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BTG Pactual (BPAC11) tem mais um trimestre de elevados níveis de crescimento e rentabilidade; veja números do 1T26

O BTG Pactual (BPAC11) divulgou os números do primeiro trimestre de 2026 (1T26), marcando mais um trimestre sólido de elevados níveis de crescimento e rentabilidade, mesmo em um ambiente macroeconômico e geopolítico mais desafiador. O banco registrou receita total de R$ 9,97 bilhões e ROE de 26,6%, entre os maiores do setor.

Ainda que os três primeiros meses do ano marquem um período sazonalmente mais fraco para algumas linhas do negócio, o banco continuou expandindo receitas via ganho de market share, crescimento da base de clientes e expansão das plataformas de crédito, wealth e asset management.

Veja o resultado do BTG Pactual por segmento

Na área de Investment Banking, a receita somou R$ 628 milhões, (65,1% a/a e -9,3% t/t). A desaceleração sequencial se dá pelo contexto de maior volatilidade nos mercados ao longo do trimestre e um 4T25 extremamente forte.

Ainda assim, o banco manteve desempenho robusto em DCM e M&A, enquanto ECM se beneficiou de uma retomada parcial da atividade de mercado no início do trimestre. O BTG terminou o período como líder em ECM no Brasil em número de transações e volume financeiro.

Em Corporate Lending & Business Banking, o grupo renovou novamente os recordes de receita, que atingiu R$ 2,33 bilhões (+4,2% t/t e +20,7% a/a). O desempenho segue sendo sustentado pela expansão disciplinada da carteira de crédito, que alcançou R$ 281 bilhões (+21,9% a/a), além de uma menor pressão competitiva no mercado de capitais e da diversificação entre geografias e segmentos de clientes, preservando spreads saudáveis mesmo em um cenário de juros elevados.

A divisão de Sales & Trading voltou a apresentar números bastante fortes, com receita de R$ 1,88 bilhão, crescimento de 43,1% a/a, ainda que abaixo do recorde observado no 4T25. O resultado reflete principalmente a expansão da base de clientes, maiores níveis de atividade recorrente e uma alocação de capital mais eficiente nas mesas de trading. O banco reduziu o Value at Risk (VaR) médio diário para 0,32% do patrimônio líquido, contra 0,38% no trimestre anterior, indicando manutenção de uma postura confortável de risco e elevada flexibilidade operacional.

No segmento de Asset Management, as receitas totalizaram R$ 783 milhões, alta de 6,5% a/a. Na comparação trimestral houve queda de 8,9%, explicada principalmente pela base forte de performance fees do 4T25 e pelo menor número de dias úteis no trimestre. Ainda assim, os ativos sob gestão e administração alcançaram R$ 1,31 trilhão, impulsionados por forte captação líquida de R$ 47,9 bilhões, refletindo ganho contínuo de market share tanto em fundos quanto em asset servicing.

Já em Wealth Management & Personal Banking, o BTG voltou a entregar receitas recordes, que atingiram R$ 1,51 bilhão (+10,7% t/t e +44,6% a/a). O crescimento foi sustentado pela forte expansão do Wealth under Management, que alcançou R$ 1,28 trilhão (+28% a/a), além de maiores níveis de atividade dos clientes. A captação líquida somou R$ 34,9 bilhões no trimestre, impulsionada pelo crescimento orgânico e pelo contínuo ganho de participação tanto no segmento private quanto no varejo de alta renda.

Em Consumer Finance & Banking, linha que passou a consolidar integralmente o Banco Pan após o fechamento de capital da companhia, as receitas somaram R$ 1,13 bilhão (+20,4% t/t e +40,1% a/a). O avanço refletiu principalmente a expansão da carteira de crédito, que atingiu R$ 73,6 bilhões (+51,1% a/a), com destaque para o crescimento do consignado. A Too Seguros também contribuiu positivamente, com crescimento de 44,2% t/t, beneficiada por efeitos não recorrentes ligados à transição regulatória do setor.

Lucro líquido do BTG Pactual foi de R$ 4,8 bilhões no 1T26, alta de 42,3%

As despesas operacionais ajustadas somaram R$ 4,23 bilhões (+25% a/a), crescimento explicado principalmente pela expansão dos negócios e pela consolidação integral do Banco Pan. As despesas com salários e benefícios cresceram 10,6% a/a, refletindo reajustes salariais, promoções e incorporação integral da força de trabalho do PAN.

Ainda assim, o índice de eficiência permaneceu em 38,1%, praticamente estável em relação ao 4T25 e substancialmente melhor que os 41,3% do 1T25, reforçando a elevada alavancagem operacional do banco mesmo em um contexto de forte expansão.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 4,8 bilhões (+42,3% a/a e +4,3% t/t), enquanto o patrimônio líquido avançou para R$ 74,5 bilhões. O banco encerrou outro trimestre com o ROE entre os maiores do setor, em 26,6%.

BPAC11: recomendação de compra

Em nossa visão, o trimestre reforça uma característica cada vez mais evidente no BTG: a capacidade de continuar crescendo de forma consistente mesmo em cenários mais difíceis, sustentado por um modelo de negócios extremamente diversificado. O banco segue ganhando escala em praticamente todas as frentes, mantendo rentabilidade muito acima da média do setor com elevada disciplina de capital.

Por cerca de 3,2x seu valor patrimonial e aproximadamente 11,5x lucros estimados para 2026, BPAC11 segue entre as recomendações da casa.

Obs: O Grupo Empiricus é controlado pelo BTG Pactual.

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O que aconteceu no 1T26 da Porto (PSSA3)? Resultado reflete diversificação da companhia

A Porto (PSSA3) apresentou resultados bastante sólidos referentes ao 1T26, mostrando avanços nas frentes mais relevantes e atingindo um ROE consolidado de 29,0%, ainda que com a ajuda de uma menor alíquota de impostos. 

Resultado trimestral da Porto por segmento

Começando pela vertical Seguro, a receita cresceu 5,5%, para R$ 5,7 bilhões, ajudada principalmente pela expansão nos seguros de Vida de Patrimonial, que mais do que compensaram o crescimento fraco, porém esperado, em Auto (+2,9% a/a). Isso somado a uma melhora de sinistralidade em todas as frentes proporcionou um aumento expressivo de 49% no lucro líquido de seguros, para R$ 467 milhões e um ROE de 33,8%.

Na vertical Saúde a receita cresceu 15,1%, com contribuições positivas tanto em seguro saúde como em odontológico, com altas de +22,3% e +17,4%, respectivamente, no número de beneficiários. Além disso, o segmento apresentou melhora de -0,9 p.p. na sinistralidade, reflexo de ações de combate a fraudes, novos produtos e parcerias. Com esse bom desempenho, o lucro líquido da vertical cresceu 20,1%, para R$ 215 milhões, com ROE de 36,5%.

Na PortoBank, o lucro líquido saltou 10,1%, para R$ 211,5 milhões e ROE de 24,8%, puxado principalmente pelo crescimento forte nas receitas de consórcio (+32% a/a) e soluções para locação e garantia (+13%). Sobre as operações de crédito o desempenho foi misto, com crescimento interessante de carteira (+13%) e da margem financeira líquida (+24%), mas com piora nos indicadores de atrasos.

Na vertical Serviços, o lucro ficou praticamente estável, em R$ R$ 53 milhões, com o ligeiro aumento da receita sendo compensado por maiores custos no período. 

Linhas gerais do 1T26 da Porto

Por sua vez, o Resultado Financeiro mostrou uma piora de 19,8%, caindo de R$ 382,6 milhões no 1T25 para R$ 306,8 milhões no 1T26, impactado principalmente pela rolagem de títulos a taxas mais atrativas e que trazem recompensas positivas nos próximos trimestres. 

No consolidado, a Porto apresentou um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no trimestre, 36,3% acima do ano anterior, com ROE de 29% (alta de 5,1 p.p.), refletindo os melhores resultados das verticais e uma menor alíquota de imposto, parcialmente compensado por um resultado financeiro pior. 

Os números apenas reforçam a nossa visão de que a companhia está bem-posicionada, e deve continuar capturando oportunidades de crescimento em suas verticais. Porto segue na carteira.

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Alpargatas (ALPA4) entrega mais um tri de forte crescimento com ebitda recorde e Havaianas mais baratas na produção; confira análise

A Alpargatas (ALPA4) apresentou mais um resultado forte no 1T26, com ebitda recorde, expansão de margens boa diluição de despesas. 

Na Havaianas Brasil, a receita cresceu 13,2% para R$ 909,1 milhões, ajudada pelo aumento do volume de pares (+7,5%) e pelo aumento da receita/par (de R$ 15,8 no 1T25 para R$ 16,6 no 1T26), refletindo melhor mix de canais, ou seja, mais vendas em franquias e canais especializados. Vale destacar que o sell-out cresceu em ritmo menor, refletindo a estratégia da companhia de abastecer os lojistas antes da virada de coleção para evitar rupturas – uma estratégia que trouxe resultados positivos em 2025. 

Produção da Havaianas ficou mais barata no trimestre

Com ganhos de eficiência e diluição de custos fixos, a Havaianas Brasil também apresentou uma redução de 1% no custo por par, o que permitiu um aumento de 15,4% no lucro bruto e margem bruta recorde (49%) para um primeiro tri. 

Por fim, menores despesas com marketing proporcionaram à divisão brasileira mostrar um crescimento de 36,5% do ebitda, que chegou a R$ 237 milhões, com expansão de 4 p.p. de margem.

Negócios da Alpargatas no exterior

Na Havaianas Internacional os números seguem mostrando evolução. A receita aumentou 10,2% para R$ 307,5 milhões, com o aumento de volume de pares (+14,8%) mais do que compensando a redução de R$ 1,9 de receita por par, refletindo variações cambiais. 

Enquanto a Europa mostrou crescimento (+15% na receita) pelo sexto trimestre consecutivo, mostrando assertividade da estratégia e reconhecimento da marca pelos lojistas/clientes, nos Estados Unidos o aumento de 22% reflete a continuidade da estocagem de sandálias após o início das operações com o novo parceiro. O único segmento que mostrou recuo foi o de Mercados Distribuidores (queda de 17,4% na receita), afetado pela interrupção de pedidos em alguns países afetados pelo conflito no Oriente Médio.

Apesar do forte crescimento da receita internacional, o lucro bruto cresceu menos (5,2%), com margem bruta recuando 3p.p. no período. Isso é explicado principalmente pelo avanço da nova estratégia nos EUA, que tem menores margens por conta da intermediação do distribuidor, mas que também deve resultar em maiores volumes e menores despesas, à medida que a operação ganha relevância.

Mesmo assim, o ebitda da Havaianas Internacional cresceu 88,6%, para R$ 62,2 milhões, evidenciando que a companhia está caminhando na direção correta. 

Por fim, a Rothy’s voltou a mostrar dificuldades no 1T26, com ebitda negativo de US$ 2,2 milhões (ante +US$ 0,8 milhão no 1T25), afetado pelas tarifas impostas pelos EUA sobre a China e fechamento temporário de algumas lojas por conta de condições climáticas severas.

Consolidado ALPA4 no 1T26

Na visão consolidada, a companhia apresentou um ebitda de R$ 299,5 milhões, alta anual de 45,4%, com ganho de 5,5p.p. de margem. D mesma forma, o lucro líquido saltou 44,8%, para R$ 162 milhões, fletindo a forte melhora operacional. 

A alavancagem terminou o 1T26 em 0,5x dívida líquida/ebitda, mesmo após a distribuição de cerca de R$ 1 bilhão nos últimos trimestres na forma de JCP e redução de capital, o que evidencia a capacidade de geração de caixa da companhia.

Com bom potencial de crescimento tanto no Brasil como no mercado internacional, a ALPA4 segue na carteira.

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Petrobras (PETR4) divulga resultados e dividendos abaixo das expectativas no 1T26; veja os motivos

A Petrobras (PETR4) divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) abaixo das expectativas do mercado, impactados pelo atraso na precificação do petróleo exportado (mais sobre isso abaixo), efeito que deve ser normalizado já no próximo trimestre.

No segmento de Exploração & Produção (E&P), o ebitda atingiu US$ 10,3 bilhões, alta de 8,9% frente ao 4T25, ajudado tanto pelo aumento da produção como também pelas cotações mais elevadas do petróleo – brent médio de US$ 80,6/barril no 1T26 ante US$ 63,9 no trimestre anterior, parcialmente compensados por um custo de extração (lifting cost) ligeiramente maior.

Apesar da melhora trimestral, o brent médio e consequentemente o ebitda ficaram abaixo das expectativas do mercado. Segundo a companhia, costuma haver um atraso entre os preços de referência e o preço negociado com clientes, de modo que a alta do brent costuma se traduzir em preços maiores de venda apenas semanas mais tarde, dependendo de cada negociação.

Ou seja, a alta do petróleo por conta do conflito que se iniciou no fim do 1T26 pouco influenciou os resultados deste trimestre, e terá efeitos bem mais claros no 2T26.

O segmento de Refino apresentou forte crescimento de 108% do ebitda frente ao 4T25, que chegou a US$ 3,8 bilhões, com margem de 17% (+9 p.p. vs 4T25). Esse número foi impactado positivamente por US$ 1,3 bilhão em função do efeito de valorização dos estoques, por conta da alta dos preços do petróleo e derivados no período. Mesmo sem esse efeito, o ebitda ainda teria mostrado expansão (+12%), refletindo maior produtividade do parque de refino.

Por fim, o ebitda do segmento de Gás e Energia recuou 21,4%, para US$ 334 milhões, com o reconhecimento de receitas contratuais no 4T25 afetando a base de comparação.

Ebitda da Petrobras cresceu 27% no 1T26

No consolidado, o ebitda cresceu 27% t/t, para US$ 11,9 bilhões, ajudado pelos maiores preços de brent em E&P, efeito positivo de valorização de estoques no segmento de Refino e menores impairments na comparação com o 4T25. No entanto, o número ficou abaixo das estimativas, especialmente pelo atraso na precificação mencionado acima.

Impactado por esses efeitos e por um maior consumo de capital de giro, o fluxo de caixa livre atingiu US$ 3,9 bilhões, abaixo das expectativas, mas crescendo 7,5%, ajudado por um menor capex no período (US$ 5,1 bi no 1T26 vs US$ 6,3 bi no 4T25).

Dividendos da Petrobras também vieram abaixo das expectativas

Essa geração de caixa permitiu à companhia anunciar o pagamento de R$ 9 bilhões em dividendos (yield de 1,3%), abaixo das expectativas por conta dos impactos mencionados.

Excluindo eventos não recorrentes, o lucro líquido recuou 4,5% vs 4T25 para US$ 4,5 bilhões, mas esse número deve melhorar nos próximos trimestres à medida que a companhia captura integralmente a alta do petróleo.

A Petrobras fechou o trimestre com endividamento líquido de US$ 62 bilhões, e uma relação dívida/líquida de 1,4x, que deve se comprimir com a melhora de resultados esperada.

PETR4: recomendação de compra

Apesar de um trimestre com números abaixo do esperado, vemos a Petrobras bem-posicionada para se aproveitar de preços de petróleo estruturalmente mais elevados.

Por menos de 3x valor da firma/ebitda e um dividend yield próximo a 10% esperado para 2026, Petrobras segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

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Localiza (RENT3) começa o ano com o pé no acelerador e lucro supera a marca de R$ 1,2 bilhão; confira análise do resultado do 1T26

A Localiza (RENT3) reportou mais um trimestre sólido, com avanço de rentabilidade em praticamente todas as linhas de negócio. A receita líquida consolidada atingiu R$ 12,3 bilhões (+21,2% a/a), enquanto o lucro líquido somou R$ 1,22 bilhão (+45% a/a), superando pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em um primeiro trimestre, mesmo desconsiderando efeitos não recorrentes.

O resultado veio sustentado principalmente por ganhos operacionais em RAC e GTF, com melhora de utilização da frota, avanço de tarifas, maior produtividade e diluição de custos, além de um trimestre forte em Seminovos. Mesmo em um ambiente ainda pressionado por juros elevados, a companhia segue entregando expansão de ROIC spread e forte geração de caixa, reforçando a qualidade da execução operacional.

Aluguel de Carros (RAC)

Na divisão de aluguel de carros, a receita líquida atingiu R$ 2,79 bilhões (+8,5% a/a), impulsionada pela combinação de maior diária média e aumento de utilização da frota. O número de diárias cresceu 1,0% a/a, enquanto a diária média avançou 7,0%, para R$ 157,4. Já a taxa de utilização atingiu 82,1%, alta de 12,1 p.p. frente ao 1T25, refletindo disciplina de oferta, foco em produtividade e melhor alocação de frota.

Mesmo com o crescimento da receita, os custos e despesas da divisão avançaram apenas 1,9% a/a, beneficiados pela maior produtividade da frota, melhora nos custos de manutenção e preparação por carro, além do maior volume de créditos tributários de PIS/Cofins. Assim, o ebitda da operação somou R$ 1,88 bilhão (+12,1% a/a), com margem de 67,4% (+2,2 p.p. a/a), reforçando a capacidade da companhia de expandir rentabilidade mesmo em um cenário competitivo.

Além disso, a margem EBIT de RAC atingiu 47,3% (+4,9 p.p. a/a), refletindo também a evolução gradual da depreciação dos veículos, que segue em patamares saudáveis apesar do aumento sequencial observado nos últimos trimestres. A depreciação anualizada por carro ficou em R$ 7.986 no trimestre.

Gestão de Frotas (GTF)

Em Gestão de Frotas, a receita líquida cresceu 3,8% a/a, atingindo R$ 2,32 bilhões, mesmo com queda de 1,5% no número de diárias. Assim como nos últimos trimestres, esse movimento segue refletindo a estratégia da companhia de reduzir exposição a contratos de uso severo, que possuem menor retorno ajustado ao risco e pressionam a depreciação da frota. Ao final do trimestre, esses contratos representavam apenas 15,5 mil veículos, e a expectativa da companhia é encerrar 2026 abaixo de 10 mil carros nesse perfil.

O crescimento da receita decorreu principalmente da reprecificação de contratos antigos em um ambiente de juros mais elevados, além do redirecionamento de capital para segmentos mais rentáveis, como gestão de frotas corporativas e assinatura, que cresceram cerca de 14% a/a. A diária média avançou 6,9%, para R$ 107,5, enquanto a taxa de utilização atingiu 96,8%.

Os ganhos operacionais foram ainda mais fortes na rentabilidade. Excluindo o efeito não recorrente de desinvestimento de subsidiárias, a margem ebitda de GTF atingiu 75,9% (+5,9 p.p. a/a), impulsionada pela melhora de mix, redução de provisões para devedores duvidosos, maior eficiência operacional e melhor utilização da frota. Considerando os efeitos extraordinários, a margem atingiu 88,0%.

Seminovos

A divisão de Seminovos também foi destaque e atingiu receita recorde de R$ 7,1 bilhões (+34,5% a/a), com venda histórica de 95,4 mil veículos (+27,7% a/a). O desempenho reflete a aceleração do ciclo de renovação da frota, expansão da rede de lojas e amadurecimento de iniciativas voltadas à produtividade comercial.

Além do forte volume, a companhia também conseguiu melhorar rentabilidade na divisão. A margem bruta atingiu 7,9% (+1,0 p.p. a/a), beneficiada pelo maior preço médio de venda e pela melhora do mix de veículos vendidos, com rejuvenescimento da frota (o que faz parte das mudanças que a gestão vem implementando com sucesso). Como consequência, o ebitda da divisão mais do que dobrou, atingindo R$ 217 milhões (+105% a/a), com margem de 3,1% (+1,1 p.p. a/a).

Esse ponto é especialmente importante para a tese, pois reforça que a companhia segue conseguindo monetizar sua frota acima das estimativas implícitas de depreciação, reduzindo riscos de revisões negativas futuras.

Consolidado do balanço do 1T26 da Localiza

No consolidado, o ebitda atingiu R$ 4,1 bilhões (+23,7% a/a), acima do crescimento da receita, refletindo expansão de margem em todas as divisões operacionais. Já o EBIT somou R$ 2,73 bilhões (+32,4% a/a), beneficiado tanto pela melhora operacional quanto pela maior eficiência da frota e evolução das margens de aluguel.

O lucro líquido alcançou R$ 1,22 bilhão (+45% a/a). Excluindo efeitos não recorrentes relacionados ao desinvestimento de subsidiárias, o lucro recorrente teria sido de R$ 1,05 bilhão, ainda assim recorde histórico para um primeiro trimestre. A expansão decorreu principalmente do crescimento operacional, parcialmente compensado pelo aumento das despesas financeiras, em função do maior CDI médio e do saldo de dívida no período.

Outro destaque foi a geração de caixa antes de juros e outros, que atingiu R$ 2,18 bilhões, frente a consumo de caixa no 1T25. O resultado reflete a forte geração operacional da companhia e maior eficiência na renovação de frota. Além disso, a dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 30,2 bilhões, queda de 2,8% em relação ao final de 2025.

Em suma, o trimestre reforça a qualidade operacional da Localiza. A companhia segue entregando expansão de rentabilidade, maior produtividade da frota, disciplina de capital e evolução consistente do ROIC spread mesmo em um ambiente ainda desafiador para empresas intensivas em capital. Com eventual normalização dos juros ao longo dos próximos trimestres, o cenário tende a se tornar ainda mais favorável para a tese. Por 11,7x lucros estimados para 2026, RENT3 segue entre as recomendações da Empiricus.

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Axia (AXIA6): preços elevados de energia e disciplina de gastos sustentam crescimento no 1T26, mas números vêm abaixo da expectativa

A Axia Energia (AXIA6) apresentou um forte crescimento de resultados no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ajudados principalmente pelos preços elevados de energia e disciplina de gastos, no entanto os números vieram abaixo das expectativas do mercado.

A receita de geração cresceu 34% no período, para R$ 7,0 bilhões, com ajuda da alta nos preços de energia, que a companhia pôde capturar por ter parte relevante de seu portfólio descontratado (livre para vender aos preços de mercado).

Por outro lado, a receita de transmissão caiu 11,3%, para R$ 4,4 bilhões, afetada por uma mudança de prática contábil, já que a partir do 1T26, a companhia passou a reconhecer provisões para restituições, que são recolhidos na receita, mas não pertencem à companhia.

No primeiro trimestre esse efeito foi relativamente relevante, de R$ 725 milhões, devido ao reconhecimento atrasado de repasses referentes aos últimos nove meses. A partir do próximo trimestre, esse valor será bem menor pois refletirá apenas os repasses referentes ao próprio trimestre (o valor referente ao 1T26 foi de R$ 296 milhões).

Receita líquida e ebitda consolidados sobem 19,7% e 60%, respectivamente

Ainda assim, a receita líquida consolidada subiu 19,7%, para R$ 11,6 bilhões, reflexo da contribuição positiva do segmento de geração.

Na comparação com o 1T25 a companhia gastou menos com compra de energia para revenda (-36,1%) e seguiu mostrando ótima eficiência na linha de gastos gerenciáveis, que recuou 3,1%.

Com isso, o ebitda consolidado atingiu R$ 8,6 bilhões, forte alta de 60% frente ao 1T25, mas abaixo das expectativas do mercado, por conta de preços de energia vendida um pouco abaixo do esperado no segmento de geração e dos impactos contábeis mencionados transmissão.

Por fim, ajudado principalmente pela melhora do resultado operacional, o lucro líquido ajustado saltou de R$ 409 milhões no 1T25 para R$ 3,2 bilhões no 1T26.

Com relação aos empréstimos compulsórios, a companhia mostrou avanço tímido de R$ 19 milhões frente ao 4T25 – em 12 meses, a redução foi de R$ 2,2 bilhões. Ajudada pelo forte avanço do resultado operacional, a relação dívida líquida/ebitda recuou de 2x no 4T25 para 1,8x no 1T26.

Sucessão no comando e recomendação para as ações da Axia

A companhia também aproveitou para anunciar o início do processo de sucessão no comando: o atual CEO, Ivan Monteiro, ficará no cargo até abril de 2027, e será substituído por Élio Wolff, atual Vice-presidente de Estratégia e de Desenvolvimento de Negócios, e que possui longa carreira no setor.

Em linhas gerais, mesmo com números abaixo das expectativas, a Axia mostrou ótimo crescimento, evidenciando a melhora de eficiência e o ambiente positivo para preços de energia. Axia segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

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Smart Fit (SMFT3) entrega resultados sólidos e melhora de margens; confira os números do 1T26

A Smart Fit (SMFT3) divulgou os resultados do 1T26 com margens superiores às nossas expectativas, beneficiando-se, novamente, da diversificação geográfica e outras fontes de receita. 

A receita de R$2,1 bilhão veio em linha com nossas expectativas. O número decorre principalmente da performance de academias próprias, que teve incremento de 12% no ticket médio, aumento de 20% a/a da rede e crescimento de 8% na base média de alunos por unidade, que por sua vez é explicado pelo amadurecimento das unidades mais jovens.

O principal destaque positivo foi a margem bruta de 51,8% (+1,1 p.p. a/a e +1,9 p.p. t/t), sustentada pelo amadurecimento consistente das unidades abertas nos últimos dois anos, pela manutenção da rentabilidade das academias maduras e pelo forte crescimento de frentes como Studios e TotalPass. Os números chamam a atenção especialmente diante do receio recente do mercado de que o aumento da concorrência pressionasse justamente esses indicadores.

Panorama da Smart Fit hoje

A manutenção da margem bruta próxima de 52% nas academias maduras é importante pois esse é um dos principais pilares da tese. Hoje, a Smart Fit possui 1.132 unidades maduras, equivalentes a 68% da base total, ante 956 no 1T25. Como boa parte das academias abertas recentemente deve amadurecer nos próximos anos, a tendência é de expansão relevante da lucratividade, beneficiada pela forte alavancagem operacional do modelo.

A receita da rede Smart Fit Brasil foi de R$ 683 milhões (+18% a/a). Com pressão nos custos, o lucro bruto foi de R$ 326 milhões (+17 % a/a) e a margem bruta caiu -0,7 p.p., para 47,7%, explicada principalmente pela maior concentração de aberturas de academias em dezembro, ainda longe do período de maturação.

Além das unidades tradicionais, as receitas da Bio Ritmo somadas à rubrica “Outras” (que contempla principalmente Studios, TotalPass e royalties), cresceram 82,5% a/a, totalizando R$ 255 milhões. Juntas, passaram a representar 12% da receita líquida da companhia, e a margem bruta das operações somadas foi de 76%, mostrando que o avanço delas tende a ser acretivo para a rentabilidade consolidada.

Operação SMFT3 no México

No México, a receita cresceu 20% a/a, para R$ 444,8 milhões, impulsionada pelo aumento de 13% no ticket médio e expansão de 6% da base de alunos. O lucro bruto avançou 12% a/a, mas a margem bruta recuou para 43,6% (-3,1 p.p. a/a), pressionada pelo aumento de custos de pessoal e pela maior concentração de academias ainda em fase de maturação.

Outro fator de pressão na operação mexicana vem do TotalPass: nas unidades próprias da Smart Fit, a participação dos check-ins desses alunos é cerca de 40% superior à fatia de receita que eles geram, o que reduz a rentabilidade no curto prazo.

Mesmo com essa pressão, a ampla diversificação geográfica da companhia tem ajudado a compensar esse efeito, tanto é verdade que a rubrica “Outros países” foi novamente a frente que mais contribuiu para o crescimento da receita e margem bruta. A receita desse segmento foi de R$719 milhões (+22% a/a), impulsionada principalmente por 17% de incremento na base de alunos e pelos repasses de preços bem-sucedidos na Colômbia e no Peru. A margem bruta atingiu 54,6% (+0,6p.p. a/a), bem acima de Brasil e México e acima da margem bruta esperada de uma academia madura (52%).

Aliás, a própria companhia destacou o amadurecimento chamativo das academias com operação iniciada em 2024, cujas margens brutas atingiram 56%, indicando o ganho de expertise com custos nas unidades mais recentes.

As despesas gerais, administrativas e de vendas somaram R$ 410,6 milhões, equivalentes a 19,5% da receita (+0,2 p.p. a/a), refletindo maiores investimentos na estruturação de novos negócios, além da consolidação do TotalPass México e da FitMaster. Mesmo com a forte alavancagem operacional, entendemos que essa linha ainda pode seguir pressionada no curto prazo, impactando o ebitda, mas tende a voltar a ser diluída à medida que essas operações amadureçam.

Afinal, vale investir nas ações SMFT3?

O ebitda ajustado atingiu recorde de R$ 672 milhões (+29% a/a), com margem de 32% (+1 p.p. a/a), beneficiado principalmente pela expansão da margem bruta.

O lucro líquido foi de R$ 203,5 milhões (+45% a/a), com margem líquida de 9,7% (+1,3 p.p. a/a), refletindo não apenas o forte crescimento operacional, mas também melhora no resultado financeiro e menor pressão tributária.

Em suma, o crescimento de Studios, TotalPass e das operações em outros países da América Latina segue contribuindo para expansão de receita e rentabilidade. Paralelamente, o amadurecimento das unidades mais jovens deve continuar impulsionando os resultados à medida que a forte expansão dos últimos anos se consolida. Embora o aumento da concorrência e a maior participação do TotalPass tragam desafios pontuais, a alavancagem operacional do modelo segue sendo o principal vetor de crescimento de lucro da companhia.

Os receios recentes do mercado pressionaram a performance das ações nos últimos meses, tornando o valuation mais atrativo em nossa visão. Os resultados do trimestre reforçam que a Smart Fit segue operando de forma robusta e capturando os benefícios da diversificação. Negociando a 12,7x P/L 2026, SMFT3 reforçamos nossa recomendação de compra para os papéis, que segue em diversas séries da Empiricus Research.

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Prio (PRIO3): petróleo e produção em alta beneficiam resultado do 1T26 acima do esperado; veja análise

A Prio (PRIO3) divulgou um forte resultado no 1T26, beneficiado tanto pela alta do petróleo como pelo aumento de produção que já vinha sendo antecipado pela companhia nas prévias. As ações, entretanto, caíam do Ibovespa na terça-feira (5), em linha com o recuo de mais de 3% do petróleo Brent para julho.

A receita líquida foi de US$ 1,12 bilhão, 60% acima do mesmo período do ano anterior e superior às projeções de mercado. O preço FOB do barril, valor efetivamente recebido após descontos e frete, foi de US$ 75,34, implicando desconto de US$ 8,15 em relação ao Brent médio. Esse número aumentou frente ao 4T25, refletindo a maior participação de Peregrino, que respondeu por quase 50% das receitas e possui óleo mais viscoso, com maior desconto.

Ainda assim, mesmo considerando a tributação temporária de 12% sobre exportações e a volatilidade do barril no trimestre, o preço FOB superou as expectativas, favorecendo as margens.

Melhoria operacional nos campos da Prio nos holofotes do 1T26

Assim como nos últimos trimestres, o destaque positivo foi a melhoria operacional dos campos, sendo que Albacora Leste, que vinha sendo o calcanhar de Aquiles da companhia, atingiu o maior índice de eficiência da série histórica, com 95,4% (v.s. 88,7% no 4T25 e 69,6% no 1T25). Os demais campos mantiveram estabilidade acima de 98%, evidenciando a efetividade dos esforços da companhia nesse objetivo.

O custo de extração (lifting cost) foi de US$9,4/barril (-25% t/t), sendo o menor desde 2024. Parte disso se dá pela forte redução de custos em Peregrino, que vem sendo implementada desde que a Prio passou a ser operadora do campo, e pela introdução de Wahoo, que além de diluir os custos, se beneficia de suas sinergias com Frade

Os custos e despesas gerais e administrativas somados cresceram 10,6% a/a, resultado do aumento produtivo da empresa. Com isso, o ebitda atingiu US$822 milhões, acima das estimativas do mercado.

A soma de depreciação e amortização foi de US$366 milhões (+43% a/a), refletindo a incorporação do campo de Peregrino e a operação de Wahoo. Despesas com hedge através de derivativos, além de uma dívida mais alta na comparação anual, trouxeram um resultado financeiro negativo em U$128 milhões.

Mesmo assim, o lucro líquido somou US$ 460 milhões, alta anual de 33%, refletindo o crescimento do ebitda e uma menor alíquota de imposto em função do ajuste da base tributável por conta da valorização do real no período.

Pontos baixos do 1T26 da PRIO3

O destaque negativo foi a geração de caixa, pressionada pelo aumento de recebíveis que elevou o capital de giro para US$ 461 milhões.

Além disso, o capex de US$ 308 milhões (em linha com o guidance) impactou o fluxo de caixa livre. Considerando ainda US$ 58 milhões em recompras de ações e US$ 88 milhões no resultado financeiro, houve consumo de caixa de US$ 37 milhões. Vale mencionar que esse número fraco já era esperado para o período, e a expectativa é de melhora significativa já no 2T26, com redução do capital de giro esperado e diminuição significativa dos recebíveis.

Sem novas emissões de dívida, o leve consumo de caixa e o avanço do ebitda reduziram a alavancagem de 2,3x no 4T25 para 2,0x no trimestre.

No geral, a companhia entregou resultados fortes, com receita e lucro recordes, além de avanços operacionais, com maior eficiência e menor lifting cost.

Os impactos das entradas dos campos de Peregrino e Wahoo ainda devem trazer um crescimento da produção e redução custo de extração. Por um yield de fluxo de caixa para o acionista de cerca de 50% no triênio 2026-2028, PRIO3 segue entre as recomendações da Empiricus.

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Itaú (ITUB4) tem 1T26 sólido, com inadimplência controlada e ROE de 24,8%; veja como foi o trimestre

Como de costume, o Itaú (ITUB4) apresentou resultados trimestrais sólidos referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), com crescimento saudável das operações de crédito, bons níveis de eficiência e manutenção de indicadores de inadimplência em patamares saudáveis.

A carteira de crédito total, excluindo variação cambial, cresceu 9% frente ao 1T25, para R$ 1,48 trilhão, com o aumento tímido de 4,2% na América Latina sendo mais do que compensado pela expansão no Brasil (+7,8%), com contribuições positivas nas três frentes: Pessoas Físicas (+6,8%, com destaque para a alta de 11,2% em crédito imobiliário), PMEs (+10,9%) e Grandes Empresas (+6,9%).

Isso permitiu a Margem Financeira com Clientes crescer 4,5%, para R$ 31,5 bilhões, com o aumento da carteira de crédito mais do que compensando uma pequena pressão de -0,1 p.p. nos spreads – vale mencionar que a antecipação de dividendos no fim de 2025 por conta da mudança de tributação impactou marginalmente essa linha. A Margem Financeira com o Mercado (mesa de trading) chegou a R$ 820 milhões, recuo anual de 11,2%, impactado por aumento em custos de hedge.

O Custo do Crédito cresceu 4,5%, ligeiramente acima das receitas com juros, impactada pelo aumento nas despesas com provisão.

Itaú mantém inadimplência em patamares saudáveis

Apesar disso, vale destacar o bom comportamento das linhas de inadimplência. O índice de inadimplência de 15 a 90 dias aumentou de 1,6% no 4T25 para 1,7% no 1T26, o que está em linha com o comportamento sazonal (esse número saiu de 1,6% no 4T24 para 1,8% no 1T25).

No Brasil, o único segmento que apresentou um indicador pior que um ano antes foi PMEs (+0,2p.p.). O índice de atrasos acima de 90 dias aumentou 0,1 p.p., no mesmo patamar do 1T25, também puxado por PMEs.

O segmento de Serviços e Seguros apresentou um desempenho misto. Enquanto a operação de Seguros mostrou forte crescimento anual de 17%, a linha de Serviços cresceu apenas 2,4%, impactada principalmente por menores receitas com tarifas de conta corrente e pagamentos, parcialmente compensadas por maiores taxas de administração de recursos.

Por outro lado, o banco atingiu o melhor índice de eficiência de sua história no Brasil (34,9%), com o crescimento de despesas com pessoal e tecnologia parcialmente compensados por despesas transacionais.

Lucro líquido em linha com o esperado e ROE de 24,8%

Como resultado, o lucro operacional atingiu R$ 17,5 bilhões, alta de 4,8%, mas um pouco abaixo das estimativas, por conta do efeito negativo da antecipação de dividendos nas operações de crédito.

Por outro lado, o lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões (+10,4% vs 1T25) ficou em linha com o consenso, ajudado por uma menor alíquota de imposto no período.

O ROE consolidado atingiu 24,8%, enquanto a operação brasileira chegou a 26,4% – ótima expansão anual de 2,3 p.p. e 2,7 p.p. respectivamente.

ITUB4: recomendação de compra

Mesmo em um ambiente macro mais desafiador, o Itaú continua mostrando que segue bem-posicionado para continuar entregando resultados resilientes, ainda que com alguma desaceleração, o que justifica o prêmio de valuation sobre os principais incumbentes.

Itaú segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

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Prévia da Eneva (ENEV3) no 1T26 reflete forte aumento na geração de energia com contexto mais favorável para despachos; confira análise

A Eneva (ENEV3) divulgou a prévia operacional do 1T26, com forte aumento na geração de energia frente ao 1T25. O padrão climático mais seco no início do trimestre, a continuidade das restrições operacionais de usinas renováveis por conta dos curtailments e a necessidade de suprimento de energia com queda da geração solar no fim do dia continuam contribuindo para despachos acima do que vimos nos anos anteriores.

Nesse contexto, o despacho médio das usinas da Eneva atingiu 33% no 1T26, ante 8% no ano anterior. A geração bruta chegou a 3,6 GWh, aumento anual de 327%, com grande destaque para as usinas que usam gás próprio como combustível (Complexo Parnaíba e Jaguatirica II).

Fonte: Companhia.

Vale notar que os reservatórios voltaram a se recuperar a partir de fevereiro, por outro lado, o novo modelo (Newave) adotado para gestão do Sistema Interligado Nacional (SIN) tem maior aversão ao risco de escassez hídrica, o que favorece níveis maiores de preços e despachos.

Eneva também enfrenta restrições, porém menos significativas

Se de um lado as termelétricas da companhia são ajudadas pelos curtailments, por outro o complexo solar Futura 1 segue com restrições e entregando energia abaixo de sua capacidade. No entanto, esse ativo é pouco representativo no consolidado.

A companhia também aproveitou para atualizar as suas reservas, que terminaram o trimestre em 47 bilhões de metros cúbicos, 0,5 bcm a menos que no fim de 2025, em função dos maiores níveis de despachos.

No geral, apesar de já esperado pelo mercado, Eneva apresentou números sólidos de geração. Dentro de um contexto setorial favorável e com vários novos projetos entrando em operação nos próximos anos, ENEV3 segue com recomendação de compra.

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Vale (VALE3): prévia operacional reforça trajetória ascendente e deixa perspectivas positivas para os resultados do 1T26

A Vale (VALE3) reportou sua prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em linha com as expectativas do mercado, mostrando avanço de volumes e vendas tanto em minério de ferro como em metais básicos.

Em minério de ferro, a produção atingiu 69,7 milhões de toneladas (+3% vs 1T25), a maior para um primeiro trimestre desde 2018. O bom desempenho é resultado do aumento de 3,1 Mt no Sistema Sudeste, por conta do ramp-up de Capanema e forte desempenho de Brucutu, que mais do que compensaram o recuo já esperado no Sistema Norte.

Acompanhando a produção, as vendas cresceram 3,9% no período, para 68,7 milhões de toneladas, com grande destaque para finos. O preço de realização do minério de ferro aumentou 5,5%, para US$ 95,8/t, puxado pela valorização da commodity no período. O prêmio all-in atingiu US$ 6,2/t, ante US$ 4,8/t no 1T25, reflexo da estratégia comercial adotada pela Vale de oferecer um portfólio de produtos mais flexível e de acordo com as necessidades dos clientes.

Joia da coroa, Vale Base Metals continua a mostrar evolução

Na Vale Base Metals, a evolução mostrada nos últimos trimestres continuou no 1T26.

A produção de cobre atingiu 102,3 mil toneladas, alta anual de 12,5%, com contribuições positivas de Salobo e principalmente Sossego (+0,5 kt e +13,5 kt vs 1T25, respectivamente). As vendas atingiram 91,2 mil toneladas, alta de 11,4%, com destaque para o aumento de 48% nos preços de venda.

Já a produção de níquel aumentou 12,3%, para 49,3 mil toneladas, enquanto as vendas cresceram 15,2%. Os preços realizados atingiram US$ 17 mil/t, alta anual de 5%.

Apesar dos números relativamente em linha com as expectativas, o desempenho operacional da Vale apenas reforça a trajetória ascendente que temos observado nos últimos trimestres e deixa perspectivas positivas para os resultados completos, que serão divulgados no dia 28 de abril. VALE3 permanece com recomendação de compra na Empiricus Research.

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Equatorial (EQTL3) reporta resultados sólidos apesar do impacto de renováveis e redução de dividendos; confira análise do 4T25

Como de costume, a Equatorial (EQTL3) apresentou resultados ajustados sólidos no 4T25, impulsionados mais uma vez pelo bom desempenho em distribuição, mas afetado por baixas contábeis no segmento de renováveis.

Resultado segmentado da Equatorial no 4T25

No segmento de distribuição, de longe o mais relevante, o ebitda ajustado atingiu R$ 2,9 bilhões, alta de 18% na comparação com o 4T24, reflexo de maior energia distribuída, bom controle de gastos gerenciáveis (crescimento de 8%, abaixo da receita) e bom desempenho tanto no controle de perdas de energia (-0,2 p.p. vs 4T24) como nas perdas com inadimplência (-0,7 p.p. vs 4T24).

Seguindo a tendência dos últimos trimestres, o segmento de renováveis apresentou mais um resultado ruim, afetado pelas restrições de operação (curtailments). Com esses efeitos adversos, a geração consolidada de energia recuou 11,2% frente ao 4T24, provocando uma queda de 8,8% no ebitda, que atingiu R$ 225,8 milhões.

Importante destacar que a sequência de resultados decepcionantes causadas pelas restrições impostas pelo regulador fizeram a Equatorial reconhecer uma baixa de R$ 3,5 bilhões para os ativos renováveis. Por outro lado, a companhia também reconheceu um ganho de capital de R$ 2,2 bilhões da venda dos ativos de transmissão.

No segmento de saneamento (concessão da CSA no Amapá), o ebitda saiu de R$ 1,4 milhão no 4T24 para R$ 7,9 milhões no 4T25, ajudado principalmente pelo controle de gastos.

Além disso, a companhia também reconheceu R$ 394 milhões na linha de ebitda referente à participação na Sabesp, que segue mostrando melhorias.

No consolidado, o ebitda ajustado atingiu R$ 3,5 bilhões, alta anual de 10,5%. Excluindo participações (como é o caso da Sabesp), o número chegou a R$ 3,1 bilhões, sólido e ligeiramente acima das estimativas.

O resultado financeiro da Equatorial piorou R$ 321 milhões, reflexo de maiores juros e endividamento. Ainda assim, vale destacar a redução da relação da dívida líquida/ebitda, que caiu de 3,3x para 2,6x, reflexo da venda dos ativos de transmissão.

Por fim, o lucro líquido ajustado ficou em R$ 802 milhões, queda de 20,7%, atrapalhado pela não contribuição de transmissão no período, e efeitos negativos mencionados em renováveis e resultado financeiro, parcialmente compensados pelas contribuições de distribuição e Sabesp.

Dividendos de EQTL3

Além dos resultados, a Equatorial também informou que seu Conselho de Administração aprovou a redução do dividendo obrigatório, que passará de 25% para 1% do lucro líquido anual.

Como a Equatorial não é uma grande pagadora de dividendos, essa mudança não representa uma grande alteração na tese. Além disso, ela deve aumentar a flexibilidade financeira para que a companhia tenha maior capacidade na disputa por novos ativos, tanto em saneamento como em distribuição de energia.

Aliás, é justamente esse apetite por crescimento que faz da Equatorial uma tese que se encaixa tão bem em uma das carteiras da Empiricus Research.

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Eucatex (EUCA4) entrega mais um resultado forte ‘surfando’ com Minha Casa Minha Vida; veja análise

A Eucatex (EUCA4) divulgou resultados fortes referentes ao 4T25, em linha com a evolução que já vinha sendo mostrada nos últimos trimestres.

A receita líquida da Eucatex cresceu +3,1% frente ao 4T24, para R$ 777 milhões, ajudada principalmente pelo segmento de construção civil (+7,8% a/a), que segue surfando o bom momento do programa Minha Casa Minha Vida. O segmento de exportação foi impactado pela desvalorização do dólar e pelas tarifas de 50% nos Estados Unidos, ainda assim apresentou crescimento de +3,3% no período. Por fim, o segmento de indústria moveleira e revenda apresentou recuo de -0,6% na comparação com o 4T24, reflexo da estratégia da companhia em focar em produtos com maior valor agregado, o que pode ser observado na melhora de margens.

Eucatex ganha margem no 4T25

Ajudada por esse direcionamento, pelo impacto positivo do câmbio nos custos de matéria-prima importada e pela variação positiva dos ativos biológicos (sem efeito caixa), a margem bruta subiu +3,4 p.p.

Parte desse ganho de margem foi perdido por conta do aumento de despesas no período (+14% vs 4T24), reflexo de maiores gastos com desenvolvimento de lideranças e transformação digital.

Ainda assim, o ebitda da Eucatex apresentou evolução de +14,7%, chegando a R$ 189,2 milhões, com ganho de +2,5 p.p. de margem. Por fim, a companhia apresentou um lucro líquido recorrente de R$ 66,9 milhões, ajudada pela melhora do ebitda e do resultado financeiro, parcialmente compensada por maior pagamento de impostos.

O endividamento segue bastante controlado (0,8x), e a gestão aproveitou a oportunidade para apresentar o plano de investimentos para 2026. A expectativa é de um aumento relevante de R$ 410,8 milhões em 2025 para R$ 495,2 milhões em 2026, que envolvem aumento da área florestal e investimentos em novos equipamentos para aumentar o valor agregado dos produtos, decisão acertada em nossa visão.

Por 6x lucros e mostrando evolução consistente de resultados, as ações da Eucatex seguem com recomendação de compra.

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Smart Fit (SMFT3): ações sobem cerca de 2% nesta quarta (11), após resultados ‘em forma’ no 4T25: hora de comprar? Confira análise

A Smart Fit (SMFT3) divulgou os resultados do 4T25 com números em geral próximos às expectativas nossas e do mercado. A empresa entregou mais um trimestre de expansão, chegando a mais de 2000 academias e um crescimento de 26,5% a/a na receita. 

A receita da Smart Fit de R$ 1,95 bilhão veio em linha com nossas expectativas. O número decorre principalmente do incremento de 12% no ticket médio e aumento de 7% a/a na base de alunos, que por sua vez é explicado pelas novas academias abertas e pelo amadurecimento das unidades mais jovens.  A margem bruta foi de 49,9%, estável em relação ao 4T24. 

Smart Fit Brasil e outros negócios

A receita da rede Smart Fit Brasil foi de R$ 611 milhões (+17% a/a), ligeiramente abaixo das nossas expectativas. Com pressão nos custos, o lucro bruto foi de R$ 266 milhões (+9,7% a/a). A margem bruta foi de 43,5%, queda anual de -2,8 p.p., explicada principalmente pela maior concentração de aberturas de academias em dezembro, que não geram receita imediata e aumentam os gastos.

Além das unidades tradicionais, as receitas da Bio Ritmo somadas à rubrica “Outros Brasil” (que contempla principalmente Studios e Total Pass), cresceram 62,1% a/a, totalizado R$ 248 milhões. Juntas, passaram a representar 29% da receita doméstica. A margem bruta das operações somadas foi de 63,4%, mostrando que o avanço delas tende a ser acertivo para a rentabilidade consolidada.

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Smart Fit na América Latina em números

No México, a receita cresceu 18% a/a, atingindo R$ 406,3 milhões. O número de alunos cresceu 7% a/a, mas apresentou retração de -3% t/t, em função da sazonalidade típica do período. O sinal positivo é que o ritmo de expansão anual cresceu no trimestre mesmo sem reajuste de preços. O lucro bruto cresceu 6% no país e a margem bruta atingiu 42,9% (-0,7 p.p. a/a), ainda abaixo da margem consolidada da companhia e, assim como no Brasil, pressionada pelas novas aberturas.

Nas outras geografias a performance foi melhor, sendo inclusive a frente que mais contribuiu para o crescimento da consolidada. A receita desse segmento foi de R$ 682 milhões (+31,4% a/a), impulsionada principalmente por 17% de incremento na base de alunos e pelos repasses de preços bem-sucedidos na Colômbia e no Peru. A margem bruta atingiu impressionantes 54,8% (+3,9 p.p. a/a), bem acima de Brasil e México e acima da margem bruta esperada de uma academia madura (52%).

Isso também evidencia a importância da diversificação geográfica para a tese, já que Brasil + México não apenas cresceram menos como mostraram margens menores.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 351,6 milhões, representando 18% da receita (-0,6 p.p. a/a) e evidenciando a alavancagem operacional da companhia. O ganho de eficiência gerou um EBITDA recorde de R$ 620 milhões e margem de 31,8%, +0,2 p.p. a/a, mesmo com a pressão de margem bruta já comentada.

O lucro antes de impostos foi de R$ 234 milhões, avanço anual 26,7%. Já o lucro líquido recorrente cresceu 19% na comparação anual.

Leitura do balanço de SMFT3

Em suma, as operações mais pressionadas no México e Brasil foram compensadas pelo crescimento de Studios, Total Pass e outros países da América Latina. A companhia tem investido em países vizinhos onde tem baixa penetração (como a Argentina) e buscado aumentar a abrangência geográfica, com o início de operações no Marrocos, por exemplo.

A ação sofreu uma forte desvalorização nos últimos meses, por conta de receios do mercado com relação à pressão de margens, mas os números do 4T25 da Smart Fit mostraram que ela segue com uma operação robusta e colhendo os benefícios da diversificação. Negociando por um múltiplo P/L de 12,7x Smart Fit segue com recomendação da Empiricus Research.

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Prio (PRIO3): 4º trimestre de 2025 (4T25) mostra que resultados estão engrenando; hora de comprar ações?

A Prio (PRIO3) divulgou seus resultados do 4º trimestre de 2025 (4T25) com sinais positivos para o mercado. A incorporação de mais 40 p.p. de participação do campo de Peregrino começa a dar sinais de melhoria de custos – uma das principais expectativas da empresa para 2026.

A receita líquida apurada foi de US$ 586 milhões, 20% maior que no mesmo período do ano passado, e em linha com as projeções do mercado.

A eficiência dos campos também é destaque positivo: com exceção de Albacora Leste, todos atingiram a maior eficiência do ano, muito próximos de 100%. Isso mostra que as estratégias de prevenção para diminuir interrupções produtivas têm funcionado.

Prio (PRIO3): maior incorporação do campo de Peregrino protagoniza números do trimestre

O preço FOB do barril (o que a Prio realmente recebe após descontos e frete), totalizou US$ 55,49 por barril. É um desconto de US$ 7,73 em relação ao Brent médio de referência, maior em relação ao visto no 3T25, em função da maior participação de Peregrino nas vendas. Vale lembrar que Peregrino é um campo com óleo mais viscoso e um desconto maior.

O custo de extração (lifting cost) no 4T25 foi de US$ 12,5/barril (queda de 28% na visão trimestral). Esse número ainda está negativamente impactado pela interdição de Peregrino, que perdurou até 17 de outubro. A expectativa é que esse indicador caia ainda mais no próximo trimestre.

A cifra dos custos somou US$ 146 milhões (aumento de 66% na visão anual), em função da consolidação da participação adicional e operação do campo de Peregrino. Logo, o lucro bruto foi de US$ 374 milhões ex-IFRS16, com margem bruta de 63,8%, estável na comparação anual.

As despesas gerais e administrativas cresceram 19% no comparativo anual, resultado do aumento de gastos com pessoal em relação ao ano passado, natural para uma empresa em expansão. Assim, o EBITDA ex-IFRS16 foi de US$ 324 milhões.

A soma de depreciação e amortização foi de US$ 202 milhões (aumento de 100% na visão anual), refletindo a incorporação do campo de Peregrino. Despesas com hedge através de derivativos, além de uma dívida mais alta, trouxeram um resultado financeiro negativo em US$ 109 milhões ex-IFRS16.

A empresa reportou prejuízo líquido, totalizando -US$ 185 milhões. O número se dá, principalmente, pelo aumento de depreciação e amortização. Mas há também o ajuste da base tributável, em função da valorização do real frente ao dólar no período.

Prio (PRIO3): vale a pena comprar ações agora?

Com o closing de Peregrino, a empresa teve que desembolsar US$ 1,5 bilhão. Isso fez com que o índice de alavancagem dívida líquida/EBITDA aumentasse para 2,3x (ante 2x no 3T25), em linha com o direcionamento do management.

Apesar dos números em linha com as expectativas, gostamos de ver algumas melhorias operacionais, como o aumento de eficiência produtiva dos campos e a redução do lifting cost.

Os impactos das entradas dos campos de Peregrino e Wahoo devem trazer um crescimento expressivo da produção, e redução ainda mais significativa do custo de extração.

Por um yield de fluxo de caixa para o acionista de cerca de 60% no triênio 2026-2028, PRIO3 segue entre as recomendações da Empiricus.

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Grupo SBF (SBFG3) mostra crescimento de receita no 4T25, mas margens seguem pressionadas; veja o que esperar em 2026

O Grupo SBF (SBFG3) reportou resultados acima de nossas conservadoras expectativas no trimestre, com destaques positivos no desempenho de mesmas lojas (SSS). Ainda assim, os números mostraram continuidade na pressão na margem bruta de Fisia e aumento das despesas de vendas.

Na Centauro, a receita líquida alcançou R$ 1,28 bilhão, crescimento de 15,8% a/a, acima das nossas projeções, impulsionado por um crescimento de vendas de mesmas lojas físicas de 15,9% e por um avanço de 15,5% no valor bruto de mercadorias do canal digital. A margem bruta da operação encerrou o trimestre em 49,5%, estável em relação ao ano anterior e abaixo das nossas estimativas de 50%, devido ao maior peso das vendas online, que apresentam margem inferior às lojas físicas.

Fisia, do Grupo SBF, abre 12 novas lojas no 4º tri de 2025

Em Fisia, a receita líquida totalizou R$ 1,38 bilhão (+13% a/a), pouco acima de nossas expectativas, com margem bruta de 39,6%, em linha com nossas projeções. A queda de-2,9 p.p. na comparação anual deve-se à maior proporção de vendas do atacado (que têm menor margem) e câmbio desfavorável – a política de hedge da SBF considera o dólar de importação de 9 meses antes, refletindo o patamar elevado observado no 4T24 e pressionando a margem.

Destaque positivo para a abertura de novas lojas NDIS, focada num público de alta renda, totalizando 12 unidades (v.s. 10 no 3T25 e 9 no 4T24). Essa categoria de loja possui uma receita média e margem bruta maior e é uma das principais apostas do grupo para a expansão de Fisia.

A soma de vendas das mesmas lojas apresentou um crescimento de 4,8% na comparação anual, sendo 3,1% nas lojas físicas e 5,4% nas vendas digitais.  

Resultados financeiros do Grupo SBF

No consolidado, a receita líquida atingiu R$ 1,936 bilhão, em linha com as nossas estimativas, representando alta de 9,4% a/a. A margem bruta consolidada ficou em 47,4% (-2,9 p.p. a/a), também em linha com nossa projeção, refletindo o impacto cambial nas exportações de Fisia (com repasse de dólar defasado) e o mix de receita da Centauro. Com isso, o lucro bruto recuou 12%, para R$ 917 milhões. 

O ebitda (ex-IFRS16) consolidado ajustado foi de R$ 225 milhões (-4,9% a/a). Além da pressão na margem bruta de Fisia, houve aumento de despesas, que representaram 38,2% da receita (ante 37,3% no 4T24), dado o investimento da companhia em headcount por loja e comissões para os vendedores. A margem ebitda ajustada foi de 9,3% (-1,6 p.p. a/a). Mesmo com a queda, o número veio em linha com as expectativas de mercado.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 162 milhões, queda de -5% a/a, mas 8% acima das nossas projeções de R$ 150 milhões, em função de um resultado financeiro melhor que o esperado. Ao final do quarto trimestre, a companhia apresentou alavancagem de 0,96x dívida líquida/ebitda (pré-IFRS16), levemente acima dos 0,94x registrados no 3T25, mas ainda em patamares confortáveis.

Expectativas da Centauro e Fisia para 2026 e Copa do Mundo

Na teleconferência de resultados, a equipe comentou sobre perspectivas futuras de expansão para Centauro. O management acredita na continuidade do crescimento de vendas mesmas lojas, impulsionado por iniciativas implementadas ao longo de 2025. Entre os principais vetores estão o fortalecimento da equipe comercial com liderança dedicada por categorias, a contratação de mais de 800 novos vendedores para ampliar a capacidade de atendimento nas lojas e o avanço do projeto de renovação de lojas, uma vez que as unidades reformadas apresentaram desempenho superior ao restante da rede.

Em Fisia, a expectativa é de melhora nas margens a partir do segundo trimestre, beneficiadas pelo efeito da Copa do Mundo, especialmente pelas vendas da camisa da seleção brasileira, e câmbio mais favorável na compra de produtos ao longo do segundo semestre. Parte desse ganho de margem deve ser reinvestido no negócio, com maiores gastos em marketing ligados ao evento e investimentos em logística e centros de distribuição. 

Mesmo com a valorização pós resultado, a companhia negocia por 5,9x lucros para 2026 segundo o consenso de mercado, um dos menores múltiplos do setor. Dadas as boas notícias, entendemos que há espaço para valorização adicional e mantemos recomendação de compra em ações SBFG3.

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Eneva (ENEV3): despachos impulsionam crescimento no 4T25, apesar de lucro abaixo do esperado; confira análise

A Eneva (ENEV3) apresentou resultados do 4T25 com forte crescimento na comparação anual, apesar de um pouco abaixo das expectativas.

No complexo Parnaíba, o ebitda do Eneva cresceu +1%, para R$ 296 milhões, abaixo das expectativas, com maiores despachos sendo parcialmente compensados por menores margens de comercialização. Na UTE Jaguatirica II, em Roraima, o ebitda cresceu +5,4%, para R$ 103 milhões, impulsionado por reajustes da receita fixa. O hub Sergipe mostrou boa evolução de +11,7% no ebitda, para R$ 367 milhões, ajudado por reajustes de receita fixa, maiores despachos, parcialmente compensadas por menores resultados de comercialização de gás on-grid.

Linhas de atuação da ENEV3 no 4T25

No segmento de geração a gás com combustível de terceiros (usinas a gás adquiridas do BTG em 2024), o ebitda expandiu +41%, para R$ 494 milhões, ajudado por maiores despachos e reajustes de receita fixa. Vale mencionar que os contratos dessas usinas se encerraram em dezembro/25 (Viana 1 e Linhares) e janeiro/26 (Povoação e Linhares 1). Linhares tem um novo contrato de fornecimento a partir de julho/26, enquanto as outras usinas permanecem aguardando uma nova oportunidade de recontratação.

Nas usinas a carvão, o ebitda ajustado por impairments realizados no 4T24 cresceu +19,6%, para R$ 140 milhões, com menores custos variáveis, enquanto as usinas a óleo mostraram avanço de +210% no ebitda, por conta da antecipação de contratos que estavam previstos para começar em jul/26.

O segmento solar segue sofrendo com as restrições operacionais impostas pelo regulador, o que resultou em um ebitda de -R$ 7,9 milhões.

O segmento de upstream (exploração e produção de gás) apresentou recuo de -50% no ebitda, com maiores despachos sendo mais do que compensados por maiores gastos exploratórios.

Finalmente, o segmento de comercialização de gás off-grid segue mostrando boa evolução, com ebitda saltando de -R$1,8 milhão para R$ 73 milhões no 4T25, se consolidado como uma alternativa de monetização do gás em períodos de baixos despachos.

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Lucro da Eneva no 4T25 fica abaixo do esperado

No consolidado, Eneva apresentou um ebitda de R$ 1,49 bilhão, aumento de 144% para o 4T24, mas um pouco abaixo das expectativas, especialmente por gastos exploratórios e menores margens de comercialização.

O resultado financeiro da Eneva melhorou cerca de R$ 1 bilhão frente ao 4T24, com efeitos positivos de variação cambial e marcação a mercado de swaps. Sem esses efeitos, o resultado financeiro teria melhorado cerca de R$ 200 milhões.

No fim, a Eneva apresentou um lucro líquido de R$ 192 milhões, abaixo das expectativas, mas com reversão do prejuízo de R$ 949 milhões no 4T24.

Além dos resultados, a companhia divulgou a atualização de reservas de gás na Bacia do Parnaíba. No fim de 2025, o volume total de reservas 2P somava 37,9 bilhões de metros cúbicos (bcm), um pouco acima da atualização anterior, que ocorreu no fim de 2023. Isso significa que a companhia encontrou mais gás do que o volume produzido no período, o que implica em índice de reposição de reservas acima de 100%. Lembrando que a Eneva segue firme em suas campanhas exploratórias, e que eventuais descobertas relevantes podem abrir novas avenidas de receita para a companhia.

Apesar de resultados um pouco abaixo das expectativas, Eneva tem um pipeline de crescimento importante, especialmente a partir de 2027, e entrará no Leilão de Reserva de Capacidade com boas chances de emplacar projetos de retornos elevados.

Por 7,6x valor da firma/ebitda 2026, as ações da Eneva segue como recomendação de compra pela Empiricus.

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Petrobras no 4T25: resultado em linha e dividendos acima do esperado; é hora de investir em PETR4?

A Petrobras (PETR4) divulgou resultados do 4T25 em linha com as estimativas e dividendos acima do que o mercado esperava. Em Exploração e Produção (E&P), a receita recuou -9% vs 3T25, para US$ 14,3 bilhões, impactada pela desvalorização do petróleo. O lifting cost aumentou ligeiramente, devido à valorização do real frente ao dólar e algumas paradas para manutenção. No trimestre, a companhia ainda reconheceu -US$ 1,5 bilhão em perdas por impairment. Ajustado pelos não recorrentes, o ebitda de E&P recuou -13,3%, para US$ 9,5 bilhões, um pouco abaixo das expectativas.

Por outro lado, o segmento de Refino mostrou evolução sólida de +45% no ebitda ajustado, que chegou a US$ 1,8 bilhão (acima das expectativas), ajudado por maiores exportações de petróleo e melhores margens, parcialmente compensado por menores volumes no mercado interno.

Por fim, no segmento de Gás e Energias de Baixo Carbono o ebitda subiu de US$ 203 milhões para US$ 425 milhões, em função da contabilização de receitas provenientes de contratos firmados em dezembro e também pela antecipação do fornecimento de energia de contratos firmados no Leilão de Capacidade de 2021.

Resultado financeiro da Petorbras no 4T25

No consolidado, o ebitda ajustado atingiu US$ 11,1 bilhões, em linha com as expectativas, e o lucro líquido da Petrobras desconsiderando os efeitos não recorrentes recuou -9,3%, para US$ 4,7 bilhões. Tema central das discussões e preocupações nos últimos trimestres, o capex atingiu US$ 6,3 bilhões, crescimento de +14,6% vs. 3T25, mas relativamente em linha com as estimativas do mercado. Mesmo assim, a companhia divulgou dividendos acima do esperado (US$ 1,5 bilhão), ajudada pelo efeito positivo de redução do capital de giro no trimestre.

Se por um lado a dívida líquida aumentou 2,6%, para US$ 60,5 bilhões, deixando menos espaço para surpresas positivas com dividendos nos próximos trimestres, por outro lado a forte alta do petróleo observada nos últimos dias será um vento favorável para a geração de caixa. Por 3,8x valor da firma/ebitda e um dividend yield próximo de dois dígitos, as ações PETR4 seguem com recomendação de compra pela Empiricus Research.

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Estapar (ALPK3) fecha ano muito bem com o primeiro lucro anual desde o IPO; veja análise do 4T25

A Estapar (ALPK3) divulgou mais uma rodada de resultados sólidos referentes ao 4T25, marcando seu primeiro lucro anual desde o IPO.

Assim como apontado na prévia, a receita líquida cresceu 16,1%, para R$ 499 milhões, um recorde trimestral, ajudada pela evolução de todos os segmentos – destaques para Zletric (+56%) e Concessões Off-Street (+19%).

Mais uma vez, o crescimento de receita da Estapar veio acompanhada de uma diluição de custos e despesas. O lucro bruto caixa (ajustado por um efeito não recorrente que ajudou o 4T24) cresceu +19%, com expansão de +0,8 p.p. na margem bruta. As despesas mostram redução de -0,2 p.p. na participação da receita.

Com esses efeitos, o ebitda da Estapar cresceu +17,8%, para R$ 86,1 milhões, com ganho de +0,2 p.p. de margem. Destaque ainda maior para o ebit, que aumentou 32,6% com expansão de +1 p.p. de margem, refletindo crescimento contido nas despesas com depreciação, reflexo da estratégia asset light adotada nos últimos anos, com foco no segmento Alugadas.

Impacto da inflação no resultado financeiro e primeiro ano no positivo – vale investir?

Refletindo o aumento de juros no período, o resultado financeiro piorou -7,6%, para -R$ 57 milhões. Ainda assim, a Estapar apresentou um lucro líquido de R$ 2,7 milhões no trimestre e de R$ 14 milhões no ano de 2025.

A companhia terminou 2025 com um custo médio de dívida de 1,65% (ante 2,35% um ano antes) e uma relação dívida líquida/ebitda de 2,3x, confortável para a previsibilidade do negócio e que tem permitido novas emissões com remunerações ainda mais baixas.

No 4T25, os investimentos somaram R$ 88 milhões vs. R$ 46 milhões do 4T24, principalmente por conta do crescimento em Alugadas e Contratos de Longo Prazo.

O primeiro lucro anual desde sua listagem mostra que a Estapar deixou a fase de turnaround para trás, e agora conta com uma perspectiva bastante promissora pela frente. ALPK3 segue com recomendação de compra na Empiricus Research.

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Sanepar (SAPR11): 4T25 não atinge expectativas, mas mantém alavancagem controlada; ações valem a pena?

A Sanepar (SAPR11) apresentou resultados mais fracos que o esperado no 4º trimestre de 2025 (4T25), mais uma vez pressionados por gastos acima das expectativas.  

A receita líquida cresceu +6,5%, para R$ 1,9 bilhão, ajudada por crescimento de volume e ligações de água e esgoto, além de revisão tarifária de 3,8% realizada em maio de 2025.  

Os gastos, por sua vez, saltaram +11,8%, para R$ 1,3 bilhão, impactados principalmente por aumento nas despesas com pessoal, terceiros, provisões para contingências e perdas na realização de créditos. 

Com isso, o Ebitda ficou praticamente estável na comparação anual, em R$ 756 milhões, e abaixo das estimativas. Excluindo os efeitos não recorrentes, o valor teria alcançado R$ 802 milhões, alta de +5,6%. 

Por fim, o lucro líquido do 4T25 foi de R$ 361 milhões, queda de -12,5% vs. 4T24, atrapalhado principalmente pelo crescimento de custos e despesas.  

Sanepar (SAPR11): Vale a pena comprar ações após números do 4T25?

Mesmo com a queda do resultado operacional, a alavancagem segue bastante controlada, em 0,6x a dívida líquida/Ebitda.  

A Sanepar apresentou mais uma rodada de resultados impactados por maiores gastos que o esperado. Por outro lado, as ações seguem negociando por múltiplos descontados (5x valor da firma/Ebitda) e um dividend yield que pode surpreender positivamente, a depender do desfecho do precatório.

Além disso, após a privatização da Copasa, Sanepar será a única estatal de saneamento listada, o que pode ajudar a trazer uma nova narrativa para os papéis

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Axia Energia (AXIA6) entrega mais um bom resultado no 4T25 e confirma ‘vocação’ para dividendos; confira

A Axia Energia (AXIA6) reportou mais uma rodada de resultados sólidos, em linha com a melhora que já vinha sendo mostrada há alguns trimestres.

A receita consolidada caiu –5,5% com relação ao 4T24, para R$ 9,9 bilhões, impactada pela venda de usinas térmicas e ressarcimento de eólicas no período, e parcialmente compensada pelo aumento da Parcela de Ajuste nas receitas de transmissão.

Apesar desse recuo no top line, a companhia foi eficiente na linha de gastos. Os custos e despesas despencaram no período, com menores gastos para compra de energia (-20%) e despesas gerenciáveis – PMSO ( -15,9%) na comparação anual.

Esses fatores fizeram o Ebitda saltar +12,9%, para R$ 5,7 bilhões, em linha com as expectativas do mercado, mesmo considerando impactos negativos não recorrentes.

Lucro da Axia no 4T25 tem salto relevante

Por fim, ajudada por menores despesas financeiras e uma menor alíquota de IR, o lucro líquido da Axia chegou a R$ 2,6 bilhões, um salto expressivo frente ao 4T24 (R$ 1,1 bilhão).

O endividamento terminou o ano em 2x dívida líquida/ebitda, e o estoque de compulsórios caiu -R$ 600 milhões vs. 3T25 e -R$ 2,6 bilhões na comparação anual.

Por 7,8x valor da firma/ebitda e resultados que mostram cada vez mais sua vocação para pagar dividendos, Axia segue como recomendação da Empiricus.

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WEG (WEGE3) sente impacto de energia solar e câmbio no 4T25, mas sinaliza recuperação à frente; veja análise

A Weg (WEGE3) divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025, com uma receita abaixo da expectativa de mercado, porém compensada por melhora de margens, o que resultou em um EBITDA de R$ 2,29 bilhões, em linha com o consenso.

Mesmo com receios de uma desaceleração industrial no exterior por conta das tarifas, a empresa conseguiu aumentar suas vendas no mercado externo. A receita líquida da Weg em dólares cresceu 7,8% em relação ao 4T24, atingindo US$ 1,18 bilhão. Em reais, o crescimento foi de 1,4% a/a, impactado principalmente pela desvalorização cambial no período.

No mercado doméstico, porém, houve recuo de -12% a/a, impactado principalmente pela frente de Geração, Transmissão e Distribuição de energia. A receita no mercado interno foi de R$ 3,89 bilhões no trimestre.

No consolidado, a Receita Operacional Líquida (ROL) do 4T foi de R$ 10,25 bilhões (-5,3% a/a), enquanto a expectativa do mercado era algo próximo de R$ 10,8 bilhões. Em 2025, a Weg totalizou uma receita de R$ 40,8 bilhões, crescimento de 7,4% a/a, mesmo em um ano desafiador em função da volatilidade política, tarifas dos EUA e uma indústria mais contida no mercado externo. 

Análise da Weg no 4T25 por linha de atuação

Na análise por frentes de negócios, a vertical de Equipamentos Eletrônicos Industriais (EEI) teve um incremento de receita de 0,95% a/a, somando R$ 5,11 bilhões. Destaque para o mercado interno (receita de R$ 1,64 bilhão, +5,7% a/a), com a atividade industrial positiva para equipamentos de ciclo curto e boa demanda de novos negócios. No mercado externo, a atividade industrial se manteve saudável, porém com o impacto cambial, a receita em reais caiu -1,1%, totalizando R$ 3,47 bilhões. A ROL da frente representou 49,9% do total reportado.

A frente de Geração, Transmissão e Distribuição de energia (GTD) foi a principal detratora na performance, com contração anual de -14,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A linha sofreu forte impacto no mercado interno, principalmente no que tange à geração de energia solar, que teve menos projetos ativos no período. A receita doméstica caiu -29% em relação ao 4T24. No mercado externo, a contração foi de -0,7% a/a impactada pelo dólar e por oscilações de projetos de T&D. Ainda assim, na comparação trimestral a receita do exterior cresceu 20%. A linha consolidada soma participação de 38,7% na ROL total da companhia, com R$ 3,682 bilhões.

O segmento de Motores Comerciais e Appliance (MCA) registrou receita de R$ 738 milhões (+2,5% a/a), com uma participação de 7,2% na ROL total da empresa. Houve estabilidade na demanda do mercado interno (-0,1% a/a), e crescimento de 5,2% no exterior, principalmente na China e na América do Norte.

Tintas e Vernizes (T&V), que possui a menor participação no ROL total da companhia (4,2% do 4T25), registrou um uma receita operacional líquida de R$ 435 milhões (+3,3% a/a). O resultado foi impactado pelo aumento de vendas no mercado externo, que cresceu 5,4% com destaque para a operação no México e contribuição dos negócios recém adquiridos da Heresite.

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Resultados financeiros da Weg

Apesar da receita consolidada abaixo das expectativas, a companhia conseguiu compensar parcialmente essa pressão com bom controle de custos. O custo das mercadorias vendidas recuou -6,1% em função de maior eficiência operacional e um mix de produtos favorável, mérito do portfólio diversificado da companhia. Com isso, a margem bruta cresceu 0,6 p.p., para 34%, acima do esperado. Vale mencionar também o crescimento de despesas abaixo da inflação no período.

Com esses efeitos, o EBITDA da Weg recuou -4%, para R$ 2,29 bilhões, com expansão de +0,3 p.p. a/a na margem.

Também afetado pela queda de receita, o lucro líquido da Weg foi de R$ 1,6 bilhão no trimestre, -6,3% em relação ao mesmo período no ano anterior, com margem de 15,5% (-0,2 p.p. a/a).

A geração de caixa livre no ano foi negativa em R$ 4,36 bilhões, em função do CAPEX de R$ 2,9 bilhões em modernização e expansão de capacidade, além da amortização de dívidas e pagamentos de dividendos e JCP no período.

O ROIC, que mede a eficiência da empresa em gerar lucro operacional a partir do capital aportado na operação (tanto próprio como de terceiros), alcançou 32,5% no ano. O indicador fechou 2025 com queda de -1,7 ponto percentual em relação ao fim de 2024, mesmo com aumento do lucro operacional. Isso por conta do aumento de capital empregado em ativos imobilizados, para modernização e expansão nas unidades de produção a nível global.

Tese de investimento em WEGE3

Mesmo em um trimestre impactado pela valorização cambial e pelo segmento de GTD no Brasil, a empresa conseguiu entregar melhora de margens e manter um excelente nível de retorno.

Olhando para a frente, ainda vemos essa dinâmica pressionando os números de 2026, mas enxergamos uma forte recuperação a partir de 2027, com a expansão de capacidade de GTD. Negociada a 30x seu lucro para 2026, temos recomendação de compra para WEGE3.

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Vivo (VIVT3): resultados sólidos e forte geração de caixa são destaques do 4T25; hora de comprar?

A Vivo (VIVT3) reportou resultados sólidos referentes ao 4ª trimestre de 2025 (4T25), com excelente geração de caixa

No negócio Móvel, a receita de serviços cresceu +7% em relação ao 4T24, para R$ 9,8 bilhões, ajudada principalmente pelo aumento de ARPU (receita média por usuário), em função da contínua migração de clientes pré-pago.

Essa dinâmica explica o aumento de 9% da receita de pós-pago, que compensou a queda de -3,9% no pré-pago. O churn foi de apenas 1%, em linha com os últimos trimestres. Ainda em Móvel, a receita de aparelhos cresceu +13,7%, e chegou a R$ 1,4 bilhão

No segmento Fixo, o crescimento da receita foi de +5,4%, ajudado pela ótima expansão da receita de Fibra (+9,8%, chegando a R$ 2 bilhões, com aumento de 12% no número de casas conectadas) e na receita de Dados Corporativos e Serviços Digitais (+10,2%, para R$ 1,5 bilhão), com forte impulso das receitas B2B – cibersegurança, cloud, Internet of Things (IoT), etc. O crescimento do Fixo só não foi maior por conta da retração dos serviços legados, como voz e cabo, que seguem perdendo participação no todo. 

No consolidado, a receita líquida cresceu +7,1%, para R$ 15,6 bilhões, com crescimento em todas as linhas, exceto nos negócios legados.  

No período, a companhia apresentou um bom controle dos gastos, que cresceram menos do que a receita (+6,3%), com destaque positivo para despesas com pessoal, comerciais e de infraestrutura, que mais do que compensaram a pressão de custos com aparelhos. 

Com isso, o Ebitda saltou +8,1%, para R$ 6,7 bilhões, com expansão de +0,4 ponto percentual (p.p.) na margem. Esse crescimento do resultado operacional foi parcialmente afetado por uma piora do resultado financeiro; ainda assim, o lucro líquido cresceu +6,5%, para R$ 1,9 bilhão, em linha com o consenso. 

Vivo (VIVT3): salto no fluxo de caixa livre reforça boas perspectivas de remuneração aos acionistas

O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que saiu de R$ 1 bilhão no 4T24 para R$ 2,3 bilhões no 4T25, ajudado pelo aumento do Ebitda, menor capex e redução no capital de giro, o que reforça sua capacidade de geração de caixa e de remuneração do acionista. 

Falando nisso, está marcada para o mês de março a assembleia que decidirá a redução de capital de R$ 4 bilhões, e a companhia também acabou de aprovar um novo programa de recompras de até R$ 1 bilhão

Por 5,5x valor da firma/Ebitda e crescimento consistente, Vivo (VIVT3) segue com ótimo potencial de valorização e bons yields e, por isso, segue na carteira Vacas Leiteiras

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