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Imunoterapia no SUS: lei aprovada no Senado acelera chegada de tratamento

O Senado deu um passo decisivo para ampliar o combate ao câncer ao aprovar, na terça-feira (10), o Projeto de Lei 2.371/2021. O texto altera a Lei Orgânica da Saúde para acelerar a oferta de imunoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, a proposta segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De autoria do deputado Bibo Nunes (PL/RS), o projeto de lei estabelece que o tratamento deve ser incorporado aos protocolos públicos sempre que houver prova de superioridade clínica ou maior segurança em comparação às terapias tradicionais. 

Superioridade clínica é o termo técnico que indica que um novo tratamento é comprovadamente melhor do que o tratamento padrão utilizado no momento. 

No contexto da nova lei para o SUS, isso significa que a imunoterapia só terá sua incorporação acelerada se estudos científicos demonstrarem que ela supera a quimioterapia ou outras opções existentes em critérios fundamentais.

Geralmente, essa superioridade é medida por três pilares:

  • Maior sobrevida: O paciente vive por mais tempo com o novo tratamento do que com o antigo;
  • Menor toxicidade: O medicamento causa menos efeitos colaterais graves, preservando melhor a saúde geral do paciente durante o processo;
  • Melhor resposta: O tumor diminui de tamanho de forma mais expressiva ou a doença demora mais tempo para voltar a avançar.

Enquanto a quimioterapia ataca as células de forma direta (atingindo também células saudáveis), a imunoterapia funciona como um “treinamento” para as defesas do corpo. Na prática, ela estimula o sistema imunológico do paciente a reconhecer e destruir o tumor.

Imunoterapia: o gargalo financeiro e a viabilidade nos hospitais

O principal obstáculo para a universalização desse método é o custo elevado de mercado. No setor privado, as doses mensais da terapia variam entre R$ 25 mil e R$ 40 mil. E podem superar a marca de R$ 100 mil dependendo do medicamento e da dosagem utilizada. 

Como os planos de saúde são obrigados a cobrir tratamentos aprovados pela Anvisa, criou-se um abismo tecnológico entre o atendimento particular e o público.

A estrutura de repasse de verbas do governo também enfrenta desafios operacionais. Atualmente, o sistema funciona por meio da APAC (Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade), que paga valores fixos aos hospitais por cada procedimento realizado. 

Em entrevista ao G1, o oncologista Stephen Stefani, do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, alertou: sem a reestruturação desse modelo de financiamento, hospitais filantrópicos e públicos podem não ter recursos suficientes para adquirir os insumos. Isso mesmo que eles estejam oficialmente incorporados no papel.

Uma coisa é dizer que a imunoterapia está aprovada. Outra é ter financiamento para isso.

Stephen Stefani, oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, ao G1.

Atualmente, o acesso gratuito à imunoterapia no SUS é restrito a diagnósticos específicos, como o melanoma avançado, o linfoma de Hodgkin e certos tipos de câncer de pulmão. 

Pacientes com outros tipos de tumores costumam recorrer à judicialização ou buscam participar de pesquisas clínicas (estudos científicos custeados por patrocinadores nos quais o paciente recebe a medicação e o acompanhamento sem custos).

Senadora Dra. Eudócia, do PL
“Leva 180 dias e às vezes muito mais para liberar a imunoterapia, tempo este que é o suficiente para o paciente oncológico vir a óbito”, disse a senadora dra. Eudócia, do PL por Alagoas (Imagem: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A urgência da nova legislação foi ilustrada no Plenário pela história de Dany Catunda, paciente que faleceu após ter o tratamento interrompido por falta de acesso ao medicamento na rede pública.

“Leva 180 dias e às vezes muito mais para liberar a imunoterapia, tempo este que é o suficiente para o paciente oncológico vir a óbito”, disse a relatora, senadora dra. Eudócia (PL-AL), segundo a Agência Senado. “Nós não estamos falando de equações, de matemática nem de orçamento, nós estamos falando de vida. Para cada um de vocês, quanto vale uma vida?”

O objetivo do Projeto de Lei 2.371/2021 é evitar que lacunas administrativas e orçamentárias resultem em mortes evitáveis. Ou seja: garantir que a linha de cuidado não seja rompida por falta de previsão legal ou financeira.

O próximo desafio do governo será equilibrar a incorporação dessas drogas de alto custo com a sustentabilidade do sistema.

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O plano da dona do TikTok para driblar os EUA e usar chips de IA potentes da Nvidia

A ByteDance, empresa dona do TikTok, estabeleceu uma rota logística e jurídica para contornar o bloqueio tecnológico dos Estados Unidos e usar GPUs Nvidia Blackwell (B200), considerados os “motores” mais potentes da inteligência artificial (IA) atual. É o que o Wall Street Journal revelou na quinta-feira (12).

A manobra é basicamente montar data centers fora da China. Isso porque o fornecimento direto dos processadores ao território chinês é proibido por Washington sob justificativa de segurança nacional.

O plano foca na instalação de aproximadamente 36 mil chips em data centers localizados na Malásia, operados em parceria com a Aolani Cloud. Como a Aolani é uma parceira certificada da Nvidia no Sudeste Asiático, ela possui acesso prioritário ao hardware. 

Na prática, a empresa vai servir como ponte para a ByteDance competir com empresas como OpenAI e Google no desenvolvimento de modelos de linguagem.

Parceria da ByteDance garante hardware topo de linha da Nvidia para data centers

A complexa operação logística para viabilizar esse projeto envolve a compra de servidores da Aivres, empresa especializada em montar os sistemas que abrigam a tecnologia da Nvidia. 

Estima-se que o investimento total apenas para a infraestrutura na Malásia ultrapasse os US$ 2,5 bilhões (aproximadamente R$ 13 bilhões).

Esses sistemas funcionam como grandes “cérebros eletrônicos” capazes de processar volumes massivos de dados em frações de segundo.

Logo da ByteDance em um smartphone em cima do teclado de um notebook
(Imagem: rafapress/Shutterstock)

O apetite por expansão não se limita ao território malaio. A ByteDance já negocia infraestruturas similares na Indonésia, onde planeja instalar mais de 7 mil chips B200, além de avaliar mercados na Coreia do Sul, Austrália e Europa

Paralelamente, a ByteDance reforça sua presença técnica no Ocidente com a abertura de mais de 100 vagas para especialistas em IA em seus escritórios de San Jose e Seattle, nos Estados Unidos. 

Essa movimentação garante que a empresa chinesa mantenha talentos próximos ao polo de inovação americano, enquanto o hardware opera em jurisdições mais flexíveis.

Essa infraestrutura externa sustenta o ecossistema de produtos da empresa, que hoje já gera cerca de 25% de sua receita fora da China. 

Atualmente, a ByteDance detém cinco dos 50 aplicativos de IA voltados ao consumidor mais populares do mundo. Entre eles, estão: o chatbot Dola, o assistente escolar Gauth e o modelo de vídeo Seedance, que gera cenas realistas a partir de textos. 

Sem o acesso aos chips da Nvidia, a capacidade de resposta e a evolução dessas ferramentas seriam severamente limitadas pela falta de potência de processamento.

A viabilidade jurídica da operação repousa numa brecha nas regras de exportação de Washington: as normas impedem a venda dos chips para a China, mas não proíbem que empresas chinesas utilizem o poder de processamento desses chips em “nuvens” localizadas em países terceiros. 

Um porta-voz da Nvidia confirmou ao WSJ que as diretrizes permitem que infraestruturas de processamento remoto sejam construídas e operadas por parceiros fora das nações controladas, desde que os equipamentos não cruzem as fronteiras restritas.

Para assegurar a conformidade, a Aolani Cloud enfatiza que seus clientes, como a ByteDance, não detêm a propriedade física dos chips, mas apenas alugam o poder de processamento por meio de contratos de serviço. 

Essa estrutura permite que a companhia avance em sua meta de “alcançar o cume mais alto” da IA, conforme definido pelo CEO Liang Rubo, apesar das tensões geopolíticas entre Pequim e Washington.

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Ex-SpaceX quer criar satélite que volta para a Terra e vai para o espaço de novo

A startup Lux Aeterna, liderada pelo veterano da SpaceX Brian Taylor, captou US$ 10 milhões (R$ 51 milhões) numa rodada de investimentos nesta terça-feira (10) para viabilizar satélites projetados para retornar intactos à Terra. 

O aporte, liderado pela Konvoy, financia o desenvolvimento de estruturas equipadas com escudos térmicos integrados. A ideia é usá-los para que o hardware sobreviva ao calor extremo da reentrada atmosférica em vez de ser incinerado igual lixo espacial.

A iniciativa visa encerrar a era dos satélites descartáveis, que hoje operam por períodos de cinco a dez anos antes de sucumbirem à atmosfera ou serem movidos para “órbitas cemitério”. 

Ao recuperar o equipamento, a Lux Aeterna propõe uma “capacidade de atualização dinâmica”. Isso permitiria que operadoras trouxessem satélites de volta para trocar componentes obsoletos, como câmeras e processadores. E, depois, lançassem eles com tecnologia atualizada.

Missão Delphi em 2027 pretende validar a reusabilidade de hardware em órbita

O maior obstáculo para essa visão é a física: retornar do espaço exige atravessar a atmosfera em velocidades que geram atrito avassalador. 

Para não se desfazerem igual meteoros, as naves precisam de revestimentos protetores. E eles adicionam peso e custo, o que historicamente limitou o retorno apenas a missões tripuladas ou cápsulas de carga específicas, como a Dragon, da SpaceX.

Para provar que pode superar esse desafio técnico, a startup prepara o lançamento da espaçonave Delphi para o primeiro trimestre de 2027, a bordo de um foguete da SpaceX. 

O teste servirá como um laboratório orbital, no qual clientes poderão hospedar experimentos e materiais que serão recuperados em solo no Koonibba Test Range, na Austrália, por meio de uma parceria com a companhia aeroespacial Southern Launch.

O diferencial estratégico da Lux Aeterna, contudo, vai além do resgate de amostras científicas. Brian Taylor argumenta que o modelo econômico atual é ineficiente. 

Projeto de satélite da startup Lux Aeterna em laboratório
O novo aporte, liderado pela Konvoy, financia o desenvolvimento de estruturas equipadas com escudos térmicos integrados (Imagem: Lux Aeterna)

Em vez de construir e lançar constelações inteiramente novas a cada ciclo tecnológico, empresas poderiam simplesmente fazer a manutenção e substituição de sensores em solo. E, depois, devolver o satélite à órbita sem gastar tanto dinheiro.

Embora o conceito seja tecnicamente viável, a empresa enfrenta um cenário de rigor regulatório e concorrência de startups como Varda Space e Inversion. 

A escolha pela Austrália como local de pouso busca evitar os gargalos da FAA (agência de aviação dos EUA). O órgão já causou atrasos significativos a concorrentes devido à complexidade de garantir a segurança de reentradas comerciais sobre áreas povoadas.

Caso a viabilidade econômica se confirme, o retorno de cargas abre portas para setores de alto valor, como a manufatura de medicamentos e semicondutores em ambiente de microgravidade. 

O interesse estende-se ao setor militar, claro. Este vislumbra na tecnologia uma ferramenta para logística orbital rápida. E testes de componentes voltados a sistemas hipersônicos.

(Essa matéria usou informações de TechCrunch.)

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Como o novo drone dos EUA ‘copiado’ do Irã está mudando a guerra

A forma como as guerras são travadas está passando por mudanças profundas. É o que aponta uma reportagem publicada pelo The New York Times neste sábado (07). O jornal destaca o uso de drones baratos e fabricados em massa. E como isso tem desafiado tecnologias militares tradicionais e caras.

As forças militares dos Estados Unidos utilizaram pela primeira vez em combate o LUCAS, drone desenvolvido pela startup SpektreWorks por meio de engenharia reversa. A operação, executada na última semana, mirou infraestruturas e sistemas de defesa aérea no Irã. E foi em resposta a ataques iranianos que atingiram aeroportos, hotéis e embaixadas em países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.

Drones baratos marcam transição na estratégia do Pentágono para travar guerras

O uso do drone LUCAS reforça como o Pentágono passou a priorizar a produção em massa de armas baratas e descartáveis em vez de focar exclusivamente em tecnologias multibilionárias, segundo o jornal. Entenda abaixo os pontos centrais da reportagem:

O surgimento do drone LUCAS (EUA)

Drones LUCAS, usados pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã
Startup SpektreWorks desenvolveu o drone LUCAS por meio de engenharia reversa do modelo iraniano Shahed (Imagem: Centro de Comando dos EUA)

Os Estados Unidos criaram um sistema de ataque chamado LUCAS (sistema de combate não tripulado e barato). O ponto mais curioso é que o LUCAS é uma cópia “reversa” do drone iraniano Shahed

Militares americanos perceberam que o drone do Irã era tão simples, barato e eficaz que decidiram fabricar sua própria versão para atacar alvos justamente no Irã e sobrecarregar suas defesas aéreas.

Drone Shahed e o caos no Golfo Pérsico

O drone iraniano Shahed tornou-se uma arma temida. Ele foi usado para atacar aeroportos, arranha-céus e embaixadas em países do Golfo Pérsico, como Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

  • Características: O drone tem cerca de três metros de comprimento, custa US$ 35 mil (aproximadamente R$ 184 mil) e pode voar centenas de quilômetros sozinho após a inserção das coordenadas;
  • Objetivos do Irã: Causar pânico, desestabilizar economias e mostrar força interna por meio de vídeos de explosões que circulam na mídia.

Vantagens e desvantagens de drones estilo LUCAS e Shahed

  • Vantagens: São muito baratos, fáceis de fabricar rapidamente (o LUCAS foi feito em 18 meses) e letais o suficiente para forçar o inimigo a gastar fortunas em defesa;
  • Desvantagens: São lentos, barulhentos (fáceis de ouvir chegando), carregam poucos explosivos e podem ter a navegação interrompida por interferência eletrônica.

Uma nova lógica de guerra: O barato contra o caro

A guerra está mudando de estilo, aponta o New York Times. E esse novo estilo pende mais para a rapidez de inovação do Vale do Silício do que para a burocracia tradicional do Pentágono.

Algumas cifras dão uma ideia disso. Enquanto um drone LUCAS ou Shahed custa U$ 35 mil, um míssil de cruzeiro Tomahawk custa cerca de US$ 2,5 milhões (R$ 13 milhões).

Além disso, é muito caro se defender desses drones. Para você ter ideia, um único tiro para derrubar um Shahed pode custar até US$ 3 milhões (R$ 16 milhões). Como são pequenos e lentos, eles muitas vezes “enganam” os radares, que confundem os drones com pássaros ou aviões civis.

Lições da guerra na Ucrânia

O conflito entre Irã e nações do Golfo é visto como uma evolução do que já acontece na Ucrânia.

De um lado, a Rússia agora possui suas próprias fábricas de drones estilo Shahed e fez melhorias que foram compartilhadas de volta com o Irã. 

De outro, a Ucrânia tornou-se a maior especialista do mundo em derrubar esses drones. O país usa desde metralhadoras até sensores acústicos que “ouvem” o barulho de motor de cortador de grama que os drones fazem.

O futuro: IA e produção em massa

Drones LUCAS, usados pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã
Próximos passos são construir milhares de drones baratos de ataque e usar IA para que eles voem em “enxames” (Imagem: Centro de Comando dos EUA)

A reportagem do NYT indica que o uso dessas armas só vai aumentar. Isso porque: 1) O governo dos EUA destinou US$ 1,1 bilhão (R$ 6 bilhões) para um programa que visa construir milhares desses drones de ataque; e 2) O próximo passo é usar a inteligência artificial (IA) para tornar esses drones ainda mais independentes e eficazes, permitindo que voem em “enxames” ou acompanhem aviões de caça pilotados por humanos.

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Ciclone e frente fria devem mudar o tempo em parte do Brasil neste fim de semana

Uma frente fria associada a um ciclone extratropical no litoral do Rio Grande do Sul avança pelas regiões Sul e Sudeste do Brasil neste fim de semana. O fenômeno meteorológico aumenta o risco de temporais isolados, com rajadas de vento de até 50 km/h e chuvas intensas em diversos estados brasileiros.

Há previsão de acumulados elevados de chuva em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas o alerta para pancadas fortes também se estende ao Centro-Oeste. Enquanto o calor extremo persiste em parte do Sudeste e no Nordeste, uma massa de ar frio deve reduzir as temperaturas no território gaúcho a partir de domingo.

Chuva e ventania: a previsão do tempo para este fim de semana

Confira abaixo os destaques da previsão do tempo para cada região:

Sul

  • Sábado: A frente fria chegou logo cedo. No Rio Grande do Sul, a chuva deve ser forte em várias áreas, inclusive em Porto Alegre, podendo vir com raios e ventos. Em Santa Catarina e no Paraná, o céu fica nublado e chove em vários momentos, principalmente no litoral;
  • Domingo: O frio começa a aparecer no Rio Grande do Sul, baixando um pouco as temperaturas. A chuva enfraquece no estado gaúcho, mas continua com força no Paraná e no norte de Santa Catarina;
  • Temperaturas: Porto Alegre terá mínima de 21°C e máxima de 27°C no sábado. Curitiba deve variar entre 17°C e 29°C;

Sudeste

  • Sábado: O tempo fica instável em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com pancadas de chuva ao longo do dia. Há risco de temporais no interior e no litoral paulista, além da região serrana do Rio;
  • Domingo: A frente fria avança pela costa, aumentando a umidade e a chance de chuva no Rio e no centro-sul de Minas. Mesmo assim, o calor continua em muitas cidades;
  • Temperaturas: No Rio de Janeiro, a expectativa é que o calor aumente no domingo, podendo chegar a 35°C. Em Vitória (ES), o domingo deve ser de calor intenso, atingindo os 36°C. Em São Paulo, a temperatura deve variar entre 20°C e 29°C durante o fim de semana.

Centro-Oeste

  • O ar continua quente e úmido, o que favorece a formação de nuvens de chuva.
  • Sábado e Domingo: Estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul devem ter pancadas de chuva, algumas com trovoadas, principalmente entre tarde e noite;
  • Sensação térmica: O tempo continuará abafado e com temperaturas altas. Cuiabá deve ter máximas de 29°C e Brasília chegará aos 28°C no domingo.

Nordeste

  • A chuva se concentra mais na parte norte da região por causa da influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT);
  • Sábado: Deve chover no Maranhão, Piauí, Ceará e no litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, com chance de temporais isolados;
  • Domingo: A chuva continua no norte, mas o sol aparece mais no interior da região. O calor e a sensação de abafamento devem ser predominantes em quase todo o Nordeste.

Norte

  • A região segue o ritmo do “verão amazônico”, ou seja, muito calor e chuvas frequentes;
  • Tanto no sábado quanto no domingo, estados como Amazonas, Pará, Acre e Rondônia devem ter chuvas de moderadas a fortes, que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.

(Essa matéria usou informações de G1.)

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Hackers chineses usam Windows e Google Drive para espionar governos, diz empresa

Pesquisadores da Check Point Software identificaram uma operação de espionagem cibernética que usa serviços do Windows e o Google Drive para atacar governos. Ligada a hackers da China, a Silver Dragon sequestra funções do computador para instalar uma ferramenta de acesso escondida, chamada GearDoor, que permite controlar a máquina invadida à distância.

A operação está ativa desde a metade de 2024 e foca em órgãos públicos no Sudeste Asiático e na Europa. O objetivo dos invasores não é derrubar sistemas, mas agir de forma silenciosa para roubar informações estratégicas pelo máximo de tempo possível sem serem notados.

Hackers usam programas comuns e sites confiáveis para esconder roubo de dados em órgãos públicos

Segundo a Check Point Software, o grupo obtém acesso aos computadores de duas maneiras: explorando falhas em servidores ligados à internet ou enviando e-mails falsos (phishing) para funcionários. Essa estratégia permite que os invasores entrem tanto por brechas técnicas quanto por erros humanos em instituições do governo.

Ilustração de dragão segurando um globo representando o planeta Terra
Ligada a hackers da China, a Silver Dragon sequestra funções do computador para instalar uma ferramenta de acesso escondida (Imagem: Check Point Software)

Após entrar no sistema, o vírus se esconde dentro de ferramentas oficiais do Windows, como o Windows Update (que atualiza o computador) e o sincronizador de relógio. Como esses processos são considerados seguros, o código malicioso consegue rodar sem ser bloqueado pelos programas de segurança tradicionais.

O controle da invasão é feito por meio do Google Drive, onde os hackers criam pastas específicas para cada vítima. Eles trocam ordens e arquivos roubados disfarçados de imagens comuns, aproveitando que o tráfego desse site de nuvem raramente é barrado pelas defesas das redes governamentais.

“A campanha Silver Dragon representa a tendência atual da espionagem cibernética moderna, em que os atacantes utilizam diferentes vetores de acesso inicial, escondendo-se em serviços confiáveis do Windows e em plataformas amplamente utilizadas como o Google Drive”, aponta Sergey Shykevich, gerente do Grupo de Inteligência de Ameaças da Check Point Software.

Para monitorar o que as vítimas fazem, os criminosos usam o SilverScreen, programa que tira fotos da tela apenas quando há mudanças visuais importantes. Isso permite vigiar o usuário por muito tempo sem causar lentidão no computador, o que ajuda a manter a espionagem invisível.

A autoria do ataque foi atribuída a grupos chineses porque os horários de atividade dos hackers seguem o fuso de Pequim. Diante disso, especialistas recomendam que governos aumentem a vigilância sobre serviços de nuvem e mantenham seus sistemas sempre atualizados para evitar invasões.

O Olhar Digital pediu posicionamento sobre o assunto para o Google e para a Microsoft.

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Cinema: lançamentos de filmes da semana (5 de março)

Os filmes que estreiam nos cinemas nesta semana vão desde clássicos reinventados até produções nacionais intimistas. O destaque fica para releituras de monstros icônicos e a aguardada versão estendida de um sucesso de Quentin Tarantino.

Da Chicago estilizada dos anos 1930 ao Japão profundo das tradições milenares, o público é convidado a uma viagem que atravessa fronteiras geográficas e temporais, unindo o peso de grandes astros de Hollywood a produções internacionais premiadas que trazem novas texturas para a telona. Mas se a ideia é um programa mais leve, a lista também traz animações e romances.

(Veja horários no cinema mais próximo em plataformas como Ingresso.com e Adoro Cinema)

Filmes que chegam ao cinema nesta semana (26 de fevereiro)

Confira trailers e sinopses dos filmes que chegam às telonas nesta quinta-feira (26) no Brasil:

A Noiva!

  • Drama | Romance | Suspense | Terror | Ficção científica | Estados Unidos
  • Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal
  • Ambientado na Chicago dos anos 1930, o longa de Maggie Gyllenhaal traz uma releitura estilizada do clássico de terror. Na trama, Mary (Jessie Buckley) é uma mulher ligada ao mundo do crime que, após ser assassinada, é trazida de volta à vida pelo monstro de Frankenstein (Christian Bale). Com o auxílio da cientista Dr. Euphronius (Annete Bening), a protagonista renasce como a Noiva, mas logo subverte os desejos de seus criadores ao buscar vingança em meio a um romance explosivo e violento.

Kill Bill: The Whole Bloody Affair

  • Ação | Suspense | Estados Unidos
  • Direção e roteiro: Quentin Tarantino
  • Quentin Tarantino entrega sua visão original de quatro horas e meia ao reunir os dois volumes da saga num único épico. A trama foca na vingança implacável de Beatrix “Black Mamba” Kiddo (Uma Thurman), ex-assassina que sobrevive ao massacre de seu próprio casamento planejado por seu antigo mentor, Bill (David Carradine). Esta versão elimina as recapitulações de meio de filme e acrescenta sequências inéditas, consolidando a maratona de espadas e kung fu como um tributo definitivo ao cinema de artes marciais.

Cara de Um, Focinho de Outro

  • Animação | Aventura | Comédia | Estados Unidos
  • Direção: Daniel Chong | Roteiro: Daniel Chong e Jesse Andrews
  • A nova aposta da Pixar traz Mabel, estudante que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robótico e explorar a vida selvagem de perto. O que começa como um estudo científico ganha tons de aventura quando ela precisa proteger seus novos amigos do prefeito Jerry, político hostil que planeja eliminar a fauna local para expandir a cidade. Entre descobertas e trapalhadas, a jovem incentiva os bichos a reagirem à invasão urbana, descobrindo que entender o outro, seja ele humano ou animal, exige muito mais do que apenas um disfarce tecnológico.

Push: No Limite do Medo

  • Drama | Suspense | Terror | Estados Unidos
  • Direção e roteiro: David Charbonier e Justin Powell
  • O filme coloca uma corretora de imóveis no centro de um pesadelo. Grávida de oito meses e ainda lidando com o luto pelo falecimento do noivo, Natalie Flores (Alicia Sanz) tenta retomar a carreira vendendo uma mansão de luxo que foi palco de um crime terrível. O que deveria ser um recomeço profissional vira uma luta desesperada pela sobrevivência quando um suposto cliente se revela um perseguidor implacável, forçando a protagonista a proteger a própria vida e a do bebê antes do parto.

Queens of the Dead

  • Comédia | Terror | Estados Unidos
  • Direção: Tina Romero | Roteiro: Tina Romero e Erin Judge
  • Unindo o “glitter” ao “gore”, a diretora apresenta uma comédia de terror ambientada no Brooklyn que resgata a mitologia criada por seu pai, George Romero. Em Queens of The Dead, um apocalipse zumbi interrompe abruptamente um show de drag queens, forçando grupos rivais de artistas e club kids a unirem forças contra os mortos-vivos. O longa utiliza o estilo “terrir” para equilibrar o humor e o banho de sangue numa sobrevivência nada convencional.

A Vida Secreta de Meus Três Homens

  • Ficção científica | Brasil
  • Direção e roteiro: Letícia Simões
  • A cineasta Letícia Simões usa a voz da atriz Nash Laila para repassar a própria identidade e as feridas do Brasil por meio de três figuras masculinas centrais. O longa resgata as histórias de Arnaud (Guga Patriota), avô que se juntou ao cangaço; Fernando (Giordano Castro), pai boêmio que colaborou com a ditadura militar; e Sebastião (Murilo Sampaio), padrinho e fotógrafo que silenciou sua homossexualidade. Com uma abordagem minimalista e teatral, o filme confronta o passado familiar com as estruturas de violência que moldaram o país.

De Volta à Bahia

  • Drama | Romance | Brasil
  • Direção: Eliezer Lipnik e Joana di Carso | Roteiro: Joana di Carso
  • Esporte e romance ditam o ritmo da história protagonizada por Maya (Barbara França) e Pedro (Lucca Picon). Após um resgate no mar que viraliza na internet, os surfistas descobrem que compartilham o mesmo mentor, o treinador PH (Felipe Roque). E passam a se preparar juntos para um campeonato decisivo em Salvador. Entre as ondas e a rotina de treinos, o casal inicia um relacionamento enquanto tenta superar crises domésticas e as incertezas de suas trajetórias pessoais.

Hey Joe

  • Drama | Itália
  • Direção: Claudio Giovannesi | Roteiro: Claudio Giovannesi e Maurizio Braucci
  • Pouco mais de 20 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o veterano Dean (James Franco) decide retornar a Nápoles para enfrentar as consequências de um romance de juventude. Tendo deixado a namorada grávida e desamparada ao fim do conflito, ele tenta agora recuperar o tempo perdido com o filho que nunca conheceu. No entanto, o reencontro nos anos 1970 é marcado pelo choque: o filho foi criado por um chefe do crime organizado e não demonstra o menor interesse em criar laços com o pai “estrangeiro” que o abandonou.

Kokuho – O Preço da Perfeição

  • Drama | Japão
  • Direção: Sang-il Lee | Roteiro: Satoko Okudera
  • Maior sucesso de bilheteria do cinema japonês (fora o circuito de animes), o longa de três horas mergulha na tradição do teatro kabuki por meio da vida de Kikuo Tachibana (Ryô Yoshizawa). Após testemunhar o assassinato do pai, um chefe da Yakuza, o jovem abandona o crime para se tornar aprendiz do mestre Hanai Hanjiro (Ken Watanabe). Ao lado de Shunsuke (Ryusei Yokohama), filho biológico do mentor, ele se especializa em interpretar papéis femininos, os chamados “onnagata”, construindo uma carreira marcada por uma rivalidade artística que atravessa décadas entre palcos, escândalos e a busca obsessiva pela perfeição.

Minha Querida Família

  • Comédia | Drama | França
  • Direção: Isild Le Besco | Roteiro: Isild Le Besco e Steven Mitz
  • A ex-diva da ópera Queen (Marisa Berenson) é o centro das atenções do filme, que retrata uma reunião familiar explosiva. Enquanto Estelle (Élodie Bouchez) tenta se refugiar de um casamento abusivo na casa da mãe, o clima de suposta união é atropelado pelas neuroses dos irmãos Janet (Jeanne Balibar), Manon (Isild Le Besco) e Jean-Luc (Elie Semoun). A instabilidade chega ao limite com o aparecimento de Marc (Axel Granberger), o filho preferido que ressurge após duas décadas carregando as cinzas do pai e uma revelação que coloca em xeque o passado de todo o clã.

Bebê da Mamãe

  • Drama | Suspense | Alemanha, Áustria e Suíça
  • Direção: Johanna Moder | Roteiro: Johanna Moder e Arne Kohlweyer
  • Misturando suspense, paranoia e pitadas de comédia, a produção alemã aborda as complexidades da depressão pós-parto. A trama acompanha Julia (Marie Leuenberger), maestra que, junto do marido Georg (Hans Löw), recorre a um tratamento experimental do especialista Dr. Vilfort (Claes Bang) para conseguir engravidar. Após um parto tenso no qual o recém-nascido é isolado para supostos exames, Julia retorna para casa incapaz de se conectar com o bebê, alimentando a desconfiança de que a criança foi trocada pela clínica ou algo pior.

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Anthropic volta a conversar com Pentágono sobre uso do Claude na guerra

A Anthropic e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos retomaram as negociações nesta quinta-feira (05) para definir o uso de inteligência artificial (IA) em sistemas militares, revelou o Financial Times nesta quinta-feira (05). O diálogo ocorre após o colapso das conversas na semana passada, quando o governo americano ameaçou designar a startup como um “risco à cadeia de suprimentos”, medida que proibiria agências federais de utilizarem suas ferramentas.

A divergência central envolve as salvaguardas de segurança da empresa, que resiste ao uso de sua tecnologia para vigilância em massa ou operação de armas autônomas. Enquanto a concorrente OpenAI já firmou acordos para o uso de modelos em redes confidenciais (sistemas protegidos por sigilo de segurança nacional), a Anthropic busca garantias contratuais de que sua tecnologia não executará análises indiscriminadas de grandes volumes de dados.

Pressão de investidores e risco de exclusão aceleram retomada de diálogo entre Anthropic e Pentágono

O retorno às negociações foi motivado por uma pressão de grandes investidores, como Amazon e Nvidia. Por meio de um conselho de tecnologia, essas empresas enviaram uma carta ao governo na qual manifestaram preocupação com a possível punição à Anthropic, o que poderia prejudicar todo o mercado de tecnologia dos Estados Unidos.

Agora, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, conversa diretamente com Emil Michael, um alto funcionário do Pentágono responsável por pesquisas e engenharia. O objetivo é criar um contrato que permita aos militares usar a tecnologia, mas garanta que os limites éticos da startup não sejam desrespeitados.

OpenAI e Anthropic
Enquanto a OpenAI opera em redes secretas, a Anthropic exige garantias contra o uso de sua IA na análise indiscriminada de dados em massa (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

A Anthropic está numa fase de crescimento e espera faturar US$ 20 bilhões (R$ 105 bilhões) por ano, o que torna o governo um cliente estratégico. Se fosse expulsa desse mercado, a empresa perderia espaço para concorrentes que possuem menos travas de segurança em seus sistemas de IA.

O impasse ocorreu porque o governo americano queria retirar uma cláusula que impedia a IA de analisar grandes volumes de dados coletados de forma massiva. Oficiais do Pentágono criticam a startup há meses, afirmando que a preocupação exagerada com a segurança da IA atrapalha o desenvolvimento de ferramentas de defesa do país.

O desfecho dessa negociação vai definir como as empresas do Vale do Silício e os militares trabalharão juntos no futuro. Um novo acordo permitiria que o exército voltasse a usar o sistema Claude (a IA da Anthropic) e mostraria se o governo aceita as regras de controle ético propostas pelos desenvolvedores.

(Essa matéria também usou informações de Reuters.)

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Com William Shatner, Elon Musk inicia testes do X Money

O X/Twitter iniciou a fase de testes externos do seu serviço de pagamentos, o X Money, nesta semana. Para distribuir os primeiros convites, a empresa organizou um leilão beneficente em parceria com o ator William Shatner, famoso pela franquia Star Trek.

A iniciativa libera o acesso à ferramenta que, até então, era testada apenas por funcionários da própria rede social. O lançamento é um passo para o plano de Elon Musk de transformar a plataforma num “aplicativo para tudo“. A visão do bilionário é reunir finanças, mensagens e vídeos num só lugar.

X Money oferece cartão de metal e rendimento sobre dinheiro guardado

O sistema funciona com abas para organizar a conta, os prêmios e o histórico de uso. Por meio desses menus, os usuários podem depositar, enviar dinheiro para outras pessoas ou cobrar.

Here’s a few more screenshots. There’s a debit card with cash back too! 😳😱 pic.twitter.com/yeKE1gXAjQ

— William Shatner (@WilliamShatner) March 3, 2026

𝕏 Money https://t.co/JQ51VrmQeI

— Elon Musk (@elonmusk) March 4, 2026

Existe a opção de configurar o depósito direto para que o dinheiro parado renda juros de até 6% ao ano. Esse rendimento é identificado pela sigla APY, termo técnico para lucro acumulado entregue a uma conta ao longo de 12 meses (em português, geralmente é o Rendimento Percentual Anual).

Os primeiros escolhidos para o teste receberão um cartão de débito feito de metal com o seu próprio nome de usuário do X. Os pagamentos são processados pela rede Visa, que garante a tecnologia para a transferência de valores entre os usuários.

This will be big https://t.co/Xubex9Mea1

— Elon Musk (@elonmusk) March 4, 2026

Embora o X/Twitter não seja um banco, o dinheiro dos clientes fica guardado no Cross River Bank, que possui seguro do governo dos Estados Unidos (FDIC) para valores de até US$ 250 mil. A empresa já obteve licenças para operar como transmissora de dinheiro em mais de 40 estados norte-americanos.

Musk planeja que o serviço seja liberado para todo o mundo em cerca de dois meses. O objetivo do X Money é competir diretamente com outros aplicativos financeiros já consolidados, como o PayPal.

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Musk se defende de acusação de fraude em tribunal por compra do Twitter

Elon Musk depôs num tribunal federal de São Francisco, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (04). O empresário se defende de acusações de fraude civil em investimentos durante a compra do Twitter por US$ 44 bilhões (R$ 229 bilhões, na cotação atual), ocorrida em 2022.

Antigos investidores da rede social acusam Musk de manipular o mercado ao criticar publicamente o sistema da empresa e ameaçar desistir do negócio. Segundo o processo, ele teria usado o problema das contas falsas (bots) para pressionar a diretoria a aceitar um preço menor pela venda.

Musk nega intenção de prejudicar mercado e afirma que bolsa de valores é instável

Durante o depoimento, o bilionário foi questionado se entendia que suas postagens na internet afetavam o valor das ações. Musk respondeu que o mercado financeiro funciona como um “maníaco-depressivo”. E que suas mensagens nem sempre geram o resultado que as pessoas esperam.

O grupo de investidores que move a ação afirma que sofreu prejuízos ao vender suas ações por acreditar que o bilionário iria cancelar o acordo. Eles alegam que Musk criou um esquema para derrubar o valor do Twitter antes de concluir a compra pelo preço prometido de US$ 54,20 por ação (aproximadamente R$ 280 na época).

A defesa de Musk garante que ele nunca teve o objetivo de prejudicar os acionistas durante a negociação. No entanto, o empresário também é alvo de um órgão regulador por ter demorado a revelar que já possuía uma parte da empresa antes de fazer a proposta oficial de compra.

Uma derrota neste julgamento pode obrigar Musk a indenizar os antigos acionistas pelas perdas relatadas. Atualmente, o empresário lidera a X Corp., que uniu o Twitter (hoje chamado de X) à xAI e SpaceX, outras empresas de Musk. Atualmente, investidores privados consideram que a companhia vale US$ 1,25 trilhão (R$ 6,5 bilhões).

(Essa matéria usou informações de CNBC.)

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OpenAI negocia com a Otan após fechar contrato milionário com o Pentágono

A OpenAI está negociando um contrato para fornecer sua tecnologia de inteligência artificial (IA) às redes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). É o que fontes disseram ao Wall Street Journal (WSJ).

A informação veio a público poucos dias após a empresa de Sam Altman fechar um acordo de US$ 200 milhões (pouco mais de R$ 1 milhão) com o Pentágono para integrar seus grandes modelos de linguagem às operações de inteligência dos Estados Unidos.

Embora o CEO tenha afirmado inicialmente que o projeto envolveria redes confidenciais da aliança militar, uma porta-voz da empresa esclareceu depois ao WSJ que o foco são as redes não confidenciais da Otan.

Para explicar a diferença entre esses dois tipos de redes no contexto militar e de inteligência, imagine uma escala de “segredo”:

  • Redes confidenciais (classified networks): São redes altamente restritas e protegidas. Elas são usadas para processar e armazenar informações que o governo considera sensíveis ou secretas para a segurança nacional. No caso da OpenAI, o acordo com o Pentágono envolve esse tipo de trabalho sigiloso;
  • Redes não confidenciais (unclassified networks): São redes usadas para informações que não exigem o mesmo nível de proteção de segurança nacional. Elas lidam com dados do dia a dia, comunicações administrativas e informações que, embora não sejam públicas, não são consideradas “segredos de Estado” que colocariam o país em risco se vazassem.

OpenAI ocupa ‘vácuo’ deixado pela Anthropic e acelera integração militar

O interesse da Otan na tecnologia da OpenAI surge no momento em que a startup assume um papel central na estratégia de defesa do governo Donald Trump. A aliança, composta por 32 países, representa um novo mercado para a implementação de sistemas que podem acelerar o processamento de informações de inteligência. O acordo é visto como uma forma de garantir que a tecnologia americana tenha “um lugar na mesa” nas decisões sobre o futuro das operações militares.

amodei
A Anthropic recusou termos do Pentágono que exigiam flexibilidade para o uso de IA em vigilância doméstica e monitoramento de cidadãos (Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock)

A ascensão da OpenAI no setor militar veio após o colapso das negociações entre o Departamento de Defesa dos EUA e a Anthropic. A empresa de Dario Amodei recusou termos que exigiam flexibilidade para o uso de IA em vigilância doméstica e monitoramento de cidadãos. Como consequência da resistência ética em pontos de segurança e dados pessoais, a empresa companhia foi designada como um risco à cadeia de suprimentos pelo governo federal.

Para viabilizar juridicamente esses contratos, a OpenAI removeu de sua política de uso a proibição explícita para fins militares e bélicos. Essa mudança facilitou a integração do modelo GPT-4 em infraestruturas de segurança nacional e análise de dados de vigilância. O Pentágono planeja utilizar essas ferramentas para o processamento massivo de informações e o desenvolvimento de sistemas autônomos.

Inclusive, este foi o tema da coluna Fala AI, do programa Olhar Digital News de terça-feira (03). Assista abaixo:

A decisão de colaborar com o setor de defesa gerou reações negativas entre funcionários e pesquisadores da OpenAI (entre usuários também, diga-se). Críticos questionam a conformidade do pacto com os princípios originais da empresa, temendo o uso da tecnologia para vigilância em massa ou armas sem supervisão humana. Altman defendeu a posição afirmando que a eficiência de uma força militar traz benefícios à humanidade, apesar de discordar de ações específicas.

Após o fechamento do contrato com o Pentágono, a OpenAI atualizou seus termos para declarar que seus sistemas não serão usados para vigilância doméstica de cidadãos americanos.

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