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Agora é possível conectar celulares Samsung a PCs de qualquer marca

Galaxy S25 FE segurado por uma mão com a tela pra cima e mostrando a home page do Tecnoblog.
Samsung Galaxy S25 FE (imagem ilustrativa: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • ferramenta Galaxy Connect, da Samsung, passou a funcionar em PCs com Windows 11 de outros fabricantes, incluindo Dell, HP, Lenovo e Asus, após atualização para versão 2.1.6.0;
  • Galaxy Connect permite conectar computador a celular ou tablet Samsung para transferir arquivos como textos, imagens e vídeos, controlar recursos no PC ou usar celular como segunda tela;
  • compatibilidade atual exige Windows 11 e processador Intel ou AMD de 64 bits com Bluetooth e Wi‑Fi ativados; não há compatibilidade com PCs baseados em Arm.

O Galaxy Connect é uma ferramenta que permite conectar um computador com Windows 11 a seu celular ou tablet Samsung. O problema é que o aplicativo só funciona com notebooks da própria marca. Bom, não mais: uma atualização liberou o Galaxy Connect para PCs de outros fabricantes.

A ferramenta é bastante útil, pois permite que você transfira textos, imagens, vídeos e outros tipos de arquivo entre seu celular/tablet e o computador, copiando de um e colando no outro.

Também é possível realizar ações como controlar recursos específicos de um dispositivo Galaxy no PC ou usar seu dispositivo móvel como uma segunda tela (o que é interessante principalmente para quem tem um tablet).

Até um passado recente, o Galaxy Connect só funcionava em laptops da família Galaxy Book. Talvez isso tenha contribuído para a ferramenta não ser tão popular quanto outros recursos do ecossistema móvel da Samsung.

Eis que, sem fazer alarde, a Samsung liberou uma versão do Galaxy Connect (2.1.6.0) que funciona com PCs de outros fabricantes, como Asus, Dell, HP, Lenovo e tantas outras, conforme reporta o Android Authority.

Mas existe uma limitação: pelo menos por ora, a ferramenta funciona apenas em computadores com Windows 11 que sejam comandados por processadores Intel ou AMD de 64 bits; não há compatibilidade com chips Snapdragon X ou outros baseados na arquitetura Arm.

Ferramenta Galaxy Connect
Ferramenta Galaxy Connect (imagem: reprodução/Microsoft Store)

Onde baixar o Galaxy Connect?

No PC, o Galaxy Connect pode ser baixado a partir da Microsoft Store. Além de ter um chip Intel ou AMD e rodar o Windows 11, o computador de destino deve ter Bluetooth e Wi-Fi ativados. Uma conta Samsung também pode ser exigida.

Mas fica o alerta: apesar da abertura para PCs de outras marcas, não há garantia de funcionamento. Na Samsung Community, por exemplo, há relatos de usuários que até conseguiram instalar o Galaxy Connect, mas não puderam fazer o computador reconhecer o celular Galaxy.

Para esses casos ou para quem tem dispositivos móveis de outras marcas, uma alternativa é o uso da ferramenta Vincular ao Celular (Phone Link), criada pela Microsoft e que oferece recursos parecidos.

Outra opção é o Samsung Flow, novamente, uma ferramenta que tem recursos parecidos. Nela, é possível fazer espelhamento de tela, por exemplo, mas não controlar recursos do celular no PC.

Agora é possível conectar celulares Samsung a PCs de qualquer marca

Samsung Galaxy S25 FE (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ferramenta Galaxy Connect (imagem: reprodução/Microsoft Store)
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HP: RAM e armazenamento já representam 35% dos custos de um PC

Área de ventilação (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notebook da HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • HP afirma que RAM e armazenamento representam cerca de 35% dos custos de um PC em 2026;
  • empresa adota estratégias como especificações mais modestas e novos fornecedores para lidar com o aumento de custos, mas repasse nos preços é a principal abordagem;
  • alta demanda por IA tem elevado preços de RAM, SSDs e HDs.

Já não é novidade: estamos diante de um cenário de demanda maior do que a oferta com relação a memórias RAM e outros componentes para computadores. Nessas circunstâncias, os preços aumentam. Mas em quanto? Bom, a HP afirma que memórias já representam cerca de 35% dos custos de um PC.

A declaração foi feita por Karen Parkhill, CFO da HP, durante uma teleconferência recente sobre os resultados do último trimestre fiscal da companhia:

No último trimestre, informamos que os custos de memória [RAM] e armazenamento representavam algo entre 15% e 18% da nossa lista de componentes para PCs, e agora estimamos que esse percentual chegue a cerca de 35% para o ano [atual].

Karen Parkhill, CFO da HP

Observe que Parkhill atribui o aumento de custos não só às memórias RAM, mas também a componentes de armazenamento de dados — de fato, SSDs e discos rígidos também sofrem de um aumento expressivo da demanda.

Mesmo assim, 35% de custos com RAM e armazenamento são uma proporção muito alta. Até então, o processador e o chip gráfico (quando de alto desempenho) é que costumavam alcançar patamares tão elevados.

Diversos pentes de memória RAM
Módulos de memória RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como a HP está lidando com o aumento de custos?

Uma das estratégias em curso tem sido a de ofertar computadores com especificações um pouco mais modestas de RAM, de modo a atender organizações ou consumidores com orçamento mais apertado.

Outra estratégia é a de contratar novos fornecedores de componentes (imagino que aqui estão empresas chinesas) e, para acelerar esse processo, diminuir pela metade o prazo de homologação de peças.

Mas a abordagem principal é a mais óbvia: repassar os custos para o comprador. É o que explica o CEO da HP:

Infelizmente, preços mais altos se tornaram a norma para os compradores de PCs, especialmente em 2026, e a crise da RAM está desempenhando um papel importante nisso.

Bruce Broussard, CEO interino da HP

Por que as memórias ficaram tão caras?

Essencialmente, devido à implementação acelerada de aplicações de IA, que requer infraestruturas computacionais avançadas. Esse cenário tem feito empresas do setor investirem na ampliação ou construção de data centers de tal forma que a demanda por módulos de RAM, SSDs e até HDs aumentou enormemente.

Os efeitos desse cenário se manifestam de diversas formas, indo além dos custos com RAM. Um exemplo: estima-se que SSDs corporativos estejam até 16 vezes mais caros (SSDs domésticos também já custam mais). Outro: empresas como Western Digital e Seagate já esgotaram seus estoques de HDs para 2026 (ainda estamos no começo do ano).

HP: RAM e armazenamento já representam 35% dos custos de um PC

Área de ventilação (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
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HP cortará até 6 mil empregos e aposta em IA para reduzir custos

Prédio da HP em Israel
HP vai cortar até 6.000 empregos e priorizar IA (imagem: Or Hiltch/Wikimedia)
Resumo
  • HP anuncia demissão de até 6.000 pessoas até 2028 e aposta em IA para manter competitividade;

  • Companhia busca economizar US$ 1 bilhão anuais após prever lucro abaixo do esperado para o próximo ano;

  • Custos crescentes com chips de memória devem contribuir para impacto no lucro em 2026.

Não é incomum grandes empresas fazerem demissões em massa como medida de corte de custos, mas o caso da HP tem um gosto ainda mais amargo para quem for afetado pela decisão: a companhia revelou que entre 4.000 e 6.000 vagas serão cortadas e que, ao mesmo tempo, usará IA com mais ênfase.

Atualmente, a HP conta com cerca de 56.000 funcionários ao redor do mundo. As mencionadas 4.000-6.000 vagas de emprego deverão ser cortadas até outubro de 2028, na previsão da companhia. Aproximadamente 2.000 empregados já haviam sido desligados no início de 2025.

A decisão mais recente foi anunciada após a HP revelar que, ainda de acordo com as suas previsões, registrará lucro abaixo do esperado no próximo ano fiscal. A companhia espera que o corte no quadro de funcionários a faça economizar em torno de US$ 1 bilhão por ano até 2028.

Qual a relação da IA com o corte pretendido pela HP?

De acordo com a HP, as demissões irão afetar principalmente equipes que trabalham com desenvolvimento de produtos, atividades administrativas e suporte ao cliente.

Em maior ou menor medida, todas essas áreas podem ter funções conduzidas pela inteligência artificial. É justamente por esse caminho que a HP pretende seguir, de acordo com o CEO da companhia:

Olhando para o futuro, vemos uma oportunidade significativa de incorporar a IA na HP para acelerar a inovação de produtos, melhorar a satisfação do cliente e aumentar a produtividade.

Enrique Lores, CEO da HP

Enrique Lores também declarou que a HP precisa tomar essa decisão — compensar a demissão de funcionários com a adoção da IA — para permanecer competitiva.

Impressora multifuncional Smart Tank 581 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Impressora multifuncional HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ironicamente, um dos fatores que podem contribuir para a redução do lucro da HP no próximo ano é a atual tendência de aumento de custos com memória RAM e Flash NAND. Esses componentes estão cada vez mais caros por conta de sua alta demanda em datacenters, muitos dos quais estão lidando justamente com aplicações de IA.

A HP espera sentir os efeitos desse aumento de custos no segundo semestre do ano fiscal de 2026, período em que as demissões em massa já estarão em curso.

Com informações de Reuters

HP cortará até 6 mil empregos e aposta em IA para reduzir custos

HP vai cortar até 6.000 empregos e priorizar IA (imagem: Or Hiltch/Wikimedia)

Impressora multifuncional Smart Tank 581 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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