Visualização de leitura

NVIDIA lança RTX 5070 mobile com 50% mais VRAM custando muito mais

GPUs com 8 GB de VRAM tem sido motivo de preocupação para os PC gamers, principalmente quando o chip é potente, como é o caso da RTX 5070 mobile. De olho na demanda e tentando driblar a atual crise de DRAM, a NVIDIA está lançando a RTX 5070 com 12 GB de memória de vídeo, que além da quantidade maior, oferece ainda mais velocidade. Tudo isso custando significativamente mais.

A notícia veio em um parágrafo no GeForce News mais recente, onde é apresentado o novo driver de vídeo com suporte ao Conan Exiles Enhanced. No pronunciamento, a NVIDIA diz que parceiros poderão configurar as memórias até 24 Gbps, diferente dos 16 Gbps da versão de 8 GB. O Time Verde reforça que ambas as configurações coexistirão no mercado.

Especificações gerais da RTX 5070 12 GB não mudam

Essa quantidade de memória de vídeo é possível com módulos de 3 GB GDDR7, sendo possível manter a mesma contagem total em relação à quantidade de 8 GB, que também usa quatro módulos, mas de 2 GB nesse caso. A NVIDIA não divulgou se houve mudanças nas especificações, mas parceiras já revelaram que nada mudou nesse aspecto.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

NVIDIA officially announced the 12GB version of their RTX 5070 Laptop GPU, and we're happy to share that we have a new Graphics Module for Framework Laptop 16 with it. This is our 3rd Graphics Module, and we're living up to the promise of graphics upgradeability in a laptop! pic.twitter.com/4vsMyXLeSr

— Framework (@FrameworkPuter) April 28, 2026

Uma delas, a Framework, já anunciou novidades. No caso dessa empresa, não é bem um novo notebook, mas sim um módulo gráfico para ser instalado em um notebook que já conta com a RTX 5070 8 GB. Ele custa 72% mais para ter 50% mais memória. Um notebook com a RTX 5070 padrão custa US$ 699, já o módulo com 12 GB chega por US$ 1.199.

Desempenho em games permanece o mesmo

Mesmo com o anúncio oficial sendo feito ontem (28), os primeiros benchmarks sintéticos com as GPU Blackwell intermediária com mais memória de vídeo já surgiram. Testes feitos nos benchmarks do 3DMark mostram que o modelo de 12 GB entrega o mesmo desempenho da GPU de 8 GB, com diferença máxima sendo de 2%.

i couldnt find the exact source of this review. it appears to be from 笔吧评测室.
the gaming notebook is 机械革命 耀世18pro (merchrevo).
in short, as expected, there is no real difference once the vram is "sufficient".

for timespy
laptop 5070 8g = 14235
laptop 5070 12g = 14367… https://t.co/TDjxuCtfQS pic.twitter.com/z9VICRHQqj

— UNIKO's Hardware 🌏 (@unikoshardware) April 29, 2026

Isso significa que a diferença em jogos vai depender da resolução, já que 4 GB a mais pode garantir uma jogatina mais estável em 1440p, ou até mesmo em 4K nos títulos menos exigentes e com DLSS 4.5. Um teste em IA, chamado de 27B UD IQ2, mostra que a RTX 5070 12 GB esmaga a versão com 8 GB, deixando claro onde a novidade deve brilhar de verdade.

A RTX 5070 está presente em diversos notebooks gamer, como esses recém-anunciados da Honor.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Logitech lança teclado G512 X com dois tipos de switches na gamescom 2026

A gamescom latam 2026 já começou e a Logitech G decidiu não economizar em sua participação. Com um estande de 100 m², a gigante suíça trouxe um verdadeiro laboratório de testes para os entusiastas da marca. O foco dessa edição é a estreia nacional da nova linha de teclados G5, com os modelos G512 X 98 e G512 X 75 e a possibilidade de misturar switches diferentes, que foram anunciados globalmente nesta semana.

O diferencial desses novos teclados está no sistema Dual Swap, que permite ter switches analógicos e mecânicos no mesmo corpo, oferecendo ao jogador a chance de adaptar o hardware ao seu estilo de jogo. Além disso, a inclusão de sensores TMR, capazes de identificar diferentes níveis de pressão, e a taxa de atualização True 8K, que garante uma resposta de apenas 0,125 ms, posicionam esses modelos no topo do segmento.

No mesmo espaço, a Logitech G também disponibilizará o mouse G PRO X2 Superstrike, periférico que se tornou objeto de desejo nos últimos meses e que agora poderá ser testado à vontade pelo público em dinâmicas que colocam à prova a precisão e o reflexo. O Canaltech está testando esse mouse e nossa review sai em breve, fique ligado.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Experiência imersiva e o ecossistema Logitech G na feira

Para além dessas novidades, a Logitech estruturou seu estande para ser um ponto de encontro da comunidade, com espaços focados em velocidade, precisão, som e mais, tudo usando os periféricos gamer da marca.

Segundo Leandro Rocha, gerente de produtos da marca no Brasil, o objetivo é mostrar como os periféricos evoluem junto com o jogador, criando uma conexão real entre a tecnologia de ponta e o desempenho prático dentro dos games.

"A gamescom é um momento importante para estarmos próximos da comunidade gamer e mostrarmos, na prática, como nossos produtos evoluem junto com o jogador. Mais do que apresentar novidades, queremos criar experiências que conectem tecnologia e performance de forma real", disse.

Estande da Logitech na gamescom terá ainda setup de corrida disponíveis para testes (Imagem: Logitech/Reprodução)

Durante os quatro dias do evento, quem passar por lá também poderá encontrar os embaixadores do G Squad, participar de ativações interativas que distribuirão brindes e aproveitar ofertas exclusivas preparadas para a feira.

Você sabia que o mouse G PRO X2 Superstrike é tão cobiçado que marcas chinesas já estão lançando clones?

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Fim de uma era: macOS 27 abandona processadores Intel de vez

A transição que começou em 2020 com o chip M1 acaba de completar seu ciclo final. A Apple confirmou que o macOS 27 será a primeira versão do sistema operacional a não oferecer suporte para máquinas equipadas com processadores Intel, já que a prioridade agora passa a ser para máquinas com os próprios chips da Maçã.

Com essa decisão, o macOS 26 se torna a última parada oficial para quem ainda utiliza os Macs com processadores Intel Core. Manter o suporte a duas arquiteturas tão diferentes exige um esforço bem acima da média em termos de otimização e engenharia de software. Ao cortar o cordão umbilical de décadas com a Intel, a Apple pode finalmente focar 100% na integração entre hardware e software.

Dispositivos suportados pelo macOS 27

A partir desta atualização, apenas dispositivos com a arquitetura Apple Silicon (Série M) permanecem no ecossistema atualizado:

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

  • MacBook Air com chip M1 (2020) e posteriores
  • MacBook Pro com chip M1 (2020) e posteriores
  • iMac de 24 polegadas (M1) e posteriores
  • Mac mini com chip M1 e posteriores
  • Mac Studio: todos os modelos (M1 Max/Ultra em diante)
  • Mac Pro com chip M2 Ultra e posteriores
Chegou a vez do foco total nos produtos modernos da Apple (Imagem: Apple/Reprodução)

O principal motivo para o encerramento do suporte seria a evolução da Neural Engine. As novas funcionalidades do macOS 27 são profundamente dependentes do processamento de inteligência artificial nativo, algo que as CPUs Intel antigas simplesmente não conseguem entregar com a mesma eficiência térmica e de performance.

Se você ainda segura aquele MacBook Pro de 2019 com Core i9, sua máquina continuará funcional, mas sem acesso às novidades de sistema e segurança que virão a partir do final de 2026.

Essa é só mais uma movimentação da Apple em relação ao fim de suporte a determinados hardware. Recentemente, a Maçã encerrou o ciclo de vida do icônico Mac Pro.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Resident Evil Requiem pode ganhar modo adorado por fãs, mas com grande restrição

Resident Evil Requiem é o mais recente sucesso da Capcom, e algo tão grande assim não pode morrer só na história principal. O diretor do game, Koshi Nakanishi, já tinha prometido DLC com expansão e mini games, e agora ele afirma que pode estar perto de chegar. Em entrevista, Nakinishi deixa claro que RE9 receberá um modo com foco em ação, que estará disponível para quem concluiu a campanha.

Ao Den-fami Nico Gamer, o diretor de Resident Evil Requiem disse que o novo modo é single-player e é "baseado em batalhas do jogo principal". "Para aqueles que já terminaram a história principal e estão pensando: 'ainda não me diverti o suficiente', acho que vocês vão adorar isso e ficar de boca aberta, então afiem o machado e aguardem", adiciona.

Novo modo de Resident Evil Requiem pode chegar já em maio

Assim como em Resident Evil Village, que precisa ser completado para o modo Mercenários ser destravado, os jogadores precisam terminar a campanha de RE9 para ter acesso ao mini game, qualquer que seja. Existem especulações de que se trata do icônico modo e é até algo óbvio, mas a Capcom pode surpreender e trazer algo diferente.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

"Afiem o machado": será que o novo modo será focado só no Leon (Imagem: Capcom/Reprodução)

Como a entrevista de Koshi Nakanishi foi no Japão, ele deixa uma dica baseado em um período de feriado prolongado por lá. Depois de afirmar que o game precisa ser terminado, ele diz que a "Golden Week", que acontece entre abril e maio, ou seja, agora, seria uma boa chance para os jogadores japoneses que ainda não conseguiram terminar o game adiantar esse pré-requisito.

Em março, ao revelar que o game receberia conteúdos extras, incluindo uma expansão, Nakanishi disse que a primeira novidade chegaria por volta de maio, o que acaba batendo com o fim de período de feriado japonês. Já em relação à expansão da história, ele disse nessa entrevista que está em estágio de desenvolvimento e não pôde revelar nada no momento. Já a produção dos modos extras está próxima de ser concluída.

Resident Evil Requiem tocou levemente na vida pessoal de Leon, o suficiente para os fãs enlouquecerem, forçando o diretor a revelar detalhes sobre isso.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Wildcat Lake: nova CPU da Intel empata com chip do MacBook Neo em single-thread

A Intel revelou recentemente novos processadores com foco em eficiência para notebooks. Chamados de Core Series 3 (Wildcat Lake), a série visa o lugar que o MacBook Neo tem ocupado. Um teste feito no PassMark com o Core 5 320 mostra que a CPU do Time Azul é 27% mais rápido em multi-thread, mesmo tendo a mesma quantidade de núcleos do chip do notebook da Apple, e empata em single-thread.

Tanto o Core 5 320, quanto o A18 Pro oferecem seis núcleos. Mesmo assim, o processador da Intel conseguiu ter a vantagem de 27% nesse quesito, alcançando 15.258 pontos.

Em contrapartida, não existe o mesmo nível de vantagem em desempenho com um núcleo é proporcional, já que as pontuações são 4.066 para o chip da Apple e 4.047 para CPU x86.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Intel busca seu espaço no segmento de notebooks de entrada

Assim como quase o lineup inteiro (com exceção do Core 3 304), o Core 5 320 tem dois núcleos de performance e quatro núcleos eficientes. Os núcleos focados em desempenho chegam a 4,6 GHz, 200 MHz a menos do que os Core 7, frequência que daria um fôlego a mais na disputa com um único núcleo e talvez até colocaria a Intel na frente.

Pontuação de diferentes CPUs no PassMark (Imagem: PassMark/via Wccftech)

O comparativo coloca a CPU Wildcat Lake também contra um Core Ultra 5 236V e AMD Ryzen AI 5 340. Ambos superam a nova CPU em multi-thread por terem mais núcleos (8 e 6/12, simultaneamente), mas supera os dois em single-thread, embora por uma margem pequena.

Apesar de já ter lançado os processadores Wildcat Lake, ainda não existem notebooks equipados com essas CPUs no mercado. O máximo que vimos foi um modelo referência com a marca da própria Intel, que provavelmente não estará à venda, sendo exibido em um evento do Time Azul na Índia recentemente.

A série Core 3 é vista como uma solução da Intel para brigar por um espaço no segmento de notebooks de entrada com chips eficientes. O MacBook Neo, lançado em março, é a aposta da Apple e ele tem chamado bastante a atenção pelo custo-benefício, tendo tanta demanda que nem a própria Maçã esperava, chegando a correr o risco de ficar sem chips para o notebook.

Recentemente, a Intel Brasil apresentou os processadores Wildcat Lake em um evento e o Canaltech conferiu tudo de perto.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Review Galaxy Book4 Ultra | Notebook gamer com aparência de escritório

O mercado de notebooks premium tem várias soluções incríveis para quem tem bolso para isso. Já no segmento gamer, existem opções de entrada até modelos mais caros do que os premium. E que tal juntar os dois mundos? Essa é a proposta do Samsung Galaxy Book4 Ultra, um modelo ultrafino com tela grande de 16 polegadas, hardware de ponta com direito a GPU dedicada para games.

Esse não é o modelo mais recente da marca, mas ainda tem boa disponibilidade no mercado brasileiro. Por conta disso, ele não conta com o processador e GPU mais modernos disponíveis hoje, mas são fortes o suficiente para não fazerem feio frente ao que é novidade. Estamos falando de uma linha high-end da Samsung, algo que interfere no preço, e a pergunta que fica é: vale a pena?

Prós

  • Hardware de ponta com ótimo desempenho
  • Design minimalista e compacto
  • Teclado ABNT com teclas numéricas
  • Tela Amoled com taxa de 120 Hz
  • Sistema de refrigeração avançado

Contras

  • Caríssimo, principalmente considerando sua idade e concorrentes
  • Carregador grande e pesado
  • Touchpad problemático

Especificações técnicas

O Galaxy Book4 Ultra foi lançado em 2024 com hardware de ponta para aquela época. Mas, como já foi dito aqui, estamos falando de chips de muito desempenho, algo que acaba compensando a idade e não faz tão feio diante do que existe de mais moderno nesse segmento:

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

  • Processador: Intel Core Ultra 9 185H (16 núcleos e 22 threads)
  • Memória RAM: 32 GB de memória RAM LPDDR5X
  • Armazenamento: SSD de 1TB PCIe NVMe M.2
  • Placa de vídeo: GeForce RTX 4070 8 GB, TGP 80W
  • Tela: Amoled 2X, resolução 2880 x 1800, 120 Hz, suporte a toque, 120% de cores DCI-P3
  • Portas e Conectividade: 1x HDMI 2.1, 1x USB-A, 2x USB-C Thunderbolt 4, 1x entrada para MicroSD, combo fone e microfone, Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.3
  • Alto-falantes: 4x AKG com Dolby Atmos (2x woofers 5W e dois tweeters 2W)
  • Câmera: 2.0 MP FullHD
  • Sistema operacional: Windows 11 Home
  • Design e Dimensões (L x P x A): 355,4 x 250,4 x 16,5 mm
  • Peso: 1,86 kg

Construção e design

O Galaxy Book4 Ultra é um notebook minimalista e elegante. Seu design me agradou bastante por realmente ser "clean". Não existem linhas agressivas ou detalhes que saltam do seu corpo de alumínio na cor grafite. Medindo 16,5 mm de espessura e pesando 1,86 kg, não dá nem para dizer que esse também é um notebook gamer e ainda com uma tela grande. Esse tipo de design pode até levantar uma preocupação: como ficam as temperaturas? Já adianto que o resultado é positivo.

Samsung Galaxy Book4 Ultra
Samsung Galaxy Book4 Ultra (Raphael Giannotti/Canaltech)
Samsung Galaxy Book4 Ultra
Samsung Galaxy Book4 Ultra (Raphael Giannotti/Canaltech)
Samsung Galaxy Book4 Ultra
Samsung Galaxy Book4 Ultra (Raphael Giannotti/Canaltech)
Samsung Galaxy Book4 Ultra
Samsung Galaxy Book4 Ultra (Raphael Giannotti/Canaltech)
Samsung Galaxy Book4 Ultra
Galaxy Book4 Ultra e Dell XPS 13 (Raphael Giannotti/Canaltech)

Se você é daqueles que precisa estar constantemente indo e vindo a trabalho, até mesmo viajando, esse notebook não vai ser um problema na sua mochila por ser fino e relativamente leve para seu tamanho. Já em relação à duração da bateria, aí é outra conversa que teremos mais para frente. Fechando essa seção, a tampa abre relativamente fácil com o vão para puxá-la.

Tela e som

Aqui é o segundo destaque desse notebook, depois do hardware. A tela Amoled Dinâmico 2X é incrível, reproduzindo cores vivas que saltam aos olhos e pretos profundos, ideal para quem trabalha com imagem, edição de foto e vídeo, além de games.

Pessoalmente, a qualidade de imagem impressiona muito mais (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

A resolução 3K (2880 x 1800) ajuda a elevar a experiência adicionando muita nitidez à imagem. Por também ser um notebook gamer, a tela conta com taxa de atualização de 120 Hz, que ajuda não só nos jogos, como também na usabilidade geral, gerando conforto com movimentos mais suaves. Além de tudo isso, ela é sensível ao toque e tem camada antirreflexiva.

Esse notebook possui quatro alto-falantes AKG, com suporte a Dolby Atmos, distribuídos em cada canto. Por isso, o Galaxy Book4 Ultra entrega um nível de som alto e até definido. Não dá para esperar muito da parte sonora de um notebook, mas esse modelo é decente nessa questão. Para jogar, não substitui um bom headset gamer.

A tela do Galaxy Book4 Ultra é excelente para games (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

Teclado e touchpad

O conforto proporcionado pelo design do Galaxy Book4 Ultra se estende ao teclado e touchpad. O teclado é completo, com direito a teclado numérico e padrão ABNT, algo que, infelizmente, não é tão comum nesse segmento de notebooks. Este é um ponto positivo para a Samsung, já que não é necessário ficar dependendo do layout americano para usar acentos e outros caracteres.

o touchpad é confortável e cobre um grande espaço do corpo. Na verdade, é o maior touchpad que já vi, independentemente do nível do notebook. Isso significa que o teclado é bastante recuado em direção à tela para que você tenha muito espaço para deslizar o dedo. Eu, um usuário assíduo de mouse, prefiro assim. No entanto, vi algumas falhas ao deslizar o dedo, como cliques onde eu claramente não pressionei. Difícil dizer se é um defeito do modelo de teste que recebi ou um problema crônico.

Samsung Galaxy Book4 Ultra teclado
Teclado do Samsung Galaxy Book4 Ultra (Raphael Giannotti/Canaltech)
Samsung Galaxy Book4 Ultra touchpad
Touchpad do Samsung Galaxy Book4 Ultra (Raphael Giannotti/Canaltech)

Portas e conectividade

Com um HDMI, duas portas USB-C com suporte a Thunderbolt 4, além de um USB-A (padrão), dá para dizer que esse é um grande progresso, já que muitos notebooks premium oferecem menos do que isso (como o Dell XPS linkado no início desse texto). Assim, dá para usar mouse, teclado e fone tudo com fio, embora o ideal seja dispositivos com conexão Bluetooth ou dongles 2,4 GHz.

Bateria e temperatura

E aqui entramos num ponto delicado do Galaxy Book4 Ultra, já que ele é um notebook premium com foco em desempenho, e também autonomia de bateria. No teste do Procyon, que simula diferentes trabalhos até esgotar a bateria, o modelo entregou somente 5 horas de autonomia. Segundo a Samsung, ele entrega até 21 horas de reprodução de vídeo offline, cenário bem diferente do real, como costuma ser com qualquer notebook. Isso não significa que usando normalmente para trabalhar (dependendo do trabalho, claro), você terá a mesma autonomia. Nesse caso, em uso real, ela sobe para algo entre 8 e 9 horas, ou seja, um expediente inteiro.

Isso tem a ver (entre outras coisas) com a eficiência do Core Ultra 9 185H. Para efeito de comparação, seu sucessor (Core Ultra 9 285H) que testei em um notebook da MSI, conseguiu entregar 3x mais tempo de duração da bateria. Existe uma diferença de 23W na potência das baterias dos dois modelos, ou seja, o Galaxy Book4 Ultra conta com 76W. Isso significa que o gargalo maior acontece no chip, embora a bateria poderia ser maior também.

visualization

Já em relação às temperaturas, ele vai supreendemente bem principalmente quando CPU e GPU estão em uso contínuo, como em games. Não vi nenhum dos dois chips passarem de 80 graus, o que é um ótimo resultado. Claro, é válido lembrar que a RTX 4070 é bastante capada, por isso consome menos e gera menos aquecimento consequentemente.

visualization

Desempenho

Produtividade e IA

Em diferentes tarefas, como produtividade e IA, o hardware do Galaxy Book4 Ultra entrega desempenho similar aos outros notebooks que já testamos, mas com configurações mais modernas. O problema, como já deu para perceber, é que a maior parte desses modelos, além de serem mais modernos e eficientes, são mais baratos.

visualization
visualization

Games

Estamos falando de um notebook gamer, apesar de não parecer, e é aí que entra a RTX 4070 em ação. A GPU vem com TGP de 80W, que não é nem perto do máximo (140W) por conta do design da Samsung, algo que influencia diretamente na capacidade de refrigeração e limita o potencial do chip. Por isso, essa RTX 4070 do Galaxy Book4 Ultra perde para uma RTX 5050 mobile em todo seu potencial. E o chip mais novo ainda tem a vantagem do DLSS 4.5 a seu favor.

visualization
visualization

Concorrentes

O Galaxy Book4 Ultra pode ser encontrado por mais de R$ 21.000 e está cada vez mais difícile de encontrá-lo, pelo menos na configuração máxima. Ele tem boa avaliação entre usuários que compraram nesso Mercado Livre, porque ele realmente é bom, mas existem soluções melhores e mais baratas hoje em dia.

Compre o Samsung Book4 Ultra

O Dell XPS 13 2025, apesar de ter uma tela de 13 polegadas, é uma dessas opções. Custando R$ 16.798,00 na loja oficial da Dell, ele conta com tela OLED de alta resolução, CPU Intel Core Ultra 7 258V com desempenho superior ao Core Ultra 9 185H, além de 32 GB de memória e SSD de 1 TB NVMe.

Outra opção interessante é o ASUS Zenbook S14 OLED com o mesmo hardware do Dell XPS, mas com tela levemente maior (14"), também com painel OLED e um design bastante enxuto, pesando 1,2 kg e 1,1 cm de espessura. Ele está saindo por R$ R$ 11.299 à vista.

Compre o ASUS Zenbook S14

Vale a pena comprar o Samsung Galaxy Book4 Ultra?

Eu gosto de pensar que não existe produto ruim, existe produto com o preço errado, e esse é caso do Galaxy Book4 Ultra. Mesmo lançado há dois anos, com hardware daquela época, o preço nunca baixou e como é um produto que ainda está no mercado (embora com disponibilidade cada vez menor), corre o risco de encarecer por conta da crise que a indústria atravessa agora, como vi acontecer com outros notebooks.

Temos alto nível de desempenho nesse modelo, principalmente em CPU, com desempenho decente em GPU, além de muita velocidade com SSD NVMe e uma grande quantidade de memória RAM. Porém modelos mais recentes e baratos entregam isso e até mais. O cenário ideal para esse notebook seria um desconto agressivo, derrubando o preço para algo próximo de, pelo menos, R$ 12.000, então ele passaria a ser mais atraente.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

PC, celular ou TV: o que comprar agora e o que pode esperar em 2026

Montar um PC ou trocar de celular no Brasil nunca foi um passeio no parque. É um exercício de paciência que exige planejamento, meses economizando cada centavo e aquela espera que parece eterna por uma promoção que realmente valha a pena. Justo agora, quando o seu planejamento financeiro parecia estar no trilho certo para 2026, a indústria de hardware resolveu soltar uma bomba que promete sacudir o mercado: alguns componentes devem simplesmente sumir das prateleiras a partir do segundo semestre.

Com a gigantesca demanda por data centers de IA e nuvem, que explodiu de vez em 2025, componentes cruciais como memória RAM (DRAM) e armazenamento, principalmente SSD (NAND), sofreram o baque da escassez, já que quase toda a produção está indo para tudo o que tenha a ver com inteligência artificial.

Vamos destrinchar onde esse "apocalipse" dos semicondutores vai bater com mais força para que você possa reorganizar suas prioridades de compra e proteger o seu dinheiro antes que os preços multipliquem ainda mais ou os estoques simplesmente sequem no varejo.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Epicentro da crise: armazenamento e memória RAM

Os alvos principais desse apocalipse eletrônico são os SSDs NVMe e SATA, além de cartões microSD de alta capacidade e pendrives de alto desempenho, juntos da memória RAM. O motivo por trás disso é a necessidade por memória NAND Flash e DRAM pelas Big Techs. As gigantes da tecnologia estão sugando todo o suprimento do mercado global para armazenar seus modelos de linguagem e bases de dados de IA.

Apesar de memória RAM ter encarecido mais, SSDs não estão imunes e já sofrem com a crise (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

A recomendação para quem está no meio de um projeto é clara: se você está montando um PC do zero, planejando um upgrade de armazenamento para o seu console, a sua janela de oportunidade é agora. Nós presenciamos os preços de peças como memória RAM e SSDs subirem de uma forma como nunca vimos antes. A indústria avisa, e esse aviso foi dado antes da situação chegar aonde chegou.

Efeito dominó: smartphones

O efeito dominó também atinge em cheio o mercado de dispositivos móveis, afetando principalmente os celulares intermediários-premium e os modelos topos de linha. Esses aparelhos exigem chips de armazenamento do tipo UFS, que são extremamente rápidos e densos, geralmente em versões de 256 GB ou 512 GB. Fabricantes de peso como Apple, Samsung e Xiaomi estão agora em uma disputa direta pelo mesmo silício que os grandes data centers utilizam.

Como os fornecedores de chips estão exigindo pagamentos adiantados de anos para garantir a entrega das peças, apenas as empresas com bilhões em caixa conseguirão manter o ritmo de produção. Naturalmente, esse custo extra de operação e a escassez de componentes serão repassados integralmente para o preço final do aparelho que chega às suas mãos. Portanto, se o seu celular atual já apresenta sinais de cansaço ou está "pedindo arrego", o conselho de ouro é não esperar pelos grandes lançamentos do final de 2026. O ideal é aproveitar as promoções de modelos da geração atual enquanto eles ainda seguem tabelas de preços anteriores a esse pico de demanda.

Sim, smartphones precisam de memórias igual um PC (Imagem: Renato Moura Jr./Canaltech)

Vítimas ocultas: smart TVs e consoles

É preciso manter o sinal de alerta ligado também para as chamadas vítimas ocultas, como as Smart TVs modernas e as possíveis revisões de consoles que costumam surgir no meio do ciclo de vida das plataformas. Muita gente esquece que uma televisão inteligente hoje em dia é muito mais do que apenas um painel de imagem; ela possui uma placa-mãe complexa com memória embutida para gerenciar sistemas operacionais cada vez mais pesados e diversos aplicativos de streaming que exigem cache constante.

A escassez de chips afeta a linha de montagem desses produtos como um todo, embora o impacto aqui costume ser um pouco mais lento do que no mercado de PC de fato. Você sentirá a crise primeiro através da diminuição da variedade de modelos em estoque e, logo em seguida, no ajuste das etiquetas de preço. Essa é uma categoria de compra que ainda pode esperar um pouco mais, mas que requer um monitoramento semanal rigoroso para garantir que você não perca o momento certo antes que a oferta desapareça.

Nada está imune a essa crise (Imagem: Sony/Reprodução)

Onde NÃO gastar dinheiro à toa

Por outro lado, é fundamental saber onde não gastar o seu suado dinheiro de forma impulsiva. O centro da crise relatada recentemente pela indústria e pelo CEO da Phison está focado especificamente no ecossistema de armazenamento e memória RAM. Isso significa que componentes vitais como processadores e periféricos, incluindo mouses, teclados e monitores, não estão no foco imediato desse furacão.

Embora as placas de vídeo tenham sua própria dinâmica de preços e também sofram influência indireta da IA, não existe motivo para pânico imediato na compra de um novo monitor de alta taxa de atualização ou de um teclado mecânico por conta dessa crise. A recomendação sensata é adquirir esses periféricos apenas se você realmente precisar deles agora. Caso contrário, o melhor caminho é segurar esse orçamento para garantir a compra do SSD ou da memória RAM, que são os itens que correm o maior risco de inflação galopante nos próximos meses.

Conclusão

O resumo da ópera é que o alerta de dificuldades e escassez emitido por grandes players do mercado é real e bastante preocupante, mas a onda de choque completa ainda leva alguns meses para bater com força total no varejo brasileiro. Isso significa que você, como consumidor bem-informado, ainda possui uma pequena janela de respiro para agir com estratégia e aquilo que deseja sem entrar em desespero total.

A ação recomendada nesse momento é pautada pelo equilíbrio: não estoure o limite do seu cartão de crédito apenas por medo, mas também não ignore os sinais do mercado. O momento exige inteligência estratégica, o que significa usar comparadores de preço hoje mesmo, criar alertas digitais para aquele produto específico que você já estava namorando e simplesmente antecipar as compras que talvez estivessem agendadas para a Black Friday ou o Natal.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Comprar GPU nova ou usada em 2026? Método te ajuda a decidir sem riscos

Quando falamos de montar um PC, sempre mencionamos a atual crise que a indústria de hardware vive. Porém, vamos deixar isso de lado um pouco e focar em como comprar uma placa de vídeo da melhor forma. Afinal, decidir entre um modelo novo ou usado é algo que sempre existiu. O dilema não é se a nova é melhor ou se a usada é uma cilada, mas sim o cálculo preciso de quanto desempenho por real você está ganhando e quanto risco seu bolso está disposto a aceitar.

Antes de mergulharmos nos números, precisamos deixar claro que não vamos apontar o dedo para uma placa específica e dizer para você comprá-la. Em vez disso, vamos mostrar a você como montar sua própria régua de decisão baseada em três pilares: preço praticado, os quadros por segundo entregues e o desconto de risco.

Entender isso é crucial, já que uma placa de entrada atual pode até empatar em média de frames com uma intermediária de duas gerações atrás, mas a conta muda drasticamente quando colocamos na balança o suporte a novas tecnologias de upscaling, a eficiência energética, entre outras questões.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

O método em 5 passos

Para navegar nesse mercado sem ser passado para trás, você precisa de um método que funcione tanto no marketplace da rede social quanto na prateleira das grandes lojas. O primeiro passo é definir o seu alvo de uso. Não adianta olhar para uma placa usada potente se o seu foco é apenas o competitivo em 1080p, onde o processador muitas vezes dita o ritmo. Você precisa saber sua resolução alvo, se pretende usar ray tracing de forma ativa e o quanto depende de tecnologias como DLSS ou FSR.

Definido o alvo, o segundo passo é montar sua tabela de candidatos, listando opções novas e as usadas em diferentes condições. O terceiro passo é entender que o preço é apenas a superfície, a segunda camada é o custo por desempenho, e a terceira é o desconto de risco, que é o valor que você subtrai mentalmente do preço da usada para compensar a ausência de garantia.

O quarto passo exige que você aceite que a equivalência nunca é universal: uma placa pode ser equivalente a outra em rasterização pura, mas perder feio em cenários de IA ou ray tracing. Por fim, o quinto passo é a validação física no caso de uma placa usada.

Aprenda a criar equivalências de desempenho

Você deve buscar fontes de testes confiáveis e observar a média de desempenho em um conjunto diversificado de jogos, nunca em um único título isolado. Um exemplo clássico de 2026 é o caso da Intel Arc B580, que em diversos reviews técnicos foi comparada diretamente com a RTX 4060. Enquanto em alguns títulos a Arc brilha por ter mais dos que o básico 8 GB de VRAM, em outros ela sofre com drivers ou arquitetura, mostrando que a mesma placa pode ser excelente em um recorte e irregular em outro.

Nas GeForce, geralmente, uma RTX xx90 equivale a uma xx80 de nova geração, e uma xx80 a uma xx70, e assim vai (Imagem: Gigabyte/Reprodução)

Lembre-se que esses valores são referências que flutuam e devem ser atualizados no dia da sua pesquisa, observando sempre se o desconto do mercado de usados justifica a perda dos 12 ou 24 meses de garantia oficial.

Como comparar preço do jeito certo

No Brasil, o preço de hardware é um organismo vivo que respira conforme o estoque e a cotação do dólar. Para comparar do jeito certo, você deve ignorar o preço de lançamento sugerido e focar no preço de hoje praticado nos grandes varejistas. Um caso real em 2026 é a RTX 5060: se você encontrar uma listagem de usada que custa apenas 10% a menos que uma nova em promoção, o negócio é ruim. Nossa abordagem principal aqui é o custo por FPS, uma conta básica onde você divide o preço pela média de quadros.

Essa conta ainda é mais expressiva quando a placa tem pouca VRAM, já que assim o FPS médio pode até ser alto, mas o desempenho despenca em jogos modernos com texturas no máximo, gerando travamentos. Portanto, uma placa de entrada nova pode ser um excelente negócio se o preço estiver muito bom, mas uma usada de tier superior só vale a pena se o desconto compensar as perdas de uma tecnologia moderna.

O “preço do risco”: garantia, procedência e mineração

Comprar uma GPU usada de uma loja ou empresa certificada no Brasil traz uma proteção jurídica e regras de consumo que diminuem o desconto de risco necessário. Já na compra de pessoa física, a exigência deve ser máxima. Nunca feche negócio sem evidências claras: peça a nota fiscal original, fotos detalhadas de todos os ângulos (incluindo os parafusos para checar se já foi aberta) e, principalmente, um vídeo da placa rodando um teste de estresse como o 3DMark ou FurMark por pelo menos 15 minutos.

Fique esperto com uma RTX 3060 usada, já que ela foi uma das mais usadas em mineração em 2021/2022 (Imagem: Felipe Vida/Canaltech)

Observe as temperaturas e o ruído das ventoinhas. Sobre a mineração, anos depois do auge, o estigma diminuiu, mas o desgaste físico é real: sinais de oxidação nas aletas de alumínio ou "suor" nos thermal pads são alertas vermelhos. Mineração não significa que a placa vai morrer amanhã, mas significa que ela trabalhou sob carga pesada e constante e o preço deve refletir esse desgaste. Detectar esses sintomas e negociar o valor é o que separa um bom negócio de um prejuízo.

Nova vs. usada: quando cada uma faz sentido

Existem cenários onde cada escolha brilha. No cenário de mínimo risco, a placa nova é a vencedora absoluta quando a diferença de preço para a usada é pequena (abaixo de 20%) ou quando o comprador não possui conhecimento técnico para realizar testes de bancada. Se você depende do PC para trabalho e não pode ficar uma semana sem a máquina caso dê um B.O., a garantia é essencial.

Por outro lado, o cenário de máximo custo-benefício favorece a usada quando ela entrega um salto claro de categoria. Por exemplo, em 2026, comparativos mostram que a RTX 5060 Ti nova entrega um desempenho excelente, mas se você encontrar uma RTX 4070 SUPER usada com boa procedência por um valor similar, o ganho em desempenho é considerável.

Na dúvida, uma placa de vídeo para a sua necessidade não tem erro (Imagem: Reprodução/Overclock3d)

Conclusão

O melhor hardware é aquele que cabe no seu planejamento financeiro e entrega a experiência que você busca. Se você não tem tempo ou paciência para medir o risco e validar componentes de terceiros, pague o prêmio pela segurança e compre novo para dormir tranquilo. Se você gosta do processo, sabe identificar sinais de desgaste e busca o máximo de performance por cada real investido, o mercado de usados é o seu lugar, desde que você use a régua de desconto correta.

Antes de clicar no botão "comprar", passe pelo checklist: defina seu alvo de resolução, monte a lista de candidatas, valide a equivalência média, calcule o custo por FPS e, se for usada, teste até o limite. Com esse método, o seu próximo upgrade será baseado em dados, não em sorte.

FAQ — Perguntas frequentes antes de comprar uma placa de vídeo

Como saber se a placa de vídeo foi usada para mineração?

Não existe um sensor que aponte isso, mas sinais físicos como descoloração do PCB perto da GPU, thermal pads vazando óleo excessivo ou oxidação nas partes metálicas indicam uso em ambientes de carga constante e alta umidade. Peça sempre um teste de estresse e se a placa apresentar artefatos ou desligar, descarte-a imediatamente.

Produto usado tem garantia no Brasil?

Se comprado de pessoa física, não há garantia legal após a entrega, a menos que a garantia de fábrica ainda esteja vigente e seja transferível (verifique a política das fabricantes). Se comprado de lojas de usados (CNPJ), o Código de Defesa do Consumidor garante 90 dias para bens duráveis.

Placas com 8 GB de VRAM ainda valem a pena em 2026?

Para 1080p em configurações competitivas ou qualidade média/alta, sim. Porém, para quem visa 1440p ou quer longevidade em títulos AAA, os 8 GB já mostram sinais de cansaço, causando quedas bruscas de performance (stuttering) quando as texturas excedem o limite da memória. Se puder, busque opções com 12 GB ou mais.

Onde encontro as equivalências de desempenho atualizadas?

Recomendamos sempre acompanhar os reviews de sites especializados em benchmarks técnicos que utilizam baterias de pelo menos 15 a 20 jogos diferentes com diversas GPUs para gerar as médias de frames por nível de placa.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Fino e leve: primeiro notebook com Intel Wildcat Lake é visto em evento

O Macbook Neo é a solução de entrada da Apple e tem chamado a atenção por oferecer ótimo desempenho e consumo mínimo, se posicionando como um bom custo-benefício. Em termos de chip, a Intel chegou com a geração Wildcat Lake, um lineup que oferece, no máximo, seis núcleos, baixo consumo e já foi visto equipando um notebook de alumínio compacto, assim como o produto da Maçã.

Em um evento da Intel na Índia, Vaidyanathan Subramaniam do NotebookCheck publicou nas redes sociais fotos e configuração do notebook, que parece ser um modelo referência, já que conta com a logo do Time Azul. Ou seja, não espere por um modelo como esse no mercado (a não ser que a Intel esteja "fabricando" notebooks agora).

Notebooks com Intel Wildcat Lake podem ter modo que dispensa uso de fan

Segundo Vaidyanathan, esse modelo tinha modos de operação em 17W (PL1) e 35W (PL2), além de um modo de 11W sem uso da fan. Ao que tudo indica, um dos processadores Wildcat Lake topo de linha equipa esse notebook, já que é descrito a configuração máxima do lineup: dois núcleos de performance e quatro núcleos eficientes, além de NPU de 17 TOPS e dois núcleos gráficos Xe.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

First look at an Intel Wild Cat Lake laptop in the wild. 2 Cougar Cove P + 4 Darkmont E cores 17 W PL1 and 35 W PL2 / 22 W PL1 Max / 11 W fanless
17 TOPS NPU
2 Xe cores
Thin and light design
Looks like a perfect laptop for the beach, innit 🌊🏖️ pic.twitter.com/MCsCVbpM4A

— Vaidyanathan S (@Geeky_Vaidy) April 23, 2026


Apesar do grande foco em eficiência energética, mesmo o modo de 11W, que dispensa a ativação da ventoinha, não chega perto da eficiência entregue pelo chip A18 Pro, do MacBook Neo, que opera abaixo de 10W, chegando no máximo de 5W em carga normal do dia. Por isso a Apple nem chegou a instalar uma fan nesse modelo, justamente por conta do consumo baixíssimo, já que estamos falando de um chip de celular.

Em relação aos Intel Wildcat Lake em geral, a Intel promete bateria para um dia inteiro, entregando até 2,1x mais desempenho em produtividade com o SKU mais forte, o Core 7 360, em relação a um Core 7 150U, baseado em Raptor Lake. Já em performance com IA, o ganho é de 2,7x. Além disso, a eficiência energética promete ser o maior destaque, entregando entre 52 e 64% menos consumo em tarefas como streaming de vídeo e chamadas de vídeo.

Os processadores Intel Wildcat Lake também foram lançados no Brasil durante um evento recente, e o Canaltech esteve lá.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

SK hynix: soluções como o TurboQuant do Google podem piorar crise de memórias

Em março, vimos o surgimento do TurboQuant, um novo algoritmo de IA do Google que prometia compressão de dados em um nível, que poderia reduzir o uso de memória RAM em até 6x. A indústria viu a novidade como uma saída para a crise, mas segundo o CFO da SK hynix, otimizações de software têm o poder de aumentar a demanda, e não diminui-la.

Kim Woo-hyun, executivo de uma das maiores fabricantes de DRAM do mundo, disse que "a otimização de software e hardware, que está ocorrendo ativamente em todo o setor de IA, é outro fator que impulsiona o crescimento da demanda por memória". E ele adiciona:

"Embora as tecnologias de eficiência de memória possam parecer reduzir o uso de memória por dispositivo individual, na realidade elas estão evoluindo em uma direção que maximiza a quantidade de contexto que pode ser processada por unidade de memória. Espera-se que isso melhore a rentabilidade dos serviços de IA, criando um ciclo virtuoso que expande o mercado geral de serviços de IA e, por sua vez, impulsiona também a demanda por memória".

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Mercado tinha certa esperança com o TurboQuant

Ou seja, soluções como o Google TurboQuant que, na teoria se parecem com uma saída, na prática tem capacidade de piorar a situação da crise de hardware, com foco em memória RAM. Isso significa que na perspectiva da indústria, agora que a mesma quantidade de RAM produz mais do que antes, é melhor adicionar ainda mais memória para produzir como nunca antes.

Já que menos DRAM consegue fazer mais, por que não usar ainda mais para ter resultados melhores? (Imagem: Samsung/Reprodução)

Assim que o algoritmo do Google foi revelado, o mercado teve um surto que durou pouco nos preços das memórias. Nos EUA, por exemplo, módulos Corsair Vengeance DDR5 caíram de US$ 439,99 para menos de US$ 379,99. E a situação em geral começava a melhorar por conta própria, já que ainda antes, em fevereiro, as memórias DDR5 ficaram mais baratas em diferentes territórios. Na Alemanha, módulos que custavam mais de cerca de € 480 baixaram para menos de € 450, chegando em alguns casos a € 429.

Conversamos com um especialista do mercado de data centers para entendermos se o mercado voltará ao normal algum dia, e a estimativa não é nada animadora.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Falta de otimização em games não é culpa só do hardware, afirma Intel

Que os jogos de PC têm chegado cada vez mais com problemas de otimização, isso não é novidade. Mas a indústria reconhecer esse fato, isso é novo. Robert Hallock, executivo da Intel, disse ao PC Games Hardware que até 30% da performance perdida não é culpa do hardware, mas sim da otimização do jogo, principalmente em se tratando de processadores.

A Intel tem adotado arquiteturas híbridas em seus processadores desde a 12ª geração, juntando núcleos de performance e núcleos eficientes (mas o Time Azul pode desistir dos núcleos híbridos) em um encapsulamento. Hallock diz que já viu algumas reviews mostrando que o desempenho em games é melhor com os núcleos eficientes desligados, mas afirma que “eles são virtualmente idênticos em performance, cerca de 1% de diferença”.

PC gamers subestimam importância da otimização do software

O Time Azul sempre apresentou os núcleos de performance como aqueles definitivos para tarefas pesadas, como jogos. Esses núcleos sempre são em menor quantidade se comparado com os núcleos voltados para tarefas mais leves. De qualquer forma, Hallock diz que os entusiastas ainda subestimam a importância de um programa otimizado:

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

“Acredito sinceramente, e isso pode me meter em problemas, mas acredito sinceramente que o mercado geral de jogos para PC e, especialmente, os entusiastas, como os verdadeiros fanáticos por PC, estão subestimando significativamente a importância do software para a experiência no PC”.

AMD tem dominado em games com sua arquitetura unificada e grande quantidade de cache (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)

Ele acredita que é possível ter mais performance com hardware mais forte, “mas sempre haverá 10, 20, 30% de desempenho a menos devido ao fato de que o jogo simplesmente não foi otimizado para o seu processador”. Apesar de haver outros componentes envolvidos na execução de um jogo, são os processadores as maiores vítimas, prejudicando o desempenho.

O fato é que a AMD tem roubado a cora de melhor processador para games geração após geração, mas isso pode mudar com a nova estratégia da Intel envolvendo uma grande quantidade de memória cache também.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Adeus, Mac Pro: relembre as 4 eras do desktop mais icônico da Apple

O fim de uma era no hardware de alto desempenho aconteceu da forma mais discreta possível, quase como uma nota de rodapé. A Apple confirmou que não produzirá novos modelos do Mac Pro e retirou a máquina de seu site oficial, encerrando uma linhagem que surgiu em 2006. Diferente de outros marcos da empresa, não houve keynote emocionante, vídeos em câmera lenta ou homenagens em redes sociais.

O computador que antes foi o símbolo máximo do poder computacional da Maçã saiu de cena em silêncio, deixando para trás duas décadas de experimentações, erros ousados e acertos memoráveis. Com o fim de uma linha tão importante como essa, vamos revisar como foi sua trajetória.

Era 1: A torre de alumínio sinônimo de “Mac profissional”

Em 2006, a Apple precisava de um sucessor à altura para o Power Mac G5 na transição para os processadores Intel, e assim surgiu o Mac Pro clássico. O visual era imponente: uma torre robusta de alumínio escovado com alças integradas e um painel frontal perfurado que passa um ar de seriedade e ousadia ao mesmo tempo. Diferente da filosofia que a empresa adotaria anos depois, essa primeira era foi marcada por uma facilidade de expansão sem precedentes dentro do ecossistema Apple.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

O primeir design, apesar de antigo, ainda consegue ser mais elegante que o último (Imagem: Apple/Reprodução)

O case permitia upgrades simples de memória RAM, múltiplos HDDs em baias deslizantes e a troca de placas de vídeo PCIe sem grandes complicações. Essa máquina consolidou o Mac Pro como o ápice do setup para editores de vídeo, fotógrafos e engenheiros, criando uma reputação de longevidade e presença física que definiram o que o mercado esperava de um workstation profissional.

Era 2: Cilindro de 2013 tentou reinventar tudo

Após anos sem atualizações visuais, a Apple decidiu que era hora de chocar o mundo em 2013 com o apelido nada legal de "trash can", ou lata de lixo mesmo. O novo Mac Pro era um cilindro preto compacto, futurista e muito silencioso, construído em torno de um núcleo térmico triangular unificado. A proposta era ousada: abandonar a expansão interna em favor de conexões externas de alta velocidade via Thunderbolt 2.

Embora fosse uma peça de design incrível, a fase cilíndrica tornou-se a mais divisiva da história da linha. A falta de flexibilidade e os problemas térmicos com as GPUs duplas mostraram que a promessa de futuro da Apple envelheceu rápido demais. Os profissionais sentiram-se abandonados por um design que priorizava a estética sobre a utilidade, tornando essa era um lembrete de que, no mundo profissional, desempenho é mais importante do que aparência.

Era 3: “Ralador de queijo” em 2019

Reconhecendo o erro estratégico da geração anterior, a Apple recuou e, em 2019, entregou exatamente o que o público profissional pedia. O retorno ao formato de torre trouxe de volta a modularidade e uma grade frontal (bastante) agressiva para maximizar o fluxo de ar, o que rapidamente rendeu o apelido de "ralador de queijo". Era um workstation capaz de abrigar placas PCIe gigantescas, módulos de expansão específicos e até 1,5 TB de memória RAM.

Entretanto, essa reconciliação veio acompanhada de controvérsias sobre o preço impeditivo, simbolizado por acessórios como as rodas de US$ 400. Foi o momento em que a Apple provou que ainda sabia fazer um hardware modular de ponta, mesmo que ele fosse acessível apenas para uma fração mínima de usuários.

Era 4: Mac Pro com chip Apple com fim determinado

A fase final da linhagem chegou em 2023 com o chip M2 Ultra. Externamente, ele era idêntico ao modelo de 2019, mas internamente a filosofia havia mudado drasticamente. Com a transição para os chips da Apple, o conceito de integração total da arquitetura ARM colidiu com a necessidade de expansão. Embora mantivesse os slots PCIe, a impossibilidade de trocar a GPU ou expandir a memória, já que tudo estava soldado no chip, tirou o sentido prático da máquina para muitos entusiastas.

O Mac Pro de 2023 nasceu encurralado pelo próprio Mac Studio da empresa, que entregava a mesma performance em um formato muito menor e mais barato. Essa mudança de estratégia foi o que começou a jogar as últimas pás de areia sobre o caixão da icônica linha de máquinas entusiastas da Apple.

O que cada era dizia sobre a Apple

Olhando para a trajetória completa, percebemos que cada fase do Mac Pro foi um reflexo direto da estratégia da Apple naquele momento. Na primeira era, a empresa queria reconquistar a confiança dos profissionais através da potência bruta e da padronização de mercado com a Intel. Em seguida, houve uma tentativa quase arrogante de reinventar o que era um workstation, acreditando que o design minimalista poderia substituir a necessidade de hardware interno.

Já na terceira fase, a Apple admitiu publicamente que o usuário profissional valorizava a expansão de verdade acima de tudo, fazendo um retorno às origens. Por fim, a escolha pela integração total em vez da modularidade deixou claro que a eficiência energética e o controle absoluto sobre o ecossistema de chips eram agora a prioridade máxima da empresa, mesmo que isso custasse a existência do Mac Pro.

Evolução do finado Mac Pro (Imagem: Gemini/Canaltech)

Fim silencioso do Mac Pro

O capítulo final agora é oficial com a descontinuação definitiva do produto. Ao remover o Mac Pro do site e confirmar que não há planos para novos modelos com M3 Ultra ou sucessores, a Apple encerra uma história de 20 anos. Na prática, o Mac Studio assume o posto de desktop profissional de referência da marca.

Ele representa o que a Apple é hoje: compacta, potente, mas completamente fechada a modificações por parte do usuário. O espaço que antes era ocupado por torres metálicas imensas agora é preenchido por pequenos blocos de alumínio que fazem mais com menos energia, tendência seguida também por notebooks premium com Windows.

Conclusão

O adeus ao Mac Pro não é apenas o fim de um computador caro da Apple, mas a conclusão de uma forma de ver computadores. Por muitos anos, ele materializou a ambição de oferecer poder bruto sem concessões e a liberdade de expansão que permitia a uma máquina evoluir com o passar dos anos.

Hoje, a Apple segue um caminho diferente, onde a otimização de software e hardware é tão profunda que a modularidade se tornou um obstáculo em vez de uma vantagem. O Mac Pro deixará saudades para usuários da Maçã que gostavam de abrir o gabinete e ver o coração da máquina, mas seu legado como ícone do design e da engenharia permanecerá guardado na história do hardware.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Sangue azul e coração verde: CPUs Serpent Lake devem vir com iGPU GeForce RTX

Enquanto o mercado ainda recebe um refresh um tanto tímido da atual arquitetura Arrow Lake da Intel, a indústria de rumores já mira lá na frente, citando agora a geração Serpent Lake. Esta deve ser o fruto da parceria entre a NVIDIA e o Time Azul, ou seja, CPUs com gráficos integrados RTX, que devem chegar entre 2028 e 2029.

Em uma conversa no X, o conhecido leaker Jaykihn afirma que a família de CPUs Serpent Lake é uma ramificação de Titan Lake, que por sua vez, é o sucessor de Razer Lake. Tudo isso acontece somente depois de Nova Lake, a próxima geração já confirmada e prometida para ainda 2026 pela Intel. Possivelmente chamada de Core Ultra 400, essa arquitetura será usada em desktop e notebooks também.

Intel deve abandonar arquitetura híbrida em breve

Esse rumor cita ainda nomes de núcleos de performance e eficientes das futuras gerações. Griffin Cove e Golden Eagle equiparão os Razer Lake, já Copper Shark será uma arquitetura unificada a partir de Titan Lake, e isso é algo que já vem sendo discutido já há um tempo pelos leakers. Isso significa que a Intel pode adotar uma abordagem similar ao que a AMD faz com os Ryzen.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Todos os nomes citados aqui ainda devem demorar entre 2 e 3 anos para chegarem (Imagem: Reprodução)

Tudo isso ainda é muito vago, já que estamos falando de tecnologias que estão a anos de distância. Não dá para negar que a indústria de tecnologia sempre está trabalhando em algumas gerações a frente do que temos disponível hoje, mas nomes assim ainda não significam muita coisa, mesmo sendo de leakers que já se mostraram críveis.

Por enquanto, a Intel oferece os Core Ultra 200 para PC de mesa, com novos SKUs como parte do refresh da arquitetura Arrow Lake. Em notebooks, a geração Panther Lake é o que o Time Azul tem de mais moderno, principalmente por que foi fabricado na nova e aguardada litografia 18A, que ainda será usada em futuras gerações.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Samsung encarece DRAM em mais 30% enquanto demanda de servidores não cessa

O mercado de hardware, mais especificamente de memória RAM, teve um surto repentino semanas atrás por conta do novo algoritmo de IA do Google, que até causou queda nos preços desse componente e fez ações de fabricantes caírem. Mas, lá no cerne da questão, o contrário acontece, já que a Samsung aumentou os preços de chips DRAM em mais 30% no segundo trimestre do atual ano fiscal.

Segundo um representante da indústria, em entrevista ao portal sul-coreano ETNews, não há "sinais de melhorias ou declínio nos preços acerca da demanda de IA no momento". Esse novo aumento atinge, principalmente, memórias HBM usadas em GPUs aceleradoras de inteligência artificial, além de memória RAM para PCs, servidores e dispositivos móveis.

Aumento nos últimos meses já ultrapassa 100%

"Ainda há muitos clientes procurando garantir o fornecimento de DRAM com antecedência. Por isso, continuamos fornecendo o produto a preços ainda mais elevados em relação ao primeiro trimestre", adiciona a fonte do ETNews. A Samsung já havia aumentado o preço de chips DRAM em 100% no trimestre anterior, e mesmo assim, a demanda não cessa.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Fabricantes trabalham para entregar o máximo de DRAM possível sem expandir suas capacidades (Imagem: Samsung/Reprodução)

Outra fonte do portal afirma que "a demanda por DRAM e HBM de alto desempenho permanece inalterada, à medida que as grandes empresas de tecnologia expandem sua infraestrutura, incluindo servidores de IA".

Além disso, existe ainda a disputa na indústria em relação a quem consegue suprir mais a atual demanda. Essa pessoa não identificada afirma que "a concorrência e a demanda por contratos de longo prazo para garantir um fornecimento estável de DRAM também estão se intensificando". Isso significa que Samsung, SK hynix e Micron seguem trabalhando ferrenhamente para honrar todos os contratos.

A situação pode piorar ainda mais no próximo trimestre fiscal, já que a capacidade de produção dessas gigantes do ramo não aumentou. Os esforços estão concentrados na entrega da atual demanda e a expansão com novas fábricas é algo que ainda irá demorar anos para acontecer.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Steam vai dizer quantos FPS seu PC consegue entregar em um jogo

A Valve implementou diversas mudanças ao Steam nos últimos meses e parece que o ritmo não deve diminuir tão cedo. Descobertas de um dataminer revelam que a plataforma deve ter um sistema que consegue estimar quantos FPS seu PC entregará em determinado jogo, baseado nas informações colhidas de outras máquinas com configurações semelhantes.

Chamado de "Estimador de framerate", o recurso deve "selecionar um aplicativo e uma configuração de PC para gerar um gráfico de taxa de quadros estimada, baseada na taxa de outros usuários do Steam".

Ao que tudo indica, essa função ajudará o usuário a decidir se compra determinado jogo baseado nessa estimativa de desempenho voltada para a configuração do seu PC.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Steam já estaria coletando dados dos usuários

Nos comentários da publicação no X, um usuário diz que a plataforma da Valve perguntou se ele gostaria de compartilhar dados referentes à taxa de quadros no jogo. O suposto print publicado diz o seguinte:

"Podemos coletar dados de framerate de forma anônima enquanto você está jogando e logado em sua conta do Steam? Esse dado nos ajuda a aprender sobre compatibilidade dos jogos e melhorar o Steam".

Steam will soon tell you how much FPS you may get according to your PC specs by taking other Steam users with similar hardware.

Found by Roadrunner on SteamDB. pic.twitter.com/H0opyA79Eo

— LambdaGeneration (@LambdaGen) April 4, 2026

Não tem como saber a taxa de quadros exata nos jogos de PC por conta da quase infinita combinação de hardware e configurações gráficas de um game. Não está claro como a Valve planeja chegar em um número em sua estimativa diante dessas variáveis, mas não dá para negar que o recurso pode poupar o bolso de muitos jogadores que se frustram após comprar um game que não conseguem rodar.

Os requisitos de sistema de um jogo na própria plataforma é uma maneira de deixar o jogador ciente do que ele precisa, mas muitos são vagos. Os estúdios estão começando a disponibilizar requisitos mais completos, com diferentes níveis de preset gráfico e resolução, mirando em uma taxa de FPS específica, mas ainda não é a tendência geral.

Enquanto o novo recurso não chega, recomendamos sempre dar uma olhada em canais confiáveis que testam jogos com diferentes configurações de PC para saber se sua máquina está apta para o game que você tem interesse.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Novo rei dos games? AMD lança o 9850X3D2, primeiro Ryzen com 3D V-Cache duplo

Durante a CES 2026, a AMD revelou o novo rei dos games, o Ryzen 7 9850X3D. Porém já sabíamos da existência de um novo SKU ainda mais potente através de rumores e vazamentos de parceiras do Time Vermelho. Agora, confirmando todas essas informações não-oficiais, a AMD lança o Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition com nada menos que 192 MB de cache L3.

O anúncio foi feito em um vídeo institucional da AMD, apresentado por Jack Huynh, vice-presidente sênior e gerente geral de computação e placas de vídeo, onde ele deixa claro que o Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition é voltado para quem quer a melhor experiência em jogos, além de muito desempenho em trabalho pesado como criação de conteúdo.

Desempenho do Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition

Em termos de performance, a AMD só apresentou um slide mostrando que o novo processador consegue ser entre 5 e 13% superior ao modelo base, o Ryzen 9 9950X3D, em renderização, criação de conteúdo, simulação e IA, além de compilação. Apesar de ter especificações superiores ao rei dos games, não foi dito o que ele é capaz nessa área.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Desempenho do Ryzen 9 9950X3D2 vs. 9950X3D (Imagem: AMD/Reprodução)

E falando nessa comparação, o Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition tem algumas especificações do seu irmão mais fraco, como 16 núcleos e 32 threads baseados em Zen 5, clock base em 4,3 GHz, 1.280 KB de cache L1 e 16 MB de cache L2. Seu maior diferencial fica para os 192 MB de cache L3, 64 MB a mais, além 200W de TDP, 30W a mais. O único downgrade acontece no boost que cai em 100 MHz, chegando a 5,6 GHz.

A grande quantidade de cache 3D se dá pela implementação de um die de memória cache por CCD. O Ryzen 9 9950 faz uso de dois CCDs com 8 núcleos cada. Com o novo processador, cada complexo de núcleo recebe um conjunto de cache, sendo possível expandir a capacidade dessa forma. E isso é algo inédito na indústria de hardware até o momento.

Com essa adição, o lineup Ryzen 9000 tem um novo modelo high-end. A quantidade extra de memória cache aumenta o desempenho em diferentes tarefas, segundo benchmarks da AMD, mas ainda não sabemos o impacto de quase 200 MB de cache L3 em games. Considerando o 9950X3D contra o 9800X3D, existe um impacto técnico, com pequenas vantagens dos dois lados, dependendo do jogo, mesmo com 32 MB de cache L3 de diferença entre eles.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Intel Core Ultra 9 290K Plus não vem mais, e o motivo é curioso

Quando os primeiros rumores sobre os processadores Core Ultra 200 Plus começaram a surgir no ano passado, falava-se em um lineup maior do que a Intel trouxe dias atrás com somente dois SKUs. Um terceiro, e estamos falando do Core Ultra 9 290K Plus, ainda não foi lançado e nem será, já que o Time Azul cancelou seu lançamento.

O motivo, segundo a Intel em resposta ao site alemão PC Games Hardware, é que os Core Ultra 7 270K Plus e Ultra 5 250K Plus entregaram o que a empresa esperava. Assim, o lineup não precisa mais do SKU topo de linha, deixando o U9 285K como o processador mais forte.

"A Intel tem o prazer de oferecer um valor excepcional com nossos processadores da série Intel Core Ultra 200S Plus. O Intel Core Ultra 7 270K Plus e o Intel Core Ultra 5 250K Plus foram concebidos para oferecer um desempenho excepcional em jogos e um valor incrível em comparação com a concorrência. Nosso objetivo era maximizar o desempenho das versões para desktop mais amplamente disponíveis. Por isso, a Intel não lançará a versão U9 290K Plus", disse o Time Azul.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

U9 290K Plus seria basicamente um U7 270K Plus

Ou seja, a declaração da Intel nos leva a entender que a busca por um Core Ultra 9 não é tão alta a ponto de uma variante ser lançada no mercado. Sabemos que as séries Core Ultra 5 e Ultra 7 (antigos i5 e i7) sempre tiveram uma maior demanda, mas há quem precise ou prefira o máximo de desempenho.

Esses foram os únicos Core Ultra 200 Plus lançados (Imagem: Intel/Reprodução)

Um outro ponto chama a atenção nessa história. O Core Ultra 7 270K Plus, em relação ao modelo base U7 265K, recebeu quatro núcleos eficientes a mais, chegando na mesma configuração do U9 285K e também do que seria o U9 290K. Por isso, benchmarks mostram o U7 270K Plus encostando no processador topo de linha, tornando mais questionável a necessidade de um novo SKU topo de linha sem mudanças nas especificações.

Diferente do segmento de desktop, o lineup mobile do refresh de Arrow Lake tem um novo modelo topo de linha, o Core Ultra 9 290HX Plus, mesmo tendo as mesmas especificações do U9 285HX, com diferença de dos clocks base menores, e somente 100 MHz a mais no boost dos núcleos eficientes.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Forza Horizon 6 no PC: veja requisitos para jogar

Forza Horizon 6, game que se passará no Japão e terá o mapa mais denso já criado pela Playground Games até agora, chega em menos de dois meses. Em sua versão de PC, o título terá suporte a diferentes tecnologias, incluindo ray tracing já no lançamento, algo que FH5 recebeu posteriormente. Com os requisitos de sistema divulgados agora, sabemos se o jogo será exigente ou não e que tipo de máquina os efeitos de ponta vão pedir.

De tudo o que já foi divulgado sobre Forza Horizon 6, já deu para entender que o novo game será o mais complexo em termos de mapa. Toquio, por exemplo, será a maior área urbana de toda a franquia, tão grande que teve uma equipe própria trabalhando exclusivamente na cidade.

Tudo isso deve ter um peso e vamos saber agora se seu PC conseguirá rodar Forza Horizon 6.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Requisitos mínimos para rodar Forza Horizon 6

No nível mais baixo, mirando em uma experiência em Full HD, preset gráfico no mais baixo e taxa de 60 FPS, não é preciso muito. A Playground Games pede processadores de seis núcleos de várias gerações passadas, além de placas de vídeo superadas até mesmo por gráficos integrados de última geração.

Requisitos mínimos para rodar Forza Horizon 6
Processador Intel Core i5-8400 ou AMD Ryzen 5 1600
Placa de vídeo NVIDIA GeForce GTX 1650, AMD Radeon RX 6500 XT ou Intel Arc A380
Memória 16 GB de RAM
Armazenamento SSD
Sistema operacional Windows 10/11 22H2
Observação Game rodando em 1080p, no baixo e 60 FPS

Requisitos recomendados para rodar Forza Horizon 6

Já no nível que, geralmente, é o mais popular, os desenvolvedores também pegaram leve. Para rodar Forza Horizon 6 em 1440p, com os gráficos no alto e mirando mais de 60 FPS, é necessário processadores e placas de vídeo mainstream de gerações passadas, o que não deve ser um problema para quem tem algo mais moderno e de entrada.

Requisitos recomendados para rodar Forza Horizon 6
Processador Intel Core i5-12400F ou AMD Ryzen 5 5600X
Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 3060 Ti, AMD Radeon RX 6700 XT ou Intel Arc A580
Memória 16 GB de RAM
Armazenamento SSD
Sistema operacional Windows 10/11 22H2
Observação Game rodando em 1440p, no alto e 60 FPS+

Requisitos 'extremos' para rodar Forza Horizon 6

Aqui, a exigência dá um salto significativo. Com foco em 4K e mais de 60 FPS, além do maior preset gráfico do jogo, é preciso processadores das séries Core i7 e Ryzen 7, além de GPUs bem mais fortes, que são equivalentes ao que existe de intermediário hoje, como uma RTX 5070 ou RX 9070. A exigência por memória sobe de 16 para 24 GB e SSD NVME é o recomendado.

Requisitos 'extremos' para rodar Forza Horizon 6
Processador Intel Core i7-12700K ou AMD Ryzen 7 7700X
Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 4070 Ti ou AMD Radeon RX 7900 XT
Memória 24 GB de RAM
Armazenamento SSD NVME
Sistema operacional Windows 10/11 22H2
Observação Game rodando em 4K, no máximo e 60 FPS+

Requisitos 'RT extremo' para rodar Forza Horizon 6

Já quem quer aproveitar Forza Horizon 6 com tudo o que ele tem para oferecer, é preciso ainda mais memória RAM e placas de vídeo de última geração. Em termos de CPU, a exigência permanece a mesma no nível anterior. Esse requisito para jogar com o game em 4K, mas com upscaling, com ray tracing e gráficos no máximo. Ou seja, tudo indica que para rodar o game nativamente "no talo", é preciso, pelo menos, uma RTX 5080 ou até uma 5090.

Requisitos 'RT extremo' para rodar Forza Horizon 6
Processador Intel Core i7-12700K ou AMD Ryzen 7 7700X
Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 5070 Ti ou AMD Radeon RX 9070 XT
Memória 32 GB de RAM
Armazenamento SSD NVME
Sistema operacional Windows 10/11 22H2
Observação Game rodando em 4K com upscaling, no máximo com RT e 60 FPS+

Forza Horizon 6 chegará no dia 19 de maio, com acesso antecipado de quatro dias para quem adquirir a edição premium.

O game estreia com suporte ao NVIDIA DLSS 4, AMD FSR 3 e 4, Intel XeSS 2.1, taxa de quadros desbloqueada, suporte a monitores ultrawide, amplo suporte a controles e volantes, e preparado para o Steam Deck e Xbox ROG Ally.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Pro Precision 5: Dell quer provar que workstations não precisam ser um trambolho

A Dell está elevando o patamar de produtividade para profissionais que precisam de alto desempenho com o lançamento dos novos notebooks/workstations Pro Precision 5 14S e 16S. Esses notebooks chegam ao mercado com a promessa de serem as opções mais finas e leves já produzidas pela marca em suas respectivas categorias, desafiando a antiga ideia de que poder de processamento bruto exige obrigatoriamente um chassi robusto e pesado.

O design refinado não é apenas uma escolha estética, mas uma resposta direta à crescente demanda por mobilidade sem perda de desempenho em setores como engenharia, arquitetura, criação de conteúdo visual, entre outros

Especificações dos notebooks Dell Pro Precision 5

O Dell Pro Precision 5 14S se destaca por seu peso, cerca de 1,5 kg e mantendo uma espessura reduzida. No interior desse corpo compacto, a Dell conseguiu integrar componentes de última geração que garantem fluidez em tarefas pesadas, como renderização de vídeos e cálculos estruturais.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Tem carcaça de notebook premium, mas vai além disso (Imagem: PC Mag/Joseph Maldonado)

Já a versão de 16 polegadas foca no equilíbrio entre uma área de visualização ampliada com sua tela maior e a portabilidade necessária para o dia a dia corporativo. Esse é seu principal destaque, já que as especificações dos dois modelos são bem parecidas.

É possível ter tanto um Intel Core Ultra 300, como um AMD Ryzen AI 400, gerações recém-lançadas de ambos os lados. Independentemente da escolha, o usuário terá excelentes gráficos integrados e NPUs que entregam mais de 50 TOPS de desempenho em IA. Além disso, ambas as máquinas podem ter até 64 GB de memória LPCAMM2 a 8533MT/s.

Os workstations mobile da Dell contam com tecnologias de resfriamento avançadas que permitem que os sistemas operem em alta performance sem ruídos excessivos ou superaquecimento. Em termos de conectividade, os notebooks Dell Pro Precision 5 14S e 16S oferecem HDMI, USB-A, USB-C, porta Ethernet e saída para fone de 3,5 mm.

Os notebooks workstations da Dell chegam em maio. Preços e disponibilidade no Brasil ainda não foram detalhados.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Como adicionar as especificações de seu PC nas reviews do Steam

A Valve vem implementando diferentes recursos ao Steam em um ritmo acima do normal nos últimos meses. Muitos deles não são divulgados ou ainda precisam que o usuário opte por usar a versão beta do launcher. Esse é o caso de uma opção que mostra as especificações de seu PC ao publicar uma análise de jogo.

Não é incomum vermos análises de jogos com foco em problemas de performance, com alguns usuários alegando terem um PC high-end, mas isso é algo difícil de sabermos de fato. Com essa nova função, vemos realmente saber qual é a máquina do PC gamer que está publicando uma review de jogo na plataforma da Valve.

Passo a passo para ter acesso ao recurso

Antes de tudo, é preciso participar do cliente beta do Steam. Os passos são bem simples:

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

  1. Abra as configurações no menu "Steam" no canto superior esquerdo do launcher;
  2. Acesse a opção "Interface"
  3. Em "Participação no beta do cliente Steam" basta escolher a opção "Steam Beta Update".
Menu para ativar o Steam beta (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

Assim, você receberá as novidades que a Valve lança para sua plataforma antecipadamente. Esses recursos demoram um tempo para chegar aos outros usuários que não fazem uso do cliente beta.

Agora, para adicionar as especificações de seu PC em uma review, faça o seguinte:

  • Escolha um jogo para escrever uma análise;
  • Observe nas opções ao lado direito do campo onde você escreve, aquela que diz "Anexar especificações do computador à análise" e marque a opção;
  • O Steam perguntará qual PC você deseja anexar. Caso não exista nenhum (se estiver fazendo pela primeira vez), basta adicionar um novo computador;
  • Ao fazer isso, você terá que dar um nome á máquina e basta escolhê-la e publicar a analise.
Em destaque, a opção para habilitar as especificações do PC na review (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

Pronto. Sua review aparecerá com as especificações logo abaixo de seu texto. Essa função mostra qual versão do Windows você usa, além de processador (com nome e quantidade de núcleos), quantidade de memória RAM e placa de vídeo seguido da quantidade de memória de vídeo.

E é assim que as especificações de seu PC serão mostradas (Imagem: Reprodução)

Esse recurso é interessante para vermos se um jogo tem muitas reclamações sobre problemas de desempenho e quais as máquinas das pessoas que estavam tendo esses problemas. Caso as informações batam, esse é um indicativo de que você deve evitar esse game até que ele receba correções, por exemplo. Claro, isso só será possível de constatar, caso o usuário queria mostrar as especificações de seu PC fazendo todos os passos listados aqui.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Ryzen 7800X3D ainda é o “rei dos games”? Veja quando vale a pena comprar

O sonho de todo PC gamer entusiasta é alcançar aquele nível de fluidez onde os engasgos simplesmente desaparecem. Por um bom tempo, o processador AMD Ryzen 7 7800X3D foi o melhor para isso, tornando-se o componente mais cobiçado entre os PC gamers. Com a chegada de seu sucessor e toda uma nova geração, e as promoções mais frequentes, será mesmo que ele ainda é uma boa opção?

Ele já foi considerado o rei dos games, mas seu sucessor já senta na cadeira do rei dos games. O objetivo desse guia é ajudar você a decidir se o 7800X3D ainda vale a pena com base na sua realidade de uso, considerando resolução, GPU e, principalmente, o custo total do upgrade.

O que torna um X3D especial

Para entender o valor desse processador, é preciso olhar além das frequências de clock e quantidade de núcleos. O grande segredo da linha X3D da AMD é a tecnologia 3D V-Cache, que basicamente empilha uma grande quantidade de memória cache L3 sobre os núcleos de processamento. Na prática, isso permite que a CPU acesse dados do jogo de forma muito mais rápida do que se tivesse que buscá-los na memória RAM.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

A tecnologia 3D V-Cache torna as CPUs da AMD as melhores para games (Imagem: AMD/Reprodução)

O ganho mais sentido pelo jogador não é necessariamente um salto absurdo no FPS médio em todos os títulos, mas sim uma estabilidade como poucos processadores conseguem fazer. É a consistência dos frames, com menos quedas bruscas e a eliminação do irritante stuttering, que define a experiência das CPUs X3D da AMD.

Quando o Ryzen 7 7800X3D ainda é excelente

Existem cenários onde este processador ainda justifica cada centavo. Se você é um jogador que não abre mão de altas taxas de atualização em 1080p, especialmente em títulos competitivos, o 7800X3D brilha. Ele se destaca onde o sistema é "CPU-bound", ou seja, onde o processador atinge seu limite antes da placa de vídeo.

O Ryzen 7 7800X3D é um bom upgrade sobre o 5800X3D (Imagem: AMD/Reprodução)

Além do cenário competitivo, jogos de simulação pesada, estratégia em tempo real ou títulos de mundo aberto com grande densidade de NPCs e inteligência artificial encontram no cache extra o fôlego necessário para manter a fluidez mesmo em cenas complexas.

Quando você quase não vai sentir diferença

Por outro lado, o investimento pode ser um desperdício se o seu perfil for focado em GPU. Quem joga em 1440p ou 4K com as configurações no máximo e com ray tracing ativado raramente verá benefícios reais ao trocar uma CPU moderna intermediário pelo 7800X3D. Nesses casos, a carga de trabalho recai quase inteiramente sobre a placa de vídeo.

Da mesma forma, parear esse processador com uma GPU de entrada ou intermediária, como modelos de 8 GB que já começam a mostrar sinais de cansaço em títulos AAA modernos, é criar um desequilíbrio: o processador estará pronto para entregar 300 quadros, mas a placa de vídeo não chegará nem ao 100 FPS.

O Ryzen 7 7800X3D vale a pena para jogar o quê?

A decisão de compra deve passar pelo seu catálogo de jogos. No topo da lista de prioridade estão os jogos competitivos como Valorant, CS2, Call of Duty, Battlefield, que se beneficiam de FPS estável e em altas taxas. Logo abaixo, temos os simuladores como Microsoft Flight Simulator e Assetto Corsa, além de jogos de estratégia como Total War, onde o processador é exigido ao máximo.

Shooter multiplayer estão entre os games que mais se beneficiam de CPUs com 3D V-Cache (Imagem: AMD/Reprodução)

Para quem foca em experiências single-player cinematográficas e pesadas visualmente, o benefício ainda existe, mas é menos perceptível. Afinal, não faz sentido jogar um AAA em 200 FPS. Por fim, se o seu foco são jogos indie ou títulos mais antigos, o 7800X3D é um exagero completo, já que qualquer CPU de entrada atual dará conta do recado com sobras.

Custo de plataforma: quando a conta do upgrade não compensa

Um ponto crítico que muitos esquecem é que o 7800X3D exige a plataforma AM5. Isso significa que, se você está saindo de uma geração anterior da AMD ou de plataformas Intel que usam DDR4, precisará obrigatoriamente de uma nova placa-mãe e memórias DDR5. O mercado de memórias, inclusive, passa por um momento delicado com preços que chegaram a subir tanto, que fica difícil a recomendação.

Por isso, é fundamental calcular o custo total do conjunto. Muitas vezes, o valor gasto na migração completa para o AM5 poderia ser melhor aproveitado em um upgrade de placa de vídeo ou em um SSD NVMe de alta performance, mantendo uma base de processamento mais equilibrada e barata, caso você já tenha um ótimo processador de gerações passadas.

Alternativas por perfil

Para quem busca alto desempenho competitivo e já possui uma base compatível, o 7800X3D continua sendo uma escolha sólida, a menos que o novo Ryzen 7 9800X3D esteja com um preço muito próximo, justificando o salto geracional. Para o jogador de 4K que sente dificuldade em manter pelo menos 60 FPS, o caminho mais inteligente quase sempre será investir em uma GPU mais robusta antes de mexer na CPU.

O Ryzen 9 9900X tem mais núcleos, custa o mesmo e tem desempenho similar em games em relação ao 7800X3D (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

Já o usuário com orçamento restrito que ainda utiliza a plataforma AM4 pode encontrar uma sobrevida no Ryzen 7 5700X (já que o X3D saiu de linha), economizando mais de R$ 1.000 que podem ser investidos em mais memória RAM, armazenamento ou até placa de vídeo.

Por fim, se além de jogar você trabalha com edição de vídeo ou renderização pesada, CPUs com mais núcleos e foco em produtividade bruta, como os da série Ryzen 9 ou os Core i9 da Intel, entregarão um retorno melhor para o seu dia a dia profissional. No momento dessa publicação, o Ryzen 9 9900X está no mesmo preço do Ryzen 7 7800X3D e entrega desempenho similar em games, mas conta com mais núcleos.

Conclusão

O Ryzen 7 7800X3D ainda pode ser considerado um dos melhores processadores para jogos já feitos, mas sua compra hoje exige racionalidade. Ele é a escolha perfeita para o entusiasta de performance e para o jogador competitivo que entende onde estão os gargalos do seu sistema.

No entanto, se o custo da plataforma DDR5 for impeditivo ou se a sua resolução de jogo for muito alta, existem caminhos melhores para o seu bolso. Antes de decidir, avalie sua placa de vídeo e os títulos que mais ocupam suas horas de lazer.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

MacBook Neo consegue aguentar quase 60 apps abertos com apenas 8 GB

O MacBook Neo, notebook com chip de iPhone da Apple, já começou a ser testado mundo afora e, mesmo sendo um produto de entrada dentro do lineup da Maçã, ele garante desempenho decente o suficiente para fazer frente a um notebook gamer com Windows. Com apenas 8 GB, o pequeno consegue rodar quase 60 aplicações simultaneamente, feito impressionante.

Um teste do canal Hardware Canucks, feito por alguém que é usuário de Windows, mostra as vantagens e desvantagens do MacBook Neo. Um deles é a dificuldade com aplicações pesadas como os da Adobe, na hora de editar imagens com o Photoshop e Lightroom, além de vídeo com o DaVinci Resolve, que foi mais leve para o notebook com chip de iPhone.

MacBook Neo se saiu melhor que notebook gamer?

Mas o que impressiona mesmo é o fato de o MacBook Neo conseguir gerenciar quase 60 apps rodando ao mesmo tempo em apenas 8 GB, mérito do gerenciamento de memória RAM do macOS. Algo similar foi feito em um Lenovo Legion 7, notebook gamer com 32 GB de RAM. Pelo vídeo, parece que o notebook Windows não deu conta, mas o canal esclareceu nos comentários posteriormente:

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

"O notebook Legion não desligou completamente; na verdade, ele entrou em hibernação (dá para ver rapidamente o texto antes da tela ficar preta). Isso não foi intencional, pois a hibernação estava configurada para ser ativada após 3 horas e a bateria ainda estava com 18%. Não percebi isso durante a filmagem ou a edição, então obrigado por apontar isso. Definitivamente não estou tentando enganar ninguém. Parece que acidentalmente capturei uma dessas peculiaridades aleatórias da hibernação do Legion 7 na câmera".

Já o The Verge forçou o Chrome com 60 abas, além de diferentes aplicações abertas, e percebeu somente uma perda de fluidez, mas o MacBook Neo continuou funcionando normalmente. Para efeito de comparação, abri cerca de 30 programas em desktop com Windows 11 e os 32 GB aqui ficaram em 70% de uso, um claro indicativo de que o dobro de aplicações seria demais para essa quantidade de RAM.

Em geral, o MacBook Neo é elogiado pela sua fluidez (deixando de lado a extravagante quantidade de dezenas de aplicações abertas); tem boa câmera e microfone para videochamadas; tela com boa qualidade de imagem; e boa construção. No Brasil, ele custa a partir de R$ 7.299.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

CPUs Ryzen mais caras: AMD é a próxima a aumentar o preço de seus produtos

A situação não é nada boa para quem quer montar um PC do zero, ou fazer um upgrade, por causa dos preços da memória RAM e SSD. Além desses componentes amplamente afetados pela crise atual, CPUs também estão entrando para o grupo. Depois da Intel, a AMD deve ir além da rival, aumentando os preços dos seus processadores em 15%.

Informações do portal de notícia Nikki Asia dizem ainda que os novos valores começam a valer entre março e abril, ou seja, já nos próximos dias.

Como estamos falando da divisão de PCs da AMD, isso significa que os processadores Ryzen serão afetados. Além do consumidor que compra sua CPU na loja, OEMs também começarão a enfrentar dificuldades para conseguir esse componente.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Principais componentes de PC já sofrem com escassez

A escassez de CPU tem aumentado pelo mundo. Apesar de ainda não sentirmos os efeitos aqui no Brasil, é questão de tempo, assim como foi com memória RAM e SSD. Assim como a rival Intel, a AMD também tem tido grande demanda por processadores para data center. Por isso, os esforços em produção têm sido cada vez mais voltada para esse segmento, deixando cada vez mais de lado a divisão para o consumidor.

CPUs mais procurados, como os Ryzen 5, devem ficar mais caros nos próximos meses (Imagem: AMD/Reprodução)

A situação é ainda mais crítica quando consideramos que placas de vídeo já estão sendo afetadas também. De novo: o mercado global já registra um certo nível de escassez dessa peça também. Além disso, placas de vídeo fazem uso de DRAM, o componente mais afetado nessa atual crise. Isso significa que a produção diminuiu em um ponto, que novas gerações de GPUs vão demorar bastante para chegar.

Além disso tudo, fabricantes de PCs e notebooks já começaram a se movimentar para um encarecimento nos preços de seus produtos. A ASUS é uma da elas e ela já oficializou o reajuste, que pode chegar até 30%. Embora esse aumento aconteça inicialmente em Taiwan, é questão de tempo para que todo o mundo sinta o baque.

A situação sem precedentes deve continuar até o fim dessa década, é o que prevê analistas e executivos do setor. Há quem diga que a crise ainda vai piorar no decorrer de 2026, e já podemos ver uma situação pior em relação ao final do ano passado, começo da atual crise.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Intel aposta em IA e criadores com novas placas de vídeo Arc Pro B70 e B65

Muitos acreditavam que a Intel ainda teria uma GPU Battlemage high-end com 32 GB de memória para games. Um anúncio feito nesta quarta-feira (25) deixa claro que se trata de novas GPUs voltadas para o mercado profissional: as Intel Arc Pro B70 e B65

Baseadas em Battlemage, as placas chegam com a missão de elevar o patamar de desempenho em workstations, especialmente em tarefas que demandam grande volume de memória e processamento de IA.

Ambas as GPUs contam com 32 GB de memória ECC GDDR6, essencial para quem trabalha com IA, além de ser ideal também para profissionais que lidam com outros tipos de tarefa. As placas já estão disponíveis no mercado global, mas preços ainda não foram divulgados.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Intel Arc Pro B70

A Arc Pro B70 assume o posto de topo de linha da série GPUs profissionais da Intel. Equipada com o chip BMG-G31 completo, a placa conta com 32 núcleos Xe2, o que representa o dobro do que era oferecido na B50, e 40% em relação a B60, o modelo high-end anterior.

Especificações completas da Arc Pro B70 (Imagem: Intel/Reprodução)

O grande destaque, no entanto, é a memória. A B70 vem equipada com impressionantes 32 GB de memória ECC GDDR6 em uma interface de 256 bits. Esse salto em VRAM é crucial para profissionais que trabalham com renderização complexa e, principalmente, treinamento e inferência de modelos de linguagem (LLMs) localmente.

Intel Arc Pro B65

Já a Arc Pro B65 surge como uma opção curiosa. Ela mantém os 20 núcleos Xe2 (mesma contagem da Arc Pro B60), mas recebe o mesmo tratamento de sua irmã maior no quesito memória: 32 GB de VRAM com suporte a ECC.

Especificações completas da Arc Pro B65 (Imagem: Intel/Reprodução)

Na prática, a B65 funciona como uma versão turbinada da B60, sendo ideal para quem não precisa necessariamente de mais poder de processamento bruto, mas exige uma capacidade de memória maior para carregar muitos dados ou rodar agentes de IA de forma eficiente.

Lineup Intel Arc Pro Battlemage
GPU Arc Pro B70 Arc Pro B65 Arc Pro B60 Arc Pro B50
Núcleos 32 núcleos Xe 20 núcleos Xe 20 núcleos Xe 16 núcleos Xe
VRAM 32 GB ECC GDDR6 32 GB ECC GDDR6 24 GB GDDR6 16 GB GDDR6
Performance em TOPS 367 TOPS 197 TOPS 197 TOPS 170 TOPS
TDP 160-290W 200W 120-200W 70W

A Intel reforça que essas placas não são voltadas para o público gamer (onde a série Battlemage já conta com as B580 e B570), mas sim para o ecossistema Intel Pro. O foco absoluto está na inferência de IA. A inclusão de memória ECC (Error Correction Code) reforça a confiabilidade exigida por profissionais que não podem permitir erros de bits durante cálculos prolongados.

Com esse anúncio, a Intel tenta se consolidar em um nicho onde a NVIDIA domina com suas placas RTX de nível profissional e a AMD tenta avançar com a linha Radeon Pro. O diferencial da Intel aqui parece ser a agressividade na em VRAM.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

AMD Ryzen 9 9950X3D2 existe ou não? ASRock diz que sim

A CES 2026 foi palco para o anúncio do Ryzen 7 9850X3D, CPU que já foi lançado e detém a coroa de melhor processador para games. Antes disso, rumores já apontavam para esse processador e também para um outro, o Ryzen 9 9950X3D2, este que nunca chegou a ser revelado oficialmente. Dias atrás, a ASRock, em seu site oficial, disse que suas placas-mãe AM5 suportam esse modelo, indicando sua existência antecipadamente.

Sim, antecipadamente, considerando que a AMD ainda fará um anúncio oficial dessa CPU. A publicação da ASRock, feita no dia 16 de março, não está mais no ar, mas o Videocardz conseguiu acessar a tempo para tirar um print e nos mostrar que se tratava de um anúncio de suporte com a BIOS 4.03.

Segundo o site, nenhuma outra fabricante relevante tem esse tipo de informação em seus portais.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Especificações do Ryzen 9 9950X3D2

A publicação da fabricante de placa-mãe não menciona as configurações do Ryzen 9 9950X3D2, mas temos uma ideia do que esperar baseado em rumores. As informações não-oficiais dizem que ele é basicamente um Ryzen 9 9950X3D (16 núcleos e 32 threads), mas com 64 MB de cache L3 a mais, chegando a 192 MB. Essa mudança deve fazer com que o consumo suba para 200W, 30W a mais que o SKU base.

Publicação deletada da ASRock sobre o Ryzen 9 9950X3D (Imagem: Videocardz)

Essa quantidade maior de cache deve acontecer por conta de dois dies de memória 3D V-Cache da AMD, uma em cada CCD. Isso seria inédito, já que o Time Vermelho nunca implementou sua tecnologia de cache empilhado dessa forma antes. Por isso, considerando que esse processador realmente seja real, ele se posicionará no topo do lineup Ryzen 9000.

Ainda em janeiro, durante a CES, alguns parceiros da AMD deram com a língua nos dentes antes da hora. A Alienware, por exemplo, chegou a dizer que o Ryzen 9 9950X3D2 estará no novo PC de mesa Area-51. O anúncio foi feito na rede social chinesa Weibo e logo chamou a atenção dos usuários.

Além da marca gamer da Dell, A Gigabyte chegou a mencionar um "Ryzen 9000X3D de nova geração" com "mais núcleos, mais clocks e potencial maior" em seus materiais. Por último, a CPU da AMD chegou a ser mencionada por uma integradora de PCs do Reino Unido, mas em configurações voltadas para workstations.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Vai atrasar: Novas RTX 60 vão demorar muito para serem lançadas; veja quando

A atual geração de placas de vídeo, tanto da AMD quanto da NVIDIA, foi lançada ainda em 2025. Já estamos encerrando o primeiro trimestre de 2026 e nada de novas GPUs, e o ano deve continuar assim. Relatos de fontes do The Information reforçam o que já vinha sendo dito desde o fim do ano passado: a NVIDIA não terá novas placas para os próximos meses e as GeForce RTX 60 chegam somente em meados de 2028.

Existia uma certa expectativa pelo lançamento das GeForce RTX 50 SUPER entre o final de 2025 e começo deste ano. Quando a crise de memória estourou depois de outubro, os rumores começaram a mudar para o adiamento dessa série, até que as últimas informações não-oficiais passaram a falar sobre o cancelamento ou adiamento por tempo indeterminado na produção dessas placas.

O rumor da vez reforça esse aspecto, e o motivo seria a escassez de memória na indústria, para a surpresa de ninguém a essa altura. Isso por si só já nos indica algo preocupante, principalmente considerando que a AMD chegou à atual geração com menos GPUs. E falando no Time Vermelho, não existe qualquer rumor apontando um aumento do lineup de Radeon RX 9000.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

RTX 60 deve chegar 3 anos após RTX 50

Donos de GPUs GeForce RTX de gerações passadas, principalmente aqueles que têm uma RTX 40, e planejavam pular as RTX 50, a situação não é nada animadora para a próxima geração, considerando esses rumores. É esperado que a produção em massa das RTX 60 comece somente em algum momento de 2028, com possível lançamento para o mesmo ano.

Pelo jeito, a RTX 5090 deve continuar como a melhor do mundo para games por muito tempo ainda (Imagem: NVIDIA/Divulgação)

Isso significa que a nova geração de placas de vídeo da NVIDIA, possivelmente baseada na arquitetura Rubin, chegará cerca de três anos depois da atual geração Blackwell. Esse grande espaço entre lançamento de diferentes séries nunca aconteceu na história moderna das GPUs, tudo graças a falta de DRAM no mercado, que está indo quase toda para data centers.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

O que é o Core Chiplet Die nos processadores?

Se você acompanha a evolução do hardware nos últimos anos, certamente notou que a corrida dos núcleos acelerou de forma impressionante. Mas você já parou para pensar como as fabricantes conseguiram empilhar tanta performance sem tornar os preços astronômicos ou os chips impossíveis de fabricar? A resposta está em uma mudança radical de filosofia que abandonou o design tradicional de peça única.

O segredo dessa revolução tem um nome e tem sido amplamente adota pela indústria: o Core Chiplet Die. Foi essa mudança na engenharia do silício que permitiu à indústria virar a mesa no mercado de CPUs, saindo da estagnação para saltos gigantescos de desempenho.

Neste artigo, vamos abrir o processador para entender o que é essa tecnologia, como ele superou as limitações do passado monolítico e por que essa estratégia modular, semelhante a um brinquedo de montar, é o presente e o futuro da computação de alto desempenho.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Desafios do design monolítico

Para entender a revolução dos chiplets, primeiro precisamos olhar para o design monolítico. Tradicionalmente, processadores eram fabricados como uma única peça inteira de silício. Uma forma prática de entender isso é a seguinte: imagine isso como um grande condomínio onde todos os apartamentos, a portaria e as áreas comuns são construídos sob o mesmo teto, em uma única estrutura. Essas são representações das diferentes partes da CPU.

Tradicionalmente, as CPUs usaram o design monolítico até poucos anos atrás (Imagem: Intel/Reprodução)

No design tradicional (monolítico), todos os componentes do processador (núcleos, controladora de memória e gráficos integrados) são fabricados em um único bloco de silício. O problema é que, se uma pequena parte crítica desse "super chip" falhar na linha de produção, a peça inteira muitas vezes precisa ser descartada. Isso torna a fabricação de chips com muitos núcleos extremamente cara e ineficiente.

A solução é o Core Chiplet Die. De forma generalista, esse termo refere-se a qualquer "die" (um pedaço individual de silício) especializado em uma função específica dentro do processador. Em vez de um bloco gigante, temos vários chiplets menores que, juntos, formam o cérebro do computador.

Chiplet Die vs. Core Complex Die: não confunda as siglas

Aqui é onde muitos entusiastas se perdem. É comum vermos a sigla CCD (Core Complex Die) ser usada para os dois conceitos que, embora parecidos, possuem hierarquias diferentes. O Core Chiplet Die é o termo amplo e generalista e define a unidade modular de silício. Podemos ter chiplets de entrada e saída (I/O), chiplets de memória ou chiplets de núcleos.

Essa imagem mostra os CCDs separados do restante dos chiplets em um AMD Ryzen (Imagem: AMD/Reprodução)

Já o Core Complex Die é mais específico, popularizado pela AMD na arquitetura Ryzen. Ele se refere especificamente ao chiplet que carrega os núcleos de processamento e a memória cache L3. A regra para não errar mais é simples: todo Core Complex Die é um Core Chiplet Die, mas nem todo Core Chiplet Die é um Complex Die.

Um chiplet focado apenas em conectividade (como o I/O Die), por exemplo, é um Core Chiplet Die, mas nunca será um Core Complex Die, pois não possui os núcleos de processamento.

Vantagens do Core Chiplet Die

A adoção do design baseado em chiplets não foi apenas por estética de engenharia, mas por pura necessidade logística e econômica. Como tudo, existem as vantagens e as desvantagens.

Começando pelos benefícios, temos o rendimento de fabricação. É muito mais fácil fabricar dez chips pequenos sem defeitos do que um chip grande. Se um Core Chiplet Die sai com defeito, você descarta apenas aquele pequeno pedaço de silício, e não o processador inteiro. Isso reduz drasticamente o desperdício.

Embora complexo, o design modular permite maior controle sobre a CPU (Imagem: Intel/Reprodução)

A escalabilidade é outra grande vantagem. Quer um processador de 8 núcleos? Use um chiplet de núcleos. Quer um de 16? Basta "colar" dois (como a AMD tem feito desde a primeira geração de Ryzen). Isso permite que as empresas criem uma linha vasta de produtos usando as mesmas peças fundamentais, como um Lego.

Desvantagens do Core Chiplet Die

Latência de comunicação é um desafio no design modular. Em um chip monolítico, a comunicação é instantânea. No design de chiplets, os dados precisam ir de um Core Chiplet Die para outro através de um barramento (como o Infinity Fabric da AMD). Esse caminho físico maior gera latência, o que pode impactar o desempenho em tarefas sensíveis, como jogos.

Transportar dados entre diferentes dies consome mais energia do que movê-los dentro de um único bloco de silício. Isso exige um gerenciamento energético muito mais refinado para manter a eficiência.

Um exemplo de como o Infinity Fabric conecta os diferentes chiplets (Imagem: Reprodução)

Fechando as desvantagens, existe a complexidade do interconector. A "cola" que une esses chiplets precisa ser extremamente sofisticada. Criar um barramento que consiga interligar vários Core Chiplet Dies sem criar um gargalo é um dos maiores desafios de engenharia da atualidade.

Conclusão

A implementação da arquitetura de chiplets foi fundamental para a ascensão meteórica da AMD, permitindo que a empresa oferecesse processadores com contagens de núcleos mais altos a preços competitivos. Mais do que uma solução técnica para a família Ryzen, essa abordagem modular provou ser o caminho para o futuro.

Hoje, ela não é apenas um diferencial, mas uma tendência que está moldando todo o design de semicondutores de alta performance, influenciando como a indústria pensa a próxima geração de computação. Algo, inclusive, seguido pela rival Intel também.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

O que o DLSS 5 faz de tão diferente e por que ele parece tão controverso

Há gerações, os gamers esperam aquele grande salto gráfico nos jogos, que beiram o fotorrealismo e que seja jogável. A indústria avançou bastante nos últimos anos, mas ainda tem um longo percurso pela frente nesse aspecto. A NVIDIA quer encurtar o tempo e trabalho que isso levaria com o DLSS 5, nova versão de sua suíte de recursos de IA para games do Time Verde.

Os primeiros resultados apresentados pelo Time Verde causaram uma reação, em geral, bem negativa por parte dos PC gamers. Isso acontece porque os visuais, principalmente de personagens, em vez de beirar o fotorrealismo, beira os filtros de IA que redes sociais e aplicativos para smartphones disponibilizam.

Dito isso, vamos entender o que é o DLSS 5, o que ele faz diferente das versões anteriores do recurso, o que ele melhora e o motivo pelo qual muita gente está torcendo o nariz com os resultados apresentados até agora.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Afinal, o que é o DLSS 5?

Se as versões anteriores do DLSS (Deep Learning Super Sampling) eram focadas em "consertar" uma imagem de baixa resolução ou criar quadros extras para dar fluidez, o DLSS 5 muda completamente de objetivo. Ele é o que a NVIDIA chama de seu "momento GPT para os gráficos".

Em vez de apenas reconstruir pixels, o DLSS 5 utiliza um modelo de IA treinado para ter uma compreensão semântica da cena. Isso significa que a GPU não vê apenas um amontoado de polígonos e texturas, ela entende o que é pele humana, é cabelo, é tecido e como a luz deveria se comportar em cada uma dessas superfícies.

Usando pinturas artísticas para exemplificar: o DLSS tradicional é um restaurador de obras de arte. Já o DLSS 5 é um diretor de fotografia digital que reinterpreta a pintura para que ela pareça uma fotografia real.

O que muda em relação ao DLSS 4.5

Para quem acompanhou a CES 2026, o DLSS 4.5 parecia ser o ápice da performance. Com o Multi Frame Generation exclusivo da série GeForce RTX 50, o foco era em fluidez e velocidade. Ele opera dentro da lógica de reconstrução: pegar o que o motor do jogo renderizou e torná-lo mais rápido e nítido. Além, claro, de usar IA para reconstruir a imagem de forma que impresiona.

Já o DLSS 5 não está preocupado apenas com quantos quadros por segundo você tem, mas com a natureza visual de cada um desses quadros. Ele adiciona uma camada de geração visual neural que não existia antes. Enquanto o 4.5 tenta fazer o jogo "rodar melhor", equilibrando qualidade de imagem com desempenho, a mais recente versão tenta fazer o jogo praticamente parecer outra coisa. Até mesmo, aparentemente, ignorando a renderização bruta original para aplicar uma estética mais próxima do fotorrealismo.

DLSS is one of the few AI-powered technologies that doesn’t get branded as AI slop by gamers. It’s very powerful and the majority of RTX owners enable it and benefit from the upscaling it provides. MFG is still up for debate though 😉 https://t.co/5x1j9jf9QB

— Tom Warren (@tomwarren) January 13, 2026

E em relação ao AMD FSR, o que muda?

A comparação com o Time Vermelho é inevitável. O AMD FSR 3 é uma ótima ferramenta que democratizou desempenho extra para GPUs mais antigas, usando interpolação de quadros e fluxo óptico para aumentar o FPS em uma vasta variedade de GPUs via DirectX 12 e Vulkan.

Já o FSR 4, versão mais recente do recurso do Time Vermelho, evoluiu bastante implementando machine learning e aproximando do DLSS 4. Por isso, a tecnologia é exclusiva das Radeon RX 9000 por terem núcleos focados no processamento de IA, entregando mais qualidade de imagem e mais performance comparado com a versão anterior.

No entanto, o FSR e o DLSS 5 agora habitam mundos diferentes. Considerando o FSR 3, existe um foco em performance e compatibilidade, mas que deixa a desejar em visual. Já o FSR 4, por mais que traga melhorias, briga diretamente com o DLSS 4.

O DLSS 5, por sua vez, tem foco em estética fotorrealista através de inteligência artificial, algo possível em hardware exclusivo (que ainda não foi divulgado). É uma proposta bastante agressiva que tenta refazer nosso conceito de imagem final em um jogo. Até o momento, a AMD não tem nada parecido para oferecer e parece focar no FSR Redstone para não ficar tão atrás do DLSS 4.5.

O que o DLSS 5 melhora na prática

Se você olhar para um trailer com o DLSS 5 ativado, os ganhos são imediatamente visíveis onde o olho humano é mais crítico:

  • Iluminação e materiais: a luz não apenas reflete, ela interage com a textura exata de um tecido ou a porosidade de uma pedra.
  • Pele e cabelo: graças ao treinamento semântico, a "pele de plástico" dos NPCs dá lugar a algo com dispersão de luz subsuperficial muito mais natural, que acaba dando o tom realista para os personagens.
  • Interação de superfícies: esqueça objetos que parecem "flutuar" no cenário; a IA ajusta as microssombras de contato de forma muito mais precisa que o ray tracing, que tem dificuldade com essa questão (diferente do path tracing).

O objetivo é transformar a experiência de algo renderizado por uma placa de vídeo em algo que pareça capturado por uma lente no mundo real.

Então por que tanta gente achou estranho?

Aqui é onde o entusiamos da NVIDIA com a novidade encontra a resistência de uma comunidade. As primeiras demonstrações em diferentes jogos, com destaque para o bem-sucedido Resident Evil Requiem, acenderam um sinal de alerta. Não seria exagero dizer que foi unânime o sentimento de que a protagonista do game da Capcom parecia ter passado por um filtro de Instagram ou aplicativos genéricos para smartphone.

As críticas se concentram em dois pontos principais. O primeiro deles é o famigerado "AI Slop", uma sensação de que a imagem é "lisa" demais, com aquele aspecto artificial comum em geradores de imagem por IA, que remove imperfeições que dão personalidade à qualquer imagem, deixando tudo muito perfeito e sabemos que a vida real não é assim.

Depois, a resistência da comunidade está na possibilidade de a IA decidir como a pele ou a luz devem parecer para serem reais, fazendo com que o trabalho original dos artistas do estúdio seja diluído em prol de um padrão visual genérico ditado pela NVIDIA. Por isso, os gamers se preocupam com conteúdos cada vez mais generalistas e parecidos entre títulos de diferentes estúdios.

O que é Uncanny Valley e por que ele combina tanto com essa discussão

Uncanny Valley (ou Vale da Estranheza) é um fenômeno que ocorre quando algo artificial se parece quase perfeitamente com um humano, mas falha em detalhes mínimos. Isso acontece nos jogos mais recentes tentando ser reais, mas ainda mais nos filmes.

O DLSS 5, ao tentar empurrar os gráficos para o fotorrealismo absoluto, acaba atravessando essa fronteira. Quando um rosto parece real demais, mas se move ou reflete a luz com uma microdistorção gerada pela IA, o nosso cérebro não interpreta como um gráfico bonito, mas sim como algo estranho ou que gera certo incômodo.

A NVIDIA consegue controlar esse efeito?

O Time Verde se defende afirmando que o DLSS 5 não é um filtro cego. A tecnologia é baseada nos dados 3D reais (buffers de profundidade, vetores de movimento) do motor do jogo. Além disso, a empresa prometeu ferramentas robustas para os desenvolvedores, permitindo que os estúdios calibrem a intensidade, contraste, saturação e gamma da IA.

Ou seja, teoricamente, um desenvolvedor pode impedir que a IA "embeleze" demais um personagem que deveria parecer sujo ou cansado. O problema, então, pode não ser a tecnologia, mas sim a mão de quem a calibra. Será mesmo?

Porém, como nota o Hardware Unboxed, a NVIDIA usa um "modelo unificado" de IA no DLSS 5. Ou seja, é o "mesmo modelo para cada jogo. Não é treinado por jogo, por rosto ou por tipo de objeto". Isso levanta ainda mais o questionamento sobre diferentes jogos com visuais parecidos usando o DLSS 5.

"The AI model powering DLSS 5 is a single unified model. Same model for every game. It's not trained per-title, per-face, or per-object type."

Why are Nvidia claiming developers have full control over the artistic intent of DLSS 5 output when it uses a unified model that isn't… https://t.co/cFErvB93jX

— Hardware Unboxed (@HardwareUnboxed) March 17, 2026

DLSS 5 e o futuro dos gráficos nos games

Estamos diante de uma mudança de filosofia nos games para PC. O DLSS 5 indica que a era da renderização puramente tradicional (rasterização e até o ray tracing/path tracing como conhecemos) está se tornando apenas o esqueleto da imagem. A carne, pele e seus detalhes, o que realmente vemos, será cada vez mais uma interpretação neural. Ou seja, feita pela IA.

No futuro, sua GPU pode não precisar calcular cada raio de luz, ela só precisará entender a lógica da cena e deixar que a IA imagine a imagem mais realista possível em cima dela. Como os entusiastas da tecnologia dizem: a IA não está vindo, ela já está aqui e funcionando, teremos que aprender a lidar com ela.

Comparativo: A Evolução da Inteligência na sua Tela

Tecnologia

Função Principal

Hardware Base

O que muda para o jogador

FSR 3 Geração de Frames, Upscaling Universal Mais FPS em qualquer placa, foco em fluidez.
DLSS 4.5 Multi Frame Gen (6X), Ray Reconstruction, Upscaling RTX 50 Series Performance extrema, permite rodar 4K nativo em altas taxas.
DLSS 5 Renderização Neural Semântica RTX 50 Series Salto visual focado em realismo de materiais e pele; imagem "reinterpretada".

Conclusão

O DLSS 5 é, sem dúvida, a tecnologia mais ambiciosa da NVIDIA até hoje, mas ela traz um questionamento filosófico, paradoxal e até mesmo moral: queremos jogos que se pareçam reais ou jogos que respeitem a visão de seus criadores?

O incômodo inicial é natural. Afinal, a IA parou de apenas ajudar o hardware para começar a decidir a estética final. Se a NVIDIA conseguir refinar o controle sobre o Uncanny Valley, poderemos estar diante do maior salto visual desde a chegada do ray tracing. Se não, corremos o risco de transformar todos os jogos em uma grande e homogênea galeria de filtros de IA.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Intel pode encarecer CPUs no pior momento para montar um PC

Memória RAM e SSD encareceram absurdos nos últimos meses por conta da demanda da IA. Outros componentes ainda não foram severamente afetados, mas a Intel deve mudar isso com aumento de 10% em seus processadores. Fontes do ETNews dizem que o Time Azul já informou seus maiores parceiros sobre o aumento.

O encarecimento dos processadores da Intel deve começar a valer a partir do fim de março. Por mais que IA necessite de CPUs da linha Xeon, esse novo rumor afirma que "a maior parte dos produtos principais" estão sujeitos ao aumento de preços. Ou seja, a linha Core que o consumidor tem acesso também pode ficar mais cara.

CPUs Intel Core devem ficar mais caros

A demanda da IA por CPU tem aumentado cada vez mais e os modelos x86, que a AMD e Intel oferecem, tem sido alvos, mais especificamente as linhas Xeon e EPYC voltados para servidores. No caso do Time Azul, parece existir uma necessidade de atenção maior na produção desses produtos, deixando um pouco de lado os processadores voltados para os consumidores.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

CPUs populares como o Core i5-14400F podem ficar mais caros, enquanto ainda houver estoque (Imagem: Intel/Divulgação)

Toda essa crise agrava a situação de fabricantes OEM menores, já que está mais caro montar um notebook ou PC desktop por conta do boom nos preços de memória RAM e SSD. Adicionando agora o encarecimento de CPUs, a existência de empresas pequenas pode estar ameaçada, já que seria difícil absorver os preços mais altos sem repassar ao mercado.

Sobre isso, uma fonte do ETNews disse que "a maior preocupação das fabricantes é o aumento acentuado do custo dos componentes. Ele diz que "existe receio de que, caso os preços das CPUs da Intel também subam, os lucros operacionais diminuam significativamente, dificultando a sobrevivência da empresa".

Em dezembro, um rumor dizia que os preços dos processadores Ryzen da AMD também tinham subido. Mas quase quatro meses inteiro se passaram e ainda não vimos isso se concretizar de fato. Além de processadores, outros rumores afirmavam que o Time Vermelho já havia sinalizado que suas placas de vídeo também encareceriam, algo que ainda não vemos na prática também. O fato é que a escassez já é algo real no mercado.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Animador de Death Stranding 2 não vê DLSS 5 com bons olhos

O DLSS 5 foi o centro das atenções no universo de jogos para PC nesta semana. Vimos diversas reações de diferentes lados, mas é sempre mais interessante ver o que os desenvolvedores estão falando. Mike York, um animador que trabalhou em verdadeiros colossos, disse que a geometria dos jogos com a tecnologia está recebendo, digamos, uma pintura por cima e isso não é bom.

York trabalhou em nada menos que God of War Ragnarok, Red Dead Redemption 2, Spider-Man 2, entre vários outros jogos conhecidos, e por último, Death Stranding 2, segundo seu currículo. Estamos falando de alguém que realmente entende o que o DLSS 5 fará aos jogos.

Reagindo à cobertura do GTC pelo Digital Foundry, o desenvolvedor faz algumas afirmações.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Curiosamente, o animador observa que os olhos da Grace, de Resident Evil Requiem, modificada pela tecnologia da NVIDIA, aponta para duas direções diferentes. Além disso, ele nota ainda a orelha com um outro formato, uma clara alteração da geometria, além de detalhes menores.

Sua principal observação é sobre como o DLSS 5 age sobre a geometria de um jogo:

"A geometria não mudou no PC. Então, você está jogando e a geometria não está sendo alterada; ele (Digital Foundry) está certo, mas precisa ter cuidado com a forma como se expressa. A geometria não está sendo alterada, mas o que está acontecendo é que ela está sendo, de certa forma, repintada. Cada quadro está sendo repintado. Na verdade, a geometria real já não está mais sendo exibida.”

NVIDIA segue com o mesmo discurso

A NVIDIA tem defendido que os desenvolvedores têm controle sobre diferentes aspectos da ferramenta. Questionado pelo IGN sobre as afirmações de Mike York, o Time Verde respondeu:

"O funcionamento do DLSS 5 respeita a intenção artística. Além disso, ao oferecer aos desenvolvedores controles detalhados, como intensidade e gradação de cores, os artistas podem usar esses controles para ajustar o contraste global, a saturação e o gama, e determinar onde e como os aprimoramentos são aplicados para manter a estética única do jogo. Os desenvolvedores também podem mascarar objetos ou áreas específicas para que sejam excluídos do aprimoramento".

Embora o desenvolvedor tenha se manifestado um tanto cético quando ao DLSS 5, existem aqueles que o defendem. Já entre os jogadores, não seria exagero dizer que a receptividade é esmagadoramente negativa.

Teremos que esperar até o fim do ano, período prometido para o lançamento da ferramenta, para ver como ela se comporta de fato em sua versão final.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Monitor ultrawide 34" é bom para jogar? Veja quando vale

Quando falamos em imersão em jogos, podemos considerar diversos aspectos: um headset de qualidade, mouse e teclado responsivos, um PC com poder de fogo para renderizar tudo em alta qualidade gráfica. E para mostrar tudo ao jogador, o monitor é parte essencial e determinante para elevar ainda mais a imersão. Modelos ultrawide de 34 polegadas são uma ótima opção nesse sentido.

Esse formato, que utiliza a proporção 21:9, promete uma experiência que os monitores convencionais simplesmente não conseguem entregar, criando a sensação de que o jogador está dentro do jogo. Porém o que parece ser um salto óbvio em qualidade visual carrega consigo exigências técnicas e limitações que podem frustrar quem não se planeja.

Este guia detalha os pontos fundamentais para você decidir se esse é o momento de investir em um monitor ultrawide de 34 polegadas ou se existem caminhos melhores para o seu perfil.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

O peso extra na sua placa de vídeo

Um ponto crucial que costuma ser negligenciado na hora da compra é o esforço adicional que a sua placa de vídeo terá de fazer para alimentar essa tela. Um monitor de 34 polegadas nessa categoria opera geralmente na resolução de 3440x1440. Na prática, isso representa cerca de 34% a mais de pixels para serem processados em comparação ao padrão QHD em 16:9 (1440p).

Para monitores com resolução 3440x1440, GPUs da série xx70 da AMD e NVIDIA são o mínimo recomendado (Imagem: The Verge)

Isso significa que, se o seu computador já atua no limite para rodar jogos atuais em 1440p, a transição para o ultrawide causará uma queda perceptível na taxa de quadros por segundo por conta da resolução maior.

É fundamental entender que não se trata apenas de uma tela fisicamente maior, mas de uma carga de renderização significativamente maior que exige um hardware mais potente para manter uma boa fluidez sem sacrificar qualidade gráfica.

Perfis que mais ganham com o formato ultrawide

Existem cenários específicos onde os monitores ultrawide brilham mais. Títulos que focam na atmosfera e no visual, como os AAA, ganham uma sensação de presença única graças ao campo de visão expandido que revela detalhes antes ocultos nas laterais.

Além disso, entusiastas de simulação de corrida ou de voo encontram no ultrawide a solução ideal para eliminar as bordas de um setup de múltiplos monitores, mantendo a visão periférica limpa.

Fora das partidas, o benefício se estende naturalmente para a produtividade. O espaço extra permite trabalhar com duas ou mais janelas grandes abertas simultaneamente com total conforto, o que agiliza o fluxo de trabalho diário de quem edita vídeos ou lida com muitas informações ao mesmo tempo.

Quem deve evitar os monitores de 34 polegadas

Por outro lado, o ultrawide não é a escolha ideal para todos os tipos de jogadores. Aqueles focados estritamente em jogos competitivos costumam preferir telas menores e de alta velocidade para manter todos os elementos visuais importantes dentro do foco central, evitando o esforço físico de movimentar os olhos por uma área tão vasta para checar o mapa ou a munição.

Outro grupo que deve ter cautela é de usuários de consoles como o PlayStation 5 ou o Xbox Series. Como os consoles não possuem suporte nativo para a proporção 21:9, a experiência resulta em barras pretas laterais permanentes ou em uma imagem esticada de forma artificial que prejudica a fidelidade visual.

Da mesma forma, se a sua placa de vídeo for de entrada, o sacrifício necessário na qualidade gráfica para manter o desempenho mínimo pode anular o prazer de ter uma tela maior.

O desafio da compatibilidade em diferentes jogos

A compatibilidade com os games é uma questão que exige atenção. Embora a maioria dos lançamentos recentes suporte o formato 21:9 nativamente, ainda é comum encontrar problemas em cutscenes que voltam para o padrão convencional ou em menus que apresentam elementos mal posicionados.

Alguns jogos podem ficar assim, quebrando totalmente a imersão (Imagem: XDA)

Alguns jogos competitivos chegam a limitar o campo de visão propositalmente para manter o equilíbrio entre os jogadores, o que anula a vantagem visual pretendida pelo monitor ultrawide. E se você é um apreciador de jogos mais antigos, muito provavelmente terá esse tipo de problema. Existem mods que até corrigem, mas não são soluções livres de defeitos.

Antes de investir em um novo monitor ultrawide, é aconselhável pesquisar como os seus games favoritos lidam com essa proporção para evitar a decepção de jogar com áreas pretas na tela ou interfaces esticadas.

Tecnologias de painel

A escolha da tecnologia do painel define diretamente a qualidade da sua experiência visual. Os painéis do tipo VA costumam ser mais acessíveis e oferecem contrastes excelentes com pretos que podem se mostrar um pouco acinzentado, e podem apresentar o efeito de rastro em cenas escuras durante movimentos rápidos, o que incomoda em jogos de tiro.

Já os painéis IPS entregam cores mais vibrantes e tempos de resposta mais consistentes, embora sofram com um contraste inferior e o brilho característico em cenas muito escuras.

Saber equilibrar esses aspectos técnicos com o tipo de jogo que você mais consome é essencial para garantir que o investimento traga a satisfação esperada.

Se dinheiro não for um problema, os monitores de 34" ultrawide com painel OLED são as melhores opções (Imagem: Neowin)

Existe ainda o painel OLED, que equipa os monitores mais caros. Essa tecnologia apresenta preto profundo, alto contraste, brilho mais alto e tempo de resposta baixíssimo. Por ser o melhor, é o mais caro.

Vale destacar ainda que muitos monitores ultrawide oferecem telas curvas, aumentando ainda mais a imersão. Vale ficar de olho nesse aspecto, que também acaba encarecendo mais o monitor.

O que realmente importa antes de fechar o pedido

Existem requisitos técnicos que devem ser verificados para que o monitor ultrawide não se torne um problema ergonômico ou visual. A taxa de atualização deve ser alta o suficiente para garantir a fluidez, e o suporte a tecnologias de sincronia vertical como FreeSync ou G-Sync é indispensável para evitar rasgos na imagem.

A curvatura da tela também desempenha um papel vital em um monitor de 34 polegadas, pois garante que as extremidades estejam na mesma distância focal que o centro, reduzindo o cansaço visual. Além disso, é preciso medir o espaço físico disponível na mesa e a distância de visualização, já que uma tela desse porte exige bastante espaço não só nas laterais, mas também na profundidade. Ficar muito próximo dele pode exigir constante movimentação do pescoço e isso pode não ser saudável.

Caminhos alternativos para quem ainda tem dúvidas

Se após analisar os pontos anteriores, deve concluir que o ultrawide pode não ser o caminho agora; mas existem alternativas sólidas no mercado. O monitor de 27 polegadas com resolução 1440p surge como o equilíbrio universal, sendo mais fácil de empurrar com placas de vídeo mainstream modernas, como a GeFore RTX 5060 e Radeon RX 9060 XT, e mantendo uma excelente densidade de pixels.

Inventindo um pouco mais, é possível pegar um monitor de 27" com resolução 4K (16:9) e ter excelente densidade de pixels (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

Para quem vive no mundo dos reflexos rápidos de jogos competitivos, as telas de 24 polegadas com altíssima taxa de atualização continuam sendo a escolha mais técnica e eficiente. Já para quem busca produtividade acima de tudo, o uso de dois monitores independentes, ou mesmo um bem grande, oferece boa flexibilidade de organização.

Conclusão

Por fim, o monitor ultrawide de 34 polegadas é uma ótima ferramenta para quem busca imersão e trabalha no mesmo computador onde se diverte. Ele transforma a experiência de jogos cinematográficos, mas impõe exigências claras de hardware e limitações de suporte em consoles e cenários competitivos.

A decisão deve ser baseada na análise do seu setup atual e, principalmente, no tipo de jogo que ocupa a maior parte do seu tempo. Se o seu foco é se perder em mundos virtuais e você possui uma placa de vídeo robusta, o upgrade vale cada centavo.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Radeon RX 7600 em 2026: ainda vale a pena para sair do vídeo integrado?

Vivemos uma crise de hardware atualmente, com alguns componentes, principalmente memória RAM e SSD, sofrendo com aumentos nos preços que têm impedido a compra dessas peças. Mas, caso você esteja pensando em dar um upgrade no PC e sair dos gráficos integrados de uma Ryzen 5 5600G ou Ryzen 7 8700G, por exemplo, saiba que ainda é possível investir em uma placa de vídeo de entrada boa e barata e ter grande aumento de performance.

Os gráficos integrados, também conhecidos como iGPU, evoluíram bastante nos últimos anos, a ponto de encostarem em placas de vídeo de entrada para desktops. Mesmo com toda a evolução, essa tecnologia ainda é limitada, tornado as GPUs dedicadas mais interessantes. Até mesmo os modelos mais simples atuais, como a popular Radeon RX 7600, são consideravelmente mais fortes que a melhor iGPU e ideal para sessões de gameplay em 1080p.

Para quem a RX 7600 faz sentido (e para quem não faz)

Antes de abrir a carteira, é preciso entender o seu perfil. A Radeon RX 7600 é uma placa de 1080p e ponto final. Se o seu objetivo é jogar nessa resolução, com desempenho acima de 60 FPS (mas não muito), e aceita o preset médio em jogos mais pesados, ela é a escolha certa.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Essa GPU é ideal para quem foca em games competitivos com altíssimas taxas de quadros ou quer encarar um game AAA, como Resident Evil Requiem, de forma digna.

Apesar de ser uma GPU simples, a RX 7600 também tem modelos grandes, então sempre verifique o espaço de seu gabinete (Imagem: Gigabyte/Reprodução)

Por outro lado, se você mira nos 1440p, quer ray tracing ligado em tudo ou espera que a placa rode lançamentos de 2026 no no máximo, a RX 7600 vai te frustrar. Ela não foi feita para longevidade extrema sem concessões, já que é uma solução de custo-benefício para agora.

Salto prático do vídeo integrado para uma GPU dedicada

Quem joga em iGPU sabe que ela tem limitações. Mesmo as melhores iGPUs de desktop dos Ryzen e Intel Core modernos sofrem com a falta de largura de banda e memória dedicada. Ou seja, existe muita limitação nessa tecnologia, que implica ainda em ter mais memória RAM e não só isso, já que o ideal é que a RAM seja mais rápida também, tudo para extrair o máximo de desempenho. Ao instalar uma Radeon RX 7600, isso deixa de ser um problema.

Aquele stutter chato na hora de virar a câmera ou em explosões pesadas tendem a sumir. Você sai de uma experiência onde o jogo tenta rodar para uma onde o jogo realmente está rodando. Presets que antes eram impossíveis, como texturas no alto e filtros de sombras, tornam-se possíveis. Assim, é possível ter uma experiência fluída e sem as dores de cabeça de uma iGPU, considerando também as limitações da RX 7600, claro.

Na melhor das hipóteses, uma iGPU chega perto de uma RTX 4050 ou RX 6600 e a RX 7600 é superior (Imagem: Digital Foundry)

Qual é o cenário ideal para ter uma RX 7600?

O "sweet spot" da Radeon RX 7600 em 2026 é o 1080p com ajustes adequados. Em jogos competitivos, você terá sobra para monitores de 144 Hz ou 180 Hz. Em títulos single-player AAA mais recentes, o cenário ideal é uma mistura de configurações médias e altas.

Com a RX 7600, esqueça o ultra nos títulos mais modernos e pesados. Além disso, a diferença visual entre o alto e o ultra em 1080p é, muitas vezes, imperceptível durante a gameplay, mas o custo em performance é enorme. É bem melhor ter um frame time suave, entregando uma experiência estável, do que altas taxas de quadros que oscilam freneticamente.

Mesmo com seus gráficos incríveis, Red Dead Redemption 2 é relativamente leve para a RX 7600 em 1080p (Imagem: Reprodução)

Existe outro cenário em que essa placa de vídeo pode brilhar: em jogos AAA antigos. Ela consegue rodar Red Dead Redemption 2 e The Witcher 3 (sem ray tracing) no máximo acima de 60 FPS em 1080p. Games otimizados não devem dar muito trabalho para essa GPU também, como títulos da Sony, mais notadamente God of War Ragnarok, Days Gone, Ghost of Tsushima, entre outros.

Onde a RX 7600 começa a sofrer: o fantasma dos 8 GB

O debate sobre os 8 GB de VRAM ganhou muita força em 2025 e ainda está vivo em 2026. Em jogos modernos com texturas muito pesadas, a RX 7600, e até outras GPUs mais fortes com essa quantidade de memória de vídeo, pode começar a mostrar sinais de cansaço.

Os sintomas são fáceis de reconhecer: texturas que demoram a carregar (o famoso pop-in), quedas bruscas de FPS em áreas novas do mapa ou travadas que duram alguns segundos. Isso não é um defeito da placa, mas um limite físico.

O ray tracing também é um ponto fraco: seu uso exige mais VRAM, além do fato de que essa GPU não tem poder de fogo o suficiente para encará-lo.

Como configurar a RX 7600 para jogar melhor

Para extrair o melhor da sua Radeon RX 7600 em 2026, vamos para 3 dicas práticas:

  1. Ajuste os presets: comece no médio e vá subindo o que não custa muito (texturas, se a VRAM permitir). Reduza sombras, reflexos e iluminação volumétrica, que são os maiores inimigos de FPS altos.
  2. Upscaling: use o FSR (FidelityFX Super Resolution) no modo Qualidade. Em 1080p, descer para o modo Desempenho pode deixar a imagem muito borrada. O FSR 3 com Frame Generation pode ser um salva-vidas em jogos compatíveis também.
  3. Trave os FPS: se o jogo oscila entre 50 e 80 FPS, trave em 60 FPS. A sensação de fluidez constante é muito superior a uma montanha-russa de quadros.
É sempre bom o PC gamer saber o que pesa nos jogos (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

Como não "matar" a placa com gargalos externos

Não adianta colocar uma GPU dedicada se o resto do PC está pedindo socorro. Algo que pode sabotar uma Radeon RX 7600 é um processador antigo e fraco, gerando um gargalo. No entando, essa GPU não é tão exigente e qualquer CPU dos últimos anos deve dar conta de empurrá-la sem muitas dificuldades.

Além disso, sempre foque no uso da memória RAM em dual-channel, ou seja, com dois pentes. Sim, estamos vivendo o pior momento quando se trata desse componente, mas somente um deles na placa-mãe limita a performance do PC como um todo. Para fechar, um SSD NVMe elimina qualquer gargalo quando se trata de carregamento.

Compre de maneira consciente

Ao buscar sua Radeon RX 7600, olhe além do preço se for comprá-la usada. Verifique a procedência, cuidado com anúncios milagrosos de produtos recondicionados em marketplaces duvidosos; muitas vezes são placas que mineraram ou foram reparadas de forma precária.

Guarde sempre a nota fiscal e teste a placa exaustivamente nos primeiros dias (usando benchmarks como TimeSpy ou o próprio jogo mais pesado que você tiver).

Não é recomendável perder tempo na hora de comprar sua RX 7600, já que ela pode ficar mais cara por conta da crise a qualquer momento (Imagem: Reprodução)

Conclusão

A Radeon RX 7600 ainda é uma excelente placa de vídeo para quem está saindo dos gráficos integrados em 2026. Ela não faz milagres e exige que o usuário seja inteligente nas configurações, mas o salto de performance em relação a qualquer vídeo integrado é bem grande.

Se você quer jogar tudo o que há de novo em 1080p, tem um orçamento limitado e sabe alinhar suas expectativas, ela continua sendo uma compra segura para sair da limitação das iGPUs.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Tecnologia da Intel promete acabar com uma das maiores chatices dos games no PC

Compilação de shaders é um dos maiores inimigos dos PC gamers. Isso é um dos motivos da causa de travadas severas enquanto novos efeitos, por exemplo, são carregados, além de tempo de carregamento longo. Donos de GPUs da Intel, seja placa de vídeo ou gráficos integrados, agora poderão ter uma experiência mais fluida nesse sentido graças à mudanças a nível de driver com a chegada do "Precompiled Shader Distribution".

A tecnologia, que se parece com o Advanced Shader Delivery (ASD) da Microsoft, por enquanto limitado ao ROG Xbox Ally, baixa os shaders de um jogo antecipadamente. Assim, você não precisa esperar que um os shaders sejam compilados antes de o game iniciar (lembra do terror que foi em The Last of Us para PC?), deixando a experiência mais fluida.

Games suportados

Se o seu hardware oferece suporte, assim que o driver detecta o game compatível, ele já inicia a compilação de shader antes mesmo de precisar abri-lo. E falando nos jogos, esses são os compatíveis por enquanto:

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

  • Black Myth: Wukong
  • Borderlands 4
  • Call of Duty: Black Ops 6
  • Call of Duty: Black Ops 7
  • Cyberpunk 2077
  • God of War Ragnarök
  • Gotham Knights
  • Hogwarts Legacy
  • NBA 2K26
  • Starfield
  • S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl
  • The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered
  • The Outer Worlds 2

Benchmarks com o Precompiled Shader Distribution

Segundo benchmarks da própria Intel, placas de vídeo da série Arc B, como a B580, entregarão carregamentos 2x mais rápidos em relação à falta de compilação dos shaders. Já donos de notebooks com CPUs Intel Core equipados com a iGPU Arc 140V poderão usufruir de carregamentos mais do que 3x mais rápidos. God of War Ragnarok, por exemplo, tem seus shaders carregados 24x mais rápidos com a tecnologia.

Intel compilador de shaders
Compilação de shaders com a Arc B580 (Intel)
Intel compilador de shaders
Compilação de shaders com a iGPU Arc B390 (Intel)
Intel compilador de shaders
Compilação de shaders com a iGPU Arc 140V (Intel)

É possível que a AMD e NVIDIA implementem o ASD da Microsoft em seus drivers, entregando o mesmo benefício que a Intel está mostrando aqui. Esse caminho colocaria os PCs no mesmo nível dos consoles quando se trata de carregamento de shaders e essa dor de cabeça pode, enfim, virar coisa do passado daqui um tempo para os PC gamers.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Como funciona a "escassez artificial" que está afetando o mundo da tecnologia?

Com a atual crise de hardware envolvendo diferentes componentes, seu e-commerce favorito pode ter o aviso de "esgotado" naquele produto que você estava ansioso para comprar. O que entendemos disso é que o estoque acabou ou a produção parou. Mas, em muitos casos, a realidade é outra: o produto já cruzou o oceano, passou pela alfândega e está devidamente acomodado em um galpão climatizado em solo brasileiro. Ele simplesmente não está à venda.

Esse fenômeno é conhecido como "represamento de estoque" (ou Inventory Withholding em inglês). Em períodos de alta volatilidade do dólar ou incerteza inflacionária, o estoque parado deixa de ser um custo e passa a ser visto como um investimento estratégico. Colocar o produto no mercado hoje pode significar "queimar" o lucro que seria muito maior daqui a alguns dias.

O Canaltech conversou com Tonimar Dal Aba, especialista em gerenciamento de data center e soluções de TI, para entender como os servidores de IA e armazenamento em nuvem estão afetando toda uma cadeia do mercado de consumo, tornando bastante difícil a vida de quem quer montar um PC no momento.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Como funciona a engrenagem

A jornada de um componente é linear: do fabricante (geralmente na Ásia) para o distribuidor (o importador de grande escala) e, finalmente, para o lojista. O grande gargalo costuma estar no distribuidor. Se ele importou um lote de GPUs com o dólar a R$ 5,15, mas a previsão indica que a próxima tabela chegará com o dólar a R$ 5,50, o incentivo para segurar o estoque é enorme.

Memória RAM foi o primeiro componente a sofrer com a atual crise de hardware (Imagem: Kingston/Divulgação)

Vender agora garante uma margem padrão, mas segurar e vender na nova tabela pode triplicar essa margem. Em entrevista ao Canaltech, Tonimar explica que "o que estamos vendo é uma reorganização. Então, se o consumidor para de comprar, a imaginação que temos é que o fornecedor vai querer desovar esses produtos para não queimar. Mas ele tem ali as suas prioridades".

Ele menciona que esse é o caso de "alguns fabricantes que já se anteciparam a isso e estão priorizando atender outros mercados que eles visam ser mais importantes nesse momento" Essa "escassez artificial" cria um cenário onde o lojista quer comprar para atender o cliente, mas o distribuidor afirma que o sistema está zerado, aguardando o momento ideal para a atualização de preços.

O fator "Risco Brasil" e o custo de reposição

Muitas vezes, o aumento de preço em um produto que já está no Brasil não é apenas ganância, mas uma estratégia de sobrevivência financeira conhecida como Custo de Reposição. Dal Aba exemplifica de forma clara: "hoje, o lojista tem a possibilidade de vender algo a R$ 1.000, mas, lá no futuro, por algum motivo, ele vai comprar novamente o mesmo produto, que não vai mais custar R$ 1.000".

Se o vendedor comercializa seu estoque atual pelo preço antigo e o custo de importar um novo lote sobe drasticamente, ele não terá capital suficiente para repor a mercadoria. Essa paralisia força uma "escassez" preventiva para proteger o fluxo de caixa contra a desvalorização da moeda.

As estimativas para placas de vídeo é de encarecimento a qualquer momento (Imagem: MSI/Divulgação)

"Então é bem importante deixar isso claro e entender que grande parte da cadeia de tecnologia opera em dólar e mesmo que o produto já esteja no Brasil, ele foi pago por um determinado valor, mas a reposição dele na próxima remessa vai ser por um dólar afetado pela flutuação".

O vilão global: a prioridade da IA

Embora a manipulação local exista em algum nível, o pano de fundo global é uma pressão real vinda da inteligência artificial. As linhas de produção da TSMC, por exemplo, que antes eram disputadas por GPUs gamer e CPUs, agora estão voltadas para chips de IA que custam dezenas de milhares de dólares, oferecendo uma margem de lucro grande e atendendo a uma demanda voraz atualmente, tudo o que qualquer empresa precisa.

"A IA é um fator real de pressão, mas não é uma narrativa... O mercado também se antecipa à expectativa", afirma Dal Aba. Ele complementa dizendo que o setor está passando por uma fase de ajuste, onde "a limitação produtiva e o redirecionamento estratégico", fazem com que os preços "se ajustem naturalmente com o tempo".

A previsão para quem espera uma queda brusca de preços, no entanto, é cautelosa. Segundo o especialista, não devemos esperar um retorno à realidade de preços antes do boom da IA. "Não vamos voltar num cenário pré-IA. O que teremos é a estabilização dos valores mesmo, e não uma regressão de valores", adiciona.

Data centers estão abocanhando grande parte dos chips de peças de PC hoje (Imagem: İsmail Enes Ayhan/Unsplash)

Aprendizado da indústria

Apesar da pressão atual, há uma luz no fim do túnel. A indústria de hardware já passou por bolhas anteriores (como a da mineração de criptomoedas e evoluções de outras tecnologias no passado) e parece mais preparada para lidar com esses ciclos:

"O setor aprendeu com ciclos anteriores de desenvolvimento. Então, temos esse momento de pressão demandado por IA, mas ele vai se normalizar em breve, com todo esse aprendizado e tudo mais que está acontecendo", explica o especialista.

Enquanto o mercado se autorregula, cabe ao consumidor entender que a falta de um componente nem sempre significa que ele não existe; às vezes, ele está apenas esperando o momento de ser mais lucrativo para quem o detém.

Veja mais do CTUP:

Leia a matéria no Canaltech.

  •