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Honor apresenta celular com curioso gimbal robótico

Honor Robot Phone
Honor Robot Phone é apresentado na MWC 2026 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Honor Robot Phone possui um gimbal retrátil com câmera de 200 megapixels;
  • Gimbal é o menor 4DoF do mercado, com motores 70% menores que os convencionais, permitindo movimentos horizontais e verticais;
  • Aparelho incorpora ainda inteligência artificial para recursos como AI SpinShot e AI Object Tracking, além de ter suporte a serviços de IA como Google Gemini e Honor AI.

De carona no MWC 2026, que ocorre nesta semana, em Barcelona (Espanha), a Honor anunciou o Robot Phone ou, em tradução livre, “Celular Robô”. Saiba desde já que a novidade não chega a ser, de fato, um robô. O que justifica o seu nome é a incorporação de um gimbal que, por sua vez, traz uma câmera na ponta.

Não chega a ser uma surpresa. A Honor revelou o Robot Phone em outubro de 2025. Agora, neste começo de março de 2026, a companhia chinesa tratou de tornar o aparelho oficial, embora ele ainda não tenha data para ser lançado — a marca fala apenas em liberação neste ano.

Talvez você tenha imaginado que este não é um smartphone para o dia a dia, afinal, ele não pode ser transportado facilmente no bolso da calça ou na cintura, certo? Na verdade, é possível usá-lo como um celular convencional, sim, pois o gimbal é retrátil e, portanto, pode ser acomodado dentro do próprio aparelho.

Mas é inegável que o Robot Phone é direcionado a criadores de conteúdo. Para tanto, o gimbal do dispositivo é motorizado e estabilizado de modo a poder até acompanhar a movimentação do usuário durante a gravação. Um gesto de mão aciona esse recurso. O componente pode ainda combinar movimentos horizontais e verticais para criar vídeos com efeitos específicos.

O gimbal é baseado em um sistema de três eixos para estabilização e motores que, de acordo com a Honor, são até 70% menores em relação a componentes convencionais.

Por conta dessa característica, a Honor afirma que o mecanismo do Robot Phone consiste no menor gimbal 4DoF (que compensa ou permite movimentos com quatro eixos independentes) do mercado.

Completam a experiência uma câmera acoplada ao gimbal que traz um sensor de 200 megapixels que, certamente, é capaz de gravar vídeos em resoluções elevadas, como 4K.

Mulher manipulando o Honor Robot Phone
Honor Robot Phone (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Sem nenhuma surpresa, o gimbal também pode ser combinado com IA. O aparelho conta com um recurso chamado AI SpinShot que permite “movimentos rotacionais inteligentes de 90° e 180° para transições fluidas e cinematográficas”, explica a Honor. Outro recurso é o AI Object Tracking, que faz rastreamento inteligente de objetos ou pessoas.

A inteligência artificial também pode ser usada para tarefas não ligadas à produção de conteúdo. Por exemplo, uma pessoa pode usar a câmera do gimbal para capturar imagens de si mesma e perguntar a um mecanismo de IA sobre dicas de combinação de roupas. Há suporte a serviços de IA como Google Gemini e, naturalmente, Honor AI.

Honor Robot Phone
Honor Robot Phone (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quais as especificações do Honor Robot Phone?

A Honor ainda não liberou as especificações do Robot Phone. Porém, há a suspeita de que, além do gimbal retrátil com câmera de 200 megapixels, o modelo trará um chip Snapdragon 8 Elite Gen 5.

O lançamento do Honor Robot Phone deve ser feito ainda em 2026, mas é possível que, pelo menos na fase inicial, o aparelho seja comercializado somente na China.

Honor apresenta celular com curioso gimbal robótico

Honor Robot Phone (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Honor Robot Phone (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Honor Robot Phone (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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“Mestre da noite”: Xiaomi revela celular para brigar com iPhone 17 Pro Max

Mão segurando smartphone
Xiaomi 17 Ultra utiliza lentes da Leica (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Xiaomi lançou globalmente os smartphones Xiaomi 17 Ultra, Xiaomi 17 e Leica Leitzphone na MWC 2026 em Barcelona. Todos usam o chip Snapdragon 8 Elite Gen 5 e focam em câmeras aprimoradas e maior densidade energética das baterias.
  • O Xiaomi 17 Ultra possui tela OLED LTPO de 6,9 polegadas, bateria de 6.000 mAh, sistema de câmeras com sensor principal de 50 MP e teleobjetiva de 200 MP. O Xiaomi 17 tem tela de 6,3 polegadas, bateria de 6.330 mAh e gravação de vídeo em até 8K.
  • O Leica Leitzphone compartilha especificações com o 17 Ultra, mas destaca-se pelo acabamento e experiência fotográfica personalizada com perfis Leica. O preço na Europa é de 1.999 euros.

A Xiaomi anunciou o lançamento global do celular “mestre da noite” Xiaomi 17 Ultra, além do Xiaomi 17 e do Leica Leitzphone, neste sábado (28). A novidade foi apresentada durante um evento em Barcelona com a presença do Tecnoblog. Os três novos smartphones de ponta utilizam chip Snapdragon 8 Elite Gen 5.

Os modelos foram apresentados na feira de telecomunicações de Barcelona, a MWC 2026, e marcam a atualização anual da fabricante no segmento premium, com foco em câmeras melhores, novo processador da Qualcomm e baterias com maior densidade energética. Eles já tinham sido apresentados na China, e agora passam pelo lançamento global.

Os preços para o Brasil são mantidos em segredo por enquanto. Na Europa, o modelo Ultra sai por a partir de 1.499 euros (cerca de R$ 9.090), enquanto o básico é comercializado por 999 euros (R$ 6.060).

Não custa lembrar: a nova geração sucede diretamente a linha Xiaomi 15, já que não houve uma linha Xiaomi 16 no portfólio global. A estratégia mantém a ênfase em fotografia móvel e desempenho de alto nível.

Xiaomi 17 Ultra

Mão segurando Xiaomi 17 Ultra
Xiaomi 17 Ultra durante lançamento global em Barcelona (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Xiaomi 17 Ultra traz tela OLED LTPO de 6,9 polegadas (2608 × 1200 pixels), também com taxa de 1 a 120 Hz e brilho máximo de 3.500 nits. O processador é o mesmo Snapdragon 8 Elite Gen 5, com versões de 16 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento. A bateria é de 6.000 mAh, com carregamento de 90 W com fio e 50 W sem fio.

Assim como no modelo base, a bateria utiliza tecnologia íon de lítio com silício-carbono. O destaque está no sistema de câmeras: sensor principal de 50 MP (Light Fusion 1050L) com tecnologia LOFIC HDR e sensor de 1 polegada; teleobjetiva de 200 MP com faixa óptica equivalente a 75–100 mm e alcance ampliado via zoom híbrido; além de ultrawide de 50 MP. O vídeo chega a 4K a 120 fps com Dolby Vision e gravação em Log.

Xiaomi realiza evento em Barcelona (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog
Slide compara foto no iPhone 17 Pro Max e Xiaomi 17 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Durante o evento, a fabricante não perdeu oportunidades de mostrar comparações entre o Xiaomi 17 Ultra e o iPhone 17 Pro Max, o atual modelo de ponta da Apple. Ao menos nas demonstrações, o produto chinês consegue registrar imagens com mais definição, em especial quando é aplicado zoom.

Segundo o GSMArena, o Xiaomi 15 Ultra tinha bateria de cerca de 5.300 mAh (versão global), Snapdragon 8 Gen 3 e teleobjetiva periscópica de 50 MP. O 17 Ultra amplia a capacidade energética, adota a bateria silício-carbono, atualiza o processador e eleva a resolução da teleobjetiva para 200 MP.

Xiaomi 17

O Xiaomi 17 tem tela OLED LTPO de 6,3 polegadas (2656 × 1220 pixels), com taxa de atualização variável de 1 a 120 Hz e brilho máximo informado de 3.500 nits. O aparelho utiliza o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, fabricado em 3 nanômetros, com opções de 12 GB de RAM e armazenamento de até 512 GB (LPDDR5X e UFS 4.1). A bateria é de 6.330 mAh, com carregamento de até 100 W com fio e 50 W sem fio.

A tecnologia de bateria é de íon de lítio com composição silício-carbono, segundo a própria Xiaomi, que indica teor elevado de silício no ânodo para aumentar densidade energética. O conjunto de câmeras inclui sensor principal de 50 MP (Light Fusion 950, 1/1,31”), teleobjetiva de 50 MP com distância focal equivalente a 60 mm e macro a 10 cm, além de ultrawide de 50 MP. A câmera frontal também é de 50 MP. O modelo grava vídeo em até 8K a 30 fps e 4K com Dolby Vision.

Mão segurando Xiaomi 17 com tela acesa, exibindo ícones de aplicativos na interface HarmonyOS 3
Xiaomi 17 tem tela OLED de 6,3 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Há algumas evoluções em relação ao Xiaomi 15:o antecessor tinha bateria menor (na faixa de 5.200 mAh na versão global), processador Snapdragon 8 Gen 3 e brilho máximo inferior. A principal evolução do Xiaomi 17 está no salto de capacidade energética, na adoção da bateria silício-carbono e na atualização do chipset para a geração Elite Gen 5.

Xiaomi 17 tem tecnologia fotográfica da Leica (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Leica Leitzphone

O smartphone Leica Leitzphone Powered by Xiaomi compartilha a base técnica do 17 Ultra: Snapdragon 8 Elite Gen 5, tela de 6,9 polegadas, até 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento, além de bateria de 6.000 mAh com tecnologia íon de lítio silício-carbono e carregamento de 90 W com fio.

O diferencial está no acabamento e na experiência fotográfica. O modelo incorpora anel físico de controle na câmera, interface personalizada com perfis Leica e modos que simulam câmeras clássicas da marca. O usuário pode controlar zoom, foco e balanço de branco, entre outros atributos.

Cartela com as características do Leica Leitzphone (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O hardware inclui sensor principal de 50 MP e teleobjetiva de 200 MP, com foco em controles manuais e fluxos de trabalho voltados a fotografia.

“Nosso design reduz ao que é essencial”, disse o CEO da Leica, Mattias Harsch, durante o evento. Ele defendeu que a companhia está por trás de toda a experiência do produto.

Em comparação com as edições Leica da geração anterior (baseadas na linha 15), a mudança principal é estrutural: novo processador, bateria de maior densidade e atualização do conjunto óptico, mantendo a proposta de diferenciação por software e ergonomia.

O modelo tem preço nas alturas: 1.999 euros (R$ 12.120), com RAM de 16 GB e armazenamento de 1 TB.

O jornalista Thássius Veloso viajou para a Espanha a convite da Xiaomi

“Mestre da noite”: Xiaomi revela celular para brigar com iPhone 17 Pro Max

Xiaomi 17 Ultra utiliza lentes da Leica (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Xiaomi 17 Ultra durante lançamento global em Barcelona (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)

Slide compara foto no iPhone 17 Pro Max e Xiaomi 17 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Xiaomi 17 tem tela OLED de 6,3 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Xiaomi 17 tem tecnologia fotográfica da Leica (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Cartela com as características do Leica Leitzphone (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Robot Phone: Honor revela celular com braço mecânico que se move sozinho

GIF animado mostra um celular com braço mecânico que movimenta uma câmera, na parte superior do aparelho. Ele está guardado em um bolso de camisa
Robot Phone tem braço mecânico autônomo (imagem: reprodução/Honor)
Resumo
  • A Honor revelou o conceito do Robot Phone, celular com câmera robótica e um braço mecânico autônomo, que se movimenta com ajuda de IA.
  • Mais detalhes devem ser divulgados no MWC 2026, em fevereiro, mas ainda não há data de lançamento.
  • A fabricante chinesa tem investido no “Plano Alpha”, voltado a dispositivos inteligentes com IA e funções quase autônomas.

A Honor surpreendeu ao apresentar, logo após o lançamento dos novos celulares Magic 8 na China, um conceito do que chamou de “Robot Phone”. O smartphone tem uma câmera robótica que se move com o auxílio de um pequeno braço mecânico, abrindo espaço para novas interações entre o usuário e o dispositivo.

A fabricante chinesa apenas divulgou, ontem (15/10), um vídeo conceitual do aparelho, sem mostrar um protótipo real. Mais informações sobre o projeto devem ser reveladas durante o Mobile World Congress (MWC), que ocorre em fevereiro de 2026 em Barcelona, na Espanha. Por enquanto, o celular não tem data oficial de lançamento.

Como funciona o Robot Phone?

No vídeo divulgado pela marca, o “telefone robô” aparece com um design mais espesso que o de smartphones convencionais e um módulo de câmera dividido em duas partes. Dali, um braço retrátil se estende e movimenta o sensor principal, permitindo capturar de forma automática imagens em diferentes ângulos, inclusive selfies.

Imagem mostra um celular com braço mecânico guardado na parte traseira. O fundo da imagem é preto
Celular permite guardar todo o braço robótico (imagem: reprodução/Honor)

O mecanismo lembra o de câmeras retráteis já vistas em modelos anteriores, como o Asus Zenfone 6, lançado em 2019. Mas a proposta da Honor vai além: o braço do Robot Phone é capaz de se mover de forma autônoma, enquadrar cenas e ajustar a posição de gravação de acordo com o contexto.

Segundo o vídeo conceitual, o sistema usa inteligência artificial para agir de forma “emocional”, respondendo a estímulos e interagindo de maneira mais natural com o usuário. Em comunicado, a Honor afirma que o aparelho “vislumbra o futuro do telefone como mais do que apenas uma ferramenta”.

Honor aposta em IA e dispositivos inteligentes

Imagem mostra um celular com braço mecânico que movimenta uma câmera, na parte superior do aparelho. Ele é segurado em uma mão
Robot Phone aposta em recursos de enquadramento de câmera (imagem: reprodução/Honor)

A apresentação do Robot Phone faz parte do plano de transformação da Honor em uma empresa focada em dispositivos inteligentes baseados em IA. A fabricante anunciou recentemente o investimento de US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos para acelerar essa mudança.

Hoje, a fabricante já oferece ferramentas de inteligência artificial em seus smartphones, como recursos para encontrar ofertas personalizadas em sites de e-commerce chineses, solicitar táxis automaticamente e receber dicas de enquadramento de câmera em tempo real.

Essas iniciativas fazem parte do chamado “Plano Alpha”, visão corporativa que busca aproximar a tecnologia da interação humana. Com o Robot Phone, a Honor pretende transformar o smartphone em um assistente que aprende, responde e interage de forma quase autônoma.

Com informações do The Verge e da CNBC

Robot Phone: Honor revela celular com braço mecânico que se move sozinho

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Conceito foi exibido após o lançamento do Magic 8 na China. Fabricante deve revelar mais detalhes no MWC 2026, mas ainda não há data de estreia definida.

(imagem: reprodução/Honor)
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