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Mapeamento aponta 146 áreas de risco e mais de 12 mil pessoas expostas em Santa Cruz do Sul

Foto: Paulo Leite/SGB

Um levantamento apresentado nesta quarta-feira (4) identificou 146 áreas de risco geológico e hidrológico em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo. Conforme o estudo, mais de 12 mil pessoas vivem nesses locais, o que representa cerca de 9% da população do município.

O mapeamento foi realizado pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil) e integra o PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos). O documento reúne diagnósticos sobre áreas sujeitas a desastres naturais e indica medidas que podem ser adotadas para reduzir os riscos.

Entre as áreas identificadas, seis foram classificadas com risco muito alto, 55 com risco alto e 85 com risco médio.

Classificação das áreas de risco

O estudo estima que cerca de 3.026 domicílios estejam localizados nos setores mapeados. A distribuição é a seguinte:

  • risco médio: 85 áreas, com cerca de 1.631 domicílios e 6.496 moradores
  • risco alto: 55 áreas, com cerca de 1.199 domicílios e 4.782 moradores
  • risco muito alto: 6 áreas, com cerca de 196 domicílios e 784 moradores

Os principais processos identificados foram inundações, deslizamentos de encostas, queda de blocos de rocha, enxurradas e erosão em margens de rios.

Segundo o levantamento, grande parte das áreas de risco está associada à ocupação de encostas íngremes ou planícies sujeitas a inundações, muitas vezes sem infraestrutura adequada de drenagem ou contenção. O documento está disponível através deste link.

Locais com maior exposição

Entre os pontos com maior número de moradores expostos está a rua Irmão Emílio, no bairro Várzea, onde cerca de 2,8 mil pessoas vivem em área com risco de inundação.

Outro local citado no levantamento é a rua Salvador, no bairro Vila Schulz, onde aproximadamente 716 pessoas estão em área com risco médio de inundação.

Ainda no bairro Várzea, a praia dos Folgados apresenta risco muito alto de inundação e erosão, com cerca de 588 pessoas nas áreas mapeadas.

Outros setores classificados com risco muito alto incluem a rua João Werlang, no bairro Belvedere, e áreas da localidade de Linha Borges de Medeiros, no distrito de Rio Pardinho.

Também foram identificadas áreas de risco muito alto no balneário Panke, em Rio Pardinho, e às margens da RSC-287, na altura do km 103, no bairro Renascença.

Plano orienta ações de prevenção

O levantamento faz parte do Plano Municipal de Redução de Riscos, documento técnico que reúne diagnósticos e recomendações para orientar ações de prevenção de desastres.

Após a apresentação em audiência pública, o documento passará por revisão técnica e será entregue oficialmente à prefeitura. Caberá ao município definir quais medidas serão adotadas para reduzir os riscos identificados.

O plano também pode apoiar o município na busca por recursos estaduais e federais voltados à prevenção de desastres.

O mapeamento foi realizado entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, com trabalho de campo conduzido por pesquisadores do SGB e apoio da Defesa Civil municipal.

O material inclui ainda propostas de intervenções estruturais elaboradas pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), responsável pela revisão dos setores classificados como de risco alto e muito alto.

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