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X aciona Justiça contra startup que quer reviver o nome Twitter

Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Empresa de Elon Musk entrou na Justiça contra a Operation Bluebird (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A X Corp. processa a Operation Bluebird por tentar usar a marca Twitter, alegando apropriação indevida de identidade visual e valor comercial.
  • A Operation Bluebird pediu ao USPTO o cancelamento das marcas “Twitter” e “Tweet”, argumentando que a X abandonou esses nomes após rebranding.
  • A X Corp. contesta, afirmando que a marca Twitter ainda é amplamente usada e associada ao serviço, e busca impedir o uso pela startup.

A X Corp., empresa controlada por Elon Musk, entrou com uma ação judicial contra a Operation Bluebird, startup recém-anunciada que pretende lançar uma nova rede social usando a antiga marca Twitter. O processo acusa a empresa de tentar se aproveitar indevidamente do valor comercial e simbólico do nome que foi substituído pela marca X em 2023.

A disputa ocorre poucos dias depois de a Operation Bluebird recorrer ao Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO), pedindo o cancelamento do registro das marcas “Twitter” e “Tweet”. A startup sustenta que o X teria abandonado legalmente esses nomes ao promover o rebranding e afirma não haver intenção real de retomada do uso.

Startup diz que X abandonou o Twitter

No pedido, a Operation Bluebird argumenta que a antiga identidade foi deixada de lado de forma definitiva, o que abriria espaço para que terceiros registrassem novamente a marca. Em paralelo, a empresa também protocolou um pedido de registro do nome Twitter e anunciou planos de lançar a plataforma Twitter.new.

A X Corp., porém, contesta essa interpretação. No processo judicial, ela afirma que a mudança para X não representa abandono de direitos marcários e ressalta que o termo “Twitter” segue amplamente associado ao serviço. Segundo a ação, usuários continuam chamando a plataforma de Twitter e as publicações de “tweets”, além de sites que ainda exibem o ícone do pássaro ao redirecionar links.

A empresa também aponta que, mesmo após o redirecionamento oficial para x.com, milhões de acessos ainda ocorreram via domínio twitter.com, o que reforçaria a continuidade do uso comercial da marca.

Logotipo do Twitter
Startup Operation Bluebird quer recuperar o Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que o X decidiu ir à Justiça?

Além de questionar o pedido no USPTO, o X afirma que a Operation Bluebird já começou a reservar nomes de usuários em seu site e estaria criando uma associação enganosa com a antiga rede social. O processo acusa a startup de usar nome, logotipo e esquema de cores semelhantes aos do Twitter para confundir o público.

“A Bluebird não esconde o fato de que está tentando se aproveitar da boa vontade e da reputação do TWITTER”, afirma a ação. Em outro trecho, a empresa diz que, embora houvesse inúmeras opções de nomes disponíveis, a startup teria escolhido justamente uma marca “que já vale bilhões de dólares”.

Stephen Coates, advogado da Operation Bluebird e ex-funcionário jurídico do Twitter, rebateu a acusação: segundo ele, o X “declarou publicamente a marca Twitter ‘morta’ e investiu recursos substanciais na criação de uma nova identidade de marca”.

A X Corp. pede que a Justiça impeça o uso de qualquer marca relacionada ao Twitter, negue o registro solicitado pela startup e determine o pagamento de indenização por danos. Para o The Verge, o advogado especializado em marcas Josh Gerben disse que o caso mostra uma contradição: “Este caso demonstra que, embora a X Corp. possa ter tentado enterrar a marca Twitter, ela claramente não está disposta a deixar que ninguém a desenterre.”

X aciona Justiça contra startup que quer reviver o nome Twitter

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Logotipo do Twitter
Operation Bluebird quer recuperar direitos sobre a marca Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A startup Operation Bluebird quer relançar o Twitter, alegando abandono da marca por Elon Musk.
  • O grupo tem como membro o ex-conselheiro geral do Twitter, Stephen Coates, e entrou com uma petição formal no escritório de patentes dos EUA.
  • A Operation Bluebird pede o cancelamento de registros da identidade anterior para lançar uma nova rede com a marca em 2026.

Uma startup nos Estados Unidos quer resgatar a marca Twitter das mãos de Elon Musk. O grupo Operation Bluebird entrou com uma petição formal no Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO), solicitando o cancelamento dos registros da antiga identidade e do termo “tweet”, hoje pertencentes à X Corp.

Um dos envolvidos no projeto é Stephen Coates, ex-conselheiro geral do Twitter. Segundo a Ars Technica, que falou com os líderes do grupo, o argumento da petição é que houve abandono de marca. A gestão de Musk teria erradicado intencionalmente os termos e a identidade visual do pássaro azul.

Caso o pedido seja aceito pelas autoridades norte-americanas, a Operation Bluebird planeja lançar uma nova rede social sob o domínio twitter.new. Os organizadores afirmam já possuir um protótipo funcional e esperam colocar a plataforma no ar até o final do próximo ano, inclusive permitindo a reserva de nomes de usuário.

X teria abandonado a marca Twitter

Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter, desde 2022 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A base da ação apoia-se nas decisões de Elon Musk, que comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 238 bilhões, na conversão atual). O bilionário promoveu um rebranding agressivo, trocando o nome da companhia e da plataforma para “X”.

A petição cita um tweet de julho de 2023, no qual Musk escreveu: “devemos dar adeus à marca twitter e, gradualmente, a todos os pássaros”. O advogado e fundador da startup, Michael Peroff, viu a transição como uma oportunidade. À Ars Techcnica, ele argumenta que nenhuma das alternativas que surgiram após o fim do Twitter (como o Bluesky, Mastodon e Threads) conseguiu replicar o sucesso.

Já Stephen Coates, ex-conselheiro do Twitter, afirma que o objetivo é recriar a “mágica” da antiga rede, na qual usuários comuns e celebridades interagiam em tempo real durante grandes eventos.

Outro ponto que a Operation Bluebird critica na gestão Musk é a moderação de conteúdo. A aposta da futura rede social é atrair usuários e, principalmente, anunciantes através de um ambiente contrário à abordagem de liberdade de expressão quase irrestrita do X.

Para o grupo, o aumento de discurso de ódio e conteúdo extremista na rede afastou empresas que investiam em anúncios na plataforma.

O que pode acontecer?

Elon Musk com boca aberta, de onde saem pássaros do Twitter
Especialistas veem empreitada como difícil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A disputa pelo nome antigo da plataforma não deve ser fácil. Especialistas em propriedade intelectual ouvidos pela reportagem dividem-se sobre a viabilidade do plano. O X pode, por exemplo, provar que o uso atual da antiga marca não é apenas simbólico ou que há planos de retomar o nome.

A forte associação do termo Twitter à rede social também deve pesar em prol do serviço de Musk. Por outro lado, as próprias declarações da nova chefia, que indicam completo abandono do antigo nome, podem dar uma chance à petição da startup. Até o momento, nem a X Corp., nem Elon Musk comentaram sobre a ofensiva da startup.

Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk fez muitas promessas ao assumir o Twitter, mas voltou atrás (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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