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NASA continua pesquisa científica da missão Artemis 2 na Terra

Desde que a missão Artemis 2 retornou à Terra após completar sua histórica viagem ao redor da Lua, os cientistas da NASA iniciaram uma nova fase de pesquisas e análises baseadas nos dados coletados durante o voo. 

O pouso seguro no Oceano Pacífico, em 10 de abril, marcou o encerramento bem-sucedido da missão, mas não significou o fim do trabalho científico. As pesquisas continuaram em laboratórios e centros de pesquisa da agência.

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Pouso da missão Artemis 2, após o primeiro voo tripulado à Lua em mais de meio século – Crédito: NASA

NASA analisa dados de saúde e desempenho da tripulação após o voo

As informações obtidas durante a missão estão sendo usadas para compreender como o corpo humano reage a viagens espaciais de longa duração. O objetivo é aprimorar o preparo de futuras missões à Lua e a Marte, além de apoiar planos de presença humana contínua na superfície lunar, com maior segurança e eficiência em ambientes extremos.

Logo após o retorno, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen passaram por uma série de avaliações médicas e físicas. Os exames foram realizados rapidamente para registrar os efeitos imediatos da transição entre a microgravidade e a gravidade terrestre, fase considerada essencial para entender a adaptação do organismo.

Esses dados ajudam os pesquisadores a estimar o tempo necessário para que astronautas recuperem plenamente suas funções físicas após o retorno de uma missão. Esse conhecimento será fundamental para futuras operações na Lua ou em Marte, onde não haverá equipes de apoio disponíveis para assistência imediata.

Um dos primeiros conjuntos de testes integrou o programa Medidas Padrão de Voo Espacial da Artemis 2. Nele, os astronautas realizaram exames de pressão arterial, frequência cardíaca, visão e coordenação motora. O objetivo é criar uma base de referência para comparações em futuras missões tripuladas.

Além dos exames clínicos, os tripulantes participaram de um circuito físico com atividades que simulam situações operacionais. Entre elas estavam levantar e deitar, subir escadas e manipular uma escada de corda, exercícios que ajudam a avaliar a recuperação funcional do corpo após o voo espacial.

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Astronautas da missão Artemis 2 em entrevista após retornarem à Terra – Crédito: NASA

Astronautas seguiram para exames quando pousaram na Terra

Após o retorno ao Centro Espacial Johnson, em Houston, os astronautas seguiram com avaliações mais detalhadas. Os testes incluíram análise de equilíbrio, reflexos e controle motor, fundamentais para compreender como o sistema neuromotor reage ao retorno à gravidade terrestre.

Nos dias seguintes, a equipe realizou experimentos com trajes espaciais adaptados para simular a gravidade lunar, que corresponde a cerca de um sexto da gravidade da Terra. Esses testes permitem observar como o corpo humano se comporta em condições semelhantes às futuras missões de exploração.

Outra frente importante de pesquisa envolve o sistema imunológico. Amostras de sangue e saliva coletadas antes, durante e depois da missão estão sendo comparadas para identificar alterações biológicas provocadas pela exposição ao ambiente espacial.

Entre os principais pontos estudados está a possível reativação de vírus latentes no organismo humano. Pesquisas anteriores sugerem que o espaço pode influenciar o sistema imunológico, e a Artemis 2 fornece dados mais completos para aprofundar essa análise.

Parte da tripulação também realizou testes cognitivos após o retorno, avaliando memória, atenção e capacidade de decisão. Em paralelo, os astronautas participaram de uma simulação de acoplamento manual de espaçonave, usada para medir precisão e controle motor sob condições controladas.

Esses experimentos fazem parte do estudo “Riscos da Radiação para Astronautas e da Saúde e Desempenho da Tripulação” (ARCHeR), que investiga como os riscos do ambiente espacial afetam o desempenho humano. Os dados coletados são combinados com informações registradas por dispositivos utilizados pelos astronautas durante toda a missão.

A coleta inicial de dados foi concluída cerca de 45 dias após o pouso da cápsula Orion. Mesmo assim, o acompanhamento médico continuará por muitos anos, permitindo que os pesquisadores construam um histórico detalhado dos efeitos de longo prazo das viagens espaciais.

Depois de processadas e anonimizadas, as informações serão disponibilizadas à comunidade científica por meio do Arquivo de Dados de Ciências da Vida da NASA. Isso permitirá que pesquisadores do mundo todo utilizem os dados em novos estudos e desenvolvam tecnologias para futuras missões.

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Chips biológicos simularam tecidos humanos no espaço com a Artemis 2

Além dos estudos com astronautas, a missão também envolveu o projeto “Avaliação Avançada de Tecidos e Respostas em Ambientes de Gravidade” (AVATAR), que utiliza chips biológicos capazes de simular tecidos humanos em escala reduzida. Esses dispositivos continham células da medula óssea de cada integrante da tripulação.

Os chips viajaram ao redor da Lua dentro da cápsula Orion, expostos às mesmas condições de microgravidade e radiação do espaço profundo. Agora, estão sendo analisados em laboratório para identificar alterações celulares e moleculares provocadas pelo ambiente espacial.

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Um cientista manuseia chips de órgãos do programa AVATAR após sua jornada ao redor da Lua a bordo da nave Orion, com a missão Artemis 2. Os chips contêm células de cada astronauta e estão sendo preparados para uma análise detalhada. – Crédito: NASA

Os pesquisadores comparam os chips que estiveram no espaço com amostras de controle mantidas na Terra. Para isso, utilizam técnicas avançadas de genética, como o sequenciamento de RNA de célula única, que permite analisar o comportamento individual das células.

O objetivo é entender como diferentes organismos respondem de forma única às condições extremas do espaço. No futuro, isso poderá permitir o desenvolvimento de modelos biológicos personalizados para cada astronauta.

Esses modelos poderão apoiar a criação de tratamentos médicos sob medida, aumentando a segurança de tripulações em missões de longa duração. A tecnologia também pode ser aplicada no planejamento de futuras expedições à Lua e a Marte.

NASA vai revelar imagens inéditas da Lua

Enquanto isso, outra parte da missão analisa os dados coletados durante a passagem da Orion pela Lua. Em 6 de abril, os astronautas passaram quase sete horas observando a superfície lunar durante a maior aproximação da nave.

As observações seguiram um plano detalhado e incluíram registros em imagem, vídeo e áudio de crateras, falhas geológicas e variações de iluminação na superfície lunar. Também foram documentados possíveis impactos luminosos observados durante o período.

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Uma das mais de 12 mil imagens da missão Artemis 2 já disponibilizadas pela NASA em acervo público: registro feito por uma câmera externa da cápsula Orion mostra parte da espaçonave e a Lua. – Imagem: NASA

Esses dados estão sendo analisados para a produção de relatórios científicos que serão divulgados ainda este ano. Os documentos também explicarão como as observações foram planejadas e executadas.

Em comunicado, a NASA revelou que pretende divulgar mais de 100 gravações de áudio e cerca de 11.500 imagens e vídeos inéditos da Terra e da Lua. Todo o material será integrado ao Sistema de Dados Planetários da agência.

Antes da publicação, os arquivos estão sendo padronizados para garantir acesso amplo e duradouro. A medida permitirá que pesquisadores, estudantes e o público utilizem essas informações em estudos e consultas futuras.

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Telescópio Espacial Nancy Grace Roman ganha nova data de lançamento

A NASA definiu a data de lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman: 30 de agosto de 2026. O prazo é oito meses antes do planejado originalmente pela agência espacial dos Estados Unidos e também antecipa a previsão setembro que havia sido anunciada recentemente.

No final de maio, engenheiros concluíram a inspeção final do espelho primário do telescópio infravermelho. O trabalho consistiu em verificar se o equipamento permanece corretamente alinhado após um “teste de vibração”.

Transporte até a Flórida

  • A equipe de engenharia da NASA está agora embalando o telescópio para transporte até o Kennedy Space Center, na Flórida.
  • Ao chegar ao local de lançamento, o telescópio passará por uma inspeção detalhada para verificar se nada foi danificado durante o trajeto.
  • Nas semanas anteriores ao lançamento, o telescópio será submetido a uma série de testes e ensaios.
  • Em seguida, receberá carga de combustível e será encapsulado em um escudo protetor antes de ser instalado no topo de um foguete Falcon Heavy.
  • Após o lançamento, ele se juntará ao Telescópio Espacial James Webb no Segundo Ponto de Lagrange (L2), uma região localizada a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, na linha direta que une o Sol e o nosso planeta, porém no lado oposto.

Avanço científico importante

Batizado em homenagem à astrônoma Nancy Grace Roman, pioneira da NASA na área de astronomia espacial e primeira mulher a ocupar um cargo executivo na agência, o Telescópio Grace Roman é um dos projetos mais importantes da atual geração de observatórios.

Um dos principais avanços do novo equipamento está na velocidade de observação. A NASA afirma que ele será capaz de realizar levantamentos do céu até mil vezes mais rápidos que o Hubble, o que permitirá a coleta de dados em escala muito maior, ampliando significativamente o volume de informações disponíveis para a pesquisa científica.

Telescópio Espacial Nancy Grace Roman

Telescópio Espacial Nancy Grace Roman vai bloqueaar luz de estrelas para facilitar observação de planetas (Imagem: NASA/Divulgação)

Segundo o administrador da NASA, Jared Isaacman, o Roman poderá reunir em cerca de um ano o mesmo volume de dados que o Hubble levaria milhares de anos para obter. Ele também destacou que as imagens produzidas terão tamanha dimensão que exigirão novas formas de análise e processamento.

Um dos objetivos centrais do equipamento é investigar a matéria escura e a energia escura, que juntas compõem cerca de 95% do Universo. Apesar de não serem diretamente observáveis, esses componentes são fundamentais para explicar a estrutura das galáxias e a expansão acelerada do cosmos.

A matéria escura é utilizada para explicar a estabilidade das galáxias, enquanto a energia escura está associada à aceleração da expansão do Universo. Mesmo após décadas de estudos, sua natureza ainda é desconhecida, o que torna essa investigação uma das prioridades da cosmologia moderna.

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Telescópio Hubble captura imagem de galáxia irregular tênue

Uma nova imagem capturada pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA, divulgada na quarta-feira (27), revelou detalhes da galáxia anã irregular ESO 490-017. O objeto celeste possui aproximadamente 12 mil anos-luz de diâmetro e está localizado a cerca de 23 milhões de anos-luz de distância da Terra, situado na constelação de Cão Maior.

Galáxia observada pelo Hubble

  • Devido ao seu baixo brilho superficial, a galáxia se apresenta na imagem como um enxame estelar tênue;
  • Ela aparece posicionada atrás de estrelas mais brilhantes que se encontram em primeiro plano, as quais são facilmente identificáveis em razão de seus picos de difração;
  • O fundo negro do registro fotográfico é salpicado por numerosos pontos nas cores vermelha, laranja e bege, que correspondem a galáxias distantes, muitas das quais exibem uma estrutura espiral bem distinta;
  • Os dados coletados para a composição desta imagem da galáxia ESO 490-017 integram um programa de observação do Hubble voltado ao mapeamento e análise do movimento de galáxias e de aglomerados de galáxias pelo espaço.

Telescópio Hubble
Representação artística do Hubble – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

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De acordo com as informações científicas que fundamentam o estudo, a matéria no universo encontra-se distribuída de maneira desigual, e é justamente a influência gravitacional exercida por essa matéria que impulsiona o chamado “fluxo cósmico“, nome dado ao deslocamento de estruturas em grande escala no universo.

Webb e Hubble descobrem o poder dos berçários estelares na evolução das galáxias

Um artigo publicado este mês na revista Nature Astronomy traz uma visão extraordinária sobre a formação de estrelas e o impacto desses processos na evolução das galáxias.

Usando imagens dos telescópios espaciais James Webb (JWST) e Hubble, da NASA em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), cientistas conseguiram observar detalhes inéditos de enormes aglomerados estelares escondidos em nuvens de gás e poeira cósmica.

Leia a matéria completa aqui

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NASA divulga mapa da missão TESS com imagens de 6 mil possíveis mundos além do Sistema Solar

Recentemente, a NASA apresentou o mapa mais abrangente produzido com imagens da missão TESS: as fotos reúnem mosaicos do céu observado a partir da Terra. O levantamento reúne quase oito anos de observações e indica a posição de cerca de 6 mil mundos localizados fora do Sistema Solar.

Os dados foram coletados entre abril de 2018, quando a espaçonave entrou em operação, e setembro de 2025, período que marcou o encerramento da segunda extensão da missão científica. O mosaico reúne dezenas de áreas monitoradas pelo telescópio espacial em diferentes regiões do firmamento.

Além de localizar planetas já confirmados, o novo panorama também destaca milhares de candidatos que ainda aguardam verificação. Segundo pesquisadores ligados ao projeto, o volume crescente de descobertas reforça o papel da missão na investigação de ambientes que possam reunir condições favoráveis à existência de água líquida.

TESS é a sigla de Transiting Exoplanet Survey Satellite, nome em inglês que pode ser traduzido como “Satélite de Levantamento de Exoplanetas em Trânsito”.

Trata-se de uma missão da NASA projetada para identificar planetas fora do Sistema Solar a partir do chamado método de trânsito, que detecta pequenas quedas no brilho das estrelas quando um corpo celeste passa à sua frente. Ao monitorar grandes áreas do céu de forma contínua, o satélite consegue mapear possíveis mundos distantes e ampliar o catálogo de exoplanetas conhecidos pela ciência.

Para quem tem pressa:

  • A missão TESS reuniu quase oito anos de observações para criar o panorama mais amplo já feito da busca por exoplanetas;
  • O mapa divulgado pela NASA inclui centenas de mundos confirmados e milhares de candidatos ainda sob análise científica;
  • Pesquisadores afirmam que o projeto continua revelando sistemas incomuns e eventos raros no espaço profundo.

Missão amplia catálogo de mundos além do Sistema Solar

Imagem reúne uma série de mosaicos que representam exoplanetas confirmados (pontos azuis) e possíveis exoplanetas (pontos laranja)
Imagem reúne uma série de mosaicos que representam exoplanetas confirmados (pontos azuis) e possíveis exoplanetas (pontos laranja) – (Divulgação: NASA)

O novo mosaico divulgado pela NASA foi montado a partir de 96 setores observados pelo TESS ao longo da missão. Cada região do céu permaneceu sob monitoramento durante aproximadamente um mês, período em que os instrumentos da espaçonave analisaram pequenas variações de brilho em estrelas distantes.

Esse método permite identificar possíveis exoplanetas quando eles passam diante de suas estrelas e provocam discretas reduções na luminosidade detectada pelos sensores. O procedimento é considerado uma das principais técnicas de localização de planetas fora do Sistema Solar.

De acordo com os dados apresentados pela missão, o mapa reúne aproximadamente 700 exoplanetas já confirmados e mais de 5 mil candidatos que ainda dependem de validação científica. Entre os objetos identificados estão mundos submetidos a condições extremas, incluindo planetas afetados pela intensa ação de suas estrelas hospedeiras e corpos marcados por atividade vulcânica em escala global.

A cientista associada do projeto, Rebekah Hounsell, ligada ao Centro Goddard da NASA, afirmou que o volume de dados produzido pela missão transformou o TESS em uma das principais ferramentas de pesquisa sobre exoplanetas da atualidade. “Ao longo dos últimos oito anos, o TESS se tornou uma verdadeira fonte contínua de ciência sobre exoplanetas”, declarou a pesquisadora em comunicado divulgado pela NASA.

Mosaico de imagens capturadas pela missão TESS
Mosaico de imagens capturadas pela missão TESS – (Divulgação: NASA)

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Segundo Hounsell, as observações permitiram localizar desde planetas pequenos, comparáveis a Mercúrio, até gigantes maiores que Júpiter. A pesquisadora destacou ainda que alguns desses corpos celestes estão posicionados em zonas consideradas potencialmente habitáveis, onde pode existir água líquida na superfície.

As descobertas mais recentes da missão não ficaram restritas ao material utilizado na elaboração do mosaico. Neste ano, o TESS identificou um sistema planetário descrito pelos cientistas como incomum, formado por uma super-Terra acompanhada de um planeta com órbita bastante inclinada e alongada.

Outra observação apontada pela equipe envolveu sinais compatíveis com uma colisão entre dois planetas. Segundo os pesquisadores, o choque teria produzido uma nuvem de detritos diante da estrela central do sistema, cenário que pode ajudar cientistas a compreender impactos semelhantes ocorridos nos primórdios da Terra e associados à formação da Lua.

A cientista Allison Youngblood, responsável científica pelo projeto TESS no Centro Goddard, afirmou que o grande volume de informações coletadas pela missão continua revelando fenômenos inesperados. “Quanto mais exploramos os dados do TESS, especialmente com algoritmos automatizados, mais surpresas encontramos”, declarou.

Youngblood acrescentou que a missão também contribuiu para pesquisas sobre estrelas jovens, comportamento dinâmico da galáxia, e para o monitoramento de asteroides próximos da Terra. Para a pesquisadora, a expansão contínua das áreas observadas pelo telescópio espacial mantém aberta a possibilidade de novas descobertas nos próximos anos.

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Trump telefonou para a tripulação da Artemis 2 – e se gabou de salvar a NASA

Uma chamada inédita entre a tripulação da Artemis 2 e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcou a noite de segunda-feira (6). Após terem estabelecido um novo recorde de distância para uma missão tripulada, os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion tiveram uma ligação telefônica de cerca de 12 minutos com o republicano.

Na conversa, Trump alternou elogios à missão com comentários sobre sua própria atuação junto à NASA. O diálogo teve momentos de silêncio por parte da tripulação, que pareceu ficar sem saber o que responder.

Um dos pontos que chamou atenção foi quando o presidente afirmou que teria salvo a agência espacial do fechamento em seu primeiro mandato. “Sabe, eu tinha uma decisão a tomar no meu primeiro mandato, e a decisão é: ‘O que vamos fazer na NASA? Vamos reabri-la ou vamos fechá-la?’ E eu não hesitei muito”. Em seguida, completou: “Gastamos o que tínhamos que gastar”.

Apesar de o governo Trump ter investido em programas de voos tripulados – especialmente o Artemis -, a gestão também propôs cortes significativos no orçamento geral da agência. Em 2025, já no início do segundo mandato do republicano, a Casa Branca sugeriu uma redução de 24% nos recursos da NASA, o que levou a críticas de especialistas e à reação do Congresso. Parlamentares de ambos os partidos acabaram aprovando um orçamento mais robusto, de US$ 24,4 bilhões.

Mesmo assim, ele segue com novas propostas de redução. Três dias depois do lançamento da Artemis 2, Trump enviou ao Congresso um plano orçamentário para 2027 que prevê cortes de 23% na NASA.

Durante a chamada, o presidente também destacou o papel dos Estados Unidos na exploração espacial e elogiou a missão. Segundo ele, os astronautas realizaram uma “incrível jornada rumo às estrelas” e “inspiraram o mundo inteiro”. Trump ainda afirmou que o país continuará liderando a corrida espacial: “Os Estados Unidos não ficarão atrás de ninguém no espaço e em tudo o mais que fazemos”.

Astronautas de volta á Lua: O dia mais tenso da missão Artemis, quanto tempo os astronautas ficarão sem contato com a Terra?
Astronautas da Artemis 2 se tornaram os humanos a chegar mais longe do planeta Terra – NASA

Cooperação internacional na Artemis 2

Segundo o The Guardian, a conversa incluiu ainda uma troca com o astronauta canadense Jeremy Hansen, que destacou a cooperação internacional no programa. Hansen respondeu que a participação de outros países reflete uma “decisão intencional” dos Estados Unidos de liderar projetos colaborativos no espaço.

Trump também aproveitou para se gabar e contou mais de uma vez sobre sua amizade com o jogador de hóquei no gelo aposentado Wayne Gretzky.

Em outro momento, a comunicação foi interrompida por um longo silêncio, encerrado com uma checagem técnica conduzida por Jared Isaacman, chefe da NASA e aliado do presidente. O comandante da missão, Reid Wiseman, retomou o contato ao confirmar: “Sim, senhor presidente, nós ouvimos isso”.

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Ao final, Trump convidou os astronautas para uma recepção na Casa Branca após o retorno à Terra e afirmou que gostaria de receber autógrafos da equipe. “Vou pedir ao Jared para te trazer aqui, e vou pedir seu autógrafo, porque eu não costumo pedir autógrafos, mas você merece”, declarou.

A resposta da tripulação veio por meio do piloto Victor Glover, que agradeceu o contato e destacou o caráter coletivo da missão. “Foi uma emoção e uma honra indescritíveis ter participado desta jornada. Hoje foi incrível, mas esta jornada de três anos tem sido incrível, e só foi possível graças ao povo americano e ao povo canadense”, declarou.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

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Artemis 2 deixa gravidade da Lua e segue de volta para casa

Após momentos emocionantes, que ficarão para sempre na memória dos quatro astronautas da missão Artemis 2, é hora de pegar o rumo de casa. A cápsula Orion, levando a bordo Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, deixou a zona de influência lunar nesta terça-feira (7).

De acordo com a NASA, isso ocorreu às 14h23 (horário de Brasília), momento em que a nave deixou de ser puxada principalmente pela gravidade da Lua, começando oficialmente o trajeto de volta à Terra, que passou a exercer a maior influência sobre sua trajetória.

We anticipate that the Orion spacecraft has now departed the lunar sphere of influence — this is when the gravitational pull of the Moon is stronger than the gravitational pull of Earth.

The Artemis II crew are headed home. Splashdown will take place on Friday, April 10. pic.twitter.com/uZC3YZf45N

— NASA Artemis (@NASAArtemis) April 7, 2026

Após uma chamada direta com a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS), os astronautas da Artemis 2 passaram cerca de meia hora conversando com Kelsey Young, líder científica da missão em solo, para compartilhar suas impressões sobre o sobrevoo lunar.

A conversa abordou tanto o que eles viram da Lua quanto detalhes do processo científico, como o reflexo da luz da Terra nas janelas e no interior da Orion e o brilho da fita laranja usada na espaçonave para proteger e organizar equipamentos eletrônicos, que influenciaram a coleta de dados durante a missão.

Depois da reunião, os tripulantes iniciaram períodos de folga escalonados para descansar e recuperar energia, preparando-se para realizar as tarefas finais antes da tão aguardada reentrada na atmosfera da Terra.

Se tudo sair conforme o planejado pela NASA, às 22h03, os propulsores da Orion serão acionados para a primeira de três manobras de correção de rota da nave de volta à Terra. Durante essa operação, Koch e Hansen acompanharão os sistemas da espaçonave e verificarão cada etapa do procedimento, garantindo que a cápsula siga corretamente o trajeto rumo ao planeta.

astronautas da missão artemis 2
Astronautas da missão Artemis 2 a bordo da cápsula Orion – Imagem: NASA

Dia do sobrevoo histórico na Lua foi marcado por emoção

Na segunda-feira (6), sexto dia da missão Artemsi 2, a nave Orion realizou um sobrevoo histórico, passando pelo lado oculto da Lua. A tripulação a bordo teve visões inéditas do satélite, observando regiões que nenhum ser humano jamais havia contemplado de perto.

Mesmo antes desse feito inesquecível, o dia já foi de fortes emoções, com a tripulação sendo despertada por uma mensagem gravada do veterano da NASA Jim Lovell, falecido em 2025. Participante das icônicas missões Apollo 8, que contornou a Lua pela primeira vez, e Apollo 13, que até então havia alcançado a maior distância da Terra já percorrida por humanos, ele deixou palavras especiais para a tripulação da Artemis 2. Confira a mensagem aqui.

E isso foi apenas o começo. Pouco antes das 15h, mais precisamente às 14h56. a missão superou o recorde de cerca de 400 mil km de distância da Terra atingido em 1970 pela Apollo 13. Em torno de 10 minutos mais tarde, os astronautas iniciaram oficialmente suas observações lunares, o que se estendeu ao longo de aproximadamente sete horas.

“Da cabine da Integrity [nome dado à cápsula Orion pela tripulação], aqui, enquanto ultrapassamos a maior distância já percorrida por humanos a partir do planeta Terra, fazemos isso honrando os esforços e feitos extraordinários de nossos antecessores na exploração espacial humana”, disse Wiseman. “Continuaremos nossa jornada ainda mais longe no espaço antes que a Mãe Terra consiga nos trazer de volta a tudo o que nos é caro, mas, acima de tudo, escolhemos este momento para desafiar esta geração e a próxima a garantir que este recorde não dure muito tempo.”

imagem da terra com estrelas ao redor e vênus ao fundo. foi tirada pela missão artemis 2
Uma das primeiras imagens da Terra obtidas durante a missão Artemis 2 – Imagem: NASA

Hansen informou aos controladores da missão que a tripulação da Artemis 2 gostaria de nomear oficialmente duas crateras na Lua. Uma delas deve receber o nome de Integrity, em referência à cápsula Orion da missão, localizada entre a bacia Orientale e a cratera de impacto Ohm. A outra, de Carroll, em homenagem à falecida esposa do comandante Wiseman.

“Existe uma formação em um ponto muito especial da Lua, na fronteira entre o lado visível e o lado oculto. Ela fica exatamente no lado visível, e em certos momentos poderemos avistá-la da Terra”, disse, com a voz embargada. Os astronautas foram vistos enxugando as lágrimas, e, ao final da mensagem, os quatro se abraçaram enquanto o Centro de Controle confirmava por rádio a nomeação das crateras, na presença das filhas e familiares de Wiseman.

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Pontos importantes foram atingidos com a Orion “em silêncio”

Quando a Orion passou atrás da Lua, bloqueando temporariamente os sinais de rádio com a Terra, a comunicação foi interrompida por cerca de 40 minutos, como já era previsto pela NASA. Um pouco antes da perda do contato, os astronautas presenciaram o Earthset (o “pôr da Terra”). A imagem desse momento de “despedida” do planeta foi publicada esta manhã pela NASA nas redes sociais, entrando para a galeria de registros mais icônicos da exploração espacial humana.

Ready… set… Earth! 🌎
As Artemis II flew around the far side of the Moon, the crew captured a new view of home. These images show Earthset, when Earth dips below the lunar horizon. Parts of Australia & Oceania are visible, while the dark side of Earth is experiencing nighttime. pic.twitter.com/gVgFwFQPgZ

— NASA Earth (@NASAEarth) April 7, 2026

Durante esse período sem comunicação, a espaçonave chegou à sua maior aproximação da Lua, a cerca de 6.546 km de altitude. Pouco depois, os astronautas atingiram o ponto mais distante da Terra em toda a missão: 406.771 km, a maior distância já percorrida por seres humanos.

Ao concluir a passagem pelo lado oculto da Lua, a tripulação pôde ver o Earthrise (o “nascer da Terra”), com o planeta ressurgindo no horizonte lunar – lembrando a cena da emblemática foto feita pela Apollo 8 há quase sete décadas. Nesse momento, a comunicação com o controle da missão foi restabelecida.

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“Earthrise”, famosa foto tirada por William Anders, em 1968, mostrando a Terra “nascendo” na superfície lunar – Crédito: William Anders/NASA

Artemis 2 viu eclipse solar exclusivo

Para encerrar o dia mais importante da missão, sem contar o lançamento e o retorno à Terra, os astronautas da Artemis 2 tiveram a oportunidade de observar um eclipse solar total de uma perspectiva inédita. Eles foram as únicas quatro pessoas no mundo a testemunhar o fenômeno.

O eclipse não foi visível da Terra porque a posição do Sol, da Lua e do planeta não permitia. Do ponto de vista da Orion, a Lua cobriu totalmente o Sol, oferecendo à tripulação um espetáculo único e exclusivo.

O fenômeno começou por volta das 21h35. A Lua parecia enorme e bloqueava completamente o disco solar. Assim, os astronautas puderam observar a coroa solar, camada externa do Sol que normalmente não é visível por causa do brilho intenso da estrela.

Com duração de cerca de 53 minutos, o evento foi muito mais longo do que os eclipses totais vistos da Terra, que costumam levar menos de sete minutos. A equipe foi instruída a descrever detalhes da coroa solar, como formas, cores e variações de brilho. Essas observações vão ajudar cientistas a estudar melhor os processos do Sol.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

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NASA propõe nova estratégia para estações espaciais comerciais

A NASA estuda uma nova forma de apoiar a criação de estações espaciais comerciais para substituir a Estação Espacial Internacional (ISS). A mudança foi apresentada durante o evento Ignition, na terça-feira (24), quando a agência também revelou iniciativas para uma base lunar e uma missão de propulsão nuclear rumo a Marte em 2028.

Atualmente, a NASA financia empresas privadas no programa Destinos Comerciais em Órbita Terrestre Baixa (CLD, na sigla em inglês). Essas empresas recebem recursos iniciais para desenvolver suas estações e aguardam a segunda fase do programa, quando a agência poderia oferecer financiamento adicional antes de contratar serviços dessas futuras instalações.

Em resumo:

  • NASA propõe nova estratégia para estações espaciais comerciais;
  • Programa atual ainda não garante viabilidade econômica;
  • Agência considera comprar módulo central acoplado à ISS;
  • Módulo permitiria expansão gradual de estações comerciais privadas;
  • A meta é substituir a ISS até 2030 de forma segura.
Estação Espacial Orbital Reef. (Crédito da: Sierra Space/Blue Origin)
Estação Espacial Orbital Reef, projeto da Blue Origin. Créditos: Sierra Space/Blue Origin

Desafios financeiros das estações espaciais comerciais

O objetivo do CLD era que a NASA fosse apenas mais um cliente, junto com outras agências e empresas. Mas o mercado ainda não se consolidou como esperado. Faltam estudos independentes que comprovem a viabilidade econômica de uma estação comercial sustentada apenas por apoio parcial da NASA.

“Há interesse de investidores, mas não existem dados independentes que confirmem a sustentabilidade econômica dessas estações”, disse Dana Weigel, gerente do programa da ISS. Segundo o site Spacenews, ela afirmou que o mercado não amadureceu no ritmo previsto: pesquisas indicam que ainda faltam cerca de 10 anos para atingir um cenário mais estável.

Outra preocupação é a capacidade das empresas em lidar com operações complexas de uma estação espacial. Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, destacou que a indústria ainda não tem experiência nem recursos suficientes para gerenciar a logística exigida. Além disso, o orçamento da agência não permite apoiar duas estações simultaneamente.

“O caminho original é cheio de riscos”, afirmou Weigel. Por isso, a NASA estuda duas alternativas: continuar o programa CLD como está ou assumir um papel mais ativo no desenvolvimento de uma estação comercial.

Na segunda opção, a agência compraria um módulo central que seria acoplado à ISS. Ele forneceria serviços básicos como energia, propulsão, suporte à vida e portas de acoplamento para módulos comerciais adicionais. Mais tarde, todo o conjunto poderia se separar da ISS, formando uma estação independente, possivelmente levando alguns módulos da estação atual.

Segundo Weigel, um módulo central adquirido pela NASA funcionaria como base para expansão de módulos comerciais. Isso permitiria que a indústria amadurecesse e a demanda crescesse após a separação da ISS.

Conceito apresentado pela NASA em evento realizado na terça-feira (24) propõe que a agência adquira um módulo acoplado à ISS que poderia servir como núcleo de uma estação comercial. Créditos: NASA/Tradução Gemini

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NASA pretende acelerar com nova alternativa

O projeto não é totalmente novo. Há dez anos, a NASA já ofereceu uma porta de acoplamento da ISS para módulos comerciais. Em 2020, a Axiom Space recebeu essa porta e planeja usá-la em seu módulo central para sua própria estação. Weigel enfatizou, porém, que o novo módulo central não será exclusivo de nenhum fornecedor, buscando atrair interesse amplo da indústria.

A agência pretende avançar rapidamente com essa alternativa. Dependendo do retorno da indústria a uma solicitação de informações, a NASA pode lançar uma minuta de pedido de propostas para o módulo central em poucos meses.

Ilustração artística da estação espacial que a empresa Axiom Space planeja instalar na órbita da Terra. Crédito: Axiom Space

Além disso, a NASA quer estimular a demanda comercial com mais missões privadas de astronautas à ISS. Atualmente há uma por ano, mas a ideia é subir para duas, permitindo que empresas vendam o assento reservado ao comandante da missão, incluindo a venda para a própria agência.

Mesmo com as mudanças, a NASA não pretende prolongar a vida da ISS indefinidamente. Os planos atuais preveem desativar a estação em 2030, embora um projeto de lei no Senado possa estender esse prazo até 2032. “Nossa missão é avançar para estações comerciais até 2030”, afirmou Weigel. “Não mudamos o objetivo, apenas a forma de chegar lá.”

O administrador da agência, Jared Isaacman, reforçou: “Ninguém defende manter a ISS para sempre. Queremos fazer a transição de forma correta, avaliando todas as opções agora.”

Com essa estratégia, a NASA busca garantir que a sucessão da ISS aconteça de forma segura, sustentável e economicamente viável, abrindo caminho para a expansão de estações espaciais de propriedade e operação comercial no futuro próximo.

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Satélite deve cair na Terra esta noite, segundo a NASA

Um satélite da NASA deve cair na Terra nesta terça-feira (10), após quase 14 anos em órbita. A espaçonave é a Van Allen Probe A, que pesa cerca de 600 kg. Ela foi lançada em agosto de 2012 ao lado de sua “irmã gêmea”, Van Allen Probe B, em uma missão científica voltada ao estudo dos cinturões de radiação que cercam o planeta.

Essas regiões, conhecidas como cinturões de Van Allen, concentram partículas energéticas presas pelo campo magnético da Terra. Elas são influenciadas pela atividade do Sol e podem afetar satélites, astronautas e sistemas tecnológicos usados no dia a dia, como comunicações, navegação e redes elétricas.

Em resumo:

  • Satélite Van Allen Probe A deve cair na Terra esta noite;
  • Missão estudou cinturões de radiação ao redor do planeta;
  • As duas sondas (A e B) superaram a duração prevista da missão;
  • Reentrada na atmosfera destruirá quase toda a espaçonave;
  • Risco de destroços atingirem pessoas é extremamente baixo.
Representação artística das sondas Van Allen nos cinturões de radiação da Terra. Crédito: NASA/Goddard

Sobre a missão Van Allen Probe

As duas sondas foram desativadas em 2019, após cumprirem seus objetivos científicos. Mas, mesmo inoperantes, continuaram orbitando o planeta. Segundo a Força Espacial dos Estados Unidos, a reentrada na atmosfera terrestre da Van Allen Probe A está prevista para ocorrer por volta das 20h45 de segunda-feira (9), no horário de Brasília, com margem de erro de até 24 horas.

Durante a descida, a maior parte da espaçonave deve se desintegrar ao atravessar a atmosfera. O atrito com o ar provoca temperaturas extremamente altas, capazes de destruir grande parte da estrutura do satélite. Ainda assim, alguns fragmentos podem sobreviver à reentrada.

Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio

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NASA garante: risco de alguém ser atingido por satélite é mínimo

Felizmente, o risco para a população é considerado muito baixo. De acordo com a NASA, a chance de alguém ser atingido por destroços é de aproximadamente 1 em 4.200. Esse cálculo leva em conta que cerca de 70% da superfície da Terra é coberta por oceanos. Por isso, a maior probabilidade é que eventuais fragmentos caiam no mar ou em regiões remotas e pouco habitadas.

A missão das sondas Van Allen deveria durar apenas dois anos, mas os equipamentos continuaram funcionando por muito mais tempo. A sonda B operou até julho de 2019, enquanto a sonda A seguiu ativa até outubro daquele ano.

Mesmo após o fim das operações, os dados coletados continuam sendo analisados por cientistas. As informações ajudam pesquisadores a compreender melhor o clima espacial e seus efeitos sobre satélites e tecnologias usadas na Terra.

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