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Windows exibe anúncios direto na área de trabalho e sofre críticas

Anúncio da franquia Harry Potter na área de trabalho do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • O aplicativo oficial Bing Wallpaper passou a veicular propagandas em tela cheia nos PCs com Windows 11.
  • Uma campanha recente promoveu uma coleção de filmes das franquias Harry Potter e Animais Fantásticos.
  • A inserção gerou forte insatisfação entre usuários, que criticam a invasão da área de trabalho.

Quem liga o computador esperando ver uma bela paisagem na área de trabalho pode acabar se deparando com uma propaganda. Usuários do Windows 11 em diversas regiões do mundo relataram que a Microsoft passou a exibir anúncios em tela cheia, promovendo uma coleção de filmes das franquias Harry Potter e Animais Fantásticos.

A ação comercial acontece pelo aplicativo Bing Wallpaper e vai na contramão da expectativa dos usuários que buscam uma experiência mais limpa e livre de distrações, gerando uma onda de reclamações na internet.

Como a propaganda chegou aos PCs?

A publicidade é atrelada ao utilitário oficial da Microsoft, que altera automaticamente o plano de fundo do computador, trazendo imagens em alta resolução de paisagens e natureza fornecidas pelo buscador da empresa. De forma discreta, a página oficial de download do programa traz um aviso em letras minúsculas logo abaixo do botão de instalação.

O texto alerta que os usuários podem receber “notificações contendo ofertas promocionais”, incluindo o banner gigantesco que cobre toda a área de trabalho. O anúncio exibe uma arte da coletânea, acompanhada da legenda “Disponível agora” e de um botão incentivando a pesquisa na web para a compra.

Um notebook Samsung com a tela exibindo a interface do Windows 11. O menu Iniciar está aberto ao centro, mostrando ícones de aplicativos e seções de "Recommended". O papel de parede do sistema operacional apresenta formas abstratas em tons de laranja, rosa, azul e roxo. No canto superior direito da imagem, há o logotipo "tecnoblog".
Usuários criticam anúncios intrusivos no Windows 11 (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A “banalização do Windows” e as críticas à autora

A novidade causou indignação pela invasão do espaço do usuário e pelo produto anunciado. Em plataformas como o Reddit, consumidores relataram frustração por encontrarem marketing agressivo no sistema. Muitos classificaram a ação comercial como uma “banalização do Windows”.

A situação ganhou contornos mais complicados devido às controvérsias envolvendo a criadora da franquia, J.K. Rowling, frequentemente associada a discursos transfóbicos. No fórum oficial Microsoft Learn, um usuário publicou uma queixa questionando o motivo de a Microsoft lucrar com “uma marca que enfrenta boicotes na internet”.

Na mesma discussão, foi sugerido que a empresa de tecnologia deveria reparar o erro doando os valores arrecadados com a campanha promocional para organizações sem fins lucrativos focadas no apoio à população transgênero.

Até o momento, a Microsoft não se pronunciou oficialmente sobre a veiculação do anúncio ou sobre as críticas da comunidade.

Windows exibe anúncios direto na área de trabalho e sofre críticas

Windows 11 (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
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MEC Livros: plataforma do governo oferece clássicos e best-sellers de graça

Imagem de uma pessoa segurando um celular com o logo MEC Livros na tela
MEC Livros disponibiliza best sellers de graça para empréstimo (imagem: divulgação/MEC)
Resumo
  • O MEC lançou o MEC Livros, biblioteca pública virtual com quase 8 mil títulos. O acesso ocorre pelo navegador com login Gov.br ou pelo app Android.
  • O serviço usa licenciamento digital. Cada usuário pega 1 livro por vez, por 14 dias, com renovação. Obras com alta demanda entram em fila de espera.
  • O acervo inclui clássicos, best-sellers e obras em domínio público. Não há download para Kindle. O portal Domínio Público oferece arquivos em PDF para leitura offline.

O Ministério da Educação lançou o MEC Livros, uma biblioteca pública virtual que dá acesso gratuito a quase 8 mil títulos – de Machado de Assis a Harry Potter. O serviço funciona pelo navegador, com login pelo Gov.br, ou pelo app de mesmo nome, disponível, até o momento, apenas para Android.

O modelo segue a lógica de uma biblioteca física, mas com uma camada tecnológica por trás. O MEC Livros não é um repositório comum de arquivos: ele opera sob um regime de licenciamento digital, gerenciando direitos autorais em tempo real conforme a Lei de Direitos Autorais.

Dessa forma, obras com alta demanda têm um limite de empréstimos simultâneos, definido por cláusulas contratuais com as editoras. De acordo com o MEC, quando a cota de licenças é atingida, o sistema organiza uma fila de espera e libera o acesso assim que outro leitor devolve o exemplar digital.

Leitores têm duas semanas para ler o livro (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Como funciona o MEC Livros?

Cada usuário pode ter um livro emprestado por vez, com prazo de 14 dias para leitura e opção de renovação. Só é possível pegar um novo título após devolver o que está em andamento.

O acervo conta com quase 8 mil obras nacionais e internacionais, divididas em 19 categorias. Os destaques incluem:

  • Clássicos brasileiros: A Escrava Isaura, O Triste Fim de Policarpo Quaresma e Primeiras Estórias.
  • Suspense e terror: O Médico e o Monstro e O Corvo e Outros Contos Extraordinários.
  • Sucessos que viraram filmes: Harry Potter e a Pedra Filosofal, O Morro dos Ventos Uivantes, Alice no País das Maravilhas e Frankenstein.
  • Clássicos Internacionais: Orgulho e Preconceito, Crime e Castigo e A Divina Comédia.

Para obras contemporâneas, o MEC conta com parceiros que licenciam os títulos junto às editoras. O catálogo também inclui cerca de mil obras com empréstimos ilimitados e títulos em domínio público.

Em comunicado, o ministério anunciou que firmou parceria com a Fundação Biblioteca Nacional e está em negociações com a Academia Brasileira de Letras e editoras como a Cepe para ampliar o catálogo.

Kindle fica de fora

Kindle sobre um pufe redondo, exibindo página do livro "Turma da Mônica - Lendas para Crianças" em cores
MEC Livros oferece leitura pelo navegador (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A leitura pelo MEC Livros é feita pelo site ou aplicativo, portanto, não existe opção de baixar o arquivo para importar para e-readers como Kindle e Kobo. A limitação deve garantir o cumprimento dos contratos de licenciamento e a devolução automática dos títulos ao acervo.

Na teoria, usuários de dispositivos que possuem Wi-Fi podem tentar acessar a biblioteca pelo navegador do aparelho, mas a experiência tende a ser instável.

Para quem prefere leitura offline no e-reader, a alternativa é o portal Domínio Público. O site oferece obras sem restrições de direitos autorais para download gratuito em PDF, que podem ser convertidos para ePub e transferidos ao Kindle via cabo ou por email.

O catálogo inclui títulos como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Don Quixote, Macbeth e A Odisseia – que ganhará adaptação pelo diretor Christopher Nolan, de Oppenheimer, ainda este ano.

MEC Livros: plataforma do governo oferece clássicos e best-sellers de graça

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Kindle Colorsoft promete até 8 semanas de bateria (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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