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Nvidia (NVDC34): mesmo gigante, ainda continua surpreendendo os mercados com salto de 140% no lucro por ação; confira

Ontem, quarta-feira (20), após o fechamento do pregão, a Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA) reportou os resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027 (encerrado em abril).

Dado a importância da companhia (dona do posto de empresa mais valiosa do mundo), não é de se surpreender que os investidores estavam ansiosos para ver os números e como eles poderiam ditar os humores dos mercados.

E mais uma vez ela conseguiu surpreender os analistas, divulgando resultados melhores do que o esperado.

Confira os números da Nvidia (NVDC34) no trimestre

No período a receita reportada foi de US$ 81,615 bilhões, 85% maior comparado ao mesmo período do ano anterior. Interessante notar que é o quarto trimestre consecutivo de aceleração nas vendas da companhia.

Quando analisado por segmento, a parte de Compute & Networking acumulou US$ 74,550 bilhões, crescimento de 88% na comparação anual. Já a frente de Graphics totalizou US$ 7,065 bilhões (+58% vs. 1T26).

A companhia alterou a forma de reportar as vendas por plataforma de mercado

Antes ela abriu o faturamento por Data Center (dos quais, divididos em Compute e Networking), Gaming, Visualização Profissional, Automotivo e Outros.

Contudo, a companhia se tornou a metonímia quando o assunto é IA. Assim, a direção entendeu que faz mais sentido dividir sua receita por plataforma em dois grupos: Data Center e Edge Computing.

Nesta nova divisão, a parte de Data Center reportou vendas de US$ 75,246 bilhões, aumento de 92% na comparação anual, sendo US$ 37,869 bilhões (+115% vs. 1T26) proveniente dos Hyperscalers (as grandes provedoras de computação em nuvem, como Amazon, Microsoft e Alphabet) e US$37,377 bilhões (+74%) da parte AI Clouds, Industrial, & Enterprise.

Já a plataforma de Edge Computing (que compreende dispositivos para IA física e agêntica, incluindo PCs, games, automotivo, robótica, entre outros) apresentou receita de US$ 6,369 bilhões. O valor foi 29% maior ante o mesmo trimestre do ano passado.

A alta demanda por seus produtos somado ao mix de preços favorável a companhia permitiu a companhia reportar uma margem bruta ajustada de 75%. Ou seja, 14,2 pontos percentuais maior do que o divulgado um ano atrás.

Desaceleração nas vendas para a China

Entretanto, importante salientar que o número do 1T26 foi impactado negativamente com a proibição da venda de chips para a China. Por conta disto, a companhia precisou reconhecer uma baixa contábil de mais de US$4 bilhões naquele período.

Tanto que, quando comparado com o trimestre imediatamente anterior (4T26), a margem bruta permaneceu praticamente estável (-0,1 p.p.).

Aliado a bom controle das despesas operacionais, que expandiram em menor magnitude comparado à receita, a empresa reportou um lucro operacional ajustado de US$ 53,783 bilhões. Isto representa um crescimento de 147% em relação a um ano atrás.

Na linha final de resultado, o lucro líquido ajustado no trimestre foi de US$ 45,548 bilhões (o equivalente a uma margem líquida de quase 60%), ou US$1,87 por ação, valor 140% maior na comparação anual.

Nvidia (NVDC34) também supreendeu no guidance para o segundo trimestre

Além dos números acima do esperado pelos analistas, a direção também surpreendeu com projeções melhores do que as expectativas para o segundo trimestre do ano fiscal de 2027. A companhia espera divulgar receitas próximas dos US$ 91 bilhões, quase US$4 bilhões acima do consenso e o que representaria um crescimento de quase 95% em relação ao 2T26.

Importante salientar que esse valor ainda não considera a retomada de vendas de chips para a China. Assim, a empresa a reportar um crescimento ainda maior caso isso aconteça nos próximos meses. Além disso, a empresa espera manter sua margem bruta ajustada nos 75%, demonstrando um forte poder de barganha da companhia ante seus clientes.

Um aumento de 2.400% nos dividendos

Por último, mas não menos importante, a companhia reforçou a intenção de remunerar seus acionistas, com o aumento no dividendo (que passou de US$0,01/ação para US$0,25/ação). Há também um plano adicional de recompra de ações no valor de US$ 80 bilhões.

Dentre os diversos pontos positivos do resultado, a mudança na forma de divulgação dos números é um que pode amenizar as preocupações de parte dos investidores com a tese.

Isso porque a abertura das vendas voltadas para Data Centers entre Hyperscalers e AI Cloud, Industrial & Enterprise busca mostrar que a demanda não está concentrada apenas nas Big Techs (apesar de ainda representarem metade das vendas dessa linha de negócio).

Contudo, ainda que o crescimento anual tenha sido maior no primeiro grupo (+115% vs. 74% ante o 1T26), quando analisado o trimestre imediatamente anterior o momento está mais focado no segundo (31% vs. 12% ante o 4T26), mostrando que outras empresas e indústrias estão buscando as soluções da companhia.

Outro ponto importante foi que durante a teleconferência com os analistas a diretoria reiterou a confiança de que conseguirão suprir toda esta demanda crescente, com o objetivo de vendas de US$ 1 trilhão entre 2025 e 2027 mantido. Para a companhia, a expectativa é de que o capex anual voltado a IA fique entre US$3 trilhões e US$4 trilhões até o final da década.

Mesmo com o resultado surpreendente, a reação do mercado foi ‘discreta’

Apesar dos números extremamente positivos, a forte alta no papel desde o final de março (ganhos de mais de 30%) parece ter contido a animação dos investidores, com a ação estável na abertura dos mercados dessa quinta.

Contudo, considerando os números divulgados, a ação segue negociando na casa das 25 vezes seus lucros projetados para o ano, levemente acima do nível do mercado (com o S&P 500 na 22 vezes P/L projetado), mas com um perfil de crescimento e rentabilidade muito melhor do que a média das empresas do índice.

Dessa forma, mesmo com um valor de mercado de US$5,4 trilhões, entendo que a ação da Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA) segue em patamares atrativos para os investidores interessados em diversificar seus portfólios — sendo uma das principais ideias nas séries internacionais aqui da Empiricus.

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Eneva (ENEV3): mais forte e diversificada no 1T26; veja o que mais se destacou no resultado da elétrica

A Eneva (ENEV3) apresentou resultados com crescimento nas linhas mais importantes, ajudado por maiores despachos e contribuição dos novos segmentos.

Como cada usina da Eneva desempenhou no 1T26

O Complexo Parnaíba (que contempla as usinas Parnaíba I – VI) mostrou crescimento de 26,6% no ebitda, que atingiu R$ 322 milhões, com a necessidade de maiores despachos para atender a demanda de energia do sistema.

Com despachos praticamente estáveis na comparação anual, a UTE Jaguatirica II teria apresentado um ebitda em linha com o do ano anterior. No entanto, o número foi ajudado por um ganho não recorrente de R$ 255,8 milhões, referente a um acordo com empresas responsáveis pela construção da usina. Com isso, o ebitda do ativo aumentou 207%, para R$ 381,4 milhões.

O segmento de upstream, que envolve as atividades de exploração e produção de gás, mostrou forte expansão de 298% do ebitda, que atingiu R$ 156,3 milhões, em função dos maiores despachos e, consequentemente, maior fornecimento de gás para as usinas.

No Hub Sergipe, que engloba a usina Porto Sergipe I e o segmento de comercialização de gás on-grid, o ebitda apresentou evolução de 20,7%, para R$ 637,5 milhões, reflexo de maiores despachos e receita fixa em Porto Sergipe I, além de novos contratos e melhores margens na comercialização de gás on-grid.

No segmento de geração a gás com combustível de terceiros (que considera as usinas a gás adquiridas em 2024), o ebitda recuou R$ 448 milhões, o que já era esperado dado que o contrato dessas usinas terminou entre dez/25 e jan/26. Vale ressaltar que boa parte das usinas têm novos contratos para início de geração a partir de julho/26 (caso da LORM) e agosto/26 (casos de LORM1, Viana I e Povoação 1).

No segmento de geração a carvão (Itaqui e Pecém II), o ebitda caiu -3,3%, para R$ 165,7 milhões, com custos de carvão mais do que compensando a alta dos despachos. Na geração a óleo (Geramar e Viana), o ebitda melhorou R$ 93milhões, com a antecipação do início dos contratos das usinas.

O segmento de geração solar continua impactado pelas restrições operacionais do regulador, o que explica o ebitda negativo de -R$ 5,4 milhões, em linha com o mesmo período do ano anterior.

A comercialização de gás off-grid (GNL para grandes clientes a partir da planta de liquefação no complexo Parnaíba) também mostrou evolução – aumento de 49% do ebitda, que chegou a R$ 82,5 milhões –, com melhorias operacionais na comparação com o 1T25, quando a planta ainda estava em fase de estabilização.

O braço de comercialização de energia mostrou piora de R$ 50 milhões no ebitda, com marcação a mercado negativa de contratos de energia.

Resultado consolidado da Eneva

Por fim, o ebitda da holding (que concentra basicamente as despesas operacionais) fechou o trimestre em -R$ 99,8 milhões, leve piora na comparação anual, refletindo principalmente o aumento nas despesas com pessoal, em função do crescimento da companhia.

Considerando todos esses efeitos, o ebitda consolidado da Eneva cresceu 10,7%, para R$ 1,69 bilhão, impactado positivamente pelo aumento dos despachos nas usinas a gás e resultados positivos de comercialização a gás.

Com um resultado financeiro afetado por maior endividamento, mas menores gastos com imposto de renda, o lucro líquido atingiu R$ 635,7 milhões, marcando alta anual de 36%.

Apesar de resultados em linha com as expectativas, os números mostraram ótimo crescimento e reforçam a combinação de bom momento operacional e setorial para a Eneva, que segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

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Nubank (ROXO34) tem resultado abaixo do esperado no 1T26, mas digno dado o contexto; entenda

O Nubank (ROXO34) apresentou resultados mistos referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), dando continuidade à trajetória de forte crescimento de receita, mas com maiores provisões impactando o lucro líquido.

A carteira de crédito apresentou mais uma forte expansão (40% a/a), chegando a US$ 37,2 bilhões, enquanto o número de clientes saltou 16,6 milhões. Com isso, a receita de juros atingiu US$ 4,27 bilhões, aumento de 56% frente ao 1T25.

Além disso, as receitas com tarifas aumentaram 34%, o que levou a Receita Total a US$ 4,97 milhões, acima das expectativas do mercado. Vale destacar que a margem financeira líquida também superou as estimativas, com despesas com juros menores do que se esperava.

No entanto, o lucro operacional ficou abaixo das expectativas, já que o forte crescimento da carteira combinado com uma leve deterioração na qualidade do crédito puxou as despesas com provisões para cima – a linha de perda de crédito esperada saiu de US$ 973 milhões no 1T25 para US$ 1,7 bilhão no 1T26.

Antes de seguir, vale a pena mencionar que o aumento da inadimplência de 15d – 90d de 4,1% para 5,0% está bastante relacionado a sazonalidade (alta natural no primeiro trimestre do ano). Além disso, o nível de 5% está apenas 0.2 p.p. acima do que foi observado no 1T25 e 0,1 p.p. abaixo do 1T24.

Ainda assim, o aumento das provisões combinado com maiores despesas relacionadas ao forte crescimento do negócio fez o lucro operacional expandir “apenas” 20%, para US$ 954 milhões, abaixo das expectativas do mercado.

Por outro lado, alíquota de imposto surpreendeu positivamente, permitindo um crescimento de 56% do lucro líquido, que atingiu US$ 871 milhões, mesmo assim ligeiramente abaixo do consenso.

ROXO34: recomendação de compra

Em um contexto de forte preocupação do mercado com a piora da inadimplência do setor, a leve piora desses níveis no resultado do Nubank não ajudaram a trazer alívio nesse aspecto.

Por outro lado, mesmo diante de um macro muito difícil, o banco ainda conseguiu entregar níveis de inadimplência saudáveis, especialmente considerando a sazonalidade do setor e seu nicho de atuação.

Negociando por cerca de 12x o lucro esperado para 2027 e entregando ótimo crescimento, seguimos com recomendação de compra para Nubank.

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Cyrela (CYRE3): números mistos e boa geração de caixa no 1T26; comprar ou vender ações após resultado?

Nesta quinta-feira (14), a Cyrela (CYRE3) divulgou seus resultados referentes ao 1T26, com números ligeiramente abaixo das expectativas do mercado.

Conforme antecipado na prévia, os lançamentos totalizaram R$ 1,75 bilhão em VGV (%CBR ex-permuta), retração de 48% em relação ao 1T25 e de 47% frente ao 4T25. No geral, o desempenho foi sustentado principalmente pelas vendas de estoque em construção e pela continuidade da boa dinâmica do segmento econômico. O VSO consolidado em 12 meses encerrou o período em 45,8%, abaixo dos 52,6% registrados no 1T25, refletindo uma base comparativa mais forte e um ambiente mais desafiador para média e alta renda, especialmente em São Paulo.

Números relevantes da Cyrela no 1T26

Na demonstração financeira, a receita líquida da Cyrela alcançou R$ 2,0 bilhões no trimestre, crescimento de apenas 4% frente ao 1T25, diante de um reconhecimento de receita (PoC) limitado.

Já a margem bruta reportada foi uma boa notícia, na casa de 32,9%, avanço de 0,4 p.p. na comparação anual. Ajustando os juros capitalizados, a margem bruta ajustada foi de 36,1%, evolução de 1,8 p.p. em doze meses e também acima do 4T25.

O resultado a apropriar permaneceu em nível elevado, com margem de 36,0%, praticamente estável em relação aos períodos anteriores, reforçando a resiliência da rentabilidade futura da companhia.

Na última linha, o lucro líquido da Cyrela totalizou R$ 297 milhões, recuo de 9% frente ao 1T25, impactado pelo aumento considerável das despesas comerciais (+38%), em razão dos custos atrelados à desmontagem de estandes, segundo a companhia.

A geração de caixa voltou ao campo positivo no trimestre, somando R$ 134 milhões, revertendo o consumo observado no trimestre anterior. O desempenho foi favorecido pela venda de estoque pronto e pelo menor ritmo de compra de terrenos.

Ao final de março, a dívida líquida ajustada representava 19,6% do patrimônio líquido ajustado, abaixo do nível observado no 4T25, indicando manutenção de uma estrutura de capital administrável.

CYRE3: Análise do balanço trimestral

De forma geral, os resultados da companhia apresentaram um diagnóstico misto, com destaque positivo para a margem bruta e a geração de caixa. Por outro lado, a continuidade de um cenário de custos pressionados e o menor reconhecimento de receitas podem promover uma revisão de projeções pelo mercado, impactando o papel no curto prazo.

No âmbito estrutural, a Cyrela segue demonstrando elevada disciplina operacional e comercial, com desempenho acima dos pares. Negociando próxima de 0,9 vez P/B, CYRE3 permanece entre as recomendações da Empiricus.

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Equatorial (EQTL3) reporta 1T26 sólido, com segmento de distribuição robusto e o de renováveis menos pressionado

A Equatorial (EQTL3) reportou mais um trimestre operacionalmente sólido no 1T26, com desempenho forte de Distribuição compensando parcialmente a pressão financeira e o impacto ainda negativo de negócios não core.

O ebitda ajustado atingiu R$ 2,88 bilhões, alta de 11,3% ano contra ano, acima das expectativas, enquanto o lucro líquido ajustado somou R$ 359 milhões, pressionado pelo pior resultado financeiro e efeitos não recorrentes.

Segmento de distribuição segue como destaque da Equatorial

O principal destaque operacional segue sendo Distribuição. A margem bruta ajustada do segmento cresceu 14%, para R$ 4,09 bilhões, impulsionada principalmente pelo efeito tarifário da Parcela B/Fio B (+R$ 198 milhões) e pelo crescimento de mercado (+R$ 127 milhões). Maranhão (+R$ 168 milhões), Pará (+R$ 108 milhões) e Piauí (+R$ 64 milhões) foram os maiores destaques do trimestre.

O crescimento de mercado seguiu saudável. O mercado fio B avançou 3,8% ano contra ano e a energia medida total cresceu 4,8%, com expansão de consumidores em praticamente todas as concessões. Além disso, as perdas consolidadas continuaram evoluindo positivamente, recuando 0,2 pontos percentuais a/a, enquanto a PECLD consolidada permaneceu controlada em 1,64% da receita operacional bruta, levemente melhor que no 1T25.

Operacionalmente, a companhia também manteve evolução consistente nos indicadores de qualidade. Todas as distribuidoras ficaram dentro do limite regulatório de FEC, enquanto Maranhão, Pará, Alagoas e Amapá permaneceram enquadradas no DEC. Goiás seguiu apresentando melhora relevante, ainda próxima do limite regulatório.

Já do lado das despesas, o PMSO ajustado cresceu 15% ano contra ano, refletindo principalmente maiores gastos com pessoal, remuneração variável, incentivos de longo prazo e o processo de primarização das operações. Parte dessa pressão, porém, decorre justamente da internalização de equipes terceirizadas, o que reduz despesas em serviços de terceiros e tende a melhorar a eficiência operacional ao longo do tempo. Excluindo efeitos de ILP ligados à performance da ação, o PMSO por consumidor teria crescido apenas 4%.

Em Renováveis, o trimestre seguiu pressionado por restrições de geração (curtailments) impostas pelo regulador, ainda que a piora tenha sido menos intensa que nos últimos trimestres. Por outro lado, a marcação a mercado negativa de contratos de energia do segmento de comercialização pesou no ebitda do segmento, que recuou 34,1%, para R$ 88,1 milhões.

Em Saneamento (Concessionária de Saneamento do Amapá), mesmo com o recuo da receita, o ebitda expandiu de R$ 3,7 milhões no 1T25 para R$ 6,0 milhões no 1T26, ajudado pela redução de custos de construção período.

Sabesp volta a contribuir para o resultado da Equatorial

Por fim, na linha de equivalência patrimonial, a Sabesp voltou a contribuir positivamente para o resultado da holding com R$ 254 milhões no trimestre, crescimento de R$ 40 milhões a/a, reforçando a importância crescente do ativo dentro da tese da companhia.

No consolidado, a receita operacional líquida cresceu 12%, para R$ 12,75 bilhões, enquanto o ebitda ajustado avançou 11,3%, para R$ 2,88 bilhões. A margem permaneceu praticamente estável em 22,6%, mesmo com o aumento relevante de PMSO, provisões e depreciação, evidenciando que o avanço operacional da distribuição segue compensando as pressões de custo.

O resultado financeiro voltou a pressionar o lucro. A despesa financeira ajustada piorou 5,7% a/a, impactada principalmente pela combinação de CDI mais elevado e aumento do saldo médio da dívida – o CDI médio saiu de 2,99% no 1T25 para 3,41% no 1T26, enquanto a dívida bruta cresceu 14,7% no período.

Assim, mesmo com avanço operacional, o lucro líquido ajustado caiu 23,6%, para R$ 359 milhões. Entretanto, a própria companhia destaca que, em base comparável de mesmos ativos, o lucro ficou praticamente estável (-0,3%), já que o 1T25 ainda contava com contribuição dos ativos de transmissão vendidos posteriormente.

O capex permaneceu elevado em R$ 2,58 bilhões (+12% a/a), concentrado principalmente em expansão, qualidade da rede e combate a perdas em distribuição. Destaque para investimentos ligados ao Luz para Todos e expansão de subestações, especialmente em Alagoas.

Mesmo com o ciclo forte de investimentos, a alavancagem permaneceu relativamente controlada. A relação dívida líquida/ebitda encerrou o trimestre em 2,7x, ou 3,1x desconsiderando o ganho de capital da venda de transmissão, enquanto a cobertura de caixa sobre dívida de curto prazo melhorou para 2,5x.

EQTL3: recomendação de compra

No fim, o trimestre reforça a resiliência operacional da Equatorial em distribuição, ainda que renováveis e resultado financeiro continuem pressionando o consolidado.

A companhia segue combinando crescimento, disciplina operacional e capacidade de execução, mantendo flexibilidade para continuar expandindo sua atuação em saneamento e infraestrutura. Por 8,4x EV/ebitda para 2026, EQTL3 segue entre as recomendações da casa.

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B3 (B3SA3) supera expectativas elevadas no 1T26; veja desempenho da bolsa no trimestre

A B3 (B3SA3) divulgou um forte resultado referente ao 1T26 com forte avanço de todas as vertentes no período.

Como já havia sido adiantado pelas prévias mensais, a B3 aproveitou o alto fluxo de investidores na Bolsa no período e mostrou um ótimo avanço no mercado de ações, com aumento de 46% no volume financeiro médio diário (ADTV), o que resultou em uma receita bruta de Mercados de R$ 2,2 bilhões, +20,8% vs 1T25.

Ainda que esse segmento continue sendo o mais representativo para o negócio, vale destacar também o salto anual de 28,5% na receita de Soluções para Mercado de Capitais, chegando a R$ 201 milhões. Para completar, a receita de Soluções Analíticas de Dados cresceu 23% (para R$ 317 milhões), enquanto Tecnologia e Plataformas aumentou 14,8% e chegou a R$ 527 milhões.

Mais detalhes do 1T26 da B3

O forte crescimento de todos os segmentos culminou em um top-line consolidado de R$ 3 bilhões, avanço de +20,5% na comparação anual.

Ajudado por um menor avanço das despesas ajustadas (+6,3% vs 1T25) por conta de um forte recuo de serviços de terceiros e benefícios da alavancagem operacional do negócio, o ebitda recorrente totalizou R$ 2,1 bilhões (+23,9%) com ganho de 2 p.p. de margem, que atingiu 71,6%.

O resultado financeiro foi beneficiado por maior rendimento do caixa indexado à Selic e marcação a mercado de alguns investimentos, o que permitiu à linha mostrar um resultado positivo de R$ 112 milhões vs R$ 15,6 milhões no 1T25.

Por fim, o lucro líquido recorrente da B3 reportado foi de R$ 1,5 bilhão com margem de 51,4%, altas de 33,5% e 5 p.p. respectivamente frente ao 1T25.

Vale a pena investir na B3?

Mesmo com expectativas já elevadas por conta das prévias mensais animadoras, a B3 conseguiu apresentar números acima do esperado, com forte avanço da receita e expansão de margens.

Com um valuation ainda atrativo e possibilidade de capturar em cheio a continuidade do fluxo positivo para os ativos brasileiros, as ações B3SA3 seguem na carteira.

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BTG Pactual (BPAC11) tem mais um trimestre de elevados níveis de crescimento e rentabilidade; veja números do 1T26

O BTG Pactual (BPAC11) divulgou os números do primeiro trimestre de 2026 (1T26), marcando mais um trimestre sólido de elevados níveis de crescimento e rentabilidade, mesmo em um ambiente macroeconômico e geopolítico mais desafiador. O banco registrou receita total de R$ 9,97 bilhões e ROE de 26,6%, entre os maiores do setor.

Ainda que os três primeiros meses do ano marquem um período sazonalmente mais fraco para algumas linhas do negócio, o banco continuou expandindo receitas via ganho de market share, crescimento da base de clientes e expansão das plataformas de crédito, wealth e asset management.

Veja o resultado do BTG Pactual por segmento

Na área de Investment Banking, a receita somou R$ 628 milhões, (65,1% a/a e -9,3% t/t). A desaceleração sequencial se dá pelo contexto de maior volatilidade nos mercados ao longo do trimestre e um 4T25 extremamente forte.

Ainda assim, o banco manteve desempenho robusto em DCM e M&A, enquanto ECM se beneficiou de uma retomada parcial da atividade de mercado no início do trimestre. O BTG terminou o período como líder em ECM no Brasil em número de transações e volume financeiro.

Em Corporate Lending & Business Banking, o grupo renovou novamente os recordes de receita, que atingiu R$ 2,33 bilhões (+4,2% t/t e +20,7% a/a). O desempenho segue sendo sustentado pela expansão disciplinada da carteira de crédito, que alcançou R$ 281 bilhões (+21,9% a/a), além de uma menor pressão competitiva no mercado de capitais e da diversificação entre geografias e segmentos de clientes, preservando spreads saudáveis mesmo em um cenário de juros elevados.

A divisão de Sales & Trading voltou a apresentar números bastante fortes, com receita de R$ 1,88 bilhão, crescimento de 43,1% a/a, ainda que abaixo do recorde observado no 4T25. O resultado reflete principalmente a expansão da base de clientes, maiores níveis de atividade recorrente e uma alocação de capital mais eficiente nas mesas de trading. O banco reduziu o Value at Risk (VaR) médio diário para 0,32% do patrimônio líquido, contra 0,38% no trimestre anterior, indicando manutenção de uma postura confortável de risco e elevada flexibilidade operacional.

No segmento de Asset Management, as receitas totalizaram R$ 783 milhões, alta de 6,5% a/a. Na comparação trimestral houve queda de 8,9%, explicada principalmente pela base forte de performance fees do 4T25 e pelo menor número de dias úteis no trimestre. Ainda assim, os ativos sob gestão e administração alcançaram R$ 1,31 trilhão, impulsionados por forte captação líquida de R$ 47,9 bilhões, refletindo ganho contínuo de market share tanto em fundos quanto em asset servicing.

Já em Wealth Management & Personal Banking, o BTG voltou a entregar receitas recordes, que atingiram R$ 1,51 bilhão (+10,7% t/t e +44,6% a/a). O crescimento foi sustentado pela forte expansão do Wealth under Management, que alcançou R$ 1,28 trilhão (+28% a/a), além de maiores níveis de atividade dos clientes. A captação líquida somou R$ 34,9 bilhões no trimestre, impulsionada pelo crescimento orgânico e pelo contínuo ganho de participação tanto no segmento private quanto no varejo de alta renda.

Em Consumer Finance & Banking, linha que passou a consolidar integralmente o Banco Pan após o fechamento de capital da companhia, as receitas somaram R$ 1,13 bilhão (+20,4% t/t e +40,1% a/a). O avanço refletiu principalmente a expansão da carteira de crédito, que atingiu R$ 73,6 bilhões (+51,1% a/a), com destaque para o crescimento do consignado. A Too Seguros também contribuiu positivamente, com crescimento de 44,2% t/t, beneficiada por efeitos não recorrentes ligados à transição regulatória do setor.

Lucro líquido do BTG Pactual foi de R$ 4,8 bilhões no 1T26, alta de 42,3%

As despesas operacionais ajustadas somaram R$ 4,23 bilhões (+25% a/a), crescimento explicado principalmente pela expansão dos negócios e pela consolidação integral do Banco Pan. As despesas com salários e benefícios cresceram 10,6% a/a, refletindo reajustes salariais, promoções e incorporação integral da força de trabalho do PAN.

Ainda assim, o índice de eficiência permaneceu em 38,1%, praticamente estável em relação ao 4T25 e substancialmente melhor que os 41,3% do 1T25, reforçando a elevada alavancagem operacional do banco mesmo em um contexto de forte expansão.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 4,8 bilhões (+42,3% a/a e +4,3% t/t), enquanto o patrimônio líquido avançou para R$ 74,5 bilhões. O banco encerrou outro trimestre com o ROE entre os maiores do setor, em 26,6%.

BPAC11: recomendação de compra

Em nossa visão, o trimestre reforça uma característica cada vez mais evidente no BTG: a capacidade de continuar crescendo de forma consistente mesmo em cenários mais difíceis, sustentado por um modelo de negócios extremamente diversificado. O banco segue ganhando escala em praticamente todas as frentes, mantendo rentabilidade muito acima da média do setor com elevada disciplina de capital.

Por cerca de 3,2x seu valor patrimonial e aproximadamente 11,5x lucros estimados para 2026, BPAC11 segue entre as recomendações da casa.

Obs: O Grupo Empiricus é controlado pelo BTG Pactual.

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O que aconteceu no 1T26 da Porto (PSSA3)? Resultado reflete diversificação da companhia

A Porto (PSSA3) apresentou resultados bastante sólidos referentes ao 1T26, mostrando avanços nas frentes mais relevantes e atingindo um ROE consolidado de 29,0%, ainda que com a ajuda de uma menor alíquota de impostos. 

Resultado trimestral da Porto por segmento

Começando pela vertical Seguro, a receita cresceu 5,5%, para R$ 5,7 bilhões, ajudada principalmente pela expansão nos seguros de Vida de Patrimonial, que mais do que compensaram o crescimento fraco, porém esperado, em Auto (+2,9% a/a). Isso somado a uma melhora de sinistralidade em todas as frentes proporcionou um aumento expressivo de 49% no lucro líquido de seguros, para R$ 467 milhões e um ROE de 33,8%.

Na vertical Saúde a receita cresceu 15,1%, com contribuições positivas tanto em seguro saúde como em odontológico, com altas de +22,3% e +17,4%, respectivamente, no número de beneficiários. Além disso, o segmento apresentou melhora de -0,9 p.p. na sinistralidade, reflexo de ações de combate a fraudes, novos produtos e parcerias. Com esse bom desempenho, o lucro líquido da vertical cresceu 20,1%, para R$ 215 milhões, com ROE de 36,5%.

Na PortoBank, o lucro líquido saltou 10,1%, para R$ 211,5 milhões e ROE de 24,8%, puxado principalmente pelo crescimento forte nas receitas de consórcio (+32% a/a) e soluções para locação e garantia (+13%). Sobre as operações de crédito o desempenho foi misto, com crescimento interessante de carteira (+13%) e da margem financeira líquida (+24%), mas com piora nos indicadores de atrasos.

Na vertical Serviços, o lucro ficou praticamente estável, em R$ R$ 53 milhões, com o ligeiro aumento da receita sendo compensado por maiores custos no período. 

Linhas gerais do 1T26 da Porto

Por sua vez, o Resultado Financeiro mostrou uma piora de 19,8%, caindo de R$ 382,6 milhões no 1T25 para R$ 306,8 milhões no 1T26, impactado principalmente pela rolagem de títulos a taxas mais atrativas e que trazem recompensas positivas nos próximos trimestres. 

No consolidado, a Porto apresentou um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no trimestre, 36,3% acima do ano anterior, com ROE de 29% (alta de 5,1 p.p.), refletindo os melhores resultados das verticais e uma menor alíquota de imposto, parcialmente compensado por um resultado financeiro pior. 

Os números apenas reforçam a nossa visão de que a companhia está bem-posicionada, e deve continuar capturando oportunidades de crescimento em suas verticais. Porto segue na carteira.

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Alpargatas (ALPA4) entrega mais um tri de forte crescimento com ebitda recorde e Havaianas mais baratas na produção; confira análise

A Alpargatas (ALPA4) apresentou mais um resultado forte no 1T26, com ebitda recorde, expansão de margens boa diluição de despesas. 

Na Havaianas Brasil, a receita cresceu 13,2% para R$ 909,1 milhões, ajudada pelo aumento do volume de pares (+7,5%) e pelo aumento da receita/par (de R$ 15,8 no 1T25 para R$ 16,6 no 1T26), refletindo melhor mix de canais, ou seja, mais vendas em franquias e canais especializados. Vale destacar que o sell-out cresceu em ritmo menor, refletindo a estratégia da companhia de abastecer os lojistas antes da virada de coleção para evitar rupturas – uma estratégia que trouxe resultados positivos em 2025. 

Produção da Havaianas ficou mais barata no trimestre

Com ganhos de eficiência e diluição de custos fixos, a Havaianas Brasil também apresentou uma redução de 1% no custo por par, o que permitiu um aumento de 15,4% no lucro bruto e margem bruta recorde (49%) para um primeiro tri. 

Por fim, menores despesas com marketing proporcionaram à divisão brasileira mostrar um crescimento de 36,5% do ebitda, que chegou a R$ 237 milhões, com expansão de 4 p.p. de margem.

Negócios da Alpargatas no exterior

Na Havaianas Internacional os números seguem mostrando evolução. A receita aumentou 10,2% para R$ 307,5 milhões, com o aumento de volume de pares (+14,8%) mais do que compensando a redução de R$ 1,9 de receita por par, refletindo variações cambiais. 

Enquanto a Europa mostrou crescimento (+15% na receita) pelo sexto trimestre consecutivo, mostrando assertividade da estratégia e reconhecimento da marca pelos lojistas/clientes, nos Estados Unidos o aumento de 22% reflete a continuidade da estocagem de sandálias após o início das operações com o novo parceiro. O único segmento que mostrou recuo foi o de Mercados Distribuidores (queda de 17,4% na receita), afetado pela interrupção de pedidos em alguns países afetados pelo conflito no Oriente Médio.

Apesar do forte crescimento da receita internacional, o lucro bruto cresceu menos (5,2%), com margem bruta recuando 3p.p. no período. Isso é explicado principalmente pelo avanço da nova estratégia nos EUA, que tem menores margens por conta da intermediação do distribuidor, mas que também deve resultar em maiores volumes e menores despesas, à medida que a operação ganha relevância.

Mesmo assim, o ebitda da Havaianas Internacional cresceu 88,6%, para R$ 62,2 milhões, evidenciando que a companhia está caminhando na direção correta. 

Por fim, a Rothy’s voltou a mostrar dificuldades no 1T26, com ebitda negativo de US$ 2,2 milhões (ante +US$ 0,8 milhão no 1T25), afetado pelas tarifas impostas pelos EUA sobre a China e fechamento temporário de algumas lojas por conta de condições climáticas severas.

Consolidado ALPA4 no 1T26

Na visão consolidada, a companhia apresentou um ebitda de R$ 299,5 milhões, alta anual de 45,4%, com ganho de 5,5p.p. de margem. D mesma forma, o lucro líquido saltou 44,8%, para R$ 162 milhões, fletindo a forte melhora operacional. 

A alavancagem terminou o 1T26 em 0,5x dívida líquida/ebitda, mesmo após a distribuição de cerca de R$ 1 bilhão nos últimos trimestres na forma de JCP e redução de capital, o que evidencia a capacidade de geração de caixa da companhia.

Com bom potencial de crescimento tanto no Brasil como no mercado internacional, a ALPA4 segue na carteira.

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Track&Field (TFCO4) ‘não falta no treino’ e entrega crescimento consistente no 1T26; confira

A Track&Field (TFCO4) divulgou um resultado sólido referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), ainda que as margens tenham retraído pelo mix de vendas de canais.

A abertura de lojas (+39) e boa aceitação da nova coleção ajudaram o sell out atingir R$ 442,9 milhões, crescimento de +16,4% frente ao 1T25. Além disso, a estratégia de reforma das lojas continua se provando acertada e impulsionando as receitas: no período as unidades revitalizadas mostraram uma alta de +26,4% das receitas, acima do Same Store Sale (SSS) consolidado de +12,1%.

Assim, a receita líquida marcou R$ 251,2 milhões, crescimento de +18% na comparação anual, com o avanço de venda de mercadorias (+29,7%) e rede própria (+16,8%).

Com o aumento das vendas, o lucro bruto atingiu R$ 150,2 milhões (+15,7%), mas a maior representatividade de venda para franquias, que possui menor margem, acabou pressionando a margem bruta, que caiu –1,2 p.p., para 59,8%. Vale ressaltar que essa venda tende a se traduzir em royalties nos próximos trimestres, o que deve aliviar essa pressão.

Com despesas em linha na comparação anual, o ebitda ajustado somou R$ 61,6 milhões (+12,6%) e margem de 24,5%, com os mesmos efeitos de retração da margem bruta.

Já o resultado financeiro apresentou uma piora de 35,8%, com o aumento das despesas de arrendamento mercantil e redução das receitas financeiras.

O aumento do top-line com os efeitos mencionados de custos e financeiro, resultou em um lucro líquido de R$ 41,5 milhões com margem de 16,5% (+6,3% e –1,8 p.p. respectivamente vs 1T25).

Por fim, a companhia apresentou uma geração de caixa de R$ 28,4 milhões vs R$ 27 milhões no 1T25, aumento explicado pela ausência do programa de recompra no período, que compensou o aumento de impostos pagos e aumento de capital de giro.

TFCO4: recomendação de compra

Apesar dos desafios macro, a Track&Field segue mostrando crescimento consistente, o que reforça seu posicionamento de marca.

Ainda que o trimestre tenha mostrado pressão de margem, entendemos que esses são efeitos pontuais. Por 10x ev/ebitda e caixa livre, TFCO4 está presente na carteira SmallCaps.

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Petrobras (PETR4) divulga resultados e dividendos abaixo das expectativas no 1T26; veja os motivos

A Petrobras (PETR4) divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) abaixo das expectativas do mercado, impactados pelo atraso na precificação do petróleo exportado (mais sobre isso abaixo), efeito que deve ser normalizado já no próximo trimestre.

No segmento de Exploração & Produção (E&P), o ebitda atingiu US$ 10,3 bilhões, alta de 8,9% frente ao 4T25, ajudado tanto pelo aumento da produção como também pelas cotações mais elevadas do petróleo – brent médio de US$ 80,6/barril no 1T26 ante US$ 63,9 no trimestre anterior, parcialmente compensados por um custo de extração (lifting cost) ligeiramente maior.

Apesar da melhora trimestral, o brent médio e consequentemente o ebitda ficaram abaixo das expectativas do mercado. Segundo a companhia, costuma haver um atraso entre os preços de referência e o preço negociado com clientes, de modo que a alta do brent costuma se traduzir em preços maiores de venda apenas semanas mais tarde, dependendo de cada negociação.

Ou seja, a alta do petróleo por conta do conflito que se iniciou no fim do 1T26 pouco influenciou os resultados deste trimestre, e terá efeitos bem mais claros no 2T26.

O segmento de Refino apresentou forte crescimento de 108% do ebitda frente ao 4T25, que chegou a US$ 3,8 bilhões, com margem de 17% (+9 p.p. vs 4T25). Esse número foi impactado positivamente por US$ 1,3 bilhão em função do efeito de valorização dos estoques, por conta da alta dos preços do petróleo e derivados no período. Mesmo sem esse efeito, o ebitda ainda teria mostrado expansão (+12%), refletindo maior produtividade do parque de refino.

Por fim, o ebitda do segmento de Gás e Energia recuou 21,4%, para US$ 334 milhões, com o reconhecimento de receitas contratuais no 4T25 afetando a base de comparação.

Ebitda da Petrobras cresceu 27% no 1T26

No consolidado, o ebitda cresceu 27% t/t, para US$ 11,9 bilhões, ajudado pelos maiores preços de brent em E&P, efeito positivo de valorização de estoques no segmento de Refino e menores impairments na comparação com o 4T25. No entanto, o número ficou abaixo das estimativas, especialmente pelo atraso na precificação mencionado acima.

Impactado por esses efeitos e por um maior consumo de capital de giro, o fluxo de caixa livre atingiu US$ 3,9 bilhões, abaixo das expectativas, mas crescendo 7,5%, ajudado por um menor capex no período (US$ 5,1 bi no 1T26 vs US$ 6,3 bi no 4T25).

Dividendos da Petrobras também vieram abaixo das expectativas

Essa geração de caixa permitiu à companhia anunciar o pagamento de R$ 9 bilhões em dividendos (yield de 1,3%), abaixo das expectativas por conta dos impactos mencionados.

Excluindo eventos não recorrentes, o lucro líquido recuou 4,5% vs 4T25 para US$ 4,5 bilhões, mas esse número deve melhorar nos próximos trimestres à medida que a companhia captura integralmente a alta do petróleo.

A Petrobras fechou o trimestre com endividamento líquido de US$ 62 bilhões, e uma relação dívida/líquida de 1,4x, que deve se comprimir com a melhora de resultados esperada.

PETR4: recomendação de compra

Apesar de um trimestre com números abaixo do esperado, vemos a Petrobras bem-posicionada para se aproveitar de preços de petróleo estruturalmente mais elevados.

Por menos de 3x valor da firma/ebitda e um dividend yield próximo a 10% esperado para 2026, Petrobras segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

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Direcional (DIRR3): resultados do 1T26 reforçam consistência operacional da companhia; veja análise

A Direcional (DIRR3) iniciou 2026 mantendo a forte dinâmica operacional observada nos últimos trimestres, combinando crescimento de vendas e margens elevadas.

Conforme antecipado na prévia operacional, os lançamentos totalizaram R$ 1,0 bilhão em valor geral de vendas (VGV) no 1T26 (R$ 0,86 bi no % companhia), crescimento de 12% em relação ao 1T25. Do total lançado, aproximadamente 70% estiveram concentrados na marca Direcional e 30% na Riva.

A velocidade de vendas (VSO) permaneceu elevada, na casa de 24%, avanço de 250 bps em relação ao 4T25 e o maior nível histórico para um primeiro trimestre. A administração destacou que a melhora foi observada em ambas as marcas, reforçando o equilíbrio operacional da companhia.

Na parte financeira, a receita líquida alcançou R$ 1,16 bilhão no trimestre, crescimento de 30% frente ao 1T25. Considerando também as SPEs não consolidadas, a receita líquida total atingiu R$ 1,44 bilhão, avanço de 25% na comparação anual.

Rentabilidade da Direcional é destaque no 1T26

A rentabilidade voltou a ser um dos principais destaques do trimestre. A margem bruta ajustada atingiu novo recorde histórico de 42,9%, expansão de 130 bps em relação ao 1T25 e de 10 bps frente ao trimestre anterior.

Segundo a companhia, o desempenho reflete disciplina comercial, controle de custos e política conservadora de precificação, mesmo diante das recentes pressões inflacionárias. Conforme esperado, a margem REF encerrou o trimestre na casa de 44,4%, com leve retração em relação aos períodos anteriores.

O Ebitda totalizou R$ 315 milhões no trimestre, crescimento de 47% na comparação anual, com margem Ebitda de 27,1%. Ajustando efeitos não recorrentes e juros capitalizados, o Ebitda ajustado atingiu R$ 328 milhões, avanço de 40% frente ao 1T25.

Na última linha, o lucro líquido operacional somou R$ 200 milhões, crescimento de 27% na comparação anual, enquanto o ROE anualizado alcançou 38%, reforçando o elevado nível de rentabilidade da companhia.

Em relação à estrutura de capital, a Direcional encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 613 milhões, equivalente a 24% do patrimônio líquido, patamar considerado administrável diante do atual ritmo de crescimento operacional — espera-se uma redução gradual dessa linha ao longo do ano.

A companhia registrou geração de caixa operacional de R$ 35 milhões no período, embora o fluxo contábil tenha sido impactado por amortizações relacionadas à cessão de recebíveis.

DIRR3: recomendação de compra

De forma geral, os resultados do 1T26 reforçam a consistência operacional da Direcional, sustentada pela forte demanda no segmento econômico, elevada eficiência operacional e disciplina na gestão de custos e preços.

Negociando a aproximadamente 7 vezes os lucros projetados para 2026, a companhia segue entre as preferências da Empiricus, com janela de entrada favorável na precificação atual.

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1T26: Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3), Raízen (RAIZ4) e mais 50 empresas da B3 divulgam resultados trimestrais nesta semana

O calendário semanal do 1T26 está com nomes de peso da Bolsa brasileira. Ao todo, 53 empresas irão divulgar seus resultados trimestrais entre os dias 11 e 15 de maio. Entre elas, estão Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Raízen (RAIZ4).

Investidores que gostam de acompanhar de perto suas companhias preferidas podem conferir as datas no gráfico abaixo.

Agenda de resultados do 1T26: Semana de 11 a 15 de maio

A seguir estão todas as empresas que estão previstas para divulgar seus resultados trimestrais do 1T26 nesta semana:

Empresa Ticker Data Teleconferência 
Vivo VIVT3 11/05/26 11/05/26, às 10h 
Energisa ENGI11 11/05/26 12/05/26 
Petrobras PETR4 11/05/26 12/05/26 
Direcional DIRR3 11/05/26 12/05/26 
Itaúsa ITSA4 11/05/26 Não informado 
Natura NATU3 11/05/26 12/05/26 
Grupo SBF SBFG3 11/05/26 12/05/2026, às 11h 
MRV MRVE3 11/05/26 12/05/26 
Track&Field TFCO4 11/05/26 12/05/26 
Braskem BRKM5 12/05/26 13/05/26 
BTG Pactual BPAC11 12/05/26 12/05/26 
Cury CURY3 12/05/26 13/05/26 
Enjoei ENJU3 12/05/26 13/05/26 
JBS JBSS3 12/05/26 13/05/26 
Bemobi BMOB3 12/05/26 13/05/26 
Dasa DASA3 12/05/26 13/05/26 
Caixa Seguridade CXSE3 13/05/26 14/04/26 
SLC Agrícola SLCE3 13/05/26 14/05/26 
Boa Safra SOJA3 13/05/26 14/05/2026, às 14h 
Movida MOVI3 13/05/26 14/05/26 
CVC Brasil CVCB3 13/05/26 14/05/26 
Vamos VAMO3 13/05/26 14/05/26 
Melnick MELK3 13/05/26 14/05/26 
Banco do Brasil BBAS3 13/05/26 14/05/26 
Equatorial EQTL3 13/05/26 14/05/26 
Rede D’or RDOR3 13/05/26 14/05/26 
Oi OIBR3 13/05/26 14/05/26 
Multilaser MLAS3 13/05/26 14/04/26 
Americanas AMER3 13/05/26 14/05/26 
Grupo Casas Bahia BHIA3 13/05/26 14/05/26 
Positivo POSI3 13/05/26 14/05/26 
Cruzeiro do Sul Educacional CSED3 13/05/26  
Ser Educacional SEER3 13/05/26 14/05/26 
Raízen – 4T25/26 RAIZ4 13/05/26 14/05/26 
Sanepar SAPR11 14/05/26 15/05/2026, às 9h 
Tupy TUPY3 14/05/26 15/05/26 
Grupo Toky  TOKY3 14/05/26 15/05/26 
Automob AMOB3 14/05/26 15/05/26 
Bradespar BRAP4 14/05/26 Não informado 
CPFL Energia CPFE3 14/05/26 15/05/26 
Cyrela CYRE3 14/05/26 15/05/26 
Grupo Mateus GMAT3 14/05/26 15/05/26 
Agrogalaxy AGXY3 14/05/26 15/05/26 
3Tentos TTEN3 14/05/26 15/05/26 
Unipar UNIP3 14/05/26 15/05/2026 – 14h 
MBRF MBRF3 14/05/26 15/05/26 
Nubank ROXO34 14/05/26 14/05/26 
Cosan CSAN3 14/05/26 15/05/26 
Banrisul  BRSR6 14/05/26 Não informado 
Azul AZUL4 14/05/26 Não informado  
Copasa CSMG3 15/05/26 22/04/26  
Simpar SIMH3 15/05/26 18/05/26 

Quais ações investir em plena temporada de balanços do 1T26?

Agora que você está atualizado nas datas que as empresas brasileiras divulgam os resultados do 1T26, pode permanecer com a carteira de investimentos alinhada à sua estratégia.

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Localiza (RENT3) começa o ano com o pé no acelerador e lucro supera a marca de R$ 1,2 bilhão; confira análise do resultado do 1T26

A Localiza (RENT3) reportou mais um trimestre sólido, com avanço de rentabilidade em praticamente todas as linhas de negócio. A receita líquida consolidada atingiu R$ 12,3 bilhões (+21,2% a/a), enquanto o lucro líquido somou R$ 1,22 bilhão (+45% a/a), superando pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em um primeiro trimestre, mesmo desconsiderando efeitos não recorrentes.

O resultado veio sustentado principalmente por ganhos operacionais em RAC e GTF, com melhora de utilização da frota, avanço de tarifas, maior produtividade e diluição de custos, além de um trimestre forte em Seminovos. Mesmo em um ambiente ainda pressionado por juros elevados, a companhia segue entregando expansão de ROIC spread e forte geração de caixa, reforçando a qualidade da execução operacional.

Aluguel de Carros (RAC)

Na divisão de aluguel de carros, a receita líquida atingiu R$ 2,79 bilhões (+8,5% a/a), impulsionada pela combinação de maior diária média e aumento de utilização da frota. O número de diárias cresceu 1,0% a/a, enquanto a diária média avançou 7,0%, para R$ 157,4. Já a taxa de utilização atingiu 82,1%, alta de 12,1 p.p. frente ao 1T25, refletindo disciplina de oferta, foco em produtividade e melhor alocação de frota.

Mesmo com o crescimento da receita, os custos e despesas da divisão avançaram apenas 1,9% a/a, beneficiados pela maior produtividade da frota, melhora nos custos de manutenção e preparação por carro, além do maior volume de créditos tributários de PIS/Cofins. Assim, o ebitda da operação somou R$ 1,88 bilhão (+12,1% a/a), com margem de 67,4% (+2,2 p.p. a/a), reforçando a capacidade da companhia de expandir rentabilidade mesmo em um cenário competitivo.

Além disso, a margem EBIT de RAC atingiu 47,3% (+4,9 p.p. a/a), refletindo também a evolução gradual da depreciação dos veículos, que segue em patamares saudáveis apesar do aumento sequencial observado nos últimos trimestres. A depreciação anualizada por carro ficou em R$ 7.986 no trimestre.

Gestão de Frotas (GTF)

Em Gestão de Frotas, a receita líquida cresceu 3,8% a/a, atingindo R$ 2,32 bilhões, mesmo com queda de 1,5% no número de diárias. Assim como nos últimos trimestres, esse movimento segue refletindo a estratégia da companhia de reduzir exposição a contratos de uso severo, que possuem menor retorno ajustado ao risco e pressionam a depreciação da frota. Ao final do trimestre, esses contratos representavam apenas 15,5 mil veículos, e a expectativa da companhia é encerrar 2026 abaixo de 10 mil carros nesse perfil.

O crescimento da receita decorreu principalmente da reprecificação de contratos antigos em um ambiente de juros mais elevados, além do redirecionamento de capital para segmentos mais rentáveis, como gestão de frotas corporativas e assinatura, que cresceram cerca de 14% a/a. A diária média avançou 6,9%, para R$ 107,5, enquanto a taxa de utilização atingiu 96,8%.

Os ganhos operacionais foram ainda mais fortes na rentabilidade. Excluindo o efeito não recorrente de desinvestimento de subsidiárias, a margem ebitda de GTF atingiu 75,9% (+5,9 p.p. a/a), impulsionada pela melhora de mix, redução de provisões para devedores duvidosos, maior eficiência operacional e melhor utilização da frota. Considerando os efeitos extraordinários, a margem atingiu 88,0%.

Seminovos

A divisão de Seminovos também foi destaque e atingiu receita recorde de R$ 7,1 bilhões (+34,5% a/a), com venda histórica de 95,4 mil veículos (+27,7% a/a). O desempenho reflete a aceleração do ciclo de renovação da frota, expansão da rede de lojas e amadurecimento de iniciativas voltadas à produtividade comercial.

Além do forte volume, a companhia também conseguiu melhorar rentabilidade na divisão. A margem bruta atingiu 7,9% (+1,0 p.p. a/a), beneficiada pelo maior preço médio de venda e pela melhora do mix de veículos vendidos, com rejuvenescimento da frota (o que faz parte das mudanças que a gestão vem implementando com sucesso). Como consequência, o ebitda da divisão mais do que dobrou, atingindo R$ 217 milhões (+105% a/a), com margem de 3,1% (+1,1 p.p. a/a).

Esse ponto é especialmente importante para a tese, pois reforça que a companhia segue conseguindo monetizar sua frota acima das estimativas implícitas de depreciação, reduzindo riscos de revisões negativas futuras.

Consolidado do balanço do 1T26 da Localiza

No consolidado, o ebitda atingiu R$ 4,1 bilhões (+23,7% a/a), acima do crescimento da receita, refletindo expansão de margem em todas as divisões operacionais. Já o EBIT somou R$ 2,73 bilhões (+32,4% a/a), beneficiado tanto pela melhora operacional quanto pela maior eficiência da frota e evolução das margens de aluguel.

O lucro líquido alcançou R$ 1,22 bilhão (+45% a/a). Excluindo efeitos não recorrentes relacionados ao desinvestimento de subsidiárias, o lucro recorrente teria sido de R$ 1,05 bilhão, ainda assim recorde histórico para um primeiro trimestre. A expansão decorreu principalmente do crescimento operacional, parcialmente compensado pelo aumento das despesas financeiras, em função do maior CDI médio e do saldo de dívida no período.

Outro destaque foi a geração de caixa antes de juros e outros, que atingiu R$ 2,18 bilhões, frente a consumo de caixa no 1T25. O resultado reflete a forte geração operacional da companhia e maior eficiência na renovação de frota. Além disso, a dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 30,2 bilhões, queda de 2,8% em relação ao final de 2025.

Em suma, o trimestre reforça a qualidade operacional da Localiza. A companhia segue entregando expansão de rentabilidade, maior produtividade da frota, disciplina de capital e evolução consistente do ROIC spread mesmo em um ambiente ainda desafiador para empresas intensivas em capital. Com eventual normalização dos juros ao longo dos próximos trimestres, o cenário tende a se tornar ainda mais favorável para a tese. Por 11,7x lucros estimados para 2026, RENT3 segue entre as recomendações da Empiricus.

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Axia (AXIA6): preços elevados de energia e disciplina de gastos sustentam crescimento no 1T26, mas números vêm abaixo da expectativa

A Axia Energia (AXIA6) apresentou um forte crescimento de resultados no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ajudados principalmente pelos preços elevados de energia e disciplina de gastos, no entanto os números vieram abaixo das expectativas do mercado.

A receita de geração cresceu 34% no período, para R$ 7,0 bilhões, com ajuda da alta nos preços de energia, que a companhia pôde capturar por ter parte relevante de seu portfólio descontratado (livre para vender aos preços de mercado).

Por outro lado, a receita de transmissão caiu 11,3%, para R$ 4,4 bilhões, afetada por uma mudança de prática contábil, já que a partir do 1T26, a companhia passou a reconhecer provisões para restituições, que são recolhidos na receita, mas não pertencem à companhia.

No primeiro trimestre esse efeito foi relativamente relevante, de R$ 725 milhões, devido ao reconhecimento atrasado de repasses referentes aos últimos nove meses. A partir do próximo trimestre, esse valor será bem menor pois refletirá apenas os repasses referentes ao próprio trimestre (o valor referente ao 1T26 foi de R$ 296 milhões).

Receita líquida e ebitda consolidados sobem 19,7% e 60%, respectivamente

Ainda assim, a receita líquida consolidada subiu 19,7%, para R$ 11,6 bilhões, reflexo da contribuição positiva do segmento de geração.

Na comparação com o 1T25 a companhia gastou menos com compra de energia para revenda (-36,1%) e seguiu mostrando ótima eficiência na linha de gastos gerenciáveis, que recuou 3,1%.

Com isso, o ebitda consolidado atingiu R$ 8,6 bilhões, forte alta de 60% frente ao 1T25, mas abaixo das expectativas do mercado, por conta de preços de energia vendida um pouco abaixo do esperado no segmento de geração e dos impactos contábeis mencionados transmissão.

Por fim, ajudado principalmente pela melhora do resultado operacional, o lucro líquido ajustado saltou de R$ 409 milhões no 1T25 para R$ 3,2 bilhões no 1T26.

Com relação aos empréstimos compulsórios, a companhia mostrou avanço tímido de R$ 19 milhões frente ao 4T25 – em 12 meses, a redução foi de R$ 2,2 bilhões. Ajudada pelo forte avanço do resultado operacional, a relação dívida líquida/ebitda recuou de 2x no 4T25 para 1,8x no 1T26.

Sucessão no comando e recomendação para as ações da Axia

A companhia também aproveitou para anunciar o início do processo de sucessão no comando: o atual CEO, Ivan Monteiro, ficará no cargo até abril de 2027, e será substituído por Élio Wolff, atual Vice-presidente de Estratégia e de Desenvolvimento de Negócios, e que possui longa carreira no setor.

Em linhas gerais, mesmo com números abaixo das expectativas, a Axia mostrou ótimo crescimento, evidenciando a melhora de eficiência e o ambiente positivo para preços de energia. Axia segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

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Estapar (ALPK3) supera sazonalidade desfavorável e entrega resultado que corrobora a melhora estrutural da companhia

A Estapar (ALPK3) divulgou um sólido resultado do primeiro trimestre de 2026 (1T26), com lucro em um período sazonalmente desfavorável, o que corrobora a melhora estrutural da companhia.

Assim como adiantado na prévia, a receita líquida cresceu +16,3% na comparação anual, para R$ 494,6 milhões, ajudada pela evolução do número de operações, com aumento em todos os segmentos – destaque para Digital (+28,3%) e Alugadas e Administradas (+18,3%).

Mesmo com uma base de comparação afetada por isenções temporárias de aluguel em algumas concessões off-street, a boa expansão da receita permitiu uma alavancagem operacional e o lucro bruto caixa marcou R$ 133,7 milhões (+17,5%) com ganho de 0,3 p.p. de margem, para 27%.

Já as despesas, mostraram um leve aumento de 0,6 p.p. na participação da receita por conta de incentivos de longo prazo. Ainda assim, o ebitda ajustado somou R$ 90,7 milhões com margem de 18,3% (+17,6% e +0,2 p.p. respectivamente vs 1T25) e o ebit mostrou uma evolução ainda melhor de +25,1%, para R$ 42,9 milhões, com alta de +0,6 p.p. de margem, refletindo menores despesas com depreciação.

Apesar dos efeitos negativos da alta da Selic, o resultado financeiro piorou apenas 1% na comparação anual. Com um ótimo trabalho de liability management, o custo médio da dívida saiu de CDI + 2,15% no 1T25 para CDI + 1,27%, com aumento do prazo de pagamento para 2,8 anos e a alavancagem segue em níveis controlados, em 2,3x dívida líquida/ebitda.

Estapar teve lucro líquido de R$ 3,6 millhões no 1T26

Por fim, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 3,6 milhões em um trimestre tipicamente com menos movimento por conta de férias, o que mostra um ponto de inflexão interessante.

Vale mencionar também o Fluxo de Caixa Operacional, que aumentou +21,1% para R$ 53,6 milhões, mesmo com um forte aumento no capital de giro por conta do ganho de participação da Zul+ nos resultados.

A Estapar segue mostrando evoluções operacionais consistentes trimestre após trimestre, garantindo sua posição de destaque na carteira Empiricus SmallCaps.

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Smart Fit (SMFT3) entrega resultados sólidos e melhora de margens; confira os números do 1T26

A Smart Fit (SMFT3) divulgou os resultados do 1T26 com margens superiores às nossas expectativas, beneficiando-se, novamente, da diversificação geográfica e outras fontes de receita. 

A receita de R$2,1 bilhão veio em linha com nossas expectativas. O número decorre principalmente da performance de academias próprias, que teve incremento de 12% no ticket médio, aumento de 20% a/a da rede e crescimento de 8% na base média de alunos por unidade, que por sua vez é explicado pelo amadurecimento das unidades mais jovens.

O principal destaque positivo foi a margem bruta de 51,8% (+1,1 p.p. a/a e +1,9 p.p. t/t), sustentada pelo amadurecimento consistente das unidades abertas nos últimos dois anos, pela manutenção da rentabilidade das academias maduras e pelo forte crescimento de frentes como Studios e TotalPass. Os números chamam a atenção especialmente diante do receio recente do mercado de que o aumento da concorrência pressionasse justamente esses indicadores.

Panorama da Smart Fit hoje

A manutenção da margem bruta próxima de 52% nas academias maduras é importante pois esse é um dos principais pilares da tese. Hoje, a Smart Fit possui 1.132 unidades maduras, equivalentes a 68% da base total, ante 956 no 1T25. Como boa parte das academias abertas recentemente deve amadurecer nos próximos anos, a tendência é de expansão relevante da lucratividade, beneficiada pela forte alavancagem operacional do modelo.

A receita da rede Smart Fit Brasil foi de R$ 683 milhões (+18% a/a). Com pressão nos custos, o lucro bruto foi de R$ 326 milhões (+17 % a/a) e a margem bruta caiu -0,7 p.p., para 47,7%, explicada principalmente pela maior concentração de aberturas de academias em dezembro, ainda longe do período de maturação.

Além das unidades tradicionais, as receitas da Bio Ritmo somadas à rubrica “Outras” (que contempla principalmente Studios, TotalPass e royalties), cresceram 82,5% a/a, totalizando R$ 255 milhões. Juntas, passaram a representar 12% da receita líquida da companhia, e a margem bruta das operações somadas foi de 76%, mostrando que o avanço delas tende a ser acretivo para a rentabilidade consolidada.

Operação SMFT3 no México

No México, a receita cresceu 20% a/a, para R$ 444,8 milhões, impulsionada pelo aumento de 13% no ticket médio e expansão de 6% da base de alunos. O lucro bruto avançou 12% a/a, mas a margem bruta recuou para 43,6% (-3,1 p.p. a/a), pressionada pelo aumento de custos de pessoal e pela maior concentração de academias ainda em fase de maturação.

Outro fator de pressão na operação mexicana vem do TotalPass: nas unidades próprias da Smart Fit, a participação dos check-ins desses alunos é cerca de 40% superior à fatia de receita que eles geram, o que reduz a rentabilidade no curto prazo.

Mesmo com essa pressão, a ampla diversificação geográfica da companhia tem ajudado a compensar esse efeito, tanto é verdade que a rubrica “Outros países” foi novamente a frente que mais contribuiu para o crescimento da receita e margem bruta. A receita desse segmento foi de R$719 milhões (+22% a/a), impulsionada principalmente por 17% de incremento na base de alunos e pelos repasses de preços bem-sucedidos na Colômbia e no Peru. A margem bruta atingiu 54,6% (+0,6p.p. a/a), bem acima de Brasil e México e acima da margem bruta esperada de uma academia madura (52%).

Aliás, a própria companhia destacou o amadurecimento chamativo das academias com operação iniciada em 2024, cujas margens brutas atingiram 56%, indicando o ganho de expertise com custos nas unidades mais recentes.

As despesas gerais, administrativas e de vendas somaram R$ 410,6 milhões, equivalentes a 19,5% da receita (+0,2 p.p. a/a), refletindo maiores investimentos na estruturação de novos negócios, além da consolidação do TotalPass México e da FitMaster. Mesmo com a forte alavancagem operacional, entendemos que essa linha ainda pode seguir pressionada no curto prazo, impactando o ebitda, mas tende a voltar a ser diluída à medida que essas operações amadureçam.

Afinal, vale investir nas ações SMFT3?

O ebitda ajustado atingiu recorde de R$ 672 milhões (+29% a/a), com margem de 32% (+1 p.p. a/a), beneficiado principalmente pela expansão da margem bruta.

O lucro líquido foi de R$ 203,5 milhões (+45% a/a), com margem líquida de 9,7% (+1,3 p.p. a/a), refletindo não apenas o forte crescimento operacional, mas também melhora no resultado financeiro e menor pressão tributária.

Em suma, o crescimento de Studios, TotalPass e das operações em outros países da América Latina segue contribuindo para expansão de receita e rentabilidade. Paralelamente, o amadurecimento das unidades mais jovens deve continuar impulsionando os resultados à medida que a forte expansão dos últimos anos se consolida. Embora o aumento da concorrência e a maior participação do TotalPass tragam desafios pontuais, a alavancagem operacional do modelo segue sendo o principal vetor de crescimento de lucro da companhia.

Os receios recentes do mercado pressionaram a performance das ações nos últimos meses, tornando o valuation mais atrativo em nossa visão. Os resultados do trimestre reforçam que a Smart Fit segue operando de forma robusta e capturando os benefícios da diversificação. Negociando a 12,7x P/L 2026, SMFT3 reforçamos nossa recomendação de compra para os papéis, que segue em diversas séries da Empiricus Research.

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Moura Dubeux (MDNE3): lucro recorde reforça forte momento operacional no 1T26

Nesta quarta-feira (6), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou seus resultados referentes ao 1T26, com números acima das expectativas do mercado e continuidade do forte ciclo operacional observado nos últimos trimestres.

No campo operacional, a companhia lançou oito projetos no trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão em VGV líquido (%MD), mais que triplicando o volume registrado no 1T25.

O trimestre também marcou a entrada da Ún1ca em duas SPEs ligadas à joint venture com a Direcional (DIRR3), ampliando a atuação da companhia no segmento econômico.

Dados trimestrais relevantes de MDNE3

As vendas e adesões líquidas somaram R$ 1,03 bilhão, crescimento de 87,7% na comparação anual e de 48,1% frente ao 4T25. O desempenho comercial permaneceu sólido, sustentado principalmente pelas adesões de condomínio, enquanto os distratos seguiram em níveis reduzidos, equivalentes a apenas 4,1% das vendas brutas. A VSO líquida ficou em 21,5% no trimestre e 52,4% na janela de 12 meses, indicando manutenção de uma boa velocidade de absorção, mesmo diante do maior volume de lançamentos.

Na demonstração de resultados, a receita líquida da Moura Dubeux atingiu R$ 628 milhões, crescimento de 43% frente ao 1T25. O avanço foi impulsionado pela maior contribuição do modelo de condomínio, especialmente pelo reconhecimento de receitas relacionadas à comercialização de terrenos em alguns projetos do período.

Esse fator também foi responsável por um nível de rentabilidade acima da média: a margem bruta ajustada alcançou 41,9%, avanço de 6,3 p.p. na comparação anual e de 8,2 p.p. frente ao trimestre anterior.

Com isso, o EBITDA ajustado atingiu R$ 168 milhões, crescimento de 89% em relação ao 1T25, com margem EBITDA ajustada de 26,8%.

Diante de um resultado financeiro discreto, o lucro líquido somou R$ 156 milhões, avanço de 121% na comparação anual, atingindo o maior patamar trimestral da história da companhia. O ROAE ficou em 27,2%, reforçando o elevado nível de rentabilidade do negócio.

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Estrutura de capital no 1T26: ainda vale a pena investir?

Em relação à estrutura de capital, a Moura Dubeux encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 84 milhões, equivalente a apenas 4% do patrimônio líquido, mantendo uma posição financeira bastante confortável, mesmo diante da aceleração operacional e da consequente queima de caixa.

De forma geral, os resultados do 1T26 reforçam o bom momento da Moura Dubeux, sustentada pelo modelo de condomínio, elevada eficiência operacional e boa dinâmica comercial no Nordeste. Negociando a um múltiplo Preço/Lucro de 5 vezes para 2026, as ações de MDNE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Prio (PRIO3): petróleo e produção em alta beneficiam resultado do 1T26 acima do esperado; veja análise

A Prio (PRIO3) divulgou um forte resultado no 1T26, beneficiado tanto pela alta do petróleo como pelo aumento de produção que já vinha sendo antecipado pela companhia nas prévias. As ações, entretanto, caíam do Ibovespa na terça-feira (5), em linha com o recuo de mais de 3% do petróleo Brent para julho.

A receita líquida foi de US$ 1,12 bilhão, 60% acima do mesmo período do ano anterior e superior às projeções de mercado. O preço FOB do barril, valor efetivamente recebido após descontos e frete, foi de US$ 75,34, implicando desconto de US$ 8,15 em relação ao Brent médio. Esse número aumentou frente ao 4T25, refletindo a maior participação de Peregrino, que respondeu por quase 50% das receitas e possui óleo mais viscoso, com maior desconto.

Ainda assim, mesmo considerando a tributação temporária de 12% sobre exportações e a volatilidade do barril no trimestre, o preço FOB superou as expectativas, favorecendo as margens.

Melhoria operacional nos campos da Prio nos holofotes do 1T26

Assim como nos últimos trimestres, o destaque positivo foi a melhoria operacional dos campos, sendo que Albacora Leste, que vinha sendo o calcanhar de Aquiles da companhia, atingiu o maior índice de eficiência da série histórica, com 95,4% (v.s. 88,7% no 4T25 e 69,6% no 1T25). Os demais campos mantiveram estabilidade acima de 98%, evidenciando a efetividade dos esforços da companhia nesse objetivo.

O custo de extração (lifting cost) foi de US$9,4/barril (-25% t/t), sendo o menor desde 2024. Parte disso se dá pela forte redução de custos em Peregrino, que vem sendo implementada desde que a Prio passou a ser operadora do campo, e pela introdução de Wahoo, que além de diluir os custos, se beneficia de suas sinergias com Frade

Os custos e despesas gerais e administrativas somados cresceram 10,6% a/a, resultado do aumento produtivo da empresa. Com isso, o ebitda atingiu US$822 milhões, acima das estimativas do mercado.

A soma de depreciação e amortização foi de US$366 milhões (+43% a/a), refletindo a incorporação do campo de Peregrino e a operação de Wahoo. Despesas com hedge através de derivativos, além de uma dívida mais alta na comparação anual, trouxeram um resultado financeiro negativo em U$128 milhões.

Mesmo assim, o lucro líquido somou US$ 460 milhões, alta anual de 33%, refletindo o crescimento do ebitda e uma menor alíquota de imposto em função do ajuste da base tributável por conta da valorização do real no período.

Pontos baixos do 1T26 da PRIO3

O destaque negativo foi a geração de caixa, pressionada pelo aumento de recebíveis que elevou o capital de giro para US$ 461 milhões.

Além disso, o capex de US$ 308 milhões (em linha com o guidance) impactou o fluxo de caixa livre. Considerando ainda US$ 58 milhões em recompras de ações e US$ 88 milhões no resultado financeiro, houve consumo de caixa de US$ 37 milhões. Vale mencionar que esse número fraco já era esperado para o período, e a expectativa é de melhora significativa já no 2T26, com redução do capital de giro esperado e diminuição significativa dos recebíveis.

Sem novas emissões de dívida, o leve consumo de caixa e o avanço do ebitda reduziram a alavancagem de 2,3x no 4T25 para 2,0x no trimestre.

No geral, a companhia entregou resultados fortes, com receita e lucro recordes, além de avanços operacionais, com maior eficiência e menor lifting cost.

Os impactos das entradas dos campos de Peregrino e Wahoo ainda devem trazer um crescimento da produção e redução custo de extração. Por um yield de fluxo de caixa para o acionista de cerca de 50% no triênio 2026-2028, PRIO3 segue entre as recomendações da Empiricus.

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Itaú (ITUB4) tem 1T26 sólido, com inadimplência controlada e ROE de 24,8%; veja como foi o trimestre

Como de costume, o Itaú (ITUB4) apresentou resultados trimestrais sólidos referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), com crescimento saudável das operações de crédito, bons níveis de eficiência e manutenção de indicadores de inadimplência em patamares saudáveis.

A carteira de crédito total, excluindo variação cambial, cresceu 9% frente ao 1T25, para R$ 1,48 trilhão, com o aumento tímido de 4,2% na América Latina sendo mais do que compensado pela expansão no Brasil (+7,8%), com contribuições positivas nas três frentes: Pessoas Físicas (+6,8%, com destaque para a alta de 11,2% em crédito imobiliário), PMEs (+10,9%) e Grandes Empresas (+6,9%).

Isso permitiu a Margem Financeira com Clientes crescer 4,5%, para R$ 31,5 bilhões, com o aumento da carteira de crédito mais do que compensando uma pequena pressão de -0,1 p.p. nos spreads – vale mencionar que a antecipação de dividendos no fim de 2025 por conta da mudança de tributação impactou marginalmente essa linha. A Margem Financeira com o Mercado (mesa de trading) chegou a R$ 820 milhões, recuo anual de 11,2%, impactado por aumento em custos de hedge.

O Custo do Crédito cresceu 4,5%, ligeiramente acima das receitas com juros, impactada pelo aumento nas despesas com provisão.

Itaú mantém inadimplência em patamares saudáveis

Apesar disso, vale destacar o bom comportamento das linhas de inadimplência. O índice de inadimplência de 15 a 90 dias aumentou de 1,6% no 4T25 para 1,7% no 1T26, o que está em linha com o comportamento sazonal (esse número saiu de 1,6% no 4T24 para 1,8% no 1T25).

No Brasil, o único segmento que apresentou um indicador pior que um ano antes foi PMEs (+0,2p.p.). O índice de atrasos acima de 90 dias aumentou 0,1 p.p., no mesmo patamar do 1T25, também puxado por PMEs.

O segmento de Serviços e Seguros apresentou um desempenho misto. Enquanto a operação de Seguros mostrou forte crescimento anual de 17%, a linha de Serviços cresceu apenas 2,4%, impactada principalmente por menores receitas com tarifas de conta corrente e pagamentos, parcialmente compensadas por maiores taxas de administração de recursos.

Por outro lado, o banco atingiu o melhor índice de eficiência de sua história no Brasil (34,9%), com o crescimento de despesas com pessoal e tecnologia parcialmente compensados por despesas transacionais.

Lucro líquido em linha com o esperado e ROE de 24,8%

Como resultado, o lucro operacional atingiu R$ 17,5 bilhões, alta de 4,8%, mas um pouco abaixo das estimativas, por conta do efeito negativo da antecipação de dividendos nas operações de crédito.

Por outro lado, o lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões (+10,4% vs 1T25) ficou em linha com o consenso, ajudado por uma menor alíquota de imposto no período.

O ROE consolidado atingiu 24,8%, enquanto a operação brasileira chegou a 26,4% – ótima expansão anual de 2,3 p.p. e 2,7 p.p. respectivamente.

ITUB4: recomendação de compra

Mesmo em um ambiente macro mais desafiador, o Itaú continua mostrando que segue bem-posicionado para continuar entregando resultados resilientes, ainda que com alguma desaceleração, o que justifica o prêmio de valuation sobre os principais incumbentes.

Itaú segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

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Prévia da Eneva (ENEV3) no 1T26 reflete forte aumento na geração de energia com contexto mais favorável para despachos; confira análise

A Eneva (ENEV3) divulgou a prévia operacional do 1T26, com forte aumento na geração de energia frente ao 1T25. O padrão climático mais seco no início do trimestre, a continuidade das restrições operacionais de usinas renováveis por conta dos curtailments e a necessidade de suprimento de energia com queda da geração solar no fim do dia continuam contribuindo para despachos acima do que vimos nos anos anteriores.

Nesse contexto, o despacho médio das usinas da Eneva atingiu 33% no 1T26, ante 8% no ano anterior. A geração bruta chegou a 3,6 GWh, aumento anual de 327%, com grande destaque para as usinas que usam gás próprio como combustível (Complexo Parnaíba e Jaguatirica II).

Fonte: Companhia.

Vale notar que os reservatórios voltaram a se recuperar a partir de fevereiro, por outro lado, o novo modelo (Newave) adotado para gestão do Sistema Interligado Nacional (SIN) tem maior aversão ao risco de escassez hídrica, o que favorece níveis maiores de preços e despachos.

Eneva também enfrenta restrições, porém menos significativas

Se de um lado as termelétricas da companhia são ajudadas pelos curtailments, por outro o complexo solar Futura 1 segue com restrições e entregando energia abaixo de sua capacidade. No entanto, esse ativo é pouco representativo no consolidado.

A companhia também aproveitou para atualizar as suas reservas, que terminaram o trimestre em 47 bilhões de metros cúbicos, 0,5 bcm a menos que no fim de 2025, em função dos maiores níveis de despachos.

No geral, apesar de já esperado pelo mercado, Eneva apresentou números sólidos de geração. Dentro de um contexto setorial favorável e com vários novos projetos entrando em operação nos próximos anos, ENEV3 segue com recomendação de compra.

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Vale (VALE3): prévia operacional reforça trajetória ascendente e deixa perspectivas positivas para os resultados do 1T26

A Vale (VALE3) reportou sua prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em linha com as expectativas do mercado, mostrando avanço de volumes e vendas tanto em minério de ferro como em metais básicos.

Em minério de ferro, a produção atingiu 69,7 milhões de toneladas (+3% vs 1T25), a maior para um primeiro trimestre desde 2018. O bom desempenho é resultado do aumento de 3,1 Mt no Sistema Sudeste, por conta do ramp-up de Capanema e forte desempenho de Brucutu, que mais do que compensaram o recuo já esperado no Sistema Norte.

Acompanhando a produção, as vendas cresceram 3,9% no período, para 68,7 milhões de toneladas, com grande destaque para finos. O preço de realização do minério de ferro aumentou 5,5%, para US$ 95,8/t, puxado pela valorização da commodity no período. O prêmio all-in atingiu US$ 6,2/t, ante US$ 4,8/t no 1T25, reflexo da estratégia comercial adotada pela Vale de oferecer um portfólio de produtos mais flexível e de acordo com as necessidades dos clientes.

Joia da coroa, Vale Base Metals continua a mostrar evolução

Na Vale Base Metals, a evolução mostrada nos últimos trimestres continuou no 1T26.

A produção de cobre atingiu 102,3 mil toneladas, alta anual de 12,5%, com contribuições positivas de Salobo e principalmente Sossego (+0,5 kt e +13,5 kt vs 1T25, respectivamente). As vendas atingiram 91,2 mil toneladas, alta de 11,4%, com destaque para o aumento de 48% nos preços de venda.

Já a produção de níquel aumentou 12,3%, para 49,3 mil toneladas, enquanto as vendas cresceram 15,2%. Os preços realizados atingiram US$ 17 mil/t, alta anual de 5%.

Apesar dos números relativamente em linha com as expectativas, o desempenho operacional da Vale apenas reforça a trajetória ascendente que temos observado nos últimos trimestres e deixa perspectivas positivas para os resultados completos, que serão divulgados no dia 28 de abril. VALE3 permanece com recomendação de compra na Empiricus Research.

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Calendário do 1T26: veja quando Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e mais de 150 companhias vão divulgar balanços trimestrais

A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) está chegando. Em meio a um início de ano embalado por movimentos mistos e uma carga elevada de fatores externos impactando o mercado brasileiro, o Ibovespa tem atravessado a turbulência e renovado máximas históricas.

Agora, o que muitos investidores querem saber é o que esperar dos balanços trimestrais do 1T26.

“No geral, esperamos resultados ainda pressionados por juros elevados (em linha com o que foi observado no 4T25), e um ambiente que deve continuar mostrando os diferenciais competitivos de companhias bem posicionadas em cada setor”, comenta o analista de ações da Empiricus Research, Ruy Hungria.

O analista também afirma que os destaques positivos do trimestre estarão nas companhias ligadas à escalada do petróleo, como as produtoras da commodity, bem como distribuidoras de combustíveis que “seguem sendo ajudadas pela melhoria setorial após a operação Carbono Oculto”. Nominalmente, Hungria cita a Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) como highlights.

Além delas, empresas do setor financeiro, de utilities e telecom devem reportar bons números, apesar de pressões específicas, como a inadimplência no agro pesando sobre alguns “bancões”, como Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e principalmente Banco do Brasil (BBAS3).

Na ponta oposta, empresas vinculadas ao próprio segmento do agronegócio devem mostrar números ainda pressionados, assim como o varejo, perpetuando o cenário do 4T25.

“Especialmente em companhias que dependam mais de crédito e estejam expostas a clientes de menor poder aquisitivo. Por outro lado, varejistas farmacêuticas (por conta dos remédios de emagrecimento) devem ser destaques positivos”, explica o analista.

Para não perder o desenrolar da temporada, a seguir você confere o calendário do 1T26 completo:

Agenda de resultados do 1T26: Semana 1 (de 20 a 24/04)

Empresa Ticker Data Horário de divulgação  Teleconferência Relatório de Produção e Venda 
Usiminas USIM5 24/04/26 Não informado Não informado  

Agenda de resultados do 1T26: Semana 2 (de 27/04 a 01/05)

Empresa Ticker Data Horário de divulgação  Teleconferência 
Assaí ASAI3 27/04/26 Após o fechamento  28/04/26, às 11h 
Gerdau GGBR4 27/04/26 Após o fechamento  28/04/26, às 12h 
Gerdau Metalúrgica GOAU4 27/04/26 Após o fechamento  28/04/26, às 12h 
Neoenergia NEOE3 28/04/26 Não informado 29/04/26 
Hypera HYPE3 28/04/26 Após o fechamento  29/04/26, às 11h 
Vale*VALE3 28/04/26 Após o fechamento  29/04/26, às 11h 
WEG WEGE3 29/04/26 Antes da abertura 30/04/26, às 11h 
Motiva  MOTV3 29/04/26 Não informado 30/04/26 
Santander SANB11 29/04/26 Não informado 29/04/26 
Multiplan MULT3 29/04/26 Não informado 30/04/26 
Iochpe Maxion MYPK3 29/04/26 Não informado 30/04/26 
Suzano SUZB3 29/04/26 Após o fechamento 30/04/2026, às 10h 
Irani RANI3 30/04/26 Antes da abertura 30/04/26, às 12h 

*Relatório de produção da Vale é divulgado no dia 16/04/26, após o fechamento do mercado.

Agenda de resultados do 1T26: Semana 3 (de 04 a 08/05)

Empresa Ticker Data Horário de divulgação  Teleconferência 
ISA Energia ISAE4 04/05/26 Após o fechamento  05/05/26, às 14h 
Log Comm. Prop. LOGG3 04/05/26 Após o fechamento  05/05/26, às 10h 
Marcopolo POMO4 04/05/26 Antes da abertura 05/05/26, às 11h 
BB Seguridade BBSE3 04/05/26 Após o fechamento  05/05/26 
Pague Menos PGMN3 04/05/26 Não informado 05/05/26 
Odontoprev ODPV3 04/05/26 Não informado 05/05/26 
Hidrovias do Brasil HBSA3 04/05/26 Não informado 05/05/26 
IRB (Re) IRBR3 04/05/26 Não informado 05/05/26 
Ambev ABEV3 05/05/26 Não informado Não informado 
Vulcabras VULC3 05/05/26 Não informado 05/05/26 
Tim TIMS3 05/05/26 Após o fechamento  06/05/26, às 10h 
GPA PCAR3 05/05/26 Após o fechamento  06/05/26, às 9h 
Iguatemi IGTI11 05/05/26 Não informado 06/05/26 
Itaú ITUB4 05/05/26 Após o fechamento  06/05/26, às 10h 
Prio PRIO3 05/05/26 Não informado 06/05/26 
RD Saúde RADL3 05/05/26 Após o fechamento  06/05/26, às 10h 
C&A Modas CEAB3 05/05/26 Após o fechamento  06/05/26, às 11h 
Tenda TEND3 05/05/26 Não informado 06/05/26 
Copel CPLE6 05/05/26 Não informado 06/05/26 
Pagbank PAGS 05/05/26 Após o fechamento 12/05/26 
Banco BMG BMGB4 05/05/26 Após o fechamento 06/05/26 
Intelbras INTB3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Bradesco BBDC4 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Klabin KLBN11 06/05/26 Antes da abertura 07/05/26, às 11h 
Aura Minerals AURA33 06/05/26 Após o fechamento  07/05/26, às 9h 
Brava Energia  BRAV3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Axia Energia (ex-Eletrobras) AXIA3 06/05/26 Não informado Não informado 
Minerva BEEF3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Totvs TOTS3 06/05/26 Após o fechamento  07/05/26, às 11h 
Vibra VBBR3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
CSU Digital CSUD3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Guararapes GUAR3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Lavvi LAVV3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
CBA CBAV3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Anima ANIM3 06/05/26 Após o fechamento  07/05/26, às 9h 
Cogna  COGN3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Smart Fit SMFT3 06/05/26 Não informado 07/05/2026, às 11h 
Espaçolaser ESPA3 06/05/26 Após o fechamento 07/05/2026, às 10h 
Mater Dei MATD3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Mills MILS3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Frasle Mobility FRAS3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Auren AURE3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
CSN  CSNA3 06/05/26 Após o fechamento  07/05/26 
CSN Mineração CMIN3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Taesa TAEE11 06/05/26 Após o fechamento 5/7/2026 – 11h 
Ultrapar UGPA3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Moura Dubeux MDNE3 06/05/26 Não informado 07/05/26 
Mercado Livre MELI34 07/05/26 Não informado Não informado 
Méliuz CASH3 07/05/26 Após o fechamento  08/05/26 
Engie Brasil EGIE3 07/05/26 Após o fechamento  08/05/26, às 11h 
Petz PETZ3 07/05/26 Após o fechamento  08/05/26, às 12h 
Fleury FLRY3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Lojas Renner LREN3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Magazine Luiza MGLU3 07/05/26 Após o fechamento 08/05/26 
PetroReconcavo RECV3 07/05/26 Após o fechamento 08/05/26 
Vivara VIVA3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
ABC Brasil ABCB4 07/05/26 Não informado Não informado 
BR Partners BRBI11 07/05/26 Não informado 08/05/2026, às 15h 
Alpargatas ALPA4 07/05/26 Após o fechamento 08/05/2026, às 9h 
Alupar ALUP11 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Grendene GRND3 07/05/26 Após o fechamento 08/05/2026, às 10h30 
M. Dias Branco MDIA3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Azzas 2154 AZZA3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Sabesp SBSP3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
B3 B3SA3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
EcoRodovias ECOR3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Porto Seguro PSSA3 07/05/26 Antes da abertura 07/05/2026, às 9h 
Allos ALOS3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Hapvida HAPV3 07/05/26 Não informado 5/8/2026 – 9h 
Randoncorp RAPT4 07/05/26 Não informado 5/8/2026 – 11h 
Cemig CMIG4 07/05/26 Não informado Não informado 
Eztec EZTC3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Localiza RENT3 07/05/26 Após o fechamento 5/8/2026 – 11h 
LWSA LWSA3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Yduqs  YDUQ3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Oncoclínicas ONCO3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
JHSF JHSF3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Rumo  RAIL3 07/05/26 Não informado 08/05/26 
Camil CAML3 07/05/26 Não informado  08/05/26 
Kepler Weber KEPL3 08/05/26 Após o fechamento  11/05/26, às 10h 
Fertilizantes Heringer FHER3 08/05/26 Não informado 11/05/26 
Embraer EMBR3 08/05/26 Não informado Não informado 
Paranapanema PMAM3 08/05/26 Não informado 11/05/26 

Agenda de resultados do 1T26: Semana 4 (de 11 a 15/05)

Empresa Ticker Data Horário de divulgação  Teleconferência 
Vivo VIVT3 11/05/26 Antes da abertura 11/05/26, às 10h 
Energisa ENGI11 11/05/26 Não informado 12/05/26 
Petrobras PETR4 11/05/26 Não informado 12/05/26 
Direcional DIRR3 11/05/26 Não informado 12/05/26 
Itaúsa ITSA4 11/05/26 Não informado Não informado 
Natura NATU3 11/05/26 Não informado 12/05/26 
Grupo SBF SBFG3 11/05/26 Após o fechamento 12/05/2026, às 11h 
MRV MRVE3 11/05/26 Não informado 12/05/26 
Track&Field TFCO4 11/05/26 Não informado 12/05/26 
Braskem BRKM5 12/05/26 Não informado 13/05/26 
BTG Pactual BPAC11 12/05/26 Antes da abertura 12/05/26 
Cury CURY3 12/05/26 Não informado 13/05/26 
Enjoei ENJU3 12/05/26 Não informado 13/05/26 
JBS JBSS3 12/05/26 Não informado 13/05/26 
Bemobi BMOB3 12/05/26 Não informado 13/05/26 
Dasa DASA3 12/05/26 Não informado 13/05/26 
Caixa Seguridade CXSE3 13/05/26 Não informado 14/04/26 
SLC Agrícola SLCE3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Boa Safra SOJA3 13/05/26 Não informado 14/05/2026, às 14h 
Movida MOVI3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
CVC Brasil CVCB3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Vamos VAMO3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Melnick MELK3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Banco do Brasil BBAS3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Equatorial EQTL3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Rede D’or RDOR3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Oi OIBR3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Multilaser MLAS3 13/05/26 Não informado 14/04/26 
Americanas AMER3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Grupo Casas Bahia BHIA3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Positivo POSI3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Cruzeiro do Sul Educacional CSED3 13/05/26 Não informado  
Ser Educacional SEER3 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Raízen – 4T25/26 RAIZ4 13/05/26 Não informado 14/05/26 
Sanepar SAPR11 14/05/26 Após o fechamento 15/05/2026, às 9h 
Tupy TUPY3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
Grupo Toky  TOKY3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
Automob AMOB3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
Bradespar BRAP4 14/05/26 Não informado Não informado 
CPFL Energia CPFE3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
Cyrela CYRE3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
Grupo Mateus GMAT3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
Agrogalaxy AGXY3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
3Tentos TTEN3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
Unipar UNIP3 14/05/26 Não informado 15/05/2026 – 14h 
MBRF MBRF3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
Nubank ROXO34 14/05/26 Não informado 14/05/26 
Cosan CSAN3 14/05/26 Não informado 15/05/26 
Banrisul  BRSR6 14/05/26 Não informado  Não informado 
Azul AZUL4 14/05/26 Não informado  Não informado  
Copasa CSMG3 15/05/26 Não informado 22/04/26  
Simpar SIMH3 15/05/26 Não informado 18/05/26 

Quais ações investir em plena temporada de balanços do 1T26?

Agora que você já sabe quando as empresas brasileiras divulgam os resultados do 1T26, é natural surgir a dúvida: como agir com seus investimentos à medida que esses números começam a sair?

A verdade é que tentar reagir balanço a balanço, ajustando a carteira manualmente, pode ser trabalhoso e, muitas vezes, ineficiente. Por isso, uma alternativa cada vez mais adotada é investir de forma estruturada e automatizada.

Pensando nisso, algumas das ações mais promissoras deste momento foram selecionadas para compor a carteira Empiricus Top Picks. O portfólio é formado por 10 ações brasileiras de alto potencial, escolhidas com base em análise criteriosa de fundamentos e perspectivas para os próximos meses.

Mas o diferencial não está apenas na seleção. Está na forma de investir.

Se você quiser acessar todas as recomendações sem ter que executar ordens manualmente, a carteira está disponível em formato automatizado dentro da plataforma do BTG Pactual.

Na prática, isso significa que você pode investir em todo o portfólio com poucos cliques e, a partir daí, o processo de alocação, rebalanceamento e execução das ordens acontece de forma integrada. Vale ressaltar que essas alterações sempre estarão baseadas nas decisões das mentes por trás da carteira, os analistas da Empiricus Research.

Para começar, clique no botão abaixo, faça seu cadastro gratuito e conheça a plataforma:

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Cyrela (CYRE3): prévia do 1T26 reflete desaceleração em lançamentos e vendas em cenário pressionado; ainda dá para investir?

A Cyrela (CYRE3) divulgou, nesta segunda-feira (13), a prévia operacional referente ao 1T26, com desaceleração no ritmo de lançamentos e vendas, conforme esperado.

No período, os lançamentos totalizaram R$ 2,4 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), sendo R$ 1,75 bilhão na participação da companhia (%CBR ex-permuta). O volume representa uma retração de 50% em relação ao 1T25 e de 46% frente ao trimestre anterior.

Cyrela faz 12 lançamentos no trimestre

Ao todo, foram lançados 12 empreendimentos no trimestre, com participação média de 73%, levemente inferior aos períodos comparativos recentes.

Apesar do volume significativo de projetos de alto padrão, a distribuição demonstra elevada participação nas faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida (MCMV), na ordem de 40% do VGV lançado.

As vendas líquidas contratadas atingiram R$ 2,94 bilhões, leve queda de 3% em relação ao 1T25 e de 12% frente ao 4T25. Considerando apenas a participação da companhia (%CBR ex-permuta), as vendas somaram R$ 2,16 bilhões, com crescimento de 2% na comparação anual.

Em termos de composição, 54% das vendas vieram de unidades em construção, 37% de lançamentos e 9% de estoque pronto.

A métrica de Vendas Sobre Oferta (VSO) foi de 16% no período, majoritariamente sustentada pelos projetos do segmento econômico. O indicador ficou em 45,8% na janela de 12 meses, abaixo do patamar observado no 1T25 (52,6%) e praticamente estável em relação ao 4T25 (45,2%). Já a VSO de lançamentos foi de 45% no trimestre, evidenciando boa absorção dos novos projetos.

Ambiente desafiador para construtoras

Em um contexto de menor volume de lançamentos no trimestre, a retração já era esperada, refletindo uma base comparativa mais elevada e um ambiente mais desafiador no segmento de média e alta renda — inclusive, há um sinal amarelo para o volume de estoque disponível na cidade de São Paulo.

Ainda assim, a Cyrela segue apresentando indicadores operacionais saudáveis, com vendas resilientes e boa velocidade de absorção no segmento econômico. Negociando a um múltiplo P/B de aproximadamente 1 vez para 2026, as ações CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Direcional (DIRR3) reporta prévia do 1T26 ‘sem surpresas’ e com solidez no ritmo de vendas; é hora de investir?

Na noite de ontem (9), a Direcional (DIRR3) divulgou a prévia dos resultados operacionais do 1T26, com números praticamente em linha com o esperado.

Os lançamentos do trimestre totalizaram um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,0 bilhão (R$ 862 milhões na % Direcional), representando crescimento de 12% em relação ao 1T25. O mix seguiu concentrado na marca Direcional (70%), enquanto a Riva respondeu por 30% do volume lançado.

Vendas da Direcional sobem quase 20% na base anual

As vendas líquidas atingiram R$ 1,6 bilhão (R$ 1,4 bilhão na % Companhia), avanço de 19% na comparação anual e de 4% frente ao 4T25, marcando o maior patamar já registrado para um primeiro trimestre. No acumulado de 12 meses, as vendas somam R$ 6,4 bilhões, crescimento de 7% na base anual.

A velocidade de vendas (VSO) foi novamente um destaque, atingindo 24% no trimestre, avanço de 250 bps em relação ao 4T25 e o maior nível já observado para um 1T. O desempenho foi equilibrado entre as duas marcas, com VSO de 24% na Direcional e de 23% na Riva.

O nível de estoque permanece controlado, com VGV total de R$ 5,2 bilhões (R$ 4,3 bilhões na % Direcional), sendo apenas 3% composto por unidades concluídas, o que reforça a qualidade do portfólio e reduz riscos de pressão comercial.

De olho em DIRR3 após prévia do 1T26

No trimestre, a companhia apresentou geração de caixa operacional positiva de R$ 13 milhões, embora o consumo contábil tenha sido de R$ 76 milhões, impactado por efeitos não operacionais ligados à amortização de recebíveis — este pode ser um ponto de monitoramento para a performance do papel no pregão de hoje (10).

De forma geral, a prévia do 1T26 reforça a solidez operacional da Direcional. Os números de lançamentos vieram marginalmente (-4%) inferiores às nossas projeções, mas o ritmo de vendas permanece saudável.

Apesar da recente volatilidade no setor decorrente de mudanças na distribuição de recursos do FGTS, seguimos vendo a companhia bem posicionada para capturar a demanda no segmento econômico, com execução consistente ao longo do ciclo. Negociando a um múltiplo P/L de 7 vezes para 2026, as ações de DIRR3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Moura Dubeux (MDNE3): prévia do 1T26 reflete foco em crescimento com oito novos projetos; confira análise

Nesta segunda-feira (6), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou a prévia operacional do 1T26, com números que reforçam o sólido ciclo de crescimento.

No período, a companhia lançou oito projetos, totalizando aproximadamente R$ 1,3 bilhão em VGV (% MDNE), sendo cerca de 65% no regime de condomínio e 35% em incorporação. No total, o montante é 218% superior à comparação anual.

Vale citar que foram lançados dois projetos da marca Ún1ca, que ingressou como sócia em duas SPEs que integram a joint venture com a Direcional (DIRR3).

As vendas líquidas somaram cerca de R$ 1,02 bilhão no trimestre, aproximadamente 86% acima do 4T25, refletindo o maior volume de lançamentos no período. Um ponto positivo foram os distratos, que totalizaram apenas 4,1%.

Projetos da Moura Dubeux no início de 2026

Em geral, os projetos apresentaram boa absorção, sustentada pela dinâmica positiva de vendas no Nordeste (principal mercado de atuação da companhia), resultando em um VSO de lançamentos de 41,5% no período. No total do trimestre, a VSO foi de 21,4%.

Em relação ao portfólio, a Moura Dubeux manteve a estratégia de expansão do landbank, com novas aquisições ao longo do trimestre, reforçando sua capacidade de crescimento para os próximos ciclos. Com isso, a companhia reportou consumo de caixa de R$ 120 milhões no período, volume superior a estimativa do mercado.

Prévia do 1T26 de MDNE3: acima do esperado

De forma geral, a prévia do 1T26 reforça o momento de crescimento da Moura Dubeux, com lançamentos acima do esperado. De forma geral, os números vieram satisfatórios, mas a queima de caixa e a participação da companhia nos projetos do segmento econômico foram pontos de atenção.

Em nossa visão, a companhia segue bem posicionada para capturar a demanda no Nordeste, além de avançar em novas frentes de crescimento, incluindo projetos voltados ao programa Minha Casa Minha Vida em parceria com a Direcional.

Negociando a um múltiplo P/L de 5 vezes para 2026, as ações de MDNE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Equatorial (EQTL3) reporta resultados sólidos apesar do impacto de renováveis e redução de dividendos; confira análise do 4T25

Como de costume, a Equatorial (EQTL3) apresentou resultados ajustados sólidos no 4T25, impulsionados mais uma vez pelo bom desempenho em distribuição, mas afetado por baixas contábeis no segmento de renováveis.

Resultado segmentado da Equatorial no 4T25

No segmento de distribuição, de longe o mais relevante, o ebitda ajustado atingiu R$ 2,9 bilhões, alta de 18% na comparação com o 4T24, reflexo de maior energia distribuída, bom controle de gastos gerenciáveis (crescimento de 8%, abaixo da receita) e bom desempenho tanto no controle de perdas de energia (-0,2 p.p. vs 4T24) como nas perdas com inadimplência (-0,7 p.p. vs 4T24).

Seguindo a tendência dos últimos trimestres, o segmento de renováveis apresentou mais um resultado ruim, afetado pelas restrições de operação (curtailments). Com esses efeitos adversos, a geração consolidada de energia recuou 11,2% frente ao 4T24, provocando uma queda de 8,8% no ebitda, que atingiu R$ 225,8 milhões.

Importante destacar que a sequência de resultados decepcionantes causadas pelas restrições impostas pelo regulador fizeram a Equatorial reconhecer uma baixa de R$ 3,5 bilhões para os ativos renováveis. Por outro lado, a companhia também reconheceu um ganho de capital de R$ 2,2 bilhões da venda dos ativos de transmissão.

No segmento de saneamento (concessão da CSA no Amapá), o ebitda saiu de R$ 1,4 milhão no 4T24 para R$ 7,9 milhões no 4T25, ajudado principalmente pelo controle de gastos.

Além disso, a companhia também reconheceu R$ 394 milhões na linha de ebitda referente à participação na Sabesp, que segue mostrando melhorias.

No consolidado, o ebitda ajustado atingiu R$ 3,5 bilhões, alta anual de 10,5%. Excluindo participações (como é o caso da Sabesp), o número chegou a R$ 3,1 bilhões, sólido e ligeiramente acima das estimativas.

O resultado financeiro da Equatorial piorou R$ 321 milhões, reflexo de maiores juros e endividamento. Ainda assim, vale destacar a redução da relação da dívida líquida/ebitda, que caiu de 3,3x para 2,6x, reflexo da venda dos ativos de transmissão.

Por fim, o lucro líquido ajustado ficou em R$ 802 milhões, queda de 20,7%, atrapalhado pela não contribuição de transmissão no período, e efeitos negativos mencionados em renováveis e resultado financeiro, parcialmente compensados pelas contribuições de distribuição e Sabesp.

Dividendos de EQTL3

Além dos resultados, a Equatorial também informou que seu Conselho de Administração aprovou a redução do dividendo obrigatório, que passará de 25% para 1% do lucro líquido anual.

Como a Equatorial não é uma grande pagadora de dividendos, essa mudança não representa uma grande alteração na tese. Além disso, ela deve aumentar a flexibilidade financeira para que a companhia tenha maior capacidade na disputa por novos ativos, tanto em saneamento como em distribuição de energia.

Aliás, é justamente esse apetite por crescimento que faz da Equatorial uma tese que se encaixa tão bem em uma das carteiras da Empiricus Research.

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Cyrela (CYRE3) mantém rentabilidade sólida no 4T25, apesar de ajustes; vale a pena investir?

Nesta quarta-feira (19), a Cyrela (CYRE3) divulgou seus resultados referentes ao 4T25, com desempenho misto, influenciado por fatores não recorrentes.

Conforme antecipado na prévia, os lançamentos somaram R$ 3,3 bilhões (%CBR), queda de 32% em relação ao 4T24, período marcado por projetos de maior porte. No acumulado de 2025, porém, os lançamentos cresceram 35%, evidenciando uma base ainda robusta ao longo do ano.

Vendas líquidas da Cyrela caem mais de 30% no ano, mas receita segue em ascensão

As vendas líquidas contratadas atingiram R$ 3,3 bilhões no trimestre (R$ 2,4 bilhões na %CBR), recuo de 32% na comparação anual. Apesar do menor ritmo de vendas, influenciado pela desaceleração no volume de lançamentos ao final do ano e pelo ambiente macroeconômico, a VSO permaneceu em patamar satisfatório, em torno de 38%.

Na demonstração de resultados, a receita líquida da Cyrela somou R$ 3,2 bilhões no trimestre, crescimento de 29% frente ao 4T24 e de 52% em relação ao trimestre anterior, decorrente do avanço e de ajustes no reconhecimento de receita.

A margem bruta ajustada permaneceu em nível saudável, em 33,7%, praticamente estável na comparação anual, mas com retração de 1,6 p.p. na base trimestral, influenciada pela concentração de vendas de unidades específicas (studios e loja), com preço de venda por m² inferior ao praticado pela companhia em um dos projetos.

O resultado a apropriar, indicativo da projeção futura de resultados, aumentou 16% no período, com leve retração de margem, o que deve ser monitorado, dada a dinâmica de mercado nas praças em que a Cyrela atua

Na última linha, o lucro líquido da Cyrela atingiu R$ 682 milhões, avanço de 37% na comparação anual, com ROE de 22,3%, evidenciando elevada rentabilidade mesmo em um cenário mais restritivo de demanda.

Houve uma breve queima de caixa operacional no trimestre, mas a linha final foi favorecida pelo recebimento de dividendos das companhias investidas (Cury e Lavvi). Vale citar que a própria Cyrela promoveu uma devolução de capital relevante no ano passado, o que levou o indicador dívida líquida/PL para próximo de 20%.

Análise: O que tiramos do desempenho da CYRE3 no 4T25?

De forma geral, a Cyrela segue se destacando pela qualidade de execução e capacidade de preservar rentabilidade ao longo do ciclo. O setor de média/alta renda convive com alguns desafios de curto prazo, como o patamar restritivo de financiamento imobiliário e o aumento do nível de estoque em São Paulo. Ainda assim, a companhia consegue manter solidez em seus números, com maior participação no segmento econômico (MCMV), em especial.

Apesar do curto prazo menos favorável, a tese de CYRE3 permanece bem descontada, com múltiplos P/L e P/B de 5 vezes e 0,95 vez para 2026, respectivamente, sendo um veículo interessante para captura de valor em um ambiente de queda de juros.

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Desktop (DESK3) provou o valor da sua estratégia com ganhos de margens e boa conversão de caixa; veja análise do 4T25

A Desktop (DESK3) apresentou seus resultados do 4T25 e mostrou os benefícios do seu maior foco em geração de caixa, com baixas conexões líquidas sendo mais do que compensada por melhora de margens.

O foco na preservação de caixa fez a companhia desacelerar ainda mais as adições líquidas, que marcaram 9 mil conexões no 4T25, o menor nível desde que cobrimos DESK3, mas já antecipado nas divulgações mensais da Anatel. Apesar dos números fracos, um ponto positivo foi o patamar recorde de vendas digitais, que atingiu 63% e permitiu uma redução interessante de gastos com pessoal.

Crescimento da Desktop no 4T25

Com um crescimento de +7% na base de acessos, a companhia registrou 1,2 milhão de casas conectadas, levando a uma receita de R$ 316 milhões no 4T25, +8% na comparação anual.

A redução em gastos com pessoal, marketing, renegociação de terceiros e créditos fiscais resultaram em um recuo relevante dessa linha, permitindo um crescimento do ebitda maior do que a receita, para R$ 182,4 milhões (+21%), com ganho de 6 p.p. de margem, para 58%.

Ao longo dos trimestres a companhia também tem mostrado uma boa conversão de ebitda em fluxo de caixa operacional – esse número atingiu 95% no 4T25. A métrica FCO após o capex ajustado atingiu R$ 99 milhões, aumento expressivo de +32% frente ao 3T25, mostrando resultados claramente positivos da desaceleração de adições.

Análise de DESK3: comprar ou vender?

Apesar dessa melhora operacional, a última linha do resultado foi pressionada pelo aumento da depreciação (+19%), apesar de não ter efeito caixa, e piora do resultado financeiro com aumento dos juros e pré-pagamento de debêntures. Assim, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 42,5 milhões (-21%) com margem de 13% (-5 p.p.).

Vale ressaltar que a alavancagem segue em níveis saudáveis de 2,2x dívida líquida (considerando arrendamento)/ebitda e, devido ao bom trabalho de liability management, o spread da dívida saiu de CDI + 1,3% para CDI +0,4%.

Apesar de as baixas conexões líquidas continuarem como uma preocupação do mercado, a companhia mostrou que é possível apresentar boa evolução de margens e geração de caixa mesmo neste cenário. DESK3 segue com recomendação de compra na Empiricus Research.

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Eucatex (EUCA4) entrega mais um resultado forte ‘surfando’ com Minha Casa Minha Vida; veja análise

A Eucatex (EUCA4) divulgou resultados fortes referentes ao 4T25, em linha com a evolução que já vinha sendo mostrada nos últimos trimestres.

A receita líquida da Eucatex cresceu +3,1% frente ao 4T24, para R$ 777 milhões, ajudada principalmente pelo segmento de construção civil (+7,8% a/a), que segue surfando o bom momento do programa Minha Casa Minha Vida. O segmento de exportação foi impactado pela desvalorização do dólar e pelas tarifas de 50% nos Estados Unidos, ainda assim apresentou crescimento de +3,3% no período. Por fim, o segmento de indústria moveleira e revenda apresentou recuo de -0,6% na comparação com o 4T24, reflexo da estratégia da companhia em focar em produtos com maior valor agregado, o que pode ser observado na melhora de margens.

Eucatex ganha margem no 4T25

Ajudada por esse direcionamento, pelo impacto positivo do câmbio nos custos de matéria-prima importada e pela variação positiva dos ativos biológicos (sem efeito caixa), a margem bruta subiu +3,4 p.p.

Parte desse ganho de margem foi perdido por conta do aumento de despesas no período (+14% vs 4T24), reflexo de maiores gastos com desenvolvimento de lideranças e transformação digital.

Ainda assim, o ebitda da Eucatex apresentou evolução de +14,7%, chegando a R$ 189,2 milhões, com ganho de +2,5 p.p. de margem. Por fim, a companhia apresentou um lucro líquido recorrente de R$ 66,9 milhões, ajudada pela melhora do ebitda e do resultado financeiro, parcialmente compensada por maior pagamento de impostos.

O endividamento segue bastante controlado (0,8x), e a gestão aproveitou a oportunidade para apresentar o plano de investimentos para 2026. A expectativa é de um aumento relevante de R$ 410,8 milhões em 2025 para R$ 495,2 milhões em 2026, que envolvem aumento da área florestal e investimentos em novos equipamentos para aumentar o valor agregado dos produtos, decisão acertada em nossa visão.

Por 6x lucros e mostrando evolução consistente de resultados, as ações da Eucatex seguem com recomendação de compra.

  • LEIA MAIS: Carteira que “copia” estratégia que rendeu 196% do CDI em 2025 agora está com acesso liberado; veja como receber 

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Priner (PRNR3) supera expectativas de receita do 4T25, apesar de resultado aquém do potencial; confira análise

A Priner (PRNR3) divulgou seus resultados do 4T25 com números aquém do potencial, apesar de ter apresentado um crescimento de receita acima das expectativas. O quarto trimestre é sazonalmente um trimestre favorável para a companhia, pois costuma ter uma maior concentração de projetos em execução. Com impulso de atividades offshore e de inspeção, a receita marcou R$ 473,7 milhões, alta de +12,9% vs 4T24.

Ponto positivo no balanço de 4T25

Um ponto positivo do resultado foi o aumento da receita líquida per capita, que cresceu +3,5% na comparação anual e +5,4% vs 3T25, para R$ 19,8 mil. O aumento da participação da unidade de mineração deve trazer melhora adicional deste indicador, já que a operação é intensiva em maquinário.

Já na linha de custos, o aumento de materiais de consumo, depreciação e aluguel pesaram no lucro bruto, que recuou -11,4% para R$ 90,6 milhões com perda de -5,2 p.p. de margem, que marcou 19,1%.

Por outro lado, a companhia conseguiu compensar parcialmente essa pressão com uma diluição de despesas, que melhorou em 2 p.p. na participação da receita. Assim, o ebitda somou R$ 62 milhões, com margem de 13,1%, +3,3% e -1,2 p.p. respectivamente na comparação anual.

PRNR3: Comprar ou vender?

No resultado financeiro, o impacto do aumento da Selic e juros relacionados a M&A levaram a linha de -R$ 20,6 milhões no 4T24 para -R$30,8 milhões no 4T25. A alavancagem ficou em 2,32x frente a 1,88x no 4T24, aumento explicado pelas expansões inorgânicas. Inclusive, sobre esse assunto, os executivos sinalizaram que já possuem dois M&As mapeados, mas preferem aguardar a alavancagem diminuir para realizar novos movimentos – decisão correta, em nossa visão.

Por fim, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 0,8 milhão vs R$ 21,3 milhões no 4T24,

Os números do 4T25 (e de 2025 como um todo) ficaram aquém do potencial de Priner, afetados principalmente pelo adiamento de licitações em Montagem Industrial. Por outro lado, a normalização deste segmento e a recente aquisição da Semep tendem a trazer uma forte retomada nas operações de mineração em 2026.

Com um backlog robusto, perspectiva de melhora de resultados pela frente, e um múltiplo atrativo (5,2x valor da firma/ebitda), seguimos com recomendação de compra para Priner.

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Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3): qual ação de construtora vale a pena após o 4T25? Confira recomendação da Empiricus 

A temporada de resultados do 4º trimestre de 2025 segue acontecendo no mercado brasileiro. Nessa semana, entre os dias 9 e 10 de março, foi a vez de três das principais construtoras brasileiras divulgarem seus resultados: Cury (CURY3), Direcional (DIRR3) e MRV (MRVE3).

Sabendo que os números são de grande relevância para os acionistas dessas empresas, Caio Araujo, analista da Empiricus Research, comentou os resultados em sua participação no programa Giro do Mercado, do Money Times, na última quarta-feira (11).

Afinal de contas, como interpretar os resultados, e quais ações valem a pena comprar após a divulgação? A seguir, vemos os destaques da semana à luz do analista.

Cenário do 4T25 é positivo para construtoras expostas ao Minha Casa, Minha Vida, segundo analista

Dando um panorama geral do setor de construtoras, o analista aponta que o cenário é positivo, especialmente para empresas mais expostas ao programa Minha Casa, Minha Vida:

“A gente teve revisões de faixa e de preço ao longo dos últimos anos. É um cenário favorável para a operação. Ao longo do tempo, temos visto as construtoras aumentando o ritmo de lançamentos, capturando margens melhores, especialmente as que têm uma capacidade orçamentária um pouco mais sofisticada. Entendo que para o setor, como um todo, os resultados foram bem saudáveis”.

Cury (CURY3): bons resultados podem se traduzir em dividendos

Após o fechamento de mercado da terça-feira (10), a Cury (CURY3) trouxe seus números do 4T52, com destaque para:

  • Lucro líquido de R$ 270 milhões no 4T25, alta de 63% na visão anual;
  • Receita líquida de R$ 1,4 bilhão, alta de 37,2% na visão trimestral.

Para o analista, os resultados foram realmente positivos: “Vemos Cury há alguns anos operando entre as melhores do setor. […] Temos um carrego das operações traduzido nas receitas, a margem bruta dos projetos aumentando, e a geração de caixa, que foi o principal destaque”.

Para Caio Araujo, os números reportados nesse trimestre podem ser uma boa notícia para investidores em busca de dividendos. “A Cury já é uma pagadora de dividendos há alguns anos, e tende a continuar nessa dinâmica, dada essa forte geração de caixa que, para mim, foi o destaque dos resultados.”

Segundo o analista, o consenso do mercado é de um dividend yield esperado em torno de 7% para 2026. “Entendo que seja interessante, dado o contexto da companhia”, conclui.

As ações reagiram aos resultados com alta de 4% no pregão da quarta-feira (11), uma das maiores altas do Ibovespa durante o dia.

MRV (MRVE3): apesar do bom carrego no MCMV, operações nos EUA pressionam resultados

A MRV (MRVE3) divulgou seus números após o fechamento da segunda-feira (9), com destaque para:

  • Lucro líquido ajustado de R$ 116 milhões, reversão do prejuízo registrado no trimestre anterior;
  • Receita líquida de R$ 3 bilhões no 4T25, acima das expectativas do mercado;

Boa parte dos resultados foi impulsionada pela MRV Incorporação, principal divisão de negócios da empresa. “Essa parte tem conseguido gerar caixa e se manter minimamente estável na relação entre dívida líquida e patrimônio líquido”, afirma o analista.

Porém, isso não apaga que o cenário da empresa continua desafiador, especialmente por conta das operações nos Estados Unidos, que não têm gerado os retornos esperados nos últimos anos, de acordo com o analista.  

A Resia, subsidiária norte-americana das operações, atualmente carrega uma dívida líquida na ordem de cerca de US$ 700 milhões.

 “É algo bem significativo, tem prejudicado o financeiro como um todo da companhia. Para a MRV, ainda é um cenário de recuperação”, afirma o analista. “Nas outras empresas, vemos um cenário mais positivo, de surfar o Minha Casa, Minha Vida”.

As ações encerraram em alta de 2% na B3 na terça-feira (10), mas os ganhos foram devolvidos nos dias seguintes. Somente no pregão da sexta-feira (13), até o fechamento deste texto, a queda ultrapassava os 4,5% no dia.

Direcional (DIRR3): investidores reagem aos resultados com ceticismo

No mesmo dia (11) que a MRV, a Direcional (DIRR3) também reportou seus números do 4T25, com destaque para:

  • Lucro líquido de R$ 211 milhões, alta de 27% na visão anual;
  • Receita líquida de R$ 1,2 bilhões, alta de 33% na visão anual.

Caio Araujo comenta que o resultado veio em linha com o consenso do mercado. Porém, a reação imediata do mercado foi de queda nas ações. Até a tarde da sexta-feira (13), as ações negociavam em queda de 1,86% no dia.

“Entendo que seja mais uma ótica de exigência do mercado em relação aos números da companhia, porque os números foram bons no geral”, afirma o analista.

A construtora, que se destacou em 2025 e se tornou uma “queridinha” dos investidores brasileiros, agora é alvo de altas expectativas, o que pode pressionar suas ações ao menor sinal de qualquer discrepância.

“Dado que houve pagamentos extraordinários de dividendos no final do ano passado, hoje a empresa tem uma alavancagem um pouco maior do que nos últimos anos, na ordem de 23% quando vemos dívida líquida sobre patrimônio líquido. Então os investidores estão um pouco mais céticos em relação a esse ponto”, conclui.

Nem Cury (CURY3), nem Direcional (DIRR3) ou MRV (MRVE3): outra ação de construtora é recomendação da Empiricus para o mês

“Gostamos do setor, é uma posição interessante. Só que não gostamos de todas as ações”, afirma Caio Araujo.

O analista comenta que, historicamente, Direcional (DIRR3) costuma figurar entre as recomendações da Empiricus.

Porém, com alta acumulada de cerca de 43% nos últimos 12 meses, ainda reflexo do bom ano de 2025, a casa entende que este é pode ser um bom momento de realização de lucros nos papéis.

Em contrapartida, uma outra construtora, que não é Direcional (DIRR3), Cury (CURY) e nem mesmo a MRV (MRVE3), é a principal ação do setor indicada pela Empiricus no momento, desde o início do mês.

Segundo a Empiricus, essa é uma construtora que traz características que fazem dela uma das ações mais positivamente expostas ao ciclo de cortes da Selic, amplamente esperado a partir da reunião do Copom da próxima quarta-feira (18).

Além disso, está preparada não apenas para surfar juros mais baixos, mas também para resistir a cenários mais adversos, e distribuir bons dividendos aos seus acionistas.

Por isso, ela está presente em duas das principais séries da casa: Double Income e Vacas Leiteiras, com foco em distribuição de proventos e geração de renda extra.

Um dia após a decisão de juros, no fechamento de mercado da quinta-feira (19), a construtora recomendada divulgará seus resultados do 4T25.

E se você quiser conhecer a tese completa por trás da recomendação desta outra construtora, temos uma boa notícia.

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SLC Agrícola (SLCE3) está na contramão do setor com crescimento e forte geração de caixa; confira análise do 4T25

A SLC Agrícola (SLCE3) reportou resultados operacionais sólidos, dado o contexto do setor, com crescimento de receita e forte geração de caixa. Com um avanço importante de milho (volume e preço), além de caroço de algodão e rebanho bovino, a companhia apresentou um top-line robusto de R$ 2,3 bilhões, alta de +15% vs 4T24. Inclusive, o milho foi destaque positivo de produtividade com 8,3 mil kg/ha, acima das projeções da companhia e +27,8% acima da média do mercado.

Resultados por produto da SLC Agrícola

O recuo do resultado bruto de algodão (que tem maior representatividade para a companhia) foi mais do que compensado pela queda do custo unitário de soja e milho, e o lucro bruto ajustado alcançou R$ 828,7 milhões, crescimento de +14,8%, com margem estável em 36,5%.

Para a próxima safra, o milho deve continuar ajudando o consolidado, apesar de o impacto negativo de algodão continuar por conta do aumento de chuvas no período de plantio.

O aumento de despesas com frete e consultoria por conta das aquisições elevou a participação da linha sobre a receita em +1,7 p.p. Com ajustes dos ativos biológicos (sem efeito caixa) e gastos de M&A (não recorrente), o ebitda somou R$ 633,1 milhões com margem de 27,9% (+3,6% e -3 p.p. vs 4T24).

Na linha financeira, a valorização do real causou um efeito positivo, levando o resultado de -R$373,1 milhões no 4T24 para -R$ 355,9 milhões. No fim, a companhia mostrou um prejuízo de -R$ 70,8 milhões, em comparação a -R$51,4 milhões no 4T24.

Além do desempenho de milho, outro destaque positivo do trimestre foi a forte geração de caixa operacional que expandiu +5,2% na comparação anual, marcando R$ 736,4 milhões. Por outro lado, o caixa livre ajustado caiu -12%, para R$ 549,1 milhões, por conta dos investimentos em expansão, mesmo assim a alavancagem caiu de 2,34x no 3T25 para 1,97x dívida líquida/ebitda.

Conflitos no Oriente, alta de fertilizantes: o que pode impactar a SLC em 2026?

Apesar de resultados melhores do que o esperado, possíveis efeitos indiretos do conflito no Oriente Médio têm levantado preocupações sobre a tese. Na teleconferência de resultados, os executivos ressaltaram que a compra para a próxima safra não será realizada neste momento de instabilidade, e que a aquisição pode ser postergada até setembro, o que pode trazer alguma normalização de preços – algo parecido com o que ocorreu no conflito na Ucrânia.

Além disso, vale ressaltar que, assim como o preço dos fertilizantes aumentou, o preço dos grãos também tende a mostrar valorização, o que compensa em partes o efeito negativo – na verdade, isso já está acontecendo.

Para finalizar, sobre a escalada do preço de diesel, os executivos foram enfáticos em dizer que não observaram impactos na operação, e que possuem contratos diretos com as distribuidoras para reduzir esse efeito. 

Expectativas para SLCE3

Para a safra 2025/2026, a companhia projeta um aumento de custos +9,2%, mas que tendem a ser compensados pelo aumento de produtividade do milho, além de uma possível redução da safra americana (que está mais exposta à escalada dos fertilizantes no curto prazo, dado o calendário de plantio).

Em um contexto setorial ainda difícil, com preços de grãos depreciados e custos em alta, SLC mostrou mais uma vez resultados sólidos, que evidenciam seus diferenciais competitivos. Por 6x lucros e 4,5x valor de firma/ebitda esperados para o ano, SLCE3 permanece com recomendação de compra.

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Moura Dubeux (MDNE3) mantém trajetória de crescimento firme com lucro 149% maior no 4T25; confira análise

Nesta quarta-feira (11), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou seus resultados referentes ao 4T25, encerrando um ano marcado por forte crescimento operacional e evolução relevante de resultados. De forma geral, os números vieram acima das estimativas do mercado.

No campo operacional, a companhia lançou três projetos no trimestre, totalizando R$ 988 milhões em VGV líquido, mais que o dobro do volume registrado no mesmo período de 2024. No acumulado do ano, os lançamentos atingiram R$ 4,6 bilhões, crescimento de 80,7% frente a 2024.

As vendas e adesões líquidas somaram R$ 698 milhões no trimestre, avanço de 34,1% na comparação anual. No acumulado de 2025, as vendas líquidas atingiram R$ 3,5 bilhões, crescimento de 47% frente ao ano anterior, enquanto o VSO em 12 meses permaneceu elevado em 51,7%, indicando boa liquidez do portfólio. Apesar do aumento nominal do estoque no período, o indicador de meses de cobertura permaneceu saudável, em 10 meses.

Como foi o desempenho financeiro da Moura Dubeux no 4T25?

No âmbito financeiro, a receita líquida da Moura Dubeux atingiu R$ 704 milhões no 4T25, crescimento de 91,6% frente ao 4T24. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo modelo de condomínio, por meio do reconhecimento de receitas relacionadas à comercialização de três terrenos.

A margem bruta ajustada foi de 33,7%, patamar dentro da faixa histórica da companhia, embora 9,3 p.p. abaixo do período anterior — recuo explicado pelo formato de aquisição do terreno dos projetos reconhecidos neste trimestre. No acumulado do ano, o indicador foi de 36,4%, cerca de 1 p.p. acima de 2024.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 138 milhões, crescimento de 159% na comparação anual e margem de 19,6%, refletindo a expansão da receita e a diluição das despesas operacionais.

Na última linha, o lucro líquido da Moura Dubeux totalizou R$ 112 milhões, avanço de 148,9% frente ao 4T24. No acumulado do ano, o lucro atingiu R$ 420 milhões, crescimento de 67,4%, com ROAE de 27,5%.

A companhia reportou uma leve queima de caixa e encerrou o período com dívida líquida de R$ 324 milhões, equivalente a 21,4% do patrimônio líquido. Como evento subsequente, a Moura Dubeux realizou em janeiro um follow-on que captou aproximadamente R$ 483 milhões, reforçando sua flexibilidade financeira para sustentar o crescimento.

De forma geral, os resultados do 4T25 confirmam o forte momento operacional da Moura Dubeux, sustentado pelo modelo de condomínio e pela recente entrada em projetos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV). Negociando a aproximadamente 5,5 vezes lucros para 2026, as ações permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Smart Fit (SMFT3): ações sobem cerca de 2% nesta quarta (11), após resultados ‘em forma’ no 4T25: hora de comprar? Confira análise

A Smart Fit (SMFT3) divulgou os resultados do 4T25 com números em geral próximos às expectativas nossas e do mercado. A empresa entregou mais um trimestre de expansão, chegando a mais de 2000 academias e um crescimento de 26,5% a/a na receita. 

A receita da Smart Fit de R$ 1,95 bilhão veio em linha com nossas expectativas. O número decorre principalmente do incremento de 12% no ticket médio e aumento de 7% a/a na base de alunos, que por sua vez é explicado pelas novas academias abertas e pelo amadurecimento das unidades mais jovens.  A margem bruta foi de 49,9%, estável em relação ao 4T24. 

Smart Fit Brasil e outros negócios

A receita da rede Smart Fit Brasil foi de R$ 611 milhões (+17% a/a), ligeiramente abaixo das nossas expectativas. Com pressão nos custos, o lucro bruto foi de R$ 266 milhões (+9,7% a/a). A margem bruta foi de 43,5%, queda anual de -2,8 p.p., explicada principalmente pela maior concentração de aberturas de academias em dezembro, que não geram receita imediata e aumentam os gastos.

Além das unidades tradicionais, as receitas da Bio Ritmo somadas à rubrica “Outros Brasil” (que contempla principalmente Studios e Total Pass), cresceram 62,1% a/a, totalizado R$ 248 milhões. Juntas, passaram a representar 29% da receita doméstica. A margem bruta das operações somadas foi de 63,4%, mostrando que o avanço delas tende a ser acertivo para a rentabilidade consolidada.

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Smart Fit na América Latina em números

No México, a receita cresceu 18% a/a, atingindo R$ 406,3 milhões. O número de alunos cresceu 7% a/a, mas apresentou retração de -3% t/t, em função da sazonalidade típica do período. O sinal positivo é que o ritmo de expansão anual cresceu no trimestre mesmo sem reajuste de preços. O lucro bruto cresceu 6% no país e a margem bruta atingiu 42,9% (-0,7 p.p. a/a), ainda abaixo da margem consolidada da companhia e, assim como no Brasil, pressionada pelas novas aberturas.

Nas outras geografias a performance foi melhor, sendo inclusive a frente que mais contribuiu para o crescimento da consolidada. A receita desse segmento foi de R$ 682 milhões (+31,4% a/a), impulsionada principalmente por 17% de incremento na base de alunos e pelos repasses de preços bem-sucedidos na Colômbia e no Peru. A margem bruta atingiu impressionantes 54,8% (+3,9 p.p. a/a), bem acima de Brasil e México e acima da margem bruta esperada de uma academia madura (52%).

Isso também evidencia a importância da diversificação geográfica para a tese, já que Brasil + México não apenas cresceram menos como mostraram margens menores.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 351,6 milhões, representando 18% da receita (-0,6 p.p. a/a) e evidenciando a alavancagem operacional da companhia. O ganho de eficiência gerou um EBITDA recorde de R$ 620 milhões e margem de 31,8%, +0,2 p.p. a/a, mesmo com a pressão de margem bruta já comentada.

O lucro antes de impostos foi de R$ 234 milhões, avanço anual 26,7%. Já o lucro líquido recorrente cresceu 19% na comparação anual.

Leitura do balanço de SMFT3

Em suma, as operações mais pressionadas no México e Brasil foram compensadas pelo crescimento de Studios, Total Pass e outros países da América Latina. A companhia tem investido em países vizinhos onde tem baixa penetração (como a Argentina) e buscado aumentar a abrangência geográfica, com o início de operações no Marrocos, por exemplo.

A ação sofreu uma forte desvalorização nos últimos meses, por conta de receios do mercado com relação à pressão de margens, mas os números do 4T25 da Smart Fit mostraram que ela segue com uma operação robusta e colhendo os benefícios da diversificação. Negociando por um múltiplo P/L de 12,7x Smart Fit segue com recomendação da Empiricus Research.

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Prio (PRIO3): 4º trimestre de 2025 (4T25) mostra que resultados estão engrenando; hora de comprar ações?

A Prio (PRIO3) divulgou seus resultados do 4º trimestre de 2025 (4T25) com sinais positivos para o mercado. A incorporação de mais 40 p.p. de participação do campo de Peregrino começa a dar sinais de melhoria de custos – uma das principais expectativas da empresa para 2026.

A receita líquida apurada foi de US$ 586 milhões, 20% maior que no mesmo período do ano passado, e em linha com as projeções do mercado.

A eficiência dos campos também é destaque positivo: com exceção de Albacora Leste, todos atingiram a maior eficiência do ano, muito próximos de 100%. Isso mostra que as estratégias de prevenção para diminuir interrupções produtivas têm funcionado.

Prio (PRIO3): maior incorporação do campo de Peregrino protagoniza números do trimestre

O preço FOB do barril (o que a Prio realmente recebe após descontos e frete), totalizou US$ 55,49 por barril. É um desconto de US$ 7,73 em relação ao Brent médio de referência, maior em relação ao visto no 3T25, em função da maior participação de Peregrino nas vendas. Vale lembrar que Peregrino é um campo com óleo mais viscoso e um desconto maior.

O custo de extração (lifting cost) no 4T25 foi de US$ 12,5/barril (queda de 28% na visão trimestral). Esse número ainda está negativamente impactado pela interdição de Peregrino, que perdurou até 17 de outubro. A expectativa é que esse indicador caia ainda mais no próximo trimestre.

A cifra dos custos somou US$ 146 milhões (aumento de 66% na visão anual), em função da consolidação da participação adicional e operação do campo de Peregrino. Logo, o lucro bruto foi de US$ 374 milhões ex-IFRS16, com margem bruta de 63,8%, estável na comparação anual.

As despesas gerais e administrativas cresceram 19% no comparativo anual, resultado do aumento de gastos com pessoal em relação ao ano passado, natural para uma empresa em expansão. Assim, o EBITDA ex-IFRS16 foi de US$ 324 milhões.

A soma de depreciação e amortização foi de US$ 202 milhões (aumento de 100% na visão anual), refletindo a incorporação do campo de Peregrino. Despesas com hedge através de derivativos, além de uma dívida mais alta, trouxeram um resultado financeiro negativo em US$ 109 milhões ex-IFRS16.

A empresa reportou prejuízo líquido, totalizando -US$ 185 milhões. O número se dá, principalmente, pelo aumento de depreciação e amortização. Mas há também o ajuste da base tributável, em função da valorização do real frente ao dólar no período.

Prio (PRIO3): vale a pena comprar ações agora?

Com o closing de Peregrino, a empresa teve que desembolsar US$ 1,5 bilhão. Isso fez com que o índice de alavancagem dívida líquida/EBITDA aumentasse para 2,3x (ante 2x no 3T25), em linha com o direcionamento do management.

Apesar dos números em linha com as expectativas, gostamos de ver algumas melhorias operacionais, como o aumento de eficiência produtiva dos campos e a redução do lifting cost.

Os impactos das entradas dos campos de Peregrino e Wahoo devem trazer um crescimento expressivo da produção, e redução ainda mais significativa do custo de extração.

Por um yield de fluxo de caixa para o acionista de cerca de 60% no triênio 2026-2028, PRIO3 segue entre as recomendações da Empiricus.

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Grupo SBF (SBFG3) mostra crescimento de receita no 4T25, mas margens seguem pressionadas; veja o que esperar em 2026

O Grupo SBF (SBFG3) reportou resultados acima de nossas conservadoras expectativas no trimestre, com destaques positivos no desempenho de mesmas lojas (SSS). Ainda assim, os números mostraram continuidade na pressão na margem bruta de Fisia e aumento das despesas de vendas.

Na Centauro, a receita líquida alcançou R$ 1,28 bilhão, crescimento de 15,8% a/a, acima das nossas projeções, impulsionado por um crescimento de vendas de mesmas lojas físicas de 15,9% e por um avanço de 15,5% no valor bruto de mercadorias do canal digital. A margem bruta da operação encerrou o trimestre em 49,5%, estável em relação ao ano anterior e abaixo das nossas estimativas de 50%, devido ao maior peso das vendas online, que apresentam margem inferior às lojas físicas.

Fisia, do Grupo SBF, abre 12 novas lojas no 4º tri de 2025

Em Fisia, a receita líquida totalizou R$ 1,38 bilhão (+13% a/a), pouco acima de nossas expectativas, com margem bruta de 39,6%, em linha com nossas projeções. A queda de-2,9 p.p. na comparação anual deve-se à maior proporção de vendas do atacado (que têm menor margem) e câmbio desfavorável – a política de hedge da SBF considera o dólar de importação de 9 meses antes, refletindo o patamar elevado observado no 4T24 e pressionando a margem.

Destaque positivo para a abertura de novas lojas NDIS, focada num público de alta renda, totalizando 12 unidades (v.s. 10 no 3T25 e 9 no 4T24). Essa categoria de loja possui uma receita média e margem bruta maior e é uma das principais apostas do grupo para a expansão de Fisia.

A soma de vendas das mesmas lojas apresentou um crescimento de 4,8% na comparação anual, sendo 3,1% nas lojas físicas e 5,4% nas vendas digitais.  

Resultados financeiros do Grupo SBF

No consolidado, a receita líquida atingiu R$ 1,936 bilhão, em linha com as nossas estimativas, representando alta de 9,4% a/a. A margem bruta consolidada ficou em 47,4% (-2,9 p.p. a/a), também em linha com nossa projeção, refletindo o impacto cambial nas exportações de Fisia (com repasse de dólar defasado) e o mix de receita da Centauro. Com isso, o lucro bruto recuou 12%, para R$ 917 milhões. 

O ebitda (ex-IFRS16) consolidado ajustado foi de R$ 225 milhões (-4,9% a/a). Além da pressão na margem bruta de Fisia, houve aumento de despesas, que representaram 38,2% da receita (ante 37,3% no 4T24), dado o investimento da companhia em headcount por loja e comissões para os vendedores. A margem ebitda ajustada foi de 9,3% (-1,6 p.p. a/a). Mesmo com a queda, o número veio em linha com as expectativas de mercado.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 162 milhões, queda de -5% a/a, mas 8% acima das nossas projeções de R$ 150 milhões, em função de um resultado financeiro melhor que o esperado. Ao final do quarto trimestre, a companhia apresentou alavancagem de 0,96x dívida líquida/ebitda (pré-IFRS16), levemente acima dos 0,94x registrados no 3T25, mas ainda em patamares confortáveis.

Expectativas da Centauro e Fisia para 2026 e Copa do Mundo

Na teleconferência de resultados, a equipe comentou sobre perspectivas futuras de expansão para Centauro. O management acredita na continuidade do crescimento de vendas mesmas lojas, impulsionado por iniciativas implementadas ao longo de 2025. Entre os principais vetores estão o fortalecimento da equipe comercial com liderança dedicada por categorias, a contratação de mais de 800 novos vendedores para ampliar a capacidade de atendimento nas lojas e o avanço do projeto de renovação de lojas, uma vez que as unidades reformadas apresentaram desempenho superior ao restante da rede.

Em Fisia, a expectativa é de melhora nas margens a partir do segundo trimestre, beneficiadas pelo efeito da Copa do Mundo, especialmente pelas vendas da camisa da seleção brasileira, e câmbio mais favorável na compra de produtos ao longo do segundo semestre. Parte desse ganho de margem deve ser reinvestido no negócio, com maiores gastos em marketing ligados ao evento e investimentos em logística e centros de distribuição. 

Mesmo com a valorização pós resultado, a companhia negocia por 5,9x lucros para 2026 segundo o consenso de mercado, um dos menores múltiplos do setor. Dadas as boas notícias, entendemos que há espaço para valorização adicional e mantemos recomendação de compra em ações SBFG3.

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Direcional bate recordes de vendas e margens no 4T25 e sinalização positiva para 2026; ainda dá tempo de comprar DIRR3?

Nesta segunda-feira (9), a Direcional (DIRR3) divulgou seus resultados referentes ao 4T25, com números próximos das estimativas do mercado. De maneira geral, o trimestre refletiu a continuidade do crescimento da companhia, sustentado pelo aumento do volume de lançamentos nos últimos anos e pela elevada eficiência operacional do modelo de negócios focado nos segmentos econômico e de médio padrão.

Direcional bate recorde de vendas no ano

No campo operacional, a companhia lançou R$ 1,9 bilhão em VGV no trimestre, volume 4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Vale destacar que a participação da Direcional nos projetos aumentou de forma relevante.

As vendas líquidas da Direcional atingiram R$ 1,5 bilhão no período, representando leve retração de 3,9% frente ao 4T24. Ainda assim, no acumulado de 2025, as vendas somaram R$ 6,2 bilhões, o maior volume anual já registrado pela companhia.

A velocidade de vendas (VSO) foi de 21% no trimestre, abaixo do observado no mesmo período do ano anterior. Parte desse movimento pode ser explicada pelo maior volume de lançamentos realizado no final do período, especialmente no mês de dezembro.

Rentabilidade de DIRR3 é destaque do 4T25

No âmbito financeiro, a receita líquida da Direcional foi de R$ 1,2 bilhão no 4T25, crescimento de 33% em relação ao 4T24 e 6% acima do trimestre anterior. Considerando também as receitas provenientes de SPEs não consolidadas, a receita líquida total alcançou aproximadamente R$ 1,5 bilhão no trimestre.

A rentabilidade foi o principal destaque do resultado, com margem bruta ajustada recorde de 42,8%. A expansão da margem reflete a eficiência operacional da companhia, bem como a maturação de projetos lançados em períodos anteriores. A margem REF registrou leve retração, mas segue em patamar elevado (44,6%).

Com isso, o ebitda ajustado alcançou R$ 346 milhões no trimestre, crescimento de 39% na comparação anual e de 15% em relação ao trimestre anterior. A margem ebitda ajustada chegou a 28,3%.

Na última linha, o lucro líquido operacional foi de R$ 211 milhões, avanço de 28% em relação ao 4T24. O ROE anualizado ajustado atingiu 44%, o maior nível já registrado pela companhia.

No trimestre, a geração de caixa contábil foi de R$ 390 milhões, impulsionada por eventos não recorrentes relacionados principalmente à monetização de ativos e operações envolvendo cessão de recebíveis. Desconsiderando esses efeitos pontuais, houve leve consumo de caixa operacional no período.

Ao final do trimestre, a Direcional apresentou dívida líquida de aproximadamente R$ 533 milhões, equivalente a 23% do patrimônio líquido, nível que ainda indica uma estrutura de capital relativamente equilibrada, mas que deve impactar o resultado financeiro da companhia ao longo do ano.

De forma geral, os resultados do 4T25 reforçam o momento operacional favorável da companhia, com crescimento consistente de receita e novos recordes de rentabilidade. Com sinalização de vendas interessante para o início de 2026, a Direcional negocia a um múltiplo P/L de 7,3 vezes para 2026 e permanece entre as recomendações da Empiricus.

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Alpargatas (ALPA4) registra alta nas vendas nos EUA e Europa no 4T25; é hora de investir?

Alpargatas (ALPA4) divulgou seu resultado do 4T25 com avanços importantes na comparação com o mesmo período do ano anterior. A companhia mostrou uma alta de +1,8% no volume de pares vendidos (sell-in), puxado pela frente internacional, que apresentou crescimento relevante em todas as regiões, especialmente nos Estados Unidos.

Vale notar que esse crescimento reflete o movimento de estocagem do novo distribuidor local, e ainda não nos diz se a estratégia está se refletindo em maiores vendas para o consumidor final (sell-out). Ainda assim, o elevado volume mostra alguma confiança do Eastman (parceiro local) com essa nova empreitada.

Ainda em Internacional, apesar de ter apresentado crescimento menos expressivo que os EUA, as vendas na Europa (+29%) mostram cada vez mais resultados positivos dos esforços recentes de marketing e logística.

No Brasil, o volume de pares vendidos apresentou retração de 2,2%, o que entendemos apenas como um ajuste de estoques da cadeia. Mais importante que isso é o avanço de +7,8% do sell-out, que inclusive permitiu um ganho de +3 p.p. de share no canal alimentar, para 78%, e em especializado (melhor margem) que, de acordo com os executivos, deve ter alcançado 45%.

Principais números do 4T25 da Alpargatas

Com evolução no mercado internacional e melhora de mix de produtos e canais no Brasil, a receita consolidada saltou +11,8% no 4T25, para R$ 1,3 bilhão.

A eficiência de custo dos produtos vendidos (-16,9% vs 4T24) e melhoria do mix, resultou em um salto de +17,7% no lucro bruto ajustado (excluindo os ajustes de write-off do 4T24) e +2,5 p.p. de margem bruta ajustada. Mesmo com entregas relevantes em termos de diluição de gastos, os executivos acreditam que podem mostrar melhorias adicionais de margem com novas ações de produtividade.

Por outro lado, vimos um aumento maior do que o esperado na linha de despesas, especialmente com marketing, que acabaram se concentrando no 4T25. Com isso, o ebitda ajustado subiu +5,4%, para R$ 211,2 milhões, mas a margem caiu -1 p.p. frente ao 4T24 (ajustada pelas baixas de estoques ocorridas naquele trimestre). Por fim, o lucro líquido da Alpargatas atingiu R$ 197,3 milhões vs R$ 2,1 milhões no 4T24.

Na Rothy’s, a operação foi impactada pelas tarifas de importação chinesa dos Estados Unidos – receita mostrou queda de -2,8% para US$ 75,9 milhões e as margens foram pressionadas, embora a linha final ainda tenha sido beneficiada por reconhecimento fiscal de prejuízos acumulados.

Para melhorar a estrutura de capital, a companhia realizou a redução de capital e distribuição de proventos no 4T, que somaram R$ 1,1 bilhão. Mesmo assim, o endividamento segue em níveis saudáveis com alavancagem em 0,8x dívida líquida/ebitda.

Petróleo, ganho de share e como se posicionar em ALPA4

Após a forte disparada do petróleo, os executivos também aproveitaram a oportunidade para minimizar impacto nos custos com matéria-prima. Eles informaram que a companhia tem estoque suficiente para cobrir a demanda no primeiro semestre, e não veem risco de suprimento no curto prazo já que o despacho vem do Atlântico. Ainda assim, continuaremos acompanhando de perto esse tema.

Seja como for, o 4T25 da Alpargatas mostrou sinais mais concretos de evolução da operação internacional, que deve ser sua próxima grande avenida de crescimento. Além disso, no Brasil a companhia não apenas tem defendido sua enorme participação de mercado como ainda tem ganhado share, com boa gestão de mix e canais.

Por 11,7x lucros e 6,3% de dividend yield esperados para 2026, a ação ALPA4 permanece com recomendação de compra.

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Eneva (ENEV3): despachos impulsionam crescimento no 4T25, apesar de lucro abaixo do esperado; confira análise

A Eneva (ENEV3) apresentou resultados do 4T25 com forte crescimento na comparação anual, apesar de um pouco abaixo das expectativas.

No complexo Parnaíba, o ebitda do Eneva cresceu +1%, para R$ 296 milhões, abaixo das expectativas, com maiores despachos sendo parcialmente compensados por menores margens de comercialização. Na UTE Jaguatirica II, em Roraima, o ebitda cresceu +5,4%, para R$ 103 milhões, impulsionado por reajustes da receita fixa. O hub Sergipe mostrou boa evolução de +11,7% no ebitda, para R$ 367 milhões, ajudado por reajustes de receita fixa, maiores despachos, parcialmente compensadas por menores resultados de comercialização de gás on-grid.

Linhas de atuação da ENEV3 no 4T25

No segmento de geração a gás com combustível de terceiros (usinas a gás adquiridas do BTG em 2024), o ebitda expandiu +41%, para R$ 494 milhões, ajudado por maiores despachos e reajustes de receita fixa. Vale mencionar que os contratos dessas usinas se encerraram em dezembro/25 (Viana 1 e Linhares) e janeiro/26 (Povoação e Linhares 1). Linhares tem um novo contrato de fornecimento a partir de julho/26, enquanto as outras usinas permanecem aguardando uma nova oportunidade de recontratação.

Nas usinas a carvão, o ebitda ajustado por impairments realizados no 4T24 cresceu +19,6%, para R$ 140 milhões, com menores custos variáveis, enquanto as usinas a óleo mostraram avanço de +210% no ebitda, por conta da antecipação de contratos que estavam previstos para começar em jul/26.

O segmento solar segue sofrendo com as restrições operacionais impostas pelo regulador, o que resultou em um ebitda de -R$ 7,9 milhões.

O segmento de upstream (exploração e produção de gás) apresentou recuo de -50% no ebitda, com maiores despachos sendo mais do que compensados por maiores gastos exploratórios.

Finalmente, o segmento de comercialização de gás off-grid segue mostrando boa evolução, com ebitda saltando de -R$1,8 milhão para R$ 73 milhões no 4T25, se consolidado como uma alternativa de monetização do gás em períodos de baixos despachos.

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Lucro da Eneva no 4T25 fica abaixo do esperado

No consolidado, Eneva apresentou um ebitda de R$ 1,49 bilhão, aumento de 144% para o 4T24, mas um pouco abaixo das expectativas, especialmente por gastos exploratórios e menores margens de comercialização.

O resultado financeiro da Eneva melhorou cerca de R$ 1 bilhão frente ao 4T24, com efeitos positivos de variação cambial e marcação a mercado de swaps. Sem esses efeitos, o resultado financeiro teria melhorado cerca de R$ 200 milhões.

No fim, a Eneva apresentou um lucro líquido de R$ 192 milhões, abaixo das expectativas, mas com reversão do prejuízo de R$ 949 milhões no 4T24.

Além dos resultados, a companhia divulgou a atualização de reservas de gás na Bacia do Parnaíba. No fim de 2025, o volume total de reservas 2P somava 37,9 bilhões de metros cúbicos (bcm), um pouco acima da atualização anterior, que ocorreu no fim de 2023. Isso significa que a companhia encontrou mais gás do que o volume produzido no período, o que implica em índice de reposição de reservas acima de 100%. Lembrando que a Eneva segue firme em suas campanhas exploratórias, e que eventuais descobertas relevantes podem abrir novas avenidas de receita para a companhia.

Apesar de resultados um pouco abaixo das expectativas, Eneva tem um pipeline de crescimento importante, especialmente a partir de 2027, e entrará no Leilão de Reserva de Capacidade com boas chances de emplacar projetos de retornos elevados.

Por 7,6x valor da firma/ebitda 2026, as ações da Eneva segue como recomendação de compra pela Empiricus.

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Petrobras no 4T25: resultado em linha e dividendos acima do esperado; é hora de investir em PETR4?

A Petrobras (PETR4) divulgou resultados do 4T25 em linha com as estimativas e dividendos acima do que o mercado esperava. Em Exploração e Produção (E&P), a receita recuou -9% vs 3T25, para US$ 14,3 bilhões, impactada pela desvalorização do petróleo. O lifting cost aumentou ligeiramente, devido à valorização do real frente ao dólar e algumas paradas para manutenção. No trimestre, a companhia ainda reconheceu -US$ 1,5 bilhão em perdas por impairment. Ajustado pelos não recorrentes, o ebitda de E&P recuou -13,3%, para US$ 9,5 bilhões, um pouco abaixo das expectativas.

Por outro lado, o segmento de Refino mostrou evolução sólida de +45% no ebitda ajustado, que chegou a US$ 1,8 bilhão (acima das expectativas), ajudado por maiores exportações de petróleo e melhores margens, parcialmente compensado por menores volumes no mercado interno.

Por fim, no segmento de Gás e Energias de Baixo Carbono o ebitda subiu de US$ 203 milhões para US$ 425 milhões, em função da contabilização de receitas provenientes de contratos firmados em dezembro e também pela antecipação do fornecimento de energia de contratos firmados no Leilão de Capacidade de 2021.

Resultado financeiro da Petorbras no 4T25

No consolidado, o ebitda ajustado atingiu US$ 11,1 bilhões, em linha com as expectativas, e o lucro líquido da Petrobras desconsiderando os efeitos não recorrentes recuou -9,3%, para US$ 4,7 bilhões. Tema central das discussões e preocupações nos últimos trimestres, o capex atingiu US$ 6,3 bilhões, crescimento de +14,6% vs. 3T25, mas relativamente em linha com as estimativas do mercado. Mesmo assim, a companhia divulgou dividendos acima do esperado (US$ 1,5 bilhão), ajudada pelo efeito positivo de redução do capital de giro no trimestre.

Se por um lado a dívida líquida aumentou 2,6%, para US$ 60,5 bilhões, deixando menos espaço para surpresas positivas com dividendos nos próximos trimestres, por outro lado a forte alta do petróleo observada nos últimos dias será um vento favorável para a geração de caixa. Por 3,8x valor da firma/ebitda e um dividend yield próximo de dois dígitos, as ações PETR4 seguem com recomendação de compra pela Empiricus Research.

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Estapar (ALPK3) fecha ano muito bem com o primeiro lucro anual desde o IPO; veja análise do 4T25

A Estapar (ALPK3) divulgou mais uma rodada de resultados sólidos referentes ao 4T25, marcando seu primeiro lucro anual desde o IPO.

Assim como apontado na prévia, a receita líquida cresceu 16,1%, para R$ 499 milhões, um recorde trimestral, ajudada pela evolução de todos os segmentos – destaques para Zletric (+56%) e Concessões Off-Street (+19%).

Mais uma vez, o crescimento de receita da Estapar veio acompanhada de uma diluição de custos e despesas. O lucro bruto caixa (ajustado por um efeito não recorrente que ajudou o 4T24) cresceu +19%, com expansão de +0,8 p.p. na margem bruta. As despesas mostram redução de -0,2 p.p. na participação da receita.

Com esses efeitos, o ebitda da Estapar cresceu +17,8%, para R$ 86,1 milhões, com ganho de +0,2 p.p. de margem. Destaque ainda maior para o ebit, que aumentou 32,6% com expansão de +1 p.p. de margem, refletindo crescimento contido nas despesas com depreciação, reflexo da estratégia asset light adotada nos últimos anos, com foco no segmento Alugadas.

Impacto da inflação no resultado financeiro e primeiro ano no positivo – vale investir?

Refletindo o aumento de juros no período, o resultado financeiro piorou -7,6%, para -R$ 57 milhões. Ainda assim, a Estapar apresentou um lucro líquido de R$ 2,7 milhões no trimestre e de R$ 14 milhões no ano de 2025.

A companhia terminou 2025 com um custo médio de dívida de 1,65% (ante 2,35% um ano antes) e uma relação dívida líquida/ebitda de 2,3x, confortável para a previsibilidade do negócio e que tem permitido novas emissões com remunerações ainda mais baixas.

No 4T25, os investimentos somaram R$ 88 milhões vs. R$ 46 milhões do 4T24, principalmente por conta do crescimento em Alugadas e Contratos de Longo Prazo.

O primeiro lucro anual desde sua listagem mostra que a Estapar deixou a fase de turnaround para trás, e agora conta com uma perspectiva bastante promissora pela frente. ALPK3 segue com recomendação de compra na Empiricus Research.

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Como foi o 4T25 da B3 (B3SA3)? Confira se vale a pena investir nas ações da Bolsa de Valores do Brasil

A B3 (B3SA3) reportou seu resultado do 4T25 com um crescimento interessante de receita e margens, mas com impacto na linha final por conta de alterações contábeis de imposto. Mesmo com juros ainda elevados, a B3 apresentou um bom crescimento de top-line no 4T25, reforçando o benefício do seu portfólio diversificado, mas que também soube aproveitar a recente virada positiva da Renda Variável.

Destaques da B3 no balanço do 4T25

Os grandes destaques do trimestre foram as receitas de Soluções para Mercados (+26,7%) e Analíticas de Dados (+19,6%), com o avanço dos produtos de análise do mercado, aumento de venda de veículos e financiamento. Além disso, dentro de Mercados, Renda Fixa mostrou um aumento relevante de +34%.

No consolidado, a companhia reportou uma receita total de R$ 3,0 bilhões, alta de +10,6% frente o 4T24. Com um menor avanço das despesas ajustadas (+4,7% vs 4T24) por conta de redução de gastos com pessoal, consultorias e melhor calendário de projetos, que reduziu a linha de tecnologia, o ebitda recorrente somou R$ 1,8 bilhão com margem de 69%, avanços anuais de +14,5% e +1,75 p.p., respectivamente.

O maior saldo em caixa e juros mais altos na comparação anual levaram o resultado financeiro a um saldo positivo de R$ 95,2 milhões. Entretanto, as atualizações contábeis de imposto sobre o ágio impactaram a linha final, que marcou R$ 907,8 milhões (-23%). Sem esses impactos, o lucro líquido recorrente teria alcançado R$ 1,5 bilhão, alta de +21,9% na comparação anual e acima das expectativas.

Ações B3SA3: compra ou vende?

Mais uma vez, a companhia provou os benefícios de um portfólio diversificado, sem perder os benefícios de uma virada de ciclo para os ativos brasileiros. Com o início do corte de juros, a Renda Variável deve voltar a ganhar destaque nos próximos trimestres – inclusive os dados de janeiro já indicam um avanço interessante dessa linha. B3 segue com recomendação de compra na Empiricus Research.

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Sanepar (SAPR11): 4T25 não atinge expectativas, mas mantém alavancagem controlada; ações valem a pena?

A Sanepar (SAPR11) apresentou resultados mais fracos que o esperado no 4º trimestre de 2025 (4T25), mais uma vez pressionados por gastos acima das expectativas.  

A receita líquida cresceu +6,5%, para R$ 1,9 bilhão, ajudada por crescimento de volume e ligações de água e esgoto, além de revisão tarifária de 3,8% realizada em maio de 2025.  

Os gastos, por sua vez, saltaram +11,8%, para R$ 1,3 bilhão, impactados principalmente por aumento nas despesas com pessoal, terceiros, provisões para contingências e perdas na realização de créditos. 

Com isso, o Ebitda ficou praticamente estável na comparação anual, em R$ 756 milhões, e abaixo das estimativas. Excluindo os efeitos não recorrentes, o valor teria alcançado R$ 802 milhões, alta de +5,6%. 

Por fim, o lucro líquido do 4T25 foi de R$ 361 milhões, queda de -12,5% vs. 4T24, atrapalhado principalmente pelo crescimento de custos e despesas.  

Sanepar (SAPR11): Vale a pena comprar ações após números do 4T25?

Mesmo com a queda do resultado operacional, a alavancagem segue bastante controlada, em 0,6x a dívida líquida/Ebitda.  

A Sanepar apresentou mais uma rodada de resultados impactados por maiores gastos que o esperado. Por outro lado, as ações seguem negociando por múltiplos descontados (5x valor da firma/Ebitda) e um dividend yield que pode surpreender positivamente, a depender do desfecho do precatório.

Além disso, após a privatização da Copasa, Sanepar será a única estatal de saneamento listada, o que pode ajudar a trazer uma nova narrativa para os papéis

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Weg (WEGE3): Balanço do 4T25 é ‘foto e não filme’; veja recomendação de analista e como destravar seu acesso a mais de 11 carteiras da Empiricus

Nesta semana, a Weg (WEGE3) reportou seu balanço trimestral do 4T25 com um lucro líquido de R$ 1,588 bilhão, que indica uma queda de 6,3% em comparação ao 4T24.

Além disso, o Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 2,292 bilhões no 4T25, montante 4% inferior ao 4T24. Apesar dos números amargarem parcialmente o ânimo dos investidores com a empresa, analistas enxergam que esse pode ser um comportamento de quem está olhando apenas a “foto”, ao invés do filme.

Por que a Empiricus segue confiante para investir em Weg?

Toda vez que se fala em grandes histórias de multiplicação da Bolsa, a Weg é uma das protagonistas e para o analista de ações da Empiricus Research, Ruy Hungria, “isso não é por acaso.”

Segundo ele, mesmo que a companhia esteja inserida em um segmento distante do consumidor final, a companhia construiu sua reputação perante os investidores pela consistência na entrega resultados:

  • Crescimento de receita;
  • Avanço do lucro;
  • Expansão de capacidade produtiva;
  • Evolução de margens;
  • E por último, mas talvez o mais importante, uma trajetória marcada por execução disciplinada e alocação eficiente de capital. 

O que aconteceu nesse último trimestre, conforme a análise de Hungria, foram efeitos tanto da desvalorização cambial, como da queda na contração na vertente de energia solar.

Apesar disso, Hungria ressalta que a empresa conseguiu entregar melhores margens e manter um excelente nível de retorno. “Ainda vemos essa dinâmica pressionando os números de 2026, mas enxergamos uma forte recuperação a partir de 2027”, comenta o analista.

Negociada a 30x seu lucro para 2026, as ações da WEGE3 seguem com recomendação de compra na Empiricus Research.

Junto a Weg, outras ações são acompanhadas diariamente pelos analistas da casa, que compõem as carteiras recomendadas. E agora, o investidor pode acompanhar todo o material de análise da casa atualizado por um valor muito acessível.

Empiricus lança ‘modelo streaming’ com acesso a todas as carteiras a partir de R$ 14,90 ao mês

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Axia Energia (AXIA6) entrega mais um bom resultado no 4T25 e confirma ‘vocação’ para dividendos; confira

A Axia Energia (AXIA6) reportou mais uma rodada de resultados sólidos, em linha com a melhora que já vinha sendo mostrada há alguns trimestres.

A receita consolidada caiu –5,5% com relação ao 4T24, para R$ 9,9 bilhões, impactada pela venda de usinas térmicas e ressarcimento de eólicas no período, e parcialmente compensada pelo aumento da Parcela de Ajuste nas receitas de transmissão.

Apesar desse recuo no top line, a companhia foi eficiente na linha de gastos. Os custos e despesas despencaram no período, com menores gastos para compra de energia (-20%) e despesas gerenciáveis – PMSO ( -15,9%) na comparação anual.

Esses fatores fizeram o Ebitda saltar +12,9%, para R$ 5,7 bilhões, em linha com as expectativas do mercado, mesmo considerando impactos negativos não recorrentes.

Lucro da Axia no 4T25 tem salto relevante

Por fim, ajudada por menores despesas financeiras e uma menor alíquota de IR, o lucro líquido da Axia chegou a R$ 2,6 bilhões, um salto expressivo frente ao 4T24 (R$ 1,1 bilhão).

O endividamento terminou o ano em 2x dívida líquida/ebitda, e o estoque de compulsórios caiu -R$ 600 milhões vs. 3T25 e -R$ 2,6 bilhões na comparação anual.

Por 7,8x valor da firma/ebitda e resultados que mostram cada vez mais sua vocação para pagar dividendos, Axia segue como recomendação da Empiricus.

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Nvidia (NVDC34) entrega resultado acima do esperado como de praxe e indica demanda ‘insaciável’ por chips; confira análise

Após o fechamento dos mercados da quarta-feira (25), a Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA) reportou os números do quarto trimestre do ano fiscal de 2026 (encerrado em janeiro). Mais uma vez, a maior empresa em valor de mercado do mundo surpreendeu positivamente os mercados – ainda mais considerando a projeção para o próximo trimestre, que veio bem acima do consenso.

No trimestre a companhia reportou vendas de US$ 68,127 bilhões, valor 73% maior do que o apresentado um ano atrás.

Confira o desempenho por linha de segmento da Nvidia no 4T25

Analisando por segmento, a parte Compute & Networking totalizou US$ 61,651 bilhões, um aumento de 71% na comparação anual, enquanto a parte Graphics teve vendas de US$ 6,476 bilhões (+97% vs. 4T25).

Já por plataforma de mercado, a linha de Data Center reportou receita de US$ 62,314 bilhões (+75% vs. 4T25), sendo US$ 51,334 bilhões (+58%) voltados a Compute e US$ 10,980 bilhões (+263%) de produtos de Networking. A parte de Gaming, que fez a fama da empresa no começo da sua existência com as placas de vídeo para jogos, teve vendas de US$ 3,727 bilhões (+47%).

Após trimestres apresentando uma leve redução na sua margem bruta, a companhia conseguiu melhorar esse indicador em quase 2 pontos percentuais ante o mesmo trimestre do ano anterior, encerrando o período nos 75,2%.

Essa melhora no mix de vendas de produtos, somado a alavancagem operacional do negócio, fez com que a empresa reportasse um lucro operacional ajustado de US$ 46,107 bilhões, crescimento de 81% em relação a um ano atrás.

Resultado financeiro da Nvidia no 4T25

Na linha final de resultado, o lucro líquido ajustado no trimestre foi de US$ 39,552 bilhões, ou US$ 1,62 por ação, valor 82% maior na comparação anual.

Os números referentes ao ano fiscal de 2026 apenas deixam mais claro que a companhia está na vanguarda da tecnologia voltada à Inteligência Artificial.

Nos doze meses, as vendas líquidas foram de US$ 215,928 bilhões, valor 65% maior do que no ano anterior, com a quase 90% de produtos voltados a Compute & Networking (US$ 193,479 bilhões, +67%). A parte Graphics reportou receita de US$ 22,459 bilhões (+57%).

Por plataforma, a linha para Data Center totalizou US$ 193,737 bilhões, aumento de 68% na comparação anual – sendo US$ 162,361 bilhões (+59%) para Compute e US$ 31,376 bilhões (+142%) de Networking –, enquanto os chips para Gaming apresentaram receita de US$ 16,042 bilhões (41%).

Dado a piora nas margens no começo do ano, a companhia acabou reportando uma margem bruta para o período de 71,3%, 4,2 pontos percentuais a menos do que no período anterior. Contudo, com a melhor produtividade na entrega de novos sistemas ao longo de 2026, como visto nos números do último trimestre, a perspectiva é que a empresa consiga retornar esse indicador na casa dos 75%.

Por outro lado, ela manteve o bom controle de despesas operacionais, que aumentou menos do que as vendas (42% vs. AF25), fazendo com que o lucro operacional ajustado totalizasse US$ 137,300 bilhões no ano fiscal de 2026, valor 58% maior na comparação anual.

O lucro líquido ajustado da Nvidia no ano foi de US$ 116,997 bilhões, o equivalente a US$ 4,77 por ação, crescimento de 60% em relação ao ano anterior.

Projeções para o ano fiscal de 2027

Além dos ótimos números divulgados, a direção da companhia também surpreendeu positivamente os mercados com as projeções para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2027.

Isso porque a Nvidia enxerga que a receita fique na casa dos US$ 78 bilhões no período, o que representaria um aumento de quase 80% quando comparado com o primeiro trimestre do ano anterior. O mais impressionante é que o consenso de mercado indicava algo perto dos US$ 72 bilhões, mostrando que a demanda por chips segue muito acima do esperado pelos investidores.

Outro ponto positivo foi a manutenção da margem bruta ajustada nos 75%, reforçando a visão da companhia que, após os ajustes iniciais para a produção dos sistemas Blackwell, ela já se encontra em um nível que permite ela auferir os reais ganhos com a venda desses produtos.

Após os resultados divulgados pelas maiores hyperscalers do mundo, os números da Nvidia só reforçaram a importância que ela tem para o mercado.

Segundo a companhia, essas provedoras de computação em nuvem representam aproximadamente 50% da receita dos chips de Data Center – e o restante veio de uma base de clientes diversificada, que trouxe uma boa parte do crescimento desse segmento.

Desde o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, a receita dessa linha multiplicou por 13 vezes. Até mesmo produtos tido como obsoletos por parte do mercado, como o Hopper e Ampere, seguem com utilização máxima nas provedoras de computação em nuvem.

Outro ponto interessante é que, mesmo com as ótimas perspectivas para o negócio, a projeção de receita para o trimestre ainda não considera as vendas para a China. Dado que o Governo chinês recentemente aprovou a compra de alguns sistemas específicos apenas recentemente, existe uma chance de a companhia surpreender para cima na primeira linha de resultado na próxima divulgação de balanços.

Durante a conferência com os analistas, tanto o CEO Jensen Huang como a CFO Colette Kress fizeram questão de reforçar alguns pontos que, na visão deles, o mercado tem interpretado de maneira errônea.

O primeiro está relacionado a capacidade de monetização das empresas que estão investido pesadamente na infraestrutura de IA.

Com a profusão de agentes de IA nos últimos meses, Huang entende que o “momento ChatGPT” para esse tipo de produto terá início a partir de agora. Isso porque, diferentemente do momento inicial, a partir de agora o resultado para os usuários estará mais ligado a parte de inferência do que de computação – permitindo que várias companhias ofereçam serviços com alta capacidade de geração de fluxos de caixa, comparado com a visão focada em custos da fase anterior.

O outro é que esses agentes de IA seriam um problema para as empresas de Software. Para Huang, na verdade, as novas soluções permitirão essas companhias incorporar essa tecnologia nos seus produtos, melhorando a experiência do usuário.

Reação das ações NVDA ao balanço trimestral

Apesar desses pontos apresentados, após uma reação inicial positiva (com o papel subindo 3% no after-market) a ação da companhia apresentava uma valorização perto de 1% antes da abertura dos mercados nessa quinta (26).

Parte do ceticismo ainda parece estar mais relacionado a sustentabilidade dos investimentos na infraestrutura de IA nos próximos meses. Caso alguma das grandes companhias resolvam rever suas projeções de capex no futuro próximo, a percepção é de que os números da Nvidia seriam altamente impactados (para baixo).

Contudo, considerando os números divulgados, a ação voltou a negociar na casa das 24 vezes seus lucros projetados para o ano. Esse patamar é o mesmo quando o mercado sofreu com o anúncio das tarifas pelo Governo Trump, em maio do ano passado – o que se mostrou um belo momento de compra do papel, que se valorizou mais de 100% desde então.

Isso não significa que o investidor deva esperar um retorno similar agora (até porque, se isso acontecesse, a empresa passaria a valer quase US$ 10 trilhões).

Entretanto, dado a importância da companhia para o desenvolvimento da tecnologia de IA, vejo o patamar de preços atrativos para o investidor que queira apostar uma parte do seu portfólio nessa tecnologia. Mantemos nossa recomendação de compra para as ações da Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA), uma sugestão da série IA Cash.

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WEG (WEGE3) sente impacto de energia solar e câmbio no 4T25, mas sinaliza recuperação à frente; veja análise

A Weg (WEGE3) divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025, com uma receita abaixo da expectativa de mercado, porém compensada por melhora de margens, o que resultou em um EBITDA de R$ 2,29 bilhões, em linha com o consenso.

Mesmo com receios de uma desaceleração industrial no exterior por conta das tarifas, a empresa conseguiu aumentar suas vendas no mercado externo. A receita líquida da Weg em dólares cresceu 7,8% em relação ao 4T24, atingindo US$ 1,18 bilhão. Em reais, o crescimento foi de 1,4% a/a, impactado principalmente pela desvalorização cambial no período.

No mercado doméstico, porém, houve recuo de -12% a/a, impactado principalmente pela frente de Geração, Transmissão e Distribuição de energia. A receita no mercado interno foi de R$ 3,89 bilhões no trimestre.

No consolidado, a Receita Operacional Líquida (ROL) do 4T foi de R$ 10,25 bilhões (-5,3% a/a), enquanto a expectativa do mercado era algo próximo de R$ 10,8 bilhões. Em 2025, a Weg totalizou uma receita de R$ 40,8 bilhões, crescimento de 7,4% a/a, mesmo em um ano desafiador em função da volatilidade política, tarifas dos EUA e uma indústria mais contida no mercado externo. 

Análise da Weg no 4T25 por linha de atuação

Na análise por frentes de negócios, a vertical de Equipamentos Eletrônicos Industriais (EEI) teve um incremento de receita de 0,95% a/a, somando R$ 5,11 bilhões. Destaque para o mercado interno (receita de R$ 1,64 bilhão, +5,7% a/a), com a atividade industrial positiva para equipamentos de ciclo curto e boa demanda de novos negócios. No mercado externo, a atividade industrial se manteve saudável, porém com o impacto cambial, a receita em reais caiu -1,1%, totalizando R$ 3,47 bilhões. A ROL da frente representou 49,9% do total reportado.

A frente de Geração, Transmissão e Distribuição de energia (GTD) foi a principal detratora na performance, com contração anual de -14,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A linha sofreu forte impacto no mercado interno, principalmente no que tange à geração de energia solar, que teve menos projetos ativos no período. A receita doméstica caiu -29% em relação ao 4T24. No mercado externo, a contração foi de -0,7% a/a impactada pelo dólar e por oscilações de projetos de T&D. Ainda assim, na comparação trimestral a receita do exterior cresceu 20%. A linha consolidada soma participação de 38,7% na ROL total da companhia, com R$ 3,682 bilhões.

O segmento de Motores Comerciais e Appliance (MCA) registrou receita de R$ 738 milhões (+2,5% a/a), com uma participação de 7,2% na ROL total da empresa. Houve estabilidade na demanda do mercado interno (-0,1% a/a), e crescimento de 5,2% no exterior, principalmente na China e na América do Norte.

Tintas e Vernizes (T&V), que possui a menor participação no ROL total da companhia (4,2% do 4T25), registrou um uma receita operacional líquida de R$ 435 milhões (+3,3% a/a). O resultado foi impactado pelo aumento de vendas no mercado externo, que cresceu 5,4% com destaque para a operação no México e contribuição dos negócios recém adquiridos da Heresite.

  • LEIA MAIS: Empiricus lança Incubadora de ICOs para ajudar investidores a acessar criptomoedas embrionárias com alto potencial lucrativo; saiba como participar

Resultados financeiros da Weg

Apesar da receita consolidada abaixo das expectativas, a companhia conseguiu compensar parcialmente essa pressão com bom controle de custos. O custo das mercadorias vendidas recuou -6,1% em função de maior eficiência operacional e um mix de produtos favorável, mérito do portfólio diversificado da companhia. Com isso, a margem bruta cresceu 0,6 p.p., para 34%, acima do esperado. Vale mencionar também o crescimento de despesas abaixo da inflação no período.

Com esses efeitos, o EBITDA da Weg recuou -4%, para R$ 2,29 bilhões, com expansão de +0,3 p.p. a/a na margem.

Também afetado pela queda de receita, o lucro líquido da Weg foi de R$ 1,6 bilhão no trimestre, -6,3% em relação ao mesmo período no ano anterior, com margem de 15,5% (-0,2 p.p. a/a).

A geração de caixa livre no ano foi negativa em R$ 4,36 bilhões, em função do CAPEX de R$ 2,9 bilhões em modernização e expansão de capacidade, além da amortização de dívidas e pagamentos de dividendos e JCP no período.

O ROIC, que mede a eficiência da empresa em gerar lucro operacional a partir do capital aportado na operação (tanto próprio como de terceiros), alcançou 32,5% no ano. O indicador fechou 2025 com queda de -1,7 ponto percentual em relação ao fim de 2024, mesmo com aumento do lucro operacional. Isso por conta do aumento de capital empregado em ativos imobilizados, para modernização e expansão nas unidades de produção a nível global.

Tese de investimento em WEGE3

Mesmo em um trimestre impactado pela valorização cambial e pelo segmento de GTD no Brasil, a empresa conseguiu entregar melhora de margens e manter um excelente nível de retorno.

Olhando para a frente, ainda vemos essa dinâmica pressionando os números de 2026, mas enxergamos uma forte recuperação a partir de 2027, com a expansão de capacidade de GTD. Negociada a 30x seu lucro para 2026, temos recomendação de compra para WEGE3.

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Vivo (VIVT3): resultados sólidos e forte geração de caixa são destaques do 4T25; hora de comprar?

A Vivo (VIVT3) reportou resultados sólidos referentes ao 4ª trimestre de 2025 (4T25), com excelente geração de caixa

No negócio Móvel, a receita de serviços cresceu +7% em relação ao 4T24, para R$ 9,8 bilhões, ajudada principalmente pelo aumento de ARPU (receita média por usuário), em função da contínua migração de clientes pré-pago.

Essa dinâmica explica o aumento de 9% da receita de pós-pago, que compensou a queda de -3,9% no pré-pago. O churn foi de apenas 1%, em linha com os últimos trimestres. Ainda em Móvel, a receita de aparelhos cresceu +13,7%, e chegou a R$ 1,4 bilhão

No segmento Fixo, o crescimento da receita foi de +5,4%, ajudado pela ótima expansão da receita de Fibra (+9,8%, chegando a R$ 2 bilhões, com aumento de 12% no número de casas conectadas) e na receita de Dados Corporativos e Serviços Digitais (+10,2%, para R$ 1,5 bilhão), com forte impulso das receitas B2B – cibersegurança, cloud, Internet of Things (IoT), etc. O crescimento do Fixo só não foi maior por conta da retração dos serviços legados, como voz e cabo, que seguem perdendo participação no todo. 

No consolidado, a receita líquida cresceu +7,1%, para R$ 15,6 bilhões, com crescimento em todas as linhas, exceto nos negócios legados.  

No período, a companhia apresentou um bom controle dos gastos, que cresceram menos do que a receita (+6,3%), com destaque positivo para despesas com pessoal, comerciais e de infraestrutura, que mais do que compensaram a pressão de custos com aparelhos. 

Com isso, o Ebitda saltou +8,1%, para R$ 6,7 bilhões, com expansão de +0,4 ponto percentual (p.p.) na margem. Esse crescimento do resultado operacional foi parcialmente afetado por uma piora do resultado financeiro; ainda assim, o lucro líquido cresceu +6,5%, para R$ 1,9 bilhão, em linha com o consenso. 

Vivo (VIVT3): salto no fluxo de caixa livre reforça boas perspectivas de remuneração aos acionistas

O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que saiu de R$ 1 bilhão no 4T24 para R$ 2,3 bilhões no 4T25, ajudado pelo aumento do Ebitda, menor capex e redução no capital de giro, o que reforça sua capacidade de geração de caixa e de remuneração do acionista. 

Falando nisso, está marcada para o mês de março a assembleia que decidirá a redução de capital de R$ 4 bilhões, e a companhia também acabou de aprovar um novo programa de recompras de até R$ 1 bilhão

Por 5,5x valor da firma/Ebitda e crescimento consistente, Vivo (VIVT3) segue com ótimo potencial de valorização e bons yields e, por isso, segue na carteira Vacas Leiteiras

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Iguatemi (IGTI11) tem 4T25 consistente com crescimento e consolidação de novas aquisições; veja destaques em 1 minuto

Resultado de Iguatemi (IGTI11) no 4T25 em 1 minuto:

  • Vendas totais crescem 12,8% no 4T25, alcançando R$ 7,9 bilhões, com avanço anual de 19,3% em 2025.
  • SSR cresce 6,6%, superando o IGP-M aplicado, refletindo capacidade de repasse e menor nível de descontos.
  • Taxa de ocupação encerra o trimestre em 96,7%, com custo de ocupação em 10,4%, em patamar historicamente baixo.
  • NOI ajustado cresce 10,0%, com margem de 98,3%, evidenciando eficiência operacional.
  • EBITDA ajustado sobe 3,0%, com margem de 76,8% no trimestre.
  • FFO ajustado recua 9,6%, pressionado por maior resultado financeiro.

Balanço de Iguatemi detalhado

A Iguatemi reportou os resultados do 4T25, encerrando o ano com desempenho operacional consistente. O trimestre refletiu tanto o crescimento orgânico dos ativos quanto a consolidação das participações adquiridas ao longo de 2025, especialmente Pátio Higienópolis e Pátio Paulista.

As vendas totais somaram R$ 7,9 bilhões no trimestre, avanço de 12,8% em relação ao 4T24. Nas mesmas bases, o crescimento também foi razoável: o indicador Vendas nas Mesmas Lojas (SSS) avançou 5,9%, enquanto o SAS cresceu 8,4%, superando a inflação do período. O desempenho reforça a resiliência do portfólio premium da companhia, mesmo em ambiente de juros elevados.

No aluguel, o indicador Aluguel nas Mesmas Lojas (SSR) registrou alta de 6,6%, acima do reajuste médio pelo IGP-M, refletindo ganho real e continuidade da redução dos descontos concedidos.

O custo de ocupação caiu para 10,4%, 0,1 p.p. abaixo do 4T24 e significativamente inferior à média histórica para o período, enquanto a inadimplência líquida permaneceu negativa (-3,5%). A taxa de ocupação encerrou o trimestre em 96,7%, sendo que, considerando os contratos iniciados ao fim do período, atingiu 98,2% em dezembro. Em nossa visão, esses resultados abrem margem para uma renegociação favorável de aluguéis ao longo de 2026.

  • VEJA MAIS: Acesse gratuitamente os principais resultados corporativos do trimestre com avaliações pelos analistas da Empiricus Research  – saiba mais aqui. 

Resultado final de Iguatemi é pressionado por crescimento de despesas

Em termos de rentabilidade, o resultado operacional líquido dos shoppings (NOI) foi de R$ 379 milhões, com avanço de 10,0% e margem de 98,3%, evidenciando forte alavancagem operacional.

O EBITDA ajustado somou R$ 324,6 milhões, crescimento de 3,0%, ainda que com compressão de margem frente ao 4T24, reflexo de efeitos não recorrentes comparativos e maior participação do varejo (I-Retail e Iguatemi 365) no consolidado.

Conforme esperado, o aumento das despesas financeiras pressionou o resultado final. O FFO (geração de caixa operacional) ajustado recuou 9,6% no trimestre, totalizando R$ 198,3 milhões, apesar do crescimento operacional. A alavancagem encerrou o período em 1,68x Dívida Líquida/EBITDA ajustado, patamar ainda confortável.

No campo estratégico, a companhia avançou na reciclagem de portfólio, com a assinatura de MOU para venda de participações minoritárias e, subsequentemente, aquisição adicional no Pátio Paulista, reforçando a estratégia de concentração em ativos dominantes.

Leitura de mercado sobre o balanço de IGTI11

No geral, a leitura final sobre o trimestre foi positiva, com números em linha com o consenso do mercado. Apesar da pressão no FFO no curto prazo, os indicadores operacionais seguem robustos, com crescimento real de vendas, custo de ocupação em mínimas históricas e margens operacionais elevadas, reforçando a qualidade estrutural do portfólio.

Temos visão construtiva sobre o segmento de shopping centers para 2026, com posicionamento favorável nos players listados e preferência por Multiplan (MULT3) nas assinaturas da Empiricus.

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