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Brasil registrou 3,8 milhões de trocas de operadora no primeiro semestre

Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Telefonia móvel representa a maioria dos pedidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Quase 4 milhões de brasileiros trocaram de operadora no primeiro semestre de 2026, segundo a ABR Telecom.
  • A maioria das trocas ocorreu no mercado de telefonia celular, com quase 3 milhões de processos.
  • O estado de São Paulo liderou o ranking, com mais de 1 milhão de transferências, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No primeiro semestre de 2026, os brasileiros realizaram 3,8 milhões de trocas de operadora de telefonia mantendo o número original. O levantamento oficial foi elaborado pela entidade administradora do serviço no país, a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom).

Os números refletem um cenário de continuidade no setor e alta demanda. Do total de pedidos efetivados até o fim de junho, a maioria ocorreu no mercado de telefonia celular: quase 3 milhões. A telefonia fixa, por sua vez, somou 868 mil transferências no mesmo intervalo.

O ranking por estado

O Tecnoblog obteve em primeira mão os números por estado. Eles revelam que a região Sudeste concentra a maior movimentação de linhas no país. O estado de São Paulo lidera o ranking nacional de forma isolada, registrando mais de 1 milhão de trocas. O Rio de Janeiro aparece na segunda colocação, com 404 mil transferências, seguido por Minas Gerais, com quase 365 mil.

A ABR Telecom nos informou que o volume do semestre está em linha com o histórico recente, sem apresentar picos ou quedas bruscas. A associação ressaltou ainda que não registra os motivos que levam os clientes a mudarem de empresa de telecomunicações.

Apesar do nosso enorme interesse pelo assunto, a ABR Telecom não informou quais operadoras mais ganharam ou mais perderam clientes.

UFPortabilidades
São Paulo1.089.713
Rio de Janeiro404.719
Minas Gerais364.895
Paraná295.832
Santa Catarina266.808
Rio Grande do Sul234.987
Distrito Federal159.116
Bahia133.738
Pernambuco128.401
Ceará127.233
Goiás96.946
Rio Grande do Norte66.247
Paraíba58.238
Pará56.365
Espírito Santo53.459
Mato Grosso48.381
Mato Grosso do Sul42.731
Alagoas35.527
Maranhão33.598
Amazonas30.129
Acre25.325
Sergipe21.879
Tocantins20.998
Piauí19.137
Rondônia14.902
Amapá7.196
Roraima3.942
Compilação: Tecnoblog | Dados: ABR Telecom | 1º semestre de 2026

O que é e como pedir a portabilidade?

Torre de telefonia
Operadoras têm até três dias úteis para concluir a transferência do número (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A portabilidade numérica é um direito do consumidor que permite a troca de prestadora mantendo o mesmo número. Garantida desde 2008, a regra é válida desde que a mudança seja feita na mesma modalidade de serviço (de móvel para móvel ou de fixo para fixo) e na mesma área de registro, mantendo o código de área (DDD).

Para realizar a migração, o interessado deve entrar em contato com a operadora desejada e formalizar a solicitação. O processo leva até três dias úteis e, desde 2023, exige uma confirmação do titular por SMS, para aumentar a segurança contra fraudes.

Em seus 18 anos de existência, a portabilidade numérica no país já alcançou a marca de 109 milhões de números telefônicos portados.

Brasil registrou 3,8 milhões de trocas de operadora no primeiro semestre

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Telecomunicações (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

Orelhão da Oi
Negócio inclui orelhões e manutenção da base de clientes até 2028 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda da telefonia fixa da Oi para a Método Telecom por R$ 60,1 milhões à vista.
  • A empresa de Minas Gerais assume a UPI Serviços Telefônicos da Oi, que inclui infraestrutura, base de clientes e operação de serviços de emergência.
  • O negócio, no entanto, depende da aprovação da Anatel, que tenta barrar a operação alegando que o edital do leilão viola uma lei federal.

A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (08/04) a venda da operação de telefonia fixa da Oi para a empresa mineira Método Telecom. A transação, avaliada em R$ 60,1 milhões, ocorreu por meio de um leilão conduzido pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como parte do processo de falência da companhia de telecomunicações.

O certame contou com a participação de duas concorrentes. A Sercomtel Comunicações apresentou uma oferta de R$ 60 milhões, porém com a previsão de pagamento parcelado em dez vezes.

A Método Telecom, por sua vez, ofereceu R$ 60,1 milhões com pagamento à vista, cumprindo as exigências financeiras do edital. O formato de quitação imediata foi determinante para a escolha da vencedora, que recebeu o aval do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização.

Com a homologação do leilão, a Justiça fluminense intimou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e as Fazendas Públicas para acompanharem o resultado do negócio.

O que a Método Telecom leva na compra?

Ao vencer o leilão, a Método Telecom adquire a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos da Oi, assumindo infraestruturas críticas e obrigações de longo prazo. A nova operadora passa a ser a responsável pela gestão direta de serviços de utilidade pública, que inclui a operação das linhas de números de emergência, como o 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros).

Como lembra o site Convergência Digital, a transação também engloba a transferência de toda a infraestrutura física remanescente da telefonia fixa da tele. O pacote é composto por postes, torres, cabos, mastros, bases de rádio e os tradicionais orelhões. A compradora também absorve a base de clientes atual que ainda paga por linhas fixas da Oi (cerca de 3,82 milhões, segundo dados da Anatel).

A companhia terá a obrigação de manter a continuidade da prestação desses serviços até, pelo menos, dezembro de 2028. Essa exigência é vital para o atendimento em mais de 7,4 mil localidades brasileiras onde a Oi opera como a única provedora de infraestrutura de telecomunicações.

Impasse com a Anatel

Placa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fixada sobre um muro de pedras. A placa exibe um logotipo com uma forma curva amarela envolvendo uma esfera azul, seguido do texto "ANATEL" em letras maiúsculas verdes. Ao lado, em letras verdes menores, está escrito "Agência Nacional de Telecomunicações". Ao fundo, parte da fachada do prédio com estruturas verticais amarelas.
Agência quer suspender o leilão alegando violação de acordos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar da aprovação na Justiça estadual, a concretização da venda depende da Anatel. O problema é que a agência reguladora tenta barrar a transferência dos ativos, argumentando que as regras do edital violam as diretrizes da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e passam por cima de acordos previamente firmados.

O centro do questionamento é o Termo de Autocomposição. As regras do contrato proíbem a venda de equipamentos essenciais em municípios onde a operadora é a única prestadora disponível. A agência alega que o edital libera a transferência desses ativos sem um filtro rigoroso, gerando o risco de deixar milhares de cidadãos sem sinal. Devido ao que seria um desrespeito às regras, a Anatel pode mudar o curso do negócio.

Além das questões de infraestrutura, a agência aponta a ausência de garantias financeiras para assegurar a operação e defende que a competência para julgar o caso é da Justiça Federal, por envolver o Governo Federal e o Ministério das Comunicações.

Por fim, a autarquia reitera que nenhuma venda no setor pode ser finalizada sem a sua anuência prévia e exige a anulação do edital atual para participar da elaboração de novas regras.

Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Anatel tenta barrar leilão de telefonia fixa da Oi

Orelhão da Oi
Comprador dos ativos da Oi vai operar números de emergência, como 190 e 192 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • Anatel acionou o TJ-RJ para suspender o leilão de telefonia fixa da Oi, alegando que o edital ignora a Lei Geral de Telecomunicações.
  • A agência também argumenta que o plano coloca em risco serviços essenciais em mais de 6 mil cidades do Brasil.
  • Segundo a Anatel, o edital atual permite a venda de ativos sem filtro rigoroso e carece de garantias financeiras para a continuidade dos serviços.

A Anatel é contra o plano da Oi de vender o que restou de sua operação de telefonia fixa. A agência reguladora acionou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para suspender o leilão dos ativos, previsto para o dia 8 de abril de 2026. No recurso, a autarquia afirma que as regras atuais da venda passam por cima da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e de acordos fechados anteriormente com o Tribunal de Contas da União (TCU).

O movimento joga um balde de água fria nos planos da operadora, que obteve autorização judicial há poucas semanas para se desfazer de sua infraestrutura remanescente. O “pacotão” inclui desde a base de clientes até torres, cabos e os clássicos orelhões espalhados por mais de 6,5 mil localidades do Brasil.

Entenda o caso

O problema, segundo o órgão regulador, não é a venda em si, mas como ela está sendo feita. A agência explica que existe um acordo (Termo de Autocomposição) que permitiu à Oi mudar seu regime de trabalho de “concessão” para “autorização”. Como lembra o TeleSíntese, esse contrato proíbe que a empresa venda equipamentos essenciais em cidades onde ela é a única operadora disponível.

Para a autarquia, o edital atual permite que esses ativos sejam passados adiante sem um filtro rigoroso, o que poderia deixar milhares de pessoas sem sinal. Além disso, a Anatel diz que faltam garantias de R$ 500 milhões que deveriam assegurar a continuidade dos serviços. Sem esse depósito, a agência entende que o negócio é arriscado demais.

A Anatel argumenta ainda que a Justiça do Rio não poderia decidir sozinha sobre um contrato que envolve o Governo Federal e o Ministério das Comunicações. Para o órgão, esse caso deveria estar nas mãos da Justiça Federal.

Placa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fixada sobre um muro de pedras. A placa exibe um logotipo com uma forma curva amarela envolvendo uma esfera azul, seguido do texto "ANATEL" em letras maiúsculas verdes. Ao lado, em letras verdes menores, está escrito "Agência Nacional de Telecomunicações". Ao fundo, parte da fachada do prédio com estruturas verticais amarelas.
Anatel teme que milhares de cidades fiquem sem serviços básicos de comunicação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que está em jogo no leilão da Oi?

Se o leilão não for barrado, quem comprar o que restou da telefonia fixa da Oi levará:

  • Serviços de utilidade pública: operação de números vitais como 190 (PM), 192 (SAMU) e 193 (Bombeiros);
  • Infraestrutura física: postes, mastros, fiação e bases de rádio;
  • Continuidade do serviço: o comprador terá que manter o serviço funcionando em 6.571 cidades até dezembro de 2028;
  • Base de clientes: toda a base de usuários que ainda paga por uma linha fixa da Oi.

A Anatel reforça que nenhuma venda do setor pode ocorrer sem sua aprovação prévia e exige a anulação do edital para que possa participar da elaboração de novas regras. O órgão também condiciona o avanço do leilão ao desfecho de uma mediação que busca garantir a reposição de cerca de R$ 465 milhões travados em conta judicial para assegurar a manutenção de serviços básicos de telecomunicações.

Anatel tenta barrar leilão de telefonia fixa da Oi

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

ilustração sobre conexão ADSL
Internet fibra já é a realidade de 79% dos lares conectados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Internet banda larga e telefonia fixa lideram satisfação, mas pré-pago tem a maior nota individual na avaliação dos consumidores.
  • Segundo a Anatel, provedores regionais superam grandes operadoras na internet fixa.
  • Levantamento da agência ouviu mais de 58 mil pessoas entre 2025 e 2026.

A banda larga e a telefonia fixa são os serviços de telecomunicações mais bem avaliados no Brasil. É o que revela a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida 2025, divulgada pela Anatel. O levantamento ouviu mais de 58 mil pessoas entre julho de 2025 e fevereiro de 2026.

No entanto, a maior nota de aprovação (7,87) ficou com o celular pré-pago. Vale lembrar que, na semana passada, a agência revelou que as operadoras voltaram a registrar alta de reclamações, mas concentradas principalmente no serviço pós-pago.

O estudo da Anatel funciona como um termômetro anual do setor, avaliando desde o funcionamento técnico até a clareza nas cobranças. Em 2025, quase todos os segmentos subiram de nível, com exceção da TV por assinatura. O serviço, que sofre com a concorrência direta dos streamings, viu sua nota cair para 7,03.

Quais operadoras lideram o ranking de satisfação?

Os dados detalhados pela agência revelam que as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs), ou provedores regionais, entregaram mais satisfação do que as gigantes nacionais na internet fixa. No móvel, a briga é decidida nos décimos:

Internet fixa (banda larga):

  • BrSuper: 8,89 (a maior nota do país)
  • Dtel: 8,85
  • Unifique: 8,55
  • Grandes operadoras: Vivo (7,78), Claro (7,14) e TIM (6,97)

Celular pós-pago:

  • Vivo: 7,87
  • Claro: 7,72
  • TIM: 7,09

Celular pré-pago:

  • Claro: 8,02
  • Algar: 7,99
  • Vivo: 7,88

Em nível regional, o Ceará se consolidou como o estado com a melhor banda larga do Brasil, enquanto o Rio Grande do Norte liderou na telefonia fixa (nota 7,57).

Atendimento digital x telefônico

Chips miniSIM da Claro, Vivo e TIM
Pós-pago lidera o volume de reclamações (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Apesar das notas positivas em satisfação, o cenário muda quando o assunto é o volume de queixas. Segundo a Anatel, 80% dos clientes precisaram acionar o suporte nos últimos seis meses. O problema? O atendimento telefônico continua sendo o “calcanhar de Aquiles” do setor.

Com exceção do pré-pago, todos os serviços receberam notas baixas no SAC por voz. A superintendente da Anatel Cristiana Camarate pontua que o consumidor migrou para o digital (apps e chat) em busca de agilidade, mas quando o problema é grave e exige o telefone, a experiência despenca.

Esse gargalo explica por que o número de reclamações subiu 6,91% em 2025, com o pós-pago liderando as queixas devido a erros de cobrança e dificuldades no cancelamento de serviços.

Expansão do 5G e domínio da fibra

Torre de telefonia celular. Foto: Lucas Braga
Uso do 5G cresceu 10 pontos percentuais (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A pesquisa também funciona como um censo tecnológico. A percepção de uso da rede 5G deu um salto de 10% no último ano, acompanhando a expansão da infraestrutura pelo país. Na internet fixa, a fibra óptica é a rainha, sendo a tecnologia utilizada por 79% dos entrevistados.

Outro dado curioso reforça a “cultura do Wi-Fi” no Brasil: 84% dos usuários só navegam em redes sem fio dentro de casa. Até quem tem planos de celular usa o smartphone no Wi-Fi para preservar a franquia de dados (70% no pré e 61% no pós).

Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

A velocidade das conexões ADSL podem variar conforme a distância do usuário da central telefônica (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chips (miniSIM) das principais operadoras brasileiras (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Sinal 5G precisa melhorar em municípios que tecnologia já existe (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
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