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Starship: relembre os 11 voos de teste do megafoguete da SpaceX

Nesta quinta-feira (21), se tudo sair conforme o planejado pela SpaceX, acontece o primeiro lançamento da nova versão do megafoguete Starship. Originalmente prevista para terça-feira (19) e adiada duas vezes, a missão marca o 12º teste de voo do sistema desenvolvido pela empresa de Elon Musk. Mais adiante, segue um resumo dos outros 11 lançamentos feitos até agora.

O foguete está programado para decolar às 19h30, no horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital – no site, YouTube e nas redes sociais – a partir das 19h. A live será apresentada por Bruno Capozzi, editor-executivo do portal, Lucas Soares, editor de Ciência e Espaço, e pelo astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon).

Histórico de voos

Até o momento, a SpaceX realizou 11 voos de teste integrados da Starship, utilizando as versões V1 e V2 do foguete. Veja a seguir um resumo com os marcos desses lançamentos:

Voo 1 – Abril de 2023

A Starship explodiu ainda acoplada ao Super Heavy. Falhas nos motores levaram à ativação do sistema de destruição do veículo.

Voo 2 – Novembro de 2023

A Starship conseguiu se separar do Super Heavy pela primeira vez. O propulsor explodiu logo depois, enquanto a nave perdeu sinal após cerca de oito minutos e acabou sendo destruída antes de completar o voo.

Voo 3 – Março de 2024

Em um grande avanço, o terceiro teste durou cerca de 50 minutos. A Starship foi perdida, mas nunca havia chegado tão longe. Apesar do sucesso da decolagem, a equipe perdeu contato com a nave pouco antes do horário previsto para o pouso.

Starship re-entering Earth’s atmosphere. Views through the plasma pic.twitter.com/HEQX4eEHWH

— SpaceX (@SpaceX) March 14, 2024

Voo 4 – Junho de 2024

Pela primeira vez, a Starship realizou um pouso controlado no Oceano Índico, enquanto o Super Heavy pousou no Golfo do México, como planejado.

Voo 5 – Outubro de 2024

O quinto teste marcou um passo importante rumo à reutilização rápida do sistema. Pela primeira vez, a SpaceX conseguiu retornar e capturar o propulsor Super Heavy na torre de lançamento. A Starship também completou uma reentrada controlada e amerissou no Oceano Índico com sucesso.

Propulsor Super Heavy retornando para a base de lançamento em pouso histórico que finalizou o quinto voo de teste do Starship. – Crédito: SpaceX.

Voo 6 – Novembro de 2024

Mais um voo bem-sucedido. O propulsor foi direcionado para um pouso controlado no Golfo do México. Já a Starship conseguiu reacender um de seus motores no espaço, um avanço importante para futuras missões orbitais.

Voo 7 – Janeiro de 2025

O sétimo voo terminou com a perda da Starship após uma explosão durante o teste. Ainda assim, a SpaceX afirmou ter identificado rapidamente a causa do problema.

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Separação dos estágios pouco antes da explosão da nave Starship durante o 7º voo de teste do veículo – Crédito: SpaceX

Voo 8 – Março de 2025

O oitavo voo também não saiu como planejado. Cerca de oito minutos após o lançamento, o estágio superior começou a girar descontroladamente, perdeu altitude e acabou explodindo.

Voo 9 – Maio de 2025

Pouco mais de 80 dias após o voo anterior, a Starship voltou a decolar. Foi a primeira reutilização de um Super Heavy, usando o mesmo propulsor do sétimo teste. Falhas impediram parte dos experimentos planejados para o booster, enquanto o estágio superior alcançou a trajetória suborbital prevista, mas acabou perdendo controle durante o voo.

Voo 10 – Agosto de 2025

Primeiro grande sucesso completo do ano. A missão cumpriu seus principais objetivos, incluindo a implantação de simuladores de satélites Starlink, reacendimento de motor no espaço e reentrada controlada da Starship.

Voo 11 – Outubro de 2025

O décimo primeiro voo marcou o encerramento da fase “V2” da Starship. A missão foi considerada um grande sucesso: o Super Heavy realizou um pouso controlado no Golfo do México, enquanto a nave completou testes de reentrada, reacendimento de motor no espaço e implantação de simuladores de satélites Starlink antes de pousar no Oceano Índico. Apesar do resultado positivo, um dos motores do propulsor apresentou falha momentânea durante a manobra de retorno, sem comprometer a missão. 

Starship no céu em seu 11º voo
Versão 2 do Starship voando pela última vez, durante o 11º lançamento do megafoguete. – Crédito: SpaceX

Leia mais:

Como será o 12º voo de teste do megafoguete Starship

Na nova versão do foguete há atualizações importantes tanto na nave Starship quanto no propulsor Super Heavy. Entre as mudanças estão a nova geração dos motores Raptor e modificações estruturais projetadas para aumentar a eficiência e ampliar a capacidade de reutilização do sistema.

Segundo a SpaceX, o objetivo principal da missão é avaliar como essas alterações se comportam em condições reais de voo. A empresa pretende verificar o desempenho de componentes inéditos e analisar se as melhorias podem acelerar o processo de reutilização rápida do foguete, algo considerado essencial para reduzir custos em futuras missões espaciais.

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O primeiro veículo Starship V3 da SpaceX durante um ensaio geral molhado realizado em 11 de maio – Crédito: SpaceX

Durante o teste, o Super Heavy deverá realizar etapas consideradas fundamentais para futuras operações comerciais. Entre elas estão a decolagem, a separação entre os estágios, a queima de retorno e a tentativa de pouso controlado no mar, em uma área do Golfo do México.

Desta vez, o booster não tentará voltar para a base de lançamento. Como se trata de um veículo significativamente redesenhado, a SpaceX decidiu priorizar a coleta de dados e a segurança do experimento antes de novas tentativas de recuperação em terra.

Já o estágio superior da Starship terá várias tarefas no espaço. Uma delas será lançar 20 simuladores de satélites Starlink, projetados para reproduzir o tamanho dos futuros modelos Starlink V3. Além disso, dois satélites modificados também serão enviados para testar equipamentos que poderão ser usados nas próximas gerações da rede de internet espacial.

Esses satélites especiais terão ainda outra função importante: registrar imagens do escudo térmico da Starship durante o voo. O objetivo é ajudar engenheiros a avaliar as condições da estrutura após enfrentar temperaturas extremas durante a reentrada na atmosfera.

Para ampliar os testes, algumas placas do escudo térmico foram pintadas de branco, enquanto uma delas foi retirada propositalmente. A ideia é analisar como o calor e a pressão do ar afetam as áreas vizinhas quando há falhas na proteção da nave.

A missão também prevê o reacendimento de um motor Raptor ainda no espaço, além de manobras experimentais para testar os limites estruturais da Starship. Essas simulações devem ajudar a SpaceX a preparar futuras viagens mais complexas, incluindo missões tripuladas para a Lua e, no longo prazo, para Marte.

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Intel se une a projeto de chips de IA de Elon Musk

A Intel anunciou, nesta terça-feira (7), que participará do projeto Terafab, complexo de fabricação de chips de inteligência artificial (IA) idealizado por Elon Musk em parceria com a SpaceX e a Tesla. A iniciativa tem como objetivo desenvolver processadores capazes de sustentar as ambições do bilionário em áreas, como robótica e infraestrutura de data centers.

Após o anúncio, as ações da Intel subiram mais de 2%, segundo a Reuters. A empresa também divulgou uma imagem em que seu CEO, Lip-Bu Tan, aparece apertando as mãos de Musk, informando que recebeu o empresário em seu campus no último fim de semana.

A entrada da Intel no projeto ocorre meses depois de Musk apresentar planos para que a Tesla construa uma gigantesca fábrica de chips de IA, voltada a acelerar o desenvolvimento de tecnologias autônomas. Na ocasião, ele já havia sugerido a possibilidade de colaboração com a fabricante de semicondutores.

Segundo a Intel, suas capacidades industriais devem acelerar o objetivo do Terafab de produzir um terawatt por ano em capacidade computacional, com foco em avanços futuros em IA e robótica.

Em publicação no X, Lip-Bu Tan afirmou: “Elon tem um histórico comprovado de reinventar indústrias inteiras. Isso é exatamente o que é necessário na fabricação de semicondutores hoje. O Terafab representa uma mudança significativa na forma como lógica de silício, memória e empacotamento serão construídos no futuro.”

Elon has a proven track record of reimagining entire industries. This is exactly what is needed in semiconductor manufacturing today. Terafab represents a step change in how silicon logic, memory and packaging will get built in the future. Intel is proud to be a partner and work… https://t.co/PmzsTLNmad

— Lip-Bu Tan (@LipBuTan1) April 7, 2026

No mês passado, Musk afirmou que sua empresa de foguetes, a SpaceX — que recentemente se fundiu com a empresa de redes sociais e inteligência artificial xAI —, junto com a Tesla, pretende construir duas fábricas avançadas de chips em um grande complexo em Austin, Texas (EUA).

Uma dessas unidades será voltada para veículos e robôs humanoides, enquanto a outra será projetada para data centers de IA no espaço.

Paralelamente, a SpaceX entrou com pedido confidencial para realizar uma oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, o que pode resultar em uma das maiores aberturas de capital da história. A expectativa é de que o lançamento no mercado ocorra ainda este ano.

Leia mais:

Reestruturação da Intel ganha fôlego

  • Para a Intel, que vinha ficando atrás de concorrentes na corrida pela IA, a parceria tende a reforçar a confiança dos investidores à medida que seus esforços de reestruturação avançam;
  • A empresa vem registrando melhora financeira, impulsionada pelo aumento da demanda por seus processadores;
  • “A Intel precisa mostrar que pode atender os maiores clientes em seus projetos mais importantes, e isso parece ser o caso com a parceria com a Tesla”, afirmou o analista Gil Luria, da D.A. Davidson, à Reuters, classificando o movimento como um “passo importante” na reestruturação da companhia;
  • Sob a liderança de Lip-Bu Tan há mais de um ano, a Intel vem adotando medidas agressivas para recuperar sua saúde financeira, incluindo cortes de empregos e venda de ativos;
  • A empresa também recebeu bilhões de dólares em investimentos da Nvidia e do governo dos Estados Unidos, que atualmente é seu maior acionista.

Um dos pilares da estratégia de recuperação é o negócio de fabricação de chips sob contrato, conhecido como Intel Foundry, que ainda registra prejuízos significativos. Em 2025, a divisão teve um prejuízo operacional de US$ 10,3 bilhões (R$ 53,3 bilhões), enquanto sua receita cresceu apenas 3%.

Apesar disso, a Intel tem apostado na tecnologia de fabricação 18A. No mês passado, a companhia indicou que essa tecnologia poderá ser oferecida a clientes externos, após ter sido utilizada majoritariamente para fins internos no ano anterior.

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Falcon 9 atinge recorde de 33 reutilizações em missão Starlink

A SpaceX realizou neste sábado (21) dois novos lançamentos da sua constelação de internet via satélite Starlink e estabeleceu um novo recorde de reutilização de foguetes. A segunda missão do dia marcou o 33º voo de um mesmo primeiro estágio do Falcon 9, ampliando a marca anterior da empresa.

Os lançamentos ocorreram a partir de bases na Califórnia e na Flórida, colocaram 53 satélites em órbita e reforçaram a estratégia da companhia de reduzir custos com a reutilização de estágios. As missões corresponderam ao 21º e 22º voos do Falcon 9 em 2026.

Segundo lançamento do sábado (22) colocou 28 satélites da Starlink em órbita e bateu recorde de reutilizações (Imagem: Reprodução / SpaceX)

Dois lançamentos no mesmo dia

O primeiro lançamento aconteceu às 4h04 (horário da Costa Leste dos EUA, 09h04 GMT), a partir do complexo Space Launch Complex 4 East (SLC-4E), na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia. O foguete transportou 25 satélites Starlink (Grupo 17-25).

O primeiro estágio utilizado foi o booster B1063, que completou seu 31º voo. Após a separação, ele pousou com sucesso na embarcação autônoma “Of Course I Still Love You”, posicionada no Oceano Pacífico.

Horas depois, às 22h47 (horário da Costa Leste, 03h47 GMT de 22 de fevereiro), outro Falcon 9 decolou do Space Launch Complex 40 (SLC-40), na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A missão levou 28 satélites (Starlink Group 6-104) ao espaço.

O destaque foi o primeiro estágio B1067, que realizou seu 33º voo, estabelecendo um novo recorde de reutilização para a empresa. Esse estágio pousou na embarcação “A Shortfall of Gravitas”, no Oceano Atlântico.

Detalhe do Falcon 9
Primeiro estágio B1067 atingiu recorde de reutilizações, chegando a seu 33º voo (Imagem: Michael Vi / Shutterstock.com)

O que é o primeiro estágio de um foguete?

O primeiro estágio de um foguete é a parte inferior do veículo, responsável por fornecer o impulso inicial no momento do lançamento. Ele concentra os motores principais e a maior parte do combustível usado para tirar o foguete do solo e atravessar as camadas mais densas da atmosfera.

Após consumir o combustível, esse estágio se separa do restante do foguete, que segue viagem com os estágios superiores até a órbita ou destino final. Em foguetes como o Falcon 9, da SpaceX, o primeiro estágio é projetado para retornar à Terra e pousar de forma controlada, permitindo reutilização em missões futuras.

Em termos práticos, é ele que faz o “trabalho pesado” do lançamento. Já os estágios seguintes assumem a função de acelerar a carga útil, como satélites, até a velocidade necessária para permanecer em órbita.

Expansão da constelação Starlink

Ambos os lançamentos atingiram a órbita com sucesso. Com a adição das 53 novas unidades, a constelação da Starlink ultrapassou 9.700 satélites ativos de internet banda larga em operação. A empresa mantém uma cadência elevada de lançamentos ao longo do ano, com as duas missões de sábado representando os voos de número 21 e 22 do Falcon 9 em 2026.

starlink
(Imagem: Juan Alejandro Bernal/Shutterstock)

A reutilização frequente dos primeiros estágios tem sido um dos pilares da estratégia da companhia, permitindo múltiplas viagens ao espaço com o mesmo hardware e ampliando o ritmo de expansão da rede orbital.

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