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Cuba reage a Trump na ONU e acusa EUA de ameaçar sua soberania

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reagiu às declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22). Em publicação no X, Rodríguez afirmou que o governo americano não aceita que Cuba seja um país plenamente independente e soberano.

Trump classificou Cuba como um “Estado falido” e afirmou que o regime comunista da ilha “vai cair”. O presidente americano também disse que seu governo busca uma “mudança fundamental” na situação do país e mencionou que o secretário de Estado, Marco Rubio, participa de negociações com Havana.

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Durante essas declarações, a delegação cubana, liderada por Rodríguez, deixou o plenário da Assembleia Geral. O chanceler cubano afirmou que Cuba não representa uma ameaça aos Estados Unidos ou a outros países e criticou o bloqueio econômico e as restrições energéticas impostas por Washington.

Rodríguez também classificou como “falsidades” e “calúnias” as declarações de Trump. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, igualmente rejeitou as acusações e afirmou que Havana continuará defendendo o direito à autodeterminação do país.

As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana, após a ampliação das sanções americanas e da pressão sobre o governo cubano.

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Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos

O principal negociador iraniano alertou neste domingo que os Estados Unidos “não são confiáveis” e que Teerã não aceitará qualquer acordo com Washington sem garantias plenas de seus direitos.

As declarações de Mohammad Bagher Ghalibaf surgem em meio a relatos de que o presidente norte-americano Donald Trump teria enviado uma proposta de paz mais dura ao Irã, evidenciando o abismo que ainda separa as partes.

Mudanças no texto podem atrasar ainda mais um acordo para encerrar formalmente a guerra no Oriente Médio e reabrir o estratégico Estreito de Hormuz, após semanas de negociações tensas, marcadas por retórica agressiva e episódios de violência.

O Irã já discutia com os EUA o futuro de seu programa nuclear em fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram ataques que eliminaram parte da liderança da República Islâmica. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins civis, mas Washington e aliados ocidentais suspeitam de ambições militares.

Segundo o New York Times e o Axios, Trump teria enviado um novo “quadro mais rígido” para análise iraniana, sem detalhes divulgados. O presidente norte-americano afirma que suas prioridades são impedir o desenvolvimento de armas nucleares e reabrir a rota marítima bloqueada no Hormuz.

“Minha única garantia é que não haverá armas nucleares. Eles concordaram com isso, e foi muito interessante”, disse Trump em entrevista à nora Lara Trump, na Fox News.

Ghalibaf, porém, reforçou: “Não aprovaremos nenhum acordo até termos certeza de que os direitos do povo iraniano foram assegurados”, em vídeo transmitido pela TV estatal.

O ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi acrescentou que “até que haja uma conclusão clara, tudo o que se diz agora é especulação”.

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O Irã exige a liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados antes de avançar em negociações substantivas, rejeitando como “infundadas” declarações de Trump sobre a destruição de estoques de urânio enriquecido.

Escalada militar

Um dos objetivos declarados de Washington era destruir o programa de mísseis balísticos iraniano. Em abril, o general Dan Caine estimou que mais de 80% das instalações haviam sido atingidas.

No entanto, imagens de satélite analisadas pela CNN mostram que Teerã conseguiu reabrir 50 das 69 entradas de túneis bombardeadas em 18 bases subterrâneas.

Apesar da trégua temporária firmada em abril, ataques esporádicos continuam. A Guarda Revolucionária afirmou ter derrubado um drone militar dos EUA prestes a entrar em águas iranianas — episódio não confirmado por Washington.

Trump enfrenta pressão para garantir um acordo que alivie os bloqueios impostos por ambos os lados no Estreito de Hormuz, vital para o fluxo global de petróleo. Enquanto Trump declarou que o Irã não cobraria taxas de passagem, a agência Fars negou a existência de tal cláusula.

Parlamentares iranianos discutem projeto que prevê “gestão e soberania” sobre o estreito, incluindo a cobrança de “taxas administrativas”.

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Frente no Líbano

Teerã insiste que qualquer acordo de paz inclua o Líbano, onde os combates seguem intensos. Beirute acusa Israel de adotar uma “política de terra arrasada” contra o Hezbollah.

Embora uma trégua tenha sido anunciada em 17 de abril, nunca foi respeitada. No domingo, um ataque israelense em Deir Zahrani, sul do Líbano, matou oito pessoas, incluindo três mulheres, segundo o Ministério da Saúde libanês.

O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir a ofensiva israelense, após a captura do castelo medieval de Beaufort — usado como base militar durante a ocupação israelense anterior.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a retomada de Beaufort como “uma mudança dramática”.

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