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SpaceX acelera cronograma para infraestrutura de IA espacial

A SpaceX está planejando lançar demonstrações iniciais de infraestrutura de computação de inteligência artificial (IA) baseada no espaço até o final de 2027, antecipando o cronograma de “início de 2028” divulgado no seu prospecto de IPO, de acordo com duas pessoas que participaram em apresentações para investidores ouvidas pela Reuters.

Projeto central para crescimento futuro

  • O esforço de computação orbital é fundamental para a estratégia de crescimento de longo prazo da SpaceX perante os investidores;
  • A empresa afirma nos seus documentos de IPO ser “a única empresa com um caminho comercialmente viável para construir computação de IA orbital em larga escala“;
  • A SpaceX solicitou autorização aos reguladores para lançar até um milhão de satélites de centros de dados espaciais;
  • Durante duas apresentações para investidores antes do IPO, ambas com a presença da Presidente Gwynne Shotwell e do Diretor Financeiro Bret Johnsen, os executivos da SpaceX delinearam um roteiro para começar a demonstrar capacidades de computação orbital em 2027.

Shotwell e Johnsen, que têm estado em reuniões com grandes bancos de investimento para promover uma captação de fundos de US$ 75 bilhões (R$ 389,4 bilhões) no IPO da empresa, com uma avaliação-alvo de US$ 1,7 trilhão (R$ 9 trilhões), descreveram as implementações iniciais como sistemas demonstrativos destinados a validar a tecnologia antes de qualquer implementação comercial mais ampla.

Desafios com o foguetão Starship

O Starship, o foguetão totalmente reutilizável que sustenta os planos da empresa para computação orbital, continua anos atrasado em relação aos objetivos originais do CEO, Elon Musk, e ainda não demonstrou a reutilização rápida necessária para tornar a implementação em larga escala economicamente viável.

Michael Monaghan, sócio e gestor de carteira da Founder ETFs, comentou à Reuters que “os centros de dados orbitais, embora sejam um problema difícil, têm alguns limites, o que me dá maior confiança de que os cronogramas estabelecidos serão cumpridos”.

Página da SpaceX no Twitter aberta em celular rodeado de notas de dólar numa mesa
SpaceX promete maior IPO da história – Imagem: FellowNeko/Shutterstock

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Tecnologia e especificações

Num vídeo divulgado na segunda-feira (8), Musk afirmou que construir centros de dados de IA orbitais não é um desafio de engenharia difícil, pois grande parte da tecnologia necessária já existe na atual rede de satélites Starlink.

A primeira versão do satélite de IA provavelmente usará chips da Nvidia, e a potência informática da nave espacial seria equivalente à de um rack Nvidia GB300, disse o CEO.

Detalhes do IPO da SpaceX

As ações da SpaceX estão programadas para começar a ser negociadas na Nasdaq na sexta-feira (12) com o símbolo SPCX, com o preço do IPO definido em US$ 135 (R$ 700,96) por ação. Esta será a maior oferta pública inicial do mundo, destronando a petrolífera Saudi Aramco.

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Funcionários da SpaceX podem ganhar na loteria com IPO da empresa

O mercado financeiro está de olho no IPO da SpaceX, previsto para os próximos dias. A abertura de capital da empresa de Elon Musk tem tudo para se tornar a maior oferta pública inicial de ações da história.

Se, por um lado, muitos investidores aguardam ansiosamente pela possibilidade de fazer parte do quadro acionário da companhia, por outro, funcionários da empresa aguardam a possibilidade de vender suas ações.

Vendas de ações da SpaceX devem ser acompanhadas de lucros gigantescos

Quando a SpaceX fizer sua estreia na Bolsa de Valores, milhares de funcionários atuais e antigos da companhia poderão negociar suas ações. Não são apenas engenheiros, mas também outros trabalhadores que atuam nos campi da empresa na Califórnia, Texas e Flórida.

Isso acontece porque a companhia de Elon Musk premiou esses funcionários ao longo do tempo com a distribuição de ações da empresa. Alguns desses trabalhadores mantiveram participações que eram avaliadas em menos de US$ 2 por ação quando foram concedidas. Agora, com o IPO, a expectativa é cada ação da SpaceX seja negociada por US$ 135.

Página da SpaceX no Twitter aberta em celular rodeado de notas de dólar numa mesa
SpaceX promete maior IPO da história (Imagem: FellowNeko/Shutterstock) – Imagem: FellowNeko/Shutterstock

É importante destacar que funcionários geralmente não podem vender suas ações pré-IPO por alguns meses, devido a períodos de tranca destinados a evitar uma enxurrada de vendas repentinas. Mas a SpaceX tem regras que podem permitir pequenas vendas já em julho.

Mesmo aguardando alguns meses, é difícil imaginar que uma eventual venda das ações da companhia por esses funcionários antigos não seja acompanhada por lucros importantes. As informações são do The Wall Street Journal.

IPO acontece nos próximos dias

  • O IPO da SpaceX está marcado para o dia 12 de junho.
  • A meta é captar US$ 75 bilhões (aproximadamente R$ 376 bilhões) em investimentos.
  • Elon Musk mira uma avaliação de mercado de US$ 1,75 trilhão (cerca de R$ 9 trilhões).
  • Isso representa 67 vezes o valor das vendas da empresa.
  • Se o objetivo for atingido, a SpaceX se tornará uma das empresas mais valiosas do mundo.

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Bezos e Musk enfrentam dificuldades na corrida espacial bilionária

Jeff Bezos e Elon Musk enfrentaram desafios significativos na semana passada em sua renovada rivalidade pelo espaço, destacando quão desafiadores serão seus sonhos de ficção científica para se tornarem realidade.

Contratempos da Blue Origin de Bezos

Para Bezos, simplesmente sair deste planeta continua sendo um de seus maiores desafios — evidenciado pela explosão espetacular do foguete da Blue Origin na plataforma de lançamento na quinta-feira (28). O foguete New Glenn, que explodiu perto de Cabo Canaveral, Flórida (EUA), era parte do plano de Bezos para diminuir a diferença entre a Blue Origin e a SpaceX.

Pouco após o incidente, Bezos postou nas redes sociais sua intenção de reconstruir, sugerindo que, mesmo no revés, o trabalho carrega significado especial, escrevendo: “Vale a pena“. Essa frase, segundo fontes, tornou-se um grito de guerra dentro da Blue Origin conforme a empresa avança.

Ao fundo, imagem da Terra vista do espaço; à frente, logo da Blue Origin em um smartphone
Blue Origin briga com a SpaceX por contratos com a NASA – Imagem: Victor Sanchez G/Shutterstock

Desafios da SpaceX de Musk

Para Musk, a tensão foi mais sutil. O bilionário manifestou-se nas redes sociais quando divulgou informações confusas sobre o negócio de data centers da SpaceX. Isso complicou as águas para o cada vez mais próximo IPO da empresa, que visa arrecadar dezenas de bilhões de dólares para financiar seus objetivos multiplanetários.

Musk complicou as coisas com uma postagem na semana passada nas redes sociais que parecia sugerir que a duração do acordo com a Anthropic não era de longo prazo, contrariando o que estava implícito no arquivo da SpaceX.

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A Corrida pela “Loja de Tudo da Galáxia”

Embora suas listas de problemas sejam diferentes, ambos estão perseguindo algo similar: construir a Loja de Tudo da Galáxia. Tanto Musk quanto Bezos veem o espaço como o lar perfeito para servidores remotos, em parte devido à vasta energia que pode ser aproveitada do sol.

Os dois campos estão montando um ecossistema de capacidades:

  • Foguetes para alcançar o espaço;
  • Data centers entre as estrelas;
  • Satélites para transmitir dados entre o céu e a terra.

Detalhes no prospecto do IPO da SpaceX divulgado no final de maio revelaram os primeiros passos da empresa para alugar poder computacional para clientes. O arquivo revelou termos de um acordo com a Anthropic, um dos principais laboratórios de IA, que destacam quão lucrativo tal negócio pode ser para a fabricante de foguetes de Musk.

A Anthropic concordou em pagar US$ 1,2 bilhão (R$ 6,3 bilhões) por mês até maio de 2029 pelo uso dos data centers Colossus e Colossus II da SpaceX na área de Memphis, Tennessee (EUA). Coletivamente, as duas instalações fornecem cerca de um gigawatt de poder computacional.

Fachada da SpaceX
Empresa se prepara para IPO gigantesco – Imagem: Walter Cicchetti/Shutterstock

Concorrência com a Amazon

Isso seria um ataque direto ao coração do grande gerador de dinheiro da Amazon, o negócio de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS). A Amazon está correndo para construir sua infraestrutura de IA para melhor posicionar seu negócio de nuvem para desempenhar um papel fundamental no novo boom tecnológico.

O CEO da Amazon, Andy Jassy, anunciou planos de investir US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão) apenas este ano. Parte desse dinheiro é para produzir mais chips feitos sob medida para treinamento e inferência de IA.

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IA: bilhões de SpaceX e OpenAI impulsionam apostas em empresas asiáticas

Investidores globais estão ampliando suas apostas em empresas asiáticas que podem se beneficiar da próxima fase de expansão da inteligência artificial (IA), impulsionada pelas esperadas captações bilionárias de companhias, como SpaceX, OpenAI e Anthropic.

A avaliação do mercado é que os recursos levantados por essas empresas deverão alimentar uma nova onda de investimentos em infraestrutura tecnológica, beneficiando fabricantes de componentes, materiais especializados, sistemas de resfriamento e equipamentos de energia em toda a cadeia de suprimentos da Ásia.

Boom da IA impulsiona mercado asiático

  • A tese vem ganhando força em momento em que os mercados buscam identificar os próximos vencedores do boom da IA;
  • Segundo analistas e gestores ouvidos pela Bloomberg, parte significativa dos recursos que deverão ser levantados pelas três empresas estadunidenses acabará chegando aos fornecedores asiáticos responsáveis por peças de servidores, componentes eletrônicos, materiais para semicondutores e soluções energéticas utilizadas em data centers;
  • O movimento ocorre após fabricantes de chips da região se tornarem alguns dos maiores beneficiários da expansão dos centros de dados;
  • Empresas, como a TSMC, a Samsung e a SK Hynix, alcançaram valorizações que as colocaram no grupo de companhias avaliadas em mais de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões).

Contudo, após fortes altas nos preços das ações, parte dos investidores passou a demonstrar preocupação com os níveis elevados de avaliação dessas empresas. Com isso, cresce a busca por uma nova geração de vencedores ligados à infraestrutura da IA.

“Os IPOs relacionados à IA podem alimentar ainda mais o boom de investimentos em capital em um momento em que as ações asiáticas de semicondutores parecem esticadas”, afirmou Ken Wong, especialista em ações asiáticas da Eastspring Investments Hong Kong.

Segundo ele, a gestora está reduzindo sua exposição ao setor de semicondutores dentro de sua estratégia tecnológica para a Ásia e direcionando maior atenção para fabricantes de componentes eletrônicos.

Logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI está na mesma linha da SpaceX e visa IPO bilionário – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Nova rodada de investimentos em IA

A disputa pela liderança em IA já levou gigantes da tecnologia, como a Meta e a Amazon, a realizar investimentos massivos em infraestrutura computacional.

Nesse contexto, as futuras ofertas públicas de ações de SpaceX, OpenAI e Anthropic são vistas como um fator que pode aliviar preocupações do mercado sobre a sustentabilidade do financiamento do setor, especialmente diante do aumento dos níveis de endividamento das empresas.

De acordo com Fabien Yip, analista de mercado da IG International, as listagens das três empresas poderão resultar em cerca de US$ 70 bilhões (R$ 352,6 bilhões) adicionais em gastos relacionados à IA, valor que se somaria aos mais de US$ 750 bilhões (R$ 3,8 trilhões) já comprometidos pelas principais empresas de computação em nuvem e infraestrutura digital.

Segundo Yip, os efeitos dessa expansão já podem ser observados nos resultados financeiros divulgados por fabricantes de chips. “O impacto sobre a Ásia é claramente visível”, afirmou. Para ela, à medida que a valorização ligada à IA amadurece, o movimento está se expandindo para além das empresas diretamente associadas ao desenvolvimento de chips.

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Fabricantes de componentes ganham destaque

Entre as operações mais lucrativas do mercado asiático neste ano estão fabricantes de componentes eletrônicos utilizados em servidores e fornecedores de materiais e processos empregados na produção de semicondutores.

A Samsung Electro-Mechanics e a Ibiden figuram entre os destaques do principal índice amplo de ações asiáticas da MSCI em 2026. Entre apostas consideradas menos óbvias, Yip destaca a fabricante japonesa de sanitários Toto, fornecedora de materiais cerâmicos utilizados em equipamentos para fabricação de semicondutores.

Os fabricantes asiáticos de chips vêm registrando lucros expressivos, impulsionados pela IA, beneficiados pelo forte poder de precificação decorrente da escassez de semicondutores. Agora, sinais de restrições de oferta começam a surgir em etapas posteriores da cadeia produtiva, tendência que pode se intensificar com a continuidade dos investimentos.

A maior conscientização dos investidores sobre esses novos gargalos, somada a fatores técnicos de mercado, tem contribuído para a ampliação do interesse por empresas além das grandes fabricantes de chips.

Servidores, conectividade e infraestrutura

Sam Konrad, gestor de portfólio da Jupiter Asset Management, vê oportunidades em empresas taiwanesas responsáveis pela montagem de servidores, como a Hon Hai e a Quanta, além da desenvolvedora de chips MediaTek.

O ciclo de investimentos em IA vai durar vários anos”, afirmou. “Os investidores provavelmente buscarão empresas que sejam beneficiárias diretas, mas que ainda negociem com múltiplos de avaliação baixos.”

Song Zhe, da BNP Paribas Asset Management, acredita que a próxima etapa da valorização deverá ser mais seletiva. “A próxima fase da alta deve ser específica para determinadas ações, e não uma valorização generalizada dos semicondutores”, afirmou.

Segundo ele, sua equipe está concentrada em empresas ligadas a encapsulamento avançado de chips, substratos, testes, conectividade óptica, energia, sistemas de resfriamento e infraestrutura de servidores em Taiwan e na China, segmentos nos quais as perspectivas de crescimento dos lucros ainda podem justificar as avaliações de mercado.

Além disso, alguns investidores estão direcionando recursos para aplicações de IA além dos chatbots, incluindo robótica e veículos autônomos. Esse segmento emergente, conhecido como “IA física”, recebeu impulso dos esforços da Nvidia para expandir seus negócios nessa área, beneficiando empresas parceiras, como a LG.

Energia surge como novo gargalo

Outro setor que vem atraindo atenção crescente é o de energia, considerado fundamental para sustentar a proliferação de data centers. Fontes nucleares e alternativas de geração ganharam destaque, especialmente em um cenário de alta dos preços do petróleo, provocada pela guerra envolvendo o Irã.

Na Coreia do Sul, empresas, como a HD Hyundai Energy e a Daewoo Engineering & Construction, estão entre os principais destaques do mercado acionário local neste ano.

Na Índia, os investimentos do Adani Group em data centers abastecidos por energia renovável impulsionam o desempenho de suas subsidiárias do setor energético, representando uma das poucas apostas ligadas à inteligência artificial no país.

Jian Shi Cortesi, gestora da GAM Investment Management, considera o fornecimento de energia “o gargalo menos explorado” pelos investidores, mas alerta que a próxima fase da euforia em torno da IA pode envolver riscos maiores.

Segundo ela, caso a demanda por IA não justifique o volume de investimentos realizados, as empresas poderão reduzir seus gastos de capital, deixando o mercado diante de excesso de infraestrutura e de fortes quedas nas avaliações.

Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal
Anthropic também está no bolo – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Fornecedores asiáticos devem ser beneficiados

Brian Ooi, gestor da Swiss-Asia Financial Services, avalia que as futuras captações de recursos de SpaceX, OpenAI e Anthropic representam um sinal positivo para a manutenção de investimentos em ações relacionadas à IA.

Ele também destaca oportunidades ligadas ao setor energético, especialmente em fabricantes de transformadores, células de combustível, cabos, turbinas a gás e outros equipamentos. Segundo Ooi, as três empresas terão mais recursos para sustentar seus planos de expansão.

“As três grandes ofertas relacionadas à IA fornecerão mais liquidez para que elas continuem investindo em gastos de capital, e elas já possuem planos significativos de investimentos”, afirmou. “Os fornecedores asiáticos serão beneficiados.”

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Starship: relembre os 11 voos de teste do megafoguete da SpaceX

Nesta quinta-feira (21), se tudo sair conforme o planejado pela SpaceX, acontece o primeiro lançamento da nova versão do megafoguete Starship. Originalmente prevista para terça-feira (19) e adiada duas vezes, a missão marca o 12º teste de voo do sistema desenvolvido pela empresa de Elon Musk. Mais adiante, segue um resumo dos outros 11 lançamentos feitos até agora.

O foguete está programado para decolar às 19h30, no horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital – no site, YouTube e nas redes sociais – a partir das 19h. A live será apresentada por Bruno Capozzi, editor-executivo do portal, Lucas Soares, editor de Ciência e Espaço, e pelo astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon).

Histórico de voos

Até o momento, a SpaceX realizou 11 voos de teste integrados da Starship, utilizando as versões V1 e V2 do foguete. Veja a seguir um resumo com os marcos desses lançamentos:

Voo 1 – Abril de 2023

A Starship explodiu ainda acoplada ao Super Heavy. Falhas nos motores levaram à ativação do sistema de destruição do veículo.

Voo 2 – Novembro de 2023

A Starship conseguiu se separar do Super Heavy pela primeira vez. O propulsor explodiu logo depois, enquanto a nave perdeu sinal após cerca de oito minutos e acabou sendo destruída antes de completar o voo.

Voo 3 – Março de 2024

Em um grande avanço, o terceiro teste durou cerca de 50 minutos. A Starship foi perdida, mas nunca havia chegado tão longe. Apesar do sucesso da decolagem, a equipe perdeu contato com a nave pouco antes do horário previsto para o pouso.

Starship re-entering Earth’s atmosphere. Views through the plasma pic.twitter.com/HEQX4eEHWH

— SpaceX (@SpaceX) March 14, 2024

Voo 4 – Junho de 2024

Pela primeira vez, a Starship realizou um pouso controlado no Oceano Índico, enquanto o Super Heavy pousou no Golfo do México, como planejado.

Voo 5 – Outubro de 2024

O quinto teste marcou um passo importante rumo à reutilização rápida do sistema. Pela primeira vez, a SpaceX conseguiu retornar e capturar o propulsor Super Heavy na torre de lançamento. A Starship também completou uma reentrada controlada e amerissou no Oceano Índico com sucesso.

Propulsor Super Heavy retornando para a base de lançamento em pouso histórico que finalizou o quinto voo de teste do Starship. – Crédito: SpaceX.

Voo 6 – Novembro de 2024

Mais um voo bem-sucedido. O propulsor foi direcionado para um pouso controlado no Golfo do México. Já a Starship conseguiu reacender um de seus motores no espaço, um avanço importante para futuras missões orbitais.

Voo 7 – Janeiro de 2025

O sétimo voo terminou com a perda da Starship após uma explosão durante o teste. Ainda assim, a SpaceX afirmou ter identificado rapidamente a causa do problema.

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Separação dos estágios pouco antes da explosão da nave Starship durante o 7º voo de teste do veículo – Crédito: SpaceX

Voo 8 – Março de 2025

O oitavo voo também não saiu como planejado. Cerca de oito minutos após o lançamento, o estágio superior começou a girar descontroladamente, perdeu altitude e acabou explodindo.

Voo 9 – Maio de 2025

Pouco mais de 80 dias após o voo anterior, a Starship voltou a decolar. Foi a primeira reutilização de um Super Heavy, usando o mesmo propulsor do sétimo teste. Falhas impediram parte dos experimentos planejados para o booster, enquanto o estágio superior alcançou a trajetória suborbital prevista, mas acabou perdendo controle durante o voo.

Voo 10 – Agosto de 2025

Primeiro grande sucesso completo do ano. A missão cumpriu seus principais objetivos, incluindo a implantação de simuladores de satélites Starlink, reacendimento de motor no espaço e reentrada controlada da Starship.

Voo 11 – Outubro de 2025

O décimo primeiro voo marcou o encerramento da fase “V2” da Starship. A missão foi considerada um grande sucesso: o Super Heavy realizou um pouso controlado no Golfo do México, enquanto a nave completou testes de reentrada, reacendimento de motor no espaço e implantação de simuladores de satélites Starlink antes de pousar no Oceano Índico. Apesar do resultado positivo, um dos motores do propulsor apresentou falha momentânea durante a manobra de retorno, sem comprometer a missão. 

Starship no céu em seu 11º voo
Versão 2 do Starship voando pela última vez, durante o 11º lançamento do megafoguete. – Crédito: SpaceX

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Como será o 12º voo de teste do megafoguete Starship

Na nova versão do foguete há atualizações importantes tanto na nave Starship quanto no propulsor Super Heavy. Entre as mudanças estão a nova geração dos motores Raptor e modificações estruturais projetadas para aumentar a eficiência e ampliar a capacidade de reutilização do sistema.

Segundo a SpaceX, o objetivo principal da missão é avaliar como essas alterações se comportam em condições reais de voo. A empresa pretende verificar o desempenho de componentes inéditos e analisar se as melhorias podem acelerar o processo de reutilização rápida do foguete, algo considerado essencial para reduzir custos em futuras missões espaciais.

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O primeiro veículo Starship V3 da SpaceX durante um ensaio geral molhado realizado em 11 de maio – Crédito: SpaceX

Durante o teste, o Super Heavy deverá realizar etapas consideradas fundamentais para futuras operações comerciais. Entre elas estão a decolagem, a separação entre os estágios, a queima de retorno e a tentativa de pouso controlado no mar, em uma área do Golfo do México.

Desta vez, o booster não tentará voltar para a base de lançamento. Como se trata de um veículo significativamente redesenhado, a SpaceX decidiu priorizar a coleta de dados e a segurança do experimento antes de novas tentativas de recuperação em terra.

Já o estágio superior da Starship terá várias tarefas no espaço. Uma delas será lançar 20 simuladores de satélites Starlink, projetados para reproduzir o tamanho dos futuros modelos Starlink V3. Além disso, dois satélites modificados também serão enviados para testar equipamentos que poderão ser usados nas próximas gerações da rede de internet espacial.

Esses satélites especiais terão ainda outra função importante: registrar imagens do escudo térmico da Starship durante o voo. O objetivo é ajudar engenheiros a avaliar as condições da estrutura após enfrentar temperaturas extremas durante a reentrada na atmosfera.

Para ampliar os testes, algumas placas do escudo térmico foram pintadas de branco, enquanto uma delas foi retirada propositalmente. A ideia é analisar como o calor e a pressão do ar afetam as áreas vizinhas quando há falhas na proteção da nave.

A missão também prevê o reacendimento de um motor Raptor ainda no espaço, além de manobras experimentais para testar os limites estruturais da Starship. Essas simulações devem ajudar a SpaceX a preparar futuras viagens mais complexas, incluindo missões tripuladas para a Lua e, no longo prazo, para Marte.

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Intel se une a projeto de chips de IA de Elon Musk

A Intel anunciou, nesta terça-feira (7), que participará do projeto Terafab, complexo de fabricação de chips de inteligência artificial (IA) idealizado por Elon Musk em parceria com a SpaceX e a Tesla. A iniciativa tem como objetivo desenvolver processadores capazes de sustentar as ambições do bilionário em áreas, como robótica e infraestrutura de data centers.

Após o anúncio, as ações da Intel subiram mais de 2%, segundo a Reuters. A empresa também divulgou uma imagem em que seu CEO, Lip-Bu Tan, aparece apertando as mãos de Musk, informando que recebeu o empresário em seu campus no último fim de semana.

A entrada da Intel no projeto ocorre meses depois de Musk apresentar planos para que a Tesla construa uma gigantesca fábrica de chips de IA, voltada a acelerar o desenvolvimento de tecnologias autônomas. Na ocasião, ele já havia sugerido a possibilidade de colaboração com a fabricante de semicondutores.

Segundo a Intel, suas capacidades industriais devem acelerar o objetivo do Terafab de produzir um terawatt por ano em capacidade computacional, com foco em avanços futuros em IA e robótica.

Em publicação no X, Lip-Bu Tan afirmou: “Elon tem um histórico comprovado de reinventar indústrias inteiras. Isso é exatamente o que é necessário na fabricação de semicondutores hoje. O Terafab representa uma mudança significativa na forma como lógica de silício, memória e empacotamento serão construídos no futuro.”

Elon has a proven track record of reimagining entire industries. This is exactly what is needed in semiconductor manufacturing today. Terafab represents a step change in how silicon logic, memory and packaging will get built in the future. Intel is proud to be a partner and work… https://t.co/PmzsTLNmad

— Lip-Bu Tan (@LipBuTan1) April 7, 2026

No mês passado, Musk afirmou que sua empresa de foguetes, a SpaceX — que recentemente se fundiu com a empresa de redes sociais e inteligência artificial xAI —, junto com a Tesla, pretende construir duas fábricas avançadas de chips em um grande complexo em Austin, Texas (EUA).

Uma dessas unidades será voltada para veículos e robôs humanoides, enquanto a outra será projetada para data centers de IA no espaço.

Paralelamente, a SpaceX entrou com pedido confidencial para realizar uma oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, o que pode resultar em uma das maiores aberturas de capital da história. A expectativa é de que o lançamento no mercado ocorra ainda este ano.

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Reestruturação da Intel ganha fôlego

  • Para a Intel, que vinha ficando atrás de concorrentes na corrida pela IA, a parceria tende a reforçar a confiança dos investidores à medida que seus esforços de reestruturação avançam;
  • A empresa vem registrando melhora financeira, impulsionada pelo aumento da demanda por seus processadores;
  • “A Intel precisa mostrar que pode atender os maiores clientes em seus projetos mais importantes, e isso parece ser o caso com a parceria com a Tesla”, afirmou o analista Gil Luria, da D.A. Davidson, à Reuters, classificando o movimento como um “passo importante” na reestruturação da companhia;
  • Sob a liderança de Lip-Bu Tan há mais de um ano, a Intel vem adotando medidas agressivas para recuperar sua saúde financeira, incluindo cortes de empregos e venda de ativos;
  • A empresa também recebeu bilhões de dólares em investimentos da Nvidia e do governo dos Estados Unidos, que atualmente é seu maior acionista.

Um dos pilares da estratégia de recuperação é o negócio de fabricação de chips sob contrato, conhecido como Intel Foundry, que ainda registra prejuízos significativos. Em 2025, a divisão teve um prejuízo operacional de US$ 10,3 bilhões (R$ 53,3 bilhões), enquanto sua receita cresceu apenas 3%.

Apesar disso, a Intel tem apostado na tecnologia de fabricação 18A. No mês passado, a companhia indicou que essa tecnologia poderá ser oferecida a clientes externos, após ter sido utilizada majoritariamente para fins internos no ano anterior.

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Falcon 9 atinge recorde de 33 reutilizações em missão Starlink

A SpaceX realizou neste sábado (21) dois novos lançamentos da sua constelação de internet via satélite Starlink e estabeleceu um novo recorde de reutilização de foguetes. A segunda missão do dia marcou o 33º voo de um mesmo primeiro estágio do Falcon 9, ampliando a marca anterior da empresa.

Os lançamentos ocorreram a partir de bases na Califórnia e na Flórida, colocaram 53 satélites em órbita e reforçaram a estratégia da companhia de reduzir custos com a reutilização de estágios. As missões corresponderam ao 21º e 22º voos do Falcon 9 em 2026.

Segundo lançamento do sábado (22) colocou 28 satélites da Starlink em órbita e bateu recorde de reutilizações (Imagem: Reprodução / SpaceX)

Dois lançamentos no mesmo dia

O primeiro lançamento aconteceu às 4h04 (horário da Costa Leste dos EUA, 09h04 GMT), a partir do complexo Space Launch Complex 4 East (SLC-4E), na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia. O foguete transportou 25 satélites Starlink (Grupo 17-25).

O primeiro estágio utilizado foi o booster B1063, que completou seu 31º voo. Após a separação, ele pousou com sucesso na embarcação autônoma “Of Course I Still Love You”, posicionada no Oceano Pacífico.

Horas depois, às 22h47 (horário da Costa Leste, 03h47 GMT de 22 de fevereiro), outro Falcon 9 decolou do Space Launch Complex 40 (SLC-40), na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A missão levou 28 satélites (Starlink Group 6-104) ao espaço.

O destaque foi o primeiro estágio B1067, que realizou seu 33º voo, estabelecendo um novo recorde de reutilização para a empresa. Esse estágio pousou na embarcação “A Shortfall of Gravitas”, no Oceano Atlântico.

Detalhe do Falcon 9
Primeiro estágio B1067 atingiu recorde de reutilizações, chegando a seu 33º voo (Imagem: Michael Vi / Shutterstock.com)

O que é o primeiro estágio de um foguete?

O primeiro estágio de um foguete é a parte inferior do veículo, responsável por fornecer o impulso inicial no momento do lançamento. Ele concentra os motores principais e a maior parte do combustível usado para tirar o foguete do solo e atravessar as camadas mais densas da atmosfera.

Após consumir o combustível, esse estágio se separa do restante do foguete, que segue viagem com os estágios superiores até a órbita ou destino final. Em foguetes como o Falcon 9, da SpaceX, o primeiro estágio é projetado para retornar à Terra e pousar de forma controlada, permitindo reutilização em missões futuras.

Em termos práticos, é ele que faz o “trabalho pesado” do lançamento. Já os estágios seguintes assumem a função de acelerar a carga útil, como satélites, até a velocidade necessária para permanecer em órbita.

Expansão da constelação Starlink

Ambos os lançamentos atingiram a órbita com sucesso. Com a adição das 53 novas unidades, a constelação da Starlink ultrapassou 9.700 satélites ativos de internet banda larga em operação. A empresa mantém uma cadência elevada de lançamentos ao longo do ano, com as duas missões de sábado representando os voos de número 21 e 22 do Falcon 9 em 2026.

starlink
(Imagem: Juan Alejandro Bernal/Shutterstock)

A reutilização frequente dos primeiros estágios tem sido um dos pilares da estratégia da companhia, permitindo múltiplas viagens ao espaço com o mesmo hardware e ampliando o ritmo de expansão da rede orbital.

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