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SP POD: como o Centro TEA Paulista tem ampliado o acolhimento a famílias de pessoas com autismo

SP POD: como o Centro TEA Paulista tem ampliado o acolhimento a famílias de pessoas com autismo

Criado pelo Governo de São Paulo para fortalecer a rede de atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Centro TEA Paulista já realizou mais de 8 mil atendimentos desde a inauguração, em junho de 2025. Em entrevista ao SP POD, videocast da Agência SP, o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, destacou o papel do equipamento no acolhimento às famílias, na qualificação de profissionais e no apoio aos municípios na formulação de políticas públicas voltadas à população autista.

Localizado na Vila Leopoldina, na zona oeste da capital, o Centro TEA Paulista reúne serviços de orientação, atendimento multidisciplinar, atividades terapêuticas, suporte a familiares e cuidadores, além de ações voltadas à inclusão e à autonomia das pessoas autistas. Segundo o secretário, o equipamento foi concebido para funcionar como uma referência para famílias que buscam informações, apoio e acesso aos serviços disponíveis.

Nesta semana, a gestão paulista iniciou a expansão do programa para outras regiões do estado. Na segunda-feira (22), foi inaugurada a unidade em Bauru, primeira regional do equipamento. A iniciativa amplia o acesso ao atendimento especializado, à orientação de famílias e à capacitação de profissionais, fortalecendo a rede de apoio às pessoas com autismo fora da capital.

Centro foi estruturado em quatro eixos

Durante a entrevista, o secretário explicou que o equipamento foi estruturado a partir de quatro frentes principais: acolhimento, pesquisa, apoio aos municípios e qualificação profissional.

“O centro foi um instrumento importante pensado no governo Tarcísio de Freitas, inaugurado em junho do ano passado, e foi construído com base em quatro eixos: o eixo do acolhimento do autista, da sua família, especialmente da mãe atípica e dos cuidadores; o eixo da pesquisa, que é muito importante; o eixo do apoio às prefeituras na formulação de políticas públicas; e o eixo da qualificação profissional”, afirmou.

Segundo ele, o espaço também passou a atuar como referência para gestores públicos interessados em desenvolver políticas voltadas à população autista. O centro mantém parcerias com universidades para pesquisas e oferece suporte técnico a prefeituras e secretarias municipais.

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O Centro TEA Paulista na capital paulista também abriga o Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência, responsável por oferecer orientações sobre benefícios, programas sociais e direitos, além de apoio psicológico, jurídico e social.

O Centro TEA Paulista funciona 24 horas, todos os dias da semana, com teleatendimento no período noturno (das 18h às 8h) e com regime ininterrupto aos fins de semana e feriados. O objetivo é facilitar o acesso e estabelecer um canal de apoio e orientação em diferentes situações e contextos, nas quais as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), seus familiares e cuidadores possam ter um atendimento remoto, acessível e humanizado.

Apoio às famílias é prioridade

Ao comentar a experiência como pai de uma pessoa autista, o secretário ressaltou a importância de oferecer orientação às famílias que recebem o diagnóstico e precisam lidar com dúvidas e inseguranças.

“O centro serve para essa família que tem dúvida, que vai procurar na internet, ache alguém que sabe, para servir de orientação. E essa orientação também serve para acalmar a família”, disse.

O acolhimento às mães e cuidadores é uma das frentes permanentes do equipamento. O espaço conta com salas de escuta, encontros entre familiares e atividades voltadas ao compartilhamento de experiências.

Ampliação dos profissionais

Outro tema abordado durante a entrevista foi a qualificação de profissionais para atuação com pessoas com deficiência e autistas. Segundo o secretário, a pasta criou uma disciplina universitária voltada ao tema em parceria com instituições públicas de ensino superior do Estado. A iniciativa passou a ser oferecida por universidades como USP, Unesp, Unicamp e Univesp.

“A qualificação partiu de uma constatação de que nós não temos profissionais qualificados para trabalhar com a pessoa com deficiência e com autistas. Porque na nossa formação profissional o tema pessoa com deficiência não era presente”, explicou.

De acordo com ele, cerca de 20 mil estudantes já participaram da formação. “São os futuros profissionais e priorizamos aqueles que estavam no último semestre de cada área. São profissionais que estão entrando no mercado sem preconceito, sem ideias pré-concebidas e sem medo de trabalhar com pessoas com deficiência”, ressaltou. 

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SP POD: comandante da PM destaca queda da criminalidade e expansão da rede de proteção às mulheres

SP POD: comandante da PM destaca queda da criminalidade e expansão da rede de proteção às mulheres

A primeira mulher a assumir o comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo em quase 200 anos de história da corporação, a coronel Glauce Anselmo Cavalli, afirma que sua nomeação representa um marco não apenas para a instituição, mas para toda a sociedade. Em entrevista ao SP POD, videocast da Agência SP, a comandante-geral destacou que a conquista é resultado de uma trajetória construída por gerações de policiais militares e reforçou o compromisso de ampliar os avanços da segurança pública no estado.

“É um avanço institucional, certamente, mas também um avanço de toda a sociedade. Me sinto muito honrada, mas junto com essa satisfação vem um sentimento de responsabilidade. Represento uma caminhada de muitos profissionais, homens e mulheres. As mulheres ingressaram na Polícia Militar em 1955 e completamos recentemente 71 anos dessa trajetória de dedicação, mérito e compromisso. É um ponto de chegada, mas também um ponto de partida nesse avanço”, afirmou a comandante.

Com 33 anos de carreira na corporação, Glauce relembrou que ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco ainda no fim da adolescência, motivada pela possibilidade de seguir uma carreira até então predominantemente masculina. Segundo ela, assumir o posto mais alto da instituição foi uma surpresa, mas também a oportunidade de colocar em prática toda a experiência acumulada ao longo da trajetória profissional.

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Ao comentar o impacto de sua nomeação, a coronel ressaltou a importância da representatividade feminina nos espaços de liderança. “Exemplos arrastam. Acredito que esse avanço possa impulsionar não apenas a presença de mulheres à frente das instituições policiais, mas em todos os espaços de liderança. Sempre com dedicação, mérito e competência, que é o principal legado que queremos deixar”, disse.

Sobre os desafios à frente da maior polícia militar do país, a comandante apontou a manutenção da queda dos índices criminais como uma das principais prioridades do comando. “Temos muita clareza de que os resultados vêm da combinação de esforços e medidas. Quanto maior a integração entre as forças policiais, os órgãos de segurança e os entes federativos, maior é a nossa força. Com tecnologia, inteligência e estratégia, seguimos fortalecendo o combate à criminalidade e garantindo mais segurança para a população paulista”, destacou.

Reforço no efetivo policial 

Durante a entrevista, a comandante também destacou os investimentos realizados pelo Governo de São Paulo para reforçar o efetivo policial, ampliar o uso de tecnologia e fortalecer a integração entre as forças de segurança. Entre as iniciativas citadas estão a formação de novos soldados e a abertura de concursos públicos. Com a última formatura, realizada na terça-feira (9), o estado ultrapassou a marca de 16,2 mil policiais formados desde o início de 2023. Deste total, são 11,1 mil policiais militares, 4,6 mil policiais civis e 532 policiais técnico-científicos.

Também há outros 2,2 mil policiais em formação — quase 1,2 mil PMs e 474 delegados —, além de 5,7 mil vagas em concursos em andamento e outras 2,4 mil autorizadas.

No último dia 3, o Governo de São Paulo publicou o edital do concurso para a contratação de mais 2 mil soldados da PM. As inscrições poderão ser feitas entre 15 de junho e 21 de agosto, por meio da Fundação Vunesp. Há ainda 200 vagas para alunos-oficiais da Polícia Militar. As inscrições seguem abertas até 15 de julho.

Combate à violência contra as mulheres

A comandante também enfatizou as ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, como a ampliação das Cabines Lilás, a criação dos Espaços Lilás e o lançamento do Patrulha Mulher Segura, primeira estrutura de ronda da Polícia Militar voltada exclusivamente à proteção das mulheres no estado, além das novas funcionalidades do aplicativo SP Mulher Segura, que reúne ferramentas de proteção, denúncia e acolhimento às vítimas.

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A comandante-geral da PM destacou que um dos grandes desafios atuais é a subnotificação dos casos de violência contra a mulher. “A violência doméstica é um crime que muitas vezes acontece longe dos olhos do poder público. Não conseguimos acessá-la apenas por meio do policiamento ostensivo nas ruas ou das câmeras de monitoramento. Para enfrentá-la, precisamos garantir que as vítimas se encorajem e busquem essa rede protetiva. Minha mensagem é: vocês não estão sozinhas. Contem conosco”, afirmou.

Criado em 2024, o aplicativo SP Mulher Segura reúne serviços de proteção em um único ambiente digital e integra as ações do movimento SP Por Todas, iniciativa voltada à ampliação das políticas públicas de acolhimento, proteção e autonomia feminina.

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