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Casos de gripe aviária em aves silvestres sobem para 23 no Sul do RS

Servidores do Estado e da União atuam em conjunto na Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar. Crédito: Fernando Dias /SEAPI

O Rio Grande do Sul registrou mais dois casos de gripe aviária em aves silvestres na região Sul. O foco de IAAP (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade) foi detectado no fim de fevereiro na Reserva do Taim, em Santa Vitória do Palmar.

Na atualização anterior, divulgada na segunda-feira (9), o total era de 21 aves com a doença. Agora, o número subiu para 23 animais recolhidos por causa da Influenza H5N1, entre cisnes-coscoroba e garça-moura.

O foco foi confirmado em aves silvestres na Lagoa da Mangueira, área monitorada pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul em conjunto com equipes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e do Ministério da Agricultura.

Monitoramento e fiscalização

Além do monitoramento de aves com barcos e drones, o Estado mantém varredura sanitária em propriedades com criação de aves num raio de até 10 quilômetros do foco. Ao todo, 93 propriedades com aves de subsistência no entorno da reserva devem ser inspecionadas.

Também foram feitas vistorias em granjas comerciais da regional de Pelotas e em criatórios de aves ornamentais em Santa Vitória do Palmar. As amostras recolhidas seguem para o LFDA-SP (Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas), responsável por confirmar ou descartar a presença do vírus.

Capacitação para agentes de saúde

A Secretaria da Agricultura também realizou reuniões com gestores municipais e capacitações com agentes de saúde e da área social em Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí. Essas ações foram mantidas após o avanço dos registros da doença.

A orientação do governo gaúcho é para comunicação imediata de casos suspeitos com sinais respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade súbita e elevada em aves. As notificações podem ser feitas em Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

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RS registra foco de gripe aviária em aves silvestres na Reserva do Taim

Crédito: SEAPI / Divulgação

O DDA (Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal), vinculado à Seapi (Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), detectou foco de gripe aviária no RS. O registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, ocorreu em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim.

A Seapi explica que a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do RS e do país como livre de IAAP (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade). Ou seja, não impacta o comércio de produtos avícolas.

“Também ressalta-se que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo”, enfatiza a Seapi.

O caso

O vírus infectou aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. O SVO-RS (Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul) atendeu a notificação de animais mortos ou doentes no dia 28 de fevereiro.

Em seguida, enviou as amostras coletadas para o LFDA-SP (Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas), unidade referência da OMSA (Organização Mundial da Saúde Animal), que confirmou a doença.

Medidas

O SVO está no local para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária na região. Servidores da Seapi, em parceria com as equipes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), realizam a vigilância na região. Além disso, também ocorrem ações de educação sanitária e conscientização.

“O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, disse o diretor do DDA, Fernando Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033. 

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