❌

Visualização de leitura

Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

Imagem de divulgação mostra uma mulher com um celular azul em mãos
Nova geração de chips da Arm foca em IA local e jogos (imagem: divulgação)
Resumo
  • Arm revelou o CSS for Mobile 2, nova arquitetura para smartphones que processa tarefas complexas de IA localmente.
  • Mali G2-Ultra NX será a primeira GPU da marca com aceleradores neurais integrados, garantindo 14% mais desempenho em renderização tradicional.
  • A CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e consumo e processa LLMs até 70% mais rápido que o C1-Ultra.

A Arm oficializou nesta quarta-feira (09/09) o lançamento da CSS for Mobile 2, uma nova plataforma projetada para equipar a próxima geração de smartphones. A novidade foi desenhada pela empresa para lidar com tarefas pesadas de inteligência artificial baseada em agentes e gráficos cada vez mais detalhados.

A arquitetura que combina CPU e GPU foca ainda em rodar inteligência artificial localmente nos celulares. Segundo a empresa, o novo sistema consumirá menos energia entregando o mesmo desempenho.

O que muda na renderização de jogos?

O destaque da plataforma é a nova GPU Mali G2-Ultra NX. De acordo com a Arm, esta é a primeira Unidade de Processamento Gráfico da linha a integrar aceleradores neurais dedicados. Esse design garante um desempenho maior para gráficos aprimorados, reconstruídos ou gerados por IA.

Na renderização tradicional, o ganho de performance é de 14% frente à geração anterior. O componente também estreia uma unidade de ray tracing de última geração, abrindo espaço para iluminação realista e mundos mais ricos nos jogos mobile.

A indústria já abraçou a ideia. Segundo a companhia, desenvolvedoras de motores gráficos e estúdios como Sumo Digital, Tencent Games, Unity China e NetEase já preparam a integração da tecnologia neural em jogos futuros, como Arena Breakout Infinite e Where Winds Meet.

Imagem mostra as novidades técnicas da GPU Mali G2 Ultra NX da fabricante Arm
Mali G2-Ultra NX é a primeira GPU Arm com hardware de aceleração de IA dedicado (imagem: divulgação)

Combinação de núcleos

Com a evolução da IA, o processador assume a função de “maestro” na plataforma. O executivo da Arm responsável pelo setor, Chris Bergey, explicou que a tecnologia atual exige a execução simultânea de aplicativos e a coordenação de diversos modelos de linguagem, tudo dentro dos rigorosos limites térmicos e de desempenho de um celular.

Para suportar essa carga, a Arm combina núcleos C2-Ultra, voltados para desempenho, e núcleos C2-Pro, que priorizam a eficiência energética, além de suportar computação de IA de baixa latência direto na CPU.

Imagem mostra as novidades técnicas da CPU C2-Ultra da fabricante Arm
CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e eficiência (imagem: divulgação)

As melhorias impressionam no papel. Há um aumento prometido de 70% na velocidade de processamento de Modelos de Linguagem Pequenos (SLMs) e um desempenho de IA 1,7 vez superior ao do antigo C1-Ultra. Se os dados se comprovarem, o usuário terá um ganho de até 15% em performance de thread único (a velocidade com que um único núcleo do processador consegue executar a linha de instrução de um programa) com economia de energia de até 38%, conforme a Arm.

Para garantir que as fabricantes tirem proveito desse hardware rapidamente, a empresa destaca que a plataforma CSS for Mobile 2 já conta com suporte nativo a pacotes essenciais de desenvolvimento, como o Arm KleidiAI e o Neural Graphics Development Kit, agora localizados no novo Portal de IA da Arm.

Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

  •  

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

Tecla com o "G" de Google no laptop
Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Googlebook terá versões com processadores Intel, Qualcomm e MediaTek, confirma Google;
  • dispositivos serão equipados com “hardware premium” e terão suporte à execução nativa de aplicativos Android;
  • primeiros modelos do Googlebook serão lançados no outono de 2026, com parcerias firmadas com Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo.

O Google revelou a categoria de laptops Googlebook nesta semana, mas ainda mantendo mistério sobre várias características da novidade. Os requisitos de hardware dessas máquinas ainda não foram divulgados, por exemplo. Mas já se sabe que eles serão equipados com processadores de marcas como Intel, Qualcomm e MediaTek.

Para quem não viu, vale uma rápida introdução: os Googlebooks são notebooks de categoria premium que foram desenvolvidos para executar aplicações de IA — o Gemini Intelligence, para ser preciso —, bem como aplicativos para Android.

O Google ainda não confirmou oficialmente qual é o sistema operacional desses equipamentos, mas há indícios fortíssimos de que se trata do Aluminium OS, basicamente, uma mistura de Android com ChromeOS.

Sobre as especificações técnicas, o Google comentou apenas que os Googlebooks contarão com “hardware premium”, sem entrar em detalhes. Eis então que, via X, a Intel revelou que é parceira do Google no projeto:

Estamos empolgados em nos unirmos ao Google em algo que temos construído com eles — o Googlebook.

Dispositivos premium e poderosos projetados para Inteligência. Mal podemos esperar para colocá-lo em suas mãos neste outono [último trimestre de 2026].

Esse é um indício de que os Googlebooks serão compatíveis com a arquitetura x86, certo? Certo. A confirmação veio por meio de uma entrevista de John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, ao site Chrome Unboxed.

Na conversa, o executivo revelou que haverá Googlebooks baseados em chips Intel. Mas não exclusivamente. Ainda segundo Maletis, também haverá modelos equipados com processadores da Qualcomm e da MediaTek.

Isso significa que os Googlebooks serão compatíveis tanto com a arquitetura Arm, como esperado, quanto com a arquitetura x86 (a não ser que a Intel lance um chip Arm para a linha, mas isso é improvável).

Quantidade de memória RAM? Capacidade de armazenamento interno? GPU? Nada disso foi comentado pelo Google até o momento. Mas Maletis garantiu que os Googlebooks contarão com hardware de alta qualidade em prol de uma experiência satisfatória — podemos até esperar pela execução nativa de apps para Android (sem emulação).

Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Quando o Googlebook será lançado?

De acordo com o Google, os primeiros modelos do Googlebook chegarão aos consumidores no outono americano, isto é, entre setembro e dezembro de 2026.

A companhia já confirmou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para a fabricação e a distribuição desses laptops.

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)
  •  

Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

Logotipo do Windows 11
Windows 11 26H1 não será uma atualização de recursos do 25H2 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chips Arm e não estará disponível para dispositivos com processadores Intel ou AMD.
  • Microsoft interromperá o ciclo tradicional de atualizações anuais, focando em otimizações de hardware para os novos processadores Arm.
  • A maioria dos usuários continuará na versão 25H2, recebendo atualizações mensais de segurança e correções de bugs.

A Microsoft quebrará o tradicional ciclo de atualizações anuais com o lançamento do Windows 11 26H1, que será exclusivo para novos computadores com arquitetura Arm. A maioria dos usuários, com dispositivos em x86, não poderá instalá-lo. Máquinas equipadas com os recém-anunciados chips Snapdragon X2 Elite, da Qualcomm, já chegarão com a nova versão.

Diferentemente dos pacotes de recursos que chegam habitualmente para todos via Windows Update, o 26H1 “não é uma atualização de recursos para a versão 25H2”, explica a gerente de produto Aria Hanson, em um post no blog da Microsoft. Isso significa que a vasta maioria dos PCs atuais — sejam eles equipados com processadores Intel, AMD ou até modelos Arm mais antigos — não receberá essa atualização.

Chip Snapdragon X2 Elite
Windows 11 26H1 chega para PCs com base no Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm)

O sistema operacional foi bifurcado temporariamente para atender às necessidades de hardware dos novos processadores. Com a decisão, quem está hoje nas versões 24H2 ou 25H2 do Windows seguirá na versão já instalada.

De acordo com apuração do Ars Technica, usuários dos PCs que receberão a 26H1 também não devem receber a atualização do fim do ano, a 26H2, prevista para o restante do ecossistema.

A expectativa é que a Microsoft volte a unificar os ecossistemas até março de 2028, quando o suporte às atualizações de segurança do Windows 11 26H1 deve ser encerrado. Até lá, desenvolvedores e outros profissionais terão que lidar com esse período de sobreposição, testando softwares em versões distintas do sistema em hardwares diferentes.

Compromisso com arquitetura Arm

O lançamento da versão dedicada ao Arm reforça o compromisso da Microsoft com a arquitetura, após décadas de domínio do x86, usado amplamente pelas rivais Intel e AMD.

A atualização anterior, 24H2, já havia sido um marco nesse sentido, introduzindo mudanças profundas no kernel e o tradutor “Prism” para melhorar a compatibilidade de apps antigos.

Vale lembrar que a Microsoft já vem tratando as versões Arm com certa prioridade. Recursos de inteligência artificial que exigem NPUs potentes, como o polêmico Recall e o Click To Do, chegaram primeiro aos PCs com Arm meses antes de serem liberados para as versões x86.

Chip Arm
Microsoft foca em compatibilidade para chips Arm (imagem: divulgação/Arm)

Updates não param para PCs “comuns”

Apesar da exclusividade da nova atualização, a Microsoft garante que o Windows 11 26H1 não traz recursos visuais inéditos ou ferramentas exclusivas que fariam falta no uso diário. O foco, segundo a empresa, é quase inteiramente em otimizações de baixo nível para extrair o máximo dos novos processadores da Qualcomm.

Para a grande maioria dos usuários que permanecerá na versão 25H2, nada muda. A empresa continuará liberando atualizações mensais de segurança, correções de bugs e novos recursos via feature drops.

Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Chip Arm (imagem: divulgação/Arm)
  •