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Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

Foto da caixa d'agua com o logo da Paramount
Paramount é controlada pela família Ellison, que comanda a Oracle (imagem: divulgação/Paramount)
Resumo
  • Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda para o grupo da Paramount Skydance por aproximadamente R$ 552 bilhões.
  • A compra precisa de aprovação de autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países.
  • O grupo poderá fundir os serviços HBO Max e Paramount+.

Os acionistas da Warner Bros. Discovery votaram pela aprovação da aquisição da empresa pela Paramount Skydance em uma oferta de US$ 111 bilhões (aproximadamente R$ 552 bilhões, em conversão direta).

A sinalização para que o negócio siga é mais um capítulo da batalha pelo controle da Warner, que teve início com um acordo com a Netflix em dezembro de 2025, no valor de US$ 83 bilhões.

A compra ainda precisa ser aprovada por autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países — executivos imaginam que isso deve acontecer até o fim de setembro.

Com a aquisição, a Paramount Skydance passa a ser dona também de marcas famosas como CNN, HBO, TNT, DC Comics e Discovery. Vale lembrar que a empresa é controlada pela família Ellison, que também comanda a Oracle.

Os acionistas também votaram contra bônus milionários para os atuais executivos da Warner. O presidente David Zaslav, por exemplo, pode receber até US$ 887 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões). A decisão final, porém, ficará a cargo do conselho da empresa.

A HBO Max vai ficar mais cara?

HBO Max fica mais caro no Brasil
HBO Max ficou mais caro no Brasil em agosto de 2025 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por enquanto, não há nada concreto sobre um novo aumento da HBO Max. No Brasil, o reajuste mais recente aconteceu em agosto de 2025, com aumentos de até 21,2%. O plano mais barato (Básico com Anúncios) custa R$ 29,90 mensais ou R$ 274,80 anuais (equivalente a R$ 22,90 por mês).

Outro streaming do novo grupo é o Paramount+, que teve aumento em fevereiro de 2026 no Brasil, com altas de até 29%. O plano mais barato sai por R$ 34,90 mensais ou R$ 309,90 anuais (equivalente a R$ 25,83 por mês).

O que temos para o futuro das duas plataformas são especulações. Em uma chamada com investidores realizada em março de 2026, David Ellison, da Paramount Skydance, disse que HBO Max e Paramount+ podem passar por uma fusão.

Apesar de Ellison não falar em preços, a fusão representaria menos opções para consumidores, podendo levar a preços mais altos, como nota a Associated Press. Hoje, se você quer ver uma série da HBO, você assina apenas a HBO Max. Futuramente, você terá que assinar um serviço maior, com um catálogo que talvez não te interesse tanto, a um preço mais alto.

Com informações da CNN e da Variety

Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

(imagem: divulgação/Paramount)

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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HBO Max e Paramount+ podem passar por fusão após compra da Warner Bros

Landing page da HBO Max, com várias capas de filmes, séries e eventos ao fundo
HBO Max já teve diversos nomes (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • A Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery fecharam um acordo de US$ 110 bilhões, com cada ação a US$ 31.
  • Um novo serviço de streaming, nascido da junção de Paramount+ e HBO Max, poderá ter com 200 milhões de assinantes e a HBO deve ser uma submarca.
  • A fusão ainda precisa de aprovação regulatória nos EUA, com algumas autoridades expressando preocupação.

Os serviços de streaming HBO Max e Paramount+ podem ser unidos futuramente, caso a aquisição da Warner Bros Discovery pela Paramount Skydance seja aprovada pelas autoridades regulatórias. Quem disse isso foi David Ellison, CEO da Paramount, em uma chamada com investidores nesta segunda-feira (02/03).

A Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery fecharam um acordo no valor estimado de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 570 bilhões, em conversão direta), com o pagamento de US$ 31 por ação (aproximadamente R$ 160), derrotando as ofertas anteriores feitas da Netflix.

O que se sabe sobre o novo streaming?

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount+ tem filmes, séries e transmissões esportivas (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por enquanto, não há muitas informações sobre como seria esse novo serviço, muito menos detalhes sobre nome e preço. Ellison disse que o streaming nasceria com 200 milhões de assinantes.

O CEO fez questão de enfatizar que a “HBO vai continuar sendo a HBO”, no que diz respeito à qualidade da programação. Mesmo assim, segundo a CNBC, uma pessoa com conhecimento dos planos da Paramount afirmou que a HBO deve ser uma submarca do novo serviço.

Seria mais um capítulo da confusa história da marca HBO no streaming, que já teve os serviços e marcas HBO, HBO Go, HBO Now, HBO Max, Max e novamente HBO Max.

Quais são os planos da Paramount para a Warner Bros?

Ellison destacou que a empresa resultante da fusão terá muitas franquias sob seu guarda-chuva, como Harry Potter, Top Gun, Star Trek, Looney Tunes e Game of Thrones. Ele também quer manter 30 ou mais lançamentos anuais nos cinemas.

Outro ponto forte da nova gigante estaria nas transmissões esportivas, com a junção da TNT Sports e da CBS Sports. Nos Estados Unidos, elas têm os direitos sobre diversas competições, como NFL, MLB, NHL, Roland Garros e mais. No Brasil, a HBO Max tem a Champions League, e a Paramount+ transmite alguns jogos da Copa Libertadores.

A aquisição, no entanto, ainda precisa passar pelas aprovações regulatórias dos EUA. Ellison confia que isso não será problema — ele defende que a fusão das duas empresas beneficia a competição, os consumidores e a comunidade criativa.

Nem todas as autoridades estão convencidas, entretanto. Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, já declarou que pretende avaliar de maneira rigorosa a negociação.

Com informações da CNBC e do TechCrunch

HBO Max e Paramount+ podem passar por fusão após compra da Warner Bros

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
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Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Conselho da Warner Bros. Discovery rejeitou oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount Skydance por considerá-la inadequada e arriscada;
  • A proposta da Paramount incluía canais como CNN e TNT, mas foi considerada uma aquisição alavancada, sem garantias financeiras sólidas;
  • Rejeição também se deve aos custos associados, como a multa rescisória com a Netflix.

Por decisão unânime, o conselho de administração da Warner Bros. Discovery (WBD) rejeitou a oferta de aquisição hostil apresentada pela Paramount Skydance no valor de US$ 108,4 bilhões (R$ 582 bilhões, na conversão direta). Com isso, a Netflix se mantém como vencedora na disputa pelo conglomerado.

A “trama” teve início em dezembro de 2025, quando a Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões (R$ 447 bilhões na cotação atual).

Dias depois, a Paramount fez uma proposta hostil (sem negociação prévia com o conselho ou liderança do lado a ser adquirido) para ficar com a WBD usando como fator de atração o valor de US$ 108,4 bilhões, montante consideravelmente maior em relação à oferta da Netflix.

Em 17 de dezembro, a liderança da WBD orientou os seus acionistas a rejeitarem a proposta da Paramount Skydance sob o argumento de que a oferta impõe “riscos e custos numerosos e significativos” ao conglomerado por subvalorizar o negócio e não fornecer garantias financeiras sólidas.

Atualmente, a Paramount é controlada pela família de Larry Ellison, cofundador da Oracle. O empresário chegou a oferecer uma garantia pessoal de mais de US$ 40 bilhões para dar segurança à proposta, mas isso não foi o suficiente: como sabemos agora, o conselho seguiu a orientação de rejeitar a oferta.

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix deve ficar com a Warner Bros. Discovery após Paramount ser rejeitada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual a justificativa dada pelo conselho da WBD?

Em nota direcionada a acionistas publicada nesta quarta-feira (07/01), o conselho de administração da Warner Bros. Discovery argumentou que a proposta da Paramount Skydance tem valor inadequado. Isso porque a oferta também envolve canais como CNN, Cartoon Network e TNT, que ficaram de fora da proposta da Netflix.

Além disso, o conselho manifestou incerteza sobre a capacidade da Paramount de cumprir o acordo, se ele fosse aceito, por considerar a proposta uma aquisição alavancada, isto é, dependente de recursos financeiros oriundos de outras fontes, como empréstimos bancários.

Outro fator impeditivo são os custos atrelados à aceitação da oferta, que incluem multa rescisória junto à Netflix.

Apesar disso, a Paramount ainda pode tentar adquirir a WBD, seja pelo aumento do valor da oferta, seja pelo pedido de uma nova votação dos acionistas do conglomerado.

Com informações de Reuters

Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Warner recomenda que acionistas rejeitem Paramount e fechem com Netflix

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Warner Bros. Discovery segue inclinada a se vender para a Netflix (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Warner Bros. Discovery (WBD) orientou os acionistas a rejeitarem a oferta pública de aquisição hostil apresentada pela Paramount Skydance. Em comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (17), o conselho de administração classificou a proposta de US$ 30 por ação como “ilusória” e reafirmou o compromisso firmado com a Netflix.

O argumento da diretoria é de que a proposta de US$ 108 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) da Paramount, controlada por David Ellison e apoiada pela RedBird Capital, impõe “riscos e custos numerosos e significativos” à empresa.

A WBD sustenta que a proposta hostil subvaloriza o negócio e carece de garantias financeiras sólidas, questionando a estrutura de financiamento apresentada pela família Ellison.

O movimento ocorre em defesa do acordo de US$ 72 bilhões celebrado no início do mês com a Netflix. Considerando dívidas e outras despesas, o valor chega a US$ 82 bilhões (R$ 440 bilhões). Pelo plano atual, a Warner Bros. Discovery passará por uma cisão (spin-off), dividindo-se em duas empresas de capital aberto.

A recomendação do conselho não significa, necessariamente, uma derrota para a Paramount. Mesmo com o direcionamento do conselho, os acionistas ainda podem acatar à proposta de aquisição hostil.

Dúvidas sobre o financiamento da Paramount

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Empresas envolvidas no financiamento levantaram dúvidas do conselho (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A Warner desconfia da capacidade de execução da Paramount e alega, segundo apuração do The Wall Street Journal, que a empresa tem “consistentemente enganado” os acionistas da WBD. A crítica foca no fato de que o financiamento da família Ellison estaria atrelado a um fundo fiduciário revogável, o que, na visão do conselho da WBD, é incerto para uma transação desse porte.

A oferta inicial da Paramount contava com o apoio de três fundos soberanos do Golfo Pérsico, além da Affinity Partners, que anunciou a saída do negócio na terça-feira (16/12). Um porta-voz da Affinity declarou que “a dinâmica do investimento mudou significativamente desde que nos envolvemos inicialmente em outubro”, mas ressaltou que a empresa ainda vê “forte lógica estratégica” na proposta da Paramount.

Outro que preferiu se abster da relação com a Paramount foi Donald Trump, indicado como facilitador do negócio a Skydance e a Paramount no começo deste ano. O presidente dos Estados Unidos negou ter amizade com David Ellison e alegou que continua sendo alvo do canal de notícias do grupo, CBS News.

Netflix se mantém otimista

Imagem mostra um homem sentado em um sofá marrom, vestindo um blazer preto e uma camisa branca.
Ted Sarandos segue otimista com negócio firmado anteriormente (imagem: reprodução/Variety)

Enquanto a Paramount tenta seduzir acionistas com uma oferta de compra integral e pagamento em dinheiro vivo, a Netflix defende a sinergia de seu acordo. Em e-mail aos funcionários, os co-CEOs da Netflix, Greg Peters e Ted Sarandos, afirmaram ter um “acordo sólido em vigor” e se mostraram confiantes na aprovação.

Provavelmente visando maior aceitação dos acionistas e do governo, o discurso dos CEOs também mudou quanto ao lançamento de conteúdo exclusivamente nos cinemas. Após críticas pelo discurso anti-cinema, Sarandos agora diz que manterá a janela de lançamento tradicional do conglomerado.

Warner recomenda que acionistas rejeitem Paramount e fechem com Netflix

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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