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Amazon e Anthropic: Cade arquiva investigação, mas mantém possibilidade de nova análise da parceria

O Cade arquivou o processo que investigava os investimentos da Amazon na Anthropic e os acordos entre as empresas nesta quarta-feira (23). O tribunal entendeu que a participação minoritária não precisava ser comunicada previamente porque o faturamento da Anthropic no Brasil não atingiu o limite previsto em lei.

A decisão também afastou a possibilidade de gun jumping, quando uma empresa antecipa uma operação que ainda precisaria de autorização do Cade. O arquivamento, porém, não impede uma nova análise se a relação entre as empresas mudar ou gerar problemas para a concorrência.

Logo da Amazon em uma fachada
A investigação do Cade analisou o investimento minoritário feito pela Amazon na Anthropic em 2023. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

O que o Cade analisou

O tribunal avaliou o investimento minoritário feito pela Amazon em 2023 e os acordos de colaboração tecnológica entre as duas empresas. Os conselheiros seguiram o voto do relator José Levi Mello do Amaral Jr., que entendeu que os acordos não criaram uma parceria com estrutura própria para dividir decisões, riscos e resultados.

Entre os pontos considerados pelo Cade estavam:

  • inexistência de órgão de decisão ou orçamento compartilhado;
  • ausência de ativos, equipe ou preços administrados em conjunto;
  • falta de metas comerciais comuns ou responsabilidade conjunta pelos clientes;
  • ausência de uma operação criada em conjunto pelas duas empresas.

A Amazon afirmou que os acordos não eram exclusivos e que a parceria ajudava a estimular a inovação. Para mostrar que a Anthropic não dependia apenas da Amazon, a empresa também citou relações com outros fornecedores e investidores, como Nvidia, Microsoft, Google, Broadcom e SpaceX.

O Cade reconheceu que a cooperação entre Amazon e Anthropic aumentou e que existe uma relação cada vez mais próxima entre as empresas. Ainda assim, o tribunal não encontrou mudanças na forma como as decisões são tomadas que justificassem considerar a parceria um empreendimento conjunto.

“A Lei nº 12.529/2011 oferece instrumentos de natureza estrutural e comportamental que, observados seus respectivos pressupostos, permitem à autoridade examinar operações não capturadas pelos critérios ordinários de notificação e investigar práticas capazes de produzir efeitos anticompetitivos”, ressaltou o relator.

O logotipo Anthropic AI é visto em uma tela de smartphone.
A Anthropic mantém relações com outros fornecedores e investidores, argumento usado pela Amazon durante a investigação. – Imagem: jackpress/Shutterstock

Decisão não impede nova investigação

O Cade poderá analisar novamente a parceria caso Amazon e Anthropic mudem a forma de atuação ou os acordos produzam efeitos que afetem a concorrência. Entre os pontos que podem motivar uma nova avaliação estão dependência tecnológica ou comercial, dificuldade para trocar de fornecedor, acesso a informações sensíveis e possíveis limitações a concorrentes.

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A conselheira Camila Cabral resumiu a posição do tribunal: “Ressalto a importância de que operações dessa natureza permaneçam sob especial atenção do Cade”. O procedimento atual, porém, foi arquivado.

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Amazon anuncia demissão de mais funcionários – dessa vez, na divisão de robótica

Em mais um movimento de reestruturação interna, a Amazon confirmou na terça-feira (4) a demissão de funcionários em sua divisão de robótica. De acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto ouvidas pela agência Reuters, ao menos 100 cargos administrativos foram afetados.

A área atingida é responsável pelo desenvolvimento de robôs e sistemas de transporte utilizados principalmente na automação de armazéns da empresa. Em comunicado, a Amazon afirmou que revisa regularmente sua estrutura organizacional para garantir que as equipes estejam alinhadas com as prioridades de inovação e atendimento aos clientes, mas não informou oficialmente o número de demissões.

Os novos cortes ocorrem após uma série de reduções no quadro corporativo ao longo do último ano. Em outubro, a Amazon dispensou cerca de 14 mil trabalhadores. Já em janeiro, anunciou a demissão de mais 16 mil funcionários como parte de um plano mais amplo para cortar 30 mil postos corporativos (cerca de 10% da força de trabalho administrativa). O Olhar Digital deu os detalhes aqui.

A empresa atribui parte dessa redução aos ganhos de eficiência proporcionados pela adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial, além de mudanças internas na cultura organizacional.

robôs amazon
Amazon tem plano de cortar 30 mil postos de trabalho (Imagem: Amazon / Divulgação)

Demissão é na divisão de robótica

As demissões da vez são exclusivamente na divisão de robótica. Segundo a agência, o anúncio veio poucos meses depois de a companhia interromper o desenvolvimento de um projeto interno de automação conhecido como Blue Jay.

O sistema, apresentado publicamente em outubro, consistia em um braço robótico com múltiplos manipuladores capazes de separar vários itens simultaneamente, projetado para auxiliar trabalhadores em espaços reduzidos dentro dos armazéns.

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As demissões anteriores também atingiram áreas menores, como dispositivos e serviços, livros e podcasts.

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Amazon: Irã ataca centro de dados no Bahrein com drones

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizou ataques com drones contra centros de dados da Amazon no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (4) pela agência estatal iraniana Fars.

As ações teriam como objetivo investigar o papel dessas instalações no apoio a atividades militares e de inteligência consideradas adversárias por Teerã.

Como foi o ataque a drones contra o centro de dados da Amazon

  • De acordo com a mídia estatal iraniana, o ataque contra o data center localizado no Bahrein foi realizado após a inteligência do país concluir que as instalações da empresa estariam sendo utilizadas para apoiar operações militares e de inteligência dos Estados Unidos;
  • A agência Fars afirmou que a ofensiva foi lançada “para identificar o papel desses centros no apoio às atividades militares e de inteligência do inimigo”;
  • O Irã também sustenta que a instalação da Amazon no Bahrein é a maior da companhia na região e funciona como porta de entrada para os serviços avançados de computação em nuvem da empresa nos países do Golfo Pérsico e no Oriente Médio.

A Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da companhia de Jeff Bezos, informou, na segunda-feira (2), que suas instalações foram afetadas por ataques na região. Segundo a empresa, dois centros de dados nos Emirados Árabes Unidos foram atingidos diretamente por drones, enquanto no Bahrein um ataque nas proximidades causou danos à infraestrutura.

“Nos Emirados Árabes Unidos, duas de nossas instalações foram atingidas diretamente, enquanto, no Bahrein, um ataque de drone nas proximidades de uma de nossas instalações causou impactos físicos em nossa infraestrutura”, informou a AWS.

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Logo da AWS em seu site, ampliado por uma lupa
Página de status da AWS aponta problemas na região (Imagem: IB Photography/Shutterstock)

A empresa também relatou que os ataques provocaram danos estruturais, interrupções no fornecimento de energia e a necessidade de combater incêndios, resultando em mais danos provocados pela água.

“Essas descargas elétricas causaram danos estruturais, interromperam o fornecimento de energia à nossa infraestrutura e, em alguns casos, exigiram ações de combate a incêndios que resultaram em danos adicionais causados pela água”, afirmou a companhia.

Segundo o painel de monitoramento da AWS, todas as instalações afetadas permanecem fora do ar após os ataques. Alguns aplicativos populares hospedados na plataforma passaram a registrar “taxas de erro elevadas e disponibilidade degradada”.

Diante da situação, a empresa orientou clientes a adotarem medidas de contingência, incluindo a realização de backups de dados, a migração de cargas de trabalho para outras regiões e o redirecionamento do tráfego para fora do Bahrein e dos Emirados Árabes Unidos.

Guerra

De acordo com a Fars, os ataques fazem parte de operações recentes conduzidas pela Guarda Revolucionária Islâmica contra centros de dados da Amazon em Dubai e outros pontos estratégicos da região.

Os incidentes ocorreram após ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã durante o fim de semana. Em resposta, o governo iraniano lançou ações retaliatórias contra bases militares israelenses e estadunidenses ao longo da região do Golfo.

Até o momento de publicação desta matéria, a Amazon não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

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