Visualização de leitura

Ibovespa hoje: Prévia do PIB reforça desaceleração no Brasil e o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã; veja destaques desta segunda (17)

Os mercados globais iniciam a semana sem uma direção definida, divididos entre o alívio proporcionado pela menor expectativa de aperto monetário nos Estados Unidos e a persistência dos riscos geopolíticos no Oriente Médio. O cessar-fogo de 60 dias entre EUA e Irã chega ao fim sem sinais claros de renovação, enquanto as negociações entre Washington e Teerã permanecem paralisadas e o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz segue severamente restrito.

A escalada das tensões também alcançou o Líbano, onde ataques israelenses deixaram 11 mortos, entre eles um comandante de alto escalão do Hezbollah, no episódio mais letal desde o cessar-fogo de junho. Nesse contexto, Brent e WTI voltaram a subir, sustentando um prêmio de risco relevante sobre energia e transporte marítimo, embora os mercados acionários permaneçam relativamente resilientes após as máximas recentes do S&P 500 e a redução das apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve.

Na Ásia, por outro lado, os dados econômicos reforçaram os sinais de perda de fôlego da atividade. Ainda assim, as bolsas da região avançaram, com Nikkei, Shanghai e Hang Seng em alta, apoiadas pela menor percepção de risco de aperto monetário nos Estados Unidos. A semana traz poucos indicadores de maior relevância, mas a divulgação da ata do Fed, os balanços de grandes varejistas, como o Walmart, e os desdobramentos das negociações com o Irã devem permanecer no centro das atenções.

· 00:57 — IBC-Br recua e reforça sinais de desaceleração da atividade

O mercado brasileiro encerrou a última semana sob pressão crescente, em um ambiente marcado por maior aversão a risco, saída de capital estrangeiro e início da volatilidade pré-eleitoral. O Ibovespa recuou 0,10% na sexta-feira, aos 166.934 pontos, completando nove sessões consecutivas de perdas e acumulando queda de 3,23% na semana, o pior desempenho semanal desde maio. O dólar avançou 2,67% no período, voltando a superar R$ 5,20. A deterioração foi acompanhada por uma saída líquida de R$ 13,6 bilhões de investidores estrangeiros da bolsa em agosto até o dia 12 e por uma elevação dos prêmios na curva de juros.

O movimento também se refletiu na avaliação de instituições internacionais: um banco americano retirou o real de sua cesta de carry trade diante da expectativa de maior volatilidade cambial associada ao processo eleitoral, enquanto outro reduziu sua recomendação para o Brasil de overweight para neutro e revisou para baixo sua projeção para o Ibovespa, citando incerteza eleitoral, juros reais elevados, desaceleração da atividade e preocupações fiscais.

No campo macroeconômico, o IBC-Br de junho recuou 0,6% na comparação mensal, resultado ligeiramente pior do que a expectativa de queda de 0,5% e após avanço de 0,1% no mês anterior. A leitura reforça os sinais de perda de fôlego da atividade econômica ao final do segundo trimestre, em linha com a desaceleração já observada em alguns dos principais indicadores de indústria, comércio e serviços. O dado também sugere uma passagem menos favorável para a segunda metade do ano, aumentando a atenção sobre a intensidade da desaceleração da economia brasileira nos próximos meses.

Ao mesmo tempo, os sinais de fragilidade financeira continuam se acumulando: a inadimplência empresarial atingiu 9,1 milhões de CNPJs em junho, com R$ 232,9 bilhões em dívidas em atraso, ambos em níveis recordes. No setor público, o déficit primário consolidado chegou a R$ 55,3 bilhões em junho e a R$ 157,2 bilhões no acumulado, equivalente a 1,19% do PIB, enquanto a dívida pública permanece acima de 80% do PIB.

Esse conjunto reforça a percepção de que a combinação entre uma política monetária ainda restritiva, expansão dos gastos públicos e deterioração fiscal tende a manter juros, câmbio e demais ativos domésticos mais sensíveis tanto ao noticiário político quanto às discussões sobre o ajuste necessário no próximo ciclo de governo.

Em paralelo, algumas frentes oferecem contrapontos mais construtivos. A balança comercial deve encerrar 2026 com superávit superior ao observado no ano anterior, sustentada pelo avanço das exportações de soja e petróleo e por um crescimento mais moderado das importações. No setor de energia, a Petrobras identificou a presença de óleo no poço Morpho, na Margem Equatorial, reforçando o potencial estratégico da região, embora ainda não existam informações suficientes para estimar o tamanho da descoberta, o volume recuperável ou sua viabilidade econômica.

Caso futuras perfurações confirmem escala e qualidade, a área poderá se consolidar como uma nova fronteira relevante para a produção brasileira, mas os efeitos sobre a oferta da companhia devem se materializar apenas no longo prazo e dependerão de fatores como licenciamento, investimentos e disciplina na alocação de capital. Dessa forma, o cenário doméstico combina oportunidades com um pano de fundo ainda desafiador, no qual fiscal, eleições, atividade econômica e fluxo estrangeiro permanecem entre os principais determinantes para a precificação dos ativos brasileiros.

· 01:42 — Atenção nas ações americanas

Nos Estados Unidos, os índices encerraram a semana em tom relativamente estável, embora o S&P 500 tenha recuado 0,2% em relação à sua máxima histórica, enquanto o Nasdaq caiu 0,3% e o Dow Jones cedeu 0,2%. Ainda assim, o S&P 500 completou a terceira semana consecutiva de ganhos.

O mercado reagiu de forma limitada tanto à queda inesperada de 0,6% nas vendas no varejo, parcialmente influenciada pela antecipação de promoções, como o Amazon Prime Day, quanto à alta de 1,7% do petróleo Brent, em meio à ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Essa menor sensibilidade às manchetes tem sido acompanhada por uma queda expressiva da volatilidade: o VIX recuou para 14,25 pontos, menor nível desde dezembro e bem abaixo de sua média histórica de 19,45. Parte dessa tranquilidade pode ser explicada pela força da temporada de resultados, com os lucros das empresas do S&P 500 caminhando para uma expansão superior a 31% no segundo trimestre, além da redução das apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve após leituras mais fracas de inflação e emprego.

Apesar desse ambiente favorável, Wall Street mantém uma postura cautelosa em relação ao potencial adicional de valorização do mercado. A projeção média para o S&P 500 ao fim do ano gira em torno de 7.900 pontos, o que sugere uma alta de apenas 1,5% nos próximos meses, mesmo diante da forte expansão dos lucros. Parte dessa cautela está relacionada ao desempenho mais moderado das chamadas “Magnificent Seven”, que acumulam valorização de cerca de 4% no ano, abaixo dos aproximadamente 14% do S&P 500 e dos 16% da versão do índice com pesos iguais, levantando dúvidas sobre quanto do rali tecnológico já foi incorporado aos preços.

Além disso, o crescimento dos lucros pode desacelerar para cerca de 13,6% em 2027, à medida que o mercado se aproxima do quarto ano do ciclo de valorização impulsionado pela inteligência artificial. Eventos como o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, a divulgação da ata do Fed e a possibilidade de novas tarifas comerciais ainda podem provocar episódios de maior volatilidade, mas, por enquanto, o mercado segue sustentado por lucros robustos, menor receio de aperto monetário e uma percepção de risco relativamente contida.

· 02:39 — Consumidor perde fôlego e Fed ganha espaço para esperar

Os dados mais recentes reforçam a percepção de que o consumidor americano começa a perder fôlego, embora parte da fraqueza observada em julho tenha sido influenciada por efeitos de calendário. As vendas no varejo recuaram 0,6% no mês, bem abaixo da expectativa de alta de 0,1%, registrando a primeira queda em nove meses e a maior desde maio de 2025. O grupo de controle, mais diretamente relacionado ao cálculo do consumo no PIB, caiu 0,4%, enquanto segmentos como comércio eletrônico e veículos recuaram 2,2% e 1,8%, respectivamente.

Parte da fraqueza das vendas online pode ser explicada pela antecipação do Amazon Prime Day e de outras promoções para junho, mas os sinais de cautela vão além desse efeito: a confiança do consumidor recuou cerca de 8%, os Estados Unidos perderam 23 mil empregos no último mês e a taxa de participação na força de trabalho permanece bastante deprimida.

Ao mesmo tempo, a inflação anual ainda gira em torno de 3,4%, acima da meta de 2% do Federal Reserve, configurando um ambiente no qual a atividade perde dinamismo sem que as pressões inflacionárias tenham sido plenamente dissipadas. Em conjunto, esses dados reduzem a urgência por novas altas de juros e aumentam a probabilidade de manutenção das taxas em setembro.

Agora, a semana oferece novas pistas sobre esse equilíbrio entre consumo, inflação e política monetária. Em uma agenda relativamente esvaziada de indicadores, o principal destaque será a divulgação da ata da reunião de julho do Fed, além dos PMIs de manufatura e serviços. Ao mesmo tempo, a temporada de resultados se concentrará nas grandes varejistas, com Home Depot, Target, Lowe’s e Walmart oferecendo uma leitura importante sobre a saúde financeira das famílias americanas.

Os lucros do segundo trimestre permanecem fortes no agregado, mas esse desempenho tem sido liderado pelas grandes empresas de tecnologia, enquanto os setores mais expostos ao consumo apresentam resultados relativamente mais modestos. Nos mercados, a correção recente das ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores já deu lugar a uma recuperação de posições mais especulativas, acompanhada pelo retorno dos fluxos para ETFs alavancados e opções de compra.

Nesse contexto, a postura ainda restritiva do Fed continua representando um obstáculo para os ativos de risco, mas uma desaceleração adicional da inflação e do crescimento poderia abrir espaço para uma política monetária menos dura.

· 03:25 — Mudança do ensino

A ascensão da inteligência artificial já começa a influenciar de maneira concreta as escolhas acadêmicas de estudantes universitários nos Estados Unidos. Pesquisas recentes mostram que 69% dos alunos temem que a IA dificulte sua entrada no mercado de trabalho, enquanto 22% afirmam já ter mudado de curso ou de especialização em razão dessa preocupação.

Outro levantamento, realizado pela Lumina Foundation em parceria com a Gallup, indica que 13% dos estudantes de bacharelado e 19% daqueles matriculados em cursos de curta duração alteraram sua área de estudo em resposta ao avanço da tecnologia, enquanto quase metade dos entrevistados já considerou seriamente essa possibilidade. Esse receio encontra algum respaldo na dinâmica recente do mercado de trabalho, uma vez que estudos do Federal Reserve de St. Louis apontam que a disseminação da IA vem criando dificuldades para profissionais recém-formados em busca do primeiro emprego.

Ao mesmo tempo, ainda não há consenso sobre quais áreas estarão mais protegidas ou serão mais valorizadas nesse novo ambiente. Ciência da Computação, por exemplo, deixou de ser percebida como uma garantia de empregabilidade e registrou queda de 8,1% nas matrículas no último ano, depois de liderar o crescimento entre os cursos por cerca de 15 anos. Em paralelo, formações específicas em inteligência artificial vêm se multiplicando rapidamente nas universidades, enquanto especialistas argumentam que competências mais amplas e transferíveis — como pensamento crítico, liderança, colaboração e capacidade de trabalhar de forma produtiva com ferramentas de IA — tendem a ganhar importância crescente.

Algumas instituições também começam a experimentar alternativas menos tradicionais, com cursos voltados à economia de criadores e à produção de conteúdo, refletindo uma tentativa mais ampla de adaptar o ensino superior às transformações aceleradas que a tecnologia vem promovendo no mercado de trabalho.

· 04:13 — Desaceleração asiática

O Japão encerrou o segundo trimestre com crescimento mais fraco do que o esperado, reforçando o dilema entre sustentar a atividade econômica e conter a desvalorização do iene. O PIB real avançou 0,3% na comparação trimestral e 1,1% em taxa anualizada, abaixo das projeções de 0,5% e 2,0%, respectivamente, embora o resultado tenha marcado o terceiro trimestre consecutivo de expansão. A composição, no entanto, foi pouco favorável: o consumo das famílias permaneceu praticamente estagnado, com queda de 0,02%, enquanto o investimento empresarial recuou 1,2%.

O setor externo, por sua vez, contribuiu positivamente, favorecido pela redução das importações de energia e pela demanda americana por veículos híbridos, além dos investimentos globais em semicondutores e inteligência artificial. Apesar da desaceleração, o Banco do Japão continua pressionado a avançar no processo de normalização monetária para conter a fraqueza do iene, que permanece próximo das mínimas de quatro décadas.

O mercado ainda atribui elevada probabilidade a uma nova alta de juros em setembro, mas os dados mais fracos reforçam a necessidade de cautela: um aperto monetário mais acelerado pode contribuir para sustentar a moeda, porém também aumenta o risco de comprometer uma economia em que consumo e investimento já demonstram sinais de fragilidade.

Já na China, o início do terceiro trimestre também foi marcado por perda de fôlego, com produção, consumo e investimentos abaixo das expectativas. A produção industrial cresceu 4,5% em julho na comparação anual, desacelerando em relação aos 5,3% registrados em junho, enquanto as vendas no varejo avançaram apenas 0,6%, sinalizando a persistente fraqueza da demanda doméstica e a perda de impulso dos programas de subsídios ao consumo. O investimento em ativos fixos recuou 6,7% nos primeiros sete meses do ano, resultado pior do que o esperado e que se soma à fragilidade do setor imobiliário e à deterioração dos indicadores industriais.

A demanda externa e o ciclo global de investimentos ligados à inteligência artificial continuam sustentando uma parcela relevante da atividade manufatureira chinesa, mas ainda não são suficientes para compensar a fraqueza do mercado interno. As autoridades prometeram acelerar a execução orçamentária e adotar medidas adicionais de apoio, se necessário, mas, até o momento, não sinalizaram a implementação de um pacote amplo de estímulos.

Em conjunto, os dados de Japão e China reforçam uma mensagem semelhante para a Ásia: o crescimento permanece positivo em algumas frentes, mas está cada vez mais dependente das exportações, do investimento em tecnologia e do suporte das políticas públicas, enquanto a demanda doméstica continua vulnerável.

· 05:01 — Energia nuclear de volta ao centro da transição energética

O cenário energético global passa por uma transformação estrutural que vem recolocando a energia nuclear no centro das discussões sobre segurança energética e expansão da oferta de eletricidade. O crescimento acelerado da demanda de data centers e das aplicações de inteligência artificial exige fontes capazes de fornecer energia de maneira contínua, previsível e em grande escala, característica que favorece a geração nuclear em um sistema cada vez mais intensivo em eletricidade.

Ao mesmo tempo, anos de subinvestimento na mineração de urânio limitaram a expansão da oferta justamente em um momento em que diversos países retomam projetos nucleares, prolongam a vida útil de usinas existentes e anunciam a construção de novos reatores. Essa combinação tende a tornar o mercado de urânio mais apertado, na medida em que o crescimento da demanda pode superar a capacidade de resposta da produção no curto e médio prazo.

A tese também ganha força no contexto da agenda global de descarbonização. Por oferecer geração de baixa emissão de carbono e elevada disponibilidade, a energia nuclear vem sendo incorporada aos planos de transição energética de diferentes governos, inclusive por meio do desenvolvimento dos pequenos reatores modulares, os chamados SMRs, concebidos para reduzir custos e prazos de construção, além de ampliar a flexibilidade de implantação.

Com projeções indicando que a demanda por urânio pode dobrar até 2040, o setor tende a ocupar uma posição cada vez mais relevante na matriz energética global. Para o investidor, trata-se de uma tese de longo prazo sustentada não apenas pela transição climática, mas também pela necessidade crescente de garantir uma oferta firme e confiável de energia para uma economia cada vez mais eletrificada, digital e dependente de infraestrutura computacional.

Nesse contexto, instrumentos como os ETFs Sprott Uranium Miners ETF (URNM) e Global X Uranium ETF (URA), já recomendados neste espaço, continuam sendo alternativas relevantes para investidores que desejam se expor a essa tendência estrutural. No mercado brasileiro, o BDR BURA39 desempenha função semelhante ao oferecer acesso ao tema por meio da B3. Ainda assim, por se tratar de uma tese com elevada volatilidade e forte componente temático, entendemos que exposições mais moderadas, tipicamente de até 1% do portfólio, tendem a ser suficientes para capturar seu potencial sem comprometer o equilíbrio geral da carteira. Como sempre, permanecem válidos os princípios fundamentais de uma boa alocação: respeitar o perfil de risco, manter uma diversificação adequada e construir um portfólio capaz de atravessar diferentes ciclos de mercado com consistência e disciplina.

O post Ibovespa hoje: Prévia do PIB reforça desaceleração no Brasil e o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã; veja destaques desta segunda (17) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

É hoje: Descubra como aproveitar a volatilidade máxima das eleições para buscar lucros de anos em até 12 semanas

Anos eleitorais costumam aumentar a sensação de incerteza entre os investidores. Com o mercado mais sensível a pesquisas, debates e expectativas políticas, surge a dúvida: vale a pena adotar uma postura mais defensiva ou seguir o plano de investimentos sem se deixar levar pelas oscilações do mercado?

De acordo com um estudo da corretora Ágora, a volatilidade média do Ibovespa em anos não eleitorais é de 20,91%. Já nos anos eleitorais, considerando o período desde 1994, esse índice sobe para 23,93%.

Na prática, isso representa uma oscilação cerca de 14% maior. Portanto, não é surpreendente que muitos investidores adotem uma postura mais cautelosa durante esse período.

Agora, a verdade é que falta pouco para as eleições. Estamos a cerca de um mês e meio da votação, e as campanhas já começam a ocupar espaço na TV, no rádio e nas redes sociais.

E, nessa altura do campeonato, se torna um pouco mais tenso tomar melhores decisões nos investimentos.

No entanto, se você acredita que existem apenas duas alternativas, reduzir os riscos até a definição das urnas ou simplesmente manter a estratégia atual apesar da volatilidade, pode deixar passar oportunidades valiosas que costumam surgir justamente em momentos de maior turbulência no mercado.

Como aproveitar oportunidades valiosas no ciclo eleitoral

Nos últimos dois ciclos eleitorais, mesmo em meio à forte volatilidade dos mercados, algumas recomendações da Empiricus Research entregaram ganhos expressivos, chegando a até 586% em menos de 15 dias. E isso não aconteceu por acaso.

Períodos eleitorais costumam criar um ambiente especialmente rico em oportunidades. Mas por quê? A resposta está na velocidade com que os preços reagem às expectativas dos investidores.

Mudanças nas pesquisas, novas alianças e propostas econômicas podem alterar rapidamente a percepção do mercado sobre o futuro da economia.

Se um candidato visto como menos comprometido com o equilíbrio fiscal ganha força nas pesquisas, por exemplo, parte dos investidores pode passar a projetar mais gastos públicos, juros elevados e maior pressão sobre a inflação.

Nesse contexto, ações, dólar e títulos de renda fixa costumam reagir quase imediatamente. Por outro lado, sinais capazes de reduzir essas preocupações podem provocar movimentos na direção oposta.

É justamente essa mudança constante de expectativas que cria oportunidades para investidores atentos. Durante uma campanha eleitoral, novas propostas, apoios políticos e pesquisas alteram as projeções do mercado quase diariamente.

Foi exatamente esse tipo de dinâmica que a Empiricus procurou analisar nas eleições de 2022. Após o resultado das urnas, ações de empresas como Petrobras e Banco do Brasil sofreram forte pressão, refletindo preocupações dos investidores com possíveis interferências na gestão das estatais.

Porém, os analistas da Empiricus avaliaram que parte desse movimento poderia ter sido exagerado e que havia espaço para recuperação dos preços. Com base nessa leitura, a casa recomendou a compra de ações do Banco do Brasil e da Petrobras.

Dessa maneira, nas janelas analisadas, as recomendações chegaram a entregar ganhos de aproximadamente 40% em Banco do Brasil e 206% em Petrobras, reforçando como momentos de forte volatilidade também podem abrir espaço para oportunidades relevantes.

Agora, isso está prestes a acontecer novamente e a partir de hoje você poderá acessar um plano de “tiro curto” para aproveitar oportunidades como essas.

Conheça o “Sprint Eleitoral” e descubra como buscar lucros de até 586% com a volatilidade máxima das eleições

O Sprint Eleitoral é uma estratégia criada pela Empiricus Research para um dos momentos mais intensos do mercado brasileiro: o período das eleições.

Enquanto grande parte dos investidores enxerga a volatilidade como um risco a ser evitado, a proposta do Sprint é justamente transformá-la em oportunidade.

A ideia é simples: identificar os movimentos que podem surgir à medida em que as mudanças de expectativa mexem com os preços dos ativos e buscar capturar esses deslocamentos ao longo de uma janela de até 12 semanas.

Ao longo do Sprint Eleitoral, os participantes terão acesso a oportunidades em diferentes classes de ativos, incluindo:

  • Ações e fundos imobiliários que podem se beneficiar de cada cenário;
  • Estratégias de renda fixa para proteção ou ganho com marcação a mercado;
  • Operações com opções voltadas para movimentos de curto prazo;
  • E outras oportunidades que surgirem conforme o cenário evoluir.

Além das recomendações, o plano conta com acompanhamento diário e atualizações constantes da carteira sugerida, refletindo as mudanças de cenário que tendem a se intensificar na reta final da disputa eleitoral.

Foi justamente esse trabalho de monitoramento e interpretação dos ciclos eleitorais que permitiu à Empiricus identificar algumas oportunidades marcantes em eleições anteriores. Em diferentes momentos, recomendações da casa chegaram a registrar ganhos de:

  • Até 586% em menos de 15 dias;
  • Até 375% em apenas 6 dias;
  • Até 120% em 7 dias.

Naturalmente, retornos passados não garantem resultados futuros. Ainda assim, a dinâmica observada em eleições anteriores mostra como períodos de elevada incerteza podem gerar movimentos significativos nos mercados, criando oportunidades para investidores preparados.

Saiba como acessar no Sprint Eleitoral

Para mostrar exatamente como essa estratégia funciona na prática, a Empiricus realizará um encontro gratuito hoje.

Nele, Matheus Spiess, estrategista de macroeconomia da casa, vai explicar os principais gatilhos que podem movimentar o mercado durante a corrida eleitoral e como o Sprint Eleitoral foi estruturado para navegar esse cenário.

Se você deseja entender como investidores profissionais se posicionam em momentos de alta volatilidade, basta clicar no botão abaixo e garantir sua participação.

QUERO CONHECER O PLANO QUE JÁ CAPTUROU GANHOS DE ATÉ 586%

O post É hoje: Descubra como aproveitar a volatilidade máxima das eleições para buscar lucros de anos em até 12 semanas apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ninguém ganha do homem paciente: nem quando o assunto é bitcoin (BTC)

O Bitcoin fechou a última quinta-feira (13) em US$ 63.426. Na quarta-feira (12), havia encerrado o dia em US$ 63.408. E, há seis semanas, o preço permanece praticamente confinado à mesma faixa, entre US$ 59,9 mil e US$ 66,5 mil.

A estabilidade chama atenção justamente por se tratar do Bitcoin. Nos últimos 30 dias, o ativo oscilou, em média, 0,87% por dia. Em 2024, essa média foi de 2,01%. Em 2025, de 1,57%.

Essa compressão da volatilidade é o tema central desta edição:

  • Por que o atual período de calmaria é estatisticamente raro;
  • O que aconteceu em episódios semelhantes no passado;
  • Como está o equilíbrio entre compradores e vendedores;
  • O que melhorou no cenário macroeconômico; e
  • O que ainda limita uma recuperação mais consistente.

Uma calmaria (quase) sem precedentes no Bitcoin

Comecemos pelo comportamento do preço. Depois de recuar de US$ 97.008 em janeiro para US$ 58.551 no fim de junho, o Bitcoin passou as últimas seis semanas negociando dentro de uma faixa relativamente estreita, sem renovar as mínimas do ano.

São 44 pregões dentro de um intervalo de apenas 10,9% entre o piso e o teto. Para os padrões do ativo, trata-se de um período excepcionalmente longo de estabilidade.

E há uma forma de medir exatamente o quanto isso é anômalo. O mercado chama de “volatilidade realizada” — em outras palavras, o tamanho médio das oscilações diárias de um ativo ao longo de um período, colocado em escala anual para permitir comparação.

A leitura atual é de 27,1% ao ano, colocando o Bitcoin no percentil 6 de sua própria distribuição histórica desde 2013. Em essência, em aproximadamente 94% do tempo, a volatilidade do ativo esteve acima do nível observado hoje.

Desde 1º de julho, em 44 pregões, o Bitcoin registrou apenas uma sessão com oscilação superior a 3%. Em 2024, movimentos dessa magnitude ocorreram, em média, sete vezes por mês. Em 2025, cerca de quatro vezes.

O que costuma acontecer depois de uma calmaria dessas

Para entender o que esse nível de compressão nos informa, levantamos todos os episódios desde 2014 em que a volatilidade do Bitcoin entrou no decil inferior de sua própria história. Encontramos 27 ocorrências, das quais 26 possuem histórico posterior completo para análise.

No momento do sinal, a volatilidade mediana era de aproximadamente 30% ao ano. Após 30 dias, subia para 44%; em 60 dias, alcançava 51%; e, depois de 90 dias, ainda permanecia próxima de 45%.

Historicamente, portanto, episódios de volatilidade tão baixa não costumaram se prolongar. Em algum momento, a amplitude dos movimentos voltou a aumentar de forma relevante.

Há, porém, uma distinção importante: isso nos informa sobre a magnitude provável dos próximos movimentos, não sobre sua direção. Volatilidade mede intensidade, e não tendência.

A principal conclusão, portanto, não é que o Bitcoin esteja necessariamente prestes a subir ou cair, mas que o ambiente excepcionalmente estável das últimas semanas tende a ser transitório.

Para a gestão de risco, essa diferença importa. A baixa volatilidade atual não deve ser interpretada como evidência de que o risco desapareceu. Pelo contrário: o histórico sugere que períodos como este costumam anteceder uma normalização das oscilações, o que recomenda avaliar as posições considerando um mercado potencialmente mais volátil do que aquele observado nas últimas semanas.

Amarrando as pontas: o que esperar daqui para a frente?

O marasmo atual tende a terminar. A direção ainda é incerta, mas, olhando além das oscilações diárias, há um sinal construtivo: o Bitcoin vem absorvendo uma sequência relevante de notícias negativas sem renovar as mínimas. Guerra, inflação ainda desconfortável, juros elevados e até a Strategy reduzindo posições tiveram impacto limitado sobre o preço.

É quase o inverso do que vimos no ano passado, quando regulação avançando, fortes entradas nos ETFs, maior adoção institucional e o surgimento de novas empresas de tesouraria já não eram suficientes para levar o Bitcoin muito além. Hoje, são as notícias ruins que parecem perder força.

Isso não confirma que o fundo ficou para trás, mas aumenta a probabilidade de que ele já tenha sido formado — ou esteja próximo. O drawdown acumulado e a proximidade da média de 200 semanas reforçam essa leitura, e melhoram a assimetria para quem pensa no médio e longo prazo.

Para quem ainda não tem exposição, compras graduais começam a fazer mais sentido. Para quem gere risco no curto prazo, porém, a cautela permanece: ainda não há confirmação de retomada da tendência, nem fundamentos suficientes para aumentar a exposição de forma mais agressiva.

O post Ninguém ganha do homem paciente: nem quando o assunto é bitcoin (BTC) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Possibilidade de renda recorrente isenta de IR: BTG Asset lança FI-Infra para investidores que buscam mais previsibilidade

Quem busca construir e proteger patrimônio costuma dar preferência a investimentos mais previsíveis e menos expostos às oscilações do mercado. Pensando nesse perfil, a BTG Asset lançou um fundo de infraestrutura com uma proposta diferente da maioria dos produtos da categoria.

Trata-se do BCDI11 (BTG Pactual Dívida Infra CDI), que passou a ser negociado na B3 em 4 de agosto. Embora a estreia na bolsa seja recente, a estratégia já vinha sendo executada há cerca de dois anos no mercado de balcão, o que permitiu ao fundo chegar à listagem já com um histórico consolidado.

O BCDI11 faz parte de uma categoria chamada FI-Infra: fundos que investem em debêntures ligadas à projetos de infraestrutura. E aqui está uma vantagem: esses ativos garantem isenção de Imposto de Renda para o investidor pessoa física.

Mas o diferencial do BCDI11 está na sua concepção. A ideia da gestora foi criar uma alternativa mais defensiva dentro de seu portfólio de crédito, com retorno-alvo atrelado ao CDI e menor oscilação da cota no dia a dia.

Mas será que essa combinação realmente faz sentido para você?

Uma estratégia pensada para quem busca não correr grandes riscos

A BTG Asset já tem experiência com outros fundos de infraestrutura. O BDIF11 (BTG Pactual Dívida Infra), “irmão mais velho” do BCDI11, compartilha da mesma equipe de análise, originação e gestão, liderada por Luís Bolfoni.

Os dois fundos, no entanto, seguem caminhos distintos. Enquanto o BDIF11 aceita mais volatilidade no preço da cota em troca de buscar ganhos maiores, o BCDI11 tem outra proposta: buscar retornos próximos ao CDI e oferecer uma experiência de investimento mais alinhada a quem prioriza previsibilidade.

Na prática, isso se traduz em uma carteira mais líquida e com prazos mais curtos, características que tendem a reduzir a volatilidade da estratégia, em comparação com fundos de duration mais longa.

Além disso, a gestora pretende manter cerca de 90% do portfólio do fundo em ativos mais líquidos, de fácil negociação, reservando o restante para operações mais estruturadas. A duration mais curta também ajuda a reduzir a sensibilidade da cota às oscilações dos spreads.

Hoje, o BCDI11 está distribuído em cerca de 58 ativos diferentes, com maior concentração em setores como saneamento, geração de energia e rodovias.

Chance de dinheiro pingando na conta, sem desconto do Leão

Diferentemente dos fundos de infraestrutura distribuídos em plataforma, FI-Infra listados em bolsa, como o BCDI11, pagam dividendos isentos de Imposto de Renda para a pessoa física, assim como acontece com os fundos imobiliários.

Na prática, as distribuições tendem a acompanhar o movimento dos juros: podem diminuir em um ciclo de queda da Selic, mas também aumentar quando o CDI sobe.

Ainda assim, o potencial de retorno para quem investe hoje depende, também, do preço de compra das cotas, visto que o fundo passou a ser negociado em bolsa.

Com a estreia na B3, a cota do BCDI11 passou a ter uma característica que não existia no mercado de balcão: ela pode ser negociada por um preço diferente do valor da cota patrimonial, o que pode abrir, por exemplo, oportunidades de compra caso a cota esteja sendo negociada com “desconto” (deságio). 

Agora, vale entender o que isso significa para você, investidor: no preço atual, o BCDI11 faz sentido para a sua carteira?

BCDI11: Veja como acessar a análise completa

Você está convidado a conferir um dossiê completo sobre o BCDI11 e suas características, assinado pelos analistas da Empiricus Research.

Para conferir a análise e decidir se vale a pena ou não incluir o BCDI11 na sua carteira, é muito simples.

O relatório está disponível de forma gratuita no BTG Content, plataforma com conteúdos exclusivos do BTG Pactual e da equipe de research da Empiricus.

Para liberar o seu acesso gratuito ao conteúdo completo, basta clicar no link abaixo e seguir as instruções:

CONFIRA A ANÁLISE COMPLETA DO BCDI11

Disclaimer: As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco (“Suitability”). RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

O post Possibilidade de renda recorrente isenta de IR: BTG Asset lança FI-Infra para investidores que buscam mais previsibilidade apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Fundos imobiliários: KNCR11, TRXF11 e XPML11 e outros FIIs trazem atualizações aos cotistas; confira

Nesta semana, o giro pelos fundos imobiliários traz atualizações aos cotistas sobre FIIs como Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), TRX Real Estate (TRXF11) e XP Malls FII (XPML11) outros. Confira:

KNCR11: o fundo investiu R$ 575 milhões em uma operação baseada em um FII logístico com portfólio de alta qualidade e 100% de ocupação, concentrado principalmente em São Paulo e Paraná. A operação oferece remuneração de CDI + 1,90% a.a., possui mecanismos de proteção e covenants customizados e LTV inicial de aproximadamente 65%.

TEPP11: o fundo encerrou sua 5ª emissão com a captação de R$ 40,3 milhões, equivalente a 4,15 milhões de novas cotas ao preço de R$ 9,69 por cota.

TRXF11: o fundo anunciou três movimentações relevantes: a conclusão da aquisição de 9,33% do ParkShopping Barigui por R$ 250 milhões, com cap rate de 7,9%; a venda de três imóveis locados ao Pão de Açúcar por R$ 109,3 milhões, com lucro estimado de R$ 34,8 milhões (R$ 0,56/cota); e um acordo para adquirir participações em cinco shoppings da Iguatemi por R$ 876,1 milhões, com cap rate de 8,02%.

TVRI11: o fundo aprovou os termos da 2ª emissão de cotas, com objetivo inicial de captar até R$ 500 milhões, ao preço de R$ 100,53 por cota (R$ 101,03 considerando a taxa de distribuição). A oferta prevê montante mínimo de R$ 40 milhões e possibilidade de lote adicional de até 100%, podendo elevar a captação para cerca de R$ 1 bilhão. Os atuais cotistas terão direito de preferência, sem possibilidade de cessão.

XPML11: o fundo firmou MOU para adquirir 60% do São Bernardo Plaza Shopping, em São Bernardo do Campo (SP), por R$ 331,1 milhões. Do total, R$ 231,8 milhões serão pagos em cotas do próprio XPML11 e R$ 99,3 milhões em até 24 meses, corrigidos pelo CDI. Com base no NOI do empreendimento dos últimos 12 meses, a transação apresenta um cap rate estimado de 9,8%.

O post Fundos imobiliários: KNCR11, TRXF11 e XPML11 e outros FIIs trazem atualizações aos cotistas; confira apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa em queda, resposta do Brasil ao ‘tarifaço’ de Trump e IPO da Anthropic no radar do mercado; veja destaques desta sexta (14)

Os mercados globais operam sem direção única nesta sexta-feira, divididos entre o alívio proporcionado por sinais mais benignos de inflação nos Estados Unidos e a renovação das tensões geopolíticas envolvendo o Irã. A combinação de leituras mais moderadas do CPI e do PPI reduziu a percepção de urgência por um novo aperto monetário pelo Federal Reserve e ajudou o S&P 500 a renovar suas máximas históricas, enquanto os futuros americanos permanecem próximos da estabilidade.

Na Ásia, o destaque foi o Kospi, da Coreia do Sul, impulsionado pelo bom desempenho do setor de semicondutores, enquanto o Nikkei, do Japão, também avançou e as bolsas chinesas apresentaram comportamento mais contido. Na Europa, os principais índices oscilam próximos da estabilidade após a confirmação de crescimento do PIB da Zona do Euro no segundo trimestre.

Nos Estados Unidos, as atenções se concentram agora sobre os dados de vendas no varejo e de confiança do consumidor, importantes para avaliar a resiliência do consumo em um contexto no qual os salários reais permanecem pressionados. A principal fonte de risco, contudo, continua sendo o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O petróleo voltou a subir nesta manhã, embora os mercados ainda não precifiquem uma mudança decisiva no cronograma de reabertura da rota.

O impacto inflacionário da guerra, por sua vez, vai além do petróleo bruto: a valorização dos derivados, a redução da capacidade de refino na região do Golfo e o custo da energia incorporado ao transporte, à produção e ao comércio internacional tornam a transmissão para os preços ao consumidor mais ampla e difícil de mensurar. Dessa forma, o cenário combina algum alívio no campo monetário com um risco energético ainda relevante, mantendo petróleo, inflação, consumo e política do Fed entre os principais vetores para os mercados nas próximas semanas.

· 00:52 — Complicação fiscal começa a falar mais alto

O mercado brasileiro segue sob pressão, com o Ibovespa acumulando oito sessões consecutivas de queda e encerrando o último pregão aos 167.101 pontos, recuo de 0,23% no dia e de 6,12% desde 3 de agosto. O movimento contrasta com o desempenho positivo de Wall Street e reflete, sobretudo, a combinação entre a maior percepção de risco eleitoral, a deterioração do quadro fiscal e a forte saída de capital estrangeiro.

Apenas em agosto, os investidores não residentes retiraram R$ 11,9 bilhões da bolsa brasileira, intensificando a pressão sobre as ações e o câmbio, com o dólar encerrando o pregão próximo de R$ 5,19. Sob a ótica técnica, o rompimento dos suportes de 172.200 e 168.100 pontos reforçou a tendência de baixa do índice.

O ambiente político também ganhou uma nova fonte de incerteza com a abertura do processo para uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta à tarifa de 25% imposta sobre produtos brasileiros. Embora o governo tenha sinalizado preferência pela via diplomática e iniciado consultas com Washington, a possibilidade de adoção de contramedidas acrescenta mais um elemento de volatilidade aos ativos domésticos.

No campo econômico, os dados de atividade reforçam a percepção de desaceleração ao final do segundo trimestre. Embora a Pesquisa Mensal do Comércio tenha surpreendido positivamente em relação às expectativas, sua composição foi menos favorável, com apenas 40% dos segmentos registrando crescimento, enquanto veículos e materiais de construção apresentaram retrações relevantes. O varejo restrito recuou 0,4% no 2T26, após avanço de 1,2% no primeiro trimestre, enquanto o varejo ampliado caiu 1,0%, depois de crescer 1,1% no período anterior. Os números permanecem compatíveis com um cenário de desaceleração do PIB para 0,4% no trimestre e crescimento de 2,0% em 2026.

Esse quadro se soma a uma situação fiscal ainda delicada: medidas recentes aprovadas pelo Congresso ampliaram benefícios, criaram novas exceções às metas fiscais e tornaram mais difícil o controle das despesas. Embora o PLP dos Combustíveis possa abrir cerca de R$ 10 bilhões de espaço no Orçamento de 2027, o impacto é considerado limitado diante de uma necessidade de ajuste estrutural estimada entre R$ 300 bilhões e R$ 350 bilhões.

Com a proximidade das eleições e as dúvidas sobre a capacidade do próximo governo de produzir superávits primários consistentes e rever a estrutura de despesas obrigatórias, o risco fiscal vem se traduzindo em prêmios mais elevados, maior volatilidade e pressão sobre os ativos brasileiros. Sobre esse tema, publicamos recentemente dois relatórios complementares: um analisando o cenário em caso de ajuste fiscal (clique aqui) e outro discutindo as possíveis consequências caso esse ajuste não ocorra (clique aqui). Vale a leitura.

· 01:46 — Alívio

O ambiente externo encontrou algum alívio nos dados de inflação de julho nos Estados Unidos. O CPI desacelerou para 3,4% em 12 meses, enquanto o PPI permaneceu praticamente estável na margem e recuou de 5,5% para 4,7% na comparação anual, favorecido pela queda de 3,1% nos custos de energia. A leitura reduziu a percepção de urgência por uma nova alta de juros pelo Federal Reserve em setembro e contribuiu para sustentar o apetite por risco: o S&P 500 avançou 0,7% e registrou seu 27º fechamento recorde no ano, enquanto o Nasdaq subiu 0,8%.

Ainda assim, o quadro está longe de ser inteiramente benigno. O núcleo do PCE deve apresentar uma moderação bem mais lenta, com projeção de permanência em 3,3%, mantendo em aberto o debate sobre a persistência da inflação e colocando petróleo, mercado de trabalho e os próximos dados de consumo no centro das atenções.

Ao mesmo tempo, os investidores começam a observar com mais cuidado a interação entre inflação e situação fiscal. O Tesouro americano vendeu US$ 25 bilhões em títulos de 30 anos a um rendimento de 5,216%, o maior desde 2001, refletindo a exigência de um prêmio mais elevado para financiar déficits ainda expressivos.

Dentro do Fed, a comunicação permanece dividida: Beth Hammack reiterou a defesa de juros mais altos diante de uma inflação que segue acima da meta, enquanto Tom Barkin adotou um tom mais equilibrado, reconhecendo que parte das pressões pode ter caráter temporário.

Dessa forma, embora CPI e PPI tenham reduzido o risco imediato de um novo aperto monetário, a trajetória futura dos juros continuará condicionada à persistência da inflação, à evolução das expectativas dos consumidores e ao crescente prêmio fiscal incorporado aos Treasuries de longo prazo.

· 02:37 — Gargalos

O fechamento do Estreito de Ormuz reforça um risco estrutural cada vez mais relevante para o comércio global: os gargalos marítimos, ou chokepoints, podem produzir impactos econômicos muito maiores do que os próprios volumes de tráfego sugerem. O ponto central está na capacidade de redirecionar embarcações e preservar o acesso aos portos quando essas rotas sofrem interrupções. Nesse sentido, corredores como os estreitos de Malaca e de Taiwan podem representar riscos ainda mais relevantes, enquanto desvios logísticos, como os observados no Mar Vermelho, já demonstraram potencial para multiplicar os custos de frete.

A vulnerabilidade não decorre apenas da geopolítica. Fatores climáticos também exercem pressão crescente sobre essas rotas, como mostram as restrições no Canal do Panamá associadas ao El Niño e os fechamentos temporários de importantes portos asiáticos provocados por tufões. Para as empresas, a principal lição é clara: diversificar fornecedores não é suficiente se todos eles continuarem dependentes dos mesmos corredores marítimos.

No Oriente Médio, esse risco permanece particularmente elevado. Os Estados Unidos sinalizaram que podem manter por tempo indeterminado o bloqueio naval ao Irã e ampliar o isolamento econômico do país, enquanto Donald Trump ameaça impor tarifas de 25% a países que continuarem negociando com Teerã. Do lado iraniano, o governo busca alternativas financeiras e reforça sua posição em relação ao controle de Ormuz, ao mesmo tempo que novos ataques a embarcações e a atuação dos houthis mantêm elevada a tensão regional.

Embora o petróleo tenha recuado mais de 2% ontem, pressionado pelo aumento dos estoques americanos e por projeções mais fracas para a demanda global, o tráfego pelo estreito continua reduzido e o risco de uma nova escalada permanece relevante. Assim, a recente queda das cotações não elimina o prêmio geopolítico embutido nos preços nem afasta a possibilidade de novos choques sobre energia, fretes e inflação global.

· 03:28 — Dinâmica de infraestrutura

As Big Techs seguem ampliando os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, com o Goldman Sachs estimando que os gastos globais possam superar US$ 1 trilhão neste ano. Esse movimento beneficia uma ampla cadeia de fornecedores, de chips e data centers a equipamentos de rede, fibra óptica e sistemas de energia.

Os resultados recentes confirmam que a demanda permanece forte, com empresas como Cisco, Coherent, Applied Optoelectronics, Nebius e Corning registrando crescimento relevante em pedidos e receitas ligadas à IA. Ainda assim, casos como Cisco e Cerebras mostram que pedidos robustos nem sempre se convertem imediatamente em faturamento, margens ou lucros, especialmente diante dos prazos de fabricação, implementação e reconhecimento de receita.

A principal mudança, portanto, está na régua utilizada pelo mercado para avaliar essas companhias. Durante boa parte do boom da IA, bastava comprovar crescimento de demanda, capex elevado e carteiras de pedidos robustas; agora, os investidores passam a exigir também velocidade de execução, preservação de margens e conversão eficiente dessa demanda em resultados financeiros.

Isso significa que empresas capazes de transformar rapidamente pedidos em receita e lucro tendem a ser premiadas de maneira diferente daquelas cuja carteira de encomendas cresce mais rápido do que sua capacidade de entrega.

· 04:16 — Um IPO gigante

A Anthropic pode protagonizar um dos maiores IPOs da história, com investidores projetando uma avaliação de US$ 2 trilhões em sua estreia na bolsa, potencialmente acima dos US$ 1,77 trilhão atribuídos recentemente à SpaceX.

A tese se apoia no crescimento acelerado das receitas, que poderiam chegar a até US$ 120 bilhões em base anual até o fim de 2026, cerca de dez vezes o patamar do início do ano. Alguns investidores chegam a defender uma avaliação de US$ 3 trilhões caso esse ritmo se sustente, tomando como referência múltiplos elevados observados em outras empresas ligadas à inteligência artificial.

O entusiasmo, porém, vem acompanhado de riscos relevantes. Os modelos da Anthropic seguem caros em relação a alternativas concorrentes, o que pode limitar a adoção corporativa, enquanto disputas com o governo americano e restrições temporárias de exportação já afetaram clientes e o crescimento da receita. Ao mesmo tempo, a companhia busca reduzir custos e ampliar sua independência tecnológica, inclusive por meio de uma possível aquisição da Decart por US$ 6 bilhões, movimento que poderia melhorar a eficiência no treinamento de modelos e abrir caminho para o desenvolvimento de chips próprios, aumentando a competição com empresas como a Nvidia.

· 05:03 — Fiscal frágil, renda como proteção

O problema fiscal brasileiro segue como um dos principais focos de fragilidade estrutural da economia e, como discutimos em nosso relatório mais recente, não pode ser tratado como uma questão secundária. A combinação entre crescimento persistente das despesas, dificuldade de geração de superávits e avanço do endividamento mantém elevados os prêmios de risco, pressiona os juros de longo prazo e reduz a capacidade do país de sustentar ciclos mais duradouros de crescimento.

Em algum momento, esse desequilíbrio precisará ser enfrentado de maneira crível, por meio de medidas capazes de estabilizar a trajetória da dívida e reconstruir a confiança dos investidores. Até que isso aconteça, a prudência continuará sendo indispensável na alocação de capital no Brasil. Foi sobre esse tema que nos debruçamos em nosso relatório mais recente (clique aqui para conferir).

Nesse ambiente, para além das recomendações de diversificação e proteção que temos defendido, a parcela do patrimônio que permanece investida no mercado brasileiro deve privilegiar, sobretudo, qualidade, previsibilidade e geração de renda. Empresas sólidas, com balanços robustos, boa capacidade de geração de caixa e histórico consistente de distribuição de proventos, oferecem uma camada adicional de resiliência diante de um cenário fiscal ainda incerto. É justamente nesse contexto que a nossa carteira recomendada e automatizada Renda Extra se encaixa como uma luva: uma seleção estruturada para combinar boas empresas, geração recorrente de renda e maior previsibilidade, atributos especialmente valiosos enquanto o país atravessa um período que ainda exige cautela.

O post Ibovespa em queda, resposta do Brasil ao ‘tarifaço’ de Trump e IPO da Anthropic no radar do mercado; veja destaques desta sexta (14) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Cyrela (CYRE3): Expansão das margens e geração de caixa são destaques do 2T26; ações valem a pena?

Nesta quinta-feira (13), a Cyrela (CYRE3) divulgou seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026 (2T26). Os principais destaques ficaram por conta da expansão das margens e da forte geração de caixa no período.

Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou 20 empreendimentos, totalizando R$ 3,84 bilhões em VGV na participação Cyrela e excluindo permutas, crescimento de 34% frente ao 2T25 e de 120% em relação ao trimestre anterior. As vendas líquidas somaram R$ 2,56 bilhões, avanço de 14% na comparação anual e de 18% frente ao 1T26.

A VSO em 12 meses recuou para 42,8%, ante 51,4% no 2T25 e 44,7% no trimestre anterior. Já a VSO dos lançamentos ficou em 32%, indicando absorção razoável diante da forte aceleração do volume lançado.

Na demonstração financeira, a receita líquida alcançou R$ 2,48 bilhões, crescimento de 18% frente ao 2T25 e de 23% na comparação trimestral.

Rentabilidade e geração de caixa são destaques do 2T26

A rentabilidade foi uma boa notícia: a margem bruta atingiu 37,3%, aumento de 2,4 p.p. na comparação anual. Segundo a companhia, a evolução foi impulsionada pela melhora da rentabilidade da Vivaz e pelo aumento da participação do segmento econômico na receita. A tendência é que esse cenário continue no curto prazo, sinalizado pela estabilidade da margem a apropriar.

Por outro lado, assim como observado em outros resultados do setor, as despesas comerciais saltaram no trimestre, com alta de 30% na comparação anual, para R$ 294 milhões.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 452 milhões, alta de 16% frente ao 2T25 e de 52% em relação ao trimestre anterior, com margem líquida de 18,2%. O ROE dos últimos 12 meses encerrou o período em 20,9%.

A geração de caixa foi outro destaque, atingindo R$ 272 milhões no trimestre. Com isso, a dívida líquida ajustada recuou de R$ 2,18 bilhões para R$ 1,91 bilhão no trimestre, levando a relação dívida líquida/patrimônio líquido ajustado de 19,6% para 16,5%.

Cyrela (CYRE3): vale a pena comprar ações agora?

De forma geral, o 2T26 apresentou uma leitura positiva, com aceleração de receita, recuperação de margens e forte geração de caixa. Inclusive, o caixa da companhia deve ser reforçado com a venda extraordinária de ativos non-core, anunciada na última semana.

Com isso, cresce a possibilidade de uma remuneração adicional aos acionistas, incluindo dividendos. Negociando a um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

O post Cyrela (CYRE3): Expansão das margens e geração de caixa são destaques do 2T26; ações valem a pena? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Esta inteligência artificial pode buscar até R$ 214 mil na ‘3ª onda das nanocoins’; entenda

O ano não tem sido fácil para o mercado de criptomoedas. O bitcoin, principal ativo do segmento, caiu cerca de 28% em 2026. É hora de fugir dos ativos digitais?

Na visão de especialistas do segmento, a resposta é não. Isso porque o mercado cripto pode ter atingido o preço de fundo do bear market, e uma janela para comprar nanocoins a preços atrativos pode se abrir neste exato momento.

Exatamente por isso, a Empiricus desenvolveu o Nano IA, uma inteligência artificial que atua de forma automatizada no mercado de criptomoedas, em busca de nanocoins que podem valorizar até 214 vezes, em média.

Por que a ‘3ª onda das nanocoins’ pode estar a caminho

Dados do departamento de criptomoedas da Empiricus Research mostram que em cenários de bear market anteriores — como são conhecidos os momentos de desvalorização ou pessimismo no mercado —, o espaço para queda se torna limitado depois que o ponto mais baixo foi atingido.

E a chance de uma disparada logo em seguida é muito alta, especialmente para as chamadas nanocoins. Essas moedas possuem um baixo valor de mercado, inferior a US$ 1 bilhão, e têm alto potencial de valorização.

Os pontos do gráfico acima destacam datas nas quais o Bitcoin (BTC), principal criptomoeda do mercado, atingiu seu preço de fundo em fase de bear market: quando a linha azul encontra a linha marrom, a tendência é que o preço aumente expressivamente logo em seguida.

Segundo os dados, podemos estar na 3ª onda das nanocoins, já que as linhas se encontraram novamente. Por isso, este pode ser um bom momento para investir.

Para auxiliar os investidores que querem aproveitar este cenário, surgiu o Nano IA, uma inteligência artificial desenvolvida por Luis Kuniyoshi, pesquisador e vice-diretor do departamento de criptomoedas da Empiricus Research.

A ferramenta busca três categorias de moedas:

  • Nanocoins de inteligência artificial com potencial de até 5.200% de lucro;
  • Nanocoins especulativas com potencial de lucro de até 30.000% e
  • Nanocoins ultra especulativas, que podem valorizar até 257.000%.

O Nano IA é responsável por identificar as melhores oportunidades e executar as operações de forma automatizada. A inteligência artificial está programada para buscar até R$ 214 mil de retorno, a partir de um investimento inicial de R$ 1 mil.

Apesar de retornos passados não serem garantia de retornos futuros e as criptomoedas serem ativos de risco, o protótipo do Nano IA já conseguiu um retorno de 87,6% em uma operação realizada entre os dias 8 e 10 de julho.

Veja como participar de evento gratuito de lançamento do Nano IA

Se você ficou interessado, no dia 24 de agosto, às 19h, o Nano IA será apresentado para o mercado em um evento gratuito.

Durante o evento, Kuniyoshi vai explicar com mais detalhes como a ferramenta pode buscar até R$ 214 mil.

A participação no evento é gratuita, mas precisa de inscrição prévia. Para reservar seu lugar, basta clicar no botão abaixo:

QUERO CONHECER A IA QUE PODE BUSCAR ATÉ R$ 214 MIL

O post Esta inteligência artificial pode buscar até R$ 214 mil na ‘3ª onda das nanocoins’; entenda apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

É possível lucrar até 586% com as eleições: Conheça estratégia que multiplicou o capital dos investidores nos últimos ciclos eleitorais

Quem acompanha o mercado financeiro de perto, sabe que o período eleitoral pode mexer com os ativos da bolsa de valores. Ações podem explodir ou derreter diante da fala de um candidato, de uma nova pesquisa ou da definição de um ministério.

Por isso, as eleições são conhecidas pela volatilidade elevada que trazem ao mercado. Segundo dados da corretora Ágora, as estatísticas mostram que, em anos de votação, a bolsa de valores oscila, em média, 14% a mais. Ou seja, ao mesmo tempo que a possibilidade de ganhos é maior, os riscos também são.

Com a estratégia correta, investidores podem buscar ganhos de, por exemplo, 120%, 375% e até mesmo 586% em poucos dias. E não é exagero: lucros como esses foram realidade nas últimas eleições para um grupo de pessoas que seguiram um método que tem crescido cada vez mais entre os brasileiros.

Esta estratégia combina dois fatores: análise acurada do cenário e o mercado de opções.

Com essa combinação, é possível buscar antecipar lucros que demorariam anos, em poucas semanas.

Quer saber como? Eu explico…

Conheça a estratégia que pode gerar lucros com as eleições

O mercado de opções permite que investidores se posicionem para cenários de alta (calls) ou de baixa (puts) dos ativos negociados na bolsa, utilizando contratos que custam apenas uma fração do valor das ações.

Isso porque, ao comprar uma opção, o investidor não adquire a ação diretamente, mas o direito de comprá-la ou vendê-la em um período de tempo determinado. Dependendo da estratégia utilizada, é possível buscar ganhos tanto com movimentos de valorização quanto de desvalorização do mercado.

Uma boa analogia é o sinal de compra de um imóvel. Você paga um valor pequeno hoje para garantir o direito de comprar o imóvel por um preço combinado no futuro. Se o imóvel valorizar, o contrato fica valioso. Se não, você perde apenas o valor do sinal.

Quando isso é feito com estratégia, é possível buscar retornos expressivos em períodos curtos, especialmente em momentos de maior volatilidade.

Foi justamente esse tipo de movimento que permitiu ao analista Ruy Hungria, da Empiricus, registrar ganhos relevantes com operações envolvendo opções:

Ganhos registrados pela carteira de opções da Empiricus Research. Retornos passados não garantem lucros futuros.

Como é possível observar, os valores pagos por cada opção raramente ultrapassam R$ 1. Por outro lado, os retornos podem ser exponenciais em poucos dias.

Ruy Hungria destaca que, apesar da estratégia de opções ser útil em diferentes cenários, os ganhos acima da média são provenientes, principalmente, de ambientes imprevisíveis e com alta volatilidade – justamente o caso das eleições.

As opções se alimentam de volatilidade“, resume o analista.

Na avaliação de Hungria, embora o mercado de opções seja frequentemente visto como algo complexo, operar esses contratos é mais simples do que muitos investidores imaginam.

“Elas são baratas e podem ser negociadas em praticamente qualquer corretora”, afirma.

Pensando no cenário atual, que é propício para buscar grandes valorizações com a volatilidade do mercado, a Empiricus Research irá lançar o projeto Sprint Eleitoral.

Sprint Eleitoral busca antecipar ganhos de anos em um ‘tiro curto’

O plano do Sprint Eleitoral é antecipar anos de ganhos em apenas 12 semanas com a volatilidade máxima da campanha eleitoral, como ocorreu nas eleições de 2018 e 2022.

Na ocasião, quem seguiu a recomendação dos analistas da Empiricus pôde buscar lucros como estes:

*Resultados de operações indicadas pela Empiricus ao longo das campanhas eleitorais de 2018 e 2022. Retornos passados não são garantia de ganhos futuros. Investimentos têm riscos.

Durante o projeto, os participantes receberão não apenas recomendações de opções que podem se multiplicar por várias vezes em questão de dias, mas também:

  • Ações que se beneficiam de cada cenário;
  • Renda fixa para se proteger ou antecipar ganhos com a marcação a mercado;
  • Carteira recomendada em caso de vitória de cada candidato;
  • Informações matinais com acontecimentos, pesquisas e bastidores.

Além disso, o investidor terá um acompanhamento completo por 3 meses desde o início da campanha eleitoral até a definição das alianças, equipes de governo e Ministros de Estado.

Ou seja, a ideia é dar aos brasileiros todas as ferramentas disponíveis para ganhar dinheiro com as eleições, independente de quem for o candidato vencedor.

Como garantir acesso ao Sprint Eleitoral?

O analista Matheus Spiess, da Empiricus, vai explicar todos os detalhes de como funcionará o Sprint Eleitoral na próxima segunda-feira (17), às 19h, em um evento online e gratuito.

E você está convidado para tirar todas as dúvidas e fazer parte da estratégia que já possibilitou ganhos de até 586% nas últimas eleições.

Para reservar sua participação sem custos no encontro online da próxima segunda-feira, basta clicar neste link ou no botão abaixo.

[INSCRIÇÃO GRATUITA: QUERO CONHECER O SPRINT ELEITORAL]

O post É possível lucrar até 586% com as eleições: Conheça estratégia que multiplicou o capital dos investidores nos últimos ciclos eleitorais apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Conheça o BCDI11, fundo de infraestrutura da BTG Asset com retorno potencial acima do CDI e isento de IR

Na última terça-feira (4), o BTG Pactual Dívida Infra CDI (BCDI11), o fundo de infraestrutura gerido pela BTG Asset, foi listado na Bolsa de Valores. Apesar de existir desde 2024, a estratégia ganhou escala depois de oferta de cerca de R$ 120 milhões, em abril, e alcançou um patrimônio próximo a R$ 190 milhões.

A intenção da BTG Asset com a listagem é transformar o BCDI11 em sua principal estratégia de infraestrutura atrelada ao CDI, com um papel semelhante ao BDIF11 entre os fundos indexados ao IPCA.

Conheça a estratégia por trás do BCDI11

O BCDI11 é um fundo com retorno hedgeado para o CDI. Ou seja, ele busca acompanhar de perto o retorno desse índice.

Com gestores profissionais, os Hedge Funds, como esse, adotam estratégias que tentam reduzir o impacto das oscilações de juros sobre o portfólio.

O BCDI11 possui a mesma equipe de análise e gestão do BTG Pactual Dívida Infra (BDIF11), liderada por Luis Bufoni, gestor do portfólio de crédito da BTG Asset.

Enquanto o BDIF11 tem uma carteira mais exposta à inflação e aceita maior duration e volatilidade, o BCDI11 adota um perfil mais conservador.

O fundo é indicado para investidores que priorizam:

  • Retorno atrelado ao CDI;
  • Menor oscilação da cota; e
  • Maior previsibilidade de renda.

Atualmente, o BCDI11 soma 58 ativos, com cerca de 90% da carteira alocada em debêntures tradicionais e debêntures incentivadas. O restante está em caixa, principalmente em títulos públicos.

Porém, a gestão do fundo pretende destinar 10% a operações estruturadas e com spreads elevados, desde que os riscos sejam protegidos por uma estrutura adequada.

ACESSE RELATÓRIO COMPLETO SOBRE O BCDI11

Saiba vantagens e por que esse pode ser um bom momento para investir do BCDI11

Como os FI-Infras investem principalmente em debêntures incentivadas, esses títulos têm isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos para pessoa física.

Outro ponto de destaque é que, como o retorno é hedgeado para o CDI, a distribuição tende a acompanhar os juros. O valor pode diminuir em um ciclo de queda da taxa, mas também pode aumentar quando a taxa subir.

Desde o início, o BCDI11 entregou CDI +1,9% ao ano.

O momento da listagem também pode ser favorável ao fundo por conta da oferta de R$ 120 milhões concluída em abril. Isso porque os recursos captados ainda estão no período regulatório de enquadramento.

Ou seja, o fundo pode manter, de forma temporária, uma parcela maior em ativos não incentivados e originalmente indexados ao CDI. Essa flexibilidade permite ao BCDI11 aproveitar operações mais curtas e com spreads superiores.

Relatório conta mais detalhes sobre o BCDI11; saiba como acessar

Este texto é apenas uma introdução ao BTG Pactual Dívida Infra CDI (BCDI11).

Se você deseja conhecer melhor o BCDI11, você pode acessar o relatório “BCDI11: renda isenta em CDI. O material está disponível gratuitamente no BTG Content, a plataforma de conteúdos oficial do BTG Pactual.

Para liberar seu acesso ao conteúdo gratuito, é só clicar no botão abaixo: 

QUERO ACESSAR O RELATÓRIO GRATUITAMENTE

Disclaimer: As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco (“Suitability”). RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

O post Conheça o BCDI11, fundo de infraestrutura da BTG Asset com retorno potencial acima do CDI e isento de IR apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Trade do dia: Compre SpaceX (SCPX34); confira a recomendação de swing trade do BTG Pactual para hoje (13)

O BTG Pactual abriu uma nova operação de swing trade nesta quinta-feira (13), com a recomendações de compra dos BDRs da SpaceX (SPCX34) após sinais de uma melhora consistente da estrutura técnica do ativo no curto prazo.

(Fonte: BTG Pactual) 

Segundo os analistas, o papel reverteu a dinâmica de curto prazo após formar fundo na região de R$ 35,20 e passou a construir uma sequência de topos e fundos ascendentes.

O IFR (Índice de Força Relativa) avançou para a região de 76 pontos, sinalizando força compradora elevada, embora o indicador já esteja em um patamar mais esticado no curto prazo.

Para os analistas do BTG, a manutenção do preço acima de R$ 47,00 preserva o viés construtivo e mantém espaço para a continuidade do movimento em direção aos R$ 50,00. Eles ainda pontuam que, o rompimento consistente desse patamar pode abrir caminho para as próximas resistências em R$ 54,00 e R$ 58,00.

O movimento de SPCX34 mostra, na prática, como a análise técnica pode ser utilizada para identificar mudanças de tendência, níveis importantes de preço e possíveis gatilhos para operações de curto prazo.

Mas, para quem pretende operar nesse horizonte, acompanhar os sinais é apenas parte do processo. É preciso também saber interpretá-los, definir uma estratégia e controlar os riscos envolvidos. Nesse sentido, dominar essa leitura que ganha ainda mais importância.

VEJA MAIS: Empiricus lança treinamento gratuito para participantes da BTG Copa Trader

Do radar do mercado à prática: dominar operações de curto prazo pode render prêmio de até R$ 1 milhão

Seja no day trade ou no swing trade, identificar oportunidades no gráfico é apenas o primeiro passo. Nas operações de curto prazo, transformar uma leitura de mercado em uma chance de lucro exige tomar decisões em um ambiente que pode mudar rapidamente, e cada escolha pode fazer diferença no resultado.

Por isso, o investidor que deseja seguir esse caminho precisa ter disciplina para seguir uma estratégia, capacidade de reagir a diferentes cenários e controle emocional. E é justamente essa combinação de leitura de mercado e tomada de decisão que está no centro da segunda edição da Copa BTG Trader.

Trata-se de uma disputa de trading realizada em ambiente simulado, na qual os participantes podem testar suas habilidades sem colocar o próprio patrimônio em risco.

SAIBA MAIS: Treinamento gratuito da Empiricus pode aumentar suas chances na Copa BTG Trader

Neste ano, o campeonato pagará R$ 1 milhão em prêmio para o campeão, além de premiações para outros participantes que estiverem entre os melhores colocados.

Como mencionamos, realizar esse tipo de operação exige preparo. Por isso, a Empiricus criou um treinamento gratuito para aqueles que desejam chegar mais qualificados para a disputa.

Bootcamp Trader do Milhão: aumente suas chances na Copa BTG Trader

O Bootcamp Trader do Milhão é um curso gratuito da Empiricus criado para ajudar os investidores que querem participar da Copa BTG Trader. O treinamento é organizado pelo analista técnico da casa Marlon Scatolin, profissional com nove anos de experiência no mercado financeiro e atuação em operações estruturadas de câmbio e trading.

Ao longo do bootcamp, os participantes terão acesso a:

  • Conteúdos com especialistas em análise técnica da Empiricus;
  • Explicações sobre o regulamento da Copa e os ativos negociados;
  • Atualizações de mercado; e
  • Estratégias para as primeiras etapas da competição.

Além disso, quem avançar na disputa também poderá contar com preleção para as semifinais e suporte individual aos classificados para a etapa final.

A competição começa no dia 14 de setembro e as aulas do Bootcamp Trader do Milhão já estão liberadas. Assim, quanto antes você começar o treinamento, mais preparado pode chegar na Copa BTG Trader.

Para participar gratuitamente, basta clicar no botão abaixo se inscrever e começar a preparação com a equipe da Empiricus.

GRATUITO: PARTICIPE DO BOOTCAMP E PREPARE-SE PARA BUSCAR ATÉ R$ 1 MILHÃO

Certificado de Autorização SPA/MF 03.051033/2026. Consulte as regras e condições de participação no Regulamento.

O post Trade do dia: Compre SpaceX (SCPX34); confira a recomendação de swing trade do BTG Pactual para hoje (13) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Moura Dubeux (MDNE3): Resultados do 2T26 reforçam boa dinâmica financeira da empresa

Nesta quarta-feira (12), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo uma boa dinâmica financeira. Os números vieram ligeiramente acima das nossas estimativas, especialmente nas linhas finais.

Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou seis projetos, totalizando R$ 1,01 bilhão em VGV líquido (%MD), retração de 45,7% frente ao 2T25. No semestre, porém, os lançamentos somaram R$ 2,32 bilhões, crescimento de 2,5% na comparação anual.

Destaques do 2T26 da Moura Dubeux

As vendas e adesões líquidas atingiram R$ 1,02 bilhão, retração de 14,7% na comparação anual e praticamente estabilidade frente ao 1T26. O desempenho continuou sustentado principalmente pelos condomínios, que representaram 64% das vendas brutas na participação da companhia. A VSO trimestral ficou em 20,9%, enquanto o indicador em 12 meses permaneceu em patamar saudável, de 51,1%.

No âmbito financeiro, a receita líquida alcançou R$ 731 milhões, crescimento de 10% frente ao 2T25 e de 16,5% em relação ao trimestre anterior. A margem bruta atingiu 38,6%, expansão de 5,3 p.p. na comparação anual, enquanto a margem bruta ajustada chegou a 40,2%. Segundo a companhia, parte importante dessa evolução veio da maior contribuição do modelo de condomínio e do reconhecimento do fee de comercialização de terrenos dos projetos Casa Macedo, Moura Dubeux Plaza e Salvador 220.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 179 milhões, alta de 34,7% frente ao 2T25, com margem de 24,5%, expansão de 4,5 p.p. na comparação anual. Por outro lado, as despesas comerciais e administrativas apresentaram crescimento relevante no período, refletindo, entre outros fatores, maiores gastos com comissões e expansão da estrutura da companhia.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 174 milhões, novo recorde trimestral e crescimento de 44,6% frente ao 2T25. Além do avanço operacional, o resultado foi favorecido por um resultado financeiro líquido positivo de R$ 34,7 milhões. A margem líquida alcançou 23,8%, enquanto o ROAE dos últimos 12 meses ficou em 28%.

MDNE3: evolução financeira e qualidade operacional

Em relação à estrutura de capital, a Moura Dubeux encerrou junho dívida líquida de apenas R$ 56 milhões, equivalente a 2,5% do patrimônio líquido. A companhia apresentou geração de caixa de R$ 27 milhões no trimestre, influenciado pela alienação de recebíveis, revertendo o consumo observado no 1T26.

De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a boa evolução financeira da Moura Dubeux, com expansão de margens e novo recorde de lucro. Mantemos uma leitura positiva sobre a qualidade operacional de MDNE3, que negocia a apenas 3,5 vezes os seus lucros projetados para 2027.

O post Moura Dubeux (MDNE3): Resultados do 2T26 reforçam boa dinâmica financeira da empresa apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa sente pressão pela saída de capital estrangeiro, enquanto CPI dos EUA mostra alívio na inflação; veja destaques desta quinta (13)

Os mercados globais operam sem direção única nesta quinta-feira, com as ações de tecnologia e inteligência artificial oferecendo sustentação às bolsas, enquanto a inflação mais branda nos Estados Unidos ajuda a aliviar parte das preocupações em relação aos próximos passos do Federal Reserve.

O principal destaque vem da Ásia, especialmente da Coreia do Sul. No Japão, o Nikkei também avançou, enquanto China e Hong Kong encerraram o pregão no campo negativo. Na Europa, os índices operam de forma mista, refletindo uma combinação de dados econômicos relativamente resilientes, como o crescimento de 0,4% do PIB britânico no segundo trimestre, e novas pressões inflacionárias, como a aceleração do CPI espanhol para 3,6%.

Nos Estados Unidos, os futuros avançam moderadamente antes da divulgação do PPI, que será importante para calibrar as expectativas de juros após o alívio proporcionado pelo CPI. A geopolítica, porém, continua sendo uma fonte relevante de risco. O impasse entre EUA e Irã em torno do Estreito de Ormuz permanece sem avanços significativos, enquanto Washington volta a intensificar a pressão econômica sobre Teerã.

· 00:56 — Atividade levemente mais forte

No Brasil, o Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 0,23%, aos 167.491 pontos, acumulando a sétima sessão consecutiva de perdas e a pior sequência em cerca de um ano. A pressão continua vindo principalmente da redução da exposição de investidores estrangeiros aos ativos brasileiros, em meio ao aumento da cautela com o processo eleitoral e seus possíveis desdobramentos fiscais.

Mais de R$ 7 bilhões deixaram a bolsa em agosto até o dia 10, enquanto bancos e Petrobras figuraram entre as principais contribuições negativas para o índice. O dólar também avançou, aproximando-se de R$ 5,18, refletindo tanto o fortalecimento global da moeda americana quanto a deterioração do humor doméstico e os relatos de maior demanda de investidores estrangeiros por proteção.

No campo macroeconômico, os dados recentes ainda apontam para uma perda gradual de fôlego da atividade. A Pesquisa Mensal de Serviços avançou 0,4% no segundo trimestre, mas mostrou sinais de enfraquecimento no encerramento do período e deixou um carregamento praticamente nulo para o terceiro trimestre, enquanto os serviços prestados às famílias apresentaram desempenho mais fraco na margem. A Pesquisa Mensal do Comércio de junho, por sua vez, surpreendeu na direção oposta, registrando aceleração em relação ao mês anterior e desempenho acima das expectativas.

Ainda assim, mantemos a perspectiva de um novo corte de 25 pontos-base na Selic em setembro, embora a proximidade das eleições, os riscos fiscais e a saída de capital estrangeiro continuem limitando uma recuperação mais consistente dos ativos domésticos.

· 01:42 — Inflação alivia, mas o Fed ainda não está livre para cortar

Nos Estados Unidos, Wall Street encerrou a sessão anterior em leve alta, apoiada por uma leitura considerada benigna do CPI de julho e por resultados positivos de empresas ligadas à inteligência artificial. A inflação ao consumidor registrou alta de 0,1% no mês e de 3,4% em 12 meses, enquanto o núcleo avançou 0,2% na comparação mensal e 2,5% na anual, reforçando a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve em setembro.

Ainda assim, a composição do indicador não confirmou um processo de desinflação disseminado, uma vez que os preços de bens mostraram alguma pressão e parte do alívio observado nos serviços esteve concentrada em componentes mais voláteis. Nesse contexto, as atenções se voltam agora para o PPI de julho, especialmente para os componentes que entram diretamente no cálculo do núcleo do PCE, principal referência de inflação acompanhada pelo Fed, além dos pedidos semanais de seguro-desemprego e das falas de Beth Hammack e Tom Barkin.

O pano de fundo fiscal também vem ganhando relevância crescente. O governo americano registrou déficit de US$ 432 bilhões em julho, recorde para o mês, elevando o rombo acumulado nos dez primeiros meses do ano fiscal para US$ 1,799 trilhão, valor superior ao registrado em todo o ano de 2025. Esse cenário ajuda a explicar por que, apesar do alívio observado na ponta curta da curva dos Treasuries após a divulgação do CPI, os rendimentos dos títulos de prazo mais longo continuam pressionados.

Assim, embora os dados de inflação tenham reduzido a urgência de uma nova alta de juros em setembro, a decisão do Federal Reserve permanece em aberto e dependerá das próximas leituras de PPI, PCE, CPI e payroll, além das sinalizações que surgirem durante o simpósio de Jackson Hole.

· 02:34 — Sem perspectiva

A disputa em torno do Estreito de Ormuz permanece sem solução, com Estados Unidos e Irã trocando acusações sobre o descumprimento das condições acordadas anteriormente e reivindicando controle sobre uma das principais rotas globais de petróleo e gás. O número de travessias caiu para o menor nível em três semanas, enquanto Teerã mantém a reabertura condicionada ao fim do bloqueio a seus portos, à suspensão das sanções e a outras concessões por parte de Washington.

Diante da perspectiva de um conflito prolongado e intermitente, ganha força a expectativa de que o Brent permaneça na faixa intermediária de US$ 80 por barril ao longo do restante de 2026. Ainda assim, os preços podem recuar gradualmente à medida que os exportadores ampliem rotas alternativas, os estoques globais elevados ajudem a amortecer o choque de oferta e a demanda chinesa permaneça moderada.

Ao mesmo tempo, a crise vem acelerando uma reorganização estrutural das rotas energéticas. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão expandindo oleodutos capazes de reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, enquanto a China avalia alternativas como a Rota do Mar do Norte. Apesar desses esforços, os riscos continuam elevados: a Agência Internacional de Energia (AIE) estima um déficit global de 1,8 milhão de barris por dia neste trimestre, mais que o dobro do projetado anteriormente, enquanto o Irã vem sinalizando preparação para um confronto prolongado.

A retomada das tensões também começa a produzir efeitos em outras frentes, com novas pressões sobre energia, fertilizantes e preços globais de alimentos, revertendo parte da tendência desinflacionária observada nos meses anteriores.

· 03:28 — Transformação econômica

As importações chinesas evidenciam como a inteligência artificial vem assumindo um papel cada vez mais relevante na transformação econômica do país. Bens ligados ao ecossistema de IA, como semicondutores, computadores, equipamentos de armazenamento e redes, processadores e chips de memória, responderam por quase metade do crescimento recente das importações, refletindo a forte integração das empresas chinesas às cadeias globais de tecnologia.

Em contraste, as importações de energia, mais diretamente relacionadas à dinâmica da economia doméstica, seguem em queda em valor na comparação anual, mesmo diante dos choques recentes de preços e oferta provocados pelas tensões no Oriente Médio.

Esse avanço, no entanto, traz consigo um desafio relevante: a disponibilidade de energia. Os provedores chineses de serviços de dados já consomem 45% mais eletricidade do que há um ano, ritmo muito superior ao crescimento de 6,9% do consumo nacional, o que amplia a pressão sobre a infraestrutura elétrica e torna mais complexos os esforços de descarbonização.

Embora fontes como carvão, gás natural e energia solar permitam expandir a capacidade de geração com maior rapidez, os centros de dados exigem fornecimento contínuo e confiável. Ao mesmo tempo, grande parte do potencial de geração de energia limpa está localizada longe dos principais polos tecnológicos do país, como Guangdong, Jiangsu, Zhejiang, Xangai e Pequim, criando um desafio adicional para sustentar a expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

· 04:15 — Postura firme

No Japão, cresce a expectativa de que o Banco do Japão adote uma postura mais firme para conter a fraqueza persistente do iene. O governo de Sanae Takaichi estaria mais receptivo a uma alta de juros já em setembro ou outubro, em sintonia com a preocupação do BOJ de que a desvalorização cambial alimente a inflação e com o esforço conjunto de Japão e Estados Unidos para sustentar a moeda.

O desafio é que um aperto monetário mais rápido pode pressionar uma economia ainda frágil, especialmente diante da queda dos gastos das famílias, obrigando governo e banco central a equilibrar estabilidade cambial e preservação do crescimento.

Na Ásia, o desempenho das ações de tecnologia segue bastante desigual. O Kospi acumula forte recuperação desde a mínima de julho, apoiado pela retomada do entusiasmo com empresas de hardware ligadas à inteligência artificial e pela continuidade dos elevados investimentos das Big Techs.

Na China, a Lenovo disparou após reportar crescimento de 43% na receita trimestral, reforçando o otimismo com a demanda associada à IA. Em sentido oposto, a Tencent caiu após mais que dobrar seus gastos com inteligência artificial, evidenciando que a corrida tecnológica também vem acompanhada de custos crescentes e maior pressão sobre a rentabilidade no curto prazo.

· 05:09 — Crescimento, rentabilidade e valuation atrativo

A Direcional (DIRR3) entregou mais um trimestre robusto no 2T26, reforçando a consistência operacional observada nos últimos períodos. Os lançamentos somaram R$ 2,1 bilhões em VGV, alta de 8% em relação ao 2T25 e mais que o dobro do volume do trimestre anterior, enquanto as vendas líquidas alcançaram R$ 1,65 bilhão, praticamente estáveis na comparação anual e 5% acima do 1T26.

Na demonstração financeira, a receita líquida atingiu recorde de R$ 1,28 bilhão, avanço de 20% em 12 meses, e chegou a R$ 1,60 bilhão quando consideradas também as SPEs não consolidadas. A rentabilidade permaneceu elevada, com margem bruta ajustada de 42,8%, 110 pontos-base acima do ano anterior, enquanto a receita a apropriar cresceu 21%, para R$ 4,1 bilhões, oferecendo boa visibilidade para os próximos trimestres.

Mesmo com o aumento das despesas comerciais, o EBITDA ajustado avançou 27%, para R$ 348 milhões, com margem de 27,2%, e o lucro líquido operacional cresceu 10%, para R$ 202 milhões. O ROE anualizado de 35% continua colocando a Direcional entre as companhias mais rentáveis do setor.

A qualidade do trimestre também aparece na geração de caixa e na evolução da estrutura de capital. A companhia gerou R$ 130 milhões em caixa no período e, mesmo excluindo cessões de recebíveis, operações societárias e efeitos ligados aos repasses da Caixa Econômica Federal, apresentou geração operacional positiva de R$ 80 milhões. Com isso, a dívida líquida recuou para R$ 492 milhões, equivalente a apenas 18% do patrimônio líquido.

Em nossa leitura, os números reforçam uma tese construtiva para DIRR3, sustentada por crescimento, margens elevadas, alta rentabilidade e desalavancagem. Após a pressão recente sobre as ações, o anúncio de um programa de recompra de até 32 milhões de papéis também sinaliza confiança da administração na geração de valor. Negociando a cerca de 5,5 vezes o lucro projetado para o próximo ano, DIRR3 permanece com valuation atrativo diante da qualidade operacional apresentada e do potencial de continuidade dos resultados.

O post Ibovespa sente pressão pela saída de capital estrangeiro, enquanto CPI dos EUA mostra alívio na inflação; veja destaques desta quinta (13) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

LIQB11: Como um ETF de títulos públicos pode apresentar o mundo da bolsa de valores aos investidores focados em renda fixa

A renda fixa domina de forma esmagadora o comportamento do investidor brasileiro. Segundo dados da Anbima, a classe respondeu por 59% de todo o volume de investimentos feitos no país em 2025: R$ 5,14 trilhões movimentados.

O raciocínio faz sentido se considerarmos que, com juros elevados no país, essa é uma forma de fazer seu capital render a uma taxa atrativa e, ao mesmo tempo, com riscos muito menores do que os encontrados na renda variável.

Ao mesmo tempo em que o Ibovespa é amplamente citado nos noticiários e mídias sociais, parece que grande parte da população prefere não chegar perto da bolsa de valores, evitando qualquer tipo de risco mais explícito para seu patrimônio.

E se estamos falando de um investidor com perfil conservador, ou que não possui nada além de sua reserva de emergência, alocá-la na renda fixa é, de longe, a escolha mais sábia. Não é recomendado ultrapassar seus próprios limites.

Porém, tratando-se de investidores de perfil mais arrojado e com mais capital disponível para investir, mantê-lo exclusivamente na renda fixa pode ter um custo implícito: menos diversificação, com uma carteira exposta a apenas um tipo de risco, e a perda de grandes oportunidades de multiplicação de patrimônio em outros mercados.

Mas e se apresentássemos uma forma de colocar um “pezinho” na bolsa, pelo menos para conhecer esse mercado na prática, mas sem tomar riscos muito agressivos?

Investir na renda fixa na bolsa de valores: conheça o LIQB11 e suas vantagens frente ao mercado

Para quem quer conhecer o universo da renda variável, mas inicialmente sem assumir exposição a ativos de alto risco, é possível unir o útil ao agradável por meio de uma proposta inovadora no mercado brasileiro.

Ao mesmo tempo, a proposta também pode se aplicar a investidores que já possuem capital aplicado na bolsa, mas não querem sair dela em busca de uma oportunidade que combine diversificação com exposição à renda fixa.

O ETF LIQB11, lançado em julho deste ano, chegou ao mercado buscando ajudar investidores:

  • Que querem comprar uma cesta de ativos de renda fixa, mas sem sair da bolsa de valores;
  • Com menos propensão ao risco na renda variável;
  • Com pouca ou nenhuma experiência na bolsa.

ETFs são exchange-traded funds, na sigla em inglês. Ou seja, uma categoria de fundos de investimento que são negociados na bolsa, como se fossem ações.

Mas ao invés de investir na ação de uma empresa, um ETF representa uma cesta de ativos. Essa cesta, consequentemente, pode conter ativos de qualquer mercado e, no caso do LIQB11, ela é composta de títulos públicos, atrelados à Selic ou ao IPCA.

LIQB11: Quais as vantagens de investir em um ETF de renda fixa?

Essa combinação de renda fixa com bolsa pode até parecer inusitada à primeira vista, mas pode fazer bastante sentido quando entendemos as demais vantagens de unir o melhor dos dois mundos.

  • Porta de entrada para a bolsa: O investidor aprende a mecânica do mercado de renda variável (como funciona um pregão), por meio de ativos com os quais ele já tem mais familiaridade (renda fixa);
  • Diversificação em um só lugar: o ETF não representa apenas um ativo, mas sim uma cesta de ativos de renda fixa por meio de um único ticker de negociação, diluindo riscos específicos de cada papel;
  • Gestão profissional: a curadoria de ativos do fundo é feita por gestores profissionais, e o investidor não precisa selecionar ativos um a um;
  • Praticidade operacional: comprar e vender como se fosse uma ação, sem precisar gerenciar vencimentos individuais ou renovar aplicações.

E quais os riscos de investir no LIQB11?

Precisamos ressaltar que não existe investimento livre de riscos, nem mesmo os de renda fixa. A diferença está na intensidade.

Como as cotas do LIQB11 são negociadas em bolsa, elas estão sujeitas às oscilações do pregão, além de também estarem expostas à marcação a mercado dos títulos da cesta.

Mas mesmo que o ativo não venha para eliminar riscos, ele pode ser uma alternativa eficiente para quem busca liquidez produtiva dentro de uma carteira diversificada.

Saiba mais sobre o LIQB11 com apenas alguns cliques

Nesse texto, apresentamos algumas informações essenciais sobre o LIQB11. Mas essa é apenas a ponta do iceberg.

Clicando no link ao final da matéria, você está convidado a conhecer mais sobre o ETF e seu funcionamento. Independentemente da decisão que você tomar para a sua carteira de investimentos, vale conferir.

É só seguir o link:

LIQB11: QUERO SABER MAIS SOBRE O ETF

Investimentos envolvem riscos e podem causar perdas ao investidor. Certifique-se dos riscos e se o investimento faz sentido para o seu perfil antes de investir. Não há garantia de retorno. Retornos passados não garantem retornos futuros.

O post LIQB11: Como um ETF de títulos públicos pode apresentar o mundo da bolsa de valores aos investidores focados em renda fixa apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Mais cortes na Selic vêm aí? Tom ‘dovish’ do Copom e IPCA de julho podem dar dicas do que esperar; confira análise

O corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciado no dia 5 de agosto, pode não ser o último em 2026. Enquanto os dados de inflação (IPCA) mais recentes apontam para um viés de desaceleração, o Copom parece ter mantido a porta aberta para mais cortes nos juros na ata da sua última reunião, divulgada na última terça-feira (11) – segundo a Empiricus.

O comunicado veio em “um tom marginalmente mais dovish”, segundo Laís Costa, analista da casa. E “reconheceu a desaceleração da atividade, assim como as surpresas baixistas de inflação nas últimas leituras, embora tenha mantido o reconhecimento da desancoragem das expectativas futuras”.

Em semana pós-Copom, IPCA de julho trouxe ‘composição benigna’

Desde o início do conflito no Oriente Médio, e sua consequente pressão inflacionária em nível global, players do mercado, diversas vezes, revisaram para cima suas expectativas para a Selic terminal em 2026.

Mas as últimas leituras da inflação já vinham trazendo surpresas baixistas, que se consolidaram com a divulgação do IPCA de julho, que trouxe um avanço de 0,07%. O número veio levemente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,01%. Mas segundo a analista, “embora o dado cheio tenha superado as estimativas, o indicador trouxe detalhes positivos para o cenário inflacionário doméstico”.

A analista indica uma “composição benigna” dos dados, que trazem deflação em setores como:

  • Bens não-duráveis, com destaque para alimentos in natura;
  • Vestuário, com sua maior deflação no período desde 2010;
  • Gasolina.

Quanto à gasolina, vale ressaltar que, apesar da alta do petróleo, alguns fatores contribuíram para um maior controle nos preços. A Petrobras (PETR4), por exemplo, anunciou reajustes de preço muito abaixo do esperado, graças a um incentivo pontual do governo federal.

Para este mês, a analista acredita que os preços administrados devem continuar contidos graças ao setor de energia. Com o bônus da Usina de Itaipu chegando, o saldo positivo das operações da companhia será repassado às contas de luz em agosto. Esse benefício deve reduzir não apenas os valores nas faturas, mas também os impactos do grupo nos dados de inflação.

Além do nível de “conforto” na inflação no curto prazo, é preciso considerar também as projeções para o chamado “horizonte relevante”, que vai até o 1º trimestre de 2028.

Neste caso, Laís Costa comenta que as projeções para o IPCA do 1T28 estão, atualmente, em 3,2% ao ano – o que “coincide com a precificação dos economistas e com a definição de inflação ‘em torno da meta’ do próprio BC”.

Essas são justamente as evidências que o Copom monitora de perto. Sinais de desaceleração na inflação podem servir de insumo para que a autarquia conduza um caminho de mais redução nos juros – isso de maneira muito generalista, visto que diversos outros fatores precisam ser considerados.

Copom deixou ‘portas abertas’ para mais um corte na Selic, segundo analista

A ata da última reunião destaca que o Copom “não deve reagir aos efeitos primários de choques de oferta, e que segue monitorando a evolução do cenário para manter a restrição adequada à convergência da inflação para a meta”, segundo a analista.

Porém, para a Empiricus, “o conjunto das alterações no documento mantém a porta aberta para a continuação do ciclo de cortes de juros em setembro”. O cenário-base da casa é de mais uma redução de 0,25 ponto percentual a partir da próxima reunião, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. Assim, a Selic deve ir a 13,75% ao ano.

Demais players do mercado também acompanham essa visão. As opções de Copom negociadas na B3 na última quarta-feira (12) mostram uma sustentação da crença em mais um corte, enquanto um cenário de manutenção nos juros perdeu força nas últimas semanas.

Dashboard Público – Opções de Copom. Fonte: B3, consultada em 12/08/2026

Onde investir na renda fixa? Acesse relatório com 3 recomendações da Empiricus

Apesar do certo alívio de curto prazo, é preciso ressaltar que o cenário econômico ainda promete incertezas para os próximos meses.

Além das disrupções geopolíticas, que acompanham o conflito no Oriente Médio, o lado doméstico ganha ainda mais uma pitada de volatilidade por conta das eleições presidenciais, que acontecem em outubro.

Todos esses fatores são de grande relevância para investidores que querem montar uma carteira de renda fixa balanceada tanto para buscar retornos quanto para mitigar riscos.

Lais Costa preparou um relatório especial com três títulos de crédito privado que, em sua visão, são as apostas mais promissoras para quem se posicionar agora.

São títulos avaliados com qualidade, de empresas ligadas a setores promissores da economia, com retornos líquidos esperados de até IPCA + 11,18% ao ano. Taxas reais como essa são consideradas acima da média. A depender da trajetória de queda da Selic, a tendência é que não sejam mais ofertadas no mercado.

E o mais importante: todos os títulos recomendados pela analista são isentos de Imposto de Renda.

Fonte: Empiricus/BTG Pactual

O relatório completo está disponível para você por meio do BTG Content, a plataforma de publicações do BTG Pactual. Lá, você confere os comentários da analista na íntegra, além da ficha técnica completa dos ativos selecionados.

Caso não tenha cadastro na plataforma, o banco dá a oportunidade de testar o BTG Content e usufruir de todos os relatórios oferecidos por 30 dias gratuitos.

O acesso é bem simples: basta clicar no botão abaixo para fazer um cadastro rápido, com poucos cliques:

ACESSE O RELATÓRIO NO BTG CONTENT

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

O post Mais cortes na Selic vêm aí? Tom ‘dovish’ do Copom e IPCA de julho podem dar dicas do que esperar; confira análise apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Sex appeal à moda antiga

Enquanto o S&P 500 negocia acima de 20x lucros, o Índice MSCI de Mercados Emergentes hoje indica um múltiplo de aproximadamente 10x.

São raras as ocasiões históricas nas quais uma métrica é o dobro da outra, como no contexto atual.

No entanto, devemos tomar cuidado com os rótulos tradicionalmente usados, pois às vezes eles não combinam mais tão bem com a realidade contemporânea.

Em vez de Bolsa americana versus Emergentes, a dicotomia corrente se coloca de forma mais rigorosa como IA versus Não-IA.

Sintoma disso é que mercados emergentes fortemente pautados em tecnologia com growth – como Hong Kong, Índia e Taiwan – negociam a preço/lucro bastante próximo de 20x, enquanto praças como Argentina, Brasil, Filipinas e Turquia giram abaixo de 10x.

Apesar da distância dramática entre ambas as categorias, não acho que a melhor recomendação tática neste caso seja a de comprar o barato e vender o caro.

Há bons motivos para continuar tendo IA em carteira, e há bons motivos também para usar o value investing emergente como uma espécie de hedge contra exageros da precificação da IA.

Frequentemente, esses exageros não precisam se manifestar de forma absoluta, mas apenas na margem. Com a escalada do custo dos empréstimos high grade nos EUA, agora vinculados também às hyperscalers, uma simples alta dos juros pelo Fed pode ser o gatilho que faltava para reorganizar alocações táticas e estruturais.

Porém, e sobretudo no que diz respeito à América Latina, os racionais da tese não se limitam a contrabalançar os riscos da IA: o investidor global pode se sentar à nossa mesa por causa do hedge, e ainda levar opcionalidades interessantíssimas como sobremesa.

Em termos hipotéticos, o Brasil oferece hoje uma tríade potencial bastante atrativa, que combina graus de liberdade para afrouxo monetário, um novo ciclo eleitoral e algum nível de melhoria fiscal.

Ainda que não haja garantias sobre a materialização de nenhum desses três fatores, o acúmulo de probabilidades tem valor por si só.

Ademais, em que se pesem os riscos de recessão e crise de crédito por aqui, esses são também sintomas inequívocos de esgotamento do modelo de expansionismo fiscal, e é justamente nessas horas que a solução se impõe, de dentro para fora (como aconteceu na Argentina).

Não somos atrativos de acordo com as novas regras de etiqueta ditadas pela IA, mas ainda podemos retomar um sex appeal à moda antiga.

O post Sex appeal à moda antiga apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Direcional (DIRR3): Números do 2T26 mantém ritmo de crescimento e consistência operacional da empresa; veja análise

Na última terça-feira (11), a Direcional (DIRR3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo o bom ritmo de crescimento observado nos últimos trimestres.

Conforme antecipado na prévia operacional, os lançamentos totalizaram R$ 2,1 bilhões em VGV (R$ 1,6 bilhão na participação da companhia), crescimento de 8% frente ao 2T25 e mais que o dobro do volume registrado no trimestre anterior. As vendas líquidas atingiram R$ 1,65 bilhão (R$ 1,37 bilhão na % Companhia), praticamente estáveis na comparação anual e 5% acima do 1T26. A VSO consolidada ficou em 23%, com 24% na Direcional e 21% na Riva.

Na demonstração financeira, a receita líquida atingiu novo recorde de R$ 1,28 bilhão, avanço de 20% frente ao 2T25 e de 10% na comparação trimestral. Considerando também as SPEs não consolidadas, a receita líquida total chegou a R$ 1,60 bilhão, enquanto o indicador acumulado em 12 meses superou R$ 6 bilhões.

Rentabilidade é destaque no 2T26 da Direcional

A rentabilidade permaneceu como um dos principais destaques. A margem bruta ajustada atingiu 42,8%, praticamente estável frente ao 1T26 e 110 bps acima do ano anterior. Olhando para frente, a receita a apropriar alcançou R$ 4,1 bilhões, avanço de 21% em 12 meses, enquanto a margem REF ficou em 43,9%, abaixo dos 44,9% do 2T25, mas ainda em patamar elevado.

As despesas comerciais cresceram 33% na comparação anual, refletindo o maior volume de lançamentos e esforços comerciais, além do impacto dos distratos. Com isso, o Ebitda ajustado alcançou R$ 348 milhões, crescimento de 27% em relação ao 2T25, com margem de 27,2%.

Na última linha, o lucro líquido operacional atingiu R$ 202 milhões, avanço de 10% na comparação anual e praticamente estável frente ao trimestre anterior. O ROE anualizado ficou em 35%, mantendo a companhia entre os melhores níveis de rentabilidade do setor.

A geração de caixa também foi destaque, alcançando R$ 130 milhões no trimestre. Mesmo desconsiderando cessões de recebíveis, operações societárias e efeitos relacionados aos repasses da Caixa Econômica Federal, a geração de caixa operacional foi positiva em R$ 80 milhões. Com isso, a dívida líquida caiu para R$ 492 milhões, levando a relação dívida líquida/PL para 18% no trimestre.

DIRR3: recomendação de compra

De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a consistência operacional da Direcional, com crescimento de receita, manutenção de margens elevadas e melhora projetada para a estrutura de capital.

Em nossa visão, assim como outros players do setor, o papel foi exageradamente pressionado na última janela. Não a toa, a companhia anunciou um novo programa de recompra, com potencial de aquisição de até 32 milhões de ações.

Negociando a um múltiplo P/L de 5,5 vezes para o próximo ano, as ações de DIRR3 seguem em patamar de compra atrativo.

O post Direcional (DIRR3): Números do 2T26 mantém ritmo de crescimento e consistência operacional da empresa; veja análise apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Quadro fiscal e volatilidade eleitoral colocam índice sob pressão; veja mais destaques desta quarta (12)

Os mercados globais operam em leve alta nesta quarta-feira, em compasso de espera pela divulgação do CPI de julho nos Estados Unidos, indicador central para calibrar as expectativas em relação aos próximos passos do Federal Reserve. Os futuros de Nova York avançam, com destaque para o Nasdaq 100, enquanto as bolsas asiáticas encerraram o pregão majoritariamente em alta, lideradas pelo Kospi, beneficiado pela valorização das ações de semicondutores e por resultados corporativos que reforçaram a confiança na continuidade dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

Na Europa, o movimento é mais moderado, com os investidores também atentos aos indicadores de inflação. A geopolítica, por sua vez, continua sendo o principal foco de risco. Apesar de Paquistão e Catar sinalizarem avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã envolvendo o Estreito de Ormuz, novos ataques no Bab-el-Mandeb e no Golfo de Omã mostram que o cenário permanece frágil, enquanto Teerã condiciona a reabertura do estreito a concessões mais amplas por parte de Washington.

· 00:57 — Sob pressão

No Brasil, o Ibovespa encerrou a terça-feira em forte queda de 2,50%, aos 167.875 pontos, menor nível de fechamento desde 20 de janeiro, acumulando a sexta sessão consecutiva de perdas. O movimento refletiu uma combinação de maior aversão ao risco global, saída de capital estrangeiro, preocupações com o quadro fiscal e aumento da volatilidade eleitoral.

Um banco americano reduziu a recomendação para ações brasileiras de overweight para neutra, citando justamente o ambiente político como fator de cautela, enquanto os bancos estiveram entre as principais pressões negativas sobre o índice. A proximidade do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto, também aumenta a sensibilidade do mercado a alianças partidárias, pesquisas e sinais sobre a condução fiscal futura.

No campo macroeconômico, como disse ontem, a ata do Copom reforçou que a desaceleração da atividade, do mercado de trabalho e da inflação justificou o corte da Selic de 14,25% para 14%, mantendo aberta a possibilidade de nova redução de 25 pontos-base em setembro, embora expectativas desancoradas, inflação de serviços elevada e riscos fiscais recomendem cautela. O IPCA avançou 0,07% em julho, desacelerando para 4,44% em 12 meses, mas com composição menos favorável do que o esperado, especialmente em serviços, apesar da deflação de alimentos e da queda do índice de difusão.

Já a Pesquisa Mensal de Serviços mostrou estabilidade de 0,0% em junho, após recuo de 0,2% em maio, enquanto o crescimento anual acelerou de 0,7% para 2,0%, sinalizando uma atividade ainda resiliente, mas sem avanço na margem. Em conjunto, os dados reforçam a perspectiva de continuidade gradual do ciclo de cortes, mas ainda sem espaço para uma flexibilização mais agressiva da política monetária.

· 01:42 — Digerindo a inflação

Nos Estados Unidos, o CPI americano de julho é o principal destaque desta quarta-feira e deverá ser determinante para calibrar as expectativas em relação aos próximos passos do Federal Reserve. O consenso aponta para alta de 0,1% no índice cheio e de 0,2% no núcleo, levando as taxas acumuladas em 12 meses para 3,4% e 2,5%, respectivamente. Uma leitura em linha com as expectativas reforçaria a percepção de menor persistência inflacionária, mas dificilmente encerraria o debate sobre a decisão de setembro, sobretudo porque o núcleo do PCE deve permanecer próximo de 3,3% ao ano.

O mercado chega à divulgação em compasso de espera, após quedas de 0,3% no Dow Jones e no S&P 500 e de 0,6% no Nasdaq, enquanto os rendimentos dos Treasuries de 2 e 10 anos recuaram para 4,22% e 4,68%, respectivamente. O principal risco continua sendo uma surpresa altista na inflação, especialmente no setor de serviços, em um contexto no qual o petróleo voltou a se aproximar de US$ 90 por barril diante das dificuldades nas negociações entre Estados Unidos e Irã e das persistentes restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz.

No mercado de trabalho, a queda da taxa de participação na força de trabalho também merece atenção. O indicador recuou para 61,4% em julho, refletindo principalmente a aposentadoria de trabalhadores mais velhos e políticas migratórias mais restritivas, fatores que reduzem a oferta disponível de mão de obra e podem ampliar, ao longo do tempo, o papel da tecnologia e da inteligência artificial na sustentação dos ganhos de produtividade.

Ao mesmo tempo, o índice de confiança das pequenas empresas da NFIB avançou para 99,8, acima das expectativas, acompanhado por uma melhora nos planos de contratação. O resultado sugere que a fraqueza recente na criação de vagas ainda não representa uma deterioração disseminada da demanda por trabalhadores. No campo político, as primárias realizadas no Upper Midwest produziram resultados mistos entre as alas moderada e progressista do Partido Democrata, além de um desempenho desigual entre os candidatos apoiados por Donald Trump, mantendo em aberto disputas estaduais e legislativas importantes às vésperas das eleições de novembro.

· 02:39 — Disrupção estrutural

O governo Trump projeta que as interrupções no fornecimento de petróleo provocadas pela guerra com o Irã alcancem cerca de 600 mil barris por dia até o fim de 2027, em um contexto de persistentes restrições aos embarques pelo Estreito de Ormuz. Segundo a Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos (EIA), o fluxo de petróleo pela região caiu para uma média de 4,9 milhões de barris por dia no segundo trimestre, ante 21,6 milhões no último trimestre de 2025.

Os efeitos dessa disrupção já aparecem nas projeções de preços: a agência elevou suas estimativas para a gasolina e o diesel em 2026 e também revisou para cima a expectativa para os preços da gasolina ao consumidor em 2027. Embora sinais de avanço nas negociações tenham proporcionado algum alívio momentâneo, o petróleo americano voltou a superar US$ 83 depois que o Irã reiterou que manterá o estreito fechado até que suas exigências sejam atendidas.

Até aqui, o mercado global de petróleo conseguiu absorver uma parcela relevante desse choque graças à combinação de demanda mais fraca, aumento da produção em outras regiões e utilização de estoques, fatores que evitaram uma escalada ainda mais intensa dos preços. O ponto de atenção é que essa margem de segurança vem diminuindo.

Como destacam Jean-Marc Natal e Azim Sadikov, em artigo recente do FMI, uma precificação inadequada do risco geopolítico no mercado de energia pode tornar a economia global mais vulnerável a novos choques. Isso ocorre porque preços que não refletem plenamente os riscos existentes reduzem os incentivos para novos investimentos e para a expansão da capacidade de oferta, deixando o sistema energético menos preparado para absorver futuras rupturas.

· 03:24 — Ajuste de política econômica

O Japão atravessa um momento relevante de ajuste em sua política econômica, marcado pela divergência entre Scott Bessent e a primeira-ministra Sanae Takaichi em relação aos próximos passos do Banco do Japão. Enquanto o secretário do Tesouro dos Estados Unidos defende juros mais elevados como forma de oferecer maior sustentação ao iene, que voltou a se aproximar do patamar de 160 por dólar, Takaichi resiste a um aperto monetário mais agressivo, diante do risco de comprometer o ritmo de crescimento da economia.

Ao mesmo tempo, seu governo busca enfrentar um problema estrutural do país: o elevado volume de caixa acumulado pelas grandes empresas. A estratégia pretende direcionar parte desses recursos para investimentos domésticos, pesquisa e setores considerados estratégicos, como inteligência artificial, semicondutores e infraestrutura digital, dando continuidade às iniciativas de governança corporativa e maior eficiência na alocação de capital promovidas nos últimos anos.

A aproximação entre Japão e Estados Unidos também vem se aprofundando no setor de energia. Após a crise no Estreito de Ormuz, o Japão ampliou de maneira significativa as importações de petróleo americano, cuja participação nas compras externas do país passou de 3,8% em 2025 para mais de 30% em junho, em meio a uma estratégia de diversificação de fornecedores e recomposição dos estoques.

Takaichi também sinalizou a intenção de armazenar petróleo dos Estados Unidos e ampliar a cooperação bilateral para estimular a produção americana, enquanto Washington vem utilizando sua Reserva Estratégica de Petróleo para ajudar a aliviar pressões sobre o mercado global. O resultado é uma relação econômica cada vez mais integrada, combinando coordenação em torno do câmbio, incentivos ao investimento corporativo e uma cooperação energética mais estreita.

· 04:15 — Redução de dependência

Washington vem intensificando os esforços para reduzir a dependência da China em cadeias estratégicas de suprimentos, especialmente no segmento de terras raras. Nesse contexto, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos anunciou um financiamento de US$ 400 milhões para a australiana Sunrise Energy Metals, projeto que deverá viabilizar a primeira mina primária de escândio do mundo.

O início da produção está previsto para o fim de 2028, e o acordo concede ao governo americano direito de preferência sobre parte da oferta. O escândio, assim como outros elementos classificados como terras raras, desempenha papel estratégico em setores como defesa, indústria aeroespacial, semicondutores, energia e inteligência artificial, o que amplia sua relevância tanto econômica quanto geopolítica.

O governo Trump também vem adotando medidas para acelerar o licenciamento de novos projetos, ampliar o financiamento destinado ao processamento e ao refino de minerais críticos e, em alguns casos, realizar investimentos diretos em empresas do setor. O movimento sinaliza uma política industrial mais assertiva, voltada à reconstrução da capacidade mineral dos Estados Unidos e à redução de vulnerabilidades em cadeias consideradas essenciais.

Esse apoio governamental pode criar oportunidades relevantes para empresas expostas à mineração e ao processamento desses materiais. Ainda assim, o setor permanece sujeito a riscos importantes, como elevada necessidade de capital, desafios operacionais, volatilidade nos preços das commodities e forte dependência de políticas públicas, incentivos e condições estabelecidas pelo governo.

· 05:08 — MedTech: fundamentos em recuperação e espaço para reprecificação

O setor de equipamentos médicos (MedTech) reúne uma combinação atraente de fundamentos em recuperação e valuations ainda deprimidos após anos de desempenho mais fraco. A estabilização do volume de procedimentos, a correção de gargalos operacionais, o lançamento de novos produtos e o envelhecimento da população contribuem para uma perspectiva mais construtiva para o segmento.

Nesse contexto, o ETF iShares U.S. Medical Devices (IHI) oferece exposição diversificada às principais empresas do setor e pode se beneficiar de uma eventual reprecificação à medida que o mercado passe a reconhecer com maior clareza a melhora operacional e a resiliência estrutural da demanda por equipamentos e tecnologias médicas.

A tese também ganha força diante da transformação mais ampla em curso nos setores de saúde e oncologia, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial, de diagnósticos mais sofisticados e de terapias cada vez mais direcionadas. A IA tende a reduzir custos de pesquisa e desenvolvimento, acelerar processos clínicos e ampliar oportunidades em áreas como diagnóstico precoce, imunoterapia, terapias-alvo e dispositivos médicos de maior complexidade. Para o investidor brasileiro, essa exposição pode ser acessada pela B3 por meio do BDR BIHI39, oferecendo uma alternativa prática de diversificação internacional e participação em uma tendência estrutural de longo prazo dentro do setor de saúde.

O post Ibovespa hoje: Quadro fiscal e volatilidade eleitoral colocam índice sob pressão; veja mais destaques desta quarta (12) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Seu caixa com estratégia: Conheça as vantagens de investir em ETFs de renda fixa que buscam mais eficiência na carteira

Em uma carteira de investimentos, nem todos os recursos precisam estar comprometidos com objetivos de longo prazo. É comum que parte do patrimônio seja mantida em caixa para atender necessidades eservir de reserva de emergência ou aguardar novas oportunidades de alocação.

Ainda assim, esses recursos também podem desempenhar um papel estratégico. Não por acaso, cresce o interesse por soluções que buscam conciliar alta liquidez, praticidade e potencial de remuneração para essa parcela da carteira.

Hoje, existem estratégias que buscam oferecer remuneração competitiva sem exigir exposição excessiva a riscos ou comprometer o acesso aos recursos quando necessário.

Não é à toa que tem crescido o interesse por soluções voltadas à gestão eficiente do caixa na carteira. E, entre elas, os ETFs de renda fixa vêm conquistando espaço entre os investidores.

Quais são as vantagens de investir em ETFs de renda fixa?

Entre os benefícios comuns aos ETFs estão a diversificação, a liquidez, a transparência, a flexibilidade e a eficiência de custos e tributária.

Já os ETFs de renda fixa contam com algumas particularidades. De forma mais detalhada, alguns dos benefícios dessa classe incluem:

  • Liquidez: Os ETFs de renda fixa podem ser comprados e vendidos direto na Bolsa de Valores e contam com liquidação em D+1, o que significa que o dinheiro é recebido em até um dia útil;
  • Tributação baseada na carteira: O Imposto de Renda é definido pelo prazo médio da carteira do ETF, e não pelo período em que o dinheiro permanece investido. Ou seja, o investidor encontra mais previsibilidade tributária; e
  • Possibilidade de alíquota mínima de IR: Alguns ETFs de renda fixa conseguem se enquadrar diretamente na faixa de 15% de Imposto de Renda, mesmo para investidores com horizonte de aplicação mais curto.

Assim, não surpreende que os ETFs de renda fixa estejam atraindo cada mais a atenção dos investidores.

Agora, entre os produtos com potencial de destaque nesse segmento está o LIQB11, um ETF de renda fixa gerido pelo BTG Pactual e criado com foco na administração do caixa e na busca por maior eficiência.

Em relatório recente, a Empiricus Research revelou todos os detalhes por trás da estrutura do LIQB11. Dentre as características que o tornam uma alternativa interessante para a gestão do caixa da carteira, os analistas apontam:

  • A segurança dos ativos;
  • A busca por retornos próximos aos juros de curto prazo;
  • A praticidade operacional;
  • Os custos competitivos; e
  • A negociação em bolsa.

A boa notícia é que o relatório completo já está disponível para que você possa acessar.

Saiba como acessar mais detalhes sobre o LIQB11

Se você está em busca de uma alternativa para dar mais eficiência aos recursos que permanece temporariamente em caixa na sua carteira, vale a pena conhecer melhor o LIQB11.

O ETF foi desenvolvido com o objetivo de funcionar como uma ferramenta de gestão de liquidez, combinando uma carteira majoritariamente composta por títulos atrelados à Selic com uma parcela menor de títulos indexados à inflação.

Entre os pontos que chamam a atenção na estratégia está a busca por um equilíbrio entre liquidez, baixa volatilidade e eficiência tributária.

Outro diferencial é a proposta de servir como uma alternativa para recursos destinados a futuras alocações, rebalanceamentos da carteira ou posições mais defensivas, permitindo que esses valores permaneçam investidos enquanto aguardam uma nova destinação.

Para entender em detalhes como o LIQB11 funciona, quais são seus riscos, diferenciais e em quais cenários ele pode fazer sentido dentro de uma estratégia de investimentos, a Empiricus Research preparou um relatório gratuito sobre o tema.

Basta clicar no botão abaixo acessar o material completo e conhecer todos os detalhes do LIQB11:

ACESSE O RELATÓRIO COMPLETO AQUI

O post Seu caixa com estratégia: Conheça as vantagens de investir em ETFs de renda fixa que buscam mais eficiência na carteira apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Eleições 2026 podem entregar lucro de anos em apenas 12 semanas; saiba como

O calendário das eleições 2026 segue avançando. Com o fim das convenções, os partidos devem registrar suas candidaturas nos próximos dias e, em breve, veremos propagandas eleitorais na televisão, rádio e internet.

Para os mercados, a aproximação do pleito representa o início de um período crítico: uma época de máxima volatilidade. E é justamente neste ambiente que os investidores têm a chance de capturar, em 12 semanas, retornos que geralmente levariam anos.

Pensando em “surfar” as oportunidades desse período, a Empiricus lançará o Sprint Eleitoral. Trata-se de um plano de “tiro curto” que busca antecipar lucros aproveitando a volatilidade desse período.

ELEIÇÕES 2026: ENTENDA COMO BUSCAR LUCROS COM A DISPUTA

Nas últimas eleições, estratégia da Empiricus gerou ganhos de 120% a 375% em poucos dias, e isso pode se repetir em 2026

No primeiro trimestre de 2026, o Ibovespa valorizou 16%, entregando um retorno acima da Selic anual — que naquele momento era de 15% ao ano — e de quase metade da valorização do índice durante todo o ano de 2025 (34%).

Entretanto, desde abril até o último fechamento (10), o Ibovespa já recuou –8%, performance 24% inferior à dos mercados emergentes no mesmo período. Segundo o JP Morgan, esse comportamento é compatível com o padrão apresentado pelos ativos de risco brasileiros em outras disputas eleitorais.

O banco norte-americano fez um levantamento que mostra que, historicamente, em ano de eleições, a bolsa brasileira tende a apresentar fraqueza nos meses que antecedem o pleito.

VEJA MAIS: lucros de até 586% nas próximas 12 semanas? Entenda como buscar ganhos com as eleições 2026

Contudo, esse movimento tende a ser sucedido por um rali durante o mês do pleito.  Nesse sentido, a análise do JP Morgan sugere uma alta de 10% no IBOV após o primeiro turno em 2026, independentemente de quem seja o líder nas pesquisas presidenciais.

Segundo a Empiricus, é justamente nesse intervalo entre fraqueza e um provável rali que moram as oportunidades de capturar lucros relevantes.

Neste momento, os investidores estão mais sensíveis ao noticiário político e econômico, e “ativos podem explodir ou derreter diante da fala de um candidato, de uma nova pesquisa ou da definição de um ministério”, explica Matheus Spiess, estrategista de macroeconomia da casa.

Foi acompanhando todo esse contexto que, nos ciclos anteriores, a Empiricus foi capaz de fazer recomendações que entregaram retornos de até:

  • 375% em seis dias;
  • 220% em 19 dias;
  • 120% em sete dias.

É claro que retornos passados não são garantia de retornos futuros. Contudo, o comportamento do Ibovespa aponta que o mercado brasileiro está repetindo a trajetória dos pleitos passados.

Assim, de acordo com o estrategista, o período eleitoral em 2026 pode gerar lucros que o investidor levaria anos para acumular, em apenas 12 semanas. E a janela para capturar retornos está prestes a se abrir. Para aproveitá-la, na próxima segunda-feira (17), a Empiricus inaugurará o Sprint.

Sprint Eleitoral: participe do plano para buscar até 586% em lucros com as eleições 2026

O Sprint será um plano de “tiro curto” para os investidores que desejam buscar lucros com a volatilidade do mercado durante o período eleitoral. Serão 12 semanas em que os participantes receberão recomendações de:

  • Ações – aquelas com maior potencial de retorno de acordo com cada cenário;
  • Títulos de renda fixa – para buscar proteção ou “turbinar” ganhos com a curva de juros;
  • Opções – que podem explodir e multiplicar o investimento por várias vezes.

Além disso, quem seguir o plano terá acompanhamento diário e uma carteira recomendada que será ajustada à medida que o cenário for mudando com o avanço das eleições. Tudo isso para buscar lucros de até 586%, como ocorreu nos últimos ciclos.

O primeiro encontro será no próximo dia 17, e qualquer investidor interessado poderá participar gratuitamente. Nele, Matheus Spiess trará mais detalhes sobre como funcionará o Sprint, e os requisitos para fazer parte do grupo.

Então, se você ficou interessado e deseja participar, basta clicar no botão abaixo:

QUERO BUSCAR LUCROS DE ATÉ 586% COM AS ELEIÇÕES 2026

O post Eleições 2026 podem entregar lucro de anos em apenas 12 semanas; saiba como apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Recuo na reabertura do Estreito de Ormuz impulsiona nova alta do petróleo; veja mais destaques desta terça (11)

Os mercados globais operam em tom misto nesta terça-feira, com o impasse em torno da reabertura do Estreito de Ormuz novamente no centro das atenções. As negociações entre Estados Unidos e Irã perderam força depois que Washington rejeitou as condições apresentadas por Teerã e Donald Trump passou a exigir compensações relacionadas ao conflito, reduzindo a probabilidade de um acordo rápido.

A alta dos preços da energia reacende as preocupações inflacionárias justamente às vésperas da divulgação do CPI americano de julho, prevista para amanhã. O dado poderá recalibrar as expectativas para a política monetária do Federal Reserve, especialmente depois que o payroll mais fraco reduziu as apostas em uma nova alta de juros já em setembro.

Nesse ambiente, as bolsas apresentam desempenho mais contido. Na Ásia, os mercados chineses recuaram, enquanto Coreia do Sul e Taiwan avançaram, apoiadas pela recuperação das ações de semicondutores; o mercado japonês permaneceu fechado por feriado. Na Europa, os principais índices operam próximos da estabilidade, enquanto os futuros de Nova York também mostram pouca direção, refletindo a postura de cautela dos investidores antes da divulgação do CPI.

· 00:58 — Fraca, mas levemente acima…

No Brasil, o Ibovespa encerrou a segunda-feira em queda de 0,19%, aos 172.180 pontos, menor nível desde 8 de julho, em linha com a cautela observada nos mercados globais e com as incertezas relacionadas ao Oriente Médio. A pressão negativa foi parcialmente compensada pela alta de 3,50% da Petrobras, impulsionada pela valorização do petróleo, enquanto as ações de bancos pesaram sobre o índice.

No cenário externo, os investidores também aguardam a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos, prevista para quarta-feira. No campo comercial, Washington aceitou iniciar consultas com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as sobretaxas impostas a produtos brasileiros.

No ambiente doméstico, as atenções se concentraram nesta manhã na ata do Copom e no IPCA de julho. A inflação desacelerou de 0,16% para 0,07% no mês, ligeiramente acima do consenso de 0,03%, enquanto a taxa em 12 meses recuou de 4,64% para 4,44%. Apesar da pequena surpresa altista, o resultado ainda reforça uma leitura favorável para o processo de desinflação.

A ata do Copom, por sua vez, manteve uma mensagem de gradualismo e dependência dos dados. O Banco Central reconheceu sinais de moderação da atividade, do crédito e da inflação corrente, mas destacou como principais riscos o mercado de trabalho ainda aquecido, a desancoragem das expectativas e a fragilidade do quadro fiscal. Nesse contexto, permanece aberta a possibilidade de um novo corte de 25 pontos-base em setembro, para 13,75%, embora o espaço para reduções mais agressivas siga limitado enquanto o cenário fiscal continuar pressionando o prêmio de risco e as expectativas.

· 01:49 — O dia antes do CPI

Nos Estados Unidos, Wall Street perdeu fôlego na segunda-feira, com o Dow Jones recuando 0,2%, o S&P 500 caindo 0,1% e o Nasdaq cedendo 0,3%, em um movimento de maior cautela antes da divulgação do CPI de julho, amanhã. Menos da metade das ações que compõem o S&P 500 encerrou o dia em alta, enquanto papéis de empresas ligadas a semicondutores e redes ópticas, que vinham acumulando fortes valorizações, sofreram pressão mais intensa.

A alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries também contribuiu para limitar o apetite, reforçando a percepção de que os investidores demonstram pouca convicção para sustentar uma novas máximas.

Além disso, alguns investidores chamaram atenção para o fato de que a recuperação observada na semana passada ocorreu com volume reduzido e participação limitada de investidores institucionais, o que sugere um movimento menos consistente. Enquanto o investidor de varejo ajudou a impulsionar as ações, parte dos investidores profissionais teria preferido direcionar recursos para Treasuries e ouro, em uma postura mais defensiva.

A agenda agora se volta para a divulgação dos resultados de empresas como CoreWeave, Super Micro Computer e Cava, além do índice de otimismo das pequenas empresas da NFIB e dos dados de vendas de imóveis usados.

· 02:34 — Resposta dura

As negociações entre Estados Unidos e Irã voltaram a se deteriorar após Donald Trump apresentar novas exigências a Teerã, incluindo a defesa de que o próprio Irã indenize os americanos por ataques e conflitos ocorridos na região.

A resposta iraniana foi igualmente dura: o país reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington atenda a condições como o fim do bloqueio naval, a retirada de sanções, a liberação de ativos congelados e o pagamento de compensações pelos danos causados pela guerra. Com o distanciamento das posições de ambos os lados, diminuiu a probabilidade de um acordo rápido para reabrir a tão importante rota.

· 03:22 — Começo desafiador

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia, deixando mais de uma centena de mortos, pessoas presas sob os escombros e danos em mais de 20 municípios, incluindo áreas da importante região cafeeira do país. O desastre, o mais forte registrado na Colômbia em uma década, ocorre poucas semanas após os terremotos que devastaram a Venezuela e, além da emergência humanitária, amplia o risco de impactos econômicos, sobretudo nas regiões diretamente afetadas.

Para o recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella, a tragédia impõe um início de mandato particularmente desafiador. Ele chegou ao poder prometendo reduzir os gastos públicos em 40% e avançar na descentralização do Estado, mas agora enfrenta a necessidade de mobilizar rapidamente recursos para resgate, assistência e reconstrução, inclusive em áreas que integram sua própria base eleitoral.

A demora para se pronunciar publicamente após o terremoto também colocou sua capacidade de resposta sob maior escrutínio, enquanto autoridades locais assumiram protagonismo nas primeiras horas da crise. O episódio se transforma, assim, em um primeiro grande teste de governo, no qual De la Espriella terá de conciliar disciplina fiscal, resposta eficiente à emergência, coordenação entre diferentes níveis de poder e capacidade de liderança em um ambiente ainda marcado por forte polarização.

· 04:15 — A era dos medicamentos de emagrecimento

Os medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Zepbound, deixaram de ocupar um papel restrito ao tratamento do diabetes tipo 2 e passaram a ganhar protagonismo no tratamento da obesidade, impulsionando a formação de um mercado que pode alcançar US$ 200 bilhões até 2030.

A adoção está mais avançada nos Estados Unidos, onde cerca de um em cada oito adultos afirma utilizar esses medicamentos para perda de peso, enquanto o número de usuários pode crescer dos atuais aproximadamente 10 milhões para 25 milhões até o fim da década. O Canadá também apresenta uma utilização relevante e já aprovou uma versão genérica, enquanto a Europa e outros mercados ainda registram níveis de penetração consideravelmente menores.

Esse crescimento, no entanto, permanece bastante desigual entre os países e ainda enfrenta obstáculos importantes, sobretudo relacionados a custo e acesso. Nos Estados Unidos, os tratamentos podem custar cerca de US$ 400 por mês quando não há cobertura adequada, e mais da metade dos usuários relata dificuldades para arcar com essa despesa.

Diferenças entre os sistemas de saúde, nas políticas de reembolso e na própria percepção da obesidade como uma doença crônica também ajudam a explicar o ritmo mais lento de adoção em outras regiões. Ainda assim, a expansão do conhecimento sobre esses medicamentos, o aumento da oferta e a melhora gradual da acessibilidade tendem a ampliar de forma significativa o alcance global dos GLP-1 nos próximos anos.

· 05:01 — Qualidade, caixa e disciplina na alocação de capital

A Berkshire Hathaway (B3: BERK34 | NYSE: BRK/B) mostrou, no 2T26, que a transição de liderança para Greg Abel não alterou os pilares centrais da tese de investimento. A receita avançou 10% na comparação anual, para US$ 101,8 bilhões, acima das expectativas, com destaque para o segmento de Seguros, que segue como principal motor do conglomerado, e para as operações de infraestrutura, com crescimento relevante na BNSF e na Berkshire Hathaway Energy.

Mesmo diante de alguma pressão sobre a sinistralidade da GEICO e sobre o negócio imobiliário, as margens operacionais avançaram, reforçando a capacidade da companhia de gerar resultados consistentes em diferentes segmentos e ao longo de distintos ambientes econômicos.

Outro ponto construtivo foi a mudança na postura de alocação de capital. A Berkshire encerrou o trimestre com cerca de US$ 365,5 bilhões em caixa, ainda um dos maiores volumes de liquidez corporativa do mercado americano, mas Greg Abel começou a colocar parte desse capital para trabalhar de forma mais ativa. A companhia recomprou aproximadamente US$ 4,5 bilhões em ações próprias no trimestre e manteve as recompras em julho, além de ampliar investimentos em ações e anunciar aquisições relevantes.

Essa combinação entre elevada liquidez, geração operacional robusta e maior disposição para alocar capital pode se transformar em uma fonte adicional de valor para os acionistas, especialmente caso surjam oportunidades em períodos de maior volatilidade nos mercados.

Para os BDRs BERK34, a tese permanece particularmente interessante como uma forma de exposição internacional de perfil defensivo e elevada qualidade. A Berkshire reúne negócios em seguros, ferrovias, energia e atividades industriais, além de manter uma carteira relevante de ações. Ao mesmo tempo, beneficia-se de um float de seguros de US$ 177,5 bilhões, que funciona, na prática, como uma fonte de capital de baixo custo para financiar investimentos e aquisições. Negociando próxima de 1,4 vez o valor contábil, em linha com sua média histórica recente, a companhia não parece depender de uma expansão agressiva de múltiplos para gerar retorno.

O potencial está, sobretudo, na continuidade do crescimento dos lucros operacionais, nas recompras de ações, em novas aquisições e na utilização disciplinada de sua expressiva reserva de caixa. Para o investidor brasileiro, a BERK34 oferece ainda diversificação geográfica e cambial, reforçando seu papel como uma das posições mais resilientes dentro de uma carteira global.

O post Ibovespa hoje: Recuo na reabertura do Estreito de Ormuz impulsiona nova alta do petróleo; veja mais destaques desta terça (11) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Berkshire (BERK34) honra legado de Buffett e registra números robustos no 2T26; veja os destaques do resultado

Suceder a Warren Buffett depois de 60 anos no comando da Berkshire Hathaway (B3: BERK34 | NYSE: BRK/B) talvez seja uma das tarefas mais desafiadoras do mercado financeiro. Sob intensa expectativa dos investidores em seu primeiro balanço, Greg Abel, novo CEO da companhia, entregou resultados do 2T26 acima das expectativas e mostrou que está à altura do cargo nessa transição.

A receita total do conglomerado cresceu 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 101,81 bilhões, substancialmente acima das expectativas de mercado, que estavam em torno de US$ 95,3 bilhões.

Destaques de segmentos da Berkshire

O grande destaque continuou sendo a frente de Seguros, o verdadeiro coração da holding, que respondeu por US$ 88,50 bilhões da receita total e cresceu 10% na comparação anual. O avanço foi impulsionado principalmente pelas receitas de vendas e serviços, que subiram 15,4%, além das receitas de locação, que cresceram 15,1%. Enquanto isso, os prêmios de seguros avançaram apenas 1,3%, e a linha de juros e dividendos registrou uma leve contração de 2,4% na comparação anual.

Vale destacar que, mesmo com um resultado bastante forte, a operação foi parcialmente pressionada pelo aumento de 4,8 p.p. na sinistralidade da GEICO, que chegou a 76,6%, além de um desempenho abaixo do esperado da HomeServices, refletindo a sensibilidade do negócio de corretagem imobiliária ao ambiente de juros elevados.

Já em relação às operações de utilities, a receita somou US$ 13,31 bilhões. A subdivisão BNSF, responsável pelo transporte ferroviário de cargas na América do Norte, viu sua receita crescer 14,6%, enquanto a BHE, responsável pela geração, transmissão e distribuição de energia, cresceu 5,7%.

Carteira de ações da Berkshire valoriza 152,8% em 12 meses

A linha de ganhos com investimentos, que engloba a variação do valor da carteira de ações e derivativos da companhia, na qual a Berkshire investe em empresas como Alphabet, American Express, Apple, BofA e Coca-Cola, posições que, em conjunto, representam 66% do total da carteira de ações, registrou um ganho não operacional de aproximadamente US$ 16,08 bilhões, o que representa uma valorização impressionante de 152,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

A fim de dimensionar o impacto, o valor total dos investimentos em ações da Berkshire Hathaway era de aproximadamente US$ 323,8 bilhões, equivalente a cerca de 25,6% dos US$ 1,263 trilhão em ativos totais da holding.

Falando da eficiência das frentes, a margem operacional da frente de Seguros atingiu 22,4%, o que representa uma expansão de 2,5 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior. Já a frente de Utilities apresentou uma margem de 9%, 3,0 p.p. acima do registrado um ano antes.

Com isso, a margem operacional consolidada, desconsiderando os ganhos com investimentos em ações, chegou a 12,75%, o que representa um aumento de 0,69 p.p. na comparação anual. Já quando incorporamos os ganhos com investimentos em outras empresas, a margem salta para 31,3%, naturalmente inflada pela forte valorização da carteira de investimentos da companhia.

Greg Abel dá continuidade ao legado de Buffett

Na última linha, a companhia dobrou o lucro líquido atribuível aos acionistas em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo US$ 25,67 bilhões, o equivalente a um lucro por ação classe B de US$ 11,91 — grande parte impulsionado pelos ganhos não operacionais.

A companhia segue acumulando um dos maiores caixas de sua história, encerrando o período com US$ 365,5 bilhões, resultado da combinação entre uma postura mais cautelosa diante dos valuations do mercado e uma forte geração operacional.

Ainda assim, ao contrário de Warren Buffett, Greg Abel acelerou a alocação desse capital, recomprando cerca de US$ 4,5 bilhões em ações da própria Berkshire, encerrando uma sequência de 14 trimestres consecutivos de vendas líquidas de ações, ampliando a exposição à Alphabet por meio da recompra de aproximadamente US$ 10 bilhões em ações da companhia, concluindo a aquisição da OxyChem, produtora de químicos industriais e derivados de cloro, e anunciando a compra da Taylor Morrison, uma das maiores construtoras residenciais dos Estados Unidos.

Diante dos números sólidos da companhia, a Berkshire Hathaway permanece como uma das maiores fortalezas defensivas do mercado global. O grande diferencial competitivo da companhia continua sendo o gigante aporte em seguros que os clientes realizam, que atingiu US$ 177,5 bilhões, permitindo que Abel invista um capital vasto a um custo essencialmente zero ou negativo.

Do ponto de vista de valuation, a companhia negocia atualmente próxima de 1,5x o seu valor contábil, patamar considerado justo e alinhado com sua média histórica recente. Sendo assim, um dos principais catalisadores para a tese, além da força do negócio central da companhia, segue sendo a liberdade que essa montanha de caixa oferece para novos aportes, aquisições e outras operações capazes de acelerar a alocação de capital, além de ser uma empresa extremamente resiliente e voltada à preservação de capital, pontos que fundamentam nossa recomendação em Berkshire Hathaway (B3 BERK34 | NYSE BRK/B), uma das principais posições da carteira de Ações Internacionais.

O post Berkshire (BERK34) honra legado de Buffett e registra números robustos no 2T26; veja os destaques do resultado apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Barrick Mining (BARR34): Forte produção, ouro em alta e acordos pautaram resultados do 2T26

Nesta manhã (10), a Barrick Mining (B3: BARR34 | NYSE: B) divulgou os resultados do 2T26, com desempenho operacional forte, beneficiado também pelo aumento do preço do ouro ao longo do último ano. Ainda assim, a ação recuou cerca de 5% no pregão estendido, com o mercado mais atento à alta dos custos.

A receita totalizou US$ 5,29 bilhões, alta de 44% na comparação anual e acima do consenso de cerca de US$ 5,1 bilhões. O avanço foi impulsionado principalmente pelos preços mais elevados do ouro e do cobre, que atingiram médias de US$ 4.417/oz para o ouro (+34%) e US$ 6,15/lb para o cobre (+41%).

Além disso, a maior produção de ouro, de 796 mil onças, acima da faixa de guidance de 730 mil a 770 mil onças, e a produção de cobre, de 56 mil toneladas (-5% a/a), em linha com o plano, também contribuíram para o avanço da receita.

Custos de produção e vendas de ouro e cobre no 2T26

Do lado dos custos, a disciplina operacional manteve os indicadores dentro do guidance do ano, mas a pressão inflacionária ficou evidente. O custo de vendas do ouro subiu para US$ 1.993 por onça, ante US$ 1.654 no 2T25, enquanto o custo total de sustentação da produção (AISC) avançou 11% a/a, para US$ 1.866 por onça, puxado por royalties maiores devido ao preço do metal, combustível mais caro e menor teor em parte das operações. No cobre, o AISC avançou 36% a/a, para US$ 3,95 por libra.

Com os preços das commodities mais elevados, a margem EBITDA ajustada atribuível atingiu 60%, um forte avanço de 5 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.

Na linha final, o lucro líquido da Barrick somou US$ 1,22 bilhão (+50% a/a). O lucro líquido ajustado foi de US$ 1,36 bilhão, equivalente a um lucro por ação ajustado de US$ 0,82, alta de 74% na comparação anual. Frente ao consenso, o número ficou em linha com a estimativa mais citada, de cerca de US$ 0,81, e marginalmente abaixo de outras projeções próximas de US$ 0,84, o que ajuda a explicar as manchetes de miss e a reação cautelosa do mercado.

A Barrick também seguiu gerando valor aos acionistas. A companhia declarou dividendo trimestral de US$ 0,175 por ação e recomprou US$ 1,21 bilhão em ações no trimestre, elevando a devolução total aos acionistas para US$ 1,50 bilhão (+242% a/a).

Para 2026, a companhia manteve o guidance de produção e custos. A previsão de produção de ouro permanece entre 2,90 milhões e 3,25 milhões de onças, enquanto a de cobre fica entre 190 mil e 220 mil toneladas. No ouro, o custo de vendas projetado ficou entre US$ 1.870 e US$ 2.070 por onça, com AISC entre US$ 1.760 e US$ 1.950 por onça. No cobre, o AISC ficou entre US$ 3,45 e US$ 3,75 por libra.

Já o guidance de investimentos de capital atribuível foi reduzido para US$ 3,8 bilhões a US$ 4,2 bilhões, ante US$ 4,0 bilhões a US$ 4,45 bilhões anteriormente, refletindo principalmente o menor dispêndio no projeto Reko Diq, mina de cobre e ouro da Barrick no Baluchistão, no Paquistão, considerado um dos maiores depósitos ainda não desenvolvidos do mundo.

Além disso, a Barrick fechou um acordo com a Newmont para ampliar a joint venture Nevada Gold Mines. O acordo adiciona três ativos ao complexo, que terá quase 100 milhões de onças, e garante à Barrick US$ 1,95 bilhão em caixa, além do consentimento para o IPO norte-americano.

Barrick Mining (BARR34): Vale a pena investir nas ações?

Entre os pontos positivos dos resultados, estão a produção de ouro acima do plano pelo terceiro trimestre seguido, o forte crescimento de receita e lucro impulsionado pelo ciclo de preços, a redução do guidance de investimentos de capital atribuível para US$ 3,8 bilhões a US$ 4,2 bilhões, ante US$ 4,0 bilhões a US$ 4,45 bilhões, e, sobretudo, o acordo com a Newmont.

Do lado negativo, o que pesou na avaliação do mercado foi a alta dos custos unitários, o aumento do custo de produção do cobre e um lucro por ação ajustado que não superou de forma clara o consenso mais otimista. Parte das casas também segue atenta à execução do IPO e à revisão de projetos como Reko Diq, que está por trás da redução do orçamento de capital. Esses pontos devem continuar no centro da narrativa da companhia ao longo do segundo semestre.

Ainda assim, o ouro segue sendo uma das melhores formas de proteção em momentos de conflito e maior tensão. Nesse contexto, o investimento em uma mineradora que reforça sua tese operacional no ciclo do ouro, com produção acima do plano e resultados impulsionados pelos preços, continua servindo como uma luva no cenário atual.

Negociada atualmente a cerca de 10x os lucros projetados para os próximos 12 meses, a Barrick Mining (B3: BARR34 | NYSE: B) segue sendo uma das principais teses da carteira Ações Internacionais.

O post Barrick Mining (BARR34): Forte produção, ouro em alta e acordos pautaram resultados do 2T26 apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa na semana: IPCA de julho, ata do Copom e possível reabertura do Estreito de Ormuz no radar dos mercados; veja destaques

Os mercados globais iniciam a semana em tom misto, com o Oriente Médio novamente no centro das atenções. O Irã descartou, por enquanto, negociações diretas com os Estados Unidos e reiterou que a reabertura do Estreito de Ormuz dependerá do cumprimento de novas condições por Washington, enquanto Donald Trump sinalizou disposição para aguardar que a pressão econômica leve Teerã a moderar sua postura.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, apoiadas pelo payroll mais fraco dos Estados Unidos e pela recuperação das ações ligadas a semicondutores e inteligência artificial. Na China, a inflação veio abaixo das expectativas: o CPI desacelerou para 0,5% em julho na comparação anual, enquanto o PPI avançou 3,5%, também abaixo do consenso, refletindo principalmente o alívio dos preços de energia. No Japão, a ata do Banco do Japão revelou maior preocupação com os riscos inflacionários e uma discussão mais aberta sobre uma eventual aceleração da normalização monetária, especialmente diante da fraqueza do iene, dos custos de energia e dos investimentos relacionados à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, as atenções agora se voltam para o CPI de julho, que será divulgado na quarta-feira e deverá desempenhar papel importante na recalibragem das expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve.

· 00:51 — Inflação e ata Copom ditam o ritmo da semana

No Brasil, o Ibovespa recuou 1,73% na sexta-feira, aos 172.513 pontos, acumulando queda de 3,08% na semana, pressionado por balanços corporativos mais fracos e pela preferência global por ações de tecnologia. O movimento contrastou com o câmbio, já que o dólar caiu 0,46%, para R$ 5,08.

No Boletim Focus desta segunda-feira, as projeções mostraram pouca alteração: o IPCA de 2026 passou de 5,03% para 5,02%, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 permaneceram em 4,22% e 3,80%, respectivamente. Para a Selic, o mercado manteve as projeções de 13,75% ao fim de 2026, 12% em 2027 e 10,50% em 2028.

Com isso, as atenções agora se voltam para o IPCA de julho e para a ata do Copom, ambos divulgados nesta terça-feira. A expectativa é de desaceleração da inflação mensal de 0,16% para 0,03%, levando a taxa em 12 meses de 4,64% para 4,40%, novamente abaixo do teto da meta, embora os serviços sigam como ponto de atenção. A ata da última reunião do Copom, amanhã, deverá oferecer mais detalhes sobre o corte da Selic para 14% e sobre a possibilidade de nova redução em setembro, além da avaliação do Banco Central sobre mercado de trabalho, atividade e expectativas de inflação. Na bolsa, a temporada de resultados também segue intensa, com Embraer e JBS nesta segunda-feira e, nos próximos dias, B3, Banco do Brasil, CSN e Braskem.

· 01:46 — Depois do emprego, a inflação

O mercado americano inicia a semana com a inflação novamente no centro das atenções, após um payroll de julho significativamente mais fraco do que o esperado. A economia destruiu 23 mil vagas no mês, ante a expectativa de criação de 80 mil postos, enquanto os dados de maio e junho foram revisados para baixo em 103 mil vagas. A taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%, mas o movimento refletiu uma redução da força de trabalho, enquanto o setor privado criou apenas 30 mil postos.

O relatório reforçou a percepção de que o Federal Reserve pode adotar uma postura menos cautelosa e reduziu as apostas em uma alta de juros já em setembro, aumentando ainda mais a importância do CPI de julho, divulgado na quarta-feira.

A expectativa é de um relatório benigno, com avanço de 0,1% no CPI cheio e de 0,2% no núcleo. Na quinta-feira, será divulgado o PPI, que mede os preços ao produtor, enquanto os dados de vendas no varejo serão conhecidos na sexta-feira. A queda dos preços dos combustíveis deve contribuir para aliviar o índice cheio, embora ainda existam pressões vindas de outros componentes de energia, dos preços de importação e de determinados serviços.

O desafio permanece delicado: de um lado, o enfraquecimento do mercado de trabalho favorece a manutenção dos juros; de outro, uma inflação acima das expectativas poderia reacender o debate sobre novas altas e reforçar os riscos de um cenário de crescimento mais lento com preços elevados.

Ao mesmo tempo, o pano de fundo corporativo permanece construtivo. Com a maior parte da temporada de resultados já divulgada, 86% das empresas do S&P 500 superaram as expectativas, com lucros, em média, cerca de 29% acima do previsto, contribuindo para sustentar as bolsas em níveis recordes. Nesta semana, o foco volta a se concentrar nos setores de tecnologia e inteligência artificial, com a divulgação de resultados de empresas como CoreWeave, Super Micro Computer, Cisco e Applied Materials, além de eventos relacionados à infraestrutura de IA.

A combinação entre um CPI benigno e resultados sólidos no setor poderia prolongar o bom momento das ações, enquanto uma surpresa inflacionária ou números decepcionantes entre empresas ligadas à inteligência artificial tenderiam a elevar novamente a volatilidade.

· 02:31 — Possível reabertura

A reabertura rápida do Estreito de Ormuz permanece incerta, apesar dos avanços nas negociações entre Irã e Omã sobre novas rotas de navegação. Teerã afirma que as conversas estão em estágio final, mas condiciona a liberação integral da passagem a uma série de concessões por parte dos Estados Unidos, incluindo compensações pelos danos causados pela guerra, retirada de ameaças militares, fim do bloqueio naval, levantamento de sanções e liberação de ativos congelados.

Donald Trump, por sua vez, sinalizou preferência por limitar a exposição militar direta e intensificar a pressão econômica, apostando que a deterioração das condições internas no Irã possa levar o regime a moderar suas exigências. Enquanto isso, o bloqueio continua afetando uma das principais rotas energéticas do mundo (cerca de um quarto do comércio marítimo de petróleo e por aproximadamente um quinto do gás natural).

As tensões regionais, no entanto, permanecem elevadas e dificultam uma solução mais abrangente. Os houthis atacaram a refinaria de Jazan, da Saudi Aramco, poucos dias depois de Arábia Saudita, Turquia e Paquistão firmarem um pacto de defesa mútua, enquanto os Estados Unidos mantêm operações de bloqueio e fiscalização marítima na região. Paralelamente, Benjamin Netanyahu rejeitou o plano de paz para Gaza apoiado por Trump, ampliando as divergências entre Washington e o governo israelense.

O quadro reforça que, embora ainda exista espaço para acordos pontuais relacionados à navegação, uma normalização mais duradoura do Oriente Médio permanece distante, mantendo elevado o prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços do petróleo e aos mercados globais.

· 03:27 — Nova aliança militar

Turquia, Arábia Saudita e Paquistão assinaram um acordo tripartite de defesa mútua, pelo qual um ataque contra qualquer um dos três países será considerado um ataque aos demais. Firmado em Meca, o pacto reúne capacidades militares e estratégicas relevantes, incluindo o segundo maior exército da OTAN, pertencente à Turquia, o arsenal nuclear do Paquistão e o peso financeiro e geopolítico da Arábia Saudita.

O movimento ocorre em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e reflete uma tentativa de fortalecer uma nova arquitetura regional de segurança liderada por potências de maioria sunita, em um ambiente de maior desconfiança tanto em relação ao avanço iraniano quanto à postura de Israel e à previsibilidade do apoio americano.

· 04:14 — Muita volatilidade

A forte valorização das ações coreanas, seguida por uma correção relevante ao longo deste ano, reforçou os riscos associados ao excesso de alavancagem e parece ter servido de alerta para as autoridades chinesas. Em meio ao entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial, investidores ampliaram sua exposição ao mercado acionário local, mas parte desse movimento foi revertida após a correção observada em julho.

O saldo das operações com margem recuou de mais de 3 trilhões de yuans no fim de junho para 2,6 trilhões de yuans no fim de julho. Paralelamente, corretoras como Citic Securities e East Money passaram a adotar exigências mais rigorosas para clientes interessados em crédito, derivativos e novas posições alavancadas.

A estratégia das autoridades chinesas parece buscar um equilíbrio delicado: preservar o dinamismo das empresas de inteligência artificial, consideradas estratégicas para o país, sem permitir que esse movimento resulte na formação de uma bolha alimentada por alavancagem excessiva. As novas restrições atingem principalmente investidores com contas abertas recentemente ou com histórico recorrente de chamadas de margem, em uma tentativa de reduzir os riscos de instabilidade financeira.

Embora parte dessas pressões tenha diminuído após a correção recente, o tema deve permanecer no radar dos reguladores, sobretudo diante da concentração de posições alavancadas em determinados segmentos do mercado.

· 05:09 — IA mais poderosa, riscos mais reais

Pesquisadores utilizaram o modelo de inteligência artificial Evo para projetar sequências genéticas inéditas a partir de padrões identificados em mais de 9 trilhões de nucleotídeos. O sistema gerou cerca de 700 mil combinações genômicas potenciais, das quais 285 foram testadas por cientistas de Stanford e do Arc Institute, resultando em 16 vírus inéditos.

O avanço pode abrir aplicações relevantes na medicina e na pesquisa científica, como o desenvolvimento de vírus modificados para combater bactérias resistentes ou tratar doenças genéticas. Ao mesmo tempo, porém, amplia as preocupações de segurança e de uso inadequado da tecnologia.

Paralelamente, modelos avançados de IA vêm demonstrando capacidades cada vez mais sofisticadas no campo da cibersegurança. Durante testes, sistemas da Meta, Anthropic e OpenAI conseguiram acessar ambientes externos ou contornar determinadas barreiras de segurança, em alguns casos aproveitando falhas na própria configuração dos experimentos. A velocidade com que esses agentes conseguem executar tarefas que antes exigiam semanas de trabalho humano evidencia tanto o potencial da inteligência artificial para fortalecer as defesas digitais, quanto o risco de ampliar significativamente a escala e a velocidade de eventuais ataques cibernéticos.

Esses episódios vêm acelerando o debate sobre mecanismos de controle e regulação de sistemas avançados de inteligência artificial. Nos Estados Unidos, legisladores discutem propostas que exigiriam mecanismos capazes de interromper modelos que apresentem comportamentos considerados perigosos, enquanto empresas e autoridades aumentam a atenção dedicada aos testes de segurança antes do lançamento de novos sistemas.

Em conjunto, os avanços observados na biologia computacional e na cibersegurança revelam uma característica central da atual evolução da IA: as mesmas capacidades capazes de gerar ganhos científicos e econômicos expressivos também exigem salvaguardas cada vez mais robustas à medida que os modelos se tornam mais autônomos e poderosos.

Para investidores atentos a esse tema, o segmento oferece caminhos relativamente claros de exposição. ETFs como o Global X Cybersecurity ETF (BUG) e o First Trust Nasdaq Cybersecurity ETF (CIBR) reúnem empresas líderes em defesa digital, com receitas recorrentes, presença global e crescente incorporação de inteligência artificial em seus modelos de negócio. No Brasil, o BBUG39 surge como uma alternativa local de acesso ao setor. Ainda assim, a cautela permanece fundamental: investimentos temáticos, por mais promissores que possam parecer, devem ocupar uma parcela limitada e adequadamente dimensionada da carteira. Uma alocação entre 1% e 2,5% do portfólio por tema, e de no máximo 5% considerando a soma de todos os temas específicos, tende a ser suficiente para capturar parte desse potencial de crescimento sem comprometer a diversificação. Segurança, afinal, também começa pela disciplina na estratégia de alocação.

O post Ibovespa na semana: IPCA de julho, ata do Copom e possível reabertura do Estreito de Ormuz no radar dos mercados; veja destaques apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

É hoje: Conheça ferramenta que busca retornos de até R$ 1.960 por semana com criptomoedas

Já pensou em investir em criptomoedas sem depender da alta do bitcoin para ganhar dinheiro?  Essa dúvida pode parecer contraditória, mas é exatamente o que uma estratégia específica vem buscando responder desde 2020.

O responsável por validar essa maneira de operar no mercado de criptomoedas é Valter Rebelo, head de ativos digitais da Empiricus Research, que a aplica de forma consistente desde então.

E os números chamam atenção: seguindo essa estratégia desde o início, o investidor poderia multiplicar o capital em até 37 vezes, o equivalente a um retorno acumulado superior a 3.600%.

Para efeito de comparação, o bitcoin multiplicou o capital em 9,4 vezes no mesmo intervalo, o equivalente a uma valorização de 843%.

Em termos de retorno acumulado, a estratégia entregou um desempenho cerca de 4,3 vezes superior ao do bitcoin no mesmo período.

A diferença fica ainda mais evidente em momentos de crise. Em 2022, ano marcado pelo colapso do ecossistema Terra e da corretora FTX, a estratégia registrou alta de mais de 36%, enquanto o bitcoin caiu 64% no mesmo período.

Como uma estratégia pode conseguir ganhar dinheiro mesmo com o bitcoin caindo

A estratégia em questão, conhecida como Long & Short, não depende de prever se o mercado vai subir ou cair para gerar resultados.

Na prática, ela consiste em assumir posições compradas (long) em ativos com potencial de alta  e, simultaneamente, posições vendidas (short) em ativos com potencial de queda, geralmente dentro do mesmo mercado.

Essa combinação ajuda a reduzir a dependência de um único cenário. Enquanto uma ponta da operação pode gerar lucro com a valorização de um ativo, a outra pode lucrar com a desvalorização de outro.

Na prática, isso pode ajudar a diminuir os impactos das grandes oscilações do mercado. E os resultados observados durante o período em que Valter Rebelo aplicou e acompanhou essa estratégia ajudam a validá-la.

Ao longo de mais de seis anos, enquanto o bitcoin chegou a cair 77% , a maior queda registrada pela estratégia foi de 24%, no mesmo período. Ou seja, três vezes mais.

Vale lembrar, porém, que retornos passados não são garantia de ganhos futuros e que o mercado de criptomoedas envolve riscos, podendo trazer perdas ao investidor.

Outro indicador usado para avaliar a relação entre risco e retorno é o Sharpe Ratio, que mede quanto uma estratégia entrega de retorno para cada unidade de risco assumida.

Nesse quesito, dentro do período de janeiro de 2020 a março de 2026, o bitcoin registrou índice de 0,71, enquanto a estratégia de Rebelo alcançou 2,21.

Foi justamente essa lógica de operar comprado e vendido ao mesmo tempo que deu origem ao Delta IA.

Até R$ 1.960 semanais com o Delta IA?

O Delta IA é uma inteligência artificial desenvolvida pela Empiricus Research para aplicar a estratégia Long & Short no mercado de criptomoedas de forma automatizada, sem que o investidor precise operar manualmente.

Com essa ferramenta, o investidor deixa de depender exclusivamente de um bull market para buscar resultado.

A proposta é identificar oportunidades também nas distorções entre ativos, independentemente da direção geral do mercado.

Na prática, o Delta IA monitora centenas de criptoativos simultaneamente. A partir dessa análise, ele assume posições compradas nos ativos com potencial de valorização e posições vendidas naqueles com potencial de queda.

O objetivo não é acertar se o mercado vai subir ou cair, mas capturar a diferença de desempenho entre esses dois grupos de ativos.

Não é à toa que o Delta IA pode buscar até R$ 1.960 por semana, uma meta baseada nos resultados dos backtests realizados entre janeiro de 2020 e março de 2026 e no histórico de resultados de usuários da estratégia.

E a partir de hoje às 19h, a Empiricus vai liberar novos acessos ao Delta IA durante uma transmissão online e gratuita.

Clique no botão abaixo para garantir a sua inscrição gratuita e conhecer a ferramenta:

QUERO CONHECER O DELTA IA

O post É hoje: Conheça ferramenta que busca retornos de até R$ 1.960 por semana com criptomoedas apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Três perguntas separam vencedores de perdedores no mercado de criptomoedas, e nós temos as respostas

Esta edição não é sobre o que aconteceu nos últimos dias. É sobre uma pergunta que antecede qualquer notícia: o que, exatamente, você está carregando quando compra um criptoativo?

Quase todo investidor chega ao mercado pela mesma porta: “qual moeda eu compro?”. É a pergunta mais natural e, sozinha, a menos útil. Existem outras duas que explicam a maior parte do resultado de uma carteira: em que momento você está comprado, e qual tamanho a posição ocupa no portfólio.

Reunimos essas três perguntas — quando, o que e quanto — em um relatório especial, com dados de janeiro de 2018 a julho de 2026. Aqui, o resumo do que ele mostra. O material completo, com o passo a passo da análise, está no fim desta edição.

Todo criptoativo está em algum ponto da mesma régua

Existem milhares de criptoativos negociados hoje, e analisá-los um a um é inviável. Quase todos, porém, cabem em uma régua com três referências — e o lugar que cada um ocupa nela antecipa boa parte do comportamento do preço.

Em um extremo está o Bitcoin: emissão limitada, previsível e que ninguém altera unilateralmente. Como não paga juros, dividendo nem aluguel, todo o valor está no futuro distante — por isso ele reage tanto a juros e a liquidez global. No meio estão os tokens de projeto, que são capital de risco com marcação a mercado minuto a minuto. No outro extremo, as memecoins, onde não há tese a analisar: o preço é a atenção que o ativo captura, e o ganho de um participante é a perda de outro.

A régua tem uma função prática: ela define qual pergunta faz sentido fazer. Diante do Bitcoin, pergunta-se sobre juros, liquidez e adoção institucional. Diante de um token, sobre receita, concorrência e mecanismo de captura de valor. Usar o critério errado para o ativo errado é a origem de boa parte das frustrações de quem está começando.

No agregado, o mercado perde para o Bitcoin

A intuição mais difundida é a de que, se o Bitcoin já subiu muito, o retorno maior estaria nas moedas menores. Oito anos e meio de dados contam outra história: desde janeiro de 2018, o Bitcoin subiu 265% e uma cesta com as 100 maiores altcoins caiu 34%.

E há um segundo fato, tão importante quanto o primeiro: as duas curvas sobem e descem praticamente juntas, com correlação de 0,83 numa escala em que 1 é sincronia perfeita. Ou seja, a diversificação não trouxe retorno adicional, muito menos trouxe proteção.

Quando se decompõe esse retorno, aparece o motivo. Cerca de 69% da variação das altcoins é explicada pelo próprio Bitcoin. O que sobra — aquilo que seria mérito do projeto — é negativo: −0,19% por semana no agregado. Parece pouco, mas ao longo de 446 semanas essa diferença mínima vira o abismo entre +265% e −34%. Na média, comprar altcoin é acompanhar o Bitcoin com uma taxa embutida.

Fonte: Coingecko

A causa é estrutural, não moral. O token típico não dá direito a fluxo de caixa nem a participação, então não existe um valor de referência para o qual o preço convirja quando o entusiasmo passa. E a emissão contínua para fundadores, investidores iniciais e equipe cria um vendedor estrutural: a cada mês chegam ao mercado unidades novas nas mãos de quem pagou muito menos — ou nada — por elas.

Isso muda a pergunta que o investidor precisa fazer. Não é “esta tecnologia é boa?” — muitas são. É “o valor que esta tecnologia gera chega até o token que estou comprando?”. Quando chega, o ativo descola: num ano em que o Bitcoin caiu 47%, HYPE subiu 154% por exemplo, sustentado por recompra com receita própria e utilidade comprovada. As exceções existem, e o que as separa é justamente esse mecanismo.

Quando, o que e quanto?

Se 69% do retorno vem do fator de mercado, é esse fator que precisa ser administrado — e administrar não é prever, é ter uma regra explícita.

Quando comprar. No relatório, testamos a regra mais simples de todas: ao fim de cada dia, comparar o retorno do Bitcoin nos últimos 30 dias com o do S&P 500. Se o Bitcoin estiver à frente, mantém-se a posição; se estiver atrás, fica-se em caixa.

A escolha do S&P 500 não é arbitrária. Ele reúne as 500 maiores empresas listadas na bolsa americana e funciona como termômetro do apetite por risco: quando o índice sobe, em geral é sinal de que o ambiente macroeconômico está favorável a ativos de risco. O Bitcoin, por sua vez, guarda uma correlação relevante com ele, porque ambos respondem à mesma variável de fundo — a liquidez global. Comparar um ao outro é, na prática, perguntar se o dinheiro está fluindo para o risco e se o Bitcoin está na frente ou atrás dessa onda.

O resultado do teste é simples de descrever. Seguindo a regra, o investidor teria obtido praticamente o dobro de retorno para o mesmo tanto de sobressalto que precisou aguentar pelo caminho. E a maior queda da estratégia, do topo até o fundo seguinte, encolheu de 82% para 39%. O segundo número talvez seja o mais importante: uma perda de 82% expulsa quase qualquer investidor da posição no pior momento possível — 39% dói, mas é suportável. O exercício não inclui custos nem impostos, e retornos passados não garantem rentabilidade futura.

Fonte: base de dados própria (Bitcoin) e Yahoo Finance (S&P 500); reconstrução do exercício publicado em “O que você carrega quando compra cripto”, BTG Pactual & Empiricus Research. Sem custos de transação e com execução no dia seguinte ao sinal. Exercício ilustrativo, não é recomendação. Dados até 5 de agosto.

O que comprar. Três filtros, nesta ordem: liquidez, porque performance no gráfico não vira dinheiro na conta se não houver comprador do outro lado; representação, que é o mecanismo de captura de valor; e evidência, que é o retorno ajustado ao risco frente ao Bitcoin — a referência não é o dólar nem o real, é o ativo que você carregaria sem esforço nenhum. Critério definido depois de olhar para os nomes não é critério, é justificativa.

Quanto comprar. Esta é a pergunta mais negligenciada e a que mais destrói patrimônio. O erro comum é dimensionar pela convicção, que é máxima depois de uma alta forte e mínima depois de uma queda forte. O critério correto é a oscilação: quanto você topa ver o portfólio variar em um dia normal? Meio por cento? Um? Se o ativo oscila 4% ao dia e você aceita 1% na carteira, a posição compatível é de cerca de um quarto do portfólio — e cai pela metade se a volatilidade dobrar, sem que nada tenha mudado na tese.

Escreva a regra antes de precisar dela

No fim das contas, investir em cripto é muito mais uma questão de gerenciamento de risco do que de acertar qual token vai ser o vencedor do ciclo. E gerenciar risco de forma eficiente exige sistema: regras bem definidas, escritas antes, e que façam sentido para o mercado em que você está.

Isso vale ainda mais em cripto, um ambiente em que as narrativas são voláteis e as coisas vão e vêm muito rápido. A narrativa da moda hoje pode não existir daqui a seis meses. Ter uma regra é justamente o que permite verificar, na medida certa, se aquela hipótese está se confirmando ou não — em vez de sustentar uma tese apenas porque você acredita nela. É essa verificação, repetida ao longo do tempo, que faz diferença no longo prazo.

O erro mais caro, portanto, não é escolher o token errado. É carregar o mercado às cegas: sem regra de entrada, sem tamanho definido e sem saber de onde vem o retorno que se espera receber. Um processo escrito em um dia calmo é o que resta de racional em um dia de pânico.

Se você quer ver tudo isso de forma muito mais aprofundada, o relatório completo está disponível na plataforma do BTG Pactual. Lá colocamos bem mais dados, os gráficos de cada uma das análises e o detalhamento dessas regras — inclusive como usá-las na prática para montar um portfólio de criptoativos e administrá-lo de forma mais eficiente.

Clique aqui para acessar o relatório completo.

Executar esse processo todos os dias, porém, exige rotina, dados e disciplina. É exatamente o que a Carteira Crypto Momentum sistematiza: timing por regra de tendência, seleção por momentum entre os ativos líquidos e alocação por volatilidade, com caixa como parte legítima da carteira — sem exigir do investidor acompanhamento de telas nem decisão tomada no calor do momento. Desde o lançamento, em maio de 2026, o excesso acumulado sobre o Bitcoin é de +10,3 pontos percentuais — retornos passados não garantem rentabilidade futura, mas mostram o método funcionando fora do papel. Conheça a Carteira Crypto Momentum.

O post Três perguntas separam vencedores de perdedores no mercado de criptomoedas, e nós temos as respostas apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Criptomoedas: Clarity Act é adiado mais uma vez; mas ferramenta da Empiricus pode buscar ganhos independentemente disso

O mercado de criptomoedas vive um período de baixa, e investidores acreditam que a aprovação do Clarity Act, nos Estados Unidos, pode ajudar na recuperação desse mau momento. Porém, é preciso esperar o retorno do recesso de agosto do Senado norte-americano.

O período de descanso tem início marcado para este sábado (8), e adia mais uma vez a votação do projeto de lei, que visa dar mais segurança regulatória às negociações de ativos digitais.

Restante do texto

Os senadores retomam os trabalhos em meados de setembro, e haverá poucas semanas para a votação do Clarity Act antes que as atenções se voltem para as eleições de meio de mandato (midterms), marcadas para novembro.

O bitcoin (BTC), maior criptomoeda do mundo, costuma servir como “termômetro” desse mercado como um todo, tanto em momentos de alta quanto de baixa. Seu desempenho tem sido ruim desde outubro do ano passado, quando passou a cair após atingir sua máxima histórica de US$ 126 mil.

Por volta das 15h desta sexta-feira (7), a moeda era negociada por US$ 64,8 mil.

DESCUBRA COMO INVESTIR EM CRIPTO SEM DEPENDER DA DIREÇÃO DO MERCADO

A solução da Empiricus para investir em criptomoedas

Valter Rebelo, especialista em criptomoedas da Empiricus Research, explica que os investidores com mais tempo nesse mercado já devem ter passado por diferentes estratégias na busca por bons retornos:

  • Fundos de investimento;
  • Buy and hold – estratégia em que a pessoa compra um ativo e espera ele se valorizar;
  • E até mesmo day trade.

“Todas elas têm um aspecto em comum: só funcionam se o investidor acertar a direção do mercado”, revela. Então, se a carteira estiver preparada para um momento de alta e as cotações caírem, ele perde dinheiro.

De modo geral, é possível lucrar no mercado de duas formas: ao comprar um ativo que vai subir de preço, ou com a venda de outro que cai.

O sistema desenvolvido por Valter considera os dois lados, e busca ganhos na diferença de preços entre eles.

Saiba mais: estratégia adotada pela Empiricus pode buscar ganhos em diferentes cenários do mercado de criptomoedas

Delta IA: ferramenta da Empiricus Research busca lucros com cripto em qualquer cenário

A solução desenvolvida pelo especialista da Empiricus é o Delta IA, sistema que utiliza inteligência artificial para identificar as criptomoedas com maiores potenciais de alta e de baixa, independentemente do cenário macro.

Afinal, existem ativos que caem nos períodos de alta, assim como outros que sobem quando o mercado está em baixa.

Dessa forma, a ferramenta divide os valores investidos entre as criptomoedas identificadas, em busca de ganhos baseados na diferença de preço atingida entre elas.

Esse processo é atualizado semana após semana. Portanto, mesmo que o momento ruim das criptomoedas continue antes da votação do Clarity Act, investidores podem buscar bons resultados em cripto com ajuda do Delta IA.

A partir de R$ 3 mil iniciais, o sistema é capaz de buscar ganhos de até R$ 1.960 por semana, em média.

Novas vagas para o Delta IA serão abertas em evento online e gratuito

A estratégia do Delta IA foi testada de janeiro de 2020 a março de 2026 em backtest. A partir dos resultados nesse período, junto ao histórico de usuários, a equipe definiu a meta de R$ 1.960 por semana, em média, para a ferramenta.

Retornos passados não garantem ganhos futuros e investir em criptomoedas tem seus riscos. Porém, tanto o tempo de desenvolvimento do sistema quanto as possibilidades da estratégia usada podem ser positivos na busca por lucros.

Na próxima segunda-feira, dia 10 de agosto, serão liberados novos acessos à IA em um evento online e gratuito, que terá início às 19h. Nele, você poderá entender melhor:

  • O funcionamento do Delta IA;
  • Por que ele não depende de acertar a direção do mercado como um todo; e
  • Como você pode testar a ferramenta.

Para fazer parte desse momento e entender as possibilidades de forma mais aprofundada, garanta a sua participação no evento – lembrando que ele será gratuito. Clique no link abaixo e se inscreva par não ficar de fora.

QUERO SABER COMO O DELTA IA BUSCA ATÉ R$ 1.960 POR SEMANA

O post Criptomoedas: Clarity Act é adiado mais uma vez; mas ferramenta da Empiricus pode buscar ganhos independentemente disso apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Fundos imobiliários: TRXF11, BRCO11 e BTLG11 trazem novidades nesta semana; confira

Nesta semana, o giro pelos fundos imobiliários traz atualizações aos cotistas sobre FIIs como TRX Real Estate (TRXF11), Bresco Logística (BRCO11), BTG Pactual Logística (BTLG11) e outros. Confira:

Bresco Logística (BRCO11)

O BRCO11 celebrou aditivo contratual com a M. Dias Branco para ampliar a área locada no imóvel Bresco Canoas. A locatária passará a ocupar também os módulos 03 e 04, além de uma área administrativa, elevando a área total locada para 24,2 mil m². Com a expansão, o contrato passa a representar 4,1% da ABL total do fundo, enquanto a vacância física do portfólio será reduzida para 5,9%.

BTG Pactual Logística (BTLG11)

O BTLG11 concluiu, em julho, a reavaliação anual de seu portfólio imobiliário, que apontou valorização de 5,72% dos ativos, de R$ 5,15 bilhões para R$ 5,44 bilhões. Com isso, o patrimônio líquido passou a R$ 7,43 bilhões, equivalente a R$ 107,04 por cota.

BTG Pactual Real Estate (BTHF11)

O BTHF11 adquiriu uma participação de 76% no Shopping Pátio Cianê, localizado em Sorocaba (SP), por R$ 220,4 milhões. Com base no NOI projetado de 2026, a transação apresenta cap rate estimado de 9,6%.

Além disso, o fundo movimentou cerca de R$ 123 milhões no mercado secundário, com destaque para o encerramento da posição em TRXF11, ciclo que gerou lucro líquido de R$ 38 milhões. Parte dos recursos foi direcionada a ativos indexados ao IPCA, incluindo cotas mezanino do Itaú Log CP a IPCA + 11,8% e o CRI JHSF a IPCA + 9,73%.

Hedge Brasil Shoppings (HGBS11)

O HGBS11 firmou compromisso para a aquisição de 75% do Shopping Jaraguá Araraquara, localizado em Araraquara (SP), por R$ 216,3 milhões. A operação apresenta cap rate estimado de 9,0% ao ano, considerando o resultado operacional projetado para os 12 meses seguintes à conclusão da transação.

Kinea Oportunidades Real Estate (KORE11)

O KORE11 registrou movimentações no Edifício Corporate Plaza, resultando em uma vacância consolidada do portfólio de 5,61%, ante 4,52% no mês anterior, enquanto a vacância financeira avançou de 4,08% para 4,74%.

Guardian Real Estate (GARE11)

O GARE11 concluiu a aquisição de um ativo logístico em Itapevi (SP) por R$ 119,8 milhões. Do total, R$ 101,7 milhões foram pagos à vista e cerca de R$ 18,1 milhões serão pagos em julho de 2028, corrigidos pelo IPCA. Segundo a gestão, a operação apresenta rentabilidade média ponderada de dois dígitos nos primeiros cinco anos.

Pátria Malls (PMLL11)

O PMLL11 firmou intenção de compra de uma participação de 10% no Shopping Jardim Sul, em São Paulo (SP), por R$ 67,0 milhões. O pagamento será dividido entre parcelas em caixa e, potencialmente, compensação com créditos decorrentes da integralização de cotas do fundo pelo vendedor, com parte dos valores diferidos e corrigidos pelo IPCA. Segundo a gestão, a operação deverá apresentar yield médio de 11,6% ao ano nos dois primeiros anos e de aproximadamente 9,1% ao ano na estabilidade.

TRX Real Estate (TRXF11)

O TRXF11 celebrou memorando de entendimentos para a potencial aquisição de um portfólio de cinco imóveis por aproximadamente R$ 2,14 bilhões. O portfólio soma 251,2 mil m² de ABL e inclui quatro galpões logísticos — dois na Região Metropolitana de São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Extrema (MG) — e um edifício corporativo em São Paulo (Cyrela Oscar Freire Corporate). A operação apresenta yield on cost estimado de 10,4% ao ano em 12 meses.

Além disso, o fundo celebrou memorando de entendimentos para a potencial aquisição de 70% do empreendimento logístico LOG Recife II, localizado em Jaboatão dos Guararapes (PE), por R$ 210 milhões. A participação corresponde a aproximadamente 48 mil m² de ABL e está integralmente locada a uma empresa de e-commerce, em contrato típico com vencimento em fevereiro de 2030 e reajuste pelo IPCA. A operação apresenta cap rate de 8,19% ao ano e yield on cost estimado de 10,58% em 12 meses.

Por fim, aprovou sua 13ª emissão de cotas, com oferta inicial de até R$ 5,0 bilhões, destinada exclusivamente a investidores profissionais. O preço de emissão foi fixado em R$ 94,25 por cota, ou R$ 94,39 considerando a taxa de distribuição de R$ 0,14 por cota. A oferta poderá ainda ser ampliada em até 100% por meio de lote adicional, elevando o volume potencial para até aproximadamente R$ 10,0 bilhões.

Os atuais cotistas terão direito de preferência, considerando a posição de 10 de agosto de 2026, com fator de proporção de aproximadamente 0,84975 nova cota para cada cota detida.

O post Fundos imobiliários: TRXF11, BRCO11 e BTLG11 trazem novidades nesta semana; confira apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Petrobras (PETR4) supera expectativas no 2T26 e anuncia R$ 17,4 bilhões em dividendos; hora de investir?

O mercado já esperava que a Petrobras (PETR4) entregasse resultados fortes no 2T26, ajudados pelos preços elevados de petróleo e derivados no período. Ainda assim, a companhia superou as expectativas.

Em Exploração e Produção (E&P), a receita cresceu 42% vs 1T26, para US$ 22,8 bilhões e o ebitda saltou 54%, para US$ 15,9 bilhões, com ganho de 6 p.p. de margem.

Esse resultado foi proporcionado em grande parte pela forte alta do petróleo no período (o brent médio foi US$ 24/barril maior no 2T26), mas também por maior produção e menor custo de extração (lifting cost), que mais do que compensaram maiores gastos com royalties.

No segmento de Refino, a receita cresceu 45%, explicado por maiores preços de derivados e maior volume de exportação. Apesar disso, o ebitda ajustado do segmento caiu 7,4% vs 1T26, para US$ 3,6 bilhões, por conta de um menor ganho com giro de estoques, maiores despesas com vendas e frete, além do aumento nos impostos de exportação.

Ainda assim, os números ficaram acima das estimativas e mostraram avanço 230% na comparação anual.

Em Gás e Energia o ebitda cresceu 25%, para US$ 419 milhões, também impactado positivamente por preços maiores no período.

No consolidado, o ebitda chegou a US$ 18,6 bilhões, alta trimestral de 64%, com ganho de 7 p.p. de margem, e o lucro líquido chegou a US$ 10,4 bilhões, ambos acima das estimativas do mercado.

Vale a pena investir na Petrobras (PETR4) agora?

O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que praticamente dobrou frente ao 1T26 e permitiu o anúncio de R$ 17,4 bilhões em dividendos, também acima das expectativas do mercado.

No geral, a Petrobras apresentou resultados fortes, beneficiados pela alta do petróleo, mas também por um ótimo desempenho operacional.

Com perspectivas de um ambiente de preços ainda favorável e de aumento de produção pela frente, seguimos construtivos com a tese de Petrobras. PETR4 segue com recomendação de compra pela Empiricus.

O post Petrobras (PETR4) supera expectativas no 2T26 e anuncia R$ 17,4 bilhões em dividendos; hora de investir? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Eli Lilly (LILY34): fabricante do Mounjaro estreia na carteira de ações internacionais da Empiricus; entenda por que investir

A carteira recomendada de ações internacionais (BDRs) da Empiricus Research trouxe a Eli Lilly (LILY34) como uma das novidades para o mês de agosto. A fabricante do Mounjaro entrou no lugar da Novo Nordisk (N1VO34), farmacêutica responsável pelo Ozempic.

Matheus Spiess, analista da casa, afirma que a escolha leva em consideração o fato de a Eli Lilly apresentar “um valuation atrativo e uma sequência de gatilhos relevantes para os próximos meses” que podem mantê-la na liderança do mercado.

Saiba por que a Eli Lilly (LILY34) está entre as recomendações da carteira de BDRs

Spiess destaca três pontos principais para a entrada das ações da Eli Lilly na carteira:

  • Conjunto mais robusto de catalisadores que impulsionem papéis; 
  • Maior potencial de valorização e
  • Melhor assimetria para o momento.

Tratando-se de catalisadores, os avanços recentes podem exemplificar. Os principais produtos de incretinas da empresa, Mounjaro e Zepbound, somaram US$ 14,8 bilhões em receita no 2º trimestre (2T26), quase 65% da receita total da companhia.

A Eli Lily também lançou o Foundayo, medicamento oral para diabetes, em abril deste ano, além de ter concluído a Fase 3 de estudos da retatrutida. O medicamento é um agonista triplo, capaz de simular o GLP-1, GIP e glucagon, para o tratamento da obesidade e diabetes.

Mesmo assim, em termos de valuation, suas ações seguem negociadas a 27,7x os lucros projetados para os próximos 12 meses, patamar inferior à média dos últimos cinco anos, de 37,3x. Ou seja, as ações podem estar em um bom ponto de entrada para investir.

“Esse desconto, aliado à sólida execução operacional e ao potencial do pipeline, sustenta nossa recomendação em Eli Lilly”, afirma Spiess.

Carteira de BDRs da Empiricus conta com 12 recomendações

Além da Eli Lilly, a carteira Empiricus BDR conta com mais 11 recomendações, e você pode acessar o relatório completo de forma 100% gratuita.

O portfólio conta com ativos internacionais de diversos setores da economia, como:

  • Tecnologia;
  • Saúde;
  • Financeiro;
  • Energia;
  • Dentre outros.

Ao acessar, você pode conhecer todas as ações recomendadas e saber o quanto investir em cada um para buscar os melhores resultados.

Clique no botão abaixo e conheça os BDRs mais promissores na visão da Empiricus:

QUERO CONHECER A CARTEIRA EMPIRICUS BDR GRATUITAMENTE

O post Eli Lilly (LILY34): fabricante do Mounjaro estreia na carteira de ações internacionais da Empiricus; entenda por que investir apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Resultados da Petrobras (PETR4) acima das expectativas e payroll dos EUA; veja destaques desta sexta (7)

Os mercados globais operam em tom misto nesta sexta-feira, com as atenções concentradas na divulgação do payroll de julho nos Estados Unidos, que pode oferecer novas pistas sobre a trajetória da política monetária do Federal Reserve. Um resultado mais forte do que o esperado tenderia a reforçar a percepção de juros elevados por mais tempo, embora o foco dos investidores esteja cada vez mais direcionado à inflação e à forma como o Fed reagirá aos próximos indicadores.

Ao mesmo tempo, as incertezas em torno da reabertura do Estreito de Ormuz mantêm elevado o prêmio de risco, em meio a ataques dos Houthis, ameaças à infraestrutura energética do Golfo e propostas iranianas para restringir a passagem de embarcações americanas.

Na Ásia, o destaque ficou para a força das exportações chinesas, que cresceram 23,9% em julho na comparação anual, acima das expectativas, impulsionadas principalmente pelos embarques de semicondutores, produtos de alta tecnologia e veículos. O resultado reforça a importância do setor externo para a sustentação da atividade chinesa diante da fraqueza do consumo doméstico.

Em contrapartida, os mercados do Japão e da Coreia do Sul permaneceram pressionados, sobretudo pelo desempenho do setor de semicondutores, em continuidade ao movimento observado em julho. O iene, por sua vez, devolveu boa parte dos ganhos obtidos após a intervenção conjunta dos Estados Unidos e do Japão, reacendendo as especulações sobre novas medidas por parte das autoridades cambiais.

· 00:59 — Dividendão

No Brasil, o Ibovespa recuou 1,23% na quinta-feira, aos 175.546 pontos, pressionado pelo ambiente externo, pelas incertezas em torno da trajetória dos juros nos Estados Unidos e por uma leitura mais restritiva do comunicado do Copom, que reforçou a perspectiva de manutenção dos juros em patamares elevados por mais tempo. Ainda assim, a leitura predominante do mercado continua sendo de um novo corte de 25 pontos-base na Selic em setembro, para 13,75% ao ano.

As atenções agora se voltam para a ata do Copom, que deverá trazer mais detalhes sobre a avaliação do Banco Central a respeito do mercado de trabalho, da atividade econômica e das expectativas de inflação. Entre as ações, a Vale caiu 1,66%, acompanhando a baixa do minério de ferro, enquanto o Bradesco recuou 1,94% após a divulgação de seu balanço. Em sentido oposto, a Petrobras encerrou o pregão em alta moderada, beneficiada pela valorização do petróleo. Para hoje, o principal destaque fica por conta da repercussão dos resultados da petroleira, divulgados ontem e bem acima das expectativas, com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões e anúncio de R$ 17,4 bilhões em dividendos.

· 01:46 — Interrupção

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones interrompeu uma sequência de cinco altas consecutivas, recuando 0,9% na quinta-feira, depois de renovar máximas históricas e superar, pela primeira vez, a marca dos 54 mil pontos. O S&P 500 caiu 0,2%, enquanto o Nasdaq recuou 0,1%, pressionado principalmente pelo desempenho das ações de software após resultados decepcionantes de companhias como HubSpot, Datadog, AppLovin, Figma e Duolingo.

O ambiente de maior cautela também refletiu a expectativa em torno do relatório de emprego dos Estados Unidos, que deve apontar a criação de cerca de 80 mil vagas em julho, taxa de desemprego estável em 4,2% e salários ainda avançando a um ritmo próximo de 3,5% ao ano.

A atenção dos investidores, no entanto, está cada vez mais concentrada na inflação e na possibilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve. Dirigentes como Kevin Warsh e Alberto Musalem reforçaram que a resiliência do mercado de trabalho, combinada à persistência das pressões inflacionárias, pode justificar uma postura monetária mais restritiva, especialmente após a recente valorização do petróleo. As tensões no Oriente Médio e as incertezas em torno da reabertura do Estreito de Ormuz continuam pressionando os preços da energia e ampliando os riscos para a inflação.

Nesse contexto, o payroll tende a exercer influência mais limitada sobre a decisão de setembro, a menos que revele uma deterioração relevante do mercado de trabalho, enquanto o CPI da próxima semana ganha importância adicional para a definição da trajetória dos juros americanos.

· 02:31 — Reabertura?

O otimismo em torno de uma reabertura rápida do Estreito de Ormuz perdeu força diante de uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. Ataques dos houthis contra alvos sauditas, explosões na ilha iraniana de Qeshm e um esboço de acordo entre Irã e Omã considerado insuficiente elevaram a percepção de risco, sobretudo porque Teerã pretende restringir a passagem de embarcações americanas e israelenses e exigir compensações de países considerados hostis. Com Washington rejeitando esses termos e persistindo as divergências sobre o controle do estreito e o programa nuclear iraniano, o Brent avançou permanecendo próximo de US$ 83.

A deterioração do cenário geopolítico também se espalhou pelos demais mercados, com queda das bolsas asiáticas e pressão sobre os títulos de renda fixa, à medida que a alta dos preços da energia reacendeu preocupações inflacionárias antes da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos e de seus possíveis efeitos sobre a trajetória dos juros do Federal Reserve.

A percepção predominante é de que uma solução rápida para o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã se tornou menos provável. Ao mesmo tempo, o tráfego reduzido pelo Estreito de Ormuz mantém elevado o prêmio de risco incorporado aos preços do petróleo e aumenta a sensibilidade dos ativos globais à evolução das próximas negociações.

· 03:27 — Nova emissão

O apetite dos investidores por ativos ligados à inteligência artificial permanece robusto, como demonstrou a recente emissão de US$ 25 bilhões em títulos da Alphabet, que atraiu cerca de US$ 115 bilhões em ofertas. A forte demanda sinaliza uma melhora do sentimento após a pressão recente sobre as dívidas de empresas de tecnologia. Desde o início de 2025, a companhia já captou mais de US$ 114 bilhões por meio de emissões de dívida, consolidando-se como uma das principais financiadoras do atual ciclo de investimentos em inteligência artificial.

O mesmo entusiasmo também beneficia a DeepSeek, que retomou uma rodada de captação de US$ 8 bilhões com valuation próximo de US$ 74 bilhões. O movimento reforça que, apesar das preocupações com a intensidade dos gastos em infraestrutura e com o retorno sobre esses investimentos, a demanda por financiamento e por exposição ao tema de inteligência artificial continua elevada.

· 04:15 — Intervindo

O iene voltou a perder força após a intervenção conjunta de Japão e Estados Unidos, sendo negociado próximo de 158,40 por dólar, depois de ter alcançado 155,23 no início da semana. Embora o Banco do Japão tenha desembolsado cerca de US$ 87 bilhões em dois dias para sustentar a moeda, os principais fatores estruturais de pressão permanecem presentes: o diferencial de juros ainda favorável aos Estados Unidos, o elevado endividamento japonês, as incertezas geopolíticas e o uso recorrente do iene em operações de carry trade, nas quais investidores tomam recursos emprestados em moedas de juros baixos para aplicá-los em ativos de maior retorno. Nesse contexto, novas intervenções podem ajudar a conter movimentos mais desordenados, mas dificilmente serão suficientes, por si só, para alterar de forma duradoura a trajetória da moeda sem o apoio da política monetária.

Uma valorização mais consistente do iene dependeria, portanto, de uma combinação mais favorável de políticas, com uma possível elevação dos juros pelo Banco do Japão e uma eventual redução do viés de aperto monetário pelo Federal Reserve. O mercado atribui atualmente cerca de 60% de probabilidade a uma alta dos juros japoneses até setembro.

Além disso, o elevado superávit em conta corrente e o excesso de poupança privada podem estimular uma maior proteção cambial das carteiras externas dos investidores japoneses, elevando a demanda por ienes. Nesse cenário, o potencial de valorização adicional do dólar frente à moeda japonesa tende a se tornar mais limitado, embora uma reversão sustentada ainda dependa de mudanças mais profundas nas condições monetárias.

· 05:03 — Qualidade e renda para diferentes ciclos

O Itaú voltou a apresentar um trimestre sólido, reforçando a resiliência de sua operação mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador. A carteira de crédito cresceu cerca de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a margem financeira com clientes avançou 5,1%, para R$ 32,5 bilhões, e a margem com o mercado voltou a superar R$ 900 milhões.

O banco também preservou uma postura disciplinada na gestão de riscos, com o custo do crédito estável em 2,7% da carteira e apenas uma deterioração limitada dos indicadores de inadimplência. Ao mesmo tempo, as despesas operacionais cresceram apenas 3,1%. O principal ponto de atenção ficou nas receitas de serviços, que avançaram somente 2,3% e levaram à revisão para baixo do guidance dessa linha, refletindo um ambiente de maior competição e menor capacidade de repasse de tarifas.

Ainda assim, a combinação entre crescimento, controle de custos e qualidade de crédito permitiu ao Itaú alcançar lucro líquido de R$ 12,4 bilhões, alta de 7,8% em relação ao ano anterior, e ROE de 24,3%, um dos patamares mais elevados do setor. Para estratégias voltadas à geração de renda, essa capacidade recorrente de produzir lucros, aliada à elevada rentabilidade e a um balanço conservador, sustenta uma perspectiva consistente de remuneração aos acionistas mesmo em um ciclo econômico menos favorável.

Embora o ritmo de expansão esteja mais moderado do que nos últimos anos, os resultados reforçam a qualidade do banco e mantêm nossa leitura construtiva para as ações do Itaú, especialmente em estratégias que buscam combinar geração de renda, previsibilidade e valorização de capital no longo prazo.

Em um ambiente ainda marcado por juros elevados, incerteza fiscal e maior seletividade por parte dos investidores, entendemos que a busca por renda deve estar apoiada, sobretudo, em ativos de qualidade, com balanços sólidos, geração de caixa previsível e capacidade recorrente de distribuir proventos. É justamente essa filosofia que orienta a Carteira Recomendada Renda Extra, uma estratégia diversificada entre diferentes classes de ativos que busca combinar geração de renda com preservação e crescimento patrimonial ao longo do tempo.

Entre suas posições está o Itaú, exemplo de companhia com elevada rentabilidade, disciplina financeira e histórico consistente de remuneração aos acionistas. Os proventos recebidos podem ser utilizados como fonte de renda ou reinvestidos na própria estratégia, potencializando o efeito da capitalização composta e reforçando uma carteira construída em torno de ativos previsíveis, resilientes e capazes de atravessar diferentes ciclos econômicos.

O post Ibovespa hoje: Resultados da Petrobras (PETR4) acima das expectativas e payroll dos EUA; veja destaques desta sexta (7) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Axia (AXIA3): após lucro de R$ 1,7 bi no 2T26, investidores podem se preparar para colher dividendos

Depois de receios que fizeram as ações terem um desempenho ruim nos últimos meses, na última quarta-feira (5), após o pregão, a Axia (AXIA3) apresentou resultados sólidos e em linha com as expectativas no 2T26, e com boas notícias envolvendo dividendos.

Como foi o resultado da Axia (AXIA3) no 2T26?

A receita de geração aumentou 2,3%, com a queda de volume por conta de maiores restrições à geração hídrica sendo mais do que compensadas por melhores preços de energia. Em transmissão, a receita ficou praticamente estável na comparação anual. Esses fatores, combinados com menores deduções, levaram a receita líquida consolidada a um crescimento de 3,1% vs 2T25, para R$ 10 bilhões.

Por sua vez, o ebitda mostrou aumento ainda mais expressivo, de 21,5%, chegando a R$ 6,7 bilhões. Esse resultado é reflexo de:

  • Maiores margens no segmento de geração — ajudadas pelo aumento de preços e maior participação de vendas no mercado livre; e
  • Bom controle dos gastos gerenciáveis (PMSO), que cresceram apenas 1,9% na comparação anual, além de contribuições positivas de participações societárias.

Assim, acompanhando a evolução do resultado operacional, o lucro líquido saltou 35%, para R$ 1,7 bilhão, em linha com as estimativas do mercado.

O fluxo de caixa operacional aumentou de R$ 4,1 bilhões para R$ 7,8 bilhões, ajudado pela redução de capital de giro. A alavancagem fechou o trimestre em patamar saudável, de 1,7x dívida líquida/ebitda, com prazo médio de vencimento superior a 4 anos.

Com relação aos empréstimos compulsórios, o estoque de provisões caiu R$ 278 milhões na comparação com o 1T26 (-R$ 1,3 bilhão vs 2T25).

Números positivos e resgate ou conversão de AXIA7

Por fim, depois de um certo pessimismo com dividendos após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, a companhia anunciou que reservou R$ 3,7 bilhões para resgate/conversão de AXIA7 referente ao 2T26, reforçando a tese de que está no caminho para se tornar uma boa pagadora de dividendos – yield próximo de 10% esperado para 2027.

Axia segue com recomendação de compra em várias séries da Empiricus.

O post Axia (AXIA3): após lucro de R$ 1,7 bi no 2T26, investidores podem se preparar para colher dividendos apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Fundos imobiliários: HGBS11 e BTHF11 ampliam exposição ao setor de shoppings; confira

Após o fechamento de ontem (05), o BTG Pactual Real Estate Hedge Fund (BTHF11) e o Hedge Brasil Shopping (HGBS11) anunciaram aquisições no segmento de shopping centers. Tratamos os eventos em sequência abaixo.

BTHF11 anuncia aquisição de 76% do Shopping Pátio Cianê

O BTHF11 celebrou o instrumento de aquisição de 76% do Shopping Pátio Cianê, em Sorocaba (SP), por R$ 220,4 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 11,3 mil por m².

O empreendimento, inaugurado em 2013 e administrado pela Alqia, registrou vendas de R$ 314 milhões nos últimos 12 meses (+7,0% ante o ano anterior), SSS de 8,0% e ocupação de 86,4%, segundo materiais divulgados pela gestão.

O pagamento foi estruturado da seguinte forma:

  • R$ 78,2 milhões (35,5% do valor) na assinatura, sendo R$ 66,9 milhões via assunção do saldo devedor da dívida existente sobre o imóvel (proporcional à fatia de 76%), remunerada a IPCA + 7,65% a.a. com vencimento em janeiro de 2034, e R$ 11,4 milhões em moeda corrente;
  • R$ 44,1 milhões (20%) em 12 meses, corrigidos pelo IPCA; e
  • R$ 98,1 milhões (44,5%) em 24 meses, também corrigidos pelo IPCA.

Com base no NOI estimado do shopping para 2026, a operação foi realizada a um cap rate de 9,6%, patamar que consideramos atrativo e compatível com a qualidade do ativo.

O BTHF11 já passa a fazer jus à parcela da receita de locação correspondente à participação adquirida, com impacto estimado de aproximadamente R$ 0,01 por cota. Segundo a gestão, a estrutura da transação — marcada pelo pagamento parcelado e pelo baixo desembolso inicial de capital próprio — poderá proporcionar um dividend yield de 42,1% sobre o equity investido nos primeiros 24 meses.

De modo geral, avaliamos o anúncio como positivo para o BTHF11. A aquisição amplia a exposição do fundo a ativos reais, adiciona um investimento de porte relevante ao portfólio e combina cap rate atrativo, geração imediata de receita e condições de pagamento favoráveis.

As cotas do BTHF11 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

HGBS11 consolida 100% do Shopping Jaraguá Araraquara

Na mesma data, o HGBS11 firmou um Compromisso de Compra e Venda para adquirir os 75% remanescentes do Shopping Jaraguá Araraquara, localizado em Araraquara (SP), por R$ 216,3 milhões, o equivalente a R$ 13,7 mil por metro quadrado.

O fundo já detém 25% do empreendimento, participação adquirida em dezembro de 2024 por R$ 63 milhões, a um cap rate de 9,1%.

Com a conclusão da nova transação, o HGBS11 passará a deter 100% do shopping, deixando a posição de sócio minoritário para assumir o controle integral do ativo. Além de ampliar a exposição ao ativo, o controle integral tende a proporcionar maior autonomia na condução da estratégia comercial, operacional e de investimentos do shopping.

A aquisição deverá ser liquidada mediante a entrega de cotas no âmbito da 12ª emissão do HGBS11. Quando a emissão foi anunciada, a destinação dos recursos ainda não havia sido detalhada, embora já tivéssemos sinalizado a possibilidade de utilização das novas cotas em operações de aquisição.

Com base no NOI projetado do shopping para os próximos 12 meses, a transação apresenta cap rate estimado de 9,0%, patamar que consideramos atrativo para a aquisição do empreendimento.

Empiricus mantém recomendação de compra do HGBS11

De modo geral, avaliamos a consolidação como positiva para a tese do HGBS11. O fundo amplia sua participação em um ativo que já conhece, assume o controle integral da operação e realiza a aquisição a um cap rate competitivo.

O principal ponto de atenção está na forma de liquidação da transação. Como o pagamento tende a ser realizado por meio da entrega de cotas, uma eventual venda desses papéis pelos vendedores após a operação poderá gerar pressão sobre a cotação no mercado secundário.

Ainda assim, entendemos a transação como atrativa para o portfólio do FII. As cotas do HGBS11 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

O post Fundos imobiliários: HGBS11 e BTHF11 ampliam exposição ao setor de shoppings; confira apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Renda extra: Empiricus aposta em ‘estratégia 60/25/15’ para agosto; veja as recomendações

Julho terminou deixando um recado importante para os investidores: em um cenário cada vez mais influenciado por fatores geopolíticos, inflação e juros, buscar renda extra exige mais do que simplesmente escolher ativos com dividendos elevados.

Ao longo do mês, o mercado passou de um ambiente de otimismo para outro de cautela. A expectativa inicial de alívio nas tensões envolvendo o Oriente Médio deu lugar a novos conflitos, que voltaram a pressionar o preço do petróleo e reacenderam preocupações sobre inflação e política monetária.

No Brasil, embora os indicadores de preços tenham surpreendido positivamente, as incertezas fiscais continuaram limitando uma queda mais acelerada dos juros de longo prazo.

Na avaliação de Matheus Spiess, analista responsável pela Carteira Empiricus Renda Extra, o período reforçou a necessidade de combinar diferentes fontes de retorno para atravessar momentos de maior volatilidade sem depender de um único cenário econômico.

Foi justamente com esse objetivo que o analista promoveu mudanças pontuais na carteira recomendada para agosto. Por trás dessas alterações está a chamada “estratégia 60/25/15”.

Mas, afinal, o que significam esses números e por que eles podem fazer diferença para quem busca construir uma fonte de renda passiva?

CONFIRA 12 ATIVOS PARA BUSCAR RENDA EXTRA EM AGOSTO

Corte na Selic, balanços do 2T26, eleições: o que está no ‘radar’ do mercado para agosto?

Agosto começa com uma série de eventos capazes de definir os próximos passos dos mercados. Por aqui, os investidores digerem a decisão do Copom da última quarta-feira (5) que reduziu a Selic para 14% ao ano , e aguardam a divulgação da ata da reunião.

Outros fatores domésticos também devem mexer com os mercados. Destaque especial para a temporada de resultados do segundo trimestre de 2026, que ganha força ao longo da primeira quinzena do mês, bem como a disputa eleitoral que passa a ter mais relevância com a definição dos candidatos.

No exterior, as atenções seguem voltadas aos indicadores de emprego e inflação dos Estados Unidos, além dos desdobramentos das tensões no Oriente Médio.

Na visão de Matheus Spiess, esse conjunto de fatores exige uma postura equilibrada. Embora, ainda existam riscos relevantes vindos do cenário fiscal e das incertezas internacionais, os ativos de renda continuam encontrando oportunidades em diferentes classes de investimento.

VEJA MAIS: Confira gratuitamente 12 ativos para buscar renda extra em agosto

Assim, a diversificação continua sendo a principal ferramenta para enfrentar um ambiente marcado por oscilações nos juros, no câmbio e no mercado internacional. É justamente essa leitura que orienta a “estratégia 60/25/15”, utilizada pelo analista na construção da Carteira Renda Extra.

Na prática, o modelo distribui os ativos da seguinte forma:

  • 60% do portfólio em renda fixa;
  • 25% em ações; e
  • 15% em fundos imobiliários.

A proposta não é concentrar a carteira em ativos que oferecem o maior rendimento momentâneo, mas equilibrar diferentes fontes de receita recorrente, com potencial de valorização patrimonial ao longo do tempo.

Contudo, além da estratégia de alocação, o analista fez alguns ajustes pontuais no portfólio.

Sai KDIF11 e CYRE3, entra JURO11 e DIRR3

Uma das principais mudanças da carteira nesse mês aconteceu no alocação de renda fixa com a troca do Kinea Infra (KDIF11) por Sparta Infra (JURO11). Segundo Spiess, a mudança não representa uma perda de confiança na gestora anterior, mas uma escolha tática diante da assimetria mais favorável observada atualmente.

  • Entre os fatores que levaram a mudança estão:
  • O desconto em relação ao valor patrimonial;
  • O retorno implícito próximo de IPCA + 9,5% ao ano; e
  • A retomada da distribuição de rendimentos anunciada pela Sparta

Já na alocação de ações, a Cyrela (CYRE3) deu lugar à Direcional (DIRR3), mantendo a exposição ao setor de construção civil, porém em uma empresa mais concentrada no segmento de habitação popular.

Matheus Spiess ressalta que a atuação da Direcional no programa Minha Casa, Minha Vida tende a tornar a demanda mais resiliente mesmo em um ambiente de juros elevados. Além disso, a companhia combina crescimento operacional consistente com expectativa de dividend yield próxima de 11% para 2027.

Mas Direcional e Sparta Infra não são as únicas recomendações para agosto…

As duas mudanças anunciadas para agosto representam apenas parte da estratégia desenhada por Spiess. Além delas, a Carteira Empiricus Renda Extra reúne uma seleção de ativos distribuídos entre renda fixa, fundos imobiliários e ações.

Apesar do nome, a carteira vai além de identificar os maiores dividendos do momento. A estratégia busca combinar ativos com capacidade consistente de distribuir proventos — como juros, dividendos e rendimentos de fundos imobiliários — com oportunidades de ganho de capital.

A boa notícia é que você pode conferir o portfólio completo de forma 100% gratuita. A Empiricus está liberando como cortesia o acesso a todas as recomendações da Carteira Empricus Renda Extra.

Além do ticker de cada ativo, você poderá entender os motivos por trás de cada recomendação e conferir a análise detalhada de Matheus Spiess. Para liberar o seu acesso ao portfólio, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções:

QUERO BUSCAR RENDA EXTRA EM AGOSTO

O post Renda extra: Empiricus aposta em ‘estratégia 60/25/15’ para agosto; veja as recomendações apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Selic em 14% ao ano e promessa de acordo no Estreito de Ormuz; veja destaques desta quinta (6)

Os mercados globais operam em direções distintas, com realização nas ações asiáticas de tecnologia após os fortes ganhos registrados na sessão anterior, enquanto as bolsas europeias avançam apoiadas pela temporada de resultados. Nos Estados Unidos, os contratos futuros também apresentam desempenho misto, com altas moderadas do Dow Jones e do S&P 500 e recuo do Nasdaq.

O petróleo registra leve valorização, com o Brent próximo de US$ 80 por barril, em meio à intensificação dos ataques entre Rússia e Ucrânia. Paralelamente, Irã e Omã afirmam estar próximos de concluir um acordo para ampliar a navegação pelo Estreito de Ormuz, embora ainda não exista um entendimento formal com os EUA e questões relevantes, como o programa nuclear iraniano e o controle da rota marítima, permaneçam sem solução.

· 00:57 — O corte veio

No Brasil, o Ibovespa encerrou a sessão praticamente estável, na região dos 177,7 mil pontos, após um pregão volátil em que chegou a tocar os 180 mil pontos, mas perdeu força nas horas finais, acompanhando a desaceleração das bolsas de Nova York e o recuo das ações de Petrobras e Bradesco. O dólar também apresentou pouca variação, cotado a R$ 5,13.

Após o fechamento do mercado, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo dessa magnitude. O comunicado reconheceu a moderação da atividade econômica e da inflação, mas manteve um tom cauteloso diante do mercado de trabalho ainda aquecido, da desancoragem das expectativas, das incertezas fiscais e do ambiente externo. A comunicação preservou a flexibilidade para as próximas decisões, embora continue compatível com mais uma redução de 25 pontos-base em setembro, o que levaria a taxa a 13,75% ao final de 2026.

· 01:45 — Renovando máximas

Nos Estados Unidos, o Dow Jones avançou 0,5%, com alta de 263 pontos, e registrou sua terceira máxima consecutiva de fechamento e a 24ª do ano. O índice acumula valorização de 5,3% em cinco pregões, seu melhor desempenho nesse intervalo desde abril de 2025. Em contraste, o S&P 500 recuou 0,2%, enquanto o Nasdaq caiu 0,8%, pressionados pela fraqueza de algumas das chamadas “Magnificent Seven”, especialmente Alphabet, Microsoft, Amazon e Tesla.

Apesar da volatilidade ainda elevada entre as grandes empresas de tecnologia e da saída de um importante executivo da área de inteligência artificial da Alphabet, a redução das vendas forçadas relacionadas ao fundo Situational Awareness, os sinais de estabilização entre os investidores de varejo e a continuidade de resultados corporativos acima das expectativas contribuíram para um ambiente mais saudável do que na última semana.

Na economia, o ISM de serviços permaneceu praticamente estável em julho, aos 54,1 pontos, ligeiramente abaixo do consenso, mas apresentou uma composição mais robusta. O componente de novos pedidos avançou para 57,5 pontos, enquanto o índice de preços pagos subiu para 70,3. Em sentido contrário, o componente de emprego recuou para 47,4 pontos.

No Federal Reserve, Lisa Cook avaliou que os riscos continuam mais concentrados na inflação e admitiu apoiar uma elevação dos juros caso o processo de desinflação perca força, embora tenha defendido a manutenção da taxa em julho. Mary Daly também respaldou a estabilidade dos juros e ressaltou a necessidade de aguardar novos dados, mas alertou que uma nova aceleração dos preços poderá exigir uma resposta mais firme da política monetária.

· 02:32 — Sinais promissores

Irã e Omã afirmaram ter avançado na definição de uma rota destinada a ampliar a navegação pelo Estreito de Ormuz, embora ainda não exista um acordo formal nem tenha sido confirmada com os Estados Unidos. Um comunicado conjunto estaria em fase final de elaboração, e uma das propostas em discussão prevê maior participação iraniana na coordenação do tráfego de embarcações que ingressam no Golfo Pérsico, sem a cobrança de pedágios.

O avanço das negociações ganhou relevância diante da crescente pressão sobre Donald Trump para encontrar uma saída para o conflito. Ainda assim, o ambiente permanece frágil, com Teerã impondo condições para prosseguir nas conversas e os houthis intensificando os ataques no Mar Vermelho.

Apesar da persistência dos riscos geopolíticos, o petróleo apresentou uma reação contida, refletindo a expectativa de reabertura da principal rota de exportação de energia do Oriente Médio. Ontem, o Brent avançou 0,11%, para US$ 79,45, ainda acumulando perdas próximas de 10% na semana.

Um acordo duradouro poderia aliviar as pressões inflacionárias e tornar o cenário mais favorável ao Federal Reserve, especialmente após a criação de apenas 44 mil vagas no setor privado americano em julho, abaixo das 65 mil esperadas pelo mercado. Mesmo assim, os investidores permanecem cautelosos, tanto pela incerteza em torno das negociações quanto pela postura ainda pouco conhecida do novo presidente do Fed, Kevin Warsh.

· 03:21 — Tecnologia asiática

As ações de tecnologia da Ásia atravessam um período de volatilidade excepcional, com as oscilações do índice de tecnologia da MSCI Ásia-Pacífico alcançando a maior intensidade desde 2009. Após avançar 4,2% em um único pregão, o indicador recuou 3,2% no dia seguinte, enquanto SK Hynix e Samsung lideraram a queda de 4,6% do Kospi, que já acumula desvalorização de 31% desde a máxima registrada em junho.

O movimento ganhou força após a divulgação de projeções e resultados abaixo das expectativas por SanDisk e Western Digital, ampliando as dúvidas sobre o ritmo de expansão da cadeia de semicondutores. O episódio reforça que, embora a inteligência artificial continue sendo uma tendência estrutural de longo prazo, o excesso de posicionamento e o elevado grau de alavancagem podem intensificar correções no curto prazo.

O ambiente também permanece condicionado por riscos regulatórios, geopolíticos e corporativos. A China iniciou uma revisão de segurança dos produtos da Palo Alto Networks, enquanto a DeepSeek sinalizou um aumento de preços e empresas como OpenAI e Meta enfrentam disputas e questionamentos relacionados à segurança de seus modelos.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros da Nasdaq recuaram em meio à nova fraqueza das fabricantes de chips, ao mesmo tempo que Jamie Dimon alertou para o nível elevado de alavancagem no mercado. Paralelamente, os investidores avaliam a possibilidade de uma nova rotação para fora dos ativos americanos e aguardam sinais mais concretos sobre um eventual acordo envolvendo Omã, Irã e a reabertura parcial do Estreito de Ormuz.

· 04:18 — Nova fase de liquidez

A SpaceX atravessa uma nova etapa de sua estreia no mercado de capitais com a liberação de até 911,5 milhões de ações detidas por funcionários e investidores iniciais, volume superior aos cerca de 639 milhões de papéis disponibilizados no IPO de junho.

A entrada dessas ações pode aumentar a volatilidade no curto prazo e pressionar as cotações caso haja uma concentração relevante de vendas, especialmente após a queda superior a 20% registrada antes da divulgação do primeiro resultado trimestral. Ainda assim, esse movimento também tende a ampliar a liquidez do papel e a diversificar gradualmente sua base de acionistas.

O cronograma de encerramento do período de restrição prevê novas liberações relevantes, com outros 1,3 bilhão de ações após o próximo balanço trimestral e 6,4 bilhões de papéis Classe A, correspondentes à participação de Elon Musk, potencialmente disponíveis cerca de um ano após o IPO.

Embora esse calendário mantenha o risco de excesso de oferta no radar, a pressão técnica não altera, por si só, os fundamentos e as perspectivas de longo prazo da empresa. Para investidores interessados na tese, a maior oferta de ações pode inclusive criar pontos de entrada mais atraentes, desde que a companhia continue executando sua estratégia e demonstrando capacidade de crescimento.

· 05:05 — Eli Lilly reforça sua liderança no mercado de emagrecimento

Os resultados do segundo trimestre reforçaram a força operacional da Eli Lilly e a importância central da tese de combate à obesidade para seu crescimento. A receita avançou 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 23 bilhões e superando com ampla margem as expectativas do mercado.

O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento do volume de vendas de Mounjaro e Zepbound. Juntos, os dois medicamentos já respondem por quase 65% da receita total da companhia, enquanto o crescimento de 80% nas operações internacionais mostra que a demanda continua ganhando escala fora dos Estados Unidos.

A qualidade desse crescimento também foi positiva. Mesmo diante da pressão sobre os preços, a Lilly ampliou a margem bruta ajustada para 86,3% e elevou de forma expressiva sua margem operacional, apoiada por ganhos de eficiência e por uma composição de vendas mais favorável. O lucro líquido ajustado atingiu US$ 7,5 bilhões, e a administração revisou para cima suas projeções de receita, margem e lucro para 2026, reforçando a confiança na continuidade do ritmo de expansão.

Além do desempenho atual, o pipeline continua oferecendo importantes vetores de valorização. A retatrutida concluiu seu programa de Fase 3 para obesidade e deverá ser submetida à aprovação regulatória no início de 2027, com potencial para ampliar ainda mais a liderança da companhia nesse mercado. Diante da combinação entre crescimento elevado, execução consistente, diversificação do portfólio e valuation abaixo de sua média histórica, mantemos uma visão construtiva para as ações da Eli Lilly e, em especial, para os BDRs LILY34, que permitem ao investidor brasileiro acessar essa tese de longo prazo com exposição adicional ao dólar.

O post Ibovespa hoje: Selic em 14% ao ano e promessa de acordo no Estreito de Ormuz; veja destaques desta quinta (6) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Cyrela (CYRE3): Venda de ativos em SP pode destravar dividendos extraordinários aos acionistas; entenda

Na última quarta-feira (5), a Cyrela (CYRE3) comunicou a assinatura de memorando de entendimentos não vinculante para a potencial venda de um portfólio de ativos imobiliários por cerca de R$ 2,14 bilhões. A operação inclui quatro galpões logísticos e lajes corporativas do Oscar Freire Corporate em São Paulo.

Como parte dos imóveis pertence a parceiros, a parcela atribuível à Cyrela é estimada entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Aproximadamente metade do valor deverá ser recebida em dinheiro e o restante por meio de cotas do TRXF11 e de novos fundos imobiliários (compradores).

As estimativas apontam para um ganho entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões, além de uma melhora relevante na estrutura de capital.

Venda abre espaço para dividendos extraordinários

A entrada dos recursos também abre espaço para dividendos extraordinários, embora parte do montante provavelmente seja preservada para desenvolvimento de projetos, terrenos e investimentos. Os cálculos preliminares indicam um dividend yield adicional de 7%, dependendo da destinação dos valores.

A transação ainda depende de diligências, aprovações e condições precedentes. Mesmo assim, o anúncio é positivo para a tese, ao combinar monetização de ativos non-core, redução da alavancagem e maior flexibilidade para remunerar os acionistas.

Negociando um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

O post Cyrela (CYRE3): Venda de ativos em SP pode destravar dividendos extraordinários aos acionistas; entenda apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

FIIs: Empiricus coloca ALZR11 no lugar do BRCO11 em carteira recomendada; entenda a mudança

A Empiricus TOP FIIs, carteira recomendada de fundos imobiliários da Empiricus Research, acaba de trazer suas atualizações para agosto, que incluem a troca do Bresco Logística (BRCO11) pelo Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11).

A mudança foi motivada por questões estratégicas do portfólio, e não por problemas do fundo da Bresco, conforme explicado por Caio Araujo, analista responsável pela carteira – o movimento será explicado com mais detalhes adiante.

O portfólio da Empiricus Research mantém um histórico de rendimentos acima do Ifix, principal índice de FIIs da bolsa brasileira e referência para essa seleção de ativos. A partir de agora, ela conta com oito papéis para buscar a manutenção do desempenho positivo.

O especialista explica que o ALZR11 se destaca pela maior previsibilidade de dividendos aos investidores devido aos contratos atípicos.

Esse tipo de contrato busca atender necessidades específicas do locador e do locatário e costumam incluir características como prazos de locação longos, superiores a 10 anos, e condições de reajuste diferentes do padrão do mercado.

Caio ainda ressalta que o valuation (valordas cotas do fundo) e a estratégia de alocação do Alianza Trust são mais interessantes para a carteira no momento. “Vemos um pouco mais de espaço para o ALZR11 hoje”, resume.

Saiba mais: a carteira recomendada de fundos imobiliários da Empiricus Research mantém um histórico de desempenho acima do IFIX, o principal índice de FIIs da bolsa brasileira

Mais informações sobre o Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11)

O Alianza Trust Renda Imobiliária é um fundo que se dedica a investir em imóveis não residenciais, geralmente adquiridos em operações de dois tipos:

  • Built-to-suit: modalidade em que o FII constrói um imóvel para atender as demandas de um cliente específico. Esse tipo de contrato pode ter prazos de 10 a 20 anos.
  • Sale and leaseback: nesse caso, uma empresa vende o próprio imóvel para um fundo imobiliário e se torna locatária. É uma estratégia que pode gerar caixa para o antigo dono.

A carteira do ALZR11 é composta por galpões logísticos, edifícios comerciais, data centers e renda urbana – este último, imóveis menores e que fazem parte do dia a dia da maior parte das pessoas, como mercados e laboratórios médicos.

A taxa de ocupação é próxima a 100% e as cotas do fundo têm sido negociadas ao redor dos R$ 10.

CONHEÇA A CARTEIRA DE FIIs QUE SOBE QUASE 8% EM 2026

Conheça a Empiricus TOP FIIs

O Alianza Trust passa a integrar uma carteira de FIIs com bom histórico de retorno aos investidores.

Em julho, o portfólio teve alta de 0,33%, enquanto o Ifix (principal índice dos fundos imobiliários) caiu 0,32% no mesmo período. A vantagem frente ao benchmark também aparece no acumulado do ano, até o encerramento do mês sete, o portfólio avança 7,85%, contra apenas 1,14% do índice de referência.

Além disso, o dividend yield médio da carteira nos últimos 12 meses foi de 11,6%.

Caio explica que “a Empiricus TOP FIIs é uma carteira compacta de ativos dedicados a diferentes setores e estratégias de atuação, com objetivo de gerar diversificação e eficiência para a alocação”.

Vale destacar também que a entrada do ALZR11 não foi a única atualização de agosto da carteira. Para conferir as mudanças e todos os ativos presentes no portfólio, o acesso é simples e gratuito.

Basta se cadastrar na área logada da Empiricus e, em poucos cliques, conferir todas as recomendações da carteira de fundos imobiliários. Clique no link abaixo e acesse:

QUERO ACESSAR A EMPIRICUS TOP FIIs

O post FIIs: Empiricus coloca ALZR11 no lugar do BRCO11 em carteira recomendada; entenda a mudança apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Itaú (ITUB4) reporta números sólidos no 2T26, apesar do ambiente desafiador 

Depois de muitas expectativas (especialmente após o resultado fraquíssimo do Santander), o Itaú (ITUB4) apresentou mais uma rodada de números sólidos referentes ao 2T26, ainda que com alguma desaceleração refletindo o ambiente macro mais adverso.

A carteira de crédito total expandiu cerca de 10%, com destaque para pequenas, médias e grandes empresas, e crédito imobiliário para pessoas físicas. A margem financeira com clientes expandiu 5,1% na comparação anual, para R$ 32,5 bilhões.

Apesar do ritmo de crescimento ser mais modesto do que o observado até o fim de 2025, está em linha com o piso da faixa do guidance e com o discurso de maior disciplina do banco neste ano.

Por outro lado, depois de dois trimestres relativamente fracos, a margem financeira com o mercado (tesouraria) voltou a superar a faixa dos R$ 900 milhões, com alta de 8,6% vs 2T25 e 13,6% na comparação com o 1T26.

No período, as receitas com seguros mostraram bom crescimento anual de +8,4%. Mas o grande destaque negativo foi a receita de serviços, que cresceu apenas 2,3%, para R$ 11 bilhões, evidenciando um ambiente mais difícil para repasse de preço de tarifas e, provavelmente, maior competição.

Diante deste cenário, o Itaú aproveitou para revisar para baixo o guidance da linha de receitas com serviços e seguros de 7% de crescimento anual para 3,5%, considerando o ponto médio da faixa.

Com relação às provisões, o grande receio do mercado com o setor financeiro neste trimestre, o Itaú mais uma vez mostrou solidez, com aumento do custo do crédito de 7,4% vs o 2T25 (+1,9% vs 1T26) e manutenção do patamar de custo do crédito sobre a carteira em 2,7%, estável desde o junho do ano passado.

Por sua vez, os índices de inadimplência (15 a 90 dias e acima de 90 dias) mostraram piora de apenas 0,1 p.p.

Itaú tem lucro de R$ 12,4 bi e ROE de 24,3% no 2T26

No período o Itaú mostrou aumento controlado nas despesas operacionais, que cresceram 3,1% (+3,9% na comparação com o primeiro semestre de 2026), com melhora de 0,6p.p. no índice de eficiência na comparação com o 2T25.

Com isso, o banco apresentou lucro operacional de R$ 17,8 bilhões e lucro líquido de R$ 12,4 bilhões, altas anuais de 5% e 7,8% respectivamente, com ROE consolidado de 24,3%, patamar elevado e que mostrou aumento de 1p.p. em relação ao 2T25.

ITUB4: recomendação de compra

Apesar de um ritmo de expansão mais fraco na comparação com os anos anteriores, os números ficaram praticamente em linha com as expectativas e reforçam que o banco está preparado para continuar entregando resultados sólidos, mesmo em um ambiente desafiador. O Itaú segue entre as nossas recomendações.

O post Itaú (ITUB4) reporta números sólidos no 2T26, apesar do ambiente desafiador  apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Gerdau (GGBR4): 2T26 traz números robustos e retomada nas operações brasileiras; hora de comprar ações?

A Gerdau (GGBR4) reportou um resultado robusto referente ao 2º trimestre de 2026 (2T26), com manutenção de rentabilidade elevada na América do Norte e sinais de retomada da divisão brasileira, que voltou a mostrar margem operacional de duplo dígito.

Como era esperado, a operação no Brasil mostrou uma recuperação apoiada na retração de 30% no volume de importação, melhores preços e mix de vendas.

Na comparação com o 1T26, o volume de aço vendido da companhia cresceu +2,1%, e a receita líquida aumentou +6,6%. As vendas de produtos de maior valor agregado compensaram a pressão de custos, e o Ebitda totalizou R$ 705 milhões (+22% vs 1T26), com ganho de 1,3 ponto percentual (p.p.) de margem.

Resultados da Gerdau (GGBR4) na América do Norte

A divisão América do Norte continuou mostrando bons números com crescimento de volume, manutenção das tarifas de proteção à indústria local e aumento do preço realizado.

Assim, o volume de aço vendido ficou estável na comparação anual – em meio ao ajuste tarifário que favoreceu os produtores locais –, apesar de ter recuado -1,3% vs 1T26. A receita atingiu R$ 10,1 bilhões (+10,8% vs 2T25 e +8,3% vs 1T26).

Mesmo com impactos de custos, a expansão do top-line e câmbio favorável contribuíram para um aumento de +15,4% do Ebitda, para R$ 2,6 bilhões, com ganho de +1,6 p.p. de margem, para 25,7%.

Como foi o desempenho na América do Sul?

A América do Sul mostrou retração no volume de aço vendido de -7,8% vs 1T26, impactado pela antecipação de vendas no Peru no último trimestre. Com isso, a receita líquida somou R$ 1,3 bilhões (-8,4% vs 1T26).

Porém, o efeito cambial favorável, maior utilização da capacidade e eficiência operacional ajudaram o Ebitda a somar R$ 205 milhões, com margem de 16% (+10,4% e +2,7 p.p. respectivamente vs 1T26).

Números consolidados impulsionam Ebitda

No consolidado, a receita líquida apresentou uma alta de +6,9% na comparação anual, para R$ 17,9 bilhões, com aumento de vendas e preços das principais regiões.

A manutenção do forte desempenho da América do Norte e recuperação do Brasil ajudaram o Ebitda a atingir R$ 3,4 bilhões, com margem de 19,2% (+15,9% e +1,5 p.p. respectivamente, na comparação trimestral).

Junto com a melhora na linha financeira, o lucro líquido foi de R$ 1,5 bilhão (+44,7% vs 1T26), com ganho de 2,1 p.p. na margem líquida, para 8,2%. A alavancagem permaneceu em um patamar bastante confortável de 0,69x dívida líquida/ebitda vs 0,74x no 1T26.

Apesar de ter melhorado o ciclo financeiro, para 80 dias, o aumento do estoque e fornecedores pressionaram o capital de giro, que saiu de R$ 286 milhões no 2T25 para R$ 933 milhões. Ainda assim, a expansão do ebitda ajudou o fluxo de caixa livre a atingir R$ 237 milhões, frente um consumo de R$ 772 milhões no 2T25.

Gerdau (GGBR4): Vale a pena comprar ações?

Para finalizar, a companhia anunciou que chegou a 31% do programa de recompra de ações e também divulgou a distribuição de R$ 451,3 milhões em dividendos, o que corresponde a R$ 0,23 por ação, yield de 0,9%, e será pago em 11 de setembro.

Depois de alguns trimestres com elevada importação chinesa, algumas medidas de proteção à indústria brasileira começaram a surtir efeito.

Além disso, a companhia segue entregando projetos de eficiência operacional e margens robustas na operação na América do Norte. Por 4,7x EV/Ebitda esperados para o ano, as ações seguem na carteira.

O post Gerdau (GGBR4): 2T26 traz números robustos e retomada nas operações brasileiras; hora de comprar ações? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Behind the curve, mas só porque ele jogou a curva à frente

Encomendado pelos bons deuses da Odisseia, o Focus dessa semana trouxe um pouco de paz para a trajetória da inflação esperada, jogando 2026 para baixo e estabilizando os próximos dois anos.

Mesma coisa para a produção industrial de junho que saiu ontem, aquém do esperado.

Assim, o corte sequencial de 25 bps para hoje à noite está praticamente garantido; a dúvida paira sobre a reunião de setembro.

Nós entendemos que existe espaço para pelo menos mais um corte de 25 bps, e achamos que esse é um ritmo sensato diante de tantas incertezas internas e externas.

No entanto, o eventual corte de setembro está ainda muito longe das altas garantias do ajuste de hoje.

Ele dependerá, naturalmente, da próxima rodada de indicadores macro. E dependerá ainda mais do discurso escolhido pelo Copom para referendar seu arcabouço decisório.

Nisso, talvez Galípolo (que é um sujeito esperto) já esteja aprendendo com as primeiras lições de Kevin Warsh no comando do Fed.

Desde que assumiu a cadeira, Warsh vem trabalhando para eliminar o forward guidance e adotar uma gestão mais purista de política monetária, na qual o juiz influencia o mínimo possível no resultado do jogo.

Essa ideia não vem da cabeça dele, mas segue uma corrente teórica solidificada por Mervyn King, ex-comandante do Bank of England e agora consultor do Fed para nuances de comunicação com o mercado.

A premissa é muito simples: o mercado sempre reage ao que se espera que o Banco Central vá fazer em seus próximos passos.

Assim, a maior parte do serviço de apertar ou afrouxar as condições de crédito é feita pelo próprio mercado; ele só precisa de um empurrãozinho bem direcionado.

Tomando como exemplo o último discurso de Warsh, foi exatamente o que aconteceu. O Fed preferiu não subir juros em seu último encontro de julho, mas Warsh (inteligentemente) abriu flancos em seu pronunciamento de modo a fomentar uma escalada da curva, feita pelo próprio mercado. Então, foi uma decisão possivelmente dovish, acompanhada de uma retórica bem hawkish, de modo a neutralizar os riscos da decisão no tempo.

Para ser capaz de fazer algo assim, um presidente de Banco Central tem que cultivar um ego budista, que aceite não ser o centro das atenções. Em troca, ele consegue fazer o seu trabalho com bem menos esforço.

Veremos, portanto, se Galípolo espelhar-se-á em Warsh.

Ironicamente, quanto mais duro (ou “não mole”) o tom e ata da decisão do Copom desta noite, maiores as chances de poder cortar de novo em setembro.

O post Behind the curve, mas só porque ele jogou a curva à frente apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Sai Cyrela (CYRE3), entra Direcional (DIRR3): Com eleições no radar, Empiricus atualiza carteira de ações para buscar dividendos

O ambiente econômico brasileiro, que já convive com pressão inflacionária e juros elevados por mais tempo que o previsto, ganhou mais um fator que influencia nas percepções de risco: as eleições presidenciais, marcadas para o início de outubro.

Esse contexto pode fazer com que investidores precisem de um apoio a mais na hora de tomar suas decisões. E se você é um dos que desejam buscar lucros e dividendos na sua conta independentemente do cenário, a Empiricus pode ajudar: a casa trouxe atualizações na sua carteira de dividendos, com foco nas melhores oportunidades do momento.

De olho no desempenho das incorporadoras da bolsa, a casa propôs a saída da Cyrela (CYRE3) em favor da Direcional (DIRR3) entre as 8 ações selecionadas na carteira.

Empiricus Dividendos: Por que a Direcional (DIRR3) entrou no lugar da Cyrela (CYRE3)?

As incorporadoras vêm marcando forte presença no radar do mercado e das casas de análise nos últimos meses. Isso porque, em ambiente de juros elevados e pressão inflacionária, o setor está logo na “linha de frente” dos impactos.

No acumulado de julho, nomes como Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) estiveram entre as maiores quedas do Ibovespa, reforçando a sensibilidade do setor ao ambiente desfavorável. A principal explicação para isso é que juros mais altos por mais tempo impactam diretamente no volume de financiamentos de imóveis em todo o país.

Segundo os analistas da Empiricus, a Cyrela (CYRE3), que estava na carteira recomendada até então, também foi um dos destaques negativos do mês, justamente por conta do cenário macro incerto e os receios do mercado com o segmento de construção civil.

Em outras ocasiões, os analistas reiteraram que a tese estrutural de Cyrela passa, principalmente, por um ambiente de juros mais baixos.

“Apesar disso, seguimos construtivos com o setor”, afirmam. Por isso, mês após mês, os analistas não deixam de manter uma ação que represente as incorporadoras na carteira – apenas propondo a troca por outro nome que esteja em um ponto interessante de entrada.

Dessa vez, a escolhida foi a Direcional (DIRR3). Dentre os principais motivos, estão:

  • Forte presença no programa Minha Casa, Minha Vida, que segue em boa fase mesmo com a Selic alta, por conta dos juros subsidiados;
  • Bom crescimento, rentabilidade e qualidade operacional (que também passam pela exposição ao MCMV);
  • Queda de 20% nas ações em julho, o que, na visão dos analistas, abre oportunidade de compra, e
  • Claro, o alto potencial quando o assunto é pagamento de dividendos.

E o que esperar do cenário macro daqui para a frente?

A corrida eleitoral chegou para, oficialmente, “fazer preço” no mercado. Seus possíveis desfechos podem exercer influência direta nas estratégias de um portfólio exposto aos ativos locais.  

A vitória de um candidato considerado pró-mercado, e comprometido com um ajuste fiscal, pode trazer otimismo em torno dos ativos de risco. O contrário também é verdadeiro, e é o que parece estar no radar do mercado, considerando as últimas pesquisas de intenção de voto.

Porém, para a Empiricus, até mesmo o mais desfavorável dos cenários pode abrir oportunidades de compra – considerando ativos resilientes e de qualidade.

“Com o mercado parecendo precificar algo perto do pior cenário, vemos alguma assimetria positiva a depender do desfecho. Seja como for, apesar de alguns possíveis ventos favoráveis e um valuation atrativo, seguimos sugerindo alocação seletiva em empresas descontadas, geradoras de caixa e que sejam capazes de atravessar até mesmo o pior dos cenários.”

Independentemente do que aconteça, a carteira Empiricus Dividendos está preparada para enfrentar qualquer cenário. Em 2026 até aqui, a carteira já acumula retorno de 17,7%, contra 10,5% do Ibovespa – além de um dividend yield de 6%.  

Ou seja, apesar de ser uma carteira voltada para proventos, a ideia dos analistas é capturar ganhos também com a valorização dos papéis – e o desempenho no ano frente ao Ibovespa mostra bem isso.

Acesso liberado: conheça a carteira Empiricus Dividendos gratuitamente

Você está convidado a conferir o relatório completo da carteira Empiricus Dividendos, de forma 100% gratuita.

Além da troca de Cyrela por Direcional, a seleção de agosto traz 7 outros nomes brasileiros para quem quer dividendos. São empresas que compartilham características como:

  • Previsibilidade de resultados;
  • Boa margem de segurança (em níveis de valuation e carrego);
  • Histórico de distribuição de proventos sustentáveis.

O relatório está disponível na Área Logada da Empiricus. Para acessá-lo, basta fazer um cadastro rápido clicando no link abaixo:

GRATUITO: CONHEÇA A CARTEIRA EMPIRICUS DIVIDENDOS

O post Sai Cyrela (CYRE3), entra Direcional (DIRR3): Com eleições no radar, Empiricus atualiza carteira de ações para buscar dividendos apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Eli Lilly (LILY34): Mounjaro e Zepbound impulsionam receita do 2T26; ações valem a pena agora?

Nessa quarta-feira (5), a Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) reforçou mais uma vez a força da tese de combate à obesidade e sua crescente relevância em diferentes áreas da medicina com os resultados do 2º trimestre de 2026 (2T26).

A receita total somou US$ 23 bilhões (+48% na comparação anual), substancialmente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de US$ 20,7 bilhões. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo avanço de 60% no volume de medicamentos vendidos, com destaque para o Mounjaro e o Zepbound.

Esse avanço no volume foi parcialmente compensado pela queda de 13% nos preços dos produtos. Na China, o Mounjaro passou a integrar a National Reimbursement Drug List (NRDL) no início do ano, lista oficial de medicamentos reembolsados pelo sistema público, o que ampliou o acesso ao tratamento e impulsionou as vendas, embora com preços negociados em níveis mais baixos. Nos Estados Unidos, a pressão também refletiu os cortes de preço do Zepbound para pacientes que pagam pelo tratamento sem cobertura de planos de saúde.

Destrinchando os números da Eli Lilly (LILY34) no 2T26

Entre os principais medicamentos (concentrados nas áreas de metabologia, oncologia e doenças autoimunes) a receita alcançou US$ 15,7 bilhões (+76%). Apenas o Mounjaro faturou US$ 9,9 bilhões (+91%), enquanto o Zepbound somou US$ 4,9 bilhões (+46%), ambos representando quase 65% da receita total da companhia.

Já o Foundayo (medicamento oral para diabetes tipo 2) estreou entre os principais produtos da companhia, com receita de US$ 98 milhões. Fora da área metabólica, os medicamentos de imunologia, oncologia e neurociência registraram crescimento de 121% na receita.

Geograficamente, a receita nos Estados Unidos atingiu US$ 14,4 bilhões (+33%). No entanto, o principal destaque ficou com as operações internacionais, cuja receita chegou a US$ 8,6 bilhões (+80%).

A margem bruta ajustada ficou em 86,3% da receita, avanço de 1,3 p.p. na comparação anual, favorecida pela melhora nos custos de produção e pelo mix de produtos, apesar da pressão decorrente dos preços realizados mais baixos. Já a performance margin ajustada (métrica própria da Lilly que corresponde à margem bruta menos as despesas com P&D e comerciais) atingiu 54,8% no trimestre, alta de 8,9 p.p. em relação ao 2T25.

Mesmo com o avanço dessas despesas, a companhia entregou um lucro líquido ajustado de US$ 7,5 bilhões, enquanto o lucro por ação ajustado alcançou US$ 8,38 (+33% na comparação anual).

Em relação ao guidance para 2026, a Lilly elevou a faixa de receita para US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões (antes, US$ 82 bilhões a US$ 85 bilhões), a projeção da performance margin para 49,0% a 50,5% e a expectativa de lucro por ação ajustado foi reajustada para US$ 35,50 a US$ 36,50.

No pipeline, a companhia ainda conta com um importante candidato a blockbuster, que pode transformar o mercado de tratamento da obesidade. A Lilly concluiu o pacote de estudos de Fase 3 da retatrutida para obesidade, conjunto de dados necessário para solicitar o registro do medicamento.

Além da expressiva perda de peso, os estudos também demonstraram benefícios no tratamento da apneia obstrutiva do sono e da dor causada pela osteoartrite de joelho. Com isso, a empresa pretende protocolar o pedido de aprovação junto à FDA no primeiro trimestre de 2027.

A companhia também pediu aprovação do Foundayo nos EUA. Na Europa, o Jaypirca (tratamento de leucemia linfocítica crônica) foi aprovado para uso em qualquer linha de tratamento e, nos EUA, o Ebglyss (medicamento para dermatite atópica) passou a poder ser administrado a cada oito semanas como terapia de manutenção.

Eli Lilly (LILY34): Vale a pena comprar ações agora?

Portanto, o trimestre reforçou a força da tese de emagrecimento em escala global e mostrou que a Lilly continua convertendo esse potencial em resultados. O volume de Mounjaro e Zepbound segue acelerando, o Foundayo passa a integrar o portfólio comercial e a retatrutida próximo ao pedido de registro.

Mesmo sendo uma das principais companhias na vanguarda do tratamento da obesidade e apresentando crescimento nas vendas em todas as principais linhas de negócio, a Lilly segue negociada a 27,7x os lucros projetados para os próximos 12 meses, patamar substancialmente inferior à média dos últimos cinco anos, de 37,3x. Esse desconto, aliado à sólida execução operacional e ao potencial do pipeline, sustenta nossa recomendação em Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) nas carteiras internacionais da casa.

O post Eli Lilly (LILY34): Mounjaro e Zepbound impulsionam receita do 2T26; ações valem a pena agora? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Decisão do Copom sobre a Selic e renovação do entusiasmo com a inteligência artificial; confira destaques desta quarta (5)

Os mercados globais operam em tom positivo, sustentados pela expectativa de um acordo provisório para a reabertura do Estreito de Ormuz, pela recuperação das ações de tecnologia e por resultados corporativos favoráveis. Estados Unidos, Irã e Omã estariam próximos de anunciar um entendimento inicial, com duração de 60 dias, para restabelecer a navegação na região, enquanto Donald Trump afirmou que as conversas vêm avançando de forma construtiva.

No campo econômico, os índices de gerentes de compras, conhecidos como PMIs, indicaram uma recuperação mais disseminada na Europa. O setor de serviços da zona do euro voltou a crescer em julho, com o indicador avançando para 51,7 pontos, ao mesmo tempo que o Reino Unido retomou a expansão e a Alemanha se aproximou da estabilidade. Na China, em contrapartida, o PMI de serviços desacelerou para 50,4 pontos, refletindo o enfraquecimento da demanda doméstica.

Nos Estados Unidos, os principais destaques da agenda serão o relatório ADP e os indicadores do setor de serviços, relevantes para calibrar as expectativas em torno do payroll de sexta-feira e dos próximos passos do Federal Reserve. No Brasil, as atenções estarão concentradas na decisão do Copom, que deverá reduzir a Selic em 25 pontos-base, para 14% ao ano. A queda do petróleo e os sinais de desaceleração da atividade reforçam o espaço para o corte, mas o mercado acompanhará sobretudo a comunicação sobre setembro, diante das persistentes incertezas fiscais e eleitorais.

· 00:51 — O corte vem, mas e depois?

No Brasil, o Ibovespa encerrou a terça-feira praticamente estável, com leve queda de 0,06%, aos 177.895 pontos, após alternar entre ganhos e perdas ao longo do pregão. A expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã chegou a impulsionar o índice, mas a queda do petróleo para abaixo de US$ 80 por barril pressionou as ações da Petrobras, que recuaram 1,28%, e limitou o desempenho da bolsa.

Nesta quarta-feira, as atenções se concentram na decisão do Copom, para a qual se espera um corte de 25 pontos-base na Selic, de 14,25% para 14,00% ao ano. A inflação corrente mais benigna e os primeiros sinais de desaceleração da atividade e do mercado de trabalho abrem espaço para a continuidade do ciclo de flexibilização, embora os riscos fiscais, as expectativas de inflação ainda elevadas e as incertezas externas recomendem cautela.

A retração de 1,8% da produção industrial em junho e a queda do petróleo reforçariam o argumento a favor da redução dos juros, mas a piora da percepção fiscal manteve a curva de juros futuros pressionada. Assim, o mercado acompanhará principalmente o tom do comunicado e eventuais indicações sobre a possibilidade de um novo corte em setembro.

· 01:48 — Bom começo de mês

Os mercados americanos mantiveram a trajetória de alta no início de agosto, sustentados por resultados corporativos robustos, pela expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã e pela renovação do entusiasmo em torno da inteligência artificial. O Dow Jones superou, pela primeira vez, a marca de 54 mil pontos, o S&P 500 renovou sua máxima histórica e o Nasdaq avançou 2,6%.

Entre os principais destaques, a Palantir registrou crescimento de 93% na receita e elevou sua projeção para o ano, enquanto a Caterpillar reportou expansão de 48% nas vendas de equipamentos de geração de energia, impulsionadas sobretudo pela demanda dos data centers. Em conjunto, esses números reforçam a percepção de que os investimentos de IA permanecem disseminados e ainda estão distantes do pico.

No mercado de trabalho, os dados apontam para um cenário relativamente equilibrado, mas ainda marcado por baixo dinamismo. O relatório JOLTS mostrou a existência de 7,4 milhões de vagas em junho, enquanto a relação entre postos em aberto e trabalhadores desempregados permaneceu estável em 1,0 pelo quarto mês consecutivo. A demanda por contratações continua moderada, embora as pequenas empresas ainda respondam por uma parcela relevante das oportunidades.

Agora, as atenções se voltam para a divulgação do ADP, do ISM de serviços e do relatório oficial de empregos de julho, que deve indicar a criação de 100 mil vagas e a manutenção da taxa de desemprego em 4,2%. Ainda assim, dirigentes do Federal Reserve continuam alertando para os riscos inflacionários, com Jeff Schmid avaliando que a política monetária talvez ainda não esteja suficientemente restritiva.

· 02:34 — O sétimo

Andy Burnham assumiu o cargo de sétimo primeiro-ministro britânico em dez anos, com uma agenda intervencionista que prevê a construção de moradias sociais, renacionalizações e maior participação do Estado no planejamento industrial. A implementação dessas propostas, contudo, esbarra na limitada margem fiscal do Reino Unido e no risco de uma reação adversa do mercado de títulos, preocupação que já começou a aparecer após as nomeações para o novo gabinete.

Entre elas, destacou-se a escolha de John Healey para o Ministério da Fazenda, interpretada também como um sinal de possíveis aumentos nos gastos com defesa. Os títulos públicos britânicos continuam oferecendo os rendimentos mais elevados entre os países do G7, refletindo um prêmio de risco persistente, enquanto o avanço das despesas sociais reduz o espaço disponível para novas políticas discricionárias.

Ao mesmo tempo, a carga tributária já se encontra no maior nível desde a Segunda Guerra Mundial, deixando Burnham diante de um desafio: financiar uma agenda ambiciosa sem elevar ainda mais os impostos nem comprometer a confiança dos investidores.

· 03:23 — Você conhece a “chipiflação”

O avanço acelerado da inteligência artificial vem provocando uma espécie de “chipflação”, isto é, uma pressão de alta sobre os preços dos semicondutores. Isso ocorre porque os fabricantes passaram a priorizar componentes destinados a data centers e servidores, que oferecem margens mais elevadas, em detrimento daqueles utilizados em computadores, smartphones e eletrodomésticos.

Essa mudança reduz a oferta disponível para o mercado de consumo, encarece os chips e já começa a aparecer tanto nos custos de importação quanto nos índices de inflação dos Estados Unidos. O próprio Federal Reserve reconhece que a expansão da infraestrutura de IA pode manter pressões adicionais sobre os preços dos eletrônicos e da energia, enquanto pesquisas empresariais indicam uma elevação mais intensa dos custos justamente entre os fabricantes mais dependentes desses componentes.

· 04:11 — A diferença chinesa

Apesar da guerra e das projeções que apontavam para o petróleo entre US$ 150 e US$ 200 por barril, o mercado tem tratado a interrupção dos fluxos pelo Estreito de Ormuz como um choque administrável. Parte dessa resiliência decorre dos Estados Unidos, atualmente o maior produtor mundial, que ampliaram a extração e recorreram à Reserva Estratégica de Petróleo para compensar a redução da oferta. Ainda assim, o principal fator de contenção dos preços está na China, maior compradora do petróleo que transita pela região. As importações chinesas recuaram de uma média de 11,6 milhões de barris por dia em 2025 para cerca de sete milhões em junho.

A China conseguiu reduzir sua vulnerabilidade ao combinar reservas superiores a 1,4 bilhão de barris, aumento da produção doméstica, substituição de petróleo e gás por carvão em parte da indústria química, investimentos em hidrogênio verde e ampla adoção de veículos elétricos. Essa capacidade de ajustar o consumo levou analistas a classificarem o país como a “Opep da demanda”. Ao manter as importações em níveis reduzidos e recorrer aos próprios estoques, Pequim pode preservar o ritmo de crescimento e limitar a pressão sobre os preços globais por vários meses. Assim, mesmo diante do conflito, uma crise energética chinesa parece pouco provável.

· 05:08 — SpaceX e a Nova Infraestrutura da Economia Espacial

A SpaceX superou as expectativas em seu primeiro balanço após o IPO, ao registrar receita de US$ 7,8 bilhões no segundo trimestre, alta de 92% na comparação anual e acima dos US$ 6,81 bilhões projetados pelo mercado. Os três segmentos da companhia apresentaram receitas superiores ao consenso. A divisão de Conectividade foi a única a operar com lucro, alcançando receita de US$ 4,29 bilhões e resultado operacional positivo de US$ 1,66 bilhão, impulsionado principalmente pela Starlink.

Já as áreas de Espaço e inteligência artificial registraram prejuízos operacionais de US$ 542 milhões e US$ 1,26 bilhão, respectivamente, embora a perda da divisão de IA tenha ficado significativamente abaixo da estimativa de US$ 2,39 bilhões (o que ajuda a explicar o motivo da queda das ações). Ainda assim, os números reforçam a percepção de que a exploração espacial começa a se consolidar como uma indústria economicamente relevante, apoiada por receitas recorrentes provenientes de conectividade, serviços de lançamento, defesa e infraestrutura digital.

O principal ponto de atenção permanece na intensidade dos investimentos. O Capex, ou investimento em ativos e infraestrutura, alcançou US$ 18,4 bilhões no trimestre, ante US$ 10,1 bilhões no primeiro trimestre e US$ 2,8 bilhões um ano antes. Desse total, aproximadamente US$ 15,8 bilhões foram destinados à expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

Embora esse ritmo pressione a geração de caixa e ajude a explicar a reação negativa das ações após o fechamento, ele também evidencia a escala da infraestrutura que está sendo construída. O desenvolvimento de foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, capacidade computacional e sistemas de comunicação exige volumes elevados de capital e longos prazos de maturação, mas pode reduzir o custo de acesso ao espaço e ampliar o mercado para novas aplicações.

Com um valuation próximo de 40 vezes a receita e superior a 100 vezes o Ebitda ajustado, a empresa ainda depende de uma execução muito precisa. De qualquer forma, o crescimento das receitas sugere que parte dessa transformação já começa a ganhar tração comercial.

A estratégia de longo prazo inclui ampliar a Starlink, avançar no desenvolvimento da Starship, construir infraestrutura de inteligência artificial e ingressar de forma mais ampla no mercado de telefonia móvel, combinando redes de satélites com infraestrutura terrestre. A gestão indicou a possibilidade de alcançar receita recorrente anual de US$ 100 bilhões até o fim de 2026, capacidade de computação de IA de 10 gigawatts até 2027 e, em um cenário bastante ambicioso, vendas de US$ 1 trilhão em 2029.

Embora essas projeções devam ser avaliadas com cautela, elas ilustram o potencial de uma indústria que deixa de depender exclusivamente de contratos governamentais e passa a atuar também em conectividade, computação, mobilidade, defesa e serviços comerciais. Para o setor de exploração espacial como um todo, o balanço reforça uma leitura construtiva: os investimentos continuam elevados e a volatilidade deve permanecer, mas a expansão das receitas e das aplicações econômicas indica que o espaço começa a se transformar em uma plataforma de infraestrutura cada vez mais relevante.

Nesse contexto, o Global X Space Tech ETF (Nasdaq: ORBX | B3: ORBX39) oferece uma forma diversificada de exposição à cadeia espacial, reunindo empresas ligadas a sistemas de lançamento, foguetes reutilizáveis, componentes, softwares, transporte orbital, comunicações por satélite, análise de dados e exploração espacial.

O fundo reúne 37 companhias, possui taxa de administração de 0,50% e mantém exposição predominantemente aos Estados Unidos, combinando empresas mais consolidadas com negócios ainda em fase de expansão. Trata-se de uma tese estruturalmente promissora, mas também intensiva em capital e sujeita a elevada volatilidade, dependência de contratos públicos, riscos tecnológicos e longos períodos de maturação. Por essa razão, enxergamos o ORBX como uma posição temática e complementar dentro de uma carteira diversificada, voltada à captura do crescimento de longo prazo da economia espacial.

O post Ibovespa hoje: Decisão do Copom sobre a Selic e renovação do entusiasmo com a inteligência artificial; confira destaques desta quarta (5) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Início da reunião do Copom e balanço do Itaú (ITUB4) no centro das atenções do mercado; veja mais destaques desta terça (4)

Os mercados globais operam em terreno positivo, sustentados pela recuperação das ações de tecnologia e pelas expectativas em torno da temporada de resultados, embora a incerteza geopolítica permaneça elevada. Donald Trump afirma que as negociações com o Irã estão em andamento e classificou a proposta americana como uma “última chance”. Na agenda econômica, o principal destaque nos Estados Unidos será a divulgação do relatório JOLTS, acompanhada pelos dados da balança comercial e das encomendas à indústria.

No Japão, as atenções permanecem voltadas às políticas fiscal e monetária, após Sanae Takaichi avançar com a proposta de redução do imposto sobre alimentos. A temporada de balanços também ganha intensidade, com os resultados de Caterpillar, McDonald’s, HSBC, BP, AMD e, sobretudo, o primeiro balanço da SpaceX desde sua abertura de capital. No Brasil, o foco estará na produção industrial, no início da reunião do Copom e nos resultados de Itaú, Gerdau e outras companhias após o fechamento.

· 00:57 — O corte que o fiscal ainda limita

No Brasil, o Ibovespa encerrou a segunda-feira praticamente estável, aos 178 mil pontos, em um pregão marcado por forças opostas. A queda dos juros futuros ofereceu algum suporte ao mercado acionário, mas o recuo das principais empresas ligadas a commodities impediu um avanço mais consistente.

As ações da Petrobras caíram 0,85%, acompanhando a baixa do petróleo após a trégua temporária entre Estados Unidos e Irã, enquanto a Vale recuou 2,15%, pressionada pela desvalorização do minério de ferro e pelas dúvidas persistentes em relação à demanda chinesa. Em contrapartida, a valorização dos grandes bancos ajudou a limitar as perdas do índice.

Nesta terça-feira, as atenções se concentram no início da reunião do Copom, na divulgação da produção industrial de junho e no balanço do Itaú Unibanco. A expectativa amplamente majoritária é de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14% ao ano, mas o foco do mercado estará sobretudo na comunicação do Banco Central sobre os próximos passos. A melhora recente da inflação, a desaceleração da atividade e a queda do petróleo abriram espaço para a discussão de uma nova redução da taxa, para 13,75% em setembro, cenário que já passou a ser incorporado pelo Boletim Focus.

Ainda assim, expectativas de inflação acima da meta, riscos fiscais e incertezas eleitorais recomendam cautela. No campo das contas públicas, a Instituição Fiscal Independente estima que o governo poderá ultrapassar a Regra de Ouro em R$ 288 bilhões em 2026, reforçando as preocupações com a qualidade do ajuste e com a trajetória da dívida pública. Em síntese, a deterioração fiscal mantém elevado o prêmio de risco, restringe o espaço para cortes mais profundos de juros e torna os ativos brasileiros mais vulneráveis a qualquer perda adicional de confiança.

· 01:43 — Lucros e indústria reacendem Wall Street

Os mercados americanos iniciaram agosto em forte alta, com o Dow Jones renovando sua máxima histórica, o S&P 500 avançando 1,5% e o Nasdaq registrando ganho de 2,1%. O movimento foi liderado pelas “Magnificent Seven”, que acrescentaram US$ 1,77 trilhão em valor de mercado ao longo de três pregões, enquanto a Amazon superou, pela primeira vez, a marca de US$ 3 trilhões.

O ambiente positivo, contudo, não ficou restrito ao setor de tecnologia. A queda dos preços do petróleo, o recuo dos rendimentos dos títulos públicos e uma temporada de balanços acima das expectativas sustentaram uma valorização mais disseminada entre os setores. O crescimento dos lucros das empresas do S&P 500 caminha entre 35% e 40%, acima das projeções iniciais, acompanhado por aumento dos investimentos, expansão das carteiras de pedidos e maior visibilidade sobre receitas futuras, sobretudo entre as grandes companhias de tecnologia e computação em nuvem.

A melhora também se estendeu à indústria americana. O PMI industrial do ISM avançou para 55,6 pontos em julho, alcançando o maior nível desde maio de 2022 e marcando o sétimo mês consecutivo de expansão. A produção, as novas encomendas e o emprego apresentaram evolução positiva, impulsionados pelos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, pela demanda dos setores aeroespacial e de defesa e pela recomposição dos estoques.

Ainda assim, a trajetória dos custos e da inflação continua exigindo cautela. O cenário também permanece sujeito a riscos, especialmente às tensões no Estreito de Ormuz, à possibilidade de uma nova pressão sobre os preços do petróleo e à divulgação dos próximos dados do mercado de trabalho. John Williams avaliou que a política monetária está bem-posicionada, mas ressaltou que o Federal Reserve poderá agir caso os próximos indicadores não confirmem a continuidade do processo de desinflação.

· 02:39 — Fusão diferenciada

A possível fusão entre AstraZeneca e Bristol Myers Squibb surpreendeu o mercado e foi recebida com cautela pelos investidores, levando as ações da companhia britânica a recuarem cerca de 7%. Caso a operação avance, a empresa resultante poderá alcançar valor de mercado próximo de US$ 400 bilhões e se tornar a quarta maior farmacêutica do mundo.

O movimento causa estranhamento porque a AstraZeneca atravessa uma fase de forte crescimento e elevada capacidade de inovação, enquanto a Bristol Myers enfrenta a perspectiva de desaceleração nos próximos anos, à medida que expiram as patentes de alguns de seus medicamentos mais relevantes.

Ainda assim, a combinação poderia ampliar de forma significativa a presença da AstraZeneca nos Estados Unidos e criar o maior portfólio de medicamentos contra o câncer da indústria. Uma transação dessa dimensão, no entanto, provavelmente seria submetida a uma análise rigorosa por parte das autoridades antitruste.

· 03:28 — Coordenação

Como comentei ontem neste espaço, os Estados Unidos e o Japão realizaram uma rara intervenção coordenada para sustentar o iene, na primeira ação conjunta desse tipo desde 1998. Embora Donald Trump tenha descrito a iniciativa como um gesto de amizade, a participação americana também responde a interesses próprios: reduzir o risco de que o Japão venda parte de suas reservas de Treasuries para financiar novas intervenções, limitar a vantagem competitiva proporcionada por uma moeda excessivamente depreciada e ampliar o poder de negociação de Washington em questões comerciais e estratégicas. A operação contribuiu para a valorização do iene, mas parte dos ganhos já foi devolvida, e o patamar de 155 ienes por dólar surge como um teste importante para avaliar a sustentabilidade do movimento.

Ainda assim, a intervenção tende a oferecer apenas um alívio temporário caso não seja acompanhada por mudanças nos fundamentos da economia japonesa. Uma recuperação mais duradoura da moeda dependerá de maior disciplina fiscal no Japão e de uma normalização monetária mais firme por parte do Banco do Japão, capaz de reduzir o diferencial de juros que alimenta as operações de carry trade.

Taxas mais elevadas no país diminuiriam o incentivo para tomar recursos em ienes e direcioná-los a ativos estrangeiros de maior rendimento. Scott Bessent afirmou que os Estados Unidos poderão voltar a atuar, mas o comportamento recente da moeda reforça uma conclusão conhecida: intervenções cambiais podem ganhar tempo, mas não substituem os ajustes estruturais necessários.

· 04:14 — Reduzindo a distância

A inteligência artificial chinesa vem reduzindo rapidamente a distância que ainda a separa do Vale do Silício, combinando desempenho tecnológico cada vez mais avançado com custos mais competitivos. O Alibaba reforçou esse movimento com o Qwen3.8-Max, seu modelo mais sofisticado até o momento, que parece igualar ou até superar o Claude 3.5 Sonnet, da Anthropic. Na mesma direção, o Kimi K3, da Moonshot AI, apresentou resultados comparáveis aos de soluções americanas mais caras, apesar de ter sido desenvolvido com um orçamento significativamente menor.

Essa sequência de lançamentos mostra que a China já não se limita a oferecer alternativas de baixo custo, mas dispõe de modelos capazes de competir em tarefas de raciocínio, programação e execução de atividades complexas, ampliando a pressão competitiva sobre a OpenAI e outras empresas dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, a disputa tecnológica assume contornos cada vez mais geopolíticos e relacionados à segurança nacional. Autoridades chinesas demonstram preocupação com o possível uso ofensivo do Mythos, da Anthropic, e de outros modelos avançados desenvolvidos nos Estados Unidos, sobretudo em operações cibernéticas.

Esse receio acrescenta uma nova camada de tensão à relação entre Pequim e Washington, especialmente às vésperas de uma possível reunião entre Xi Jinping e Donald Trump. A corrida pela liderança em inteligência artificial, portanto, deixa de ser apenas uma competição empresarial e passa a ocupar uma posição central na rivalidade estratégica entre as duas maiores potências globais.

· 05:06 — Palantir e a Nova Fronteira da Defesa Digital

A Palantir apresentou resultados acima das expectativas, impulsionados pela forte expansão de seu segmento comercial nos Estados Unidos, cujas receitas avançaram 149% na comparação anual. A receita total cresceu 93%, para US$ 1,9 bilhão, enquanto o lucro ajustado alcançou US$ 0,41 por ação.

A companhia vem se consolidando como uma plataforma relevante para integrar dados dispersos, organizar informações e aplicar diferentes modelos de inteligência artificial à resolução de problemas concretos. A aceleração da demanda levou a empresa a projetar uma receita entre US$ 2,16 bilhões e US$ 2,164 bilhões para o próximo trimestre, além de elevar sua estimativa para 2026 para aproximadamente US$ 8,15 bilhões, reforçando a perspectiva de crescimento robusto e progressivamente mais diversificado.

A leitura também permanece construtiva para a indústria de defesa, sobretudo para empresas expostas à digitalização, à análise de dados e à inteligência artificial. As receitas governamentais da Palantir cresceram 90%, evidenciando que a modernização tecnológica das forças armadas e das agências públicas continua ganhando prioridade.

Ao mesmo tempo, o avanço do segmento comercial mostra que tecnologias originalmente desenvolvidas para ambientes de defesa estão encontrando aplicações cada vez mais amplas no setor privado, o que expande o mercado potencial da companhia e reduz sua dependência de contratos públicos. Esse caráter de uso dual tende a sustentar investimentos de longo prazo em software, automação, segurança e inteligência operacional em diferentes elos da cadeia de defesa.

Essa tendência continua criando oportunidades em empresas ligadas aos segmentos de defesa, aeroespacial e segurança nacional. ETFs temáticos, como o Select STOXX Europe Aerospace & Defense (EUAD), o Global X Defense Tech (SHLD) e o First Trust Indxx Aerospace & Defense (MISL), oferecem formas eficientes de capturar esse movimento por meio de uma exposição diversificada a companhias que tendem a se beneficiar do aumento estrutural dos gastos militares.

No mercado brasileiro, alternativas como o BDR do iShares U.S. Aerospace & Defense ETF (BAER39) e o SHLD39 cumprem função semelhante, permitindo acesso simplificado à temática. Ainda assim, como em qualquer tese temática, a disciplina de alocação permanece essencial. Exposições individuais entre 1% e 2,5% da carteira, com limite agregado próximo de 5% para aos temas mais disruptivos e estressados, tendem a oferecer um equilíbrio adequado entre potencial de retorno, diversificação e controle de risco, respeitando tanto o caráter estrutural da tese quanto a volatilidade inerente ao setor.

O post Ibovespa hoje: Início da reunião do Copom e balanço do Itaú (ITUB4) no centro das atenções do mercado; veja mais destaques desta terça (4) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Falta 1 mês para a Copa BTG Trader: Você está preparado para disputar até R$ 1 milhão?

Disputar R$ 1 milhão no mercado financeiro parece algo reservado a poucos investidores. Mas, no próximo mês, a Copa BTG Trader dará a milhares de participantes a chance de transformar esse objetivo em realidade.

Promovida pelo BTG Pactual, com apoio da B3 e da Nelogica, a competição acontece por meio de operações simuladas. Na prática, isso significa que os competidores podem buscar o prêmio milionário sem expor o próprio patrimônio a riscos.

É isso mesmo: você não precisa investir um único centavo para disputar o prêmio milionário. Mas, quando o assunto é competição, confiar apenas na sorte dificilmente é a melhor estratégia.

Na última edição, a Copa BTG Trader reuniu mais de 60 mil participantes. Em outras palavras, é como entrar em campo diante de um estádio lotado de concorrentes em busca do mesmo objetivo. Por isso, chegar preparado pode fazer toda a diferença.

Pensando nisso, a Empiricus Research se antecipou e criou um bootcamp gratuito para quem quer competir em alto nível.

Por trás do bootcamp ‘Trader do Milhão’

O bootcamp “Trader do Milhão” é um treinamento intensivo criado pela Empiricus Research para ajudar você a chegar mais preparado à Copa BTG Trader e aumentar as suas chances de disputar o prêmio de R$ 1 milhão.

O curso reúne aulas práticas, estratégias de mercado e orientações conduzidas por Marlon Scatolin, analista técnico da Empiricus com mais de nove anos de experiência em operações e desenvolvimento de estratégias no mercado financeiro.

A boa notícia é que não importa se você já opera ou está dando os primeiros passos no trading.

Isso porque o treinamento foi desenvolvido para qualquer pessoa que:

  • Deseja conhecer as principais estratégias utilizadas por traders;
  • Quer entender quais ativos serão negociados na competição;
  • Busca acompanhar os movimentos do mercado; e
  • Quer dominar todos os detalhes do regulamento da Copa para avançar pelas fases eliminatórias.

E tem mais: os participantes que chegarem às semifinais e à final contarão com um acompanhamento ainda mais próximo e personalizado.

Lembrando que tudo isso é 100% gratuito e você não precisa tirar um único real do bolso. Agora, você deve se perguntar: como acessar o treinamento gratuito e quanto tempo você tem para se preparar?

Descubra como se inscrever no treinamento

A Copa BTG Trader começa no dia 14 de setembro e a disputa promete ser acirrada.

Na fase classificatória, apenas 30% dos participantes mais bem colocados avançam para a semifinal, com base na soma dos resultados obtidos ao longo da competição, já considerando o descarte do pior dia de desempenho.

Na etapa seguinte, 100 participantes serão premiados, mas somente cinco conquistarão uma vaga na grande final.

Os finalistas se enfrentarão em um evento presencial, dividido em dois tempos de 45 minutos.

Ao fim da disputa, o grande campeão leva para casa o prêmio de R$ 1 milhão, enquanto os demais finalistas recebem premiações de R$ 50 mil, R$ 30 mil, R$ 15 mil e R$ 7,5 mil. Além disso, ao longo da competição, o BTG Pactual também premiará diariamente o melhor trader do dia com R$ 1 mil.

Agora, se você quer chegar à competição mais preparado, confiante e aumentar as suas chances de avançar rumo ao milhão, já pode garantir gratuitamente sua vaga no bootcamp Trader do Milhão.

Basta clicar no botão abaixo e fazer sua inscrição:

QUERO ME PREPARAR PARA A COPA BTG TRADER DE GRAÇA

Certificado de Autorização SPA/MF nº 03.051033/2026. Consulte regras e condições de participação no Regulamento

O post Falta 1 mês para a Copa BTG Trader: Você está preparado para disputar até R$ 1 milhão? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Vinci Shopping Centers (VISC11): fundo imobiliário dá mais um passo na renovação de seu portfólio; vale a pena comprar?

O Vinci Shopping Centers (VISC11) assinou um Memorando de Entendimentos para a potencial venda de participações em nove shopping centers, pelo valor indicativo de aproximadamente R$ 573 milhões — cerca de 10% acima do valor de laudo dos ativos envolvidos e equivalente a R$ 11,4 mil por m²

A transação contempla participações no Prudenshopping, Shopping Granja Vianna, Boulevard Shopping Rio, Center Shopping Rio, Natal Shopping, Shopping Crystal, Shopping Tacaruna, Via Sul Shopping e West Shopping

Shopping Localização Participação Objeto da Transação Participação VISC11 Remanescente 
Prudenshopping Presidente Prudente, SP 15,00% 73,00% 
Shopping Granja Vianna Cotia, SP 15,00% 20,00% 
Boulevard Shopping Rio Rio de Janeiro, RJ 40,00% 0,00% 
Center Shopping Rio Rio de Janeiro, RJ 7,50% 0,00% 
Natal Shopping Natal, RN 20,00% 0,00% 
Shopping Crystal Curitiba, PR 17,50% 0,00% 
Shopping Tacaruna Recife, PE 10,00% 0,00% 
Via Sul Shopping Fortaleza, CE 45,00% 0,00% 
West Shopping Rio de Janeiro, RJ 7,50% 0,00% 

As participações representam aproximadamente 11% do NOI consolidado do fundo. Entre as posições remanescentes, o fundo manterá participações de 73% no Prudenshopping e de 20% no Shopping Granja Vianna. 

A aquisição será realizada por meio de um fundo imobiliário com duas subclasses de cotas, sendo 80% seniores e 20% subordinadas. A oferta das cotas seniores poderá alcançar R$ 464 milhões, com volume mínimo de R$ 100 milhões, enquanto o VISC11 subscreverá a totalidade das cotas subordinadas do veículo. 

Com isso, o VISC11 preservará exposição ao desempenho futuro dos ativos, embora seu recebimento permaneça subordinado à remuneração e à amortização da classe sênior. A TIR nominal alvo das cotas subordinadas é de 17% ao ano, enquanto o excedente mensal ficará retido no veículo durante os três primeiros anos e deverá ser repassado ao VISC11 a partir do quarto ano. 

O fundo comprador terá duração de cinco anos, prorrogável por mais um, período em que os ativos poderão ser vendidos a terceiros. Caso ainda existam empreendimentos no portfólio ao término desse prazo, o VISC11 deverá recomprá-los por um valor suficiente para a amortização integral das cotas seniores, podendo realizar uma nova emissão de cotas pelo valor patrimonial. 

O pagamento será dividido em quatro etapas: 

  • 50% no fechamento da transação; 
  • 20% em até seis meses, corrigidos pelo IPCA durante o período; 
  • 20% em até 12 meses, corrigidos pelo IPCA durante o período; e 
  • 10% em até 60 meses, corrigidos pelo IPCA durante o período. 

Caso a captação do fundo comprador supere o volume-base da oferta, a operação poderá incluir participações no Ilha Plaza Shopping e/ou no Madureira Shopping. As fatias adicionais dependerão do montante efetivamente captado no lote adicional. 

Em termos financeiros, a gestão estima uma geração de caixa líquido de aproximadamente R$ 346 milhões. O ganho de capital bruto deverá alcançar cerca de R$ 60 milhões e, após as despesas relacionadas à quitação antecipada de dívidas dos ativos envolvidos na transação, o ganho líquido é estimado em R$ 35 milhões, equivalente a R$ 1,21 por cota. 

Considerando o NOI dos últimos 12 meses dos ativos envolvidos, a transação apresenta um cap rate estimado de 7,5% – patamar que consideramos adequado para a venda. Além do preço 10% superior ao valor de laudo dos ativos, a gestão aponta para um portfólio remanescente mais produtivo, enquanto a subscrição das cotas subordinadas permite ao VISC11 preservar exposição a uma eventual valorização futura dos ativos alienados. 

Vinci Shopping Centers (VISC11): FII vale a pena após anúncio?

De modo geral, avaliamos o anúncio como positivo para o VISC11. A operação representa um avanço relevante na estratégia de reciclagem sinalizada pela gestão desde o início do ano, ao destravar valor no portfólio e reforçar o caixa do fundo para o cumprimento de suas obrigações financeiras nos próximos anos. 

Além do MoU de venda, o VISC11 concluiu a conversão de sua exposição ao Midway Mall, em Natal (RN). O fundo transformou o CRI do qual era credor em participação adicional no empreendimento, elevando sua fatia de 0,95% para 12,43%.  

Considerando os investimentos realizados e as obrigações futuras assumidas, o desembolso total para a aquisição da participação soma R$ 200 milhões. Desse montante, R$ 99,8 milhões serão pagos em quatro parcelas anuais de aproximadamente R$ 25 milhões, corrigidas pelo IPCA. A gestão estima um cap rate de 9,2% sobre o orçamento de 2026, considerando as parcelas trazidas a valor presente.  

O Midway Mall é um dos principais shopping centers de Natal, com cerca de 300 lojas e posição de destaque no mercado regional. Ao final do primeiro semestre de 2026, o empreendimento registrava crescimento de 13% no NOI caixa em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a atratividade operacional do ativo e seu potencial de geração de valor. 

Em nossa visão, a conclusão da transação também é positiva para a tese ao ampliar a exposição do fundo a um ativo relevante, com desempenho operacional consistente, e aquisição realizada a um cap rate atrativo de 9,2%.  

Dessa forma, as cotas do VISC11 permanecem entre as recomendações da Empiricus. 

O post Vinci Shopping Centers (VISC11): fundo imobiliário dá mais um passo na renovação de seu portfólio; vale a pena comprar? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Como aumentar suas chances de disputar o prêmio de R$ 1 milhão da Copa BTG Trader? Bootcamp gratuito ajuda investidores a chegarem mais preparados

O que você faria com R$ 1 milhão? Para muitos brasileiros, o valor representa anos de trabalho, investimentos e planejamento financeiro. Mas uma competição de trading promete pagar exatamente essa quantia a um único vencedor.

O mais curioso é que os participantes não precisam colocar dinheiro real em risco durante a disputa. A Copa BTG Trader acontece em ambiente simulado, permitindo que traders testem suas habilidades e concorram ao prêmio milionário sem utilizar o próprio patrimônio.

Assim, para quem deseja chegar mais preparado à disputa, a Empiricus abriu inscrições para o Bootcamp Trader do Milhão, um treinamento gratuito voltado a investidores que pretendem participar da próxima Copa BTG Trader.

Como funciona a Copa BTG Trader?

A Copa BTG Trader está em sua segunda edição. Neste ano, a disputa contará com quatro etapas, três delas online e a grande final presencial que reunirá os cinco melhores participantes:

  • Fase classificatória (14 a 24 de setembro): avançam para a semifinal apenas os 30% mais bem colocados
  • Repescagem (28 a 30 de setembro): na última chance de continuar na disputa, passarão apenas os 5% mais bem colocados;
  • Semifinais (13 a 16 de outubro): na pré-final, serão 95 premiados, mas apenas 5 traders disputarão a grande final;
  • A Grande Final (29 de outubro): os 5 finalistas se enfrentam presencialmente, disputando em dois tempos de 45 minutos.

Em todas as etapas anteriores à final, será considerada a soma dos resultados acumulados, excluindo o pior dia de desempenho de cada participante.

Entre as novidades para essa edição, o participante poderá escolher entre 4 times para integrar e seguir durante a competição:
  • Tendência: para quem busca identificar a direção do mercado e operar grandes movimentos;
  • Automação: para aqueles quepreferem operar com método, dados, e apoio da tecnologia;
  • Fluxo: uma equipe que gosta de acompanhar o mercado em tempo real e interpretar a força por trás dos movimentos;
  • Contra Tendência: o grupo que procura oportunidades em reversões, e pontos de virada do mercado.

O vencedor receberá um prêmio de R$ 1 milhão. Os outros 4 finalistas serão premiados com valores de R$ 50 mil, R$ 30 mil, R$ 15 mil e R$7,5 mil de acordo com a posição no ranking.

Além disso, os 95 primeiros colocados nas semifinais também poderão receber premiações em dinheiro a partir de R$ 1 mil.

Mais do que uma disputa por prêmios, a Copa BTG Trader representa um desafio para investidores que desejam testar suas habilidades em um ambiente competitivo e simulado.

Para ter mais chances de avançar na Copa BTG Trader, os participantes precisarão conhecer as principais estratégias de trading, entender sobre gestão de risco e, principalmente, controlar a inteligência emocional.

Nesse sentido, pensando nessa preparação, a Empiricus está oferecendo gratuitamente o Bootcamp Trader do Milhão, treinamento gratuito criado para ajudar investidores que desejam participar da Copa BTG Trader.

Bootcamp Trader do Milhão: como se preparar para disputar até R$ 1 milhão

O Bootcamp Trader do Milhão será ministrado pelo analista técnico da Empiricus Marlon Scatolin. Além de preparar tecnicamente os competidores para a disputa, um dos objetivos do bootcamp é aumentar as chances dos traders de conseguirem pelo menos um dos prêmios de R$ 1 mil, que serão distrbuídos em uma das fases da competição.

Portanto, durante o treinamento os investidores vão ter acesso à:

  • Conteúdos com os especialistas em análise técnica da Empiricus;
  • Explicação do regulamento da Copa e dos ativos operados;
  • Atualizações do mercado;
  • Estratégias para avançar nas primeiras etapas da competição
  • Preleção para as semifinais;
  • Suporte individual em caso de classificação para a grande final.

Os investidores interessados podem aproveitar gratuitamente os conteúdos do Bootcamp Trader do Milhão para conhecer melhor o funcionamento da competição e se preparar para disputar uma premiação que pode chegar a R$ 1 milhão.

Para garantir a sua vaga no preparatório gratuito, clique no link abaixo e siga as instruções na tela:

QUERO PARTICIPAR DO BOOTCAMP TRADER DO MILHÃO 100% GRATUITO

Certificado de Autorização SPA/MF nº 03.051033/2026. Consulte regras e condições de participação no Regulamento.

O post Como aumentar suas chances de disputar o prêmio de R$ 1 milhão da Copa BTG Trader? Bootcamp gratuito ajuda investidores a chegarem mais preparados apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Alívio no cenário geopolítico em semana de Copom e primeiro balanço da SpaceX (SPCX34); veja destaques desta segunda (3)

Os mercados globais iniciaram a semana em tom de alívio, sustentados pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Donald Trump afirmou ter suspendido uma nova ofensiva militar após pedidos de aliados do Golfo e indicou que as conversas poderiam avançar em torno da reabertura do Estreito de Ormuz e da limitação do programa nuclear iraniano. Teerã, contudo, negou a existência de negociações diretas e imediatas com Washington, informando que mantém apenas tratativas com Omã para a definição de uma nova rota de navegação.

A possibilidade de uma solução diplomática reduziu, ao menos temporariamente, o risco de uma nova escalada e pressionou os preços do petróleo, embora os incidentes marítimos registrados na região mantenham o cenário cercado de incertezas. A Opep+ também contribuiu para a queda das cotações ao confirmar um aumento de aproximadamente 188 mil barris por dia na produção a partir de setembro, concluindo a reversão dos cortes voluntários iniciados em 2023.

Outro destaque foi a confirmação de uma intervenção cambial coordenada entre Estados Unidos e Japão para sustentar o iene, a primeira operação conjunta desse tipo em 15 anos. A participação americana ampliou a credibilidade da medida e provocou uma valorização relevante da moeda japonesa, embora parte desse movimento tenha sido devolvida ao longo do pregão.

· 00:53 — Questões internas

No Brasil, com o alívio momentâneo das tensões geopolíticas, as atenções se voltam para uma agenda doméstica intensa, liderada pela decisão do Copom na quarta-feira. O mercado atribui probabilidade integral a um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14% ao ano, mas permanece dividido quanto aos passos seguintes: parte dos investidores espera uma pausa, enquanto outra parcela ainda considera possível uma nova redução em setembro, que levaria a taxa básica para 13,75%.

A desaceleração da inflação, o IPCA-15 próximo de zero e os sinais de arrefecimento da atividade econômica reforçam a perspectiva de flexibilização monetária. Ainda assim, o quadro fiscal, o ambiente eleitoral e os riscos externos continuam limitando o espaço para um ciclo de cortes mais acelerado. Na última semana, o Ibovespa avançou 2,27% e encerrou a sexta-feira aos 177.999 pontos, enquanto o dólar fechou cotado a R$ 5,06 e acumulou queda de 1,81% no mês.

A temporada de balanços também ganha força, com Itaú Unibanco, Bradesco e Petrobras entre os principais destaques e uma ampla concentração de divulgações entre terça e quinta-feira. Paralelamente, a trajetória da dívida pública voltou ao centro das preocupações. A dívida bruta alcançou 81,9% do PIB em junho, o maior nível em mais de cinco anos, enquanto o custo médio da Dívida Pública Federal subiu para 12,68% ao ano.

O setor público também registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões, resultado pior que o esperado e pressionado principalmente pelo desempenho dos governos regionais. A combinação entre juros elevados, incerteza fiscal e aumento do prêmio de risco encarece o financiamento do governo e tende a exigir revisões mais negativas para a trajetória da dívida ao final de 2026.

· 01:49 — Agenda dominada

Nos Estados Unidos, a agenda da semana será dominada pelos dados do mercado de trabalho, que poderão ajudar a calibrar as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve. O relatório oficial de empregos de julho, previsto para sexta-feira, deve mostrar a criação de 88 mil vagas, ante 57 mil em junho, com a taxa de desemprego permanecendo estável em 4,2%.

Antes disso, os investidores acompanharão o PMI industrial do ISM, o relatório JOLTS sobre vagas em aberto, a pesquisa ADP, o índice de serviços do ISM, a pesquisa do Fed sobre as condições de crédito e o levantamento de expectativas do consumidor conduzido pelo Fed de Nova York. Esses indicadores serão analisados à luz da reunião de julho do FOMC, interpretada pelo mercado como relativamente favorável a uma política monetária mais flexível, apesar dos votos de Lorie Logan, Beth Hammack e Neel Kashkari por uma elevação de 0,25 ponto percentual nos juros. A inflação vem apresentando sinais mais benignos, com menor pressão decorrente das tarifas e desaceleração dos custos de moradia, enquanto o mercado de trabalho permanece pouco aquecido.

A temporada de balanços seguirá como outro importante vetor para os mercados, sobretudo pela busca de evidências de que os elevados investimentos em inteligência artificial estão, de fato, se convertendo em crescimento de receitas, preservação de margens e geração de caixa. Entre os principais destaques da semana estão o primeiro balanço da SpaceX após sua abertura de capital, além dos resultados de Palantir, AMD, Disney, Uber, Eli Lilly, Airbnb e ConocoPhillips.

Após as entregas positivas de Microsoft e Amazon, que reforçaram a percepção de que a demanda por serviços de nuvem e inteligência artificial ainda supera a capacidade disponível, os investidores acompanharão com atenção os planos de investimento das empresas de semicondutores e tecnologia, o desempenho do consumo e a evolução dos gastos empresariais fora do universo de IA, que voltaram a ganhar força no segundo trimestre.

· 02:32 — Lucros fortes, mas mercado mais seletivo

A temporada de resultados do segundo trimestre nos Estados Unidos vem apresentando um desempenho amplamente positivo. Até 31 de julho, 61% das empresas do S&P 500 já haviam divulgado seus números, com 86% superando as estimativas de lucro por ação e 77% registrando receitas acima do consenso. O crescimento combinado dos lucros alcançou 47,4% na comparação anual, enquanto as receitas avançaram 14,1%.

Ainda assim, os dados agregados foram influenciados por ganhos extraordinários registrados por Alphabet e Amazon, relacionados a participações em empresas de inteligência artificial. Excluindo essas duas companhias, o crescimento dos lucros recuaria para 28,8%, permanecendo, contudo, em patamar robusto. A força da temporada também se mostra disseminada, já que dez dos onze setores apresentam expansão dos resultados, com destaque para energia, serviços de comunicação, consumo discricionário, tecnologia e materiais.

Entre as grandes companhias de tecnologia, o mercado passou a avaliar com maior rigor a capacidade de converter os elevados investimentos em inteligência artificial em crescimento de receita, preservação de margens e geração de caixa. Microsoft e Amazon apresentaram as entregas mais convincentes até aqui, sustentadas pela forte expansão de Azure e AWS, por uma demanda ainda superior à capacidade disponível e por boa visibilidade contratual.

A Meta manteve um crescimento robusto em publicidade, mas a forte elevação dos investimentos pressionou o fluxo de caixa livre. A Apple, por sua vez, demonstrou resiliência no consumo de tecnologia, com avanços expressivos nas receitas de iPhone, Mac e serviços. O setor financeiro também apresentou resultados favoráveis, com os grandes bancos superando as projeções, recuperação das receitas de negociação de ativos e de banco de investimento, melhora sequencial da margem financeira e qualidade de crédito ainda saudável.

A mensagem geral permanece construtiva, embora a temporada também reforce o aumento da seletividade do mercado. O consenso projeta crescimento dos lucros de 27,4% no terceiro trimestre, de 25,2% no quarto e de 29,1% no conjunto de 2026, enquanto o S&P 500 negocia a aproximadamente 19,6 vezes os lucros esperados para os próximos 12 meses. O índice não parece excessivamente caro diante da expansão projetada, mas oferece pouca margem para frustrações, revisões negativas de projeções ou investimentos que não apresentem retorno claro. Para o investidor, o ponto central deixa de ser apenas a exposição à inteligência artificial e passa a ser a capacidade de cada companhia de transformar essa tecnologia em crescimento recorrente, margens sustentáveis e geração consistente de caixa.

· 03:25 — Primeiro balanço

A SpaceX divulga nesta terça-feira seu primeiro balanço desde a abertura de capital, em um momento marcado por elevada incerteza em torno das projeções e por um potencial significativo de volatilidade para as ações. Avaliada em aproximadamente US$ 1,4 trilhão, a companhia atua em três grandes frentes de negócios: lançamentos espaciais, conectividade por meio da Starlink e inteligência artificial. Estima-se receita trimestral de US$ 6,9 bilhões e EBITDA, medida de geração operacional de resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização, de US$ 2,1 bilhões.

Ainda assim, as atenções deverão se concentrar especialmente na divisão de IA, que registrou receita de US$ 818 milhões, prejuízo operacional de US$ 2,5 bilhões e investimentos de US$ 7,7 bilhões no primeiro trimestre. Além do desempenho da Starlink e dos avanços no desenvolvimento do Starship, os investidores buscarão informações sobre os contratos de data centers com Anthropic e Google, as perspectivas da área de inteligência artificial para 2026 e 2027 e os planos de testar satélites em órbita.

Paralelamente, voltaram a ganhar força as especulações sobre uma possível aquisição da Tesla pela SpaceX, após o Wall Street Journal informar que executivos da montadora teriam sido orientados a preparar a separação de suas operações na China, embora Elon Musk tenha negado a notícia. Uma eventual combinação poderia reunir os diferentes negócios do empresário em uma única companhia de capital aberto, mas enfrentaria obstáculos relevantes, sobretudo em razão da exposição da SpaceX ao governo americano e da expressiva presença industrial e comercial da Tesla no mercado chinês.

O momento também seria importante do ponto de vista financeiro, uma vez que os primeiros períodos de restrição à venda das ações da SpaceX começam a expirar logo após a divulgação do balanço, ampliando a oferta potencial de papéis no mercado. Caso uma transação por meio de troca de ações esteja efetivamente em análise, realizá-la antes de uma eventual pressão vendedora sobre os papéis poderia ser mais favorável para a companhia.

· 04:11 — Mão amiga

Estados Unidos e Japão realizaram sua primeira ação coordenada em 15 anos para sustentar o iene, que havia recuado ao menor nível em quatro décadas frente ao dólar. A operação envolveu a compra da moeda japonesa pelo Tesouro americano, executada pelo Federal Reserve, e também contou com sinais de coordenação por parte da Coreia do Sul. O movimento contribuiu para a valorização do iene e foi apresentado por Donald Trump como um gesto de amizade.

Ainda assim, Washington também tinha interesses próprios na iniciativa, entre eles reduzir o risco de que o Japão precisasse vender títulos do Tesouro americano para financiar uma intervenção cambial e amenizar as críticas ao ganho de competitividade dos exportadores japoneses proporcionado por uma moeda excessivamente depreciada.

Para o governo de Sanae Takaichi, a intervenção ocorre em um momento político e econômico delicado, já que um iene mais forte pode ajudar a aliviar o custo de vida e reduzir a pressão sobre seus planos fiscais. Em contrapartida, os Estados Unidos podem buscar maior alinhamento do Japão em temas como defesa, investimentos e política externa.

Ainda assim, a ação cambial tende a produzir apenas um alívio temporário caso não seja acompanhada por medidas mais estruturais. Por isso, as atenções agora se voltam para o Banco do Japão e para a possibilidade de uma elevação dos juros em setembro, sobretudo se esse movimento ocorrer de forma coordenada com o Federal Reserve.

· 05:06 — Eli Lilly e a Próxima Fronteira dos GLP-1

A Eli Lilly permanece no centro de uma das teses mais relevantes da indústria farmacêutica: a expansão dos medicamentos da classe GLP-1. Atualmente associados sobretudo ao tratamento de diabetes e obesidade, esses produtos podem ampliar de forma significativa seu mercado potencial à medida que novas indicações terapêuticas sejam incorporadas, incluindo apneia do sono, doenças cardiovasculares, doença hepática gordurosa, dependência de substâncias e até Parkinson.

A combinação entre demanda crescente, capacidade produtiva ainda limitada e elevado poder de precificação cria uma dinâmica semelhante à observada no segmento de inteligência artificial, com potencial para sustentar taxas robustas de crescimento por vários anos.

A companhia já ocupa uma posição dominante, com cerca de 60% do mercado de medicamentos injetáveis, e vem ampliando rapidamente sua capacidade de geração de receitas e lucros. Para este ano, a expectativa é de faturamento próximo de US$ 31 bilhões, o que representaria crescimento de 36%, enquanto as projeções indicam que esse montante poderá dobrar até 2030.

Segundo algumas estimativas o mercado global de GLP-1 para diabetes e obesidade pode alcançar US$ 190 bilhões em 2035, impulsionado pelo aumento da penetração entre pacientes, pela ampliação da cobertura oferecida pelos planos de saúde e pela inclusão gradual desses tratamentos em programas públicos, como o Medicare.

Embora a concorrência deva se intensificar, especialmente com o avanço de medicamentos em comprimidos desenvolvidos por rivais como a Novo Nordisk, esse novo formato tende a contribuir para a expansão do mercado, e não necessariamente para a substituição dos tratamentos injetáveis. Para a Eli Lilly, o cenário combina liderança comercial, crescimento acelerado, ampliação das indicações terapêuticas e exposição a um mercado ainda pouco penetrado. Essa combinação sustenta uma visão construtiva para as ações LLY e, em especial, para o BDR LILY34, que oferece ao investidor brasileiro acesso a uma companhia bem posicionada para participar de uma das transformações estruturais mais importantes da indústria farmacêutica global.

O post Ibovespa hoje: Alívio no cenário geopolítico em semana de Copom e primeiro balanço da SpaceX (SPCX34); veja destaques desta segunda (3) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Juros nas alturas? Donald Trump e Kevin Warsh podem mexer com o seu bolso em 2026; veja o que está em jogo no Empiricus Podca$t

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, está “sob nova direção”: em sua presidência, agora está Kevin Warsh, indicado por Donald Trump. Quando o nome de Warsh foi anunciado, o mercado se perguntou: será que seu mandato estaria ali para obedecer às ordens de Trump – que gosta de juros baixos?

De qualquer forma, a primeira reunião do “novo Fed” trouxe discurso endurecido e o fim do famoso forward guidance, surpreendendo alguns e fazendo com que parte do mercado (incluindo membros do Fed) já começasse a precificar alta nos juros americanos ainda este ano.

Por mais que possa parecer uma realidade mais distante para alguns, tudo isso pode impactar o bolso do investidor brasileiro também. A taxa básica de juros norte-americana é a referência global de taxa livre de risco: ou seja, serve como “ponto de partida” para precificar praticamente qualquer outro investimento no mundo.

O Empiricus Podca$t deste sábado (11) está no ar com Laís Costa e Matheus Spiess, analistas da casa, para discutir o assunto e explicar o que um investidor brasileiro pode esperar deste cenário a partir de agora. Confira:

Postura hawkish de Warsh: combate à inflação ou apenas ‘compra de credibilidade’?

Laís Costa comenta que o tom mais hawkish do “novo” Fed pode ser uma forma de “comprar” credibilidade, considerando que Warsh estava sob escrutínio por ser um indicado de Trump, que tem um histórico de buscar exercer sua influência sobre instituições.

O líder da Casa Branca, por sua vez, proferia ataques incessantes ao antecessor de Warsh, Jerome Powell, demandando cortes nos juros enquanto este conduzia um período de manutenção nas taxas.

“Ele [Warsh] entra com essa dívida de credibilidade a ser paga ao mercado”, afirma Laís.

Já Matheus Spiess completa que “seja como for, ele não tem outra escolha a não ser soar hawkish” porque, para buscar juros mais baixos, é necessário conduzir a política monetária da forma como o momento econômico pedir.

“Se você coloca alguém que pode ser mais leniente com a inflação, você compromete a eficácia da política monetária. Você quer alguém que corte juros? Então precisa colocar alguém que esteja disposto a combater a inflação custe o que custar”, afirma.

Retirada do forward guidance: mercado perdeu uma bússola?

Um dos pontos que mais chamou a atenção do mercado na última reunião do Fed foi a retirada do forward guidance – diretrizes deixadas pelo órgão que indicavam a direção de suas próximas decisões.

Para muitos, há o questionamento de que o mercado pode ter perdido uma “bússola” que imprimia maior senso de previsibilidade, ajudando na ancoragem de expectativas para os juros futuros.

Para Laís Costa, as consequências dessa decisão ainda são incertas. “É um pouco cedo, vamos ter que acompanhar para entender se adicionaremos um prêmio adicional na curva de juros, por conta de falta de informação ou previsibilidade”, afirma.

Já na visão de Matheus Spiess, eventualmente, a decisão pode ser positiva.

“O excesso de informação tem feito com que o mercado deixe de se apegar à economia real e aos dados em si. Isso aumenta a volatilidade relativa, gera uma artificialidade adicional ao preço dos ativos”, afirma. “Talvez esse seja o caminho que ele [Warsh] esteja tentando abordar nessa supressão de comunicação”.

O que o investidor brasileiro ‘tem a ver’ com tudo isso? Assista ao episódio de hoje para conferir

“A taxa americana é referência mundial de taxa livre de risco. Acaba balizando os juros ao redor do mundo, e dialoga com a nossa realidade. Corte de juros ‘lá’ dá margem para cortes de juros aqui. E o contrário também”, afirma Spiess.

Considerando que todas as economias globais olham para os Estados Unidos, o analista comenta que a mudança de comunicação do Federal Reserve muda a realidade não só do investidor americano, mas do brasileiro também. “Falar de juros americanos e Kevin Warsh parece distante, mas não é. É bem próximo”, conclui.

Para conferir a conversa na íntegra, e entender o que está em jogo para a sua carteira de investimentos, assista ao episódio a partir de agora:

O post Juros nas alturas? Donald Trump e Kevin Warsh podem mexer com o seu bolso em 2026; veja o que está em jogo no Empiricus Podca$t apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Direcional (DIRR3): consistência é destaque em prévia operacional do 2T26; ações valem a pena agora?

Na noite da quarta-feira (8), a Direcional (DIRR3) divulgou a prévia operacional do 2º trimestre de 2026 (2T26), mantendo a consistência observada nos últimos trimestres. Os números vieram próximos das nossas projeções, com destaque para a geração de caixa e para a manutenção de uma VSO saudável, apesar de um trimestre marcado por fatores pontuais que impactaram a conversão de vendas. 

No período, a Direcional lançou R$ 2,1 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), sendo R$ 1,6 bilhão na participação da companhia, avanço de 8% em relação ao 2T25 e mais que o dobro do registrado no 1T26. O mix permaneceu concentrado na marca Direcional (62%), enquanto a Riva respondeu por 38% dos lançamentos.

Vale destacar também a contribuição dos dois primeiros projetos desenvolvidos em parceria com a Moura Dubeux (MDNE3), localizados em Fortaleza e Natal, reforçando o avanço da estratégia de expansão no Nordeste. 

As vendas líquidas totalizaram R$ 1,7 bilhão no trimestre (R$ 1,4 bilhão na % Companhia), praticamente estáveis em relação ao 2T25 (-1%) e 5% superiores ao 1T26. Apesar de ligeiramente abaixo das estimativas do mercado, o desempenho permaneceu sólido diante do maior volume de distratos observado em algumas praças e da desaceleração das conversões nas últimas semanas do trimestre, coincidindo com o período da Copa do Mundo, segundo a administração.

A velocidade de vendas (VSO) encerrou o trimestre em 23%, com 24% na Direcional e 21% na Riva, patamar ainda elevado para o setor. 

Na frente financeira, a companhia reportou geração de caixa contábil de R$ 130 milhões. Desconsiderando os efeitos extraordinários relacionados à cessão de recebíveis, às operações societárias e às alterações operacionais da Caixa Econômica Federal nos repasses, a geração de caixa operacional foi de R$ 80 milhões. 

Direcional (DIRR3): vale a pena comprar ações pós-resultados do 2T26?

De forma geral, seguimos vendo a Direcional (DIRR3) bem-posicionada para capturar a demanda do segmento econômico, sustentada por disciplina operacional, crescimento consistente e fundamentos sólidos. 

As ações das incorporadoras registraram queda relevante nos últimos pregões, interrompendo o forte desempenho relativo observado nos dois meses anteriores. Nossa leitura é que o movimento recente reflete, em grande parte, uma combinação de realização de lucros após a forte valorização recente e de prévias operacionais com leitura mais mista, mais do que uma mudança estrutural na tese das incorporadoras voltadas ao segmento econômico. 

O ambiente segue exigindo seletividade, especialmente diante de múltiplos que já haviam se expandido em algumas companhias. Nesse contexto, seguimos vendo a Direcional (DIRR3) como uma das alternativas mais interessantes do setor. Negociando próxima de 6 vezes o lucro estimado para 2027, DIRR3 permanece entre as principais recomendações da Empiricus

O post Direcional (DIRR3): consistência é destaque em prévia operacional do 2T26; ações valem a pena agora? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: IPCA de junho, juros globais, Oriente Médio e inteligência artificial (IA) no centro das atenções; veja destaques desta sexta (10)

Os mercados globais operam de forma mista na manhã desta sexta-feira, em um ambiente de menor aversão ao risco, após os investidores reduzirem parte do prêmio de guerra acumulado nos últimos dias. Embora a situação no Oriente Médio permaneça frágil, ganhou força a percepção de que a nova escalada entre Estados Unidos e Irã tende a ser temporária e não deve impedir a retomada das negociações, especialmente após relatos de que Teerã voltou a procurar Washington e de que Catar e Paquistão atuam como mediadores.

Esse movimento levou o petróleo a devolver parte dos ganhos, refletindo a avaliação de que um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz continua sendo um cenário menos provável, apesar das restrições ainda presentes na rota e dos riscos para a recomposição dos estoques globais de energia.

No setor de tecnologia, o principal destaque é a estreia da SK Hynix nos Estados Unidos, em uma oferta de US$ 26,5 bilhões, a maior já realizada por uma empresa estrangeira no mercado americano, reforçando o interesse dos investidores por semicondutores e inteligência artificial. No Brasil, o IPCA de junho trouxe uma surpresa baixista, reforçando a percepção de desaceleração da inflação e ampliando, ainda que de forma cautelosa, o espaço para novos cortes da Selic nos próximos meses.

Na agenda macro internacional, a inflação desacelerou na França e veio em linha com as expectativas na Alemanha, enquanto, no Japão, os preços ao produtor aceleraram, fortalecendo os argumentos favoráveis a novos aumentos de juros pelo Banco do Japão. Nesse ambiente, os mercados encerram a semana divididos entre a expectativa de avanços diplomáticos no Oriente Médio, a resiliência da tese de inteligência artificial e a reavaliação dos riscos para inflação, energia e política monetária.

· 00:52 — Inflação surpreendendo

Por aqui, o Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 1,22%, aos 172.742 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas e acompanhando a recuperação dos ativos de risco no exterior. Apesar da permanência das tensões no Oriente Médio, os investidores aproveitaram o pregão para corrigir parte dos excessos recentes, favorecendo ações de setores ligados à economia doméstica, especialmente diante do recuo dos juros futuros.

Nesta manhã, a atenção se voltou para o IPCA de junho, que surpreendeu positivamente ao avançar apenas 0,16% no mês, abaixo da expectativa de 0,31%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,64% (desacelerando frente ao mês passado, apesar de ainda estar acima do teto da meta do Banco Central). O resultado reforçou os sinais de perda de fôlego da economia e ampliou a percepção de espaço para um novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto, levando a taxa básica para 14% ao ano.

Ainda assim, os riscos fiscais, eleitorais e geopolíticos continuam limitando uma revisão mais ampla das expectativas ao longo dos próximos meses. Em paralelo, o governo manteve uma postura cautelosa em relação à retirada dos subsídios aos combustíveis, prorrogou por 60 dias a alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo e segue avaliando medidas para reduzir a dependência da gasolina, enquanto o mercado aguarda a conclusão da investigação do USTR sobre a possível imposição de tarifas ao Brasil.

· 01:48 — Desenhando os próximos passos

John Williams, presidente do Fed de Nova York, avaliou que o novo choque energético tende a ser temporário e destacou a demanda associada à inteligência artificial como uma fonte potencialmente mais relevante de pressão inflacionária no médio prazo. Já nesta semana, a ata do Fed reforçou a preocupação dos dirigentes com a persistência da inflação e manteve no radar a possibilidade de uma nova alta de juros nos próximos meses, especialmente diante das pressões vindas dos preços de energia.

Em paralelo, Kevin Warsh anunciou a composição de cinco forças-tarefa destinadas a revisar áreas centrais da atuação do banco central: comunicação, gestão do balanço patrimonial, dados econômicos, produtividade e emprego, e estrutura da política de inflação.

Entre os nomes escolhidos, destaca-se o brasileiro Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil, que foi convidado para liderar a revisão da comunicação do Fed ao lado de Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra, e Peter R. Fisher, professor da Universidade de Washington. A presença de Fraga em um dos grupos mais estratégicos reforça o reconhecimento internacional de sua experiência em política monetária e gestão de crises.

As forças-tarefa atuarão de forma independente do FOMC, com apoio técnico do Fed, e deverão apresentar recomendações até o fim do ano. A iniciativa faz parte do esforço de Warsh para modernizar a comunicação com o mercado, aprimorar a coleta de dados, revisar a abordagem sobre inflação e reavaliar a gestão de um balanço de aproximadamente US$ 7 trilhões.

· 02:34 — Chegou aos Estados Unidos

A SK Hynix estreia hoje na Nasdaq por meio de suas ADRs como uma das principais protagonistas do mais recente ciclo de expansão da inteligência artificial, ampliando o acesso dos investidores americanos à segunda empresa mais valiosa da Coreia do Sul. A companhia é líder na produção de chips de memória de alta largura de banda, componentes essenciais para as GPUs da Nvidia e para a operação de data centers voltados à IA, além de atuar nos segmentos de DRAM e NAND flash.

A oferta, estimada em cerca de US$ 24,5 bilhões, registrou demanda mais de sete vezes superior ao volume disponível, refletindo o forte interesse dos investidores por uma empresa cujas ações acumularam valorização expressiva e cujos lucros quase quintuplicaram no primeiro trimestre de 2026. A listagem também pode contribuir para reduzir o desconto tradicionalmente atribuído às empresas negociadas na Bolsa da Coreia, aproximando sua avaliação dos múltiplos observados entre concorrentes americanos.

Os recursos captados devem ampliar a capacidade da SK Hynix de expandir sua produção e atender à demanda crescente por memórias avançadas, com investimentos previstos tanto na Coreia do Sul quanto nos Estados Unidos, incluindo a construção de uma nova fábrica em Indiana. Embora o setor seja historicamente cíclico e a expansão da capacidade produtiva leve anos para se materializar, analistas esperam que a escassez de chips de memória persista ao menos até 2027.

Nesse contexto, o desempenho da companhia tende a funcionar como um importante termômetro do próprio ciclo de expansão da IA e do apetite dos investidores por grandes ofertas de tecnologia, além de ajudar a calibrar as expectativas em torno de futuras aberturas de capital, como as de Anthropic e OpenAI.

· 03:21 — De volta aos holofotes

A guerra na Ucrânia e a nova escalada entre Estados Unidos e Irã voltaram a pressionar os mercados de energia, com ataques cada vez mais concentrados em infraestruturas estratégicas. Enquanto drones ucranianos atingem refinarias russas, as novas ofensivas americanas contra o Irã provocaram retaliações contra aliados dos Estados Unidos no Golfo e renovaram as preocupações com a segurança do Estreito de Ormuz.

Ao mesmo tempo, Donald Trump ampliou o apoio à Ucrânia ao autorizar a produção local de interceptadores Patriot, embora a elevada complexidade tecnológica e os gargalos nas cadeias de suprimentos indiquem que os efeitos práticos dessa medida devem levar anos para se materializar. A cúpula da OTAN também resultou na promessa de € 70 bilhões (cerca de US$ 80 bilhões) em ajuda militar a Kiev.

Nesse contexto, os drones consolidam-se como uma das principais tecnologias da guerra moderna. Mais baratos e flexíveis do que os mísseis de cruzeiro, os modelos kamikaze podem permanecer em voo por longos períodos, operar em grande escala e atingir alvos móveis ou ocultos, além de sobrecarregar os sistemas de defesa adversários. É um novo formato de guerra que subverte a lógica de superioridade militar.

A importância crescente dessa tecnologia levou a OTAN a lançar a iniciativa Drone Edge, que prevê investimentos superiores a US$ 40 bilhões em capacidades de defesa antidrones ao longo dos próximos cinco anos, além do objetivo de multiplicar por cinco o número de operadores até 2027. A tendência é que a próxima etapa dessa evolução combine inteligência artificial, enxames autônomos, sistemas de interceptação a laser, veículos multimodais e munições produzidas por impressão 3D.

· 04:16 — Aceleração asiática

As empresas chinesas de inteligência artificial estão acelerando a captação de recursos para ampliar sua capacidade de competir com as grandes companhias americanas de tecnologia, as fabricantes de chips e outras gigantes como OpenAI e Anthropic. A Zhipu AI anunciou a intenção de levantar US$ 4 bilhões, movimento que impulsionou suas ações e reforçou a percepção de que parte do interesse dos investidores começa a migrar dos semicondutores para os grandes modelos de linguagem da China. Seu modelo GLM 5.2 já ocupa posição de destaque nos rankings, atrás de soluções da Anthropic e da OpenAI, mas já à frente do Gemini, da Alphabet.

A DeepSeek também ganhou relevância ao demonstrar que modelos avançados podem ser desenvolvidos a custos inferiores aos observados entre as empresas americanas. A companhia levantou mais de US$ 7 bilhões em sua primeira rodada de financiamento e oferece preços por token mais baixos. A combinação entre custos reduzidos, desempenho competitivo e acesso crescente ao mercado de capitais fortalece o ecossistema chinês de inteligência artificial e, ao mesmo tempo, eleva as expectativas em torno das futuras aberturas de capital de Anthropic e OpenAI.

· 05:05 — Localiza preserva sua vantagem operacional em um cenário desafiador

A gestão da operação de seminovos continua sendo um dos principais pilares da tese de Localiza, dado seu impacto direto sobre rentabilidade, geração de caixa e retorno sobre o capital. Embora os preços dos veículos usados tenham recuado 0,7% em junho, refletindo um ambiente ainda desafiador de juros elevados, crédito restrito e endividamento das famílias, a leitura parece mais pontual do que uma mudança estrutural de tendência.

Além disso, a renovação acelerada da frota ajuda a amortecer esse cenário: no primeiro trimestre do ano, a idade média dos veículos vendidos caiu para 19,7 meses, ante 23,1 meses no 1T25, enquanto cerca de 74% dos automóveis anunciados possuem menos de 45 mil quilômetros rodados, proporção superior à observada anteriormente e muito acima da registrada pela Movida.

A composição da frota também reforça essa vantagem operacional, com aproximadamente 81% dos seminovos concentrados nos modelos 2024/25 e 2025/26. Veículos mais novos e com menor quilometragem tendem a preservar melhor seu valor residual, permitir preços de venda mais altos e reduzir riscos de depreciação.

Nesse contexto, entendemos que a execução da Localiza continua se destacando diante das adversidades macroeconômicas. A combinação entre escala, gestão eficiente da frota, capacidade de precificação e disciplina operacional mantém a companhia como principal referência do setor. Negociada a 9,4 vezes os lucros para 2026, RENT3 segue como uma alternativa atrativa para complementar carteiras de ações no Brasil.

O post Ibovespa hoje: IPCA de junho, juros globais, Oriente Médio e inteligência artificial (IA) no centro das atenções; veja destaques desta sexta (10) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Em tempos de inflação, 5 ações podem se sair ‘vencedoras’, segundo analistas da Empiricus; entenda o porquê

O ano de 2026 já passou da metade, e o mercado segue operando sob tons de incerteza – especialmente quando o assunto é ações e demais ativos de risco. O conflito no Oriente Médio segue sem previsão de encerramento, e a normalização do fluxo no Estreito de Ormuz ainda é posta sob dúvidas. Ambos os fatores devem reverberar na economia global por tempo indeterminado.

A disrupção na cadeia global de suprimentos (devido ao conflito) deu maior protagonismo à inflação, que voltou a ocupar papel central na alocação dos investidores – especialmente os brasileiros, segundo analistas da Empiricus Research.

“A inflação voltou a ser uma variável estrutural, e não apenas cíclica, na construção de portfólios”, afirmam os analistas em relatório publicado na última segunda-feira (6). “[O Brasil] historicamente amplifica movimentos globais de juros, câmbio, commodities e apetite por risco”.

Voltando-se para o Brasil, mesmo com leituras mais recentes da inflação indicando um leve alívio (como o IPCA-15 de junho, que veio levemente abaixo das expectativas do mercado), os analistas comentam que, somado aos fatores externos, um agravante doméstico entra na equação: a fragilidade fiscal, sem previsão para ser endereçada pelo governo.

Narrativas mais otimistas para com a bolsa brasileira deram lugar a um sentimento de aversão ao risco. Após um período de rali no mês de abril, o Ibovespa devolveu ganhos e, até a quarta-feira (8), negociava na casa dos 170 mil pontos, sem tendência clara de alta ou de baixa, mesmo com desempenho positivo no acumulado de 2026.

Porém, em um cenário em que tudo pode até parecer “jogar contra” os ativos de riscos brasileiros, os analistas indicam que os preços descontados na bolsa abrem uma oportunidade, justamente, para investir e buscar lucros. Mas não de forma generalista: é preciso disciplina.

“Esse quadro não elimina oportunidades na bolsa. Pelo contrário, pode criá-las. Mas exige uma seleção mais criteriosa”, afirmam. “Em ambientes mais difíceis, a bolsa deixa de ser um bloco homogêneo.”

O modus operandi de investidores em tempo de inflação: o que fazer no mercado de ações?

“Em um cenário de inflação relevante, juros altos e maior volatilidade, a exposição genérica à bolsa deixa de ser suficiente.”

Enquanto alguns investidores pessoa física optam por um posicionamento mais conservador, abstendo-se totalmente da bolsa em prol de títulos de renda fixa, ou defensivo, mirando em ativos de proteção, como o ouro, a Empiricus indica essa pode ser uma boa chance de investir em um seleto grupo de ações de qualidade por preços mais baixos.

“A oportunidade aparece quando empresas de qualidade passam a negociar com desconto, mas seguem preservando os atributos que sustentam a tese: geração de caixa, dividendos, previsibilidade, balanço sólido e capacidade de repasse de preços.”

5 ações ‘vencedoras’ para tempos de inflação: três representam o mesmo setor

Nem todo investidor está apto a fazer um stock picking por conta própria, sabendo exatamente em quais ações investir. Por isso que, nesses momentos, faz-se ainda mais relevante acompanhar as indicações de analistas especializados.

No relatório, os analistas apontam 5 ideias de investimento em ações que, em sua visão, são as mais promissoras para investidores em busca de um portfólio resiliente em tempos de inflação:

  • Itaú (ITUB4);
  • Axia Energia (AXIA6);
  • Copel (CPLE3);
  • Compass (PASS3);
  • Cury (CURY3).

Tratando-se de Itaú (ITUB4), os analistas destacam a “elevada capacidade de gestão de risco ao longo dos ciclos”, além da alta recorrência de resultados e dividendos. Para Cury (CURY3),a incorporadora tem se beneficiado, atualmente, do forte momentum do programa Minha Casa, Minha Vida, apresentando forte crescimento e geração de caixa, além de bons dividendos.

Porém, chama atenção o fato de o restante das ações escolhidas representarem um mesmo setor da economia: o de serviços básicos. No caso, papéis ligados serviços indispensáveis do cotidiano, como energia elétrica, saneamento ou gás.

Axia Energia (AXIA6)

Para os analistas, a Axia (AXIA6), antiga Eletrobras, se diferencia pela relevância de seu portfólio de ativos, além de seu “profundo processo de transformação pós-privatização”.

“A empresa vem se destacando pela estratégia de manter boa parte da capacidade de geração descontratada, o que tem garantido boa captura de receita em um ambiente de preços elevados de energia. Além disso, negocia por múltiplos atrativos em comparação ao restante do setor.”

Copel (CPLE3)

Outra representante do ramo de energia elétrica, a Copel (CPLE3) “apresenta forte presença em distribuição, com uma agenda de transformação pós-privatização, potencial de captura de ganhos de eficiência e evolução de governança. Além disso, negocia em níveis atrativos frente ao potencial de geração de valor, e ainda distribui bons dividendos.”

Compass (PASS3)

Segundo analistas, a Compass (PASS3), parte do grupo Cosan, já se destaca por um perfil defensivo, de crescimento consistente e valuation atrativo em seu setor. Além disso, “combina ativos regulados de distribuição, com geração de caixa previsível e proteção inflacionária, e uma plataforma integrada de gás que amplia oportunidades via comercialização e infraestrutura”.

Por que o setor de serviços básicos se destaca, afinal?

Isabelle Oliveira, uma das analistas responsáveis pelo relatório, destaca que “o diferencial das teses ligadas a serviços básicos é a capacidade de retorno real do setor mesmo em períodos macroeconômicos conturbados”, por conta de três fatores:

  • Reajustes de receita atrelados à inflação;
  • Alto poder de repasse aos acionistas;
  • Elevada previsibilidade de caixa.

“Neste cenário de incertezas globais, inflação elevada e juros altos, que atrapalham o consumo e atividade econômica, essas teses voltam a ganhar atratividade relativa, frente a outras mais cíclicas.”

Gratuito por 30 dias: conheça as principais recomendações de investimento do momento na Empiricus+

Apesar desse relatório em especial dar destaque a 5 ações, vale ressaltar que a diversificação segue sendo um dos principais pilares para quem deseja criar um portfólio de ações de forma a mitigar riscos.

Portanto, somadas a essas indicações, você pode conhecer diversas outras para complementar sua estratégia e buscar lucros em 2026 – com ajuda da Empiricus+.

A Empiricus+ é a plataforma “streaming” da casa: em um só lugar, você pode ter acesso a dezenas de recomendações de investimento, séries especiais e, também, relatórios como o citado neste texto.

Uma condição especial está liberada por tempo limitado: você pode testar a plataforma por 30 dias gratuitamente, sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial.

Para liberar seu período de teste, basta clicar no link abaixo e seguir as instruções:

GRATUITO: TESTE O EMPIRICUS+ POR 30 DIAS

O post Em tempos de inflação, 5 ações podem se sair ‘vencedoras’, segundo analistas da Empiricus; entenda o porquê apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Analista da Empiricus explica cenário com fim do cessar-fogo entre EUA e Irã

A possibilidade de um aumento das tensões no Estreito de Ormuz voltou ao radar dos investidores após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar na quarta-feira (8) que o acordo provisório com o Irã acabou.

De acordo com Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o ponto mais sensível é o esforço de Teerã para ampliar sua influência sobre a navegação na região. Segundo ele, isso daria ao país maior capacidade de monitorar embarcações, impor condições de passagem e até cobrar taxas, em uma disputa direta com os Estados Unidos pelo controle da rota.

A reação dos mercados foi imediata. O petróleo do tipo Brent saiu de um patamar abaixo de US$ 75 por barril para perto dos US$ 80 e encerrou o dia cotado aos US$ 78. Enquanto isso, recuou 0,79%, aos 170,6 mil pontos.

VEJA: 30 DIAS GRÁTIS PARA TESTAR O “STREAMING DOS INVESTIMENTOS”

Entre otimistas e pessimistas

O analista explica que há interpretações diferentes sobre o assunto no momento. De um lado, visões pessimistas enxergam um “excesso de confiança” sobre a possibilidade de paz permanente entre Washigton e Teerã.

Essa ideia é apoiada por confrontos semanais que ocorrem entre os dois países, além de atritos sobre o controle de Ormuz, questões nucleares e ataques ao Líbano.

“Os otimistas, por sua vez, argumentam que nenhum dos lados parece interessado em retomar uma guerra em larga escala”, explica.

Spiess procura um equilíbrio entre as duas visões.

Para ele, um acordo de paz duradouro é algo que realmente se mostra difícil de atingir. Porém, “a relutância de Trump em reabrir totalmente as hostilidades sugere que esta nova rodada de confrontos tende a permanecer contida, ainda que acompanhada de volatilidade elevada para energia e ativos globais”.

Conheça: Empiricus Research oferece a Empiricus+, uma única assinatura com acesso à maior parte da produção da casa de análises. É possível testar de graça por 30 dias

‘Processo de acomodação turbulento’

Pouco antes de Donald Trump perder a paciência com o acordo de paz, o analista da Empiricus Research já explicava para clientes da casa que o caminho seria turbulento.

Ele lembrou em relatório que, “os, novos ataques e respostas militares voltaram a provocar volatilidade no Estreito de Ormuz, reforçando a leitura de que o processo de acomodação será turbulento, sujeito a escaladas de retórica, episódios de violência e novos choques pontuais”.

Porém, Spiess destacou que, para os mercados, o ponto central de todo esse processo é outro. De acordo com ele, o pior momento do choque energético relacionado ao fechamento de Ormuz já ficou para trás.

Na visão do analista, o mundo não está mais sob ameaça de uma ruptura prolongada da oferta de energia. O que existe agora é um alívio parcial das pressões, “frágil, incompleto, mas suficiente para mudar a temperatura da discussão sobre inflação, juros e ativos de risco”.

O analista também relembra que a ameaça de um petróleo caro é fácil de entender.

  • Quando os preços de energia sobem, eles pressionam “combustíveis, frentes, custos industriais, expectativas de inflação e, no limite, forçam bancos centrais a manterem juros mais altos por mais tempo”.

Daí a importância de acompanhar de perto o que está acontecendo no Oriente Médio.

TENHA INFORMAÇÕES PROFISSIONAIS PARA INVESTIR

O “streaming dos investimentos” da Empiricus em meio às incertezas

As explicações de um analista experiente como Matheus Spiess podem até dar a impressão de que é simples entender o mercado para tomar as melhores decisões de investimentos.

Porém, esse tipo de trabalho leva anos de estudos, preparações e análises. É natural que investidores comuns não tenham a mesma disponibilidade de tempo para se aprofundar nos seus estudos. O trabalho, a família e a vida pessoal tendem a ocupar boa parte dos momentos disponíveis.

Além disso, é possível utilizar a inteligência artificial para isso. Porém, uma aplicação correta da IA também exige tempo investido em elaboração de prompt, leitura do que ela produz e checagem das informações.

Para ajudar investidores a lidar com esses desafios é que surgiu a Empiricus+, plano de assinatura de casa de análises que é com um “streaming dos investimentos”.

Por meio de um único pagamento mensal, você pode acessar relatórios, carteiras recomendadas, cursos, lives, plantões de dúvidas e muito mais. São conteúdos que abordam as diversas classes de ativos, da renda fixa às criptomoedas.

Ela reúne em um só lugar inúmeras informações profissionais para basear as alocações da sua carteira.

Também é fácil descobrir se a Empiricus+ faz sentido para você. Afinal, a assinatura conta com 30 dias de teste grátis.

Assim, você pode usar à vontade, conhecer tudo o que é oferecido, atualizar a sua carteira e decidir se realmente vai seguir com o plano. Para conferir, clique no link abaixo:

EMPIRICUS+ GRÁTIS POR 30 DIAS

O post Analista da Empiricus explica cenário com fim do cessar-fogo entre EUA e Irã apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

De metalúrgico a milionário: conheça o vencedor da Copa BTG Trader 2025 em novo documentário

Um novo documentário chegou às telas na última quinta-feira (9). É o “De Metalúrgico a Milionário: A História do Campeão da Copa BTG Trader 2025”,que conta a história de Danillo Ramos Duarte, morador de São Vicente (SP).

Em 2025, Danillo esteve entre os competidores da anual Copa BTG Trader e conquistou o primeiro lugar ao mostrar as suas habilidades com negociações da categoria de trading. Na estreia audiovisual, Danillo conta sobre a sua trajetória trabalhando como metalúrgico até levar o prêmio de R$ 1 milhão para casa.

Além disso, no documentário, você também descobre como se inspirar na história do ex-metalúrgico para buscar uma oportunidade capaz de transformar o seu futuro – assim como o dele foi transformado.

ASSISTA AQUI AO DOCUMENTÁRIO

Conheça a história do vencedor da Copa BTG Trader

“Eu estava pesquisando opções de investimento e o day trade chamou a minha atenção. Comecei a ver uns vídeos indo para o trabalho, no fretado”, Danillo conta sobre como começou a investir.

Na época, ele vivia uma vida simples, trabalhava como metalúrgico em uma empresa no litoral paulista e operava em horários fora do expediente. Apesar de reconhecer que foi um caminho pouco tradicional, ele diz que começou a operar com trading pois achava os lucros mais atraentes.

“Um dia, fiz uma operação de day trade que me pagou R$ 50 rápido. Então, no dia seguinte, eu dobrei. Numa semana, eu cheguei a fazer R$ 7 mil. Não sabia, mas estava operando super alavancado”, relata ele no documentário.

Entretanto, sem conhecimento técnico e fazendo negociações arriscadas, depois de três meses operando com muita exposição, Danillo conta que perdeu todo o dinheiro.

  • Quer conhecer em detalhes essa virada de trajetória? Assista ao documentário completo e veja como ele transformou os erros iniciais em aprendizado.

“Pela minha falta de conhecimento, eu não tinha paciência de esperar, saia clicando o tempo inteiro e perdia muito dinheiro. Hoje eu tenho mais cautela”, conta Danillo.

O trader conta que um grande passo para sua experiência foi começar a participar de campeonatos, pois “desperta o espírito competidor”. Assim, ele diz que se dedicava mais porque estava em um ambiente de alta performance e que conseguia comparar o seu desempenho com o de outros negociadores.

A competição que transformou a vida financeira de Danillo

Até que em 2025, Danillo resolveu participar da Copa BTG Trader. O campeonato, que libera inscrições gratuitas, normalmente acontece no segundo semestre do ano. Foi então que ele dedicou todo o seu conhecimento e expertise para as negociações.

E no final, veio a recompensa: R$ 1 milhão para o primeiro lugar do campeonato.

“Quando terminou, eu não acreditava ainda, até me chamarem ao palco no microfone”, ele se emociona ao lembrar.

“Não é só pelo dinheiro, o prêmio em si é um mérito de tudo que eu fiz nos meus 40 anos. O dinheiro traz segurança para viver de uma forma melhor, ele rende de uma forma que o meu salário não pagava”, conta Danillo, que agora consegue dedicar mais tempo da sua vida às negociações.

Como conta Danillo, participar de campeonatos anuais como a Copa BTG Trader podem mudar o patamar financeiro de uma pessoa pelo resto da vida.

Uma das cabeças por trás do projeto, o analista de trading do BTG Lucas Costa, conta que a competição nasceu de uma pergunta muito simples: “Quem é o melhor trader do Brasil?”

“Pelo campeonato a gente consegue promover a educação sobre mercado, sobre investimento, sobre trading de uma forma gamificada, que desafia as pessoas e permite que ela sinta um impulso maior para poder iniciar no mercado e aprender dentro deste ambiente”, conta Costa.

O analista explica que tudo acontece em um ambiente simulado, sem os competidores arriscarem o próprio dinheiro. “Como tem o fator do prêmio principal de R$ 1 milhão, isso faz com que a pessoa opere se desafiando, sentindo como é o mercado no dia a dia, não só pela parte técnica, mas pelo aspecto emocional,” explica Costa.

Ele também relembra que a participação no campeonato é gratuita, sem taxa de inscrição. Além disso, o primeiro classificado não é o único premiado – outros competidores que tiverem um bom desempenho e se classificarem entre os melhores colocados também podem receber prêmios.

Em breve, as inscrições para a próxima edição da Copa BTG Trader serão abertas. Essa é uma ótima oportunidade para quem busca se desafiar, fazer networking com os maiores traders do Brasil e, claro, ficar mais perto da realização dos objetivos financeiros.

Para quer saber mais sobre a jornada de Danillo até o prêmio de R$ 1 milhão na Copa BTG Trader e mais detalhes do concurso, não deixe de conferir o documentário a seguir:

Certificado de Autorização SPA/MF 03.051033/2026. Consulte as regras e condições de participação no Regulamento.

O post De metalúrgico a milionário: conheça o vencedor da Copa BTG Trader 2025 em novo documentário apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Descubra como proteger o seu patrimônio da inflação sem depender apenas da renda fixa

Ouvir que há uma boa e uma má notícia costuma gerar expectativa. Agora, quando a conversa gira em torno de proteger o seu patrimônio da inflação, o assunto pode ganhar um peso ainda maior.

Isso porque o rumo dos preços afeta diretamente o seu dinheiro, seja por meio da perda de poder de compra ou dos reflexos sobre os seus investimentos.

Após 16 semanas de alta, a projeção para a inflação de 2026 caiu pela primeira vez desde fevereiro no Boletim Focus. Uma notícia positiva, certo?

Em partes. O ponto é que, apesar do recuo, a inflação segue acima do teto da meta de 4,5%. A estimativa recuou de 5,33% para 5,30%, uma melhora singela, mas ainda distante de aliviar as preocupações com o cenário inflacionário.

Diante desse contexto, muitos investidores tendem a adotar uma postura mais defensiva, o que abre mais espaço para a renda fixa e costuma reduzir a confiança em renda variável.

Inflação pressionada, renda fixa como solução?

Em relatório recente da carteira Palavra do Estrategista, disponível na Empiricus+, os analistas da casa apontaram que, em ambientes como o atual, a Bolsa deixa de ser um “bloco homogêneo”. 

“Nem toda empresa protege contra a inflação. Nem todo setor consegue repassar custos. Nem toda receita é igualmente resiliente. E nem todo lucro contábil se transforma em dinheiro disponível para o acionista”.

Em um cenário inflacionário mais apertado, a renda fixa continua desempenhando um papel importante na carteira, mas ainda está longe de ser considerada a única salvadora da pátria.

Para muitos investidores, seu principal atrativo é justamente trazer mais previsibilidade e equilíbrio em momentos de incerteza.

Contudo, ainda assim, quem busca proteger o patrimônio da inflação não precisa limitar sua estratégia apenas à renda fixa. Isso porque existem ativos que conseguem atravessar períodos inflacionários.

Na visão dos analistas da Empiricus, as oportunidades costumam surgir quando empresas e fundos de qualidade passam a negociar com desconto. E isso sem que haja deterioração dos fundamentos que sustentam a tese de investimento.

Entre os principais atributos observados pelos analistas na hora de investir em renda variável neste ambiente estão:

  • Capacidade de geração de caixa;
  • Distribuição consistente de dividendos;
  • Previsibilidade dos resultados;
  • Solidez do balanço patrimonial; e
  • Capacidade de repasse de preços.

Logo, a proteção do patrimônio não está necessariamente em evitar riscos por completo, mas em selecionar ativos capazes de atravessar períodos de inflação mais elevada preservando valor para o investidor.

Não à toa, em relatório recente, a Empiricus revelou quais são “os vencedores em tempos de inflação”. Os analistas avaliaram o cenário atual e recomendaram cinco ações e sete fundos que sustentam os seus fundamentos mesmo com o IPCA em alta.

Veja como conhecer “os vencedores em tempos de inflação”

Para o investidor mais atento, cenários como este costumam ser vistos não apenas como um motivo de preocupação, mas também como uma oportunidade de revisar estratégias e buscar formas mais eficientes de proteger o patrimônio da inflação.

A boa notícia é que você não precisa fazer essa análise sozinho. O relatório completo com a visão dos analistas da Empiricus sobre o cenário atual e as recomendações para navegar este momento está disponível na Empiricus+.

E tem mais: você acaba de receber 30 dias de acesso gratuito à plataforma. Durante esse período, poderá explorar todo o conteúdo sem precisar desembolsar nenhum centavo.

A Empiricus+ funciona como um verdadeiro streaming de investimentos. Em um único lugar, você encontra as principais recomendações da casa em diferentes classes de ativos, desde ações e fundos imobiliários a renda fixa e criptomoedas. Tudo isso para ajudar a turbinar sua carteira.

Ao final do período gratuito, caso decida continuar com o acesso, a assinatura será renovada automaticamente pelo valor promocional anual de 12 parcelas de R$ 14,90.

Quer descobrir quais são “os vencedores em tempos de inflação”? Clique no botão abaixo e siga as instruções para liberar seu acesso:

QUERO EXPERIMENTAR O EMPIRICUS+ POR 30 DIAS GRÁTIS

O post Descubra como proteger o seu patrimônio da inflação sem depender apenas da renda fixa apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: tensão no Oriente Médio impulsiona petróleo e Fed mantém discurso cauteloso sobre juros; veja destaques desta quinta (9)

Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, com as forças americanas atingindo cerca de 90 alvos militares em uma ofensiva destinada a reduzir a capacidade de Teerã de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra bases americanas, enquanto o tráfego de petroleiros pela região praticamente paralisou. Apesar da escalada, os mercados ainda atribuem baixa probabilidade a um conflito de grandes proporções, o que ajudou a conter a aversão ao risco.

O petróleo permaneceu próximo dos níveis observados na assinatura do acordo provisório, refletindo tanto o aumento do risco geopolítico quanto a adaptação das cadeias globais ao conflito. É justamente a consequência da paz frágil que temos destacado: suficiente para evitar uma ruptura mais ampla, mas incapaz de eliminar episódios recorrentes de tensão e volatilidade.

· 00:54 — O petróleo volta a comandar o risco

No Brasil, o Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda, pressionado pela piora do sentimento de risco global após Donald Trump afirmar que considerava encerrado o cessar-fogo provisório com o Irã. A nova escalada levou o petróleo a se aproximar novamente de US$ 80 por barril durante o pregão, impulsionando as ações da Petrobras. Ainda assim, a forte queda da Vale e o desempenho negativo de parte dos bancos exerceram pressão maior sobre o índice, que recuou para a região dos 170 mil pontos.

O dólar, por sua vez, terminou praticamente estável, próximo de R$ 5,15, às vésperas de uma sessão com liquidez reduzida em razão do feriado de 9 de julho em São Paulo. A alta do petróleo também deve alterar os planos do governo para os combustíveis, aumentando a probabilidade de adiamento da retirada da subvenção à gasolina e de extensão do subsídio ao diesel. A defasagem em relação aos preços internacionais chegou a 35% no diesel e 24% na gasolina, ampliando a incerteza em torno de possíveis reajustes por parte da Petrobras.

· 01:46 — Reforçando o tom duro

A ata da reunião de junho do FOMC reforçou uma postura mais cautelosa e inclinada ao aperto monetário, com a inflação permanecendo como a principal preocupação do Federal Reserve. Embora todos os participantes tenham apoiado a manutenção dos juros na faixa de 3,5% a 3,75%, alguns dirigentes avaliaram que já havia argumentos para uma alta na própria reunião.

O documento mostrou que os riscos inflacionários continuam inclinados para cima, especialmente diante dos preços elevados das commodities, de possíveis interrupções de oferta, das tensões geopolíticas, das tarifas e da demanda adicional gerada pelos investimentos em inteligência artificial. Nesse contexto, “quase todos” os membros indicaram que apoiariam um aperto monetário caso a inflação permanecesse elevada e o mercado de trabalho continuasse estável.

Ao mesmo tempo, a ata evidenciou a elevada incerteza em torno da trajetória dos juros e a preferência do Comitê por aguardar novos dados antes de se comprometer com um cenário específico. Muitos participantes avaliam que a taxa adequada ao fim do ano deve permanecer dentro ou ligeiramente abaixo da faixa atual, enquanto as projeções mais recentes mostram nove dirigentes esperando ao menos uma alta até o fim de 2026, oito prevendo estabilidade e apenas um defendendo um corte.

O mercado de trabalho ainda é visto como relativamente equilibrado, embora a criação de vagas tenha perdido força, e o cenário-base continue compatível com uma pausa prolongada. Ainda assim, a retomada das tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo aumentam o risco de que a inflação leve mais tempo para convergir à meta, mantendo o Fed em posição de cautela por um período mais prolongado.

· 02:39 — Medo de escalada

Os Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã pelo segundo dia consecutivo, atingindo cerca de 90 alvos militares com o objetivo declarado de reduzir a capacidade de Teerã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz. A ofensiva ocorreu depois que Donald Trump afirmou considerar encerrado o cessar-fogo e classificou as negociações como perda de tempo, ao mesmo tempo em que ameaçou retomar o bloqueio naval a portos iranianos. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra bases americanas, elevando novamente o risco de uma escalada regional e recolocando o controle de Ormuz no centro das preocupações geopolíticas.

A nova escalada impulsionou os preços do petróleo, pressionou bolsas e ampliou a venda de títulos públicos, à medida que investidores passaram a elevar as apostas em juros mais altos. O Brent subiu 5,2%, para US$ 78 por barril, após tocar US$ 80 durante o pregão, enquanto o fim da trégua também reacendeu expectativas de alta nos preços dos combustíveis. Além do conflito entre Estados Unidos e Irã, ataques ucranianos contra refinarias russas aumentaram os riscos para a oferta global. Nesse ambiente, refinarias podem continuar se beneficiando de estoques reduzidos e margens elevadas, embora a alta do petróleo bruto também aumente seus custos.

Apesar do agravamento das tensões, ainda é cedo para concluir que uma escalada prolongada seja o cenário mais provável. A relação entre Washington e Teerã continua marcada por desconfiança, episódios recorrentes de confronto e tentativas intermitentes de distensão, o que sugere que a trégua pode permanecer instável sem necessariamente evoluir para uma guerra em larga escala. Ainda assim, os riscos para o petróleo seguem inclinados para cima no curto prazo, especialmente porque a capacidade do Irã de afetar o tráfego em Ormuz e ameaçar infraestruturas energéticas regionais lhe confere influência relevante sobre a economia global.

· 03:28 — Novo capítulo

A disputa tecnológica entre Estados Unidos e China ganhou um novo capítulo após a Anthropic acusar a Alibaba de usar milhares de contas fraudulentas para gerar milhões de interações com o Claude e, assim, aprimorar seus próprios modelos por meio de uma técnica conhecida como destilação. Em resposta, a Alibaba proibiu seus funcionários de utilizar ferramentas da Anthropic, enquanto autoridades chinesas passaram a discutir restrições ao acesso externo a modelos desenvolvidos no país.

O episódio reforça preocupações de segurança nacional dos dois lados e ocorre em um momento em que a China estaria apenas alguns meses atrás dos Estados Unidos na corrida pela inteligência artificial, com modelos potencialmente muito mais baratos. Ainda assim, alguns especialistas avaliam que a destilação, isoladamente, não é suficiente para explicar o avanço dos modelos chineses.

· 04:17 — Se consolidando

A Índia vem se consolidando como uma das principais novas fronteiras globais para a expansão de data centers, justamente em um momento em que projetos semelhantes enfrentam resistência crescente em diversas comunidades dos Estados Unidos. Esse avanço tem sido favorecido por uma política agressiva de atração de investimentos, baseada na oferta de terrenos a preços reduzidos, benefícios fiscais e descontos nos custos de água e eletricidade.

A estratégia já atraiu aportes superiores a US$ 15 bilhões de Microsoft e Alphabet, além de novos projetos de Meta, Amazon e OpenAI. A instalação dessas estruturas no país também faz sentido do ponto de vista operacional, já que a proximidade com os usuários reduz a latência e melhora a velocidade dos serviços digitais, especialmente em um mercado que reúne a segunda maior base de usuários do ChatGPT e do ClaudeAI no mundo.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação das comunidades locais com o impacto desses empreendimentos sobre recursos escassos, como água e energia, sobretudo em um ambiente no qual muitos projetos avançaram sem a realização de audiências públicas e com espaço limitado para participação social.

· 05:01 — Nvidia após a correção: liderança intacta na era da IA

A Nvidia foi uma das maiores vencedoras do avanço da inteligência artificial, com valorização superior a 1.100% entre o fim de 2022 e o ano passado, impulsionada pela posição dominante de suas GPUs na infraestrutura necessária para treinar e operar modelos de IA. Mesmo após a forte valorização acumulada, a companhia continua apresentando resultados robustos e sustentando uma liderança difícil de replicar, apoiada por escala, capacidade de inovação, ecossistema próprio de software e relacionamentos estratégicos com os maiores provedores globais de nuvem.

Ainda assim, as ações perderam força recentemente: desde a máxima histórica de maio, recuaram cerca de 16%, acumulam alta de apenas 5,6% no ano e já eliminaram quase US$ 1 trilhão em valor de mercado em menos de dois meses. O movimento parece refletir menos uma ruptura da tese estrutural de inteligência artificial e mais uma reavaliação das expectativas, após um período de valorização muito acelerada e de concentração excessiva dos fluxos em um único nome.

O principal desafio está no aumento da concorrência e na busca dos investidores por novas oportunidades dentro do setor. Empresas como AMD, SambaNova e Micron passaram a atrair mais capital, enquanto grandes clientes da própria Nvidia, como Alphabet e Amazon, avançam no desenvolvimento de chips proprietários, e a chinesa DeepSeek também trabalha em soluções próprias.

Ainda assim, a Nvidia permanece como a referência do setor, com participação estimada de 97% no mercado de GPUs para servidores no ano passado, posição que lhe confere vantagens relevantes de escala, tecnologia e integração com o ecossistema de IA. Embora a competição deva aumentar e a volatilidade permaneça elevada, a correção recente tornou a relação entre preço e fundamentos mais equilibrada.

Para investidores com horizonte de longo prazo, as ações da Nvidia, negociadas na Nasdaq sob o ticker NVDA e acessíveis no Brasil por meio dos BDRs NVDC34, continuam representando uma das formas mais diretas de exposição ao crescimento estrutural da inteligência artificial e à expansão global da demanda por capacidade computacional.

O post Ibovespa hoje: tensão no Oriente Médio impulsiona petróleo e Fed mantém discurso cauteloso sobre juros; veja destaques desta quinta (9) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Prévia operacional do 2T26 pesa sobre incorporadoras, mas abre janela para ações da Direcional (DIRR3)

As ações das incorporadoras registraram queda relevante nos últimos pregões, interrompendo um movimento de forte desempenho relativo observado nos últimos dois meses.

Desde abril, o setor vinha superando o mercado com alguma folga, especialmente entre as companhias mais expostas ao segmento econômico, beneficiadas por uma combinação de resultados sólidos, boa percepção sobre demanda, geração de caixa e expectativa de continuidade de dividendos.

No entanto, o início da temporada de prévias operacionais do 2T26 trouxe uma leitura mais mista para o setor. Ainda que os números não indiquem uma deterioração estrutural da demanda, alguns pontos específicos ficaram abaixo das expectativas de mercado e serviram como gatilho para uma realização de lucros mais intensa, em um pregão mais desafiador no ambiente macro.

Tenda, Cury, Moura Dubeux: como foram as incorporadoras na prévia do 2T26?

Entre os destaques, a Tenda (TEND3)apresentou distratos acima do esperado, impactados por um efeito pontual relacionado a um empreendimento com licença ambiental em discussão. Além disso, a companhia reportou recuo na VSO, reflexo da estratégia de reprecificação dos imóveis ao longo do trimestre, com foco na preservação de margens em um ambiente de maior pressão de custos. Apesar disso, os números gerais foram saudáveis, o que sugere manutenção da disciplina comercial e capacidade de repasse.

Na Cury (CURY3), a prévia também veio marginalmente abaixo das expectativas, com desaceleração da VSO em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a geração de caixa permaneceu robusta, reforçando a tese de boa capacidade de distribuição de dividendos.

No caso da Moura Dubeux (MDNE3), além da conjuntura setorial mais desafiadora, a menor participação de projetos de incorporação — voltados ao segmento econômico — e o consumo de caixa, desconsiderando a alienação de recebíveis, podem ter contribuído para uma leitura mais cautelosa da prévia pelo mercado.

Além dos fatores operacionais, discussões envolvendo funding também aumentaram a percepção de risco para o setor. A eventual utilização de recursos do FGTS para finalidades não imobiliárias e as contestações envolvendo títulos privados isentos, que também funcionam como fonte relevante de financiamento para o mercado imobiliário, adicionam incerteza ao custo futuro do crédito. Qualquer mudança regulatória nesse sentido poderia encarecer o financiamento imobiliário e reduzir a atratividade marginal do setor.

Reação exagerada oferece oportunidade de entrada

Nossa leitura é que o movimento recente reflete, em grande parte, uma combinação de realização de lucros após forte valorização relativa e prévias operacionais com sentimento misto, mais do que uma mudança estrutural na tese das incorporadoras econômicas. O ambiente segue exigindo seletividade, especialmente diante de múltiplos que já haviam se expandido em algumas companhias.

Nesse contexto, seguimos vendo Direcional (DIRR3) como uma das alternativas mais interessantes do setor. A companhia ainda não divulgou sua prévia operacional do 2T26, mas já negocia em um múltiplo historicamente mais favorável para entrada, após a correção recente.

Em nossa visão, a combinação de execução operacional consistente, exposição ao segmento econômico, geração de caixa e valuation mais atrativo reforça uma assimetria positiva para o papel. Desta forma, as ações de DIRR3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

O post Prévia operacional do 2T26 pesa sobre incorporadoras, mas abre janela para ações da Direcional (DIRR3) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Weg (WEGE3) subiu 9% em junho: o que está por trás do movimento? Analista explica 

Nos últimos meses, a discussão sobre o consumo de energia ganhou novos contornos, impulsionada especialmente pelo conflito no Oriente Médio, mas também pelos avanços no desenvolvimento de inteligência artificial (IA) e por mudanças na forma como a energia é distribuída globalmente.

É nesse contexto que as ações da Weg (WEGE3) voltam a chamar atenção. Os papéis subiram cerca de 9% no mês de junho. Esse movimento em curto tempo chama atenção pela velocidade, porém levanta uma questão importante: como o investidor deve interpretá-lo?

Segundo Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus, a alta recente não foi originada por um gatilho específico, mas dois vetores podem explicar por que a companhia voltou ao centro das discussões.

O que está impulsionando a Weg (WEGE3) agora

Em primeiro, Hungria aponta que um dos fatores que podem ajudar a empresa é o leilão de baterias do governo brasileiro, divulgado em 3 de junho e previsto para ocorrer entre os dias 2 e 4 de dezembro deste ano. Diversas empresas devem concorrer à licitação; dentre elas, a Weg.

Além disso, o analista coloca em destaque o crescimento dos investimentos em data centers — impulsionados pela inteligência artificial, computação em nuvem e expansão dos hyperscalers —, que tem ampliado a demanda por infraestrutura elétrica no cenário global e, consequentemente, por equipamentos ligados a essa cadeia.

Esse avanço tecnológico acaba direcionando mais atenção e investimentos para empresas expostas a esse ciclo, como fornecedores de motores, transformadores e sistemas elétricos. É nesse contexto que a Weg se insere, como uma possível beneficiária desse aumento estrutural de demanda.

Ao mesmo tempo, há um fator importante do lado da oferta. Equipamentos mais complexos, como transformadores de grande porte, possuem prazos de entrega longos, que podem variar de três a cinco anos. A expansão da capacidade produtiva também não acontece de forma imediata, esbarrando em limitações como construção de novas fábricas e escassez de mão de obra qualificada.

Na prática, isso cria um desequilíbrio: enquanto a demanda avança, a oferta permanece restrita no curto e médio prazo. Esse cenário tende a beneficiar empresas que já estão posicionadas e investiram com antecedência, como a própria Weg, permitindo capturar melhor esse ciclo e, potencialmente, operar com condições mais favoráveis ao longo do tempo.

Como olhar para a Weg (WEGE3) no cenário atual

As ações da Weg (WEGE3) seguem entre as recomendações de compra de Ruy Hungria, como parte do portfólio da carteira Empiricus Ações.

Nesse contexto, mais do que reagir aos movimentos recentes, a leitura passa por entender o posicionamento da companhia no longo prazo. Para o analista, a Weg combina atuação global, presença consolidada em mercados relevantes e um histórico consistente de alocação de capital — fatores que ajudam a sustentar sua trajetória de crescimento.

Além disso, o setor em que está inserida conta com perspectivas positivas de demanda, enquanto os investimentos realizados nos últimos anos começam a se traduzir em aumento de capacidade produtiva, o que pode destravar novas avenidas de crescimento para a companhia.

É justamente esse tipo de análise que a Empiricus busca oferecer aos seus assinantes: uma leitura mais aprofundada das oportunidades do mercado, ajudando o investidor a navegar entre ruídos e sinais com mais clareza.


Gratuito por 30 dias: confira mais análises na Empiricus+


Conheça a Empiricus+ e teste gratuitamente por 30 dias

Em um cenário de mudanças rápidas, em que nem tudo é imediatamente precificado pelo mercado, acompanhar análises bem fundamentadas faz diferença ao ajudar o investidor a distinguir tendências estruturais de movimentos pontuais e agir com mais clareza.

A Empiricus reúne esse tipo de análise por meio da Empiricus+: uma plataforma completa, com acesso a relatórios, carteiras recomendadas e acompanhamento contínuo do mercado. Assim, você tem o ponto de vista de diversos especialistas para tomar decisões mais informadas e estratégicas.

Você pode testar a Empiricus+ gratuitamente por 30 dias e acompanhar de perto recomendações objetivas de compra e venda, além de ter acesso a uma cobertura constante das principais oportunidades da bolsa.
Aproveite a oportunidade e, para desbloquear seu acesso, basta clicar no link abaixo:


QUERO TESTAR A EMPIRICUS+ DE GRAÇA POR 30 DIAS

O post Weg (WEGE3) subiu 9% em junho: o que está por trás do movimento? Analista explica  apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Por quanto tempo vamos continuar pagando a conta?

A nova velha Guerra do Irã volta às manchetes.

Diante da escassez de verdadeiras novidades, o curto prazo impõe aos mercados uma lógica desconfortável, mas relativamente fácil de assimilar na superfície.

Funciona mais ou menos assim: para que as ações ligadas a hardware de IA continuem a disparar, todos os papéis da “velha” economia precisam se sacrificar um pouco (ou muito).

Não é nem mais aquela disputa clássica entre growth e value, mas sim uma versão hiperconcentrada da distribuição de Pareto. Ou você está junto aos poucos grandes sequestradores de lucros da IA ou está fora; não tem meio termo.

Do ponto de vista de fluxos financeiros, até dá para entender. Em mercados globais e arbitráveis, os drenos de liquidez funcionam como pêndulos diários, atraindo ou reprimindo a narrativa escolhida para o dia.

No entanto, do ponto de vista de fundamentos, existe algo estranho com a dinâmica atual…

Eu li primeiro esta provocação no substack do Michael Burry (o cara do Big Short), mas ela pode ser também mais detalhadamente acessada no episódio recente do Market Makers com o Daniel Goldberg.

Vamos direto ao cerne: afinal, quão sustentável pode ser um contexto no qual poucos atores se apropriam de quase todo o lucro de uma indústria, sendo que os reais financiadores dessa mesma indústria (ainda?) não conseguem ver seu capex devidamente remunerado?

Em tese, se o advento da IA realmente implica um salto de produtividade sistêmico, deveríamos ver as ações da “velha” economia subindo junto com as narrativas de IA, e não em detrimento delas.

Mas, pelo menos até o momento, não há qualquer sinal crível desse tipo de correlação. Ao contrário, os sinais apontam pesadamente em direção oposta.

Como corolário, isso incitou Michael Burry a disparar um alerta sobre os feedback loops fechados dentro do ecossistema de IA, em que uma marca investe em outra marca, retroalimentando os valuations ao transformar, magicamente, capex em receita e receita em capex.

Chegará um momento em que vamos todos cair na real?

Não sei, mas as próprias hyperscalers já parecem estar se dando conta disso, ainda que de maneira tácita, sem fazer barulho.

Amazon, Google e Meta tentam se posicionar, cada vez mais, como provedores de infra em vez de meramente financiadores, tentando ocupar um espaço do outro lado do balcão.

Microsoft já tornou pública a percepção de que os gastos com chips (capex) e tokens (opex) ultrapassaram uma zona de decisões triviais.

E Apple – talvez a mais safa de todas, por motivos históricos (foi quem cometeu os maiores erros lá atrás) -, nunca mergulhou de vez em planos de capex mais artificiais do que propriamente inteligentes.

O famoso ditado de Wall Street diz que contra fluxo não há fundamentos.

Já contra fundamentos pode existir fluxo, mas por quanto tempo?

O post Por quanto tempo vamos continuar pagando a conta? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

É hoje (8): Inscreva-se para aula magna gratuita e aprenda os primeiros passos para usar a IA nos investimentos; confira

A inteligência artificial (IA) transformou a forma como trabalhamos e estudamos, por exemplo. Da mesma forma, no mercado financeiro ferramentas de IA podem ser de grande auxílio para analisar empresas, organizar informações e acelerar a tomada de decisões.

Sob essa ótica, Leonardo Dawadji, COO da Across Capital e especialista no mercado financeiro, em parceria com o Market Makers Academy,  vai lançar um novo curso voltado para investidores que desejam incorporar essa tecnologia à sua rotina.

Nesta quarta-feira (8), Dawadji realizará uma aula magna gratuita na qual mostrará, na prática, como utilizar uma ferramenta de IA para potencializar análises de investimentos e ganhar produtividade na busca por oportunidades.

QUERO PARTICIPAR DA AULA MAGNA GRATUITA

Últimas vagas para o curso Claude para Investidores: aprenda como a IA pode te ajudar a investir melhor

Com 18 anos de experiência no mercado financeiro, Leonardo Dawadji passou por instituições como Solana, Modal e Encore.

Nos últimos três anos, passou a incorporar ferramentas de inteligência artificial às suas análises de investimentos, explorando formas de tornar o processo mais eficiente e estratégico.

No curso Claude para Investidores, a proposta é ensinar como o Claude, da Anthropic, pode ser um aliado na hora de analisar balanços, filtrar oportunidades, automatizar tarefas e ajudar na tomada de decisões para o portfólio.

Além disso, Dawadji quer mostrar aos investidores como transformar a ferramenta em um assistente de investimentos, sem exigir qualquer conhecimento prévio em programação ou inteligência artificial.

As aulas serão conduzidas pelo próprio, partindo de uma aula magna gratuita no dia 8 de julho, às 19h.

Durante o evento, o especialista vai: 

  • Explicar os princípios que guiam o uso da IA no mercado financeiro; 
  • Mostrar porque o Claude pode ser a melhor ferramenta para quem quer investir melhor; 
  • E apresentar mais detalhes sobre o curso. 

As inscrições para a aula magna gratuita podem ser feitas pelo botão abaixo:

QUERO CONHECER O CURSO CLAUDE PARA INVESTIDORES

O post É hoje (8): Inscreva-se para aula magna gratuita e aprenda os primeiros passos para usar a IA nos investimentos; confira apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Fim do cessar-fogo no Oriente Médio pressiona bolsas e petróleo sobe; veja destaques desta quarta (8)

Os mercados globais amanheceram em forte aversão a risco após Donald Trump afirmar que o cessar-fogo provisório com o Irã “acabou” e classificar as negociações como perda de tempo. A declaração veio depois de novos ataques americanos contra mais de 80 alvos iranianos, em resposta a ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, e da revogação da isenção que permitia a venda de petróleo iraniano. O movimento reacendeu os temores de interrupção no fornecimento global de energia. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos públicos avançaram, refletindo a preocupação dos investidores com um novo impulso inflacionário.

Além da geopolítica, o setor de semicondutores voltou a pesar lá fora. A queda se intensificou após os resultados da Samsung, comentado ontem por aqui, alimentarem dúvidas sobre a sustentabilidade dos valuations elevados das empresas ligadas à inteligência artificial. Na Ásia, o Kospi entrou em mercado de baixa técnico, enquanto as ações chinesas negociadas em Hong Kong reagiram positivamente, apoiadas por valuations mais baixos relativamente e por notícias envolvendo o desenvolvimento de chips próprios de IA por empresas locais. A agenda do dia ainda inclui a divulgação da ata do FOMC, em um momento de reavaliação dos riscos para inflação e juros.

· 00:57 — Ibovespa sente geopolítica, tarifa americana e ruídos eleitorais

No Brasil, o Ibovespa chegou a operar em alta na manhã de ontem, apoiado pela rotação de portfólios no exterior em um dia de queda para ações ligadas à inteligência artificial, mas perdeu força com a piora do cenário geopolítico. A retomada das tensões no Oriente Médio impulsionou o petróleo, fortaleceu o dólar e pressionou ativos tanto no Brasil quanto no exterior. Hoje, voltamos a ver pressão negativa.

Na agenda comercial, o segundo dia da audiência pública do USTR manteve em foco a possibilidade de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro reforçou a estratégia de manter as negociações abertas até a decisão americana, prevista para 15 de julho, enquanto representantes do setor produtivo defenderam a retirada da sobretaxa e contestaram os fundamentos da investigação. Flávio Bolsonaro, por sua vez, usou sua participação para criticar o governo Lula, pedir que a decisão sobre as tarifas fosse adiada para depois das eleições e argumentar que uma taxação imediata poderia favorecer politicamente o atual presidente do Brasil.

Ainda no campo eleitoral, a campanha de Flávio Bolsonaro enfrentou novos ruídos após integrantes de sua coordenação participarem de um evento em Washington com Marco Rubio e empresários brasileiros sem comunicação prévia aos aliados. O episódio gerou desconforto dentro da campanha, especialmente entre setores mais radicais do bolsonarismo, que brigam por protagonismo. Essa divisão interna tende a enfraquecer a oposição e pode aumentar as chances de reeleição do incumbente.

· 01:42 — Em busca de um maior detalhamento

Nos Estados Unidos, os mercados fecharam em queda ontem, pressionados principalmente pela realização de lucros nas ações de tecnologia e semicondutores. O Nasdaq recuou 1,2%, o S&P 500 caiu 0,5% e o Dow Jones perdeu 0,3%. Ainda assim, a leitura interna do pregão foi menos negativa do que os índices sugerem: seis dos 11 setores do S&P 500 encerraram em alta, com destaque para energia, que avançou 3%, enquanto 56% das ações do índice fecharam no campo positivo. O principal peso veio dos semicondutores após os resultados da Samsung. Embora os números tenham sido fortes, como pude comentar melhor na terça-feira, vieram apenas moderadamente acima das expectativas, o que acabou provocando uma realização de lucros no setor.

No fim do dia, a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano reforçou o tom de cautela. O movimento ocorreu depois dos americanos revogarem as isenções às sanções ao petróleo iraniano, em resposta a ataques contra navios comerciais. A agenda conta com a divulgação da ata do FOMC, referente à primeira reunião de Kevin Warsh. O mercado buscará sinais sobre a postura do Fed diante da inflação persistente e da preferência de Warsh por uma comunicação com menor uso de forward guidance e da possibilidade de uma alta de 25 ponto nos juros até outubro. Tudo isso ocorre em um ambiente de economia resiliente, mercado de trabalho estável e queda dos preços de energia, que pode aliviar a inflação nos próximos meses.

· 02:38 — Novos episódios de tensão

A tensão no Estreito de Ormuz voltou a se intensificar após três petroleiros serem atingidos, incluindo o Al Rekayyat, carregado com gás natural liquefeito, que sofreu um incêndio na casa de máquinas depois de ser atingido por um drone. O Catar responsabilizou o Irã pelo ataque, enquanto um navio de bandeira saudita, possivelmente o superpetroleiro Wedyan, também registrou avarias próximo à costa de Omã.

O episódio ocorre em meio ao colapso do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, depois que Trump declarou o acordo “encerrado”, Teerã atacou bases americanas no Bahrein e no Kuwait, e Washington revogou a licença que autorizava exportações de petróleo iraniano, mantendo apenas um período de transição até 17 de julho para a liquidação das operações já contratadas.

O ponto mais sensível é que o Irã parece tentar ampliar seu controle sobre a navegação em Ormuz, possivelmente por meio do lançamento de minas para direcionar o tráfego comercial para mais perto de sua costa. Caso as alegações americanas sejam verdadeiras, isso daria a Teerã maior capacidade de monitorar embarcações, impor condições de passagem e até cobrar taxas, em uma disputa direta com os Estados Unidos pelo controle da rota. Como o Estreito segue operando abaixo do normal, enquanto exportadores de energia ainda tentam restabelecer plenamente o fluxo por essa via estratégica, os mercados reagiram de forma imediata: o petróleo subiu mais de 5% nesta manhã, acima de US$ 78 por barril, e o Departamento de Defesa dos EUA anunciou novos ataques de represália.

A leitura segue dividida. Os pessimistas enxergam excesso de confiança na ideia de uma distensão permanente entre Washington e Teerã, já que ainda há confrontos semanais, divergências sobre o controle de Ormuz, pouco avanço na questão nuclear e tensões não resolvidas no Líbano. Os otimistas, por outro lado, argumentam que nenhum dos lados parece interessado em retomar uma guerra em larga escala e que a oferta global de petróleo ainda pode se expandir, apoiada pelo aumento da produção da Opep+, pela recuperação gradual do tráfego em Ormuz e pela produção robusta nos Estados Unidos e na Venezuela. No balanço, o caminho para um acordo duradouro segue arriscado e irregular, mas a relutância de Trump em reabrir totalmente as hostilidades sugere que esta nova rodada de confrontos tende a permanecer contida, ainda que acompanhada de volatilidade elevada para energia e ativos globais.

· 03:21 — Possível virada na Europa

Marine Le Pen confirmou que pretende disputar a eleição presidencial francesa de 2027 pela quarta vez, após o Tribunal de Apelação de Paris manter sua condenação por uso indevido de recursos do Parlamento Europeu, mas reduzir seu período de inelegibilidade. Como parte da punição efetiva já foi cumprida, a decisão abre caminho para sua candidatura nas eleições presidenciais do ano que vem, embora ela ainda deva recorrer à mais alta corte da França e possivelmente tenha de usar tornozeleira eletrônica. Apesar do desgaste jurídico, o Reagrupamento Nacional segue na liderança das pesquisas, e a indefinição sobre quem representará o partido (Le Pen ou Jordan Bardella) não parece alterar de forma significativa sua força eleitoral.

A principal diferença entre os dois está no perfil político. Bardella, mais jovem, apresenta bom desempenho nas pesquisas, mas sua idade e menor experiência podem ser exploradas pelos adversários. Le Pen, por sua vez, aos 57 anos e com três campanhas presidenciais no currículo, é vista por alguns rivais como uma candidata mais testada e menos propensa a erros. O caso se insere em um movimento mais amplo da direita europeia, no qual lideranças como Le Pen, na França, e Nigel Farage, no Reino Unido, enfrentam pressões políticas, mas buscam transformar esses episódios em combustível, apresentando-se como alvos de perseguição institucional.

 · 04:13 — Desdobramentos do encontro da OTAN

A cúpula da OTAN em Ancara está acontecendo em um momento de forte tensão dentro da aliança, com Donald Trump pressionando os países europeus a elevarem seus gastos militares e assumirem maior responsabilidade pela própria segurança. Reino Unido, França e Alemanha lançaram uma iniciativa de US$ 50 bilhões para desenvolver armas de longo alcance sem a participação dos Estados Unidos, com o objetivo de reduzir a defasagem em relação à Rússia nessa área. Ao mesmo tempo, os aliados discutem a meta de destinar 5% do PIB à defesa, enquanto a Europa tenta se preparar para uma eventual redução da presença militar americana no continente.

A cúpula também é marcada por negociações paralelas relevantes. Trump sinalizou que pode reverter a proibição da venda de caças F-35 à Turquia e voltou a defender a aquisição da Groenlândia, elevando atritos com aliados europeus. O encontro também deve tratar do apoio à Ucrânia, da reorganização da defesa europeia, de grandes contratos militares e de temas regionais envolvendo Turquia, Síria e segurança no Oriente Médio. No conjunto, a OTAN tenta demonstrar unidade, mas enfrenta uma combinação delicada de pressão americana, guerra na Ucrânia, crise com o Irã e disputas internas sobre financiamento, liderança e prioridades estratégicas.

· 05:06 — Alphabet e as múltiplas fronteiras do futuro americano

A inteligência artificial deve continuar como uma das principais forças capazes de moldar a economia americana nas próximas décadas, ainda que seja difícil antecipar quais empresas dominarão esse novo ciclo. OpenAI e Anthropic aparecem como protagonistas naturais, enquanto a Amazon segue bem-posicionada por meio de seu enorme negócio de nuvem, essencial para atender à demanda crescente por computação e armazenamento. Ao mesmo tempo, a disputa por energia ganha importância estratégica, impulsionada pela expansão dos data centers e pela eletrificação da economia, abrindo espaço tanto para gigantes tradicionais, como Exxon Mobil e Chevron, quanto para startups de fusão nuclear. Em saúde, empresas como Johnson & Johnson seguem estruturalmente relevantes, dada a natureza resiliente da demanda por medicamentos, tratamentos e inovação médica.

Nesse cenário de longo prazo, a Alphabet parece uma das empresas mais bem posicionadas para atravessar as próximas grandes transformações tecnológicas. Além da força de suas operações em busca, nuvem e smartphones, a companhia permanece competitiva em inteligência artificial com os modelos Gemini, tem exposição indireta relevante a Anthropic e SpaceX, avança em computação quântica e conta com a Waymo como uma das principais apostas globais em veículos autônomos. A combinação entre negócios maduros, geração robusta de caixa e exposição a múltiplas frentes de inovação torna a tese construtiva para Alphabet, negociada na Nasdaq sob o ticker GOOGL e acessível no Brasil via BDR GOGL34.

O post Ibovespa hoje: Fim do cessar-fogo no Oriente Médio pressiona bolsas e petróleo sobe; veja destaques desta quarta (8) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Meta (M1TA34) se prepara para monetizar sua infraestrutura computacional e papéis sobem 9%; é o momento de investir?

Meta (M1TA34) anunciou que está planejando monetizar sua infraestrutura computacional ociosa por meio do Meta Compute. A notícia foi suficiente para fazer os papéis da empresa subirem 9% na última quarta-feira (2). 

Inicialmente, o aumento dos recursos para capacidade computacional seria apenas para fins internos, mas as novas exigências do mercado para as empresas de tecnologia que querem investir em IA, alteraram os planos da companhia. 

Meta Compute: nova frente de negócios foca em monetizar a capacidade computacional ociosa da empresa

O fim de junho trouxe mudanças para a tese da inteligência artificial. Ela saiu de um ambiente guiado pela euforia para outro em que resultados, margens e Retornos sobre Investimento (ROI) passam a definir quais empresas vão continuar na liderança.

Para Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o momento é um convite à disciplina, onde os investidores precisam “separar empresas com demanda real, poder de preço e geração de caixa daquelas sustentadas por narrativa”.

Assim, entre as companhias que estão na corrida para expandir o hardware para IA, como a Amazon e a Microsoft, a Meta era a única que não possuía nenhum produto que monetizava diretamente essa capacidade.

Por conta disso, os papéis da Meta foram punidos pelo mercado. Em abril, as ações caíram 13% depois da empresa divulgar planos de “investir agressivamente” em inteligência artificial. Já em junho, as ações recuaram 5% após notícias sobre a venda de ações para financiar novos investimentos em IA.

Essas quedas aconteceram justamente pela desconfiança dos investidores em relação a capacidade da Meta de monetizar os investimentos bilionários em infraestrutura para inteligência artificial.

Porém, isto pode estar prestes a mudar. Segundo a Bloomberg, o Meta Compute, nova frente de negócios da empresa, será focado em monetizar o excesso de poder computacional ocioso.

Apesar de ainda estar em planejamento, a linha deve ter duas frentes principais. “Na primeira, desenvolvedores pagariam para acessar modelos de IA hospedados na infraestrutura da Meta, semelhante às ofertas de nuvem da AWS”, explica Spiess.

Já na segunda, “a empresa venderia capacidade bruta de processamento, como fazem CoreWeave e Nebius, as chamadas neoclouds”, destaca o analista.

A notícia, pesou sobre as ações da CoreWeave e Nebius que recuaram na faixa de 14% a 17% na última quarta-feira (2).

Spiess aponta que ainda existem incertezas, já que a estratégia pode mudar, mas “a existência de capacidade computacional disponível, combinada à demanda crescente de outras empresas por poder de processamento, cria uma oportunidade importante.”

Por esse motivo, a Meta (M1TA34) é um dos ativos escolhidos por Spiess para a carteira IA Cash da Empiricus de julho.

Meta (M1TA34) e mais: veja outras empresas para investir no mercado de inteligência artificial

A carteira IA Cash reúne 13 ativos, entre ações e criptomoedas, que visam capturar as melhores oportunidades de investimento na área da inteligência artificial.

Se você quer conhecer as outras recomendações, basta se cadastrar no BTG Content, a plataforma de publicações do BTG Pactual.

Além disso, você também pode investir no portfólio completo de forma automatizada.

Com apenas um clique é possível investir na carteira completa sem precisar se preocupar com os pesos de cada ativo e nem com o rebalanceamento, pois a plataforma faz de forma automática, quando necessário.

Para conhecer a carteira IA Cash, basta clicar neste link ou no botão abaixo:

QUERO CONHECER A CARTEIRA IA CASH DA EMPIRICUS

O post Meta (M1TA34) se prepara para monetizar sua infraestrutura computacional e papéis sobem 9%; é o momento de investir? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Fundos imobiliários: BTLG11, KNRI11, HGRU11 e outros FIIs com atualizações; confira

Nesta semana, o giro pelos fundos imobiliários traz atualizações aos cotistas sobre FIIs como BTG Pactual Logistica (BTLG11)Kinea Renda Imobiliaria (KNRI11)CSHG Renda Urbana (HGRU11) e outros. Confira:

Btg Pactual Real Estate Hedge (BTHF11)

O fundo anunciou a conclusão de uma operação estruturada envolvendo 30% do Shopping Pátio Maceió, iniciada em 2024. O investimento consumiu R$ 115 milhões ao longo de 28 meses e foi encerrado com TIR de 20,07% ao ano. Com o desinvestimento, o fundo recebeu R$ 121 milhões em caixa, que deverão ser direcionados para novas operações estruturadas e para ampliar a exposição a CRIs indexados ao IPCA com duration mais longa.

Imobiliario BTG Pactual Terras Agricolas (BTIR11)

A gestora informou que renunciará ao recebimento da taxa de performance referente exclusivamente ao segundo semestre de 2025. A partir da competência seguinte, a taxa de performance voltará a ser cobrada normalmente, conforme previsto no regulamento do fundo.

BTG Pactual Logistica (BTLG11)

O fundo renovou contrato no BTLG Cotia por mais cinco anos com o atual locatário, que passou de atípico para típico. Já no BTLG Louveira III, a renovação por mais cinco anos foi realizada com ganho real de 9,2% no aluguel. Além disso, o fundo firmou uma nova locação no BTLG Cabreúva, por prazo de 10 anos, com uma empresa dos setores alimentício e farmacêutico. A operação reduz a vacância do ativo para 6% e leva a vacância consolidada do portfólio para apenas 2,1%.

CSHG Renda Urbana (HGRU11)

O fundo anunciou duas aquisições, somando aproximadamente R$ 150,4 milhões. A primeira envolve cinco lojas de varejo no Leblon, no Rio de Janeiro, por R$ 100,4 milhões, com cap rate de 9,4% ao ano. O pagamento foi majoritariamente realizado via compensação com cotas da 6ª emissão, além de R$ 6,1 milhões em caixa.

A segunda transação foi a aquisição de um campus educacional em São Bernardo do Campo, locado à Faculdade São Judas, do Grupo Ânima, por R$ 50 milhões, via subscrição de cotas, com cap rate de 10,0% ao ano.

HSI Malls (HSML11)

O fundo recebeu a segunda e última parcela da venda de 19% do Shopping Pátio Maceió, no valor de R$ 105,5 milhões, concluindo integralmente a operação de desinvestimento de 49% do ativo. A parcela gerou ganho de capital de R$ 48,2 milhões, equivalente a R$ 2,26 por cota.

Kinea Renda Imobiliaria (KNRI11)

A reavaliação anual do portfólio imobiliário, concluída em junho de 2026, indicou valorização de aproximadamente 0,6% em relação ao valor contábil dos imóveis registrado ao final de maio.

Kinea Oportunidades Real Estate (KORE11)

O fundo realizou a reavaliação anual de seu portfólio imobiliário, que resultou em uma valorização de aproximadamente 1% frente ao valor contábil dos imóveis registrado ao final de maio de 2026.

Tellus Properties (TEPP11)

O fundo celebrou compromisso para aquisição de dois conjuntos comerciais no Edifício Torre Sul, em São Paulo, por R$ 10,8 milhões, com conclusão ainda condicionada ao cumprimento de condições precedentes. Os imóveis estão atualmente locados para a IFC (International Finance Corporation) e para a Nexmuv Tecnologia, gerando receita contratada de aproximadamente R$ 86 mil por mês, correspondente a um cap rate de 9,6%.

TRX Real Estate (TRXF11)

O fundo concluiu a aquisição indireta do Hotel Emiliano Rio de Janeiro por R$ 260 milhões.

O post Fundos imobiliários: BTLG11, KNRI11, HGRU11 e outros FIIs com atualizações; confira apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: SpaceX, Microsoft e Samsung nas manchetes e negociações do tarifaço dos EUA continuam; confira destaques desta terça (7)

Os mercados globais operam com cautela nesta terça-feira, pressionados por uma nova realização em ações de tecnologia e semicondutores, movimento que começou na Ásia e se espalhou para a Europa. A Coreia do Sul concentrou as maiores perdas, com o Kospi recuando 4,9%, enquanto Samsung e SK Hynix caíram de forma expressiva. No caso da Samsung, mesmo um lucro robusto não foi suficiente para impressionar investidores já acostumados a números elevados no ciclo da inteligência artificial.

O movimento reforça a percepção de que o rali ligado à IA pode ter avançado rápido demais, levando os mercados a reavaliar valuations, crescimento de lucros e a sustentabilidade dos investimentos em capital no setor de semicondutores. Nos Estados Unidos, os futuros operam de forma mista, com o Nasdaq sob pressão, enquanto investidores aguardam a ata do Fed, amanhã, novos discursos de dirigentes e, mais adiante, sinais adicionais sobre inflação, juros e atividade econômica.

No campo geopolítico, a tensão voltou a subir no Oriente Médio após relatos de ataques iranianos contra embarcações no Estreito de Ormuz, incluindo um navio de GNL do Catar atingido por um projétil próximo à costa de Omã. Ainda assim, a reação do petróleo foi moderada, já que os fluxos pela rota aprovada pelo Irã não parecem ter sido afetados, enquanto a oferta global segue em recomposição, apoiada pelo aumento de produção da Opep+ e pela maior competição entre exportadores.

Em paralelo, a cúpula da Otan em Ancara começa sob pressão de Donald Trump para que os países-membros elevem seus gastos militares, com foco na meta de 5% do PIB em defesa e no desafio fiscal de financiar o maior esforço militar desde a Guerra Fria.

· 00:57 — Ibovespa descola do alívio externo

No Brasil, o Ibovespa destoou ontem do alívio observado no câmbio e nos juros futuros e encerrou a segunda-feira em queda de 0,93%, retornando ao patamar dos 172 mil pontos. O pregão teve volume reduzido e perdas disseminadas entre as ações. O movimento refletiu a rotação global de fluxo para ações de tecnologia nos Estados Unidos, em detrimento de papéis de valor e blue chips locais.

Na direção oposta, o dólar recuou para R$ 5,1320, com o real entre as moedas emergentes de melhor desempenho, enquanto os juros futuros fecharam em leve queda, acompanhando o alívio dos Treasuries, a baixa do petróleo e a melhora marginal nas expectativas de inflação do Focus. O boletim interrompeu uma sequência de deterioração ao reduzir a mediana para o IPCA de 2026 de 5,33% para 5,30%, embora as projeções para a Selic sigam elevadas. Agora, o foco do mercado se volta ao IPCA de junho, na sexta-feira, dado que deve ajudar a definir se há espaço para mais um corte da Selic em agosto, ainda que a taxa básica deva permanecer em patamar bastante restritivo.

Na agenda do dia, a audiência pública do USTR, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, sobre práticas comerciais brasileiras terminou na segunda-feira sem mudanças na investigação, mas deixou uma impressão relativamente positiva entre representantes do setor privado por ter assumido um tom mais técnico do que político.

Entidades brasileiras e empresas americanas argumentaram que uma eventual tarifa de 25% sobre produtos do Brasil poderia prejudicar os próprios Estados Unidos, ao encarecer insumos, matérias-primas e bens utilizados pela indústria americana, reduzir a competitividade das empresas locais e abrir espaço para fornecedores asiáticos, especialmente chineses. O tema segue no radar nesta terça-feira, com novos painéis e a participação de Flávio Bolsonaro.

E por falar nisso, no campo político, o Partido Liberal marcou para 25 de julho, em São Paulo, a convenção nacional que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A escolha da capital paulista é estratégica, tanto por São Paulo concentrar o maior colégio eleitoral do país quanto pela possibilidade de aproximação com o palanque de Tarcísio de Freitas. Flávio pretende transferir o QG da campanha para o estado a fim de alinhar sua agenda à do governador. Aliados veem uma eventual vitória de Tarcísio no primeiro turno como uma demonstração de força da direita, embora também reconheçam que esse cenário pode trazer desafios no segundo turno, especialmente em relação ao engajamento do eleitorado.

· 01:42 — Tecnologia retoma liderança com Fed e inflação no radar

O setor de tecnologia voltou a liderar os mercados no início da semana, com as ações ligadas à inteligência artificial buscando recuperar parte das perdas recentes. Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 0,3% e renovou sua máxima de fechamento pela 21ª vez em 2026, enquanto o S&P 500 avançou 0,7% e o Nasdaq ganhou 1,1%. As fabricantes de chips ainda não recuperaram integralmente a queda da semana anterior, mas puxaram a alta do pregão em um ambiente marcado por dados econômicos resilientes, resultados corporativos positivos, expectativas de inflação em queda e investidores ainda cautelosos. O petróleo seguiu em baixa, ajudando a reduzir as pressões inflacionárias, enquanto o ouro atingiu o maior nível em duas semanas.

No campo monetário, Christopher Waller, membro do Fed, defendeu o uso do forward guidance, isto é, a orientação futura sobre os possíveis caminhos da política monetária. A posição contrasta com a postura mais recente de Kevin Warsh, que retirou esse tipo de sinalização do comunicado do FOMC. Waller reconheceu que a ferramenta pode ser útil em determinadas circunstâncias, embora também tenha sido problemática em 2021, quando contribuiu para atrasar a reação do Fed à alta da inflação. A agenda inclui a balança comercial de maio, em um momento em que os dados de comércio ganharam maior relevância política por causa das tarifas, além da pesquisa de expectativas de inflação do Fed de Nova York, para medir a percepção dos consumidores sobre os preços, ainda que não haja sinais de mudança no consumo.

· 02:39 — Susto com Samsung?

As ações da Samsung recuaram de forma expressiva, apesar de a companhia ter reportado forte avanço no lucro operacional, impulsionado pelo boom dos chips de memória. O resultado preliminar veio acima das expectativas, mas não foi suficiente para impressionar os investidores, especialmente depois da forte valorização dos papéis nos últimos 12 meses e diante da ausência de projeções futuras mais detalhadas, que só serão divulgadas com os resultados completos. A queda também refletiu um movimento mais amplo de realização em tecnologia na Ásia, de maneira generalizada, com pressão sobre nomes como SK Hynix e sobre o índice Kospi, em meio ao receio de que o rali associado à inteligência artificial tenha avançado demais.

Ainda assim, essa leitura não aponta necessariamente para a formação de uma bolha. O ponto central é saber se os lucros gerados pela demanda por IA em empresas como Samsung, SK Hynix e Micron serão sustentáveis ao longo do tempo. Embora os valuations de longo prazo pareçam elevados, as métricas projetadas para os próximos 12 meses são menos alarmantes e refletem expectativas de crescimento dos lucros. O mercado segue tentando avaliar se o aumento do nível de capex para as proporções atuais, a expansão de capacidade e a concorrência no setor de semicondutores serão compatíveis com os resultados esperados. Por isso, uma queda pontual nas ações da Samsung não responde, sozinha, à pergunta mais importante: se a inteligência artificial será capaz de entregar ganhos duradouros de produtividade e crescimento.

· 03:24 — Adiar pode ser uma escolha ruim

Como já conversamos neste espaço num passado recente, a OpenAI estaria avaliando adiar seu IPO para o próximo ano, mas essa decisão pode trazer riscos caso a janela para novas aberturas de capital se feche antes de a companhia chegar ao mercado. Para muitos investidores nos EUA, tanto a OpenAI quanto a Anthropic deveriam aproveitar o momento ainda favorável para listar suas ações, já que não há garantia de que os investidores continuarão dispostos a absorver centenas de bilhões de dólares em novas emissões. Além de permitir a captação de recursos, a abertura de capital das duas empresas aumentaria a transparência sobre suas finanças e ofereceria ao mercado referências mais claras para avaliar o setor de inteligência artificial.

A listagem de OpenAI e Anthropic também ajudaria a preencher uma lacuna importante: hoje, há poucas empresas de capital aberto com exposição pura à IA, o que dificulta a construção de parâmetros de valuation e alimenta preocupações sobre uma possível bolha no setor. O boom da IA vive um momento decisivo, marcado por valuations elevados e forte volume de investimentos em infraestrutura. A dúvida é se OpenAI e Anthropic conseguirão acessar o mercado antes que o apetite diminua.

· 04:11 — Novos cortes

A Microsoft anunciou cortes equivalentes a 2,1% de sua força de trabalho global, cerca de 4.800 cargos, com impacto desproporcional sobre a divisão Xbox. A área de games perdeu 1.600 funcionários de imediato e deve cortar outros 1.250 ao longo do ano, atingindo aproximadamente 20% da equipe. A decisão ocorre em um momento de incerteza para o negócio de videogames da companhia, em que ainda não está claro como será a próxima geração de consoles, ou mesmo se haverá uma nova geração nos moldes tradicionais.

O movimento reflete a dificuldade da Microsoft em conciliar as elevadas expectativas dos investidores com a realidade econômica da divisão de jogos, que opera com margens muito inferiores às de negócios comparáveis de plataformas e publicação. A própria liderança do Xbox reconheceu que a operação “não é saudável”, enquanto o Game Pass, com 30 milhões de assinantes, permanece distante da meta projetada de 77 milhões. Em um ambiente no qual a inteligência artificial concentra boa parte do entusiasmo do mercado, a divisão de games parece enfrentar limites mais evidentes de escala, rentabilidade e crescimento.

· 05:03 — SpaceX no Nasdaq-100: a nova fronteira da economia espacial

A SpaceX recebeu avaliações otimistas de ao menos seis corretoras de Wall Street após o encerramento do período de silêncio do pós-IPO. O movimento ocorre em um momento importante para a companhia de Elon Musk, que passa a integrar o Nasdaq-100 nesta terça-feira, apenas duas semanas após sua oferta pública inicial. A inclusão acelerada foi viabilizada por uma mudança nas regras da Nasdaq para empresas de ala capitalização, reforçando a relevância crescente das companhias associadas à inteligência artificial e à infraestrutura tecnológica no mercado acionário. Ainda assim, o ambiente para o setor de tecnologia ficou mais cauteloso, depois que os resultados da Samsung frustraram investidores e pressionaram os futuros americanos.

A entrada da SpaceX no Nasdaq-100 deve gerar compras obrigatórias por parte de fundos passivos que replicam o índice, como o ETF QQQ, da Invesco, incorporando automaticamente a ação às carteiras de milhões de investidores. Como a companhia ingressa com peso equivalente a cerca de 0,75% do índice, e aproximadamente US$ 800 bilhões estão atrelados ao Nasdaq-100, as estimativas apontam para compras entre US$ 4,3 bilhões e US$ 6 bilhões em ações. O principal ponto de atenção é que menos de 5% dos papéis da SpaceX estão disponíveis para negociação pública, o que pode ampliar a volatilidade no curto prazo. Por outro lado, cerca de 20% das ações devem ser liberadas após a divulgação do primeiro balanço da companhia, movimento que tende a reduzir parte dessa pressão técnica gradualmente ao longo do tempo.

Em síntese, o evento reforça a consolidação da exploração espacial como uma das próximas grandes fronteiras estruturais do mercado. A companhia combina liderança em lançamentos, escala operacional, capacidade de inovação e exposição a temas de longo prazo, como satélites, conectividade global, defesa, infraestrutura orbital e inteligência artificial aplicada. Naturalmente, a volatilidade deve permanecer elevada no curto prazo, sobretudo diante da baixa quantidade de ações em circulação e dos fluxos técnicos associados à inclusão no índice. Ainda assim, para investidores dispostos a conviver com oscilações, a SpaceX, negociada na Nasdaq sob o ticker SPCX e acessível no Brasil via BDR SPCX34, passa a representar uma das formas mais diretas de exposição à nova economia espacial, um mercado ainda em estágio inicial, mas com potencial relevante de expansão nas próximas décadas.

O post Ibovespa hoje: SpaceX, Microsoft e Samsung nas manchetes e negociações do tarifaço dos EUA continuam; confira destaques desta terça (7) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

BTG Pactual abre inscrições para programa de formação de assessores de investimento; participe

Se você está em busca de uma porta de entrada para o mercado financeiro ou da oportunidade de fazer uma transição de carreira, precisa saber que o BTG Pactual abriu inscrições para o BTG Evolution. Trata-se do programa de formação de Assessores de Investimentos, promovido pelo banco de investimentos.

O objetivo é capacitar recém-formados, universitários no final da graduação e profissionais em transição de carreira para construir uma trajetória sólida no mercado financeiro.

Diferentemente de outros programas de formação de assessores, a proposta do BTG Pactual não é simplesmente oferecer um curso que ajude esses profissionais a conseguirem uma certificação. A intenção é trazer os candidatos para o dia a dia do banco e ensiná-los como ser um assessor.

As inscrições seguem abertas até 22 de julho e a primeira fase da formação acontecerá no dia 1 de agosto em um evento presencial. Veja a seguir como vai funcionar o programa.

BTG Evolution: conheça os pré-requisitos e todas as etapas do programa

O BTG Evolution é voltado a profissionais recém-formados ou com graduação concluída em até três anos, em qualquer área de conhecimento. O programa também é para universitários no último semestre de graduação em Economia, Administração ou áreas correlatas. Não é necessária experiência prévia, contudo, a certificação CPA-20 (atual C-Pro R) é obrigatória.

Assim, o programa de formação de assessores de investimentos do BTG Pactual foi elaborado em seis etapas:

  • Período de inscrições (22/06 a 22/07) – neste link;
  • Convite para o Evento (28/07 a 30/07);
  • Evento Presencial + Case técnico (01/08);
  • Conversa com Líderes (03/08 a 07/08);
  • Propostas (10/08 a 11/08);
  • Formação B2C (duração de 3 a 6 meses): Entrada prevista para 24/08.

No dia 1º de agosto os candidatos vão ter o primeiro contato com o universo de assessoria do BTG Pactual. Na ocasião, os participantes vão entender quais os caminhos possíveis para construir uma carreira na área, por meio de conversas com especialistas do banco.

Ao final dessa experiência, ainda durante o evento, os participantes vão resolver um case técnico. O desafio será baseado em situações reais do dia a dia de um assessor de investimentos e os candidatos vão poder colocar em prática suas habilidades analíticas e conhecimentos.

Os participantes que preformarem melhor nessa fase serão selecionados para ingressar na Assessoria Digital e podem ser promovidos para o time de Relacionamento ao final de três meses.

Assim, os candidatos que avançarem na trilha do programa terão três meses de experiência dentro do BTG Pactual. Nesse período, eles vão seguir os mesmos objetivos que um assessor do banco e terão formação técnica e prática por meio de:

  • Treinamentos;
  • Simulações e roleplays reais;
  • Feedbacks individuais;
  • Acompanhamento de performance;
  • Mentoria com líderes de mercado.

BTG EVOLUTION: SAIBA COMO DAR O PRÓXIMO PASSO NA SUA CARREIRA

Por que participar do BTG Evolution?

A profissão assessor de investimentos está ganhando cada vez mais espaço no Brasil. De acordo com dados da ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias), em maio, o país contava com mais de 27 mil profissionais certificados. Destes, 20 mil já estavam vinculados a alguma instituição financeira.

Na prática, estamos falando de um crescimento de 3,6% em 12 meses, que reforça a procura por serviços especializados de investimento, mas que ainda esta longe de atender à demanda crescente do mercado.

Nesse sentido, o BTG Evolution pode ser uma porta para o desenvolvimento acelerado na carreira de assessor de investimentos, com acesso direto a especialistas e a oportunidade de efetivação em um dos times mais estratégicos do BTG Pactual.

O profissional ainda poderá contar com a estrutura robusta do maior Banco de Investimentos da América Latina com acesso à um portfólio amplo de produtos internos e ativos externos, selecionados rigorosamente.

Outro diferencial são as plataformas que dão suporte ao trabalho diário e permitem:

  • Gestão de carteiras;
  • Acompanhamento do mercado em tempo real;
  • Análise de riscos e oportunidades;
  • Tomada de decisão com mais agilidade e precisão.

Por fim, os assessores de investimento vinculados ao BTG Pactual contam com uma jornada de formação contínua que inclui cursos, workshops, trilhas focadas em comunicação, liderança, gestão do tempo e competências comportamentais.

O BTG Evolution é o primeiro passo para quem deseja desenvolver uma carreira de sucesso como assessor de investimentos, dentro do BTG Pactual.

Por isso, se você está em busca da sua primeira oportunidade no mercado ou deseja fazer uma transição de carreira, garanta a sua vaga no evento de lançamento e esteja entre os primeiros a entrar nessa trilha de formação:

BTG EVOLUTION: INSCREVA-SE E TENHA A CHANCE DE MUDAR A SUA CARREIRA

O post BTG Pactual abre inscrições para programa de formação de assessores de investimento; participe apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Moura Dubeux (MDNE3) prevê ritmo de vendas saudável em trimestre de base comparativa exigente; veja o que esperar do 2T26 da companhia

Nesta segunda-feira (6), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou a prévia operacional do 2T26, mantendo indicadores operacionais saudáveis. Os números vieram próximos das expectativas, com destaque para o ritmo de vendas e a geração de caixa.

No período, a companhia lançou seis projetos, totalizando R$ 1,0 bilhão em VGV líquido (%MD), retração de 45,7% na comparação anual.

Resultados da Moura Dubeux satisfazem mesmo em menor volume

Apesar da menor atividade, a absorção permaneceu satisfatória, com VSO trimestral de lançamentos de 51,5%, evidenciando a boa receptividade dos empreendimentos apresentados ao mercado. Vale citar que parte dos empreendimentos foi lançada no final do trimestre; portanto, o indicador ainda reflete um período de vendas curto.

No total, as vendas líquidas da Moura Dubeux atingiram R$ 1,02 bilhão (%MD) no trimestre, praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior (-1,8%) e 14,9% inferiores ao 2T25. O desempenho foi sustentado principalmente pelo segmento de condomínios, que respondeu por cerca de dois terços do volume comercializado, enquanto o indicador de VSO consolidado encerrou o período em 20,9% no trimestre e 51,1% na janela de doze meses, permanecendo em patamar resiliente.

Na parte financeira, a companhia destacou a geração de caixa positiva de R$ 28 milhões, revertendo o consumo de R$ 122 milhões registrado no 1T26. O resultado foi favorecido pela antecipação de aproximadamente R$ 153 milhões em recebíveis relacionados a taxas de comercialização de terrenos, operação inédita para a companhia e que, segundo a administração, envolve ativos já performados, de curta duração e baixo risco de inadimplência. Ainda que se trate de um efeito não recorrente, a transação contribuiu para reduzir a pressão sobre o fluxo de caixa em um momento de forte expansão operacional.

De forma geral, a prévia do 2T26 reforçou o bom momento da Moura Dubeux, especialmente no segmento de condomínios, que segue apresentando boa performance no Nordeste. Embora o menor volume de lançamentos tenha levado a uma desaceleração natural na comparação anual, os indicadores de vendas continuam sólidos, e a geração de caixa representa um sinal positivo. Negociando próximo de 4 vezes o lucro estimado para 2027, a ação MDNE3 permanece entre as recomendações da Empiricus.

O post Moura Dubeux (MDNE3) prevê ritmo de vendas saudável em trimestre de base comparativa exigente; veja o que esperar do 2T26 da companhia apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Quem investiu em Itaú (ITUB4) pôde lucrar até 500% em 10 anos seguindo uma estratégia específica; veja qual

Quando falamos de dividendos, o potencial deles pode estar menos no pagamento e mais na forma como eles são usados. Para o analista da Empiricus, Ruy Hungria, reinvestir proventos é uma das estratégias mais eficientes para quem busca construir patrimônio no longo prazo.

Assim, ao invés de sacar os dividendos, o investidor aplica o valor para comprar novas ações da mesma empresa. Com maior participação na companhia, ele amplia o seu potencial e passa a receber dividendos ainda maiores nas próximas distribuições.

“Obviamente, isso não vai fazer uma grande diferença em um ou dois meses. No entanto, em uma janela mais longa a vantagem pode ser brutal”, afirma o analista.

Para apresentar sua tese, ele usa uma comparação dos retornos de quem tinha ações do Itaú (ITUB4) e optou por reinvestir os dividendos nos papéis do banco ao longo dos últimos 10 anos.

Valorização das ações ITUB4 sem reinvestimento indicado na linha azul mais clara; valorização de ITUB4 junto com os dividendos reinvestidos gradualmente indicado na linha azul mais escura.

Como mostra o gráfico, quem optou por não reinvestir teve um lucro da ordem de 300% em uma década, enquanto quem reinvestiu os dividendos obteve um retorno de cerca de 500% no período.

Nesse ritmo, uma pessoa que investiu R$ 10 mil em ITUB4 em janeiro de 2016 poderia transformar o valor em R$ 40 mil somando a valorização e os dividendos do papel. Já quem reinvestiu todos os dividendos recebidos ao longo desse período poderia ter chegado ao final desse período com cerca de R$ 60 mil.

Essa diferença está no efeito dos juros compostos ao longo prazo. Ao reinvestir dividendos, o investidor que aumenta a sua quantidade de ações e passa a receber proventos sobre uma base gradualmente maior.

ITUB4 e mais: quais empresas investir para dividendos?

No caso apresentado por Ruy Hungria, as ações ITUB4 foram apenas um exemplo. Mas, na verdade, o analista ressalta que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno.

“No caso de Itaú, a estratégia funcionou muito bem porque o banco apresentou bons resultados ao longo dos anos e suas ações continuaram se valorizando. Reinvestir neste caso é o que chamamos de colocar ‘dinheiro bom atrás de dinheiro bom’”, explica.

Entretanto, caso Itaú fosse uma “empresa ruim”, com resultados decepcionantes, o analista alerta que o reinvestimento poderia resultar em perdas adicionais.

Por isso, na hora de essa estratégia, Hungria recomenda seguir uma carteira de ações de boas empresas, que crescem e, além disso, pagam bons dividendos, como ITUB4.

É por isso que a companhia faz parte da Carteira Mensal de Dividendos, que ainda conta com outras sete ações com esse mesmo perfil e que já se valoriza 16,7% neste ano, contra 6,8% do Ibovespa – uma valorização equivalente a 245% do índice.

Desde a sua criação, em novembro de 2023, a carteira já desponta uma valorização de 76,9%, enquanto o índice da bolsa valorizou 52,2%.

Veja como investir na Carteira de dividendos da Empiricus

Conforme conta Hungria, na montagem de um portfólio focado em dividendos, o objetivo é selecionar empresas que possuem:

  • Capacidade de geração de caixa livre (GCL) comprovada;
  • Distribuição de proventos sustentáveis;
  • Dividendos que proporcionam aos seus acionistas o benefício dos juros compostos (compounding).

Por isso, nas recomendações da casa, a preferência está em negócios resilientes, com vantagens competitivas, em setores de fortes tendências, previsibilidade de resultados e boa margem de segurança.

Para manter sua estratégia fortalecida, todos os meses, a equipe de analistas da Empiricus disponibiliza um relatório recomendando os ativos com o maior potencial para essa estratégia.

O portfólio completo pode ser encontrado na íntegra na plataforma do BTG Content, e junto a ele o investidor também confere uma forma muito prática para investir nos ativos. Para isso:

  • Acesse o BTG Content nos links deste texto (teste gratuito por 30 dias, caso não tenha cadastro);
  • Conheça os ativos e as teses da carteira de dividendos;
  • Clique em “Investir” para aportar de forma automatizada na carteira mensal.

Na prática, isso significa que, além de poder conferir os ativos recomendados e comprar manualmente, o investidor tem como aplicar em todo o portfólio com poucos cliques de maneira automatizada.

Ao optar por essa modalidade, toda recomendação de compra ou venda de ativos é feita sem que o investidor precise fazer nada. Além disso, a própria plataforma faz o rebalanceamento.

Para começar, clique no botão abaixo e veja como acessar a carteira de dividendos automatizada da Empiricus:

QUERO CONHECER A CARTEIRA DE DIVIDENDOS DA EMPIRICUS

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

O post Quem investiu em Itaú (ITUB4) pôde lucrar até 500% em 10 anos seguindo uma estratégia específica; veja qual apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: EUA abre audiência para discutir tarifaço no Brasil, enquanto mercado olha para ata dos juros americanos e cúpula da OTAN nesta segunda (6)

Os mercados globais operam em tom misto nesta segunda-feira, com os futuros de Wall Street em alta após uma semana positiva que levou o Dow Jones a uma máxima histórica. Os investidores se preparam para a retomada das negociações após o feriado de Independência dos Estados Unidos. Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq avançam, as bolsas europeias sobem de forma moderada e a Ásia fechou sem direção única.

Ao longo da semana, as atenções estarão voltadas à ata do FOMC, às atas do BCE, à cúpula da Otan na Turquia, aos desdobramentos da guerra na Ucrânia e à audiência sobre práticas comerciais do Brasil, em Washington, que marca a primeira etapa da estratégia tarifária de Donald Trump contra o país.

Já o petróleo, por fim, começa a semana em queda, pressionado pela decisão da Opep+ de elevar novamente sua produção em 188 mil barris por dia a partir do próximo mês e pelos sinais de normalização gradual do fluxo pelo Estreito de Ormuz.

· 00:51 — Brasil entre desaceleração, Selic e ruído comercial

No Brasil, o Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,74%, recuperando o patamar dos 174 mil pontos, favorecido pelo recuo dos juros futuros em um pregão de liquidez reduzida pelo feriado antecipado de Dia da Independência nos Estados Unidos. Na semana, o índice avançou 0,4% e ainda acumula alta de 8% no ano, apesar da correção observada desde a segunda metade de abril. O movimento dos juros foi apoiado pela produção industrial brasileira, que caiu 0,2% em maio ante abril, frustrando a expectativa de alta de 0,3% e reforçando os sinais de desaceleração.

Nesta semana, o foco se divide entre a agenda doméstica e os ruídos comerciais com os Estados Unidos. Em Washington, começa a audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre as práticas comerciais do Brasil, etapa relevante da investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio, que pode embasar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.

A indústria nacional deve argumentar que a medida também prejudicaria os próprios Estados Unidos, ao encarecer insumos, matérias-primas e bens de capital utilizados pela indústria americana. No Brasil, os principais indicadores serão as vendas no varejo e o IPCA de junho, marcados para quarta e sexta-feira, respectivamente, que podem confirmar a perda de força da economia e manter vivo o debate sobre mais um corte da Selic.

· 01:44 — Querendo alguma recuperação

Os futuros americanos apontam para uma recuperação das ações de tecnologia no início da semana, em meio à expectativa pelos resultados da Samsung Electronics, que devem funcionar como um novo teste para o setor de semicondutores e para o apetite por teses ligadas à inteligência artificial.

Na semana anterior, porém, o segmento passou por forte realização: o ETF iShares Semiconductor caiu 5,6%, pressionado por nomes como Teradyne, KLA, Entegris, Lam Research e Marvell Technology. No mesmo período, o Nasdaq recuou, enquanto o Dow renovou recorde, refletindo uma rotação parcial para setores mais defensivos.

No campo macroeconômico, o payroll de junho veio abaixo do esperado, com criação de apenas 57 mil vagas e taxa de desemprego em 4,2%, reforçando a leitura de um mercado de trabalho em desaceleração, mas ainda sem ruptura. O dado reduziu a probabilidade de uma nova alta de juros pelo Fed, de 29% para cerca de 18%, oferecendo algum alívio aos mercados antes do feriado. Agora, a semana atual nos trará uma agenda mais leve, com o PMI de serviços do ISM, a ata do Fomc, os dados de vendas de imóveis usados e os resultados de PepsiCo e Delta, antes do início da temporada de balanços dos grandes bancos, em 14 de julho.

· 02:39 — Preocupação com o fluxo

O fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz mostra sinais de normalização após semanas de desvios e manobras incomuns de navios-tanque, reduzindo o prêmio de risco geopolítico incorporado às cotações do petróleo. Embora o funeral do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, tenha suspendido temporariamente as negociações entre Washington e Teerã, os sinais práticos apontam para a continuidade da implementação do memorando firmado no mês passado, com a retomada do comércio marítimo entre Irã e Catar e o tráfego de petróleo próximo da normalidade.

Ao mesmo tempo, a Opep+ confirmou um novo aumento de produção, de 188 mil barris por dia a partir de agosto, reforçando a expectativa de um mercado mais abastecido. Com maior oferta, retomada dos fluxos em Ormuz e menor risco de disrupção imediata, Brent e WTI abriram em queda na Ásia, refletindo a percepção de que o choque geopolítico perdeu força como fator de sustentação dos preços.

· 03:26 — Na expectativa pela Cúpula

A cúpula da OTAN na Turquia nesta semana ocorre em um momento em que os aliados europeus tentam demonstrar a Donald Trump que a permanência dos Estados Unidos na aliança continua sendo estratégica para Washington. Depois da reunião anterior em Haia, marcada pelo esforço de convencer Trump a não abandonar a OTAN, o foco agora é apresentar resultados concretos, especialmente o aumento dos gastos militares europeus, em parte atribuído à pressão exercida pelo próprio presidente americano.

Ainda assim, a relação permanece delicada: Trump segue cobrando maior contribuição dos aliados, demonstra irritação com posições europeias no conflito com o Irã e mantém tensões com líderes como Giorgia Meloni. A presença de Recep Tayyip Erdoğan como anfitrião pode ajudar, dado o respeito de Trump por seu estilo de liderança e a relevância geopolítica da Turquia, que possui a segunda maior força militar da OTAN e influência direta sobre os principais conflitos em discussão.

Com a redução das tensões no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia volta ao centro da agenda. Trump deve se reunir com Volodymyr Zelensky em meio à frustração por não ter conseguido encerrar o conflito, que entrou em uma fase de estagnação militar, enquanto a Rússia intensifica ataques contra a Ucrânia às vésperas da cúpula. Ao mesmo tempo, os gastos com defesa seguem como tema dominante, embora seus efeitos econômicos tendam a aparecer de forma gradual, e não imediata.

A composição desses gastos também está mudando, com maior relevância para drones, estoques de mísseis, novas tecnologias militares e possível redirecionamento das compras europeias para fornecedores fora dos Estados Unidos. A mensagem central é que a OTAN continua dependente de Washington, mas precisará encontrar formas mais eficazes de manter Trump engajado, indo além da deferência política e demonstrando utilidade estratégica concreta para os interesses americanos.

· 04:13 — Alavanca de crescimento

A Coreia do Sul tenta transformar o boom da inteligência artificial em uma alavanca de crescimento econômico de longo prazo. Com Samsung Electronics e SK Hynix caminhando para lucros operacionais recordes, o governo sul-coreano espera uma arrecadação extraordinária de impostos corporativos e pretende direcionar parte desse excedente para um fundo de investimento voltado ao desenvolvimento futuro. Ao mesmo tempo, o entusiasmo com a IA também traz riscos. ETFs alavancados ligados a ações individuais de Samsung e SK Hynix passaram a preocupar reguladores e políticos, já que podem amplificar movimentos de volatilidade em papéis que se tornaram centrais para a bolsa local.

No campo corporativo, a SK Hynix se prepara para uma listagem histórica na Nasdaq, avaliada em cerca de US$ 28 bilhões, aproveitando o forte apetite global por ativos ligados à inteligência artificial e buscando reduzir o desconto de valuation em relação a pares internacionais. O movimento ocorre em meio a uma onda mais ampla de investimentos em semicondutores na Ásia.

A Hon Hai registrou forte crescimento de vendas impulsionado pela IA, a Micron iniciou uma expansão relevante no Japão, a Samsung planeja elevar os preços de DRAM e a Índia avança no desenvolvimento de sua própria capacidade de produção de chips. Em paralelo, a Coreia do Sul também abriu uma nova etapa de integração financeira ao iniciar a negociação 24 horas do won, em uma das flexibilizações mais relevantes de seu regime cambial desde a crise asiática de 1997.

· 05:05 — Bom posicionamento

A WEG segue bem posicionada para capturar um ciclo estrutural de crescimento na cadeia de infraestrutura elétrica, em um ambiente em que a demanda por equipamentos permanece forte e a oferta segue limitada. A leitura foi reforçada em reunião recente com executivos da Siemens Energy, que destacaram a força da demanda por soluções ligadas à rede elétrica, especialmente em razão da expansão de data centers, inteligência artificial e hyperscalers. Embora o 2T26 possa ser mais fraco, a expectativa é de retomada do crescimento a partir do segundo semestre.

Entre os principais vetores de demanda estão a expansão da geração renovável, a necessidade de substituição de ativos antigos de transmissão e, sobretudo, os investimentos em data centers. Essa última frente vem ganhando importância como fonte incremental de demanda por transformadores e outros equipamentos críticos para a rede elétrica, aproximando fornecedores industriais das grandes empresas de tecnologia. Ao mesmo tempo, a oferta global continua apertada, com prazos de entrega de três a cinco anos para transformadores de maior porte, além de restrições ligadas à construção de novas fábricas e à escassez de mão de obra qualificada.

Esse contexto favorece companhias que já investiram em capacidade produtiva, como a WEG. Os investimentos realizados nos últimos anos, especialmente em Geração, Transmissão e Distribuição, começam a entrar em operação justamente em um momento de demanda superior à oferta, sobretudo em transformadores de potência, segmento com maiores barreiras de entrada. Por isso, mesmo negociando a um valuation exigente, de cerca de 30,6 vezes lucros estimados para 2026, WEGE3 segue como uma das principais histórias de crescimento da bolsa brasileira.

O post Ibovespa hoje: EUA abre audiência para discutir tarifaço no Brasil, enquanto mercado olha para ata dos juros americanos e cúpula da OTAN nesta segunda (6) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Inteligência artificial (IA) vai além do trabalho e chega aos investimentos; conheça curso da Market Makers Academy 

A inteligência artificial está cada vez mais presente na rotina dos brasileiros. Segundo dados do Datafolha, a parcela de pessoas que utilizam a tecnologia no trabalho cresceu de 17% para 24% em um ano, enquanto seu uso também se expandiu para atividades como pesquisas na internet (25%), estudos (17%) e criação de vídeos e imagens (4%). 

Os números mostram que a IA já ultrapassou a fase da curiosidade e passou a ser utilizada como uma ferramenta para economizar tempo, organizar informações e tornar tarefas mais eficientes. 

Nos investimentos, a lógica é semelhante. Em meio ao grande volume de notícias, relatórios e dados do mercado financeiro, investidores vêm recorrendo à tecnologia para filtrar informações, identificar padrões e aprimorar suas análises. 

É justamente para ensinar esse processo que a Market Makers Academy lançou o curso Claude para Investidores, focado na aplicação prática da IA na rotina de investimentos. 

O que a IA pode fazer por investidores? 

A variedade de informações sobre o mercado financeiro pode, às vezes, mais atrapalhar do que ajudar um investidor iniciante. Balanços, notícias, indicadores e relatórios “competem” pela atenção do mercado o tempo todo. 

Nesse contexto, ferramentas de IA podem resumir conteúdos, organizar informações, comparar cenários e ajudar o investidor a encontrar mais rapidamente aquilo que realmente importa. 

Entre as ferramentas disponíveis atualmente, o Claude tem se destacado pela capacidade de interpretar grandes volumes de texto, organizar análises complexas e produzir respostas mais estruturadas — características especialmente úteis para quem acompanha empresas, setores e tendências de mercado. 

Saber que a inteligência artificial pode ajudar nos investimentos é apenas o primeiro passo. O desafio está em aprender a utilizar essas ferramentas de forma estratégica. Com isso, surge o curso Claude para Investidores.  

O objetivo do curso é ensinar desde a construção de prompts para análise de ativos até o uso da IA para organizar pesquisas, avaliar oportunidades e automatizar parte do processo de análise. Mostrando, na prática, como transformar o Claude em um verdadeiro assistente para a tomada de decisões de investimento. 

As aulas serão conduzidas por Leonardo Dawadji, COO da Across Capital e especialista em IA aplicada ao mercado financeiro, com 18 anos de experiência no setor e passagens por ModalSolana Encore

Claude para Investidores: saiba como otimizar seus investimentos por meio da IA 

O próximo passo para quem quer investir com IA: acompanhe aula gratuita 

Para apresentar a metodologia do curso Claude para Investidores, Dawadji realizará uma aula magna gratuita na próxima quarta-feira (8), às 19h. 

Durante o encontro, ele mostrará como utilizar o Claude para acelerar análises, organizar informações e aprimorar o processo de tomada de decisão nos investimentos, além de dar mais detalhes sobre o curso completo para os interessados. 

Para participar da aula gratuitamente, basta se inscrever por meio deste link ou no botão abaixo: 

AULA GRATUITA: QUERO OTIMIZAR MEUS INVESTIMENTOS COM IA

O post Inteligência artificial (IA) vai além do trabalho e chega aos investimentos; conheça curso da Market Makers Academy  apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Bitcoin (BTC) volta aos US$ 60 mil: o pior já ficou para trás nas criptomoedas?

O Bitcoin (BTC) voltou a negociar acima dos US$ 60 mil nesta semana, recuperando uma região técnica relevante após ter ameaçado uma correção mais profunda na virada do mês. O movimento trouxe alívio para o mercado cripto e interrompeu, ao menos por ora, a deterioração que vínhamos acompanhando nas últimas semanas.

A melhora ocorreu em um ambiente de maior apetite por risco, influenciado por três fatores principais: um relatório de emprego mais fraco nos Estados Unidos, a percepção de menor pressão inflacionária após a fala de Kevin Warsh no Fórum do BCE e uma rotação de capital depois de um primeiro semestre bastante concentrado em semicondutores.

Mesmo com a melhora no preço, o cenário ainda exige seletividade. O Bitcoin voltou para cima de um suporte importante, mas o mercado segue precificando a possibilidade de novos aumentos de juros ainda em 2026, enquanto os fluxos para cripto precisam mostrar mais consistência antes de sustentarem uma leitura mais construtiva.

Além disso, a Strategy voltou ao centro das discussões. A empresa reduziu parte do risco de cauda ao reforçar caixa e ampliar sua flexibilidade financeira, mas também abriu uma possibilidade que antes parecia distante: monetizar parte dos seus bitcoins caso a gestão entenda que isso seja vantajoso.
Por isso, nossa leitura ainda segue a mesma: o momento continua mais adequado para gestão de risco do que para reconstrução agressiva de posições em altcoins.

Nesta edição, mostramos por que a recuperação recente melhora o quadro de curto prazo, mas ainda não confirma uma virada de tendência.

Leitura gráfica: Bitcoin (BTC)

O Bitcoin recuperou uma região técnica relevante. Depois de tocar a região de US$ 58 mil na virada do mês, o ativo voltou a negociar acima dos US$ 60 mil, faixa que vínhamos tratando como suporte importante nas últimas semanas. A retomada reduz, por ora, o risco de uma correção adicional em direção aos US$ 50 mil, cenário que havia ganhado força após a perda temporária desse nível.

Ainda assim, recuperar um suporte não significa, necessariamente, reverter a tendência. Para que o movimento ganhe consistência, será importante observar se o BTC consegue se manter acima dessa região e, principalmente, se a melhora de preço será acompanhada por fluxos mais fortes e maior demanda institucional.

Por enquanto, o repique deve ser interpretado como uma melhora pontual no curto prazo, mas ainda insuficiente para confirmar uma nova pernada de alta.

BTC/USDT

Fonte: TradingView

O alívio no mercado cripto veio, mas não virou tendência

A recuperação do Bitcoin ocorreu após a divulgação de um relatório de emprego mais fraco nos Estados Unidos. Em junho, a economia americana criou apenas 57 mil vagas, abaixo das cerca de 115 mil esperadas pelo mercado. Além disso, os dados dos meses anteriores foram revisados para baixo: abril passou de 179 mil para 148 mil vagas, enquanto maio caiu de 172 mil para 129 mil. No total, as revisões retiraram 74 mil vagas do que havia sido reportado anteriormente.

Fonte: Tradingeconomics

Os números reforçaram a percepção de um mercado de trabalho americano menos resiliente do que se imaginava. Para os ativos de risco, esse tipo de dado tende a aliviar parte da pressão sobre as taxas de juros, uma vez que reduz a probabilidade de uma postura ainda mais restritiva por parte do Fed.

Esse alívio também foi influenciado pela fala de Kevin Warsh no Fórum do BCE, em Sintra. O evento reúne alguns dos principais banqueiros centrais do mundo e costuma funcionar como um espaço relevante para sinalizações de política monetária. Em sua participação, Warsh reconheceu que as pressões inflacionárias diminuíram nas últimas semanas, o que contribuiu para reduzir a percepção de risco em torno dos juros.

Ainda assim, a mensagem não representou uma mudança ampla na postura de política monetária. Warsh reforçou o compromisso com a meta de 2% de inflação e evitou oferecer sinalizações claras sobre os próximos passos. Assim, embora o ambiente inflacionário pareça menos pressionado, o mercado ainda segue precificando a possibilidade de novos aumentos de juros ao longo de 2026.

Colocando esses dois pontos em contexto, é possível que tenhamos chegado a um “pico de hawkishness”. Em outras palavras, parte relevante do pessimismo em torno dos juros pode já estar refletida nos preços.

Daqui em diante, o ponto central passa a ser a confirmação pelos dados. Caso os próximos indicadores reforcem a continuação dessa dinâmica, o mercado pode começar a reduzir a expectativa de uma postura monetária ainda mais dura. Para o Bitcoin, esse alívio seria relevante: menos pressão nos juros tende a melhorar o apetite por risco e pode abrir espaço para uma recuperação mais consistente do ativo.

Outro fator relevante foi a rotação de capital no mercado acionário. Após um primeiro semestre marcado por forte concentração de ganhos em semicondutores e empresas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial (IA), houve realização em parte desses ativos. O movimento não indica necessariamente uma saída ampla de risco, mas uma redistribuição de exposição entre setores e classes de ativos.

Nesse contexto, ativos digitais também foram beneficiados. Parte do capital que estava concentrado em segmentos com valuations mais elevados passou a buscar oportunidades em ativos que haviam ficado para trás no período recente, incluindo software e cripto.

Além disso, houve uma melhora marginal nos fluxos dos ETFs de Bitcoin à vista. Após uma sequência de dez dias consecutivos de saídas, os produtos registraram entrada líquida de aproximadamente US$ 223,5 milhões em 2 de julho. O dado é positivo porque interrompe a deterioração recente, mas ainda não tem magnitude suficiente para sustentar, sozinho, uma leitura mais construtiva.

Fonte: Farside

Para que a recuperação ganhe força e passe a indicar uma retomada mais consistente da tendência de alta, será importante observar a continuidade desses fluxos nos próximos dias.

Strategy reduz risco de cauda, mas muda narrativa

Outro ponto relevante veio da Strategy, empresa de Michael Saylor e maior tesouraria corporativa de Bitcoin do mundo. Depois de semanas de pressão sobre seu modelo de financiamento, a companhia anunciou um novo pacote de gestão de capital que mexe diretamente nos pontos frágeis que vínhamos acompanhando.

A empresa autorizou até US$ 2 bilhões em recompras, sendo US$ 1 bilhão em ações preferenciais e US$ 1 bilhão em ações ordinárias Classe A. Além disso, reforçou sua reserva em dólar para cerca de US$ 2,55 bilhões, valor suficiente para cobrir aproximadamente 17,4 meses de dividendos das preferenciais e juros da dívida. A Strategy também elevou o dividendo anual da STRC para 12%, que passa a valer a partir de 1º de julho de 2026.

O ponto mais sensível, porém, foi a criação de um programa de monetização de Bitcoin. Na prática, a empresa passou a ter autorização para vender parte dos seus BTCs caso a gestão entenda que isso é mais vantajoso do que emitir novas ações ou acessar o mercado de capitais em condições desfavoráveis. Os recursos poderiam ser usados para reforçar a reserva em dólar, pagar dividendos e juros ou financiar recompras.

É importante separar duas coisas. A Strategy não anunciou uma venda imediata de Bitcoin, nem assumiu obrigação de vender. O que mudou foi a abertura formal dessa possibilidade. Ainda assim, a sinalização é relevante porque representa uma mudança de postura em relação à narrativa anterior, muito mais associada à acumulação permanente de BTC.

Por muito tempo, a mensagem de Saylor esteve mais próxima de “compre Bitcoin, nunca venda seus bitcoins”. Agora, o discurso passa a incorporar outro elemento. Ao resumir o pacote, Saylor afirmou que a medida “fortalece o perfil de crédito da Strategy mantendo o bitcoin como principal ativo de reserva do tesouro”. A diferença é sutil, mas importante: a prioridade deixa de ser apenas acumular BTC a qualquer custo e passa a incluir a gestão ativa da estrutura de capital.

Do ponto de vista de mercado, a notícia foi recebida de forma positiva. A ação ordinária ($MSTR em laranja) e as preferenciais (como $STRC em vermelho) voltaram a subir, especialmente porque o pacote reduz parte do risco de cauda que vinha pressionando os papéis. Um balanço com mais caixa, maior cobertura de obrigações e ferramentas de recompra tende a dar mais conforto ao investidor sobre a capacidade da empresa de honrar seus pagamentos.

Fonte: Tradingview

Essa é a parte positiva. O novo plano diminui o risco de uma venda forçada e desordenada de Bitcoin em um cenário de estresse, o que seria muito pior para o mercado. Ao criar uma estrutura mais flexível, a Strategy ganha tempo e reduz a percepção de fragilidade imediata.

Mas isso não transforma a notícia em algo plenamente positivo. O fato de a companhia precisar abrir margem para vender BTC mostra que o modelo não está funcionando como antes. Quando o prêmio da ação diminui, a emissão de capital perde eficiência e o custo das preferenciais sobe, a empresa precisa recorrer a instrumentos defensivos. Em outras palavras, o pacote reduz o risco de curto prazo, mas também confirma que a tese da Strategy entrou em uma fase mais difícil.

Para o Bitcoin, o efeito líquido é ambíguo. De um lado, o mercado retira parte do risco de uma liquidação desordenada. De outro, passa a conviver com a possibilidade de que uma das maiores compradoras históricas do ativo possa, em determinados momentos, atuar também como vendedora. Isso não muda a tese estrutural do Bitcoin, mas adiciona uma camada importante de monitoramento para os próximos meses.

Já não basta “comprar e esquecer”

Esse ponto também reforça uma ideia central para o investidor. O Bitcoin pode continuar sendo um ativo interessante no longo prazo e seus fundamentos seguem sólidos. Ainda assim, a melhor forma de se expor ao ativo nem sempre é simplesmente comprar e esquecer. Em diferentes momentos do ciclo, faz sentido ajustar exposição, preservar caixa e gerir risco conforme os sinais de mercado evoluem.

É exatamente essa lógica que buscamos aplicar na carteira Crypto Momentum, uma forma automatizada de se expor ao mercado cripto pelo BTG Pactual. A estratégia busca capturar os momentos de alta do Bitcoin e, quando o ambiente é favorável, investir em altcoins que estejam apresentando melhor desempenho relativo em relação ao próprio BTC. Em períodos de perda de força do mercado, por outro lado, a carteira pode ampliar a posição em caixa, como ocorre no momento atual.

Até aqui, essa estratégia tem se refletido em uma performance consistente acima do Bitcoin. Para quem busca exposição ao mercado cripto com uma gestão de risco ativa e automatizada, confira a carteira Crypto Momentum aqui:

QUERO CONHECER A CARTEIRA CRYPTO MOMENTUM

A recuperação ainda pede confirmação

Portanto, a leitura segue equilibrada. O Bitcoin recuperou uma região técnica importante, as pressões inflacionárias parecem menos intensas, a rotação de capital favoreceu ativos digitais no curto prazo e a Strategy reduziu parte do risco de cauda. Por outro lado, o mercado ainda precifica a possibilidade de juros mais altos em 2026, os fluxos para cripto precisam mostrar mais consistência e a mudança de postura da Strategy confirma que o ciclo segue exigindo disciplina.

Por isso, nossa leitura ainda segue a mesma: o momento continua mais adequado para gestão de risco do que para reconstrução agressiva de posições em altcoins. A recuperação é positiva, mas a confirmação de que o ciclo virou ainda não veio.

O post Bitcoin (BTC) volta aos US$ 60 mil: o pior já ficou para trás nas criptomoedas? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Veja o que analista da Empiricus diz sobre a Petrobras (PETR4) com proximidade das eleições

Na última quarta-feira (1º), a Empiricus Research divulgou a atualização de julho da sua carteira recomendada de dividendos, que manteve alocação na Petrobras (PETR4).

No dia seguinte, o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) informou que o lucro das estatais federais subiu para R$ 169,4 bilhões em 2025, uma alta de 45,4% em relação ao ano anterior.

A petrolífera sozinha foi responsável por cerca de 65% desse valor, com R$ 110,6 bilhões. Entretanto, mesmo com notícias positivas, os investidores podem se sentir preocupados com a aproximação do período eleitoral.

COMO TER ACESSO GRATUITO A INFORMAÇÕES PROFISSIONAIS ATÉ AS ELEIÇÕES

A Petrobras perto do período eleitoral

O analista Ruy Hungria, responsável pela carteira de dividendos da Empiricus, acredita que diferentes pontos apoiam a tese de investimento nas ações PETR4.

O primeiro deles é o pré-sal, destacado pelo profissional por ser um “petróleo leve, de ótima qualidade e valor comercial”. Ele também chama atenção para a alta quantidade de óleo disponível e o nível de produção intenso da estatal.

Outro ponto levantado pelo especialista é o preço do petróleo. A commodity se manteve em alta no primeiro semestre, principalmente por conta do conflito no Oriente Médio, o que favorece a geração de caixa da estatal.

“Além disso, conflitos geopolíticos apenas reforçam sua importância como hedge [estratégia de proteção da carteira]”.

Também fica o destaque para a concentração de investimentos da companhia em sua atividade principal, exploração e produção (E&P), “o que é positivo para a rentabilidade e dividendos”.

Hungria também afirma que possíveis interferências políticas são de fato um risco para a Petrobras. Entretanto, esse fator é “mitigado pela Lei das Estatais [13.303/16]”.

E o analista destaca ainda que a empresa pode ser uma das maiores beneficiadas por uma possível mudança no cenário político após as eleições.

ACESSO GRATUITO À CARTEIRA DE DIVIDENDOS DA EMPIRICUS

Próximos meses podem ser de turbulência

Ainda no cenário eleitoral, a AtasIntel divulgou na última quarta-feira (1º) o resultado de sua mais recente pesquisa em parceria com a Bloomberg.

O levantamento traz o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na disputa, com vantagem de 10 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno.

Além disso, os próximos meses devem servir de cenário para mais um corte na taxa Selic e para um El Niño com potencial de ser um dos mais fortes já registrados na história.

Momentos como esse reforçam ainda mais a importância de investir com base em análises de profissionais qualificados do mercado financeiro.

“STREAMING DOS INVESTIMENTOS”: CONHEÇA PLANO QUE REÚNE DIVERSAS ASSINATURAS

As eleições podem mexer com o seu bolso

Neste momento marcado por incertezas, a Empiricus faz um convite para que novas pessoas conheçam a sua assinatura considerada um “streaming dos investimentos”.

Trata-se da Empiricus+, um único plano que oferece acesso a carteiras recomendadas, cursos, séries, lives e plantões de dúvidas sobre diversos ativos, como renda fixa, ações, criptomoedas e fundos de investimento, incluindo os imobiliários (FIIs).

Além disso, não é necessário pagar para conhecer o produto na prática. Atualmente e por tempo limitado, a Empiricus+ é oferecida de forma totalmente gratuita até o fim do período eleitoral (no segundo turno).

Portanto, se as eleições vão mexer com o seu bolso, você pode se preparar com inúmeros conteúdos produzidos pela casa de análises, incluindo carteiras, como a de dividendos.

Quando essa fase passar, você pode decidir se manterá sua assinatura.

Durante esse período, os investidores poderão sentir na própria carteira a diferença de fazer aportes a partir de orientações profissionais. Essa é uma oferta que surge diante da confiança da casa de análises na qualidade do seu trabalho.

Para tudo com mais detalhes e começar o período de teste gratuito, basta clicar no link abaixo:

EMPIRICUS+ DE GRAÇA ATÉ O PERÍODO ELEITORAL

Disclaimer: a assinatura da Empiricus+ não contempla as séries Carteira Empiricus, Alphacoins, Exponential Coins, incubadora de ICOs, bem como automações e produtos de terceiros.

O post Veja o que analista da Empiricus diz sobre a Petrobras (PETR4) com proximidade das eleições apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Tudo calculado? O que pode estar no radar de Michelle Bolsonaro e como isso afeta o mercado? Confira análise de CEO da Empiricus

A crise envolvendo Michelle Bolsonaro, seu enteado Flávio Bolsonaro e o PL, ganhou mais um capítulo que, ao que tudo indica, está longe de ser o final. Na última terça-feira (30) a ex-primeira-dama comunicou a sua saída da presidência do PL Mulher.

De acordo com Michelle, a decisão foi motivada pelo desejo de se dedicar aos cuidados da filha e do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Mas, para o mercado, os motivos podem ir além da simples intenção de cuidar da família. Especialmente porque o anúncio da decisão veio após a publicação de um vídeo nas redes sociais em que Michelle expôs o conflito com o principal nome da direita na disputa eleitoral.

Na visão de Rodolfo Amstalden, CEO da Empiricus Research, os eventos envolvendo a ex-primeira-dama talvez sejam o gatilho que pode mudar tudo na disputa eleitoral.

“É sempre difícil analisar trajetórias históricas enquanto elas acontecem, mas existe uma chance de que essa peça transformadora tenha surgido nesta semana, mediante o vídeo publicado por Michelle Bolsonaro em suas redes sociais”, escreveu Amstalden em relatório da Empiricus.

Saiba mais: não sabe como proteger os investimentos dos ruídos políticos? Libere agora mesmo o Empiricus+ de graça, até o fim das eleições.

Um passo muito bem calculado, mas rumo a quê?

Enquanto muitos entenderam o vídeo publicado por Michelle como uma impulsividade, o CEO da Empiricus acredita que a gravação foi cuidadosamente planejada e faz parte de uma estratégia política maior, ainda em desenvolvimento.

“Embora parte das fontes (críticas) classifique o post de Michelle como impensado ou impetuoso, entendemos que se trata de um sinal, e não de ruído. […] o vídeo foi cuidadosamente preparado; não é uma peça aleatória.”

Outro ponto que chama a atenção de Amstalden é o fato de a manifestação ter acontecido com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na mesma linha, ele acredita que o vídeo não representa um movimento isolado, mas o início de uma sequência de acontecimentos ainda desconhecidos.

“Michelle não teria gravado um vídeo desse quilate se não houvesse um vislumbre objetivo dos próximos passos e das negociações vindouras.”, reforçou.

Ainda em sua newsletter, publicada nesta terça-feira (1º), após o anúncio da saída de Michelle do PL Mulher, o analista reforçou essa tese. Segundo ele, ainda não é possível afirmar que a disputa eleitoral mudou definitivamente de rumo, mas os acontecimentos recentes criaram um fator de incerteza.

‘Grandes viradas de mercado ocorrem por flexões não só de número e grau, mas também de gênero’: como se posicionar na Bolsa?

Na visão de Amstalden, a importância política de Michelle Bolsonaro pode ser comparada ao papel desempenhado por Simone Tebet na eleição presidencial de 2022.

Embora Tebet não tenha chegado ao segundo turno, seus quase cinco milhões de votos no primeiro turno foram determinantes para a vantagem obtida por Luiz Inácio Lula da Silva sobre Jair Bolsonaro na etapa decisiva da disputa.

Para o CEO da Empiricus, o momento atual pode representar uma dinâmica semelhante. Mesmo sem saber exatamente quais serão os próximos desdobramentos, Michelle passa a ocupar uma posição capaz de influenciar o equilíbrio da disputa eleitoral.

“Grandes viradas de mercado ocorrem por flexões não só de número e grau, mas também de gênero”, disse em sua newsletter.

Essa possibilidade também influencia a forma como Amstalden enxerga o mercado. Em seu entendimento, o cenário eleitoral permanece aberto e a volatilidade tende a aumentar nos próximos meses, por isso, ele recomenda cautela ao investidor.

Na visão de Rodolfo Amstalden, neste momento cabe ao investidor preservar ao máximo a exposição em Bolsa. Pelo menos até o mês de agosto, avalia.

E a Empiricus vai ajudar os investidores a fazer isso, passo a passo, de forma 100% gratuita, até o fim das eleições.

Empiricus+: veja como garantir o acesso gratuito às principais séries até o fim das eleições

As eleições costumam ser um dos períodos de maior volatilidade para os mercados financeiros. O evento envolvendo Michelle Bolsonaro é um exemplo disso.

Mas para além dele, mudanças nas pesquisas, decisões judiciais e novos acontecimentos políticos podem alterar rapidamente as expectativas dos investidores e provocar fortes oscilações na Bolsa, no dólar e nos juros.

Pensando em ajudar o investidor a navegar por esse cenário, a maior casa de análise independente do país está liberando o acesso gratuito à Empiricus+ até o fim do ciclo eleitoral.

Até outubro, o investidor poderá acompanhar às 11 principais séries da casa. Na Empiricus+ você terá:

Análises e relatórios que vão te ajudar a entender como os principais acontecimentos políticos afetam os mercados;

As estratégias que os analistas consideram mais adequadas para proteger e aproveitar oportunidadesem um ambiente de maior incerteza;

Recomendações para investir em ações, renda fixa, fundos imobiliários, estratégias alternativas, entre outros.

Para garantir seu acesso gratuito à Empiricus+ e acompanhar a cobertura completa das eleições e seus impactos sobre os investimentos, é muito simples: basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções.

EMPIRICUS+: ACESSE GRATUITAMENTE ATÉ O FIM DAS ELEIÇÕES

O post Tudo calculado? O que pode estar no radar de Michelle Bolsonaro e como isso afeta o mercado? Confira análise de CEO da Empiricus apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Quer construir uma carteira de renda extra no longo prazo? Conheça as 12 recomendações da Empiricus

Para o investidor que almeja montar um portfólio de renda extra com estratégias de longo prazo, é preciso não olhar só para o futuro, mas estar atualizado com os eventos relevantes no tempo presente.

É justamente com essa premissa que a Empiricus atualiza mensalmente sua carteira de renda extra. Segundo Matheus Spiess, analista de macroeconomia da casa, “na construção do portfólio, a prioridade é previsibilidade, qualidade e potencial de retorno, combinando análise fundamentalista com leitura tática para otimizar pontos de entrada e ajustes”.

Por isso, o analista mantém o olhar atento ao macro e ressalta alguns eventos de junho que podem continuar ressoando nos investimentos de julho em diante. Confira:

Petróleo, inflação e IA: o que foi manchete em junho

O acordo entre Estados Unidos e Irã trouxe alívio aos mercados, contribuindo para a queda do preço do petróleo e para a redução das expectativas de inflação em diferentes economias. Ainda assim, o último mês evidenciou que o ambiente internacional segue sensível aos desdobramentos geopolíticos.

Conforme relembra Spiess, junho começou com a sensação de que o mercado global ainda conseguia conviver com duas forças contraditórias: o entusiasmo estrutural com inteligência artificial (IA) e a persistência de riscos geopolíticos relevantes no Oriente Médio.

“Na prática, essa convivência ficou mais difícil ao longo do mês. O petróleo deixou de ser apenas uma variável de commodity e voltou a funcionar como canal de transmissão para inflação, juros e apetite por risco”, comenta.

O que o cenário brasileiro indica para o investidor em busca de renda extra?

Já no Brasil, o cenário econômico está mais concentrado em dados, segundo Spiess. A inflação corrente, expectativas, câmbio, e mercado de trabalho podem ajudar a determinar um eventual novo corte da Selic após o último, de 0,25 ponto percentual.

Atualmente, a taxa básica de juros reside em 14,25% ao ano, e o tom permanece de cautela. “A queda de juros não deve ser tratada como destino garantido, ela ainda depende de um conjunto de confirmações”, afirma o analista.

Além disso, a política fiscal segue como o maior ponto de risco, com o deterioramento das contas públicas e a possibilidade de um agravamento ante a disputa eleitoral.  

Diante de todo esse contexto, em junho, a Bolsa brasileira andou de lado, com o Ibovespa abrindo e fechando o mês na casa dos 170 mil pontos.  

Mesmo com todos esses fatores, o analista acredita que renda continua sendo uma das teses mais relevantes do mercado brasileiro, “não porque o cenário ficou fácil, mas justamente porque permanece exigente. Quando a incerteza é alta, o prêmio aparece.”

Nesse contexto, para os investidores que chegam a julho tentando entender onde estão as oportunidades para buscar renda extra , Matheus Spiess aponta 12 possibilidades de renda passiva. 

Onde investir em julho com foco em renda extra?

Para uma carteira focada em renda, a mudança de regime em torno da Selic é importante, pois o debate muda de foco: “Ao invés de pensar ‘quando os juros caem?’, passa a ser ‘que tipo de prêmio o investidor deve receber para carregar risco em um mundo de inflação mais resistente?’”, afirma.

Segundo Spiess, “a leitura para uma carteira de renda é construtiva, mas seletiva”, e não se trata de abandonar duration, crédito, FIIs ou dividendos.

“É preciso organizar a carteira em camadas: uma base líquida e pós-fixada bem remunerada, uma parcela de inflação com carrego real, uma exposição gradual a prefixados e duration, crédito privado de alta qualidade e ativos de renda variável apenas quando a geração de caixa justificar o risco assumido”, detalha.

Em sua carteira de renda extra, o analista busca unir ativos que historicamente demonstram capacidade consistente de pagar bons proventos com oportunidades que também possam se valorizar ao longo do tempo.

“Não buscamos apenas ‘renda alta’, mas sim qualidade, sustentabilidade e equilíbrio. O investidor passa a ter uma carteira pensada para gerar fluxo mensal passivo, ao mesmo tempo em que participa do crescimento de empresas e setores estratégicos da economia”, afirma Spiess.

O portfólio de renda extra da Empiricus em julho é composto de 12 ativos, diversificados em diferentes classes. Um desses ativos, inclusive, é uma ação conhecida do mercado:de uma companhia do setor imobiliário.

Segundo Spiess, a posição na empresa tem maior potencial de ganho de capital, visto que tende a se beneficiar de juros menores, melhora das condições de financiamento imobiliário e recuperação gradual do apetite por ativos domésticos de maior duration.

Confira a carteira completa de renda extra da Empiricus

A boa notícia é que, se você quer descobrir qual é essa ação, além dos outros 11 ativos recomendados pela Empiricus Research para compor um portfólio de renda extra, não é preciso pagar R$ 1 sequer.

A carteira recomendada está disponível na área logada da Empiricus. O cadastro é gratuito e, ao acessar, você pode conhecer todos os ativos recomendados e saber o quanto investir em cada um para buscar os melhores resultados.

Clique no botão abaixo e veja a carteira de renda extra de julho da Empiricus:

CONFIRA A CARTEIRA DE RENDA EXTRA DE JULHO

O post Quer construir uma carteira de renda extra no longo prazo? Conheça as 12 recomendações da Empiricus apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Inteligência artificial: o investidor que não usa, ‘cada dia que passa, vai ficando para trás’, alerta especialista

Você ainda não usa inteligência artificial para investir? Segundo Leonardo Dawadji, especialista em IA aplicada ao mercado financeiro, cada dia de espera aumenta a distância para quem já incorporou a tecnologia ao processo de análise.

Para o especialista, o maior erro não é deixar de usar uma ferramenta específica, mas adiar o aprendizado enquanto a tecnologia evolui em ritmo acelerado.

“Quanto mais tarde você demora para começar a usar, mais você vai demorar para alcançar tudo o que está acontecendo”, afirma.

Foi com essa provocação que começou o novo episódio do Empiricus Podca$t. Nesta semana, o programa discutiu como a inteligência artificial está transformando a forma de tomar decisões de investimento. Tanto entre os grandes players do mercado, quanto entre os investidores pessoa física.

A IA virou a ponte entre a tecnologia e as boas ideias

Durante o programa, Dawadji explicou que a inteligência artificial deve ser encarada como uma aliada do investidor, e não como um substituto do pensamento crítico.

Na prática, essa tecnologia pode acelerar tarefas que antes consumiam horas de trabalho. Entre os principais exemplos: resumir relatórios, organizar informações, analisar documentos extensos e estruturar teses de investimento.

Outra grande vantagem da IA para os investidores é a capacidade de colocar em prática ideias que, anteriormente, exigiriam alto conhecimento técnico em ferramentas de programação. Nesse sentido, o especialista apresentou algumas funcionalidades específicas do Claude, ferramenta que ele considera uma das mais avançadas.

Ele aponta que esta IA pode ajudar o investidor a rodar comandos como instalar pacotes, executar scripts e desenvolver aplicações. Tudo isso sem necessariamente conhecer linguagem de programação.

Entretanto, mais importante do que decorar comandos ou dominar uma plataforma específica, é aprender a utilizar a IA para resolver problemas reais do dia a dia. Durante o programa, Dawadji ainda apresentou três aplicações simples que qualquer investidor iniciante pode começar a usar hoje mesmo para ganhar produtividade e melhorar sua rotina de análise.

Você já pode conferir quais são essas funcionalidades no novo episódio do Empiricus Podca$t. Além de discutir como a inteligência artificial já está mudando o mercado financeiro, o programa aborda o impacto da IA no mercado de trabalho. Além dos limites da tecnologia e os cuidados que o investidor deve tomar antes de delegar tarefas à inteligência artificial.

Se você quer entender por que a IA deixou de ser apenas uma tendência e como utilizá-la de forma prática nos investimentos, vale a pena assistir ao episódio completo do Empiricus PodCa$t:

O post Inteligência artificial: o investidor que não usa, ‘cada dia que passa, vai ficando para trás’, alerta especialista apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Lula ou Flávio, Selic e El Niño: Como preparar sua carteira para o restante de 2026?

As eleições presidenciais de 2026 já estão no radar do mercado. A última pesquisa divulgada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, nesta quarta-feira (1º), apontou que o atual presidente Lula (PT) lidera os dois cenários contra Flávio Bolsonaro (PL), chegando a mais de 10 pontos percentuais (p.p.) de diferença no 1º turno.

Enquanto novas pesquisas de intenções de voto para presidente da República ainda circulam, outro ponto que atrai a atenção do mercado é o patamar elevado das taxas de juros.

“O Caged de maio apontou uma desaceleração gradual de empregos. O dado soma-se ao IPCA-15 mais benigno, à PNAD Contínua e à comunicação mais clara de Gabriel Galípolo após o Relatório de Política Monetária, fortalecendo as apostas em um novo corte de 0,25 p.p. da Selic em agosto”, comenta Matheus Spiess, analista de macroeconomia da Empiricus Research.

Além disso, investidores também acompanham a possibilidade de um novo episódio de El Niño de forte intensidade. O fenômeno climático, que atinge regiões de todo o país, coloca em risco a produção global de alimentos e os preços das commodities agrícolas.

Como investir diante desses 3 fatores de risco?

Na hora de investir com sabedoria e sem colocar o seu patrimônio em riscos desnecessários, é preciso olhar para o cenário como um todo.

O El Niño se trata de um fenômeno climático, restando como medidas tentar antecipar os danos e preveni-los, tanto fisicamente quanto financeiramente.

Já no aspecto das expectativas para a taxa Selic, Spiess aponta que a desaceleração forte dos dados de atividade pode dar mais espaço para o BC cortar juros, ainda que o tamanho dessa margem dependa do fiscal – isto é, das despesas do governo.

Ambos os fatores (El Niño e cortes da Selic) estão sendo levados em conta ao longo de todo o ano de 2026 na hora dos analistas da Empiricus escolherem os melhores ativos recomendados para seus investidores.

Agora, com a chegada do segundo semestre do ano, a tendência é que o terceiro fator passe a concentrar mais a atenção do mercado.

As votações das eleições de 2026 estão marcadas para os dias 4 e 25 de outubro e ainda não está definido quais serão os políticos a concorrer. Por enquanto, a lista de pré-candidaturas conta com nomes como:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • Flávio Bolsonaro (PL)
  • Romeu Zema (Novo)
  • Ronaldo Caiado (PSD)

Nas próximas semanas, a oficialização das candidaturas e o início do período de campanhas até a contagem final de votos, deve trazer muita volatilidade aos preços do mercado.

Historicamente, são em momentos como este que quem está posicionado da maneira correta tem a chance de capturar as maiores oportunidades de lucro.

Isso porque em momentos de volatilidade podem ocorrer grandes perdas, mas também aparecem grandes oportunidades para quem está preparado.

Em períodos semelhantes a este, os analistas da Empiricus já conseguiram entregar lucros de 300%, 1.000% e 1.700%, em meio à alta variação de preços acompanhando as urnas.

Claro que os retornos passados são garantia de lucros futuros. Mas o que se desenha neste cenário é um ambiente econômico com algumas similaridades ao que possibilitou os lucros anteriores.

Por isso, os analistas da Empiricus estão muito confiantes de que é possível surfar nessas oportunidades – e acreditam que os investidores podem começar a preparar seu portfólio o mais cedo possível para o que vem por aí.

Na visão da casa, nem mesmo importa se um dos nomes acima ou outro vai vencer as eleições em outubro. É possível buscar ganhos em qualquer cenário, com a estratégia ideal para os seus objetivos financeiros. 

E para encontrar carteiras preparadas para ter a chance de capturar as maiores oportunidades de lucro, a casa convida a conhecer a Empiricus+ gratuitamente até o fim das eleições.

VEJA ONDE INVESTIR COM A EMPIRICUS+ ATÉ O FIM DAS ELEIÇÕES

Empiricus+: a sua plataforma de investimentos para as eleições

A Empiricus+ é a assinatura “streaming” da casa. De ações a criptomoedas, o investidor pode conhecer, em um único lugar, as principais recomendações da Empiricus para turbinar sua carteira de investimentos a partir de agora.

Confiante na qualidade de seu trabalho e no potencial estratégico do momento atual para os investidores, a casa liberou a assinatura da Empiricus+ com gratuidade por todo o período eleitoral de 2026 (até o segundo turno das eleições).

Assim, os investidores podem acompanhar pessoalmente o diferencial de investir com boas orientações – não apenas em períodos de riscos mais urgentes, como também no longo prazo.

Para ajudar na trilha do investidor, estão disponíveis diversos conteúdos, como lives e plantões de dúvidas com os analistas, respondendo as questões dos assinantes tudo isso com acesso gratuito até o final das eleições.

Uma oportunidade como essas não se vê todos os dias e é por isso mesmo que quem estiver interessado, deve se inscrever o quanto antes, pois essa condição estará disponível por tempo limitado.

Se ficou curioso para conhecer a Empiricus+ e acessar as principais carteiras da casa de forma gratuita para preparar o bolso para os riscos do 2º semestre de 2026, é só clicar no botão abaixo:

GARANTA SEU ACESSO GRATUITO À EMPIRICUS+ ATÉ O FIM DAS ELEIÇÕES

DISCLAIMER: a assinatura do Empiricus+ não contempla as séries Carteira Empiricus, Alphacoins, Exponential Coins, Incubadora de ICOs, bem como automações e produtos de terceiros.

O post Lula ou Flávio, Selic e El Niño: Como preparar sua carteira para o restante de 2026? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Carteira recomendada de BDRs da Empiricus inclui ‘a maior empresa mais desconhecida do mundo’; veja

Empiricus Research acaba de atualizar sua carteira recomendada de BDRs com a inclusão da “maior empresa mais desconhecida do mundo“, definição lembrada por Matheus Spiess, analista responsável pelo portfólio.

Ele explica que essa é a forma pela qual parte dos investidores se refere à líder mundial na fundição de semicondutores, materiais essenciais para a tecnologia digital – de computadores pessoais a data centers de inteligência artificial (IA).

A companhia passa a integrar um portfólio que conta com 12 BDRs, no total, para quem busca exposição a mercados internacionais com diversificação entre diferentes países, mas sem deixar de lado o predomínio do mercado acionário norte-americano.

SAIBA QUAL EMPRESA É GIGANTE MUNDIAL DOS SEMICONDUTORES

Gigante de seu segmento

Sobre a nova companhia que integra o portfólio, Spiess detalha que “seu modelo permitiu que empresas do mundo inteiro concentrassem esforços no design de chips, enquanto a fabricação ficava a cargo dela”. 

De origem asiática, ela detém cerca de 73% do mercado global de fundição desses componentes eletrônicos. “Em chips voltados à inteligência artificial, sua participação supera os 90%”. 

O analista destaca três pontos como os principais responsáveis por essa liderança:

  • Escala; 
  • Investimentos intensivos em capital; e
  • Décadas de experiência acumulada no desenvolvimento de tecnologias de fabricação cada vez mais avançadas.

Como resultado, a companhia colhe “margens elevadas e forte geração de caixa para financiar novos avanços tecnológicos”. 

Avaliada em US$ 2,4 trilhões, a empresa faz parte do seleto grupo das trilionárias em dólar. De acordo com um levantamento da B3, apenas 12 companhias integram essa seleção e negociam BDRs na bolsa brasileira, sendo onze delas sedeadas nos Estados Unidos.

CONHEÇA O PORTFÓLIO DE BDRS DA EMPIRICUS NA ÍNTEGRA

Descubra a empresa indicada pela Empiricus

Como mencionado, a carteira recomendada de BDRs da Empiricus Research traz 12 ativos na busca por ganhos com mercados internacionais. Eles ocupam pesos que variam entre 5% e 15% do valor total do portfólio. 

Empresas de tecnologia representam 55% da carteira, enquanto o restante está distribuído entre financeiras, energia, consumo, saúde, indústria e comunicação. 

Ao acessar, você pode conhecer todos os ativos recomendados e saber o quanto investir em cada um para buscar os melhores resultados. 

Clique no botão abaixo e veja os melhores BDRs na visão da Empiricus:

QUERO SABER QUAL É A MAIOR EMPRESA MAIS DESCONHECIDA DO MUNDO

O post Carteira recomendada de BDRs da Empiricus inclui ‘a maior empresa mais desconhecida do mundo’; veja apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Em mês de ‘jogo empatado’ para o Ibovespa, 3 ações do mesmo setor subiram mais de 10%: o que exatamente aconteceu?

O Ibovespa fechou o mês de junho no “zero a zero”. Em meio a altos e baixos, o índice encerrou o pregão da última terça-feira (30) em 172.024 pontos, diferença quase imperceptível em relação ao pregão que abriu o mês, em 1º de junho (172.098 pontos). Ou seja, jogo praticamente empatado, mesmo com os últimos dias trazendo uma certa melhora de sentimento em relação às semanas anteriores.

Mas apesar de o índice ser um indicador da “saúde” da renda variável brasileira como um todo, não significa que todos as ações se comportaram da mesma forma nesse período. Algumas, por si, brilharam no mês de junho – e compartilham caraterísticas em comum, que fazem sentido quando analisadas de perto.

Seriam essas ações, então, boas pedidas para quem quer investir no momento? Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, trouxe sua visão sobre o assunto no programa Giro do Mercado, do Money Times, da terça-feira (30). Confira:

Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3), Porto (PSSA3): seguradoras estão entre as maiores altas do Ibovespa em junho

Após o fechamento da terça-feira (30), a lista final das 10 maiores altas do Ibovespa no mês de junho traz os seguintes nomes:

  • Copasa (CSMG3): 14,3%
  • Marfrig (MBRF3): 12,62%
  • Embraer (EMBJ3): 11%
  • Caixa Seguridade (CXSE3): 11,29%
  • BB Seguridade (BBSE3): 10,65%
  • Cury (CURY3): 10,49%
  • Porto (PSSA3): 10%
  • Smart Fit (SMFT3): 6,58%
  • Weg (WEGE3): 6,58%
  • Itaú (ITUB4): 6,17%

Especificamente para o caso da Copasa, que liderou as altas, Ruy Hungria explica que sua privatização, concluída no último dia 16 de junho, “reduz drasticamente os riscos e converge para aquilo que os investidores enxergam como um ambiente mais favorável para investimentos e eficiência”, contribuindo para sua valorização na B3.

Porém, não se pode deixar de notar que, entre as 9 outras ações no topo, três delas são papéis de seguradoras: Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3) e Porto (PSSA3). O analista afirma que isso não é coincidência.

Paradoxalmente, o bom desempenho das seguradoras está diretamente relacionado ao contexto de juros altos, e de possível interrupção no ciclo de cortes da Selic, que estamos vivendo. A “fórmula”, a princípio, parece simples:

“No caso das empresas de seguros, temos sempre que lembrar que elas recebem o prêmio do seguro ‘na frente’ e investem esse dinheiro, normalmente em renda fixa”.

Ou seja, a “carta na manga” é ter o core do negócio diretamente exposto à ponta vencedora dos juros. “Quanto mais os juros permanecerem elevados, mais essa parcela dos resultados tende a ser beneficiada”, afirma.

CXSE3, BBSE3, PSSA3: Vale a pena investir em ações de seguradoras agora?

É possível que surja a pergunta: para o momento, essas são as ações nas quais devemos “mirar” ao investir na Bolsa a partir de agora?

Para Hungria, comprar ações de seguradoras “é uma forma do investidor se expor a empresas na renda variável que não sofram tanto em um contexto de juros elevados”, o que pode ser positivo. Ao contrário do que é visto em outros dos principais setores listados em bolsa:

“Em um contexto em que temos uma perspectiva de juros mais altos, ou que não caiam tanto, empresas mais cíclicas, de construção ou de varejo, acabam sofrendo mais, porque ou seus clientes dependem de crédito, ou elas mesmas trabalham com endividamento elevado, o que acaba prejudicando os resultados.”

Porém, ainda “não é para ir de peito aberto” ao mar da Bolsa, segundo o analista. Em nome da diversificação, é essencial montar uma carteira com ativos de setores variados e com qualidade, que possam estar preparadas para qualquer desdobramento que 2026 possa trazer:

  • Se o Ibovespa estiver em tendência de alta ou de baixa;
  • Se o ciclo de cortes na Selic for eventualmente interrompido;
  • Independentemente do nível de impacto das eleições nos seus investimentos. 

“A ideia é sempre ter na carteira ações que você sabe que vão conseguir atravessar qualquer um desses cenários”, conclui o analista.

Dito isso, apenas uma ação de seguradora está entre as recomendações de Ruy Hungria por ora. Negociada a um múltiplo de 10,8 vezes seu preço sobre lucros esperados para os próximos 12 meses (valuation considerado atrativo, na visão dos analistas da casa), está presente na série Empiricus Dividendos – uma curadoria de ações pensada para quem busca renda extra mesmo no atual momento de mercado.

Se você deseja conhecer a ação de seguradora recomendada agora, além dos outros nomes que a acompanham nas indicações para buscar dividendos, você está convidado a conferir por meio da Empiricus+.

Empiricus+: conheça todas as recomendações de ações da casa em um só lugar

A Empiricus+ é a assinatura “streaming” da casa. Das ações às criptomoedas, você pode conhecer, em um único lugar, as principais recomendações da Empiricus para turbinar sua carteira de investimentos a partir de agora.

A boa notícia é que você tem direito a testar a plataforma por 30 dias gratuitamente. É uma chance de aprender a investir com mais estratégia sem realizar nenhum compromisso financeiro inicialmente.

Você pode liberar seu acesso clicando no botão abaixo e seguir as instruções na tela:

30 DIAS GRÁTIS: TESTE A EMPIRICUS+

O post Em mês de ‘jogo empatado’ para o Ibovespa, 3 ações do mesmo setor subiram mais de 10%: o que exatamente aconteceu? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: novo dado favorece corte da Selic e payroll mais fraco reduz pressão sobre o Fed nos EUA; veja destaques desta sexta (3)

Os mercados globais encerram a semana em tom misto, com os Estados Unidos fechados pelo feriado da Independência e liquidez reduzida. Ontem, o payroll de junho, mais fraco que o esperado, ajudou a diminuir a probabilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve, embora não tenha alterado de forma decisiva o cenário de política monetária. O sentimento se mantém hoje.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, lideradas pela recuperação do Kospi e pelo avanço do Nikkei, enquanto a Europa opera sem direção única nesta manhã, com dados de atividade ainda mistos. O petróleo segue no centro das atenções, mas sob menor pressão. A retomada gradual dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, o aumento das exportações sauditas e os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã ajudam a normalizar os mercados globais de energia.

Ainda assim, a nova ordem marítima em Ormuz continua em negociação, com Irã e Omã discutindo um sistema de taxas sobre embarcações, algo que parte das potências europeias já parece aceitar. Se acontecer, como já comentei aqui, seria uma ruptura histórica da Doutrina Carter e uma grande derrota aos EUA.

· 00:51 — Agenda fraca

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,64%, levemente abaixo dos 173 mil pontos, impulsionado pelo payroll americano de junho abaixo do esperado (comentaremos mais sobre o tema na sequência), que reduziu os temores de uma nova alta de juros pelo Fed e favoreceu os ativos de risco globalmente.

Pela manhã, o índice chegou a avançar mais de 1%, tocando 174.426 pontos, mas perdeu força ao longo da tarde diante da rotação de carteiras em Nova York, que pressionou as ações de tecnologia, e da abertura da curva de juros local após um leilão agressivo de prefixados do Tesouro, em um ambiente ainda marcado por forte pressão fiscal.

No câmbio, o dólar chegou a cair mais de 1%, mas apagou as perdas e fechou praticamente estável, a R$ 5,20, em meio à cautela com commodities mais fracas, incertezas eleitorais e novos ruídos comerciais entre Brasília e Washington.

No radar doméstico, os investidores acompanharam a produção industrial de maio, que veio abaixo do esperado, com contração de 0,2% na comparação mensal. O dado tende a favorecer os vértices mais curtos da curva de juros, ao reforçar a tese de continuidade dos cortes da Selic. Também seguem no foco a balança comercial de junho e os desdobramentos políticos e comerciais envolvendo Brasil e Estados Unidos.

· 01:47 — Payroll mais fraco reduz pressão sobre o Fed

Nos Estados Unidos, o payroll de junho reforçou a perda de fôlego do mercado de trabalho americano. A economia criou apenas 57 mil vagas no mês, bem abaixo das cerca de 110 mil esperadas, enquanto os dados de abril e maio foram revisados para baixo, para 129 mil e 148 mil vagas, respectivamente.

A surpresa negativa ficou concentrada principalmente em lazer e hospitalidade, setor que eliminou 61 mil postos de trabalho e frustrou a expectativa de um impulso associado à Copa do Mundo.

Ainda assim, o relatório não sugere uma ruptura do mercado de trabalho: a média móvel de três meses ficou em 111 mil vagas, a taxa de desemprego recuou para 4,2%, sobretudo pela queda na participação da força de trabalho, e os setores de saúde e assistência social continuaram sustentando parte relevante da criação de empregos. O crescimento salarial, porém, segue abaixo da inflação anual, reforçando a percepção de perda de poder de compra para os trabalhadores, o que também tira pressão.

Para os mercados, o dado foi interpretado como um relatório mais frio, mas não fraco o suficiente para reacender apostas relevantes em cortes de juros. O principal efeito foi reduzir a probabilidade de uma nova alta do Fed no curto prazo, que caiu para cerca de 18%, contra 29% no dia anterior.

As bolsas chegaram a reagir bem, mas encerraram o pregão de forma mista, com rotação para setores mais defensivos: o Dow renovou recorde, enquanto o Nasdaq caiu pressionado por nova realização em semicondutores, com o ETF iShares Semiconductor recuando pelo segundo dia consecutivo.

A leitura predominante é de que o Fed ganhou mais tempo para avaliar os próximos dados, especialmente inflação e salários, enquanto os investidores entram em uma semana mais leve de indicadores, antes do início da temporada de balanços do segundo trimestre, com destaque para os grandes bancos a partir de 14 de julho.

· 02:34 — Os Estados Unidos aos 250 anos: uma demografia em transformação

Às vésperas de completar 250 anos, os Estados Unidos exibem uma transformação demográfica profunda desde o bicentenário, em 1976. O país deixou para trás uma composição populacional muito mais homogênea e passou a refletir fluxos migratórios mais intensos e uma diversidade étnica crescente, o que ajuda a explicar a tensão com imigrantes.

A parcela de hispânicos aumentou mais de quatro vezes, chegando a cerca de um quinto da população, enquanto os americanos de origem asiática passaram de menos de 1% no censo de 1970 para 6% em 2024. Em paralelo, a participação de brancos não hispânicos caiu de 83% para 56%, movimento explicado pela combinação entre imigração contínua, crescimento de grupos minoritários, envelhecimento populacional e menores taxas de fertilidade nesse segmento.

A leitura histórica também mostra como as políticas migratórias ajudaram a moldar a composição do país. Em 1970, apenas 4,7% da população americana havia nascido no exterior, a menor proporção já registrada, reflexo das restrições impostas pela Lei de Imigração de 1924, revogada apenas em 1965. Desde então, a reabertura migratória contribuiu para redesenhar o perfil dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, mudanças metodológicas no censo passaram a capturar melhor identidades multirraciais e, a partir de 2030, incluirão novas categorias, como pessoas de origem no Oriente Médio e no Norte da África, além de uma nova forma de classificar “latino”. O resultado é um país em permanente redefinição, cuja demografia desafia cada vez mais visões antigas sobre quem são os americanos. Mas talvez seja isso que defina o povo americano, em linha com o que o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou em coletiva recente:

“Minha esperança para a América é a mesma de sempre. Acho que é a esperança que, espero, todos nós compartilhamos. Queremos que ela continue sendo o lugar onde qualquer pessoa, de qualquer lugar, possa alcançar qualquer coisa; onde você não seja limitado pelas circunstâncias do seu nascimento, pela cor da sua pele, pela sua etnia, mas, francamente, um lugar onde você seja capaz de superar desafios e atingir todo o seu potencial. Acho que esse deveria ser o objetivo de todos os países do mundo, francamente. Mas acredito que, nos EUA, não somos perfeitos.

Nossa história não é uma história de perfeição, mas ainda é melhor do que a história de qualquer outro país. E a nossa é uma história de melhoria perpétua. Cada geração deixou a próxima geração de americanos mais livre, mais próspera, mais segura, e esse também é o nosso objetivo. Mas é um país único e excepcional, e, ao nos aproximarmos deste aniversário de 250 anos, acho que temos muito a aprender e do que nos orgulhar em nossa história. É uma história de melhoria perpétua e contínua, em que cada geração fez sua parte para nos aproximar do cumprimento da visão que os fundadores deste país tinham no momento de sua fundação.”

· 03:28 — Superando o choque

Apesar do impacto dos preços mais altos de energia, o comércio mundial segue resiliente, com crescimento acima de 5% em termos anuais, impulsionado principalmente pela Ásia e pelo forte avanço das exportações ligadas à inteligência artificial. Algumas economias do Golfo registraram queda relevante nas exportações de petróleo e desaceleração das importações, mas a região representa apenas cerca de 3% das importações globais.

Além disso, a recente queda do petróleo reduz parte do choque negativo sobre os termos de troca, isto é, sobre a relação entre preços de exportação e importação, e deve oferecer um impulso modesto ao comércio.

O ponto central é que o boom da IA tem compensado boa parte da pressão causada pela energia mais cara. Produtos ligados à inteligência artificial já representam cerca de um quarto das importações dos Estados Unidos, ante apenas 9% no início de 2024, sustentando tanto a demanda americana quanto as exportações de fornecedores asiáticos de tecnologia.

Sem esse impulso, o crescimento do comércio mundial teria sido muito mais fraco, em torno de 2,3% ao ano entre o segundo trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, metade do ritmo observado. O risco é que uma desaceleração da IA produza o efeito oposto. Os modelos sugerem que esse cenário poderia reduzir o crescimento do comércio global a zero em 2027, enquanto uma queda mais forte do petróleo teria impacto positivo, mas bem mais limitado.

· 04:15 — Índia e Japão estreitam laços em meio à pressão chinesa

As relações entre Índia e Japão vivem um novo ciclo de aproximação, retomando uma visão construída há cerca de duas décadas por Shinzo Abe, que enxergava Nova Délhi como parceira natural na defesa de uma ordem regional baseada em regras diante da ascensão da China.

A diferença é que, sob a liderança da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, essa aproximação parece menos conceitual e mais pragmática, com foco em segurança econômica, semicondutores, energia, minerais críticos e cadeias de suprimentos mais resilientes. Durante sua primeira viagem à Índia, Takaichi e Narendra Modi acompanharam a assinatura de mais de 100 acordos empresariais, sinalizando a tentativa de transformar afinidade estratégica em cooperação concreta.

O pano de fundo é uma Ásia cada vez mais marcada por disputas geopolíticas, controles de exportação chineses, tensões territoriais e uma presença americana mais exigente e voltada para prioridades domésticas.

Nesse contexto, Japão e Índia buscam fortalecer também os laços de defesa, ao mesmo tempo em que calibram suas relações com Washington e Pequim. Para Takaichi, assim como para Abe, a Índia segue como peça-chave para preservar o equilíbrio regional. Para Modi, o Japão oferece tecnologia, capital e apoio estratégico sem a mesma pressão americana sobre os vínculos indianos com a Rússia. Uma relação relevante para os próximos anos…

· 05:09 — IA além das Sete Magníficas: a nova cadeia de vencedores da tecnologia

Durante muito tempo, a narrativa da inteligência artificial nos mercados ficou concentrada nas chamadas “Sete Magníficas” (Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Tesla, Nvidia e Meta). Elas foram vistas como as principais protagonistas da revolução da IA e concentraram boa parte da atenção dos investidores. No entanto, a liderança recente dentro do S&P 500 mostra que essa história se tornou mais ampla. Algumas das ações com melhor desempenho no ano não são, necessariamente, as grandes plataformas de tecnologia, mas empresas que fornecem componentes, equipamentos e infraestrutura essenciais para que essa transformação aconteça.

Essa dinâmica aparece com clareza na cadeia de fornecedores. Empresas como SanDisk, Seagate, Dell, Micron, Corning, Western Digital, Flex e Marvell têm entre seus principais clientes nomes como Nvidia, Microsoft, Amazon, Apple, Meta e Google. Mesmo companhias como Applied Materials e Intel, que aparecem como exceções parciais, também estão inseridas nessa rede, seja pela exposição direta a grandes clientes de tecnologia, seja pela ligação com fabricantes de chips e memória, como SK Hynix, Samsung, Micron, TSMC e a própria Intel.

A conclusão é que o capex bilionário das grandes empresas de tecnologia está se transformando em receita para uma cadeia muito mais ampla de beneficiários. O que aparece como investimento pesado em inteligência artificial nos balanços das hyperscalers, as grandes provedoras globais de nuvem e infraestrutura digital, representa, do outro lado, crescimento de vendas para fornecedores de chips, memória, armazenamento, hardware, equipamentos e materiais. Por isso, a tese de IA deixou de ser apenas uma história das “Sete Magníficas” e passou a envolver também as empresas que tornam fisicamente possível essa nova infraestrutura.

Esse movimento reforça a ideia de que a inteligência artificial deixou de beneficiar apenas as grandes plataformas e passou a alcançar uma cadeia mais ampla de companhias ligadas à sua infraestrutura. Ao mesmo tempo, exige mais seletividade. Nem todos os nomes associados ao tema conseguirão sustentar crescimento, rentabilidade e geração de caixa ao longo do tempo. Por isso, o investidor precisa ir além da narrativa e identificar negócios com vantagens competitivas claras, boa capacidade de execução e exposição real ao aumento estrutural da demanda por dados, infraestrutura e aplicações de IA. Nesse contexto, os assinantes que acompanham nossa carteira Empiricus IA+Tech, antiga IA Cash estão bem posicionados para capturar movimentos como o observado nas ações da Snowflake, que, na nossa visão, pode representar apenas os estágios iniciais de uma tendência mais ampla dentro do ciclo de expansão da inteligência artificial.

O post Ibovespa hoje: novo dado favorece corte da Selic e payroll mais fraco reduz pressão sobre o Fed nos EUA; veja destaques desta sexta (3) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Empiricus atualiza carteira de FIIs que rendeu 500% do Ifix em 2026; veja as novas recomendações

Com a virada para julho, investidores voltam a olhar para a carteira de investimentos e avaliar possíveis ajustes. Nesse cenário, a Empiricus Research divulgou sua Carteira TOP FIIs do mês, em um momento em que o mercado de fundos imobiliários exige mais atenção.

Junho foi marcado por um ambiente de incerteza, com o mercado reagindo a eventos relevantes no cenário macroeconômico. Entre eles, o avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que contribuiu para diminuir os temores sobre o fornecimento global de energia.

Por outro lado, a inflação seguiu no centro das decisões dos bancos centrais, tanto no Brasil quanto no exterior. 

No cenário doméstico, o Copom decidiu pelo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, chegando à 14,25% ao ano. A decisão em si já era esperada pelo mercado.  

No entanto, o tom do comunicado gerou dúvidas. Para alguns analistas, a autoridade monetária sinalizou espaço para novos cortes mesmo com a inflação acima da meta. 

Com essa combinação de acontecimentos, houve uma queda na cotação dos fundos imobiliários. O IFIX, principal indicador de desempenho dos FIIs, recuou 1,2% no mês, puxado pela relação inversa que esses ativos têm com os juros. 

Logo, em um cenário assim, escolher bem quais FIIs manter ou não na carteira faz toda a diferença. 

Dois FIIs na mira dos analistas 

Entre os segmentos de fundos imobiliários, logística segue como uma das principais escolhas entre os gestores, segundo Caio Araujo, analista da Empiricus Research. 

Os fundos de CRI também aparecem bem avaliados. Já renda urbana, residencial e agronegócio exigem mais cautela. 

Para Araujo, dois fatores puxam essa análise mais de perto: o desconto em relação ao valor patrimonial e o reajuste dos aluguéis. Na Carteira TOP FIIs de julho, o analista lembra que os últimos meses trouxeram correções relevantes nas cotações dos FIIs, principalmente nos fundos de tijolo. 

Apesar de um curto prazo ainda incerto, o analista avalia que o momento é um bom ponto de entrada para quem deseja investir na classe de ativos. 

Agora, na seleção deste mês, dois FIIs se destacam por características distintas: Vinci Logística (VILG11) e Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11). 

O VILG11 é um dos fundos mais consolidados do segmento, com participação em 12 imóveis espalhados por 7 estados. Mesmo após forte valorização em 2025, ainda negocia com desconto frente ao valor patrimonial e tem yield anualizado de 10,5%. 

Já o MCCI11 segue outra estratégia, focada em CRIs. Cerca de 76% do portfólio está alocado nesses papéis, com taxa média contratada de IPCA +8,5% ao ano. O fundo distribui um provento mensal entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota, com yield anualizado de 12,7%. 

Mas esses são apenas dois dos 7 FIIs que compõem a seleção da Empiricus para investir no mês de julho. 

Veja como acessar a Carteira TOP FIIs de julho

A Carteira TOP FIIs da Empiricus segue entregando desempenho superior ao seu referencial em 2026. Até o momento, a seleção acumula alta de 7,5% no ano, frente a 1,5% do IFIX – um retorno equivalente a 500% do benchmark.  

Além da valorização das cotas, a carteira também se destaca pela geração de renda: considerando os proventos distribuídos pelos fundos nos últimos 12 meses, o dividend yield médio dos ativos selecionados é de 11,1%. 

Se você deseja conhecer a seleção completa, o acesso à Carteira TOP FIIs está disponível dentro da área logada da Empiricus e você pode incorporar os ativos ao seu portfólio de forma simples e prática. 

Por lá, você confere todos os fundos recomendados e ainda descobre como investir na carteira de maneira automatizada. Na prática, isso permite aplicar em todos os FIIs com poucos cliques. 

Para acessar, basta fazer login na área logada da Empiricus e consultar a Carteira TOP FIIs do mês. 

QUERO ACESSAR A CARTEIRA TOP FIIS

O post Empiricus atualiza carteira de FIIs que rendeu 500% do Ifix em 2026; veja as novas recomendações apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Sai Direcional (DIRR3), entra Cyrela (CYRE3): veja as ações recomendadas pela Empiricus para buscar dividendos em julho

Pensando em uma nova estratégia para julho, a Empiricus Research acaba de atualizar sua carteira recomendada de dividendos. Os analistas da casa dão destaque para as reviravoltas econômicas das últimas semanas, como o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e leituras de inflação mais positivas nos EUA e no Brasil, para embasar a novidade trazida nas recomendações.

“Junho terminou com um tom mais favorável do que começou”, afirmam no relatório. “Além de ajudar o Ibovespa a recuperar boa parte das quedas do mês, isso também deixa perspectivas melhores para o início do segundo semestre”.

Com essa possível melhora de sentimento no radar, os analistas propuseram uma alteração na carteira em julho: a saída de Direcional (DIRR3), dando lugar à Cyrela (CYRE3).

Por que investir em Cyrela (CYRE3) ao invés de Direcional (DIRR3) para buscar dividendos em julho?

Segundo a Empiricus, a entrada de Cyrela (CYRE3) na carteira vem com uma explicação direto ao ponto: um posicionamento de olho em uma possível melhora do sentimento macro, devido a fatores observados no final de junho, como:

  • Reaproximação entre Estados Unidos e Irã, “trazendo esperanças de que a guerra esteja próxima do fim”;
  • Leituras de inflação positivas tanto nos EUA quanto no Brasil, “o que volta a dar esperanças de um ambiente de juros mais baixos”;
  • Maior ceticismo dos investidores internacionais para com as teses de tecnologia e inteligência artificial (IA) na bolsa americana, “o que parece ter ajudado a trazer de volta parte do fluxo para emergentes”.

Os analistas entendem que CYRE3 é uma das ações de construtoras mais bem-posicionadas para capturar novo viés possivelmente positivo no mercado, por dois motivos em especial:

1. Ciclo de cortes nos juros:é uma das empresas mais beneficiadas pelo ciclo de cortes da Selic, especialmente no segmento de média renda.”

2. Bom posicionamento em cenário mais desfavorável: “Apesar de estar em um setor cíclico, possui estrutura de capital defensiva, e a enorme disciplina financeira a deixa preparada mesmo em um cenário de desaceleração mais forte.”

A Empiricus ressalta, também, seu valuation atrativo: atualmente, a empresa negocia a 5,3 vezes seus lucros esperados para 2026, “em linha com a média do setor, mesmo com qualidade muito superior”, afirmam. Além disso, o dividend yield esperado para o ano é de cerca de 5,5%.

Abrindo espaço para a entrada de Cyrela na carteira, saem os papéis da Direcional (DIRR3). Assim, a carteira segue trazendo nomes diversificados, de diversos setores da economia, mitigando riscos e otimizando a busca por bons dividendos

Empiricus Dividendos: acesse relatório completo da carteira gratuitamente

Essa foi apenas uma pequena amostra do que você pode encontrar no relatório completo da carteira Empiricus Dividendos para o mês de julho.

E a boa notícia é que o relatório está disponível como cortesia a todos os leitores deste texto que queiram conhecer as teses mais a fundo. Essa é uma chance de conhecer recomendações profissionais para os seus investimentos nesse mês.

Para acessá-lo, basta fazer um cadastro gratuito clicando no botão ao final da matéria.

EMPIRICUS DIVIDENDOS: ACESSE O RELATÓRIO GRATUITO

O post Sai Direcional (DIRR3), entra Cyrela (CYRE3): veja as ações recomendadas pela Empiricus para buscar dividendos em julho apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Petrobras (PETR4) pode sofrer com o fim da guerra no Oriente Médio? Entenda os possíveis impactos 

A possibilidade de uma resolução para a guerra no Oriente Médio voltou a pressionar os preços do petróleo nos mercados internacionais e reacendeu discussões sobre como um barril mais barato pode afetar a Petrobras (PETR4), principal empresa do setor na B3.  

Com a expectativa da redução de tensões na região, investidores passaram a enxergar um risco menor de interrupções na oferta global, levando o Brent, principal referência para o preço do petróleo, a perder parte da valorização registrada nas últimas semanas. 

Essa percepção ganhou força após o acordo preliminar firmado entre os Estados Unidos e o Irã no dia 17 de junho, que estabeleceu um cessar-fogo de 60 dias e abriu caminho para negociações de uma trégua permanente. 

Após atingir US$ 126 no auge da guerra, petróleo recua para a faixa de US$ 73 

Desde o início do conflito, as preocupações com uma possível interrupção do fluxo do petróleo pelo Oriente Médio impulsionaram o preço da commodity. No auge da tensão, entre março e abril, o valor do barril chegou a ultrapassar a marca de US$ 120. 

A região concentra alguns dos principais produtores mundiais e abriga o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.  

Com o arrefecimento do conflito e as sinalizações de uma possível resolução, o preço do petróleo Brent recuou para o patamar de US$ 73,91 até o fechamento de mercado da última segunda (29). 

Como a possível resolução do conflito impacta a Petrobras (PETR4)?

Em um cenário de alta do petróleo, as empresas do setor tendem a se beneficiar com a maior geração de receita. No Brasil, a Petrobras foi uma das que sentiram esse movimento: as ações da estatal chegaram a valorizar mais de 60% entre janeiro e abril deste ano, embora tenham devolvido parte dos ganhos nos meses seguintes.  

Agora, com a possível resolução do conflito, a companhia voltou ao radar dos investidores, que questionam se a queda no preço do barril poderá impactar os resultados da empresa e sua distribuição de dividendos. 

Na avaliação dos analistas da Empiricus Research, no entanto, a relação entre o preço do petróleo e o desempenho da Petrobras é menos direta do que pode parecer

Segundo a equipe, aproximadamente 80% da produção da empresa é destinada ao segmento de refino. Como os preços dos combustíveis são reajustados com menor frequência, as oscilações do Brent não são repassadas imediatamente para os resultados da estatal. 

Os analistas lembram que, durante a alta do petróleo provocada pela guerra, a Petrobras elevou o preço da gasolina apenas uma vez e do diesel duas vezes. Na visão da casa, isso mostra que, da mesma forma que a empresa não capturou toda a alta da commodity, também não deve sentir integralmente uma eventual queda

A área mais sensível continua sendo a de exploração e produção, principalmente no petróleo exportado, que é vendido com base nos preços internacionais. Ainda assim, a Empiricus avalia que essa parcela representa somente parte do desempenho da companhia

Mesmo em um cenário com o Brent próximo de US$ 70 por barril, a casa segue com uma perspectiva positiva para a Petrobras. Os analistas destacam a produtividade do pré-sal, o baixo custo de extração, a geração de caixa e o potencial de distribuição de dividendos para sustentar a recomendação da ação. 

O possível fim do conflito no Oriente Médio é apenas um dos fatores que podem mudar rapidamente as perspectivas sobre diferentes investimentos.  

Por isso, os analistas da Empiricus Research acompanham diariamente os principais acontecimentos do mercado para revisar suas teses e identificar novas oportunidades. 

Empiricus+: Como investir com estratégia independentemente do cenário de mercado

Na Empiricus+, o investidor tem acesso, em um só lugar, às carteiras recomendadas, relatórios, cursos e conteúdos exclusivos produzidos pelos especialistas da casa.  

Assim, é possível acompanhar os temas mais relevantes do mercado e esclarecer dúvidas em tempo real. 

A plataforma também reúne atualizações das sugestões sempre que o cenário econômico muda e lives semanais com analistas, auxiliando o investidor a tomar decisões mais bem-informadas. 

Ao clicar no botão abaixo, você pode experimentar o Empiricus+ gratuitamente por 30 dias e conhecer todas as ferramentas disponíveis antes de decidir pela assinatura.  

Acesse o seu benefício: 

QUERO CONHECER A EMPIRICUS+

O post Petrobras (PETR4) pode sofrer com o fim da guerra no Oriente Médio? Entenda os possíveis impactos  apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Nem ChatGPT, nem Gemini: esta ferramenta de IA é a nova ‘queridinha’ do mercado e pode até ajudar você a investir melhor; confira

inteligência artificial (IA) tem ganhado cada vez mais espaço dentro do mercado de trabalho. Segundo uma pesquisa da IBM com 3.500 líderes empresariais de 10 países, dois terços dos entrevistados relataram ganhos significativos de produtividade com IA. 

Perguntados sobre os principais benefícios, os líderes destacaram a maior eficiência operacional (55%) e a melhoria na tomada de decisão (50%). 

Porém, as empresas não têm utilizado qualquer ferramenta de inteligência artificial em seus processos. Na verdade, uma IA em especial tem ganhado destaque entre gestores e executivos brasileiros. 

‘Claude-pilled’: conheça movimento que tem tomado conta do ambiente de trabalho

Claude, desenvolvido pela Anthropic, tem se tornado o “queridinho” das empresas nos últimos meses. Seu movimento de adeptos “fiéis” começou nos Estados Unidos, no Vale do Silício, e recebeu o nome de “Claude-pilled” (gíria utilizada para descrever alguém que passou a acreditar fielmente em algo).  

Para muitos profissionais do mercado, o Claude tem funcionado como um ponto de partida para o conceito de agentes de IA, que são programas capazes de realizarem tarefas de maneira autônoma, com pouca ou nenhuma supervisão. 

Usuários que desejam desenvolver seus próprios agentes podem utilizar o Claude Skills (ou “habilidades do Claude”), que são pacotes com instruções e guias de fluxo de trabalho que ensinam a IA a executar tarefas específicas.  

A boa notícia é que as habilidades do Claude também podem ajudar quem deseja investir melhor. Por isso, o Market Makers Academy está oferecendo o curso Claude para Investidores

Curso Claude para Investidores mostra como IA pode te ajudar a investir melhor

A proposta do curso é ensinar como o Claude pode ser uma ferramenta natural para analisar balançosfiltrar oportunidadesautomatizar tarefas e ajudar na tomada de decisões

Para participar, não é preciso ter conhecimento prévio em programação ou inteligência artificial, pois os participantes vão aprender a como transformar o próprio Claude em um assistente de análise de investimentos.  

O curso será ministrado por Leonardo Dawadji, COO da Across Capital e especialista no uso de IA no mercado financeiro, que, em 18 anos de atuação na área, passou por empresas como Solana, Modal e Encore. 

Se você está interessado, uma aula magna gratuita com Dawadji será ministrada no dia 8 de julhoàs 19h

Durante o evento, o especialista vai: 

  • Explicar os princípios que guiam o uso da IA no mercado financeiro; 
  • Mostrar porque o Claude pode ser a melhor ferramenta para quem quer investir melhor; 
  • E apresentar mais detalhes sobre o curso. 

Para garantir sua participação na aula magna gratuita, basta fazer sua inscrição neste link ou no botão abaixo: 

QUERO PARTICIPAR DA AULA MAGNA GRATUITA 

O post Nem ChatGPT, nem Gemini: esta ferramenta de IA é a nova ‘queridinha’ do mercado e pode até ajudar você a investir melhor; confira apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Prêmio de risco volta ao radar no Brasil, enquanto olhos se voltam para o payroll dos EUA nesta quinta-feira (2)

Os mercados globais operam em tom cauteloso, com investidores à espera do payroll de junho nos Estados Unidos, dado que ganhou ainda mais relevância diante da ausência de uma orientação mais clara de Kevin Warsh sobre os próximos passos da política monetária. Em sua primeira participação pública como presidente do Fed, Warsh afirmou que os riscos inflacionários e as expectativas de inflação recuaram recentemente, mas reforçou que o Comitê segue comprometido com a estabilidade de preços e não será complacente com uma inflação acima de 2%.

Na Europa, o Banco Central Europeu mostra divisão interna sobre a trajetória dos juros. Parte dos dirigentes, como Philip Lane, ainda vê pressões inflacionárias decorrentes da guerra no Oriente Médio, enquanto outros se mostram mais confortáveis com a queda recente do petróleo e com a ausência de choques de segunda ordem mais evidentes.

No restante do cenário global, três temas concentram as atenções. Primeiro, as negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã avançaram em Doha, ajudando a pressionar o petróleo, enquanto o fluxo pelo Estreito de Ormuz aumentou com apoio militar americano. Segundo, a correção em ações ligadas à inteligência artificial, especialmente semicondutores, ganhou força na Ásia. Terceiro, os Estados Unidos decidiram não prorrogar o USMCA, mantendo o acordo com Canadá e México em vigor, como discutido ontem, mas agora sujeito a revisões anuais. Esse arranjo aumenta a incerteza para as cadeias produtivas norte-americanas, especialmente nos setores automotivo, agrícola, varejista e de energia. Mais um ruído para monitorarmos…

· 00:57 — Política volta a pesar e reacende prêmio de risco no Brasil

No Brasil, o mercado doméstico abriu julho em tom defensivo, pressionado pela combinação entre cautela global antes do payroll americano e aumento das incertezas políticas no Brasil. A pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada ontem, ao mostrar Lula à frente de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, reforçou entre investidores a percepção de continuidade de uma política fiscal menos austera a partir de 2027, interrompendo a queda dos juros futuros.

O ambiente piorou com as sanções do Tesouro americano contra cidadãos e empresas brasileiras por supostos vínculos com organizações criminosas classificadas como terroristas, além de rumores de novas denúncias envolvendo a principal candidatura da oposição, ampliando a aversão ao risco e pressionando principalmente os vencimentos intermediários e longos do DI.

No campo econômico, os dados de crédito de maio reforçaram sinais de arrefecimento da atividade, apesar do aumento das concessões, concentrado em crédito direcionado. Também pesaram no radar a decisão da União Europeia de impor novas restrições e tarifas sobre produtos siderúrgicos brasileiros, criticada pelo governo, e a nova norma do Banco Central que equipara plataformas de criptoativos e prestadoras de serviços de ativos virtuais às exigências de capital, governança e supervisão aplicadas a corretoras e distribuidoras, com vigência a partir de 2027. Em paralelo, o governo indicou que deve reverter na próxima semana a subvenção usada para conter os preços da gasolina, diante da estabilização dos combustíveis.

· 01:43 — A fala em Sintra

As bolsas americanas tiveram um pregão misto, com os principais índices pressionados pela realização em semicondutores, enquanto as ações de software mostraram recuperação. O Nasdaq caiu 0,7%, o S&P 500 recuou 0,2% e o Dow ficou praticamente estável. A queda foi puxada por grandes nomes do setor de chips, com o ETF iShares Semiconductor recuando 6,4%, após uma reportagem indicar que a Meta poderia vender capacidade computacional excedente. A notícia reacendeu preocupações sobre um possível excesso de oferta em infraestrutura de IA.

Ainda assim, a leitura predominante foi de uma correção pontual, sem sinais de venda em pânico ou de redução generalizada de risco. Na direção oposta, as ações de software avançaram após uma nota otimista de uma casa americana, com o ETF do setor subindo 2%, em meio a uma recomposição parcial depois de meses de pressão pela tese de que a IA poderia prejudicar os modelos tradicionais de software corporativo.

No campo macroeconômico, Kevin Warsh adotou no Fórum do BCE em Sintra um tom inicialmente interpretado como mais dovish ao afirmar que os riscos inflacionários e as expectativas de inflação diminuíram nas últimas semanas. Ainda assim, reforçou repetidamente o compromisso do Fed com a estabilidade de preços e deixou claro que não haverá complacência com uma inflação acima de 2%.

A mensagem sugere que, apesar de alguma melhora recente nas condições financeiras, o Fed ainda mantém uma postura cautelosa, especialmente se o Core PCE seguir rodando perto de 0,30% ao mês. A atenção agora se volta para o payroll de junho, com consenso próximo de 113 mil a 115 mil vagas, após 172 mil em maio, e taxa de desemprego esperada em 4,3%, embora exista risco de alta para 4,4%. Um dado em linha confirmaria uma desaceleração moderada do mercado de trabalho, mas ainda sem ruptura, mantendo o debate sobre juros dependente da combinação entre emprego, salários e inflação.

· 02:34 — Ainda barulhento, mas possivelmente menos problemático

Nesta semana, Ian Bremmer, fundador da Eurasia Group e uma das principais vozes globais em geopolítica, argumenta que o período de maior capacidade disruptiva de Donald Trump no cenário internacional provavelmente ficou para trás. Desde o início de seu segundo mandato, os Estados Unidos teriam se tornado o principal fator de risco político global, não por perda de poder, mas porque Washington passou a desafiar as regras da própria ordem internacional que ajudou a construir.

Ainda assim, dois episódios recentes teriam exposto os limites dessa estratégia: a escalada tarifária contra a China e a guerra contra o Irã. Em ambos os casos, Trump teria partido da premissa de que adversários mais frágeis capitulariam, mas acabou enfrentando retaliações capazes de impor custos econômicos, políticos e financeiros aos EUA.

No caso chinês, Pequim respondeu usando seu controle sobre terras raras e minerais críticos, forçando Washington a recuar diante do risco de uma ruptura econômica mais ampla. No caso iraniano, Teerã reagiu aos ataques americanos e israelenses com retaliações contra bases dos EUA, infraestrutura energética no Golfo e a instrumentalização do Estreito de Ormuz, elevando o risco de choque nos mercados de energia e pressionando a posição doméstica de Trump.

A ideia central é que, embora Trump ainda tenha disposição para gerar instabilidade, sua capacidade prática de sustentar escaladas de alto impacto foi limitada pela reação dos adversários, pelos custos econômicos internos e pelo receio de produzir uma recessão global atribuída às próprias escolhas americanas, o que seria uma noção desastrosa.

A partir daqui, a leitura é que Trump continuará poderoso, ruidoso e politicamente agressivo, mas com menor capacidade de provocar danos globais duradouros. Seu capital político e sua credibilidade teriam sido corroídos, abrindo espaço para maior resistência de aliados externos, líderes estrangeiros e até membros do Partido Republicano.

Com tribunais, Congresso e calendário eleitoral impondo restrições crescentes, sua busca por vitórias externas tende a se deslocar para alvos menores e de menor impacto sistêmico, especialmente no Hemisfério Ocidental, onde países como Venezuela, México e Cuba seriam mais vulneráveis à pressão americana. A conclusão é que Trump ainda não terminou de causar problemas neste mandato, mas o auge de sua capacidade de desorganizar a ordem global já teria passado.

· 03:28 — Mensurando o impacto

Como ressaltei já algumas vezes neste espaço recentemente, o El Niño voltou a se formar no Oceano Pacífico e pode se tornar um dos episódios mais intensos já registrados, com impactos potencialmente relevantes sobre a economia, a agricultura e a segurança alimentar global. O fenômeno ocorre quando as temperaturas da superfície do mar ficam pelo menos 0,5°C acima da média por vários meses. Em episódios extremos, como os de 1982, 1997 e 2015, esse desvio chegou a 2°C ou mais, provocando quebras de safra, perdas na pecuária, migrações e custos humanitários elevados.

Desta vez, algumas previsões apontam para uma elevação sem precedentes, de até 3°C, aumentando o risco de secas no Sahel, em partes da África Meridional, no Sul e Sudeste Asiático e no Corredor Seco da América Central, além de chuvas intensas em regiões como o Chifre da África e a América do Norte.

Embora previsões climáticas não sejam definitivas e o mundo esteja mais preparado do que em ciclos anteriores, com monitoramento meteorológico mais avançado e reservas estratégicas de grãos, o momento é particularmente sensível. Mais de 80% dos impactos agrícolas esperados devem recair sobre países de baixa e média renda, muitos deles já pressionados por insegurança alimentar, conflitos e menor capacidade de resposta.

Na Índia, por exemplo, o El Niño pode enfraquecer as monções e afetar culturas essenciais, como arroz e milho, em um setor que emprega 45% da força de trabalho do país. Além disso, a combinação entre mudanças climáticas, fertilizantes mais caros em razão das perturbações no Estreito de Ormuz e cortes na ajuda externa reduz a margem de segurança global. O mundo já enfrentou episódios severos de El Niño, mas desta vez pode haver menos espaço para absorver novos choques.

· 04:12 — Novidades na frente de IA

A OpenAI iniciou conversas preliminares sobre a possibilidade de conceder ao governo dos Estados Unidos uma participação de 5% na empresa, como parte de uma proposta mais ampla em que Washington passaria a deter fatias semelhantes nas principais companhias americanas de inteligência artificial.

A ideia teria sido apresentada por Sam Altman e poderia envolver também empresas como Anthropic, Google e Meta, embora ainda não esteja claro se essas companhias aceitariam participar do arranjo. A proposta reforça a aproximação entre o governo americano e as empresas de IA, em um setor cada vez mais tratado como infraestrutura crítica.

Ao mesmo tempo, o entusiasmo com as ações ligadas à inteligência artificial, especialmente as fabricantes de chips, começa a dar sinais de desgaste após os fortes ganhos registrados no primeiro semestre. Samsung, SK Hynix, Kioxia, Micron e Sandisk acumulam quedas relevantes em relação às máximas recentes, enquanto índices de tecnologia na Ásia também passaram por realização. Parte da preocupação está ligada ao risco de excesso de capacidade em IA, reforçado por iniciativas como o plano da Meta de vender poder computacional excedente (comento a seguir).

Mais do que uma ruptura da tese estrutural, porém, o movimento parece refletir uma combinação de expectativas muito elevadas, valuations mais pressionados e realização de lucros após a alta recente. A dúvida é se os investidores voltarão a comprar esses nomes com o mesmo entusiasmo ou se a volatilidade recente reduzirá o apetite pelo setor.

· 05:09 — E se a próxima fronteira da IA estiver na nuvem?

A Meta parece estar avançando para uma nova etapa de sua estratégia em inteligência artificial: transformar parte dos pesados investimentos em infraestrutura em uma fonte adicional de receita. A companhia estuda vender a terceiros o acesso a modelos de IA e capacidade computacional, criando uma frente de negócios semelhante às ofertas de nuvem da AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, além das chamadas neoclouds, como CoreWeave e Nebius.

A lógica é simples: depois de comprometer centenas de bilhões de dólares em data centers, chips e infraestrutura para sustentar suas próprias ambições em IA, a Meta pode monetizar o excedente de capacidade, reforçando o fluxo de caixa e reduzindo a pressão sobre o retorno desses investimentos.

A leitura é construtiva porque a companhia pode deixar de ser apenas uma grande consumidora de infraestrutura de IA para se tornar também uma provedora desse recurso. Em um ciclo em que os maiores vencedores têm sido justamente os donos da infraestrutura, como provedores de nuvem e fabricantes de chips, a entrada da Meta nesse mercado abriria uma nova avenida de crescimento e ajudaria a justificar o capex elevado.

Ainda há incertezas relevantes, já que a estratégia pode mudar e a empresa ainda não separa claramente as receitas de IA em seus resultados, mas a existência de capacidade computacional disponível, combinada à demanda crescente de outras empresas por poder de processamento, cria uma oportunidade importante.

Para as ações da Meta, negociadas na Nasdaq sob o ticker META, e para o BDR M1TA34 no Brasil, a notícia reforça uma tese mais positiva. O mercado vinha questionando se os investimentos agressivos em IA teriam retorno suficiente; a possibilidade de criar um negócio de nuvem ajuda a responder parte dessa dúvida, ao transformar infraestrutura em receita recorrente e potencialmente escalável.

Para o investidor brasileiro, M1TA34 segue sendo uma forma de acessar uma das principais plataformas globais de tecnologia, agora com exposição adicional ao ciclo de infraestrutura de inteligência artificial. Naturalmente, o desempenho do BDR também dependerá do câmbio e do apetite global por ações de tecnologia, mas a direção estratégica parece fortalecer a percepção de que a Meta tem caminhos relevantes para capturar valor.

O post Ibovespa hoje: Prêmio de risco volta ao radar no Brasil, enquanto olhos se voltam para o payroll dos EUA nesta quinta-feira (2) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Valter Rebelo, da Empiricus, quer usar IA para pagar viagem à Copa do Mundo; entenda se é possível

Enquanto acompanha a Copa do Mundo de 2026 diretamente dos Estados Unidos, o especialista em criptoativos da Empiricus, Valter Rebelo, testa na prática uma proposta inusitada: usar seu sistema de trade por meio de inteligência artificial para tentar custear toda a viagem.

A ferramenta utilizada é o Delta IA, desenvolvido para operar no mercado de criptomoedas e que será disponibilizado a investidores interessados.

Durante a estadia nos EUA, ele tem compartilhado registros da competição, como a vitória do Brasil sobre o Japão por 2 a 1.

A iniciativa chama atenção porque assistir ao torneio de perto exige um investimento elevado. Levantamentos apontam que um torcedor que queira acompanhar apenas uma partida pode gastar entre R$ 15 mil e mais de R$ 20 mil.

Saiba mais: sistema criado na Empiricus utiliza IA para buscar renda extra com potencial de atingir, em média, até R$ 191 por dia. Criador vai explicar como funciona

Especialista da Empiricus na Copa do Mundo 

Valter Rebelo usa seu perfil no Instagram para compartilhar a rotina da viagem à Copa do Mundo. 

Além de mostrar o clima nos estádios e dar palpites sobre resultados, ele mostra lugares onde almoça, como faz para pagar suas compras usando criptomoedas e já postou até um veículo da Uber 100% autônomo utilizado em um de seus deslocamentos. 

O próprio Valter brincou sobre ter utilizado dinheiro conquistado por meio da IA para custear a corrida em um carro totalmente controlado por IA

O especialista percorreu um longo caminho para chegar até esse ponto. Economista formado pelo Insper, ele possui MBA em ciência de dados e inteligência artificial pela USP/Esalq. Além disso, integrou a primeira entidade voltada para a pesquisa e estudo da tecnologia de blockchain no Brasil, o Blockchain Insper, em 2019. 

Ao longo das próximas semanas, Valter seguirá compartilhando sua jornada na Copa do Mundo, além de explicar como funciona seu sistema automatizado para negociar criptoativos.

[PARTICIPAÇÃO GRATUITA] SISTEMA SERÁ MOSTRADO DIA 13

Delta IA: A ferramenta utilizada por especialista da Empiricus na Copa

Delta IA foi desenvolvido na Empiricus por uma equipe liderada pelo próprio Valter Rebelo. A ferramenta utiliza a estratégia Long & Short

Em resumo, o sistema utiliza inteligência artificial para analisar constantemente uma lista de centenas de ativos e, toda semana, gera dois grupos de criptomoedas:

  • Um das criptos com maior probabilidade de valorização nos próximos dias;
  • Outro com aquelas que podem perder valor no mesmo período.

Então, o próprio sistema monta posições compradas para as criptos com potencial de alta ao mesmo tempo em que realiza operações vendidas com moedas que devem cair. 

Essa estratégia é usada para que, caso o mercado suba, a ponta comprada compense as perdas ocorridas na ponta vendida. O contrário também é esperado caso se concretize um cenário de baixa. 

De acordo com dados divulgados pela Empiricus sobre o mês de maio, usuários do Delta IA puderam receber até R$ 6.117 de renda extra no período, valor equivalente a R$ 191 por dia, em média. 

No mesmo período, o bitcoin (BTC), principal criptomoeda do mercado, registrou queda na casa dos 20%

RENDA EXTRA: COMO BUSCAR ATÉ R$ 191 POR DIA, EM MÉDIA

Empiricus vai oferecer novos acessos ao Delta IA

Agora, além de acompanhar Valter Rebelo na Copa, novos investidores também poderão buscar sua renda extra de até R$ 191 por dia, em média. 

É claro que ganhos passados não garantem retornos futuros, mas a confiança dos profissionais da Empiricus em um sistema que já conquistou resultados comprovados faz a diferença. 

Assim, surgiu a ida do especialista à Copa do Mundo, além da abertura de vagas para novas pessoas no Delta IA

Assim, no dia 13 de julho, investidores interessados poderão assistir a uma transmissão especial. Valter apresentará sua estratégia e vai explicar o funcionamento do Delta IAO evento será totalmente gratuito.

Também serão liberados novos acessos à ferramenta durante a transmissão. A partir deles, qualquer investidor interessado em buscar renda passiva poderá fazer isso sem a necessidade de acompanhar o mercado como um especialista

Apesar da gratuidade, é necessário fazer um cadastro simples para receber o link do evento. 

Clique no botão abaixo para se inscrever rapidamente e ter a oportunidade de testar o Delta IA:

BUSCAR ATÉ R$ 6.117 POR MÊS COM IA

O post Valter Rebelo, da Empiricus, quer usar IA para pagar viagem à Copa do Mundo; entenda se é possível apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Pensando em comprar apartamento na Vila Mariana? Antes de decidir, confira outra estratégia que pode render 79% mais

Receber aluguel continua sendo uma das formas preferidas do brasileiro de construir patrimônio e gerar renda recorrente. E, quando o assunto é investir em imóveis em São Paulo, as buscas por “comprar apartamento na Vila Mariana” se destacam nas pesquisas do Google.

A indicação do mecanismo de buscas corrobora com o levantamento do QuintoAndar que aponta que a região lidera o ranking dos bairros mais procurados por quem deseja comprar imóveis para investimento na capital paulista.

A combinação de infraestrutura, mobilidade, universidades, hospitais e alta demanda por locação são os principais motivos pelos quais tantos investidores enxergam no bairro uma oportunidade para obter renda mensal com aluguel.

Mas será que adquirir um apartamento para alugar ainda é a estratégia mais eficiente para transformar patrimônio em renda?

Nos últimos anos, os fundos imobiliários (FIIs) passaram a disputar espaço com o imóvel físico justamente por oferecerem uma proposta semelhante: receber “aluguéis” mensais.

Para entender qual estratégia pode fazer mais sentido simulamos dois cenários: a compra de um studio na Vila Mariana e a aplicação do mesmo valor em uma carteira de fundos imobiliários.

Tem R$ 500 mil para investir? Veja o retorno de apartamento na Vila Mariana e de aplicar em fundos imobiliários

Se você está pensando em comprar um apartamento na Vila Mariana, deve estar preparado para fazer um investimento relativamente alto. De acordo com o QuintoAndar, o preço médio de um studio na região gira em torno de R$ 450 mil a R$ 800 mil.

Assim, para essa simulação, consideramos um studio de aproximadamente 30 m², um quarto, um banheiro e sem vaga de garagem, à venda por R$ 500 mil na Vila Mariana:

(Fonte: Viva Real)

Suponha que o apartamento está em perfeito estado de conservação e você não terá de realizar nenhuma reforma antes de colocá-lo para locação. Assim, segundo a estimativa de aluguel do QuintoAndar, o imóvel poderia ser locado por cerca de R$ 3.464 mensais.

No entanto, depois de descontar os custos com condomínio (R$ 600), IPTU (R$ 170) e taxas de administração, a renda líquida estimada cai para aproximadamente R$ 2.585 por mês.

(Fonte: QuintoAndar)

Ou seja, considerando o retorno líquido, estamos falando de um rendimento de 6,38% ao ano. Uma rentabilidade levemente acima da média registrada para a cidade de São Paulo na pesquisa FipeZap de maio (6,11% ao ano).

Agora imagine investir exatamente os mesmos R$ 500 mil na seguinte carteira de fundos imobiliários:
(Fonte: Empiricus Research)

Considerando a carteira recomendada pela Empiricus Research, a aplicação de R$ 500 mil poderia ter gerado, em média, R$ 4.614,46 por mês em dividendos ao longo dos últimos 12 meses.

É claro que, retornos passados não são garantia de retornos futuros. Contudo, tomando como base o valor líquido que o investidor recebe no aluguel do imóvel físico, estamos falando de um retorno potencial até 79% maior na estratégia com fundos imobiliários.

Mas não é só isso. Enquanto o investidor que compra um apartamento concentra todo o patrimônio em um único imóvel, uma carteira de FIIs distribui o investimento entre diferentes segmentos do mercado imobiliário.

Em outras palavras, você pode investir em galpões logísticos, lajes corporativas, shoppings, imóveis de renda urbana e títulos imobiliários, reduzindo riscos e aumentando as fontes de receita.

Vale ainda destacar que, no caso do apartamento, você só vai conseguir investir se tiver os R$ 500 mil. Nos fundos imobiliários, é possível começar com muito menos. Obviamente, o valor a ser recebido será proporcional ao seu investimento. Contudo, você pode receber até 10 “aluguéis” em julho, com a estratégia de FIIs.

VEJA COMO BUSCAR ATÉ 10 PAGAMENTOS EM JULHO COM FIIs

Teste por 30 dias a estratégia de fundos imobiliários da Empiricus e tenha a chance de receber até 10 ‘aluguéis’ em julho

Caio Araujo, analista de fundos imobiliários, é o responsável pela carteira de FIIs da Empiricus. Além de selecionar os ativos, o analista acompanha constantemente o mercado para realizar ajustes sempre que identifica oportunidades ou mudanças relevantes no cenário econômico. Isso permite que a carteira permaneça alinhada às melhores perspectivas para o setor.

Como os fundos distribuem dividendos em datas diferentes, a composição do portfólio ainda oferece a possibilidade de receber pagamentos ao longo de praticamente todo o mês.

Por isso, antes de comprometer R$ 500 mil na compra de um único imóvel, vale a pena conhecer a estratégia que busca transformar o mesmo patrimônio em até 10 ‘aluguéis’ mensais.

Para quem aderir agora, a Empiricus está liberando gratuitamente por 30 dias o acesso à sua carteira recomendada de fundos imobiliários.

Durante esse período, será possível conhecer os 10 FIIs que compõem o portfólio, entender os critérios utilizados na seleção dos ativos e acompanhar todas as atualizações feitas pelo analista responsável.

E o melhor: os primeiros dividendos poderão começar a “pingar na sua conta” a partir de julho, desde que respeitadas as datas de elegibilidade de cada fundo.

Além da carteira de fundos imobiliários, o período de acesso também inclui outras 10 carteiras recomendadas da Empiricus. Isso permitirá que o investidor conheça diferentes estratégias antes de decidir como alocar seu patrimônio.

Se, ao final do período gratuito, a estratégia fizer sentido para seus objetivos, basta continuar seguindo as recomendações da carteira. Caso contrário, você poderá simplesmente encerrar o acesso, sem nenhum compromisso.

Então, se você quer ter a chance de receber até 10 “aluguéis” a partir de julho, basta clicar no botão abaixo:

QUERO BUSCAR ATÉ 10 ‘ALUGUÉIS’ COM FIIs EM JULHO

O post Pensando em comprar apartamento na Vila Mariana? Antes de decidir, confira outra estratégia que pode render 79% mais apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Qual é o gênero do novo ciclo eleitoral?

O consenso está em construção, ainda não sabe o que aconteceu ou vai acontecer, mas sente que algo mudou na atual disputa eleitoral, depois do vídeo publicado por Michelle Bolsonaro, com a anuência de Jair.

Não há como dizer ainda se foi um gatilho determinístico, mas com certeza se tratou de um gatilho estocástico.

Ou seja, ainda não na altura da famosa frase de Steve Jobs ao introduzir o iPhone em 2007, “this changes everything”.

Porém, igualmente importante em termos práticos, “this could change everything”.

Conforme comentamos no último relatório da Carteira de Dividendos, o vídeo em questão não foi fruto de impulsividade, nem emergiu de uma alucinação aleatória; foi cuidadosamente deliberado, como prelúdio de algo potencialmente maior que está por vir.


Que escândalos são estes? Não fazemos ideia.

Para nós, felizmente, basta a análise sintática da situação presente; não precisamos nos debruçar sobre a semântica futura, nem cair em perigosos juízos de valor.

Sob uma perspectiva talebiana, se o ciclo eleitoral se encontra em um contexto empacado, sem drivers, a volatilidade tende a favorecê-lo, na média.

No caso, a volatilidade é a filha do tempo, e atende pelo nome feminino de Michelle.

Bem, isso não deveria ser surpresa.

Afinal, sem exageros, poderíamos facilmente argumentar que as últimas eleições presidenciais também foram definidas por uma mulher de grande força política.

Com seus quase 5 milhões de votos no 1o turno, Simone Tebet contribuiu decisivamente para a vantagem de pouco mais de 2 milhões de votos de Lula sobre Bolsonaro no 2o turno.

Olhamos para as pesquisas eleitorais e só vemos nomes masculinos em destaque?

Grandes viradas de mercado ocorrem por flexões não só de número e grau, mas também de gênero.

O post Qual é o gênero do novo ciclo eleitoral? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: Caged reforça apostas em corte da Selic enquanto Fed e IA movimentam os mercados internacionais nesta quarta-feira (1)

Os mercados globais operam em tom misto no primeiro pregão do segundo semestre, com realização parcial após os fortes ganhos do trimestre anterior e maior cautela diante da falta de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Embora enviados americanos estejam em Doha para conversas com mediadores do Catar, ainda não há encontro direto confirmado com autoridades iranianas, o que mantém a fragilidade do processo de paz no radar. Ainda assim, o petróleo segue pressionado, com o Brent próximo de US$ 72 por barril, refletindo a percepção de que o prêmio de risco da guerra diminuiu com a reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das exportações iranianas.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única, com alta do Nikkei apoiada por dados positivos do Tankan e queda na Coreia do Sul, pressionada por empresas de semicondutores.

Na Europa, os mercados também operam mistos, enquanto investidores avaliam dados de inflação e atividade industrial. A agenda macroeconômica volta a ganhar protagonismo.

Nos Estados Unidos, onde o mercado ainda trabalha com um Fed mais hawkish, a atenção se concentra nos dados de emprego, com o ADP hoje e o payroll amanhã, além da participação de Kevin Warsh no Fórum de Sintra, ao lado de Christine Lagarde, Andrew Bailey e Tiff Macklem.

Na Zona do Euro, a inflação preliminar de junho desacelerou para 2,8% no índice cheio e 2,4% no núcleo, reforçando a leitura de moderação dos preços em meio a uma atividade ainda fraca.

Na China, o PMI industrial privado recuou levemente para 51,7, sugerindo expansão, mas com perda de força nas exportações.

· 00:57 — Medo de mergulhão

No Brasil, o Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 0,68%, aos 172 mil pontos, consolidando leve baixa de 0,10% em junho e o quarto mês consecutivo de perdas. Ainda assim, o índice acumulou alta de 6,8% no semestre. O movimento refletiu a rotação global de valor para crescimento, com maior apetite por tecnologia no exterior, além da ausência do fluxo estrangeiro que havia sustentado parte dos ganhos no início do ano.

Ontem, o principal dado doméstico foi o Caged de maio, que mostrou criação líquida de 72.960 vagas formais, bem abaixo das cerca de 120 mil esperadas pelo mercado e 52% inferior ao saldo de maio de 2025.

Foi o pior resultado para o mês desde 2020, reforçando a leitura de desaceleração gradual do mercado de trabalho, embora ainda sem caracterizar contração. O dado se soma ao IPCA-15 mais benigno, à PNAD Contínua e à comunicação mais clara de Gabriel Galípolo após o Relatório de Política Monetária, fortalecendo as apostas em um novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto.

A leitura predominante é que o mercado de trabalho segue resiliente, mas perde dinamismo, reduzindo uma das principais preocupações do Banco Central com a inflação de serviços. Ao mesmo tempo, permanece no radar o cenário alternativo de desaceleração mais intensa da atividade (quase como um “mergulhão”), justamente um dos riscos que o BC parece monitorar com atenção.

O quadro fiscal, por sua vez, segue como ponto de atenção e funciona como um limitador para a extensão do ciclo de cortes. Na prática, a âncora monetária continua trabalhando dobrado diante da ausência de uma âncora fiscal mais crível. O resultado primário do Governo Central mostrou receitas crescendo 5,5% acima da inflação nos cinco primeiros meses do ano, mas despesas avançando 13,5% em termos reais, pressionadas por precatórios, pessoal e previdência.

O déficit nominal atingiu R$ 149 bilhões, com gasto de juros de R$ 107,5 bilhões no mês, ritmo que, anualizado, supera R$ 1,2 trilhão. Como temos argumentado, o panorama é insustentável e tende a exigir um ajuste fiscal inevitável no próximo ano. A grande dúvida será a profundidade desse ajuste: uma correção apenas marginal dificilmente seria suficiente e poderia resultar em problemas maiores adiante.

No campo dos combustíveis, o governo anunciou a retirada gradual dos subsídios ao diesel e à gasolina, movimento justificado pela queda do Brent e pela necessidade de preservar a neutralidade fiscal. Para Petrobras, a leitura é que o governo segue utilizando mecanismos fiscais para atenuar eventuais repasses de preços (que possam pressionar inflação), embora a velocidade do desmonte das demais subvenções ainda precise ser acompanhada.

· 01:46 — Finalizando um excelente trimestre

Nos Estados Unidos, o primeiro semestre terminou com forte desempenho dos mercados, apesar de um pano de fundo marcado por riscos geopolíticos, volatilidade no petróleo e dúvidas sobre a sustentabilidade do ciclo de inteligência artificial. O S&P 500 encerrou o segundo trimestre com alta de 14,9%, seu melhor desempenho desde 2020, e acumula ganho de 9,55% no ano. No mesmo período, o Nasdaq avança cerca de 12,8%, enquanto o Dow sobe 8,85%, registrando seu melhor primeiro semestre desde 2021.

O principal motor da alta foi, novamente, a tecnologia, especialmente os semicondutores: o Índice de Semicondutores da Filadélfia (SOX) teve o melhor trimestre de sua história, com retorno próximo de 92%, impulsionado por empresas como Sandisk, Micron e Intel. Mesmo as small caps apresentaram desempenho forte, embora com concentração relevante em companhias ligadas a chips. Ao mesmo tempo, o ouro perdeu força após atingir máxima histórica em janeiro, pressionado pela recuperação do dólar e pela expectativa de juros mais altos pelo Fed.

Para o segundo semestre, o cenário segue construtivo, mas menos simples. A rotação recente para setores como saúde, indústria e financeiro sugere que a alta pode começar a se espalhar para além das empresas diretamente ligadas à IA, enquanto a queda do petróleo, o mercado de trabalho ainda firme, a melhora da confiança do consumidor e dados econômicos favoráveis continuam dando suporte aos ativos de risco.

Ainda assim, as expectativas ficaram mais exigentes: para que os lucros do S&P 500 cumpram as projeções, será necessário um avanço relevante das margens, sustentado pela tecnologia e por ganhos de produtividade associados à inteligência artificial. O principal risco é que a própria tecnologia, responsável por liderar a alta, também se torne o ponto de fragilidade caso os retornos dos investimentos em IA desacelerem ou a volatilidade volte a aumentar.

Além disso, o Fed permanece como variável decisiva, especialmente após economistas do Bank of America passarem a esperar três altas de juros até o fim do ano. A agenda da semana traz o ADP, o PMI industrial do ISM e os resultados de FactSet e General Mills.

· 02:32 — Entendendo o rali de IA

As principais operações ligadas à inteligência artificial nos últimos meses favoreceram os investidores que compraram ações de fabricantes de chips e venderam ações de empresas de software. A tese por trás desse movimento era relativamente direta: a IA ampliaria de forma expressiva a demanda por semicondutores, ao mesmo tempo em que pressionaria os modelos de negócio tradicionais das companhias de software.

Embora essa dinâmica já fosse visível há seis meses, ela continuou ganhando força. No período, uma estratégia comprada no índice de semicondutores SOX e vendida no índice de software teria gerado retorno de cerca de 150%. Fora dos Estados Unidos, o movimento foi ainda mais intenso na Coreia do Sul, onde Samsung Electronics e SK Hynix impulsionaram o Kospi, que quase dobrou no ano. Uma estratégia comprada em Coreia do Sul e vendida na bolsa da Indonésia, por exemplo, teria triplicado o capital em seis meses, refletindo tanto o entusiasmo com os fabricantes de chips quanto a perda de confiança dos investidores em Jacarta.

Já a China ficou para trás: embora invista de forma agressiva para competir com os Estados Unidos em inteligência artificial, boa parte desses recursos tem sido direcionada a fornecedores estrangeiros de chips, sem ainda gerar um impulso relevante à demanda doméstica.

· 03:29 — O destino do acordo comercial da América do Norte

O governo Donald Trump deve declarar formalmente que não pretende prorrogar o USMCA, dando início ao processo de revisão de seis anos previsto pela cláusula de caducidade negociada durante seu primeiro mandato. A decisão não representa, por ora, uma ruptura imediata do acordo entre Estados Unidos, México e Canadá, mas inaugura uma fase mais longa e incerta de negociação. Autoridades comerciais dos três países devem se reunir virtualmente para indicar se desejam estender o acordo por mais 16 anos, enquanto o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, já agendou uma nova rodada de conversas com o México para a semana de 20 de julho.

A leitura passa a ser a de que as tarifas atuais dos EUA devem permanecer em vigor por tempo indefinido, sem expectativa de uma redução ampla. Ainda podem ocorrer acordos pontuais para aliviar tarifas setoriais, mas não se espera uma revisão abrangente. Esse cenário tende a pesar sobre a confiança e o investimento nas três economias, com custos mais concentrados em Canadá e México.

Para os EUA, os impactos devem aparecer principalmente no setor automotivo e nos estados fronteiriços. O México parece ser o mais exposto, embora parte de suas exportações venha sendo sustentada por bens de capital ligados à inteligência artificial, em grande medida isentos de tarifas. O Canadá, por sua vez, tenta diversificar seus mercados de exportação, mas esse processo deve levar tempo.

Ainda assim, a probabilidade de Trump acionar a cláusula de saída de seis meses e abandonar totalmente o USMCA parece baixa, dado o custo elevado que isso imporia ao comércio e ao investimento da economia americana, especialmente em estados decisivos do Meio-Oeste.

· 04:13 — Mudanças nas cadeias de suprimentos

Duas mudanças relevantes estão ganhando força na China e nas cadeias asiáticas de suprimento. De um lado, o conflito envolvendo o Irã está redesenhando o comércio de produtos petroquímicos na região, com produtores chineses surgindo como beneficiários inesperados. As interrupções no fornecimento do Golfo Pérsico levaram compradores do Sudeste Asiático a buscar fontes alternativas, enquanto a China aproveitou seus estoques elevados, sua capacidade ociosa e o uso de matérias-primas substitutas para ampliar exportações. Caso essas novas rotas comerciais se consolidem, o conflito terá gerado efeitos duradouros sobre as cadeias regionais.

Ao mesmo tempo, o entusiasmo com a valorização do yuan perdeu força. O tom mais duro do Fed fortaleceu o dólar e levou investidores a desfazerem posições favoráveis à moeda chinesa, especialmente diante de dados mais fracos da economia local e da percepção de que Pequim pode aceitar um yuan mais depreciado para apoiar as exportações.

No mercado de energia, mesmo com a manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e a retomada gradual do tráfego em Ormuz, grandes compradores continuam buscando diversificação. Refinarias indianas, por exemplo, reduzem a dependência do petróleo do Oriente Médio e procuram fornecedores na Rússia, Guiana, Brasil e Estados Unidos. Assim, embora parte do mercado ainda torça por uma volta à normalidade, cresce a percepção de que o choque recente pode acelerar mudanças estruturais nos fluxos globais de energia e petroquímicos.

· 05:05 — Google entra no Dow, mas a tese vai além do índice

A entrada da Alphabet, controladora do Google, no Dow Jones Industrial Average marca um reconhecimento simbólico importante para a companhia e ajuda a atualizar um índice historicamente associado às grandes blue-chips americanas, mas que vinha ficando defasado em relação à nova composição da economia.

A substituição da Verizon pela Alphabet, somada à presença de Nvidia, Amazon, Microsoft e Apple, reforça a crescente centralidade das grandes empresas de tecnologia nos principais índices globais. Ainda assim, o Dow segue com limitações relevantes como referência de mercado, por reunir apenas 30 ações e adotar uma metodologia ponderada pelo preço dos papéis, e não pelo valor de mercado das companhias.

Para as ações da Alphabet, e especialmente para os BDRs GOGL34, a inclusão no Dow não altera sozinha os fundamentos da tese, mas reforça a visibilidade institucional da empresa e sua posição entre as principais companhias globais de tecnologia. O Google segue exposto a vetores estruturais relevantes, como publicidade digital, inteligência artificial, computação em nuvem e serviços digitais, em um momento em que os investidores continuam buscando empresas com escala, geração de caixa e capacidade de reinvestimento.

Para o investidor brasileiro, GOGL34 permanece como uma forma de acessar uma das plataformas mais relevantes do mundo, com a ressalva de que seu desempenho também será influenciado pelo câmbio e pelo apetite global por ações de tecnologia.

O post Ibovespa hoje: Caged reforça apostas em corte da Selic enquanto Fed e IA movimentam os mercados internacionais nesta quarta-feira (1) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Alibaba (BABA34): ações caíram 38%, mas essa pode ser uma oportunidade de investir, segundo a Empiricus 

Alibaba (NYSE: BABA; B3: BABA34), empresa chinesa de tecnologia, acumula queda de cerca de 38% no ano na NYSE, bolsa de valores dos EUA. A recente volatilidade dos mercados, somadas às tensões econômicas e regulatórias da China, podem ser alguns motivos por trás da queda.  

Mas, para Matheus Spiess, analista da Empiricus, esse pode ser justamente um bom ponto de entrada para investir nas ações. Diante da concorrência das big techs americanas, o desconto relevante das ações da empresa chinesa mostra-se atrativo, na visão do analista. 

Bom momento para comprar ações da Alibaba (BABA34), segundo analista

A Alibaba é uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, e tem se alinhado às práticas de outras gigantes do setor, como a Microsoft (MSFT34) e OpenAI, direcionando seus esforços para “soluções corporativas capazes de gerar receita recorrente e ganhos concretos de produtividade”, segundo Spiess. No mês passado, a empresa chinesa reorganizou sua divisão de IA de forma a tratá-la como prioridade estratégica central para os próximos anos. 

O analista da Empiricus enxerga que a companhia continua expandindo seus negócios e fortalecendo sua geração de caixa, ou seja, os resultados continuam evoluindo.  

Além disso, a companhia está em uma posição bem-estabelecida para capturar o crescimento da demanda por IA, tanto por meio de suas operações de computação e nuvem quanto pela incorporação dessas tecnologias em seu ecossistema de comércio eletrônico. 

Apesar disso, o preço da ação não acompanhou a tese. O que significa que o mercado pode estar ignorando o potencial de crescimento da empresa — e abrindo espaço para investidores que sabem identificar essas distorções. 

Os papéis da Alibaba seguem como recomendação de compra da Empiricus, presentes na carteira IA Cash, que traz esse e outros ativos ligados à tecnologia e inteligência artificial. 

Conheça a carteira IA Cash da Empiricus e faça seus investimentos com estratégia 

Como enxergar outras oportunidades de compra em ações como a Alibaba (BABA34)? 

Encontrar empresas com potencial de valorização e convicção suficiente para investir nos papéis exige análise constante, acompanhamento de mercado e acesso a informações de qualidade — algo que nem sempre é viável para a maioria dos investidores. 

É justamente esse trabalho que a Empiricus faz diariamente. Hoje, por exemplo, a Alibaba (BABA34) continua entre as indicações da carteira IA Cash, ao lado de outras gigantes globais ligadas à inovação e ao avanço da inteligência artificial, como Microsoft (MSFT34)Amazon (AMZO34) Nvidia (NVDC34)

Ao acessar o relatório completo da IA Cash, você poderá conhecer toda a tese de investimento por trás das recomendações, entender por que os analistas seguem enxergando valor nessas empresas e conferir o posicionamento atual da carteira. 

Além disso, você pode investir nas indicações da carteira de forma totalmente automatizada pela plataforma do BTG Pactual, sem precisar monitorar o mercado diariamente ou realizar ajustes por conta própria. 

Acesse agora o relatório completo da IA Cash e veja como investir nessa estratégia de forma prática e automatizada: 

QUERO CONHECER A CARTEIRA EMPIRICUS IA CASH  

O post Alibaba (BABA34): ações caíram 38%, mas essa pode ser uma oportunidade de investir, segundo a Empiricus  apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

É hoje: ferramenta que pode buscar até R$ 1 milhão será apresentada às 19h; participe do evento

Nesta terça-feira, dia 23 de junho, a Empiricus Research vai liberar os acessos à inteligência artificial de investimentos criada para buscar até R$ 1 milhão no mercado de criptomoedas a partir de um capital inicial de R$ 3,5 mil.

Diferentemente de ferramentas que apresentam soluções a partir de prompts dos usuários, esse modelo opera de forma automatizada no mercado de criptomoedas.

Mas os acessos serão limitados, por isso, confira como receber o seu.

Veja como essa nova IA busca as melhores oportunidade no mercado de criptomoedas

A inteligência artificial atua de forma automatizada no mercado de criptomoedas e busca as melhores oportunidades em tempo real. Dessa forma, a ferramenta identifica os ativos mais potencialmente promissores e executa as operações automaticamente.

O modelo foi desenvolvido por Valter Rebelo, head do departamento de criptomoedas da Empiricus Research, profissional do mercado de ativos digitais há seis anos, com um MBA em ciências de dados pela USP.

Unindo automação, análise e estratégia, o objetivo da ferramenta é buscar até R$ 1 milhão a partir de um investimento inicial de R$ 3,5 mil, em um período de 12 meses.

Para isso, a inteligência artificial procura características de moedas digitais que dispararam até 300 vezes no passado em sua base de dados.

Apesar de retornos passados não serem garantia de retornos futuros, esse histórico permite a ferramenta buscar novos ativos com o mesmo perfil.

Como a IA lida atua com ativos digitais em um mercado volátil e de risco, o acesso a ela é limitado. No entanto, um novo lote de acessos será liberado durante um evento online e gratuito para investidores interessados em testar a ferramenta.

Novos acessos serão liberados durante evento gratuito; veja como participar

Nesta terça, 23 de junho, a partir das 19h, será realizado um evento online e gratuito para apresentar mais detalhes sobre o funcionamento da inteligência artificial e explicar como ela pode buscar até R$ 1 milhão com um investimento inicial de em média R$ 3,5 mil.

Durante a apresentação, Valter Rebelo deve mostrar como a ferramenta funciona na prática, quais critérios que a IA usa para selecionar ativos digitais e executar.

Será liberado um novo lote de acessos para investidores interessados em testar a tecnologia, porém, de forma limitada e distribuídos por ordem de chegada.

Por isso, se você ficou interessado em saber mais sobre a ferramenta, clique no link abaixo para participar do evento:

QUERO CONHECER A IA QUE PODE BUSCAR ATÉ R$ 1 MILHÃO

O post É hoje: ferramenta que pode buscar até R$ 1 milhão será apresentada às 19h; participe do evento apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

BTG Pactual lança Research Ideas para conectar análises de mercado à execução automatizada de operações

Transformar uma análise de mercado em uma operação executada nem sempre é uma tarefa simples. Muitas vezes, o investidor precisa interpretar relatórios, definir parâmetros de entrada e saída e acompanhar constantemente a posição para que a estratégia seja seguida corretamente.

Foi pensando em facilitar o acesso a diferentes estratégias de investimento que o BTG Pactual acaba de lançar o Research Ideas, uma ferramenta gratuita que conecta análises produzidas pelo time de Research do banco à execução automatizada de operações na Bolsa de Valores.

A proposta é reunir, em um único ambiente, a oportunidade de investimento, a tese de mercado e a execução operacional da estratégia. Dessa forma, o investidor consegue entender os fundamentos por trás de cada recomendação e implementar a operação de maneira simples, sem precisar recorrer a plataformas externas ou realizar configurações mais complexas.

Segundo Ricardo Hessel, diretor executivo de IT do BTG Pactual, o objetivo é aproximar análise e execução. “O cliente encontra a tese de investimento, define o valor que deseja aplicar e a execução acontece de forma automatizada”, explica.

Conheça os recursos do Research Ideas

Hessel explica que o Research Ideas reúne oportunidades selecionadas pelo time de Research do BTG Pactual e as apresenta de forma estruturada ao investidor. Além da recomendação, a plataforma disponibiliza os fundamentos da tese, análises de suporte, potencial de ganho, risco estimado e demais informações relevantes para a tomada de decisão.

Em geral, quando o cliente deseja realizar uma operação de swing trade, long&short e até mesmo opções, ele contrata na corretora uma plataforma para operacionalizar toda a estratégia.

Contudo, por meio do Research Ideas, a operação é montada de forma automatizada, em uma única plataforma, para que o cliente não precise “contratar uma plataforma terceira, nem ter algum outro tipo de assinatura para conseguir operacionalizar isso”, pontua Ricardo Hessel.

Atualmente, a ferramenta conta com estratégias de swing trade, permitindo que investidores acompanhem operações com horizonte de curto e médio prazo de forma automatizada. “Após escolher uma oportunidade, basta informar o valor que será destinado à estratégia”, explica o diretor executivo de IT do BTG Pactual.

A partir daí, a tecnologia assume a execução operacional. Entradas, saídas, stop gain e stop loss são monitorados automaticamente de acordo com os parâmetros definidos para cada operação.

Para Bruno Henriques Lima, diretor executivo de Research do BTG Pactual, a ferramenta contribui para aproximar investidores das ideias produzidas pela equipe de análise. “A gente acredita que é uma forma de deixar o processo muito mais fluido entre ter uma ideia, entender os fundamentos por trás dela e, se fizer sentido, conseguir adotá-la rapidamente”, afirma.

Veja como automatizar operações com o Research Ideas

Atualmente, o acesso ao Research Ideas acontece dentro do próprio ecossistema do BTG Pactual, através do BTG Content, a plataforma de publicações do banco. Também é possível acessar por meio do BTG Trader Desk, a plataforma proprietária desenvolvida exclusivamente para os clientes.

De acordo com Ricardo Hessel, os próximos passos é disponibilizar o Research Ideas tanto no aplicativo do BTG Investimentos, quanto no home broker. Além disso, ao longo dos próximos meses, a equipe espera incluir outras estratégias de investimento de forma automatizada na ferramenta. Entre elas, long&short e derivativos.

Para aqueles que já são clientes e desejam acessar a ferramenta por meio do BTG Content , basta entrar na plataforma. Então, no menu, selecionar “Research Ideas”. Assim, você será direcionado para as recomendações ativas.

Fonte: BTG Content

No Content, você confere todos os detalhes da operação: a tese, direcional (compra ou venda), potencial de ganho e perda, os riscos, entre outros. Além disso, pode investir na estratégia com apenas um clique, desde que o seu perfil de investidor seja compatível com a operação sugerida.

Já para aqueles que preferem acessar o Research Ideas por meio do BTG Trader Desk, o primeiro passo é acessar a conta de investimentos no desktop e ativar gratuitamente a plataforma.
Fonte: Plataforma BTG Trader Desk

Depois de instalar o BTG Trader, na aba “Negociação” você vai encontrar a opção “Research Ideas”. Ao clicar, abrirá uma nova janela com todas as recomendações disponíveis.

Fonte: Plataforma BTG Trader Desk

Assim como no BTG Content, por meio do Trader Desk é possível navegar pelas estratégias disponíveis e consultar os detalhes da tese de investimento. Por fim, basta definir o valor que deseja investir e confirmar a operação.

Fonte: Plataforma BTG Trader Desk

A partir daí, todo o processo é feito de forma automatizada. Ou seja, se a recomendação atingir o lucro esperado ou se chegar no limite de perda, a operação será automaticamente encerrada. Esse mecanismo facilita a vida do investidor e evita que a emoção tome conta, levando a resultados indesejados.

Hessel ainda aponta que, por fazer parte de um ecossistema integrado, o investidor pode conectar as operações realizadas por meio do Research Ideas com outros serviços. Um exemplo é a Calculadora de IR, que também é gratuita e “ajuda o cliente a operacionalizar esse acompanhamento do pagamento de imposto sobre as operações.”

Tenha acesso ao Research Ideas e outras soluções do BTG Pactual: abra sua conta gratuita

Segundo Bruno Henriques Lima, o lançamento do Research Ideas representa mais um passo do BTG Pactual na integração entre conteúdo, tecnologia e investimentos.

Ao reunir análises produzidas por especialistas, automação operacional e acompanhamento em tempo real em uma única experiência, a ferramenta busca tornar o acesso a estratégias de mercado mais simples e eficiente.

Se você ainda não é cliente do BTG Pactual, mas deseja conhecer o Research Ideas e saber como acompanhar oportunidades de investimento e executar estratégias de maneira prática, basta fazer o seu cadastro gratuito.

Você não paga nada para se tornar cliente do maior Banco de Investimentos da América Latina. Com alguns cliques é possível abrir a sua conta gratuita no BTG Pactual e ter acesso ao Research Ideas. Você ainda pode acessar outras ferramentas disponibilizadas pelo banco para tornar o seu dia a dia mais prático e levar os seus investimentos para o próximo nível.

Então, se você quer conhecer esta e outras funcionalidades oferecidas pelo BTG Pactual, clique no botão abaixo e abra a sua conta gratuita:

ABRA SUA CONTA GRATUITA NO BTG PACTUAL

“Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto, incluindo suas características, prazos, liquidez e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (“Suitability”).”

O post BTG Pactual lança Research Ideas para conectar análises de mercado à execução automatizada de operações apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: IPCA-15, ata do Copom e negociações no Oriente Médio no radar; saiba o que esperar da segunda (22)

As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram na Suíça, apesar de terem começado sob forte tensão, após Donald Trump renovar ameaças de ataques militares caso Teerã não contenha a atuação do Hezbollah no Líbano. Seja como for, alguns sinais de tímido progresso ajudaram a aliviar os preços do petróleo, que recuam nesta manhã diante da percepção de menor risco imediato, embora a normalização do tráfego marítimo ainda seja complexa e continue sujeita a novas interrupções.

No restante do cenário internacional, os mercados reagiram de forma mista a uma combinação de fatores políticos e corporativos. Na Colômbia, a eleição apertada de Abelardo de la Espriella marcou uma guinada à direita após quatro anos de governo de esquerda. No Reino Unido, Keir Starmer anunciou sua renúncia, reforçando a instabilidade política britânica e abrindo caminho para uma disputa pela liderança trabalhista. Na Ásia, as bolsas subiram impulsionadas pelo avanço de empresas ligadas à inteligência artificial, especialmente em Taiwan, Coreia do Sul e Japão.

· 00:55 — Calibrando expectativas

No Brasil, a semana será marcada pela tentativa do mercado de compreender melhor a comunicação do Banco Central após o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano. Embora a decisão já fosse esperada, como comentei na semana passada, o comunicado do Copom foi interpretado como mais dovish do que o previsto (e até heterodoxo) ao manter aberta a possibilidade de novos cortes mesmo em um ambiente de inflação acima da meta, expectativas desancoradas, atividade resiliente e riscos fiscais relevantes.

Essa leitura levou à abertura da curva de juros, sobretudo nos vencimentos mais longos, diante do receio de que uma postura mais tolerante no curto prazo possa cobrar um preço maior adiante. Nesse contexto, a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária e a coletiva de Gabriel Galípolo e Paulo Picchetti serão fundamentais para esclarecer se houve apenas um problema de comunicação ou se, de fato, o BC está mais inclinado a seguir reduzindo os juros.

Os principais vetores capazes de melhorar as expectativas do mercado passam por uma comunicação mais clara sobre o horizonte relevante da política monetária, os cenários de inflação considerados pelo Comitê e os critérios que orientarão os próximos passos da Selic. Caso a ata e o RPM reforcem o compromisso com a meta de inflação, expliquem melhor o alongamento do horizonte de projeção e sinalizem que novos cortes dependerão de uma melhora concreta dos dados, parte dos prêmios embutidos na curva de juros poderá ser devolvida.

Além disso, o IPCA-15, a pesquisa Focus, os dados do setor externo, o investimento direto no País e a Pnad Contínua ajudarão a calibrar a percepção sobre inflação, câmbio, atividade e mercado de trabalho, elementos centrais para avaliar se o Banco Central ainda terá espaço para continuar o ciclo de afrouxamento monetário sem comprometer sua credibilidade.

· 01:47 — Agenda carregada

Wall Street entra na última semana completa de junho com uma agenda americana concentrada em três frentes principais: inflação, inteligência artificial e bancos. O destaque macroeconômico será a divulgação do PCE de maio, na quinta-feira, indicador de inflação preferido do Federal Reserve, com expectativa de aceleração especialmente no núcleo, que exclui alimentos e energia.

Os investidores também acompanharão os pedidos de bens duráveis e as falas de John Williams, presidente do Fed de Nova York, em busca de sinais sobre a trajetória da economia e da política monetária. Na quarta-feira à noite, o Fed divulgará os resultados dos testes de estresse dos bancos americanos, incluindo JPMorgan, Bank of America, Goldman Sachs e Morgan Stanley, o que deve ampliar a atenção sobre a saúde do sistema financeiro.

No campo corporativo, a Micron será o principal evento da semana, com balanço previsto para quarta-feira após o fechamento do mercado, em meio à forte demanda por chips de memória ligados à inteligência artificial e aos data centers. O resultado pode reforçar o rali das empresas de tecnologia, mas também traz uma preocupação mais ampla: a alta dos custos de memória pode pressionar os preços de smartphones, PCs e outros bens duráveis, com possível reflexo nos dados de inflação.

Além disso, eventos da Nvidia e da Qualcomm devem trazer novas leituras sobre as tendências de IA, enquanto o Prime Day da Amazon e promoções concorrentes de Walmart, Target, Best Buy e Kohl’s servirão como um teste em tempo real da demanda do consumidor americano. Os resultados de FedEx e Carnival também ajudarão a medir a força da economia, os volumes de transporte, os gastos com viagens e o possível alívio nos custos de combustível após o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã.

· 02:32 — Avançando lenta e vagarosamente

As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram na Suíça, mas começaram sob forte tensão política e militar. Apesar das ameaças de Donald Trump de retomar os ataques caso Teerã não contenha a atuação do Hezbollah no Líbano, o que gerou ruído durante o final de semana, mediadores do Catar e do Paquistão afirmaram que houve “progressos encorajadores” e que as partes concordaram com um roteiro para tentar concluir um acordo definitivo em até 60 dias.

Entre os avanços operacionais, destacam-se a criação de um mecanismo para encerrar os confrontos entre Israel e Hezbollah no Líbano e a abertura de um canal de comunicação voltado a evitar incidentes e garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.

A implementação, porém, segue frágil e cercada de incertezas. O Irã voltou a restringir o tráfego em Ormuz antes das conversas, enquanto os Estados Unidos mantiveram a pressão militar e diplomática sobre Teerã. Ao mesmo tempo, o governo iraniano afirma já observar benefícios concretos do memorando provisório, como isenções para exportações de petróleo e petroquímicos, liberação de parte dos ativos congelados e avanço de um plano de reconstrução.

Para os mercados, o petróleo permanece no centro das atenções: os preços começaram a semana em queda, mas seguem voláteis, refletindo tanto a expectativa de normalização gradual do fluxo pelo estreito quanto o risco de novas interrupções caso as negociações voltem a se deteriorar.

· 03:28 — Virada na Colômbia

A vitória de Abelardo de la Espriella no segundo turno da eleição presidencial colombiana marca uma inflexão relevante após quatro anos do governo de esquerda de Gustavo Petro. Em uma disputa historicamente apertada e altamente polarizada, De la Espriella derrotou Iván Cepeda por margem estreita, apoiado em uma plataforma centrada em segurança pública, enfrentamento aos cartéis, reabertura do setor de petróleo e gás e maior alinhamento com os Estados Unidos.

Para os mercados, o resultado foi inicialmente recebido de forma positiva para os ativos colombianos. No entanto, a forte valorização recente já limita parte do potencial de surpresa, deslocando o foco da eleição em si para a capacidade de execução do novo governo.

Com isso, a Colômbia passa a se somar a outras mudanças recentes na América do Sul, em que eleitorados têm migrado de experiências de esquerda para alternativas mais à direita, como ocorreu na Argentina com Javier Milei e no Chile com José Antonio Kast, além da disputa apertada no Peru envolvendo Keiko Fujimori. Esse movimento reflete uma combinação de desgaste com baixo crescimento, insegurança, fragilidade fiscal e insatisfação com governos anteriores.

Ainda assim, o principal desafio daqui em diante será transformar a guinada política em governabilidade: De la Espriella chega ao poder com base parlamentar limitada, necessidade de formar coalizões e uma agenda pró-mercado cuja implementação dependerá da escolha dos nomes para o gabinete, da credibilidade fiscal e da capacidade de articulação no Congresso.

· 04:16 — Difícil de governar

A renúncia de Keir Starmer, anunciada menos de dois anos após sua vitória expressiva, aprofunda a crise de governabilidade do Reino Unido e reforça a sensação de esgotamento político iniciada com o Brexit. Desde 2016, o país atravessa uma sucessão incomum de primeiros-ministros — David Cameron, Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss, Rishi Sunak e, agora, Starmer —, enquanto o próximo líder trabalhista poderá se tornar o sétimo ocupante de Downing Street em cerca de uma década.

A saída de Starmer ocorre após a perda de apoio dentro do próprio Partido Trabalhista, em meio ao desgaste provocado por escândalos políticos e pela ascensão de Andy Burnham como principal nome para sucedê-lo. Mais do que uma crise individual, a queda de Starmer evidencia como as consequências políticas do Brexit tornaram o sistema britânico cada vez mais instável.

O país parece preso a um ciclo de lideranças frágeis, maiorias que se desfazem rapidamente e governos com dificuldade de reconstruir uma agenda de longo prazo em temas como imigração, crescimento econômico, contas públicas e relação com a Europa. Nesse sentido, o Reino Unido se tornou quase ingovernável: não pela ausência de instituições, mas pela dificuldade crescente de transformar mandatos eleitorais em estabilidade política duradoura.

· 05:03 — Acelerando a expansão nos EUA e reforçando a tese de longo prazo

A TSMC (NYSE: TSM) deu mais um passo relevante para reduzir sua dependência operacional da Ásia e ampliar sua presença estratégica nos Estados Unidos. Em 16 de junho, a companhia anunciou um acordo de dez anos com a Amkor Technology para expandir a capacidade de empacotamento e teste de semicondutores avançados no Arizona.

A parceria endereça um dos principais gargalos da cadeia americana de chips: embora a TSMC já produza semicondutores avançados no país, parte desses componentes ainda precisa ser enviada à Ásia para passar pelo empacotamento avançado, etapa que integra múltiplos chips em um módulo mais eficiente, antes de retornar aos EUA. Com a Amkor assumindo essa fase em território americano, a companhia tende a reduzir custos logísticos, encurtar prazos de entrega e oferecer uma cadeia produtiva mais integrada, do silício ao chip final.

A iniciativa também fortalece a posição da TSMC junto a grandes clientes como Apple e Nvidia, que passam a contar com uma cadeia de suprimentos mais resiliente, eficiente e menos exposta a riscos geopolíticos na Ásia. Além disso, o acordo antecipa parte dos benefícios esperados da futura instalação própria de empacotamento avançado da TSMC no Arizona, prevista para 2029, sem substituir esse plano de expansão. Ao mesmo tempo, melhora a capacidade da companhia de atender à demanda crescente por chips de inteligência artificial e eletrônicos de alta performance.

Nesse contexto, a combinação entre expansão nos Estados Unidos, maior integração produtiva e investimentos robustos das hyperscalers projetados para 2026 sustenta uma visão construtiva para as ações da TSMC, com destaque para as BDRs TSMC34 como veículo de exposição ao tema no mercado brasileiro.

O post Ibovespa hoje: IPCA-15, ata do Copom e negociações no Oriente Médio no radar; saiba o que esperar da segunda (22) apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

É hoje: Market Makers abre vagas limitadas do M3 Club para quem quer estar à frente do mercado 

Se você está lendo isso hoje, ainda dá tempo de entrar — depois dessa janela, não há garantia de novas vagas. 

Market Makers abre nesta segunda-feira (22), às 19h, vagas para pessoas interessadas em fazer parte do M3 Clubuma comunidade de investidores e gestores para trocar informações e ideias de investimento em primeira mão. 

Vagas limitadas: faça parte da comunidade do Market Makers, a M3 Club 

Uma comunidade fora de série

O M3 Club não é um curso — e nem uma comunidade comum. É onde você passa a ter acesso ao tipo de informação e de pessoas que normalmente não estão disponíveis ao investidor comum. 

Market Makers é conhecido pelos conteúdos digitais, especialmente pelos cursos, pesquisas de mercado e produção de conteúdo, como o podcast da casa que alcança cerca de 7 milhões de pessoas por mês.  

Para ir além disso, o M3 Club desenvolve ainda mais essa experiência de forma exclusiva para os participantes.  

O membro desse grupo terá acesso, além de todas as informações mais relevantes do mercado, a conteúdos e eventos exclusivos com personagens relevantes entre os grandes gestores e C-levels do mercado. 

Entre agora na lista de espera e garanta sua prioridade. 

Outro grande benefício do M3 Club é um fator que impulsiona qualquer carreira de um profissional do mercado financeiro nos dias de hoje: networking

Quem está por dentro das movimentações econômicas sabe que um único contato pode mudar sua trajetória. É isso que o M3 Club tem como objetivo: conectar pessoas para que bons insights ajudem nas decisões

Então, em poucas palavras, esses são os benefícios e motivos pelos quais você deve fazer parte do M3 Club: acesso a análises e recomendações exclusivas, conexão direta com grandes gestores, networking com investidores de alto nível, além de eventos e experiências — incluindo viagens internacionais — que colocam você onde as melhores oportunidades realmente acontecem. 

M3 Club: vagas limitadas são distribuídas hoje às 19h; inscreva-se aqui

Conheça os sócios por trás do M3 Club

O M3 Club conta com uma equipe experiente que é capaz de liderar o hub com maestria e estratégia. Ao lado de Murilo Ribeiro, que lidera o M3 Club, os novos integrantes passam a conviver diretamente com Thiago Salomão e Matheus Soares — nomes por trás da construção do Market Makers. 

Thiago Salomão construiu sua trajetória no coração do mercado financeiro. É analista certificado (CNPI-P) e possui formação executiva em mercados pela Fipecafi em parceria com a UBS/B3. Antes de dar início ao Market Makers, esteve à frente do InfoMoney como editor-chefe e atuou como analista de ações na Rico. Também foi um dos criadores do Stock Pickers, podcast que se tornou referência entre investidores no Brasil. 

Já Matheus Soares é quem lidera as decisões por trás da Carteira Market Makers de Ações. Com experiência consolidada em análise fundamentalista — especialmente no universo de small caps —, desenvolveu sua abordagem com base em fundamentos clássicos do mercado. Sua formação inclui o programa de Value Investing da Columbia Business School, reconhecido globalmente. 

Quero melhorar meu networking no mercado financeiro com o M3 Club 

Inscreva-se na lista de espera do M3 Club

Essa chance não é para qualquer um. Como dissemos antes, o M3 Club é para quem quer se desenvolver e ser mais relevante no mercado. Por isso mesmo que as vagas são limitadas: essa é uma oportunidade para quem enxerga além do usual

As vagas serão reabertas nesta segunda (22), às 19h, de forma exclusiva para quem realmente quer se diferenciar no mercado financeiro. O clube distribuirá vagas remanescentes somente através de uma lista de espera prévia, especialmente para quem estiver comprometido e engajado a conhecer a proposta do hub. 

Para se inscrever, basta acessar o link abaixo e seguir as instruções. O M3 Club será lançado oficialmente às 19h e, ao se inscrever, você receberá o convite para o evento online e gratuito. O registro na lista e a participação no evento são gratuitos

QUERO ENTRAR NA LISTA DE ESPERA DO M3 CLUB 

O post É hoje: Market Makers abre vagas limitadas do M3 Club para quem quer estar à frente do mercado  apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Fim do conflito no Oriente Médio e novo comando no Fed: seria esse um bom momento para comprar Bitcoin?

O arrefecimento das tensões no Oriente Médio devolveu o apetite por risco aos mercados globais e levou as bolsas norte-americanas novamente às máximas históricas. Para quem investe em criptomoedas, no entanto, ficou a desconfortável sensação de não ter sido convidado para a festa. 

Essa divergência não aconteceu por acaso. O Bitcoin (BTC) segue preso às suas próprias fragilidades: saídas persistentes dos ETFs, mineradoras assumindo uma postura mais vendedora e sinais crescentes de desconfiança em relação às empresas que se tornaram algumas das maiores compradoras do ativo neste ciclo. São fatores que pedem cautela e fazem contraponto à melhora do ambiente geopolítico. 

Ao mesmo tempo, o BTC está cerca de 50% abaixo do topo registrado em outubro. É justamente quando a queda começa a incomodar que surge a pergunta que compõe o título desta edição: depois de uma correção dessa magnitude, faz sentido comprar agora? A resposta depende menos do preço isoladamente e mais do perfil, do horizonte e da estratégia de quem está fazendo a pergunta. 

Nesta edição, analisamos o que mudou — e o que não mudou — com a estreia de Kevin Warsh no comando do Federal Reserve (Fed), porque a faixa atual voltou a despertar interesse do ponto de vista técnico e porque os fundamentos ainda exigem prudência. 

Reescrevendo as regras do jogo 

Além do acordo firmado entre Irã e Estados Unidos, o mercado acompanhou de perto a primeira reunião do Federal Reserve sob o comando de Kevin Warsh. O FOMC, comitê responsável pela definição dos juros nos Estados Unidos, manteve a taxa entre 3,5% e 3,75%, como amplamente esperado.

Ainda assim, o tom da reunião esteve longe de oferecer alívio aos mercados. A comunicação foi mais dura, com viés hawkish, e veio acompanhada de mudanças relevantes na forma como o banco central pretende orientar os investidores. 

Nos últimos anos, o mercado se acostumou a examinar cada frase do Fed em busca de pistas sobre seus próximos passos, prática conhecida como forward guidance. Warsh rompeu com essa tradição: não ofereceu um roteiro para os próximos meses, evitou apresentar sua própria projeção para os juros e reduziu a importância do dot plot — o gráfico em que cada dirigente indica onde acredita que a taxa estará no futuro. 

Em tese, essa postura dá ao Fed mais liberdade para reagir aos dados econômicos. Para o mercado, porém, ela reduz a visibilidade sobre a trajetória do “preço do dinheiro” e sobre a própria função de reação do Banco Central. Quando os investidores compreendem menos sobre como as decisões serão tomadas, passam a carregar uma camada adicional de incerteza e, consequentemente, exigem um prêmio maior para permanecer em ativos de risco. 

Essa mudança também pesou sobre a performance dos mercados, sobretudo porque veio acompanhada de um pano de fundo que já era pouco favorável. A reunião não provocou uma queda relevante dos juros reais, não ampliou a liquidez do sistema e tampouco enfraqueceu o dólar de maneira estrutural. Além disso, a inflação cheia permanece em 4,2%, ainda distante da meta de 2%. 

Para o Bitcoin, isso significa continuar inserido em um ambiente de incerteza e juros mais altos por mais tempo, combinação que aumenta sua dependência de entradas de capital e de catalisadores próprios para sustentar uma recuperação. 

O Bitcoin voltou a uma zona decisiva 

Do ponto de vista técnico, o cenário melhorou. O Bitcoin recuou até uma região que, em ciclos anteriores, coincidiu com o encerramento das principais quedas: a média de preço paga pelos investidores ao longo dos últimos quatro anos. Agora, o ativo flutua em torno desse nível. 

Movimentos semelhantes ocorreram no fim de 2018, durante o choque de março de 2020 e na formação do fundo de 2022. 

A profundidade da correção também merece atenção. Desde o pico próximo dos US$ 126 mil, o Bitcoin chegou a acumular uma queda de aproximadamente 50%. É um movimento expressivo, apesar de ainda inferior aos recuos entre 76% e 84% observados no encerramento de ciclos anteriores. 

A ressalva é que permanecer nessa região não significa que um piso definitivo tenha sido estabelecido. A melhora técnica torna os preços mais interessantes, sobretudo para quem investe com horizonte mais longo, mas ainda não confirma o início de uma nova tendência de alta. 

Nesta fase, o maior risco não está necessariamente em deixar de acertar o fundo exato, mas em perseguir cada repique como se a virada já estivesse consolidada. 

Cada ativo que carregue a própria cruz 

A melhora do ambiente geopolítico retirou uma fonte importante de pressão dos mercados, mas não resolveu os problemas específicos do Bitcoin. O ativo ainda enfrenta saídas dos ETFs, vendas por parte das mineradoras e sinais de desgaste entre as empresas que construíram grandes tesourarias em cripto. Em conjunto, esses fatores ajudam a explicar por que o Bitcoin não acompanhou o avanço das bolsas norte-americanas. 

A inteligência artificial (IA) segue disputando capital 

O Bitcoin passou a disputar dinheiro, energia e atenção com uma das principais teses de investimento dos últimos anos: a inteligência artificial. Essa concorrência não significa que o capital institucional tenha abandonado os ativos digitais, mas mostra que, diante de uma alternativa com maior momentum e resultados mais tangíveis, parte dos investidores preferiu trocar de mesa. 

A inteligência artificial já faz parte do cotidiano, seus produtos são utilizados em larga escala e seus avanços podem ser acompanhados quase em tempo real. Isso torna a tese mais fácil de compreender e defender, especialmente diante de um Bitcoin que atravessa um período de poucos catalisadores próprios. Essa mudança aparece tanto nos fluxos dos ETFs quanto na estratégia das próprias mineradoras. 

Os ETFs de Bitcoin perderam fôlego 

Entre meados de maio e o início de junho, os ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos registraram sua pior sequência de resgates desde o lançamento, em 2024. Foram treze pregões consecutivos de saídas, somando aproximadamente US$ 4,4 bilhões. 

No mesmo período, as ações ligadas à inteligência artificial avançaram com força. O capital institucional não desapareceu, mas encontrou uma alternativa mais atraente no curto prazo. 

Treze pregões consecutivos de saídas dos ETFs de Bitcoin 

Fonte: Farside Investors

As mineradoras estão mudando de lado 

As mineradoras também deixaram de exercer o mesmo papel de sustentação observado em outros momentos do ciclo. Empresas que antes conseguiam manter parte relevante dos Bitcoins produzidos passaram a vender suas reservas com maior frequência. 

A compressão das margens passa, antes de tudo, pelo halving, evento programado que ocorre aproximadamente a cada quatro anos e reduz pela metade a quantidade de Bitcoin recebida por bloco. Com menos BTC entrando no caixa e um preço que também não tem colaborado, a receita das mineradoras fica pressionada. Ao mesmo tempo, os custos com energia, equipamentos e manutenção continuam elevados, comprimindo ainda mais a rentabilidade do setor. 

Diante desse aperto, vender parte da produção e das reservas deixou de ser apenas uma escolha e passou a ser uma necessidade para muitas empresas. A pressão aumenta com a corrida pela inteligência artificial: algumas mineradoras perceberam que sua infraestrutura energética e seus centros de processamento podem gerar retornos mais atraentes quando direcionados aos data centers

Para manter as operações e financiar essa transição, o setor já vendeu mais de 15 mil Bitcoins. Assim, agentes que antes funcionavam como acumuladores estruturais passaram a adicionar oferta em um momento de demanda mais fraca. 

As tesourarias de cripto começaram a despertar dúvidas 

Outro ponto de atenção são as DATs, empresas que levantam dinheiro no mercado para comprar e manter criptoativos em caixa. Durante boa parte do ciclo, elas funcionaram como uma fonte importante de demanda. Esse movimento, porém, perdeu força: o valor de seus ativos caiu de aproximadamente US$ 220 bilhões para US$ 140 bilhões, e poucas companhias ainda conseguem captar novos recursos com facilidade. 

A maior delas é a Strategy, de Michael Saylor. Seu modelo consiste, de forma simplificada, em emitir ações e outros papéis para levantar dinheiro e comprar mais Bitcoin. Enquanto o mercado confia nessa estratégia e aceita continuar financiando a empresa, o mecanismo se retroalimenta. 

O problema é que essa confiança começou a enfraquecer. Um dos sinais veio da Stretch (STRC), ação preferencial da Strategy que paga dividendos de 11,5% ao ano. Mesmo oferecendo esse retorno elevado, o papel caiu para perto de sua mínima histórica e passou a negociar abaixo do valor pelo qual foi emitido. 

Isso não significa que a Strategy esteja prestes a vender seus Bitcoins. Mostra, porém, que o mercado passou a questionar se esse modelo é sustentável no longo prazo. Caso a desconfiança aumente, a empresa pode encontrar mais dificuldade para captar dinheiro, reduzir suas compras e, em um cenário mais extremo, precisar vender parte das reservas para cumprir suas obrigações. 

Esse risco ainda não se concretizou, mas merece atenção. A Strategy foi o maior comprador marginal de Bitcoin dos últimos anos. Se ela deixasse de comprar — ou passasse a vender —, o mercado perderia uma fonte relevante de demanda e receberia uma nova pressão de oferta. Isso poderia provocar uma queda no preço, fragilizar outras empresas que adotaram a mesma estratégia e criar um efeito em cadeia. 

O futuro regulatório já não está mais tão “claro” 

O CLARITY Act é o principal projeto para encerrar a zona cinzenta regulatória do mercado cripto nos Estados Unidos, definindo com mais clareza as atribuições da SEC e da CFTC. A proposta avançou na Câmara e no Comitê Bancário do Senado, mas ainda precisa conciliar diferentes versões do texto, reunir 60 votos e resolver divergências sobre as salvaguardas exigidas pelos democratas. 

O impasse deixou de ser apenas técnico e passou a ser político. Com poucas semanas de atividade no Senado antes do recesso de agosto, o tempo joga contra. Cynthia Lummis, uma das principais defensoras do setor, alertou que, caso o projeto não seja aprovado neste ano, a discussão pode ficar fora da agenda até 2030. 

Por enquanto, portanto, a aprovação continua próxima de um cara ou coroa — importante demais para ser ignorada, mas incerta demais para ser tratada como cenário-base. 

Um risco distante, mas que entrou no radar 

A computação quântica ainda é um risco de cauda, com horizonte de vários anos, mas deixou de ser apenas uma discussão teórica. Uma máquina suficientemente avançada poderia, no futuro, reconstruir chaves privadas a partir de informações já expostas na blockchain, colocando em risco milhões de Bitcoins. 

Isso não significa que a rede esteja próxima de ser quebrada. O ponto de atenção está na velocidade dos avanços e no tempo necessário para migrar o Bitcoin para padrões de segurança resistentes à computação quântica. 

A inteligência artificial adiciona outra camada a essa discussão. Ela pode acelerar a pesquisa de novos materiais, o desenho de chips, a correção de erros e a busca por formas mais eficientes de operar computadores quânticos. Em outras palavras, a IA não quebra a criptografia do Bitcoin diretamente, mas pode encurtar o caminho até máquinas capazes de fazê-lo. 

O tema ganhou relevância porque estimativas recentes reduziram significativamente o número de qubits necessários para um ataque, enquanto instituições como BlackRock e Morgan Stanley passaram a mencionar esse risco nos prospectos de seus ETFs. A ameaça ainda não é imediata, mas, diante da combinação entre avanços quânticos e inteligência artificial, o relógio para preparar a transição pode correr mais rápido do que se imaginava. 

Vale a pena comprar Bitcoin agora?

Para quem ainda não investe em Bitcoin ou pretende aumentar sua exposição com um horizonte de prazo mais alongado, pelo menos 12 meses, as faixas atuais começam a oferecer pontos interessantes para novos aportes. 

Isso não significa, porém, que seja o momento de entrar com todo o capital de uma só vez. No curto prazo, os fundamentos ainda abrem margem para uma nova correção, rumo à região dos US$ 50 mil em caso de perda da zona atual em torno dos US$ 60 mil

Por isso, a estratégia mais equilibrada passa por compras fracionadas. Dessa forma, o investidor começa a montar posição em uma região tecnicamente relevante, mas preserva capital para aproveitar preços mais baixos caso o cenário volte a se deteriorar. 

Em outras palavras, não é preciso acertar o fundo exato. O mais importante é construir a posição de maneira gradual, respeitando o horizonte de investimento e a possibilidade de novas oscilações pelo caminho.

O post Fim do conflito no Oriente Médio e novo comando no Fed: seria esse um bom momento para comprar Bitcoin? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

3 investimentos ‘obrigatórios’ após o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã

Na última quarta-feira (17), os presidentes dos Estados Unidos e Irã — Donald Trump e Masoud Pezeshkian, respectivamente — assinaram o acordo de paz na guerra no Oriente Médio. O documento já está em vigou e trouxe 14 pontos que devem ser endereçados por ambos países.

Entre os principais tópicos do acordo de paz está o fim imediato da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano, a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e fim do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

Além disso, o acordo estabeleceu um prazo de 60 dias para que os países negociem a questão nuclear, além de prever a liberação do dinheiro de fundos iranianos no exterior e um programa de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã.

Nos mercados, o impacto positivo da decisão foi observado nos preços. Com a iminência da decisão e a confirmação do acordo, o petróleo tipo Brent caiu mais 9% ao longo desta semana. Na quinta-feira (18), a commodity era negociada na casa dos US$ 79, patamar observado pela última vez em 3 de março deste ano.

Da mesma forma, os principais índices ao redor do mundo operavam no positivo. O S&P500 subia 1,12%, enquanto o Nasdaq apresentava uma alta de 1,94%. No Japão e na Europa, as bolsas também indicavam alívio com o Nikkei 225 e o Euro Stoxx50 subindo 1,65% e 0,29%, respectivamente.

Mas apesar da recepção positiva, Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, aponta que o acordo “está longe de encerrar as incertezas que cercam a região”. Além disso, o analista avalia que o conflito evidencia um movimento de consolidação de uma nova ordem global.

E, nesse novo cenário, três teses de investimento são estratégicas. Veja a seguir quais são e como se expor a elas.

Uma nova ordem global tripolar

Enquanto o mundo acompanha os desdobramentos do acordo entre Estado Unidos e Irã, Matheus Spiess chama a atenção para o “volume sem precedentes de investimentos” em três frentes que ele considera estratégicas. São elas: inteligência artificial, defesa e transição energética.

Ele aponta que, só em 2026, os gastos públicos e privados nessas três áreas já somam US$ 10 trilhões e a expectativa é de um adicional de aproximadamente US$ 6 trilhões até o fim da década.

De acordo com Spiess, esse comportamento reflete mais do que movimentos isolados. Trata-se de uma transformação estrutural “que vem sendo descrita como um novo superciclo global de investimentos.”

Um dos principais motores para o crescimento dessas teses nas carteiras dos investidores vem de uma mudança na forma com o mundo se organiza. O analista aponta que está surgindo uma estrutura descentralizada em que diferentes blocos econômicos e geopolíticos se unem para defender os próprios interesses.

Diante deste contexto, surgem divergências entre os blocos a respeito de temas como: comércio internacional, governança da internet, regulação da inteligência artificial, o papel dos EUA na arquitetura global e apoio à Ucrânia.

“Nesse ambiente, a geopolítica deixa de atuar apenas como fonte de risco e passa a desempenhar um papel cada vez mais relevante como direcionadora dos fluxos de capital, estimulando investimentos em infraestrutura, tecnologia, energia e segurança nacional”, aponta Spiess.

Assim, Matheus avalia que diante dessas mudanças, o investimento não deve se pautar apenas nos fundamentos econômicos tradicionais. Segundo ele, agora o investidor precisa estar atento às “prioridades geopolíticas que moldarão a próxima fase do crescimento global”.

Matheus aponta que, neste momento, há uma lista de ativos que o investidor deveria ter para se expor aos três temas mais relevantes do momento.

Carteira Empiricus Megatendências: confira as recomendações para ‘capturar’ as mudanças na economia global

Pensando em estar posicionado nos principais temas globais, a Empiricus lançou a Carteira Empiricus Megatendências. Por meio de investimentos simples, acessíveis e negociados na bolsa local, é possível ter acesso a ativos ligados às principais mudanças em curso, sejam elas tecnológicas, geopolíticas ou econômicas.

Assim, a estratégia do portfólio inclui a utilização de ETFs (Exchange Trade Funds). Esses fundos de índice, listados na B3, permitem ao investidor acessar uma exposição diversificada e com maior praticidade no acompanhamento.

Atualmente, a carteira conta com 14 ativos que posicionam o investidor nos principais temas globais, inclusive defesa, inteligência artificial e transição energética. E você pode conhecer todas as recomendações de forma 100% gratuita, por meio do BTG Content, a plataforma de publicações do BTG Pactual — banco de mesmo grupo da Empiricus.

No Content, você pode ter acesso à carteira completa e conhecer a tese por trás de todas as 14 recomendações. Além disso, dentro da plataforma, é possível ser direcionado para investir no portfólio com apenas alguns cliques

Isso porque o BTG Pactual disponibiliza a Carteira Empiricus Megatendências automatizada.

Nessa modalidade, você investe nos ativos recomendados com um aporte único, e todas as alterações sugeridas pelo Matheus Spiess são realizadas de forma automatizada.

Ou seja, você não precisa se preocupar em comprar e vender os ativos, nem fazer o balanceamento e ajustes manualmente.

Para conferir o relatório e saber mais sobre como investir na carteira de forma automatizada, o primeiro passo é fazer um cadastro gratuita no BTG Content. 

Ao realizar o cadastro na plataforma de publicações gratuitas do BTG Pactual, você poderá liberar o seu acesso à carteira automatizada Empiricus Megatendências. Bem como a uma série de materiais para te ajudar a tomar boas decisões de investimento. 

Para diversificar o portfólio e ter acesso aos investimentos que podem mudar os rumos da economia global, clique no botão abaixo e siga as instruções:

QUERO INVESTIR NOS PRINCIPAIS TEMAS GLOBAIS

O post 3 investimentos ‘obrigatórios’ após o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Dividendos: Petrobras (PETR4) e mais 7 empresas da bolsa pagam proventos de até R$ 2,50 por ação nesta semana

A partir desta segunda-feira (22), 7 ações listadas na Bolsa brasileira têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) programados para pagamento aos seus investidores. Para que você se mantenha bem-informado, preparamos um calendário completo, organizados por valores e datas de pagamento.

Porém, é preciso estar atento a dois pontos de grande importância:

  • “Data com” (data de corte): somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estão aptos a receber os pagamentos;
  • Tributação: JCPs estão sujeitos ao Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos são tributados em 10% na fonte, isso quando ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

Calendário de dividendos: 22 a 26 de junho

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por ação (R$)Data de pagamentoData de corte
CPFL EnergiaCPFE3Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA3Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA5Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA6Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA7Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
EternitETER3Dividendo0,08522/06/202630/03/2026
PetrobrasPETR4JCP0,31322/06/202622/04/2026
ComgásCGAS3JCP1,69825/06/202615/06/2026
ComgásCGAS3Dividendo2,28925/06/202615/06/2026
ComgásCGAS5JCP1,86825/06/202615/06/2026
ComgásCGAS5Dividendo2,51825/06/202615/06/2026
AssaíASAI3JCP0,10426/06/202606/01/2026
BanrisulBRSR3Dividendo0,22026/06/202612/06/2026
BanrisulBRSR5JCP0,22026/06/202612/06/2026
BanrisulBRSR6JCP0,22026/06/202612/06/2026
SaneparSAPR11JCP0,55226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR11JCP1,40826/06/202630/06/2025
SaneparSAPR3JCP0,10226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR3JCP0,26026/06/202630/06/2025
SaneparSAPR4JCP0,11226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR4JCP0,28626/06/202630/06/2025

Quais as melhores ações pagadoras de dividendos da Bolsa? Confira recomendações no Empiricus+

Se você deseja otimizar ao máximo a busca por dividendos em sua carteira de investimentos, é preciso contar com uma curadoria das ações mais promissoras nesse sentido: e o Empiricus+ pode te ajudar com isso.

O Empiricus+ é o mais novo serviço de assinatura “streaming“, pelo qual você pode acessar as principais séries da casa e conhecer os papéis indicados para a sua carteira no momento atual.

Você, leitor desse texto, tem direito a testar o serviço por 30 dias gratuitamente, sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial. Basta clicar no botão abaixo para liberar seu benefício:

O post Dividendos: Petrobras (PETR4) e mais 7 empresas da bolsa pagam proventos de até R$ 2,50 por ação nesta semana apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

A 3ª fase do mercado de fundos imobiliários: CEO do Patria explica novo momento da indústria em episódio do Empiricus Podca$t

Durante muito tempo, investir em fundos imobiliários parecia uma história relativamente simples. Os juros caíam, os FIIs subiam. Os investidores buscavam renda mensal isenta de imposto e a indústria crescia em ritmo acelerado.

Mas, segundo Rodrigo Abbud, CEO da área de Real Estate do Patria, essa fase ficou para trás. O executivo defendeu a tese de que o mercado brasileiro de fundos imobiliários está entrando em um novo estágio de desenvolvimento.

No episódio desta semana do Empiricus Podca$t, Abbud explicou o que ele considera ser o terceiro ciclo da indústria e o que o investidor pode esperar dos fundos imobiliários daqui para frente.

Nascimento, expansão e agora consolidação: a nova fase dos fundos imobiliários no Brasil

Na visão de Abbud, o primeiro ciclo foi marcado pelo surgimento dos fundos imobiliários no Brasil. O segundo veio com a expansão da classe de ativos, impulsionada pela queda dos juros, pela popularização dos investimentos e pelo crescimento acelerado da base de cotistas.

Agora, porém, a dinâmica parece diferente. “Estamos no início do terceiro ciclo”, afirmou o executivo durante a conversa. Desta vez, o foco deixa de ser apenas crescimento e passa a envolver consolidação, profissionalização e ganho de escala, avalia Abbud.

O CEO de real estate do Patria aponta que, hoje, a indústria brasileira reúne mais de 500 fundos listados e cerca de R$ 200 bilhões em patrimônio. O mercado cresceu de forma significativa na última década, mas ainda está distante da dimensão observada em mercados mais maduros.

Nos Estados Unidos, por exemplo, os REITs — equivalentes aos FIIs brasileiros — somam aproximadamente US$ 1,4 trilhão em patrimônio distribuído entre cerca de 250 veículos. Para Abbud, essa comparação sugere que o Brasil ainda está apenas no começo de um processo de amadurecimento.

Nesse sentido, uma pergunta permanece no ar:

Quem serão os grandes vencedores dessa nova fase?

Fundos maiores vão dominar o mercado? A consolidação da indústria está apenas começando? E quais segmentos do mercado imobiliário podem concentrar as melhores oportunidades nos próximos anos?

Rodrigo Abbud responde a essas e outras questões no episódio completo do Empiricus Podca$t. Assista à conversa e entenda por que o futuro dos fundos imobiliários pode ser bastante diferente do que a maioria dos investidores imagina hoje.

O post A 3ª fase do mercado de fundos imobiliários: CEO do Patria explica novo momento da indústria em episódio do Empiricus Podca$t apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: adiamento das negociações entre EUA e Irã impõe cautela aos mercados; o que esperar da sexta-feira (19)?

As bolsas globais encerram uma semana forte em tom mais cauteloso, à medida que o alívio inicial com o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã dá lugar a dúvidas sobre sua implementação e durabilidade. As negociações previstas para ocorrer na Suíça foram adiadas após novos confrontos no sul do Líbano entre Israel e militantes do Hezbollah, grupo apoiado por Teerã, elevando a incerteza sobre a sustentação da trégua.

Com os mercados à vista dos EUA fechados pelo feriado de Juneteenth e uma agenda econômica esvaziada, os investidores concentraram suas atenções no Estreito de Ormuz, onde o tráfego marítimo voltou a preocupar diante de relatos de redução no fluxo de petroleiros, presença de minas, riscos de congestionamento e dúvidas sobre o grau de controle que o Irã poderá manter sobre a hidrovia. O petróleo voltou a subir em uma sessão volátil, embora ainda caminhe para uma das maiores quedas semanais do ano

Nos mercados acionários, o Stoxx 600 opera sem direção definida, e as bolsas europeias mostraram cautela. Na Ásia, o desempenho foi misto, com destaque para a forte alta semanal do Nikkei, beneficiado pelo alívio nas expectativas de inflação e pelo bom desempenho global dos setores de semicondutores e inteligência artificial (IA).  

00:54 — Problema de credibilidade

No Brasil, o Ibovespa encerrou a quinta-feira (18) em leve queda de 0,10%, aos 168.278 pontos, enquanto o dólar à vista avançou 1,30%, para R$ 5,17, pressionado pelo tom mais duro do Federal Reserve (Fed) e, sobretudo, pela leitura do comunicado do Copom, em linha com o que comentei ontem.

O Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, como esperado, mas surpreendeu ao manter aberta a possibilidade de novos cortes, em vez de sinalizar uma pausa mais clara no ciclo.

A comunicação gerou ruído porque, ao mesmo tempo em que reconheceu inflação acima da meta, expectativas desancoradas, atividade ainda robusta e riscos fiscais, o Comitê recorreu a um horizonte de projeção mais longo, o primeiro trimestre de 2028, para justificar trajetórias alternativas compatíveis com a convergência da inflação à meta. Para o mercado, essa abordagem soou excessivamente heterodoxa

Com isso, a decisão foi interpretada por parte dos investidores como mais dovish do que o esperado, ou seja, mais inclinada à continuidade do afrouxamento monetário. A alta do dólar e a abertura da curva de juros mostraram que o mercado passou a questionar a consistência da comunicação e a credibilidade da estratégia da autoridade monetária, especialmente em um ambiente marcado por risco fiscal e pelo avanço do calendário eleitoral. A dinâmica do câmbio passa a ser um ponto crucial de acompanhamento, pois pode limitar a continuidade do ciclo de cortes da Selic. 

01:41 — Feriado

Antes do feriado desta sexta-feira (19) nos EUA, os índices americanos reagiram positivamente ao memorando de entendimento de 14 pontos assinado entre os EUA e o Irã, interpretado como um passo relevante para encerrar meses de hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz.

A suspensão dos combates por 60 dias, o fim do bloqueio naval americano e a possibilidade de remoção gradual das sanções contra Teerã contribuíram para reduzir o prêmio de risco geopolítico, levando o petróleo Brent para perto de US$ 80 por barril e impulsionando tanto ações quanto títulos.

O S&P 500 avançou 1,1%, o Nasdaq subiu 1,9% e o setor de tecnologia teve desempenho particularmente forte, com alta de 2,9% do ETF iShares U.S. Technology. Ao mesmo tempo, os investidores passaram a lidar com uma mudança importante no Federal Reserve sob a presidência de Kevin Warsh, cuja primeira reunião trouxe uma mensagem mais dura do que o esperado.

Embora o Fed tenha mantido os juros estáveis pela quarta reunião consecutiva, a ausência de orientação futura e o foco explícito no combate à inflação levaram o mercado a precificar mais de 80% de chance de alta dos juros em setembro, além de mais de um aumento até outubro. Ainda assim, a queda recente dos preços de energia pode aliviar a inflação nos próximos meses e reduzir a necessidade de novas altas, especialmente se a trégua com o Irã se sustentar.

A próxima semana será importante para calibrar essa leitura, com a divulgação do índice PCE de maio, indicador de inflação preferido do Fed, além dos PMIs, das vendas de novas casas, dos pedidos de bens duráveis e dos balanços de empresas como FedEx e Micron Technology

02:39 — Adiamento 

Os Estados Unidos e o Irã adiaram o início das negociações sobre um acordo de paz e sobre a restrição do programa nuclear iraniano, inicialmente previstas para ocorrer na Suíça. A justificativa oficial ainda não está totalmente clara: a Casa Branca atribuiu o adiamento a dificuldades logísticas, enquanto Teerã vinha sinalizando que só avançaria para discussões técnicas após sinais concretos de implementação do acordo interino, especialmente nos pontos ligados à reabertura do Estreito de Ormuz, às isenções para exportação de petróleo e à liberação de ativos congelados.

O cancelamento da viagem do vice-presidente JD Vance aumentou a incerteza sobre a sustentação da trégua, em meio a novos confrontos entre Israel e militantes do Hezbollah no sul do Líbano, episódio que ampliou a pressão política sobre o acordo. 

O memorando provisório assinado por Donald TrumpMasoud Pezeshkian reduziu parte do risco geopolítico imediato, permitiu a retomada parcial do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e trouxe algum alívio aos preços da energia. Ainda assim, os mercados passaram a interpretar o acordo com mais cautela, uma vez que a normalização das cadeias logísticas e energéticas pode levar meses, enquanto o Irã mantém restrições operacionais à navegação durante as operações de desminagem.

O texto prevê uma janela de 60 dias para negociar o status do programa nuclear iraniano, a redução do grau de enriquecimento do material nuclear em território iraniano sob supervisão da AIEA, isenções para exportações de petróleo, acesso a cerca de US$ 24 bilhões em fundos congelados e um plano de reconstrução de US$ 300 bilhões. Os pontos mais sensíveis, porém, foram deixados para uma etapa posterior.  

No plano político e estratégico, o acordo enfrenta resistência em Washington, em Israel e entre aliados regionais, sobretudo pela percepção de que Teerã recebeu concessões relevantes antes de assumir compromissos mais claros sobre seu programa nuclear. Ao mesmo tempo, os EUA ampliaram sanções contra autoridades libanesas e redes empresariais associadas ao Hezbollah, acusadas de obstruir o processo de paz e financiar o grupo.

Para o Irã, o acordo oferece um alívio econômico, mas também expõe fragilidades internas: a liderança do país está enfraquecida, há sinais de instabilidade política e o fim da guerra pode reduzir o efeito de coesão nacional. Assim, embora tenha diminuído as incertezas de curto prazo, o acordo ainda parece mais um arcabouço político do que uma solução operacional definitiva. 

03:23 — O Projeto Manhattan do século XXI 

Anthropic enviou executivos a Washington para tentar reverter a proibição imposta pelo governo Trump ao uso do Fable 5 (versão do Claude) por estrangeiros, medida que levou a empresa a suspender totalmente o acesso ao modelo. 

Como já comentamos, lançado como uma versão supostamente mais segura do ainda inédito (e muito polêmico) Mythos, o Fable 5 foi restringido por motivos de segurança nacional, após autoridades apontarem riscos de que suas salvaguardas fossem contornadas por agentes mal-intencionados. A decisão teria sido tomada depois de alertas da Amazon, investidora da Anthropic, sobre possíveis formas de desbloquear o modelo para fins ofensivos.

A empresa, por sua vez, argumenta que recebeu pouco tempo e poucos detalhes para responder às preocupações do governo, enquanto profissionais de cibersegurança defendem que modelos avançados também são necessários para fortalecer sistemas contra ataques. Em paralelo, a Anthropic ainda enfrenta uma disputa com o Departamento de Defesa, buscando reverter sua classificação como risco para a cadeia de suprimentos. 

O episódio, porém, é apresentado como algo maior do que uma disputa regulatória envolvendo uma única empresa. A restrição ao Fable e ao Mythos é interpretada como uma continuação da estratégia americana de controle tecnológico, semelhante ao que já ocorreu com chips avançados, Nvidia e ASML: primeiro veio o controle sobre o silício; agora, o controle sobre os próprios modelos de inteligência artificial.

Nesse cenário, o acesso à melhor inteligência do mundo poderia se tornar um ativo nacionalizado, reservado prioritariamente a cidadãos, empresas e estruturas americanas. Isso abriria espaço para soluções alternativas, como empresas de fachada, diretores residentes e estruturas nos EUA, mas essas brechas tenderiam a favorecer apenas quem tem capital e sofisticação jurídica para acessá-las, ampliando a desigualdade nessa frente tecnológica. Ao mesmo tempo, bloquear modelos fechados para o resto do mundo poderia fortalecer o movimento de código aberto e beneficiar concorrentes dispostos a atender os usuários excluídos. 

Trocando em miúdos, a tese central é que a inteligência artificial pode se tornar uma nova moeda de poder, tão estratégica quanto o dólar, o petróleo ou os semicondutores. Ao perceberem que não podem depender plenamente do acesso à inteligência americana, países como Reino Unido, Austrália, membros da Europa e outras nações tenderiam a acelerar projetos de IA soberana.

O problema é que poucos têm capital, energia, infraestrutura e escala para competir com os Estados Unidos, com exceção da China. Assim, ao restringir seus modelos, Washington corre o risco de empurrar parte do mundo para alternativas chinesas ou, no limite, usar o acesso à IA como instrumento de barganha política, militar e econômica.

A restrição também já teria provocado alta nos preços de hardware, aluguel de computação em nuvem e memória DDR5, enquanto limitações energéticas nos EUA contrastam com a capacidade chinesa de ampliar infraestrutura, produzir memória e lançar modelos cada vez mais competitivos. Nesse sentido, a proibição do Fable é tratada como o início de uma disputa muito mais ampla: uma espécie de Projeto Manhattan do século XXI, centrado não mais na energia nuclear, mas no controle da inteligência. 

04:18 — Mais uma para a conta da virada do pêndulo político 

A eleição presidencial colombiana chega ao segundo turno neste domingo e pode se tornar mais um capítulo de uma tendência que começa a ganhar força na América Latina: o avanço de candidatos de direita depois de um período marcado por governos de esquerda e por uma insatisfação crescente com temas como segurança pública, crescimento econômico e combate ao crime.

Favorito nas pesquisas, Abelardo de la Espriella construiu sua campanha em torno de uma plataforma de tolerância zero à criminalidade, em forte contraste com a estratégia de “Paz Total” defendida por Iván Cepeda, herdeiro político do presidente Gustavo Petro, cuja proposta prioriza negociações com grupos criminosos. A alta dos índices de violência e sequestros acabou desgastando parte do apoio à atual administração e ampliando o apelo de propostas mais duras.

Caso a vitória da direita se confirme, a Colômbia se somará a movimentos semelhantes observados recentemente em outros países da região, como o Peru, reforçando a percepção de uma mudança gradual no humor político latino-americano. A grande questão para os próximos anos é se essa dinâmica continuará se espalhando pelo continente e, sobretudo, se o Brasil seguirá ou não essa mesma trajetória em seu próximo ciclo eleitoral. 

05:05 — Escala como vantagem competitiva 

A forte correção recente das incorporadoras refletiu um conjunto de preocupações macroeconômicas (inflação, juros, discussões em torno do FGTS e incertezas geopolíticas), que acabou penalizando o setor de forma indiscriminada.

No entanto, as mensagens transmitidas pelos principais executivos do segmento durante o Real Estate Day do BTG Pactual foram mais construtivas do que a percepção embutida nos preços das ações.

A demanda por habitação econômica segue sustentada por fatores estruturais, como o elevado déficit habitacional, um mercado de trabalho ainda resiliente e condições de financiamento relativamente favoráveis ao público-alvo dessas companhias. Ao mesmo tempo, a inflação de custos continua sendo um ponto de monitoramento, mas não representa, por ora, uma ameaça estrutural para empresas com escala, disciplina operacional e capacidade de repasse. 

Nesse contexto, a escala se consolida como um dos principais diferenciais competitivos do setor. Em um mercado cada vez mais exigente, a capacidade de adquirir terrenos, acessar funding, contratar mão de obra, administrar subsídios e executar múltiplos projetos simultaneamente tornou-se uma barreira de entrada relevante, favorecendo os líderes já estabelecidos.

Embora desafios como a disponibilidade de recursos do FGTS, a escassez de mão de obra e os entraves regulatórios sigam presentes, a expectativa é de um crescimento mais disciplinado, com foco em rentabilidade, velocidade de vendas e preservação de margens. 

Para a Direcional (DIRR3), esse ambiente parece particularmente favorável. A companhia combina demanda resiliente, elevada capacidade de execução, disciplina na alocação de capital e um histórico consistente de navegação por diferentes ciclos econômicos. Mesmo sob premissas conservadoras, nossas estimativas apontam para um lucro superior a R$ 1 bilhão no próximo ano, enquanto a recente correção das ações levou os múltiplos a patamares atrativos.

Em nossa avaliação, o mercado incorporou um grau de pessimismo superior ao que os fundamentos justificam, criando uma oportunidade em uma empresa que segue entregando resultados sólidos e preservando importantes vetores de crescimento para os próximos anos. 

O post Ibovespa hoje: adiamento das negociações entre EUA e Irã impõe cautela aos mercados; o que esperar da sexta-feira (19)? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Mesmo com Selic reduzida para 14,25% ao ano, pausa nos cortes de juros é ‘praticamente inevitável’, segundo analista

A semana que se encerra nesta sexta-feira (19) trouxe desdobramentos relevantes ao mercado. Além da Super Quarta (que combinou decisões de juros do Copom, no Brasil, e do Federal Reserve, nos Estados Unidos), a assinatura de um acordo preliminar entre EUA e Irã pode ser um dos primeiros passos rumo ao fim do conflito no Oriente Médio.

No Brasil, o Copom optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a aos 14,25% ao ano. A princípio, a combinação de possível fim da guerra e cortes nos juros pode parecer um bom sinal – mas é preciso dar alguns passos para trás e entender que há mais em jogo.

Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, os efeitos da guerra podem perdurar, e uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic eventualmente virá.  

“Do ponto de vista analítico, a pausa parece praticamente inevitável. A combinação entre inflação corrente elevada, expectativas desancoradas, fiscal mais ruidoso e bancos centrais globais mais duros reduz drasticamente o espaço para a continuidade do afrouxamento monetário.”

Cenário brasileiro: ‘fiscal mais ruidoso’ é protagonista das expectativas

Destrinchando os fatores trazidos pelo analista, o próprio cenário doméstico brasileiro contribui para que os cortes na Selic não perdurem.

O atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros altos por mais tempo.

Para Spiess, por mais que o acordo entre EUA e Irã ajude reduzir a pressão imediata sobre o petróleo e o câmbio, “o cenário segue desconfortável”, especialmente do ponto de vista fiscal, que “continua sendo o principal limitador de uma normalização monetária mais limpa”.

 “Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”, afirma. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais que, em sua visão, devem vir “obrigatoriamente” em 2027.

Além disso, a comunicação do Copom nesta última reunião pode ter trazido mais incertezas em relação às próximas decisões. Na intepretação de Spiess, “o Comitê parece desejar preservar espaço para eventuais cortes adicionais, caso o cenário permita”. O que, paradoxalmente, pode ser custoso para o câmbio e os vértices mais longos dos juros.

“Embora o Comitê tenha elevado a exigência para novas reduções de juros, preservou uma flexibilidade em sua função de reação, evitando condicionar de forma clara os próximos passos. Para parte do mercado, essa abordagem pode ser interpretada como um sinal de maior tolerância à desancoragem inflacionária, o que levanta questionamentos sobre a credibilidade futura da política monetária”.

Segundo o último boletim Focus, publicado na segunda-feira (15), expectativas do mercado giram em torno de uma Selic terminal a 13,75% em 2026. Vale monitorar se haverá alguma mudança nas perspectivas nos próximos dias.

Cenário global: juros podem permanecer mais altos globalmente, mesmo com o possível fim da guerra

Além do cenário doméstico, Spiess reforça que a decisão do Copom vem em um período em que as principais economias globais possivelmente caminham na contramão: endurecendo o tom. Isso porque, por mais que o conflito no Oriente Médio acabe, ele “não devolve o mundo ao conforto monetário anterior à crise”, diz o analista.

O chamado “G4 dos bancos centrais” (EUA, Japão, Reino Unido e Zona do Euro) podem acabar por “validar um regime global de juros mais altos por mais tempo”, segundo o analista.

A Zona do Euro elevou seus juros pela primeira vez desde 2023 na quinta-feira passada (11) e, na última quarta-feira (17), o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros dos EUA no intervalo entre 3,50 e 3,75%, com parte dos membros do comitê prevendo pelo menos uma decisão pela elevação dos juros ainda em 2026.

“A paz reduz a probabilidade de um choque de oferta, mas não apaga o legado inflacionário. Energia mais cara se espalha pelo frete, pelos custos industriais, pela produção de alimentos, pelas tarifas de serviços e, sobretudo, pelas expectativas. Um choque desse tipo deixa de ser apenas um evento de mercado e passa a contaminar a formação de preços de maneira mais ampla. Por isso, o alívio em Ormuz não entrega, por si só, uma folga automática aos bancos centrais.”

Onde e como investir em um cenário global tão incerto?

Esse é um cenário que pede por mais cautela do que o usual na hora de escolher onde investir. Mas não significa que o investidor precisa, necessariamente, tomar decisões sozinho, sem orientação profissional.

Matheus Spiess é um dos responsáveis pela Empiricus Megatendências, carteira recomendada criada para em um mundo em constante transformação, que exige investimentos feitos de forma tática.

“A estratégia parte da identificação de principais mudanças em curso – sejam tecnológicas, geopolíticas e econômicas – para direcionar a alocação a setores, regiões e temas que tendem a se beneficiar dessas transformações”, afirma o analista. A atual seleção da Empiricus Megatendências traz ativos voltados para temas como:

  • Commodities;
  • Corrida aeroespacial;
  • Inteligência Artificial (IA);
  • Dentre outros.

Você está convidado a conhecer, na íntegra, o relatório completo com todas as indicações da carteira no momento. Ele está disponível no BTG Content, a plataforma de conteúdos do BTG Pactual.

Além disso, por meio da plataforma do banco, você também pode investir nos ativos recomendados de forma 100% automática.

Isso mesmo: você não precisa buscar os ativos “a dedo” em sua corretora. Com alguns cliques, o BTG faz o trabalho para você – inclusive de rebalanceamento e troca de ativos, quando necessário.

Para acessar o conteúdo e saber mais, é só clicar no botão abaixo.

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

O post Mesmo com Selic reduzida para 14,25% ao ano, pausa nos cortes de juros é ‘praticamente inevitável’, segundo analista apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Ibovespa hoje: ‘ressaca’ pós-Copom, Fed e acordo preliminar entre EUA e Irã; o que esperar da quinta-feira (18)?

Os mercados globais continuam assimilando os desdobramentos da Super Quarta e do acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã. A assinatura do memorando por Donald Trump, acelerando o processo de cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, contribuiu para uma nova rodada de queda nos preços do petróleo e reforçou o alívio observado nos ativos de risco ao redor do mundo.

Na Ásia, bolsas como NikkeiKospi renovaram máximas históricas, impulsionadas pelo recuo das tensões geopolíticas e pelo bom desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial (IA), enquanto, na Europa, os mercados oscilaram entre o alívio proporcionado pelo acordo e a reprecificação de um ambiente de juros mais elevados por mais tempo. 

· 00:56 — O corte veio, mas a credibilidade aguenta? 

No Brasil, em uma decisão cuja divulgação acabou ocorrendo com atraso, o Copom entregou exatamente o movimento que vinha sendo esperado pelo mercado ao reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Mais relevante do que a decisão em si, porém, foi a mudança observada na comunicação da autoridade monetária.

Diferentemente da reunião anterior, o Banco Central deixou de indicar de forma explícita que a continuidade do ciclo de cortes permanecia como o cenário mais provável. Em uma leitura superficial, isso poderia ser interpretado como um sinal mais duro.

No entanto, uma análise mais aprofundada do comunicado revela nuances importantes. Embora o Comitê tenha elevado a exigência para novas reduções de juros, preservou uma flexibilidade em sua função de reação, evitando condicionar de forma clara os próximos passos à melhora das expectativas ou à convergência das projeções inflacionárias. Em outras palavras, a porta para novos cortes segue aberta

A avaliação do cenário econômico, por sua vez, tornou-se significativamente mais cautelosa. O comunicado reconheceu que a atividade econômica avançou acima do esperado no primeiro trimestre, com maior participação de setores cíclicos e um mercado de trabalho ainda resiliente. Ao mesmo tempo, destacou a deterioração das expectativas de inflação, elevou a projeção inflacionária para o horizonte relevante de política monetária de 3,5% para 3,7%, e passou a enfatizar de forma mais explícita o risco de uma demanda crescendo acima da capacidade produtiva da economia.

Também chamou atenção o reconhecimento de um ambiente fiscal mais desafiador, fator que continua dificultando o processo de convergência da inflação. Sob a ótica dos fundamentos macroeconômicos, portanto, o diagnóstico foi claramente mais preocupante do que o observado nas reuniões anteriores, reforçando a percepção de que o ambiente para cortes adicionais deveria, em tese, ser mais restritivo

É justamente nesse ponto que surge o principal debate. Apesar de reconhecer uma inflação mais alta, expectativas mais deterioradas e um cenário econômico mais pressionado, o Copom introduziu uma justificativa que pode ser interpretada como relativamente complacente. O Comitê argumentou que uma política monetária excessivamente restritiva poderia levar a inflação para abaixo da meta no horizonte que passará a ser considerado nas próximas reuniões, sugerindo que o grau acumulado de aperto monetário já estaria próximo do necessário.

A questão é que o horizonte atualmente relevante (o quarto trimestre de 2027) continua exibindo inflação acima da meta e em trajetória de piora. Ainda assim, o Banco Central optou por direcionar parte de sua análise para o primeiro trimestre de 2028, um horizonte mais distante. Para parte do mercado, essa abordagem pode ser interpretada como um sinal de maior tolerância à desancoragem inflacionária, o que levanta questionamentos sobre a credibilidade futura da política monetária.  

Essa leitura ajuda a explicar por que o ciclo não foi formalmente encerrado, mesmo diante da deterioração dos fundamentos. Em última instância, o Comitê parece desejar preservar espaço para eventuais cortes adicionais, caso o cenário permita.

O problema é que essa postura pode impor custos relevantes, especialmente sobre o câmbio e os vértices mais longos da curva de juros, tornando o ambiente mais desafiador para os ativos domésticos.

A partir daqui, a continuidade da flexibilização dependerá da evolução das expectativas de inflação, da atividade econômica, da dinâmica fiscal, do comportamento do câmbio e das condições financeiras globais, especialmente em um contexto de postura firme ao redor do mundo. 

· 01:49 — Um novo Federal Reserve no horizonte 

A decisão do Federal Reserve (Fed) veio em linha com as expectativas do mercado, com o FOMC mantendo a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A principal surpresa, porém, não esteve na decisão em si, mas na mudança significativa observada nas projeções dos membros do comitê.

Nove dos dezenove dirigentes passaram a prever ao menos uma elevação dos juros em 2026, ante apenas três na rodada anterior de projeções. Ao mesmo tempo, as estimativas para a inflação foram revisadas para cima, sugerindo um processo de convergência mais lento em direção à meta de 2%.

Na prática, o Fed deixou claro que o combate à inflação continua sendo sua prioridade e que o espaço para cortes de juros se tornou consideravelmente mais restrito, depois do embaraço das expectativas por conta da guerra. 

O comunicado também marcou uma inflexão relevante na forma de comunicação da instituição. Além da remoção do chamado easing bias, a inclinação implícita para futuras reduções de juros, o Federal Reserve eliminou integralmente o forward guidance, abandonando indicações mais explícitas sobre a trajetória futura da política monetária.

O texto (que ficou bem mais enxuto também) passou a enfatizar que a atividade econômica continua avançando em ritmo robusto, que o mercado de trabalho permanece resiliente, que os investimentos seguem fortes e que a inflação ainda opera acima da meta estabelecida. O resultado foi uma mensagem claramente mais cautelosa e restritiva (hawk), refletindo a preferência do comitê por preservar flexibilidade diante de um ambiente ainda cercado por incertezas. 

Na coletiva de imprensa, Kevin Warsh, agora chefe do Fed, procurou estabelecer desde o início uma identidade própria para sua gestão. O novo presidente reforçou repetidamente que a inflação permanece acima da meta há mais de cinco anos e que a estabilidade de preços continuará sendo o principal compromisso do banco central.

Paralelamente, apresentou uma ampla agenda de reformas internas, incluindo grupos de trabalho voltados à revisão dos mecanismos de comunicação do Fed, da qualidade das estatísticas econômicas utilizadas nas decisões de política monetária, do impacto da inteligência artificial sobre a economia, da estrutura do balanço patrimonial da instituição e dos modelos empregados para análise inflacionária. 

Warsh também deixou evidente sua intenção de reduzir o grau de orientação fornecido aos mercados, defendendo que os preços dos ativos devem refletir informações independentes e não apenas reproduzir as sinalizações emitidas pelo próprio banco central. 

Olhando adiante, a principal mensagem é que o Federal Reserve passa a operar sob um regime de maior incerteza e menor previsibilidade. Embora nenhuma elevação de juros tenha sido anunciada nesta reunião, o mercado passou a atribuir probabilidade crescente a um aperto monetário nos próximos meses, com parte dos investidores já considerando uma alta de juros como um cenário plausível até outubro.

Ainda assim, as divergências dentro do próprio comitê permanecem relevantes, o que torna os próximos dados de inflação, atividade econômica e mercado de trabalho ainda mais determinantes para a condução da política monetária. Em síntese, a era Warsh se inicia com um Fed menos comprometido com orientações antecipadas, mais focado em credibilidade institucional e com menor disposição para flexibilizar sua postura diante de sinais moderados de desaceleração econômica. 

· 02:37 — Um acordo apertado 

O acordo preliminar assinado ontem (17) entre Estados Unidos e Irã representou um importante passo na redução das tensões no Oriente Médio, e contribuiu para a forte correção recente dos preços do petróleo. Ainda assim, está longe de encerrar as incertezas que cercam a região.

O memorando estabelece o fim das hostilidades, a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, o relaxamento de parte das sanções e a abertura de um período de 60 dias de negociações para tratar dos temas mais sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano e os mecanismos de reconstrução econômica do país.

Apesar da melhora inicial no sentimento dos mercados, permanecem dúvidas relevantes sobre a velocidade da normalização do transporte marítimo, a sustentabilidade dos compromissos assumidos por Teerã e a capacidade política de Washington de implementar, na prática, o alívio das sanções previsto no entendimento.

Paralelamente, a questão nuclear continua sendo um dos principais pontos de divergência, dividindo aqueles que defendem restrições máximas ao enriquecimento de urânio e os que consideram mais viável um modelo baseado em supervisão internacional rigorosa e mecanismos permanentes de monitoramento. 

· 03:22 — “Donroe”

Os Estados Unidos parecem estar passando por uma reavaliação gradual de suas prioridades estratégicas diante de um ambiente internacional mais complexo, marcado por múltiplos focos de tensão e limitações crescentes de recursos políticos, fiscais e militares.

Em vez de buscar o mesmo grau de envolvimento simultâneo na Europa, no Oriente Médio e na Ásia, ganha espaço em Washington a visão de que a principal prioridade deve ser a consolidação da influência americana em seu entorno geográfico imediato, em linha com o que já conversamos neste espaço no passado.

Inspirada, em certa medida, nos princípios da histórica Doutrina Monroe, essa abordagem parte do entendimento de que a segurança e a projeção de poder dos Estados Unidos dependem, antes de tudo, do fortalecimento de sua posição no Hemisfério Ocidental, abrangendo áreas estratégicas como a Groenlândia, o Canal do Panamá, o Caribe, o Golfo do México e a América do Sul.

A mudança de regime na Venezuela e a postura mais assertiva em relação a países da região são frequentemente interpretadas como manifestações desse reposicionamento. Ainda assim, essa visão está longe de ser consensual dentro da própria elite política americana.

De um lado, os chamados primacistas defendem a preservação da liderança global dos Estados Unidos como objetivo central da política externa, mesmo que isso implique maior disposição para intervenções, confrontos geopolíticos e projeção de força em diferentes regiões do mundo. De outro, os defensores da contenção argumentam que o país deveria reduzir seu envolvimento em conflitos externos, transferir uma parcela maior das responsabilidades de defesa para seus aliados e direcionar recursos para a reconstrução da competitividade econômica, da infraestrutura e da base industrial doméstica.

O desfecho dos conflitos mais recentes, especialmente no Oriente Médio, poderá influenciar diretamente o equilíbrio entre essas correntes. Para os investidores, essa discussão é relevante, porque afeta decisões relacionadas a gastos militares, alianças estratégicas, segurança energética, cadeias globais de suprimentos e, em última instância, a configuração geopolítica que tende a moldar os mercados internacionais ao longo da próxima década. 

· 04:11 — Uma nova ordem mundial

Estamos assistindo à consolidação de uma ordem global cada vez mais tripolar, impulsionada por um volume sem precedentes de investimentos em três frentes estratégicas: inteligência artificial, defesa e transição energética.

Somados, os gastos públicos e privados nessas áreas já se aproximam de US$ 10 trilhões em 2026 e, segundo diversas estimativas, podem alcançar US$ 16 trilhões até o fim da década. Mais do que movimentos isolados, trata-se de uma transformação estrutural que mobiliza simultaneamente Ásia, Europa e Américas, dando forma ao que vem sendo descrito como um novo superciclo global de investimentos.

Nesse ambiente, a geopolítica deixa de atuar apenas como fonte de risco e passa a desempenhar um papel cada vez mais relevante como direcionadora dos fluxos de capital, estimulando investimentos em infraestrutura, tecnologia, energia e segurança nacional. 

Ao mesmo tempo, a mais recente cúpula do G7 evidencia os desafios de coordenação em um mundo progressivamente mais fragmentado. Criado para liderar a resposta das principais economias avançadas a crises globais, o grupo opera hoje em um contexto profundamente diferente daquele que marcou sua origem.

A ascensão da China, o crescimento da Índia e a maior relevância de outras economias emergentes reduziram o peso relativo das nações desenvolvidas na economia mundial, enquanto divergências internas tornaram mais complexa a construção de consensos.

Embora exista convergência em temas como a reabertura do Estreito de Ormuz e a não proliferação nuclear iraniana, persistem diferenças importantes em áreas como comércio internacional, regulação da inteligência artificial, governança da internet, apoio à Ucrânia e o próprio papel dos Estados Unidos na arquitetura global. 

O resultado é um ambiente em que a cooperação internacional continua sendo necessária, mas já não possui a mesma capacidade de coordenação observada nas décadas anteriores. Em vez de uma liderança global claramente definida, emerge uma estrutura mais descentralizada, na qual diferentes blocos econômicos e geopolíticos buscam defender seus próprios interesses, ainda que mantenham espaços pontuais de cooperação.

Para os investidores, essa mudança ajuda a explicar a crescente relevância de temas como defesa, segurança energética, inteligência artificial, infraestrutura estratégica e soberania tecnológica nas decisões de alocação de capital. Em um mundo mais multipolar, os fluxos de investimento tendem a responder não apenas aos fundamentos econômicos tradicionais, mas também às prioridades geopolíticas que moldarão a próxima fase do crescimento global. 

· 05:03 — O estado ‘belicoso’ das coisas 

A parceria entre General Motors e Lockheed Martin reflete uma preocupação crescente dos Estados Unidos com a necessidade de ampliar sua capacidade de produção militar em um cenário geopolítico cada vez mais complexo. A iniciativa busca unir a expertise da Lockheed Martin no desenvolvimento de sistemas de defesa à escala industrial e à eficiência logística da GM, fortalecendo cadeias de suprimentos, ampliando a produção de munições e reduzindo gargalos que há anos preocupam o Pentágono.

O movimento ocorre em meio aos esforços do governo Trump para acelerar a base industrial de defesa, incluindo incentivos à fabricação de mísseis, drones e outros equipamentos estratégicos, além do uso da Lei de Produção de Defesa para expandir a capacidade produtiva do setor. 

Essa preocupação ganhou ainda mais relevância após o conflito com o Irã, que evidenciou o elevado consumo de munições modernas e levantou questionamentos sobre a velocidade de reposição dos estoques americanos em um cenário de tensões prolongadas. Autoridades estimam que a recomposição de determinados sistemas, como mísseis Tomahawk e interceptadores de defesa aérea, pode levar vários anos.

Nesse contexto, cresce a percepção de que será necessário fortalecer a base industrial do país para garantir capacidade de resposta simultânea em diferentes frentes estratégicas, incluindo uma eventual crise envolvendo Taiwan.

Ainda assim, transformar essa ambição em realidade exigirá mais do que capacidade produtiva: dependerá também da aprovação de recursos pelo Congresso e da celebração de contratos de longo prazo que ofereçam previsibilidade suficiente para sustentar os investimentos necessários da indústria. 

Para o investidor, essa tendência continua criando oportunidades em empresas ligadas aos segmentos de defesa, aeroespacial e segurança nacional. ETFs temáticos como o Select STOXX Europe Aerospace & Defense (EUAD), o Global X Defense Tech (SHLD) e o First Trust Indxx Aerospace & Defense (MISL) oferecem formas eficientes de capturar esse movimento por meio de uma exposição diversificada a companhias que se beneficiam do aumento estrutural dos gastos militares.

No mercado brasileiro, alternativas como o BDR do iShares U.S. Aerospace & Defense ETF (BAER39) e o SHLD39 cumprem papel semelhante, permitindo acesso simplificado a essa temática. Ainda assim, como ocorre em qualquer tese setorial, a disciplina de alocação permanece essencial. Exposições individuais entre 1% e 2,5% da carteira, com limite agregado próximo de 5% para o tema, tendem a oferecer um equilíbrio adequado entre potencial de retorno, diversificação e controle de risco, respeitando tanto o caráter estrutural da tese quanto a volatilidade inerente ao setor. 

O post Ibovespa hoje: ‘ressaca’ pós-Copom, Fed e acordo preliminar entre EUA e Irã; o que esperar da quinta-feira (18)? apareceu primeiro em Empiricus.

  •  

Sparta Infra (JURO11): queda e corte de rendimentos são alerta ou oportunidade?

A reprecificação no mercado de crédito incentivado tem gerado um clima mais conturbado para os fundos da categoria. O Sparta Infra (JURO11) é um dos fundos que ficaram mais expostos à marcação a mercado nesse contexto de saída de recursos.

No início do mês, a Sparta anunciou uma redução temporária na distribuição de rendimentos do JURO11, passando de R$ 1,00 para R$ 0,75 por cota em maio, e R$ 0,50 neste mês. O movimento se refletiu na queda do preço das cotas, que acumulam desvalorização próxima de 7% desde o início de maio.

Diante de um cenário mais pressionado para a categoria de debêntures incentivados, há oportunidade nas cotas do JURO11?

Para entender o posicionamento da empresa, os analistas da série Os Melhores Fundos, da Empiricus Research, conversaram com Caio Palma, gestor de infraestrutura da Sparta, e com a Natália Coura, responsável pelo relacionamento com investidores.

Confira: acesso gratuito por 30 dias na Empiricus+, com recomendações de especialistas e muito mais; clique aqui

JURO11: O que mudou de verdade?

Na avaliação dos analistas da casa, a queda nas cotas está muito mais ligada a um contexto mais amplo da categoria do que um problema estrutural do fundo.

A combinação entre dificuldades enfrentadas por emissores relevantes, o enfraquecimento do desempenho de fundos e a continuidade dos resgates levou a uma reprecificação significativa das debêntures, explica a equipe de analistas dos Melhores Fundos da Empiricus.

“Nos últimos anos, parte relevante dos rendimentos distribuídos foi sustentada não apenas pelo carrego dos títulos, mas também pelos ganhos de capital proporcionados pelo fechamento dos spreads de crédito. Com a recente abertura desses spreads e a elevação dos juros reais, fator particularmente relevante para um fundo indexado ao IPCA, esse componente adicional de retorno deixou de existir, exigindo uma postura mais conservadora na distribuição”, afirmam.

A avaliação dos analistas após a conversa com a gestora é de que os preços dos ativos já apresentam melhora em relação aos momentos mais críticos, embora a dinâmica de resgates nos fundos abertos da indústria ainda continue contribuindo para a volatilidade no curto prazo.

Nesse ambiente, os especialistas enxergam uma oportunidade interessante no JURO11. “Por ser um fundo fechado, o veículo não enfrenta pressão de vender ativos para fazer frente a resgates, o que lhe confere maior capacidade de atravessar períodos de turbulência com disciplina e flexibilidade”, avaliam.

Com isso, a gestão pode reciclar gradualmente a carteira em níveis mais elevados de spread, aproveitando distorções criadas pelo estresse recente do mercado.

Quanto à reação negativa dos investidores ao corte de distribuição, os analistas enxergam uma ampliação do desconto da cota de mercado para cerca de 4%, além de uma elevação da taxa implícita de negociação para aproximadamente IPCA + 9,8% ao ano, líquida de taxas.

“Na nossa avaliação, a redução dos rendimentos possui caráter muito mais conjuntural do que estrutural. A combinação entre spreads mais atrativos, desconto na cota de mercado e benefícios inerentes à estrutura fechada cria uma relação risco-retorno particularmente interessante para investidores com horizonte de médio e longo prazo”, avaliam.

Aproveite e veja esse e mais tipos de relatórios completos na plataforma do Empiricus+

Como ir além do olhar superficial do mercado?

Nem sempre as oportunidades mais atraentes à primeira vista são as que despertam entusiasmo imediato no mercado.

O JURO11 é um exemplo disso.  Mas, ao analisar os fundamentos e o contexto de mercado com mais profundidade, os analistas da Empiricus chegam a conclusões diferentes das que predominam no consenso.

E é justamente esse tipo de análise que você encontra na Empiricus+.

A plataforma reúne relatórios exclusivos, recomendações de investimento, carteiras recomendadas e análises produzidas por especialistas que buscam identificar valor onde a maioria dos investidores não está olhando.

Ao se tornar assinante, você passa a acompanhar não apenas as recomendações dos analistas, mas também o raciocínio por trás de cada tese de investimento.

Para conhecer mais sobre a plataforma, a Empiricus está liberando 30 dias de acesso gratuito ao Empiricus+, onde você pode conferir todas as análises que te ajudarão a fazer as melhores decisões para os seus investimentos.

A plataforma oferece carteiras recomendadas pensadas para diferentes perfis e objetivos de investimento, além de reunir conteúdos exclusivos sobre ações, fundos, renda fixa e diversas outras classes de ativos, proporcionando uma visão mais ampla do mercado.

Se você busca uma visão além do senso comum e quer entender por que determinados ativos entram no radar dos especialistas, vale a pena conhecer o Empiricus+.

QUERO FAZER O TESTE GRATUITO DE 30 DIAS NO EMPIRICUS+

O post Sparta Infra (JURO11): queda e corte de rendimentos são alerta ou oportunidade? apareceu primeiro em Empiricus.

  •