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Cantor e youtuber estão entre mortos em colisão de helicópteros no Rio

Crédito: reprodução / TV Globo

O cantor norte-americano Oliver Tree e o influenciador argentino Gaspi estão entre as seis vítimas da colisão entre dois helicópteros na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.

As aeronaves caíram em um pátio de veículos de uma concessionária da BYD, na região da avenida das Américas. Uma delas explodiu após atingir o solo, e o fogo atingiu veículos no local.

Oliver Tree estava em turnê internacional e havia se apresentado em São Paulo no dia 6 de junho, no Studio Stage, na Lapa. Nos últimos dias, publicou vídeos no Brasil usando camisa da Seleção Brasileira.

Em postagens recentes, o cantor apareceu jogando futebol, comendo churrasco, cortando o cabelo e dirigindo uma motocicleta.

Grupo seguia para Angra

Oliver Tree estava acompanhado do produtor musical e DJ brasileiro Lucas Brito Chaves Frota, radicado nos Estados Unidos, e do influenciador argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi.

O grupo seguia para Angra dos Reis, no litoral fluminense.

Também morreram os pilotos Charles Marsillac e Alexandre Souza, além de Lucas Vignale.

Com a colisão, as duas aeronaves caíram no pátio de veículos. Uma delas explodiu após atingir o solo.

Quem era Oliver Tree

Oliver Tree tinha mais de 2 milhões de seguidores no Instagram e média de 11,4 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

O cantor iniciaria uma turnê mundial após lançar o álbum “Love you madly hate you badly”. A agenda previa mais de 70 shows em cidades como Paris, Barcelona, Londres, Chicago, Toronto, Sydney e Pequim.

Durante a passagem recente pelo Brasil, Oliver Tree também publicou um registro tocando com o influenciador brasileiro Lucas Inutilismo.

Outras vítimas

Lucas Brito Chaves Frota era produtor musical e DJ brasileiro. Ele vivia nos Estados Unidos e tinha produção voltada principalmente à música eletrônica.

No ano passado, tocou no Burning Man, festival de contracultura realizado nos Estados Unidos.

Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, era influenciador argentino e publicava conteúdo de humor. Ele tinha 2,8 milhões de seguidores no YouTube e no Instagram.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou em entrevista a um canal de TV que os pilotos envolvidos no acidente eram experientes e que conhecia um deles pessoalmente.

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Colisão entre helicópteros deixa seis mortos no Rio de Janeiro

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Seis pessoas perderam a vida após dois helicópteros colidirem no ar e caírem no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). Conforme o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, ninguém a bordo das duas aeronaves sobreviveu.

A corporação foi acionada às 8h59. Cerca de 45 militares, com apoio de equipes especializadas do Grupo de Ações Especiais, foram enviados ao local.

Os helicópteros caíram na região da Avenida das Américas, no quarteirão entre as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.

O local é um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo, e o fogo se espalhou para os veículos elétricos no pátio.

Pelo menos 20 veículos foram atingidos pelas chamas. A coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância.

O outro helicóptero não pegou fogo e caiu com o trem de pouso para cima.

Destroços em prédios próximos

Destroços das aeronaves ficaram espalhados em um raio de pelo menos 100 metros. Uma cauda parou no terraço de um prédio vizinho.

A aeronave que explodiu era um Eurocopter AS 350 B2, modelo conhecido como Esquilo. Ela levava quatro passageiros e o comandante e teria decolado para Angra dos Reis, na Costa Verde.

Na outra aeronave, um Bell 206B Jet Ranger, estava apenas o piloto, em deslocamento para a Região Serrana.

Investigação

A FAB informou que investigadores do Seripa 3 foram acionados para a ação inicial da ocorrência. Durante essa fase, são coletados e confirmados dados, preservados elementos da ocorrência, verificados danos causados às aeronaves ou pelas aeronaves e reunidas informações para a investigação.

A pista lateral da Avenida das Américas chegou a ser fechada durante o atendimento. Por volta das 10h, o fogo já havia sido controlado, e bombeiros verificavam a possibilidade de vazamento de combustível.

O que diz o Cenipa

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).

Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.

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Air France e Airbus são condenadas por queda do voo AF447

Crédito: Marinha do Brasil / Arquivo EBC, Agência Brasil

A Justiça francesa condenou, nesta quinta-feira (21), a Air France e a Airbus por homicídio culposo pela queda do voo AF447, que matou 228 pessoas em 1º de junho de 2009. Entre as vítimas estavam 58 brasileiros.

O Airbus A330-203 fazia a rota entre Rio de Janeiro e Paris quando caiu no Oceano Atlântico. A decisão foi tomada pela Corte de Apelações de Paris e reverteu sentença de primeira instância de 2023, que havia absolvido as duas empresas das acusações criminais.

A corte acatou recomendação do MP (Ministério Público) francês e reconheceu responsabilidade das companhias por imprudência e negligência. A multa pode chegar a 225 mil euros para cada empresa, cerca de R$ 1,3 milhão.

A decisão ainda pode ser contestada. De acordo com Maarten Van Sluys, vice-presidente da Associação de Familiares das Vítimas do Voo Air France 447, as empresas manifestaram intenção de recorrer.

Familiares falam em vitória moral

Van Sluys, que perdeu a irmã Adriana Van Sluys no acidente, disse à Agência Brasil que a condenação representa “alívio” para parentes e amigos das vítimas.

“O resultado é o que esperávamos: uma condenação por homicídio culposo. Entendemos que isto é uma vitória moral incomensurável, pois muito mais do que valores monetários, que acabam sendo irrisórios em se tratando de empresas deste porte, agora temos um certificado da culpa da Air France e da Airbus”, afirmou.

O acidente matou 216 passageiros e 12 tripulantes de 33 nacionalidades. Familiares recorreram da decisão de 2023, que havia reconhecido responsabilidade civil das empresas, mas não condenação criminal.

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