório ter um antivírus no Windows XP, mesmo que gratuito, como o Avast e o AVG.

Com o passar do tempo, a Microsoft aprimorou a segurança da plataforma. Por conta disso, o Windows 10 e o Windows 11 se tornaram satisfatoriamente seguros, a ponto de o antivírus nativo ser, de fato, suficiente para a maioria dos usuários.

Isso não quer dizer que soluções de terceiros não valem a pena. A própria Microsoft explica:

Pode-se considerar o uso de software de segurança adicional [de terceiros] se você gerencia vários dispositivos, compartilhar equipamentos com familiares ou deseja serviços como monitoramento de identidade ou controle parental.

Nesse sentido, vale destacar que soluções de terceiros costumam oferecer recursos que vão além da segurança nativa, como VPN, backup nas nuvens e o já mencionado controle parental. Mas, nessas circunstâncias, cabe a cada usuário avaliar se os custos associados valem a pena.

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Cenário do Windows XP é refotografado no ângulo original após 30 anos

Bliss, papel de parede padrão do Windows XP
Bliss, papel de parede padrão do Windows XP (imagem: reprodução/Wallpaperswide)
Resumo
  • papel de parede “Bliss” do Windows XP é uma foto real tirada por Charles O’Rear em 1996 no Condado de Sonoma, EUA;
  • um usuário do Reddit recriou a imagem em 18/02, com ângulo quase idêntico ao original, mas com céu nublado e vegetação menos uniforme;
  • apesar das mudanças na vegetação e no céu, cena remete instantaneamente ao sistema da Microsoft.

Há quem acredite que o icônico papel de parede do Windows XP é uma montagem, mas a verdade é que, ainda que a imagem tenha passado por ajustes, ela consiste na foto de um local real. Eis que, nesta semana, uma pessoa foi até lá e conseguiu produzir uma foto muito parecida com a original.

Chamado de Bliss, o papel de parede do Windows XP exibe um céu azul com algumas nuvens brancas e uma colina ondulada com grama verde. Esse contraste de cores é o que, provavelmente, ajudou a imagem a ser tão marcante.

A foto original foi registrada por Charles O’Rear, que trabalhou como fotógrafo da National Geographic, em janeiro de 1996. O local que aparece na imagem é um ponto de uma área rural do Condado de Sonoma, ao norte de San Francisco (Estados Unidos).

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“Bliss” é recriada 30 anos depois

No decorrer dos últimos 30 anos, o local foi registrado em novas imagens por várias pessoas, mas, geralmente, em ângulos diferentes do original ou com a paisagem bastante modificada por causa de fatores climáticos ou das atividades agrícolas da região.

Porém, um usuário do Reddit que se identifica como SuperPJG123 visitou o local na última quarta-feira (18/02) e conseguiu registrar uma foto muito parecida com a imagem que foi transformada em papel de parede no Windows XP.

Foto Bliss do Windows XP recriada
A Bliss recriada (imagem: Reddit/SuperPJG123)

É verdade que, na nova foto, o céu está quase todo coberto por nuvens e a vegetação está menos uniforme. Por outro lado, o ângulo da imagem é quase idêntico ao do registro de Charles O’Rear.

Isso faz a nova imagem ser uma das reproduções mais fiéis da Bliss. Com alguma edição de imagem, talvez para aumentar a saturação de cores e remover a pilha de detritos que aparece ali, seria possível criar uma “Bliss 2.0”.

Em tempo: as fotos tiradas nesta semana foram compartilhadas pelo autor no Google Drive.

Em tempo²: você pode conferir o local da imagem no Google Maps.

Cenário do Windows XP é refotografado no ângulo original após 30 anos

Bliss, papel de parede padrão do Windows XP (imagem: reprodução/Microsoft)

A Bliss recriada (imagem: Reddit/SuperPJG123)
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Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Tanques de tinta de impressora (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft descontinua atualizações de drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e Windows Server 2025;
  • Impressoras antigas continuarão funcionando, mas drivers V3 e V4 não serão atualizados pelo Windows Update;
  • Microsoft quer focar em drivers mais modernos, no padrão Mopria/IPP.

Se você tem uma impressora antiga, que (milagrosamente) funciona até hoje, precisa ficar atento: a Microsoft confirmou que, desde janeiro de 2026, não atualiza mais drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e no Windows Server 2025. Mas o que isso quer dizer?

Que fique claro desde já que a sua impressora antiga continua compatível com o Windows 11. A mudança em questão apenas acaba com atualizações de drivers por meio do Windows Update, com exceção para casos pontuais (que envolvem problemas de segurança, por exemplo).

O termo V3 é uma referência a uma classe de drivers para impressoras comercializadas na época em que o Windows XP e o Windows Server 2000 eram os sistemas operacionais mandatórios da Microsoft.

Drivers V3 são caracterizados por terem muitos elementos proprietários e, principalmente, por acessarem numerosos recursos do sistema operacional. Eles são mais inseguros, portanto.

Mais tarde, com a dupla Windows 8 e Windows Server 2012, a Microsoft tentou amenizar esses problemas com uma classe mais avançada, os drivers V4, que são mais leves e baseados em menos arquivos DLL em relação aos drivers V3.

Porém, drivers V4 não tiveram a adesão esperada por parte dos fabricantes e mantêm algumas limitações técnicas importantes, e isso tudo os torna apenas “menos piores” do que os drivers V3.

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 perderá suporte a drivers V3 e V4 via Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que acontece agora com a minha impressora no Windows 11?

Se você comprou uma impressora nos últimos dez anos, não precisa se preocupar, pois, provavelmente, o equipamento utiliza drivers no padrão Mopria/IPP, que são mais seguros, estáveis e menos dependentes de software fornecido por fabricantes.

Para quem tem uma impressora antiga, no padrão V3 ou V4, elas continuam funcionando no Windows 11 ou no Windows Server 2025.

No caso de uma instalação nova do sistema operacional, porém, drivers V3 ou V4 ainda poderão ser baixados via Windows Update, mas não há garantia de disponibilidade para todos os modelos. Diante dessas circunstâncias, a recomendação é a de que o usuário baixe os drivers junto ao fabricante da impressora.

O plano de descontinuação do suporte a drivers V3 e V4 foi anunciado pela Microsoft em setembro de 2023. A partir de julho de 2026, o Windows passará a priorizar drivers Mopria/IPP da Microsoft quando mais de uma opção estiver disponível.

Por fim, a partir de julho de 2027, drivers de impressoras fornecidos por fabricantes não poderão mais ser atualizados via Windows Update, exceto para correções de segurança. Assim, quem preferir drivers de fabricantes terá que instalá-los separadamente.

Com informações de Windows Latest

Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Ex-Microsoft diz que Windows 11 precisa de um “momento SP2”, como no XP

Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto
Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto (imagem: X/Dave Plummer)
Resumo
  • Dave Plummer critica Windows 11, sugerindo que Microsoft deve focar em estabilidade, eficiência e segurança, como fez no do Windows XP;
  • Windows XP enfrentou problemas de segurança graves, como o malware Blaster, que forçaram Microsoft a priorizar correções em vez de novos recursos;
  • Pavan Davuluri, presidente da divisão Windows, reconheceu recentemente necessidade de melhorar experiência de uso do Windows 11.

Dave Plummer foi um importante desenvolvedor do Windows. Ele esteve por trás do Gerenciador de Tarefas e da compatibilidade do sistema com arquivos Zip, por exemplo. É com base nesse histórico que Plummer fez uma crítica contundente à sua antiga casa: “está na hora de a Microsoft ter outro momento XPSP2”.

A crítica foi publicada no X. “XPSP2” é a sigla para “Service Pack 2 do Windows XP”. Mas, para entendermos o que isso quer dizer em termos práticos, precisamos voltar no tempo.

Embora o Windows XP seja lembrado por ter sido um sistema operacional estável e funcional, principalmente quando comparado às versões anteriores, como o Windows Me e o Windows 98, os seus primeiros anos de mercado foram marcados por numerosas falhas, principalmente no âmbito da segurança.

Uma das vulnerabilidades do sistema permitiram que o malware Blaster contaminasse, em 2003, milhares de PCs no mundo todo. Isso porque a ameaça não precisava da ação do usuário (como baixar um arquivo contaminado) para se propagar. O Blaster se espalhava por redes locais e pela internet explorando uma brecha no sistema operacional.

O Blaster causou prejuízos a empresas, entidades governamentais e usuários domésticos. No X, Dave Plummer explica que o problema foi tão grave que a Microsoft teve que paralisar o desenvolvimento de recursos do Windows XP para lançar uma correção com urgência.

Plummer também conta que, nos meses seguintes, a companhia ficou focada em corrigir os “muitos bugs” do Windows XP. Eis o efeito: em 2004, o Service Pack 2 (SP2), o segundo grande pacote de atualizações do sistema operacional, foi lançado trazendo recursos funcionais e, principalmente, correções de segurança.

Novo Menu Iniciar do Windows 11
Windows 11 em um notebook (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que Plummer diz que o Windows 11 precisa de um “momento XPSP2”?

O Windows 11 não tem problemas de segurança com gravidade similar às falhas que causaram estragos no Windows XP. Na verdade, Plummer sequer cita o Windows 11 em sua mensagem. Mas fica claro que o seu manifesto é direcionado a essa versão do sistema operacional.

Isso porque a Microsoft vem sendo criticada por priorizar recursos no Windows 11 que não melhoram, necessariamente, a experiência do usuário com o sistema, a exemplo das funções de IA que, apesar de interessantes do ponto de vista tecnológico, pouco ou nada contribuem para a produtividade.

Não é por acaso que, recentemente, Pavan Davuluri reconheceu que a Microsoft tem que melhorar a experiência de uso do Windows 11. Davuluri é ninguém menos que presidente da divisão Windows na companhia.

Pois bem, ao afirmar que a Microsoft precisa de “outro momento XPSP2”, Plummer quer dizer que a companhia deve parar o que o está fazendo para focar naquilo que mais importa no momento, que é tornar o Windows 11 mais estável, eficiente e seguro.

A julgar pelos comentários e pelas curtidas que a postagem recebeu, muita gente concorda com Plummer.

Dave Plummer
Dave Plummer (imagem: YouTube/Dave’s Garage)

Íntegra da postagem de Plummer

O texto de Dave Plummer aparece na íntegra e traduzido livremente a seguir:

Está na hora de a Microsoft ter outro momento XPSP2. Nada de IA, nada de novos recursos. Apenas correções.

Quando eu trabalhava no Windows XP, o [malware] Blaster surgiu. Foi um problema tão grande que deixamos de lado todo o trabalho de desenvolvimento de recursos.

Durante os meses seguintes, tudo o que fizemos foi aprimorar a segurança. Não adicionamos “recursos de segurança”; nós corrigimos bugs. Muitos bugs. Até que não houvesse mais bugs de segurança para corrigir.

Então, corrigimos aqueles que ainda não conhecíamos.

Resumindo, paramos de tentar “agregar valor” ao produto [Windows XP] por meio de recursos que gerentes achavam que os usuários gostariam de ter e, em vez disso, nos concentramos nos aspectos que eram importantes há mais tempo, mas que foram negligenciados.

Como desempenho e configurabilidade atualmente [no Windows 11].

Em vez de tentar aprimorar e agregar valor ao sistema por meio de novos recursos de IA — agora —, acredito que é hora de a Microsoft estabilizar, aprimorar e tornar o sistema mais eficiente. E mais usável para usuários avançados.

Apenas durante um lançamento. Só até isso deixar de ser ruim.

Dave W. Plummer

Ex-Microsoft diz que Windows 11 precisa de um “momento SP2”, como no XP

Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto (imagem: X/Dave Plummer)

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Dave Plummer (imagem: YouTube/Dave's Garage)
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Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs

Monitor exibindo o Windows 10
Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 10 permanece em 41,71% dos PCs com Windows após fim do suporte em 14 de outubro de 2025, mostra Statcounter;
  • Windows 11 lidera com 55,18% de participação no mercado, mas crescimento parece avançar em ritmo lento;
  • Suporte estendido ao Windows 10 pode ajudar a explicar resistência dessa versão.

14 de outubro de 2025 é a data que marcou o fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft. Apesar disso, o sistema operacional continua sendo utilizado em larga escala. Dados da Statcounter mostram que o mês passado terminou com a versão 10 estando presente em 41,71% dos PCs com Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 significa que o sistema operacional não recebe mais atualizações regulares para correções de falhas, ajustes de desempenho ou acréscimo de funcionalidades. Além disso, a Microsoft deixou de oferecer atendimento padrão a usuários ou organizações que precisam de apoio para resolver problemas no sistema.

Apesar dessas desvantagens, a migração para o Windows 11, a versão mais atual da plataforma, é um processo demorado ou indesejado para um grande número de pessoas físicas e jurídicas.

Isso ajuda a explicar os números mais recentes da Statcounter, que mostram o Windows 10 como o segundo sistema operacional mais usado em PCs em outubro de 2025, em escala global (a lista só considera sistemas operacionais da Microsoft):

PosiçãoVersãoParticipação
1Windows 1155,18%
2Windows 1041,71%
3Windows 72,52%
4Windows XP0,22%
5Windows 80,17%
6Windows 8.10,16%

É importante levar em conta que os dados da Statcounter não são precisos. As estatísticas do serviço são baseadas na análise dos acessos aos sites que utilizam as ferramentas da empresa, podendo haver variações importantes entre um mês e outro.

Mesmo assim, esses dados têm alguma relevância, até porque a Microsoft não divulga abertamente as estatísticas de uso de seus sistemas operacionais.

Podemos observar, como exemplo, que a penetração do Windows 11 no mercado aumentou em outubro, mas em ritmo relativamente lento. Basta considerarmos que o Windows 11 estava presente em 49% dos PCs em agosto deste ano, ainda de acordo com os números da Statcounter.

Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025
Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025 (imagem: reprodução/Statcounter)

Suporte estendido pode explicar resistência do Windows 10

Presumivelmente, outro fator que contribui para a permanência do Windows 10 em uma proporção tão grande de máquinas é o programa de suporte estendido oferecido pela Microsoft.

Por meio do ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas, usuários domésticos podem receber atualizações para o Windows 10 durante um ano. Já o ESU para organizações pode ser contratado por até três anos mediante o pagamento de uma taxa que aumenta de valor em cada renovação anual.

A Microsoft oferece o ESU com o objetivo de dar mais tempo para que consumidores e organizações planejem uma migração para o Windows 11. Contudo, o programa oferece apenas atualizações importantes de segurança, deixando updates funcionais de fora.

Saiba mais sobre como ativar o suporte estendido do Windows 10.

Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs

Windows 10: veja como ativar o suporte estendido da Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025 (imagem: reprodução/Statcounter)
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Ex-Microsoft revela origem da chave pirata mais usada no Windows XP

Laptop com Windows XP
Ex-Microsoft revela origem da chave pirata mais usada no Windows XP (imagem: Alan Levine/Flickr)
Resumo
  • Chave FCKGW-RHQQ2-YXRKT-8TG6W-2B7Q8 do Windows XP vazou do sistema de ativação de licenças da Microsoft, o WPA;
  • A chave era do tipo VLK, usada por organizações para ativar o Windows XP em várias máquinas, sem checagem de ID, facilitando o uso em instalações piratas;
  • O grupo warez “devils0wn” é apontado como responsável pelo vazamento, e a Microsoft bloqueou a chave após sua ampla distribuição.

Nos tempos em que o Windows XP era dominante, a Microsoft não tinha um controle muito rigoroso das chaves de ativação do sistema operacional. Prova disso é que muita gente usou o código FCKGW-RHQQ2-YXRKT-8TG6W-2B7Q8 para não pagar por uma licença do sistema operacional. Mas de onde veio essa chave? O mistério foi desvendado por um ex-funcionário da companhia.

Dave Plummer foi responsável por criar vários recursos clássicos do Windows, como o Gerenciador de Tarefas e a compatibilidade nativa do sistema com arquivos Zip.

Em postagem recente no X, Plummer explica ter trabalhado na primeira versão do Windows Product Activation (WPA), e foi de lá que o código em questão surgiu.

Não era um hack, mas um vazamento

O WPA era um sistema de ativação de licenças que foi introduzido no Windows XP. É por meio dele que a Microsoft verificava se uma instalação do sistema operacional era original ou não.

Blummer explica que esse processo envolvia um código de identificação (ID) gerado a partir da checagem do hardware do computador. Se uma nova instalação do Windows usando essa chave tivesse um ID que não batia com o hardware do computador, esse era um sinal de ativação pirata do sistema.

Certificado de autenticidade da chave FCKGW do Windows XP
Originalmente, a chave FCKGW do Windows XP era legítima (imagem: X/Dave Plummer)

Porém, a chave iniciada por FCKGW era do tipo VLK (Volume License Key — Chave de Licença por Volume), ou seja, fazia parte daquelas que eram compradas por organizações de modo que um único código pudesse ser usado para ativar o Windows XP em várias máquinas. Nessas circunstâncias, a checagem do ID não era feita.

Na época, havia quem acreditasse que a chave FCKGW-RHQQ2-YXRKT-8TG6W-2B7Q8 era um hack, isto é, uma “chave-mestra” que contornava a validação de licenças do Windows XP. Mas o que aconteceu é que essa chave, até então legítima, simplesmente vazou e, com isso, passou a ser distribuída junto a cópias piratas do sistema operacional ou em fóruns, por exemplo.

Tudo indica que a chave vazou por meio de um grupo warez chamado “devils0wn”. A Microsoft percebeu o problema (para ela) e colocou a chave em uma lista de bloqueio. Mas isso só foi feito após o código ter sido largamente distribuído pela internet, para a felicidade daqueles que não estavam dispostos a pagar pelo Windows XP.

Ex-Microsoft revela origem da chave pirata mais usada no Windows XP

Chrome oficial não é mais compatível com o Windows XP desde 2017 (Imagem: Alan Levine / Flickr)
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