Trump faz novas ameaças se Irã não chegar a acordo; prazo de ultimato termina hoje

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou nesta terça-feira (7) em seu ponto de pressão máxima até agora. Forças americanas e israelenses realizaram novos ataques contra o Irã.
O centro imediato da crise é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parte relevante do comércio mundial de petróleo e gás. O governo americano pressiona pela reabertura plena da passagem. O Irã, por sua vez, afirma que só aceita o fim da guerra com garantias de que não voltará a ser atacado.
Em paralelo, a Guarda Revolucionária declarou que poderá atingir infraestrutura energética e restringir por anos o acesso regional a petróleo e gás se os Estados Unidos cruzarem a “linha vermelha”.
Nas últimas horas, ocorreram novos bombardeios em Teerã, Qom, Khorramabad e outras áreas do Irã, inclusive contra regiões residenciais e instalações ligadas à estrutura militar e energética. A mídia estatal iraniana relatou mortes nas cidades de Shahriar e Pardis e na província de Alborz. A ilha de Kharg, essencial para a exportação do petróleo iraniano, também foi atingida. Conforme os relatos reunidos no material, a infraestrutura petroquímica não teria sido afetada.
Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra Israel e atingiu ou ameaçou atingir alvos em países do Golfo. Bahrain voltou a acionar sirenes, a Arábia Saudita fechou e depois reabriu a ponte com Bahrain, e os Emirados Árabes Unidos registraram impacto em um prédio administrativo de telecomunicações.
“Uma civilização inteira morrerá hoje”, diz presidente americano
Trump elevou o tom ao ameaçar destruir pontes, usinas e outras estruturas civis iranianas. A fala provocou reação internacional porque ataques deliberados a infraestrutura civil são tratados por especialistas e por autoridades europeias citadas no material como potencial violação das leis de guerra.
O ultimato feito pelo presidente americano para a reabertura de Ormuz termina às 21h, no horário de Brasília. Nesta terça, Trump publicou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, vinculando a ameaça ao prazo imposto ao Irã. Mas deixou claro que o governo iraniano ainda pode se render
Irã diz ter voluntários para a guerra
Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian declarou que 14 milhões de iranianos teriam se voluntariado para a guerra, número divulgado pela mídia estatal. O discurso oficial tenta demonstrar capacidade de resistência em meio ao aumento das perdas humanas, ao bloqueio da internet e ao temor de novos bombardeios contra serviços básicos.
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