Irã oferece passagem segura no Estreito de Ormuz, e guerra deve se intensificar

O governo do Irã afirmou neste sábado (21) que está disposto a ajudar navios japoneses a atravessar o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio da rota comercial no Golfo e à escalada da guerra no Oriente Médio.
Em entrevista à agência Kyodo, o chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que o estreito segue aberto para embarcações de países que não participam dos ataques contra o território iraniano. De acordo com ele, navios dessas nações podem cruzar a área desde que mantenham contato com Teerã para tratar da logística de uma passagem segura.
A declaração tem peso para o Japão, um dos maiores importadores de petróleo do mundo e fortemente dependente do Oriente Médio. Conforme os dados citados pelo ministro, 95% do petróleo importado por Tóquio vêm da região, e 70% passam pelo Estreito de Ormuz. Na segunda-feira (16), o governo japonês anunciou que passaria a usar suas reservas estratégicas de petróleo.
Mais ataques israelenses
Por outro lado, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os ataques contra o Irã vão aumentar de forma significativa a partir de domingo (22). Segundo ele, a campanha conduzida por Israel com apoio dos Estados Unidos continuará até que os objetivos da guerra sejam alcançados.
Também neste sábado, as Forças de Defesa de Israel disseram ter interceptado uma nova onda de mísseis lançada pelo Irã. Já a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) afirmou ter sido comunicada por Teerã de que o complexo nuclear de Natanz foi atacado. A agência disse que não houve aumento dos níveis de radiação fora da instalação e voltou a pedir moderação para evitar risco de acidente nuclear.
Novo movimento diplomático
A disputa em torno do Estreito de Ormuz também ganhou novo movimento diplomático. O governo britânico informou que subiu para 22 o número de países dispostos a participar de um plano de reabertura da navegação comercial após um cessar-fogo. O grupo passou a incluir, além de Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Holanda e Japão, países como Canadá, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Austrália, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.
Na declaração conjunta, esses países condenaram ataques iranianos a embarcações comerciais e a infraestrutura civil, além do fechamento de fato do estreito pelas forças iranianas. O documento também defende liberdade de navegação e afirma que as nações signatárias estão prontas para contribuir com o trânsito seguro na região.
Nos Estados Unidos, Donald Trump descartou a possibilidade de cessar-fogo e afirmou que a guerra está sob controle de Washington. O presidente norte-americano também disse que será necessária ajuda de aliados para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, citando países como China e Japão.
No mercado de energia, autoridades iranianas disseram que o país não tem excedente relevante de petróleo disponível para exportação. Ao mesmo tempo, surgiram relatos de que o Iraque reduziu sua produção em cerca de 70% em relação aos níveis anteriores ao conflito, com impacto sobre campos petrolíferos em Basra, no sul do país.
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