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WhatsApp testa IA no celular para identificar golpes antes que você caia neles

O WhatsApp está testando novo recurso que usa inteligência artificial (IA) diretamente no celular para identificar possíveis golpes em conversas. Chamado de Scam Alert, o sistema analisa mensagens no próprio aparelho e pode exibir um alerta caso o modelo considere que uma conversa apresenta características de uma tentativa de fraude.

A ferramenta está sendo disponibilizada inicialmente em um beta limitado e é opcional. Segundo a Meta, responsável pelo WhatsApp, o objetivo é ajudar usuários a reconhecer abordagens suspeitas antes de fornecer informações, enviar dinheiro ou realizar outras ações solicitadas pelos criminosos.

O sistema foi desenvolvido para funcionar no próprio dispositivo. Isso significa que o conteúdo das mensagens não precisa ser enviado aos servidores da Meta para que a classificação seja feita.

Como funciona o alerta de golpe

  • Quando o modelo identifica uma mensagem que considera provavelmente parte de uma tentativa de golpe, o WhatsApp exibe um aviso dentro da conversa;
  • O alerta é visível apenas para o próprio usuário e não aparece para a outra pessoa envolvida no chat;
  • A partir daí, o usuário pode decidir o que fazer. As opções incluem bloquear o contato, denunciar a conversa ou continuar falando com a pessoa;
  • Caso o alerta seja considerado um falso positivo, também é possível marcar a conversa como confiável. Nesse caso, o aviso é removido e o Scam Alert deixa de sinalizar aquela conversa novamente;
  • Ao marcar um chat como confiável, o usuário também pode optar por compartilhar com o WhatsApp as cinco últimas mensagens recebidas. Segundo a Meta, esse conteúdo pode ser usado para ajudar a melhorar a precisão do recurso;
  • O envio dessas mensagens, portanto, não acontece automaticamente.

IA funciona diretamente no celular

Uma das principais características do novo sistema é justamente o processamento local. Segundo a Meta, quando o recurso de detecção está ativado, “nenhum conteúdo de mensagem deixa o dispositivo do usuário para classificação”.

A empresa também afirma que nenhuma mensagem é enviada automaticamente para denúncia ao WhatsApp, à Meta ou a terceiros. O usuário pode ainda desativar o Scam Alert a qualquer momento.

A estratégia busca preservar a privacidade das conversas enquanto utiliza modelos de aprendizado de máquina para identificar padrões associados a golpes.

Celular com ícone do WhatsApp na tela; ao fundo, um hacker encapuzado usando um notebook
Sistema emite alerta caso considere que a conversa seja uma tentativa de fraude; cabe ao usuário aceitá-lo ou não – Imagem: Daniel Constante/Shutterstock

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WhatsApp virou alvo frequente de criminosos

A preocupação da Meta está relacionada à escala do WhatsApp. A plataforma possui mais de três bilhões de usuários em todo o mundo e se tornou um dos ambientes utilizados por criminosos para abordar potenciais vítimas.

Entre os golpes estão pedidos fraudulentos de transferências bancárias e esquemas conhecidos como “pig butchering”, nos quais os criminosos constroem uma relação de confiança com a vítima antes de convencê-la a enviar dinheiro ou investir em uma oportunidade falsa.

Dados da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) indicam que vítimas relataram US$ 425 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões) em perdas com golpes realizados pelo WhatsApp em 2025.

O valor corresponde a uma parcela dos mais de US$ 2,1 bilhões (aproximadamente R$ 11,5 bilhões) em perdas relatadas com golpes praticados por meio de redes sociais no mesmo ano.

Recurso amplia combate a golpes no WhatsApp

O Scam Alert é mais uma iniciativa da Meta para tentar identificar fraudes antes que elas causem prejuízo aos usuários.

No início de 2026, a empresa também lançou mecanismos de detecção de golpes relacionados a pedidos de vinculação de dispositivos no WhatsApp. Esse tipo de fraude tenta convencer a vítima a fornecer códigos ou realizar procedimentos que permitem ao criminoso conectar a própria conta a outro aparelho.

Agora, a empresa amplia a utilização de IA para analisar o conteúdo das mensagens localmente, em busca de sinais que possam indicar uma tentativa de golpe.

Por enquanto, o Scam Alert está em fase de testes e sua disponibilidade é limitada. A Meta ainda precisa avaliar o desempenho do sistema antes de ampliar o recurso para mais usuários.

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Golpe do CPF cancelado no WhatsApp: saiba como se proteger

Uma nova onda de ataques no WhatsApp está tirando o sono dos brasileiros. O famoso “golpe do CPF cancelado” evoluiu: agora, os criminosos utilizam inteligência artificial (IA) para criar mensagens personalizadas e convincentes, pressionando as vítimas a pagarem dívidas inexistentes via PIX para evitar o bloqueio do documento.

O alerta foi emitido pela empresa de segurança Kaspersky, que identificou o uso de dados reais das vítimas (como o próprio número do CPF) para dar veracidade à farsa.

Como o golpe funciona

A abordagem começa com uma mensagem de um número desconhecido, muitas vezes exibindo o logotipo da Receita Federal. O texto afirma que há uma irregularidade grave no seu cadastro e que, caso um pagamento não seja feito imediatamente, o seu CPF será suspenso.

Para atrair a vítima, os golpistas oferecem um “desconto generoso” na suposta dívida, desde que o pagamento seja feito via Pix. Eles utilizam links que levam a sites falsos, muito parecidos com os portais do Governo, usando palavras como “regularizar” ou “atendimento-receita” na URL.

Como identificar a fraude

Embora os criminosos usem IA para escrever textos sem erros gramaticais, existem sinais claros de que a mensagem é falsa:

  • Urgência excessiva: o uso de ameaças como “seu documento será bloqueado hoje” é uma tática para impedir que você pense com clareza.
  • Dados pessoais expostos: o fato de o golpista saber seu nome ou CPF não significa que ele é um agente oficial. Esses dados são frequentemente vazados em bases de dados clandestinas.
  • Meio de pagamento: órgãos públicos, como a Receita Federal, não solicitam pagamentos de impostos ou multas via PIX por meio de conversas de WhatsApp.
  • Links suspeitos: antes de clicar, observe o endereço. Sites oficiais do governo brasileiro sempre terminam em “.gov.br“.

Como se proteger

A prevenção é a sua melhor defesa contra o crime digital. Siga estas diretrizes:

  1. Não clique em links: se receber um aviso sobre seu CPF, feche o WhatsApp e abra o navegador. Digite manualmente o endereço do site oficial da Receita Federal ou use o portal e-CAC.
  2. Confira o destinatário do Pix: se chegar à tela de pagamento, verifique o nome de quem receberá o dinheiro. Se for uma pessoa física ou uma empresa desconhecida (em vez de “Tesouro Nacional”), interrompa a operação.
  3. Use proteção no celular: tenha um antivírus instalado. Ele funciona como uma barreira que bloqueia sites falsos (conhecidos como phishing) antes mesmo de você inserir seus dados.
  4. Duvide de facilidades: descontos agressivos em impostos ou taxas governamentais via chat não existem.

Cai no golpe, e agora?

Se você realizou o pagamento, o primeiro passo é entrar em contato com o seu banco imediatamente e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. Em seguida, registre um Boletim de Ocorrência eletrônico para documentar a fraude.

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