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Professor Alan Alves-Brito vence Prêmio Jabuti Acadêmico na categoria Divulgação Científica

O pró-reitor de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS e docente no Instituto de Física (IF/UFRGS) Alan Alves-Brito foi o vencedor da premiação especial – categoria Divulgação Científica do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026. Com a obra Cosmologias e cosmopolíticas afropindorâmicas (Editora Marcavisual), o docente da Universidade recebeu o reconhecimento na cerimônia realizada no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, na noite desta terça-feira, 11 de agosto. Outros dois livros de pesquisadores ligados à UFRGS foram finalistas.

A obra Cosmologias e cosmopolíticas afropindorâmicas aborda os arcabouços teóricos, metodológicos, epistemológicos e criativos da exposição com nome homólogo, realizada como parte do projeto Cosmologias africanas, afro-brasileiras e indígenas: relações céu-terra como mobilizações cosmopolíticas da memória (Chamada CNPq/MCTI/FNDCT nº 39/2022). O livro conta com distintas vozes – de pessoas africanas, afro-brasileiras, indígenas, ribeirinhas e povos de terreiro – que, ao estabelecerem relações profundas céu-terra, ajudam a compor outras interpretações do cosmos que desafiam as lógicas ocidentais excludentes.

Na introdução da publicação, o astrofísico da UFRGS afirma que o livro “é também performance e caderno educativo, permeado pelas histórias, narrativas e mitologias poéticas de pessoas que têm não somente resistido há séculos, mas também proposto outras formas de ser e existir no mundo”. E finaliza: “provocativo e eminentemente poético, é também um manifesto pela manutenção da vida na Terra, de forma bela e altamente comprometida com os humanos, não humanos e extra-humanos, na roda da ancestralidade”. [A obra está disponível para acesso gratuito.]

Mais dois finalistas

Entre os finalistas, ficaram outras duas obras com participação de pesquisadores da UFRGS: Impacto da mudança climática nos recursos hídricos do Brasil – volume 2: Extremos hidrológicos, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH/UFRGS) em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) – na categoria Geografia e Geociências. Pela Universidade, estão na organização: Rodrigo Cauduro Dias de Paiva e Walter Collischonn. A publicação reúne resultados de pesquisas sobre os impactos das mudanças climáticas nos recursos hídricos nacionais. A lista completa de pesquisadores reúne outros integrantes do IPH e da ANA: Alexandre Abdalla Araujo, Ana Paula Fioreze, Anderson Luis Ruhoff, Arthur Kolling Neto, Fernando Mainardi Fan, Gabriel Matte Rios Fernandez, Hugo de Oliveira Fagundes, Ingrid Petry, João Paulo Lyra Fialho Brêda, Júlia Brusso Rossi, Leonardo Laipelt dos Santos, Pedro Torres Miranda, Saulo Aires de Souza, Wilany Rodrigues Galvão Alves. [A publicação está disponível para acesso gratuito.]

E a obra Mar de plástico: um panorama da ciência sobre o lixo no mar (Editora Interciência) – que tem, entre os organizadores, o docente Gerson Fernandino, que atua no Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar/UFRGS) – na categoria Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. A organização tem a parceria das pesquisadoras Vanessa Ochi Agostini (egressa do curso de Biologia Marinha e Costeira da UFRGS) e Carla Isobel Elliff, da Universidade de São Paulo. A publicação realiza um diagnóstico sobre a poluição marinha no Brasil e conta com a colaboração de mais de 50 especialistas de diversas regiões do país. Aborda desde a química e a origem do plástico até suas interações com a geologia marinha, os efeitos ecotoxicológicos na fauna, as metodologias de análise em laboratório, além de caminhos voltados à educação ambiental e à formulação de políticas públicas. [Saiba mais no site do Campus Litoral.]

A premiação
O Prêmio Jabuti foi criado em 1958 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e consolidou-se como uma importante distinção na área da produção literária no Brasil. Em 2024, com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi criada a versão acadêmica da premiação, com o objetivo de reconhecer livros acadêmicos, científicos, técnicos e didáticos. Em 2026, foi realizada a terceira edição do Jabuti Acadêmico, com a entrega de estatuetas nas diversas áreas do conhecimento, além de prêmios especiais para divulgação científica, tradução e ilustração/infografia. A lista completa dos vencedores em 2026 está no site da premiação.

Confira a íntegra da premiação:

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Centro de Emprendimentos em Informática (CEI/UFRGS) vence premiação nacional na categoria incubadora de empresas

O Centro de Empreendimentos em Informática (CEI/UFRGS) conquistou o 1º lugar no Prêmio Nacional Anprotec de Empreendedorismo Inovador 2026, na categoria Incubadora de Empresas – Troféu Adelino Medeiros. O resultado foi anunciado na noite de 1º de julho, durante a 36ª Conferência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus/AM. Os demais finalistas nessa categoria foram a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisnos).

O reconhecimento foi concedido ao case “Metodologia CEI”, evidenciando a consistência de um modelo orientado ao desenvolvimento de empreendimentos de base científico-tecnológica, à conexão entre ciência e mercado e à geração de impacto positivo econômico, social e ambiental”. A diretora do CEI, docente Érika Fernandes Cota, recebeu a premiação durante o evento. Promovido pela Anprotec, o prêmio reconhece ambientes de inovação que se destacam pela contribuição à transformação de conhecimento em impacto econômico e social.

Apresentação de Érika Fernandes Cota

O processo de seleção ocorreu em três etapas: análise por banca avaliadora, votação dos associados nas redes sociais e apresentação das candidaturas no Demoday, realizado em 29 de junho, na abertura da Conferência. A avaliação final ocorreu de forma presencial, em Manaus. A edição de 2026 registrou 64 candidaturas, número que representa crescimento superior a 50% em relação à edição anterior.

O Centro

Vinculado ao Instituto de Informática da UFRGS, o CEI atua no apoio a empresas e projetos de base tecnológica, com ênfase no desenvolvimento de deep techs e negócios de impacto socioambiental e na aproximação entre universidade, empreendedores, docentes, estudantes, mercado e parceiros institucionais. A metodologia reconhecida no prêmio organiza essa atuação por meio de diagnóstico, acompanhamento, mentorias, conexões técnicas e apoio ao desenvolvimento dos negócios.

A premiação também reforça o papel das incubadoras universitárias como mecanismos de inovação capazes de contribuir para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social. Ao apoiar empreendimentos em diferentes estágios de maturidade, o CEI amplia as possibilidades de aplicação do conhecimento produzido na Universidade em soluções voltadas a desafios reais da sociedade.

Durante a 36ª Conferência Anprotec, o CEI/UFRGS também foi reconhecido pela certificação Cerne 4, nível máximo de maturidade do modelo Cerne. Desenvolvido pela Anprotec em parceria com o Sebrae, o modelo organiza processos e práticas para qualificar a atuação de mecanismos de inovação. O nível 4 está associado à consolidação da maturidade institucional e à atuação internacional do mecanismo e dos empreendimentos apoiados.

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PET-Saúde UFRGS/SMSPOA é premiado pelo Ministério da Saúde na categoria equidade no trabalho

A 11ª edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde: Equidade), realizado em Brasília, na última semana, premiou, durante Encontro do Programa Nacional de Equidade, Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde (SUS), 27 experiências exitosas na promoção da equidade e do respeito às diferenças de gênero, raça, etnia, identidade de gênero, sexualidade e condições de vida. Cada unidade da federação teve uma experiência premiada com potencial de replicabilidade no SUS. A UFRGS foi a vencedora pelo Rio Grande do Sul, com o projeto “Promoção da equidade no trabalho em saúde: experiências integradas de educação permanente em diferentes serviços de saúde”, realizado em parceria com a Coordenadoria de Saúde Oeste, da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre.

O projeto premiado foi inscrito pelos Grupos de Aprendizagem Tutorial 1 e 4 da UFRGS, coordenados, respectivamente, pelo professor Guilherme Gomes Ferreira e pela professora Luísa Helena do Nascimento Tôrres, no eixo Valorização das trabalhadoras e futuras trabalhadores no âmbito do SUS: Gênero, Identidade de Gênero, Sexualidade, Raça, Etnia, Deficiências e as Interseccionalidades no Trabalho na Saúde. As ações desse PET são de valorização de equipes de trabalho da Rede de Atenção à Saúde de Porto Alegre (RAS), com foco na equidade. Foram realizadas atividades educativas permanentes sobre gênero, sexualidade, relações raciais, valorização de servidoras negras e análise de práticas de atendimento para população LGBTQIAPN+. Na Atenção Primária à Saúde o foco é saúde mental no ambiente de trabalho, em temas como estresse e bem-estar. Os grupos também organizaram seminários sobre vivências pessoais . Nos serviços especializados, trabalharam com divulgação de informações aos pacientes e familiares. Foram elaboradas oficinas, cartilhas, cardse e-books abordando temáticas como racismo, saúde mental, gordofobia, alimentação saudável, capacitismo e proteção LGBTQIAPN+, com orientações sobre denúncias e estímulo a ambiente de trabalho acolhedor.

Luísa Helena do Nascimento Tôrres ao lado do pôster de relato – Crédito: Gisele Gomes / Divulgação

Nacionalmente, foram inscritas 356 experiências, sendo 348 homologadas e 270 selecionadas para a publicação de um e-book. Os contemplados para o prêmio foram escolhidos através de chamada pública realizada por meio do Laboratório de Inovação em Saúde (LIS) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), com foco na identificação, reconhecimento e difusão de práticas inovadoras de integração Ensino- Serviço-Comunidade que promovam equidade em saúde no âmbito do SUS. Mais duas experiências da UFRGS estão na lista de aptos para a publicação: Saúde Mental e Violências: elementos protetores e estressores no contexto de ensino e trabalho das pessoas que atuam no SUS em Porto Alegre (Grupos de Aprendizagem Tutorial 2 e 5); e Maternagem: Direitos da(os) Trabalhadoras (e)s, Ambiência e Processos de Trabalho no SUS. (Grupo Tutorial de Aprendizagem 3).

Confira a lista completa de experiências premiadas e selecionadas para publicação!

Estudantes e SUS

De acordo com o diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Fabiano Santos, o PET-Saúde – Equidade é fundamental para construir uma relação entre estudantes, pessoas usuárias do SUS e o próprio SUS. “É sempre importante destacar que a faculdade forma profissionais individuais, mas o SUS exige um profissional que atenda cada vez mais múltiplas necessidades e tenha múltiplos saberes e que possa cuidar das pessoas como elas precisam.”

Para a coordenadora-geral de Integração Ensino-Serviço-Comunidade, Emile Sampaio, a experiência do programa impacta positivamente a todas as pessoas envolvidas, todos aprendem juntos e durante o processo. “Eu ouço muitas pessoas falarem que com a temática de equidade, elas estão aprendendo pelo mundo. Com a ousadia da equidade, estão aprendendo o trabalho e o cuidado com as pessoas, o cuidado das pessoas e o cuidado da saúde, pelo mundo, por tudo que nos atravessa no cotidiano de vida e que, obviamente, vai marcar e determinar o nosso processo de saúde e vai marcar e determinar o nosso processo de trabalho e cuidado em saúde”.

27 experiências premiadas em Brasília – Foto: Divulgação

Como informações do Ministério da Saúde

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Alunos da UFRGS conquistam primeiro lugar em competições nacionais e internacionais do Design

Os alunos do curso de Ciências da Computação e do Programa de Pós-Graduação em Design (PGDesign) conquistaram ouro no o iF Design Award 2026, no Brasil Design Award 2025 e na 10ª Edição do Prêmio Bornancini com o design da Case E-Truck: Pé de carreta elétrico. Todos os prêmios foram na categoria Design de Produto.

O projeto foi desenvolvido pelo estudante do curso de Ciências da Computação Henrique Anderson Knorst, juntamente com os mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Design e Tecnologia Giancarlo Oliveira da Silveira Cassol e Ivan de Lima e Silva Penz. Trata-se de uma caixa protetora para o sistema elétrico que sustenta a carreta parada, trocando o esforço manual pela tecnologia elétrica e acompanhando a modernização dos caminhões elétricos.

Giancarlo Cassol declarou sentir orgulho em representar o Design desenvolvido no Rio Grande do Sul e no Brasil em um contexto internacional tão competitivo. A equipe segue comprometida em transformar desafios de Design, Materiais e Engenharia no âmbito industrial em soluções relevantes, eficientes e globalmente reconhecidas.

A edição de 2026 do IF Design contou com mais de 10 mil inscrições de 70 países, avaliadas por um júri de 129 especialistas. A premiação contemplou cerca de 5 mil projetos em 93 categorias diferentes, refletindo a diversidade e a complexidade do Design Contemporâneo. A cerimônia de premiação será realizada no dia 27 de abril,no Friedrichstadt-Palast, em Berlim.

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