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RS registra aumentos nos preços de gasolina e diesel

Crédito: Divulgação

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) divulgou um relatório apontando o aumento de 8,8% no preço do Diesel no RS na última semana, chegando a uma média de R$ 6,70 o litro. A gasolina teve aumento de 1,9%, chegando a uma média de R$ 6,35. Ambos aumentos, os dois abaixo da média nacional, têm como contexto a crise de combustível gerada pela guerra entre EUA-Israel e Irã.

No sábado (14), o Sulpetro, entidade que representa os postos de combustíveis do RS, se manifestou atribuindo o aumento não só ao reajuste da Petrobras, mas também a uma “forte tensão” sobre os preços no mercado supridor que abastece os postos revendedores.

“Nos leilões adicionais realizados pela Petrobras, foi registrada a prática de ágio, com valores entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro, evidenciando um cenário de forte tensão na formação de preços”, diz o Sulpetro em comunicado, atribuindo o caso não somente ao mercado, mas também à política da estatal.

Porém, o Sulpetro alegou ainda que a Petrobras não supre integralmente a demanda nacional de combustíveis. Em razão disso, as distribuidoras precisam adquirir produto de refinarias privadas instaladas no país ou recorrer à importação de combustível já refinado.

Nesse contexto, especialistas e entidades do setor de petróleo apontaram que os aumentos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras não se deviam apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para a FUP (Federação Única dos Petroleiros), em entrevista à Agência Brasil, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil. Desde o início da escalada dos preços, houve registro de gasolina a R$ 9 em São Paulo, por exemplo.

Além disso, esse processo foi catalisado pela privatização da BR Distribuidora, cujo processo de venda terminou em 2021. A privatização eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias.

“Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise”, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Antecedentes

Desde o início das tensões, que se acentuaram com ações do governo iraniano no Estreito de Ormuz, local por onde passa 20% do petróleo mundial, iniciou-se um forte processo de especulação em torno do preço do barril de petróleo no mercado mundial. O Petróleo subiu de cerca de US$ 70 para a casa dos US$ 120, com o Irã alertando para a possibilidade de chegar a US$ 200.

A reação do Brasil, veio, em primeiro momento, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinando um decreto presidencial na quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, Lula assinou uma MP (Medida Provisória) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

No dia seguinte, a Petrobras anunciou que iria reajustar o valor do óleo diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro. O novo preço passou a valer a partir do sábado (14). Contudo, o governo alegou que os anúncios do dia anterior atenuariam os impactos da medida.




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Trump diz que EUA “derrotaram e dizimaram” o Irã

Crédito: reprodução de TV / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação nas redes sociais, neste sábado (14), afirmando que os Estados Unidos “derrotaram e dizimaram completamente o Irã”. Além disso, o mandatário estadunidense disse que países que recebem petróleo do Estreito de Ormuz, local por onde passa 20% do comércio global de petróleo, devem cuidar da região.

“Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos — MUITO!”, escreveu Trump.

No entanto, até o início da noite deste sábado (14), não havia informação oficial de rendição do Irã. A morte do aiatolá Ali Khamenei não tem se mostrado suficiente para desestruturar a resistência do país Persa, que além disso, têm mostrado poderio bélico para manter as tensões em Ormuz e nos demais países da região.

Neste sábado (14), o Irã atacou a sede da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque. Além disso, o Irã ameaçou destruir a infraestrutura petrolífera de empresas que cooperam com os Estados Unidos, isso se as suas instalações fossem atacadas.

Antecedentes

Na sexta-feira (13), os Estados Unidos comunicaram um ataque a alvos militares na Ilha Kharg, principal centro petrolífero do Irã, que serve de terminal para a exportação de 90% do petróleo iraniano. Trump ameaçou atingir a infraestrutura petrolífera na ilha caso o Irã continuasse a bloquear a navegação no Estreito de Ormuz.

O ataque a Kharg foi o desdobramento mais recente das tensões na região, que afetaram os preços do petróleo em todo o mundo. O Preço do barril de petróleo chegou aos US$ 120. No entano, o governo iraniano chegou a emitir um comunicado, dizendo ao mundo para se preparar para o barril a US$ 200.

Brasil

Crise que chegou ao Brasil. A Petrobras anunciou, na sexta-feira (13), que iria reajustar o valor do óleo diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro. O novo preço passou a valer a partir de sábado (14).

Em entrevista coletiva na tarde de hoje, a empresa afirmou que, diante desse cenário, os preços estão sob monitoramento e avaliação diários, e que até o momento, não há previsão de reajuste da gasolina.




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Governo Federal vai monitorar mercado de combustíveis

Crédito: Divulgação

O Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que vai acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.

Segundo o governo, a iniciativa intensifica o monitoramento das cadeias de suprimento globais de derivados de petróleo, da logística nacional do abastecimento de combustíveis e dos preços dos principais produtos, em razão do Conflito no Oriente Médio – maior região exportadora de petróleo do mundo, com cerca de 60% das reservas globais.

“A pasta também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”, diz nota do ministério.

O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país, em linha com medidas já adotadas pelo MME em situações geopolíticas semelhantes.

Até o momento, apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo diesel, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores de derivados de petróleo é relativamente pequena.

Aumento nas distribuidoras

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.

O pedido foi encaminhado após declarações públicas de representantes de sindicatos (Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS) informarem que distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo, associada ao conflito no Oriente Médio. 

Até o momento, porém, a Petrobras não anunciou aumento nos preços praticados em suas refinarias.

“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, completa o MME.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa. 

A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades do país persa. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, foi escolhido novo líder do país.

O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. 

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo sobre armas nucleares, firmado em 2015 sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais. 

Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear. 

Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.

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Irã anuncia ataque a petroleiro dos EUA no Golfo Pérsico

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quinta-feira (5) que um míssil atingiu um petroleiro com bandeira dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, segundo comunicado divulgado pela televisão estatal.

O ataque ocorre no sexto dia da guerra regional, intensificando a tensão no Oriente Médio.

De acordo com a nota oficial, a embarcação “foi atingida por um míssil no norte do Golfo Pérsico” e “está atualmente em chamas”. O comunicado, no entanto, não trouxe mais detalhes.

O incidente ainda não foi confirmado de forma independente e acontece em um momento em que o braço militar do regime iraniano afirma ter “controle total” do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.

Até o momento, não se sabe o nome do navio atingido, e o governo dos Estados Unidos ainda não se pronunciou oficialmente. Caso seja confirmado, o ataque representará uma nova escalada na guerra iniciada no último sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram ofensivas contra o Irã.

Simultaneamente à ação contra o petroleiro, o Irã também teria lançado ataques com drones contra o espaço aéreo do Azerbaijão.

Segundo a imprensa local, um dos dispositivos explodiu em um prédio no Aeroporto Internacional de Nakhichevan, enclave estratégico situado entre Turquia, Armênia e Irã.

A agência de notícias estatal azerbaijana APA informou que os drones restantes caíram “em outros lugares” do país, sem fornecer mais detalhes. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram danos extensos e colunas de fumaça preta.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão, além do drone que atingiu o aeroporto de Nakhchivan — localizado a poucos quilômetros da fronteira com o Irã —, outro caiu perto de uma escola na vila de Shakarabad.

A pista do aeroporto de Nakhchivan também foi danificada em vários pontos após os ataques, devido a destroços de um drone que caíram na área, segundo relatos de um correspondente da imprensa local.

Irã e Azerbaijão são países vizinhos, e suas relações são marcadas por tensões e interesses divergentes. Uma das principais preocupações de Teerã é a cooperação entre Azerbaijão e Israel em áreas como energia, comércio e segurança.

A República Islâmica também se opõe ao projeto do chamado “Corredor de Zangezur”, que pretende ligar o território do Azerbaijão ao enclave de Nakhchivan por meio da província armênia de Syunik, próxima à fronteira iraniana.

Paralelamente, diversas explosões atingiram Teerã e seus subúrbios ocidentais nesta manhã, após Israel anunciar novos ataques aéreos contra o território iraniano.

A agência de notícias Fars relatou uma explosão na zona oeste da capital, enquanto os jornais Shargh e Iran noticiaram ao menos uma ofensiva em Karaj, cidade situada na região metropolitana de Teerã.

Por sua vez, o Irã afirmou ter lançado mísseis contra o quartel-general de forças curdas no Curdistão iraquiano, segundo a mídia estatal.

“Alvejamos o quartel-general de grupos curdos que se opõem à revolução no Curdistão iraquiano com três mísseis”, afirmou um comunicado militar citado pela agência de notícias IRNA em seu canal no Telegram.

Desde o início da ofensiva israelense-americana contra Teerã, a região autônoma do Curdistão — que abriga tropas americanas — tem sido alvo frequente de ataques com drones, a maioria interceptada pelas defesas aéreas.

Nas últimas horas, também foram ouvidos fortes estrondos em Jerusalém. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que os sons estavam relacionados a “mísseis lançados do Irã”. 

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