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São Vicente salta 9 posições em ranking de saneamento e ultrapassa cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte

São Vicente salta 9 posições em ranking de saneamento e ultrapassa cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte

São Vicente, na Baixada Santista, saltou nove pontos no Ranking Nacional de Saneamento Básico 2026 no quesito oferta de esgoto,  passando da 34ª posição para a 25ª, e ficando à frente de capitais como o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. As cidades da Baixada Santista vão receber investimentos históricos de R$ 7,53 bilhões entre 2025 e 2029, salto de recursos viabilizado após a desestatização da Sabesp realizada pelo Governo de São Paulo. Somente em 2025, foram aplicados R$ 1,57 bilhão em obras e intervenções estruturantes.

O levantamento que mostra a evolução em São Vicente, realizado pelo Instituto Trata Brasil com base em dados de 2024, analisou os 100 maiores municípios do país. Ele serve como referência para orientar políticas públicas e investimentos em todo o país. Somente para São Vicente, a Sabesp prevê investimentos de R$ 420 milhões até 2029.

O conjunto de obras e investimentos realizados nos últimos três anos se traduzem  em números concretos. O município de São Vicente já opera com 94% da população com acesso à água tratada e 93,5% com coleta de esgoto. Os números mostram que a cidade está muito próxima da universalização do saneamento, como prevê o Marco do Saneamento (99% de acesso à água e 90% no esgoto).

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Mais investimentos

A Baixada Santista vai receber R$ 8,1 bilhões em investimentos nos próximos três anos para resolver desafios estruturais no abastecimento de água. O valor é quase três vezes o total de recursos investidos na região de 2017 a 2024 (R$ 400 milhões/ano), antes da desestatização realizada em 2024 pelo Governo de São Paulo. 

Entre as principais obras em andamento na Baixada Santista estão a Adutora Santos Guarujá, um investimento de R$ 134,7 milhões que vai levar água de Santos por canal subaquático até Guarujá,  implantação do Pulmão de Reservação de Água Potável do Sistema Mambu Branco, com capacidade total de 40 milhões de litros e implantação da nova Estação de Tratamento de Água Melvi, com capacidade de 1.270 litros por segundo, que ampliará de forma estrutural a produção de água tratada para a Baixada Santista.

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Na Rota da Água acompanha avanço das obras

O Governo de São Paulo acompanha as entregas no saneamento básico pelo Na Rota da Água, iniciativa em 1.100 frentes de obras em andamento nas cidades contempladas pelo contrato da Sabesp.

Entre as entregas já realizadas estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Também foram concluídas duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha, além de um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que atende ainda Francisco Morato, na Grande São Paulo.

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Dos recordes em moradia ao avanço do saneamento: os avanços inéditos que marcaram a agenda de transformação nos últimos três anos e meio em SP

Dos recordes em moradia ao avanço do saneamento: os avanços inéditos que marcaram a agenda de transformação nos últimos três anos e meio em SP

Mais de 83 mil moradias entregues, 405 mil novas empresas abertas em um único ano, 1,7 milhão de alunos beneficiados por reformas em escolas estaduais, 3,5 milhões de cirurgias eletivas, R$ 260 bilhões contratados para expandir o saneamento e mais de 16 mil novos policiais incorporados às forças de segurança. 

Os números ajudam a dimensionar a série de avanços registrados por São Paulo nos últimos três anos e meio em áreas fundamentais para a população, período em que o Governo de SP consolidou uma agenda de transformação baseada em resultados, inovação na gestão pública e foco na melhoria da qualidade de vida da população. 

Guiada pelos pilares do Desenvolvimento, do Diálogo e da Dignidade, a gestão vem combinando responsabilidade fiscal, eficiência administrativa e políticas públicas voltadas à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e ao fortalecimento dos serviços essenciais. 

Iniciativas como Casa Paulista, Prontos pro Mundo, Tabela SUS Paulista, SuperAção SP e SP Por Todas ilustram uma estratégia voltada à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e à melhoria dos serviços públicos em todas as regiões do estado. 

Moradia: o maior programa habitacional da história paulista

Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e têm mais 116 mil em construção Foto: Divulgação/Governo de SP

O acesso à moradia digna avançou de forma significativa nos últimos anos. O Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e mantém outras 116 mil em construção, números que representam uma das maiores frentes habitacionais já realizadas no estado.

Principal instrumento dessa política, o Casa Paulista tornou-se o maior programa habitacional da história de São Paulo. O programa reúne iniciativas voltadas à ampliação do acesso à casa própria, promovendo segurança habitacional e melhores condições de vida para milhares de famílias.

Em média, 70 famílias realizam o sonho da casa própria todos os dias. Entre os exemplos mais emblemáticos está o reassentamento de mais de 800 famílias da antiga Favela do Moinho, encerrando uma espera de décadas e proporcionando moradia definitiva, segurança e dignidade após mais de 30 anos de vulnerabilidade social.

Educação: mais oportunidades e experiências inéditas para os estudantes

O Prontos pro Mundo leva todos os anos 1.000 estudantes para países de língua inglesa. Foto: Divulgação/Governo de SP

A educação estadual também registra avanços, com foco na ampliação de oportunidades e na melhoria da infraestrutura escolar. Pela primeira vez na história da rede estadual, estudantes passaram a participar de intercâmbios internacionais por meio do programa Prontos pro Mundo. A iniciativa leva 2 mil alunos para estudar inglês em cinco destinos internacionais, ampliando horizontes acadêmicos, culturais e profissionais para jovens da rede pública.

A expansão do ensino médio técnico também ganhou escala inédita. O número de vagas foi dobrado nas matrículas do ensino médio técnico totalizando 321 mil oportunidades, o equivale a um crescimento de 134%. Esse número considera a soma das vagas entre a Secretaria da Educação e o Centro Paula Souza, fortalecendo a formação profissional e aproximando os estudantes das demandas do mercado de trabalho.

Na infraestrutura escolar, o estado alcançou o maior número de escolas estaduais reformadas da última década. As obras realizadas em 3,5 mil unidades beneficiam diretamente cerca de 1,7 milhão de alunos, proporcionando ambientes mais adequados para o aprendizado.

Saúde: recordes de atendimento e ampliação da rede assistencial

Atendimento à saúde bateu recorde: 3,5 milhões de cirurgias eletivas em todo o estado Foto: Divulgação/Governo de SP

Na saúde, o Governo de São Paulo promoveu uma ampliação expressiva da oferta de consultas, exames e cirurgias em todas as regiões do estado. Foi alcançado o recorde de 3, 5 milhões de cirurgias eletivas, com a retirada de aproximadamente 3,5 mil pacientes das filas desde 2023. O resultado é reflexo de uma estratégia voltada à ampliação da capacidade de atendimento e à redução do tempo de espera para procedimentos.

Uma dessas políticas públicas, que refletiram diretamente na ampliação da assistência, foi a implantação da Tabela SUS Paulista. A iniciativa ampliou o financiamento de hospitais filantrópicos, autárquicos e santas casas, reduziu um déficit financeiro histórico dessas unidades e contribuiu diretamente para a redução das filas e a reabertura de leitos em todas as regiões do estado. O programa já soma mais de R$ 9,7 bilhões em investimentos.

A atenção primária também recebeu reforço significativo por meio do IGM SUS Paulista. O estado mais que triplicou o investimento anual nessa área, destinando mais de R$ 1,3 bilhão para fortalecer o atendimento básico e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.

Inclusão produtiva: nova política para superação da pobreza

Programa de combate à pobreza integra qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social Foto: Divulgação/Governo de SP

O combate à pobreza passou a contar com uma estratégia estruturada de inclusão produtiva. Com o programa SuperAção SP, o Governo de São Paulo implementou a primeira política estadual organizada especificamente para promover a superação da pobreza por meio da integração entre qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social.

A iniciativa conecta famílias em situação de vulnerabilidade a oportunidades de desenvolvimento econômico, acompanhadas por agentes preparados para orientar sua trajetória rumo à autonomia financeira e à inclusão produtiva.

A proposta representa uma mudança de abordagem ao integrar diferentes políticas públicas em uma mesma estratégia voltada à construção de oportunidades duradouras.

Proteção às mulheres: ampliação da rede e inovação no enfrentamento à violência

SP teve maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada; hoje são 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM Foto: Divulgação/Governo de SP

São Paulo também ampliou sua atuação na proteção às mulheres com medidas inéditas e expansão dos serviços especializados. Pela primeira vez, o estado passou a utilizar o monitoramento eletrônico de agressores por meio de tornozeleiras integradas ao aplicativo SP Mulher Segura. A ferramenta permite maior acompanhamento das medidas protetivas e já conta com mais de 61 mil usuárias. A expectativa é alcançar 2,4 mil equipamentos monitorados até o final do ano.

Outro destaque é o SP Por Todas, movimento voltado ao fortalecimento da rede de acolhimento, proteção e promoção da autonomia profissional e financeira das mulheres.

A estrutura de atendimento também foi ampliada com a maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada. O crescimento foi de 57%, alcançando 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM.

Segurança pública: tecnologia, inteligência e reforço do efetivo

Muralha Paulista reúne 125 mil câmeras e sensores conectados em 612 municípios Foto: Divulgação/Governo de SP

Na área da segurança pública, o estado combinou inteligência policial, integração entre órgãos e ampliação do efetivo para fortalecer o combate ao crime.

O estado de São Paulo vem consolidando uma trajetória consistente de redução histórica dos principais indicadores criminais desde 2023. O resultado é fruto de uma política pública que combina inteligência, tecnologia, inovação, integração entre as forças de segurança e fortalecimento do efetivo policial. 

Um dos principais pilares dessa estratégia é o programa Muralha Paulista, política pública desenvolvida para integração dos níveis estadual e municipal de segurança. A iniciativa cria uma rede inteligente de monitoramento capaz de dificultar a mobilidade criminal e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança. Atualmente, 612municípios aderiram aoprograma e 228já estão totalmente integrados. A estrutura reúne 125 mil câmeras e sensores conectados e recebeu investimentos de R$ 440 milhões.

Outro marco foi a desmobilização dos fluxos permanentes da Cracolândia. O processo, concluído por meio de uma estratégia integrada que reuniu ações de combate ao tráfico de drogas, acolhimento em saúde e assistência social, completou um ano em maio de 2026. No início da gestão, a região chegou a concentrar cerca de 3 mil frequentadores.

O Governo de São Paulo também promoveu a maior recomposição das forças de segurança dos últimos 20 anos. Desde 2023, mais de 16 mil novos policiais já estão atuando nas ruas em todo o estado. Até o fim da gestão, o número de novos agentes chegará a 26 mil, fortalecendo a presença policial.  

Saneamento: investimentos recordes e antecipação da universalização

Os investimentos em saneamento básico alcançaram uma dimensão inédita no estado. A política de expansão da infraestrutura do setor já beneficiou 3,8 milhões de pessoas em apenas dois anos.

A desestatização da Sabesp viabilizou um plano de investimentos de R$ 260 bilhões, com a meta de antecipar a universalização do saneamento para 2029. O avanço representa a ampliação do acesso aos serviços de água e esgoto, com impactos diretos na saúde pública, na qualidade ambiental e na qualidade de vida da população.

Outro destaque é a Tarifa Social Paulista, que dobrou o número de beneficiários em apenas um ano. Atualmente, cerca de 6 milhões de pessoas são contempladas pela iniciativa, que oferece descontos de até 78% nas contas de água e esgoto para famílias elegíveis.

Desenvolvimento econômico: liderança nacional na geração de oportunidades

Os indicadores econômicos reforçam o protagonismo paulista na geração de empregos, renda e investimentos. Em 2025, São Paulo registrou um novo recorde anual na abertura de empresas, com 405 mil novos negócios formalizados. O resultado supera em 10% o recorde anterior, alcançado em 2024, e confirma o estado como principal polo de desenvolvimento econômico do país.

O dinamismo da economia paulista também se reflete no mercado de trabalho. Nos últimos três anos e meio, o estado criou mais de 1,3 milhão de novos postos de trabalho. O desempenho reflete um ambiente favorável ao empreendedorismo, à atração de investimentos e à criação de oportunidades em diferentes setores da economia, fortalecendo a geração de renda e impulsionando o crescimento regional.

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Censo Rural amplia acesso ao saneamento básico em áreas historicamente excluídas

Censo Rural amplia acesso ao saneamento básico em áreas historicamente excluídas

O novo contrato firmado pelo Governo de São Paulo com a desestatização da Sabesp permitiu que pela primeira vez o estado de São Paulo realizasse um censo rural para levar água e esgoto a regiões que nunca tiveram saneamento básico.

O Programa Brotar tem como objetivo levantar dados das áreas rurais do estado e planejar soluções para cada região para garantir a universalização do acesso à água e coleta e tratamento de esgoto. O projeto tem prazo para conclusão em dezembro de 2026.

Responsável pelo censo, a Sabesp prevê mapear aproximadamente 820 mil domicílios e estruturas rurais em 371 municípios do Estado.  Desde o início da execução, em abril de 2025, já foram mapeados mais de 545 mil domicílios com o trabalho de 550 recenseadores, que realizam entrevistas em campo e coleta de informações georreferenciadas sobre acesso sanitário.

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As informações geradas pelo Programa Brotar subsidiarão diretamente a definição de investimentos, a escolha de tecnologias adequadas e a ampliação da prestação de serviços. Devido à dispersão populacional, a topografia irregular e o difícil acesso, em muitas dessas regiões não é possível adotar sistemas convencionais de saneamento, como ocorre nas cidades.

Em casos em que tecnicamente a extensão da rede de água e esgoto se torne inviável, caberá à Companhia planejar e executar alternativas e soluções individualizadas ou em menor escala para pequenos aglomerados rurais, como fossas sépticas, biodigestoras ou mini-estações de tratamento.

O Brotar é um dos maiores programas de responsabilidade social já realizados em áreas rurais no Estado de São Paulo. “Levar saneamento para áreas rurais é também uma questão de qualidade de vida e desenvolvimento estruturado. Estamos avançando para garantir que essas populações tenham acesso a serviços essenciais, com soluções compatíveis com suas realidades”, explica Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.

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Marco do saneamento

O Marco Legal do Saneamento prevê que até 2033 todos os estados tenham 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. O Governo de São Paulo antecipou essa data para 2029. 

Para atingir esse objetivo, somente em 2025 foram investidos R$ 15,2 bilhões pela Sabesp em infraestrutura, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior, quando a companhia ainda não havia sido desestatizada. 

Mais saúde, mais qualidade de vida

Segundo o Instituto Trata Brasil e a consultoria EX ANTE, a universalização do saneamento pode gerar mais de R$ 1,4 trilhão em benefícios socioeconômicos para todo o Brasil até 2040. Descontados os custos necessários para a expansão da infraestrutura, os ganhos líquidos estimados superam R$ 815 bilhões entre 2021 e 2040. O principal impacto está relacionado à produtividade do trabalho, com potencial de gerar mais de R$ 437 bilhões em benefícios no período.  

Outro indicador destacado pelo Instituto Trata Brasil mostra que  cada US$ 1 investido em saneamento gera US$ 4,30 em benefícios para a sociedade. Os retornos incluem ganhos econômicos diretos, aumento de renda, geração de empregos e redução de perdas associadas às doenças de veiculação hídrica. 

Na Rota da Água acompanha avanço das obras

O Governo de São Paulo lançou o Na Rota da Água, iniciativa que prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em andamento nas cidades contempladas pelo novo contrato da Sabesp.

Entre as entregas já realizadas estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Também foram concluídas duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha, além de um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que atende ainda Francisco Morato, na Grande São Paulo.

As intervenções receberam R$ 168 milhões em investimentos e devem beneficiar 46,2 mil famílias, o equivalente a cerca de 127 mil pessoas, por meio da ampliação do tratamento de esgoto e da redução da poluição em rios e córregos da região.

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Governo de SP amplia programa de educação ambiental

Governo de SP amplia programa de educação ambiental

O Governo de São Paulo e a Prefeitura da capital ampliam a partir desta quarta (10) o programa “Escolas nos Parques”, que promove atividades educativas para estudantes da rede pública em áreas verdes da cidade, levando mais alunos da rede pública a atividades de educação ambiental em parques urbanos da cidade.

O acordo de cooperação técnica foi assinado durante evento a Semana do Meio Ambiente, no Parque Ecológico do Tietê, e prevê a inclusão de novos roteiros pedagógicos e aumento do número de estudantes atendidos.

O objetivo é aumentar o número de parques participantes e diversificar as atividades pedagógicas oferecidas aos alunos, utilizando esses espaços como ambientes de aprendizagem e sensibilização ambiental. A proposta inclui novos roteiros educativos e ações voltadas a temas como biodiversidade, preservação ambiental, sustentabilidade, recursos hídricos e cidadania.

Atualmente, o programa realiza visitas monitoradas e atividades educativas em parques municipais, abordando aspectos relacionados à fauna, flora e conservação ambiental. Com a ampliação, a expectativa é alcançar um número maior de estudantes e fortalecer o uso dos parques como complemento às atividades desenvolvidas em sala de aula.

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“A educação ambiental ganha força quando sai do campo teórico e passa a fazer parte da experiência cotidiana dos estudantes. Os parques urbanos oferecem essa possibilidade ao conectar aprendizado, convivência e percepção sobre os impactos das escolhas humanas no território”, afirma Lara Carolina Chacon, diretora de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil).

A iniciativa também busca integrar políticas públicas ambientais e educacionais entre Estado e município, ampliando o debate sobre mudanças climáticas, conservação dos recursos naturais e uso sustentável dos espaços urbanos.

Para Gabriela Chabbouh, coordenadora de Educação Ambiental da Prefeitura de São Paulo, a parceria é fundamental para ampliar o alcance das ações voltadas à formação ambiental. “Não fazemos educação ambiental sozinhos. Parcerias são fundamentais para ampliar nosso alcance, e a Semil é uma parceira estratégica para aproximar cada vez mais estudantes da natureza”, afirma.

A ampliação do programa ocorre em um momento de crescente discussão sobre adaptação climática nas cidades e sobre o papel das áreas verdes na melhoria da qualidade de vida urbana. Além de sua função ambiental, os parques públicos vêm sendo reconhecidos como espaços de convivência, lazer e aprendizado, especialmente para crianças e jovens.

Com o novo acordo, governo estadual e prefeitura pretendem consolidar os parques urbanos como ambientes permanentes de educação ambiental e de conscientização sobre os desafios da sustentabilidade nas grandes cidades.

Sobre a Semana do Meio Ambiente

Realizada pelo Governo de São Paulo em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a Semana do Meio Ambiente terá como ponto alto um evento no Parque Ecológico do Tietê (PET), na zona leste da capital paulista, no dia 10 de junho. A edição deste ano incorpora o legado do Summit Agenda SP+Verde, ampliando a integração entre governo, setor produtivo, investidores e sociedade civil em torno da agenda climática, da economia verde e do desenvolvimento sustentável.

A programação inclui uma série de anúncios e entregas, ativações e atrações com a participação de empresas e entidades selecionadas por edital público. Também está previsto na programação o Fórum SP Conecta, iniciativa da Semil e da InvestSP a ser realizada no próximo dia 16 de junho, voltada à atração de investimentos e ao fortalecimento da competitividade ambiental no Estado de São Paulo. A Semana do Meio Ambiente também faz alusão às comemorações dos 40 anos da Semil.

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Governo de SP amplia uso de energia solar nos municípios com novo edital e projeto pioneiro em Águas de São Pedro 

Governo de SP amplia uso de energia solar nos municípios com novo edital e projeto pioneiro em Águas de São Pedro 

O Governo de São Paulo vai apoiar municípios paulistas na implantação de projetos de energia solar. O edital de chamamento público será aberto nesta quarta-feira (10), com o objetivo de regulamentar o processo de inscrição, avaliação e seleção para apoio técnico e financeiro a prefeituras na implantação de usinas solares fotovoltaicas, com recursos de até R$5 milhões. O anúncio ocorre durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, no Parque Ecológico do Tietê, na zona leste de São Paulo.  

A iniciativa contará com recursos provenientes do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). O fundo tem como finalidade apoiar projetos focados na preservação e melhoria das condições do meio ambiente em São Paulo e enfrentamento dos efeitos das alterações do clima, podendo destinar recursos não reembolsáveis a municípios. O chamamento público ficará aberto para manifestação de interesse e envio das informações necessárias por vinte dias, até o dia 29 de junho, por meio do site https://semil.sp.gov.br/editais/2026/06/solar-nos-municipios/    

O apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) aos projetos tem como objetivos principais promover, de forma integrada, a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), a economia aos cofres públicos e o desenvolvimento sustentável dos municípios, em linha com o Plano de Ação Climática (PAC 2050) e o Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050), instrumentos da estratégia climática paulista que visam à meta de atingir emissões líquidas zero de carbono até 2050.   

Para a secretária da Semil, Natália Resende, a medida contribui na ampliação do acesso à energia renovável e na redução dos gastos com energia elétrica dos municípios que mais necessitam de apoio técnico e recursos financeiros para realizar investimentos em infraestrutura. “A energia solar é uma das forças de São Paulo. A conta de energia pesa no orçamento de muitos municípios. Com esse apoio, estamos transformando o gasto recorrente em oportunidade de investimento. A economia gerada pela energia solar poderá ser revertida em benefícios diretos para a população, ao mesmo tempo em que avançamos na agenda climática paulista”, explicou Natália Resende.  

Critérios  

De acordo com o edital, os municípios serão classificados de acordo com critérios estabelecidos com foco em pequenos e médios municípios com menor grau de desenvolvimento econômico, privilegiando o desenvolvimento distribuído do estado. De acordo com a subsecretaria de Energia e Mineração da Semil, área responsável pela elaboração da proposta do edital, partiu-se da premissa de que esses municípios tendem a enfrentar desafios organizacionais e orçamentários que inviabilizam projetos dessa natureza sem apoio externo. Ao mesmo tempo, são os que mais se beneficiariam da redução permanente dos custos de energia elétrica, liberando recursos para aplicação direta na melhoria de serviços à população.    

Além de critérios socioeconômicos, a medida também busca engajamento das prefeituras em boas práticas ambientais. Entre os seis critérios do edital, foi considerada para avaliação a pontuação do município no Programa Município VerdeAzul (PMVA), iniciativa coordenada pela Semil, que observa práticas de governança ambiental, do saneamento básico até a biodiversidade.   

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Outros critérios passam pelo compromisso das prefeituras com ações dedicadas ao setor de energia. Está prevista maior pontuação para aquelas que tenham executado ou se comprometam a realizar projetos de eficiência energética no âmbito de programas federais, estimulando o engajamento dos municípios no aproveitamento de recursos setoriais disponíveis para a modernização e racionalização do consumo de energia elétrica nos prédios públicos. O edital também promove a prestação adequada dos serviços de iluminação pública para a população, observando as oportunidades de economia a partir da adoção de boas práticas.   

Após o encerramento do prazo para manifestação dos municípios, nos termos do edital, a pontuação será avaliada pela Semil, que divulgará a classificação final até o dia 03 de julho.   

Projeto pioneiro em Águas de São Pedro  

O Governo de São Paulo anunciou ainda nesta quarta-feira (10) um acordo com a Prefeitura de Águas de São Pedro para a implementação de usina solar fotovoltaica para atender o consumo das instalações elétricas públicas municipais. A partir da geração de energia da usina, torna-se viável a substituição do sistema de aquecimento de água do balneário municipal, abastecido por gás liquefeito de petróleo (GLP), por sistema de aquecimento elétrico, bem como a instalação de carregadores para veículos elétricos que serão utilizados também para a futura frota pública municipal eletrificada.   

O projeto, que integra a iniciativa municipal “Águas Sustentável – Energia Limpa e Eficiência Pública”, prevê a instalação de usina solar fotovoltaica em terreno da prefeitura, com capacidade instalada de 1 megawatt-pico (MW-p), e conexão à rede da distribuidora de energia elétrica local, a CPFL Paulista. A iniciativa tem o objetivo de aumentar a sustentabilidade, reduzir custos com eletricidade e integrar a cidade às políticas estaduais de energia renovável.   

O valor do projeto é estimado em R$ 4,3 milhões, que será financiado com recursos não reembolsáveis provenientes do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). O fundo tem como finalidade apoiar projetos municipais em São Paulo focados na preservação do meio ambiente e enfrentamento dos efeitos das alterações do clima, estando em consonância com o Plano de Estadual de Energia 2050 (PEE 2050).  

O PEE 2050 foi elaborado em conformidade com o Plano de Ações Climáticas de São Paulo (PAC 2050), instrumentos da estratégia climática paulista, com o objetivo de estabelecer diretrizes e apontar caminhos para a descarbonização dos setores de energia e de transportes, tanto do ponto de vista da oferta, quanto da demanda, buscando a neutralidade de carbono até 2050.   

Redução de custos municipais  

De acordo com a Prefeitura de Águas de São Pedro, estima-se a existência de gastos anuais da ordem de R$3 milhões relacionados ao consumo energético, combustíveis, manutenção de frota, sistemas térmicos convencionais e demais estruturas públicas passíveis de racionalização ou redução progressiva. Parte dessas despesas, ainda de acordo com a análise municipal, está associada ao consumo de energia elétrica dos prédios públicos, equipamentos urbanos, iluminação pública, mobilidade operacional e estruturas de apoio aos serviços municipais.  

Os estudos realizados pela prefeitura de Águas de São Pedro, com apoio técnico da Semil, indicam economia com despesas de energia elétrica de cerca de R$ 1 milhão por ano. A energia solar gerada pela usina compensará o consumo atual, viabilizando investimentos nos projetos de eletrificação de usos de energia da prefeitura. Assim, a transição energética será impulsionada com a substituição do uso de combustíveis fósseis.   

Os benefícios ambientais do projeto foram quantificados, levando-se em consideração os empreendimentos associados. O sistema de aquecimento de água do Balneário Municipal, abastecido por GLP, com consumo anual de 46 mil quilos, é responsável pela emissão de cerca de 128 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano (tCO2eq/ano). Na frota municipal, o consumo de gasolina foi de mais de 52 mil litros em 2025, o que resultou em emissões de cerca de 115 tCO2eq/ano. As estimativas sugerem, portanto, que as ações de substituição do sistema de aquecimento de água e da frota pública podem evitar emissões de quase 250 tCO2eq/ano.   

“A usina solar fotovoltaica, além de gerar energia elétrica renovável e reduzir as despesas com eletricidade da prefeitura, representa um meio para a adoção de soluções energéticas que substituem o uso de combustíveis fósseis, sem a qual não se viabilizariam. A energia solar é uma fonte limpa, de baixa emissão, e que pode ser implantada de modo descentralizado, contribuindo para o avanço do estado em direção a uma economia de baixo carbono”, explicou a secretária da Semil, Natália Resende.   

Para a secretária da Semil, o modelo do projeto de usina solar fotovoltaica, incluindo a promoção da descarbonização de diferentes usos da energia no setor público, pode ser replicado para outros municípios, guardadas as particularidades de cada local e desde que sejam atendidos os requisitos de atratividade econômico-financeira, viabilidade de conexão à rede e cumprimento da legislação ambiental vigente. “Entendemos que projetos com méritos similares, tanto pela redução de gases efeito estufa como pela diminuição das despesas com energia elétrica, possam ser promovidos em parceria com prefeituras paulistas, identificando-se os instrumentos de financiamento mais adequados para cada caso”, destacou.  

João Victor Barboza, prefeito de Águas de São Pedro, explica que a implantação da usina fotovoltaica representa um marco histórico para o município e será a base para a transformação energética municipal. “A usina permitirá a geração de energia limpa para abastecer prédios públicos, reduzindo custos e preparando a cidade para um futuro mais sustentável. Esse projeto sairá do papel graças a parceria com o governo estadual, por meio da Semil, com recursos oriundos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). Mais do que uma obra de infraestrutura, esse projeto simboliza uma nova visão de cidade”, disse Barboza.  

Modelo da usina  

A usina solar fotovoltaica com potência instalada de 1 MWp se enquadra como minigeração distribuída na modalidade de autoconsumo remoto. Nessa modalidade, a energia elétrica ativa gerada pela usina é injetada na rede da distribuidora local e o consumo dos prédios públicos municipais será compensado de forma contábil. Eventual excedente do balanço entre geração e consumo é acumulado como crédito em favor da prefeitura, com validade de 60 meses, podendo ser utilizado no consumo de múltiplas unidades consumidoras públicas municipais, como prédios administrativos, equipamentos de saúde, educação e iluminação pública.   

Crescimento da energia solar em SP  

A geração de energia solar fotovoltaica em São Paulo atingiu 10,4 TWh (terawatts-hora) em 2024, um avanço de 16% na comparação com o ano anterior, segundo a edição mais recente do Balanço Energético do Estado de São Paulo (BEESP). A energia solar passou a representar 12% da eletricidade gerada no estado, consolidando-se como a terceira principal fonte, atrás apenas das hidrelétricas e das termelétricas a biomassa.   

“O aumento na geração de energia solar fotovoltaica no estado, puxado sobretudo pela geração distribuída, reflete a combinação entre o crescente interesse da sociedade em soluções sustentáveis e a busca de consumidores residenciais e empresas por economia nas contas de energia elétrica. Soma-se a isso a competitividade econômica da fonte, favorecida pela queda dos preços dos equipamentos e pelos incentivos vigentes”, explicou a subsecretária de Energia e Mineração, Marisa Barros. 

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Semana do Meio Ambiente: Governo de SP amplia ações de recuperação dos rios Tietê e Pinheiros

Semana do Meio Ambiente: Governo de SP amplia ações de recuperação dos rios Tietê e Pinheiros

O Governo de São Paulo apresentou nesta quarta-feira (10) um novo pacote de ações do programa IntegraTietê para ampliar a recuperação ambiental dos rios Tietê e Pinheiros. Os anúncios foram realizados durante evento comemorativo do Dia Mundial do Meio Ambiente promovido no Parque Ecológico do Tietê, na zona leste da capital, como parte da programação da Semana do Meio Ambiente.

As medidas incluem o monitoramento por satélite do Rio Tietê e de oito praias fluviais, com informações disponíveis ao público por meio de aplicativo, além do uso de bombas ultrassônicas e inteligência artificial para o combate às algas no município de Sabino e da ampliação em 20% da coleta de lixo flutuante no Rio Pinheiros. O Governo de São Paulo também destinou R$ 24 milhões para melhorias na infraestrutura das margens do Pinheiros, com pavimentação, sinalização, gradeamento, iluminação e arborização ao longo do rio, incluindo a ciclovia e o Parque Bruno Covas, além do reforço na segurança.

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“Quando olhamos para os últimos anos, percebemos o quanto avançamos nos compromissos que assumimos desde 2023. São Paulo cresceu em produtividade, cresceu no agro e cresceu também em sustentabilidade. Ampliamos nossa cobertura florestal, cumprimos o compromisso de reflorestar áreas de mata nativa e avançamos em uma pauta essencial, que muitas vezes passa despercebida: o saneamento básico. Temos muito orgulho do que construímos. Hoje, São Paulo é um estado mais resiliente, mais sustentável e cada vez mais preparado para liderar as transformações que o futuro exige”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

Anúncios foram realizados em evento que celebra o Dia do Meio Ambiente. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado SP

Evolução comprovada

Os indicadores apresentados durante o evento evidenciam os avanços do programa. Nos últimos dois anos, a carga de poluição transportada pelo Rio Tietê foi reduzida em 21%, passando de 219 para 173 toneladas por dia, uma queda equivalente a 46 toneladas diárias. Nos afluentes monitorados pela Cetesb, sete em cada dez quilômetros quadrados analisados apresentaram evolução positiva na qualidade da água, com redução da concentração média de Carga Orgânica Total (COT).

“São números que mostram que estamos no caminho certo. A ampliação histórica dos investimentos na recuperação do Pinheiros e Tietê, para mais de R$ 23 bilhões, bem como os avanços nunca antes vistos na área de saneamento, foram fundamentais para essa evolução. Desde a desestatização, os investimentos em tratamento de esgoto na Região Metropolitana de São Paulo foram triplicados. O investimento total apenas no último ano em água, esgoto e renovação de estruturas existentes foi de R$ 15,2 bilhões – um aumento de 120% em relação ao ano anterior. Foi ampliado o acesso à água para 1,8 milhão de pessoas, à coleta de esgoto para 2,1 milhões e ao tratamento de esgoto para 3,8 milhões”, destacou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. 

Três dos quatro pontos de monitoramento da calha principal do Rio Pinheiros apresentaram melhora entre 2024 e 2026: a concentração de matéria orgânica caiu 55% na Barragem de Pedreira, 29% na Ponte do Socorro e 26% na Usina São Paulo nos cinco primeiros meses do período analisado. O principal desafio permanece na região do Retiro, próximo à foz com o Tietê, onde a Cetesb acompanha as obras de modernização da Estação Elevatória de Esgoto de Pinheiros, com intervenções realizadas ao longo do segundo semestre de 2025. Em relação aos afluentes do Pinheiros, dois em cada três afluentes monitorados apresentaram melhora no período, com reduções superiores a 40% em alguns dos córregos historicamente impactados. 

Ciclovia Franco Montoro

Melhorias de infraestrutura nas margens do Pinheiros serão viabilizadas por parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), que assumirá a gestão do Parque Linear Bruno Covas após vencer, no mês passado, a sessão pública de permissão de uso qualificado do trecho.

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Com aproximadamente 24 quilômetros de extensão, o projeto será desenvolvido por fases e contempla melhorias de infraestrutura, reforço da segurança, modernização da iluminação, nova sinalização, requalificação paisagística recuperação ambiental das margens do rio, tornando-as um ambiente mais seguro, integrado e atrativo para quem vive, trabalha ou circula pela região.  A primeira fase está prevista para começar em junho, com duração de 120 dias. A segunda etapa deverá ocorrer entre novembro de 2026 e março de 2027.

A Semil e a Secretaria da Segurança Pública também firmaram parceria para integrar parques urbanos estaduais ao programa Muralha Paulista. O acordo prevê o reforço na segurança dos usuários começando pelo Parque Linear Bruno Covas e ciclovia. 

Mais apoio aos municípios

O fortalecimento da gestão ambiental nos municípios também foi foco das entregas do evento. Sete consultórios veterinários do programa Meu Pet Contêiner foram destinados aos municípios de Aparecida, Itariri, Águas de Lindóia, Fernando Prestes, Américo Brasiliense, Arandu e Cerqueira César. Também foi celebrado acordo para ampliar a rede estadual de Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), com novas unidades previstas para Botucatu, Araçatuba, Jales, Itapeva e Presidente Prudente.

Na área de resíduos sólidos, o Governo de São Paulo entregou 27 caminhões coletores compactadores a municípios contemplados por chamamento público financiado pelo Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop), vinculado à Semil. Os veículos foram adquiridos com investimento de R$ 16,6 milhões e integram o primeiro ciclo de distribuição de equipamentos do programa.

Evento também contou com entregas de caminhões compactadores. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado SP

Durante a cerimônia, também foi formalizado convênio para implantação de uma usina solar fotovoltaica em Águas de São Pedro. Com investimento estimado em R$ 4,3 milhões, financiado com recursos do Fecop, o projeto prevê a instalação de uma usina com capacidade de 1 megawatt-pico (MW-p) para abastecer as instalações elétricas públicas municipais. O Estado também abriu novo edital de chamamento público para apoiar a implantação de usinas solares fotovoltaicas nos municípios, ampliando o acesso das administrações locais a investimentos em geração de energia renovável.

Outra iniciativa anunciada foi a parceria entre a Semil e o Sebrae-SP para fortalecer a gestão de resíduos sólidos nos municípios. A ação prevê a seleção de 50 cidades para receber consultoria e capacitação técnica para planejamento e implementação de soluções na área. O programa também beneficiará 50 cooperativas de coleta de materiais recicláveis indicadas pelos municípios participantes, incluindo ações de educação ambiental relacionadas à gestão de resíduos sólidos.

Entregas fazem parte dos eventos da Semana do Meio Ambiente, promovida pela Semil. Foto: Pablo Jacob/Governo de SP

Fase vermelha da SP Sem Fogo

O evento também marcou o início da fase vermelha da Operação SP Sem Fogo 2026, período de maior atenção para incêndios florestais e queimadas durante a estiagem. Para enfrentar um cenário climático que poderá ser agravado pela atuação do fenômeno El Niño, o Estado mobiliza cerca de R$ 400 milhões em investimentos e ações preventivas, incluindo reforço tecnológico para monitoramento, ampliação da capacidade operacional dos municípios, proteção das unidades de conservação e manutenção preventiva da malha rodoviária paulista. 

Fase vermelha da Operação SP sem Fogo incluiu entregas de veículos e equipamentos. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado SP

Premiações

O Governo de São Paulo anunciou no evento a nova edição do Prêmio SP Carbono Zero, iniciativa que reconhece projetos alinhados à estratégia climática paulista e que contribuem para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Foi lançado também o Prêmio Cofehidro, iniciativa inédita voltada ao reconhecimento de projetos municipais de gestão dos recursos hídricos.  

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Sobre a Semana do Meio Ambiente   

Realizada pelo Governo de São Paulo em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a Semana do Meio Ambiente teve como ponto alto evento no Parque Ecológico do Tietê (PET), na zona leste da capital. A edição deste ano incorporou o legado do Summit Agenda SP+Verde, ampliando a integração entre governo, setor produtivo, investidores e sociedade civil em torno da agenda climática, da economia verde e do desenvolvimento sustentável. A programação incluiu uma série de anúncios e entregas, ativações e atrações com a participação de empresas e entidades selecionadas por edital público.

Também está previsto na programação da Semana o Fórum SP Conecta, iniciativa da Semil e da InvestSP a ser realizada no próximo dia 16 de junho, voltada à atração de investimentos e ao fortalecimento da competitividade ambiental no Estado de São Paulo. A Semana do Meio Ambiente também faz alusão às comemorações dos 40 anos da Semil.

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3 ações de saneamento que ampliaram o tratamento de esgoto em Guarulhos e ajudaram a recuperar o Rio Tietê 

3 ações de saneamento que ampliaram o tratamento de esgoto em Guarulhos e ajudaram a recuperar o Rio Tietê 

Com 1,2 milhão de habitantes e apenas 18% do esgoto tratado, Guarulhos, na Grande São Paulo, era uma das responsáveis pela enorme carga de poluição lançada diretamente no rio Tietê. A desestatização da Sabesp, em 2024, deu início a um novo ciclo de investimentos que fez saltar o índice de tratamento para 48% no município, enquanto a coleta passou de 91% para 96%.

Neste período, foram investidos R$ 1,8 bilhão em obras, como a construção de novas estações de tratamento, ampliação das redes coletoras e integração de regiões que historicamente apresentavam baixa cobertura de saneamento. As ações fazem parte do projeto do Governo de São Paulo para acelerar a recuperação ambiental da bacia do Tietê, por meio do programa IntegraTietê.

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Entre as obras que se destacam como as principais responsáveis pelo salto em saneamento em Guarulhos estão a construção das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) Fortaleza e Cabuçu e a expansão da rede coletora em toda a cidade. Confira:

1 – Construção da ETE Cabuçu 

A entrega da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Cabuçu, em setembro de 2025, representou um dos principais avanços do saneamento em Guarulhos nos últimos anos. Localizada na região norte do município, a unidade passou a receber e tratar o esgoto coletado em bairros que historicamente enfrentavam limitações de infraestrutura sanitária.

Antes da obra, os efluentes gerados na região não recebiam tratamento adequado e eram despejados ‘in natura’ em rios e córregos. Com a entrada em operação da estação, milhares de moradores passaram a contar com um sistema mais eficiente de coleta e tratamento, reduzindo a carga de poluição lançada nos córregos que deságuam no principal rio paulista.

2 – Implantação da ETE Fortaleza 

Entregue junto à ETE Cabuçu, a Estação de Tratamento de Esgoto Fortaleza ampliou a infraestrutura sanitária de outra importante área de Guarulhos. As duas unidades foram projetadas para atender regiões que ainda apresentavam déficits históricos no tratamento dos efluentes domésticos.

Juntas, as estações beneficiam aproximadamente 44 mil moradores e recebem o esgoto coletado de cerca de 9 mil imóveis. Além do impacto ambiental, as obras contribuem para a melhoria das condições de saúde pública.

3 – Expansão das redes coletoras 

As novas estações de tratamento vieram acompanhadas de investimentos na expansão das redes coletoras de esgoto, cerca de 89km foram ampliados nas  redes da cidade . 

Com as obras realizadas pela Sabesp, a cobertura da coleta de esgoto em Guarulhos passou de 91% para 96% da população. O avanço permitiu conectar milhares de imóveis ao sistema público de saneamento e reduzir o número de residências que dependiam de soluções individuais ou que ainda não estavam plenamente integradas à rede.

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A ampliação da rede também foi essencial para garantir que o esgoto produzido pelos bairros atendidos chegasse às novas estações de tratamento construídas no município. O aumento da coleta é considerado uma etapa fundamental para a despoluição do Rio Tietê, já que impede que os efluentes sejam lançados diretamente em córregos e rios antes de chegarem ao sistema de tratamento. 

IntegraTietê 

Os investimentos realizados em Guarulhos fazem parte do IntegraTietê, programa do Governo de São Paulo que reúne ações de saneamento, desassoreamento, recuperação ambiental e monitoramento da bacia hidrográfica do rio.

A estratégia busca atuar simultaneamente em diferentes frentes para acelerar a recuperação do Tietê. Além da ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, o programa inclui remoção de sedimentos, limpeza de cursos d’água, modernização dos sistemas de monitoramento e obras voltadas à melhoria da qualidade ambiental.

Desde o lançamento do programa, cerca de R$ 22 bilhões foram assegurados para ações de recuperação da bacia. Até janeiro deste ano, o IntegraTietê já havia retirado quase 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios e ampliado o acesso à coleta e ao tratamento de esgoto para mais de 3 milhões de pessoas nas áreas atendidas pela Sabesp.

Universalização do acesso à água

O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento da história para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado. Foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi possível após a desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo. O principal objetivo era acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para ocorrer em 2029.

O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.

Na Rota da Água

O Governo de São Paulo passou a acompanhar os avanços das obras da Sabesp neste trimestre por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.

Lançado em fevereiro deste ano, Na Rota da Água prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.

Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.

As intervenções receberam R$ 168 milhões em investimentos e devem beneficiar 46,2 mil famílias, o equivalente a cerca de 127 mil pessoas, com ampliação do tratamento de esgoto e redução da poluição em rios e córregos da região.

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Tarifa Social Paulista: desconto na conta de água ajuda moradores das comunidades a viverem com mais dignidade

Tarifa Social Paulista: desconto na conta de água ajuda moradores das comunidades a viverem com mais dignidade

A roçadeira Mônica de Macedo Oliveira aproveitou o mutirão da Sabesp realizado no município de Itapecerica da Serra, cidade onde vive, para fazer seu cadastro e se beneficiar da Tarifa Social Paulista, programa do Governo de São Paulo que dá desconto de até 78% na conta de água e esgoto.

“Eu vinha tentando fazer o cadastro na Tarifa Social há bastante tempo, porque o benefício estava no nome do meu ex-marido, e no mutirão consegui resolver isso em 5 minutos aqui. Vai ajudar muito na economia da gente, que é de baixa renda”, disse. 

Mônica faz parte dos 6 milhões de pessoas que foram beneficiadas em todo o estado de São Paulo pelo programa de desconto voltado às famílias em situação de vulnerabilidade e que, desde 2024, dobrou o número de pessoas atendidas.

Mônica de Macedo participou do mutirão em Itapecerica da Serra Foto: Divulgação/Governo de SP

Além do desconto, a roçadeira aproveitou o mutirão para conseguir uma caixa d’água gratuita, outro programa voltado à resiliência hídrica na Grande São Paulo. “A caixa, mesmo a menor, tem um valor excessivo, não tem como a gente pagar, e esse programa tem uma importância imensa para nós”, afirmou.

Uma grande parte das famílias beneficiadas pela Tarifa Social Paulista são dos municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo, onde o desconto saltou 76% entre 2024 e 2026: de 2,7 milhões para 4,5 milhões de beneficiários.

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A aposentada Benedita de Sousa disse que ouviu o caminhão da Sabesp passar por sua rua anunciando o cadastro para redução da tarifa e resolveu ir ao mutirão ver se conseguiria o desconto. “Meu salário é de R$ 1.600, vivo sozinha e tenho diabetes e outros problemas de saúde, então as contas de água e luz ficam pesadas para mim. Fui aprovada do mutirão, no mês que vem já vai vir a conta com desconto. Esse dinheiro que sobra vai ajudar muito em outras coisas, é uma ótima oportunidade para todos que precisam”, garantiu.

Benedita de Sousa disse que ouviu o caminhão da Sabesp passar anunciando o cadastro da Tarifa Social Foto: Divulgação/Governo de SP

Como funciona a Tarifa Social Paulista

Estruturado pelo Governo de SP como política de inclusão, a Tarifa Social Paulista é o maior programa social de saneamento do Brasil e garante descontos de até 78% na conta de água e esgoto para famílias vulneráveis. 

O programa tem três faixas:

  • A categoria Vulnerável oferece 78% de desconto para famílias com renda per capita de até um quarto do salário mínimo;
  • A Social I prevê 72% para famílias com renda de até meio salário mínimo, desempregados e beneficiários do BPC;
  • E a Social II concede 50% para moradores de núcleos urbanos informais passíveis de regularização.

A adesão é automática para quem tem o CadÚnico atualizado nas duas primeiras faixas. Na faixa social 2 não é necessário o cadastro do CadÚnico. Não é preciso enviar documentos à Sabesp. Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) também são incluídos automaticamente.

Os desempregados podem solicitar o benefício pelo Sabesp Fácil, com validade de até 12 meses mediante comprovação semestral. Para moradores de habitações coletivas, a solicitação também é feita pelo Sabesp Fácil, com envio de documentos comprobatórios. É importante que a conta de água esteja no nome da pessoa cadastrada ou de um familiar que conste no mesmo cadastro. 

Mais informações em tarifasocialpaulista.sp.gov.br.

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Entenda como a alta de 120% nos investimentos em saneamento em SP melhora renda e saúde da população

Entenda como a alta de 120% nos investimentos em saneamento em SP melhora renda e saúde da população

Quem vive em áreas com acesso adequado à água tratada e coleta de esgoto pode chegar a ter renda até duas vezes maior do que a de moradores de regiões sem saneamento. O impacto também aparece na saúde, na produtividade do trabalho, na valorização dos imóveis e no fortalecimento da economia local, mostra pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil. Em São Paulo, onde os investimentos em saneamento cresceram 120% com o novo contrato da Sabesp realizado após a desestatização em 2024 pelo governo paulista, a ampliação da infraestrutura busca acelerar esses efeitos positivos em todo o estado. 

As metas do período de 2024 a 2026 já superam 87% para abastecimento de água, 77% para coleta de esgoto e 71% para tratamento. O objetivo do Governo de São Paulo é antecipar a universalização do saneamento de 2033 para 2029, com quase R$ 70 bilhões em investimentos até o fim da década.

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“Pensar em saneamento é pensar em saúde. São Paulo está passando por uma revolução no saneamento básico. Vamos investir R$ 70 bilhões até 2029. Quando falo em saneamento, estamos falando de resiliência hídrica, com isso nossos mananciais vão ficar com mais qualidade, e isso é pensar em saúde”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

Segundo o Instituto Trata Brasil e a consultoria EX ANTE, a universalização do saneamento pode gerar mais de R$ 1,4 trilhão em benefícios socioeconômicos para todo o Brasil até 2040. Descontados os custos necessários para a expansão da infraestrutura, os ganhos líquidos estimados superam R$ 815 bilhões entre 2021 e 2040. O principal impacto está relacionado à produtividade do trabalho, com potencial de gerar mais de R$ 437 bilhões em benefícios no período. 

Isso acontece porque a ampliação do acesso à água tratada e ao esgoto reduz afastamentos por doenças, melhora as condições de trabalho e amplia a capacidade produtiva da população. Os efeitos também alcançam áreas como educação, turismo e mercado imobiliário. 

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Regiões com saneamento adequado tendem a registrar maior valorização dos imóveis, fortalecimento do comércio local e atração de novos investimentos. O estudo aponta ainda que a redução de doenças relacionadas à falta de saneamento contribui para melhorar o desempenho escolar de crianças e adolescentes e diminuir gastos públicos com saúde.

Outro indicador destacado pelo Instituto Trata Brasil mostra que cada R$ 1 investido em saneamento gera R$ 4,30 em benefícios para a sociedade. Os retornos incluem ganhos econômicos diretos, aumento de renda, geração de empregos e redução de perdas associadas às doenças de veiculação hídrica.

As análises mais recentes indicam que os efeitos da expansão do saneamento são cumulativos ao longo do tempo, especialmente na queda das internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado, já que a chegada do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto a populações antes desassistidas pode reduzir em até 69,1% a taxa de internações por esse tipo de doença após 36 meses da intervenção, evidenciando o impacto direto e duradouro do saneamento na melhoria das condições de saúde.

Universalização do acesso à água

O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento da história para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado. Foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi possível após a desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo. O principal objetivo era acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para ocorrer em 2029.

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O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.

Na Rota da Água

O Governo de São Paulo passou a acompanhar os avanços das obras da Sabesp neste trimestre por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.

Lançado em fevereiro deste ano, Na Rota da Água prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.

Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.

As intervenções receberam R$ 168 milhões em investimentos e devem beneficiar 46,2 mil famílias, o equivalente a cerca de 127 mil pessoas, com ampliação do tratamento de esgoto e redução da poluição em rios e córregos da região.

Outro destaque é o Programa Integra Tietê, que teve a contratação da expansão e do retrofit da Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri, ao custo de R$ 5,7 bilhões. A conclusão do projeto está prevista para o fim de 2029. A obra permitirá ampliar em 40,6% a capacidade de tratamento de esgoto da estação e beneficiar 4 milhões de pessoas com acesso ao serviço.

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SP pode gerar biometano suficiente para abastecer 2,8 milhões de residências

SP pode gerar biometano suficiente para abastecer 2,8 milhões de residências

O estado de São Paulo deve atingir ainda este ano a capacidade instalada recorde de 1 milhão de metros cúbicos por dia na produção de biometano. O volume é suficiente para atender integralmente o consumo de gás canalizado de todas as 2,8 milhões de residências conectadas à rede paulista, ou 65% de todos os imóveis da cidade de São Paulo, que possui 4,3 milhões de residências, segundo dados do Seade.

Considerando principalmente a utilização de resíduos provenientes do setor agroindustrial e de aterros sanitários, o estado concentra hoje algumas das principais iniciativas de biometano do país e concentra nove das 19 plantas de biometano em operação no Brasil. Parte dessas ações, que integram uma estratégia mais ampla de valorização de resíduos, foi apresentada por representantes da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), durante evento voltado à aceleração de negócios em biogás e biometano na semana passada.

A capacidade instalada de um milhão de m³ por dia de produção de biometano, à plena operação, é equivalente à substituição de, aproximadamente, 4 mil ônibus urbanos a diesel. Um estudo contratado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com apoio técnico e institucional da Semil, mostrou que veículos pesados, como ônibus e caminhões, são candidatos promissores para a conversão ao biometano, que já possui aplicações comerciais em outras partes do Brasil e no mundo. O consumo energético do transporte rodoviário do estado de São Paulo representa 26% do consumo nacional e é composto majoritariamente de óleo diesel, gasolina e álcool.

Realizado pela InvestSP, agência de promoção de investimentos vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), e pela Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), com apoio da Semil, por meio da Subsecretaria de Energia e Mineração, o evento teve como objetivo ampliar a articulação estratégica, reunindo reguladores, formuladores de políticas públicas, investidores e empresas líderes do setor de biogás e biometano para discutir novas formas de destravar projetos e impulsionar novos modelos de negócio, além de criar redes de networking capazes de promover trocas de conhecimento, gerar oportunidades e construir novas parcerias.

Durante a abertura do evento, Marisa Barros, subsecretária de Energia e Mineração da Semil, destacou o estado de São Paulo como o principal protagonista nacional na produção de biometano, concentrando nove das 19 plantas em operação no Brasil. “Temos uma infraestrutura que garante ao território paulista uma capacidade instalada superior a 700 mil metros cúbicos por dia, o que representa cerca de metade de toda a produção do país. Outras 11 unidades estão em fase de autorização pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Com isso, o estado se prepara para atingir a marca recorde de cerca de um milhão de metros cúbicos (m³) por dia até dezembro deste ano, dentro de um potencial estimado de 6,4 milhões de m³/dia”, explicou Marisa Barros.

Desenvolvimento de negócios em biogás e biometano

O primeiro painel do evento abordou o desenvolvimento de negócios em biogás e biometano, sendo mediado por Tiago Santovito, diretor-executivo da ABiogás. Especialistas trataram sobre o mercado de biometano em São Paulo e no Brasil, que passa por forte expansão regulatória e estrutural, impulsionada por leis estaduais e federais. Eles trouxeram visões integradas sobre os principais elementos que viabilizam projetos no país.

Representando a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Semil, Allan Cellim da Silva, da Diretoria de Controle e Licenciamento Ambiental, explicou as diretrizes e os procedimentos para licenciamento ambiental de plantas de biometano e efluentes, que nos últimos anos passaram por grande modernização estrutural com o objetivo de reduzir o tempo médio de aprovação para até 60 dias, estabelecendo regras claras e padronizadas para o setor.

“O biometano é um pilar estratégico na descarbonização do estado de São Paulo, substituindo combustíveis fósseis como diesel e gás natural, com até 99% menos emissões de gases de efeito estufa. A Cetesb viabiliza essa transição ao garantir o licenciamento seguro e ágil de plantas e integrar o biocombustível à economia circular”, disse Allan Cellim. Ele ressaltou o crescimento do uso do biometano pela indústria, em vários segmentos. “Emitimos cerca de 20 mil licenças ambientais por ano, sendo aproximadamente 30 a 40 tipos de indústrias que já utilizam o biometano em seus processos produtivos”, explicou.

Políticas paulistas fomentam e impulsionam o biometano

Laís Almada, diretora de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da Semil, trouxe um panorama de políticas estaduais que fomentam e impulsionam a expansão da infraestrutura de biometano em São Paulo. Entre os destaques, ela ressaltou a tomada de subsídios sobre os certificados de origem do biometano nos inventários de emissão a serem encaminhados à Cetesb por empresas paulistas. O objetivo é fomentar o mercado do atributo ambiental do biometano, por meio de um instrumento voluntário. As contribuições de agentes do setor estão sendo consideradas e irão contribuir para um mecanismo que permite a rastreabilidade do biometano e o fortalecimento desse mercado.

“Além dessas ações, São Paulo deu também mais um passo para o desenvolvimento do mercado de biometano ao firmar parceria internacional com o Swedfund International AB, instituição financeira de desenvolvimento do governo da Suécia. O objetivo é realizar estudos técnicos para dimensionar investimentos necessários à implantação de novos gasodutos de biometano, além de avaliar o potencial de recuperação do digestato e propor modelos de negócio para a produção e comercialização de biofertilizantes orgânicos em plantas de biometano no estado”, explicou Laís Almada.

A diretora da Semil ainda ressaltou a importância do Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050) de São Paulo como parte estratégica do estado para atingir a neutralidade de emissões de carbono até a metade do século, alinhando-se à iniciativa global Race to Zero da ONU. “O biometano se destaca por ser um combustível de fonte renovável, de baixa intensidade de carbono, e que pode ser injetado diretamente na rede de gasodutos existente ou utilizado na mobilidade, como em frotas pesadas e ônibus, sendo alternativa ao diesel”, explicou Laís Almada.

Avanços no arcabouço regulatório 

Responsável por autorizar e fiscalizar as operações de plantas de biometano, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também estabelece os padrões de qualidade para sua produção e distribuição. Para obtenção da autorização, as empresas devem protocolar junto à ANP um comunicado com as informações técnicas do projeto antes da construção ou modificação da unidade produtora. As autorizações são concedidas mediante o cumprimento das normas regulatórias e dos requisitos técnicos estabelecidos.

“A ANP tornou o processo de autorização e comercialização do biometano mais eficiente, modernizando seu arcabouço regulatório, alinhando-o às diretrizes da Lei do Combustível do Futuro e ao Programa Nacional de Descarbonização, e isso contribui, por parte dos estados, para a conexão com as redes de distribuição canalizada”, explicou Marcos Werner, superintendente de Produção de Combustíveis na ANP.

Ele ressaltou que, nos últimos anos, houve um aumento expressivo no volume de solicitações para a outorga e o início de operação de novas plantas industriais de biometano no Brasil. “Notamos que esse aumento foi impulsionado pela recente regulamentação de incentivos federais e também estaduais. A tendência, para 2026, é de elevação da produção de biometano. Há muita diversificação de matérias-primas, especialmente Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) enviados para aterros sanitários e transformados em biogás, além dos resíduos agrossilvopastoris, com ampla distribuição geográfica nacional. Portanto, há muito potencial para todas as regiões do país”, afirmou Werner.

Interconexão com redes de gás

Ainda neste painel, um tema abordado por representante da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) foi a interconexão com redes de gás e expansão da infraestrutura paulista. Maria Eugênia Bonomi, gerente de Estudos Técnicos, Regulação e Contratos, trouxe um panorama da atuação regulatória para gás natural e biometano no estado, que conta com pouco mais de três milhões de consumidores de gás canalizado em SP.

“A interconexão com redes de gás ampliará gradualmente a produção do biocombustível. Esse processo transforma resíduos em combustível, permitindo que o biometano seja injetado diretamente nas tubulações existentes e distribuído aos consumidores. Isso representa um grande avanço estratégico para a expansão do mercado de biometano paulista, contribuindo para a descarbonização da matriz energética de SP”, explicou Maria Eugênia.

Recentemente, a Arsesp aprovou a interconexão da planta de biometano da Solví Essencis Ambiental, no aterro de Caieiras, cidade da Região Metropolitana de São Paulo, à rede de distribuição de gás canalizado da Comgás.

O evento contou ainda com apresentações de representantes da SPTrans (São Paulo Transporte), vinculada à Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) da Prefeitura de São Paulo, que abordaram os testes com ônibus movidos a biometano, em caráter experimental, iniciativa que faz parte do programa BioSP, lançado para contornar gargalos na infraestrutura de recarga dos veículos elétricos na cidade.

Biometano abastecendo a indústria e para a produção de SAF

Presente no evento, a Natura apresentou a sua iniciativa ao utilizar biometano na sua maior operação na América Latina, localizada em Cajamar, em SP. O combustível limpo abastece 45% dos processos industriais e movimenta 100% da frota logística que circula entre a fábrica e a Grande São Paulo. O biometano utilizado é proveniente do aterro sanitário de Caieiras, o maior da América Latina, e substitui os combustíveis fósseis.

A Geo Bio Gas & Carbon, empresa brasileira pioneira no desenvolvimento tecnológico para a produção de biogás, biometano e combustíveis verdes avançados, abordou as oportunidades na produção de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) a partir de biogás de resíduos de biomassa do setor sucroenergético. Com apoio do governo paulista e parceiros internacionais, o projeto visa descarbonizar o setor aéreo utilizando resíduos de biomassa.

O evento também abriu espaço para o diálogo com os participantes, com rodadas de perguntas, promovendo escuta ativa e o compartilhamento de experiências sobre as ações em andamento e as que estão por vir.

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