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OpenAI: Sam Altman pede desculpas por não denunciar suspeito de massacre à polícia

O CEO da OpenAI, Sam Altman, emitiu um pedido oficial de desculpas à comunidade de Tumbler Ridge, no Canadá, por não ter acionado as autoridades sobre as atividades de Jesse Van Rootselaar. O suspeito é apontado como autor de um massacre em fevereiro que resultou na morte de oito pessoas.

Em carta datada de 23 de abril, Altman expressou condolências e admitiu que a empresa falhou ao não contatar a polícia sobre Van Rootselaar, que teve sua conta no ChatGPT suspensa em junho do ano passado após o sistema de segurança da plataforma identificar conteúdos preocupantes.

“Quero expressar minhas mais profundas condolências a toda a comunidade. (….) Ninguém deveria jamais ter que passar por uma tragédia como esta.”

Trecho da carta de Sam Altman

Mensagens violentas foram ignoradas pela liderança

De acordo com relatos obtidos pelo The Wall Street Journal, o sistema de revisão automatizada da OpenAI sinalizou internamente mensagens do suspeito que descreviam cenários de violência extrema. Na época, embora funcionários tenham interpretado os textos como um indicativo de perigo real e urgido pela denúncia às autoridades canadenses, a liderança da empresa optou por apenas banir o usuário, sem envolver a polícia.

Após o crime em fevereiro, a polícia identificou Van Rootselaar, uma mulher trans de 18 anos, como a principal suspeita. A OpenAI revelou posteriormente que, após a divulgação da identidade da suspeita, descobriu uma segunda conta que ela utilizava para acessar o chatbot.

Mudanças nos protocolos de segurança

Como resposta à tragédia, a OpenAI afirmou ter reforçado seus protocolos de segurança. A empresa garantiu que, sob as novas regras, uma conta com o mesmo teor de mensagens seria denunciada imediatamente às autoridades se fosse descoberta hoje.

O compromisso de Altman inclui:

  • Colaboração contínua com governos para prevenir futuras tragédias.
  • Aperfeiçoamento dos sistemas de detecção proativa de ameaças.
  • Transparência no diálogo com as comunidades afetadas.

Pressão por regulamentação no Canadá

O caso intensificou o debate sobre a regulação de inteligência artificial no Canadá. Membros do Partido Liberal aprovaram recentemente uma resolução não vinculativa que pede a proibição do uso de chatbots de IA para menores de 16 anos.

O ministro encarregado da pasta de IA no país, Evan Solomon, e outros funcionários de alto escalão confirmaram que estão considerando novas regulamentações para o setor, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada até o momento, segundo o WSJ.

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ChatGPT vai ajudar usuários a pesquisar e comparar produtos sem sair da plataforma

O ChatGPT está recebendo mais funcionalidades voltadas à descoberta e comparação de produtos, em um movimento que amplia o uso da IA no comércio digital. A proposta é transformar a experiência de compra online, reduzindo a necessidade de pesquisar e comparar itens em vários sites.

A novidade permite que usuários pesquisem produtos de forma conversacional, descrevendo o que procuram e refinando resultados ao longo do diálogo. O ChatGPT também passa a exibir opções de forma visual, com comparação lado a lado, incluindo informações como preço, avaliações e características técnicas.

A atualização faz parte da expansão do chamado Protocolo de Comércio Agentic (ACP), uma estrutura que conecta lojistas à plataforma para fornecer dados atualizados de produtos. Com isso, o sistema consegue apresentar resultados mais relevantes e alinhados ao perfil do usuário, considerando fatores como orçamento, preferências e restrições.

Além disso, a experiência agora permite o envio de imagens como referência para encontrar itens semelhantes, o que amplia as possibilidades de busca. A proposta é centralizar em um único ambiente etapas que antes exigiam múltiplas abas e consultas a diferentes fontes.

Segundo a empresa, a mudança também traz ganhos para o varejo. Ao exibir produtos para usuários já próximos da decisão de compra, a plataforma tende a atrair consumidores com maior intenção de conversão. Grandes redes, como Target, Sephora, Best Buy e Home Depot, já participam do ecossistema, assim como lojistas integrados via Shopify.

OpenAI está melhorando experiência de pesquisa de produtos dentro do ChatGPT (Imagem: OpenAI/Divulgação)

No caso da Shopify, os catálogos de produtos já estão conectados automaticamente ao ChatGPT, sem necessidade de configuração adicional por parte dos vendedores. A expectativa é que o protocolo evolua para incluir recursos mais avançados, como personalização, disponibilidade local e estimativas de entrega.

A estratégia também prevê integração com experiências próprias dos varejistas. Em vez de centralizar o pagamento, a plataforma permite que as marcas utilizem seus próprios sistemas de checkout. Um dos exemplos é o Walmart, que lançou uma experiência integrada que leva o usuário da descoberta no ChatGPT para um ambiente personalizado da própria empresa.

As novas funcionalidades estão sendo liberadas gradualmente ao longo desta semana para todos os usuários da plataforma, incluindo planos gratuitos e pagos.

celular com app Gemini
Gemini também está ampliando experiência de compras (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

Gap e Google fecham parceria para compras com IA

Enquanto o ChatGPT avança na etapa de descoberta de produtos, outras empresas seguem caminhos diferentes na integração entre inteligência artificial e comércio eletrônico. Um exemplo é a parceria entre a varejista de moda Gap e o Google.

O acordo prevê a integração direta com o Gemini, sistema de IA do Google, permitindo que consumidores finalizem compras dentro da própria plataforma, sem necessidade de redirecionamento para o site da marca. A iniciativa marca a entrada da Gap como uma das primeiras grandes empresas do setor de moda a adotar esse modelo.

Segundo o site CNBC, nesse formato, os produtos são exibidos com base em dados fornecidos previamente pela própria varejista, garantindo maior controle sobre informações, experiência do usuário e coleta de dados. O pagamento é processado via Google Pay, enquanto a logística permanece sob responsabilidade da Gap.

A empresa também planeja incorporar recursos adicionais, como uma ferramenta de recomendação de tamanho baseada em inteligência artificial, para melhorar a experiência de compra online.

O modelo ainda está em fase de testes.

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Meta AI coleta mais de 90% dos seus dados; ChatGPT entra no “pódio” da espionagem

Se você usa chatbots para facilitar sua rotina, o preço a pagar pode ser a sua privacidade. Um novo relatório da Surfshark, atualizado em março de 2026, mostra que as inteligências artificiais estão coletando dados de forma cada vez mais voraz. O destaque negativo vai para a Meta AI, que já coleta 33 dos 35 tipos de dados possíveis definidos pela Apple, o que representa mais de 90% das suas informações pessoais.

De acordo com o levantamento, a média de coleta entre os 10 chatbots mais populares é de 14 tipos de dados. No entanto, gigantes como Google e OpenAI estão muito acima dessa linha, monitorando desde o histórico de navegação até métricas de saúde e áudio.

O estudo coloca a Meta no topo isolado, mas o Google Gemini aparece logo atrás, coletando 23 tipos de dados (quase o dobro da média do mercado). Entre as informações capturadas estão a localização precisa e o histórico de buscas do usuário.

A grande surpresa do relatório, porém, foi o ChatGPT. O chatbot da OpenAI subiu da 7ª para a 3ª posição no ranking de maiores coletores. Em apenas um ano, a plataforma aumentou em 70% a quantidade de dados monitorados, incluindo agora informações sensíveis como dados de saúde, fitness e arquivos de áudio.

O pódio da coleta: Meta AI e Google Gemini se distanciam da média de mercado (14 tipos), enquanto o ChatGPT registra um salto de 70% na captura de informações em relação ao ano passado. Imagem: SurfShark / Divulgação

A invasão da localização

Um dos pontos mais alarmantes destacados pela Surfshark é o rastreamento geográfico. No ano passado, 40% dos apps de IA coletavam dados de localização; hoje, esse número saltou para 70%.

“Os chatbots estão se tornando cada vez mais agressivos”, alerta Tomas Stamulis, Diretor de Segurança da Surfshark. Segundo o executivo, ao contrário dos buscadores tradicionais, “essas ferramentas lidam com uploads altamente sensíveis, como documentos fiscais e registros médicos, que podem ser compartilhados em grandes redes de terceiros para a veiculação de anúncios direcionados”.

Como se proteger?

Para quem não abre mão da tecnologia, a recomendação de segurança é clara: trate cada comando enviado à IA como um registro público.

  • Revise suas configurações: verifique quais permissões o app possui no seu celular.
  • Desative o histórico: sempre que possível, utilize modos que não salvam as conversas.
  • Cuidado com uploads: nunca compartilhe documentos com dados pessoais, financeiros ou médicos.
  • Pense antes: para efeitos de privacidade, a melhor estratégia é nunca compartilhar informações que você não deseja que se tornem públicas.

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OpenAI planeja lançar superaplicativo com o ChatGPT

A OpenAI está desenvolvendo um “superaplicativo” para desktop que vai unir três de suas principais ferramentas em uma única plataforma. A iniciativa pretende juntar o ChatGPT, o Codex (focado em programação) e o navegador Atlas em um só lugar.

A decisão faz parte de uma estratégia maior da empresa para simplificar seu portfólio de produtos, que hoje está espalhado em diferentes abas e aplicativos. As informações foram reveladas pelo The Wall Street Journal, que citou um memorando interno de Fidji Simo, CEO de Aplicações da OpenAI.

De acordo com a executiva, ter múltiplas plataformas separadas está prejudicando o desempenho da empresa como um todo. A fragmentação atual “tem nos atrasado e dificultado atingir o padrão de qualidade que queremos”, escreveu.

Simo chegou a falar com os funcionários na semana passada sobre a necessidade de evitar “distrações com missões secundárias”. A liderança da OpenAI tem analisado quais projetos devem ser despriorizados para focar no que realmente importa.

Após a publicação do WSJ, ela escreveu no X que “as empresas passam por fases de exploração e fases de reorientação” e que é “muito importante redobrar os esforços e evitar distrações”.

Companies go through phases of exploration and phases of refocus; both are critical. But when new bets start to work, like we're seeing now with Codex, it's very important to double down on them and avoid distractions. Really glad we're seizing this moment. https://t.co/FH85IvW6CN

— Fidji Simo (@fidjissimo) March 19, 2026

Superaplicativo da OpenAI é uma tentativa de reorganização interna

A pressão por essa reorganização aumentou depois que a OpenAI passou a enfrentar mais concorrência, especialmente da Anthropic. O Claude Code, ferramenta de programação da rival, ganhou popularidade e tem pressionado a posição do ChatGPT no mercado.

Além disso, o ano passado foi marcado por anúncios grandiosos da desenvolvedora, como o aplicativo de vídeo Sora e a compra da empresa de hardware de IA de Jony Ive. Agora, o foco parece ter mudado para consolidação e eficiência operacional.

Segundo o WSJ, o superaplicativo vale apenas para as versões desktop. A versão para dispositivos móveis do ChatGPT seguirá funcionando.

Procurada pelo jornal, a OpenAI não confirmou os planos oficialmente. O cronograma de lançamento da novidade também não está claro.

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ChatGPT agora explica matemática e ciência com visuais interativos

O ChatGPT agora conta com recursos visuais e interativos para facilitar o aprendizado de matemática e ciência. A novidade, anunciada pela OpenAI, permite que os usuários manipulem variáveis dentro de equações e visualizem instantaneamente como essas mudanças afetam gráficos e resultados. Disponível globalmente para todos os usuários, a ferramenta busca transformar o estudo abstrato em uma experiência experimental e prática.

Como funciona o aprendizado visual no ChatGPT

O novo recurso vai além de apenas entregar a resposta de um problema. Ao perguntar sobre um conceito – como o Teorema de Pitágoras ou a Lei de Ohm –, o chatbot apresenta um módulo visual interativo. Nele, é possível ajustar os valores das fórmulas e ver a reação imediata nos elementos visuais.

Segundo a OpenAI, o objetivo é fortalecer a compreensão conceitual em vez da simples memorização. O recurso é baseado no “Modo de Estudo” lançado no ano passado, que já guiava os alunos passo a passo na resolução de questões, evitando que a IA fizesse todo o trabalho sozinha.

Quais temas estão disponíveis e quem pode usar?

Nesta fase inicial, o ChatGPT suporta mais de 70 conceitos fundamentais, focados principalmente em estudantes de ensino médio e superior. Entre os tópicos incluídos estão:

  • Matemática: Geometria (área e volume), equações lineares e juros compostos;
  • Física: Leis de Coulomb, energia cinética e termodinâmica (PV=nRT);
  • Ciência Geral: decaimento exponencial e relações de frequência.

A funcionalidade já está liberada para todos os usuários logados, independentemente de possuírem uma assinatura paga ou usarem a versão gratuita. A OpenAI planeja expandir a interatividade para outras disciplinas e temas no futuro, à medida que coleta dados sobre como a IA molda o aprendizado.

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Como migrar do ChatGPT para o Claude e levar seus dados

A recente polêmica envolvendo a OpenAI e o uso de inteligência artificial pelo Departamento de Defesa dos EUA provocou uma debandada de usuários para o Claude. O chatbot da Anthropic saltou para o topo dos apps mais baixados após a empresa se recusar a permitir o uso de seus modelos para vigilância em massa. Se você também quer fazer a troca sem perder suas personalizações, o processo de migração é simples e protege suas informações.

Por que os usuários estão trocando o ChatGPT pelo Claude?

A mudança no cenário das IAs ganhou força após o governo dos EUA designar a Anthropic como uma “ameaça à cadeia de suprimentos”, enquanto a OpenAI fechou acordos militares. De acordo com o Techcrunch, isso gerou um debate ético sobre privacidade, levando a um recorde de inscrições no Claude, que viu sua base de usuários pagos dobrar este ano.

Para quem decide migrar, o maior desafio é não perder o “treinamento” que a IA recebeu ao longo de meses de uso. Felizmente, é possível exportar suas memórias e levá-las para a nova casa.

Como exportar seus dados e memórias do ChatGPT

Antes de dar adeus à OpenAI, você deve garantir que suas preferências e instruções personalizadas não sejam apagadas.

  1. Acesse as Configurações: No ChatGPT, clique no seu perfil e vá em “Configurações“.
  2. Gerencie a Memória: Entre em “Personalização” e selecione “Memória”. Clique em “Gerenciar” para revisar o que a IA sabe sobre você.
  3. Copie as informações: Copie o texto das memórias mais relevantes para um documento externo.
  4. Exporte o histórico completo: Em “Controle de Dados“, selecione “Exportar Dados”. O sistema enviará um arquivo JSON ou texto para o seu e-mail com todas as suas conversas antigas.

Passo a passo para importar dados e configurar o Claude

Com os dados em mãos, o próximo passo é “ensinar” o Claude a ser o seu novo assistente pessoal.

  1. Ative a função Memória: no Claude, vá em “Configurações” > “Capacidades” e certifique-se de que a opção Memória está ativada.
  2. Faça a importação: depois, toque no botão “Iniciar importação”. Você deverá copiar o prompt preparado pela IA (deixe em inglês mesmo) e colar em uma nova conversa.
  1. Cole a resposta da conversa com o chatbot na janela de importação do passo anterior. Por fim, selecione “Adicionar à memória”.
  2. Verifique a gravação: pergunte ao Claude o que ele sabe sobre você para confirmar se os dados foram salvos corretamente.

Como excluir permanentemente sua conta no ChatGPT

Para encerrar o vínculo com a OpenAI e garantir que seus dados não continuem nos servidores, não basta apenas cancelar a assinatura Plus.

  1. Limpe a memória: vá em Configurações > Personalização > Memória e apague todos os registros.
  2. Comando final: no chat, digite “Exclua toda a minha memória e dados personalizados”.
  3. Delete a conta: vá até a aba de gerenciamento de conta e selecione a opção de exclusão permanente.

Lembre-se: este processo é irreversível e removerá todos os seus acessos aos modelos GPT.

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