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Tensões geopolíticas voltam ao centro do cenário global e há um investimento ‘obrigatório’ para se posicionar, segundo analista da Empiricus

O mundo segue acompanhando de perto o desenrolar do conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre o mercado de energia. A interrupção no Estreito de Ormuz, rota por onde passam em torno de 20 milhões de barris de petróleo diariamente, tem pressionado os preços das commodities para cima.

Em 28 de março, a guerra completou um mês, ainda dentro do intervalo projetado pelos Estados Unidos, de quatro a seis semanas. A questão central, porém, é o elevado nível de incerteza sobre como o conflito será concluído. É justamente essa falta de visibilidade que vem impactando os preços de energia.

O analista da Empiricus Research, Matheus Spiess, destaca que esse é um mercado sensível a choques de ofertas e, somada a dificuldade de antecipar qual será a duração e a intensidade do conflito, cria-se um prêmio relevante nos preços.

Episódios como este geram dúvidas sobre se o movimento observado nos mercados é conjuntural, em que o trade acaba junto com o conflito, ou se é um ciclo mais amplo de valorização.

Vale lembrar que em crises anteriores à essa, o petróleo chegou a subir mais de 300%, enquanto outros ativos chegaram a superar essa marca. A leitura de Spiess é de que a situação atual pode dar início a um ciclo de valorização mais estrutural do que circunstancial.

Neste sentido, há um investimento que reúne ativos preparados para capturar as movimentações geradas pelo atual período de conflito geopolítico.

VEJA MAIS: Descubra qual o investimento “obrigatório” para capturar oportunidades em tempos de conflito

Os impactos do atual choque do petróleo

A região do Estreito de Ormuz, localizado no Oriente Médio, é a responsável pelo escoamento de quase 20% do consumo mundial de petróleo, e está no centro do mais recente conflito geopolítico.

O efeito inicial é direto no mercado de energia, que leva ao acionamento de mecanismos para compensar as perdas das disrupções no Estreito de Ormuz.

Enquanto parte do fluxo pode ser redirecionada por oleodutos alternativos, outro caminho é a liberação de reservas estratégicas, ainda que com limitação na velocidade de injeção no mercado. Há ainda algum efeito de incrementos de produção.

Apesar de todos os esforços, o analista da Empiricus destaca que o resultado é a reposição de algo entre 7 e 7,8 milhões de barris de petróleo por dia, muito abaixo dos cerca de 20 milhões que atravessam Ormuz.

“O resultado é um déficit estrutural expressivo: o mundo permanece ‘short’ em algo ente 12,6 e 13,4 milhões de barris por dia, o equivalente a aproximadamente 13% do consumo global”, diz Spiess.

Para além do mercado de energia e a consequente alta no preço dos combustíveis, o conflito cria riscos para a inflação dos alimentos, especialmente no Brasil.

Isso ocorre porque o problema causado pelas disrupções em Ormuz não fica limitado ao petróleo, ainda que seja um grande protagonista da situação. A situação atinge também os fertilizantes, uma vez que quase metade dos importados pelo Brasil também precisam cruzar a região de conflito.

Ainda que o Brasil conte com cerca de US$ 8 bilhões em importações vindas dessa região, o país não é único grande importador. Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã se consolidaram como fornecedores de fertilizantes nitrogenados desde 2020, atendendo também a Índia, Estados Unidos e países do Sudeste Asiático.

Neste cenário, o analista Matheus Spiess pondera que, além do petróleo, Ormuz marca um ponto de partida para um possível novo ciclo das commodities. A dinâmica dentro desses ciclos é bastante conhecida, conforme o analista.

O movimento costuma começar pelos metais preciosos, como o ouro. Em seguida, os metais industriais ganham tração, como o cobre, seguidos pelo setor de energia. Tudo isso já se concretizou até o momento, e as commodities agrícolas costumam aparecer em uma fase mais tardia do processo.

“A leitura central, portanto, é que o rali atual não é um fenômeno isolado, mas parte de um ciclo mais amplo de valorização das commodities, no qual diferentes classes de ativos avançam de forma sequencial […] Em outras palavras, o movimento observado em energia e, de forma incipiente, nas commodities agrícolas, pode ser apenas uma etapa de um ciclo mais amplo que começa a se desenhar”, diz o analista da Empiricus Research.

Oportunidades em cenário de conflito

O conflito atual, em todas suas nuances e impactos, evidencia um ambiente global mais fragmentando, com situações recorrentes de conflitos geopolíticos. Na prática, enquanto uma era de enfretamento entre potências corre, a forma de pensar em alocação muda.

O analista Matheus Spiess destaca que, após um longo período de protagonismo das ações do setor de tecnologia, surge um novo espaço mais equilibrado, em que ativos relacionados a energias, materiais e infraestrutura não só voltam a ganhar relevância, mas se tornam componentes estruturais de um portfólio.

“Em um mundo que se reorganiza em blocos de influência, no qual segurança e resiliência passam a ter peso igual ou superior à eficiência produtiva, é natural observar um novo ciclo de investimentos intensivos em infraestrutura, energia e capacidade industrial”, diz Spiess.

A combinação do aumento estrutural da demanda por commodities e um ambiente inflacionário mais persistente formam vetores que, juntos, reforçam a atratividade de ativos ligados a recursos naturais.

Somado a isso, desde 2025 um ambiente de dólar globalmente mais fraco se instalou, o que torna razoável argumentar sobre a aproximação de um ponto de inflexão mais amplo nos mercados, na avaliação do analista da Empiricus.

Ainda que o atual conflito se estabilize, sucessivas tensões geopolíticas têm se manifestado, em um mundo mais fragmentado e que tende a sofrer mais com choques de oferta. Neste cenário, cabe ao investidor incluir no portfólio ativos que historicamente se beneficiam de cenário de escassez e pressão sobre os recursos naturais.

Em tempos de conflito, há um investimento que reúne empresas brasileiras ligadas, incluindo nomes do petróleo, mineração e agronegócio, que posiciona investidores para o novo cenário.

Para saber como ter a chance de aproveitar as oportunidades que surgem das crises, vale conhecer qual o investimento dedicado para tempos de conflito.

O acesso é totalmente gratuito. Basta realizar um cadastro com apenas quatro informações para entrar na lista prioritária de acesso.

Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability). Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento que buscam refletir o desempenho de um índice de referência. Embora negociados em bolsa como ações, os ETFs apresentam riscos específicos, tais como variações no valor das cotas, diferença entre o desempenho do ETF e do índice (“tracking error”), liquidez variável no mercado secundário, e, quando aplicável, riscos associados à exposição internacional, cambial ou setorial. ETFs que utilizam derivativos, replicação sintética, alavancagem ou estratégias ativas podem apresentar riscos adicionais, que devem ser compreendidos previamente pelo investidor. A negociação de cotas em bolsa pode ocorrer por valores superiores ou inferiores ao valor patrimonial das cotas (NAV). Aspectos tributários podem variar conforme o tipo de ETF, a jurisdição do índice de referência e o perfil do investidor. A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. Não há garantia de que os investidores vão obter lucros, nem responsabilização pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

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Guerra no Oriente Médio, petróleo em alta e mercados em alerta: onde investir agora? Analista explica cenário e faz recomendação

Quem acompanha as notícias globais, certamente está ciente da guerra no Oriente Médio e da consequente alta dos preços do petróleo. Também deve ouvir falar bastante do estreito de Ormuz e do sentimento de receio que toma os mercados – desde as bolsas até as criptomoedas.

Porém, os pontos de conexão entre todos esses nomes e, especialmente, o que esperar da economia e dos investimentos em períodos de conflito, não são facilmente compreendidos por todo mundo.

Pensando nisso, Matheus Spiess, analista de macroeconomia da Empiricus Research, traz um “aulão” para explicar, de forma simples e clara, o que está acontecendo no mundo agora – e onde investir. Confira:

Abaixo, trazemos os principais pontos abordados no vídeo.

Estreito de Ormuz: o ‘ponto de estrangulamento’ da economia mundial?

Os receios econômicos mundiais começam pelo Estreito de Ormuz: uma passagem que, em seu menor ponto, possui cerca de 33km entre os Emirados Árabes Unidos e o Irã. É por lá que 20% do petróleo comercializado no mundo inteiro é escoado.

Ormuz é um dos oito principais choke points (“pontos de estrangulamento”, em português) do comércio marítimo global. Dentre os outros, estão nomes como os canais do Panamá e de Suez.

Desde o início do conflito, o Irã alega que o estreito está fechado, o que nunca aconteceu de forma formal, mas sim por meio de ameaças aos navios que ousassem atravessá-lo.

“O que existe é um fechamento na prática: as ameaças do Irã, e os barcos se recusando a atravessar – e as seguradoras das embarcações também falando que não é para atravessar”, afirma Spiess.

E por que é de interesse do Irã manter a passagem fechada? Bom, a explicação é simples: o Irã é militarmente inferior aos seus adversários no conflito. Com isso, o que resta é usar Ormuz como estratégia de guerra, atingindo diretamente toda a economia ocidental.

“Eles querem aumentar o custo econômico para o Ocidente o máximo possível, porque é o que resta para eles. Do lado militar, os EUA têm superioridade”, afirma Spiess.

Com o fechamento do estreito atingindo em cheio, especialmente, o escoamento do petróleo, a escassez leva o preço do barril às alturas – e todo o ocidente pode, literalmente, pagar a conta.

Irã pode ter motivos para normalizar funcionamento do estreito de Ormuz em breve, segundo analista

Segundo Spiess, para o Irã, o interesse de aumentar os custos econômicos para o restante do mundo pode ser de curto prazo – porque o próprio país é dependente do funcionamento normal da passagem.

“Falamos muito do que sai do estreito, mas pouco do que entra”, afirma Spiess. No caso, Ormuz é a principal porta de entrada de comida para o Irã, considerando que a produção local é escassa.

Manter o estreito fechado por muito tempo gera o risco de uma crise humanitária na região, o que não estaria nos melhores interesses do governo.

Um dos principais aliados econômicos do Irã, a China, também tem interesse na reabertura do estreito.

O que o mercado quer que aconteça no futuro próximo?

O mercado, no meio do fogo cruzado, não gosta de incertezas. Para muito além da alta do petróleo, isso é o que também tem gerado estresse nos ativos de risco globais.

Inicialmente, os EUA anunciaram que o conflito tinha prazo para acabar: cerca de 5 semanas. Porém, esse prazo está próximo de terminar – e não há sinais de arrefecimento. “A falta de perspectiva para o final de um conflito é o que incomoda o mercado”, afirma Spiess.

Para o analista, uma normalização do estreito de Ormuz é uma das principais expectativas do mercado no momento. Sendo o encerramento do conflito, claro, como cenário ideal.

Porém, Spiess comenta que nem o fim da guerra seria suficiente para que tudo volte a ser como era antes, pelo menos no curto prazo.

“Não basta só encerrar, porque começaremos a ter um legado desse conflito. Vai demorar muito mais tempo para termos uma situação normalizada”, afirma.

Estados Unidos também têm seus motivos para não continuarem guerra no Oriente Médio

O analista traz alguns pontos, em especial, que podem influenciar os EUA a encerrarem a guerra eventualmente.

  • Custos do conflito

Os EUA já gastaram mais de US$ 20 bilhões com esse conflito – e somam cerca de US$ 39 trilhões de dívida até o momento.

“O fiscal americano, que já está problemático, está piorando ainda mais por conta do conflito”, afirma. Somadas às contas públicas, um outro fator vem para exercer ainda mais pressão:

  • Inflação

“Se você impede que haja o tráfego de petróleo, isso encarece o petróleo e seus derivados. Consequentemente, o combustível na bomba fica mais caro, e então precisamos de reajustes de preços. O medo de inflação é muito grande, porque se há mais inflação, precisamos de mais juros”, afirma Spiess.

Esse é o “efeito dominó” mais temido pelos mercados. O que começa com a alta do petróleo, pode “acabar desaguando em outros segmentos”, como transportes, fertilizantes e alimentos, segundo o analista.

“Todo mundo tem medo disso [inflação], inclusive o próprio Donald Trump”, afirma o analista. Especialmente porque 2026 é ano de midterms – as “eleições de meio de mandato” nos EUA.

  • Eleições de meio de mandato nos EUA

Segundo Spiess, não parece ser de interesse de Donald Trump chegar às eleições de meio de mandato (midterms), no mês de novembro, com uma economia norte-americana fragilizada.

Nesse caso, o encerramento da guerra seria um fator aliado: “Se o conflito acabar o quanto antes, os preços podem normalizar, e a pressão esperada para a inflação seria minimizada”, afirma.

Uma recomendação de investimento para se expor ao xadrez geopolítico do momento

Spiess explica que, após um conflito que afeta diretamente a cadeia de suprimentos mundial, empresas e indústrias são obrigadas a se reorganizarem em forma de novos investimentos.

Esse boom de capex implica em um boom de inflação que, consequentemente, traz um “playbook” clássico na reação dos mercados: a compra de ativos de proteção, como o ouro, e também de commodities.

Historicamente, commodities agrícolas tendem a entrar em rali após períodos de disrupção nos preços do petróleo.

Hoje, os preços ainda não estão acompanhando a última alta do barril, o que cria “uma tese muito interessante” ligada à possível valorização que esses ativos podem capturar no futuro próximo.

Com isso, para o analista, esse é um bom momento para o investidor se posicionar em ativos ligados ao setor: sua principal recomendação é o ETF CMDB11, que replica a performance de ações de empresas brasileiras produtoras e exportadoras de commodities.

“Estruturalmente, acredito que as commodities estão entrando em um bull market, para além de um ou outro conflito”, conclui.

Clique no vídeo abaixo para assistir a aula na íntegra e, assim, ouvir mais sobre a tese de investimento, além de todos os principais pontos abordados:

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Preço do petróleo ‘não volta mais aos US$ 50’, diz analista que discute oportunidades de investimento nesse cenário

Com a escalada dos conflitos no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, culminando no fechamento do estreito de Ormuz, o petróleo à vista (tipo brent) segue negociado acima dos US$ 100 nessa semana, maior patamar dos últimos 4 anos.

Nesse cenário, investidores podem se perguntar até onde os preços podem ir, ou se é possível esperar por uma queda, uma vez que os conflitos sejam apaziguados de alguma forma.

Por enquanto, não há nenhum sinal concreto de encerramento da guerra no Oriente Médio. Mas mesmo que acordos venham, é possível que o preço do petróleo não volte a ser o que era antes.

“Se o conflito terminasse amanhã e o estreito de Ormuz fosse liberado, mesmo em uma questão de sobreoferta, entendo que o petróleo não volta mais para a casa dos 45, 50 dólares. Esse cenário saiu de cena”, afirma Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.

Ruy Hungria e Matheus Spiess, analista de macroeconomia da casa, comentaram o assunto no primeiro episódio da nova temporada do Empiricus PodCa$t, que foi ao ar no último sábado (14). Confira:

Em um mundo de conflitos, o petróleo segue sendo hedge geopolítico

Hungria explica que a guerra lembrou ao mercado que expectativas podem ser quebradas a qualquer momento, o que pode seguir refletindo no preço do petróleo por mais tempo.

“É simplesmente por conta de um prêmio de risco, o risco de que tenhamos uma quebra de oferta de alguma forma. Mesmo que o conflito passe, o mercado entendeu que não dá para tirar isso das contas. Essa incerteza já é suficiente para adicionar alguns dólares a mais ao valor do petróleo”, afirma.

“Estamos pulando de conflito em conflito. Não temos mais aquela janela prolongada de paz [no mundo]. Então, o petróleo serve de hedge geopolítico”, complementa Matheus Spiess.

O que esperar do preço do petróleo nos próximos dias?

Dada a volatilidade do cenário atual, ambos os analistas não cravam um teto de preço para o petróleo. Entretanto, a continuidade da alta não é descartada especialmente porque o governo iraniano tem interesse em escalar a guerra.

“É de interesse do Irã escalar, inviabilizando a passagem do estreito de Ormuz, por conta de seu papel fundamental na cadeia de suprimentos internacional. Não resta nada a eles, a não ser aumentar o custo econômico para o Ocidente”, afirma Spiess, que continua:

“Preços extremos são possíveis de acontecer, mas existe um cenário-base de que o conflito não dure tanto. Entretanto, não significa que não carreguemos consequências de um petróleo mais alto por algum tempo”.

Apesar disso, o analista conclui que o processo deve seguir a maior parte dos “exemplos históricos de choque geopolítico”. Isto é, a princípio, uma maior volatilidade, seguida de uma normalização nos mercados. Essa possível normalização é o ponto de maior atenção aos investidores.

“Diante dessa crise humanitária, podemos observar janelas de oportunidade para alguns ativos específicos”, conclui.

Nessas janelas de oportunidade, inclusive, há uma ação brasileira que tem sido uma das mais beneficiadas pela alta do petróleo, mas que, ao mesmo tempo, não depende desse rali para trazer boa performance.

‘Janela de oportunidade’: as ações brasileiras que podem se beneficiar do cenário atual

Dito isso, quais os “ativos específicos” recomendados pelos analistas no momento?

Ruy Hungria aponta que as petroleiras brasileiras têm se beneficiado desse cenário. Como a Petrobras (PETR4), por exemplo, que atualmente está presente em séries da Empiricus como Vacas Leiteiras e Double Income, focadas recomendações para dividendos e geração de renda extra.

Porém, a Petrobras está mais exposta ao risco político, segundo os analistas. Se o petróleo continuar subindo, o atual governo brasileiro pode se preocupar em não elevar o preço dos combustíveis.

“Combustível mais alto pega na popularidade do governo, que já está bem prejudicada ao longo dos últimos meses”, afirma Spiess. Consequentemente, é possível que “a conta da Petrobras não feche”.

Em contrapartida, a Empiricus também indica uma outra petroleira brasileira que não está exposta a esse risco e, ao mesmo tempo em que se beneficia da alta do petróleo, não depende apenas disso para gerar valor, favorecendo o ponto de entrada atual.

Essa empresa é uma “ótima geradora de caixa” e consegue “o operar com excelência a níveis de brent significativamente abaixo dos atuais”, independentemente do cenário atual, segundo o relatório.

Além disso, espera-se que seu custo de extração do petróleo fique em torno de US$ 8 por barril em 2026, valor considerado muito barato no setor. A empresa já está “ganhando muito mais dinheiro” atualmente, segundo Ruy Hungria.

“Essa empresa é a que mais gostamos, a melhor operadora entre as privadas, e tem uma grande expectativa de crescimento de produção. Ela, na verdade, é quem mais se beneficia dessa alta do petróleo”, conclui o analista no programa.

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Dólar, ouro ou petróleo: qual ativo oferece uma proteção mais eficiente hoje? Veja a opinião de 30 gestoras

A intensificação dos conflitos no Oriente Médio já repercute em alguns estudos do mercado financeiro. Enquanto Estados Unidos, Israel e Irã aprofundam uma guerra ainda sem fim previsto, a produção de petróleo mundial é pressionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Assim, gestores começam a antecipar seus próximos movimentos.

Em uma pesquisa realizada com cerca de 30 gestoras de multimercados que somam mais de R$ 160 bilhões de patrimônio líquido, a equipe da série Os Melhores Fundos de Investimento, da Empiricus Research, constatou que há um ativo de proteção preferido pelas casas.

Segundo os gestores, entre os ativos avaliados para uma proteção mais eficiente em um portfólio global diversificado, o dólar americano lidera com 41% das respostas. “A moeda reforça o seu papel como principal ativo de liquidez em momentos de aversão a risco”, comenta Alexandre Alvarenga, um dos analistas da série.

Na sequência petróleo e ouro empatam com 18%, refletindo a percepção de que choques na região tendem a impactar o mercado de energia e aumentar a demanda por ativos tradicionais de proteção, segundo o analista.

Ademais, 73% das gestoras também apontam que as decisões de posicionamento atual estão embasadas de forma tática e temporária. Já os outros 27%, enxergam o movimento dentro de uma mudança mais estrutural de regime.

Juros no Brasil e EUA devem mudar de rota com pressão sobre o petróleo?

Alvarenga salienta que as expectativas das gestoras seguem indicando uma trajetória gradual de queda de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, pelos próximos anos. Nos EUA, as projeções apontam taxas ligeiramente abaixo das estimativas do próprio Federal Reserve, com mediana estável em 3%.

Embora nesta semana as projeções do Boletim Focus, sugiram um ciclo de corte de juros menor, “o cenário sugerido pelas gestoras aponta para queda gradual da taxa nos próximos anos, com estabilização em patamar ainda elevado no horizonte mais longo”, comenta Alvarenga.

  • Contextualizando: A taxa Selic reside em 15,00% a.a atualmente e a projeção atual do Focus é que ela consiga regressar a um patamar de 12,13% ao ano.

Enquanto isso, a expectativa das gestoras para a taxa de juros no Brasil indica uma mediana de 12,00% em 2026. Para 2027 e 2028, as estimativas dos especialistas permanecem estáveis em 10,00%.

Já nos EUA, a taxa de juros atualmente está em torno de 3,75% ao ano. As gestoras enxergam um leve ajuste para baixo no curto prazo, com a mediana das projeções para 2026 recuando de 3,5% para 3,0% – valor abaixo da estimativa mais recente do Federal Reserve (3,6%).

Diante de conflitos no Oriente Médio, apetite por risco evaporou?

A pesquisa mostrou que o viés permanece favorável para bolsas fora dos EUA, tanto em mercados desenvolvidos quanto emergentes, ainda que com um posicionamento equilibrado considerando uma dinâmica de risco.

Alvarenga observa que há um aumento gradual do orçamento de risco. Assim, a maior parte das gestoras têm deixado uma fatia de 25% a 50% investida em ativos mais arriscados.

Em relação ao mês anterior, entretanto, nota-se um crescimento das estratégias que alocam 75% a 100% nesses ativos, indicando maior apetite ao risco.

Para os próximos seis meses, predomina a expectativa de aumento adicional do risco, seguida das visões de estabilidade. A possibilidade de redução permanece minoritária, ainda que tenha ganhado força se comparada ao mês anterior.

Acompanhe a pesquisa mensal completa no relatório da equipe de Os Melhores Fundos de Investimentos aqui.

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Não é Petrobras (PETR4): alta do petróleo favorece entrada em outra ação do setor, segundo a Empiricus

A intensificação dos conflitos no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem pressionado fortemente os preços do petróleo. Nos últimos dias, a commodity entrou em forte alta até o brent spot atingir US$ 119 na última segunda-feira (9), nível mais alto desde 2021.

Essa disparada está ligada, sobretudo, à situação do estreito de Ormuz, passagem estratégica pela qual escoa grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio para os mercados globais. O governo iraniano alega que a rota está fechada.

Nesta terça-feira (10), o preço do petróleo passou a cair rapidamente, para o patamar dos US$ 90, após afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a guerra no Irã pode terminar em breve.

Diante desse cenário, o Ibovespa, que também ficou pressionado pelo conflito, mostrou “alívio”. Ao longo do pregão desta terça o índice chegou a apresentar alta de 1,62% no início da tarde.

De qualquer forma, as proporções do conflito ainda são incertas, e não há previsão de retomada das atividades “integrais” do estreito de Ormuz.

Esse cenário pode continuar pressionando os preços para cima o que, por um lado tende a amplificar a aversão ao risco nos mercados globais. Contudo, também pode beneficiar ações ligadas ao setor de óleo e gás.  Nesse contexto, como investidor deve se posicionar?

‘Mais transitório do que perene’: os impactos do conflito no Oriente Médio para os ativos brasileiros

“A guerra deve ocupar um espaço mais transitório do que perene no mercado brasileiro”, afirma Rodolfo Amstalden, CEO da Empiricus, em conteúdo publicado para assinantes da casa no último dia 4 de março. “O contexto do petróleo ‘para cima’ não é ruim para o Brasil”.

A chave para esse raciocínio está na exportação do petróleo brasileiro que, nesse caso, pode suprir a demanda não atendida pelo Oriente Médio.

“Até por questões humanitárias, o mercado prefere que a guerra não exista. Mas o Brasil é um dos grandes exportadores de petróleo no mundo. Inclusive, é mais beneficiado do que a própria Rússia”, afirma. E conclui:

“Isso teria impactos de crescimento de PIB para o Brasil, redução de déficit fiscal, porque gera-se muita receita tributária com o petróleo. […] Tem um pouquinho de impacto no IPCA, mas também não é ‘de outro mundo’. Então mesmo sob uma ótica de ‘petróleo para cima’, isso não é necessariamente ‘horrível’ para o Brasil.”

Com isso, é possível que investidores deduzam que esse é um cenário favorável para investir nas ações de petroleiras. A Petrobras (PETR4) costuma ser a primeira a vir à mente dos investidores, por ser um dos nomes mais conhecidos do grande público e ter histórico de bons retornos aos acionistas.

Entretanto, neste momento uma outra ação de petroleira é a preferida da Empiricus para quem deseja investir em ações compounders. Isto é, geradoras de valor intrínseco consistente ao longo dos anos.

Essa ação brasileira é uma das maiores beneficiadas pela alta do petróleo, mas pode performar bem independentemente disso

Para a Empiricus, as ações da Petrobras (PETR4) são uma aposta específica para o investidor que mira na distribuição de dividendos em sua carteira, e não como uma compounder de patrimônio.

Assim, pensando na valorização do preço das ações, em relatório do último dia 5 de março, os analistas da Empiricus revelaram que uma outra ação é a preferida da casa no setor de petróleo e gás.

O relatório expõe que, desde o agravamento das tensões no Oriente Médio, o comportamento dessa ação, em especial, descolou do desempenho do Ibovespa e passou acompanhar a valorização do petróleo brent, chegando a performar 9,1 pontos percentuais acima do índice da bolsa brasileira.

Nesse período, a ação em questão subiu 6%. A Petrobras (PETR4), em comparação, registrou alta de “apenas” 2% em seus papéis.

“A mesma aversão ao risco que costuma derrubar ativos de renda variável, de maneira geral, costuma beneficiar ativos vistos como hedge e, naturalmente, os seus produtores. É o caso dessa ação, cuja geração de caixa e lucros estão diretamente ligados ao preço do petróleo”, comentam os analistas.

Fonte: Bloomberg | Elaboração: Empiricus

Mas apesar dos analistas apontarem que “qualquer valorização da commodity tende a alavancar os resultados da empresa”, o que favorece a entrada no ativo atualmente é, justamente, não depender somente disso.

A empresa é recomendada “por ser uma ótima geradora de caixa e operar com excelência a níveis de brent significativamente abaixo dos atuais. Ou seja, ela independe desse cenário para performar”, segundo os analistas.

Além disso, comentam que, para 2026, espera-se que o custo de extração do petróleo da empresa atinja cerca de US$ 8 por barril, valor considerado muito barato no setor. Com isso, qualquer valorização da commodity tende a alavancar seus resultados.

Atualmente, as ações dessa petroleira fazem parte da carteira recomendada Empiricus Top Picks, com as 10 ações brasileiras mais promissoras para investir no momento.

E se você quiser saber mais sobre essa recomendação de investimento, temos uma boa notícia.

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Você pode conhecer a petroleira recomendada pela carteira Empiricus Top Picks acessando, como cortesia, o relatório completo da carteira.

Porém, aqui vale um alerta: a Empiricus não recomenda que o investidor se exponha somente às ações de petroleiras. É preciso criar uma carteira equilibrada entre ações cíclicas e defensivas, que possam trazer resultados independentemente do cenário econômico.

Por isso, no relatório da Empiricus Top Picks, você conhece as teses de investimento não só da ação “protagonista” desse texto, como também os outros 9 papéis selecionados nesse mês de março.

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