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Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
  • CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
  • plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.

Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.

A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:

Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.

Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.

Andy Jassy, CEO da Amazon

Antena Ultra da Amazon Leo com fundo personalizado em imagem de divulgação da empresa
Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink

A carta de Jassy tende a ser bem recebida por investidores e futuros clientes porque sinaliza que finalmente o projeto virará realidade. A Amazon vinha (ou vem) enfrentando dificuldades para tirar o Leo do papel.

Mas a espera pode valer a pena. Em novembro, a Amazon anunciou uma antena que pode oferecer download de até 1 Gb/s. Para você ter ideia do que isso significa frente à concorrência, a Starlink trabalha atualmente com taxa de download máxima na casa dos 400 Mb/s.

Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)

Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1Gb/s de download (imagem: divulgação)
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Jeff Bezos quer lançar nada menos que 5.408 satélites ao espaço

Imagem de Jeff Bezos em frente de uma das capsulas da Blue Origin
Projeto de Bezos desafia domínio da SpaceX, de Elon Musk (imagem: reprodução/Bloomberg/Getty Images)
Resumo
  • Blue Origin planeja lançar 5.408 satélites em órbita baixa com o projeto TeraWave.
  • A megaconstelação de satélites é focada em data centers de IA, governos e grandes empresas, e deve competir com a Starlink.
  • O TeraWave oferecerá velocidades de até 6 Tb/s e não deve ser confundido com o Amazon Leo, que visa consumidores finais.

A Blue Origin, empresa aeroespacial fundada por Jeff Bezos, anunciou nessa quarta-feira (21/01) um plano para implantar uma constelação de 5.408 satélites em órbita terrestre baixa. Denominado TeraWave, o projeto visa estabelecer uma rede de comunicações de alta capacidade desenhada especificamente para atender data centers, agências governamentais e grandes corporações.

A iniciativa marca a entrada definitiva da companhia na disputa pela infraestrutura espacial, um setor atualmente liderado pela SpaceX. O início dos lançamentos está previsto para o último trimestre de 2027.

Não é o mesmo que o Amazon Leo (antigo Kuiper)

Diferente das iniciativas voltadas para o consumidor final, a arquitetura do TeraWave foi projetada para suportar tráfego pesado de dados. Segundo o comunicado oficial, a rede oferecerá velocidades de transferência de até 6 Tb/s em qualquer ponto da Terra. A Blue Origin estima que o serviço atenderá um grupo seleto de, no máximo, 100 mil clientes corporativos.

O projeto não deve ser confundido com o Amazon Leo (anteriormente Projeto Kuiper). Embora ambos tenham Bezos como figura central, as operações e os objetivos são diferentes.

O Amazon Leo é uma iniciativa da Amazon focada em internet banda larga para consumidores finais e pequenas empresas, competindo diretamente com os planos residenciais da Starlink.

Imagem de um foguete decolando
Lançamento de foguete com satélite do antigo projeto Kuiper (foto: divulgação)

Já o TeraWave é um projeto da Blue Origin, braço de exploração espacial de Bezos, focado puramente em infraestrutura de backbone (espinha dorsal da internet). A rede não será acessível a consumidores individuais; a empresa enfatiza que seus terminais e gateways são estritamente de “nível empresarial”.

Para colocar os 5.408 satélites em órbita, a Blue Origin dependerá do sucesso do seu foguete reutilizável, o New Glenn. O veículo de lançamento pesado já realizou dois voos, mas a empresa ainda enfrenta o desafio de escalar a cadência de lançamentos para cumprir o cronograma agressivo de 2027.

Hegemonia da SpaceX e data centers no espaço

O anúncio chega em um momento em que a indústria aeroespacial busca soluções para a demanda computacional da inteligência artificial. O processamento de modelos de IA em larga escala exige energia massiva em terra, levando o setor a considerar a construção de data centers no espaço como uma alternativa viável a médio prazo.

A apresentação do TeraWave intensifica a competição pelo controle dessa infraestrutura fora da atmosfera. Atualmente, a SpaceX, de Elon Musk, mantém a hegemonia com a rede Starlink, que soma cerca de 10.000 satélites e mais de 6 milhões de clientes em 140 países — atendendo desde usuários domésticos até, via Starshield, agências de segurança nacional dos EUA.

Jeff Bezos quer lançar nada menos que 5.408 satélites ao espaço

Lançamento de foguete com satélite do Projeto Kuiper (foto: divulgação)
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Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil

Amazon Leo GGMA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Conectores do Amazon Leo GGMA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Parece déja vu: antes de um novo serviço ser lançado, equipamentos necessários para a prestação dele precisam ser homologados pela Anatel. Aconteceu com a Starlink e agora acontece com o Amazon Leo (antigo Kuiper): a agência aprovou o GGMA (Ground Gateway Modem Assembly), utilizado nas estações terrenas do vindouro provedor via satélite da Amazon, segundo documentos visualizados pelo Tecnoblog em primeira mão.

O equipamento GGMA não é o hardware que será utilizado pelos clientes finais do serviço, mas sim o que conectará os satélites, em órbita baixa, à internet.

Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Você não iria querer ele em casa mesmo: são 22 conectores diferentes, incluindo dois conectores para fibras ópticas de 100 Gigabits, além do peso de 11,3 Kg e das três ventoinhas para refrigeração.

O GGMA é responsável pelo processamento e controle dos transmissores utilizados nas estações terrenas do Amazon Leo, conectado aos LNBs e outros equipamentos que farão a transmissão e recepção dos sinais de internet.

Foguete decolando
Lançamento de foguete com satélite do antigo projeto Kuiper (foto: divulgação)

Lançamento deve ficar para 2026

O lançamento comercial do Amazon Leo deve ficar para 2026, graças uma parceria com a Sky, com cobertura inicialmente na região Sul do Brasil. A empresa já possui licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e de uso de satélites estrangeiros, necessárias para prestação do serviço no país.

Ainda não foram divulgadas datas exatas nem valores para o serviço, que deve rivalizar com a popular Starlink, do empresário Elon Musk.

Licença exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Licença de exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil

Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Lançamento de foguete com satélite do Projeto Kuiper (foto: divulgação)

Licença exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
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Amazon Leo lança nova antena e promete conexão de 1 Giga

Antena Ultra da Amazon Leo com fundo personalizado, imagem de divulgação da empresa
Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1 Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • A Amazon Leo lançou a antena Ultra, oferecendo velocidades de download de até 1 Gb/s e upload de 400 Mb/s, com integração direta à nuvem para eliminar latência.
  • A antena Ultra é projetada para resistir a condições climáticas extremas, usando chips personalizados e algoritmos de processamento de sinal para minimizar a latência em operações críticas.
  • Testes com clientes selecionados, como JetBlue, Hunt Energy e Connected Farms, ocorrerão antes do lançamento comercial em 2026, com suporte técnico 24/7 e ferramentas de gerenciamento para clientes.

A divisão de satélites da Amazon, agora chamada de Amazon Leo (antigo Project Kuiper), apresentou nesta segunda-feira (24) a nova antena Ultra, capaz de oferecer velocidades de download de até 1 Gb/s e upload de 400 Mb/s. O dispositivo é voltado para empresas e setor público. Os testes com clientes selecionados serão feitos antes do lançamento comercial, em 2026.

Com mais de 150 satélites em órbita, a rede do Amazon Leo é pensada para conectar negócios em regiões remotas, como empresas de energia, transporte e agricultura. A antena foi projetada para resistir a temperaturas extremas e ventos fortes. Para tanto, foram retiradas partes móveis, o que facilita instalação e manutenção.

Excited to share new @Amazonleo Ultra is fastest satellite internet antenna ever built, delivering simultaneous download speeds up to 1 Gbps and upload speeds up to 400 Mbps, all powered by custom Leo silicon.

Plus some more details on our network, which will offer… pic.twitter.com/FOE7pRgyH9

— Andy Jassy (@ajassy) November 24, 2025

Altas velocidades para operações remotas

A antena Ultra usa chips personalizados e algoritmos de processamento de sinal para minimizar a latência, o que é especialmente importante para videoconferências e monitoramento de operações em tempo real.

De acordo com a Amazon, o equipamento promete velocidades de 1 Gb/s para download e 400 Mb/s para upload graças à tecnologia full-duplex, que permite transmissão e recepção simultâneas de dados. Isso é considerado importante para operações que exigem resposta imediata, como controle de equipamentos ou transmissão de imagens.

Imagem ilustrativa do chip proprietário da Amazon Leo no Satélite Ultra
Chip da antena Ultra (imagem: divulgação/Amazon Leo)

Seus chips customizados desenvolvidos pela empresa utilizam algoritmos proprietários de processamento de sinal que prometem reduzir latência a níveis comparáveis a redes terrestres, mesmo em lugares com obstáculos climáticos como nuvens densas e chuvas.

Parcerias para validação técnica

A companhia aérea JetBlue está entre os primeiros clientes. Ela testará a antena Ultra para oferecer Wi-Fi gratuito em voos. Já a Hunt Energy, que tem operações de energia em regiões isoladas, utilizará a rede para monitorar equipamentos.

Antela Ultra da Amazon Leo instalada
Amazon revela nova antena (imagem: divulgação)

Por sua vez, a Connected Farms, especializada em tecnologia agrícola, validará o uso de sensores dependentes de conexão com a internet em plantações remotas, onde a latência reduzida permitirá controle preciso de irrigação e colheita. Esses testes ajudarão a adaptar funcionalidades específicas para cada setor antes do lançamento em larga escala.

Próximo lançamento

O próximo lançamento de satélites está agendado para 15 de dezembro, em parceria com a ULA. Enquanto isso, a Amazon envia antenas das linhas Ultra e Pro para as empresas do programa de preview.

A companhia não divulgou preços, mas destacou o suporte técnico 24/7 e ferramentas de gerenciamento para clientes corporativos.

Amazon Leo lança nova antena e promete conexão de 1 Giga

Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1Gbps de download (Imagem: Amazon Leo/Divulgação)

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Adeus, Kuiper! Amazon renomeia projeto de internet via satélite

Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Amazon renomeou o Project Kuiper para Amazon Leo, visando competir com a Starlink de Elon Musk.
  • O Amazon Leo tem mais de 150 satélites em órbita e planeja implantar o primeiro lote final de satélites em 2025.
  • A empresa desenvolveu terminais com antena phased-array para velocidades Gigabit e tem parcerias com JetBlue, L3Harris, DirecTV, Sky e NBN Co.

A Amazon anunciou hoje o novo nome de seu projeto de banda larga via satélite, que deve concorrer com a Starlink, de Elon Musk. O serviço, anteriormente chamado de Project Kuiper, passa a se chamar Amazon Leo, em referência à constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês) que alimenta a rede.

No Brasil, o projeto tem parceria com a Sky. Testes foram realizados em Cosmópolis (SP) e Glória de Dourados (MS) entre junho e setembro deste ano.

A empresa iniciou seu desenvolvimento há sete anos com o objetivo de levar internet de alta velocidade para as pessoas sem acesso a conexões confiáveis. O serviço também atenderá empresas, governos e outras organizações em locais remotos.

Foguete sendo lançado durante a noite, com grande quantidade de fogo e fumaça saindo da base. O foguete é branco, com formato cilíndrico e ponta arredondada, e possui dois propulsores laterais visíveis. Estruturas metálicas de apoio aparecem inclinadas nos lados direito e esquerdo da imagem. O céu está escuro, e a iluminação intensa vem das chamas da decolagem.
Foguete Atlas V da ULA decola em 23/06/2025 com 27 satélites do Kuiper a bordo (imagem: divulgação/Amazon)

Ao longo dos anos, o projeto passou pela obtenção de licenças iniciais, assinatura de contratos de lançamento e conclusão de missão protótipo. A empresa implantou o primeiro lote de satélites – já na versão final – no início de 2025 e atualmente tem mais de 150 satélites em órbita.

A Amazon desenvolveu terminais de cliente que incluem a primeira antena phased-array de uso comercial capaz de suportar velocidades Gigabit. De acordo com a empresa, o Amazon Leo tem uma das maiores linhas de produção de satélites do planeta e mantém contrato com clientes como JetBlue, L3Harris, DirecTV na América Latina, Sky no Brasil e a NBN Co., operadora da rede nacional de banda larga da Austrália.

Ela deve disputar espaço com a Starlink, divisão de internet da SpaceX. A conexão de Elon Musk está disponível no Brasil e bate velocidade média de 140 Mb/s, conforme apurado com exclusividade pelo Tecnoblog.

Adeus, Kuiper! Amazon renomeia projeto de internet via satélite

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Empresa de Jeff Bezos iniciou pesquisa para serviço de banda larga via satélite há sete anos. Equipamento permite conexão com velocidade Gigabit.

Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)

Foguete Atlas V da ULA decola em 23/06/2025 com 27 satélites do Kuiper a bordo (imagem: divulgação/Amazon)
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