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Samsung conclui investigação e diz que Galaxy Ring é seguro

Um dedo segura um anel metálico da Samsung, identificado pela inscrição interna “SAMSUNG” e “CE”. A parte interna do acessório está danificada: a proteção se rompeu, expondo material escuro e sinais de inchaço, possivelmente da bateria.
Imagem mostra revestimento interno rompido (imagem: reprodução/Daniel Rotar/Zone of Tech)
Resumo
  • Samsung concluiu que o inchaço do Galaxy Ring em setembro foi causado por uma fissura na moldagem interna, não por falha na bateria.
  • Na ocasião, o anel inteligente inchou e ficou preso ao dedo do usuário, levando-o ao hospital para remoção.
  • A investigação durou três meses e confirmou que a integridade das células de energia estava intacta.

A Samsung encerrou oficialmente a investigação sobre o Galaxy Ring que ficou preso no dedo de um usuário e o levou ao hospital. Segundo o relatório final, o mau funcionamento foi provocado por uma falha estrutural em uma peça, e não por um risco potencial na bateria.

O caso ganhou repercussão global após a vítima, o criador de conteúdo Daniel Rotar, do canal Zone of Tech, relatar que o anel inteligente inchou enquanto estava em seu dedo.

O episódio ocorreu em setembro de 2025, momentos antes de o influenciador embarcar em um voo. Devido ao risco de incêndio associado a componentes eletrônicos danificados, a companhia aérea impediu que ele embarcasse.

O que causou o incidente com o Galaxy Ring?

A investigação durou cerca de três meses e determinou que a causa primária do inchaço foi uma fissura na moldagem interna do chassi do anel. Conforme o laudo técnico, essa rachadura na estrutura de suporte permitiu que os componentes internos saíssem de sua posição original, exercendo uma pressão contínua contra o revestimento de polímero. O resultado foi uma deformação que comprimiu o dedo do usuário.

A empresa reiterou que, embora o aspecto visual da falha sugerisse um inchaço químico da bateria de íons de lítio — um problema conhecido em dispositivos móveis que sofrem estresse térmico ou físico —, os testes confirmaram que a integridade das células de energia permaneceu intacta.

Para validar os resultados, a Samsung submeteu o anel a uma revisão independente conduzida por uma agência externa, que chegou à mesma conclusão. Em nota enviada ao influenciador, a Samsung afirmou:

“Confirmou-se que o inchaço no Galaxy Ring de Daniel foi causado por uma fissura na moldagem interna e que não havia nenhum risco para a segurança da bateria do produto em geral. O Galaxy Ring foi concebido para uso diário, tendo a durabilidade como princípio fundamental.”

Bateria fraca foi sinal de alerta

Galaxy Ring (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Galaxy Ring (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Um ponto destacado por Rotar antes do incidente foi uma queda drástica na autonomia da bateria, dos sete dias estimados pelo fabricante para apenas um dia e meio de uso. Apesar do veredito, a própria Samsung admitiu que não conseguiu identificar o evento exato que desencadeou a rachadura na moldagem.

Vale lembrar que o Galaxy Ring é promovido pela marca como um dispositivo de alta resistência, projetado para monitoramento de saúde e incluindo resistência à água e suor. Com a conclusão do caso, a Samsung tenta tranquilizar os proprietários do acessório, sustentando que o episódio foi um evento isolado e que não há necessidade de recall.

A orientação para os usuários que perceberem qualquer sinal de deformidade física ou queda brusca na vida útil da bateria é interromper o uso imediatamente e procurar o suporte técnico da Samsung.

Samsung conclui investigação e diz que Galaxy Ring é seguro

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Incidente em setembro levou usuário ao hospital após anel inteligente inchar e ficar preso ao dedo. Fabricante diz que expansão foi causada por rachadura, e não por falha na bateria.

Galaxy Ring (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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