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Tire suas dúvidas sobre o concurso para aluno-soldado da PM com 2 mil vagas

A Polícia Militar de São Paulo está com inscrições abertas até 21 de agosto aos interessados em participar do concurso público para o cargo de aluno-soldado PM do Quadro de Praças (masculino e feminino). São 2 mil vagas em aberto.

Saiba mais sobre o edital do novo concurso da PM em São Paulo:

1 – O que o aluno-soldado da PM faz?

O aluno-soldado da PM é responsável pelo policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, envolvendo a repressão imediata às infrações penais e administrativas e a aplicação da lei, nas diversas modalidades de policiamento, sempre primando pela defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana.

2 – Qual é o salário-inicial?

A remuneração básica inicial para o cargo de Aluno-Soldado PM é de R$ 5.482,51.

3 – Quais são os pré-requisitos para se inscrever?

  • ter idade mínima de 17 anos;
  • ter idade máxima de 30 anos;
  • ter estatura mínima, descalço e descoberto, de 1,55 m, se mulher, e 1.60 m, se homem;
  • O candidato ao ingresso poderá apresentar tatuagem, exceto quando:
  • divulgar símbolo ou inscrição ofendendo valores e deveres éticos inerentes aos integrantes da Polícia Militar;
  • fizer alusão a ideologia terrorista ou extremista contrária às instituições democráticas ou que pregue a violência ou a criminalidade;
  • fizer alusão a discriminação ou preconceito de raça, credo, sexo ou origem;
  • fizer alusão a ideia ou ato libidinoso;
  • fizer alusão a ideia ou ato ofensivo aos direitos humanos.

4 – Como faço a inscrição

As inscrições deverão ser realizadas no site www.vunesp.com.br, até as 23h59 de 21 de agosto. O valor da inscrição é de R$ 100. 

5 – Como são as provas?

O ingresso na Polícia Militar do Estado de São Paulo será feito por exames com as seguintes etapas:

Exames de Conhecimentos, divididos em:


I – Prova Objetiva, com 60 questões, de caráter eliminatório e classificatório, que visa avaliar o conhecimento do candidato para o desempenho das atribuições e versará sobre o conteúdo programático abaixo:

  • Língua portuguesa – 20 questões
  • Matemática – 15 questões
  • Conhecimentos gerais (História Geral, História do Brasil, Geografia Geral, Geografia do Brasil e Atualidades) -15 questões
  • Noções Básicas de Informática – 5 questões
  • Noções de Administração Pública (Constituição Federal, Constituição do Estado de São Paulo e Lei Federal nº 12.527/11 – Lei de Acesso à Informação) – 5 questões.

II – Prova Dissertativa, de caráter eliminatório e classificatório, visa avaliar a capacidade do candidato de produzir uma redação que atenda ao tema proposto, além de seu domínio da norma culta da língua portuguesa e dos mecanismos de coesão e coerência textual.

6 – Em quais cidades serão aplicadas as provas?

Os candidatos poderão escolher fazer os Exames de Conhecimentos (Partes I e II) em um dos 51 municípios do estado de SP e nas principais capitais do país. O edital completo com as informações sobre os locais da prova pode ser baixado no site www.vunesp.com.br.

7 – Tem prova de aptidão física?

Sim, o candidato deverá se submeter a um exame de aptidão física, de caráter eliminatório, a fim de avaliar as condições físicas do candidato para desempenhar as funções inerentes ao cargo.  O candidato deverá apresentar atestado médico expedido por órgão público ou particular de saúde, no qual conste estar APTO para realização dos Exames de Aptidão Física. 

O exame consiste em:

  • flexão e extensão de cotovelos, por meio do teste dinâmico de barra fixa, para homens, e teste de isometria na barra fixa para mulheres;
  • resistência abdominal em decúbito dorsal (abdominal – tipo remador), para ambos os sexos;
  • corrida de 50 metros, para ambos os sexos;
  • corrida de 2.400 metros, para ambos os sexos

8 – São realizados também exames de saúde e psicológicos?

Sim, é necessário submeter-se aos dois exames, e ambos têm caráter eliminatório. No exame de saúde, o candidato fará uma bateria de exames médicos, odontológicos e toxicológicos realizados por uma Junta Médica no Centro Médico da Polícia Militar.

O psicológico têm a finalidade de avaliar a presença de características cognitivas e de personalidade do candidato, necessárias ao desempenho adequado das atividades inerentes ao cargo pretendido, de acordo com os parâmetros do perfil psicológico estabelecido no edital de concurso.

9 – Quais são as demais etapas do concurso?

Uma vez aprovado nas etapas anteriores, o candidato será submetido à Avaliação da Conduta Social, da Reputação e da Idoneidade, que vai averiguar aspectos da vida em sociedade e a vida pregressa e atual do candidato, em seus aspectos social, moral, profissional e escolar, impedindo o ingresso na Polícia Militar de pessoa que não apresente boa conduta social, reputação e idoneidade ilibadas.

Por fim, será feita a análise documentos do candidato para confirmação dos dados informados, e para isso deverá fornecer uma lista de documentos que estão descritos no edital do concurso.

10 – Quais os requisitos para tomar posse?

No ato da posse, o candidato deve cumprir os seguintes requisitos:

  • ter concluído o ensino médio ou equivalente;
  • ser habilitado para condução de veículo motorizado entre as categorias “B” e “E”;
  • possuir aptidão física compatível com o exercício do cargo;
  • possuir higidez física e mental;
  • possuir perfil psicológico compatível com o exercício do cargo;
  • estar quite com as obrigações eleitorais;
  • estar quite com as obrigações militares, se do sexo masculino;
  • se militar, estar enquadrado pelo menos no comportamento disciplinar “bom” ou equivalente, e não ter cometido, nos 2 últimos anos, transgressão disciplinar classificada como “grave” ou equivalente;
  • ter boa conduta social, reputação e idoneidade ilibadas;
  • se ex-integrante das Forças Armadas ou de Força Auxiliar, não ter sido demitido “ex officio” por ter sido declarado indigno para o oficialato ou com ele incompatível, excluído ou licenciado a bem da disciplina, salvo em caso de reabilitação;
  • não ter sido, nos últimos 5 anos na forma da legislação vigente:
    – responsabilizado por ato lesivo ao patrimônio público de qualquer esfera de governo em processo disciplinar administrativo, do qual não caiba mais recurso, contado o prazo a partir da data do cumprimento da sanção;
    – condenado em processo criminal transitado em julgado, contado o prazo a partir da data do cumprimento da pena;
    – não registrar antecedentes penais dolosos incompatíveis com a função policial militar.

O concurso público terá validade de 3 meses, a contar da data de sua homologação e poderá, a critério da Administração, ser prorrogado por igual período. Os candidatos aprovados são chamados durante esse período da validade.

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Botão do pânico e registro de BO: veja como usar o aplicativo SP Mulher Segura

O aplicativo SP Mulher Segura reúne serviços destinados a mulheres em situação de violência doméstica ou familiar. Pela ferramenta, é possível registrar boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva, consultar endereços da rede de atendimento e, para quem possui medida protetiva vigente, acionar o botão do pânico em situações de risco.

Desde maio de 2026, o aplicativo também permite cadastrar um contato de emergência e acessar um mapa integrado com unidades da rede de proteção, como Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), batalhões da Polícia Militar e unidades do Instituto Médico Legal (IML).

Como instalar e acessar

O SP Mulher Segura pode ser baixado gratuitamente nas lojas de aplicativos dos sistemas Android e iOS. O acesso é feito com os dados da conta gov.br. 

Após entrar no aplicativo, a orientação é acessar a área “Meus Dados” e verificar se informações como telefone, e-mail, CPF e endereço estão atualizadas. Para utilizar os recursos que dependem de georreferenciamento, também é necessário autorizar o acesso à localização do celular. 

Como registrar um boletim de ocorrência

Na tela inicial, a usuária deve selecionar a opção de registro de boletim de ocorrência e responder às perguntas apresentadas pelo sistema. São solicitadas informações para identificar a vítima, descrever o fato e indicar as circunstâncias da violência.

Após o envio, o boletim recebe um número de identificação e é encaminhado para análise da Polícia Civil. O registro pode ser realizado pelo celular durante as 24 horas do dia, sem a necessidade de deslocamento até uma delegacia.

Durante o preenchimento, também é possível solicitar uma medida protetiva de urgência. O pedido será analisado pela autoridade policial e encaminhado ao Poder Judiciário, responsável por decidir sobre a concessão da proteção. 

Em uma emergência ou quando a violência estiver acontecendo, a orientação é ligar imediatamente para o 190.

Quem pode usar o botão do pânico

O botão do pânico é disponibilizado exclusivamente para mulheres que possuem uma medida protetiva vigente. A identificação ocorre a partir dos dados da usuária vinculados à conta gov.br.

Quando o recurso é acionado, o aplicativo gera uma ocorrência para o Centro de Operações da Polícia Militar, o Copom, e compartilha a localização do celular para auxiliar no envio de uma equipe policial. Por isso, é importante manter a localização do aparelho ativada. 

Nos casos em que o agressor estiver sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, o sistema também pode cruzar os dados de localização da vítima e do monitorado. O acompanhamento é realizado de acordo com as determinações estabelecidas pela Justiça.

Mulheres que não possuem medida protetiva não têm acesso ao botão do pânico. Em uma situação de risco imediato, devem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Contato de emergência

Uma das funcionalidades acrescentadas ao aplicativo em maio de 2026 é o cadastro de um contato de emergência. O recurso permite que a mulher com medida protetiva indique uma pessoa de confiança para integrar sua rede de apoio.

Podem ser cadastrados familiares, amigos ou outras pessoas próximas que possam oferecer acolhimento e apoio após uma ocorrência.

Quando o botão do pânico é acionado, os dados do contato cadastrado passam a integrar o histórico da ocorrência. Depois que a situação emergencial estiver controlada, a equipe da Cabine Lilás poderá entrar em contato com essa pessoa para auxiliar no acolhimento da vítima. 

Mapa mostra serviços próximos

Outra funcionalidade disponível desde maio é o mapa integrado da rede de proteção. A ferramenta apresenta endereços e contatos de serviços como:

  • Delegacias de Defesa da Mulher;
  • delegacias territoriais;
  • batalhões e unidades da Polícia Militar;
  • unidades do Instituto Médico Legal;
  • outros equipamentos de segurança e atendimento.

Com a localização do celular ativada, o aplicativo indica quais serviços estão mais próximos da usuária. Antes de sair de casa, é possível consultar no mapa o endereço e o telefone da unidade. 

Links para orientação e acolhimento

O aplicativo também direciona para páginas de órgãos e serviços que oferecem informações sobre direitos, proteção e acolhimento. Entre eles estão a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Protocolo Não se Cale e o Portal da Mulher Paulista.

Esses canais podem ajudar a mulher a encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, de acordo com o serviço disponível em sua região.

Outros canais de atendimento

Além do aplicativo, mulheres vítimas de violência podem procurar uma das 142 Delegacias de Defesa da Mulher existentes no estado de São Paulo. Desse total, 18 funcionam durante as 24 horas do dia. Também é possível procurar uma delegacia territorial ou uma Sala DDM instalada em unidades com plantão policial. 

O registro pela internet pode ser feito pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil, que funciona 24 horas e também permite solicitar medida protetiva.

Confira os principais telefones:

190 — Polícia Militar: para situações de emergência, agressões em andamento ou risco imediato.

180 — Central de Atendimento à Mulher: para informações sobre direitos, serviços de atendimento e encaminhamento de denúncias.

O Ligue 180 não substitui o atendimento emergencial da Polícia Militar. Quando houver perigo imediato, o número a ser acionado é o 190.

A principal cautela é não afirmar que o aplicativo dá “acesso aos BOs”, porque as fontes oficiais confirmam o registro de novas ocorrências, mas não deixam claro se a usuária consegue consultar integralmente boletins anteriores.

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