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Nostalgia pura: Dashboard do Xbox original é recriada no PC e roda até Steam

A dashboard do Xbox original foi reconstruída a partir de engenharia reversa e portada para o PC. O projeto parte do time TeamUIX, que trouxe não somente uma recriação da interface, como também a reconstruiu via código original da dashboard.

A adaptação funciona em máquinas com Windows, Linux e Mac, e tem como objetivo recriar a experiência completa do Xbox original de 25 anos.

Embora seja mais do que um simples launcher, o usuário do X conhecido como dtoxmilenko mostrou o funcionamento da dashboard no PC e conseguiu até vincular jogos da Steam ao sistema.

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A equipe por trás do projeto já disponibilizou a interface para download, mas alertou que usuários podem enfrentar bugs e problemas de performance, já que a interface ainda está nos seus primeiros dias.

That's neat! (Gotta sanitize text lol) but it's now pulling descriptions when a Steam title is imported via Title Maker. :) https://t.co/gjcVZVZ4ys pic.twitter.com/sHFYQENRwz

— Milenko (@dtoxmilenko) April 27, 2026

Adicionar jogos da Steam à dashboard do Xbox pode não ser uma tarefa fácil, visto que dtoxmilenko precisou usar uma ferramenta específica chamada Title Maker.

Xbox original completa 25 anos

A dashboard do Xbox no PC surge em um momento oportuno para a marca. Em 2026, a fabricante de consoles completa 25 anos com um retorno digno das principais franquias, troca de líderes da divisão, queda no preço do Xbox Game Pass Ultimate e a revelação do próximo hardware.

Como uma das formas de comemorar o marco histórico, o Xbox fechou uma parceria inusitada com a Fanta e trouxe cinco sabores com embalagens baseadas em franquias da casa. Este ano tem sido de reviravolta para o marketing e para a identidade da marca.

Saiba como Asha Sharma começou no Xbox derrubando a campanha que mais irritava os fãs.

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Não há onde se esconder: Alien: Isolation 2 ganha teaser assustador

Alien: Isolation 2 recebeu um novo teaser durante o Alien Day neste domingo (26). O vídeo de 25 segundos foi publicado em uma parceria entre a SEGA e a desenvolvedora do jogo de horror Creative Assembly.

O pequeno clipe intitulado 'Falsa Sensação de Segurança' apresenta uma porta trancada em um corredor que revela um ambiente externo chuvoso. Ao que tudo indica, Alien: Isolation 2 deixará as instalações da estação espacial Sevastopol.

Lançado em 2014, Alien: Isolation se tornou um dos jogos de terror mais populares da década passada. O título foi um dos responsáveis por fundamentar a experiência de horror espacial nos games e pode ter sido inspiração para jogos mais recentes, como Routine. Alien Isolation foi muito elogiado pela atmosfera pesada e pela inteligência artificial do Xenomorfo, que se adaptava à forma como os jogadores exploravam Sevastopol.

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Em 2024, o diretor criativo do jogo, Al Hope, revelou que a Creative Assembly estava trabalhando em uma sequência de Alien: Isolation. "Ouvimos seus pedidos de socorro em alto e bom som", afirmou Hope.

O roteirista de Alien: Isolation e Halo Wars 2, Dion Lay, explicou em um podcast em 2025 que "todo mundo queria fazer [a sequência]". Segundo ele, a compra da FOX pela Disney acelerou as coisas e tornou Alien: Isolation 2 "muito mais possível".

Quando Alien: Isolation 2 chega?

Alien: Isolation 2 ainda não tem data de lançamento planejada. O jogo estava em estágios iniciais de desenvolvimento em 2024.

Uma vaga de emprego para Gerente de Desenvolvimento Sênior na Creative Assembly indica que o estúdio está usando a Unreal Engine 5 para produzir a sequência. Isso significa que a desenvolvedora pode ter abandonado a Cathode Engine, motor original do título.

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Sem preço nem data: Xbox Helix será afetado por crise das memórias, diz CEO

A CEO do Xbox, Asha Sharma, afirmou que a escassez de memória impactará os preços e a disponibilidade do Project Helix. Em entrevista ao Game File, veículo do jornalista Stephen Totilo, a executiva contou que a divisão não está pronta para compartilhar um cronograma de lançamento.

O Xbox Helix foi revelado em março deste ano durante a GDC 2026. O hardware integrará jogos de Xbox e PC e promete ser o maior salto geracional já oferecido pela marca.

"Todas essas coisas são uma equação. Os custos de memória impactarão o preço, impactarão a disponibilidade. Ao pensarmos em estar onde o mundo joga, levaremos isso em consideração", respondeu Sharma ao Game File quando questionada sobre o cronograma de lançamento e a escassez de memória.

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"Portanto, não estamos prontos para compartilhar um cronograma de lançamento agora. O mundo é bem dinâmico. Meu foco número um, porém, é focar no que está sob nosso controle: construir um ótimo console para rodar grandes jogos, incluindo seus jogos de PC", explicou.

Kit de desenvolvimento do Xbox Helix deve chegar aos desenvolvedores em estágio alpha no início de 2027 (Divulgação/Microsoft)

Em março, a Microsoft confirmou que irá enviar os primeiros kits de desenvolvimento do Xbox Helix a partir do início de 2027. Aparentemente, o plano segue inalterado: "Tudo o que posso compartilhar é que teremos development kits saindo no próximo ano, e estamos trabalhando muito duro e temos muito a continuar fazendo e muito a continuar aprendendo", afirmou Sharma. "Mas estamos muito empolgados com o Project Helix e com o feedback inicial que estamos recebendo", finaliza.

Crise afeta PlayStation e Nintendo

A crise de memória não tem data e hora para acabar, o que pode afetar a estratégia das grandes fabricantes de consoles do mercado nos próximos meses e até mesmo atrasar a décima geração de consoles. A Sony, por exemplo, anunciou aumento em toda sua linha de hardware do PlayStation 5, entre eles o PS Portal. A expectativa é que o Nintendo Switch 2 e o Xbox Series também sofram com aumentos em breve.

Analistas como o Dr. Serkan Toto, da Kantan Games, estimam que o Xbox Helix chegará ao mercado por um preço bem premium e apontam para um valor maior do que US$ 900.

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Site quebra embargo e vaza data do novo Steam Controller

O site japonês 4Gamer publicou uma análise do Steam Controller antes do fim do embargo, e confirmou que o controle pode chegar em 4 de maio. A análise foi ao ar nesta segunda-feira (27). O caso ocorre logo após o canal do YouTube Techy Talk ter cometido o mesmo erro.

Além da possível data de lançamento, o usuário do subReddit r/GamingLeaksAndRumours conhecido como ___Steve salvou imagens da análise da 4Gamer, incluindo takes do controle, da caixa e das configurações do Steam Controller.

Não se sabe ao certo se os outros dois produtos da Valve, o Steam Machine e o Steam Frame, chegarão no dia 4 de maio. A companhia tem passado por diversos problemas referentes à crise nos preços de memórias, provocada pela demanda por Inteligência Artificial.

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A expectativa inicial era de que a dona do Steam lançasse sua nova linha de hardware já no início deste ano. Em fevereiro deste ano, a Valve afirmou que a escassez dos chips "nos levou a rever os nossos planos de preços e lançamento (especialmente os da Steam Machine e do Steam Frame)".

A informação pode indicar que as coisas não mudaram tanto para o Steam Controller, o que significa que o periférico pode chegar antes dos outros dois hardwares.

Steam Machine chega em 2026?

Em março, a companhia voltou a comentar sobre o lançamento de sua nova linha de hardware. Inicialmente, a Valve tinha dado a entender em um blog que o Steam Machine, o Steam Controller e o Steam Frame poderiam não chegar em 2026. Pouco depois, a empresa alterou o comunicado, reforçando que "enviará todos os três produtos este ano [2026]".

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Finalmente! Xbox libera atualização do Quick Resume para todos os jogadores

A Microsoft anunciou novos recursos para os consoles da linha Xbox Series em março. A atualização estava disponível apenas para membros do Xbox Insider, mas, a partir de hoje, todos os usuários podem desfrutar das novidades, incluindo uma mudança importante para o Quick Resume que os jogadores pedem há anos.

O Quick Resume é um dos melhores recursos do Xbox Series. Ele permite que os jogadores saiam do jogo e voltem exatamente de onde pararam, dias e, em alguns casos, até semanas depois. Também é uma boa opção para quem joga vários títulos ao mesmo tempo, por permitir alternar entre os jogos rapidamente.

A opção era ativada por padrão em todos os jogos, um problema para títulos online. O Quick Resume fazia com que o Xbox perdesse a conexão com os servidores desse tipo de jogo e forçava os jogadores a reiniciar esses jogos multiplayer para conseguirem entrar nos servidores de fato.

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Agora, todos os donos do Xbox Series podem desativar o recurso em determinados jogos. Uma bênção para quem jogava Halo Infinite, mas esquecia de encerrar o jogo manualmente.

Veja abaixo como desativar o Quick Resume para determinados jogos no Xbox Series:

  1. No menu inicial, basta selecionar um jogo com o botão start;
  2. Depois, pressione Gerenciar jogo e complementos;
  3. Selecione a opção Configurações do Quick Resume;
  4. Por fim, basta ativar ou desativar a opção.

Atualização traz personalização de cores

Além da nova opção, os jogadores também receberam outras novidades. A começar pelo novo menu do Xbox Series, que agora conta com um degradê baseado na cor escolhida para o sistema

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Nova interface do PS5 vaza e confirma recurso pedido por fãs

Um usuário do subreddit r/PlayStation divulgou uma suposta atualização da interface da home do PlayStation 5 nesta segunda-feira (6). Na foto publicada por FSTGang, podemos observar uma UI mais limpa, em que alternar entre serviços e jogos promete ser mais rápido e fácil.

Na parte superior da home do PS5, é possível ver ícones da PS Plus, PS Store, Jogos e Mídia num novo menu, que poderão ser alternados pelos botões L1 e R1. As abas devem substituir as seções Games e Mídia da interface anterior.

"Liguei meu PlayStation esta manhã e vi que mudaram a aparência da UI. Não vi nada sobre um update, mas parece legal", escreveu FSTGang. O usuário também afirmou estar no "beta do PlayStation".

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Como a atualização aparentemente está disponível apenas para alguns usuários do programa beta do PlayStation 5, espera-se que outros usuários possam desfrutar da nova interface em breve.

PS5 UI
Suposta nova interface vazada do PS5 (Divulgação/FSTGang)
PS5 UI
Interface antiga vazada do PS5 (Divulgação/Sony)

Usuários do subreddit r/PlayStation receberam bem a mudança. Alguns compararam a interface à UI do PS4, enquanto outros elogiaram a home por estar mais limpa. Vale lembrar que a nova interface do PlayStation 5 não foi anunciada oficialmente pela Sony; portanto, podemos estar diante de uma informação falsa.

PlayStation Store elimina vestígios de integração com o PC

Entre outras mudanças no ecossistema PlayStation, ícones de cross-buy e de PS5/PC, descobertos em um datamine na PS Store no fim do ano passado, foram removidos da loja definitivamente.

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State of Decay 3 vive! Jogo de sobrivência do Xbox recebe anúncio

A Undead Labs anunciou o lançamento do teste alpha fechado de State of Decay 3 para maio, após anos sem novidades sobre o jogo. O diretor de arte e cocriador da franquia, Brandt Fitzgerald, afirmou que os testes contarão com modo cooperativo para quatro jogadores, novas mecânicas de construção de base e recursos, além de muito combate.

Sob o guarda-chuva do Xbox Game Studios desde 2018, a Undead Labs tem sido uma das desenvolvedoras mais silenciosas do conglomerado de games da Microsoft. Fitzgerald contou que a maior parte da equipe esteve focada em atualizações de State of Decay 2 nos últimos anos, enquanto o "restante de nós esteve criando coisas legais para State of Decay 3".

O jogo de sobrevivência foi anunciado durante o Xbox Showcase, em junho de 2020, em um breve teaser. Nos três anos seguintes, a Undead Labs ficou em silêncio. Neste período, o estúdio foi acusado de problemas de desenvolvimento, má gestão e falhas na pré-produção.

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Voltamos a ouvir falar sobre State of Decay 3 somente em 2024, em um trailer durante o Xbox Games Showcase. Naquele mesmo ano, relatos afirmavam que o título teria sido adiado internamente para 2026. O jogo segue sem uma data oficial de lançamento.

Como participar fo alpha de State of Decay 3?

Fitzgerald afirmou que, além dos testes alpha em maio, a Undead Labs irá realizar outras etapas de experimentação ao longo do ano. Para quem tiver interesse, é possível se candidatar ao alpha fechado de State of Decay 3 no site oficial por meio de uma conta no Discord.

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Jogos de Xbox e Xbox 360 reaparecem na loja e reacendem rumor sobre novidade

Uma conta de datamining do Xbox Cloud Gaming reportou, neste fim de semana, que jogos do Xbox original e do Xbox 360 foram listados na Microsoft e depois retirados. Conforme publicações do Better xCloud no X, os jogos Armed and Dangerous, Mars: War Logs, Aegis Wing e Prince of Persia: The Sands of Time surgiram momentaneamente na loja da Microsoft com preço (aparentemente um placeholder) de US$ 100 e depois sumiram.

O movimento estranho acontece pouco depois de o vice-presidente da próxima geração do Xbox, Jason Ronald, reafirmar que a Microsoft trará novas maneiras de jogar títulos retrocompatíveis do Xbox durante a GDC 2026 – Game Festival.

Rumores apontam que a companhia planeja 'tornar sua biblioteca digital do Xbox Original e do Xbox 360 jogável no PC'. O Canaltech aposta que a 'nova maneira' de jogar clássicos do Xbox no PC seja por meio de recompilação, conforme as novidades do Xbox Helix, próximo sistema de jogos da Microsoft que unirá Xbox e PC.

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O programa de retrocompatibilidade do Xbox nasceu na antiga gestão de Phil Spencer, em uma época em que o Xbox One lutava para sobreviver, em meados de 2015. Este é, até hoje, um dos recursos mais elogiados do Xbox ao permitir jogar títulos do Xbox original e do 360, bem como comprar clássicos na Microsoft Store a partir de um Xbox One ou Xbox Series.

Alguns jogos retrocompatíveis também estão disponíveis no Xbox Game Pass (Divulgação/Microsoft)

Vale lembrar que a empresa anunciou o encerramento da expansão do programa de retrocompatibilidade do Xbox em 2021. Embora a 'retro' em si ainda esteja ativa, a Microsoft revelou que não incluiria mais jogos no programa por limitações técnicas e de licenciamento.

Novo plano do Xbox Game Pass a caminho?

Além de notificar a atividade estranha na Microsoft Store, o Better xCloud revelou anteriormente que um novo plano do Xbox Game Pass pode surgir em breve. O nível com codinome 'Trion' contaria apenas com jogos desenvolvidos e publicados pelo Xbox, incluindo títulos sob o guarda-chuva da Activision Blizzard e ZeniMax (Bethesda).

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Metacritic elege as melhores e piores publishers de 2025; topo surpreende

O Metacritic anunciou nesta quarta-feira (25) o ranking anual das publishers referente a 2025. A lista considera, entre outros fatores, a média de todos os jogos publicados pelas produtoras no ano passado. A Square Enix foi a empresa com a melhor média, o que marca o quarto ano consecutivo que uma empresa japonesa lidera o ranking. Na outra ponta, o baixo desempenho da Idea Factory, da Bandai Namco e da Sony foi destaque.

Esta é a primeira vez que a Square Enix lidera o ranking de publishers do Metacritic. Entre os jogos que levaram a editora japonesa ao topo estão Dragon Quest I & II HD-2D Remake, Final Fantasy Tactics: The Ivalice Chronicles e Octopath Traveller 0. O jogo mais bem avaliado da publicadora no ano passado foi o port de Final Fantasy VII Rebirth para o PC, que alcançou uma média de 90 no site.

Outro destaque foi a Microsoft, que ficou acima da Nintendo e da Sony no ranking. O Xbox contou com inúmeros lançamentos no ano passado. Além de jogos first-party do Xbox Game Studios, Bethesda e Activision Blizzard, a marca também publicou jogos como Ninja Gaiden 4 em parceria com terceiros. Assim como a Square Enix, o jogo mais bem avaliado do ano pelo lado verde da força foi um port: Forza Horizon 5 no PlayStation 5, que conquistou um Metascore de 92.

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A Nintendo aparece em 12º lugar. Embora tenha lançado seu hardware de nova geração no ano passado e conquistado boas médias com versões de seus jogos para o Nintendo Switch 2, a empresa contou com duas grandes decepções, pelo menos na visão da crítica. Nintendo Switch 2 Welcome Tour e Drag x Drive foram responsáveis por puxar a Big N para baixo no ranking, embora tenha sido um ano recheado de novidades da empresa japonesa.

Piores publishers de 2025

Das três fabricantes de consoles, a Sony foi a que menos conquistou pontos. Apesar dos grandes sucessos comerciais e de crítica com Death Stranding 2: On The Beach e Ghost of Yotei, a dona do PlayStation foi prejudicada na lista do Metacritic pela publicação de Lost Soul Aside e Midnight Murder Club, ambos jogos que foram mal avaliados pela mídia especializada. Expansões de Destiny 2 também não performaram bem entre a crítica.

Lost Soul Aside foi um dos jogos mais mal avaliados publicados pela Sony (Divulgação/Sony)

A Bandai Namco e a Arc System Works são outros destaques negativos, com jogos como SYNDUALITY: Echo of Ada e o game de luta de Hunter x Hunter decepcionando nas avaliações. A lanterninha foi a Idea Factory, publicadora de um dos 10 jogos mais mal avaliados de 2025 no Metacritic, o shooter bullet hell Scar-Lead Salvation.

Veja a lista das melhores publishers de 2025, segundo o Metacritic:

  1. Square Enix (330,5 pontos) - Final Fantasy Rebirth (PC) - 90;
  2. Gamirror Games (322,4 pontos) - Absolum (PC) - 87;
  3. Capcom (322,2 pontos) - Monster Hunter Wilds (XSX) - 90;
  4. Thunderful (306,8 pontos) - ISLANDERS: New Shores (PC) - 83;
  5. Microsoft (305,7 pontos) - Forza Horizon 5 (PS5) - 92;
  6. Take-Two Interactive (304,0 pontos) - Borderlands 4 (XBX) - 90;
  7. Sega (303,9 pontos) - Sonic Racing: CrossWorlds (XBX) - 88;
  8. Electronic Arts (302,9 pontos) - Split Fiction (XBX) - 93;
  9. Dotemu (302,2 pontos) - Absolum (NS) - 90;
  10. Raw Fury (301,0 pontos) - Blue Prince (PC) - 92.

Vale lembrar que o ranking das melhores publishers de 2025 do Metacritic não inclui jogos mobile. O site não considerou notas dos usuários ou numeros de vendas para criar a lista.

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Nem Fortnite escapou: desenvolvedores já falam em dias difíceis pela frente

Desenvolvedores de Fortnite estão "juntando os cacos" após a devastadora demissão de mil pessoas na Epic Games nesta terça-feira (24). O produtor de gameplay do battle royale, Robby Williams, descreveu o dia de ontem como "um dia brutal na Epic" em uma publicação em suas redes sociais.

A demissão em massa pegou todos de surpresa, em especial porque Fortnite ainda lidera listas de engajamento no PC e nos consoles. O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, no entanto, revelou que o buraco é mais embaixo. De acordo com o executivo, a companhia estava "gastando significativamente mais do que ganhamos e temos que fazer cortes drásticos para manter a empresa financiada".

O battle royale vive uma pequena queda de engajamento, conforme o analista da Circana, Mat Piscatella. O tempo de jogo caiu em fevereiro de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, ao passo que "o custo de manter o Fortnite aumentou muito e estamos aumentando os preços para ajudar a pagar as contas", como afirmou Sweeney.

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A perda de mil colegas de trabalho foi um duro golpe para os desenvolvedores que permaneceram e precisam seguir trabalhando em Fortnite. "Nossas equipes terão que juntar os cacos e tentar continuar avançando", escreveu Robby Williams. "Não conseguimos sequer entender totalmente que tipo de impactos isso terá no jogo para o resto do ano e, provavelmente, além."

Fortnite Battle Royale completa 10 anos em 2027 (Divulgação/Epic Games)

O produtor pediu paciência aos fãs enquanto a equipe de Fortnite se recupera do baque na Epic Games. "Continuarei dando o meu melhor para continuar fazendo o melhor jogo para vocês", disse.

Epic Games aumenta preço dos V-Bucks e retira jogos das lojas

O futuro da lucrativa máquina live-service da Epic Games está incerto à medida que a empresa começa a transição para a Unreal Engine 6, próxima evolução do motor gráfico da marca. Um dos reflexos da crise de Fortnite está no aumento dos preços dos V-Bucks neste mês.

Além das demissões em massa e do encerramento de vários modos de Fortnite, a Epic Games anunciou que o jogo de corrida brasileiro Horizon Chase e sua versão Turbo serão removidos das lojas digitais a partir de 1º de junho de 2026.

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Xbox Series X surge com até 50% de desconto em oferta “só para você”

Jogadores de Xbox One relataram no reddit que estão recebendo descontos de até 50% no Xbox Series X na Microsoft Store. As ofertas fazem parte da seção “Apenas para você”, o que significa que apenas alguns jogadores têm acesso à promoção.

Esses descontos aparentemente estão disponíveis apenas nos Estados Unidos e na Europa, embora nenhum dos usuários tenha identificado sua localização exata. São quatro modelos do Xbox Series X ofertados, variando entre versões com 1 TB e 2 TB, tanto na edição Digital quanto na com leitor de disco.

O Xbox Series X Digital de 1 TB, por exemplo, sai pela metade do preço, custando US$ 300. A versão mais cara da linha foi disponibilizada com 32% de desconto, por US$ 543,99.

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Em setembro do ano passado, toda a linha Xbox Series sofreu um aumento de preços nos Estados Unidos. A versão mais cara do console está com preço sugerido de US$ 799,99, valor acima do que é cobrado por um PlayStation 5 Pro, por exemplo.

Xbox Series X
Promoção está aparecendo apenas para donos de Xbox One (Divulgação/Microsoft)
Xbox Series X
Descontos variam entre 32% e 50% (Divulgação/Microsoft)

Embora não seja possível confirmar a veracidade das ofertas, se forem verdadeiras, representam um importante passo para que a Microsoft amplie sua base de usuários, ao mesmo tempo em que a nova chefe do Xbox, Asha Sharma, tenta recuperar a confiança no hardware da empresa.

Xbox está de volta?

O ano de 2025 foi desafiador para os consoles e serviços do Xbox. Além dos aumentos constantes de preço como o do Xbox Game Pass Ultimate, que passou a custar R$ 120/mês no Brasil, o Xbox Series sumiu das prateleiras em todo o mundo.

Asha Sharma deu o primeiro passo para valorizar o hardware do Xbox novamente ao encerrar a polêmica propaganda “Isso é um Xbox” de uma vez por todas.

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Asha Sharma começa no Xbox derrubando a campanha que mais irritava os fãs

A CEO da divisão de games da Microsoft, Asha Sharma, teria tomado a decisão de encerrar a controversa campanha “This Is An Xbox” pouco depois de assumir o cargo. A informação parte de uma reportagem do The Information desta terça-feira (24), mesmo material que reportou uma possível união entre o Xbox Game Pass e a Netflix. O portal afirma que “alguém com conhecimento direto da movimentação” confirmou que foi Sharma quem tomou a decisão de encerrar a campanha.

Para quem não acompanhou, a polêmica campanha de marketing “This Is An Xbox” foi removida silenciosamente da maioria dos canais de comunicação do Xbox neste mês. A propaganda em si dava ênfase a que qualquer dispositivo poderia ser um Xbox, seja ele um celular, notebook ou até mesmo um carro.

A campanha teria sido idealizada pela ex-presidente do Xbox, Sarah Bond, sob a gestão de Phil Spencer. Um relatório do The Verge indicou que a equipe de marketing da marca ficou sob os cuidados de Bond após o ex-diretor de marketing, Jerret West, deixar a companhia.

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Além de confusa para o público, a campanha “ofendeu internamente muitos funcionários”. Foi relatado que Bond era uma pessoa difícil de se trabalhar e foi uma das responsáveis pela mudança estratégica multiplataforma do Xbox nos últimos anos.

Sarah Bond deixou o Xbox de forma discreta (Divulgação/Microsoft, Sarah Bond)

Embora o Xbox siga promovendo programas como o Xbox Anywhere, a nova líder da divisão revelou que quer trazer os consoles da marca para os holofotes novamente. A remoção do "Isso é um Xbox" acontece pouco depois de Asha Sharma abrir novas vagas de liderança no setor de marketing do Xbox.

Xbox Helix é revelado durante gestão Sharma

A próxima geração de consoles da Microsoft, o Xbox Helix, foi revelada poucas semanas depois de Asha Sharma assumir o cargo de CEO da divisão. A nova líder se mostrou inclinada a trazer o Xbox a suas raízes com o novo hardware, que será capaz de rodar tanto jogos de Xbox como de PC.

Apesar das informações escassas até o momento, sabemos que o Xbox Helix conta com tecnologia de upscaling e promete o maior salto geracional já visto em consoles Xbox. Além disso, os primeiros kits de desenvolvimento alfa do console deverão ser distribuídos a partir de 2027.

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Sony fecha estúdio antes mesmo de ele lançar seu primeiro jogo

A Sony fechou o estúdio Dark Outlaw Games, fundado em 2025 pelo ex-desenvolvedor de Call of Duty Zombies, Jason Blundell. A desenvolvedora estava envolvida em uma nova propriedade intelectual AAA. As informações partem de uma publicação feita pelo jornalista da Bloomberg, Jason Schreier, no BlueSky, nesta terça-feira (24).

A Dark Outlaw Games entrou para o guarda-chuva da Sony logo após o estúdio anterior de Blundell, a Deviation Games, ser fechado em 2024. Vale notar que a ex-desenvolvedora do produtor também trabalhava em um jogo para o PlayStation antes de encerrar as atividades, embora não fizesse parte da Sony.

De acordo com Jason Schreier, o fechamento da Dark Outlaw Games acontece está entre outros cortes que a companhia vem promovendo, entre eles o encerramento do desenvolvimento de jogos mobile. O jornalista afirmou que cerca de 50 pessoas serão afetadas pelos cortes.

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Logo depois da informação vir a público, o ex-desenvolvedor da Dark Outlaw Games conhecido como JCbackfire anunciou que fará uma transmissão ao vivo em seu canal do YouTube, com Jason Blundell, nesta quarta-feira (25), às 16h no horário de Brasília. JCbackfire não revelou o que será tratado na livestream.

PlayStation fechou, em média, um estúdio por ano na última década (Divulgação/Sony)

Vale lembrar que a Sony anunciou o fechamento da Bluepoint Games em fevereiro deste ano. O estúdio ficou conhecido pelos remakes de Demon's Souls e Shadow of the Colossus.

Sony fecha 10 estúdios em uma década

Com o fechamento da Dark Outlaw Games, a Sony chega a 10 estúdios encerrados em apenas uma década. Entre as baixas mais notáveis desde 2016, estão o Sony Japan Studio e a criadora de Concord, a Firewalk Studios.

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Microsoft mudou um nome no Xbox, e isso pode dizer muito sobre o futuro

A Microsoft pode ter substituído o antigo nome do recurso Xbox Full Screen Experience por 'Xbox mode' no launcher para PC e portáteis, de acordo com o jornalista Tom Warren em publicação nesta terça-feira (24). A mudança acontece após a empresa anunciar na GDC – Gaming Festival 2026 que o modo Xbox chega em abril ao Windows 11 em mercados selecionados.

O recurso Xbox Full Screen Experience foi implementado no ROG Xbox Ally no ano passado. Este modo permite que os usuários acessem uma interface em tela cheia no aplicativo do Xbox para PC e traz uma experiência mais próxima à de um console. Entre as funções, estão a navegação otimizada para controle, a dashboard no estilo Xbox e o boot direto no app do Xbox, sem passar pela área de trabalho.

Agora, aparentemente, a Microsoft está fazendo um rebranding do recurso para 'Xbox mode' antes da sua chegada ao Windows 11 em abril deste ano. O modo permite alternar entre bibliotecas e catálogos de várias lojas, como Battle.net, Steam e Xbox Game Pass, além de reduzir a atividade em segundo plano do Windows para focar na execução de games.

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Muitos apostam que o Xbox Helix fará uso do 'Xbox mode', o que permitiria alternar entre o modo console e o modo PC com facilidade. A Microsoft indicou diversas vezes, no passado, que o ROG Xbox Ally é um 'tira-gosto' do que está por vir na próxima geração do Xbox.

Microsoft has now rebranded its Xbox Full Screen Experience to just Xbox mode in the latest update for the Xbox app on PC pic.twitter.com/LQcGAuenLx

— Tom Warren (@tomwarren) March 24, 2026

Vale lembrar que o Xbox mode está disponível para PCs portáteis com Windows 11 desde novembro do ano passado.

Xbox recebe atualização pedida por fãs

Usuários do programa Xbox Insiders do Xbox Series receberam uma atualização que trouxe mudanças para o recurso Quick Resume e novidades na personalização da dashboard do Xbox. O aparente nova postura da marca em relação aos consoles acontecem pouco tempo depois de Asha Sharma assumir o comando da divisão de games da Microsoft.

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Switch 2 enfrenta baixa demanda e Nintendo avalia cortar produção

A Nintendo avalia reduzir a produção do Nintendo Switch 2 em 30% por conta da fraca demanda dos consumidores durante o período de fim de ano, em especial nos Estados Unidos. A informação parte de uma matéria do jornalista da Bloomberg, Takashi Mochizuki, publicada nesta terça-feira (24).

Conforme fontes do jornalista, a Big N planejava produzir 6 milhões de unidades do Nintendo Switch 2 neste trimestre. Agora, a companhia deve fabricar 4 milhões, um terço a menos do que o previsto inicialmente.

O Nintendo Switch 2 vendeu 17,37 milhões de unidades desde o seu lançamento em junho de 2025 e ultrapassou as vendas do malsucedido Wii U com sete meses no mercado. Embora este seja o maior lançamento de consoles da história da Big N, o presidente da empresa, Shuntaro Furukawa, afirmou em uma teleconferência realizada em fevereiro que "as vendas no exterior foram um pouco mais fracas do que o esperado".

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No ano passado, a Nintendo tinha projetado uma meta de 15 milhões de unidades vendidas até o fim do atual ano fiscal. Em novembro, a empresa aumentou sua projeção para 19 milhões de unidades e deve manter a estimativa, mesmo com uma possível redução na produção do hardware.

Nintendo Switch 2 segue com uma base instalada nos EUA maior do que a do PS5 nos primeiros nove meses de mercado (Divulgação/Nintendo)

Conforme fontes de Mochizuki, a crise dos chips de memória, causada pela alta demanda do setor de Inteligência Artificial generativa, não foi o principal motivo para esta redução de 30% na produção. "Os cortes na produção são impulsionados por uma demanda mais lenta por parte dos consumidores", explica a matéria.

Um dos fatores que podem ter reduzido a demanda pelo Nintendo Switch 2 no fim do ano passado foi a falta de exclusivos de peso, em especial nos EUA. A Big N terminou seu ano com Metroid Prime 4 Beyond, que chegou a vender menos de um milhão de cópias em dezembro.

Guerra no Oriente Médio pode afetar escoamento do Nintendo Switch 2

Takashi Mochizuki indicou que a guerra no Oriente Médio pode criar obstáculos logísticos e despesas para exportadores como a Nintendo, ao passo que a guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã se estende por quase um mês.

Os possíveis atrasos podem fazer com que a Big N aumente sua produção novamente, afirmaram fontes ao jornalista. O cenário vai ao encontro de uma nova variante do Nintendo Switch 2 com bateria removível na Europa que será comercializada no próximo ano fiscal. Segundo a reportagem, a empresa quer se certificar de que quantidades adequadas do modelo estarão disponíveis a tempo.

Corte na produção do Nintendo Switch 2 acontece depois do sucesso de Pokémon Pokopia

Embora a reportagem da Bloomberg indique um corte de 30% na produção do Nintendo Switch 2, se a decisão for confirmada, a redução acontece pouco depois do lançamento estrondoso de Pokémon Pokopia.

Pokémon Pokopia é o jogo mais bem-avaliado do ano, segundo o Metacritic (Divulgação/Nintendo)

O jogo, que mistura sandbox e o estilo característico de Animal Crossing com a maior franquia do entretenimento da história, vendeu mais de 2 milhões de cópias em apenas quatro dias após o seu lançamento.

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MindsEye afunda de vez e estúdio pode fechar as portas na França

O braço do estúdio Build A Rocket Boy na França pode encerrar as atividades e entrar em liquidação judicial. A decisão deve afetar os 50 colaboradores restantes na subsidiária que codesenvolveu MindsEye, após rodadas de demissões em massa.

A informação foi divulgada pelo jornalista e cofundador do site francês Origami, Gauthier 'Gautoz' Andres, em uma publicação no BlueSky na última segunda-feira (23). De acordo com Gautoz, a Build A Rocket Boy France irá declarar suspensão de pagamentos, mas o desfecho de recuperação judicial ainda não foi oficializado.

Embora sediada no Reino Unido, a Build A Rocket Boy conta com um estúdio satélite em Montpellier, na França. O processo de liquidação judicial envolve o encerramento das atividades de uma empresa e a avaliação dos bens financeiros para o pagamento de dívidas.

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MindsEye sofreu sabotagem?

No início deste mês, a Build A Rocket Boy passou por uma rodada de demissões. Na ocasião, o CEO do estúdio, Mark Gerhard, alegou que a desenvolvedora foi vítima de sabotagem e espionagem no lançamento malsucedido de MindsEye no ano passado.

MindsEye é um dos jogos mais mal-avaliados do PlayStation 5 (Divulgação/Build A Rocket Boy)

Além das polêmicas, o cofundador e ex-presidente da Rockstar North, Leslie Benzies, se afastou da empresa logo após ser mencionado entre os milhares de arquivos sobre o caso de Jeffrey Epstein nos Estados Unidos.

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Microsoft prepara novo Xbox Partner Preview e promete mais surpresas

A Microsoft anunciou um Xbox Partner Preview para a quinta-feira (26), às 14h (horário de Brasília). O evento acontece no YouTube e na Twitch oficiais do Xbox e trará uma atualização sobre S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl, novidades de The Expanse: Osiris Reborn e informações sobre Stranger Than Heaven, o mais novo projeto da Ryu Ga Gotoku.

Além das parcerias com a Sega, GSC Game World e Owlcat Games, a transmissão também contará com revelações inéditas e estreias mundiais para o Xbox, Xbox no PC e Xbox Game Pass.

O Xbox Partner Preview terá cerca de 30 minutos de duração e deve contar apenas com jogos de parceiros do Xbox. Ou seja, nada de Halo, Forza, Fable ou Gears of War desta vez.

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Este será o segundo evento do ano transmitido pelo Xbox, após o Xbox Developer_Direct de janeiro, que revelou mais detalhes de Beast of Reincarnation, Kiln, Forza Horizon 6 e o reboot da franquia de RPG Fable.

O Xbox Partner Preview antecede o Xbox Games Showcase 2026, evento que normalmente acontece em junho, junto da Summer Game Fest, e é o palco principal para os jogos dos estúdios de games da Microsoft.

Stranger Than Heaven ganhará novidades no Xbox Partner Preview

O maior destaque do Xbox Partner Preview desta quinta-feira é nada menos que Stranger Than Heaven. O projeto é do mesmo estúdio de Yakuza, a Ryu Ga Gotoku, que tem sido uma das desenvolvedoras mais queridas pelos jogadores nos últimos anos.

Stranger Than Heaven foi anunciado originalmente no The Game Awards de 2024 e promete uma experiência de ação e investigação que se passa em diferentes épocas.

De um lado, o novo jogo da Ryu Ga Gotoku está em andamento e receberá novidades em breve. Do outro, um projeto bem familiar para fãs de Yakuza está em apuros. Gang of Dragon, do estúdio do ex-diretor da série Yakuza, Toshihiro Nagoshi, terá seu financiamento cortado pela NetEase. A decisão da publisher coloca o desenvolvimento do jogo em apuros e pode resultar no cancelamento do projeto.

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9 jogos de Xbox e Xbox 360 que queremos ver no PC

A Microsoft anunciou durante a GDC 2026 que pretende lançar uma nova maneira de jogar títulos icónicos do Xbox original e Xbox 360 ainda este ano. O anúncio foi feito pelo vice-presidente da próxima geração do Xbox, Jason Ronald, durante a apresentação do Xbox Helix, ao se referir ao programa de retrocompatibilidade da marca.

Embora Ronald não tenha confirmado a novidade, tampouco especificado como ela vai funcionar de fato, surgiu uma dúvida entre os fãs do Xbox: como eles farão para rodar essas relíquias em um hardware que irá se aproximar de vez do Windows?

A Microsoft não divulgou quais serão essas "novas maneiras de jogar alguns dos jogos mais icônicos do nosso passado". Muitos apostam que será via emulação; no entanto, o Canaltech acredita que a "nova maneira" de jogar clássicos do Xbox no PC seja de forma nativa a partir de recompilação.

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Muitos jogos do Xbox 360 nunca foram relançados ou disponibilizados via retrocompatibilidade (Divulgação/Microsoft)

Enquanto a companhia não revela novos detalhes sobre essa nova oferta do programa de retrocompatibilidade, o Canaltech listou 9 jogos de Xbox e Xbox 360 que todos nós queremos ver no PC. Embora todos esses títulos possam ser aproveitados via emulação ou nuvem, o foco da lista é indicar jogos clássicos do Xbox que não podem ser rodados de forma nativa.

9. BLACK

Um dos jogos de tiro mais aclamados da sexta geração de consoles, BLACK se destacou pela destruição dos cenários e cutscenes em live-action. O FPS da Electronic Arts marcou toda uma geração pela sua ação e frenesi.

BLACK também foi popular no PlayStation 2 (Divulgação/Electronic Arts)

BLACK está disponível para jogar no Xbox One, Xbox Series e no Xbox Game Pass graças ao EA Play. Infelizmente, jogadores de PC nunca tiveram a chance de experimentar o título nativamente no computador. Dito isso, essa pode ser uma ótima inclusão à retrocompatibilidade do Xbox no PC, mas deve depender da EA para se tornar real.

8. Gears of War 2

Gears of War tem sido uma das franquias mais aproveitadas da Microsoft nos últimos anos, seja por meio de jogos principais ou remasterizações (esta última apenas para o primeiro título, pelo visto). De fato, a companhia pouco aproveita outros jogos da série, ainda mais no PC.

Gears of War 2 é tido como o melhor da franquia (Divulgação/Microsoft)

O sistema de retrocompatibilidade do Xbox no PC poderia trazer Gears of War 2, shooter mais aclamado da franquia, ou mesmo o terceiro título aos computadores. Muito se discute sobre uma possível Marcus Fenix Collection, algo próximo de Halo: The Master Chief Collection. Até lá, quem sabe as "maneiras novas de jogar" indicadas por Jason Ronald não poderiam sanar essa necessidade.

7. Lost Odyssey

Na época em que exclusividade era um dos focos do Xbox, a Microsoft tentou muito entrar no mercado de JRPGs, em especial no Xbox 360. O console figura até hoje como o mais vendido da marca no Japão, mas isso não foi à toa. Lost Odyssey é um excelente exemplo do empenho da produtora em território oriental.

Lost Odyssey foi o último grande RPG de turno com gráficos realistas que fez o diretor de Clair Obscur: Expedition 33 chorar (Divulgação/Microsoft)

O projeto foi financiado e coproduzido pela Microsoft em parceria com a Mistwalker, estúdio de ninguém menos que Hironobu Sakaguchi, diretor dos cinco primeiros Final Fantasy. Embora possa passar despercebido por muitos, Lost Odyssey foi uma das inspirações de Guillaume Broche, diretor da Sandfall Interactive, na criação de Clair Obscur: Expedition 33. O JRPG pode ser jogado apenas nos consoles Xbox via retrocompatibilidade.

6. Blue Dragon

A Mistwalker seguiu em parceria com a Microsoft e produziu Blue Dragon, ainda como parte da ofensiva da gigante de Redmond no Japão. O desenvolvimento do jogo reuniu figurões como Sakaguchi, o lendário compositor Nobuo Uematsu e o saudoso Akira Toriyama, que já tinha se envolvido com outras produções nos games, incluindo o aclamado Chrono Trigger.

Blue Dragon recebeu uma adaptação para anime (Divulgação/Microsoft)

A série acabou recebendo outros títulos no Nintendo DS: Blue Dragon Plus e Blue Dragon: Awakened Shadow. Embora não seja uma das franquias de jogos japoneses mais aclamadas, muitos lembram da obra com nostalgia. Isso é mais do que motivo para trazê-la para o PC e permitir que mais jogadores experienciem o clássico do Xbox 360.

5. Fable II

O aguardado reboot de Fable pelas mãos da Playground Games deve chegar no segundo semestre deste ano. Quem quiser se inteirar da franquia antes do lançamento só poderá jogar Fable II, e até mesmo o terceiro título, em um console Xbox. Ou seja, nada de PC, pelo menos por enquanto.

Fable II foi um dos jogos mais ambiciosos do Xbox 360 (Divulgação/Microsoft)

A sequência possui a nota mais alta da franquia em agregadores como o Metacritic, e isso não é à toa. Fable II apresenta sistemas complexos para a época, incluindo avançadas mecânicas de relacionamento entre personagens e economia in-game por meio de compra de negócios e edifícios. Fable sempre apresentou mundos reativos às atitudes dos jogadores, com aquele toque de humor britânico que esperamos ver no reboot.

4. Otogi

Para quem gosta de joias perdidas, Otogi: Myth of Demons é um exclusivo do Xbox original desenvolvido pela FromSoftware e publicado pela SEGA. Embora o estúdio seja mais conhecido por suas colaborações com as rivais da Microsoft, a Sony (Bloodborne) e, mais recentemente, a Nintendo (The Duskbloods), o Xbox já teve sua cota de exclusividade com a famosa produtora japonesa. No Xbox 360, por exemplo, a empresa trouxe o jogo de ação Ninja Blade.

Otogi é um irmão mais velho da FromSoftware (Divulgação/FromSoftware, SEGA)

Voltando a Otogi: Myth of Demons, embora seja um irmão mais velho de Dark Souls, ele não é um soulslike. O título está mais para um brawler de ação e aventura, mas carrega o estilo narrativo e toda a atmosfera melancólica que viria a ser a marca da desenvolvedora. Com a ascensão da FromSoftware como um dos nomes mais respeitados da indústria, esse seria o melhor momento para trazer o jogo do limbo entre a vida e a morte.

3. Rare Replay

A mudança da Rare para o Kinect durante a era do Xbox 360 deixou muitos fãs de longa data órfãos dos clássicos monumentais da desenvolvedora britânica. Embora Sea of Thieves seja um dos maiores sucessos da empresa, ainda mais se levarmos em conta as vendas e a quantidade de jogadores, não se pode esquecer o legado do estúdio com os clássicos Banjo-Kazooie, Perfect Dark e Viva Piñata.

Rare Replay reúne clássicos do estúdio inglês (Divulgação/Microsoft)

Em 2015, a Microsoft trouxe alguns desses clássicos de volta com o Rare Replay, uma coletânea com dezenas de títulos da empresa, desde jogos de ZX Spectrum ao Xbox 360. A compilação foi lançada para o Xbox One e usa emulação para rodar jogos como Banjo-Kazooie. Essa pode ser uma excelente oportunidade para lançar no PC relíquias que nunca viram a luz do dia, embora muitos fãs já tenham revivido alguns desses clássicos de forma nativa no computador.

2. BLiNX: The Time Sweeper

A ofensiva da Microsoft no Japão não começou com o Xbox 360 e a Mistwalker. Na verdade, desde o Xbox original, a companhia cultivava certas parcerias para alcançar esse objetico, como  Ninja Gaiden, Dead or Alive e o próprio Otogi: Myth of Demons. O Xbox também estava focado em trazer experiências first-party para os jogadores japoneses. Foi daí que surgiu BLiNX: The Time Sweeper.

BLiNX: The Time Sweeper foi recebido de maneira mista pela crítica (Divulgação/Microsoft)

Embora seja referido como uma tentativa da Microsoft de criar um mascote, BLiNX era, na verdade, uma espécie de demonstração para o poderoso hardware do Xbox. O título foi promovido como “o primeiro jogo de ação em 4D”, graças à mecânica que permitia ao gato laranja controlar o tempo. Na época, a Microsoft afirmava que ele só poderia rodar no Xbox, visto que o console era o primeiro hardware de jogos caseiro equipado com um HD.

Apesar de BLiNX: The Time Sweeper não ser exatamente uma das obras-primas do Xbox, disponibilizá-lo no PC daria a chance para que mais pessoas conhecessem o personagem e um pouco da história da Microsoft nos games.

1. Crimson Skies: High Road to Revenge

Antes de os Ace Combat modernos e Project Wingman dominarem os céus, a Microsoft apostou em um jogo de ação e combate aéreo no primeiro Xbox com Crimson Skies: High Road to Revenge. O título apresentou visuais impressionantes quando saiu em 2003 e foi elogiado por seus controles arcade de fácil acesso.

Ex-estúdio de Crimson Skies, FASA Studio, foi fechado pela Microsoft em 2007 (Divulgação/Microsoft)

O retorno de Crimson Skies: High Road to Revenge é um tema debatido em alguns fóruns específicos até hoje. Quem sabe a Microsoft não olhe de maneira mais carinhosa para a sua franquia esquecida se os jogadores do PC tiverem acesso e gostarem do jogo?

9 jogos de Xbox e Xbox 360 que queremos ver no PC

Como é possível ver, a Microsoft pode seguir vários caminhos quando o assunto é retrocompatibilidade. No início do ano passado, o ex-CEO do Xbox, Phil Spencer, revelou uma ferramenta de IA que permite reviver jogos clássicos.

“Pode imaginar um mundo onde, com dados de gameplay e vídeo, uma IA pode aprender sobre jogos antigos e portá-los para qualquer plataforma em que ela rode. Falamos sobre a preservação de jogos como atividade, com os modelos e sua habilidade de aprender como um jogo se comporta, sem a necessidade de a engine original rodar no hardware para o qual foi planejado. Isso nos abre grandes oportunidades”, comentou Spencer na época.

De qualquer maneira, abaixo apresentamos uma lista com os nove jogos de Xbox e Xbox 360 que queremos ver no PC:

  1. Crimson Skies: High Road to Revenge;
  2. BLiNX: The Time Sweeper;
  3. Rare Replay;
  4. Otogi;
  5. Fable II;
  6. Blue Dragon;
  7. Lost Odyssey;
  8. Gears of War 2;
  9. Black.

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Para que serve a porta na parte de baixo do controle do Xbox?

O Xbox possui muitos mistérios e um dos maiores deles é, com certeza, a entrada que fica na parte inferior dos controles do Xbox Series e Xbox One. Não, não estamos falando da entrada para fones de 3,5 mm, a chamada entrada P2/P3.

Pouco menor que o formato padrão do HDMI, a Porta de Expansão (ou Entrada de Expansão) ainda tem certa utilidade, embora poucos saibam exatamente para que ela serve.

A Entrada de Expansão dos controles Xbox como conhecemos foi introduzida no Xbox One, embora tenha aparecido de forma mais tímida no Xbox 360. O controlador não possuía entrada nativa para headsets no formato P2, o que levou a Microsoft a criar a porta de expansão, presente nos controles da marca desde 2013.

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A entrada foi projetada para acessórios, mais especificamente para o Stereo Headset Adapter, no início. O add-on era uma espécie de adaptador proprietário do Xbox de P2/P3 para headsets e fones comuns. Esse acessório vinha com botões para ajustes de volume do jogo e chat, mudo do microfone e balanceamento de áudio.

Entrada de Expansão permite conectar fones, adaptadores e teclados (Divulgação/Microsoft)

Depois de passar por algumas revisões, o controle do Xbox One recebeu uma entrada P2, o que dispensou a Entrada de Expansão. De qualquer maneira, tanto a Microsoft como empresas terceiras seguiram desenvolvendo acessórios compatíveis com o controle.

Em 2015, a companhia anunciou o Microsoft Chatpad, um pequeno teclado QWERTY voltado para bate-papo e que encaixava perfeitamente na porta de expansão. O acessório lembrava bastante os teclados de celulares mais antigos da BlackBerry e Nokia e ainda possuía duas teclas personalizáveis.

Embora pensados para o Xbox One, os Chatpads ganharam diversos modelos, incluindo de empresas parceiras, e podem ser usados até hoje nos controles do Xbox Series (felizmente, nenhum deles com a tecla do Copilot).

Por que a Microsoft manteve a Entrada de Expansão no Xbox Series?

Convenhamos, a Entrada de Expansão ficou um pouco obsoleta após revisões posteriores do controle do Xbox One adicionarem uma entrada P2/P3 nativa. Então, por que a Microsoft manteve a Entrada de Expansão no Xbox Series?

Controle do Xbox Series é um dos mais elogiados por jogadores por sua conectividade e ergonomia (Divulgação/Ivo Meneghel Jr, Canaltech)

A marca explicou que o real motivo de ter mantido a Entrada de Expansão foi justamente a retrocompatibilidade física com acessórios do Xbox One que os jogadores já tinham em casa. Páginas de suporte dos controles de Xbox Series indicam que a entrada serve para conectar acessórios do Xbox One na linha Series, como o Chatpad ou o Stereo Headset Adapter.

Entrada de Expansão escancara grande problema do Xbox

A Entrada de Expansão pode ser ignorada pela maioria dos usuários que compraram um Xbox Series ou Xbox One nos últimos anos. Contudo, a porta escancara um problema grave enfrentado pela Microsoft com seu hardware de jogos há um tempo: acessórios e edições especiais do Xbox.

Embora muitas empresas parceiras desenvolvam excelentes acessórios para o Xbox, como a tela portátil do Series S desenvolvido pela OPspec Gaming, ou mesmo a guitarra PDP Riffmaster Wireless Guitar Controller da Turtle Beach, vemos poucos esforços da Microsoft em lançar produtos próprios para o Xbox Series.

Várias edições especiais dos consoles são distribuídas apenas via sorteio e não são comercializadas de forma ampla. Um bom exemplo para a gigante de Redmond seguir é o da Nintendo, que lançou diversos acessórios temáticos baseados em suas principais franquias para o primeiro Nintendo Switch, a grande maioria deles à venda no Brasil.

Poucos acessórios do Xbox chegam ao Brasil, e quando chegam são caros e limitados (Divulgação/Microsoft)

A Sony também costuma comercializar edições especiais de seus consoles, incluindo versões comemorativas, como o PlayStation 5 Edição do 30º Aniversário. A Microsoft até começou com essa prática no início da geração, mas foi reduzindo drasticamente.

O principal problema, no fim das contas, é que tanto os acessórios da Nintendo quanto os da Sony chegam ao Brasil, enquanto os donos de Xbox "chupam o dedo" para conseguir algo de maneira oficial. Basta comparar a página de acessórios do Xbox no Brasil com a dos Estados Unidos. Enquanto aqui temos meia página de produtos disponíveis, lá fora a coisa muda de figura com dezenas de acessórios, embora muitos sejam de terceiros.

Não podemos afirmar que a Microsoft não lança diferentes acessórios ou itens personalizados para o Xbox, mas sim questionar a frequência com que ela distribui esses produtos e a disponibilidade para jogadores brasileiros (tanto financeira como fisicamente).

Xbox pode mudar estratégia de acessórios?

O Xbox se tornou notícia no início de 2026 graças à brusca mudança em seu quadro de liderança, marcada pela saída de Phil Spencer e Sarah Bond e pela entrada de Asha Sharma no negócio. Com poucos meses de casa, Sharma falou várias vezes em voltar às raízes do Xbox e focou muito na estratégia de hardware da empresa, algo que, até não muito tempo, tinha sido deixado de lado pela marca.

Durante apresentação na GDC - Gaming Festival 2026, o vice-presidente da próxima geração do Xbox, Jason Ronald, dedicou todo um painel para falar sobre o futuro do Xbox e apresentar os primeiros detalhes do Project Helix.

Xbox Helix será uma mistura entre Xbox e PC (Divulgação/Microsoft)

Na próxima geração do Xbox, Ronald destacou quatro pilares: console, portáteis, jogos incríveis e acessórios. Este último pode ser um bom sinal de que a Microsoft esteja voltando com tudo com dispositivos para o Xbox, que, querendo ou não, compõem a receita de hardware da marca, a qual vem caindo trimestre após trimestre há alguns anos.

Se houver alguma mudança neste sentido, esperamos que a marca também olhe com carinho para o Brasil, que tem sido afetado por um abandono repentino pouco depois da chegada do Xbox Series no país.

Leia a matéria no Canaltech.

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Xbox Helix: tudo sobre preço, lançamento e especificações do novo console

A saída de Phil Spencer e Sarah Bond, que deram passagem para a chegada de Asha Sharma como líder da divisão Xbox, não poderia ter sido mais agitada. A troca aconteceu poucas semanas antes do anúncio do Project Helix, codinome da próxima geração do Xbox, bem como dos primeiros detalhes do novo hardware de videogame da Microsoft.

Apelidado carinhosamente de Xbox Helix, o hardware será um dos passos mais importantes da Microsoft no mercado de games. O console permitirá que os jogadores rodem títulos de PC e Xbox, além de muito provavelmente integrar lojas de PC, como Steam e Epic Games Store.

Em questão de potência, sabemos até o momento que o Xbox Helix vai usar e abusar de tecnologias de inteligência artificial, incluindo o novo AMD FSR Diamond, além de recursos de upscaling, path tracing e muito mais. Não à toa, o console tem sido apontado como o maior salto geracional de um console Xbox e a ambição da Microsoft em ser líder de desempenho.

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Datas e preços seguem como incógnitas. Apesar de serem as informações mais relevantes para o consumidor final, esse tipo de dado só é apresentado próximo ao lançamento. De qualquer maneira, não é como se estivéssemos totalmente no escuro. Durante apresentação na GDC Gaming Festival 2026, o vice-presidente da próxima geração do Xbox, Jason Ronald, revelou que kits de desenvolvimento alpha do Xbox Helix devem começar a ser distribuídos para desenvolvedores em 2027. Além disso, há muitos boatos e especulações sobre a mesa.

Xbox mostrou os 25 anos da marca durante a GDC 2026 (Divulgação/Microsoft)

Embora não tenhamos tantas informações sobre o Xbox Helix como gostaríamos, o Canaltech trouxe um panorama geral, incluindo rumores e informações oficiais, sobre tudo o que podemos esperar da próxima geração do Xbox.

O que de fato será o Xbox Helix?

A discussão sobre a identidade do Xbox Helix, mais especificamente se ele é um PC ou um console, entrou em debate com a confirmação de que o hardware rodará jogos de ambas as plataformas. São questionamentos totalmente válidos: afinal, por que investir num console que pode ser bem caro, ou mesmo nem chegar ao Brasil, sendo basicamente um PC disfarçado de Xbox?

Essa dúvida é ainda mais acentuada se levarmos em conta que, a partir do mês que vem, a Microsoft irá liberar o Modo Xbox para PCs com Windows em 11 mercados selecionados. O recurso nada mais é que uma interface com suporte a controles em dispositivos com Windows, otimizada para jogos.

Nesse cenário, é importante ressaltar que, embora o Xbox Helix possua muitas das características de um PC, a Microsoft o vende como um console. O hardware contará com uma arquitetura personalizada da AMD. A gigante de Redmond segue tratando as marcas Xbox e Windows como coisas diferentes, embora pretenda estreitar os laços entre os dois ecossistemas no Helix.

"Ótimo começo de manhã com o Time Xbox, em que conversamos sobre nosso compromisso com o retorno da marca, incluindo o Project Helix, codinome do nosso console de próxima geração", afirmou Asha Sharma durante o anúncio oficial do novo hardware.

A expectativa é que o Xbox Helix conte com recursos apresentados de forma rudimentar no ROG Xbox Ally. Entre eles, a Experiência em Tela Cheia do Xbox e a integração de bibliotecas de diversas lojas de jogos de PC. Isso permitirá que os jogadores alternem entre o modo jogo e o modo produtividade do Windows.

Experiência em Tela Cheia do Xbox chega ao Windows 11 em abril (Divulgação/Microsoft)

Um dos pontos mais importantes do ecossistema Xbox é a retrocompatibilidade. Ronald revelou na GDC 2026 que a marca irá apresentar novas maneiras de jogar títulos icônicos da empresa ainda este ano. Muitos apostam na compatibilidade de jogos do Xbox 360 e do Xbox original com o PC, o que seria uma mão na roda para o Xbox Helix.

Outro ponto que não podemos esquecer são os serviços do Xbox, como o Cloud Gaming e o Xbox Game Pass. Agora, com uma plataforma unificada de Xbox e Windows, podemos esperar que a Microsoft reformule os planos de assinatura, em especial o PC Game Pass. Da forma como está, o plano exclusivo de PC poderia canibalizar as assinaturas do Ultimate.

Quanto aos jogos exclusivos, a Microsoft não apontou em nenhum momento que voltará atrás em sua estratégia multiplataforma. Embora Asha Sharma tenha afirmado várias vezes que irá rever toda a estratégia do Xbox, e até contratado líderes para o setor de marketing da marca, os jogos first-party devem continuar saindo para outras plataformas. Forza Horizon 5, Sea of Thieves e Call of Duty: Black Ops 6, entre outros lançamentos, mostraram-se títulos sólidos no PlayStation 5.

Essa tendência é provável no Helix, visto que a Microsoft está facilitando o desenvolvimento de jogos para os seus consoles. Com a plataforma mais unificada, os desenvolvedores precisam apenas projetar um jogo no PC para que ele também esteja disponível no Xbox. Isso significa que podemos ver lacunas de tempo menores entre os lançamentos para PC e consoles.

Quais são as especificações e tecnologias do Xbox Helix?

Embora não tenhamos detalhes dos componentes internos do Xbox Helix (como CPU, GPU ou mesmo memória), a Microsoft já confirmou algumas tecnologias que podemos esperar do console de próxima geração. Não só isso, mas várias especulações surgiram nos últimos meses indicando possíveis caminhos para o hardware.

A CEO da AMD, Dra. Lisa Su, comentou neste ano que o desenvolvimento do SoC (System-on-a-Chip) semicustomizado da AMD que embarcará na próxima geração do Xbox está progredindo conforme o esperado. A Microsoft confirmou na última quarta-feira (11) que o chip está sendo desenhado em conjunto pelas empresas para extrair o máximo da próxima geração das bibliotecas DirectX.

A expectativa é que o hardware entregue "um salto de ordem de magnitude no desempenho e na capacidade de ray tracing", com suporte nativo a path tracing. Durante o painel da GDC, a companhia atrelou uma técnica de upscaling pela primeira vez em um dos seus hardwares proprietários. O recurso em questão é o FSR Diamond, também anunciado no evento pela AMD.

O vice-presidente sênior e gerente geral da AMD, Jack Huynh, confirmou após a apresentação da Microsoft na GDC 2026 que o FSR Diamond foi projetado para ser otimizado nativamente para o Project Helix e integrado profundamente ao kit de desenvolvimento da Microsoft. O insider Kepler L2, conhecido por seus vazamentos precisos sobre a AMD, revelou que a tecnologia será exclusiva para a arquitetura gráfica RDNA 5.

AMD tem acordo para o desenvolvimento de múltiplos dispositivos do Xbox (Divulgação/AMD, Microsoft)

Conforme a apresentação, o Xbox Helix contará com uma nova geração de upscaling por Machine Learning (ML) e um recurso inédito de ML Multi Frame Generation. O console promete entregar imagens com extrema nitidez ao renderizar jogos em uma resolução interna menor e utilizar IA para reconstruir a imagem final em 4K.

Outra forte fonte de informações é o canal Moore's Law is Dead, que em outubro de 2025 publicou um vídeo sobre um suposto vazamento das especificações do Xbox Helix. De acordo com o insider, o hardware seria embarcado com um processador de 11 núcleos, sendo 3 baseados em Zen 6 e voltados para desempenho, e outros 8 núcleos usando a arquitetura Zen 6c.

Já a GPU baseada em RDNA 5 teria 68 unidades computacionais, 4 CUs a mais do que a placa topo de linha da AMD, a Radeon RX 9070 XT. O chip gráfico contaria com pelo menos 24 MB de cache L2. Na memória RAM, o Xbox Helix pode integrar nada menos que 48 GB GDDR7, de acordo com o Moore's Law is Dead.

O insider também comentou sobre uma NPU de até 110 TOPS de performance consumindo 6W, ou 46 TOPS com somente 1,2W. A apresentação da Microsoft na GDC corrobora as informações do Moore's Law is Dead. Apesar de não confirmar explicitamente a presença de uma NPU, o anúncio de tecnologias como a renderização neural de próxima geração indica que o componente muito provavelmente estará no hardware.

Conforme a empresa, o Xbox Helix fará uso de Compressão Neural de Texturas e Compressão Profunda de Texturas (Deep Texture Compression), aliadas ao DirectStorage e ao formato Zstd.

Data de lançamento: quando o Xbox Helix chega ao mercado?

A data de lançamento do Xbox Helix ainda é uma das informações mais nebulosas no momento. Contudo, não estamos totalmente no escuro. Sabemos que, normalmente, quando uma fabricante distribui kits de desenvolvimento, leva-se cerca de um a dois anos para uma revelação completa e o consequente lançamento do produto.

Uma versão alpha do kit de desenvolvimento do Xbox Helix será distribuída em algum momento de 2027, como revelado por Jason Ronald. Isso significa que provavelmente teremos um lançamento ao público no fim do ano que vem ou em 2028. A CEO da AMD revelou em fevereiro que o console estava programado para chegar em 2027.

A janela de lançamento também foi corroborada por Kepler L2, que afirmou que tanto o Xbox Helix como o PlayStation 6 estão agendados para o fim de 2027, na tradicional janela de fim de ano. Foi estabelecido entre as fabricantes um salto geracional de sete a oito anos, dependendo da empresa. O PlayStation 5 e os consoles Xbox Series chegaram ao mercado em 2020 e completam esse ciclo no ano que vem.

Kits de desenvolvimento do Xbox começará a ser distribuído em 2027 (Divulgação/Microsoft)

Vale notar que, nesse período de tempo, houve cenários sem precedentes que podem ter adiado os planos da Sony e da Microsoft. A pandemia de covid-19 foi um golpe duro em praticamente todos os setores, incluindo a indústria de videogames, e gerou uma recessão histórica no mercado de jogos. Outro ponto que vem causando dor de cabeça a muitas companhias é o aumento expressivo dos preços de componentes de PC, impulsionado pela demanda de data centers de inteligência artificial.

O fundador da Kantan Games e consultor da indústria, Dr. Serkan Toto, acredita que uma data de lançamento realista seja apenas em 2028. Segundo ele, muito provavelmente o Xbox Helix entrará em produção num momento em que a crise das memórias já tenha passado.

Quanto irá custar o Xbox Helix?

Se as informações oficiais sobre o lançamento estão escassas, imagine quanto ao preço. Muito se especula que a Microsoft irá vender o Xbox Helix sem subsídios que gerem prejuízo inicial; ou seja, a marca não dependeria apenas da venda de software como outras plataformas (isso se houver pessoas suficientes comprando o novo Xbox).

O Dr. Serkan Toto acredita que o Xbox Helix pode custar mais de US$ 900 num modelo base. O analista especula que os recentes aumentos de custo no hardware e as condições macroeconômicas sejam fatores que encareçam o console. Embora afirme que a crise referente à IA deva passar, ele ainda crê que os fãs pagarão caro pela nova geração da Microsoft.

As afirmações de Toto se alinham aos comentários da ex-presidente do Xbox, Sarah Bond, que afirmou em entrevista no ano passado que "o console de próxima geração será uma experiência muito premium, de altíssimo nível e com ótima curadoria".

Sea of Thieves foi bem-sucedido no lançamento para o PlayStation 5 (Divulgação/Microsoft)

Se confirmado, podemos esperar o Xbox Helix por cerca de R$ 9 mil, aplicando a regra informal de "vezes 10" que os consoles normalmente seguem aqui no Brasil. O PlayStation 5 Pro foi cotado a US$ 699,99 nos EUA e chegou por aqui por R$ 7 mil. O Nintendo Switch 2 seguiu um caminho parecido: o híbrido da Big N foi precificado no exterior por US$ 450 e aterrissou por aqui por cerca de R$ 4,5 mil.

A Microsoft ainda não confirmou em caráter oficial se permitirá que empresas terceiras fabriquem suas próprias versões do Xbox Helix. Se esse for o caso, podemos esperar uma espécie de microconcorrência que ajude a gerar diferentes valores, incluindo modelos mais em conta para o bolso dos consumidores.

Leia a matéria no Canaltech.

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Após 13 anos intacto, Xbox One é desbloqueado para rodar jogos não oficiais

Pela primeira vez em 13 anos, o Xbox One foi totalmente hackeado. O feito foi revelado pelo hacker Markus ‘Doom’ Gaasedelen durante a conferência RE//verse 2026, transmitida na última sexta-feira (13), na qual ele nomeou o exploit como 'Bliss'.

O Xbox One é um verdadeiro titã quando o assunto é segurança, dando trabalho até mesmo para a comunidade de hackers e modders, que já conseguiram invadir sistemas mais recentes, como o Nintendo Switch e, parcialmente, o PlayStation 5.

Gaasedelen mudou essa história com o Bliss. O exploit é um ataque de glitch de voltagem (Voltage Glitch Hacking ou VGH) aplicado diretamente na linha de alimentação do processador do Xbox One, provocando quedas momentâneas de energia na CPU.

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O VGH basicamente manipula a alimentação elétrica com quedas ou picos breves de voltagem durante momentos críticos, como as verificações de segurança no boot. Isso permite criar falhas em instruções do processador, desviando o fluxo de execução e burlando proteções. Em resumo, é algo muito complexo e que exige precisão.

No caso do exploit Bliss, foram necessários dois glitches consecutivos e precisos desse tipo: um que atinge o boot ROM do silício, o que possibilita burlar a proteção de memória da CPU, e outro que injeta o código do invasor durante a leitura de dados. Um detalhe importante é que Gaasedelen não conseguia ver o fluxo de dados do Xbox One e, por esse motivo, precisou desenvolver ferramentas próprias de introspecção de hardware para hackear o console.

Segundo o hacker, por se tratar de um ataque de hardware contra o boot ROM direto no silício, esse tipo de invasão não pode ser corrigido por uma simples atualização de software, embora a vulnerabilidade esteja limitada aos modelos do Xbox One lançados em 2013.

O exploit, portanto, permitiu a Gaasedelen o carregamento de código não assinado em todos os níveis, incluindo o Hypervisor e o Sistema Operacional (SO). O hacker também conseguiu acesso ao processador de segurança, o que significa que jogos, firmwares, entre outros, podem ser descriptografados. Embora o Bliss seja difícil de se replicar, o feito de Gaasedelen abriu as portas do desbloqueio no console. Agora, é possível traçar um caminho para a criação de um modchip que automatize as falhas elétricas exigidas, por exemplo.

Outros hackers já haviam conseguido invadir o Xbox One, mas apenas de forma parcial. O Bliss é a primeira tentativa totalmente bem-sucedida em 13 anos e não pode ser corrigida via atualização. Na prática, o desbloqueio do console ainda não está disponível para usuários comuns, mas é bastante provável que vejamos novidades no futuro.

Há muitos caminhos para rodar jogos do Xbox One

Diferentemente das fabricantes de consoles tradicionais, como a Nintendo, a Microsoft está trilhando outro caminho quando o assunto é o Xbox. Com seu mais novo Project Helix, a empresa promete oferecer uma experiência mais próxima do Windows em sua próxima geração de hardware.

O vice-presidente da divisão de próxima geração do Xbox, Jason Ronald, revelou na GDC 2026 que a marca irá disponibilizar uma nova forma de jogar títulos icônicos por meio do programa de retrocompatibilidade.

Kits de desenvolvimento do Xbox Helix serão distribuídos a partir de 2027 (Divulgação/Microsoft)

Atualmente, os jogos de Xbox One e Xbox Series podem ser acessados de diversas maneiras, quase sempre por um baixo custo. Além de opções como o Xbox Game Pass planos mais baratos), muitos dos títulos lançados na plataforma também estão disponíveis no PC, muitas vezes até pela própria Microsoft Store.

Ainda não se sabe ao certo o potencial do console como uma máquina de emulação. Contudo, se você está pensando em desbloquear o Xbox One no futuro apenas para jogar os títulos originais da plataforma, saiba que, com um bom PC e aproveitando as promoções de lojas como o Steam, é possível fazer isso hoje por um preço acessível e de maneira totalmente oficial.

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Novo trailer de GTA 6 a caminho? Mudança no GTA Online levanta suspeitas

A comunidade da Rockstar notou indícios que apontam para a chegada do aguardado terceiro trailer de GTA 6. As suspeitas começaram após o blog da desenvolvedora revelar três semanas de conteúdo para o GTA Online em sua Newswire, diferentemente de outras vezes em que reportou apenas uma semana, conforme observado pelo perfil no X, o GTA 6 Countdown.

Os eventos em questão acontecem entre 12 de março e 1º de abril. Ou seja, o time de comunicações da Rockstar estaria "livre" nesse tempo, o que abre espaço para uma grande novidade, como um novo trailer de GTA 6.

Outra atualização que reforça a possibilidade de novidades iminentes de GTA 6 é a página do jogo na PlayStation Store. Um usuário relatou que os IDs de título do jogo foram adicionados aos servidores do PlayStation, indicando que a pré-venda pode ser disponibilizada em breve. Isso significaria que também teríamos a revelação do preço do título da Rockstar, algo muito debatido na indústria.

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Embora a Newswire da Rockstar aponte atualizações até o fim de março, é possível que mais surpresas cheguem em abril. Muitos acreditam que GTA 6 ganhará destaque com o início do ano fiscal de 2027 da Take-Two Interactive, dona da produtora, que começa a partir de 1º de abril.

Outra aposta segura é a de que a empresa mostraria novidades em maio deste ano, a seis meses do lançamento de GTA 6, em 19 de novembro, e um ano após o segundo trailer do jogo.

Suposto vazamento de GTA 6 ressurge após quatro anos

À medida que nos aproximamos do lançamento de GTA 6, novas informações sobre o megalomaníaco título da Rockstar continuam surgindo. Conforme reportamos no ano passado, muitas delas são falsas, impulsionadas por inteligência artificial generativa e por algoritmos das redes sociais.

Embora seja difícil acreditar em vazamentos, vez ou outra surge algum detalhe que pode nos levar ao campo da dúvida. Esse é o caso de Vice City Alligator, um usuário que afirma ter encontrado um pequeno trecho de uma ponte em GTA 6.

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"A indústria queima": desenvolvedor detona Valve por esconder crise no Steam

O fundador da editora independente No More Robots, Mike Rose, criticou a forma como a Valve apresentou dados do Steam durante a GDC 2026 na última terça-feira (10). A apresentação liderada por Tom Giardino, da equipa de negócios da Valve, afirmava que cerca de 6 mil jogos arrecadaram US$ 100 mil na plataforma em 2025, um crescimento de 30% nos últimos cinco anos.

Embora o número de jogos publicados tenha crescido no Steam, Giardino afirmou que "conseguimos tornar o bolo substancialmente maior", indicando que as desenvolvedoras não precisariam temer pela falta de visibilidade diante dos 19 mil jogos publicados na plataforma.

Rose, no entanto, observou que a apresentação da Valve foi nebulosa e pode ter omitido informações importantes. De acordo com o fundador, os 6 mil jogos que arrecadaram mais de US$ 100 mil no ano passado podem incluir títulos lançados em anos anteriores. Além disso, Rose pontua que os números apresentados pela companhia não incluem fatores como impostos ou a comissão que a própria Valve cobra para vender conteúdo no Steam.

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"Mas, deixando tudo isso de lado, uma receita de US$ 100 mil não é nada no contexto de criação de jogos", afirmou Rose. O fundador da No More Robots estimou que, dos US$ 100 mil apresentados pela Valve, o estúdio pode ficar com apenas US$ 50 mil. "Quantos estúdios com várias pessoas você conhece que conseguiriam sobreviver após faturar US$ 50 mil com o lançamento de seu jogo? Não muitos!"

5.863 jogos fizeram mais de US$ 100 mil no Steam em 2025, segundo a Valve (Divulgação/Valve)

Para Rose, a empresa se recusa a admitir que a indústria está com problemas. "Todo mundo sabe que as vendas de lançamento caíram drasticamente para a maioria dos jogos, e ver a dona da maior plataforma de PC dizer algo como 'na verdade, está tudo ótimo!!' e se recusar continuamente a admitir a realidade é muito desconcertante", escreveu.

Em resposta ao Polygon, site que pediu comentários a Mike Rose, o desenvolvedor explicou que o que mais o irritou na apresentação da Valve foi o fato de que "eles também amam continuamente fingir publicamente que tudo está absolutamente fantástico, sem problemas por aqui, enquanto a indústria queima". Ele continuou: "Parece tão dissimulado e também passa a impressão de: 'bem, nós estamos ganhando mais dinheiro, portanto a indústria está bem'."

Steam tenta entrar no mercado de hardware

Apesar das críticas de Rose, a plataforma tem seguido bem no setor de software e a Valve agora tenta ampliar sua fatia na fabricação e distribuição de hardware para jogos. A empresa planeja lançar uma nova linha de dispositivos ainda este ano, embora tenha demonstrado preocupações com a crise dos componentes de memória.

Embora não vejamos as Steam Machines nas mãos dos jogadores mundo afora, os PCs compactos da Valve parecem estar fazendo barulho e forçando mudanças de decisões em outras empresas. Seria o caso da Sony, que teria recuado em sua estratégia de lançar seus exclusivos single-player de PlayStation no PC.

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Xbox Helix: o futuro da Microsoft está nos consoles ou no PC?

Asha Sharma revelou o codinome da próxima geração do Xbox, Project Helix, no início deste mês. Junto ao anúncio, a CEO da divisão de games da Microsoft destacou que, apesar de ser um console, o Xbox Helix permitirá rodar jogos de Xbox e PC. No entanto, insiders e figuras relevantes da indústria, como Geoff Keighley, deduziram que o hardware não passa de um PC com skin de console.

Ao repercutir a notícia, Geoff Keighley publicou em seu perfil no X: "O Xbox anunciou que o Project Helix é o codinome para o dispositivo de hardware de próxima geração baseado em PC". A frase rapidamente gerou críticas tanto de jogadores quanto da mídia especializada em Windows e Xbox.

O post de Keighley também inclui uma nota da comunidade no X, recurso que atua como uma espécie de verificação de fatos na rede social. O aviso reforça o anúncio de Asha Sharma, que descreve a próxima geração do Xbox como um console, e não um PC.

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Próximo Xbox será basicamente um PC

Entre os insiders, o informante SneakersSO também viralizou ao afirmar que o novo Xbox será basicamente um PC com interface de Xbox. De acordo com o boato, a Microsoft abandonará uma SKU nativa de console em favor de uma arquitetura de PC especializada, que rodaria jogos da Microsoft Store. Na prática, isso significa que o sistema apenas emularia uma experiência de console. Para isso, a companhia usaria uma versão aprimorada da Windows Full Screen Experience, algo na linha do que vimos no ROG Xbox Ally.

SneakersSO afirma ainda que "a SKU 'nativa' do Xbox, que possuía um build target (alvo de compilação) atualizado para o qual os desenvolvedores estavam criando jogos, está desaparecendo... não há um build target para o Xbox Helix, é apenas uma build UWP."

Experiência em Tela Cheia do Xbox chega em abril no Windows (Divulgação/Microsoft)

A UWP nada mais era do que uma plataforma universal de desenvolvimento que permitiria que um mesmo aplicativo ou jogo rodasse em qualquer lugar do ecossistema da Microsoft, desde PCs, consoles e tablets, até o extinto Windows Phone. Para que isso acontecesse, os jogos UWP tinham que ser podados e restritos, o que era um grande problema. Acontece que a Microsoft abandonou a tecnologia em 2019. Ou seja, ficamos sem jogos UWP, a não ser que a companhia ressuscite a plataforma apenas para a sua nova geração de consoles.

Toda essa complexa discussão não passa de um cabo de guerra entre aqueles que ainda acreditam no hardware Xbox e aqueles que já decretam sua morte antes mesmo de um anúncio oficial da Microsoft. No fim das contas, o que será de fato o Xbox Helix? Um PC, um console ou uma mistura entre as duas plataformas em um dispositivo totalmente novo e híbrido? É exatamente essa pergunta que o Canaltech tentará responder!

Por que o Xbox pode virar um PC?

Muito se especula sobre a saída total da Microsoft do mercado de fabricação de consoles de videogame, tal como aconteceu com a SEGA no início dos anos 2000. O motivo são as decisões recentes da divisão para se adaptar a uma indústria de games em crise em vários setores. A marca ainda enfrenta desafios herdados do problemático lançamento do Xbox One, há mais de 10 anos.

A principal preocupação da comunidade é a de que o Xbox, como um console de mesa, perca apelo com publishers e desenvolvedoras third-party, o que diminuiria ainda mais sua base instalada. A estratégia multiplataforma da empresa, que acaba tirando os exclusivos da equação, é um dos fatores que podem diminuir o interesse nas plataformas da Microsoft, tanto por parceiros quanto pelos jogadores.

A viabilidade do Xbox Game Pass é outro ponto-chave que vem sendo discutido há anos. Se, por um lado, o serviço por assinatura da Microsoft entrega um catálogo vasto de jogos — incluindo estreias mundiais e títulos first-party no lançamento —, por outro, canibaliza as vendas e o tempo de jogo dos usuários na plataforma.

Xbox Helix promete ser o maior salto geracional do Xbox (Divulgação/Microsoft)

Durante a apresentação do painel Building for the Future with Xbox na GDC - Gaming Festival, o vice-presidente da próxima geração do Xbox, Jason Ronald, revelou na quarta-feira (11) o que podemos esperar do dispositivo. Sem surpresas, o executivo indicou um futuro mais próximo dos PCs do que dos consoles tradicionais, com integração ao Windows e uma possível nova camada de retrocompatibilidade.

A estratégia multidispositivos do Xbox Helix será algo inédito na indústria e distanciará o Xbox das frentes dominadas pela Sony e pela Nintendo. Satya Nadella afirmou, em entrevista, que pretende continuar investindo na marca de games, mas não sabemos ao certo até quando vai esse otimismo.

Quais motivos fariam do próximo Xbox um console?

Embora o Xbox Helix esteja praticamente confirmado como um híbrido entre console e PC — ao menos os desenvolvedores devem enxergá-lo desse jeito —, Asha Sharma pode resgatar um pouco das raízes da marca. A executiva reiterou diversas vezes seu objetivo de levar a divisão do Xbox de volta à sua gênese.

A Microsoft demonstrou que quer trazer uma correção de rota ao colocar Sharma no comando da divisão de games no lugar de Phil Spencer e Sarah Bond. Com isso, é possível que vejamos algumas mudanças que garantam um ciclo de vida diferente ao Xbox Helix, ou que protejam algum tipo de exclusividade que faça valer a pena ter um hardware do lado verde da força.

Xbox Helix promete integrar lojas de PC, como Steam e Epic Games (Divulgação/Day One)

Apesar de Jason Ronald apontar para um futuro integrado, o Xbox precisa, em algum nível, manter os pés firmes no hardware. Não apenas para ser atrativo como produto, mas também para recuperar a sua já desgastada imagem pública.

A forma como esse console híbrido irá funcionar segue sendo um mistério. Alguns apostam em um modelo no qual será possível alternar entre um modo de jogo e um modo Windows, parecido com a Experiência em Tela Cheia do Xbox no ROG Xbox Ally.

Afinal, o que faz de um console um console?

No fim das contas, o que de fato faz um console ser um console? Uma arquitetura personalizada para rodar jogos que atendam às especificações da marca? Se sim, podemos chamar o Xbox Helix de console?

É importante distinguir uma coisa da outra para realmente entendermos quando a Microsoft passará dos limites e entregará um PC com cara de console a um custo elevado. Não basta apenas replicar a interface ou emular uma experiência de console no PC.

AMD e Microsoft firmaram acordo para desenvolver múltiplos dispositivos do Xbox (Divulgação/AMD, Microsoft)

O Steam Machine é outro ponto fora da curva que planta dúvidas na cabeça dos jogadores. No Canaltech, optamos por chamar o hardware de PC compacto. Conforme a Valve indica, o objetivo é levar o computador para a sala de estar ao englobar o SteamOS a um dispositivo que pode ser fabricado por outras marcas.

A dúvida que paira sobre o futuro do Xbox, em especial sobre o hardware, por si só já demonstra que a marca realmente saiu dos trilhos. PC ou console, o que definirá o sucesso (ou fracasso) do Xbox Helix é como a comunidade irá comprar a ideia e se a Microsoft conseguirá aproximar os fãs sem cobrar uma fortuna por uma experiência de hardware híbrida.

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Terceirização em games: como funciona e por que quase todo estúdio usa

A indústria dos videogames passou por mudanças profundas, assim como muitos outros setores, durante a pandemia da covid-19. Na época, as desenvolvedoras viram um boom de engajamento com jogos; afinal, quase todo mundo estava em casa em quarentena. Para atender a essa demanda fora do normal, os estúdios escalaram ainda mais os projetos e as equipes, o que viria a se tornar um problema num futuro próximo.

Com o fim da pandemia, as produtoras se viram encurraladas com times gigantes, queda no faturamento anual e aumento nos custos de desenvolvimento. O setor ainda viu retração nos investimentos externos, e o resultado não poderia ser outro: demissões em larga escala, cancelamento de projetos, fechamento de estúdios e aumento nos preços dos jogos.

Apesar de caótico, esse cenário vem favorecendo empresas que nem sempre aparecem nas capas dos jogos, mas que definitivamente estão nos créditos. Estamos falando dos estúdios terceirizados.

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Dados do relatório State of Video Gaming 2026, de autoria do CEO da Epyllion, Matthew Ball, e publicado no início deste ano, apontam que o investimento em desenvolvimento terceirizado representou um total de 35,5%. As empresas entrevistadas para a pesquisa afirmaram terceirizar entre 60% e 95% do trabalho em áreas como animação, áudio e design de ambientes.

Virtuos demitiu 270 colaboradores após entregar The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered à Bethesda no ano passado (Divulgação/Virtuos)

Em qualquer setor que envolva trabalho humano, a terceirização sempre vai ser um tema polêmico. Muitos acreditam que a prática serve apenas para cortar gastos e pagar bem menos para que outras empresas façam um serviço de qualidade. Isso não é 100% mentira, mas resumir a terceirização à simples economia pode ser um pouco desonesto.

O que é terceirização em games?

A terceirização nada mais é do que contratar equipes e profissionais externos para executar partes do trabalho, ou até mesmo desenvolver um jogo em conjunto com o estúdio principal. Essa prática já é bem antiga, mas vem ganhando força e se expandindo para outras áreas, além da localização, trilha sonora e do departamento de QA (Teste de Qualidade).

As empresas terceirizadas costumam focar em áreas específicas e reúnem profissionais de todo o globo. Há as especializadas em ports, como a Panic Button (que levou Forza Horizon 5 ao PlayStation 5), enquanto outras cuidam da otimização, recursos multiplayer, etc.

A atividade pode envolver tanto partes específicas do projeto quanto o desenvolvimento como um todo. Claro que isso não significa que os estúdios que detêm o projeto não fazem nada. Também não significa queda de qualidade, desde que a detentora da IP (Propriedade Intelectual) mantenha um certo padrão e uma boa comunicação.

Por que os estúdios terceirizam?

Há inúmeros motivos para os estúdios contratarem desenvolvedores e profissionais externos, além do mero corte de gastos. A terceirização é uma porta de acesso a talentos globais que oferecem serviços mais especializados.

É uma opção mais viável para a empresa, tanto por razões financeiras quanto no quesito tempo. Pode demorar até que se encontre o profissional ideal para um determinado cargo, além de ser muito mais barato trabalhar com pessoal temporário em vez de manter um desenvolvedor fixo.

Outro motivo é a escalabilidade dos jogos AAA. Os games estão ficando cada vez maiores e com mais detalhes, o que demanda mão de obra extra e agilidade para as entregas dos marcos de desenvolvimento, ao passo que os processos se tornam cada vez mais caros. Parte disso é um problema de otimização das próprias empresas; basta ver produtoras japonesas como a Nintendo, que raramente se envolve em grandes cortes de pessoal.

Outro ponto importante que pode exigir o trabalho de terceiros é a cobertura global. Um estúdio da Europa pode ter problemas para chegar ao público brasileiro, por exemplo. Uma empresa terceirizada local, no entanto, pode oferecer um serviço mais personalizado para a região, seja na área de marketing ou até mesmo de localização.

Estúdios indie podem precisar de terceiros para aumentar alcance e escopo do projeto (Divulgação/Team Cherry)

Com a terceirização, as empresas se expõem a menos riscos, desde que ambas as partes dancem conforme a música. Muitas desenvolvedoras optam por manter a parte criativa de um determinado projeto nas mãos da equipe interna, enquanto terceirizam a parte mais técnica e braçal da produção, mantendo, assim, um certo controle criativo.

As desenvolvedoras e os profissionais terceirizados têm um papel ainda mais forte no atendimento a estúdios independentes. Esse tipo de parceria permite que o dev indie possa concretizar ideias com escopos maiores, mesmo com uma equipe pequena. Esse é o caso de Hollow Knight: Silksong, usado como exemplo no relatório da Epyllion. De todos os envolvidos no projeto, 95% não fazem parte do núcleo da Team Cherry, formado por apenas três pessoas. Obviamente, isso não significa que os criadores de Silksong ficaram com a menor parte do trabalho; muito pelo contrário.

O que é preciso para dar certo?

Para a terceirização de um jogo ser bem-sucedida, é necessária uma comunicação nada menos que perfeita entre contratado e contratante. O estúdio dono da IP precisa deixar claro o que fica a cargo da equipe interna e o que fica para a parceira terceirizada desde o início do projeto.

Os marcos de desenvolvimento precisam estar bem alinhados e representar algum tipo de valor. Muitas parceiras terceirizadas cobram por marcos alcançados, dependendo do tipo de contrato e serviço. Nessa parte, os critérios de satisfação da desenvolvedora que contratou a terceirizada precisam ser muito claros. Qual é o nível de desempenho e qualidade aceitável?

Bluepoint Games atuou como um estúdio terceirizado por muitos anos, antes de ser fechado pela Sony neste ano (Divulgação/Sony)

Também é preciso integrar bem os times externos na forma como o estúdio trabalha, incluindo as ferramentas que usam, a cultura e o processo de onboarding. Isso permitirá que o pessoal terceirizado não só alcance os marcos de desenvolvimento, como também entregue um trabalho de qualidade.

Há também a necessidade de o estúdio proprietário definir alguém responsável por supervisionar e acompanhar o time terceirizado (avaliando desde as entregas até as demandas da equipe), garantindo, assim, ainda mais uniformidade.

Outro detalhe extremamente importante é como será a gestão de recursos e da propriedade intelectual da empresa contratante. Quais tecnologias e assets devem ser devolvidos para a desenvolvedora interna? Qual é a multa estipulada para vazamentos e quebras de NDAs (Acordos de Confidencialidade)?

A terceirização está longe de ser um mar de rosas

Apesar de permitir que jogos com grandes escopos ganhem vida, não podemos ignorar os sérios problemas relacionados à prática da terceirização. O primeiro deles é o famigerado corte de custos.

Embora as necessidades de um determinado estúdio estejam além do corte de custos, a terceirização pode gerar uma precarização nos salários dos trabalhadores internos contratados, que podem passar a receber menos para trabalhar em um número ainda maior de projetos.

Há relatos de que grandes produtoras se utilizam de mão de obra barata em mercados de países em desenvolvimento. Em uma reportagem do canal People Make Games, jovens desenvolvedores de estúdios da Malásia e da Indonésia relatam jornadas semanais de trabalho de 70 horas, com produtoras que economizam no pagamento de horas extras e folgas compensatórias.

Além dos problemas envolvendo os profissionais, a terceirização traz vários outros riscos ao desenvolvimento de jogos. Há, por exemplo, a perda de controle criativo, o que pode ser um problema grave — em especial para grandes franquias, cujos fãs costumam ser bem exigentes. Outro problema frequente é a falta de comunicação e a gestão do cronograma, que pode fugir totalmente do controle da empresa contratante e resultar em atrasos.

Terceirização deve se expandir

A terceirização do desenvolvimento de jogos está entre nós há anos e deve crescer com o passar dos anos, devido ao crescimento do escopo técnico e criativos dos jogos que vem chegando. Enquanto estruturas de localização, um ótimo exemplo é o da The Pokémon Company, e outros setores como QA e trilha sonora, já faz parte da terceirização há um tempo, novos setores como animação e arte também estão entrando neste balaio.

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Microsoft quer trazer jogos do Xbox 360 para o PC de "um jeito diferente"

A Microsoft pode trazer jogos do Xbox Original e do Xbox 360 ao PC ainda este ano. O vice-presidente da próxima geração do Xbox, Jason Ronald, reafirmou que a marca pretende lançar "novas maneiras de jogar alguns dos jogos mais icônicos do nosso passado" ao se referir ao programa de retrocompatibilidade da marca. A afirmação ocorreu durante uma apresentação sobre o Xbox Helix e o futuro do hardware da empresa nesta quarta-feira (11), na GDC – Gaming Festival.

Logo depois, o conhecido insider Nate the Hate revelou que a Microsoft vem planejando "tornar sua biblioteca digital do Xbox Original e do Xbox 360 jogável no PC" há pelo menos um ano. Anteriormente, o informante havia comentado que a gigante de Redmond estaria trabalhando em um emulador oficial de Xbox 360 para PC.

A chegada de jogos clássicos do Xbox ao PC não é assunto novo. No ano passado, Ronald já havia dito que a Microsoft planejava novas formas de aproveitar títulos clássicos para celebrar o legado do Xbox no 25º aniversário do console, que ocorre este ano.

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Apesar de Nate the Hate indicar uma retrocompatibilidade de jogos clássicos por meio de emulação, não foi revelado exatamente como a Microsoft levará os títulos ao PC. O Canaltech aposta que a "nova maneira" de jogar clássicos do Xbox no PC seja por meio de recompilação. Na prática, isso significa que os títulos poderiam rodar de forma nativa no Windows, sem qualquer software intermediário de emulação.

According to Nate The Hate, Microsoft wants your Xbox and Xbox 360 library playable on PC

“This has been their goal for over a year. I think I made a comment about it before; but MS back-compat team has wanted to bring & make your OG Xbox and Xbox 360 digital library playable on… pic.twitter.com/XKvLKDriuT

— Idle Sloth (@IdleSloth84_) March 12, 2026

Se a Microsoft seguir por este caminho, o Xbox Helix deve aposentar a ideia de hardware tradicional da marca em favor de algo mais próximo do PC. Apesar de não ser exatamente um segredo, o Xbox vem dando indícios sobre a integração com o Windows há pelo menos 2016.

Xbox Helix será um PC ou console?

Ao anunciar o codinome da próxima geração do Xbox, Asha Sharma confirmou oficialmente que o próximo hardware de videogames da Microsoft rodará tanto jogos de Xbox quanto de PC. Com isso, surgiu uma crescente discussão sobre o que, de fato, será o Xbox Helix.

Embora seja tratado como console e conte com uma arquitetura personalizada da AMD, diversos usuários apostam que o Xbox Helix será nada menos que um PC com interface de Xbox.

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Sony abandonou jogos no PC e nova teoria aponta o real motivo

O ex-chefe de tecnologia da Bluepoint Games, Peter Dalton, afirmou na última segunda-feira (9) que a Sony pode ter voltado atrás no lançamento de jogos de PlayStation para PC por conta do Steam Machine. Muito se especulava se a mudança de estratégia da empresa estava relacionada ao Xbox Helix, que rodará jogos de Xbox e PC, mas a realidade pode ser outra.

Dalton argumenta que essa ascensão pode ter sido o principal motivo para a Sony segurar o lançamento de jogos single-player como Marvel's Wolverine, Ghost of Yotei ou Saros no PC. Para contextualizar, uma reportagem da Bloomberg revelou que a Sony estaria desistindo de lançar seus jogos no Steam após seis anos.

Entre os prováveis motivos, estavam as baixas vendas dos ports para PC, lançados com uma lacuna de meses, ou até anos, após a estreia original. A companhia também estaria preocupada com a imagem do ecossistema PlayStation e se isso impactaria as vendas de hardware.

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"Uma possibilidade mais interessante é a ascensão de um ecossistema de consoles baseado no Steam. Os consoles existem, em grande parte, porque oferecem uma alternativa mais barata e simples aos PCs gamers. Para a maioria das famílias, um console dedicado é mais fácil de justificar do que montar ou manter um PC de ponta", explicou Dalton. Segundo o ex-chefe da extinta Bluepoint Games, se a Sony continuasse lançando seus jogos single-player no Steam, a Valve ofereceria o melhor dos dois mundos.

Horizon Zero Dawn foi o primeiro jogo moderno da Sony a chegar no PC (Divulgação/Sony)

"Seria bastante irônico se, após décadas de competição tradicional de consoles, a Valve acabasse vencendo a guerra dos consoles", ex-chefe de tecnologia da Bluepoint Games, Peter Dalton.

Neste momento, franquias como God of War, Marvel's Spider-Man e Ghost of Yotei já estão nas bibliotecas de usuários do Steam, o que já garante uma ampla vantagem ao Steam Machine. Vale notar que títulos como Helldivers II e o novo Marathon devem seguir no PC, bem como qualquer live-service planejado pelos estúdios do PlayStation.

O desenvolvedor ainda comenta: "Nesse cenário, se a Sony lançasse todos os seus jogos simultaneamente no PC, o console da Steam poderia, efetivamente, oferecer o melhor dos dois mundos: a simplicidade de um console com toda a amplitude do PC gaming".

Steam Machine chega em 2027?

Muitos apostam que o Steam Machine deve balançar a indústria dos games, em especial o setor de hardware. A questão é: quando o PC compacto chegará ao mercado e a que custo? A Valve tem enfrentado problemas relacionados à crise de componentes de PC, que catapultou os preços de peças como memória RAM, graças à alta demanda do setor de IA.

Recentemente, a empresa sugeriu que o Steam Machine poderia não chegar este ano. Logo depois, a Valve voltou atrás e reafirmou planos para o lançamento de sua linha de hardware em 2026. A promessa inicial era de que o Steam Machine fosse lançado ao público no primeiro trimestre do ano, janela que foi estendida para a primeira metade de 2026.

Bluepoint Games fecha as portas

Os comentários de Peter Dalton surgem algumas semanas após o anúncio do fechamento da Bluepoint Games. Conhecida por seus trabalhos nos remakes de Shadow of the Colossus e Demon's Souls, a desenvolvedora contava com cerca de 70 funcionários.

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Sony enfrenta processo bilionário por suposto monopólio na PlayStation Store

A Sony está enfrentando um processo coletivo de cerca de US$ 2,67 bilhões no Tribunal de Apelação de Concorrência de Londres, no Reino Unido. A empresa é acusada de monopólio de jogos digitais por meio da PlayStation Store, conforme relatou a BBC nesta terça-feira (10). A ação foi aberta em 2022 pela defensora dos direitos do consumidor Alex Neill e representa 12,2 milhões de proprietários do PlayStation.

A acusação alega que a Sony impede que usuários do PlayStation comprem produtos digitais fora de seu próprio "ecossistema fechado". O representante da ação, Robert Palmer KC, afirmou: "O resultado é que a Sony pode, e de fato define, os preços de varejo de todo esse conteúdo sozinha, sem enfrentar qualquer concorrência para o conteúdo digital".

Caso o processo avance, usuários do Reino Unido que compraram jogos na PlayStation Store aproximadamente na última década podem receber cerca de US$ 216 cada.

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Em sua defesa, a Sony argumentou que abrir o console para lojas de terceiros geraria riscos de segurança e privacidade, embora não tenha especificado quais seriam esses riscos. A fabricante do PlayStation também explicou que os lucros digitais ajudam a subsidiar o preço do hardware.

Consoles sempre possuíram lojas digitais próprias e centralizadas (Divulgação//Nintendo, Sony, Microsoft)

Vale lembrar que, embora não sejam informações exatamente públicas, PlayStation, Nintendo Switch e Xbox cobram uma taxa de 30% de todo conteúdo vendido em suas respectivas plataformas. O julgamento da Sony deve durar 10 semanas. Dependendo da decisão do Tribunal de Apelação de Concorrência de Londres, é possível que vejamos grandes mudanças na forma como as lojas de consoles funcionam, ao menos no Reino Unido.

Ações coletivas fecham cerco contra monopólios digitais

Plataformas digitais como PlayStation Store, App Store e Steam vêm sofrendo um cerco, em especial na Europa. A Valve também enfrenta uma ação coletiva no Reino Unido, que acusa a empresa de práticas anticompetitivas no Steam.

Embora o resultado da ação coletiva da Sony no Reino Unido possa acender um alerta para Xbox e Nintendo, a Microsoft pode se livrar de processos bilionários em breve. Ironicamente, a controversa decisão da empresa de transformar o Xbox em um híbrido com PC pode mudar a forma como jogos digitais serão distribuídos na próxima geração da marca.

O Xbox Helix permitirá que os usuários rodem jogos de Xbox e PC. A expectativa é que a plataforma de nova geração da Microsoft abrigue lojas digitais de PC, como Epic Games Store e Steam.

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Remake saiu, estúdio caiu: Ballistic Moon, de Until Dawn, fecha as portas de vez

O estúdio responsável pelo remake de Until Dawn, a Ballistic Moon, foi fechado. A empresa, sediada em Woking, no Reino Unido, teve o pedido de remoção do Companies House protocolado em novembro de 2025. O órgão é responsável por constituir e dissolver companhias do país. Uma última notificação, publicada em 3 de fevereiro de 2026, confirmou o encerramento das atividades.

Rumores de que a Ballistic Moon estava efetivamente fechada circularam após uma demissão em massa em setembro de 2024, que afetou cerca de 40 pessoas. Os cortes foram feitos um mês antes do lançamento do remake de Until Dawn.

De acordo com o portal Insider Gaming, em um relatório publicado em março do ano passado, a desenvolvedora teria "dispensado discretamente" outros 20 funcionários. Conforme a reportagem, a Ballistic Moon manteve apenas os fundadores do estúdio e, possivelmente, um pequeno grupo de desenvolvedores.

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Uma fonte afirmou ao site que, na época das demissões, não havia ninguém recebendo o feedback dos jogadores sobre problemas no remake de Until Dawn. “As pessoas estão compartilhando os bugs que encontraram no remake de Until Dawn para alertar a equipe, mas não há mais ninguém trabalhando no suporte de patches para o jogo”, afirmou a fonte. “O estúdio efetivamente fechou.”

Com a confirmação do fechamento da desenvolvedora no início deste ano, a empresa fecha as portas em seu sexto ano no mercado. Além de trabalhar no remake de Until Dawn para PC e PlayStation 5, a Ballistic Moon também tem créditos em Dead Island 2, no qual atuou como parceira externa na engenharia de serviços de software.

Bluepoint Games também fecha as portas

Em fevereiro, noticiamos o fechamento de outro estúdio envolvido com a Sony. A Bluepoint Games, por trás de remakes como Shadow of the Colossus e Demon's Souls, foi fechada após cinco anos sob o guarda-chuva do PlayStation.

O relatório State of Video Gaming 2026, publicado pela Epyllion, revelou que os gastos com terceirização estão crescendo anualmente na indústria. Por outro lado, diversas empresas que prestam serviços para terceiros sofreram demissões ou fechamentos. Este é o caso da Virtuos, que promoveu cortes de centenas de pessoas logo após entregar The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered e Metal Gear Solid Delta no ano passado.

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Jogo exclusivo do Nintendo Switch 2 chega ao Xbox e ao PC

A Square Enix lançou o RPG Bravely Default: Flying Fairy HD Remaster de surpresa para o Xbox e o PC nesta quinta-feira (12). O jogo foi um dos primeiros exclusivos do Nintendo Switch 2, quando o híbrido chegou ao mercado em junho do ano passado.

Agora, o RPG está disponível no Xbox Series, Xbox no PC e Steam. Bravely Default: Flying Fairy HD Remaster também tem suporte ao recurso Xbox Play Anywhere e está otimizado para rodar no ROG Xbox Ally.

A versão original de Bravely Default foi lançada em 2012 para o Nintendo 3DS e se tornou um dos jogos que definiram o portátil da Big N na época. Desde então, a franquia vendeu, ao todo, 4 milhões de unidades.

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Na remasterização, Bravely Default conta com melhorias visuais, além de atualizações de qualidade de vida que modernizam o RPG. Para quem está curioso para testar o título, a Square Enix organizou uma promoção especial. O jogo está saindo por R$ 159,60 no ecossistema Xbox e por R$ 151,92 no Steam.

Bravely Deafult II também chegou ao Steam (Divulgação/Square Enix)

Vale lembrar que a promoção é válida até 26 de março, quando o RPG volta aos preços originais de R$ 199,50 e R$ 189,90, respectivamente. Outro detalhe importante é que o título não conta com localização para o português do Brasil.

Square Enix segue estratégia multiplataforma

Embora este não seja o primeiro jogo de Bravely Default a chegar a outra plataforma, o lançamento da remasterização acontece num período em que a Square Enix parece estar deixando a exclusividade de lado.

A companhia japonesa lançou Final Fantasy VII Remake Intergrade no Xbox Series e no Nintendo Switch 2 após cinco anos da estreia do JRPG no PlayStation 5. A sequência, Final Fantasy VII Rebirth, chega aos consoles da Nintendo e da Microsoft em junho. A produtora já revelou que o terceiro capítulo da série chegará a outros sistemas além do PS5.

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Xbox confirma que outro projeto da era Phil Spencer está morto

O diretor global do ID@Xbox, Guy Richards, revelou que a Microsoft seguiu um caminho diferente do Project Moorcroft, programa do Xbox Game Pass que pagaria estúdios para criar demonstrações de jogos futuros para o serviço. A informação parte de uma entrevista publicada nesta quinta-feira (12) entre o executivo e o jornalista do The Game Business, Christopher Dring, durante a GDC.

O Project Moorcroft foi um programa anunciado pela Microsoft em 2022 que entraria em vigor no ano seguinte. A ideia era que o projeto fosse uma alternativa a eventos como a E3 e a PAX, nos quais os desenvolvedores criariam demos de seus jogos para o Xbox Game Pass e obteriam feedback sem o custo de expor em feiras físicas.

"Era um programa no qual estávamos experimentando algumas ideias de como poderíamos apoiar demos no Xbox", afirmou Richards. O diretor também explicou que a abordagem da empresa quanto aos jogos independentes mudou. "Temos feito nossos próprios festivais de demos do ID@Xbox na loja, o que é uma ótima oportunidade para disponibilizar os jogos antecipadamente para os jogadores experimentarem. Especialmente se você tem uma página de produto no ar e pode começar a acumular adições à lista de desejos no Xbox."

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Richards não explicou exatamente se o Project Moorcroft foi engavetado, mas declarou que "demos são uma área na qual temos focado, mas em uma direção um pouco diferente do que era o Moorcroft".

Este não é o único projeto levantado na gestão de Phil Spencer que acabou não vendo a luz do dia. Embora não tenha sido exatamente culpa da liderança, outro notável projeto que acabou caindo no esquecimento foi a loja mobile do Xbox. A Microsoft chegou a afirmar que a plataforma estava pronta, mas que foi barrada por decisões judiciais envolvendo o Google e a Apple.

Nova CEO do Xbox volta atrás em campanha de marketing

Além de projetos engavetados, estúdios fechados e jogos cancelados, o Xbox recentemente deu um passo para trás em sua polêmica campanha de marketing "Isso é um Xbox".

A ação afirmava que qualquer dispositivo poderia ser um Xbox, o que descentralizou o foco da marca no console de mesa. Com poucas semanas no cargo, a CEO da divisão de games, Asha Sharma, parece ter voltado atrás na campanha.

Isso porque o conteúdo relacionado à campanha "Isso é um Xbox" foi retirado do Xbox Wire dos Estados Unidos, blog oficial da marca. A eliminação do material acontece pouco depois da gestão de Sharma abrir vagas para cargos de liderança no setor de marketing do Xbox.

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Como ficarão os jogos indie no Xbox Helix? Diretor do ID@Xbox explica

O diretor global do ID@Xbox, Guy Richards, afirmou estar otimista com o papel do programa de jogos indie para o Xbox e o Project Helix. O objetivo da iniciativa será consolidar a mentalidade de “construa uma vez, lance em qualquer lugar”, conforme revelou o executivo em entrevista ao portal Polygon, concedida na última quarta-feira (11), durante a GDC.

O ID@Xbox marcou presença na feira voltada para desenvolvedores e empresas, levando 13 demonstrações de jogos sob o selo do programa. De acordo com Richards, a iniciativa deve seguir os planos globais da Microsoft para o Xbox Helix: um futuro integrado no qual, para desenvolver um jogo para o Xbox, basta criá-lo para PC.

Há 13 anos, o programa ajuda ativamente os desenvolvedores independentes, não apenas destacando seus jogos, mas também fornecendo suporte com kits de desenvolvimento. O executivo deixou claro que o setor de jogos indies está bem diferente e necessita de outras formas de apoio em comparação a 2013, ano em que o selo foi anunciado.

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“Os problemas que estávamos resolvendo para os desenvolvedores independentes na época são muito diferentes dos que vamos resolver hoje e no futuro. [...] Treze anos atrás, o maior desafio era o acesso e a capacidade de publicar. Hoje, a maior restrição para os desenvolvedores é, provavelmente, o tempo. Há muito trabalho que estamos fazendo para simplificar os processos”, declarou Guy Richards.

ID@Xbox nasceu em 2013 (Divulgação/Microsoft)

Os jogos independentes têm ganhado cada vez mais destaque nos últimos anos. Em 2025, por exemplo, Hollow Knight: Silksong e Clair Obscur: Expedition 33 foram lançados sob o selo ID@Xbox. Nem é preciso dizer que ambas as produções foram sucessos estrondosos, sendo inclusive indicadas a Jogo do Ano no The Game Awards 2025.

Richards disse estar otimista com o futuro do programa, embora não tenha esclarecido exatamente quais são os planos da nova CEO da divisão de games da Microsoft, Asha Sharma, nem qual é a visão dela sobre os títulos independentes.

Asha Sharma vê futuro nos jogos independentes?

Richards rasgou elogios ao ex-chefão do Xbox, Phil Spencer. “Phil tem sido um líder brilhante. Tem sido uma oportunidade fantástica aprender e trabalhar com ele nos últimos dois anos”, contou. Embora Sharma tenha assumido o cargo há poucas semanas, o diretor global do ID@Xbox afirmou que a "entrada de Asha tem sido muito revigorante".

A nova representante máxima do Xbox também compareceu à GDC e fez uma aparição especial na apresentação do ID@Xbox. Sharma foi vista em conversas com criadores durante o evento, e Richards afirmou que ela “está mostrando muita curiosidade e, realmente, respeita os desenvolvedores e o ofício de fazer jogos”.

Há muita preocupação sobre a liderança de Sharma em um Xbox que vem sofrendo com decisões questionáveis, tanto por parte da comunidade quanto da própria Microsoft. O principal motivo para isso é, justamente, a experiência praticamente nula da executiva com videogames e seu passado não muito distante liderando uma divisão de IA (Inteligência Artificial) da empresa.

Asha Sharma irá liderar a divisão junto de Matt Booty (Divulgação/Microsoft)

O chefe do ID@Xbox não confirmou se houve conversas com Asha Sharma sobre o futuro do programa. “A visão que ela estabeleceu para o Xbox foca em grandes jogos”, apontou Richards. “Quando olho para a última década, mais ou menos, noto que algumas das maiores inovações vieram de estúdios independentes. Pequenas equipes assumindo riscos altíssimos. Roguelikes, survivor-likes e simuladores de vida aconchegantes. Alguns desses até viram tendências no mercado de jogos convencionais."

Ele prosseguiu: "Aí é, de fato, onde o ID@Xbox se concentra: ajudar a trazer novas ideias de desenvolvedores que querem assumir riscos para a plataforma. Então, quando observo a visão de trazer grandes jogos para o Xbox e capacitar as equipes a assumirem riscos substanciais, percebo que esse é o coração e a alma do que a marca faz.”

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Microsoft apaga campanha de marketing desastrosa que irritou fãs e funcionários

A Microsoft voltou atrás e apagou publicações relacionadas à polêmica campanha de marketing “Isso é um Xbox” do Xbox Wire dos Estados Unidos. Ao buscar pela campanha original no blog oficial da marca, usuários relataram se deparar com uma página de erro. O Xbox Wire em português do Brasil ainda não derrubou a campanha.

Em uma das eras mais controversas do Xbox, a Microsoft decidiu apostar tudo em sua estratégia multiplataforma, englobando o máximo de plataformas e dispositivos possíveis e descentralizando o papel do console Xbox. Daí surgiu a campanha “Isso é um Xbox”, que pretendia mostrar que era possível acessar o ecossistema de jogos da marca em qualquer lugar.

Nem preciso dizer que a campanha fez muitos torcerem o nariz, inclusive pessoas internas do próprio Xbox. Um relatório do The Verge indicou que a ideia do “Isso é um Xbox” partiu da ex-presidente do Xbox, Sarah Bond, e "ofendeu internamente muitos funcionários". Além de confusa, a propaganda veiculada no fim de 2024, que colocava os consoles Xbox no mesmo patamar que TVs, celulares, notebooks e até carros, danificou seriamente a imagem pública da marca, além de gerar quedas de receita consecutivas no hardware Xbox.

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Desde então, diversas publicações relacionadas à campanha de marketing estavam hospedadas no Xbox Wire. Não se sabe ao certo quando a campanha foi retirada do blog oficial da marca.

Fim do "Isso é um Xbox" marca nova era do marketing do Xbox (Divulgação/Microsoft)

A remoção acontece após Asha Sharma assumir a liderança da divisão de games da Microsoft e afirmar, em diversas ocasiões, que irá rever a estratégia da marca e retornar às raízes do Xbox. Recentemente, a executiva abriu vagas de liderança no setor de marketing do Xbox, o que pode significar uma reformulação completa da posição e imagem da marca. Quem acompanhou nosso dossiê completo sobre Asha Sharma deve saber que a nova CEO já trabalhou anteriormente na Microsoft, no setor de marketing.

Xbox retornará às suas raízes

A remoção do “Isso é um Xbox” mostra algumas mudanças na forma como a marca se comunica. O setor de marketing da divisão Xbox vem sendo bastante criticado pelos jogadores nos últimos anos.

Apesar de reforçar várias vezes que pretende promover um retorno às raízes do Xbox, Asha Sharma não explicou exatamente como fará isso. Nesta quarta-feira (11), a companhia apresentou seus planos para a sua nova geração de consoles, o Xbox Helix, durante um painel na GDC. Como muito especulado, o próximo hardware de videogames da Microsoft juntará tanto o Xbox quanto o PC, possibilitando rodar jogos de ambas as plataformas.

O analista da Kantan Games, Serkan Toto, acredita que veremos uma verdadeira peça de hardware premium, com preços passando dos US$ 900. Na prática, se a especulação de Toto se concretizar, o Xbox Helix pode chegar ao Brasil por cerca de R$ 9 mil, sem contar variações de câmbio e cenário global instável.

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Esqueça o Bowser! Quem diabos é Wart, o sapo vilão do novo filme do Mario?

Em comemoração ao Dia do Mario, a Nintendo fez um Direct nesta semana com novas informações de Super Mario Galaxy: O Filme. Entre as novidades está a revelação do elenco que dará vida aos personagens, incluindo Donald Glover como Yoshi e Luis Guzmán, que emprestará sua voz a um inimigo ainda mais antigo.

O vilão de Super Mario Bros. 2, Wart, foi confirmado no longa do bigodudo. O rei-sapo tirano foi introduzido no clássico jogo de Nintendinho, que até hoje divide opiniões sobre sua qualidade e originalidade. Embora o game gere dúvidas, ele apresentou personagens icônicos da franquia, como Shy Guy e Birdo.

Embora seja um velho conhecido dos fãs de longa data de Super Mario Bros., Wart pode ter passado despercebido aos novos jogadores, em especial aqueles que começaram na franquia pelo filme de 2024.

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Para entender a origem do antagonista, primeiro temos que explicar o jogo que introduziu o personagem: Super Mario Bros. 2. No Ocidente, o título surgiu como uma espécie de gambiarra da Nintendo, algo curioso justamente por a empresa ser conhecida por sua originalidade e tato em relação às suas propriedades.

Focinho de Doki Doki Panic, cara de Super Mario Bros.

Super Mario Bros. 2 foi inicialmente projetado para ser uma sequência do jogo original, na qual os jogadores explorariam o mundo na vertical enquanto empilhavam blocos. A ideia foi rapidamente engavetada por Kensuke Tanabe e Shigeru Miyamoto, tanto por se afastar do sucesso de 1985 quanto por limitações do Nintendinho.

Esse protótipo logo ganhou vida com o nome de Doki Doki Panic. Em um acordo com a Fuji TV, a Nintendo concordou em produzir um jogo para uma exposição de tecnologia de mídia chamada Yume Kōjō. Doki Doki Panic chegou ao Disk System do Nintendinho em 1987, no Japão, e rapidamente se tornou um sucesso.

Doki Doki Panic
Doki Doki Panic nasceu de um acordo entre a Nintendo e a FujiTV (Divulgação/Nintendo)
Super Mario Bros. 2
Super Mario Bros. 2 chegou no Japão como Super Mario USA (Divulgação/Nintendo)

Do outro lado, a Nintendo também preparava o Super Mario Bros. 2 original, que nada mais era do que uma sequência radicalmente difícil e que passou por resistências da Nintendo of America. Foi aqui que a Big N decidiu pegar Doki Doki Panic e lançá-lo nos Estados Unidos como a verdadeira sequência de Super Mario Bros., substituindo os protagonistas por Mario, Luigi, Toad e Peach, além de introduzir elementos, mecânicas e novos inimigos, como o rei-sapo Wart.

A coisa deu tão certo que o Super Mario Bros. 2 do Japão foi para o Ocidente como Super Mario Bros.: The Lost Levels, enquanto a versão norte-americana chegou às terras do sol nascente sob o nome de Super Mario USA.

Quem é Wart na mitologia da Nintendo?

Wart não surgiu em Super Mario Bros. 2 apenas quando o jogo chegou ao Ocidente; ele estava lá desde o início. Originalmente chamado de Mamu, o vilão já tinha seu papel em Doki Doki Panic e sofreu poucas mudanças ao ser transferido para o mundo do Mario.

Essa transição manteve a aparência do rei-sapo com uma grande coroa, colar e sua cor verde. O sprite do chefe final de Super Mario Bros. 2 é consideravelmente maior que o dos protagonistas.

Wart aparece nas duas versões de The Legend of Zelda: Link's Awakening (Divulgação/Nintendo)

Já sua história é um pouco mais tenebrosa do que a que vimos em outros vilões da franquia Super Mario. Em Super Mario Bros. 2, Wart domina o mundo de sonhos conhecido como Subcon com uma Máquina dos Sonhos sequestrada e seu exército conhecido como os 8-bits. Os nativos desse reino, então, entram em contato com Mario e companhia para salvar o mundo dos sonhos.

Para derrotar Wart, o bigodudo precisa fazer o vilão comer vegetais enquanto se esquiva de esferas expelidas pelo sapo-rei. É provável que o antagonista esteja presente em Super Mario Galaxy: O Filme pelo escopo maior da subsérie, que não envolve apenas o Reino dos Cogumelos, mas também outros mundos (e por que não a Terra dos Sonhos, Subcon?).

Por que a Nintendo resgatou Wart agora?

Após sua estreia em Doki Doki Panic e Super Mario Bros. 2, Wart não fez muitas aparições em jogos da franquia Mario, ao menos não como vilão. O sapo deu as caras em remakes de Super Mario Bros. 2 e outros produtos da franquia, como mangás, série de TV e filme live-action.

Vez ou outra, Wart aparece em outras franquias da Big N, como Super Smash Bros., mas mais notoriamente em The Legend of Zelda: Link's Awakening e no remake do jogo para o Nintendo Switch. Diferentemente de Super Mario Bros. 2, Wart é um NPC comum, que até mesmo ajuda Link em sua jornada.

Super Mario Bros. 2 se destacou por apresentar múltiplos personagens jogáveis (Divulgação/Nintendo)

É possível que a Nintendo tenha resgatado Wart do limbo justamente para explorar o conceito de vários mundos. Convenhamos, Super Mario Bros. tem muitos outros vilões que podem ser explorados em animação. Também é uma forma de passar pelos jogos da franquia e recontar toda a história do Mario nos games.

Outra possibilidade é que a Big N esteja pensando em apresentar seus clássicos a um novo público, o que incluiria Super Mario Bros. 2. A empresa pode estar considerando reintroduzir Wart em um futuro jogo. Muito se especula sobre o Mario 3D do Nintendo Switch 2; quem sabe o sapão não surge por lá também?

Super Mario Galaxy: O Filme estreia nas telonas brasileiras em 1º de abril de 2026.

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Xbox Helix: Microsoft revela detalhes da sua próxima geração de consoles

O vice-presidente da próxima geração do Xbox, Jason Ronald, anunciou nesta quarta-feira (11) os primeiros detalhes do Xbox Helix. A apresentação aconteceu em um estande da marca na GDC (Game Developers Festival), evento voltado para empresas e desenvolvedores, sediado em San Francisco, nos Estados Unidos.

O executivo revelou que as versões alfa do Xbox Helix serão enviadas para desenvolvedores a partir de 2027, o que coloca em xeque um possível lançamento completo do console no ano que vem. "A Microsoft está se voltando para o 'futuro dos jogos' e para o comportamento dos jogadores", acrescentou. "Os dias em que as pessoas se definiam como (jogador de console/PC/celular) já não existem mais."

Ronald afirmou que "o Project Helix foi projetado para rodar seus jogos de Xbox e PC, oferecendo alto desempenho e proporcionando a melhor experiência possível para o jogador. O Project Helix é alimentado por um SoC personalizado baseado em AMD e foi desenvolvido em conjunto com a próxima geração do DirectX."

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A Microsoft deu a entender que seguirá com seu plano multiplataforma em vários dispositivos, seguindo as estratégias iniciadas por Phil Spencer e Sarah Bond. A empresa lançará o modo Xbox no Windows a partir de abril deste ano em mercados selecionados. O modo em questão permitirá que os jogadores alternem entre "produtividade e jogo" por meio da Experiência em Tela Cheia do Xbox e otimização de interface para controles, que já estava disponível no ROG Xbox Ally.

Microsoft apostará no futuro do Xbox em multiplataformas (Divulgação/Microsoft)

“Com a crescente variedade de dispositivos disponíveis, estamos eliminando as barreiras entre jogos de console e PC para uma experiência multiplataforma mais fluida e tornando a experiência Xbox consistente em todas as telas”, explicou Jason Ronald.

Segundo o executivo, o Xbox Helix expandirá os limites da renderização e simulação por meio do FSR Next, fruto da parceria com a AMD. O executivo ainda prometeu que a marca lançará novas maneiras de jogar alguns jogos icônicos do passado do Xbox, em comemoração ao 25º aniversário da divisão. Este seria um avanço na estratégia de retrocompatibilidade do Xbox. A aposta do Canaltech é que se trata de recompilação de clássicos do Xbox para PC, permitindo que jogos icônicos da marca rodem nativamente no Windows.

Xbox Helix será um PC?

A apresentação de Jason Ronald deu a entender que a Microsoft abraçará um sistema híbrido entre PC e console, com foco maior no Windows. Engana-se quem pensa que o Project Helix e a estratégia da empresa em integrar Xbox e PC começaram hoje.

Xbox Helix terá suporte á lojas como Steam e Epic Games Store (Divulgação/Day One)

A nova geração do Xbox está sendo planejada há pelo menos uma década, quando a primeira menção pública ao Xbox Helix foi feita. Se voltarmos ainda mais no tempo, podemos pescar outras informações. Em 2003, por exemplo, o jornalista Dean Takahashi vazou a informação de que a empresa desejava instalar o Windows no Xbox 360. Ou seja, essa sempre foi uma ambição da Microsoft.

Especificações do Xbox Helix

Apesar de não revelar detalhes sobre hardware, Jason Ronald compartilhou alguns recursos técnicos esperados na próxima geração de consoles da Microsoft. O Xbox Helix contará com Renderização Neural, nova geração de upscaling via IA e compressão de texturas profunda.

Quanto à performance, Jason Ronald afirmou que a próxima geração do Xbox oferecerá desempenho de ponta ao moldar o futuro da renderização e simulação. O console irá oferecer um grande salto de desempenho e capacidade de Ray Tracing ao integrar "inteligência diretamente no pipeline de gráficos e computação" e impulsionar "ganhos significativos em eficiência, escala e ambição visual". Segundo ele, o resultado será "mundos mais realistas, imersivos e dinâmicos para os jogadores".

Mais informações sobre o Xbox Helix serão compartilhadas ainda este ano.

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Alarme falso ou teaser do Xbox Helix? Microsoft divulga foto do dev kit

O perfil oficial da Microsoft Game Dev no X publicou nesta terça-feira (10) uma espiadinha do que parece ser o kit de desenvolvimento do Xbox Helix. Usuários perceberam rapidamente que as imagens se referem a kits de desenvolvimento do Xbox One, conhecido originalmente como Project Scorpio.

Embora não mostre o hardware para os desenvolvedores de fato, a Microsoft sugere que veremos o XDK (Xbox Development Kit) do Project Helix em breve. Os consoles estão expostos na GDC - Gaming Festival, evento voltado para desenvolvedores e publishers que começou no dia 9 de março com término previsto para esta sexta-feira (13).

Muitos estão em dúvida se a companhia irá reutilizar as carcaças de antigos kits de desenvolvimento para o novo console, apenas trocando os componentes, ou até mesmo se as imagens não passam de fotos ilustrativas. Além de realizar apresentações, o Xbox também está fazendo uma exposição de seu hardware na GDC. Entre os consoles à mostra está o protótipo do Xbox original no formato de X, projetado nos anos 2000.

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A CEO da divisão de games da Microsoft, Asha Sharma, revelou o codinome da próxima geração do Xbox, o Project Helix, na última semana e prometeu novidades durante a GDC. O vice-presidente da nova geração do Xbox, Jason Ronald, irá apresentar na tarde desta quarta-feira (11) um pouco do futuro da marca no mercado de hardware. É possível que o kit de desenvolvimento também seja apresentado na ocasião.

Xbox at GDC 🔥 Sneak peek #GDC2026 pic.twitter.com/80amO5lbfh

— Microsoft Game Dev (@MSFTGameDev) March 11, 2026

Sharma já confirmou que o console será uma espécie de híbrido que roda tanto jogos de PC quanto de Xbox. Além disso, a executiva promete que o hardware será líder em performance, o que despertou a preocupação dos jogadores quanto ao preço do Xbox Helix. Um analista chegou a estimar que o console chegaria ao mercado por mais de US$ 900.

Xbox Helix existe há uma década

Foi descoberto que o Project Helix e a unificação entre Xbox e PC são discutidos há pelo menos uma década. Para quem acredita que o futuro híbrido do Xbox começou com Phil Spencer e Sarah Bond, há relatos de 2003 indicando uma possível junção com o Windows.

A Microsoft conseguiu dar os primeiros passos na fusão do Xbox com o Windows no ano passado. Apesar de caro, o ROG Xbox Ally apresentou a união dos dois produtos da empresa em um único ecossistema graças ao Xbox Full-Screen Experience e a recursos como Xbox Play Anywhere e Xbox Cloud Gaming.

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God of War: Minigames eróticos foram criados por mulheres, revela ex-roteirista

A ex-roteirista da Santa Monica Studio e atriz Alanah Pearce revelou que os minigames de sexo nos jogos clássicos de God of War foram desenvolvidos, em grande parte, por mulheres. Durante uma livestream em 27 de fevereiro, Pearce discutiu preocupações dos jogadores com trechos que retratam sexo no futuro remake da trilogia.

"Os minijogos de sexo de God of War foram projetados por mulheres. Na verdade, eu trabalhei com uma delas", contou a escritora, referindo-se a Ariel Lawrence. A desenvolvedora trabalhou em diversos jogos da franquia, entre eles o título de 2018, a trilogia clássica e até mesmo games de PSP.

Pearce explicou que o aposento de Afrodite em God of War III foi projetado, também por um grupo de mulheres, "para parecer com lábios vaginais; tipo, é literalmente projetado para ser evocativo de uma vagina". A atriz revelou que Lawrence estava muito orgulhosa do trabalho.

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Sexo em jogos não é debatido apenas entre os jogadores, mas também por desenvolvedores. "Recentemente, trabalhei em um projeto em que o diretor não queria ter sexo, embora eu tenha sugerido e escrito uma cena porque senti que deveria estar lá", conta Pearce. "Eu acho que a história seria beneficiada por essa cena estar ali naquela instância específica, mas ele não se sentiu confortável em dirigi-la."

A ex-roteirista reconhece que os lojistas precisam vender jogos e que os pais precisam comprá-los, o que faz de conteúdo relacionado a sexo uma grande barreira. Ela também entende que algumas cenas são completamente desnecessárias, mas ressalta que outras não.

"O sexo é uma parte extremamente prevalente da existência humana, da conversa e do sentimento. Não importa o quanto você queira negar, muitas coisas que fazemos são impulsionadas por ele", defende Pearce. "Você aprende sobre os personagens pela maneira como vivenciam isso. Entende o que eu quero dizer? É uma coisa real."

Apesar de reconhecer que o sexo em God of War "é um pouco bobo" da forma como era, Pearce é a favor de que os trechos estejam no God of War Trilogy Remake e não acredita que o conteúdo seja "desrespeitoso com as mulheres".

God of War Trilogy Remake marca o retorno da voz original de Kratos

Anunciado durante o State of Play no início de fevereiro, God of War Trilogy Remake está em fase inicial de desenvolvimento e irá modernizar a saga grega clássica de Kratos, iniciada no PlayStation 2.

O remake contará com o retorno de T.C. Carson, dublador original do Deus da Guerra. A notícia de que a Bluepoint Games, estúdio responsável pelos remakes de Shadow of the Colossus e Demon's Souls, não cuidaria da modernização pegou todos de surpresa. Logo após o anúncio de God of War Trilogy Remake, a Sony confirmou o fechamento da desenvolvedora.

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Rumor indica que Xbox seguirá apostando em política que desagrada fãs

O insider SneakerOS afirmou no último sábado (7), no fórum NeoGAF, que a Microsoft não voltará atrás em sua estratégia multiplataforma. De acordo com o informante (que não revelou suas fontes), "exclusivos absolutamente não vão acontecer" no Xbox Helix.

Se confirmada, a informação chega após a CEO da divisão de games da Microsoft, Asha Sharma, afirmar que ouvirá os jogadores, incluindo pedidos de exclusividade. SneakerOS se mostrou uma boa fonte quanto ao Project Latitude, codinome para a estratégia multiplataforma do Xbox na gestão de Sarah Bond e Phil Spencer.

No entanto, o jornalista do The Verge, Tom Warren, ironizou o rumor levantado por SneakerOS. Quando perguntado sobre o insider, o jornalista respondeu: "É aquele cara que disse que a Microsoft não lançaria um Xbox de próxima geração ou que haveria demissões em massa no Xbox em janeiro?".

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A resposta de Warren coloca em xeque a credibilidade do informante. Apesar disso, o boato levantou discussões sobre qual será a estratégia do Xbox em relação a exclusivos na próxima geração. Sharma já revelou que o Xbox Helix permitirá rodar jogos tanto de PC quanto de Xbox. Muitos especulam que a retrocompatibilidade com o Xbox 360 e o Xbox Original ficaria a cargo de emulação.

Sharma promete retornar às origens do Xbox (Divulgação/Microsoft)

De qualquer forma, a marca promete trazer novidades oficiais durante o evento GDC - Gaming Festival na manhã desta quarta-feira (11). A apresentação ficará a cargo de Jason Ronald, vice-presidente da Nova Geração do Xbox.

O Xbox Helix pode custar R$ 9 mil?

O anúncio do Project Helix levantou muitas questões e especulações sobre qual será a abordagem da Microsoft com seu novo console. Já está confirmado que Asha Sharma não terá carta branca para fazer o que for necessário para salvar o Xbox do limbo em que a marca se encontra.

A maior preocupação, no entanto, é em relação ao preço de lançamento do Xbox Helix. Um analista aposta que o preço sugerido será de US$ 900 em um possível modelo base e pode chegar a valores ainda mais altos em uma espécie de versão 'Pro'.

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Criador de Resident Evil funda novo estúdio e já prepara jogo AAA inédito

O site do novo estúdio de Shinji Mikami, a Unbound Games, foi descoberto nesta segunda-feira (9). A desenvolvedora japonesa foi formada em novembro de 2022, pouco antes de o ex-diretor de Resident Evil deixar a Tango Gameworks, que à época era um dos estúdios da Microsoft.

A Unbound Games trabalha numa nova propriedade intelectual desenvolvida na Unreal Engine 5 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Tendo em vista o início das operações do estúdio, em maio de 2023, o projeto já pode estar no seu terceiro ano de produção.

No portal, a desenvolvedora afirma contar com 50 funcionários e tem o objetivo de expandir o seu quadro para 150 colaboradores. Entre a equipa, estão profissionais que já trabalharam em franquias como Sonic, Devil May Cry, Dino Crisis e Shadow of the Colossus.

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A Unbound Games é descrita como uma "empresa totalmente independente, que desenvolve jogos de ponta para os consumidores e cria títulos AAA originais". O estúdio também tem como ambição intercalar grandes projetos com produções menores e desafiadoras.

Shinji Mikami dirigiu Resident Evil 4 (Divulgação/Capcom)

Shinji Mikami atua como diretor representativo do estúdio e conta com o apoio de Masato Kimura, citado numa entrevista no site da produtora. Kimura trabalhou diversas vezes com Mikami, inclusive em Devil May Cry e Resident Evil, além de ter passado pela Tango Gameworks.

Kimura confirmou que o estúdio trabalha num título AAA para "consumidores de alto nível", embora não possa revelar mais detalhes sobre o projeto. "No entanto, para ser sincero, seria difícil fazer no Japão o mesmo tipo de trabalho dos títulos AAA estrangeiros, que exigem centenas de milhares de milhões de ienes e centenas de pessoas a trabalhar de cinco a sete anos para serem criados", explicou.

O desenvolvedor reiterou: "Portanto, o nosso objetivo é entregar qualidade AAA e conteúdo AA. É por isso que estamos a criar um título que oferece uma experiência de jogo rica e permite que mergulhes completamente no seu mundo".

Novos estúdios surgem

Assim como Shinji Mikami, vários veteranos têm dado um passo à frente e começado os seus próprios negócios na indústria dos videojogos. É o caso de Bruce Straley, mais conhecido por liderar o desenvolvimento de The Last of Us e Uncharted 4, e que agora dirige Coven of the Chicken Foot no estúdio Wildflower Interactive.

Um caso mais recente e um pouco mais conturbado é o da Wildlight, formada por veteranos de Titanfall 2 e Apex Legends, que tentaram a sorte no hero shooter (ou raid shooter) Highguard. O multiplayer online fechará as portas nesta quinta-feira (12).

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Microsoft nega "carta branca" para salvar o Xbox, mas reforça foco nos games

Após anunciar o codinome da próxima geração do Xbox, o Project Helix, a CEO da divisão de games Asha Sharma recebeu o chefe da Microsoft, Satya Nadella, em uma sessão de Perguntas e Respostas interna. Contudo, boatos afirmavam que Nadella tinha dado carta branca à executiva para fazer o que fosse possível para ressuscitar a marca durante a reunião, rumor negado por outro líder na Microsoft.

Em resposta a uma publicação no X no último sábado (7), o líder de comunicações da Microsoft, Frank Shaw, negou que a frase "Asha Sharma tem minha total confiança e tem CARTA BRANCA para reviver o Xbox e a confiança dos fãs, não importa o custo" tenha sido dita na ocasião. Isso indica que a Microsoft não está disposta a apostar tudo no Xbox; afinal, é um negócio como qualquer outro.

No domingo (8), o portal Windows Central publicou tudo o que foi discutido na reunião interna entre Sharma e Nadella. De acordo com o site, o CEO da Microsoft reforçou que a empresa "sempre" investirá em jogos e tratou a marca como uma das identidades centrais da companhia.

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"Quero que continuemos redescobrindo esse momento. Os jogos que as pessoas amam, os consoles e sistemas que as pessoas amam, e realmente apenas fazendo o melhor trabalho que pudermos como empresa. É isso. E isso é tudo o que eu quero que façamos", declarou Nadella.

Asha Sharma, que enfrenta grande resistência dos jogadores, em especial por sua experiência anterior no setor de IA da Microsoft, repetiu que grandes jogos são criados por mãos humanas. "Grandes jogos não podem ser 'manufaturados' dessa forma, mas precisam ser 'artesanalmente criados' por humanos. Estou gastando muito tempo pensando em como posso capacitar esses mundos, essas histórias e esses personagens."

this: “Asha Sharma has my full trust and has A BLANK CHECK to revive Xbox and the trust of the fans no matter the cost” was not said.

— Frank X. Shaw (@fxshaw) March 7, 2026

A executiva também reforçou que a estratégia do Xbox está sendo revista em sua totalidade.

Xbox Helix promete retorno às raízes

Na última quinta-feira (5), Asha Sharma revelou o codinome Project Helix, nome provisório para a próxima geração do Xbox. Segundo a executiva, o hardware irá liderar em performance e permitirá acesso tanto a jogos de Xbox quanto de PC.

Novidades relacionadas ao próximo console da Microsoft, o Xbox Helix, serão apresentadas em breve. Apesar da troca de lideranças, a marca seguirá com seu plano de transformar o Xbox em um hardware híbrido com o PC, assim como o PC portátil ROG Xbox Ally.

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Xbox Helix pode custar R$ 9 mil? Analista acredita que sim

O fundador da Kantan Games e consultor da indústria, Dr. Serkan Toto, acredita que o Xbox Helix pode custar mais de US$ 900, dado os recentes aumentos do PlayStation 5 Pro e do Xbox Series X de 2 TB. Em entrevista ao GamesRadar, o analista indicou que pode haver um modelo base e outro premium, ainda mais caro, do próximo console da Microsoft.

Para Toto, "o PS5 Pro custa US$ 750 nos EUA, enquanto o Xbox Series X de 2 TB chega a US$ 800. Não há absolutamente nenhuma razão para esperar que o Project Helix seja mais barato". "Portanto, um modelo base poderia custar US$ 900 e uma versão mais premium, ainda mais do que isso".

Se aplicarmos a regra do "vezes 10" para consoles que chegam ao Brasil, é possível esperar que o Xbox Helix tenha um preço de lançamento de R$ 9 mil ou mais por aqui, tal como o ROG Xbox Ally. O analista da Kantan Games aposta que a crise das memórias provocada pela demanda do setor de IA deverá ter passado no momento em que o Xbox Helix entrar em produção em massa.

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No entanto, Toto reforça que "os fãs devem se preparar para uma máquina cara de qualquer maneira". De acordo com ele, a Sony aniquilou o Xbox com o PlayStation 4 e o PS5, por isso, há uma espécie de pressão para uma nova abordagem da marca. "Esta geração está totalmente perdida para a Microsoft, então acredito que uma data de lançamento em 2028 seja realista", finaliza.

Xbox Helix será um híbrido entre PC e console (Divulgação/Microsoft)

Apesar de o analista acreditar em um lançamento do Xbox Helix para 2028, muitos apostam em uma janela em 2027, principalmente após comentários da CEO da AMD, Dra. Lisa Su, indicarem um lançamento para o ano que vem.

Saberemos mais sobre a próxima geração de consoles da Microsoft nesta quarta-feira (11), quando o alto escalão do Xbox fará uma apresentação na GDC — Gaming Festival, evento sediado em São Francisco, nos Estados Unidos. O vice-presidente de hardware de nova geração do Xbox, Jason Ronald, irá apresentar detalhes sobre o futuro da marca.

Xbox Helix fará parte do retorno da marca?

Desde que Asha Sharma assumiu o comando da divisão de games da Microsoft, em 23 de fevereiro, após a saída de Phil Spencer e Sarah Bond, a executiva vem reforçando sua posição de trazer o retorno do Xbox a suas raízes.

Embora não tenha indicado com clareza de que forma fará isso, Sharma chamou atenção ao abrir duas vagas para o setor de marketing do Xbox, divisão bem criticada pelos jogadores. Logo em seguida, a CEO anunciou o Project Helix, codinome da próxima geração do Xbox.

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Xbox Helix, portátil ou Project Brooklyn? O que esperar dos novos anúncios

A divisão de games da Microsoft sinaliza um retorno às raízes após a nova CEO do Xbox, Asha Sharma, assumir o cargo no fim de fevereiro. Se a mudança de estratégia for confirmada, deixaria para trás quase três anos de foco em serviços e nuvem. Em entrevista ao Windows Central publicada na última quinta-feira (26), a executiva revelou que o retorno da marca começa pelo hardware. Além disso, teremos novidades sobre o recém-anunicado Xbox Helix.

Apesar da entrega consistente de títulos dos estúdios do Xbox, com mais de 14 jogos com envolvimento da Microsoft no ano passado e uma line-up estelar programada para 2026, o restante da divisão passou por poucas e boas nos últimos tempos.

O cenário incluiu demissões em massa, aumento de preços do Xbox Game Pass, má reputação e problemas de imagem pública.

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Aparentemente, Sharma já começou a mudar algumas áreas, como o setor de marketing do Xbox, que foi duramente criticado por jogadores e pela mídia. Apesar de indicar mudanças no hardware, a executiva não explicou de fato o que é esse tal "retorno do Xbox". A situação abre espaço para especulações sobre o futuro dos consoles da Microsoft.

Asha Sharma quer voltar às raízes do Xbox (Divulgação/Microsoft)

Xbox apostará em mid-gen?

Poucos vão lembrar, mas a Microsoft tinha um Xbox de meio de geração no papel, pelo menos até 2023. Não se tratava exatamente de um rival direto para o PlayStation 5 Pro, mas o projeto contava com um processador de 6 nm mais eficiente, 2 TB de SSD e formato totalmente digital (all-digital).

Conhecido como Project Brooklin, o hardware apareceu pela primeira vez em documentos vazados da Federal Trade Commission (FTC), órgão regulador dos Estados Unidos que tentou travar a compra da Activision Blizzard pela Microsoft.

Project Brooklin tinha a mesma potência que o Xbox Series X (Divulgação/Microsoft)

O console cilíndrico em questão seria acompanhado de um controle com feedback háptico avançado, alto-falante, acelerômetro e bateria trocável. O periférico era conhecido pelo codinome "Sebile" e chegaria ao mercado por US$ 69,99. Tanto o Project Brooklin quanto o controle estavam com lançamento agendado para 2024.

É improvável que vejamos o Project Brooklin novamente, principalmente após o lançamento do Xbox Series X All-Digital branco e do Xbox Series X Black Galaxy com 2 TB. Não se sabe ao certo se a Microsoft planejou algo parecido com o PS5 Pro ou o Xbox One X para esta geração, o que pode soar tardio, visto que a próxima pode chegar em 2027. Seria interessante ver o que a nova liderança acha de consoles de meio de geração.

Planos de um Xbox portátil próprio ainda está de pé?

Phil Spencer sempre mostrou interesse em desenvolver um Xbox portátil desde o início da geração. Com o passar dos anos, o ex-CEO da divisão de games da Microsoft ressaltou inúmeras vezes esse desejo, alimentado por rumores que já davam o dispositivo como certo.

No entanto, foi reportado que as conversas sobre um Xbox portátil proprietário da Microsoft teriam sido paralisadas pela AMD, empresa responsável pelo SoC do dispositivo. Acontece que a produtora de chips e componentes teria exigido, segundo boatos, que a Microsoft encomendasse 10 milhões de unidades para justificar o esforço do seu time de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na produção de um SoC dedicado para o videogame portátil.

A dona do Xbox teria considerado o número exagerado, especialmente se levarmos em conta que, até outubro de 2025, o Steam Deck tinha vendido 5 milhões de unidades, enquanto o primeiro ROG Ally ficou na casa dos 2 milhões.

Phil Spencer comenta sobre um portátil do Xbox desde 2021 (Reprodução)

Com toda essa história, o Xbox portátil da Microsoft foi engavetado. No entanto, outro aparelho surgiu no lugar: o ROG Xbox Ally. Fruto da parceria entre a ASUS e a Microsoft, o dispositivo se destacou por oferecer uma experiência de console graças ao sistema operacional do Xbox com Windows, que até então parecia ser o carro-chefe da marca.

A ideia era que essa interface do Xbox com base no Windows pudesse ser empregada em vários tipos de dispositivos, incluindo portáteis, PCs e até mesmo o próximo Xbox. Isso tornaria a próxima geração de consoles da empresa, em essência, um PC de mesa ou portátil.

O ROG Xbox Ally acabou se mostrando um produto de nicho, ainda mais aqui no Brasil. A versão mais parruda do dispositivo chegou a custar quase R$ 14 mil em empresas de importação. A situação não mudou muito de figura quando o portátil chegou ao país oficialmente pela ASUS por cerca de R$ 10 mil.

Esse investimento em portáteis e, mais especificamente, no sistema operacional do Xbox com Windows, será outro grande desafio para a administração de Asha Sharma. O lado bom de tudo isso foi que a Microsoft ampliou consideravelmente a quantidade de jogos sob os selos Xbox Play Anywhere e Stream Your Own Game.

Xbox Helix é a realidade

Asha Sharma revelou o codinome da próxima geração do Xbox: o Project Helix. O nome faz alusão ao retorno às origens da marca, algo que a executiva bate na tecla desde que assumiu o cargo de chefe da divisão de games da Microsoft em fevereiro. O Xbox Helix será justamente o que todos suspeitavam, um Xbox que permitirá rodar jogos de PC. "O Project Helix será líder em desempenho", afirmou Sherma sobre o projeto.

A próxima geração do Xbox está batendo à porta. A cada dia que passa, parece que estamos a um passo do fim do Xbox como hardware tradicional. Muito provavelmente, o sucesso do Xbox Helix ditará se esse é o fim ou um recomeço para a plataforma como um todo.

Xbox Helix irá integrar bibliotecas do PC (Divulgação/Microsoft)

A principal preocupação, agora que sabemos qual caminho a marca irá tomar, é o valor do Xbox Helix. Para quem não sabe, a venda de plataformas como Nintendo Switch e PlayStation 5 costuma dar prejuízo inicial no quesito hardware. Porém, essas empresas lucram com a comercialização de conteúdo, assinaturas e outros serviços dentro de seus ecossistemas.

Em um Xbox híbrido, esse pode não ser o caso. O ROG Xbox Ally é frequentemente citado pelo alto escalão do Xbox como uma prévia do que está por vir na próxima geração. Porém, como a Microsoft espera ter lucros com software se a plataforma também deve abrigar lojas como Steam e Epic Games Store, que são financeiramente mais atrativas para os consumidores? Por qual motivo compraríamos algo na Microsoft Store se, na loja da Valve, o preço é bem mais baixo?

O futuro do hardware de Xbox

Espera-se que essas e outras perguntas sobre hardware sejam respondidas pela equipe de Asha Sharma em breve. A Microsoft já revelou que contará detalhes sobre o Xbox Helix durante a GDC (Game Developers Conference). O evento acontece entre os dias 9 e 14 de março, nos Estados Unidos.

A própria Sharma garantiu que teremos novidades muito em breve. "Estou comprometida em 'retornar ao Xbox', e isso começa com o console, começa com o hardware. Vocês ouvirão mais sobre isso em breve; teremos alguns anúncios chegando. Vocês nos verão investindo coletivamente aqui", afirmou a executiva na mesma entrevista ao Windows Central.

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Xbox precisa de um "Reggie Fils-Aimé" ou outro Phil Spencer?

As três grandes fabricantes de consoles na indústria dos games passaram recentemente por mudanças gigantescasnem seu quadro de líderes. A Nintendo of America se despediu de Doug Bowser em um momento estelar do Nintendo Switch 2, e a Sony trouxe Hermen Hulst e Hideaki Nishino ao comando de sua divisão de entretenimento interativo. A mudança mais recente foi no Xbox, onde um dos maiores líderes da marca desde sua estreia no mercado em 2001, Phil Spencer, deixou o palco e deu lugar a Asha Sharma.

Apesar desta mudança sem precedentes na divisão de games da Microsoft cair de surpresa no colo de todos, não é muito difícil entender o motivo da troca. O Xbox registrou momentos difíceis nos últimos anos, fruto de escolhas de negócios que, até onde sabemos, partiram de Spencer e da ex-presidente do Xbox, Sarah Bond.

Sharma se mostrou aberta a mudar toda a estratégia atual do Xbox e deixou todos otimistas quando afirmou que começará pelos consoles Xbox. Contudo, os usuários e grandes figurões da indústria torceram o nariz para a chegada da executiva, principalmente devido ao seu background pobre em cargos relacionados a videogames, além de sua posição anterior na Microsoft focada em desenvolvimento de produtos de IA.

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O cofundador da marca Xbox, Seamus Blackley, revelou estar cético quanto às mudanças na divisão de games da Microsoft e afirmou que Asha Sharma desempenhará o papel de "uma médica de cuidados paliativos que conduz o Xbox gentilmente para o seu fim". Ele ainda sugeriu que a executiva procurasse grandes nomes da indústria como Shuhei Yoshida, Peter Moore, Phil Harrison e até Reggie Fils-Aimé, ex-COO da Nintendo of America.

Asha Sharma assume Xbox junto de Matt Booty (Divulgação/Microsoft)

Mas, afinal, o que a nova CEO do Xbox pode aprender com outros executivos de sucesso, como a quase estrela do rock Reggie, da Big N, ou até mesmo Phil Spencer, que infelizmente foi se afastando do papel de rosto da marca nos últimos anos?

O que Asha Sharma pode aprender com o legado de Reggie Fils-Aimé

Asha Sharma iniciou sua gestão no fim de janeiro sob algumas polêmicas e críticas por seu passado profissional descolado da indústria gamer. Por outro lado, a executiva vem de um cargo de liderança num setor de IA na Microsoft, o que fez os críticos torcerem ainda mais o nariz.

O ex-COO da Nintendo of America, Reggie Fils-Aimé, pode ser um excelente espelho para Sharma. Filho de imigrantes haitianos, Reggie nasceu em Nova York e era destaque nos estudos e esportes. O ex-executivo se formou em Economia Aplicada e logo ingressou em seus primeiros empregos.

Assim como Sharma, Reggie não tinha nenhum background profissional em videogames antes de assumir a Nintendo of America, embora jogasse videogames antes de entrar na empresa. Antes de ser um dos maiores destaques da E3, ele foi Diretor Sênior de Marketing no Pizza Hut, além de passar pelo Guiness e MTV Networks (VH1).

"My Body is Reggie" era um bordão popular do ex-presidente da Nintendo of America (Divulgação/Nintendo)

Reggie Fils-Aimé se juntou à Nintendo of America em dezembro de 2003, no momento em que a Big N ocupava a lanterna da geração, atrás do poderoso PlayStation 2 e do estreante Xbox. Diferente da nova CEO da divisão de games da Microsoft, Reggie causou uma excelente impressão. Nada de mensagens em texto ou tweets duvidosos. O executivo subiu no palco da E3 de 2004 e proferiu as seguintes palavras: "Meu nome é Reggie. Eu vim para chutar bundas, anotar nomes e nós viemos para fazer jogos".

Esta talvez seja a maior deficiência de Sharma em poucas semanas na liderança do Xbox: a primeira boa impressão. Algo que ainda há tempo de correr atrás. Reggie fez deste início uma base para toda a sua gestão lendária na Nintendo, aproximando-se de memes e deixando claro que a divisão de games da Big N iria atrás de um público amplo e não focaria apenas em jogadores hardcore, como a concorrência.

Acima de tudo, Reggie entendia o que eram os videogames e como eles impactavam a vida das pessoas. Não à toa, o ex-presidente da Nintendo of America liderou a marca no Ocidente bem na época do Nintendo Wii e Nintendo DS, dois dos maiores sucessos em hardware da fabricante japonesa. Ele se importava com os videogames e com a diversão, e não deixou que seu background o mantivesse na zona de conforto.

Asha Sharma precisa liderar a comunidade Xbox

Sharma assume um desafio que poucos na indústria teriam coragem de enfrentar: tirar a marca Xbox do fundo do poço. A executiva deve desempenhar um papel parecido com o de Phil Spencer na era Xbox One, mas sem todo o background em jogos e o carisma do ex-líder da divisão.

A nova CEO precisa dialogar melhor com os consumidores e ser transparente, algo que Reggie Fils-Aimé tinha de sobra. O próprio Spencer diminuiu suas aparições públicas em seus últimos anos na companhia e tornou-se cada vez menos a cara do Xbox.

Asha Sharma se inclinou para um retorno do Xbox (Divulgação/Microsoft)

Personalização da marca é importante. Precisamos de um rosto e alguém para levarmos nossas preocupações e necessidades como consumidores, e que essa mesma pessoa escute e leve em consideração a opinião da comunidade.

Por fim, Sharma precisa entrar de cabeça nos videogames. Como qualquer um que trabalha na indústria, independentemente da esfera, o requisito mínimo é respirar videogame. Não estamos falando apenas em jogar aqui; é estudar, compreender e gostar, ver mais do que um mero produto ou entretenimento. A regra vale ainda mais para a CEO justamente por sua última experiência profissional em IA nada convidativa para um setor criativo, em especial em uma marca sob jurisdição da Microsoft.

A executiva definitivamente tem um longo caminho pela frente se realmente quiser a árdua tarefa de representar o Xbox.

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Forza Horizon 6: tudo o que sabemos sobre o novo jogo no Japão

Anunciado em setembro do ano passado, Forza Horizon 6 é o mais novo título da Playground Games a compor a line-up em comemoração aos 25 anos do Xbox.

O título será ambientado no Japão, após anos de pedidos dos fãs por um jogo no país, e incluirá lugares icônicos da Terra do Sol Nascente, além de novidades e melhorias desde a última excursão ao México, em 2021.

O Canaltech separou tudo o que você precisa saber sobre Forza Horizon 6, desde plataformas, datas de lançamento e recompensas de pré-venda até novidades relacionadas ao mundo aberto baseado no Japão.

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Forza Horizon 6: lançamentos, plataformas e edições

Forza Horizon 6 é o mais novo jogo de corrida de mundo aberto da Playground Games e chega ao PC e Xbox Series em 19 de maio. Uma versão para PlayStation 5 está planejada para uma data posterior. A desenvolvedora revelou que o título também estará disponível no ROG Xbox Ally e em outros PCs portáteis com Windows 11 e requisitos básicos.

Quanto à versão de PlayStation 5, vale lembrar que Forza Horizon 5 chegou ao console em abril do ano passado e se tornou um verdadeiro sucesso no hardware da Sony. O título segue figurando entre os games mais vendidos do PS5 todos os meses desde a sua estreia, o que justifica a chegada de Forza Horizon 6 à plataforma.

Voltando ao Xbox e ao PC, os jogadores podem garantir acesso antecipado e começar a correr pelo Japão a partir do dia 15 de maio ao adquirirem a Edição Premium na pré-venda ou o Upgrade Premium, voltado para assinantes do Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass.

Quem optar por fazer a pré-venda pela Microsoft Store ou pelo Steam receberá uma Ferrari J50 exclusiva. Para os donos de PlayStation, a página de Forza Horizon 6 já está disponível na PS Store, e o jogo já pode ser adicionado à lista de desejos.

Abaixo, confira a lista de edições e recompensas de cada versão de Forza Horizon 6:

Forza Horizon 6 Edição Standard

  • Preço: R$ 299,00;
  • Disponível em 19 de maio;
  • Inclui o jogo completo;

Forza Horizon 6 Edição Deluxe

  • Preço: R$ 449,00;
  • Disponível em 19 de maio;
  • Inclui o jogo completo;
  • Pacote de Boas-Vindas;
  • Passe de Carros (Car Pass);

Forza Horizon 6 Edição Premium

  • Preço: R$ 549,00;
  • Jogue 4 dias antes a partir de 15 de maio de 2026;
  • Inclui o jogo completo;
  • Assinatura VIP;
  • Pacote de Boas-Vindas;
  • Passe de Carros (Car Pass);
  • Pacote de Carros Time Attack;
  • Pacote de Carros Italian Passion (disponível pós-lançamento);
  • Expansões 1 e 2 (disponíveis pós-lançamento).

Upgrade Premium (assinantes do Xbox Game Pass)

  • R$ 299,00
  • Jogue 4 dias antes a partir de 15 de maio de 2026
  • Assinatura VIP
  • Pacote de Boas-Vindas
  • Passe de Carros (Car Pass)
  • Pacote de Carros Time Attack
  • Pacote de Carros Italian Passion (disponível pós-lançamento)
  • Expansões 1 e 2 (disponíveis pós-lançamento)

Performance e recursos de Forza Horizon 6

Forza Horizon 6 contará com opções de 30 FPS no modo Qualidade e 60 FPS para quem preferir o modo Desempenho. No PC, os jogadores terão suporte a tecnologias como NVIDIA DLSS, AMD FSR e XeSS, além de um Ray Tracing aprimorado.

Forza Horizon 6 promete ir do Neon de Tóquio as paisagens do interior do Japão (Imagem: Divulgação/Microsoft)

O título da Playground Games será o primeiro da franquia com cross-save entre os consoles Xbox Series, ecossistema Xbox no PC, PlayStation 5 e Steam. Esse recurso permitirá que você mantenha seu progresso intacto em qualquer plataforma.

Bem-vindo ao Japão: o maior mapa de Forza Horizon

Forza Horizon 6 promete entregar a experiência definitiva de corrida no Japão ao integrar bem os distintos biomas da Terra do Sol Nascente. Além disso, a Playground Games trará pontos turísticos e lugares icônicos do país, como o Cruzamento de Shibuya, a Avenida Ginko e a Torre de Tóquio.

Seu antecessor brilhou ao trazer grandes eventos climáticos, como as tempestades de areia que dificultavam a visão dos corredores no México. Em Forza Horizon 6, as variações climáticas serão ainda mais dramáticas.

A pista de Tateyama Kurobe Alpine Route, famosa por seus paradões de gelo, estará em Forza Horizon 6 (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Quanto às mudanças de estações, elas serão bem visíveis e representadas por alterações nas paisagens, plantações, folhagens e clima. O estúdio promete trazer variações até mesmo dos sons ambientes, garantindo que cada estação seja única. A Playground trabalhou duro nisso e realizou extensas captações de áudio em campo durante as quatro estações no Japão.

Em Forza Horizon 6, você não precisará estar no inverno para colocar os pneus de neve. Isso porque a região montanhosa contará com neve o ano todo, independentemente da estação.

Campanha de Forza Horizon 6 levará você de turista à Ilha das Lendas

Diferentemente dos jogos anteriores da série, os jogadores chegarão ao Japão de Forza Horizon 6 como turistas e logo descobrirão o sonho de se juntar ao Festival Horizon. Não há reputação ou fama prévia; aqui, você é um piloto novato e desconhecido que precisará passar por grandes eventos para chegar ao topo.

Para progredir, os jogadores contarão com o apoio de dois novos personagens: Jordy e Mei. Ele é um entusiasta apaixonado por automobilismo que adora competir. Já Mei é uma preparadora de carros que apresentará o Japão ao protagonista. Ela mostrará tanto a cultura local quanto guiará você nas viagens. Ambos compartilham o sonho de participar do Festival Horizon.

A Playground Games quer deixar o sistema de progressão mais rigoroso do que nos títulos anteriores, um ponto bastante criticado por parte da comunidade. Forza Horizon 6 não permitirá que os jogadores usem Hypercars nas corridas do Festival logo de início. Os carros mais rápidos estarão disponíveis apenas em um momento mais avançado da campanha.

Isso não significa que você não poderá usar carros velozes quando quiser. Forza Horizon 6 também oferece o Discover Japan, uma progressão paralela ao Festival que permitirá dirigir verdadeiras máquinas de corrida logo no começo da jogatina.

Festival Horizon: de turista à lenda das pistas

Será necessário passar por uma jornada árdua até chegar ao hall da fama do Festival Horizon. As primeiras missões exigirão que os jogadores completem tanto as Qualificatórias quanto o Invitational. Ao completar os dois desafios, Forza Horizon 6 recompensará o jogador com a primeira pulseira.

Conforme os jogadores acumulam mais pulseiras, novos eventos e corridas de carros temáticos são liberados pelo Japão. Outras atividades, como PR Stunts e Habilidades, também serão importantes na progressão para conquistar esses itens. O caminho para se tornar uma lenda também envolverá o Horizon Rush, um novo tipo de evento do Festival no qual os pilotos devem mostrar habilidades em percursos de obstáculos.

Sistema de pulserias de Forza Horizon 6 irá até o nível ouro (Imagem: Divulgação/Microsoft)

A Ilha das Lendas estará disponível para todos que conseguirem as sete pulseiras do jogo. O local garante eventos e espaços exclusivos, incluindo uma rodovia que contorna todo o mapa.

Após vencer uma corrida, o Personalizador de Corrida é desbloqueado, permitindo alterar regras. Entre as opções, os jogadores poderão ajustar a estação do ano, o clima, a hora do dia, a progressão do tempo, o número de voltas, a disponibilidade do recurso Rebobinar, o bloqueio de câmera e o tráfego. Também será possível selecionar qual tipo de carro poderá correr na pista ou mesmo escolhê-los um por um.

Discover Japan: explore o mapa no seu ritmo

Em paralelo ao Festival Horizon, o modo Discover Japan tem um foco maior em permitir que o jogador explore o país no seu próprio ritmo. A progressão dessa linha paralela acontece por meio da aquisição de selos, sistema inspirado em uma prática tradicional japonesa. Há várias formas de ganhá-los, seja tirando fotos das estradas, entregando comida, colecionando carros novos ou jogando as Histórias do Horizon. Também é possível adquirir selos em batalhas de Touge e corridas noturnas pelas ruas nipônicas.

Diversas atividades em Forza Horizon 6 irá fornecer selos (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Obter selos é a melhor forma de completar o Diário de Coleção e desbloquear outros recursos dentro do jogo. O Discover Japan também permitirá o uso de Hypercars, diferentemente do Festival Horizon, no qual só é possível correr com os carros mais rápidos após conquistar a pulseira roxa.

Carros e novas customizações

A Playground Games promete disponibilizar 550 carros no lançamento de Forza Horizon 6. A lista de veículos foi totalmente rebalanceada e incluirá clássicos fabricados no Japão. O título introduzirá a nova Classe R, focada exclusivamente em carros de pista.

A capa oficial de Forza Horizon 6 é estampada pelo protótipo GR GT 2025 e pelo Toyota Land Cruiser 2025. Os jogadores terão acesso ao modelo conceitual da Toyota nos primeiros 10 minutos da jornada como um pequeno "tira-gosto"; em seguida, ele é recolhido, servindo como motivação para progredir e comprar a máquina lendária com mérito próprio.

Capas de Forza Horizon 6 são icônicas (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Entre as novidades de personalização, Forza Horizon 6 permitirá colocar adesivos nas janelas e instalar diferentes tipos de rodas na dianteira e na traseira dos veículos. O jogo oferecerá um sistema de desgaste cosmético nos pneus, exibindo sinais de uso conforme os jogadores acumulam quilômetros.

Para quem busca raridade no mercado automotivo, os Carros de Pós-Venda (Aftermarket) são modelos extremamente raros e, em alguns casos, únicos. Eles estão espalhados pelo mapa, escondidos nas garagens de certos NPCs.

Forza Horizon permitirá construir uma vida no Japão

Ao progredir no Diário de Coleção, os jogadores poderão desbloquear e comprar casas e garagens customizáveis pelo Japão. Ao todo, o mapa possui 8 residências disponíveis, cada uma servindo como ponto de viagem rápida.

As garagens poderão ser decoradas livremente e também permitirão que os jogadores montem showrooms particulares para os amigos.

Garagens de Forza Horizon 6 servirão de showroom (Divulgação/Microsoft)

Outra grande novidade de Forza Horizon 6 é o The Estate, um modo criativo inspirado no conceito japonês de Akiya (casas ou propriedades abandonadas que são revitalizadas em prol da comunidade). O local fica situado em um vale montanhoso vazio e exigirá créditos do jogo para construir estruturas, pistas e decorações livremente.

Forza Horizon 6 seguirá a tradição dos encontros reais de Daikoku, onde os jogadores poderão ir a pontos específicos do mapa para exibir carros, baixar pinturas e iniciar comboios. Esses espaços incluirão modalidades como o Time Attack e Corridas de Arrancada (Drag). Modos que já são queridinhos dos fãs também retornarão, como é o caso de O Eliminador e Esconde-Esconde.

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Ex-chefe crava: Steam Machine é o rival do PS5 e Xbox está no caixão

Após o novo relatório do jornalista Jason Schreier indicar que a Sony pode parar de lançar exclusivos single-player para o PC, o ex-executivo da Blizzard e Xbox, Mike Ybarra, afirmou que o Steam Machine é o novo concorrente do PlayStation. O comentário foi feito no X nesta segunda-feira (2).

Para Ybarra, a Sony encara a Valve como uma grande e nova concorrente, enquanto "eles veem o último prego no caixão com o Xbox e a rotatividade de usuários". Em outubro do ano passado, a empresa anunciou que entrará no mercado de consoles com o Steam Machine, que promete levar a experiência do PC e do SteamOS para a sala de estar.

Desde 2020, a Sony tem lançado vários de seus jogos populares do PlayStation 4 e PlayStation 5 no Steam. Isso permitirá que jogadores que possuírem um Steam Machine muito provavelmente possam jogar God of War e The Last of Us, mesmo sem um PlayStation. "A Valve não comete muitos erros, e a Sony é inteligente ao perceber isso", afirmou o executivo.

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Outro detalhe muito importante é que a CEO da divisão de games, Asha Sharma, confirmou nesta quinta-feira (5) que o próximo Xbox será, de fato, um híbrido entre console e PC no Project Helix. Novamente, é bem provável que jogadores que possuem jogos no Steam poderão acessar títulos de PlayStation no PC pelo Xbox Helix, o que é uma quebra de paradigma.

Jogos do PlayStation já lançados no Steam provavelmente serão jogáveis no Steam Machine e Xbox Helix (Divulgação/Sony)

A reportagem de Jason Schreier indica que a saída da Sony do mercado de PC também ocorreu por preocupações com a imagem da marca PlayStation e as vendas de seus consoles. Saros, Marvel's Wolverine e Ghost of Yotei devem se manter exclusivos do PS5 para sempre. O bem-sucedido no PC Helldivers II e outros jogos como serviço devem seguir nos computadores e até mesmo no Xbox, como é o caso de Marathon.

Preço do Steam Machine pode limitar concorrência da Valve

A Valve não se safou da crise de memórias provocada pelo setor de IA, o que levou a companhia a rever os preços e a data de lançamento do Steam Machine e do dispositivo de RV, Steam Frame. Em comunicado publicado no mês passado, a companhia afirmou que esperava dar novas informações sobre seu PC compacto no início deste ano: "mas a escassez de memória e armazenamento que está afetando todo o setor, sobre a qual você já deve ter ouvido falar, se intensificou rapidamente desde então".

O Steam Machine segue programado para o primeiro semestre de 2026. Contudo, o preço do hardware, que já era uma das maiores questões no anúncio do PC compacto em outubro do ano passado, volta a se repetir. Muitos usuários e analistas afirmam que o sucesso do Steam Machine depende do seu preço em relação à montagem de um PC e a outros consoles de mesa.

Vale lembrar que estamos vivendo em uma época em que os consoles de videogames não estão caindo de preço com o passar do tempo, algo que era praticamente uma norma em outros momentos. Agora, com o Xbox Helix confirmado como uma mistura de console e PC, muitos especulam que a Microsoft não irá vender o hardware com prejuízo, o que pode levar a preços assustadores

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O que é um jogo hero shooter?

A partir de 2016, o gênero hero shooter começou a se popularizar com a ascensão de títulos como Battleborn, Paragon e Overwatch. Esse estilo de jogo multiplayer PvP, normalmente baseado em times, acabou passando por grandes revoluções, movimentos de saturação e um renascimento em 2026.

Porém, como todo gênero do setor multiplayer, os hero shooters têm se desgastado com o tempo. Não à toa, temos alguns poucos jogos do tipo que ainda reinam atualmente. Novas ideias e jogos mais bombásticos, como Marvel Rivals, acabaram por ganhar certo destaque, em especial quando a Blizzard tropeça em Overwatch.

Apesar de toda essa saturação, o subgênero possui uma complexidade muito maior e um núcleo bem diferente de outros subgêneros baseados em equipes dentro dos shooters.

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Overwatch 2 perdeu o número em 2026 (Divulgação/Microsoft)

No fim das contas, o que de fato é um jogo hero shooter? Como esse subgênero evoluiu e se destaca de outros estilos multiplayer, como MOBA e battle royale? Pensando nessas perguntas, o Canaltech apresenta o gênero de Overwatch, Valorant e o defunto Highguard.

O que é um jogo hero shooter?

O hero shooter é um subgênero do amplo estilo dos shooters, com foco em PvP e baseado em equipes multiplayer. Diferentemente de jogos de tiro táticos ou de classes, títulos como Overwatch priorizam os personagens jogáveis, que são o centro da experiência.

O estilo normalmente oferece um leque variado de heróis, cada um com suas habilidades, forma de jogar, classe e ritmo. Os hero shooters podem assumir uma perspectiva em primeira ou terceira pessoa e, normalmente, oferecem objetivos macro durante as partidas, seja capturar uma bandeira ou plantar bombas.

Normalmente, o subgênero exige dos jogadores sinergia e trabalho em equipe, em que cada personagem deve desempenhar um papel para que o time funcione bem. Essas engrenagens compõem um importante elemento de estratégia nos hero shooters, o que os difere de jogos multiplayer mais crus, como o próprio Call of Duty, por exemplo.

Battleborn saiu no boom de hero shooters em 2016 (Divulgação/Take-Two Interactive)

Essa complexidade permite aos jogadores explorarem várias estratégias e personagens, além de criar metagames. Embora seja vista como algo positivo, essa característica também significa que há uma barreira maior de entrada para jogadores iniciantes, em especial aqueles que não possuem um time predefinido.

Os hero shooters viraram de cabeça para baixo aqueles jogos com sistemas de classe, como é o caso de Battlefield 1942. Os personagens não se resumem apenas às suas habilidades exclusivas; cada um tem personalidades diferentes que são impressas nas arenas e com as próprias skills.

Personagens são a alma dos hero shooters

Os personagens em hero shooters precisam ser o principal chamariz para os jogadores, o que exige uma equipe de desenvolvedores talentosa para criar bonecos cativantes, carismáticos e vivos. Concord é um bom exemplo de fracasso ao tornar seus heróis pouco atraentes ao público geral e, por consequência, falhar miseravelmente.

Não à toa, o subgênero ficou marcado por trailers e cinemáticas em que os personagens assumem papéis de protagonismo e agem como a cara da marca. A Blizzard sempre fez isso muito bem com suas IPs, a partir de animações dignas de curtas de cinema.

Concord falhou em chamar atenção de seus personagens (Divulgação/Sony)

Essa personificação é importante para engajar os jogadores e fazer com que se interessem cada vez mais pelo universo do jogo, para, consequentemente, gastarem horas de gameplay no processo.

As animações também permitem que as desenvolvedoras se aprofundem ainda mais no background dos heróis e na história do mundo, tornando-os cada vez mais protagonistas dos hero shooters. Claro que a estabilidade dos servidores é importante, assim como balanceamento, controles e movimentação. No entanto, nada disso funcionará para um hero shooter se ele não tiver personagens que realmente se destaquem no meio da avalanche de jogos como serviço.

Como o hero shooter surgiu?

Não se sabe ao certo o momento exato em que os jogos hero shooter realmente surgiram, mas há certas bases que não podemos descartar. Faça chuva ou faça sol, a Valve conseguiu ser inovadora em qualquer gênero em que decidisse entrar de cabeça. Foi assim com Half-Life no gênero FPS para PCs, Portal e sua mistura de puzzles engenhosos e narrativa, além de Counter-Strike e a evolução dos eSports.

Se listarmos todos os pontos que levantamos sobre os pilares dos hero shooters, um jogo da dona do Steam vem rapidamente à cabeça quando falamos na origem do subgênero: Team Fortress 2. Lançado em 2007, TF2 foi um dos títulos mais importantes do cenário multiplayer da época ao introduzir um PvP baseado em equipes, em que os jogadores podiam escolher classes para se enfrentarem e completar objetivos.

A franquia da Valve não se destacou apenas por sua gameplay viciante ou por trazer um tom mais cômico à mesa. A empresa também investiu em uma série de cinemáticas que davam profundidade àquele universo e realçavam os personagens do jogo. O Meet the Team consistia em animações que faziam justamente esse trabalho de engajar a comunidade.

Paragon absorveu muitos elementos de MOBA (Divulgação/Epic Games)

As equipes por trás de Paragon, Battleborn e Overwatch, todos hero shooters à sua maneira, destacaram Team Fortress 2 como uma das maiores inspirações para criar seus respectivos jogos. Apesar de todas as semelhanças, o multiplayer da Valve ainda não era exatamente o que a gente conhece hoje em dia como um hero shooter. É aí que entram os MOBAs.

Apesar de todo o meme em torno de jogos como League of Legends, a explosão do gênero MOBA ajudou ainda mais na criação dos hero shooters mais famosos, bem como no cenário de eSports. O estilo incorpora uma vasta seleção de personagens com objetivos que vão muito além de eliminar o outro time. Estratégia e trabalho em equipe são dois pilares dos MOBAs, que normalmente assumem uma perspectiva isométrica e também incluem elementos PvE.

O início dos anos 2010 foi de extrema importância tanto para os hero shooters como para os MOBAs. League of Legends e DOTA 2 explodiram em popularidade na época, o que permitiu uma ascensão dos jogos competitivos como um todo. Eles foram responsáveis por profissionalizar atletas e foram essenciais para a solidificação dos eSports, junto a outros títulos como Counter-Strike. Fizeram tudo isso com um elenco de personagens carismáticos e ricos em histórias que conquistaram os fãs (e até renderam adaptações como Arcane), além de suas poderosas cinemáticas e eventos globais.

E se uníssemos shooter e MOBA?

Um dos motivos pelos quais a indústria dos games é fantástica é a forma como os artistas por trás dos jogos unem elementos de diversos gêneros para criar algo totalmente novo.

Foi o que a Gearbox Software fez com Battleborn, jogo que misturava shooter e MOBA, com progressão e PvE parecidos com o que encontramos em League of Legends, por exemplo. Ao misturar as ideias dos dois gêneros, a desenvolvedora desempenhou um papel muito importante na popularização do hero shooter.

Overwatch desbancou DOOM, Titanfall 2 e Uncharted 4 no TGA 2026 (Divulgação/Microsoft)

No mesmo ano, em 2016, a Blizzard acabou capturando a essência do MOBA e a uniu ao gênero de shooter com Overwatch. No entanto, a produtora optou por focar ainda mais em seu elenco icônico de personagens em detrimento das mecânicas de MOBA, rendendo ao título nada menos que a categoria máxima de Jogo do Ano no The Game Awards 2016.

Paragon, encerrado pela Epic Games em 2018, também fez parte dessa leva inicial de hero shooters. Em entrevista ao GamaSutra (atual GameDeveloper), o diretor criativo do jogo, Steve Superville, explicou a relação entre os dois gêneros. “Queríamos pegar todas as coisas que são ótimas nos MOBAs: os diferentes heróis, as diferentes habilidades que você tem, o trabalho em equipe e a estratégia que vem junto com um mapa grande, em que não é apenas correr e matar algo como o único mecanismo para o sucesso. E combinar isso com o que amamos fazer, que é criar ação.”

Diferenças de hero shooters para outros gêneros

É muito fácil saber se um jogo é ou não um hero shooter só de bater o olho. Porém, com a diversidade de gêneros de games nos dias de hoje, ainda mais se levarmos em conta jogos multiplayer, é fácil confundir um estilo com outro. É sempre bom lembrar que não existe regra escrita em pedra: todos os jogos podem reunir ideias e mecânicas de diferentes gêneros e englobar tudo isso na gameplay.

Para evitar confusões, separamos alguns subgêneros que podem causar certas dúvidas na hora de definir o que é e o que não é um hero shooter.

O primeiro deles é o shooter baseado em classes, como Battlefield 1942 e Team Fortress 2. A principal diferença entre esse estilo e os hero shooters é o enfoque nos personagens. Em jogos como Overwatch, o sistema de classes fica em segundo plano para dar preferência aos heróis, suas habilidades, história e formas diferentes de jogar.

Team Fortress 2 foi um dos maiores sucessos do gênero shooter multiplayer (Divulgação/Valve)

Os shooters táticos, muito bem representados por Counter-Strike, têm um enfoque muito maior em mira e reflexo, ou seja, na gunplay. Hero shooters prezam muito mais pela sinergia da equipe e estratégia ao usar habilidades, em especial quando colocamos os objetivos em xeque. Como dito anteriormente, nada está escrito em pedra. Um excelente exemplo que une shooter tático e hero shooter é Valorant, da Riot Games (coincidentemente uma das pioneiras modernas do gênero MOBA).

Outro estilo de jogo que apareceu bastante nos últimos anos foram os battle royales, popularizados principalmente por PUBG e, logo depois, Fortnite. A diferença entre hero shooter e battle royale é brutal. O foco do gênero é a eliminação até restar um jogador ou uma equipe, enquanto shooters de heróis acontecem em batalhas de arena nas quais o conflito acontece entre duas equipes. Assim como os shooters táticos, também há um representante que une hero shooter e battle royale: Apex Legends.

Hero shooter: o auge e a saturação

Apesar do aparente retorno sólido de Overwatch em 2026, o gênero hero shooter passou por poucas e boas em sua primeira década de popularização. Apesar de gerar bastante barulho em 2016, poucos jogos acabaram conseguindo se infiltrar no estilo com êxito e se manterem relevantes até os dias de hoje.

Concord e Highguard são os dois exemplos mais recentes de fracassos retumbantes no cenário de hero shooters. Apesar de propostas muito diferentes, com o primeiro prometendo uma experiência mais raiz, enquanto o segundo tentou emplacar a novidade de "raid shooter", ambos não priorizaram os personagens como experiência central na gameplay.

Highguard foi o último anúncio do The Game Award 2025 (Divulgação/Wildlight Entertainment)

Não estamos falando apenas de habilidades aqui, mas de carisma, estilo único e histórias que convençam os jogadores a conhecê-los melhor. Concord até tentou fazer uso de cinemáticas em um estilo parecido com Guardiões da Galáxia, enquanto Highguard não apresentou material extra para introduzir e engajar seu elenco.

Embora Highguard tenha sido duramente criticado e até ridicularizado, a Wildlight Entertainment genuinamente tentou entregar algo diferente, que acabou não vingando com toda aquela coisa de raid shooter por etapas. Porém, foi dessa forma que o hero shooter nasceu e cresceu: com o teste de ideias e a mistura de diferentes gêneros.

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Forza Horizon 6 acelera pelo Japão em nova gameplay; assista

A IGN publicou uma gameplay exclusiva de Forza Horizon 6 nesta quinta-feira (5) como parte do programa IGN First. O vídeo, com pouco mais de oito minutos de duração, traz alguns dos biomas apresentados pela Playground Games no fim de janeiro deste ano, durante o Xbox Developer_Direct.

Como a maioria das pessoas já deve saber, Forza Horizon 6 será ambientado no Japão, local muito pedido pelos fãs da franquia há eras. Este também será o jogo da série com o maior mapa até agora e incluirá pistas e locais famosos no Japão da vida real.

Durante a nova gameplay, podemos ver um desses locais no jogo. A Ponte Irabu Ohashi é uma belíssima estrutura de 3,5 km e serve para conectar as ilhas de Irabu e Miyako. Além de cruzar um belo oceano azul, a ponte estará em Forza Horizon 6.

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No trailer compartilhado pela desenvolvedora em um momento anterior, também podemos ver a Tateyama Kurobe Alpine Route, famosa entre corredores do Japão por seus paredões de neve que podem chegar a 20 metros de altura.

O vídeo exclusivo da IGN pode ter soado um pouco cru, mas faz sentido. Ao comentar sobre a gameplay, o portal revelou que a Playground Games reduziu o tráfego do jogo, o que deixou as pistas mais vazias. O motivo era permitir uma melhor visualização dos cenários. O portal elogia a forma como a desenvolvedora integrou os biomas uns aos outros, criando suaves transições da vida urbana de Tóquio para montanhas cobertas de neve do interior.

Podemos dar uma olhada no design de som do jogo. Forza sempre foi conhecido por seu excelente uso do áudio, seja na subsérie Horizon ou até mesmo em Motorsportesta última deve ficar adormecida por um tempo. Podemos ver um pouco disso na prática em momentos nos quais o carro passa por alguns túneis, replicando os ecos que acontecem na vida real.

Forza Horizon 6 chega em maio

Forza Horizon se tornou uma das franquias mais importantes da história do Xbox nesta geração. O quinto jogo da série virou a cara do Xbox Series e segue como o jogo first-party mais bem quisto pelos jogadores e crítica.

A Playground Games também se tornou um estúdio muito relevante para os planos da Microsoft. Agora, o estúdio deve lançar não só um, mas dois jogos em 2026. A começar pelo próprio Forza Horizon 6, que chega ao PC e Xbox Series em 19 de maio deste ano. O jogo de corrida ainda deve chegar, em uma data posterior, ao PlayStation 5.

Forza Horizon 6 chegará ao Xbox Game Pass Ultimate no lançamento (Divulgação/Microsoft)

Quanto ao outro jogo da Playground Games, Fable é o retorno da franquia de RPG do Xbox que deixou todos de queixo no chão quando surgiram mais detalhes durante o Xbox Developer_Direct, em janeiro. O jogo chega entre o fim de setembro e dezembro, mas provavelmente evitará o lançamento de GTA 6, em 19 de novembro de 2026.

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Resident Evil Requiem explode em vendas e pode quebrar recorde da franquia

A Capcom anunciou nesta quarta-feira (4) que Resident Evil Requiem vendeu 5 milhões de cópias em apenas cinco dias após o lançamento. O survival horror estreou em 27 de fevereiro e ficou marcado pela recepção positiva da crítica e dos jogadores. No Metacritic, o jogo segue como o mais bem avaliado do ano até o momento.

Resident Evil Requiem marca o 30º aniversário da franquia Resident Evil, iniciada no PlayStation em 1996. O nono título da série se destacou por conectar a história da linha principal com Resident Evil Outbreak, além de marcar o retorno de Leon S. Kennedy.

O Polygon ressalta que Resident Evil Requiem pode ser o jogo que alcançou mais rapidamente a marca de 5 milhões de unidades em toda a franquia. O recorde anterior foi de Resident Evil 6, que vendeu 4,5 milhões de cópias em seu lançamento. Contudo, o título saiu em uma época em que as empresas registravam distribuição de mídia física para o varejo como vendas, o que não significa que os jogos estavam de fato nas mãos dos jogadores, explica o portal.

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Para efeito de comparação, o aclamado remake de Resident Evil 2, lançado em 2019, vendeu cerca de 3 milhões de cópias em apenas uma semana. Ao todo, a franquia Resident Evil vendeu mais de 188 milhões de unidades desde sua estreia, há 30 anos.

We would like to express our heartfelt gratitude to the over five million players who braved the horrors of Resident Evil Requiem. Thank you for 30 years of support. ❤️ pic.twitter.com/KbzXAnsEII

— Resident Evil (@RE_Games) March 4, 2026

Um reflexo de toda essa popularidade de Resident Evil Requiem são os números de jogadores simultâneos registrados no Steam. Em sua estreia, o survival horror registrou cerca de 344 mil jogadores simultâneos na plataforma da Valve, o maior pico de usuários em toda a franquia no Steam.

Resident Evil Requiem chegou ao PC, PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e Xbox Series. Estimativas compartilhadas no SteamDB apontam que ao menos 2 milhões de cópias foram comercializadas no PC.

Capcom acerta novamente com Resident Evil Requiem

Após passar por dificuldades no início da década passada, a Capcom tem mostrado toda a sua força, marcando presença anualmente com franquias de peso e jogos menores, mas que carregam muita qualidade. O carro-chefe da empresa neste ano é Resident Evil Requiem, mas a produtora japonesa também anima ao trazer jogos como Pragmata e Monster Hunter Stories 3 à sua vasta line-up.

Para o Canaltech, o survival horror protagonizado por Leon e Grace se destaca ao retornar às raízes de Raccoon City, ao passo que interliga as histórias dos personagens principais com batalhas cinematográficas e o horror característico da série.

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Sem perdão: Highguard é cancelado em 2 meses e expõe crise na indústria

A Wildlight Entertainment anunciou nesta terça-feira (3) que encerrará Highguard permanentemente a partir do dia 12 de março. O cancelamento do raid shooter free-to-play acontece três meses depois do anúncio do jogo no The Game Awards 2025 e pouco menos de dois meses após o lançamento.

"Hoje, compartilhamos notícias difíceis", iniciou o comunicado da desenvolvedora. "Tomamos a decisão de encerrar permanentemente o Highguard no dia 12 de março". A Wildlight afirmou que mais de 2 milhões de jogadores passaram pelo raid shooter neste tempo.

Highguard alcançou quase 100 mil jogadores no Steam em seu lançamento. O número pode estar ligado principalmente ao destaque que o apresentador do The Game Awards, Geoff Keighley, deu ao jogo tanto no evento como posteriormente em publicações no X. O título perdeu jogadores com o passar das semanas e opera com menos de mil jogadores simultâneos desde o dia 22 de fevereiro.

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Conforme a desenvolvedora, "apesar da paixão e do trabalho árduo da nossa equipe, não conseguimos construir uma base de jogadores sustentável para manter o jogo a longo prazo". Apesar do encerramento iminente, a equipe revelou estar animada para lançar uma última atualização de conteúdo. Entre as novidades estão um novo Warden, uma nova arma, progressão de nível de conta e árvores de habilidades. O update deve chegar nesta quarta-feira.

Highguard will go offline on March 12. pic.twitter.com/I1VCfhqrlc

— Geoff Keighley (@geoffkeighley) March 3, 2026

Os primeiros sinais de problemas de Highguard surgiram logo no lançamento, em 27 de janeiro deste ano. O multiplayer sofreu uma bomba de reviews negativas. As análises dos usuários criticavam principalmente a performance do jogo no PC, problemas de servidores e o estilo artístico adotado pelo estúdio, visto como genérico por jogadores.

Futuro do estúdio de Highguard é incerto

Duas semanas depois da conturbada estreia, a equipe da Wildlight sofreu um corte de funcionários. Estima-se que cerca de 80 colaboradores perderam seus empregos na rodada de demissões. Vale lembrar que Highguard foi financiado pela Tencent, que aparentemente retirou seu investimento após o jogo não corresponder às expectativas da gigante chinesa.

Highguard foi apresentado como ultimo jogo no The Game Awards 2025 (Divulgação/Wildlight Entertainment)

Em seu comunicado, a Wildlight Entertainment não revelou qual será o futuro do estúdio. Não se sabe ao certo se, com o encerramento de Highguard, o estúdio também fechará as portas ou tentará a sorte em um novo projeto.

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Xbox registra patente de IA que joga sozinha para você não empacar no jogo

Uma nova patente registrada em 2024 pela Microsoft e descoberta pelo site Tech4Gamers nesta terça-feira (3) sugere que a companhia planeja utilizar IA e tecnologia em nuvem para auxiliar usuários em seus jogos. A ideia é eliminar a necessidade dos usuários saírem dos jogos para ver tutoriais no YouTube ou mesmo ler fóruns atrás de dicas.

Esta ajuda seria ativada por meio de um pop-up que daria o controle do jogo para um agente de IA ou mesmo para um humano de verdade. Com isso, o agente assumiria o comando de forma temporária. Ao final da ajuda, o jogador pode escolher manter o progresso ou voltar para o ponto inicial.

A tecnologia utilizaria modelos capazes de ler o que está acontecendo na tela. Além de assumir o controle, a IA poderá conversar via chat e explicar o passo a passo para superar o obstáculo. A Microsoft argumenta que as formas oferecidas aos jogadores para superar certos trechos nos games são "rudimentares".

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A patente ainda sugere que será possível avaliar os agentes de IA ou humanos baseado em sua performance em determinados jogos ou gêneros específicos.

Agente de IA controlará game pelo jogador (Divulgação/Microsoft)

Curiosamente, em 2025 a Sony registrou uma patente parecida na Organização Mundial da Propriedade Intelectual. A dona do PlayStation batizou o projeto de "AI Generated Ghost Player". A ideia é que um agente assuma o controle do jogo em tempo real e jogue sozinho, temporariamente, em partes nas quais o usuário tenha dificuldades.

Patente é descoberta ao passo que líder do Xbox quer se afastar da IA

O registro da patente da Microsoft sobre o uso de agentes de IA em jogos veio à tona uma semana após a nova CEO do Xbox, Asha Sharma, assumir o cargo. A comunidade e a mídia estão receosas quanto à nova liderança por seu background em Inteligência Artificial, artifício não muito bem-visto por jogadores e desenvolvedores.

Em sua apresentação, Asha Sharma revelou que: "Não vou inundar nosso ecossistema com lixo gerado por IA. Não teremos resultados descuidados, não teremos trabalhos derivados".

Em entrevista ao Windows Central, Matt Booty revelou que não há pressão da Microsoft sobre o Xbox para a utilização de Inteligência Artificial. Em contrapartida, ex-funcionários da King revelaram ao portal Mobile Gamer que a situação não é bem assim.

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Venda de jogos em mídia física atinge o menor patamar desde 1995

O diretor sênior e conselheiro da indústria de videogames na Circana, Matt Piscatella, revelou em uma publicação no BlueSky que os gastos com jogos físicos caíram 11% nos Estados Unidos em 2025.

Piscatella ressaltou que esta é a menor taxa de declínio desde 2021, quando foi registrada uma queda de 8%. O resultado também é melhor do que o gasto com mídia física em 2024, ano que registrou um decréscimo de 28% ante o período anterior.

Apesar dos resultados relativamente positivos, o diretor da Circana afirmou que o investimento em mídia física no país atingiu US$ 1,5 bilhão em 2025, o menor valor registrado desde 1995.

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Desde a introdução das lojas de jogos digitais na sétima geração, os jogos em mídia física vêm sofrendo baixas anuais ante a conveniência dos games digitais, apesar de questões envolvendo licenças e DRM.

Nintendo Switch 2 passou por problemas relacionados a armazenamento dos cartuchos (Divulgação/Nintendo)

Piscatella afirma que o pico de gastos com novos videogames em mídia física nos EUA foi registrado em 2008, quando o setor atingiu US$ 11,6 bilhões. Desde então, os gastos com jogos nesse tipo de mídia registram quedas anuais. O analista ainda pontua que o Nintendo Switch 2 ajudou a mitigar a queda em 2025, apesar da polêmica com relação aos Game-Key Cards.

O Los Angeles Times publicou uma matéria na segunda-feira passada (23) sobre a Geração Z estar revitalizando o cenário de mídia física para música e filmes. Para o jornal, os jovens estão encarando a posse de mídia física como uma forma de rebeldia cultural. Piscatella discorda parcialmente da reportagem:

"Sem dúvida, há algo a se considerar no desejo de retornar aos dispositivos analógicos e não conectados, especialmente para a Geração Z. Mas uma 'mudança drástica'? Não vejo isso".

Mídia física de jogos morreu?

Há anos se discute a extinção da mídia física, seja pela perda de interesse dos consumidores ou pela falta de investimentos das empresas. Esse é o caso da Sony e da Microsoft, que apostam em catálogos de jogos via streaming, serviços de nuvem e no lançamento de consoles all-digital (hardware que não possui leitor de discos).

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