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Justiça rejeita ação contra leituras obrigatórias do vestibular da UFRGS

Crédito: Arquivo / UFRGS

A Justiça Federal julgou improcedente a ação da Associação Escola Sem Partido contra a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). O pedido questionava as leituras obrigatórias do vestibular. A sentença foi assinada pela juíza Paula Beck Bohn, da 2ª Vara Federal de Porto Alegre, na quarta-feira (22). Cabe recurso ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

A associação contestava a escolha das obras literárias exigidas dos candidatos e alegava falta de motivação específica para a inclusão de cada livro na lista. Também sustentava que a leitura obrigatória poderia “afetar consideravelmente o psiquismo do leitor”.

Para a associação, as listas de leituras obrigatórias estariam “sendo usadas, ilegalmente, como pedágio ideológico de acesso à universidade”. O processo ainda pedia a anulação das listas dos vestibulares de 2022 a 2025, a proibição de futuras exigências de leitura e indenização por danos morais aos estudantes.

A UFRGS defendeu que a definição das obras integra sua autonomia didático-científica e que a lista segue critérios previstos em resolução interna. A universidade também apontou que a escolha é feita por docentes de comissão especializada.

O MPF (Ministério Público Federal) também se manifestou contra o pedido. No mérito, defendeu que a escolha de livros para seleção de estudantes é constitucional e decorre da autonomia universitária.

Decisão reconheceu autonomia da Universidade

Na decisão, a magistrada entendeu que a autonomia universitária permite à UFRGS definir a forma de seleção dos estudantes, incluindo a exigência de conhecimento de obras literárias no vestibular.

“A escolha de obras literárias para um processo seletivo não impõe aos candidatos a adesão a qualquer ideologia ou doutrina, mas sim a compreensão e a análise do conteúdo proposto, dentro de um contexto de avaliação e de uma finalidade educacional”, decidiu.

A juíza também afirmou que a exigência das obras busca avaliar mais do que o conhecimento dos candidatos. “Trata-se de prerrogativa da instituição, que visa a avaliar não apenas o conhecimento dos candidatos, mas também sua capacidade de interpretação e compreensão textual, habilidades essenciais para a sua jornada acadêmica e formação, e que busca também fomentar o contato dos estudantes com diferentes manifestações culturais e intelectuais, desafiando-os a expandirem seus horizontes e a exercitarem o senso crítico”.

A Justiça considerou que não houve ilicitude na conduta da universidade e rejeitou os pedidos de nulidade da lista de leituras e de indenização por danos morais a estudantes.

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Centro Cultural da UFRGS expõe fotografias resgatadas da enchente de 2024

Foto: Divulgação

O Centro Cultural da UFRGS recebe, a partir de  22 de abril, a exposição “Álbuns submersos: arquivos emergentes”, do projeto Resgate de Memória, vinculado ao Núcleo de Antropologia Visual da Universidade. A mostra reúne fotografias resgatadas das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, que, em laboratórios improvisados de lavagem e recuperação digital, foram restauradas pelo grupo ao longo de quase dois anos. 

A exposição também incorpora experimentações com cianotipias e fotomontagens, propondo outras formas de ver, sentir e recriar imagens. A curadoria é de Cristina Lima, Fabiene Gama, Fernanda Rechenberg, Myra Gonçalves e Wanda Balbé.

Junto ao trabalho do Resgate de Memória, são exibidas quatro obras selecionadas para a Mostra Fotográfica da IV Reunião de Antropologia da Saúde:

  • “Onde há sombra”, de Felipe Akira Miasato e Raphael Barbanjo;
  • “O tempo habitante que o caminho traz: passados, presentes, espécies e materialidades em morada e em passagem num hospital geriátrico”, de Natalia Negretti;
  • “O gado crioulo nos campos sulinos: um patrimônio multiespécie”, de Jean Segata;
  • “Do ajuri na roça à bebida sagrada: cuidado e saúde na perspectiva de uma família indígena do Alto Rio Negro”, de Natalia Farias Silva. 

A exposição “Álbuns submersos: arquivos emergentes” e a Mostra Fotográfica da IV Reunião de Antropologia da Saúde permanecem em cartaz na Sala Nogueira, no térreo do Centro Cultural da UFRGS, até o dia 7 de maio. A visitação é gratuita e aberta à comunidade em geral.

Serviço

Exposição “Álbuns submersos: arquivos emergentes” e Mostra fotográfica da VI Reunião de Antropologia da Saúde

  • Visitação de 22 de abril a 7 de maio, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h
  • Centro Cultural da UFRGS – Sala Nogueira
  • Rua Eng. Luiz Englert, 333, Porto Alegre
  • Entrada franca

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