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Analista da Empiricus explica novo cenário da geopolítica e indica estratégia que pode se beneficiar

O mundo mudou em relação ao que os investidores conheceram até pouco tempo atrás. A guerra no Oriente Médio é uma mostra disso. Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, explica: “mesmo que o conflito atual acabe, o pano de fundo segue marcado por tensões geopolíticas, reorganização de cadeias globais e disputas entre grandes potências”.

Ray Dalio, grande investidor e bilionário norte-americano, escreveu recentemente um artigo para a Fortune em que fala sobre uma transição da ordem mundial de relativa paz para outra marcada por conflitos entre potências.

A geopolítica e a economia não são mais as mesmas. Assim, não faz sentido carteiras de investimentos continuarem como antes – esperando o crescimento de empresas de tecnologia, o controle da inflação e a queda dos juros.

Veja mais: Mudanças no cenário chamam a atenção, mas abrem oportunidades para investimento que ainda não recebeu a devida atenção do mercado; entenda aqui

Estreito de Ormuz no centro do novo cenário

Para entender melhor o contexto, é importante lembrar que o fechamento do Estreito de Ormuz tem sido caracterizado como o maior choque de petróleo da história, uma visão que se espalha na imprensa e entre especialistas, como Ian Bremmer, do Eurasia Group.

Spiess detalha em relatório que o local é rota de aproximadamente 20 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de 20% da oferta global.

Diferentes países buscam soluções para amenizar o problema, mas na melhor das hipóteses, faltaria “algo entre 12,6 e 13,4 milhões de barris por dia, ou 13% do consumo do mundo”. É essa assimetria que pressiona os preços da commodity ao redor dos US$ 100 por barril do tipo brent.

E nem só de petróleo vive Ormuz. Outros produtos passam pelo estreito, como fertilizantes agrícolas, que também têm a produção concentrada na região. O analista cita o Brasil como exemplo, onde, de todos os químicos desse tipo consumidos no país, 40% vêm do Golfo Persa.

“Na prática, esse movimento se traduz em um aumento relevante do custo de produção agrícola ao redor do mundo, com efeitos diretos sobre os preços dos alimentos.”

Entenda: Disrupção de cadeias de produção e conflitos entre potências estão entre os combustíveis para a alta de um investimento específico; conheça em detalhes quem se beneficia desse cenário

O que mais deixa o petróleo caro

Apesar de as paralizações no Estreito de Ormuz terem um impacto significativo para o petróleo e, consequentemente, para grande parte do mercado de energia, os problemas em torno do conflito são maiores do que ele.

A guerra está em sua quinta semana, e Spiess lembra de algo importante: quando ocorreram os primeiros ataques, a Casa Branca e o Pentágono anunciaram que tudo acabaria no período de quatro a seis semanas.

O prazo ainda é válido, mas não há sinais de que a solução chegará até o dia 4 de abril.

O analista da Empiricus Research explica que em mercados sensíveis a choques de oferta, como é visto hoje, “a dificuldade de antecipar a duração e a intensidade do conflito sustenta um prêmio relevante nos preços de energia”.

Em resumo, no momento geopolítico atual, diversos fatos contribuem para mudanças na economia e nos investimentos.

VEJA COMO INVESTIR DIANTE DA NOVA GEOPOLÍTICA

O que muda para os investidores

O mundo passou por um período de concentração dos investimentos em empresas de tecnologia. Foi nesse momento que surgiram termos como “big techs“, para as grandes corporações do ramo, e “sete magníficas“, que se refere às maiores delas nos EUA – Google, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla.

Um relatório do Bank of America aponta que, juntas, essas empresas somavam US$ 20,9 trilhões em valor de mercado no final de 2025, um valor maior até mesmo que o PIB brasileiro, que encerrou o último ano em R$ 12,7 trilhões.

Porém, as coisas mudaram. “Vivemos um ambiente global mais fragmentado, marcado por episódios recorrentes de tensão e disrupção, o que altera o paradigma de alocação”, explica Matheus Spiess.

O analista aponta que ativos de outras áreas passaram a ter uma relevância não só como “oportunidades táticas” para a carteira, mas de forma estrutural dentro do portfólio.

“Em um ambiente marcado por disputas geopolíticas e choques recorrentes, as convicções passam a moldar decisões econômicas e, no limite, preços.”

Como investir no novo cenário geopolítico

Existe uma saída para a carteira, mesmo diante das tensões geopolíticas e mudanças nos mercados. Há um investimento que pode se beneficiar nesse cenário.

“Para o investidor, a assimetria é clara: partimos de níveis historicamente deprimidos em um cenário que se torna progressivamente mais favorável, sugerindo que este pode ser menos um trade circunstancial e mais o início de um ciclo mais amplo de valorização”, explica Matheus Spiess sobre o investimento.

Em resumo, trata-se de algo que estava relativamente de lado no mercado financeiro, mas que tem visto o jogo começando a virar e vislumbra um grande potencial de ganhos pela frente.

Para conhecer esse investimento em detalhes e entender melhor como ele pode se beneficiar das mudanças em curso, clique no botão abaixo:

Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability). Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento que buscam refletir o desempenho de um índice de referência. Embora negociados em bolsa como ações, os ETFs apresentam riscos específicos, tais como variações no valor das cotas, diferença entre o desempenho do ETF e do índice (“tracking error”), liquidez variável no mercado secundário, e, quando aplicável, riscos associados à exposição internacional, cambial ou setorial. ETFs que utilizam derivativos, replicação sintética, alavancagem ou estratégias ativas podem apresentar riscos adicionais, que devem ser compreendidos previamente pelo investidor. A negociação de cotas em bolsa pode ocorrer por valores superiores ou inferiores ao valor patrimonial das cotas (NAV). Aspectos tributários podem variar conforme o tipo de ETF, a jurisdição do índice de referência e o perfil do investidor. A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. Não há garantia de que os investidores vão obter lucros, nem responsabilização pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

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Tensões geopolíticas voltam ao centro do cenário global e há um investimento ‘obrigatório’ para se posicionar, segundo analista da Empiricus

O mundo segue acompanhando de perto o desenrolar do conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre o mercado de energia. A interrupção no Estreito de Ormuz, rota por onde passam em torno de 20 milhões de barris de petróleo diariamente, tem pressionado os preços das commodities para cima.

Em 28 de março, a guerra completou um mês, ainda dentro do intervalo projetado pelos Estados Unidos, de quatro a seis semanas. A questão central, porém, é o elevado nível de incerteza sobre como o conflito será concluído. É justamente essa falta de visibilidade que vem impactando os preços de energia.

O analista da Empiricus Research, Matheus Spiess, destaca que esse é um mercado sensível a choques de ofertas e, somada a dificuldade de antecipar qual será a duração e a intensidade do conflito, cria-se um prêmio relevante nos preços.

Episódios como este geram dúvidas sobre se o movimento observado nos mercados é conjuntural, em que o trade acaba junto com o conflito, ou se é um ciclo mais amplo de valorização.

Vale lembrar que em crises anteriores à essa, o petróleo chegou a subir mais de 300%, enquanto outros ativos chegaram a superar essa marca. A leitura de Spiess é de que a situação atual pode dar início a um ciclo de valorização mais estrutural do que circunstancial.

Neste sentido, há um investimento que reúne ativos preparados para capturar as movimentações geradas pelo atual período de conflito geopolítico.

VEJA MAIS: Descubra qual o investimento “obrigatório” para capturar oportunidades em tempos de conflito

Os impactos do atual choque do petróleo

A região do Estreito de Ormuz, localizado no Oriente Médio, é a responsável pelo escoamento de quase 20% do consumo mundial de petróleo, e está no centro do mais recente conflito geopolítico.

O efeito inicial é direto no mercado de energia, que leva ao acionamento de mecanismos para compensar as perdas das disrupções no Estreito de Ormuz.

Enquanto parte do fluxo pode ser redirecionada por oleodutos alternativos, outro caminho é a liberação de reservas estratégicas, ainda que com limitação na velocidade de injeção no mercado. Há ainda algum efeito de incrementos de produção.

Apesar de todos os esforços, o analista da Empiricus destaca que o resultado é a reposição de algo entre 7 e 7,8 milhões de barris de petróleo por dia, muito abaixo dos cerca de 20 milhões que atravessam Ormuz.

“O resultado é um déficit estrutural expressivo: o mundo permanece ‘short’ em algo ente 12,6 e 13,4 milhões de barris por dia, o equivalente a aproximadamente 13% do consumo global”, diz Spiess.

Para além do mercado de energia e a consequente alta no preço dos combustíveis, o conflito cria riscos para a inflação dos alimentos, especialmente no Brasil.

Isso ocorre porque o problema causado pelas disrupções em Ormuz não fica limitado ao petróleo, ainda que seja um grande protagonista da situação. A situação atinge também os fertilizantes, uma vez que quase metade dos importados pelo Brasil também precisam cruzar a região de conflito.

Ainda que o Brasil conte com cerca de US$ 8 bilhões em importações vindas dessa região, o país não é único grande importador. Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã se consolidaram como fornecedores de fertilizantes nitrogenados desde 2020, atendendo também a Índia, Estados Unidos e países do Sudeste Asiático.

Neste cenário, o analista Matheus Spiess pondera que, além do petróleo, Ormuz marca um ponto de partida para um possível novo ciclo das commodities. A dinâmica dentro desses ciclos é bastante conhecida, conforme o analista.

O movimento costuma começar pelos metais preciosos, como o ouro. Em seguida, os metais industriais ganham tração, como o cobre, seguidos pelo setor de energia. Tudo isso já se concretizou até o momento, e as commodities agrícolas costumam aparecer em uma fase mais tardia do processo.

“A leitura central, portanto, é que o rali atual não é um fenômeno isolado, mas parte de um ciclo mais amplo de valorização das commodities, no qual diferentes classes de ativos avançam de forma sequencial […] Em outras palavras, o movimento observado em energia e, de forma incipiente, nas commodities agrícolas, pode ser apenas uma etapa de um ciclo mais amplo que começa a se desenhar”, diz o analista da Empiricus Research.

Oportunidades em cenário de conflito

O conflito atual, em todas suas nuances e impactos, evidencia um ambiente global mais fragmentando, com situações recorrentes de conflitos geopolíticos. Na prática, enquanto uma era de enfretamento entre potências corre, a forma de pensar em alocação muda.

O analista Matheus Spiess destaca que, após um longo período de protagonismo das ações do setor de tecnologia, surge um novo espaço mais equilibrado, em que ativos relacionados a energias, materiais e infraestrutura não só voltam a ganhar relevância, mas se tornam componentes estruturais de um portfólio.

“Em um mundo que se reorganiza em blocos de influência, no qual segurança e resiliência passam a ter peso igual ou superior à eficiência produtiva, é natural observar um novo ciclo de investimentos intensivos em infraestrutura, energia e capacidade industrial”, diz Spiess.

A combinação do aumento estrutural da demanda por commodities e um ambiente inflacionário mais persistente formam vetores que, juntos, reforçam a atratividade de ativos ligados a recursos naturais.

Somado a isso, desde 2025 um ambiente de dólar globalmente mais fraco se instalou, o que torna razoável argumentar sobre a aproximação de um ponto de inflexão mais amplo nos mercados, na avaliação do analista da Empiricus.

Ainda que o atual conflito se estabilize, sucessivas tensões geopolíticas têm se manifestado, em um mundo mais fragmentado e que tende a sofrer mais com choques de oferta. Neste cenário, cabe ao investidor incluir no portfólio ativos que historicamente se beneficiam de cenário de escassez e pressão sobre os recursos naturais.

Em tempos de conflito, há um investimento que reúne empresas brasileiras ligadas, incluindo nomes do petróleo, mineração e agronegócio, que posiciona investidores para o novo cenário.

Para saber como ter a chance de aproveitar as oportunidades que surgem das crises, vale conhecer qual o investimento dedicado para tempos de conflito.

O acesso é totalmente gratuito. Basta realizar um cadastro com apenas quatro informações para entrar na lista prioritária de acesso.

Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability). Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento que buscam refletir o desempenho de um índice de referência. Embora negociados em bolsa como ações, os ETFs apresentam riscos específicos, tais como variações no valor das cotas, diferença entre o desempenho do ETF e do índice (“tracking error”), liquidez variável no mercado secundário, e, quando aplicável, riscos associados à exposição internacional, cambial ou setorial. ETFs que utilizam derivativos, replicação sintética, alavancagem ou estratégias ativas podem apresentar riscos adicionais, que devem ser compreendidos previamente pelo investidor. A negociação de cotas em bolsa pode ocorrer por valores superiores ou inferiores ao valor patrimonial das cotas (NAV). Aspectos tributários podem variar conforme o tipo de ETF, a jurisdição do índice de referência e o perfil do investidor. A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. Não há garantia de que os investidores vão obter lucros, nem responsabilização pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

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