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Anthropic lança Claude Fable 5 e Mythos 5 com foco em tarefas complexas

Imagem de um celular exibindo a tela do Claude AI
Claude Fable 5 é nova versão do Mythos adaptada para o público geral (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anthropic lançou o Claude Fable 5 e o Mythos 5, modelos de IA generativa avançados para tarefas complexas, como engenharia de software e pesquisas científicas.
  • O Claude Fable 5, disponível para assinantes Pro e Max, é uma versão adaptada do Mythos, anunciado como “avançado demais” para o público, com proteções em atividades específicas que são respondidas pelo Claude Opus 4.8.
  • O Mythos 5, restrito ao Project Glasswing, tem as mesmas capacidades do Fable 5, mas sem bloqueios de segurança, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo.

Claude Fable 5 é a nova inteligência artificial da Anthropic disponível para os assinantes dos serviços Pro e Max. Essa é a versão final adaptada daquela IA anunciada em abril, o Claude Mythos Preview, classificada como “avançada demais” para o público. Junto a ela, chega também o Mythos 5, restrito ao grupo de empresas que fazem parte do Project Glasswing.

Os modelos trazem o que há de mais moderno da Anthropic em IA generativa, prometendo alto desempenho para trabalhos de engenharia de software, pesquisas científicas, entre outras áreas, além de capacidade para resolver tarefas mais complexas. A diferença fica por conta de proteções em algumas atividades específicas no Fable 5, que serão respondidas utilizando o Claude Opus 4.8.

Segundo a Anthropic, o trabalho realizado no Project Glasswing permitiu melhorias importantes em cibersegurança, e a ideia é expandir o acesso no futuro com mais parcerias de confiança. Para começar a usar o Fable 5, os planos partem dos R$ 20 ao mês, na opção Pro, e R$ 100, para a assinatura Max.

IA mais poderosa do mundo, mas com ressalvas

O Claude Fable 5 tem as mesmas capacidades do Mythos 5, com cerca de 5% dos tópicos ainda “proibidos” de serem processados pelo novo modelo. A saída da Anthropic foi colocar bloqueios de segurança que direcionam os trabalhos para o Claude Opus 4.8, modelo premium disponibilizado ao público até então. A empresa garantiu ainda que atualizações futuras devem diminuir os casos em que a resposta precisa ser dada com a IA anterior.

No caso do Mythos 5, esses bloqueios são derrubados, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo. Mas, vale lembrar: seu uso é restrito ao Project Glasswing, que inclui big techs como Amazon Web Services, Google, Apple, entre outras, além do governo dos Estados Unidos, com quem a Anthropic também mantém parceria.

Definição dos bloqueios de segurança

A Anthropic detalhou alguns pontos importantes nessa diferença entre dois novos modelos, com destaque para temas de cibersegurança e pesquisa biológica. Segundo a empresa, há um risco maior de respostas que podem ser aproveitadas de maneira maliciosa.

O Fable 5 vai, por exemplo, identifica desde buscas simples até tentativas de burlar essas seguranças (os chamados jailbreaks), acionando o Opus 4.8 para respostas específicas. São três tópicos principais “proibidos”:

  • Determinadas tarefas de cibersegurança
  • Perguntas envolvendo armas bioquímicas e desenvolvimento científico nessa área
  • Destilação de IA, técnica de treinamento em que um modelo externo aprende com outro
Fable 5 e Mythos 5 prometem acelerar trabalhos de codificação, análise de gráficos e pesquisas científicas (imagem: divulgação/Anthropic)

Mais capacidade para atividades complexas

As novas IAs prometem potencializar trabalhos de codificação, uso de ferramentas, leitura e resolução de gráficos e até testes com jogos. 

A Anthropic trouxe alguns exemplos interessantes, como um desempenho três vezes melhor do Fable 5 em relação ao Opus 4.8 ao jogar o game Slay the Spire, além de simular o sistema solar com base nas leis da física para conseguir prever eclipses solares com maior precisão.

Outro destaque envolve a produção de medicamentos, tornando o processo até dez vezes mais rápido em testes de possíveis designs de proteínas. A Anthropic garante que a IA bateu a assertividade de cientistas humanos com anos de experiência no ramo.

O Mythos 5 também foi capaz de desenvolver hipóteses em biologia molecular mais confiáveis que o Opus 4.8. Uma delas, com proteínas da bactéria E. Coli, foi inclusive corroborada por cientistas em um estudo independente.

Anthropic lança Claude Fable 5 e Mythos 5 com foco em tarefas complexas

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Novo Claude Fable 5 é versão adaptada da IA Mythos, anunciada como “avançada demais” para ser liberada ao público.

Conheça mais detalhes sobre o Claude AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

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Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)
Resumo
  • A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
  • A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
  • A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
  • O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ilustração de profissional de cibersegurança
Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Há diversos cargos no mercado para a área de cibersegurança (Imagem: DC Studio/Freepik)
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