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Ibovespa hoje: Boletim Focus reduz projeção da inflação para 2026 e petróleo segue em alta; veja destaques desta terça (8)

Depois do feriado que fechou os mercados no Brasil e nos Estados Unidos ontem, a terça-feira começa com as bolsas globais em leve queda, em semana importante para dados de inflação.

Nos EUA teremos divulgação do PPI na quinta-feira e do CPI na sexta-feira, com perspectivas de aceleração nos dois indicadores. Na sexta-feira também conheceremos o IPCA de agosto no Brasil, com perspectiva de queda de 0,28% frente ao mês anterior. Lembrando que teremos Super-Quarta na próxima semana, e esses números podem ser determinantes para as decisões sobre os juros.

O relatório Focus divulgado há pouco trouxe pequenas mudanças na comparação com a semana anterior: queda de 1 bp no IPCA esperado para 2026 e aumento de 1 bp no número esperado para 2027.

Além da inflação, o noticiário político local ganha cada vez mais peso no humor do mercado, dado que estamos oficialmente a menos de um mês do primeiro turno. Os últimos levantamentos de intenção de voto mostram um cenário cada vez mais apertado e teremos pelo menos mais quatro pesquisas até sexta-feira capazes de mexer com o mercado.

Vale ressaltar que esse já tem sido um importante driver para o Ibovespa nos últimos dias e foi o grande responsável pelo impulso que levou o principal índice brasileiro de volta aos 185 mil pontos.

01:45 – Sem muitas alternativas…

No fim da semana passada foi divulgado o Payroll de agosto, com criação de 162 mil vagas nos EUA. O número não apenas veio muito acima das expectativas (55 mil) como os dados do mês anterior foram revisados para cima, colocando ainda mais pressão para o Fed subir juros.

Depois de um discurso bastante hawkish no Simpósio de Jackson Hole, Kevin Warsh parece não ter muitas alternativas, podendo até perder certa credibilidade caso opte pela manutenção das taxas depois de todos esses sinais altistas.

Neste momento, o mercado atribui 60% de chances de um aumento de 25bps na reunião da semana que vem – essa probabilidade era de apenas 44% um mês atrás.

03:15 – … e sem alívio do petróleo

Para complicar a vida daqueles que decidem os juros, depois de testar os US$ 70/barril em julho, o petróleo tipo brent voltou a se aproximar do patamar de US$ 100/barril. O movimento é resultado de uma nova escalada do conflito no Oriente Médio, após ataque das forças norte-americanas a três navios petroleiros iranianos no fim de semana e o anúncio, pelo Irã, de uma zona de restrição à circulação próxima ao Estreito de Ormuz. O ataque a uma refinaria na Arábia Saudita também ajuda a empurrar o brent para cima.

Nem é preciso dizer que toda essa incerteza contribui para preços de petróleo mais elevados por longo período, ainda que isso não pareça estar refletido no preço de várias companhias brasileiras do setor. Nossa preferência continua sendo a Petrobras, que além de descontada ainda pode ser uma das maiores beneficiadas de um possível rali eleitoral.

05:05 – All-time high

O cobre superou ontem a marca de US$ 14,5 mil por tonelada na Bolsa de Metais de Londres e chegou à maior cotação da sua história. Parte desse movimento parece técnico, com forte procura pelo metal nas últimas semanas associada a perspectiva de aumento de tarifas nos Estados Unidos no curto prazo.

Por outro lado, o cobre tem papel fundamental na agenda de transição energética, construção de data centers, carros elétricos, usinas renováveis etc. Essa é uma demanda estrutural e deve continuar beneficiando os produtores de cobre por bastante tempo.

Entre esses produtores está a Vale, que tem a meta de dobrar a produção de cobre até 2035, para 700 mil toneladas/ano. Em nossa visão, há um duplo benefício para a mineradora nessa estratégia. O mais óbvio é que ela se beneficia da venda de um produto com preços cada vez maiores e mais rentáveis.

O benefício menos óbvio é que, quanto mais o cobre ganha participação nos resultados, mais o seu múltiplo tende a se afastar daqueles de uma mera produtora de minério de ferro (4-5x ev/ebitda) e se aproximar de patamares mais próximos aos que produtoras de cobre costumam negociar (7-8x ev/ebitda). Por esses motivos, a Vale (VALE3) é uma das nossas escolhidas para a Carteira Mensal de Dividendos.

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Ibovespa hoje: PIB do Brasil cresce 0,5% no 2T26 e governo divulga Projeto de Lei Orçamentária de 2027; veja destaques desta terça (1)

Depois de um mês de agosto muito volátil, os mercados começam setembro em clima de aversão a risco com notícias de ataques a dois petroleiros em Ormuz, que levaram o brent para cima de US$ 90/barril, reforçando receios de aperto monetário ao redor do mundo. O rendimento dos treasuries de 30 anos atingem o maior nível em vinte anos.

Na agenda externa teremos a divulgação de uma série de indicadores de atividade industrial e o relatório Jolts de julho nos Estados Unidos.

O mau humor internacional não ajuda o mercado brasileiro, que digere a divulgação do Projeto de Lei Orçamentária do próximo ano e o PIB divulgado nesta manhã.

00:53 – Desacelerou

Nesta terça-feira (1) foi divulgado o PIB do 2T26, com crescimento de 0,5% na comparação com o primeiro trimestre.

O número marcou uma desaceleração para a expansão de 1,1% apresentada no 1T26, o que já era esperado por conta da Selic elevada.

Apesar de ter ficado ligeiramente acima das expectativas (o mercado esperava alta de 0,4%), a composição não deve alterar a perspectiva de corte de juros no Brasil, dado que o número foi puxado principalmente pelo crescimento do agronegócio, enquanto o consumo das famílias mostrou contração no período. Lembrando que teremos Copom em setembro, e a expectativa é de corte de 25 bps.

02:16– Superávit primário em 2027?

O governo enviou ontem ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2027. A expectativa é de um superávit de R$ 18,6 bilhões, equivalente a 1% do PIB. Se concretizado, esse seria o primeiro superávit do governo em cinco anos.

Mas já aprendemos que existe uma diferença muito grande entre os números projetados e os que são entregues de fato. Por exemplo, para entregar o superávit o PLOA estima um crescimento de 2,4% do PIB, contra uma estimativa bem menos otimista do mercado (+1,5%). Em outras palavras, ainda é cedo para descartar a possibilidade de um déficit no ano que vem.

03:20 – Empate com sabor de vitória

O Ibovespa fechou agosto com uma queda 0,33%, uma variação que nem de longe representa a volatilidade do período. O índice chegou a cair mais de 6% na primeira metade do mês com receios fiscais, resultados corporativos e guerra no Oriente Médio, mas se recuperou com a tese de enfraquecimento do dólar ganhando força e um cenário eleitoral mais favorável.

O retorno quase zerado do índice no mês fechado não parece muito promissor, mas o ânimo melhora bastante quando sabemos que o índice fechou o mês com nove pregões consecutivos de alta acumulada de 6,5%.

Entre terminar o mês com uma sequência de quedas ou subindo 6% eu prefiro muito mais a segunda opção. É como buscar um empate difícil no jogo de ida, que te deixa com muita moral para o jogo de volta. Que venha o mês de setembro.

05:10 – Não é coincidência

Apesar da remontada do Ibovespa, nem todas as empresas terminaram agosto com a moral elevada. Entre as dez maiores quedas do índice, quatro são de varejistas e isso não é coincidência.

Juros elevados, restrição ao crédito e maior endividamento das famílias dificultam o consumo e têm feito o mercado revisar para baixo as perspectivas de lucros das companhias do setor. Não à toa, temos exposição muito limitada ao varejo. Neste momento preferimos teses geradoras de caixa e pagadoras de dividendos, com modelos de negócios menos afetados pela permanência dos juros elevados por mais tempo. Na verdade, na Carteira Empiricus Dividendos de setembro inserimos uma seguradora que pode até se beneficiar desse cenário.

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Petrobras (PETR4) supera expectativas no 2T26 e anuncia R$ 17,4 bilhões em dividendos; hora de investir?

O mercado já esperava que a Petrobras (PETR4) entregasse resultados fortes no 2T26, ajudados pelos preços elevados de petróleo e derivados no período. Ainda assim, a companhia superou as expectativas.

Em Exploração e Produção (E&P), a receita cresceu 42% vs 1T26, para US$ 22,8 bilhões e o ebitda saltou 54%, para US$ 15,9 bilhões, com ganho de 6 p.p. de margem.

Esse resultado foi proporcionado em grande parte pela forte alta do petróleo no período (o brent médio foi US$ 24/barril maior no 2T26), mas também por maior produção e menor custo de extração (lifting cost), que mais do que compensaram maiores gastos com royalties.

No segmento de Refino, a receita cresceu 45%, explicado por maiores preços de derivados e maior volume de exportação. Apesar disso, o ebitda ajustado do segmento caiu 7,4% vs 1T26, para US$ 3,6 bilhões, por conta de um menor ganho com giro de estoques, maiores despesas com vendas e frete, além do aumento nos impostos de exportação.

Ainda assim, os números ficaram acima das estimativas e mostraram avanço 230% na comparação anual.

Em Gás e Energia o ebitda cresceu 25%, para US$ 419 milhões, também impactado positivamente por preços maiores no período.

No consolidado, o ebitda chegou a US$ 18,6 bilhões, alta trimestral de 64%, com ganho de 7 p.p. de margem, e o lucro líquido chegou a US$ 10,4 bilhões, ambos acima das estimativas do mercado.

Vale a pena investir na Petrobras (PETR4) agora?

O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que praticamente dobrou frente ao 1T26 e permitiu o anúncio de R$ 17,4 bilhões em dividendos, também acima das expectativas do mercado.

No geral, a Petrobras apresentou resultados fortes, beneficiados pela alta do petróleo, mas também por um ótimo desempenho operacional.

Com perspectivas de um ambiente de preços ainda favorável e de aumento de produção pela frente, seguimos construtivos com a tese de Petrobras. PETR4 segue com recomendação de compra pela Empiricus.

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Axia (AXIA3): após lucro de R$ 1,7 bi no 2T26, investidores podem se preparar para colher dividendos

Depois de receios que fizeram as ações terem um desempenho ruim nos últimos meses, na última quarta-feira (5), após o pregão, a Axia (AXIA3) apresentou resultados sólidos e em linha com as expectativas no 2T26, e com boas notícias envolvendo dividendos.

Como foi o resultado da Axia (AXIA3) no 2T26?

A receita de geração aumentou 2,3%, com a queda de volume por conta de maiores restrições à geração hídrica sendo mais do que compensadas por melhores preços de energia. Em transmissão, a receita ficou praticamente estável na comparação anual. Esses fatores, combinados com menores deduções, levaram a receita líquida consolidada a um crescimento de 3,1% vs 2T25, para R$ 10 bilhões.

Por sua vez, o ebitda mostrou aumento ainda mais expressivo, de 21,5%, chegando a R$ 6,7 bilhões. Esse resultado é reflexo de:

  • Maiores margens no segmento de geração — ajudadas pelo aumento de preços e maior participação de vendas no mercado livre; e
  • Bom controle dos gastos gerenciáveis (PMSO), que cresceram apenas 1,9% na comparação anual, além de contribuições positivas de participações societárias.

Assim, acompanhando a evolução do resultado operacional, o lucro líquido saltou 35%, para R$ 1,7 bilhão, em linha com as estimativas do mercado.

O fluxo de caixa operacional aumentou de R$ 4,1 bilhões para R$ 7,8 bilhões, ajudado pela redução de capital de giro. A alavancagem fechou o trimestre em patamar saudável, de 1,7x dívida líquida/ebitda, com prazo médio de vencimento superior a 4 anos.

Com relação aos empréstimos compulsórios, o estoque de provisões caiu R$ 278 milhões na comparação com o 1T26 (-R$ 1,3 bilhão vs 2T25).

Números positivos e resgate ou conversão de AXIA7

Por fim, depois de um certo pessimismo com dividendos após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, a companhia anunciou que reservou R$ 3,7 bilhões para resgate/conversão de AXIA7 referente ao 2T26, reforçando a tese de que está no caminho para se tornar uma boa pagadora de dividendos – yield próximo de 10% esperado para 2027.

Axia segue com recomendação de compra em várias séries da Empiricus.

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Itaú (ITUB4) reporta números sólidos no 2T26, apesar do ambiente desafiador 

Depois de muitas expectativas (especialmente após o resultado fraquíssimo do Santander), o Itaú (ITUB4) apresentou mais uma rodada de números sólidos referentes ao 2T26, ainda que com alguma desaceleração refletindo o ambiente macro mais adverso.

A carteira de crédito total expandiu cerca de 10%, com destaque para pequenas, médias e grandes empresas, e crédito imobiliário para pessoas físicas. A margem financeira com clientes expandiu 5,1% na comparação anual, para R$ 32,5 bilhões.

Apesar do ritmo de crescimento ser mais modesto do que o observado até o fim de 2025, está em linha com o piso da faixa do guidance e com o discurso de maior disciplina do banco neste ano.

Por outro lado, depois de dois trimestres relativamente fracos, a margem financeira com o mercado (tesouraria) voltou a superar a faixa dos R$ 900 milhões, com alta de 8,6% vs 2T25 e 13,6% na comparação com o 1T26.

No período, as receitas com seguros mostraram bom crescimento anual de +8,4%. Mas o grande destaque negativo foi a receita de serviços, que cresceu apenas 2,3%, para R$ 11 bilhões, evidenciando um ambiente mais difícil para repasse de preço de tarifas e, provavelmente, maior competição.

Diante deste cenário, o Itaú aproveitou para revisar para baixo o guidance da linha de receitas com serviços e seguros de 7% de crescimento anual para 3,5%, considerando o ponto médio da faixa.

Com relação às provisões, o grande receio do mercado com o setor financeiro neste trimestre, o Itaú mais uma vez mostrou solidez, com aumento do custo do crédito de 7,4% vs o 2T25 (+1,9% vs 1T26) e manutenção do patamar de custo do crédito sobre a carteira em 2,7%, estável desde o junho do ano passado.

Por sua vez, os índices de inadimplência (15 a 90 dias e acima de 90 dias) mostraram piora de apenas 0,1 p.p.

Itaú tem lucro de R$ 12,4 bi e ROE de 24,3% no 2T26

No período o Itaú mostrou aumento controlado nas despesas operacionais, que cresceram 3,1% (+3,9% na comparação com o primeiro semestre de 2026), com melhora de 0,6p.p. no índice de eficiência na comparação com o 2T25.

Com isso, o banco apresentou lucro operacional de R$ 17,8 bilhões e lucro líquido de R$ 12,4 bilhões, altas anuais de 5% e 7,8% respectivamente, com ROE consolidado de 24,3%, patamar elevado e que mostrou aumento de 1p.p. em relação ao 2T25.

ITUB4: recomendação de compra

Apesar de um ritmo de expansão mais fraco na comparação com os anos anteriores, os números ficaram praticamente em linha com as expectativas e reforçam que o banco está preparado para continuar entregando resultados sólidos, mesmo em um ambiente desafiador. O Itaú segue entre as nossas recomendações.

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