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Após cerimônia na UFRGS, Néstor Canclini recebe diploma de Doutor Honoris Causa no México

Referência internacional nos estudos sobre cultura, antropologia, modernidade e transformações sociais na América Latina, Néstor García Canclini recebeu, no México, o diploma de Doutor Honoris Causa concedido pela UFRGS. A homenagem, iniciada meses antes em uma cerimônia híbrida na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ganhou um encontro presencial: como o antropólogo não pôde estar em Porto Alegre para receber o título, a entrega ocorreu em julho, no Departamento de Antropologia da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM), Unidade Iztapalapa.

O diploma foi entregue pela professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRGS Nilda Jacks, que representou a Universidade na ocasião. O título havia sido concedido anteriormente, em evento híbrido, em reconhecimento à trajetória acadêmica do cientista social argentino e à sua contribuição para os estudos latino-americanos sobre as transformações das sociedades contemporâneas.

Na cerimônia ocorrida em abril na UFRGS, Nilda, que foi a oradora, percorreu em seu discurso marcos da trajetória e da vasta produção intelectual de Canclini, destacando como sua obra impactou fortemente a formação de pesquisadores da Universidade, especialmente da Fabico. Nilda disse que Canclini sempre agiu com humildade intelectual e honestidade acadêmica, o que, segundo ela, é “uma prática exemplar, uma posição pedagógica que muito nos tem a ensinar”. Em agradecimento à homenagem e às palavras da oradora, Canclini afirmou que o ato culminava uma relação de proximidade entre o Brasil e a UFRGS. Em seu discurso, intitulado Acá y allá en la Era Digital, destacou a reorganização tecnológica da vida social, em que os modos de conhecer e de estar juntos mudaram.

O encontro em solo mexicano teve as participações de Rocío Gil Martínez de Escobar, chefe do Departamento de Antropologia da UAM-Iztapalapa; Javier Rodríguez Lagunas, secretário da Unidade Iztapalapa; e Nilda Jacks. Também estiveram presentes professores da universidade mexicana que mantêm ou mantiveram atividades de pesquisa com Canclini, entre eles o antropólogo Gustavo Lins Ribeiro, além de estudantes do Departamento de Antropologia.

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Néstor Canclini é o novo Doutor Honoris Causa da UFRGS

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UFRGS promove debate sobre Jornalismo e violência contra a mulher

A UFRGS abriu espaço, nesta quarta-feira, 18, para um debate necessário e urgente: o papel do jornalismo diante da violência contra as mulheres. Na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), mais de cem estudantes participaram do primeiro encontro do ciclo Comunicação + Diversa, que ao longo do ano propõe ampliar vozes e perspectivas. Com o tema “Jornalismo e Violência Contra Mulheres”, a atividade reuniu diferentes olhares sobre como a mídia pode – e deve – atuar no enfrentamento às violências de gênero. O encontro foi realizado em parceria com a Secretaria de Comunicação da UFRGS e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS).

O evento teve início com uma fala da coordenadora substituta do curso de Jornalismo Gisele Dotto Reginato, ressaltando a relevância no Jornalismo pensar e discutir o tema. “É muito importante entender que essa pauta atravessa todas as disciplinas“. Ainda durante a abertura, a representante da Secretaria de Comunicação Social (Secom) , diretora do Centro de Teledifusão Educativa (CTE), Liz de Bortoli, comentou que entende como a cobertura jornalística é essencial, mas almeja pelo momento utópico em que não seja mais necessário relatar casos de violência contra a mulher.

Foto: Ana Volkman, acadêmica de Jornalismo

Com mediação da professora do Departamento de Comunicação Débora Gadret, estavam presentes para discussão Márcia Veiga, docente no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM/PUCRS) e na Escola de Comunicação, Artes e Design (Fameco/PUCRS), e Marcela Donini, jornalista e coordenadora de conteúdo.

As falas das convidadas foram concentradas em debater a responsabilidade do Jornalismo ao comunicar casos de feminicídio, e apresentaram aos estudantes um manual de condutas que devem e não devem ser praticadas por jornalistas enquanto decidem a forma de relatar o acontecimento. Ainda assim, Marcela Donini destaca: “Quando falamos da violência contra mulher, estamos falando muito além do feminicídio“ e lembra, o feminicídio é a última etapa da agressão.

Em sua fala, a presidenta do SindJoRS Laura Lagranha destacou que o Sindicato de Jornalista está, atualmente, promovendo uma iniciativa para alterar a linguagem utilizada em reportagens sobre o feminicídio. O objetivo é conscientizar que a vítima não deve ser colocada como manchete ou como culpada, mas sim o agressor. No evento,  ocorreu também o lançamento da edição especial Universo das Mulheres do Versão de Jornalistas. O conteúdo pode ser conferido neste link

Comunicação+Diversa

O ciclo de encontros faz parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um compromisso conjunto dos três poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) para integrar ações de prevenção, proteção e responsabilização no combate à violência letal contra mulheres e meninas.

Além de promover o debate público sobre um tema urgente, o encontrobuscou refletir sobre o papel do Jornalismo na construção de narrativas responsáveis e comprometidas com os direitos das mulheres. Ao reunir pesquisadoras e profissionais da área, a iniciativa contribuiu para fortalecer o diálogo entre universidade, profissionais da comunicação e sociedade, estimulando práticas jornalísticas mais éticas, críticas e sensíveis às desigualdades de gênero.

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UFRGS realiza debate com o tema Jornalismo e Violência Contra Mulheres

A Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), em parceria com a Secretaria de Comunicação da UFRGS e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS), promove, no dia 18 de março, quarta-feira, o primeiro encontro do ciclo de debates que será realizado ao longo do ano, Comunicação + Diversa. Com o tema “Jornalismo e Violência Contra Mulheres”, o encontro ocorre às 9h, no Auditório 1 da Fabico. Não haverá transmissão online. A entrada é gratuita, sem necessidade de inscrição. A Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação está localizada na rua Ramiro Barcelos, 2777, Campus Saúde.

Com mediação da professora do Departamento de Comunicação da Fabico Débora Gadret, o tema será discutido por Márcia Veiga, docente no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM/PUCRS) e na Escola de Comunicação, Artes e Design (Fameco/PUCRS), e por Marcela Donini, jornalista e coordenadora de conteúdo.

O projeto faz parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um compromisso conjunto dos três poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) para integrar ações de prevenção, proteção e responsabilização no combate à violência letal contra mulheres e meninas.

Além de promover o debate público sobre um tema urgente, o encontro busca refletir sobre o papel do Jornalismo na construção de narrativas responsáveis e comprometidas com os direitos das mulheres. Ao reunir pesquisadoras e profissionais da área, a iniciativa também contribui para fortalecer o diálogo entre universidade, profissionais da comunicação e sociedade, estimulando práticas jornalísticas mais éticas, críticas e sensíveis às desigualdades de gênero. O ciclo Comunicação + Diversa pretende, ao longo do ano, ampliar esse espaço de reflexão sobre diversidade, representação e responsabilidade social na comunicação.

A coordenadora substituta do curso de Jornalismo da Fabico, Gisele Dotto Reginato, destaca que é extremamente relevante discutir este tema, ainda considerando-se os altos índices atuais de feminicídio. “Entendo que, enquanto estudantes, profissionais e pesquisadores do jornalismo, temos o dever de pensar como nosso campo está atuando na cobertura dessas pautas. O jornalismo tem um papel fundamental numa sociedade democrática e se ele fornece ou não uma informação qualificada isso pode ocultar ou visibilizar problemas sociais, possibilitar ou não um debate público. Por isso a Fabico, por meio da coordenação do curso de Jornalismo, considerou muito importante participar da organização desse evento, junto à Secom, para possibilitar esse debate imprescindível dentro da Universidade”, afirma a professora.

Convidadas

Márcia Veiga é autora do livro “Masculino, o gênero do Jornalismo: modos de produção das notícias”, 8o volume da série Jornalismo a rigor, da Editora Insular (2014). Marcela Donini é jornalista e autora da coluna Tudo é gênero, do Matinal.

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